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Violino

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Violino

Informações

 321.322-71 Cordofone
Classificação Hornbostel-Sachs

Extensão

Instrumentos relacionados
Viola
Violoncelo
Contrabaixo

Relacionados
História do violino
Luthiers
Kyoko Yonemoto tocando Caprice No. 24 de Niccolò Paganini num violino

O violino é um instrumento musical, classificado como instrumento de cordas


friccionadas. Foi inventado por Gasparo de Salò, um italiano que viveu entre os
anos 1540 e 1609. O termo "violino" foi introduzido na língua portuguesa no
século XX. Até então, a designação do instrumento era rabeca, palavra que
ainda se utiliza em muitos lugares.
É o menor e mais agudo dos instrumentos de sua família [1] (que ainda possui
a viola, o violoncelo e o contrabaixo, correspondendo ao Soprano da voz
humana). O violino possui quatro cordas[2], com afinação da mais aguda à mais
grave: . O timbre do violino é agudo, brilhante e estridente, mas dependendo do
encordamento utilizado e da forma que é tocado, podem-se produzir timbres
mais aveludados. O som geralmente é produzido pela ação de friccionar as
cerdas de um arco de madeira sobre as cordas. Também pode ser executado
beliscando ou dedilhando as cordas (pizzicato), pela fricção da parte de
madeira do arco (col legno), ou mesmo por percussão com os dedos ou com a
parte de trás do arco.
Toca-se com o arco a passar nas cordas e faz um som diferente de acordo
com as cordas tocadas (corda mi aguda, corda sol grave).
Assim como outros instrumentos de cordas, os violinos também podem
ser amplificados eletronicamente. A sua utilização mais comum é nos naipes
de cordas das orquestras. O género mais comum é a música de concerto.
Existem no entanto diversos músicos que o utilizam na música folclórica,
popular, rock e outros géneros.
Na orquestra, o líder do naipe de primeiros-violinos é chamado de spalla.
Depois do maestro, ele é o comandante da orquestra. O spalla fica à esquerda
do maestro, logo na primeira estante do naipe dos primeiros-violinos.
Esticada na parte inferior do arco estão as cerdas, que são feitas de vários fios
de crina de cavalo, ou de material sintético.
A extensão do violino é do Sol 3 (mais grave e a última corda solta), ao Si 6 (3
notas antes da mais aguda que se pode ouvir).

Índice

 1História do violino
o 1.1Stradivarius
o 1.2O Messias
 2Detalhes da Construção
o 2.1Partes do Violino
o 2.2Cuidados
 3Execução
o 3.1Posição Correta
o 3.2Posição do violino no corpo
o 3.3Como usar a mão esquerda
o 3.4Como pegar o arco
 4Técnicas do Violino
 5Métodos de estudo para aprendizagem e aperfeiçoamento no
violino
 6Referências
 7Ver também
 8Ligações externas

História do violino[editar | editar código-fonte]


A palavra violino é um diminutivo de viola, palavra vinda do latim médio, vitula,
que significa instrumento de cordas.[3] Sua origem vem de instrumentos trazidos
do leste da Europa do Império Bizantino. Os primeiros violinos foram feitos na
Itália entre os meados do fim do século XVI e o início do século XVII, evoluindo
de antecessores como a rebec[4], a vielle e a lyra da braccio. A sua criação é
atribuída ao italiano Gasparo de Salò.[5] Durante duzentos anos, a arte de
fabricar violinos de primeira classe foi atributo de três famílias de Cremona:
Amati, Guarneri e Stradivarius. Toda a invenção do violino foi conduzida pelas
raízes do instrumento milenar chinês erhu, as raízes deste instrumento foram
os instrumentos de cordas friccionados por arco mais antigos já descobertos.
O violino propriamente dito manteve-se inalterado por duzentos anos. A partir
do século XIX modificou-se apenas a espessura das cordas, o uso de um
cavalete mais alto e um braço mais inclinado. Inclusive, a forma do arco
consolidou-se aproximadamente nessa época. Originalmente com um
formato côncavo, o arco agora tem uma curvatura convexa, o que lhe permite
suportar uma maior tensão das crinas, graças às mudanças feitas pelo
fabricante de arcos François Tourte, a pedido do virtuose Giovanni Battista
Viotti, em 1782.
O violino tem longa história na execução de músicas de raiz popular, que vem
desde os seus antecessores (como a vielle). A sua utilização tornou-se mais
expressiva a partir da segunda metade do século XV.
Stradivarius[editar | editar código-fonte]
Os violinos Stradivarius são provavelmente os mais valiosos do mundo. Foram
feitos mais de mil instrumentos, entre eles violinos, violas de arco, violoncelos e
outros instrumentos de arco pelo mestre Antonio Stradivari (1644-1737), mas
actualmente restam poucos destes instrumentos. Um violino Stradivarius
de 1720, não dos mais famosos, foi comprado num leilão
em Novembro de 1990 por 1,7 milhão de dólares. Em 2006 foi leiloado na casa
de leilões Christie's um Stradivarius de 1729 (Hammer) que foi arrematado por
3,5 milhões de dólares.
O Messias[editar | editar código-fonte]
O mais famoso Stradivarius é também o mais famoso e valioso violino do
mundo. O Messias foi feito pelo mestre em 1716 e ainda hoje é o violino antigo
mais preservado do mundo, afirmado por muitos como aparentando ter
acabado de ser feito.
Também foi o único violino que Stradivari nunca vendeu, ficando em sua posse
até sua morte.
O Messias se encontra no Ashmolean Museum de Oxford, Inglaterra, no salão
de musica Hill.
Enquanto existem por volta 650 instrumentos Stradivarius sobreviventes, por
outro lado também existem milhares de cópias, grande parte com marcas com
a inscrição "Stradivarius", feitos em sua homenagem. [6] Muitos milhares destes
foram feitos no século XIX, com marcas que indicavam o modelo de origem,
sem pretensão de passarem por originais; porém com o passar do tempo a
história verdadeira se perdeu, a medida que estes instrumentos são
redescobertos hoje, levam seus descobridores ao engano. [6]
Um dos vários segredos da beleza estética dos violinos de Stradivarius reside
no facto de o seu construtor os desenhar utilizando a Secção Áurea. A Secção
Áurea representa um elemento de equilíbrio estético.
Os instrumentos de Stradivarius são referência mundial, porém a arte da
lutheria nunca deixou de se desenvolver, apesar de todos os mitos que cercam
o instrumentos stradivarius, recentemente foi feito um teste cego com
violinistas solistas de fama internacional, para esse exame, pesquisadores
franceses submeteram 12 violinos a esses concertistas - seis modernos e seis
antigos, entre os antigos estavam cinco Stradivarius originais, para a surpresa
dos próprios, muitos preferiram os instrumentos modernos. Os solistas
testaram todos os instrumentos em uma sala de concertos de 300 lugares e
uma mais ampla em Paris, acrescentam os pesquisadores, cujo estudo
aparece na última edição da "Proceedings of the National Academy of
Sciences". Cada teste durou mais de uma hora. Os músicos não tinham como
identificar visualmente os instrumentos, já que os modernos receberam um
tratamento que os deixou parecendo antigos.
Os autores do experimento afirmam que seis dos dez solistas preferiram um
violino moderno. Um desses instrumentos parece ter se destacado dos demais.
De qualquer forma Stradivarius nunca deixará de ser uma referência mundial e
o valor histórico de sua obra é inestimável, já que serve até hoje como modelo
para a construção de instrumentos modernos.

Detalhes da Construção[editar | editar código-fonte]


Como outros instrumentos de cordas, os violinos são construídos por luthiers.
A luthieria ou liuteria é uma profissão artística que engloba a produção
artesanal de instrumentos musicais de corda com caixa de ressonância. Tais
palavras tiveram origem da construção do alaúde, que em italiano se
chama liuto; portanto, liutaio significa aquele que faz alaúdes.
Tradicionalmente são instrumentos puramente acústicos, cujo som é
amplificado naturalmente pela caixa de ressonância de madeira. No entanto,
existem instrumentos amplificados eletronicamente, através
de captadores ou microfones. Assim como as guitarras elétricas, os violinos
eletrificados não necessitam de caixa de ressonância. Alguns possuem corpo
maciço e outros nem possuem corpo, mas apenas molduras para a
sustentação das cordas.
Partes do Violino[editar | editar código-fonte]

Estojo de violino: vista geral.

O violino é guardado, normalmente, num estojo cuja forma e material podem


variar. Esse estojo contém necessariamente o violino, o arco, a resina, a
almofada (ou espaleira), uma surdina, uma flanela para limpeza e cordas
sobressalentes. Pode conter, esporadicamente, dependendo do
caso, partituras, um outro arco, um metrônomo, um higrômetro, um
umidificador, um diapasão, giz para conservação das cravelhas.

Legenda :
Legenda :
1. Queixeira
1. Voluta 2. Estandarte
2. Cravelha 3. Micro afinador:
3. Pestana 4. Surdina
4. Espelho
5. Escala
6. Corda
7. Resina ou breu 5. Talão
8. Antiga corda de tripa. A sua antiguidade 6. Humidificador
nota-se pela cor amarelada e pela sua 7. Corda nova no pacote
forma (a extremidade conservou-se 8. Espaleira
enrolada pela cravelha)
9. Higrómetro
10. Arco

Violino - detalhes.

 Ouvidos, Efes ou Aberturas acústicas são os
orifícios que permitem aos sons (vibrações),
amplificados pelo corpo do instrumento, atingir o
espaço externo e finalmente os nossos ouvidos.
 Cravelhas são as peças de madeira (quatro, uma
para cada corda), onde se fixam as cordas, e são
usadas para afinar o instrumento girando-as em
sentido horário ou anti-horário, a fim de retesar ou
afrouxar as cordas. Os violinos desafinam com
facilidade, especialmente com mudanças de
temperatura, ou em viagens longas. Um violino
precisa ser afinado muitas vezes até que as cordas
novas se acomodem.
 Cavalete é a peça na qual se apoiam as 4 cordas
distendidas. A parte inferior do cavalete - dois
pequenos pés - fica apoiada no plano
harmônico do violino (tampo superior - o inferior
chama-se fundo). Pequenas ranhuras no cavalete
mantêm as cordas no lugar. O cavalete transforma
as vibrações horizontais em verticais e depois
transmite as vibrações das cordas para o corpo do
violino.
 Cordas: Antigamente eram feitas de tripa de
carneiro. Hoje são de aço cromado ou de material
sintético, revestidas com uma fita metálica de
alumínio, níquel, ou, as melhores, de prata. A
afinação padrão para as cordas seguindo por
ordem de espessura é Mi (1ª corda, a mais aguda),
Lá (2ª corda), Ré (3ª) e Sol (a 4ª corda, a mais
grave).
 Estandarte é uma peça aproximadamente
triangular que fixa as cordas na extremidade
oposta ao braço.
 Fixo é um pequeno acessório metálico que se
prende no estandarte, no furo correspondente às
cordas. Possui um parafuso que ao girá-lo, permite
precisão na afinação da corda.
 Queixeira: Peça anatômica que serve para o
violinista acomodar de maneira mais confortável o
violino ao maxilar. Foi inventada pelo
alemão Ludwig Spohr.
 O Arco é feito de madeira (os melhores em Pau-
Brasil pernambucano). Fios de crina de cavalo (ou
de plástico tipo nylon) são ajustados às duas
extremidades desta peça de madeira, longa e
curva, com cerca de 75 cm de comprimento. A
crina de cavalo dá uma maior qualidade ao som e
o ajuste da sua tensão é feito por um parafuso
colocado no talão, a parte segurada pela mão
direita do violinista. A outra extremidade do arco
denomina-se ponta. O arco do violino é como a
respiração para os cantores ou instrumentistas de
sopro. Os seus movimentos e sua articulação
constituem a dicção dos sons e a articulação das
células rítmicas e melódicas. Todas as nuances
sonoras, colorido e dinâmica musical do violino
estão intimamente ligadas à relação existente
entre a condução do arco e a precisão dos
movimentos sincronizados da mão esquerda junto
com a mão direita.
 A espaleira é um acessório utilizado para apoiar o
violino ao ombro do musico. Não é um acessório
obrigatório, apesar de ser muito utilizado.
Cuidados[editar | editar código-fonte]

 Mantenha o violino afastado do sol, pois o calor


pode fazer a madeira rachar ou descolar.
 Passar regularmente uma flanela no violino, pois a
poeira além de desgastar o violino, diminui o
tempo de duração das cordas.
 Sempre limpar as mãos antes de manusear o
violino. (Isso evitará o desgaste do violino)
 Passar sempre que necessário a resina nas cerdas
do arco, se tocar.
 Afrouxar as cerdas do arco antes de guardar o
instrumento, recorrendo ao parafuso-sem-fim. Este
ponto é de grande importância dado que a vara do
arco (parte da madeira) tem uma curvatura ideal
para produzir o som, quando a tensão das cerdas
se mantém exagerada por longos períodos de
tempo, esta curvatura tende a desaparecer e o
arco fica então inutilizado.
 Ao tocar mantenha a postura correta. A postura
errada afeta diretamente a saúde e o desempenho
do músico.
 De tempos em tempos faça uma revisão com um
profissional experiente.

Execução[editar | editar código-fonte]
A execução mais comum é a fricção do arco nas cordas. Antes de tocar o
instrumento, o violinista passa sobre as cerdas uma resina chamada breu, que
tem o efeito de produzir o atrito entre as cerdas e as cordas, gerando o som. O
som produzido pelas cordas é transmitido ao corpo oco do violino, denominado
caixa de ressonância, pela alma, um cilindro de madeira que fica dentro do
corpo do violino, mais ou menos abaixo do lado direito do cavalete. A alma liga,
mecânica e acusticamente, o tampo superior ao inferior do violino, fazendo com
que o som vibre por todo o seu corpo.
Posição Correta[editar | editar código-fonte]
Corpo ereto e busto para frente. As pernas devem ficar um pouco abertas para
estabilizar o equilíbrio do corpo. Motivo: Quando o movimento do arco for
rápido, o braço esquerdo terá maior facilidade para executar as notas. O peso
do corpo deve ficar apoiado nas duas pernas. Porém, em passagens mais
aceleradas, pode-se jogar o peso só no pé esquerdo.
Posição do violino no corpo[editar | editar código-fonte]
O violino deve ser colocado em cima da clavícula esquerda e apoiado de leve
no ombro esquerdo.
O braço esquerdo deve estar na mesma direção do pé esquerdo.
Inclinar o violino para o lado direito. Puxar a queixeira e encostá-la no maxilar,
para manter o violino horizontalmente. Não levantar nem baixar o ombro
esquerdo; deixá-lo solto. A técnica do violino é muito delicada. Forçando-se o
ombro, o movimento dos braços será impedido. Se o ombro for baixo, usar
almofada (Espaleira), para não forçar o pescoço nem o ombro. A almofada
serve para adaptar o instrumento ao corpo do aluno. A queixeira deve ser
adequada a cada pessoa para que o violinista fique bem à vontade.
Quando segurar o violino a posição tem de ser natural, isto é, sentir o violino
como se fosse uma parte do corpo. Observadas as posições acima explicadas
e o arco tocado com leveza, liberdade, harmonia de movimentos e
perpendicular em relação à corda, é mais fácil tocar o instrumento.
Como usar a mão esquerda[editar | editar código-fonte]
O cotovelo esquerdo deve situar-se por baixo do tampo do violino, inclinado
para a direita. Para facilitar a movimentação dos dedos esquerdos, o pulso
deve estar na mesma direção do antebraço e completamente relaxado.
A conjuntura dos dedos esquerdos deve estar na altura das cordas. Os 4 dedos
(indicador, médio, anelar e mínimo) devem estar encurvados. Colocá-los na
direção da corda, para depois pousá-los.
O polegar deve estar apoiado ao de leve no braço do violino, na direção entre
os dois primeiros dedos (indicador e médio). O polegar deve estar assim para
que os 4 dedos restantes se apoiem com a mesma força nas cordas. Se
alguém tiver o polegar maior, este sobressairá para cima do braço do violino
junto à corda sol.
Quando as cordas forem abaixadas pelos dedos, cuidado para não endurecer
as falanges dos dedos, nem o cotovelo. Os dedos devem ser colocados sem
força, de modo leve sobre as cordas. Quando os dedos não estão sendo
usados, deixá-los na posição natural, isto é, encurvados.
Como pegar o arco[editar | editar código-fonte]
Deixar o braço direito solto, como se estivesse a andar. Pegar no arco com a
mão direita livre, sem modificar sua posição. Isto facilitará a movimentação do
arco nas cordas.
(Deixar todo o peso do braço sobre o arco, como se o braço estivesse morto).
Forma igual à anterior, com as duas falanges do polegar um pouco curvadas. A
extremidade do polegar deve estar na extremidade do talão, deixando o
polegar metade para a madeira do arco e metade para o talão. O polegar deve
estar perpendicular em relação ao arco.
Segurar o arco entre a 1ª e 2ª falanges do indicador e na 1ª falange do médio;
deixar o dedo mínimo na forma arredondada, perto do botão do arco, e
segurando pela ponta. O dedo anelar é deixado naturalmente. O polegar deve
estar no meio do dedo indicador e do médio, só que do outro lado do arco.
Segurar o arco corretamente é muito importante para uma boa execução. O
indicador direito controla a pressão do arco nas cordas, o que afeta o volume e
o timbre do instrumento. O violinista precisa manter todo o corpo relaxado, à
vontade.
É importante dizer que o dedo indicador e o dedo mínimo promovem funções
importantes na intensidade do som obtido. Estas funções são chamadas
de pronação e supinação, que são feitos através da "rotação" do "antebraço".
Pronação
A pronação é o movimento de pressionar o dedo indicador no arco (rodar o
antebraço para o lado esquerdo gerando pressão no dedo indicador), aliviando
a pressão exercida pelo dedo mínimo (mindinho). Este movimento, juntamente
com a velocidade com que o violinista fricciona o arco nas cordas, acarretará
uma maior intensidade do som.
Supinação
A supinação é o movimento de pressionar o dedo mínimo no arco (rodar o
antebraço para o lado direito) aliviando a pressão do dedo indicador, fazendo
com que o som seja menos intenso. NOTA: Não é necessário fazer pressão
com o dedo mínimo, pois o próprio peso do talão é suficiente para a
intensidade do som.
Observação: Ponta do arco: Pronação. Talão do arco: Supinação.
É importante para o violinista dominar estas técnicas, aliadas com outras, para
uma melhor qualidade nas execuções.

Técnicas do Violino[editar | editar código-fonte]


 Pizzicato (beliscado) [produzido pela mão direita]:
Os violinistas nem sempre usam o arco quando
tocam. O pizzicato consiste em tocar as cordas
com os dedos, dando pequenos puxões ou
beliscadas. Raramente o pizzicato se estende pela
melodia inteira, e quando se lê na partitura a
palavra arco os executantes interrompem o
pizzicato e voltam a usar o arco.
 Vibrato (vibrado) [produzido pela mão esquerda]:
Uma das importantes técnicas de instrumentos de
cordas. Existem 3 tipos de vibrato: o de dedo, o de
punho e o de braço. Consiste em fazer o som
vibrar, formando uma flutuação mínima
na afinação da nota, para cima e para baixo. O
vibrato de dedo é para passagens mais rápidas. O
de punho é o mais comum, e o de braço é para
expressar com certa força, paixão, drama um
trecho. É usado sobretudo em notas longas.
 Corda dupla [técnica de arco]: Significa tocar, ao
mesmo tempo, em duas, três cordas ou até
mesmo quatro cordas, e consequentemente duas,
três ou quatro notas (sob a forma de acordes), de
uma só vez. É possível tocar três ou quatro cordas
simultaneamente, sob a forma de acordes, porém
pode-se sustentar apenas duas adjacentes.
 Harmônico ou Flautado [produzido pela mão
esquerda]: Notas suaves produzidas pelo toque
muito leve com a polpa dos dedos em pontos
estratégicos sobre a corda. Assemelham-se às
notas da flauta e são usadas com mais frequência
na música moderna.
 Glissando (deslizando)[produzido pela mão
esquerda]: O violinista escorrega o dedo sobre a
corda, tocando todas as notas dentro
do intervalo tocado, o que permite que todos os
sons interpostos sejam ouvidos.
Os glissandi aparecem quase exclusivamente nas
músicas do século XX.
 Sul ponticello (sobre o cavalete)[técnica de arco]:
Indica que o violinista deve passar o arco próximo
ao cavalete, o que origina um som de timbre
brilhante e estridente.
 Sul tasto (sobre o espelho) [técnica de arco]:
Indica que o violinista deve tanger o arco próximo
ao espelho, o que origina um timbre velado e mais
suave.
 Col legno [técnica de arco]: Termo italiano que
significa Com a Madeira. Este golpe consiste na
rotação do arco de modo a percutir as cordas com
a madeira do mesmo. Frequentemente utilizado
em orquestra.

Métodos de estudo para aprendizagem e


aperfeiçoamento no violino[editar | editar código-fonte]
 Método Suzuki (Suzuki Violin School) - S. Suzuki
(Destinado a iniciantes)
 O aprendiz de Violino (Método didático para
crianças, com canções do folclore brasileiro) -
Keeyth Vianna (Nível: Iniciante) [7]
 Técnicas fundamentais de arco para violino e viola
- Marco Antônio Lavigne e Paulo Bosísio
(Destinado a todos os níveis)
 Notas sobre o estudo das escalas maiores - Marco
Antônio Lavigne
 42 estudos e caprichos - Kreutzer (Nível
intermediário/avançado)
 24 Caprichos - Rode, Pierre (Nível avançado)
 24 Estudos e Caprichos - Dont
 75 estudos - Mazas (Nível Intermediário)
 Das Skalensysten (O sistema de escalas) - Carl
Flesch (Nível avançado)
 Applebaum String Builder
 Sevcik Op. 1 - Estudo da Técnica, Mão esquerda,
Velocidade, (Destinado a todos os níveis, do
elementar ao avançado)
 Sevcik Op. 8 - Estudo de mudança de posição,
(Destinado a todos os níveis, do elementar ao
avançado)
 Hans Sitt - 15 Estudos para Violino Op. 116 (Nível
intermediário)
 Kayser 36 Elementary and Progressive
Studies (Estudos, nível intermediário)
 Giuseppe Tartini - L'Arte dell'Arco (Estudo de Arco)
 Método de improvisação para Violino (e Viola) no
Jazz - Cordes Et Ame Méthode d'Improvisation et
de Violon - (Didier Lockwood & Francis Darizcuren)

Referências
1. ↑ HOFFER, Charles. Music Listening Today 3rd Edition, p.
30. Schirmer Cengage Learning, 2009. ISBN 0-495-56576-
8. Acessado em 23 Janeiro 2012.
(em inglês)inglês)inglês)inglês)inglês)inglês)inglês)inglês)in
glês)inglês)inglês)inglês)inglês)inglês)
2. ↑ ADAMS, John S. (1865). Adams' New Musical Dictionary
of Fifteen Thousand Technical Words, Phrases,
Abbreviations, Initials, and Signs Employed in Musical and
Rhythmical Art, p. 252. S. T. Gordon and Son. Acessado em
23 Janeiro 2012.(em inglês)
3. ↑ Online Etymology Dictionary (ed.).  «Etimologia de  viola».
Consultado em 23 de janeiro de 2012(em inglês)
4. ↑ Panum, Hortense (1939). The Stringed Instruments of the
Middle Ages, Their Evolution and Development. London:
William Reeves: [s.n.] p. 434(em inglês)
5. ↑ «Dicionário de termos e expressões da música»
6. ↑     Stradivarius na página do Smithsonian.(em inglês)
Ir para:a b

7. ↑ As aventuras musicais de Aipim, o aprendiz de violino,


Editora Musimed.

Ver também[editar | editar código-fonte]


 Lista de violinistas por país
 História do violino

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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