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Fundamentos

da Lubrificação

Conceitos Básicos
Atrito

Resistência ao movimento ao
movimento relativo entre dois
corpos. Atrito gera calor, desgaste e
consome energia

Gera: Calor e Desgaste

Este Atrito
Consome: Energia

Força

Atrito
Lubrificação

O Lubrificante separa as superfícies, reduzindo o contato metal – metal

 A espessura do filme de óleo dependerá da viscosidade e das condições de


operação como carga, velocidade e temperatura
Funções do lubrificante

 Reduzir o atrito e o desgaste

 Resfriar - Trocar Calor Prolongar a vida


dos equipamentos
 Proteger contra corrosão

 Limpar

 Facilitar a partida a frio

 Vedar
Óleos lubrificantes

Óleo Básico Mineral


e/ou Sintética
(80-95%)

Aditivos
(5-20%)
Óleos básicos

GASES

NAFTA

GASOLINA

QUEROSENE

DIESEL
Torre de
Destilação ÓLEO BÁSICO

OUTROS

EXTRAÇÃO POR
SOLVENTE ÓLEO
ÓLEO BÁSICO Bases
MINERAL
HIDROCRAQUEAMENTO Lubrificantes
Minerais

ETILENO PAO Bases


Lubrificantes
POLIMERIZAÇÃO Sintéticas - PAO
Classificação API de óleos básicos

Classificação API de Óleos Básicos


Especificações físicas
Grupo Processos de
Índice de Enxofre % Hidrocarboneto e Fabricação
Viscosidade - IV Peso Saturados % Peso

Convencional
I 80-120 > 0,03 < 90
(refino por solvente)

Necessita
II 80-120 < 0,03 > 90 Hidrocraqueamento /
Remoção de ceras
Necessita Severo
III > 120 < 0,03 > 90 Hidrocraqueamento /
Remoção de Ceras

IV > 140 0,00 > 90 Síntese Química PAO

Todos os outros sintéticos –


V ésteres, poliglicois, ésteres
fosfatados
Propriedades dos óleos básicos

Classificação entre as propriedades dos Óleos Básicos


Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV

Resistência à oxidação

Volatilidade

Desempenho em baixas temperaturas

Eficiência / Atrito / Fluído

A direção das setas indica o aumento no desempenho


Propriedades dos lubrificantes

 Viscosidade

 Resistência ao
escoamento do fluído,
variável com a
temperatura

 Índice de Viscosidade - IV

 Índice que mede a


variação da Viscosidade
com a temperatura

 Maior IV, menor


variação da
Viscosidade x
Temperatura

 Densidade

 Relação Massa /
Volume
Propriedades dos lubrificantes

 TBN

 Índice que mede a capacidade de


neutralizar os ácidos da
combustão

 Ponto de Fluidez

 Menor temperatura que o óleo flui

 Ponto de Fulgor

 Temperatura a partir da qual os


gases liberados pelo óleo se
inflamam

 Cor

 Segue padrões comparativos


internacionais
Viscosidade

termômetros

óleo

banho
aquecido início

orifício
padrão fim

tampa

 É a resistência de um fluido ao escoamento

 Medida da fluidez a uma certa temperatura

 Principais unidades: Saybolt ( SSU ), Centistokes (cSt )


Seleção da Viscosidade

Baixa velocidade Alta velocidade

Baixa Viscosidade
Alta Viscosidade
Alta carga Baixa carga

Alta Temperatura Baixa Temperatura


Comparativo de graus de viscosidade
Viscosidade x Temperatura

1,000,000

100,000
Viscosidade Cinemática, cSt

10,000

1,000

100

SAE 50
SAE 40
SAE 30
10
SAE 20W

5 SAE 10W

-30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120

Temperatura °C
Índice de viscosidade

1,000,000

100,000
Viscosidade Cinemática, cSt

10,000

1,000

100

10

-30 -20 -10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140

Temperatura °C
Índice de viscosidade
Aditivos

Substancias que conferem ou melhoram as propriedades do óleo básico

Melhoradores Extrema
do IV Pressão
Antioxidantes Anti
Inibidores espumantes
Antidesgastes/
de ferrugem Abaixadores Dispersantes/
Redutores de
e corrosão do Ponto de Detergentes
atrito
Fluidez
Antidesgaste e Extrema Pressão

Carga
Sem Aditivo

Contato Metal-Metal
Carga

OK !

Película sólida

 Estes aditivos reagem com as superfícies metálicas, formando ma película protetoras


evitando o contato metal - metal
Antidesgaste
Agente antiferruginoso

película de óleo Gotas de água

metal

 Estes aditivos protegem as superfícies metálicas do ataque químico pela água ou


outros contaminantes
Detergente e Dispersante

 Detergente: Manter limpas as partes do motor.

 Dispersante: Impedir a formação de depósitos de combustão e oxidação nas


superfícies do motor

 Manter os resíduos em suspensão para serem removidos pelos filtros


Anti Espumante

 Reduz a tensão superficial das bolhas de ar, permitindo a quebra da espuma.

ar
Agente Antioxidante

 Aumentar a resistência a oxidação do óleo

 Oxidação é a reação do lubrificante com o oxigênio presente no ar, formando ácidos


e borras e modificando as propriedades do lubrificante

 Consequências da oxidação: Aumento da viscosidade, formação de depósitos,


escurecimento do óleo, aumento da acidez, aumento do consumo de combustível e
entupimento de canais de lubrificação
Melhorador de IV - Índice de viscosidade

Compensa as variações de viscosidade do lubrificante em consequência


das mudanças de temperatura
Classes de serviço – API

“S” - Motores a Gasolina e Álcool

2010 SN
2004 a 2010 SM

2001 a 2004 SL

1996 a 2001 SJ

1993 a 1996 SH
API Desempenho
1988 a 1993 SG

1979 a 1988 SF
SN

1971 a 1979 SE SM
Evolução
Obsoleto SD SL
Tecnológica
SJ
Obsoleto SC
SH
Obsoleto SB
SG
Obsoleto SA
SF
Classes de serviço – API

“C” - Motores Diesel


2006 CJ - 4

2004 CI – 4 Plus

2002 CI - 4

1998 CH - 4
CG - 4
Obsoleto
CF - 4
Obsoleto Desempenho (níveis de
CF-2 API ** desempenho aproximado)
Obsoleto
CF
1994 CJ - 4
CE
Obsoleto CI - 4
CD Evolução
Obsoleto CH - 4 Tecnológica
CC
Obsoleto CB CG - 4

Obsoleto CF - 4
Obsoleto CA CE / CF

CD / CD - II
Classes de serviço – ACEA

 Motores de carro de passeio

Óleos compatíveis com


Óleos sistemas de tratamento de
convencionais emissões

ACEA ACEA

A5/B5 C4

A3/B4 C3

A3/B3 C2

A1/B1 C1
Classes de serviço – ACEA

 Motores Diesel – Serviço pesado

ACEA

E9

E7

E7

E4

E2, E3 e
E5**

ACEA: Association des Constructeurs Européens de l´Automobile


**Categorias obsoletas
Graus de viscosidade SAE J300
para óleos de motores
SAE Viscosity Grades for Engine Oils (SAE J300, Revised May 2004)
Low Shear –Rate Low Shear –Rate
Low Temperature Low Temperature (ºC)
SAE High-Shear-Rate
(ºC) Kinematic Kinematic
Viscosity Pumping Viscosity (Z) Viscosity (3) Viscosity (3) Viscosity (4)
Cranking
Grade Viscosity¹, mPa.s mPa.s Max with no (mm²/s) at 100ºC (mm²/s) at 100ºC (mPas) at 150ºC
Max Yield Stress (Z)
Min Max

0W 6200 at -35 60,000 at -40 3,8


5W 6600 at -30 60,000 at -35 3,8
10W 7000 at -25 60,000 at -30 4,1
15W 7000 at -15 60,000 at -25 5,6
20W 9500 at -15 60,000 at -20 5,6
25W 13,000 at -10 60,000 at -15 9,3
20 5,6 < 9.3 2,6
30 9,3 < 12.5 2,9
40 12,5 < 16.3 2,9 (0W-40, 5W40, and
10W-40 grades)
40 12,5 < 16.3 3,7 (15W-40, 20W40,
25W-40, 40 grades
50 16,5 < 21.9 3,7
60 21,9 < 26.1 3,7

a – Notes: 1 mPas = 1 cP; mm2/s = 1 cSt / b – All values are critical specifications as defined by ASTMD3244 (Section 3)
1 – ASTM D 5293 / 2 - ASTM D 4684 / 3 - ASTM D 445 / 4 - ASTM D 4683 or CEC L-36-A-90 (ASTM D4741
Classes de desempenho desenvolvidas para tecnologias específicas.
Graus de viscosidade SAE J360
para óleos de motores

Viscosidede Dinamica Viscosidade Viscosidade


SAE Grade (Brookfield) Temp. Max (ºC) para cinemática @ Cinemática @
Viscosidade 150.000 cP 100ºC Mín. cSt (1) 100ºC Máx. cSt (1)

70W -55 4,1


75W -40 4,1
80W -26 4,1
85W -12 11,0
80 ---- 7,0 <11,0
85 ---- 11,0 <13,5
90 ---- 13,5 <18,5
110 ---- 18,5 <24,0
140 ---- 24,0 <32,5
190 ---- 32,5 <-41,0
250 ---- 41,0 ----

Ex. SAE 75W-90: Viscosidade @ 100ºC / 13,5 – 18,5 cSt ; VD @ -40ºC = <150,000 cP (1)
(1) Produto deve ser “stay in grade” depois do teste de cisalhamento CEC L-45-T-93 (20 h)
Graxas - Composição

Graxa é como uma esponja: Libera o óleo que faz a lubrificação

Graxa = Óleo Básico + Espessante + Aditivos

Óleo Mineral
Básico Sintético

Agente Espessante -
Sabão Metálico
Não Sabão

Aditivos:
Antioxidante
Anticorrosivo
Extrema Pressão
Sólidos
Adesividade
Corantes
Graxas - Espessantes

 Rede de fibras 3D ou partículas


preenchidas com óleo e sem ar

 O espersante forma uma rede de fibras


(poros) uniformemente dispersa

 Os porros são preenchidos por óleo

 Sob a ação de uma força libera o óleo


lubrificante

 Viscosidade do Óleo básico e aditivos tem


pouco efeito na consistência da graxa

 Graxa de maior consistência (esquerda) e


menor consistência (direita)
Consistência NLGI

Consistência Penetração
NLGI trabalhada
Número 0,1 mm a 25 ºC

000 445...475 Graxas


“Semi-fluídas”:

00 400...430

0 355...385

1 310...340
Maior
Consistência
2 265...295

3 220...250

4 175...205

5 130...160

6 85...115 Graxas “Sólidas”:


Ponto de gota

 É a temperatura na qual a graxa, sob


aquecimento começa a gotejar

 Não serve como referência para


temperatura máxima de operação
Sintéticos - Origem

 Lubrificantes sintéticos são produzidos por reações químicas, onde moléculas


simples são agregadas para formar moléculas mais complexas, características
similares e quimicamente estáveis

Processo Mineral
químico; Mistura de
Moléculas com hidrocarbonetos
o mesmo
tamanho e peso

Etileno Sintetizar
Refinaria Combinar Sintéticos (PAO)
Hidrocarbonetos
GASES
(misturas)

LÍQUIDOS
Refinar
Separar Óleos
Petroquímicos
RESIDUAIS Limpar Minerais
(puro)
Por que as diferenças?

Óleo mineral

Força

Sintéticos
Força

 Moléculas com estrutura controlada e propriedades previsíveis

 Coeficiente de atrito mais baixo e como resultado, menor perda de energia

 Maior estabilidade e resistência à oxidação, vida mais longa ao lubrificante

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