Você está na página 1de 7

Plenário

Grupos
Questões
1) Quais os critérios que atribuem à antropologia a condição de ciência e a educação, a
condição de prática?
2) Em seu texto, Gusmão sinaliza alguns caminhos para um ideal compartilhamento de
ambas as áreas: Antropologia e Educação. Que caminhos são esses?
3) Conforme diálogo e conversas anteriores em sala de aula, por quê a antropologia corre o
risco de ser uma ciência utópica? (Âmbito pessoal e intuitivo – último parágrafo).

1 superação do mundo. Superação do


etnocentrismo. Encontro de civilizações e povos.
Como educação a antropologia procura partilhar
suas demandas.
Como ciência entende-se o estudo cultural do
passado. Avanços e limitações. Rompimento de
preconceitos. Partilhas grupais a fim de introduzir o
sujeito ao coletivo e na ordem social.
Trata-se de um conhecimento partilhado tendo
base no conhecimento histórico.
Estudo do ser e da sociedade. Educação por meio
de diálogo e cultura: conhecimento a partir da
história.
A ciência não se faz a partir do nada, mas por meio
de história e elementos de estudo. A educação
caminha junto com a pedagogia em forma de
conhecimento e análise.
A antropologia em condição de ciência procura se
desenvolver preocupada em desvendar o horizonte
humano. Constitui-se na junção de diferentes
campos. (Educação) Resulta numa forma de
controle social. Coletividade transmitida via
processo educacional.
Estudo do comportamento humano e a
comunidade como um todo. Procura entender as
diferentes práticas educativas. Quando entendida, a
antropologia culmina num melhor aparato
profissional.
A antropologia nos uma base científica da
humanidade (civismo / ética/ moral sem análise de
gênero).
Conhecimento e movimento construído e originado
pela evolução. Educação tida como prática por meio
da ação cotidiana.
Estudo das culturas, socialização, aprendizado
educacional com ênfase ética e moral.
Compreensão do outro tomando por base a cultura
e relacionamentos. A educação tem sua condição
de prática pelos aspectos comuns de socialização e
temporalidade (de geração em geração).
Estudos com foco em pesquisas sociais e culturais.
A educação: prática por operacionalizar os aspectos
teóricos da socialização e cultura regional
(sociedade).
Antropologia: constante transformação sem tempo
determinado. O homem não deixa de existir como
referência. A educação procura padrões e
parâmetros como membros de uma sociedade
(controle social).
Antropologia: estudos culturais. Educação:
conhecimento e aprendizado pela prática da
pedagogia.
Antropologia: arte do saber. Binômio antropologia
como ciência e como filosofia. Ambas são pilares da
educação.
A antropologia está condicionada aos critérios
teóricos. Entre ambas, há confrontação histórica
que deteriora a relação.
Antropologia como teoria procura explicar as
culturas em sua dada região.
2 o caminho ideal para Gusmão é compreender os
diferentes povos. Favorecimento do diálogo entre
ambas ás áreas desde a educação infantil até a
morte.
Colocar-se no lugar do outro. Alteridade,
Cosmovisão, consciência mútua e partilhada.
A antropologia surge de questões históricas em que
devem ser dirimidas pelo respeito as diferenças.
O compartilhamento ideal pode ser conduzido pelo
aprendizado e processo de socialização.
Abordagem equitativa de ambas as áreas nos seus
múltiplos aspectos. A antropologia ganha força
neste novo cenário, mas sem a devida credibilidade.
O caminho para um ideal compartilhamento é
favorecer o desenvolvimento dos interessas de
ambas as áreas que permitirá um melhor processo
de aprendizagem.
Diálogo e a compreensão das diferenças culturais
percebidas. Plataforma para uma sociedade
‘aberta’.
Possibilitar um debate teórico partindo da
antropologia tida como desconhecida.
Reflexão para a antropologia. Intervenções
educativas. Complementação de abordagens.
Abertura de espaços para debates. Culturas e seus
efeitos. Análise dos sucessos e insucessos de
ambas. Amalgamento da psicologia e pedagogia.
Compreensão dos diversos povos. Conhecimento
do outro para dar sentido ao estilo e costume do
outro. Compreensão dos valores e história de forma
endocultural. Vivência para a compreensão e
existência entre raças.
Contato entre povos diferentes e culturas diversas.
Entendimento cultural do outro para um ideal
compartilhamento de espaços e conhecimentos.
Convívio árduo entre as áreas contemplando a
escuta.
Contato entre povos de diferentes culturas.
Fortalecimento das relações já constituídas.
Alinhamento tradicional de antropólogos.
Necessidade de fusão dos elementos comuns de
ambas as áreas para um diálogo mais eficaz e
propositivo.
Diálogo partindo da ideia de cultura, favorecendo a
construção do saber.
3 corre sim o risco de ser utópica por conta da
sociedade não compreender sua riqueza cultura
que é diversa pautada em regionalismos.
Há a possibilidade de viver os conceitos próprios da
antropologia, mas com o risco de esbarrar nos
contrastes provindos da sociedade que a aprisiona.
O ser humano é e caminha cada vez mais para o
individualismo. Nos baseamos enquanto humanos
em bases e pilares que fortalecem o individualismo.
A antropologia, por meio do tempo como produto
da sociedade torna-se ‘estranho’, dominado pela
massa capital.
Existe por meio da antropologia muitos mitos que
caracterizam o passado e tradições que conflituam
com o pensamento moderno.
Corre sim o risco de ser utópica, porque existe o
desafio das culturas dominantes impor-se as outras
por se dispor a escutar, dialogar, etc. não estão
dispostos a sair da zona de conforto.
A antropologia se constrói com a contribuição de
cada pessoa de acordo com seus contextos.
Atualmente há o conflito entre as áreas educação e
antropologia.
Corre o risco de ser utópica por diferir do comum
entendimento de educação e concepção de homem
na sociedade.
Envolve cultura e religião que divergem nas
compreensões, tornam-se uma utopia a
homogeneização.
Nunca permanecerá estável e rígida no tempo, por
lidar com o mistério de ser ‘homem’.
A antropologia prioriza a essência do homem, no
entanto, ao homem é imposto um padrão de ação
que nos guia e conduz socialmente.
Existe o conflito entre educação e antropologia que
requer renovação de ambas nas práticas para
manter vivo o ideal de diálogo.
Hoje a antropologia é vista como método de vida e
estudos teóricos.
A tendência é ocorrer a separação e divisão de
áreas por não haver correspondência entre os
ideias e a real prática antropológica e educacional.
Corre sim o risco de ser utópica por estar fora da
realidade.