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DRENAGEM URBANA

ELEMENTOS DE CAPTAÇÃO E
TRANSPORTE
Capacidade de condução hidráulica de ruas e sarjetas

As águas, ao caírem nas áreas urbanas, escoam,


inicialmente, pelos terrenos até chegarem às ruas.
Sendo as ruas abauladas (declividade transversal) e
tendo inclinação longitudinal, as águas escoarão
rapidamente para as sarjetas e, destas, ruas abaixo.
Se a vazão for excessiva poderão ocorrer:
(i) alagamento das ruas e seus reflexos;
(ii) inundação de calçadas;
(iii) velocidades exageradas, com erosão do
pavimento.
A capacidade de condução da rua ou da sarjeta pode ser
calculada a partir de duas hipóteses:

•a água escoando por toda a calha da rua; ou


•a água escoando somente pelas sarjetas.
•Para a primeira hipótese, admitem-se a declividade da rua
(seção transversal) de 3% (figura1-1) e a altura de água na
sarjeta h1 = 0,15 m. Para a segunda hipótese, admite-se
declividade também de 3% e h2= 0,10 m.

•O dimensionamento hidráulico pode ser obtido pela equação


de Manning transformada:
)
1
! = %. '(* . +,/)
$
Sargeta: Figura 1-1
Exercicio- Escoamento em Sargetas
• Calcule a vazão máxima que escoa pela sarjeta com
uma altura de 15 cm e por toda a rua, segundo os
parâmetros normais de via pública. Para uma
declividade longitudinal de 0,005 m/m, quais são as
vazões?
• Solução:
• a) capacidade total da calha da rua: neste caso, a
largura de cada lado fica 0,15/0,03 = 5 m.
• A área da seção pode ser aproximada por um triângulo
e fica
• A= (0,15x5,0)/2 = 0,375 m2
O perímetro é obtido pela altura no meio fio 0,15, somado da hipotenusa do
triângulo. [(0,15) 2 + (5,0)2 ]=5, o que resulta P = 5 + 0,15 = 5,15 m.

A vazão resulta:

! =[(0,375 (0,375/5,15)2/3 ) 0.0051/2] /0,017 = 0,272m3/s

Para os dois lados da rua, Q =.2. 0,272m3/s = 0,544 m3/s

b) Capacidade das sarjetas, h2 = 10 cm. O procedimento é semelhante,


resultando
A = 0,167 m2 , P = 3,43 m e Q = 0,094 m3 /s.
Para os dois lados da rua, fica Q = 0,188 m3/s.
BOCAS-DE- LOBO

Tipos - As bocas coletoras (bocas-de-lobo) podem


ser classificadas em três grupos principais: bocas ou
ralos de guias; ralos de sarjetas (grelhas); ralos
combinados. Cada tipo inclui variações quanto às
depressões (rebaixamento) em relação ao nível da
superfície normal do perímetro e ao seu número
(simples ou múltipla) (figura 1-2)
a) Boca-de-Lobo de Guia

b) Boca-de-Lobo com Grelha


c) Boca-de-Lobo Combinada
d) Boca-de-Lobo Múltipla
e) Boca-de-Lobo com Fenda Horizontal Longitudinal
GALERIAS E TUBOS DE LIGAÇÃO
• GALERIAS – CONDUTOS
• TUBOS DE LIGAÇÃO (TL) E CAIXAS DE LIGAÇÃO (CL)
REPRESENTAÇAO DE UM SISTEMA DE
DRENAGEM URBANA EM PLANTA E PERFIL
EXERCICIO
• DETERMINAR A CAPACIDADE HIDRAULICA DAS SARGETAS DE UMA
RUA COM DECLIVIDADE LONGITUDINAL DE 0,5% E 2% TRANSVERSAL.
A RUA É ASFALTADA COM O n=0,014 (COEFICIENTE DE RUGOSIDADE
DE MANNING). H=0,15 m e h2=0,10m
Resolução
1 ' *
! = %& ( ) '
$

% = 0,250 /'

% 0,250/'
&= = = 0,049 /
0 5,101 /

1
!= 0,250/' 0,049'/( 0,005*/'
0,014
! = 0,169 /3
BOCAS-DE-LOBO: CARACTERISTICAS
• MÁXIMO ESPAÇAMENTO = 60 m/ OU DE ACORDO COM O PLANO
DIRETOR DA CIDADE
• PODE SER DE GUIA, DE SARGETAS OU MISTAS COM GRELHA OU NÃO,
COM DEPRESSÃO OU NÃO.
• LOCALIZAÇÃO:
• DEVEM SER LOCALIZADAS EM AMBOS OS LADOS DAS RUAS QUANDO A
CAPACIDADE HIDRAÚLICA EXIGIR.
• DEVEM SER LOCALIZADOS NOS PONTOS BAIXOS DAS QUADRAS
• DEVEM SER LOCALIZADAS JUNTO AOS CRUZAMENTOS A MONTANTE DO
VERTICE DE INTERSEÇÃO DAS SARJETAS.
BOCAS-DE-LOBO: CARACTERISTICAS
• CAPACIDADE HIDRAÚLICA:
• GUIA:
)
,-
• !" = 1,71 ' ( * ( ). L=comprimento da abertura; H=altura da guia (0,13m, Padrão no
.
Brasil)
• SARGETA:
• !0 = 1,71121(3/- . Perímetro do oriIcio
• MISTA: (somas das vazões)
• !, = !" + !.
BOCAS-DE-LOBO: CARACTERISTICAS
• FATORES DE REDUÇÃO DA CAPACIDADE DE ENGOLIMENTO DAS
BOCAS DE LOBO:

LOCALIZAÇÃO NAS SARJETAS TIPO DE BOCA DE LOBO FATOR DE REDUÇÃO


GUIA 0,8
PONTO BAIXO GRELHA 0,5
MISTA 0,65

GUIA 0,8
PONTO INTERMEDIARIO GRELHA LONGITUDINAL 0,6
GRELHA TRANSVERSAL 0,6
TUBOS DE LIGAÇÃO (TL) E CAIXAS DE
LIGAÇÃO (CL)
• Tubos de Ligação (TL) à são ligações entre bocas de lobo e
os poços de visita ou caixas de ligação (CL)

• Caixas de Ligação (CL) –> São u>lizados para receber tubos


de ligação de BL intermediarias (não visitáveis) ou para evitar
excesso de ligações no mesmo poço de visita (PV) (máximo
quatro ligações por PV).
POÇOS DE VISITA (PV)
• SÃO CAMERAS VISITÁVEIS CUJA FUNÇÃO PRINCIPAL É PERMITIR O
ACESSO ÀS GALERIAS PARA INSPEÇÃO E DESOBSTRUÇÃO.
• LOCALIZADOS NOS PONTOS DE REUNIÃO DE CONDUTOS
(CRUZAMENTO DE RUAS), MUDANÇAS DE SEÇÃO, DE DECLIVIDADE E
DREÇÃO DO CONDUTO.
• ESPAÇMENTO:
DIÂMETRO DO CONDUTO(cm) ESPAÇAMENTO (m)

30 120

50-90 150

100 ou mais 180


GALERIAS
• SEMPRE QUE POSSIVEL LOCALIZAÇÃO SOB OS PASSEIOS (EIXO DA
RODOVIA, OK)
• DIAMETRO MÍNIMO – 30 cm
• VELOCIDADE (v) – 0,60m/s < v <5,0 m/s (vazão plena)
• TUBOS DEVEM SER ALINHADOS PELA GERATRIZ SUPERIOR NO CASO
DE MUDANÇAS DE DIÂETRO.
• COBRIMENTO MINIMO 1m. DIMENSIONAMENTO DO PONTO DE
VISTA ESTRUTURAL SE COBRIMENTO MENOR QUE 1m.
GALERIAS
• Galerias Circulares projetadas para funcionar a seção plena.
• Diâmetros Comerciais (mm):
Ø300 (mínimo), 400, 500, 600, 800, 1000, 1200, 1500.
• Velocidade de escoamento depende do material (à seção
plena):
üConcreto:
§ 0,80 m/s mínimo
§ 5,0 m/s maximo
LOCALIZAÇÃO DE ELEMENTOS DE CAPTAÇÃO

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