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ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE CUIABÁ

ERICA LAURENÇO DE SOUZA


KATIANE TAVARES ALCANTARA DA SILVA

TRABALHOS EM ALTURA: UM ESTUDO DA NR 35


CUIABÁ-MT

2020
ERICA LAURENÇO DE SOUZA
KATIANE TAVARES ALCANTARA DA SILVA

TRABALHOS EM ALTURA: UM ESTUDO DA NR 35

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola


Técnica Estadual de Cuiabá, em cumprimento às exigências
legais como requisito parcial à obtenção do título de técnico
em segurança do trabalho.

Professora Orientadora: Esp. Simone Cristina Nunes

CUIABÁ– MT

2020

2
TERMO DE APROVAÇÃO

ERICA LAURENÇO DE SOUZA


KATIANE TAVARES ALCANTARA DA SILVA

TRABALHOS EM ALTURA: UM ESTUDO DA NR 35

Avaliador:

Avaliador:

Avaliador:

Resultado Final:

( )Apto.

( ) Nãoapto.

CUIABÁ-MT
2020
RESUMO

O objetivo deste trabalho é analisar as medidas preventivas de segurança adotadas durante os


trabalhos em alturas. A metodologia apresenta informações sobre questões de segurança do
trabalho para atividades realizadas em altura, sendo pela NR 35 definida como a atividade
realizada com diferença de nível maior que 2,00 metros. Na construção civil são constantes os
trabalhos que ocorrem em diferença de nível ou em altura, sendo assim o risco de acidentes
seja por queda de pessoas ou matérias é grande. Por apresentar um ambiente de trabalho
(canteiro de obras) repleto de riscos que variam de acordo com a execução e etapa da obra,
esse setor econômico figura sempre como um dos que possuem maiores números de
ocorrência de acidentes de trabalho. O trabalho aborda as principais normas de segurança do
trabalho e recomendações técnicas existentes, que visam minimizar e erradicar os riscos de
acidentes presentes em atividades em altura. O trabalho busca observar o uso correto dos
equipamentos de proteção individual utilizados em trabalhos em altura e os equipamentos de
proteção coletiva existentes nos dois canteiros. São estes dispositivos que promovem a
proteção dos trabalhadores contra quedas e contra quedas de materiais e equipamentos.
Palavras-chave: Normas técnicas; Segurança; Acidentes.

ABSTRACT

The objective of this paper is to analyze the preventive safety measures adopted during work at
heights. The methodology presents information on work safety issues for activities performed at
height, and NR 35 is defined as the activity performed with level difference greater than 2.00 meters.
In civil construction, there are constant jobs that occur in differences in level or height, so the risk of
accidents due to falling people or materials is great. Because it has a work environment (construction
site) full of risks that vary according to the execution and stage of the work, this economic sector is
always one of those with the highest number of occupational accidents. The work addresses the main
occupational safety standards and existing technical recommendations, which aim to minimize and
eradicate the risks of accidents present in activities at height. The work seeks to observe the correct
use of personal protective equipment used in work at height and the collective protection equipment
existing in both beds. It is these devices that promote the protection of workers against falls and
against falls of materials and equipment.

Keywords: Technical Standards; Safety; Accidents


TABELA DE FIGURAS
Figura 1: Trabalho em altura na construção civil......................................................................8
Figura 2 :Trabalho em altura sem uso de EPI...........................................................................12
Figura 3: Equipamento cinto pára-quedista danificado por mau uso.......................................12
Figura 4 : Treinamento para trabalho em altura.......................................................................15
Figura 5: Carga de concreto cai de um prédio em construção em Comburiu SC.....................16
Figura 6: Dispositivos de ancoragem........................................................................................18
Figura 7: Equipe de emergência..............................................................................................19
Figura 8; Avaliação psicossocial..............................................................................................20

LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Acidente de trabalho...................................................................................................9
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO............................................................................................................................2
2. A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO COMO INSTRUMENTO DE
PREVENÇÃO DE ACIDENTES........................................................................................................4
2.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO..............................................................4
2.2 COMO ERA SEGURANÇA DO TRABALHO NOS ANOS 70............................................5
2.3 A ORIGEM DA NORMA REGULAMENTADORA N° 35 (NR-35) “TRABALHO EM
ALTURA”..........................................................................................................................................5
2.4 DEFINIÇÃO, SEGURANÇA NO TRABALHO...................................................................6
3. GESTÃO EFICAZ DAS NORMAS DE SEGURANÇA APLICADAS À INDÚSTRIA DA
CONSTRUÇÃO...................................................................................................................................9
3.1 GESTÃO DO TRABALHO EM ALTURA NA CONSTRUÇÃO CIVIL............................10
3.2 GERENCIAMENTO DE RISCO.........................................................................................10
3.3 GERENCIAMENTOS DE CAUSAS...................................................................................11
4. MEDIDAS DE ACORDO COM A NORMA NR 35 E OUTRAS NORMAS DA
SEGURANÇA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL.......................................................14
4.1 NR 35 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO......................................................................14
4.2 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC.......................................................17
4.3 ACESSÓRIOS E SISTEMAS DE ANCORAGEM..............................................................18
4.4 EQUIPE DE EMERGÊNCIA...............................................................................................18
4.5 DESENVOLVIMENTO DE PLANEJAMENTO PARA ORGANIZAÇÃO E EXECUÇÃO
DAS ATIVIDADES.........................................................................................................................19
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................................22
REFERENCIAS:..................................................................................................................................23
1. INTRODUÇÃO.

A segurança no trabalho é de fundamental importância para garantir que o trabalhador


alcance seus objetivos e sucesso. Segurança do trabalho pode ser entendida como o conjunto de
medidas adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, as doenças ocupacionais, bem como
para proteger a integridade e a capacidade de trabalho do servidor.
As normas regulamentadoras, conhecidas como NR, são de observância pelas empresas
privadas e públicas e pelos órgãos públicos de administração direta e indireta que possuam
empregados pela CLT. A Norma que trata especificadamente dos trabalhos em altura é a NR 35.
Cabem ao empregador garantir a implementação das medidas proteção contidas nesta norma,
assegurando uma análise prévia dos riscos e quando aplicável, a emissão da permissão de
trabalho, desenvolvendo procedimentos operacionais para as atividades rotineiras
em trabalhos em altura.
É imprescindível um bom planejamento e análise do ambiente para sim, pós a
implementação das ações e medidas complementares de segurança, de acordo com a atividade
exercida, adotando providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de
proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas, além disso, garantir aos
trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle e somente
iniciar as atividades após certificar-se de que todas as medidas de proteção necessárias foram
tomadas, suspendendo os trabalhos se no decorrer das atividades, forem constatadas algum
risco de acidente não previsto no planejamento e só retomar quando este risco for tratado.
.

1.1 PROBLEMA
Cabe aos empregados executarem os trabalhos em altura, cumprindo todas as medidas
propostas pelo empregador, fazendo uso correto dos equipamentos para serviços em
altura, equipamentos de proteção individual e coletivos fornecidos pelos empregados, sempre
zelando pela integridade sua e de seus companheiros. O trabalhador também deve se recusar a
executar os serviços em altura se não sentir capacitado ou sentindo algum mal-estar físico que
comprometam sua atividade e informando seu superior imediato?

1.2 OBEJTIVO GERAL


O objetivo geral do presente trabalho consiste em, realizar estudos específicos na área
revisar a literatura evolvendo a NR35, este trabalho define regras claras que devem ser
adotadas pelas empresas com relação aos cursos, treinamentos, equipamentos de segurança e
práticas seguras para preservar a saúde e integridade física dos trabalhadores atuantes em
altura.

1.3 OBJEITVO ESPECIFICO


O presente trabalho tem como objetivos específicos:

 Apresentar as bases sobre a importância da segurança do trabalho como


instrumento de prevenção de acidentes nas obras de construção civil;

 Estudar a necessidade de uma gestão eficaz das normas de segurança aplicadas


à indústria da construção;

 Apresentar medidas de acordo com a NR 35 e outras normas da segurança do


trabalho na construção civil.

1.4 JUSTIFICATIVA
Estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura,
assegurando que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será
definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade, com devida
organização e o arquivamento da documentação prevista na norma NR35.
O empregador deverá capacitar todos os funcionários que executarem trabalho em
altura, dividido em parte teórica e prática, totalizando no mínimo 8 horas, com conteúdo que
inclua questões gerais sobre saúde e segurança do trabalho específico para a função e sobre o
uso de equipamentos de proteção coletiva e individual, bem como sobre os equipamentos
utilizados e fazendo reciclagem ao menos uma vez em período bienal ou quando houver
necessidade devida mudança de procedimento, evento que necessite de treinamento, retorna
de afastamento com período superior a 90 dias ou mudança de empresa.
Sempre que forem realizados treinamentos, deverão ser realizados por profissionais
com comprovada capacitação e com entregues certificados contendo o nome do trabalhador,
conteúdo programático, carga horária, data, local, nome e qualificação dos instrutores.
2. A IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA DO TRABALHO COMO
INSTRUMENTO DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Segurança do Trabalho é conhecida por Segurança Industrial e tem como preocupação


fundamental: a prevenção de acidente no trabalho, é um programa de longo prazo que tem
como objetivo conscientizar o colaborador a proteger sua vida e a dos companheiros por
meios de ações seguras. A eliminação de causas de acidentes no trabalho é necessária para
que as empresas possam ter em seus colaboradores a credibilidade em produzir com êxito.
(MARRAS 2009, p.208 apud Fonseca; Gonçalves; Rodrigues, 2012).
Com o passar dos tempos, nas organizações o processo de trabalho,
principalmente na construção civil, tem sofrido mudanças muito grandes que
acabaram por afetar sensivelmente o homem. As organizações de um modo geral
tem se aperfeiçoado, e buscado novas máquinas, novos métodos, produtos e
equipamentos, direta ou indiretamente agregaram perigos entre homem e tarefa.
(CHIAVENATO 2008, p. 479 apud FONSECA; GONÇALVES; RODRIGUES,
2012).

2.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO

Muitas mudanças acorreram com a Revolução Industrial a partir de meados dos séculos
XVIII e XIX, em especial à classe trabalhadora, que sofreram com as transformações, de
forma bastante negativa com relação à saúde e bem-estar do trabalhador, sendo submetido a
cargas horárias de trabalho bastante aumentadas em ambiente que não lhes oferecia segurança
alguma (MENDES, 2013).

Resultando da revolução industrial, muitas máquinas e equipamentos sofreram


mudanças, se tornando tecnologicamente avançadas, o que acarretou maior desconforto ao
trabalhador, que tinha que manuseá-las sem estar habituados ou ter nenhum treinamento que
lhe fizesse apto ao seu manuseio, gerando graves acidentes de trabalho como: desgaste físico,
amputações, intoxicação, etc. Como agravante a maioria desses trabalhadores vítimas de
acidentes eram mulher e muitas vezes crianças, pois sua mão de obra era mais barata
(SALIBA, 2011).
Ao longo do tempo as necessidades de mão de obra especializada, e maior demanda do
mercado, foram exigindo que os trabalhadores buscassem conhecimento mais específico para
acompanhar as mudanças acarretadas pela Revolução Industrial. Com a mudança nesse
quadro de exigências, começaram a surgir também, ocorrências de mobilizações desses
trabalhadores, afim de que medidas legais fossem criadas para que proporcionasse ao
trabalhador melhores condições de trabalho (TEXEIRA, 2017).
2.2 COMO ERA SEGURANÇA DO TRABALHO NOS ANOS 70

Na época dos anos 70 do supervisor de segurança Sebastião Ferreira da Silva,  Era


um verdadeiro desafio. Havia uma carência de informação e devido ao pouco
entendimento, até a aceitação dessa nova realidade de trabalho, a resistência era muito
grande (MENDES, 2013).
Os trabalhadores se sentiam atingidos em sua cultura machista pelo fato de usar
EPIs, e os níveis hierárquicos superiores reclamavam que o processo ficaria engessado,
prejudicando a produtividade (TEXEIRA, 2017).
Por exemplo, o trabalhador se sentia constrangido em usar óculos de segurança, usar
rede no cabelo, achava que era coisa para mulher. Era difícil fazer o trabalhador entender que
o cabelo preso evitaria que ele ficasse exposto a um risco. Por outro, a supervisão e o
gerenciamento entendiam que era preciso produzir. Parar a máquina para colocar proteção,
para fazer manutenção, não era muito aceitável. De um lado você tinha o cumprimento das
normas e, do outro, a resistência do trabalhador, tanto do operário quando do chefe, do
supervisor. Você tinha que fazer o meio de campo e ao mesmo tempo ter o entendimento das
normas que estavam surgindo, mas havia pouco material a respeito de como era a sua
aplicação (TEXEIRA, 2017).

2.3 A ORIGEM DA NORMA REGULAMENTADORA N° 35 (NR-35)


“TRABALHO EM ALTURA”
Em 2010, a FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) promoveu, juntamente com o
SEESP, o “1º Seminário Internacional de Trabalho em Altura”. Foi nesse encontro que surgiu
a proposta de se criar uma NR (Norma Regulamentadora) específica para esse tipo de
atividade que, no Brasil, ainda é o responsável por grande parte dos acidentes de trabalho,
inclusive com vítimas fatais (SALIBA, 2011).
Figura : NR (Norma Regulamentadora)
FONTE: CFAB (2018).

Na seqüência, a FNE levou a reivindicação para o Ministério do Trabalho e Emprego


(MTE), que aceitou, sem resistências, criar um grupo tripartite para elaboração da norma. No
dia 27 de março de 2012. Foi publicado no diário oficial da união (DOU), a portaria n°313, de
23 de março de 2012, da secretaria da inspeção do trabalho (SIT), aprovando a norma
regulamentadora n°35 (trabalho em altura), além de criar a comissão nacional tripartite
(CNTT) da NR-35 com o objetivo de acompanhar a implementação da nova regulamentação
(FUNDACENTRO, 2002).
A secretaria de inspeção do trabalho (SIT), no uso das atribuições conferidas pelo
art.14, incisos II e XIII do decreto N° 5.063, de 3 de maio de 2004, em face do disposto nos
arts. 155 e 200 da consolidação das leis do trabalho (CLT), aprovada pelo decreto n° 5.452, de
1 de maio de 1943, e do art. 2° da portaria MTb n° 3.214 de 8 junho de 1.978, resolve:
(BRASIL 2003).

 Art. 1° Aprovar a norma regulamentadora n° 35(NR-35), sob o título de


“trabalho em altura”, com a redação constante nos anexos desta portaria.
 Art. 2° Criar a comissão nacional tripartite temática (CNTT) da NR-35,
com o objetivo de acompanhara implantação da nova regulamentação,
conforme estabelece o art. 9° da portaria TEM n° 1.127, de 2 de outubro de
2003.
 Art.3° As obrigações estabelecidas nesta norma entram em vigor seis meses
após sua publicação, exceto o capítulo 3 e o subitem 6.4 que entram em
vigor doze meses após a data da publicação desta portaria.

Partir do ano de 2013, através do Brasileiro Luiz Carlos Lumbreras Rocha, auditor
fiscal do trabalho do extinto MTE, criou um grupo de estudos interno do Ministério para
elaboração de um texto base. "Essa minuta foi submetida a consulta pública e só depois foi
criado o grupo tripartite formado pelas bancadas dos trabalhadores, empregadores e o
governo, responsável pela elaboração final da proposta de norma", detalhou. Segundo Rocha,
a meta é publicar o texto em abril de 2011 e deixá-lo disponível por 90 dias. A pretensão,
disse, é concluir todo o processo em um ano principal das NRS 34 e 35. Segundo
(PROTEÇÃO, 2011).

2.4 DEFINIÇÃO, SEGURANÇA NO TRABALHO


A Segurança do Trabalho corresponde ao conjunto de ciências e tecnologias que tem por
objetivo proteger o trabalhador em seu ambiente de trabalho, buscando minimizar e/ou evitar
acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. Assim, dentre as principais atividades da
segurança do trabalho, podemos citar: prevenção de acidentes, promoção da saúde e
prevenção de incêndios. No Brasil, a Legislação de Segurança do Trabalho compõe-se de
normas regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as
convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil
(SALIBA, 2011).

O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe


multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança
do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do Trabalho. Estes profissionais formam o
que chamamos de SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina
do Trabalho (SALIBA, 2011).
A Segurança do Trabalho atua de diversas maneiras dentro da empresa, sempre
buscando adaptar o ambiente de trabalho ao trabalhador.  Para isso, são desenvolvidas ações
técnicas, administrativas e médicas, algumas ações importantes são: (BRASIL 2003).
Estudo da legislação de segurança do trabalho, normas técnicas e responsabilidades do
empregador e dos empregados perante a causa segurança;
 Estudo de ambiente de trabalho;
 Análise das causas de acidentes de trabalho;
 Palestras e treinamentos;
 Aplicação de EPCs;
 Aplicação de EPIs;
 Avaliação dos resultados obtidos;
 Eventual correção ou ajuste dos métodos usados;
 Manutenção das ações de deram certo.
 Ações relacionadas à área de medicina do trabalho:
 Exames médicos do PCMSO;
 Avaliação das causas de doença do trabalho;
 Sugestão de medidas corretivas;
 Eventual avaliação psicológica no trabalhador;
 Realização de vacinação de acordo com o risco da função (quando houver);

 Registro e guarda dos dados de acordo com as normas vigentes (SALIBA, 2011).

As principais legislações referentes à matéria de saúde e segurança do trabalho são:


 Constituição Federal de 1988;
 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);
 Normas Regulamentadoras (BRASIL 2003).

2.4.1 NR 35: Trabalho em Altura


A Norma Regulamentadora n˚35 dispõe sobre os requisitos mínimos e as medidas de
proteção para o trabalho em altura (BRASIL 2003).

Figura : Trabalho em altura na construção civil

FONTE: Proteção (2011).

Envolve o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança


e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. Trabalho
em altura é toda atividade executada acima de 2m (dois metros) do nível inferior, onde haja
risco de queda (BRASIL, 2003).
3. GESTÃO EFICAZ DAS NORMAS DE SEGURANÇA APLICADAS À
INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

A indústria da construção numa visão macro setorial pode ser classificada em três
setores distintos: construção pesada, montagem industrial e edificações. Ela representa uma
atividade econômica determinante para o desenvolvimento econômico e social do País uma
vez que absorve grande parte de mão de obra não qualificada e responde no Brasil por uma
parcela considerável do PIB, do investimento produtivo e dos empregos formais. Este setor
tem elevada incidência de acidentes de trabalho, principalmente graves e fatais, tendo como
principais causas a queda de altura, o soterramento e o choque elétrico (ROCHA, 2009).

Em julho de 2018 empregados na construção no Brasil eram em torno de 2,3 milhões


de trabalhadores e aproximadamente 670 mil no Estado de São Paulo (MTE, SindusCon-
SP/FGV- julho/2018) Tabela 1. No período de 2013 a 2017, a taxa de mortalidade média na
indústria da construção foi de 14,5 enquanto que a taxa de mortalidade média no mesmo
período no Brasil foi de 5,26 caracterizando, assim, o alto índice de fatalidade neste setor
(SALIBA, 2011).

Tabela : Acidente de trabalho

FONTE: MTE, SindusCon-SP/FGV- julho/2018

Nas questões relacionadas à saúde do trabalhador, é importante considerar a


especificidade das atividades da indústria da construção (esforço físico, jornadas de trabalho,
trabalhos em altura) para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Quanto às
doenças ocupacionais neste setor, as principais são as musculoesqueléticas, respiratórias,
perda auditiva e de pele (SIMÕES, 2010).
3.1 GESTÃO DO TRABALHO EM ALTURA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

A construção civil está entre os quatro principais setores com as taxas mais altas de
acidentes de trabalho. As fatalidades de trabalhadores da construção civil são mais do que o
dobro da média de todos os outros setores. (ROCHA, 2009).
O setor é campeão de mortes por queda, seguido do transporte de cargas, do comércio
e de hospitais. Na construção civil, quedas são a causa de 40 por cento do total de acidentes
fatais, em média, no Brasil e no mundo. No Reino Unido este número chega a 49 por cento
(Fatal injuries arising from accidents at work in construction in Great Britain: Headline results
2016/17).

Considerando os recursos limitados à disposição dos proprietários e as suas


preocupações com a sobrevivência econômica dos seus negócios, a SST não vem sendo
prioridade e muito menos um valor. A atuação não tão eficaz das construtoras e empreiteiras
na prevenção de quedas pode ser atribuída aos seguintes motivos: (SALIBA, 2011).
 Situação econômica e baixos níveis de investimento em SST;
 Falta de cultura de segurança;
 Poucos conhecimentos em relação à SST, bem como dos requisitos legais e
regulamentares;
 Complacência;
 Dificuldade de convencimento ou incentivo à adoção das medidas necessárias para
gerir as questões de SST, principalmente, a prevenção de quedas;
 Prevenção com foco no EPI (SIMÕES, 2010).

3.2 GERENCIAMENTO DE RISCO

3.2.1 Capacitação e autorização dos trabalhadores

Os trabalhadores devem ser capacitados para exercer as atividades em altura, ou seja,


precisam ser treinados. Além disso, também precisam ser autorizados, o que significa que o
trabalhador tem de possuir um estado de saúde apto para a atividade após uma devida
avaliação (ROCHA, 2009).

3.2.2 Aptidão para trabalhos em alturas precisam ser designados de acordo com a saúde
ocupacional
A empresa deve garantir que os exames e o sistema de avaliação sejam partes
integrantes do PCMSO, o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional. As
avaliações devem ser periódicas, de acordo com o risco em cada situação, além de garantir
que sejam realizados exames médicos voltados a certas patologias que podem dar origem a
mal súbita e queda de altura (SIMÕES, 2010).

3.2.3 Requisitos legais

Um dos pilares de um sistema de gestão para prevenção de quedas na construção civil


é o cumprimento de regras legais. A Norma Regulamentadora nº 18 - Condições e Meio
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e a Norma Regulamentadora nº 35 -
Trabalho em Altura são as mais importantes nos requisitos de prevenção de quedas na
construção civil (BRASIL, 2003).
A Norma Regulamentadora nº 35 destina-se à Gestão de Segurança e Saúde no
Trabalho em Altura, estabelecendo requisitos para a proteção dos trabalhadores aos riscos de
queda com diferença de nível (SIMÕES, 2010).
Conforme a complexidade e os riscos destas tarefas, o empregador deverá adotar
medidas complementares inerentes a essas atividades. Esta norma tem ainda dois anexos:
Anexo I - Acesso por Cordas e Anexo II - Sistemas de Ancoragem.
A NR 35 estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho
em altura. Ela determina que o trabalho em altura deva ser planejado, organizado e executado
de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou
indiretamente com esta atividade (BRASIL, 2003).
A Norma não exclui a aplicabilidade de outras normas regulamentadoras e, na
ausência, lacuna ou inexistência destas, deve-se complementar com as normas técnicas
nacionais ou internacionais sobre o tema (ZOCCHIO, 1996).
De acordo com a Norma Regulamentadora nº 35, trabalho em altura  é caracterizado
por toda atividade profissional executada acima de dois metros do nível inferior com risco de
queda (BRASIL, 2003).

3.3 GERENCIAMENTOS DE CAUSAS


As principais causas dos acidentes de trabalho em altura estão relacionadas aos atos
inseguros, às condições inseguras e a fatores naturais.

3.3.1 Atos Inseguros


São fatores importantes que colaboram para a ocorrência de acidentes do trabalho em
altura e que são definidos como causas de acidentes que residem exclusivamente no fator
humano Figura 3 e 4, isto é, aqueles que decorrem da execução das tarefas de forma contrária
às normas de segurança, ou seja, a violação de um procedimento aceito como seguro, que
pode levar a ocorrência de um acidente (SIMÕES, 2010).
Figura :Trabalho em altura sem uso de EPC

FONTE: Autor (2020).

Figura : Equipamento cinto pára-quedista danificado por mau uso

FONTE: Autor (2020).


Condições Inseguras são consideradas falhas de gestão, que no ambiente de trabalho
em altura, comprometem a segurança dos trabalhadores. (FUNDACENTRO, 2011):
Exemplos mais freqüentes:
 Equipamentos de proteção inadequados ou insuficientes;
 Ferramentas, equipamentos ou materiais imperfeitos improvisação de andaime e
escada;
 Desordem. (SALIBA, 2011).

Segundo a FUNDACENTRO (2011)


Os acidentes do trabalho geram como conseqüência as perdas, que podem
ser de vários tipos: às pessoas, à propriedade, aos produtos, ao meio ambiente e aos
serviços. O tipo e o grau dessas perdas estão em função da gravidade de seus efeitos,
que podem ser insignificantes ou catastróficos.

Com isso, geram custos para a empresa.


Visando alcançar a menor quantidade possível de perdas, faz-se necessário
conhecermos as causas que as geram, e, conseqüentemente, tentar evitá-las.
Para exemplificar a seqüência em que um acidente pode acontecer anexamos abaixo o modelo
causas de perdas (CARVALHO, 2001).
Falta de controle Ao executar trabalho em desnível, é de suma importância o
planejamento e controle, pois a falta de controle é o princípio da seqüência de fatores causais
que originam um acidente em altura, que dependendo de sua gravidade, pode gerar perdas
graves (SIMÕES, 2010).
Por isso, o controle é uma das funções essenciais em uma execução segura de trabalho
em altura.
4. MEDIDAS DE ACORDO COM A NORMA NR 35 E OUTRAS NORMAS DA
SEGURANÇA DO TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

As Normas Regulamentadoras (NR) são um conjunto de regras, requisitos e


instruções relativas à segurança no trabalho. São 36 NR’s definidas pelo Ministério do
Trabalho, e grande parte delas refere-se a atividades relacionadas às empresas de construção
civil. Entre 2012 e 2016, foram mais de 46 mil acidentes de trabalho na construção civil.
Vale lembrar que, todos os anos, a construção é o setor que mais registra acidentes de
trabalhos fatais (SALIBA, 2011).
A Norma Regulamentadora 35, ou apenas NR 35, estabelece os requisitos mínimos de
proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução.
Ou seja, ela garante a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou
indiretamente com trabalhos em altura (BRASIL, 2003).
A NR 35 estabelece os requisitos para a segurança das atividades realizadas nas alturas
– ou seja, aquelas executadas acima de dois metros do nível do solo, onde há risco de queda:
(SIMÕES, 2010).
Assim, a norma visa prevenir acidentes e quedas a partir de exigências como:
Treinamento e capacitação;
 Equipamentos de proteção individual, acessórios e sistemas de ancoragem;
 Equipe de emergência;
 Desenvolvimento de planejamento para organização e execução das atividades
(SIMÕES, 2010).
No planejamento das atividades, devem ser adotadas medidas para evitar o trabalho em
altura, sempre que existir meio alternativo de execução, medidas que eliminem o risco de
queda dos trabalhadores e medidas que minimizem as conseqüências da queda, quando o risco
de queda não puder ser eliminado (ROCHA, 2011).

4.1 NR 35 TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO


Todo o trabalhador, antes de iniciar as suas funções com atividades em altura deve ser
capacitado de acordo com a carga horária, conteúdo programático e aprovação prevista neste
item. A empresa, ao admitir um trabalhador, poderá avaliar os treinamentos Figura 5,
realizados anteriormente e, em função das características das atividades desenvolvidas pelo
trabalhador na empresa anterior, convalidá-los ou complementá-los, atendendo à sua
realidade, desde que realizados há menos de dois anos. O aproveitamento de treinamentos
anteriores, total ou parcialmente, não exclui a responsabilidade da empresa emitir a
certificação da capacitação do empregado (ZOCCHIO, 1996).

Figura : Treinamento para trabalho em altura

FONTE: Autor (2019).

Na construção civil, a qualidade da capacitação deixa a desejar. Os treinamentos de


prevenção de acidentes com quedas precisam ser tratados de forma diferente, pois os riscos
são maiores devido à dinâmica e à diversificação dos trabalhos. "Além da complexidade dos
processos que ocorrem em uma obra, deve ser considerada a baixa qualificação da mão de
obra e sua defasagem cognitiva, que tem sido um fator muito forte de causa de acidentes",
assegura o auditor fiscal do Trabalho da SRTE/SP, Gianfranco Silvano Pampalon(2013).

4.1.1 Queda de pessoas

As quedas são situações quase inerentes à construção civil durante a sua história, mas
os protocolos de segurança modernos fizeram com que esse tipo de acidente laboral,
felizmente, se tornasse mais raro e menos fatal. Mais uma vez, os méritos vão para os
treinamentos de segurança e para o uso obrigatórios dos EPIs.
No entanto, como uso de andaimes é freqüente e praticamente imperativo no ramo,
existe um grande número de precauções que precisam ser adotadas ao utilizar esse tipo de
equipamento, além da realização dos treinamentos específicos de trabalhos em altura,
estabelecidos na NR-35 (SIMÕES, 2010).
4.1.2 Acidentes com cargas

Acidentes com carga também estão entre os maiores riscos na construção civil figura
6, uma vez que os materiais precisam ser constantemente movimentados durante a obra, das
mais variadas maneiras. Isso pode ser feito com caminhões, carrinhos de mão, empilhadeiras,
elevadores ou guindastes (MENDES, 2013).

Figura : Carga de concreto cai de um prédio em construção em Comburiu SC

FONTE: NSCTotal (2019).

Esses são alguns meios que, logicamente, oferecem certo risco para quem os manuseia
e também para as pessoas que cruzam seu caminho. O impacto pode causar um ferimento
simples ou resultar em um acidente fatal. Para evitar que isso aconteça, a área de
movimentação de cargas precisa ser adequadamente sinalizada e isolada. Quem não estiver
envolvido no processo deve ser alertado a não transitar nesse espaço. A NR-11 é a norma
regulamentadora específica para definir medidas de controle sobre esse assunto (ZOCCHIO,
1996).
O trabalho em altura envolve riscos elevados. E quando acontece o acidente, quase
sempre é fatal. Por isso, "capacitar os profissionais que trabalham na obra é essencial para
diminuir a incidência de acidentes", disse a supervisora de recursos humanos Thais Cazaril
(2017),. Ela ainda comenta que a empresa oferece todos os equipamentos de segurança para
garantir a integridade do funcionário. "Todos os itens são de uso obrigatório e a empresa
fornece todos os equipamentos, cabe a eles usarem, pois é a vida deles que está em jogo."

4.2 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPC

Os Equipamentos  de  Proteção  Coletiva  –  EPC  são dispositivos  e  sistema  de  uso
coletivo, utilizados com o objetivo de resguardar a integridade física e a saúde dos
trabalhadores e de terceiros.
Para os EPC a serem executados nos canteiros de obras, a NR 18, item 18.3 –
Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção – PCMAT,
que entre outros, estabelece os requisitos para a implementação de medidas preventivas de
segurança, dispondo sobre tipos, dimensões, materiais empregados, etc. a serem observados
na execução das proteções coletivas a serem utilizadas, em conformidade com as etapas de
execução da obra. As proteções mencionadas na NR 18 têm sua execução obrigatória a ser
aplicada parcial ou totalmente, analisando-se caso a caso, dependendo apenas de alguns
fatores e processos construtivos adotados nos empreendimentos em execução.
Além de tudo isso, também é um dever do empregador a inspeção rotineira dos
equipamentos que irão ser utilizados. Tudo para garantir que os EPIs, bem como demais
sistemas de segurança, estejam 100% para garantir a proteção dos usuários (SALIBA, 2011).
O sistema de ancoragem deve ser definido pela Análise de Risco. Da mesma forma
como os Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva, para que seja possível adotar as
medidas de controle necessárias e garantir a proteção do trabalhador contra os riscos
existentes no ambiente de trabalho (MENDES, 2013).

Abaixo, listamos os principais EPCs para Trabalho em Altura:


 Cinto de Segurança;
 Cinto de Segurança tipo Cadeirinha;
 Conectores;
 Cordas;
 Escadas;
 Polia;
 Talabarte de Segurança: Y e Simples;
 Trava Queda;
 Trava Queda Retrátil (MENDES, 2013).

4.3 ACESSÓRIOS E SISTEMAS DE ANCORAGEM


Dispositivo de ancoragem Figura 7: dispositivo removível da estrutura, projetado para
utilização como parte de um sistema pessoal de proteção contra queda, cujos elementos
incorporam um ou mais pontos de ancoragem fixos ou móveis (ZOCCHIO, 1996).

Figura : Dispositivos de ancoragem

FONTE: Solução (2010).

Após todas as importantes definições da Norma Regulamentadora 35, que trouxe


muito mais segurança a todos os trabalhadores em altura, e o Anexo I dessa NR, que trata do
uso de cordas para subir, descer ou se deslocar horizontalmente em altura, o extinto
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) elaborou o Anexo II, sobre Sistemas de
Ancoragem (ZOCCHIO, 1996).

Anexo I e Anexo II
Dentro do trabalho em altura, o acesso por corda é uma atividade muito peculiar, e
por isso o MTE resolveu criar uma norma específica (o Anexo I), com
procedimentos de capacitação, equipamentos e riscos específicos e métodos de
execução. Mas ainda faltava um quesito de extrema importância: um ponto de
ancoragem adequado e seguro. E assim percebeu-se a necessidade do Anexo II da
NR 35 (BRASIL, 2003).

4.4 EQUIPE DE EMERGÊNCIA


A equipe resgate pode ser pessoas da empresa que sejam especializadas no resgate em
altura, podendo citar como exemplo uma equipe de Bombeiros Civis. (ZOCCHIO, 1996).
Figura : Equipe de emergência

FONTE: Solução (2013).

É importante destacar que o  treinamento de 8 horas(trabalhador autorizado), não


prepara os trabalhadores para executar esta função. Seria necessário um treinamento
complementar conforme o tipo de atividade a ser realizada e isso estaria previsto no plano de
emergência, onde estaria descrito, por exemplo, a carga horária, conteúdo programático do
treinamento e periodicidade. (MENDES, 2013).

4.5 DESENVOLVIMENTO DE PLANEJAMENTO PARA ORGANIZAÇÃO E


EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES
Todo trabalho em altura será planejado, organizado e executado por trabalhador
capacitado e autorizado. Determina a obrigatoriedade dos tomadores de serviços de trabalho
em altura garantir a segurança e a saúde de todos os trabalhadores e usuários envolvidos.
Considera-se trabalhador autorizado para trabalho em altura aquele capacitado, cujo
estado de saúde foi avaliado, tendo sido considerado apto para executar essa atividade e que
possua anuência formal da empresa (ZOCCHIO, 1996).
A autorização é um processo administrativo através do qual a empresa declara
formalmente sua anuência, autorizando a pessoa a trabalhar em altura. A autorização está
acompanhada da responsabilidade em autorizar, portanto, é de fundamental importância que
as empresas adotem critérios bem claros para assumir tais responsabilidades (MENDES,
2013). Figura 9.
Figura ; Avaliação psicossocial

FONTE: Fundacentro (2002).

A avaliação seja efetuada periodicamente, considerando os riscos envolvidos em cada


situação; Sob o ponto de viste médico os exames médicos deverão compreender, além dos
principais fatores que causam as quedas de planos elevados como condições físicas, psíquicas
e clínicas do trabalhador, os demais fatores da tarefa como, por exemplo, exigência de esforço
físico, acuidade visual, restrição de movimentos, etc. (MENDES, 2013).
Seja realizado exame médico voltado às patologias que poderão originar mal súbito e
queda de altura, considerando também os fatores psicossociais. Podemos relacionar algumas
patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura:

 Epilepsia;
 Vertigem e tontura;
 Distúrbios do equilíbrio e deficiência da estabilidade postural;
 Alterações cardiovasculares;
• Acrofobia;
 Alterações otoneurológicas ;
 Diabetes Mellitus (ZOCCHIO, 1996).
Além da existência da acrofobia (medo de altura) devem ser avaliados outros fatores
que interferem na saúde do trabalhador como alimentação inadequado, distúrbio do sono,
consome de bebidas alcoólicas, problemas familiares, stress, uso de medicamentos e drogas
psicoativas, dentre outros (ZOCCHIO, 1996).

5. METODOLOGIA

5.1 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

O tipo de pesquisa realizado neste trabalho foi uma revisão de literatura, no qual foi realizada
uma consulta a livros, dissertações e por artigos científicos selecionados através de busca nas
seguintes bases de dados (livros, sites de banco de dados, etc...) utilizando como base: BRASIL.
Ministério da Economia secretaria do Trabalho e Emprego. Secretaria de Inspeção do Trabalho.
Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. Manual de auxílio na interpretação e aplicação
da norma regulamentadora n.35 - trabalhos em altura: NR-35 comentada. Brasília: SIT/DSST,
2012. SIMÕES, T. M.; Medidas de Proteções Contra Acidentes em Altura na Construção Civil.
Rio de Janeiro (RJ): Escola Politécnica, 2010. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS
TÉCNICAS. NR 35: Trabalho em altura, entre outras. O período dos artigos pesquisados foram os
trabalhos publicados nos últimos 20 anos.
A estratégia de busca incluiu pesquisa em bases eletrônicas e citações, em
publicações inicialmente identificadas. Assim sendo, o trabalho transcorreu a partir do método
conceitual-analítico, visto que utilizamos conceitos e ideias de outros autores, semelhantes
com os nossos objetivos, para a construção de uma análise científica sobre o nosso objeto de
estudo.

5.2 ANÁLISE DE DADOS

A área da indústria da construção atualmente ainda apresenta um elevado índice de


acidentes de trabalho, mesmo com a implantação de grandes mudanças na organização dos
canteiros de obras e intensificação de fiscalizações, em cumprimento às determinações de leis
e normas regulamentadoras destinadas para essa finalidade. Muito embora, os níveis de
segurança melhoraram nas últimas décadas, ainda há muito que ser feito para eliminar ou
diminuir esta realidade do acidente de trabalho que é uma experiência amarga que atinge
muitos, principalmente as vítimas e seus familiares.
Conforme foi observado no decorrer desta pesquisa, o trabalhador a cada dia está mais
desamparado, devido as mudanças no cenário Federal onde o governo alterou as regras para
contratação de trabalho com a modernização trabalhista: a nova Lei nº 13.467 de 14 de
novembro de 2017, que entrou em vigor apenas três dias após a publicação da lei.
Este trabalho demonstrou que existe legislação suficiente destinada à prevenção de
acidentes e doenças do trabalho no setor da construção civil, aplicadas desde a organização do
canteiro de obras, materiais e equipamentos utilizados, qualificação, treinamento, formação e
informação dos trabalhadores. Quando as medidas de segurança estabelecidas pelas normas
são de fato implantadas, tem contribuído fortemente para evitar acidentes, aumentando a
segurança nas obras e proporcionando ambientes de trabalho mais seguros, trazendo como
conseqüência, melhor qualidade de vida ao trabalhador.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho, através de pesquisas realizadas ficou muito bem evidenciada neste
trabalho a necessidade de uma gestão altamente comprometida com a segurança e integridade
física dos trabalhadores envolvidos nas obras de construção civil, aplicando de forma eficaz
as medidas propostas nas normas regulamentadoras, especialmente a NR 18, abrangendo não
somente o comportamento do operário frente aos riscos do seu local de trabalho, como
também a necessidade da implantação de melhorias na organização dos canteiros de obras,
garantindo as necessárias condições de segurança em todas as fases da construção.
O comprometimento com a segurança tanto por parte do empregador quanto por parte
dos empregados com relação ao cumprimento de suas obrigações no sentido de contribuir
com a segurança no trabalho, é o fator principal para alcançar os objetivos da segurança que é
proporcionar meio ambiente de trabalho seguro e confortável, objetivando a prevenção de
acidente.
REFERENCIAS:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NR 35: Trabalho em altura;

BRASIL. Ministério da economia. Secretaria do Trabalho. Departamento de Segurança e


Saúde no Trabalho. Manual de auxílio na interpretação e aplicação da norma
regulamentadora n.35 - trabalhos em altura: NR-35 comentada. Brasília:: SIT/DSST, 2012.

BRASIL. Ministério da economia. Secretaria Trabalho e Emprego. NR 6 - EQUIPAMENTO


DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI. Brasília: Ministério da economia. Secretaria do
Trabalho e Emprego. Disponível em:
http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR6.pdf. Acesso em: 01/05/2020

BRASIL. Ministério da economia. Secretaria do Trabalho e Emprego. NR 18 - Condições e


meio ambiente de trabalho na indústria da construção.

BRASIL1, Ministério da economia. Secretaria do Trabalho. FUNDACENTRO Fundação


Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho. Engenharia de Segurança do
Trabalho na Indústria da Construção Civil: Medidas de Proteção Contra Quedas de Altura.
1. ed. São Paulo: Fundacentro, 2001. 97p.

BRASIL, Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017. (dou 14/07/2017)

BRASIL, lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977.

BRASIL3, Ministério da economia. Secretaria do Trabalho. Aprova as Normas


Regulamentadoras – NR - do capítulo V, do título II, da Consolidação das Leis do Trabalho,
relativas à Segurança e Medicina do Trabalho, 9. Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978.
Lex: Segurança e Medicina do Trabalho. NR18 item 18.15, São Paulo, p 272, 65 ed. 2009.

FONSECA, Artur Batista; et al,. Segurança Do Trabalho Na Construção Civil - Projeto de


Pesquisa. Faculdade Evangélica De Goianésia - Curso de Administração. Goianésia – 2012.

FUNDACENTRO. Ministério do Trabalho e Emprego. Recomendação técnica de


procedimentos – RTP nº 4: escadas, rampas e passarelas. São Paulo, 2002.

MENDES, Márcio Roberto Azevedo PREVENÇÃO DE ACIDENTES NOS TRABALHOS


EM ALTURA. 2013. Trabalho de Conclusão de Curso – UFJF, Juiz de Fora MG, 2013.

SALIBA, Tuffi Messias. Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional. 4ª Edição.


São Paulo. LTr, 2011.

SIMÕES, T. M.; Medidas de Proteções Contra Acidentes em Altura na Construção Civil.


Rio de Janeiro (RJ): Escola Politécnica, 2010.

TEIXEIRA, Davi Almeida. Prevenção de Acidentes do Trabalho em Obras de


Construção Civil. 2017. 31 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Engenharia Civil –
Universidade Anhanguera, Leme, 2017.

ZOCCHIO, A. Prática da prevenção de acidentes: ABC a segurança do trabalho. 4 ed.


São Paulo: Atlas, 1980.

ZOCCHIO, Álvaro. Prática da Prevenção de Acidentes: ABC da Segurança do Trabalho.


6ª ed. São Paulo: Atlas, 1996.

ROCHA, Carlos. Principal idealizador das nrs 34e 35: revista


proteção.com.br/materias/entrevistas/luiz_carlos_lumbreras_rocha_principal idealizador das
nrs 34e 35.

REVISTA ATOS INSEGUROS.TRABALHO EM ALTURA


http://www.tstservice.com.br/2016/09/nr-35-trabalho-em-altura-resumo.html