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UFRJ - Lab Fotovoltaico - Education


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Prática 1
O Módulo Fotovoltaico
Estudo das características elétricas dos módulos

Introdução
O painel solar é um conjunto de células, mais freqüentemente de células de silício cristalino. Uma célula de silício
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cristalino com uma superfície de cerca de 100 cm gera uma corrente de 3 A e uma tensão de 0,4 V em caso de
irradiação forte. Desta forma, várias células são conectadas em série em um módulo para gerar uma tensão pouco
acima de 12 V, como é exigido em conexão com uma bateria.
Os semicondutores que constituem a célula podem ser feitos de vários materiais. Os mais comuns são o silício
monocristalino, o silício policristalino e o silício amorfo constituinte dos filmes finos.
O arranjo de células é encapsulado em um módulo para a sua sustentação mecânica, proteção contra a umidade e
dissipação de calor. O módulo é construído de forma laminada e a tecnologia atualmente empregada garante uma vida
útil superior a 20 anos. A parte frontal é normalmente de vidro temperado e anti-reflexivo. A camada seguinte, que cobre
os contatos elétricos e as células, protegendo-as dos raios ultravioleta, é de acetato de vinil etileno. Na região posterior
temos outra camada de vidro ou então plástico Tedlar bem como os pontos de interconexão elétrica. Todo o conjunto é
apoiado em uma moldura de alumínio para facilitar a fixação dos módulos nas estruturas de suporte.

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Definições, características e eficiência

A figura anterior mostra uma curva característica I´ V típica de painéis fotovoltaicos. Ela foi obtida em nosso laboratório
para uma temperatura de 28,6 ° C.

Tensão de Circuito Aberto (VOC)


A tensão de circuito aberto é medida quando não há conexão ao módulo e varia inversamente com a temperatura
a uma taxa de 2,3 mV/ºC por célula. Na figura, Voc é de 22,3 V.

Corrente de Curto-circuito (ISC)


A corrente de curto-circuito é medida quando os terminais do módulo são interligados e varia em proporção direta
com o nível de irradiação. Na figura Isc = 0,43 A.

Ponto de Potência Máxima (MPP)


Vemos nas curvas de corrente´ tensão e potência´ tensão um ponto de potência máxima, chamado Maximal Power
Point (MPP), de 6,7 W. Esse mesmo painel nos dá em Standard Test Conditions (STC) uma potência nominal de
44,2 W. A tensão do ponto de potência máxima (VMPP), sendo de 19,1 V para um módulo com 44 células em
série, nos permite dizer que a tensão em cada célula é da ordem de 0,43 V. A corrente do ponto de potência
máxima (IMPP) em nosso laboratório é de 0,35 A.

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Fator de Forma (FF)

O fator de forma é uma grandeza que expressa o quanto a curva característica I´ V se aproxima de um retângulo.
Quanto melhor a qualidade das células no módulo, mais próxima da forma retangular será a curva I´ V. A definição do
fator de forma se apresenta pela seguinte equação:

Em nosso exemplo encontramos um fator de forma de 0,70.

Eficiência (h )

A eficiência indica quanto da energia solar incidente no painel é transformada em energia elétrica:

Onde E corresponde à irradiação e S à superfície do painel.


Em nosso laboratório, como veremos com mais cuidado adiante, E = 421 W/m2 para a célula menos iluminada e S =
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0,4098 m já descontada a área das fitas de alumínio responsáveis pelos contatos elétricos que cobrem as células. Com
isso a eficiência de nosso módulo é de 3,9 %; muito abaixo dos 10,8 % que conseguiríamos em STC.

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O módulo fotovoltaico
O módulo com que iremos trabalhar foi fabricado na Alemanha pela AEG, modelo PQ10/44/01, e é constituído de 44
células de silício policristalino conectadas em série. Possui ainda dois diodos de by-pass e em STC apresenta VMPP =
19,8 V. A potência máxima, como já vimos, é de 44,2 W.

O sistema de aquisição de dados


O computador com que iremos trabalhar possui uma placa de conversão analógico/digital modelo PCL-812PG fabricada
pela Advantec Co., Ltd.. Possui 16 canais de entrada, numerados de 0 a 15, que funcionam exatamente como
voltímetros digitais com escalas de ± 5; ± 2,5; ± 1,25; ± 0,625; ± 0,3125 V e uma resolução de 12 bits. Ou seja, se
estivermos usando a escala de ± 5 V poderemos ler tensões de -5 V a +5 V em degraus de

Dispõe também de dois canais de saída que funcionam como fontes de tensão de 0 a +5 ou de 0 a +10 V com igual
resolução de 12 bits.

Leitura de tensão: a leitura de tensão, feita através do canal 15, é praticamente imediata. Precisamos apenas de um
divisor resistivo na entrada da placa de conversão analógico/digital para permitir a leitura de valores superiores a 20 V
como os que usualmente encontraremos em nossas experiências.

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Leitura de corrente: a leitura de corrente é feita através do canal 14 usando um sensor de efeito Hall modelo
NNC-02BH2 fabricado pela NANA Electronics Co., Ltd.. Esse aparelho nos dá em seus terminais de saída um sinal de
tensão proporcional à corrente em um enrolamento constituído de 127 espiras. Esse número de espiras foi calculado
para que a saída seja de 5 V — o máximo admitido pela placa A/D — quando a corrente for da ordem de 0,5 A — o
maior valor de corrente que iremos encontrar.

Leitura de irradiação:

a leitura de irradiação é feita através do canal 9 usando um piranômetro modelo 6010 fabricado pela Theodor Friedrichs.
Esse aparelho mede a radiação incidente integrada ao longo de todo o espectro com uma resposta de 1,313 × 10-5
V/Wm-2. O sinal de saída é portanto muito tênue e para uma irradiação máxima, como veremos logo depois, de 1300
Wm-2 será de aproximadamente 17 mV. Sendo assim devemos usar um pequeno amplificador na saída do piranômetro
para aproveitar toda a faixa de leitura do canal de entrada da placa. A escala escolhida foi, afinal, a de ± 625 mV com
um amplificador de ganho

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A carga: o objetivo de todo o estudo de geração solar fotovoltaica é suprir uma determinada carga e em toda aplicação
esse será sempre o primeiro parâmetro a ser avaliado. Em nossa bancada optamos por usar cargas resistivas fixas, tais
como lâmpadas e resistores, ou variáveis, tais como reostatos ou a carga eletrônica. Nessa primeira experência
desejamos descrever basicamente o comportamento I×V do painel e para isso usaremos uma carga variável onde a cada
ponto da curva está associado um valor de resistência. A carga eletrônica, constituída de um transistor de potência
IRF640 e de um pequeno circuito de apoio, é o dispositivo projetado com essa finalidade. Ela permite ajustar a corrente
(ID) ou a tensão (VDS) do transistor para qualquer valor que desejarmos através da tensão (VGS) sinalizada através da
saída 0 da placa A/D. O controle das características elétricas do painel fica sendo assim realizado de forma automática.

Funcionamento do programa
O programa usado na realização da primeira experiência chama-se RECORD.EXE. Ele exibe na tela e grava
simultaneamente um arquivo de nome RECORD.TXT com os valores de irradiação, temperatura, corrente e tensão do
sistema. Este arquivo é fechado ao término do programa e já está em formato próprio para ser aberto pelo MATLAB: na
sexta coluna estão os valores de corrente e na sétima os de tensão. Uma vez no ambiente de trabalho do MATLAB
podemos, por exemplo, usar a seguinte seqüência de comandos...
load record.txt para abrir o arquivo com os dados da experiência.
corrente = record(:,6);
tensao = record(:,7); para atribuir às variáveis corrente e tensao os seus respectivos valores.
plot (tensao,corrente); para traçar o gráfico com as curvas que acabamos de obter.
Carregue o programa RECORD.EXE e tecle t para gravar os valores de corrente e tensão necessários para o traçado
das curvas I´ V. Tecle e para encerrá-lo.

Irradiação
A irradiação e a temperatura são as duas principais grandezas que determinam o desempenho elétrico dos módulos.
Como são ambas resultado das condições meteorológicas não estão sob nosso domínio. Em nosso laboratório, no
entanto, teremos a oportunidade de simular variações nessas grandezas e estudar seus efeitos. Dispomos de um
conjunto de 4 lâmpadas de halogênio de 500 W cada e, através de duas telas de plástico, uma preta e uma branca,
pretendemos simular diferentes condições atmosféricas. Podemos também, usando cartolina preta, sombrear uma única

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célula de cada vez. Vemos a seguir a figura que mostra quatro condições de iluminação do módulo: iluminação direta,
sombreamento com a tela branca, sombreamento com a tela preta e o sombreamento de duas células com a cartolina
preta. Na segunda prática teremos a oportunidade de avaliar os efeitos da variação de temperatura do módulo.

Condições de iluminação encontradas no laboratório


A figura seguinte mostra a distribuição da luz pela superfície do painel para as lâmpadas colocadas em duas posições:
vertical e horizontal.

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A distribuição da luz pelo painel é bastante irregular e só pode ser notada com o uso do piranômetro, que nas medições
realizadas foi colocado a uma distância de 85 cm das lâmpadas. Nota-se que basta mudar a posição das lâmpadas de
vertical para horizontal que o ponto menos iluminado salta de 421 para 454 W/m2 e o mais iluminado de 822 para 1355
W/m2, um ganho de 65 %! Essa é a principal diferença do laboratório em relação à distribuição homogênea que
conseguiríamos com o painel exposto diretamente à luz do Sol. Além disso o espectro das lâmpadas de halogênio,
mesmo sendo a fonte de luz artificial mais adequada, é diferente do espectro solar. Sendo assim os resultados que
iremos obter só podem ser avaliados do ponto de vista fenomenológico, já que os números serão bem diferentes em
condições reais.

Realização da prática

1. Características elétricas do módulo: trace a curva I´ V para uma carga variável. Determine a corrente de curto-
circuito e a tensão de circuito aberto. Determine o MPP e o fator de forma. É razoável usar o menor valor de
irradiação no cálculo da eficiência do módulo?
2. Influência da intensidade luminosa: trace as curvas I´ V para irradiações diferentes (lembre-se de que a
variação é feita com duas telas). Trace as curvas I´ V para as lâmpadas na horizontal e na vertical.
3. Influência da sombra: determine a perda de potência do módulo quando uma ou mais células são sombreadas.
Repare a ação dos diodos de by-pass.

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I don't understand a lot - when does the new theoretical course start ?
I understand most of it, but I have some questions, please answer them.
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