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Fundação SALESIANOS

REGULAMENTO INTERNO
PARA A RESPOSTA SOCIAL
DE CASA DE ACOLHIMENTO
REGULAMENTO INTERNO | CASA DE ACOLHIMENTO

Instituto da Segurança Social, I.P. (em diante ISS, I.P.) do


Porto, em 29 de agosto de 2003, desenvolve no Estabe-
CAPÍTULO I lecimento Salesianos do Porto as atividades de Casa de
DISPOSIÇÕES GERAIS Acolhimento designada por Lar N.ª Sr.ª da Graça.

Norma 3.ª Representante Legal


Norma 1.ª – Entidade Titular, sede e missão
A Fundação nomeia o seu representante para cada
1 – A Fundação Salesianos (em diante Fundação), reco- Estabelecimento (em diante Diretor) o qual assume a
nhecida por despacho n.º 1824/2012, com efeitos a sua direção e superintende em todos os seus assuntos.
partir de 20 de Janeiro de 2012, e com registo de IPSS É nomeado e exonerado pela Entidade Titular e tem
pela portaria nº 860/91 de 20 de agosto, com registo assento em todos os órgãos do Estabelecimento.
de IPSS nº 45, é a entidade titular que superintende o
Estabelecimento Salesianos do Porto, sito no Largo Padre Norma 4.ª O Vice-Diretor do Estabelecimento
Baltasar Guedes, 4300-059 Porto.
O Vice Diretor substitui o Diretor, quando este se encon-
2 – A Fundação tem a sua sede na Praça São João Bosco, tra ausente ou impedido. É nomeado pelo Presidente da
nº 34, 1399-007 Lisboa, na freguesia de Campo de Fundação de acordo com o Diretor do Estabelecimento.
Ourique, exercendo a sua ação não só em Portugal, mas
também em qualquer outro país onde o Conselho de
Administração julgue conveniente exercê-la, principal- CAPÍTULO II
mente nos países lusófonos. IDENTIDADE E NATUREZA DA ATIVIDADE

3 – A Fundação tem por missão principal a educa-


ção, formação, proteção e promoção das populações, Norma 5.ª Legislação aplicável e instrumentos técnicos
nomeadamente, das crianças e jovens, segundo os
princípios da Fé Católica, inerentes aos ensinamentos Este Estabelecimento rege-se pelo estipulado nos
do fundador da Congregação Salesiana, S. João Bosco, Estatutos da Fundação, na legislação em vigor e nos ins-
fomentando a educação para a cidadania, a paz, a justiça, trumentos Técnicos aplicáveis.
o bem comum e a educação ambiental, definindo a sua
atuação por um ideário que pretende ajudar a preparar Norma 6.ª Objetivos do Regulamento Interno
as novas gerações para uma convivência de verdadeira
fraternidade, solidariedade, liberdade responsável, no O presente Regulamento Interno visa:
mundo do trabalho, permitindo uma formação integral • Definir as condições de admissão da resposta social;
e harmoniosa mediante a prossecução de atividades de • Promover o respeito pelos direitos das crianças e
ensino, culturais, desportivas, recreativas e de tempos jovens e demais interessados;
livres, bem como a prossecução de respostas sociais e a • Assegurar a divulgação e o cumprimento das regras
investigação no âmbito das ciências sociais e educativo- internas de funcionamento da Casa de Acolhimento;
-pedagógicas e pastorais. • Promover a participação ativa e responsável das
crianças e jovens e suas famílias/representantes legais.
4 – A Fundação tem ainda por objeto contribuir para o
desenvolvimento integral das populações em que está Norma 7.ª Princípios orientadores
inserida, com maior enfoque nas áreas da infância,
adolescência e juventude, bem como as suas famílias, A intervenção socioeducativa da Casa de Acolhimento
enquanto suporte fundamental para o seu harmonioso rege-se pelos princípios constantes na Lei 142/2015 e
desenvolvimento, coadjuvando os serviços públicos com- ainda pelos seguintes:
petentes e outras instituições particulares, em espírito de • Primado da dignidade da pessoa;
solidariedade humana, social e cristã. • Bem comum;
• Cidadania e participação ativa;
Norma 2.ª Desenvolvimento das • Educação para os valores e para a transcendência.
atividades de Casa de Acolhimento

A Fundação, por acordo de cooperação celebrado com o

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Norma 8.ª Destinatários e objetivos ao superior interesse das crianças e jovens acolhidas,
da Casa de Acolhimento garante as seguintes:
• Apoio escolar;
1 – São destinatários desta resposta social crianças e • De natureza extra curricular com cariz comunitário e
jovens em situação de perigo. associativo com a integração nas iniciativas da comuni-
dade e/ou em programas e projetos de outras entidades
2 – São objetivos gerais da Casa de Acolhimento: parceiras;
• Garantir a adequada satisfação de necessidades • De natureza lúdica e cultural;
físicas, psíquicas, espirituais, emocionais e sociais das • Acompanhamento na organização e na promoção de
crianças e jovens acolhidas e o efetivo exercício dos seus tempos livres;
direitos; • De exercício de autonomia, nomeadamente de vida
• Favorecer a sua integração em contexto sociofamiliar diária, de gestão e de economia domésticas conducentes
seguro e promover a sua educação, bem-estar e desen- à inserção na vida ativa.
volvimento integral;
• Avaliar as necessidades e desenvolver as potenciali- Norma 10.ª Voluntariado
dades de cada criança e jovem, com base na sua história
de vida e na sua situação familiar através de estratégias, 1 – A Casa de Acolhimento prevê a atividade voluntária
procedimentos e programas educativos e pedagógicos em quatro domínios: educativo, evangelizador e sócio
adequados; educativo e social.
• Colaborar na definição do projeto de promoção e
proteção mais adequado a cada criança e jovem, tendo 2 - Os voluntários, para o exercício da sua atividade,
por base as medidas de promoção e proteção proferidas, devem estar inscritos na Bolsa de Voluntários da Fun-
o parecer das crianças/jovens, o parecer das entidades dação e ter assinado o acordo expresso no Programa de
parceiras que acompanham a execução das medidas e a Voluntariado;
participação ativa dos pais/representantes legais, sempre
que não existam impedimentos legais. 3 – Os voluntários apenas podem exercer a sua atividade
• Conhecer as condições da família nuclear e alargada e quando portadores do Cartão do Voluntário Salesiano.
colaborar com as entidades competentes para a melhoria
das condições que favoreçam a reunificação familiar dos
menores; CAPÍTULO III
• Proporcionar um ambiente familiar através de uma DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO E ADMISSÃO
vida diária personalizada, com vinculações securizantes
e oferta de experiências diversificadas, ricas e adequadas
às suas necessidades e potencialidades; Norma 11.ª Integração
• Promover a participação ativa das crianças e dos
jovens acolhidos no contexto geral em que estão inse- 1 – A integração na Casa de Acolhimento é planeada
ridos e nas decisões que lhes digam respeito; segundo o constante no artigo 51.º, n.º 1 da Lei 142/2015
• Preparar as crianças/jovens para a sua progressiva e pressupõe a preparação informada da criança e,
autonomia e integração familiar e social. sempre que possível, a respetiva família.

Norma 9.ª Serviços prestados e 2 – Em vista da melhor proteção e promoção dos direitos
atividades desenvolvidas da criança ou jovem a acolher, a integração é sempre
precedida pela devida preparação mediante a troca
1 – A Casa de Acolhimento assegura a prestação dos de informação relevante entre a entidade que aplica a
serviços de: medida, a entidade responsável pela gestão de vagas em
• Acolhimento; acolhimento e a Casa de Acolhimento.
• Alojamento, alimentação e cuidados pessoais;
• Acompanhamento técnico e educativo; 3 – Para a concretização do número anterior da informa-
• Acompanhamento interno de saúde; ção deve constar:
• Autonomização e integração sócio familiar. • A avaliação do plano de intervenção executado em
meio natural de vida, nos casos aplicáveis;
2 – A Casa de Acolhimento, para além de outras ati- • A situação de perigo que determina a aplicação da
vidades que venham a ser consideradas relevantes medida;

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REGULAMENTO INTERNO | CASA DE ACOLHIMENTO

• As necessidades específicas da criança a acolher; • Caso não seja possível proceder à admissão, por ine-
• Os recursos e características da intervenção que se xistência de vagas e/ou não cumprimento dos critérios
revelem necessárias a disponibilizar pela Casa de Acolhi- acima definidos, tal facto é comunicado à entidade que
mento. solicitou a admissão fundamentando;
• Para efeitos de admissão da criança é preenchida
Norma 12.ª Condições de admissão uma ficha de identificação que constitui parte integrante
do processo individual, mediante a entrega de todos os
1 – A admissão das crianças é da responsabilidade do documentos da criança/jovem;
Diretor do Estabelecimento e tem por base os critérios • Após decisão da admissão, procede-se à abertura do
que se definem nos estatutos da Fundação e no cumpri- processo individual da criança, que terá por objetivo per-
mento do clausulado disposto no acordo de cooperação. mitir o estudo e o diagnóstico da situação, assim como a
definição, programação e acompanhamento do mesmo.
2 – São condições de admissão neste Estabelecimento:
• As crianças serem do sexo masculino, preferente-
mente entre os 10 e os 13 anos de idade; CAPÍTULO IV
• O acolhimento ser solicitado pela equipa de gestão DO ACOLHIMENTO E PROCESSO INDIVIDUAL
centralizada de vagas do ISS, I.P.;
• O acolhimento não colidir com o superior interesse
das crianças já acolhidos; Norma 15.ª Acolhimento
• A adequação das condições físicas da criança a
acolher com os espaços físicos de que a Casa de Acolhi- 1 - O acolhimento é organizado de modo a que a
mento dispõe; criança/jovem fique a conhecer as regras e o modo de
• Ausência de problemáticas que requerem um acom- funcionamento da Casa de Acolhimento, identifique e
panhamento especializado, nomeadamente aquelas que se familiarize com os espaços a si destinados e de uso
se associam ao consumo de substâncias ilícitas, a pertur- comum, se familiarize com os pares e com os adultos,
bações mentais/psíquicas e a comportamentos passíveis bem como com as funções destes e seus espaços de tra-
de enquadramento criminoso. balho.

Norma 13.ª Critérios de prioridade na admissão 2 – As crianças/ jovens da Casa de Acolhimento, bem
como toda a equipa de colaboradores, são preparadas
São critérios de prioridade na admissão: antecipadamente e motivadas para o acolhimento de um
• Crianças em situação de orfandade; novo colega e, sempre que aconselhável, designa-se um
• Crianças que tenham irmãos na Casa de Acolhimento deles como facilitador da sua integração.
e/ou outros laços de parentesco;
• Crianças/jovens de zonas próximas ou já acompanha- 3 – É proporcionado o envolvimento da família e/ou ele-
das pelo Estabelecimento, a fim de serem mantidas as mentos de referência da criança/jovem no processo de
redes de relações e vínculos afetivos existentes, sempre acolhimento facilitando-se o esclarecimento de dúvidas
na salvaguarda do seu superior interesse; quanto ao modo de funcionamento da Casa de Acolhi-
• Crianças preferencialmente do distrito do Porto. mento e a informação sobre os seus direitos e deveres.

Norma 14.ª Admissão 4 – O Diretor Técnico designa o respetivo gestor de caso


que fará o acompanhamento da criança/jovem.
O processo de admissão rege-se pelos seguintes proce-
dimentos: Norma 16.ª Acompanhamento, intervenção
• Recebido o pedido de admissão, o mesmo é anali- e desenvolvimento individual
sado pelo Diretor Técnico desta Casa de Acolhimento, a
quem compete elaborar a proposta de admissão, ouvida O acompanhamento e a intervenção junto das crian-
a equipa técnica e educativa, e submeter à decisão do ças/jovens orienta-se para a superação/remoção do
representante da Fundação no Estabelecimento; perigo em que estas se encontram e a sua formação e
• Da decisão será dado conhecimento à entidade soli- crescimento integral. Entre outras, são privilegiadas as
citante no prazo de 5 dias úteis, prestadas que sejam seguintes áreas: saúde e bem-estar, escolar, desenvolvi-
todas as informações indispensáveis e necessárias para mento pessoal e social e familiar.
a tomada da mesma conforme se dispõe na norma 11.ª;

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Norma 17.ª Autonomização • Registos de saídas e das visitas.

No processo de acompanhamento e intervenção técnica, 3 - No caso da criança/jovem admitida ser oriunda de


educativa e pastoral e no cumprimento dos projetos de vida outra estrutura de acolhimento deverá aquela ser acom-
definidos para cada criança/jovem, a Casa de Acolhimento panhada do seu processo individual ou cópia deste.
procura criar as condições que permitam o exercício contínuo
da sua autonomia e responsabilização pessoal. 4 - No caso da criança/jovem acolhida na Casa de Aco-
lhimento transitar para outra estrutura de acolhimento
Norma 18.ª Processo Individual a Casa de Acolhimento disponibiliza a esta cópia do pro-
cesso individual.
1 - O processo individual é um instrumento dinâmico,
iniciado na sua admissão. É constituído por diversos 5 – Os processos individuais da criança/jovem possuem
documentos representativos de um trabalho contínuo, caráter de confidencialidade. Devem estar situados em
assim como por vários registos e diligências realizadas no lugar próprio e de acesso reservado apenas à direção e
sentido de definir e operacionalizar o projeto de promo- à equipa técnica da Casa de Acolhimento.
ção e proteção da criança/jovem em acolhimento.

2 - Do processo individual da criança/jovem fazem parte: CAPÍTULO V


• Ficha do processo de admissão; REGIME GERAL DE FUNCIONAMENTO
• Documento do pedido de admissão, assim como a
correspondência trocada com Tribunais, CPCJ, Segurança
Social, família/representante legal e outras entidades de Norma 19.ª Horários e rotinas
referência à criança/jovem;
• Acordo de Promoção e Proteção, a identificação da 1 – A Casa de Acolhimento funciona em regime aberto e
entidade solicitante e do responsável da Casa de Acolhi- de forma permanente.
mento pelo acompanhamento da execução da medida
de acolhimento residencial; 2 - Os horários e as rotinas da Casa de Acolhimento são
• Relatórios e informações obtidas por outros parceiros definidos de acordo com as idades e circunstâncias pes-
sociais que conheçam a situação da criança/jovem e da soais das crianças/jovens acolhidas e, ainda, segundo
família; os seus horários escolares, atividades extracurriculares
• Dados de identificação da pessoa de contacto (fami- e outras atividades lúdicas, culturais e desportivas em
liar ou outra); que possam estar inscritas.
• O boletim de vacinas atualizado, cartão de cidadão
e boletim individual de saúde, cédula de vida cristã e 3 - As crianças/jovens colaboram na organização, arru-
apólice de seguro; mação e limpeza dos espaços da Casa de Acolhimento,
• Lista de pertences; de acordo com as suas idades, maturidade e o grau de
• Indicação do Estabelecimento de ensino que frequen- autonomia.
tou e/ou frequenta e dados de identificação do Diretor
de turma; 4 - O horário geral da Casa de Acolhimento é o seguinte:
• Indicação das pessoas autorizadas para o seu acom-
panhamento ao exterior; Semana:
• Plano de Acompanhamento Individual (em diante 07:00h – Despertar
PAI), que consta de plano de acolhimento, avaliação 07:30h – Pequeno-almoço
diagnóstica nas áreas de saúde e bem-estar, acompa- 08:25h – Inicio das aulas
nhamento escolar, desenvolvimento pessoal e social e 12:30h – Almoço
acompanhamento familiar, Plano Socioeducativo Indivi- 16:05h – Lanche
dual (PSEI) da criança/jovem, seus registos, avaliações e 16:15h – Tempo livre
revisões, Plano Cooperado de Intervenção (PCI), quando 17:15h – Estudo
aplicável, e Plano de Saída. 18:45h – Tempo livre
• Relatórios de desenvolvimento, realizados em arti- 19:30h – Jantar
culação com entidades externas, no caso de crianças/ 20:00h – Atividades lúdicas/ desportivas
jovens com necessidades educativas especiais; 20:45h – Boas-noites
• Registos dos contactos efetuados; 21:00h – TV; Jogos de Música; Sala de Informática; Sala

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de Estudo crianças e jovens acolhidas. O regresso à Casa de Aco-


22:00h – Ceia/ Descanso lhimento deve ser comunicado de novo às autoridades
competentes e à família.
Sábado:
08:30h – Despertar 3 - Os períodos/idas à família em fim-de-semana e/ou
09:00h – Pequeno-Almoço férias escolares, entre outras, devem ser previamente
10:00h – Estudo organizadas entre a Casa de Acolhimento, a família e as
11:30h – Tempo livre/ Atividades diversas respetivas entidades competentes, tendo apenas como
12:30h – Almoço impedimentos os resultantes do acordo de promoção e
13:30h – Tempo livre/ Atividades diversas proteção e o superior interesse da criança/jovem.
15:00h – Atividades no Centro Juvenil
16:00h – Tempo livre/ Atividades diversas 4 - O horário das visitas é definido caso a caso, com a
16:45h – Lanche colaboração de todos os intervenientes, tendo em conta
19:30h – Jantar o interesse das crianças/jovens acolhidas.
20:00h – Tempo livre/ Atividades diversas
22:30h – Ceia/ Descanso Norma 21.ª Alojamento e instalações

Domingo/ Feriados: 1 – A Casa de Acolhimento organiza-se segundo unida-


09:00h – Despertar des de acordo com as idades e a maturidade individual
09:30h – Pequeno-Almoço das crianças e jovens acolhidos, promovendo-se uma
11:00h – Eucaristia vida diária personalizada, familiar e a sua integração na
12:30h – Almoço comunidade.
13:30h – Tempo livre/ Atividades diversas
15:00h – Tarde livre 2 - A cada criança/jovem é garantido um espaço digno
16:45h – Lanche para habitação e para a guarda dos seus bens pessoais.
18:15h – Estudo
19.30h – Jantar 3 – As instalações da Casa de Acolhimento são consti-
20:00h – Tempo livre/ Atividades diversas tuídas por:
21:15h – Boas-noites
22:00h – Ceia/ Descanso • Quartos (com um total de 30 camas);
• Espaço de convívio com Biblioteca
5 - As crianças/jovens são acompanhados por educadores • Refeitório;
durante os períodos diurnos e noturnos na salvaguarda • Casas de Banho;
do seu bem-estar, segurança, promoção e proteção. • Sala de informática;
• Campos de jogos;
Norma 20.ª Saídas, autorizações e visitas familiares • Sala de acolhimento/atendimento;
• Salas de estudo;
1 – A Casa de Acolhimento proporciona a livre entrada e • Gabinete técnico;
saída da criança/jovem da instituição, sempre de acordo • Gabinete direção técnico;
com as normas gerais de funcionamento, tendo apenas • Arrumos;
como limites os resultantes do acompanhamento educa- • Enfermaria.
tivo e das medidas de promoção e proteção proferidas.
As saídas extraordinárias autorizadas são registadas em 4 – A Casa de Acolhimento tem implementado o Plano
documento próprio e arquivadas no processo individual. de Emergência e Evacuação, devendo prover a manuten-
ção constante dos instrumentos e da sinalética conforme
2 - As saídas da Casa de Acolhimento não autorizadas indicado.
devem ser comunicadas de imediato às entidades com-
petentes e família por parte do Diretor Técnico. Aquando Norma 22.ª Alimentação
do seu regresso, a criança/jovem, bem como quem a
possa acompanhar, é recebida pelo mesmo ou, na sua 1 – A Casa de Acolhimento garante uma alimentação
ausência por outro membro da equipa técnica, o qual variada, saudável e equilibrada em atenção às diferen-
decidirá as diligências a serem tomadas no imediato, na tes fases de desenvolvimento de cada criança/jovem e
salvaguarda do seu bem-estar e do bem-estar das demais respetivas situações de saúde.

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pais, ao representante legal ou quem tenha a guarda de


2 - A constituição das ementas respeita as orientações facto e ainda às entidades responsáveis pelo acompa-
de um nutricionista, sendo o mapa semanal das ementas nhamento da execução da medida.
afixado em lugar de acesso público.
Norma 24.ª Documentos e objetos pessoais
3 - As refeições, sempre que possível, são tomadas em
conjunto, sendo um momento privilegiado para o conví- A criança/jovem é autorizada a ter consigo objetos pes-
vio e a aproximação a uma vida o mais familiar possível soais, à exceção daqueles que se definem na norma 29.º.
sendo acompanhadas pelos educadores. Estes devem ser entregues à guarda da Casa de Acolhi-
mento constando em documento próprio a identificação
4 - As refeições são ainda momentos de aquisição de dos mesmos. Este documento deve ser datado e assi-
regras e posturas de estar à mesa. nado pelo gestor de caso e pelo proprietário, a quem
será entregue cópia. O original deve constar do Processo
5 - Os horários das refeições diárias estão identificados individual.
no horário geral da Casa de Acolhimento.

6 – A Casa de Acolhimento tem implementado o sistema CAPÍTULO VI


de higiene e segurança alimentar segundo os princípios QUADRO DE PESSOAL, DIREÇÃO E EQUIPA
do HACCP, devendo prover a manutenção constante de TÉCNICA DA CASA DE ACOLHIMENTO
quanto nele consta.

Norma 23.ª Cuidados especiais e saúde Norma 25.ª Quadro de pessoal

1 - São promovidos hábitos de higiene pessoais, nomea- O quadro de pessoal está afixado em local visível, con-
damente, higiene corporal e oral. tendo a indicação dos recursos humanos afetos à Casa
de Acolhimento de acordo com a legislação em vigor e
2 - A Casa de Acolhimento garante a aquisição e manu- identificados no respetivo acordo de cooperação.
tenção dos artigos de higiene pessoal, do vestuário e
do calçado em falta tendo em consideração os gostos e Norma 26.ª Direção Técnica
preferências pessoais de cada criança/jovem, dentro dos
limites da razoabilidade. 1 - A Direção Técnica compete a um técnico, cujo nome,
formação e conteúdo funcional se encontra afixado
3 – No respeito pela sua individualidade de cada criança/ em lugar visível e a quem cabe a responsabilidade de o
jovem e para a melhoria da gestão interna, as peças de dirigir, sendo responsável, perante a Direção, pelo fun-
vestuário e o calçado são devidamente identificadas. cionamento geral do mesmo.

4 – A Casa de Acolhimento, recorrendo aos serviços de 2 - O Diretor Técnico é substituído, nas suas ausências e
saúde locais, garante os cuidados de saúde necessários, impedimentos, pelo Diretor do Estabelecimento.
particularmente nos aspetos preventivos e de despiste
de situações anómalas, bem como no caso de interven- 3 - O Diretor Técnico da Casa de Acolhimento:
ções e tratamentos médicos. • É nomeado e exonerado pela Entidade Titular;
• Responde perante o Diretor, sem prejuízo de quanto
5 - Nos casos em que seja diagnosticada uma doença decorra do clausulado do Acordo de Cooperação, dos
infectocontagiosa, são garantidos todos os cuidados protocolos celebrados e da lei vigente.
inerentes ao seu tratamento e à prevenção do contá- • Realiza o seu trabalho na fidelidade aos Estatutos da
gio fazendo uso da enfermaria, respeitando os direitos Fundação e ao seu Projeto Educativo e Pastoral;
básicos da criança/jovem, bem como a garantia do sigilo. • Integra a direção da Casa de Acolhimento;
• Integra o Conselho da Comunidade Educativa e Pas-
6 - Em situações de crise na qual se exija a intervenção toral do Estabelecimento.
terapêutica urgente e especializada, a Casa de Acolhi-
mento solicita aos serviços competentes a transferências 4 - São funções do Diretor Técnico da Casa de Acolhi-
ou encaminhamento da criança ou o jovem para a mento:
unidade de saúde adequada, dando conhecimento aos • Coordenar o serviço, assumindo a responsabilidade

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REGULAMENTO INTERNO | CASA DE ACOLHIMENTO

pela elaboração, execução e avaliação dos planos anuais das reuniões


de ação, dos relatórios anuais de ação e os Planos de
Formação dos colaboradores;
• Garantir a análise da situação de cada criança/jovem CAPÍTULO VII
e a elaboração do respetivo plano sócio educativo indivi- DIREITOS E DEVERES
dual;
• Garantir à criança/jovem o respeito pela sua indivi-
dualidade e privacidade, pelos seus usos e costumes, Norma 28.ª Direitos das crianças e jovens acolhidos
assim como a prestação de todos os cuidados adequados
à satisfação das suas necessidades, tendo em vista a sua Tendo por base o art.º 58 da Lei de Proteção e Promo-
autonomia; ção de Crianças e Jovens em perigo (Lei 142/2015), as
• Coordenar e supervisionar os recursos humanos crianças/jovens acolhidos na Casa de Acolhimento têm,
afetos ao equipamento; em especial, os seguintes direitos:
• Estudar os processos de admissão, articular com os • Ser tratados com respeito e zelo;
Tribunais, Comissões de Proteção e Segurança Social; • Ser respeitados na sua dignidade pessoal e reserva
• Supervisionar as restantes atividades relativas ao fun- de intimidade privada e familiar;
cionamento desta resposta social; • Ser respeitados na confidencialidade dos elementos
• Promover a articulação com os serviços internos do dos seus processos individuais, devendo este permane-
Estabelecimento e da comunidade. cer exclusivamente circunscrito ao Diretor, Direção da
Casa de Acolhimento e Equipa Técnica;
Norma 27.ª Equipa técnica • Manter regularmente e em condições de privacidade,
contactos pessoais com a família e com pessoas com
1 – A equipa técnica da Casa de Acolhimento tem uma quem tenham relações psicoafectivas profundas, sem
constituição pluridisciplinar e integra colaboradores com prejuízo das limitações impostas por medida/acordo de
formação mínima correspondente a licenciatura nas promoção e proteção;
áreas da psicologia e do trabalho social. • Receber uma educação que garanta o desen-
volvimento integral do seu caráter, personalidade e
2 – Compete à equipa técnica: potencialidades, sendo-lhe assegurada a prestação dos
• Fazer o diagnóstico da situação das crianças/jovens cuidados de saúde, formação escolar e profissional e
em acolhimento; a participação em atividades culturais, desportivas e
• Definir, executar, monitorizar e avaliar os projetos de recreativas;
promoção e proteção de acordo com a decisão do Tribu- • Usufruir de um espaço de privacidade e de um grau
nal ou da Comissão de Promoção e Proteção de Crianças de autonomia na condução da sua vida pessoal adequa-
e Jovens; dos à sua idade e situação;
• Dar o seu parecer relativo à admissão de novos • Ser ouvido e participar ativamente, em função do
utentes e de eventuais transferências; seu grau de discernimento, em todos os assuntos do
• Elaborar e executar o plano anual de ação e o respe- seu interesse, que incluem os respeitantes à definição e
tivo Relatório Anual de Atividades; execução do seu projeto de promoção e proteção e ao
• Partilhar informação relevante entre as diferentes funcionamento da Casa de acolhimento;
equipas da Casa de Acolhimento para equilíbrio e coerên- • Celebrar o seu aniversário e outras efemérides impor-
cia na intervenção global e particular junto das crianças tantes na sua vida, fomentando a sua participação na
e jovens acolhidas. organização dos mesmos;
• Receber dinheiro de bolso;
3 – A equipa técnica pode integrar pessoas com forma- • Poder usar o telemóvel e outros aparelhos eletróni-
ção nas áreas de medicina, direito, enfermagem e da cos no respeito pelas normas que a eles se aplicam;
organização dos tempos livres, e ainda outros profissio- • A inviolabilidade da correspondência;
nais sempre que a especificidade e a natureza de cada • Ter acesso à equipa técnica ou a algum dos seus
situação o reclame, ficando estes obrigados à confiden- membros, sempre que necessitem e na mais estrita con-
cialidade mediante assinatura do termo próprio para o fidencialidade;
efeito. • A uma intervenção em tempo útil e apenas o neces-
sário para o cumprimento do seu projeto de proteção e
4 - A Equipa Técnica reúne-se ordinariamente com perio- de promoção;
dicidade quinzenal e elabora os respetivos memorandos • Não ser transferido da Casa de Acolhimento, salvo

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quando essa decisão corresponda ao seu superior inte- nos seus princípios e valores;
resse; • Manter, dentro e fora da Casa de Acolhimento, um
• Contactar, com garantia de confidencialidade, a CPCJ, comportamento digno nas palavras, gestos, atitudes e
o Ministério Público e o Juiz; modos de apresentação pessoal respeitando os valores
• Ser pronta e adequadamente assistido em caso de do Estabelecimento;
acidente ou doença súbita; • Cumprir com os horários escolares, ser assíduo e
• Ter acesso ao Regulamento Interno da Casa de Aco- pontual às aulas, fazer-se acompanhar de todo o mate-
lhimento. rial escolar necessário e empenhar-se seriamente na sua
formação académica/ profissional;
Norma 29.ª Deveres das crianças e jovens acolhidos • Participar nos momentos de reflexão e oração que
diariamente se fazem na Capela, ou noutro lugar esta-
Para além do necessário cumprimento de quanto se belecido segundo as circunstâncias. No caso de haver
refere neste Regulamento Interno, e em atenção às crianças/ jovens pertencentes a outras religiões, agnós-
idades e maturidade das crianças e jovens em acolhi- ticos ou ateus, devem manter uma atitude de respeito;
mento, são seus deveres: • Respeitar as normas estabelecidas para os diferentes
• Contribuir para o bem-estar de toda a comunidade ambientes e espaços da Casa de Acolhimento;
educativa da Casa de Acolhimento, respeitando a digni- • Conservar em bom estado o material didático que
dade e a função dos seus elementos e dos pares; seja propriedade da Casa de Acolhimento ou das escolas
• Empenhar-se seriamente no cumprimento de quanto que frequentam, devendo ser devolvido no final do ano
se define nos acordos de promoção e proteção e de letivo.
quanto de si dependa para a concretização do projeto
de promoção e proteção; Norma 30.ª Direitos da família/representante
• Respeitar as regras e normas definidas pela Casa de legal das crianças/jovens.
Acolhimento para os seus diversos espaços e atividades
e ser assíduo e pontual no cumprimento dos horários e São direitos da família das crianças/jovens da Casa de
tarefas que lhe forem atribuídas; Acolhimento, nomeadamente:
• Não permanecer nos espaços que não lhe estão des- • Tomar conhecimento do Regulamento Interno e do
tinados; Plano Anual de Ação da Casa de Acolhimento;
• Zelar pela preservação, conservação e asseio da Casa • Tomar parte ativa, e em colaboração com da Casa
de Acolhimento, nomeadamente no que diz respeito a de Acolhimento, na prossecução das medidas definidas
instalações, mobiliário e restantes espaços, fazendo uso em acordo de promoção e proteção e nos processos de
adequado dos mesmos; intervenção educativo e pedagógicos definidos pela Casa
• Respeitar a propriedade dos bens de todos os de Acolhimento;
membros da Comunidade Educativa; • Informar-se e ser informado sobre a situação atual da
• Responsabilizar-se pela reparação dos danos cau- criança/jovem, os objetivos da intervenção educativa e
sados a colegas ou à instituição nas suas instalações, o desenvolvimento da mesma, salvo se daí advier perigo
equipamentos ou bens, ou pela substituição dos para as crianças ou para a Instituição;
mesmos; • Visitar regularmente as crianças/jovens de acordo
• Não ter na sua posse ou trazer para as instalações da com as normas estabelecidas pela Casa de Acolhimento
Casa de Acolhimento substâncias ou objetos proibidos no respeito de quanto esteja considerado nas medidas
por lei ou que constituam perigo e/ou possam causar de promoção e proteção decretadas pelo Tribunal ou
dano para si o próprio ou para terceiros; CPCJ;
• Não consumir tabaco, álcool ou estupefacientes nos • Visitar as crianças/jovens em datas significativas,
diversos espaços do Estabelecimento e fora dele, nem agendando previamente junto da equipa técnica;
ser conivente com tais práticas; • Visitar as crianças/ jovens em caso de doença e
• Não transportar quaisquer materiais, equipamentos sempre com o conhecimento e acompanhamento da
tecnológicos, instrumentos ou engenhos passíveis de, Equipa Técnica;
objetivamente, perturbarem o normal funcionamento • Apresentar sugestões de melhoria e eventuais
das atividades ou poderem causar danos físicos ou reclamações, em impressos próprios, bem como ser
morais ao próprio ou a terceiros; informado sobre o resultado das suas diligências.
• Zelar pela preservação, organização e higiene dos
seus pertences;
• Respeitar a orientação cristã da Casa de Acolhimento

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REGULAMENTO INTERNO | CASA DE ACOLHIMENTO

Norma 31.ª Deveres da família/ entre a família e a criança/jovem durante a semana,


representante legal das crianças/jovens. garantindo a sua privacidade, sempre que esta não
ponha em causa o seu superior interesse.
São deveres da família das crianças/ jovens da Casa de
Acolhimento, nomeadamente: 6 – Aos pais/ representante legal apenas está permitida
• Aceitar e cumprir o Regulamento Interno da Casa de entrada nos espaços da Casa de Acolhimento quando
Acolhimento e de quanto se prevê no seu Plano Anual devidamente autorizados e identificados.
de Ação;
• Respeitar o exercício das funções técnicas e educati- 7 – Compete à direção do Estabelecimento a resolução
vas do pessoal da Casa de Acolhimento; de quaisquer problemas que possam surgir entre pares.
• Colaborar com a Casa de Acolhimento no cum- Aos pais/ representante legal pede-se sempre a sua cola-
primento de quanto se defina no PAI em vista da boração serena e responsável.
concretização do projeto de promoção e proteção defi-
nido para cada criança/jovem; Norma 32.ª Direitos e deveres dos colaboradores
• Cooperar com a Casa de Acolhimento no desenvolvi-
mento de uma cultura de cidadania responsável; 1 - Constituem direitos e deveres dos colaboradores
• Cooperar com a Casa de Acolhimento, na medida das contratados os constantes na lei geral de trabalho, no
suas possibilidades financeiras, na aquisição de vestuário, Contrato Coletivo de Trabalho e no seu contrato indi-
calçado e objetos de higiene pessoal para o seu filho/ vidual.
tutelado;
• Responsabilizar-se pelo cumprimento do dever de 2 - São direitos de todo o pessoal contratado pela ins-
assiduidade e pontualidade dos seus educandos aquando tituição:
do seu regresso à Casa de Acolhimento sempre que lhes • Ver respeitado o exercício da atividade laboral
sejam confiados para passarem em família o fim-de-se- segundo a área para a qual está contratado;
mana ou interrupções/ férias letivas; • Participar na organização e dinâmica da Casa de Aco-
• Tomar a iniciativa de contactar previamente a equipa lhimento, contribuindo para melhorar a qualidade das
técnica da Casa de Acolhimento para visitar o seu filho(s) respostas;
na Casa de Acolhimento e/ou para cancelar a mesma, • Apresentar sugestões e críticas construtivas quanto
sempre no respeito pela organização interna da Casa de ao funcionamento da Casa de Acolhimento;
Acolhimento e por quanto se define em acordo de pro- • Ser ouvido e esclarecido sempre que solicite junto
moção e proteção; dos órgãos competentes;
• Comparecer na Casa de Acolhimento sempre que • Ser-lhe assegurada formação e informação contínuas,
sejam solicitados; contribuindo para a sua valorização e para um melhor
• Colaborar ativamente com os técnicos no cum- desempenho profissional;
primento de quanto esteja disposto na medida de • Ver assegurado a cada um dos membros um acompa-
promoção e proteção, e que a eles diga respeito, bem nhamento capaz de proporcionar uma avaliação assídua
como outras iniciativas orientadas à superação de todas para a melhoria da qualidade no desempenho das suas
aquelas situações que colocam em risco ou perigo a funções.
criança/jovem.
3 - São deveres de todo o pessoal contratado pela ins-
3 – A Casa de Acolhimento procura manter um diálogo tituição:
regular com a família da criança/jovem, informando-os • Cumprir com o presente Regulamento Interno;
sobre a execução da medida e motivando-os para a sua • Garantir a qualidade dos serviços prestados;
colaboração na prossecução dos fins da mesma. • Empenhar-se no bem-estar dos colegas de trabalho e,
de forma muito especial, das crianças/ jovens mantendo
4 - É facultado à família da criança ou jovem o diálogo relações de respeito e afeto;
com o Diretor Técnico sempre que anteriormente agen- • Garantir o sigilo dos dados constantes nos processos
dado. Com o conhecimento e a autorização deste, pode das crianças e jovens e da vida interna da Casa de Aco-
ser facultado também o diálogo com qualquer outro ele- lhimento;
mento da equipa técnica e educativa. • Garantir a lealdade e confidencialidade institucional
para com a entidade titular;
5 - Na medida das suas possibilidades, a Casa de Acolhi- • Respeitar e fazer respeitar a identidade e natureza da
mento proporciona espaços adequados para o encontro Instituição segundo os princípios orientadores da Fun-

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FUNDAÇÃO SALESIANOS

dação e identificados na Proposta educativa e Pastoral • Cumprir e fazer cumprir com o presente Regulamento
salesiana. Interno.

4 – É reconhecido aos membros da equipa técnica por 3 – O Estabelecimento obriga-se, ainda, a remeter ao
inerência do cargo: Instituto da Segurança Social, I.P:
• Competência e autonomia no estudo e na gestão dos • Anualmente, os mapas estatísticos dos utentes e
processos individuais e no desenvolvimento de ativida- a relação do pessoal existente no Estabelecimento,
des para a promoção das crianças/ jovens internos; acompanhado de declaração em como não se verifica
• A salvaguarda dos princípios deontológicos profissio- qualquer dos impedimentos referidos no artigo 13.º do
nais. Decreto-Lei n.º 33/2014 de 14 março;
• A documentação relativa a atos ou decisões que
5 – Compete à direção do Estabelecimento a resolução careçam de informação e registo, bem como fornecer,
de quaisquer problemas que possam surgir entre cola- dentro do prazo definido, informação de natureza estatís-
boradores do Estabelecimento. tica para avaliação qualitativa e quantitativa da atividade
desenvolvida;
Norma 33.ª Direitos, deveres • A frequência mensal da resposta social.
e obrigações do Estabelecimento
Norma 34.ª Livro de reclamações
1 - São direitos do Estabelecimento:
• Ver reconhecida a natureza particular e, consequen- Nos termos da legislação em vigor, a Casa de Acolhi-
temente, o direito de livre atuação e a plena capacidade mento possui Livro de Reclamações próprio, que se
contratual; encontra nos serviços administrativos.
• Ver reconhecido o seu bom nome e um trato digno
de todos quantos nela trabalham por parte dos utentes, Norma 35.ª Alteração/cessação da aplicação
familiares e restantes entidades parceiras; das medidas de promoção e proteção por
• A corresponsabilização solidária do Estado nos domí- facto não imputável à Instituição
nios da comparticipação financeira e do apoio jurídico e
técnico; A Instituição reserva-se o direito de propor a alteração/
• O respeito pelo presente Regulamento Interno por cessação da aplicação das medidas de promoção e pro-
parte de todos os “stakeholders”. teção nos seguintes casos:
• Alteração, quando a criança/jovem acolhida consti-
2 - Sem prejuízo de quanto a lei prescreve para este tipo tua perigo para si, para os pares e demais comunidade
de equipamentos sociais, são deveres do Estabeleci- educativa e/ou quando a Instituição tenha esgotado os
mento: seus recursos para a aplicação da mesma;
• Assegurar as condições de bem-estar das crianças e • Cessação, por denúncia do acordo celebrado com os
jovens acolhidas no respeito pela dignidade humana e serviços da Segurança Social.
pelo seu superior interesse, tendo por base a defesa dos
seus direitos e o cumprimento dos seus deveres;
• Criar e manter as condições mínimas necessárias ao CAPÍTULO VIII
normal desenvolvimento da resposta social, designada- MEDIDAS REPARADORAS E
mente quanto ao nível do adequado dimensionamento RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL
e funcionalidade dos equipamentos e dos aspetos ine-
rentes à capacidade técnica, assim como promover uma
gestão que alie a sustentabilidade financeira à qualidade Norma 36.ª Medidas reparadoras
global da resposta social;
• Promover as competências parentais e respeitar a 1 - A aplicação das medidas reparadoras obedecerá aos
prevalência da família natural, na exata medida da defesa princípios definidos no Artigo 4º da Lei de Promoção e
do direito das crianças e jovens; Proteção, tendo em conta a gravidade da falta, as cir-
• Criar procedimentos de avaliação da qualidade da cunstâncias em que ocorreu, a idade da criança/jovem
intervenção desenvolvida pela Casa de Acolhimento, e o seu nível de maturidade.
proporcionando momentos para a autoavaliação das prá-
ticas, seja individualmente e/ou em equipa, no sentido 2 - O caráter preventivo da intervenção técnica e educa-
da sua redefinição e constante melhoria; tiva para a proteção e promoção das crianças e jovens

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REGULAMENTO INTERNO | CASA DE ACOLHIMENTO

acolhidos deve constituir-se como uma prática habitual educativos e pedagógicos previstos e estes comporta-
por parte de todos os elementos da comunidade edu- mentos se mantenham de forma reiterada, compete ao
cativa. A Casa de Acolhimento incentiva e promove um Diretor Técnico, após decisão do Diretor, solicitar à enti-
ambiente familiar marcado pela proximidade, diálogo e dade responsável pelo acompanhamento da execução
amizade onde todos se sentem responsáveis pelo bem da medida o seu reencaminhamento.
comum. Nesse sentido, privilegia-se a ação preventiva,
o diálogo e o bom senso para a correção e alteração de 8 - As medidas acima mencionadas são registadas em
comportamento e atitudes sobre a aplicação de medidas. impresso próprio no processo individual da criança/
Quando se torne necessária a sua aplicação, esta deve jovem, com a menção da infração disciplinar, a medida
prosseguir finalidades pedagógicas. aplicada, quem a aplica, a data da decisão e o período de
execução. Esta será acompanhada pelo gestor de caso.
3 - Segundo as circunstâncias e a disponibilidade da
criança/jovens, a Casa de Acolhimento poderá fazer uso Norma 37.ª Circunstâncias atenuantes e agravantes
do contrato pedagógico como forma de serem melhora-
dos os comportamentos e atitudes, com o envolvimento 1 - Consideram-se circunstâncias atenuantes da infração
da comunidade educativa, entidades parceiras, privile- disciplinar:
giando-se, de forma especial, o protagonismo da própria • Confissão espontânea;
Criança/jovem. • Imitação ou o acatamento bem-intencionado da
conduta de outrem;
4 - As medidas reparadoras aplicáveis, devidas a infrações • Provocação de outrem;
cometidas, podem assumir a forma de: • Existência de limitações psicológicas que não permi-
• Repreensão oral e/ou por escrito: censura firme, tam a compreensão da gravidade do ato.
solene e inequívoca que caracterize e destaque a infra-
ção e as respetivas consequências; 2 - São circunstâncias agravantes da responsabilidade da
• Realização de um trabalho pessoal e formativo rela- criança/jovem:
cionado com a infração cometida e capaz de promover • A premeditação;
uma auto consciencialização das consequências do ato; • O conluio;
• Privação da presença em determinados espaços da • A gravidade do dano provocado a terceiros;
Casa de Acolhimento; • A acumulação de infrações disciplinares e reincidên-
• Privação de determinados objetos/pertences quando cia.
deles é feito um mau uso ou um uso indevido;
• Suspensão temporária de saídas autorizadas da Casa Norma 38.ª Responsabilidade civil e criminal
de Acolhimento;
• Suspensão temporária da participação em atividades 1 - A aplicação de medidas reparadoras não isenta a
lúdico-desportivas criança/jovem e o respetivo representante legal da res-
• Restrição parcial do dinheiro de bolso, de acordo com ponsabilidade civil a que, nos termos legais de direito,
a gravidade e as circunstâncias da infração; haja lugar, sem prejuízo do apuramento da eventual res-
• Execução de tarefa em favor da comunidade da Casa ponsabilidade criminal daí decorrente.
de Acolhimento, adequando-a à idade, maturidade e
estado de saúde da criança/jovem e sempre que não 2 - Quando o comportamento do menor de 16 anos for
coloque em causa a sua dignidade. suscetível de desencadear a aplicação de uma medida
reparadora, se constituir, simultaneamente, como facto
5 - Também as medidas reparadoras decididas pelas qualificável de crime, deve a direção do Estabelecimento
escolas, associações lúdico-culturais e recreativas ou comunicar tal facto à Comissão de Proteção de Crianças
outras entidades parceiras, podem implicar a aplicação e Jovens ou ao representante do Ministério Público junto
de medidas reparadoras na Casa de Acolhimento. do Tribunal competente, conforme o menor tenha à data
da prática do facto menos de 12 ou entre 12 e 16 anos,
6 - A criança/jovem terá sempre conhecimento da sem prejuízo do recurso, por razões de urgência, às auto-
medida e da razão da sua aplicação. Ser-lhe-á dada, igual- ridades policiais.
mente, a possibilidade de ser ouvida e de se defender
sobre as razões da medida. 3 - Quando o procedimento criminal pelos factos a que
alude o número anterior depender de queixa ou de
7 - Quando as medidas aplicadas não surtirem os efeitos acusação particular, competindo este direito à própria

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FUNDAÇÃO SALESIANOS

direção do Estabelecimento, deve o seu exercício fun-


damentar-se em razões que ponderem, em concreto, o
interesse da Comunidade Educativa no desenvolvimento
do procedimento criminal perante os interesses relativos
à formação do menor em questão.

CAPÍTULO IX
DISPOSIÇÕES FINAIS

Norma 39.ª Alterações ao presente regulamento

Quaisquer alterações ao presente Regulamento serão


comunicadas às partes interessadas, com a antecedência
mínima de 30 dias relativamente à data da sua entrada
em vigor.

Norma 40.ª Omissões

Os casos omissos serão resolvidos pela Direção do Esta-


belecimento em diálogo com os órgãos de Administração
da Fundação, tendo em conta a legislação em vigor sobre
a matéria.

Norma 41.ª Disposições complementares

Todas as crianças/jovens acolhidas estão abrangidas por


um seguro de responsabilidade civil e de acidentes pes-
soais.

Norma 42.ª Foro competente

Foro Competente para todas as questões emergentes do


cumprimento deste regulamento é competente o foro
da Comarca de Lisboa com renúncia expressa a qualquer
outro.

Norma 43.ª Entrada em vigor

O presente Regulamento, após aprovação pelo Conselho


de Administração da Fundação, entra em vigor a 24 de
setembro de 2016.

Pe. Artur Guilhermino Azevedo Pereira


(Presidente do Conselho de Administração)

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