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Teste de avaliação adaptado · Unidade 4

Teste de avaliação adaptado · Unidade 4


GRUPO I I

Lê o texto e, se necessário, consulta o vocabulário apresentado.

INFORMAÇÃO PRÉVIA: Este texto é um excerto de uma entrevista com Eduardo Sá,
psicólogo clínico e professor universitário, com experiência no acompanhamento de
crianças, jovens e suas famílias.

1. Que equilíbrio sugere entre brincar e trabalhar?

A partir do momento em que as crianças chegam a casa, estão obrigadas a brincar.


Brincar faz bem à saúde e é obrigatório brincar todos os dias. É natural que, se as crianças
chegam tarde a casa, os pais queiram despachar os trabalhos e utilizem a fórmula
5
“primeiro fazes os trabalhos de casa, depois brincas”. Devia ser ao contrário, porque
assim descontraem. […]
2. Nestas circunstâncias, o que pode um pai exigir de um filho?

O pai deve começar por exigir que o filho seja honesto e humilde […]. A humildade é
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uma coisa que faz muito bem à saúde, porque ajuda-nos a aprender com os erros. […]
Nós, às vezes, somos poucos tolerantes1 para com os erros das crianças e esquecemo-nos
que errar é aprender. Depois de as crianças serem honestas e humildes, acho importante
que elas sejam afoitas2, mas que, ainda assim, estejam autorizadas a errar. […]
3. O que seria, então, uma escola ideal?
15

Não é preciso ser uma escola ideal. Uma escola onde as crianças tivessem, sobretudo,
aulas de manhã seria uma boa escola (somos animais com ritmos biológicos muito
precisos e aprendemos em função deles; somos mais inteligentes de manhã do que a
seguir à hora de almoço). Uma escola que tivesse, inevitavelmente3, recreios maiores e
20 onde a parte da tarde fosse preenchida com atividades que ajudem as crianças a serem
expressivas, como educação física ou expressão dramática. Se as crianças não forem
expressivas, não sabem pensar. […] Eu adoraria que nós fôssemos capazes de […]
organizar um sistema educativo onde as crianças fugissem para a escola. […]
4. Os pais sofrem pelo facto de os filhos irem para a escola?
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Sofrem […]. A escola é fantástica, mas os pais têm de perceber que é fantástica por vários
motivos: pelo que se aprende nas aulas, no recreio e no caminho para a escola. Há pais
que, cada vez mais, preferem que os filhos entrem na escolaridade obrigatória aos sete
anos para que os meninos tenham mais um ano para serem crianças; acham que a infância
acaba quando os filhos entram na escola, o que diz tudo. […]

Ana Cristina Marques, “Eduardo Sá: ‘Os bons filhos são aqueles que nos trazem problemas’”, in
Observador. http://observador.pt/2014/09/25/eduardo-sa-os-bons-filhos-sao-aqueles-que-nos-trazem-
problemas/ (adaptado, consult. 2015-11-29)

1. tolerantes: pacientes; 2. afoitas: corajosas, audazes; 3. inevitavelmente: necessariamente.

EUG5 © Porto Editora


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1 Seleciona, de 1.1. a 1.4., a opção que completa cada frase, de acordo com o sentido do texto.
1.1. Na vida das crianças, a brincadeira
a. é muito valorizada pelos pais.
b. é saudável e indispensável.
c. ocupa demasiado tempo.

1.2. De acordo com o entrevistado, nas crianças, a audácia


a. é menos importante que a humildade.
b. não é importante.
c. impede as crianças de cometerem erros.

1.3. Para Eduardo Sá, a escola ideal é aquela em que


a. há atividades de expressão de manhã e aulas à tarde.
b. as atividades de expressão não existem.
c. há aulas de manhã e atividades de expressão à tarde.

1.4. A palavra “precisos” (l. 16) significa


a. importantes.
b. variáveis.
c. exatos.

2 Associa a informação da coluna A a uma pergunta/resposta da entrevista (coluna B), de acordo


com a informação do texto.

A B
a. Respeito pelo ritmo do corpo 1. Pergunta 2
b. Errar para aprender 2. Pergunta 3
c. Adiar a entrada na escola 3. Pergunta 4

3 Lê a afirmação seguinte.
“A escola é fantá stica, mas os pais têm de perceber que é fantá stica por vá rios motivos […].” (ll. 23-24)

3.1. Seleciona a frase do texto que apresenta estes motivos.


a. “A humildade é uma coisa que faz muito bem à saú de, porque ajuda-nos a aprender com os
erros” (ll. 8-9)
b. “Uma escola onde as crianças tivessem, sobretudo, aulas de manhã seria uma boa escola […]”
(ll. 14-15)
c. “[…] pelo que se aprende nas aulas, no recreio e no caminho para a escola” (l. 24)
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GRUPO II I

Lê o texto seguinte.

Cantiga de mãe PNL


Olha as horas! … de levar
Sai da cama! a papelada
Não demores 20 assinada
a acordar! que a professora
5 Lava os dentes mandou.
muito bem. Vai lá buscar
– Mas… ó mãe!… a mochila
25 e vê se, por esta vez,
Não inventes estão prontos
mais desculpas os TPC!
10 p’ra atrasar! E fecha bem…
Passa o pente – Mas… ó mãe!…
na cabeça!
Bebe o leite 30 a torneira
mais depressa! da banheira!
15 E não te esqueças Olha o pingo…
também…
– Mas… ó mãe!… – Mas ó mãe!…
Mas ó mãe!…
35 Hoje é domingo!
Alice Vieira, 2009. Rimas perfeitas, imperfeitas e mais-que-perfeitas.
Alfragide: Texto Editores (p. 8)

1 O poema apresenta-nos um diálogo entre duas personagens.


1.1. Identifica o sinal de pontuação que comprova esta afirmação.
a. reticências
b. ponto de exclamação
c. travessão

1.2. Seleciona a alínea que identifica a relação entre as personagens.


a. pai e filho(a)
b. mãe e filho(a)
c. irmão e irmã

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2 Uma das personagens dá um conjunto de instruções.


2.1. Numera as frases de 1 a 6, de acordo com a ordem pela qual essas instruções aparecem no
texto. A primeira e última frases já se encontram numeradas.
a. Organizar o material escolar.
1 b. Levantar-se.
c. Verificar se os trabalhos escolares estão realizados.
d. Tomar o pequeno-almoço.
6 e. Confirmar que as torneiras estão fechadas.
f. Tratar da higiene pessoal.

3 Em que dia da semana ocorrem os acontecimentos narrados no poema?


3.1. Refere, agora, em que parte do dia ocorre este diálogo. Justifica a tua resposta com uma
passagem do texto.

4 Seleciona, das palavras abaixo apresentadas, dois adjetivos que caracterizem a personagem que
dá as indicações.
organizada

tranquila

impaciente

distraída

5 Completa a frase seguinte, sublinhado as opções corretas.


O menino que recebe instruções / conselhos tenta, por vá rias vezes, interromper / tranquilizar
a outra personagem para a alertar de que nã o é dia de aulas, mas só é ouvido à segunda / quarta
tentativa.

6 Diz se as seguintes afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F).


a. A segunda estrofe é composta por dez versos.
b. O segundo verso da primeira estrofe tem quatro sílabas métricas.
c. Todos os versos rimam.

GRUPO III I

1 Transcreve das duas primeiras estrofes do poema um antónimo para cada uma das seguintes
palavras. Segue as instruções.
a. adormecer (1.ª estrofe);
b. devagar (2.ª estrofe).

2 “Passa o pente / na cabeça!” (vv. 11-12)

Diz se a forma verbal sublinhada se encontra no modo indicativo ou imperativo.


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3 Retira da segunda estrofe uma forma verbal no infinitivo impessoal.

4 Identifica a frase em que o verbo se encontra no pretérito mais-que-perfeito composto do


indicativo.
a. A mãe deu um conjunto de instruções.
b. O menino tinha prestado atenção.
c. A filha bebia o leite depois de se vestir.

5 Seleciona, da seguinte lista, as três palavras graves.


horas

também

mochila

acordar

cabeça

levar

6 Completa as frases com as palavras/expressões abaixo.


a. ___________, hoje é domingo!
b. Entrega a papelada assinada ___________.
c. ___________acorda a filha.

à professora mãe a mãe

6.1. Seleciona a opção que corresponde à função sintática da expressão acrescentada em b.


a. sujeito
b. vocativo
c. complemento indireto

7 Atenta na palavra “papelada”.


7.1. Completa a frase, sublinhando as opções corretas.
A palavra “papelada” é uma palavra simples / complexa, pois é formada com o acrescento de um
prefixo / sufixo à forma de base (papel-).

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GRUPO IV

A seguir encontras uma imagem e um texto que a descreve. Sublinha, no texto, as seis informações
que não correspondem à imagem descrita.

A imagem retrata um grupo de amigas a acampar, num parque, num de dia


de sol.

Num primeiro plano, no canto direito da imagem, vê-se uma rapariga com ar
tristonho a segurar num colchonete. A jovem aparenta ter entre 20 a 25 anos,
tem cabelo castanho comprido e pele clara. Mais atrás, vê-se um grupo de
jovens, sentadas em frente a uma tenda de campismo, a conversar e a jogar às
cartas. Todas estão vestidas com roupas grossas e quentes. O fundo da
imagem é dominado por pequenos arbustos.

A rapariga que segura o colchonete é o elemento mais importante da


imagem, sobressaindo a sua alegria e descontração.

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