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Empolamento do Material

Escavado
DEFINIÇÃO
• Empolamento é o aumento do volume
sofrido por um determinado material do
seu estado natural para o estado solto ao
ser transportado, ou seja, ocorre o
aumento do índice de vazios entre as
partículas sólidas.
• Se considerarmos uma determinada
massa de solo natural, de volume natural
Vn, esta massa de solo apresentará um
aumento de volume, ou empolamento,
após o solo ser escavado, com um volume
solto Vs maior do que Vn.
• A mesma massa de solo apresentará,
após compactada, um volume
compactado Vc menor do que Vn.
• Em média, o volume solto é 25% maior do
que o volume no terreno natural, e o
volume compactado é 15% menor. A
massa específica aparente seca natural
(γn) será, portanto, maior do que a massa
específica aparente seca solta (γs) e
menor do que a massa específica
aparente seca compactada (γc). No
estudo do empolamento de solos trabalha-
se com três relações.
• primeira das relações, denominada
empolamento (ep), traduz a relação entre
o volume solto e o volume natural, sendo
dado por:
ep = Vs / Vn
ou
ep = γn / γs
• A segunda das relações, denominada
porcentagem (ou taxa) de empolamento
[p(%)], nos dá a taxa de aumento, em
porcentagem, do volume solto em relação
ao volume natural, sendo dada por:
• p(%) = (ep - 1) 100
• A terceira delas, denominada fator de
empolamento (φ), traduz a relação de redução
da massa específica aparente seca ao se
escavar o material, com valor sempre menor do
que 1, (φ) sendo dado por:
• ϕ =Vn /Vs
ou
• ϕ = 1 / ep
Valores típicos de φ, p(%) e ep

Tipo de solo φ p(%) ep

Solos argilosos secos 0,71 40 1,40

Solos comuns secos ou 0,80 25 1,25


úmidos
Solos arenosos secos 0,89 12 1,12
Como trabalhar com
empolamento e contração

Eng. Aldo Dórea Mattos


http://blogs.pini.com.br/posts/Engenharia-custos
• Sempre que solo (ou rocha) é removido
de sua posição original, que é o terreno
natural inalterado, ocorre um rearranjo na
posição relativa das partículas (grãos),
acarretando um acréscimo no volume de
vazios da massa. Uma vez escavado, o
material fica mais solto e,
consequentemente, sua densidade cai.
• A esse fenômeno físico pelo qual o
material escavado experimenta uma
expansão volumétrica dá-se o nome de
empolamento, expresso em
percentagem do volume original. O
empolamento varia com o tipo de solo ou
rocha, o grau de coesão do material
original e a umidade do solo.
• Para o orçamentista, o empolamento é um
fenômeno físico muito importante. Se, por
exemplo, o volume de corte é de 100.000
m³, o total a ser transportado em
caminhões não é 100.000 m³, mas
130.000m³. Se o orçamentista não tiver o
cuidado de considerar o empolamento,
terá errado em 30% o custo de transporte.
• Analogamente, quando uma quantidade
de terra é lançada em um aterro e
compactada mecanicamente, o volume
final é diferente daquele que a mesma
massa ocupava no corte. A essa
diminuição volumétrica dá-se o nome de
contração. Se 1 m³ de solo (no corte)
"contrai-se" para 0,8 m³ (aterro) após
compactado, a contração é de 20%.
• O fenômeno varia com o tipo e a umidade
do material, o tipo de equipamento de
compactação, a espessura das camadas
do aterro, etc.
• Em grandes obras de terra, o cálculo do
empolamento é feito através de ensaios
de densidade (massa específica) em
laboratório. Vejamos um exemplo.
• As massas específicas no corte, solta e
compactada eram respectivamente:
• Com esses valores, podem-se calcular os
fatores de empolamento e de contração e
montar o quadro de volumes:
• Note que, com esses dois parâmetros,
conseguimos deduzir todos os demais
fatores de correlação volumétrica:
• 0,64 =1,40/0,89
• 1,57 = 1/0,64
• 0,71 = 1/1,40
• 1,12 = 1,57 x 0,71
• Se, por exemplo, a obra precisa compactar 500
m³ por dia para cumprir o cronograma, o volume
a ser escavado no corte (jazida) é 500 x 1,12 =
560 m³ (isto é o que a escavadeira deverá
produzir), que corresponde a 500 x 1,57 = 785
m³ soltos (isto é o que os caminhões deverão
transportar por dia).
• Sabendo que cada caminhão tem 10 m³ soltos,
são necessárias 79 viagens por dia.
História Real
Precisávamos orçar uma obra, mas não tínhamos
qualquer noção do empolamento de um
determinado solo. Apanhamos um galão de tinta
vazia e fomos ao campo. No local da futura
escavação, enfiamos a lata (com a boca aberta
para baixo, obviamente) e a cravamos com os
pés. Retirando a lata, “passamos a régua” para o
solo ocupar exatamente o volume da lata. Em
seguida esvaziamos a lata do alto da picape,
fazendo cair no chão o volume solto. Ele então
empurrou o volume solto para dentro da lata vazia
e percebeu que conseguia encher 1,25 lata.
Estava ali o empolamento: 25%. Dias depois o
laboratório deu o resultado “científico”: 27%!
EXEMPLOS
Exemplo 1:
O custo de escavação de um solo comum seco é de R$10,00/m3 no
corte. Se em um pequeno serviço foi contratado prevendo-se o
pagamento do mesmo através do controle de volume por número
de viagens de caminhões, qual será o valor referente ao custo de
escavação por viagem na composição de preço, sabendo-se que:
• ep= 1,25
• Capacidade do caminhão: 6,0 m3
Resolução:
• o custo de escavação é obtido no corte, logo:
• Vs = 6,0 m3
• ep= Vs/Vn => Vn = 6,0/1,25 = 4,8 m³
• Custo = 4,8 m3 x R$10,00/m3 = R$ 48,00 por viagem
Boa Noite
Trabalho 5
• Exemplo 2:

Deseja-se calcular o volume de terra em m³ medido no


corte a ser escavado para a execução de 10,00 m³ de
aterro, e o volume em m³ que deverá ser transportado
na execução. Sabendo-se que: 1) a redução volumétrica
no aterro é de 10% em relação ao volume natural no
corte e, 2) o fator de empolamento é de 0,80. Os valores
são:

• (A)10,00; 10,00; (B)10,00; 12,50; (C)11,11; 10,00;


(D)11,10;12,50; (E)11,11; 13,89.