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Modelos OSI, TCP/IP,

Híbrido
O que são protocolos?
• Pacote é uma estrutura de dados utilizada para que dois computadores possam
enviar e receber dados em uma rede. Através do modelo OSI, cada camada
relaciona-se com a superior e inferior a ela agregando informações de controle aos
pacotes. Cada camada do modelo OSI se comunica com a camada adjacente à sua,
ou seja, as camadas de um computador se comunicam com as mesmas camadas
em um outro computador.

• Para que dois computadores possam enviar e receber pacotes e para que as
camadas possam comunicar-se de forma adjacente (no mesmo nível) é necessário
um tipo de software chamado de protocolo.

• Mas o que são protocolos?

• “Protocolos são padrões que definem a forma de comunicação entre dois


computadores e seus programas”.

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Por que as camadas?

• Convivendo com sistemas complexos:


 A estrutura explícita permite identificação, o relacionamento das
partes de um sistema complexo
 Um modelo de referência em camadas permite a discussão da
arquitetura
 Modularização facilita a manutenção, atualização do sistema
 As mudanças na implementação de uma camada são
transparentes para o resto do sistema
 Ex.: novas regras para embarque de passageiros não afetam os
procedimentos de decolagem

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Pilha de protocolos da Internet
Pilha de protocolos da Internet
 Aplicação: suporta as aplicações de rede
HTTP, SMTP, FTP, SSH, Telnet, SIP, RDP, IRC, SNMP, NNTP, POP3, IMAP,
BitTorrent, DNS, Ping
 Transporte: transferência de dados hospedeiro-hospedeiro (fim-a-
fim)‫‏‬
 TCP, UDP, RTP, SCTP, DCCP
 Rede: roteamento de datagramas da origem ao destino
 protocolos de roteamento, IP (IPv4, IPv6) , ARP, RARP, ICMP, IPsec
 Enlace: transferência de dados entre elementos vizinhos da rede
 PPP, Ethernet, 802.11 WiFi, IEEE 802.1Q, 802.11g, HDLC, Token ring,
FDDI, PPP, Switch ,Frame relay
 Física: transmissão física dos bits nos canais
 Modem, RDIS, RS-232, EIA-422, RS-449, Bluetooth, USB, ...

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PDU (Protocol Data Unit, ou Protocolo de
Unidade de Dados)
Modelo OSI
Modelo OSI
• Criado pela ISO em 1977
• Surgiu da necessidade de interconectar sistemas cujas
arquiteturas eram proprietárias de determinados fabricantes.
• O Modelo OSI é uma arquitetura aberta definida em
camadas e protocolos que possibilitam a comunicação de
sistemas heterogêneos.
Modelo OSI
Apesar de definir um padrão de interconexão, o Modelo OSI
não especifica com exatidão os serviços e protocolos a serem
utilizados, apenas recomenda o uso de tais de forma
compatível em cada camada. Tanto que é possível ter dois
sistemas que se baseiam no modelo, mas não se
interconectam.
Arquitetura em camadas
• Princípio do “Dividir para conquistar”
• Projetar uma rede como um conjunto
hierárquico de camadas Camada 7
• Cada camada usa os serviços da camada Camada 6
imediatamente inferior para implementar e
oferecer os seus serviços à camada Camada 5
superior Camada 4
• O projeto de uma camada está restrito a
Camada 3
um contexto específico e supões que os
problemas fora deste contexto já estejam Camada 2
devidamente resolvidos
Camada 1
Camada Física
• Transmissão de sequências de bits sobre meio físico
• Especifica
• voltagens e correntes
• tempos Aplicação
• conectores e pinagens Apresentação
• meio físico utilizado
Sessão
• aspectos eletrônicos e mecânicos
• Domínio da engenharia eletrônica Transporte
• Não trata de correção de erros na transmissão Rede
• Vários meios físicos podem ser usados para realizar a transmissão.
Cada um tem seu próprio nicho em termos de largura de banda, Enlace
retardo, custo e facilidade de instalação e manutenção.
Física
• Os meios físicos são agrupados em meios guiados, como fios de
cobre e fibras ópticas, e em meios não guiados, como as ondas de
radio e os raios laser transmitidos pelo ar.
Camada de Enlace
• Fornecer uma interface de servico bem definida a
camada de rede.
• Lidar com erros de transmissao. Aplicação
• Regular o fluxo de dados, de tal forma que Apresentação
receptores lentos nao sejam atropelados por Sessão
transmissores rapidos.
Transporte
• A camada de enlace de dados recebe os pacotes
Rede
da camada de rede e os encapsula em quadros
para transmissao. Enlace

Física
Camada de Rede
• A camada de Rede é responsável pelo endereçamento
dos pacotes de rede, também conhecidos por
datagrama, de forma que os pacotes de rede consigam Aplicação
chegar corretamente ao destino.
Apresentação
• Determina a rota que os pacotes irão seguir para atingir
o destino, considerando aspectos como tráfego da rede Sessão
e prioridades. Transporte
• Funções da Camada: Rede
• Movimenta pacotes a partir de sua fonte original até
Enlace
seu destino através de um ou mais enlaces.
• Define como dispositivos de rede descobrem uns aos Física
outros e como os pacotes são roteados até seu destino
final.
Camada de Transporte
• Fornece uma comunicação fim-a-fim
verdadeiramente confiável entre dois usuários
• Inclui controle de fluxo, ordenação dos pacotes e Aplicação
a correção de erros, tipicamente enviando para o Apresentação
transmissor uma informação de recebimento
Sessão
• A camada 4, Transporte, faz a ligação entre as
Transporte
camadas de nível de aplicação, (camadas 5 a 7),
preocupadas com os dados contidos nos pacotes Rede
de dados e as camadas de nível físico (camadas Enlace
de 1 a 3), preocupadas com a maneira com que os
Física
dados serão transmitidos e recebidos pela rede.
Camada de Sessão
• Reconhece os nós de uma rede local e
configura tabelas de endereçamento entre
origem e destino, permitindo ao usuário
acessar outras máquinas da rede
• Controle de diálogo Aplicação
• Checkpoints
• Recuperação da sessão em caso de falhas Apresentação
• Fornece mecanismos que permitem estruturar Sessão
os circuitos oferecidos pelo nível de transporte,
sendo seus principais serviços:
Transporte
• Gerenciamento de Token
• Half-duplex
• Full-duplex
Rede
• Controle de atividade Enlace
• Agrupamento lógico de diálogos
• Cada atividade corresponde a uma tarefa que Física
pode ser interrompida e posteriormente
retomada
• Informe de erros
Camada de Apresentação
• Realiza transformações adequadas nos
dados, antes do envio ao nível de sessão.
• Permite a interoperabilidade de sistemas
heterogêneos Aplicação
• Coordena a conversão de dados e suas
Apresentação
representações
• Tradução de códigos Sessão
• Compactação de dados
Transporte
• Criptografia
• Oferece serviços de transformação de Rede
dados, formatação de dados, seleção de
sintaxes, estabelecimento e manutenção Enlace
de conexões de apresentação. Física
Camada de Aplicação
• Oferece aos processos de aplicações os
meios para que estes utilizem o
ambiente de comunicação OSI. Aplicação
• Neste nível são definidas funções de Apresentação
gerenciamento e mecanismos genéricos
que servem de suporte à construção de Sessão
aplicações distribuídas. Transporte
• Oferece serviços aos usuários, como: Rede
• Transferência de arquivos
Enlace
• Correio eletrônico
• Emulação de terminal Física
• Serviços de comunicação
Algumas características dos protocolos:
• Protocolos podem ser proprietários ou abertos. Os protocolos proprietários
são limitados a um tipo de aplicação ou empresa. Por exemplo, o protocolo APPC
(Advanced Program-to-Program Communication) é de propriedade da IBM e
utilizado em sua arquitetura de rede SNA.
• Os protocolos abertos são extensíveis às empresas Os protocolos abertos são
extensíveis às empresas, são divulgados e padronizados por organismos e
associações internacionais e são aderidos pela indústria de informática. Por
exemplo, o TCP/IP é um tipo de protocolo aceito universalmente para a
comunicação de computadores na Internet.
• Protocolos podem fornecer diversas informações sobre a rede. Em função e
através do tipo de protocolo utilizado pode-se obter diversas informações sobre a
rede, tais como performance, erros, endereçamento, etc.
• Protocolos podem ser analisados com ferramentas de software. De onde o
pacote está saindo, para onde vai, quanto tempo demorou para chegar, quanto
tempo ficou parado em um roteador, se utilizou rota única ou alternativa, etc.,
são informações que podem ser muito importantes na avaliação de uma rede.
Estas informações podem ser fornecidas através de um pacote de software de
monitoração de rede.
Algumas características dos protocolos:
• Existe um grande número de protocolos. Quando nos referimos à
quantidade de protocolos que existe na área técnica, dizemos que é
uma verdadeira sopa de letras. Fica impossível lembrar ou decorar
cada um deles. Por exemplo, vamos citar apenas alguns, X.400,
TCP/IP, DLC, FTP, NWLink, ATP, DDP. Para se ter uma idéia ainda mais
clara, TCP/IP é considerado uma suíte de protocolos. Dentro dele
existe mais de 10 protocolos distintos. Cada protocolo tem funções
diferentes, vantagens e desvantagens, restrições e a sua escolha para
implementação na rede depende ainda de uma série de fatores.
• A camada na qual um protocolo trabalha descreve as suas
funções. Existem protocolos para todas as camadas OSI. Alguns
protocolos trabalham em mais de uma camada OSI para permitir o
transporte e entrega dos pacotes.
• Os protocolos trabalham em grupos ou em pilhas. Protocolos
diferentes trabalham juntos em diferentes camadas. Os níveis na
pilha de protocolos correspondem às camadas no modelo OSI. A
implementação dos protocolos nas pilhas é feita de forma diferente
por cada vendedor de sistema operacional. Apesar das diferentes
implementações, os modelos se tornam compatíveis por serem
baseados no padrão OSI.
TCP/IP
• O TCP/IP (Protocolo de Controle de
Transmissão/Protocolo Internet) não é apenas um
protocolo, mas uma suíte ou grupo de protocolos que se
tornou padrão na indústria por oferecer comunicação em
ambientes heterogêneos, tais como sistemas
operacionais UNIX, Windows, MAC OS,
minicomputadores e até mainframes.
• Hoje o TCP/IP se refere a uma suíte de protocolos
utilizados na Internet, a rede das redes. Este conjunto
padrão de protocolos especifica como computadores se
comunicam e fornece as convenções para a conexão e
rota no tráfego da Internet através de conexões
estabelecidas por roteadores.
Benefícios do TCP/IP
O TCP/IP sempre foi considerado um protocolo bastante
pesado, exigindo muita memória e hardware para ser
utilizado. Com o desenvolvimento das interfaces gráficas, com
a evolução dos processadores e com o esforço dos
desenvolvedores de sistemas operacionais em oferecer o
TCP/IP para as suas plataformas com performance igual ou às
vezes superior aos outros protocolos, o TCP/IP se tornou o
protocolo indispensável. Hoje ele é tido como “The Master of
the Network” (O Mestre das Redes), pois a maioria das LANs
exige a sua utilização para acesso ao mundo externo. O TCP/IP
oferece alguns benefícios, dentre eles:

• Padronização: Um padrão, um protocolo roteável que é o


mais completo e aceito protocolo disponível atualmente.
Todos os sistemas operacionais modernos oferecem o suporte
para o TCP/IP e a maioria das grandes redes se baseia em
TCP/IP para a maior parte de seu tráfego.
Benefícios do TCP/IP
Roteamento: Permite e habilita as tecnologias mais antigas e as novas
se conectarem à Internet. Trabalha com protocolos de linha como PPP
(Point to Point Protocol) permitindo conexão remota a partir de linha
discada ou dedicada. Trabalha como os mecanismos IPCs e interfaces
mais utilizados pelos sistemas operacionais, como Windows Sockets e
NetBIOS.

• Protocolo robusto, escalável, multiplataforma, com estrutura para ser


utilizada em sistemas operacionais cliente/servidor, permitindo a
utilização de aplicações desse porte entre dois pontos distantes.

• Internet: É através da suíte de protocolos TCP/IP que obtemos acesso


a Internet. As redes locais distribuem servidores de acesso a Internet
(proxy servers) e os hosts locais se conectam a estes servidores para
obter o acesso a Internet. Este acesso só pode ser conseguido se os
computadores estiverem configurados para utilizar TCP/IP .
Conceitos Necessários do
TCP/IP
Roteador: Componente da rede que se encarrega de destinar os dados que devem
ser encaminhados a outras redes que não a que seu computador se encontra.
Host: É chamado de host (em português significa anfitrião) qualquer cliente TCP/IP,
como computadores, roteadores, impressoras conectadas diretamente à rede e
assim por diante.
Default Gateway: Quando você tenta enviar dados para outra estação da rede, o seu
computador verifica se o endereço de destino pertence à rede local. Caso isso não
ocorra, ele o enviará para o endereço configurado no campo "Default Gateway"
(geralmente o IP de um roteador) que se encarregará de destinar os dados para o
seu destino.
Máscara de Subrede (Subnet Mask): A máscara de subrede é um método para
determinar qual a parte correspondente à identificação da rede e qual a parte do
endereço IP que corresponde à identificação de Host. Foi criada para substituir o
obsoleto conceito de classes de IPs, que disperdiçava muitos endereços de Host
válidos. Com o tempo a internet foi crescendo e os endereços IP ficaram escassos,
e mudanças foram implementadas para evitar maiores problemas (note como a
história do TCP/IP se confunde com a história da Internet!). Uma máscara de
subrede é do tipo 255.255.255.0. Como se pode notar, o valor máximo para cada
um dos campos é 255 e o mínimo é 0. Uma máscara de subrede obrigatoriamente
deve ter valores máximos seguidos de valores mínimos. Assim sendo, 0.255.0.255
não é uma máscara de subrede válida.

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