LEI Nº 2.177/05, DE 07 DE DEZEMBRO DE 2005. Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Ananindeua e dá outras providências.

O Prefeito Municipal de Ananindeua – Estado do Pará, no uso de suas atribuições legais, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele, em seu nome, sanciona a seguinte Lei: TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES CAPÍTULO I DO REGIME JURÍDICO Art. 1º - O regime jurídico dos servidores públicos da Administração direta, das autarquias e das fundações públicas do Município de Ananindeua é o estatutário. Parágrafo Único – O disposto neste Estatuto não se aplica: I – aos servidores investidos em empregos públicos, assim definidos em lei municipal específica; II – aos empregados de empresas públicas, sociedades de economia mista e outras entidades da Administração indireta que explorem atividade econômica. III – aos contratados por tempo determinado, para atender à necessidade temporária por excepcional interesse público. Art. 2º - Para os efeitos desta Lei, são servidores aqueles legalmente investidos em cargos públicos, de provimento efetivo ou de provimento de comissão. Art. 3º - Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidade previstas na estrutura organizacional, cometido a um servidor. Parágrafo Único – os cargos públicos acessíveis a todos os brasileiros, e aos estrangeiros na forma da lei, são criados por lei em número certo, denominação própria e vencimentos pagos pelos cofres públicos.

Art. 4º- Os cargos de provimento efetivos da Administração direta, das autarquias e das fundações públicas serão organizados preferencialmente em carreiras. Art. 5º - As carreiras serão organizadas em classes de cargos, observadas a escolaridade e a qualificação profissional exigidas, bem como a natureza e a complexidade das atribuições a serem exercidas por seus ocupantes, na forma prevista na legislação especifica. Art. 6º - É vedado cometer ao servidor atribuições diversas das de seu cargo, exceto as de cargo de direção ou assessoramento e de comissões legais. Art. 7º - É proibido o exercício gratuito de cargos públicos, salvo nos casos previstos em lei. CAPITULO II DO PROVIMENTO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 8º - São requisitos básicos para ingresso e permanência no serviço público: I – nacionalidade brasileira; II – gozo dos direitos políticos III – regularidade com as obrigações militares e eleitorais; IV – nível de escolaridade exigido para exercício do cargo; V – idade mínima de 18 (dezoito) anos; VI – boa saúde física e mental, comprovada em prévia inspeção médica oficial, admitida a incapacidade parcial, na forma que a lei estabelecer. § 1º - As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei. § 2º - Lei específica, observada a lei federal, poderá definir os critérios para admissão de estrangeiros no serviço público. § 3º - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargos cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que

são portadoras, sendo a elas reservados 5% (cinco por cento) das vagas oferecidas no concurso. Art.9º - O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato de autoridade competente de cada Poder, do dirigente superior de autarquia ou fundação pública. Art. 10 - A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. Art. 11 - São formas de provimento em cargo público: I – nomeação; II – promoção; III – readaptação; IV – reversão; V – reintegração; VI – recondução; SEÇÃO II DO CONCURSO PÚBLICO Art. 12 - A investidura em cargo público de provimento efetivo será feita mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo. Parágrafo único – A Admissão dos profissionais da educação farse-á exclusivamente por concurso público de provas e títulos. Art. 13 - O concurso público terá validade de até 02 (dois) anos, prorrogável, uma vez, por igual período. § 1º - O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que será publicado no órgão oficial de imprensa do Município. § 2º - Não se abrirá novo concurso público enquanto a ocupação do cargo puder ser feita por servidor em disponibilidade ou por candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade ainda não expirado. § 3º - A aprovação em concurso não cria direitos à nomeação, mas esta, quando se der, far-se-á em ordem rigorosa de classificação dos candidatos, após prévia inspeção médica oficial.

Do edital do concurso deverão constar. cujo exercício exija apenas conhecimentos profissionais para o bom desempenho de suas atribuições. que farão parte do edital. Art. quando se tratar de cargo isolado ou de carreira. distribuídas por especializadas ou disciplina. os concursos públicos serão regidos por instruções especiais. publicação de resultados parciais ou globais e homologação de concurso e nomeação. II – número de vagas a serem preenchidas. Além das normas gerais. 15. Art 17. Os demais requisitos para ingresso e desenvolvimento dos servidores na carreira. O concurso somente poderá ser realizado no prazo mínimo de 30 (trinta) dias após o encerramento das inscrições. . mediante promoção. 19. A nomeação far-se-á: I – em caráter efetivo. Parágrafo Único. SEÇÃO III DA NOMEAÇÃO Art. O edital do concurso estabelecerá os requisitos a serem satisfeitos pelos candidatos. Parágrafo Único. quando for o caso. A nomeação para cargo efetivo depende de prévia habilitação em concurso público de provas ou de provas e títulos. Aos candidatos serão assegurados meios amplos de recursos nas fases de homologação das inscrições.Art. com o respectivo vencimento do cargo. Art. com ampla publicidade. 14. entre outros. serão estabelecidos pela lei que disponha sobre o sistema de carreira na Administração Pública Municipal e seus respectivos regulamentos. fora eventuais conhecimentos profissionais. II – em comissão. para cargos de livre nomeação e exoneração cujo exercício exija relação de confiança entre a autoridade nomeante e o nomeado. os seguintes requisitos: I – grau de instrução exigível. comprovado mediante apresentação de documento competente. Art. 18. obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. 16.

§ 4º. 21. Os cargos em comissão. prevista no inciso VI do art. 8º desta lei. Será tornado automaticamente sem efeito o ato de provimento se a posse não ocorrer nos prazos previstos nos §§ 1º e 2º deste artigo. formalizada com a assinatura do termo pela autoridade competente e do empossado. § 1º. ou afastado por qualquer outro motivo legal. 20. A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de provimento. emprego ou função pública. quando ocupar cargo em comissão. Será reservado o percentual mínimo de 3% (três por cento) para o provimento dos cargos em comissão por servidores titulares de cargo efetivo § 2º. serão providos mediante livre escolha da autoridade competente de cada poder. o prazo será contado do término do impedimento. SUBSEÇÃO I DA POSSE E DO EXERCÍCIO Art. poderá optar pela remuneração deste ou por uma gratificação de 40% (quarenta por cento) sobre o vencimento do cargo. Parágrafo Único. O servidor efetivo. Só poderá ser empossado aquele que for julgado física e mentalmente apto para o exercício do cargo. chefia e assessoramento. . se for o caso. destinados apenas as atribuições de direção. § 2º. § 1º. Art. II – declaração de exercício de outro cargo. No ato da posse o servidor apresentará obrigatoriamente: I – declaração dos bens e valores que constituem seu patrimônio. 22. Só haverá posse nos casos de provimento por nomeação. Posse é a aceitação expressa das atribuições. § 5º.Art. prorrogável por igual período a requerimento do interessado e conveniência da administração. com o compromisso de bem servir. § 3º. Em se tratando de servidor em licença. deveres e responsabilidades inerentes ao cargo público. A posse em cargo público dependerá da prévia inspeção médica oficial.

Art. § 1º. Art. Ao entrar em exercício o servidor apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao seu assentamento individual. É de até 05 (cinco) dias o prazo para o servidor entrar em exercício. O servidor que exercer cargo efetivo em órgão ou entidade da Administração distante da sede do Município terá até 30 (trinta) dias de prazo para entrar em exercício. 23. À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for designado o servidor compete dar-lhe o exercício. Na hipótese de o servidor encontrar-se afastado legalmente. os prazos previstos neste artigo serão contados a partir do término do afastamento. O exercício do cargo em comissão exigirá de seu ocupante integral dedicação ao serviço. § 7º. desde que tal medida implique mudança de seu domicílio. Parágrafo Único. a readaptação e a recondução não interrompem o exercício. sem direito à gratificação pela prestação de serviço extraordinário. II – da publicação oficial do ato. contados: I . § 2º. 24. § 4º. A promoção. SUBSEÇÃO II DO ESTÁGIO PROBATÓRIO . a interrupção e o reinício serão registrados no assentamento individual do servidor. § 6º. 25. no caso de reintegração e reversão. § 5º.da posse.Art. § 3º. O início. podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. a suspensão. Será exonerado o servidor empossado que não entrar no exercício no prazo previsto no § 1º. Considera-se o prazo previsto no parágrafo anterior o período necessário ao deslocamento do servidor para a nova localidade. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo.

Suspender-se-á o estágio probatório no período em que o servidor encontrar-se nos seguintes casos: I – licenças previstas no art. sendo um destes designado presidente. VI – responsabilidade. Art. § 1º A Comissão será integrada por servidores designados pela autoridade competente para avaliação de desempenho do servidor no estágio probatório. II – cessão prevista no art. o servidor nomeado para cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por um período de 36 (trinta e seis) meses. V – produtividade. 125. 167. IV – afastamento para ocupar o cargo de Secretário Municipal ou a ele equiparado. III – afastamento para o exercício de cargo em comissão no Município. Parágrafo Único. observado o disposto no seu § 4º.Art. V – afastamento para exercício de mandato eletivo federal. IV – qualidade de trabalho. será retomada a contagem do período restante do estágio probatório. 28. . durante o qual sua aptidão e capacidade serão avaliadas para o desempenho do cargo. A avaliação de desempenho do servidor no estágio probatório será realizada por uma comissão composta de 05 (três) servidores efetivos e estáveis. ressalvado a hipótese de acumulação do cargo com um mandato. 27. observados os seguintes fatores: I – assiduidade. Art. I. Retornando o servidor ao exercício do cargo. 26. Ao entrar em exercício. estadual. II – disciplina. III – capacidade de iniciativa. ou municipal.

o seu chefe imediato.§ 2º Os servidores a que se refere o caput deste artigo terão nível hierárquico igual ou superior ao do servidor a ser avaliado. bem como a defesa. 29. darse-lhe-á conhecimento. § 4º Não poderá participar da Comissão cônjuge. reconduzido ao cargo anteriormente ocupado. § 1º. será o servidor em estágio probatório exonerado.26 deverá processar-se de modo que a exoneração. 40. caso contrário. § 5º Havendo previsão de uma comissão de desenvolvimento funcional na lei que instituir o sistema de carreiras. após 03 (três) anos de efetivo exercício. § 5º A apuração dos requisitos mencionados no art. . possa ser feita antes do término do período do estágio probatório. ser-lhe-á encaminhado o respectivo ato. § 3º A Comissão terá como secretário um dos servidores que a integram. § 3º Se a autoridade considerar cabível a exoneração do servidor. a ser designado pelo seu presidente. ratificará o ato de nomeação. Art. para efeito de apresentação de defesa escrita no prazo de 10 (dez) dias. podendo ser um deles. A Comissão emitirá parecer contrário ou favorável da confirmação do servidor no estágio probatório no prazo mínimo de 120 (cento e vinte) dias antes do término do período. ou se estável. que decidirá sobre a exoneração ou manutenção do servidor. os servidores nomeados em virtude de concurso público e aprovados na avaliação de desempenho prevista no artigo 28 desta lei. § 2º A Comissão encaminhará o parecer. avaliando o seu desempenho com relação à observância ou não dos requisitos mencionados no art. SUBSEÇÃO III DA ESTABILIDADE Art. poderá ficar a cargo desta a avaliação do desempenho do servidor em estagiário probatório. à autoridade municipal competente. convivente ou parente do servidor em estágio probatório. Se o parecer for contrário à permanência do servidor. em linha reta ou colateral. 30. São estáveis. § 4º Após comprovada administrativamente a incapacidade ou inadequação para o serviço público. na forma do art. consanguíneo ou afim. até o segundo grau. se houver. inclusive. 26. quando houver.

III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho assegurada ampla defesa. SEÇÃO IV DA PROMOÇÃO Art. 32. § 1º A perda do cargo nos termos do inciso IV dar-se-á na forma da lei complementar federal. o servidor será aposentado. 31. 34. Os critérios de avaliação do servidor para efeito de promoção serão estabelecidos pela lei que instituir o sistema de carreiras. Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental. em cumprimento ao limite de despesa estabelecido em lei complementar federal. . assegurada a ampla defesa. na mesma carreira.Art. Promoção é a elevação do servidor à classe imediatamente superior àquela a que pertence. sua capacidade para exercício das atribuições da classe correspondente. Art. § 2º O servidor que perder o cargo na forma do inciso IV fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. O servidor estável só perderá o cargo: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado. II – mediante processo administrativo disciplinar. A promoção não interrompe nem suspende o tempo de exercício que é contado no novo posicionamento na carreira a partir da data da publicação do ato que promover o servidor. Art. SEÇÃO V DA READAPTAÇÃO Art. 33. IV – quando houver a necessidade de redução de pessoal. 35. § 1º Se julgado incapaz para o serviço público. desde que comprovada. mediante avaliação prévia. verificada em inspeção médica.

seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. 38. Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado por invalidez quando. posto em disponibilidade remunerada. SEÇÃO VI DA REVERSÃO Art. § 3º Inexistindo cargo vago. § 4º Em qualquer hipótese. Art. SEÇÃO VII DA REINTEGRAÇÃO Art. SEÇÃO VIII DA RECONDUÇÃO Art. observados os arts. com ressarcimento de todas as vantagens e reconhecimento dos direitos inerentes ao cargo. é necessário que o aposentado não haja completado 70 (setenta) anos de idade. 37. Reintegração é a reinvestidura do servidor concursado no cargo anteriormente ocupado ou no cargo resultante de sua transformação. 48 a 51. 40. 36. . o servidor será colocado em disponibilidade. A reversão far-se-á no mesmo cargo anteriormente ocupado ou em outro de atribuições análogas sem redução de vencimento. ainda.§ 2º A readaptação será efetivada em cargo de carreira de atribuições afins ao anteriormente ocupado. por junta médica oficial. respeitada a habilitação exigida. aproveitado em outro cargo de atribuições e vencimentos compatíveis ou. Recondução é o retorno do servidor concursado estável ao cargo anteriormente ocupado. o servidor ficará em disponibilidade. observado o disposto nos arts. 48 a 51. a readaptação não poderá acarretar aumento ou redução dos vencimentos do servidor. § 2º Encontrando-se provido o cargo. declarados insubsistentes os motivos determinantes da aposentadoria. devendo ser aproveitado tão logo haja vacância de cargo compatível com a sua capacidade. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial. Art. 39. Para que a reversão possa efetivar-se. sem direito a indenização. § 1º Na hipótese de o cargo ter sido extinto.

§ 2º A remoção de ofício ocorrerá para ajustamento de lotação e força de trabalho às necessidades dos serviços. § 2º Encontrando-se provido o cargo anterior. II – reintegração de outro servidor ao cargo ora ocupado. inclusive nos caso de reorganização da estrutura interna da Administração Municipal. no âmbito do mesmo poder. 41. no âmbito do mesmo quadro de pessoal.§ 1º A recondução ocorrerá em casos de: I – inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. Remoção é o ato pelo qual o servidor passa a ter exercício em outro órgão da Administração Municipal. III – mesmo nível de escolaridade. II – atribuições de mesma natureza e grau de complexibilidade e responsabilidade. CAPÍTULO III DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO SEÇÃO I DA REMOÇÃO Art. . observada. o disposto no arts. SEÇÃO II DA REDISTRIBUIÇÃO Art. 48 a 51. 42. em qualquer das hipóteses. a critério da Administração. o servidor será aproveitado em outro de atribuições e vencimentos compatíveis ou colocado em disponibilidade. especialidade ou habilitação profissional. II – a pedido. Redistribuição é o deslocamento de servidor estável para cargo do quadro de pessoal de outra entidade da Administração Municipal. observados os seguintes preceitos: I – equivalência de vencimentos. § 1º Dar-se-á a remoção: I – de ofício.

43. VI e VII do art. CAPÍTULO IV DO TEMPO DE SERVIÇO Art. serão considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I – férias. Parágrafo Único. V – júri e outros serviços obrigatórios por lei. 48 a 51. estadual ou municipal. estadual. VI – missão ou estudo. parágrafo único. distrital ou municipal. Art. que serão convertidos em anos. 146. Além das ausências ao serviço previstas no art. extinto o cargo ou declarado sua desnecessidade. inclusive nos casos de reorganização. A apuração do tempo de serviço será feita em dias. 165. exceto para promoção por merecimento. V. 125. § 2º A redistribuição dar-se-á mediante decreto. É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função . § 3º Nos casos de reorganização ou extinção de entidade. 44. VII – licenças previstas nos incisos I. observado o disposto no art. os servidores estáveis que não puderem ser redistribuídos serão colocados em disponibilidade. IV. IV – desempenho de mandato eletivo federal. § 1º A redistribuição ocorrerá de ofício para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços. extinção ou criação de entidade da Administração Municipal. considerado o ano de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. quando o afastamento houver sido autorizado pela autoridade competente. III – participação autorizada em programas de treinamento ou capacitação. III. II – exercício de cargo em comissão ou equivalente em órgão ou entidade federal. II.IV – compatibilidade entre as finalidades institucionais da entidade. observado o disposto nos arts.

em cumprimento ao limite de despesas estabelecido em lei complementar federal. II – a pedido do próprio servidor. § 2º A exoneração do cargo em comissão dar-se-á: I – a juízo de autoridade competente. II – demissão. 45.de órgão ou entidades dos Poderes da União. . VII – falecimento. VI – posse em outro cargo inacumulável. 47. Art. IV – quando houver necessidade de redução de pessoal. II – quando tendo tomado posse. § 1º A exoneração de ofício ocorrerá: I – quando não satisfeitas as condições do estágio probatório. do Distrito Federal e dos Municípios. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor ou de ofício. A vacância do cargo público decorrerá de: I – exoneração. A vaga ocorrerá na data: I – do falecimento do ocupante do cargo. III. V – aposentadoria. CAPÍTULO V DA VACÂNCIA Art. Art. 31. III – promoção IV – readaptação. III. o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido. do Estado. 46.quando não aprovado na avaliação periódica de desempenho prevista no art.

Art. o servidor estável ficará em disponibilidade. se homem. § 1º O órgão de pessoal determinará o imediato aproveitamento do servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer em órgão ou entidade da Administração Municipal. § 3º A proporcionalidade de que trata o parágrafo anterior será reduzida em 05 (cinco) anos para professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. 48. no caso de empate. se mulher. III – da publicação da lei que cria o cargo e conceder dotação para o seu provimento ou da lei que determinar esta última medida. o que contar mais tempo de serviço público municipal.II – imediata àquela em que o servidor completar 70 (setenta) anos de idade. IV – da posse em outro cargo de acumulação proibida. mediante aproveitamento obrigatório. demitir ou conceder promoção. exonerar. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á. ainda. estadual ou municipal será contado para efeito de disponibilidade. em caso de vacância de cargo de atribuições e vencimento compatível com o anteriormente ocupado. 49. CAPÍTULO VI DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO Art. ou. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. se o cargo já estiver criado. com remuneração proporcional ao tempo de serviço. do ato que aposentar. § 4º A remuneração do servidor em disponibilidade não poderá ser inferior a 01 (um) salário mínimo vigente no país. . e de 1/30 (um trinta avos) por ano de serviço. § 2º No aproveitamento terá preferência o servidor que estiver a mais tempo em disponibilidade e. § 2º O cálculo da remuneração a que se refere o caput deste artigo far-se-á na razão de 1/35 (um trinta e cinco avos) por ano de serviço. § 1º O tempo de serviço público federal.

§ 2º A substituição dar-se-á de forma automática nos afastamentos ou impedimentos regulamentares do titular. salvo em caso de doença comprovada em inspeção por junta médica oficial. o titular do cargo de direção. Parágrafo Único. ou previamente designados pela autoridade competente. 53. 51. 35. 50. chefia ou assessoramento poderá ser nomeado ou designado. Art. Em caso excepcional. § 2º verificando-se redução de sua capacidade física ou mental que inviabilize o exercício das atribuições antes desempenhadas. § 1º Se julgado apto. § 3º Constatada a incapacidade definitiva para o exercício de qualquer atividade no serviço público. 52. A hipótese prevista neste artigo configurará abandono de cargo. Os servidores ocupantes de cargo em comissão ou investidos em função gratificada terão substitutos indicados por ato normativo da Administração. o servidor assumirá o exercício do cargo no prazo de 30 (trinta) dias contados da publicação do ato de aproveitamento. como substituto para outro cargo da mesma natureza. até que se verifique a nomeação ou designação do titular. cabendo-lhe fazer a devida opção. CAPÍTULO VII DA SUBSTITUIÇÃO Art. o servidor em disponibilidade será aposentado. mediante inspeção por junta médica oficial. observar-se-á o disposto no art. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido no § 1º do artigo anterior. apurado mediante processo administrativo. atendido à conveniência da Administração. Parágrafo Único. na forma desta Lei. Art. § 1º O servidor substituto fará jus à retribuição pelo exercício do cargo ou função a que se refere o caput deste artigo na proporção dos dias de efetiva substituição. . Nessa hipótese o servidor somente perceberá o vencimento correspondente a um cargo. cumulativamente. O aproveitamento de servidor que se encontre em disponibilidade dependerá de prévia comprovação de sua capacidade física e mental.Art.

poderá o período extraordinário exceder o limite máximo previsto no parágrafo anterior. Parágrafo único. § 2º O período extraordinário não está compreendido nos limites previstos no caput deste artigo. para a realização de serviços inadiáveis. § 4º Ocorrendo necessidade imperiosa. 55.Art. O servidor terá direito a repouso semanal remunerado. e o período normal da semana de trabalho não excederá a 30 (trinta) horas. § 1º A jornada mínima dos servidores atenderá à conveniência da Administração e poderá ser diferenciada de acordo com a necessidade de cada setor. 56. não podendo exceder o limite máximo de 02 (duas) horas diárias. sempre que o serviço público exigir o regime de escalonamento de trabalho. § 5º Atendendo à conveniência e à necessidade de serviço. devendo ser remunerado com a gratificação prevista no art. bem como nos dias de feriado civil e religioso. A jornada normal de trabalho dos servidores municipais não será superior a 06 (seis) horas diárias. Havendo excepcional interesse público. § 6º A jornada de trabalho pode ser fixada de forma distinta à do caput deste artigo. 80. § 3º O período extraordinário só será assim considerado quando requisitado justificadamente pela chefia imediata. a substituição temporária de servidor efetivo poderá se dar mediante contratação por tempo determinado. na forma que a lei estabelecer. ou cuja inexecução possa acarretar prejuízo manifesto à Administração. 54. respeitando-se o limite semanal. TÍTULO II DOS DIREITOS E VANTAGENS CAPÍTULO I DA JORNADA DE TRABALHO Art. poderá ser adotado o sistema de compensação de horários estabelecido por decreto. A remuneração do dia de repouso corresponderá a um dia normal de trabalho para cada semana trabalhada. Art. . devendo ser fixada por decreto.

58. sequestro ou penhora. Art. CAPÍTULO II DA RENUMERAÇÃO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. conceder-se-á um intervalo de 15 (quinze) minutos. A remuneração e os proventos não serão objeto de arresto. na forma definida em regulamento. quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. a título de remuneração. acrescido das vantagens pecuniárias. Parágrafo único: será assegurado o tratamento remuneratório isonômico para os trabalhadores com funções iguais ou assemelhadas. conceder–se-á um intervalo para repouso ou alimentação. 57. sem distinção de índices. observandose a igualdade de direitos. de uma 1 (uma) hora. 60. 59. dentro do mesmo nível de escolaridade. 62. nos termos do artigo 37. Parágrafo único: Mediante autorização do servidor. poderá haver consignação em folha de pagamento em favor de terceiros. exceto nos casos de decisão judicial. obrigações e deveres. salvo por imposição legal ou mandado judicial. Nenhum servidor poderá receber mensalmente. por meio de celebração de convênio. estabelecidas em lei. 61. inciso X da Constituição Federal. a critério da Administração e com reposição de custos. não podendo exceder de 2 (duas) horas. . A revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos municipais far-se-á por meio de lei especifica. Nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou proventos. independentemente do tipo ou regime de vínculo empregatício.Art. Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda 6 (seis) horas. ou autorização expressa do servidor. §1º Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho. Art. permanentes ou temporárias. Art. §2º Não poderá haver prestação de serviço extraordinário durante o intervalo de que trata este artigo. nos limites legais. importância superior aos limites estabelecidos pela Constituição da República. Remuneração é o vencimento do cargo. Art. o qual será. no mínimo.

em virtude de condenação. O servidor perderá: I – a remuneração do dia. se não comparecer ao serviço. com valor fixado em lei. quando afastado por motivo de prisão em flagrante ou preventiva. determinada pela autoridade competente. Art. 96. § 3º Será inscrito em dívida ativa para cobrança judicial o débito que não houver sido quitado no prazo previsto. a pena que não determine a perda do cargo. IV – metade da remuneração. 63. 65. ausências e saídas antecipadas. enquanto perdurar a prisão. observar-se-á o disposto no art. Art. salvo por motivo legal ou por moléstia devidamente comprovada nos termos deste Estatuto. ressalvado o disposto no art. III – 1/3 (um terço) da remuneração. em valores atualizados. a reposição ao Erário poderá ser feita em uma única parcela no mês subsequente. sendo vedada a sua vinculação. durante o afastamento. Nas hipóteses dos incisos III e IV do artigo anterior. §2º O servidor em débito com o Erário que for demitido. iguais ou superiores a 60 (sessenta) minutos mensais. §1º Quando constatado pagamento indevido ao servidor por erro no processamento da folha. As reposições e indenizações ao Erário poderão ser descontadas em parcelas mensais não excedentes à décima parte da remuneração ou proventos. O recebimento de quantias indevidas poderá ensejar processo administrativo disciplinar para apuração de responsabilidade e aplicação das penalidades cabíveis. II – a parcela da remuneração diária proporcional aos atrasos. 64. exceto nos casos de compensação de horários ou quando devidamente autorizados ou justificados pela autoridade competente. por sentença definitiva.Art. Parágrafo Único. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitá-lo. SEÇÃO II DO VENCIMENTO Art. 66. 68. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. .

As vantagens previstas nesta Seção não serão computadas nem acumuladas para efeito de concessão de acréscimos pecuniários ulteriores. 69. Para efeito desta Lei. considera-se vencimento o valor correspondente ao vencimento do cargo acrescido das vantagens pecuniárias estabelecidas em lei como de caráter permanente. 73. II – abono familiar. Art. SEÇÃO II DAS GRATIFICAÇÕES E DOS ADICIONAIS Art. 70. serão deferidos os adicionais e as gratificações seguintes: . 71. As vantagens previstas nos incisos II e III serão concedidas na forma da legislação competente. desde que observados os limites dispostos na Constituição da República. 67. Art. Os vencimentos são irredutíveis. IV – auxílio-funeral. Art. 68. CAPÍTULO III DAS VANTAGENS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.Parágrafo Único. Além dos vencimentos e vantagens previstos nesta Lei. Por vantagem compreende-se todo o estipêndio diverso do vencimento recebido pelo servidor e que represente efetivo proveito econômico. Art. O menor vencimento não será inferior a 1 (um) salário mínimo vigente no País. Parágrafo único. III – auxílio reclusão. 72. São vantagens a serem pagas aos servidores: I – gratificações e adicionais. Art. Lei que instituir o plano de cargos e carreiras poderá estabelecer a relação entre o maior e o menor vencimento pago pelo Município.

é devido gratificação pelo seu exercício. independentemente da remuneração a que fizer jus. inclusive os ocupantes de cargos em comissão. § 2º Somente serão designados para o exercício de função gratificada servidores ocupantes de cargo efetivo no Município de Ananindeua. § 1º Os valores das funções gratificadas e da remuneração de cargos comissionados serão especificados nos decretos que as instituir. anualmente. § 2º Aos ocupantes de cargo em comissão alheios aos quadros de pessoal permanente do Município será concedida apenas a gratificação natalina. a ser acrescida à sua remuneração. direção ou assessoramento. SUBSEÇÃO II DA GRATIFICAÇÃO NATALINA Art. § 1º As gratificações e adicionais somente se incorporarão aos vencimentos ou proventos nos casos indicados em lei.I – gratificação natalina. a todo servidor municipal. . V – adicional noturno. Art. para atender a encargos previstos na organização administrativa do Município. 74. 75 A gratificação natalina será paga. VI – gratificação produtividade. IV – adicional pelo exercício de atividade insalubre. Ao servidor investido em função gratificada. § 4º As funções gratificadas não constituem situação permanente. II – gratificação por serviço extraordinário. § 3º A criação de função gratificada dependerá de dotação orçamentária para atender às despesas dela decorrentes. com atribuições de chefia. III – adicional por tempo de serviço. perigosa ou penosa.

§ 1º O cálculo da hora será efetuado sobre o vencimento do servidor. 77. com base na remuneração do mês em que ocorrer a exoneração ou demissão. a gratificação natalina ser-lhe-á paga proporcionalmente ao número de meses de exercício no ano. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. por mês de efetivo exercício. Caso o servidor deixe o serviço público municipal. 80. com base nos proventos e na pensão que perceberem na data do pagamento daquela. Art. 76. Art. 89 será acrescido do percentual relativo ao serviço noturno. abatida a importância da primeira parcela pelo valor pago. § 2º A segunda parcela será calculada com base na remuneração em vigor no mês de dezembro. em função de cada hora extra.§ 1º A gratificação natalina corresponderá a 1/12 (um doze avos). § 2º O serviço extraordinário realizado no horário previsto no art. A gratificação natalina poderá ser paga em duas parcelas. Art. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho e de 100% (cem por cento) quando executado aos domingos e feriados. devendo ser integralizado seu pagamento até o dia 20 (vinte) de dezembro de cada ano. A gratificação natalina será estendida aos inativos e pensionistas. respeitado o limite . para efeito do parágrafo anterior. da remuneração devida em dezembro do ano correspondente. § 1º O pagamento de cada parcela far-se-á tomado por base a remuneração devida no mês em que ocorrer o pagamento. 81. Art 78. exceto nos casos em que a escala de trabalho seja exigência do cargo que o servidor ocupa ou em que haja legislação específica. 79. SUBSEÇÃO III DA GRATIFICAÇÃO POR SERVIÇO EXTRAORDINÁRIO Art. § 2º A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de exercício será tomada como mês integral. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias. Art.

máximo de 02 (duas) horas diárias e observado o disposto no art. 55, § 4º. § 1º O serviço extraordinário previsto neste artigo será precedido de autorização da chefia imediata, que justificará o fato. § 2º Optando a Administração Pública pela compensação de horários prevista no art. 55, § 5º, não será concedida a gratificação de que trata esta Seção. Art. 82. O exercício de cargo em comissão, bem como a função de confiança, exclui a gratificação por serviço extraordinário. Art. 83. O servidor que receber importância relativa à gratificação por serviço extraordinário não prestado será obrigado a restituí-la de uma só vez, ficando, ainda, sujeito à punição disciplinar, caso tenha agido de má-fé. Parágrafo Único. É vedado conceder gratificação por serviço extraordinário com objetivo de remunerar outros serviços ou encargos. SUBSEÇÃO IV DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO Art. 84. O adicional por tempo de serviço é vantagem permanente, calculada sobre o vencimento do cargo efetivo adquirido em razão do transcurso de 05 (cinco) anos de efetivo exercício no Município de Ananindeua. § 1º Por qüinqüênio de efetivo exercício no serviço público municipal, será concedido ao servidor um adicional correspondente a 5% (cinco por cento) do vencimento de seu cargo efetivo, sendo devido a partir da primeira remuneração a ser paga depois de completado o período aquisitivo, até o limite de 07 (sete) qüinqüênios. § 2º Serão considerados tempos de serviço, para concessão do benefício previsto no caput deste artigo, os afastamentos computados como de efetivo exercício. SUBSEÇÃO V DOS ADICIONAIS PELO EXERCÍCIO DE ATIVIDADE INSALUBRE, PERIGOSA E PENOSA Art. 85. Os servidores que trabalham com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substância tóxica,

radioativa ou com risco de vida fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. § 1º Os percentuais relativos aos adicionais tratados nesta Subseção são os definidos pelas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, os casos omissos serão estabelecidos em decreto de iniciativa do Poder Executivo. § 2º O servidor que fizer jus a mais de um dos adicionais dispostos nesta Subseção deverá optar por um deles, sendo vedado o recebimento cumulativo dessas vantagens. § 3º O direito ao adicional de insalubridade, periculosidade ou penosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa à sua concessão. Art. 86. Haverá permanente controle da atividade de servidor em operações ou locais considerados penosos, insalubres ou perigosos. Parágrafo Único. A servidora gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. Art. 87. Na concessão dos adicionais de insalubridade, periculosidade ou penosidade, serão observadas as situações especificadas nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho. Art. 88. Os locais de trabalho e os servidores que operam com raios-x ou substâncias radioativas devem ser mantidos sob controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. Parágrafo Único. Os servidores a que se refere este artigo devem ser submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses. SUBSEÇÃO VI DO ADICIONAL NOTURNO Art. 89. O serviço noturno prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia a 05 (cinco) horas do dia seguinte terá o valor/hora acrescido de mais 25% (vinte e cinco por cento), computando-se cada hora como 52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos.

§ 1º Em se tratando de serviço extraordinário, o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre o valor da hora normal de trabalho acrescido do respectivo percentual de extraordinário. § 2º Nos casos em que a jornada de trabalho diário compreender um horário entre os períodos diurnos e noturnos, o adicional será pago proporcionalmente, às horas de trabalho noturno. SUBSEÇÃO VII DA GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE Art. 90. A gratificação de produtividade será concedida aos servidores efetivos da Secretaria Municipal de Finanças que atuem na fiscalização do recolhimento dos tributos de responsabilidade do Município. § 1º. A gratificação prevista no caput deste artigo será paga em decorrência do aumento real da arrecadação dos tributos municipais mediante ações de fiscalização tributária. § 2º. A gratificação de que trata este artigo será regulamentada por meio de decreto a ser expedido pelo Chefe do Poder Executivo e o índice deverá ser de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) e no máximo 100% (cem por cento), calculados sobre o vencimento base do servidor. § 3º. A gratificação a que se refere este artigo para efeito algum será incorporada ao vencimento base do servidor, que somente a perceberá enquanto estiver no exercício do cargo. SEÇÃO III DO ABONO FAMILIAR Art. 91. Será concedido o abono familiar ao servidor, ativo ou inativo, cuja remuneração não ultrapasse o limite estabelecido em lei, desde que sejam atendidas as seguintes condições: I – por cônjuge, quando inválido ou mentalmente incapaz e que não tenha renda própria; II – por filho inválido ou mentalmente incapaz, sem renda própria. § 1º Compreende-se, neste artigo, o filho de qualquer condição, o enteado, o adotivo, bem como o menor que, mediante autorização judicial, estiver sob a guarda e o sustento do servidor. § 2º Ao pai e mãe equiparam-se o padrasto, a madrasta e, na falta destes, os representantes legais dos incapazes.

Todo aquele que. sem prejuízo das demais cominações legais. o requerimento poderá ser feito após sua morte pela pessoa em cuja guarda e sustento se encontrem. Lei Municipal definirá o valor do abono familiar. § 5º O benefício previsto neste artigo será concedido mediante a apresentação de certidão expedida pelo Instituto Nacional de Seguridade Social ou outro que vier substituí-lo. Art. § 2º Passará a ser efetuado ao cônjuge o pagamento do abono familiar relativo ao beneficiário que vivia sob a guarda e sustento do servidor falecido. 92. para efeito deste artigo. § 1º Com o falecimento do servidor e à falta do responsável pelo recebimento do abono familiar. Art. der causa a pagamento indevido de abono familiar ficará obrigado à sua restituição.§ 3º A invalidez. Ocorrendo o falecimento do servidor. por ação ou omissão. ainda que para fins de previdência social. 95. Nenhum desconto incidirá sob o abono familiar. § 4º Considera-se renda própria ou atividade remunerada. corresponde à incapacidade total e permanente para o trabalho. 93. para efeito deste artigo. operando seus efeitos a partir da data do pedido. o abono familiar continuará a ser pago diretamente a seus beneficiários ou por intermediário da pessoa em cuja guarda se encontrem. nem este servirá de base a qualquer contribuição.RECLUSÃO . Art. será assegurado aos beneficiários o direito à sua percepção. comprovada mediante inspeção médica oficial. enquanto assim fizerem jus. atestando que o beneficiário não recebe nenhuma remuneração. 94. SEÇÃO IV AUXÍLIO. § 3º Caso o servidor não haja requerido o abono familiar relativo a seus dependentes. o recebimento de importância igual ou superior ao menor vencimento pago no Município. enquanto fizerem jus à concessão. Art.

97. enquanto perdurar a prisão. observado o limite previsto no parágrafo anterior. mediante comprovação de despesa. Art. 96. no prazo de 03 (três) dias úteis. convivente ou filho menor ou inválido. § 3º Será concedido transporte à família do servidor quando este falecer fora do Município. § 1º Se o funeral for custeado por terceiro. até o limite previsto no caput do artigo anterior. II – metade da remuneração. . o servidor terá direito à integralização da remuneração. o auxílio será pago somente em razão de um dos cargos ocupados. ainda que condicional. determinada pela autoridade competente. em valor equivalente ao menor vencimento pago pelo Município. § 1º No caso previsto no inciso I deste artigo. por meio de procedimento sumaríssimo. durante o afastamento. § 1º No caso de acumulação legal de cargos. § 4º O auxílio-funeral será pago também ao servidor por morte do cônjuge. SEÇÃO V DO AUXÍLIO FUNERAL Art. 98. em virtude de condenação. ainda que ao tempo de sua morte estivesse em disponibilidade ou aposentado. O auxílio funeral será pago à pessoa da família que houver comprovadamente custeado o funeral. por sentença definitiva. desde que absolvido. § 2º O pagamento de auxílio reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade. no desempenho do cargo ou de serviço. nos seguintes valores e situações: I – 2/3 (dois terços) da remuneração quando afastado por motivos de prisão em flagrante ou preventiva. este será indenizado. § 2º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior quando se tratar de hipótese de acumulação de proventos com vencimentos. O auxílio funeral é devido à família do servidor falecido. a pena que não determine a perda do cargo. À família do servidor em atividade é devido o auxílioreclusão.Art.

nem poderão ser computadas para percepção de qualquer vantagem. desloque-se da sede do Município por período superior a 30 (trinta). não podendo exceder à importância correspondente a 3 (três) meses do respectivo vencimento. CAPÍTULO IV DAS INDENIZAÇÕES SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 102 – Não será concedida ajuda de custo: . 101 – A ajuda de custo destina-se à compensação das despesas de instalação do servidor que. § 2º Na hipótese do inciso I deste artigo.§ 2º O pagamento será autorizado pela autoridade competente. Art. 99. SEÇÃO II DA AJUDA DE CUSTO Art. II – diárias. 100 – São indenizações pagas ao servidor: I – ajuda de custo. § 1º Os critérios e os valores da ajuda de custo serão fixados através de decreto. Considera-se indenização todo valor pecuniário percebido pelo servidor para evitar ocorrência de gastos pessoais extraordinários pelo exercício de suas atribuições. à vista da certidão de óbito e demais documentos. programa de treinamento ou outra atividade fora do Município. Parágrafo Único – Não incidirá sobre as indenizações desconto de qualquer natureza. a ajuda de custo será calculada sobre o vencimento do servidor. Art. II – quando designado para serviço. dias nas seguintes situações: I – quando passar a ter exercício em localidade distante da sede do Município. no interesse do serviço.

103 – Será concedida nova ajuda de custo ao servidor que voltar a ter exercício na sede do Município. III – ao servidor que se afastar do cargo. não se apresentar no local para onde foi designado e quando. . a pessoa do servidor. 101. serão concedidas diárias. § 1º . exclusivamente. Parágrafo Único – Na hipótese de o servidor retornar ao Município. sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. do Distrito Federal ou dos Municípios. pedir exoneração ou abandonar o serviço. Art. 105 – Ao servidor.A responsabilidade pela restituição de que trata este artigo atinge.Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo. § 1º .Não haverá obrigação de restituir a ajuda de custo nos casos de exoneração de ofício ou de retorno por motivo de doença comprovada. inclusive o ocupante de cargo em comissão. fica obrigado a restituí-las integralmente. 106 – O servidor que receber diárias e não se afastar do Município.I – aos ocupantes de cargo em comissão alheios aos quadros de pessoal permanente do Município. ou reassumi-lo.A restituição será proporcional aos dias de serviço não prestados. SEÇÃO III DAS DIÁRIAS Art. em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento. dos Estados. Art. § 2º. observado o disposto no art. no prazo de 5 (cinco) dias. por período de até 30 (trinta) dias. o servidor não fará jus a diárias.A diária será concedida por dia de afastamento. por qualquer motivo. 104 – O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo. II – ao servidor cedido a outro órgão ou entidade dos Poderes da União. antes de findo o desempenho da atividade que lhe foi cometida. Art. curso ou outra atividade fora do Município. § 3º . em virtude de mandato eletivo. que for designado para serviço. para custeio das despesas de viagem. quando injustificadamente. § 2º . § 2º . no prazo de 5 (cinco) dias. regressar por vontade própria.

das Disposições Transitórias: I – por invalidez permanente. 259 a 262. observadas as seguintes condições: a) 60 (sessenta) anos de idade e 35 (trinta e cinco) anos de contribuição. desde que cumprido o tempo mínimo de 10 (dez) anos de efetivo exercício no serviço público e 5 (cinco) anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. se mulher. § 2º . alínea ”a” deste artigo para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. se homem. 108 – Os critérios e os valores das diárias serão fixados através de decreto. e 60 (sessenta) anos de idade. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 110 e 111. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. . § 1º . CAPÍTULO V DA APOSENTADORIA E DA PENSÃO Art. b) 65 (sessenta e cinco) anos de idade. observados os arts. moléstia profissional ou doença grave. se homem. Art. III – voluntariamente. se mulher. ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. II – compulsoriamente.Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em 5 (cinco) anos em relação ao disposto no inciso III. e 55 (cinqüenta e cinco) anos de idade e 30 (trinta) anos de contribuição. observado o disposto nos arts. no prazo estabelecido no caput. Art. exceto se decorrente de acidente em serviço. contagiosa ou incurável. aos 70 (setenta) anos de idade.É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos servidores a que se refere este artigo. 107 – A concessão de ajuda de custo impede a concessão de diárias e vice-versa.deverá restituir as diárias recebidas em excesso. definidos em lei federal. 109 – Os servidores municipais titulares de cargo efetivo serão aposentados.

IV – o tempo que ultrapassar o exigido para a obtenção de aposentadoria. III – o tempo já computado para a concessão de qualquer aposentadoria prevista nesta lei ou por outro regime de previdência social. hanseníase.Art. . Art. devendo o laudo da junta médica municipal estabelecer rigorosa caracterização. alienação mental. 113 – A aposentadoria compulsória será automática e declarada por ato da autoridade competente. estado avançado da doença da paget (osteíte deformante). o servidor será aposentado. contagiosas ou incuráveis: tuberculose ativa. espondiloartrose anquilosante. emprego ou função. Parágrafo Único – Na contagem do tempo de contribuição não serão computados: I – qualquer forma de tempo fictício. II – o tempo prestado concomitantemente com outro cargo. doença de parkinson. 111 – Entende-se por doença profissional a que decorrer das condições do serviço. contaminação por radiação e outras previstas em lei federal. cegueira posterior ao ingresso no serviço público. com vigência a partir do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade limite de permanência no serviço ativo. 114 – A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará a partir da data da publicação do respectivo ato. 112 – Consideram-se doenças graves. 110 – O tempo de contribuição federal. esclerose múltipla. Parágrafo Único – Expirado o período de licença e não estando em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado. cardiopatia grave. com base nas conclusões da medicina especializada. paralisia irreversível e incapacitante. Art. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. nefropatia grave. neoplasia maligna. síndrome da imunodeficiência adquirida – AIDS. Art. Art. Art. 115 – A aposentadoria por invalidez será precedida de licença para tratamento de saúde por período definido em lei específica.

por ocasião de sua concessão. 122 – Observado o disposto no artigo anterior. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma da Constituição da República. 121 – Os proventos de aposentadoria e a pensão não poderão ser inferiores a 1 (um) salário mínimo vigente no país. 119 – Os proventos de aposentadoria e a pensão. Art. inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. 116 . serão calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e corresponderão à totalidade da remuneração. 117 – Para efeito de aposentadoria. ou corresponderá ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data do seu falecimento. Art. 123 . é assegurada a contagem recíproca de tempo de contribuição na Administração Pública e na atividade privada. .O servidor que retornar à atividade após a cessação dos motivos que causaram sua aposentadoria por invalidez terá direito. ou que serviu de referência para a concessão do benefício da pensão. sendo estendidos aos inativos e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. Art. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o Regime Geral de Previdência Social. Art. salvo para o de promoção e férias. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. Art.Aplica-se o limite fixado no art. os proventos de aposentadoria e a pensão serão revistos na mesma proporção e na mesma data. à contagem do tempo relativo ao período de afastamento. observados os arts. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. nem superiores aos limites estabelecidos pela Constituição da República. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. Parágrafo Único – Não integram os proventos as vantagens temporárias ou transitórias. e de cargo eletivo. por ocasião da sua concessão.Art. 121 à soma total de proventos de inatividade. para todos os fins. 118 – Os proventos de aposentadoria. Art. 120 – O benefício da pensão será igual aos proventos de aposentadoria percebidos pelo servidor falecido. rural e urbana. Art. 117 e 118.

§ 2º Uma vez findo o período de licença. deverá o servidor retornar ao seu cargo no primeiro dia útil subsequente. V e VII.Art. § 3º Fica vedado o exercício de atividade remunerada durante o período das licenças previstas nos incisos I a IV. 124 – O disposto nesta Seção não se aplica aos ocupantes de cargo em comissão alheios aos quadros de pessoal permanente do Município. VIII – para tratar de interesse particular. § 4º Ao servidor que se encontre no período de estágio probatório. . à adotante e à paternidade. 125 – Conceder-se-á ao servidor licença: I – para tratamento de saúde. II – à gestante. IV – por motivo de doença em pessoas da família. III e V. CAPÍTULO VI DAS LICENÇAS SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. V – para o serviço militar. II e III deste artigo. IX – prêmio. VII – para desempenho de mandato classista. VI – para concorrer ou exercer cargo eletivo. sob pena de ser considerado como faltoso neste e nos demais dias em que não comparecer. § 5º Ao ocupante de cargo em comissão só poderão ser concedidas as licenças previstas nos incisos I. III – por acidente em serviço. salvo demonstre justificativa acolhida nesta lei. § 1º O servidor somente poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a 24 (vinte e quatro) meses nos casos dos incisos III. só poderão ser concedidas as licenças previstas nos incisos I. II.

com base em perícia médica oficial. 129 – Para licença até 15 (quinze) dias. a pedido ou de ofício. § 1º .O lapso de tempo compreendido entre o término da licença e a publicação do ato de aposentadoria será considerado como de prorrogação da licença. será aceito atestado passado por médico particular. Art. SEÇÃO II DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE Art. contar-se-á como licença o período compreendido entre a data da conclusão desta e a do conhecimento denegatório da prorrogação pretendida. a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. § 1º Sempre que necessária. 128 – Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde. Art. nos termos da legislação específica. . § 2º Inexistindo médico do órgão ou entidade no local onde se encontra o servidor. 127 – O pedido de prorrogação de qualquer licença deverá ser apresentado. sem prejuízo da remuneração a que fizer jus. que deverá ser ratificado por médico do Município de Ananindeua. Art. se por prazo superior. o servidor será submetido a nova inspeção médica. 126 – A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação. doença profissional ou quaisquer das doenças especificadas na legislação pertinente. 130 – O atestado e o laudo da junta médica não se referirão ao nome da doença. no mínimo. 5 (cinco) dias antes de findo o prazo respectivo. a inspeção será feita por médico indicado pelo Município e. Parágrafo Único – Indeferido o pedido. 131 – Findo o prazo da licença. pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria.No curso da licença poderá o servidor requerer inspeção médica.Art. caso se julgue em condições de reassumir o exercício ou com direito à aposentadoria. § 2º . que concluirá pela volta ao serviço. Art. salvo quando se tratarem de lesões produzidas por acidentes em serviço.

a licença terá início a partir do parto. 137 – Pelo nascimento ou adoção de filho. o mesmo estará sujeito à penalidade prevista no art. 136 – À servidora que adotar ou obtiver a guarda judicial de criança de até 6 (seis) anos de idade serão concedidos 60 (sessenta) dias de licença remunerada para ajustamento do adotado ou tutelado ao novo lar. decorridos 30 (trinta) dias do evento a servidora será submetida a exame médico e. § 3º No caso de natimorto. Art. Art. Parágrafo Único – No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 6 (seis) anos de idade. 132 – O servidor não poderá recusar a inspeção médica. que poderá ser parcelada em 2 (dois) períodos de meia hora. À ADOTANTE E DA LICENÇA PATERNIDADE Art. até a idade de 6 (seis) meses. 135 – Para amamentar o próprio filho. contados da data de nascimento ou deferimento da adoção. § 4º No caso de aborto atestado por médico oficial. 198 § 1º . a servidora terá direito a um período de afastamento correspondente ao que for atestado por médico oficial. 133 – Caso fique comprovado que o servidor gozou de licença para tratamento de saúde indevidamente. durante a jornada de trabalho. inciso II.Art. SEÇÃO IV DA LICENÇA POR ACIDENTE . SEÇÃO III DA LICENÇA À GESTANTE. Art. o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias. a servidora lactante terá direito. 134 – Será concedida licença à servidora gestante. o servidor terá direito à licença-paternidade de 7 (sete) dias consecutivos. sem prejuízo da remuneração. Art. se julgada apta. § 1º A licença poderá iniciar-se a partir do primeiro dia do nono mês de gestação. aplicando-se-lhe o disposto no art. 195. por 120 (cento e vinte) dias consecutivos. § 2º No caso de nascimento prematuro. reassumirá o exercício. a 1 (uma) hora. salvo antecipação por prescrição médica.

Parágrafo Único – O tratamento de que trata este artigo deverá ser recomendado por junta médica oficial e somente será permitido se inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. § 1º A licença será precedida de exame médico ou atestado fornecido por junta médica oficial e comprovação do parentesco. .Art. II – sofrido no percurso da residência para o trabalho e viceversa. prorrogáveis por igual período quando as circunstâncias o exigirem. 139 – Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor e que se relacione mediata ou imediatamente com o exercício do cargo. Art. ser os custos assumidos pelo Município. 140 – O servidor que decorrente de acidente de trabalho necessite de tratamento especializado poderá ser tratado em instituição privada. por motivo de doença do cônjuge ou convivente. Art. Art. até 30 (trinta) dias. Parágrafo Único – Equipara-se ao acidente em serviço o dano: I – decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo. 141 – A prova do acidente será feita no prazo de 10 (dez) dias. o que deverá ser apurado através de acompanhamento social. SEÇÃO V DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOAS DA FAMÍLIA Art. 138 – Será licenciado. ascendente e descendente. § 3º A licença só será concedida se não houver prejuízo para o serviço público. a critério da administração. 142 – Poderá ser concedida licença com remuneração ao servidor. com remuneração integral. § 2º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo. padrasto ou madrasta. podendo. o servidor acidentado em serviço.

do afastamento. mediante comunicação. sem prejuízo de sua remuneração. o servidor fará jus à licença como se em efetivo exercício estivesse. 145 – Ao servidor desincorporado será concedido prazo não excedente a 15 (quinze) dias para reassumir o exercício. § 1º O prazo previsto no artigo anterior poderá ser prorrogado por mais 60 (sessenta) dias. sem perda do cargo. acompanhado de documento comprobatório. Parágrafo Único – O prazo previsto no caput deste artigo terá início na data da desincorporação do servidor do serviço militar. salvo se apresentar justificativa para prazo maior.Art. em convenção partidária. ficará exonerado do cargo comissionado e licenciado do efetivo. Parágrafo Único – A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição. 144 – Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença sem vencimentos à vista de documento oficial que prove a incorporação obrigatória ou a matrícula em curso de formação da reserva. SEÇÃO VIII DA LICENÇA PARA EXERCÍCIO DE MANDATO CLASSISTA . deverá o servidor regressar ao exercício de seu cargo em 24 (vinte e quatro) horas. Art. como candidato a cargo eletivo e a véspera do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. por escrito. sem remuneração durante o período entre a sua escolha. 143 – Cessada a necessidade. na forma prevista no artigo anterior. SEÇÃO VII DA LICENÇA PARA CONCORRER E EXERCER CARGO ELETIVO Art. § 2º A prorrogação de que trata o parágrafo anterior dependerá de parecer de junta médica oficial. 146 – O servidor terá direito à licença. 147 – Em se tratando de servidor efetivo investido do cargo em comissão. Art. SEÇÃO VI DA LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR Art. hipótese em que o servidor fará jus a 2/3 (dois terços) de sua remuneração.

associação de classe de âmbito nacional. em exercício. § 2º Não se concederá licença prêmio ao servidor que no período aquisitivo: . § 1º É facultado ao servidor fracionar a licença de que trata este artigo em até 3 (três) parcelas. o servidor efetivo fará jus a 3 (três) meses de licença prêmio com a remuneração do cargo efetivo. § 2º A licença terá duração igual à do mandato. sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão. poderá ser concedida ao servidor estável licença para o trato de assunto particular.Art. sob pena de demissão por abandono de cargo. SEÇÃO X DA LICENÇA PRÊMIO Art. no caso de reeleição. pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos. § 1º O requerente aguardará. § 3º O servidor efetivo investido em cargo em comissão ou função gratificada deverá se desincompatibilizar do cargo ou função no momento em que tomar posse no mandato classista. 148 – É assegurado ao servidor o direito à licença remunerada para o desempenho de mandato em confederação. federação. § 2º A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo. sem remuneração. e por uma única vez. a concessão da licença. § 4º Não se concederá nova licença de igual natureza antes de decorridos 2 (dois) anos do término da anterior. 150 – Após cada qüinqüênio ininterrupto de exercício. SEÇÃO IX DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSE PARTICULAR Art. a pedido do servidor ou por interesse da Administração. podendo ser prorrogada. § 3º A licença será negada quando o afastamento do servidor for inconveniente ao interesse da Administração. 149 – A critério da Administração. § 1º Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades até o máximo de 3 (três) por ente da Administração Pública.

Parágrafo Único – A escala de férias poderá ser alterada por autoridade superior. CAPÍTULO VII DAS FÉRIAS Art. inclusive o ocupante de cargo em comissão. bem como critérios objetivos definidos pela Administração para a conversão em pecúnia. Art. terá direito. sem remuneração. observada para tanto a disponibilidade orçamentária. as férias poderão ser concedidas em 2 (dois) períodos. ficando. não podendo ser inferior a 10 (dez) dias. após cada período de 12 (doze) meses de exercício. de acordo com a necessidade de serviço. 152 – A época do gozo das férias pelo servidor será estabelecida de acordo com a escala organizada pela chefia imediata. será contado em dobro o tempo de licença prêmio que o servidor não houver gozado e nem convertido em pecúnia. doenças cardíacas. na proporcionalidade de 1 (um) mês para cada falta. .I – sofrer penalidade disciplinar de suspensão. 151 – Atendendo à conveniência e à necessidade do serviço. § 3º As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste artigo. sendo o período de gozo indicado pelo servidor e aprovado pela Administração. garantida a conversão em pecúnia nos casos de saúde aplicada ao tratamento de doenças crônicas degenerativas. ao gozo de 30 (trinta) dias de férias remuneradas. ouvido o chefe imediato do servidor. entretanto. Art. § 6º Para efeito da aposentadoria. § 5º A licença prêmio poderá ser convertida em dinheiro mediante requerimento do servidor. b) licença para tratar de interesses particulares. § 4º O número de servidores em gozo simultâneo de licença prêmio não poderá ser superior a 1/3 (um terço) da lotação da respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade. c) condenação à pena privativa de liberdade por sentença definitiva. II – afastar-se do cargo em virtude de: a) licença por motivo de doença em pessoa da família. 150 – Todo servidor. portadores do vírus HIV.

Parágrafo Único – Para o cálculo do adicional de que trata este artigo. Parágrafo Único – No cálculo do abono pecuniário a que se refere o caput deste artigo. Art. proibida. Parágrafo Único – O servidor referido neste artigo não poderá converter suas férias nos termos do art. além do vencimento. Art. Art. 156 – Conforme opção do servidor e conveniência da Administração. 160 – No caso de exoneração será devida ao servidor a remuneração correspondente ao período de férias cujo direito tenha adquirido. atestada a necessidade pelo chefe imediato do servidor. 157 – O servidor que opera direta e permanentemente com raios X ou substâncias radioativas gozará. por semestre de atividade profissional. salvo por imperiosa necessidade do serviço e pelo máximo de 2 (dois) períodos. em qualquer hipótese. 158 – As férias dos servidores do magistério poderão ser reguladas por normas específicas. . vedada qualquer outra hipótese de conversão em dinheiro. Art. 154 – Durante as férias. adicional de 1/3 (um terço) da remuneração correspondente ao período de férias. por ocasião das férias. 159 – Independentemente de solicitação. 20 (vinte) dias consecutivos de férias. será pago ao servidor. 158. tomar-se-á por base a remuneração correspondente ao período de férias. mediante requerimento do servidor apresentado 30 (trinta) dias antes do seu início. Art. Art. Parágrafo Único – O servidor exonerado antes de 12 (doze) meses de serviço terá direito também à remuneração relativa ao período aquisitivo incompleto. a acumulação. Art. na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias. 156. acrescida do adicional previsto no art. 154. obrigatoriamente.Art. o servidor terá direito. a todas as vantagens que percebia no momento em que passou a gozá-las. 155 – É proibida a acumulação de férias. observar-se-á o disposto no art. 153 – O pagamento das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período de gozo. poderá ser permitida a conversão de 1/3 (um terço) das férias em dinheiro.

Nenhum servidor poderá faltar ao serviço sem causa justificada. para doação de sangue. sem prejuízo do exercício do cargo. CAPÍTULO VII DAS CONCESSÕES Art. menor sob tutela ou adotado e irmãos.Art. para se alistar como eleitor. 161 – O servidor em regime de acumulação lícita perceberá o adicional calculado sobre a remuneração do cargo cujo período aquisitivo lhe garanta o gozo das férias. Art. poderá o servidor ausentar-se do serviço: I – por 1 (um) dia. respeitada a duração semanal do trabalho. . dos Estados. filhos. II – por 1 (um) dia. desde que não haja prejuízo para o serviço. em cada 3 (três) meses. pais. 167 – O servidor poderá ser cedido mediante requisição para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. nas seguintes hipóteses: I – para exercício de cargo em comissão. quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o de trabalho. do Distrito Federal e dos Municípios. 164 . b) casamento. 165 – Sem qualquer prejuízo. Parágrafo Único – Para efeito do disposto neste artigo será exigida a compensação de horário. convivente. 163 – O servidor casado com servidora do Município e viceversa poderão gozar férias no mesmo período. Parágrafo Único – O adicional de férias será devido em função de cada cargo exercido pelo servidor. Art. III – por 7 (sete) dias consecutivos. enteados. contados da realização do ato. em razão de: a) falecimento de cônjuge. 166 – Poderá ser concedido horário especial ao servidor estudante. 162 – As férias somente poderão ser interrompidas por imperiosa necessidade de serviço. Art. Art. Art. madrasta ou padrasto.

169 – A assistência supletiva à saúde do servidor ativo ou inativo e dos dependentes legais compreende assistência médica prestada na forma da lei municipal.II – em casos previstos em leis específicas. sem prejuízo do subsídio do cargo eletivo. § 2º O servidor investido em mandato eletivo municipal é inamovível e não poderá ser exonerado de ofício pelo tempo de duração de seu mandato. estadual. b) não havendo compatibilidade de horários. ficará afastado do cargo. no caso de afastamento. salvo nos casos previstos em lei ou convênio. os valores serão determinados como se em exercício estivesse. será afastado do cargo. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. III – em razão de cumprimento de convênio. perceberá as vantagens de seu cargo. CAPÍTULO XI DO DIREITO DE PETIÇÃO . II – investido no mandato de Prefeito. CAPÍTULO X DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE Art. § 1º Para efeito de benefício previdenciário. Parágrafo único – O ônus da remuneração será do órgão ou entidade requisitante. 168 – Ao servidor municipal investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I – tratando-se de mandato federal. será afastado do cargo. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. CAPÍTULO IX DO EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO Art. III – investido no mandato de Vereador: a) havendo compatibilidade de horários.

§ 1º O pedido de reconsideração deverá ser decidido no prazo máximo de 30 (trinta) dias. salvo em casos que obriguem a realização de diligência ou estudo especial. quando o prazo máximo será de 90 (noventa) dias. Parágrafo Único – Em caso de provimento de pedido de reconsideração ou recurso. 172 – Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão denegatória. § 2º O requerimento será decidido no prazo máximo de 30 (trinta) dias. § 2º O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. II – das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. após o recebimento do requerimento. Parágrafo Único – Em qualquer hipótese. Art. 171 – O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. independentemente de qualquer pagamento. Art. 170 – É assegurado ao servidor peticionar aos Poderes Públicos em defesa de direito ou de interesse legítimo. . § 1º O chefe imediato do requerente terá o prazo de 5 (cinco) dias. 175 – O recurso será recebido com efeito suspensivo. sucessivamente. em escala ascendente. para remetê-lo autoridade competente. os efeitos da decisão retroagirão a data do ato impugnado. Art. 174 – O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias a contar da publicação ou ciência pelo interessado da decisão recorrida. a publicação da decisão será feita em veículo de comunicação oficial do Município. § 2º Não se admitirá mais de um pedido de reconsideração. 173 – Caberá recurso: I – do indeferimento do pedido de reconsideração. às demais autoridades. § 1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior a que tiver expedido o ato ou proferido a decisão e.Art. Art. Art.

o prazo recomeçará a correr pelo restante. II – em 120 (cento e vinte) dias. 179 – Para o exercício do direito de petição. TITULO III DO REGIME DISCIPLINAR CAPÍTULO I DOS DEVERES Art. 180 – A Administração deverá rever seus atos. exceto quando manifestamente ilegais. quanto aos atos de demissão.Art. 181 – São deveres do servidor: I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo. quando o ato não for publicado. de cassação de aposentadoria. ao servidor ou a procurador por ele constituído. Parágrafo Único – O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência. que coloquem o servidor em disponibilidade ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho. quando eivados de ilegalidade. 178 – A prescrição é de ordem pública. Art. 177 – O pedido de reconsideração e o recurso. na repartição. Art. Art. não podendo ser relevada pela administração. interrompem a prescrição. quando cabíveis. IV – cumprir as ordens superiores. II – ser leal às instituições a que servir. salvo quando outro prazo for fixado em lei. 176 – O direito de requerer prescreve: I – em 5 (cinco) anos. pelo interessado. nos demais casos. Parágrafo Único . no dia em que cessar a interrupção. é assegurada vista do processo ou documento.Interrompida prescrição. . Art. III – observar as normas legais e regulamentares. a qualquer tempo.

XIV – colaborar para o aperfeiçoamento dos serviços. VIII – manter conduta compatível com a moralidade administrativa. 182 – Ao servidor é proibido: . VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo que exerce. XI – representar contra ilegalidade ou abuso de poder. Parágrafo Único. XV – providenciar para que esteja sempre atualizado o seu assentamento individual. sugerindo à Administração as medidas que julgar necessárias. XIII – freqüentar programas de treinamento ou capacitação instituídos pela Administração. XVI – submeter-se à inspeção médica determinada por autoridade competente. XII – apresentar-se ao serviço em boas condições de asseio e convenientemente trajado ou com o uniforme que for determinado. assegurando-se ao representado o direito de defesa. ressalvadas aquelas protegidas por sigilo. X – tratar com urbanidade as pessoas. CAPÍTULO II DAS PROIBIÇÕES Art. A representação de que trata o inciso XI será apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada. prestando as informações requeridas.V – atender com presteza: a) ao público em geral. VII – zelar pela economia do material e pela conservação do patrimônio público. IX – ser assíduo e pontual ao serviço. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública. bem como sua declaração de família. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situação de interesse pessoal.

X . XII – participar de gerência ou de administração de empresa privada. ou exercer comércio e. nessa qualidade. comissão. XIV – receber propina. VII – cometer a pessoa estranha à repartição. para tratar de assuntos particulares. qualquer documento ou objeto da repartição. criticar ato do Poder Público.I – ausentar-se do serviço durante o expediente. o desempenho de atribuições que sejam de sua responsabilidade ou de seu subordinado. presente ou vantagem de qualquer espécie. transacionar com o Município. em trabalho assinado. com o fim de criar direitos ou obrigações ou de alterar a verdade dos fatos. do ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço. VI – referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do Poder Público.ingerir bebida alcoólica ou fazer uso de substância entorpecente durante o horário do trabalho ou apresentar-se habitualmente sob sua influência ao serviço. IV – promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição. podendo. V – atender a pessoas na repartição. sindical ou partido político. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até segundo grau e de cônjuge ou convivente. fora dos casos previstos em lei. sem prévia anuência da autoridade competente. exceto se a transação for precedida de licitação. XIII – atuar como procurador ou intermediário junto a repartições públicas municipais. porém. . IX – retirar. III – opor resistência injustificada ao andamento de documentos e processo ou à execução de serviço. de sociedade civil. VIII – compelir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação a associação profissional. modificar ou substituir. mediante manifestação escrita ou oral. sem prévia autorização da chefia imediata. XI – valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem em detrimento da dignidade da função pública. II – recusar fé a documentos públicos. em razão de suas atribuições.

quando investido em cargo de provimento em comissão. Art. . XVI – proceder de forma desidiosa. observados os limites a que se refere o art. os cargos eletivos e os cargos em comissão. § 1º A proibição de acumular estende-se a empregos e funções em autarquias. 123. fundações. XVIII – cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa. com profissões regulamentadas. CAPÍTULO III DA ACUMULAÇÃO Art. 184 – É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria no serviço público com a remuneração de cargo. emprego ou função pública. sociedades de economia mista. ressalvados os cargos acumuláveis na forma do artigo anterior. XX – praticar atos de sabotagem contra o serviço público.XV – praticar usura sob qualquer de suas formas. XVII – utilizar pessoal ou recursos materiais de repartição em serviços ou atividades particulares. observado o disposto no art. ficará afastado de ambos os cargos efetivos. ainda que lícita. II – a de um cargo de professor com outro técnico ou científico. Art. exceto em situações transitórias de emergência. suas subsidiárias e sociedades controladas direta ou indiretamente pelo Poder Público. 183 – É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. Art. § 2º A acumulação de cargos. 186 – O servidor que acumular licitamente 2 (dois) cargos de carreira. XIX – exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com horário de trabalho. 185 – O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. empresas públicas. III – a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. 59. exceto: I – a de dois cargos de professor. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários.

Art. Art. doloso ou culposo. O servidor responde civil. § 1º Provada a má-fé. 190. § 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao Erário somente será reparada na forma prevista no art. para os fins indicados no artigo anterior. na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. Art. sendo um dos cargos. 188. § 2º Na hipótese do parágrafo anterior. comunicarão o fato ao órgão de pessoal. que seja praticado em prejuízo ao Erário ou a terceiros. 63. nesta qualidade. 189. Art. sem prejuízo do procedimento penal cabível. 187. cargos ou funções públicas. 192 A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. 191.fé. Verificada em processo administrativo a acumulação proibida e não havendo prova de má. até o limite do valor da herança recebida. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor. Art. o servidor perderá o cargo ou função que exercia há mais tempo e será obrigado a restituir o que tiver percebido indevidamente.Parágrafo Único – O servidor que se afastar dos 2 (dois) cargos que ocupa poderá optar pela soma da remuneração destes ou pela do cargo em comissão. CAPÍTULO IV DAS RESPONSABILIDADES Art. As autoridades que tiverem conhecimento de que seus subordinados acumulam. empregos ou funções exercido em outro órgão ou entidade. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. § 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada. . penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. indevidamente. a demissão lhe será comunicada. § 2º Tratando-se de dano causado a terceiros responderá o servidor perante a Fazenda Pública em ação regressiva. o servidor optará pela remuneração de um dos cargos ou funções .

sendo independentes entre si. IV .Art.suspensão. II . §1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que injustificadamente recusar-se a ser submetido à . São penalidades disciplinares: I . 197. não podendo exceder a 90 (noventa) dias.cassação de aposentadoria ou disponibilidade. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com a advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita à penalidade de demissão. regulamentos ou normas internas. III . Art. os danos que dela provierem para o serviço público. § 2º O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar.destituição de cargo em comissão.advertências. Art. as circunstâncias agravantes e atenuantes. V . 181 e em demais leis. Art. CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Art. bem como os antecedentes funcionais. 194.demissão. § 1º As penas impostas aos servidores serão registradas em seus assentamentos funcionais. 196. nos casos de violação da proibição constante no Art. 193. 198. As sanções civis. incisos I a V. e de inobservância de dever funcional previsto no art. A responsabilidade administrativa dos servidores será afastada no caso de absolvição que negue a existência do fato ou a sua autoria. desde que não justifique imposição de penalidade mais grave. 182. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. penais e administrativas poderão ser aplicadas cumulativamente. A advertência será aplicada por escrito. Art. 195.

. funções ou empregos públicos. 199.improbidade administrativa. Art.abandono de cargo. 200. XII – transgressão do art.insubordinação grave em serviço. 182.inspeção médica determinada pela autoridade competente. III . VI . durante o período de suspensão. VIII . 201. nesse período. XIII – reincidência da pena de suspensão. V . salvo em legitima defesa ou defesa de outrem. XI – acumulação ilegal de cargos. VII . inclusive de proventos deles decorrentes.revelação de segredo apropriado em razão de cargo. quando decorrentes a má fé.ofensa física. falta punível com a demissão. em serviço a servidor ou a particular. II .lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal. §2º O servidor suspenso perderá.incontinência pública e conduta escandalosa. se o servidor não houver. IX. Art. na atividade. Parágrafo único. incisos XI a XX. O cancelamento da penalidade não surtirá efeito retroativo.inassiduidade habitual. IV . respectivamente. Será cassada a aposentadoria ou disponibilidade do inativo que houver praticado. X. todas as vantagens e os direitos do exercício do cargo. A demissão será aplicada nos seguintes casos : I – crime contra a Administração Pública. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício. Art. praticado nova infração disciplinar.corrupção. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação.

sem prejuízo de ação penal cabível. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I – pelo Prefeito. Art. Art. 207. quando se tratar de demissão. a nova investidura somente poderá se dar após o ressarcimento. durante o período de 12 (doze) meses. VIII. pelo Presidente da Câmara Municipal e pelo dirigente superior de autarquia e fundação. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público do Município de Ananindeua pelo prazo mínimo de 05 (cinco) anos. Art. Art. 204.Art. 206. por 30 (trinta) dias. com valor atualizado. VIII e X do art. 200. § 2º Ainda que haja transcorrido o prazo a que se refere este artigo. nos casos dos incisos IV. quando se tratar de suspensão inferior a 30 (trinta) dias. X e XI. sem causa justificada. 205. IV – pelas chefias e direções competentes. 202. 200. III – pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso I. Configura abandono de cargo a ausência injustificada do servidor ao serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos. em casos de advertência. II – pela autoridade que houver feito a nomeação. implica o ressarcimento ao Erário. dos danos ou prejuízos decorrentes das faltas em razão das quais foram as penas aplicadas. A demissão do cargo efetivo ou a destituição de cargo em comissão por infringência ao art. 200. A destituição de servidor comissionado não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. incisos I. 208. incisos V e IX. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. quando se tratar de destituição de cargo em comissão de não ocupante de cargo efetivo. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e suspensão superior a 30 (trinta) dias de servidor vinculado ao respectivo Poder. A demissão de cargo efetivo ou a destituição de cargo em comissão. 203. órgão ou entidade. A ação disciplinar prescreverá em: . § 1º O prazo a que se refere o caput deste artigo será de 15 (quinze) anos nos caso de infringência ao art. Art. Art. na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. intercaladamente.

. a denúncia será arquivada. este começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção. previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. Da sindicância poderá resultar: I – arquivamento do processo. Art. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal. As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante. 209. § 3º a abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. por falta de objeto.I – 05 (cinco) anos. assegurada ao acusado a ampla defesa. § 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido pela autoridade competente para aplicação da pena. até a decisão final proferida por autoridade competente. II – 02 (dois) anos quanto à suspensão. quanto às infrações puníveis com demissão. III – 180 (cento e oitenta) dias quanto à advertência. TÍTULO IV DO PROCESSAMENTO ADMINISTRATIVO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. § 2º Os prazos de prescrição. II – aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias. Parágrafo Único. e sejam formuladas por escrito. Art. confirmada a autenticidade. 211. 210. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata mediante sindicância ou processo disciplinar. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. § 4º Interrompido o curso da prescrição.

findos os quais cessarão os seus efeitos. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade. sem prejuízo da remuneração. O afastamento poderá ser prorrogado por até 60 (sessenta) dias. CAPÍTULO III DO PROCESSO DISCIPLINAR SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar as responsabilidades do servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições. § 2º A comissão terá como secretário um servidor designado pelo seu Presidente. § 1º Os integrantes da Comissão serão determinados pela autoridade competente para aplicação da pena aparentemente cabível. CAPÍTULO II DO AFASTAMENTO PREVENTIVO Art. 214. pelo prazo de até 60 (sessenta) dias. devendo a designação recair em um dos seus membros. Parágrafo Único.III – instauração de processo disciplinar. 213. 215. Art. Art. O processo disciplinar será conduzido por Comissão composta de 03 (três) servidores estáveis. 212. Como medida cautelar. demissão. . será obrigatória a instauração de processo disciplinar. a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá ordenar o seu afastamento do exercício do cargo. ou ainda destituição de cargo em comissão. sendo um destes designado para exercer a Presidência. ainda que não concluído o processo. ou que tenha relação imediata com atribuições do cargo em que se encontre investido.

216. recorrendo. assegurada ao acusado ampla defesa. como peça informativa da instrução. a técnicos e peritos. Parágrafo Único. Art. com a publicação do ato que constitui a Comissão. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar. acareações. . independentemente de imediata instrução do processo disciplinar. investigações e diligências cabíveis.instalação. quando necessário. 218. a Comissão promoverá a tomada de depoimentos. admitida a sua prorrogação por até 60 (sessenta) dias. companheiro ou parente do acusado. II – inquérito administrativo. com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. defesa e relatório. a Comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos. § 1º Sempre que necessário. Art. até o terceiro grau. a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade. 219. Art. quando as circunstâncias o exigirem. 221. § 2º As reuniões da Comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas. III – julgamento. Na fase do inquérito. que compreende instrução. 217. SEÇÃO II DO INQUÉRITO Art. contados da data de publicação do ato que constituir a Comissão. 220. consangüíneo ou afim. O processo disciplinar desenvolve-se nas seguintes fases: I . Art. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório. assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato exigido pelo interesse da Administração.§ 3º Não poderá participar de Comissão de Sindicância ou de Inquérito cônjuge. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá a 60 (sessenta) dias. de modo a permitir completa elucidação dos fatos. Art. Na hipótese do relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal. objetivando a coleta de prova. em linha reta ou colateral.

As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo Presidente da Comissão. devendo a Segunda via. 225. proceder-se-á à acareação entre os depoentes. ser anexada aos autos. porém.Art. por intermédio do Presidente da Comissão. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. Art. § 2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo. a expedição do mandado será imediatamente comunicada ao chefe da repartição onde serve. § 2º O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório. 222. bem como à inquirição das testemunhas. Art. 224 e 225. produzir provas e contraprovas e formular quesitos. Parágrafo Único. quando se tratar de prova pericial. com o ciente do interessado. Art. cada um deles será ouvido separadamente. não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. observados os procedimentos previstos nos arts. reinquiri-las. facultando-lhe. § 1º As testemunhas serão inquiridas separadamente. poderá ser promovida acareação entre eles. arrolar e reinquirir testemunhas. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado a Comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. § 1º No caso de mais de um acusado. Se a testemunha for servidor público municipal. a Comissão promoverá o interrogatório do acusado. Art. . pessoalmente ou por intermédio de procurador. meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. quando necessário para o esclarecimento dos fatos. Antes da inquirição das testemunhas. e quando divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias. distritais e estaduais serão notificados por intermédio das repartições ou unidades a que pertencem. § 2º Será indeferido o pedido de prova pericial quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. 223. 224. enquanto que os servidores públicos federais. 226. sendo lhe vedado interferir nas perguntas e respostas. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. de modo a evitar que uma ouça o depoimento da outra. § 1º O Presidente da Comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes.

Art. como defensor dativo. § 2º Para defender o indiciado revel a autoridade instauradora do processo designará um servidor. por mandado expedido pelo Presidente da Comissão. o prazo para defesa contar-se-á da data declarada em termo próprio pelo membro da Comissão que fez a citação. para apresentar defesa. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. de cargo de nível igual ou superior ao indiciado. será citado por edital. Art. § 4º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação.Parágrafo Único. § 3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro para diligências reputadas indispensáveis. a critério da Comissão. em carta registrada. 228. com a especificação dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital. a citação do indiciado. publicado por 02 (duas) vezes. 227. 230. Na hipótese deste artigo. Art. em órgão de imprensa oficial ou em periódico de circulação no Município. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à Comissão o lugar onde poderá ser encontrado. Art. não apresentar defesa no prazo legal. no prazo de 10 (dez) dias. Na hipótese deste artigo. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao principal. regularmente citado. o prazo será de 20 (vinte) dias. § 1º A Comissão determinará. Parágrafo Único. para apresentar defesa escrita. . 229. dentro de 48 (quarenta e oito) horas. Parágrafo Único. Considerar-se-á revel o indiciado que. o indiciado será citado via postal. § 1º A revelia será declarada por termo nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. após a expedição do laudo pericial. com intervalo de 08 (oito) dias. encaminhando cópia do Termo Inicial. assegurando-lhe vista do processo na repartição. juntando-se ao processo o comprovante do registro e aviso de recebimento. § 2º Havendo 02 (dois) ou mais indiciados. Tipificada a infração disciplinar será formulada a indiciação do servidor.

será remetido à autoridade que determinou sua instauração. 235. com o relatório da Comissão. SEÇÃO III DO JULGAMENTO Art. 231. Art. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. No prazo de (30) trinta dias. o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. § 1º Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo. salvo quando contrário às provas dos autos. Art. contados do recebimento do processo. Verificada a existência de vício insanável. abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade. Art. . § 3º Se a penalidade prevista for a de demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade. 233. prorrogáveis por até 30 (trinta) dias. motivadamente. § 1º O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. este será encaminhado à autoridade competente que decidirá em igual prazo. O processo disciplinar. Apreciada a defesa. 234. para julgamento. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. Quando o relatório da Comissão contrariar as provas dos autos. a autoridade julgadora poderá. a Comissão elaborará relatório minucioso. Parágrafo único. § 2º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções. § 1º O relatório será conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. a Comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido. § 2º Reconhecida a responsabilidade do servidor. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição de pena mais grave.Art. a autoridade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo e ordenará a constituição de outra Comissão para instauração de novo processo. 206. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. agravar a penalidade proposta. O julgamento se baseará no relatório da Comissão. 232.

O servidor em estagio probatório será submetido ao processo disciplinar previsto neste Capítulo sempre que se vise a apurar ato por ele praticado. 237. Art.§ 2º A autoridade que tiver ciência da irregularidade do serviço público e der causa à prescrição de que trata o art. SEÇÃO IV DA REVISÃO DO PROCESSO Art. durante o estagio probatório. Decidindo-se a autoridade competente pela aplicação da penalidade. 236. Extinta a punibilidade pela prescrição. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificarem a inocência do punido e a inadequação da penalidade aplicada. Art. acaso aplicada. denunciado ou indiciado. 241. será considerado demitido o servidor. Art. Parágrafo único. O servidor que responde a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido ou aposentado voluntariamente após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade. ficando um translado na repartição. Quando a infração estiver capitulada como crime. consignar-se-á a ocorrência da prescrição. . II – ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição. 208 será responsabilizada na forma desta Lei. o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para eventual instauração de ação penal. Serão assegurados transportes e alimentação: I – aos membros da Comissão e ao Secretário. a pedido ou de ofício. sujeitando-se às conseqüências previstas para o ato praticado. passível de ser penalizado com demissão. Parágrafo único. 239. Ao lado da anotação. na condição de testemunha. a autoridade julgadora determinará o registro do processo nos assentamentos individuais do servidor. O processo disciplinar poderá ser revisto. Art. quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial para esclarecimento dos fatos. 238. 240. Art. a qualquer tempo.

Art. exceto em relação a destituição de cargo em comissão que será convertida em exoneração. 246. no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligência. Parágrafo Único. será declarada sem efeito a penalidade aplicada. prorrogáveis por igual prazo. Recebida a petição. 249. a revisão será requerida pelo respectivo curador. Parágrafo Único. 243. O prazo para julgamento será de até 10 (dez) dias contados do recebimento do processo. 244. quando as circunstâncias o exigirem. Parágrafo Único. § 2º Em caso de incapacidade mental do servidor. Julgada procedente a revisão. 248. . Art. as normas e os procedimentos próprios da Comissão do processo disciplinar. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da penalidade já aplicada. Parágrafo Único. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. Art. Aplicam-se aos trabalhos da Comissão Revisora. no que couber. A revisão correrá em apenso ao processo originário. 242. qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. 247. A simples alegação da injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão. Na petição inicial. restabelecendo-se todos os direitos do servidor. Art. o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e a inquirição das testemunhas que arrolar. Art.§ 1º Em caso de falecimento. o ônus da prova cabe ao requerente. No processo revisional. que requer elementos novos ainda não apreciados no processo originário. Art. 245. Art. O requerimento da revisão de processo será encaminhado ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. 215. ausência ou desaparecimento do servidor. na forma prevista no art. A comissão Revisora terá até 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. o dirigente do órgão ou entidade providenciará a constituição de Comissão. Art.

256.254. os regulamentos necessários à fiel execução da presente Lei. 252. Art. § 1º Em casos especiais. Art. É vedado ao servidor trabalhar sob a chefia imediata de parente até segundo grau. dela fazendo parte. salvo quando se tratar de função de imediata confiança e livre escolha. o médico credenciado pelo município. O Prefeito Municipal baixará. quando em tratamento fora do Município. Para os efeitos previstos neste Estatuto e nas demais leis municipais. terão sua . quaisquer pessoas que vivam a suas expensas e constem de seu assentamento individual. se isto estiver previsto nas normas instituidoras e organizadoras da entidade. 253. cabendo à sua autoridade máxima exercer as atribuições reservadas ao Prefeito. Art.TÍTULO V DSPOSIÇÕES GERAIS Art. 251. cabendo ao seu presidente as atribuições reservadas ao Prefeito Municipal. Art. Para efeitos das leis que disponham sobre servidores públicos. Os instrumentos de procuração utilizados para recebimento de direitos ou vantagens de servidores municipais terão validade por 12 (doze) meses. obrigatoriamente. por decreto. § 2º Em relação aos servidores de fundação e autarquias aplicar-se-á o disposto neste Estatuto. devendo ser renovados após findo esse prazo. Art. a autoridade municipal poderá designar junta médica para proceder ao exame. 250. os exames médicos serão obrigatoriamente realizados por profissional credenciado pelo Município. Aos ocupantes de cargo em comissão alheios aos quadros de pessoal permanente do Município aplicam-se os direitos e vantagens a eles expressamente previstos neste Estatuto e que não sejam incompatíveis com a natureza transitória e precária do cargo. atendendo à natureza da enfermidade. consideram-se dependentes do servidor. 255. Art. além do cônjuge e dos filhos. § 2º Os atestados médicos concedidos aos servidores municipais. Os Vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. § 1º O presente Estatuto se aplicará aos servidores da Câmara Municipal.

Art. aos servidores municipais. até aquela data. Não se computará no prazo o dia inicial. 257. TÍTULO VI DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. tenham cumprido os requisitos para a obtenção destes benefícios. que tenha completado as exigências para aposentadoria integral e que opte por permanecer em atividade. III. Parágrafo Único. 259 – É assegurada a concessão de aposentadoria e pensão. § 3º São mantidos todos os direitos e garantias assegurados nas disposições constitucionais vigentes a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98 aos servidores. inativos e pensionistas. assim como àqueles que já tiverem cumprido. § 2º Os proventos de aposentadoria a serem concedidos aos servidores referidos no caput em termos integrais ou proporcionais ao tempo de serviço já exercido até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98. Os prazos previstos neste Estatuto serão todos contados por dia corrido.validade condicionada à ratificação posterior por médico credenciado pela Administração municipal. Art. os requisitos para usufruírem tais direitos. observados os limites previstos no art. 258. bem como as pensões de seus dependentes. até a data da publicação da Emenda Constitucional nº 20. prestado até que a lei federal discipline a matéria. . fará jus à isenção da contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria contidas no art. prorrogando-se para o primeiro dia útil o vencimento que incidir em sábado. bem como a seus dependentes que. a qualquer tempo. Art. 123. vedado o cômputo de qualquer forma de tempo fictício. com base nos critérios da legislação então vigente. serão calculados de acordo com a legislação em vigor à época em que foram atendidas às prescrições nela estabelecidas para a concessão destes benefícios ou nas condições da legislação vigente. 109. 260 – O tempo de serviço considerado pela legislação vigente para efeito de aposentadoria. domingo ou feriado. § 1º O servidor de que trata este artigo. será contado como tempo de contribuição. de 15 de dezembro de 1998. O dia 28 (vinte e oito) de outubro será consagrado ao servidor público municipal. na forma da lei civil.

até o limite de 100% (cem por cento). em cargo efetivo de magistério e que opte por aposentar-se na forma do disposto no caput deste artigo. poderá aposentar-se com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. autárquica e fundacional. § 1º O servidor de que trata caput deste artigo. até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98. se mulher. àquele que tenha ingressado regularmente em cargo efetivo na Administração Pública direta. III – contar tempo de contribuição igual. cumulativamente: I – tiver 53 (cinquenta e três) anos de idade. no mínimo. 110. e vinte e cinco anos. na data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98. à soma de: a) trinta anos. acrescido de 5% (cinco por cento) de contribuição que supere a soma a que se refere o inciso anterior. § 2º O professor municipal que. indireta. quando atendidas as seguintes condições: I – contar tempo de contribuição igual. . com proventos calculados de acordo com o art. 118.Art. se homem. faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea anterior. desde que atendido ao disposto em seus incisos I e II e observado o disposto no artigo anterior. se mulher. terá o tempo de serviço exercido até aquela data contado com o acréscimo de 17% (dezessete por cento). quando o servidor. regulamente. se homem. se homem. e 30 (trinta) anos. no mínimo à soma de: a) 35 (trinta e cinco) anos. até a data de publicação da Emenda Constitucional nº 20/98. é assegurado o direito à aposentadoria voluntária. II – tiver 5 (cinco) anos de efetivo exercício no cargo em que se dará a aposentadoria. se mulher. tenha ingressado. 261 – Observado o disposto no artigo anterior e ressalvado o direito de opção pela aposentadoria segundo as normas estabelecidas no art. faltaria para atingir o limite de tempo constante da alínea anterior. e b) um período adicional de contribuição equivalente a 20% (vinte por cento) do tempo que. e 48 (quarenta e oito) anos de idade. na data da publicação da Emenda Constitucional nº 20/98. e b) um período adicional de contribuição equivalente a 40% (quarenta por cento) do tempo que. II – os proventos da aposentadoria proporcional serão equivalentes a 70% (setenta por cento) do valor máximo que o servidor poderia obter de acordo com o caput.

se homem. Art. 262 – Aplica-se o disposto no art. Art. Art. Ananindeua. Parágrafo único – Nas hipóteses de contratação por prazo determinado. 259. Art. 263 – O tempo de serviço prestado ininterruptamente ao Município de Ananindeua será computado a partir da data da admissão regular do servidor para efeitos de: I – adicional por tempo de serviço. III – licenças e outras vantagens previstas em lei municipal. serão utilizados recursos orçamentários próprios em cada exercício. 267 – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. 265 – Para fazer face às despesas decorrentes da aplicação desta lei. 07 de Dezembro de 2005 Helder Barbalho Prefeito . com tempo de efetivo exercício nas funções de magistério. desde que se aposente. § 1º ao servidor que permanecer em atividade após completar as exigências para aposentadoria estabelecidas no caput deste artigo. o tempo de serviço não será computado para efeito deste artigo. exclusivamente. de 17 de Dezembro de 1990. Art. Art. se mulher. 266 – Revogadas as disposições em contrário em especial a lei 981. e 20% (vinte por cento). II – gratificações ou prêmios de incentivo. 264 – As vantagens permanentes adquiridas anteriormente à vigência deste Estatuto integrarão a remuneração dos servidores nos tempos das respectivas leis que as concediam.

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