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PALMAS/TO

AGOSTO/2019

Sumário

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 3
2. OBJETIVO ............................................................................................................................................... 3
3. LEVANTAMENTO DE DADOS E RESULTADOS ........................................................................................ 4
4. SUBSISTEMA DE CONDUTORES DE DESCIDAS ....................................................................................... 5
5. SUBSISTEMA DE ATERRAMENTO .......................................................................................................... 5
6. Medidas elétricas .................................................................................................................................. 6
7. .................................................................................................................................................................... 6
8. .................................................................................................................................................................... 6
9. .................................................................................................................................................................... 6
10. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS ............................................................................................................. 6
11. CARACTERÍZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO ................................................................................................... 6
1. TIPO: GAIOLA DE FÁRADAY, COM SISTEMA EXTERNO DE PROTEÇÃO; ............................................. 6
12. MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DO ATERRAMENTO ............................................................................... 7
13. QUADRO DE MEDIÇÕES .................................................................................................................... 7
14. CONCLUSÕES ..................................................................................................................................... 8
15. REFERÊNCIAS TÉCNICAS .................................................................................................................... 8
1. INTRODUÇÃO

O documento tem a finalidade de atestar as condições técnicas do sistema de


aterramento do SPDA – Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas, instalado
nas dependências da XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX.
Conforme NBR 5419/2015, Capítulo 6, é necessária a inspeção periódica em
SPDA’s de edificações cujo objetivo é assegurar que:
a) o SPDA está conforme o projeto;
b) todos os componentes do SPDA estão em bom estado, as conexões e
fixações estão firmes e livres de corrosão;
c) o valor da resistência de aterramento seja compatível com o arranjo e
com as dimensões do subsistema de aterramento, e com a resistividade do solo.
Excetuam-se desta exigência os sistemas que usam as fundações como eletrodo de
aterramento, que não é o caso da edificação objeto deste laudo.
d) a resistência pode também ser calculada a partir da estratificação do solo
e com uso de um programa adequado. Neste caso fica dispensada a medição da
resistência de aterramento.
* Estas notas não se aplicam aos subsistemas do SPDA instalados, que tenham seus
acessos impossibilitados por estarem embutidos no concreto armado (ferragens
estruturais) ou reboco.

2. OBJETIVO
O presente Laudo Técnico tem por objetivo atestar as condições técnicas do
Sistema de Proteção contra Descarga Atmosféricas (SPDA) e do aterramento, instalado
na Industria de XXXXXXXXXXXXXXXXX.
Tendo consideradas as características da edificação e sua localização geográfica,
está estabelecido em projeto o Nível de proteção III.
Como referência para elaboração deste laudo técnico, considerou-se o projeto do
SPDA, datado de 05/05/2011, visita técnica feita ao local e Norma NBR05419/20105.
Estabelecer a medição de campo para verificação dos valores de resistência
ôhmica do eletrodo de aterramento e dos valores de potenciais, verificando os níveis de
segurança, a eficácia dos eletrodos e do sistema de aterramento.
A existência de um SPDA na edificação NÃO garante em nenhuma hipótese a
proteção dos equipamentos ou pessoas. Não existe sistema 100% seguro quando se

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trata de descargas atmosféricas. O que a norma garante é que se acontecer uma
descarga, as instalações que estiverem devidamente regularizadas, estarão em sua
melhor condição para tentar minimizar o efeito nocivo do fenômeno.

3. LEVANTAMENTO DE DADOS E RESULTADOS


DEFINIÇÃO DA EXIGENCIA DO SPDA
PARÂMETROS DA EDIFICAÇÃO
Comprimento: XX,00m
Largura: XX,00m
Altura: XX,00m

AVALIAÇÃO DO RISCO DE EXPOSIÇÃO


ÀREA DE EXPOSIÇÃO Ae= 4.025,09m²
IC Palmas Td= 100 das de trovoadas/ano
Nº de descargas km²/ano calculado, Ng = 12,65 km²/ano
Frequência média anual previsível de descargas Nd = 0,5092 ~ 50,92 x 10−2 .

FATORES DE PONDERAÇÃO

Tipo de ocupação da estrutura: 1


Tipo de construção da Estrutura: 0,8
Conteúdo da Estrutura: 0,8
Localização da Estrutura: 0,4
Topografia: 0,3

Fator de ponderação: 1 x 0,8 x 0,8 x 0,4 x 0,3 = 0,0768


Valor ponderado de Nd calculado, Ndc = 0,03910656 ~ 3.9910,66 x 10−6 .

4. DOCUMENTAÇÃO EXISTENTE
4.1 Existe um projeto de SPDA dimensionado pelo método Gaiola de Faraday que
não está em conformidade com a norma NBR5419 da ABNT (Associação Brasileira
de Normas Técnicas).

4.2 Não existe relatório técnico, “As Built” nem ART da instalação existente, não
havendo, portanto, documentação que garanta que tudo que está no projeto tenha sido
corretamente executado.
5. PRINCIPAIS FALHAS DO PROJETO

5.1 Mesh´s da Gaiola muito abertos (deverão ser fechados).


5.2 Espaçamento entre descidas muito grande (aumentar o número de descidas)
5.3 Aterramento das descidas separados (deverão ser interligados)

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6. RESULTADO DO ESTUDO

Para a estrutura dispensar um Sistema de Proteção contra Descarga


Atmosféricas seria necessário que o valor ponderado da frequência média anual
previsível de descargas fosse menor que 0,00001 = 1,0 x 10-5, o que não aconteceu.
Assim concluímos que um SPDA é necessário para edificação em questão.

7. SUBSISTEMA DE CAPTORES

O SPDA, foi dimensionado como uma combinação de captação por mastros com
terminais FRANKLIN, (MODELO ELETROGEOMÉTRICO, também designado método
da esfera rolante ou fictícia) e malha com condutores de cobre nu # 35mm² em volta
das edificações e terminais aéreos nas extremidades.

8. SUBSISTEMA DE CONDUTORES DE DESCIDAS


Ao todos são 13 condutores de descida na edificação industrial Cerealista Santa Fé,
todas elas com cabo de cobre nu de 35mm².
Os condutores de descidas encontram-se conectados à malha de captação da
mesma bitola, ou seja, condutores de cobre nu de 35mm². Estas descidas estão
aparentes e deslocada da parede conforme NBR 5419/2005, sendo utilizados
isoladores, não foi possível visualizar as caixas de inspeções, pois as mesmas foram
aterradas.

9. SUBSISTEMA DE ATERRAMENTO
O subsistema de aterramento do SPDA é composto conforme projeto de uma malha
de aterramento de cabo de 50mm² em anel, em todo perímetro da indústria, não foi
possível verificar a quantidade de haste instalada inloco e nem no projeto uma vez que
não foi apresentado a locação das hastes.
Os blocos, administrativo, casa de máquina do sistema de incêndio não foram
comtemplados com a instalação do sistema de SPDA, mesmo constando em projeto. A
empresa também fez uma ampliação que não consta no projeto de SPDA anotado no
CBMTO.
Não foi encontrado na edificação a caixa com barramento de equipotencialização dos
sistemas de aterramento e das estruturas metálicas não protegidas pelo SPDA.

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10. Medidas elétricas
Após o procedimento de desconexão física dos condutores de descida, fez-se as
medições da resistência da malha de aterramento, cujo é xxxxm, utilizando-se o
equipamento terrômetro

11. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS


O sistema de aterramento empregado não está de acordo com a NBR 5419/2015,
acerca de procedimentos e método de concepção da configuração da malha, não foi
possível ter acesso ao projeto de SPDA, temos a seguir as seguintes características
principais observada inloco do sistema:
Configuração da malha de captação: O Anel não está dimensionado conforme
normativa.
Condutor de aterramento: Com cabo de cobre nu #50mm², têmpera meio-dura;
Hastes de Aterramento: Em aço cobreado de 25 a 50 microns, Ø 5/8” x 2400mm,
com camada de alta densidade cravadas em profundidade de 50mm abaixo do solo
(NBR13571).
Conexão: Com conector grampo em U duplo em aço cobreado;
Número de hastes: Não pode ser levantado inloco e nem no projeto;
Tipo do solo: Argiloso

12. CARACTERÍZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

TIPO: GAIOLA DE FÁRADAY, COM SISTEMA EXTERNO DE PROTEÇÃO;


O terreno possui uma edificação verticalizada com 04 lajes já incluída a laje de
cobertura do reservatório. Construída em estrutura de concreto com cobertura de telhas
metálica.
Por ser um SPDA externo, com cabos de descida de #35mm² aparente, foram
verificadas sua continuidade até a malha de aterramento.
A baixa exigência para o valor da resistência não tem uma relação direta com a
proteção da estrutura uma vez que o raio, por ser um fenômeno de alta frequência,
enxerga a impedância total do percurso até o solo, entretanto, pode-se assumir que por
possuir uma resistência baixa, provavelmente a estrutura também possuirá uma baixa
impedância.

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13.MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA DO ATERRAMENTO

Para efetuar a medição do aterramento da malha, utilizou-se um ALICATE DIGITAL


DE RESITENCIA DE ATERRAMENTO, marca MINIPA, modelo ET-4310, COM
NUMERO DE CERTIFICAÇÃO XXXXXXXX, COM VALIDADE ATÉ XX/XX/XXXX.
Este medidor consiste em um gerador de C.A, que aplica uma tensão numa bobina com
N espiras, cujo o núcleo ferromagnético envolve um circuito fechado, donde temos a
seguir conforme tabela os resultados obtidos após as medições.

ALICATE TERRÔMETRO MINIPA

14. QUADRO DE MEDIÇÕES


MED. 1 MED. 2 MED. 3 MED. 4 MED. 5 MED. 6 MED. 7 MED. 8 MED. 9 MED. 10 MED. 11 MED. 12 MED. 13
MATERIAL COBRE COBRE COBRE COBRECOBRE COBRECOBRECOBRECOBRE COBRE COBRE COBRE
SEÇÃO mm²
RESIST- Ω

MÉDIA DA RESISTÊNCIA DO SOLO FICOU EM 3,545Ω, atende o que preconiza


a NBR 5419/2015.
Os resultados demonstram homogeneidade e, consequentemente, equipotencialização
elétrica existente na malha de aterramento. As pequenas variações provavelmente
decorrem dos diversos referenciais adotados pelo instrumento de medição.

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15. CONCLUSÕES

As medições mostraram que apesar da existência das variáveis que influenciam


na resistência do aterramento, como o tipo de solo, e período de chuva que possa
melhorar a resistência do solo, onde as temperaturas variando entre 28ºC e 36ºC nas
medições dos valores de resistência pelo procedimento adotado verificou-se que os
níveis de resistência ôhmica da malha conforme configurações adotadas possuem
valores de resistência de aterramento satisfatórios, e que atendem as exigências das
normas técnicas vigentes.
Conclui-se que a malha medida atende ao nível de segurança que requer as
instalações, e é importante que sejam efetuadas medições em vários períodos do ano,
para verificar se a resistência da malha de aterramento ainda permanece em nível
aceitável conforme NBR 5419-2015.
Entretanto seria importante fazer correção na malha de captação pois a mesmas
não atende o que prescreve a NBR 5419, bem como os cabos de descida que também
não atende a norma especifica NBR 5419-2015.
Informo que este Laudo tem validade de 01 (um) ano a partir da data de sua
expedição. Se porventura, durante o período de vigência deste laudo, ocorrer uma
descarga na instalação, será necessário a realização de novas medições e a elaboração
de outro laudo perdendo este, sua validade.

REFERÊNCIAS TÉCNICAS

NBR-5410/2010 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO


NBR-5419/2015 – PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS

DATA.

8
XXXXXX
Engenheiro XXXXX
CREA/XXXXXX

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