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DESTILARIA

Adler Moura
José Ricardo Medeiros
Dionísio Pegoretti
Tópicos
2. Tópicos
2.1 Introdução à destilação
2.2 Princípios da Destilação
2.3 Equilíbrio Líquido-Vapor
2.4 Primeiros Passos para o Projeto Básico de uma Coluna de
Destilação
2.5 Equipamentos da Destilaria
2.51 Refervedores para Colunas de Destilação
2.52 Condensadores
2.53 Internos de Colunas
2.6 Fatores que Influenciam a Operação em uma Coluna de
Destilação
2.7 Produção de Álcool Hidratado
Introdução

¾ Destilação é um processo no qual uma mistura de duas ou mais


substâncias, na fase líquida ou vapor, são separadas em frações de
componentes com pureza desejada, através da aplicação e remoção
de calor.
¾ A separação de componentes de uma mistura líquida por meio da
destilação depende basicamente da diferença entre os pontos de
ebulição dos componentes individuais em uma determinada pressão.

¾ Depende, também, das concentrações dos componentes


presentes, a mistura líquida poderá apresentar diferentes
características na volatilidade dos seus componentes. Desta forma,
os processos de destilação dependem das características de pressão
de vapor das misturas líquidas
Princípios da Destilação

- Pressão de Vapor

Diagrama do ponto de bolha


Princípios da Destilação

Volatilidade Relativa

yi = fração molar do componente ‘i’ na fase vapor


xi = fração molar do componente ‘i’ na fase líquida
Princípios da Destilação

Purificação do álcool através da destilação


Equilíbrio Líquido Vapor

Curva ELV de uma mistura binária ideal


Equilíbrio Líquido Vapor

Curvas ELV de misturas binárias não ideais


Equilíbrio Líquido Vapor

Curvas ELV de misturas binárias azeotrópicas


Equilíbrio Líquido Vapor

Curva ELV de uma mistura binária azeotrópica heterogênea


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Arranjo típico de um aparelho de destilação


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Zona de esgotamento de uma coluna de destilação


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Zona de retificação de uma coluna de destilação


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Linha de operação para a seção de retificação


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Linha de operação para a seção de esgotamento


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Relação entre linhas de equilíbrio e operação


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Construção gráfica do método de McCabe-Thiele


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Linha de Alimentação

q = 0 (vapor saturado)
q = 1 (líquido saturado)
0 < q < 1 (mistura de líquido e vapor)
q > 1 (líquido subresfriado)
q < 0 (vapor superaquecido)
Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Perfil de composição: 10 estágios, alimentação no estágio 5


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Perfil de Composição, 8 estágios, alimentação no estágio 4


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Perfil de Composição: 12 estágios, alimentação no estágio 6


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Perfil de Composição : 20 estágios, alimentação no estágio 5


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Perfil de Composição : 20 estágios, alimentação no estágio 10


Primeiros Passos Para o Projeto Básico De Uma
Coluna De Destilação

Perfil de Composição : 20 estágios, alimentação no estágio 15


Equipamentos
Sistemas de aquecimento

Injeção direta de vapor


Sistemas de aquecimento

Injeção direta de vapor


Sistemas de aquecimento

Refervedor Termosifão
Sistemas de aquecimento

Refervedor A2
Sistemas de aquecimento

VAPOR
VEGETAL
FF
A
CONDENSADO

VINHAÇA

Refervedor Falling Film


Sistemas de aquecimento

Refervedor Falling Film


Sistemas de aquecimento

Refervedor-Circulação Forçada
Sistemas de aquecimento

Refervedor tipo Kettle


Sistemas de aquecimento

Refervedor Interno
Sistemas de aquecimento

Refervedor encamisado
Condensadores
Condensadores
Condensadores
Regenerador K
Colunas

¾ Um vaso vertical, onde a separação dos componentes


líquidos ocorre.

¾ As colunas são classificadas pela forma de operação:


• Batelada
• Contínua

¾ Internos de coluna tais como pratos/bandejas ou recheios, que são


usados para maximizar a separação entre os componentes através do
contato íntimo entre as fases.
Internos de Coluna

Fluxo de líquido e vapor através de um prato e da coluna


Internos de Coluna

Fluxos de líquido e vapor na coluna - detalhe


Internos de Coluna

Detalhes de calotas
Internos de Coluna

Prato com calotas


Internos de Coluna

Prato com válvulas


Internos de Coluna

Prato Perfurado
Internos de Coluna

Diferentes tipos de recheios


Internos de Coluna

Recheio estruturado
Internos de Coluna

Recheio versus Pratos

Vantagens

• Recheios fornecem uma maior área interfacial para contato líquido-


vapor.

• A eficiência de separação é maior para uma mesma altura de coluna

• Colunas de pratos normalmente são mais altas que as colunas de


recheio

• Colunas de recheio são chamadas de colunas de contato contínuo


enquanto colunas de pratos são chamadas colunas de contato por estágio,
devido à forma em que o vapor e o líquido entram em contato na coluna.
Internos de Coluna

Recheio versus Pratos


Desvantagens

• Há uma tendência das colunas de recheio serem mais caras do que as


colunas de pratos, para determinadas aplicações.

• As colunas de recheio normalmente não podem ser utilizadas em


sistemas incrustantes.

• As colunas de pratos possuem maior flexibilidade operacional (maior


turndown ratio).
Fatores que influenciam a operação de uma coluna
de destilação

¾ Condições de alimentação

• Estado físico da alimentação (líquido,vapor, superaquecido,


subresfriado, saturado)

• Composição da alimentação
Fatores que influenciam a operação de uma coluna
de destilação

Inclinação da linha de operação da seção de retificação


Fatores que influenciam a operação de uma coluna
de destilação

¾ Elementos que possam afetar severamente o ELV das


misturas líquidas.

• Condições internas de fluxo de líquido e vapor na coluna

• Estado de conservação dos pratos ou recheios

• Condições de tempo (chuva, frio, calor, ventos


Fatores que influenciam a operação de uma coluna
de destilação

¾ Condições Internas de fluxo de vapor

• Formação de espuma (foaming)

• Arraste de líquido (entrainment)

• weeping

• Inundação no vertedor (flooding)


Fatores que influenciam a operação de uma coluna
de destilação

Inundação relacionada com projeto do vertedor


Fatores que influenciam a operação de uma coluna
de destilação

Problema de selagem no vertedor


Produção de Álcool Hidratado

¾ Matéria Prima
• Vinho Centrifugado (Mel, Caldo)

¾ Produto Principal
• Álcool Hidratado

¾ Sub Produtos

• Vinhaça
• Flegmaça
• Óleo Fúsel
• Álcool 2a.
Produção de Álcool Hidratado

FLUXOGRAMA
Produção de hidratado-Flegstil

Álcool de Segunda
Vinho

Álcool Hidratado

B
Flegma

A Óleo Fusel

Vapor de baixa pressão

Condensado
Vinhaça
Produção de Álcool Hidratado

FLUXOGRAMA
Produção hidratado- Convencional

Álcool de Segunda
Vinho

Álcool Hidratado

B
Flegma

A Óleo Fusel

B
1

Flegmaça
Vapor de baixa pressão

Condensado
Vinhaça
Produção de Álcool Hidratado

Parâmetro Especificação

Massa Específica (20oC), kg/m3 807,6 a 811,0


Teor alcoólico, % máss. (oINPM) 92,6 a 93,8
Grau alcoólico, % volume (v/v 20oC) 95,1 a 96,0
Acidez total (como ácido acético), mg/L Máx. 30,0
pH 6,0 a 8,0
Condutividade elétrica, microS/m Máx. 500
Aspecto Límpido e isento de impurezas em
suspensão
Íon sulfato, mg/Kg Máx. 4,0
Sódio, mg/Kg Máx. 2,0

ÁLCOOL HIDRATADO COMBUSTÍVEL


Produção de Álcool Hidratado

Vinhaça

Composição, wt %
Total
Origem da Fonte pH
Solids
Vinhaça K P N Ca Mg Ash
%

Brazil (1) Melaço 0.48 0.01 0.04 0.07 0.02 0.95 6.47 4.8
Brazil (2) Caldo 0.17 0.007 0.01 0.04 0.01 1.5 n.a. 4.6
Australia (1) Melaço 0.86 0.002 0.31 0.11 0.15 3.2 n.a. n.a
Australia (2) Melaço 1.05 0.012 0.18 0.2 0.13 n.a. 9.0 n.a.
India Melaço 0.4-1.2 0.5-1.5 0.1-0.12 n.a. n.a. n.a. 6-8 4.3-5.3
Louisiana Melaço 0.89 0.0001 0.015 0.014 0.006 5.0 n.a. 4.5
Produção de Álcool Hidratado

Is ô m e r o s d o á lc o o l a m íl ic o

Nome fo r m u la E s tr u tu r a IU P A C

Á lc o o l a m íli c o C H 3 • (C H 2 ) 4 • O H P ri m á ri a 1 -p e n ta n o l

i s o b u ti l c a rb i n o l o u 3 -m e ti l-1 -
(C H 3 ) 2 • C H • C H 2 • C H 2 O H P ri m á ri a
á lc o o l i s o a m íli c o b u ta n o l

2 -m e t h yl -1 -
Á lc o o l a m íli c o a ti vo (C H 3 )(C 2 H 5 ): C H • C H 2 O H P ri m á ri a
b u ta n o l

T e rt -b u ti l c a rb i n o l 2 ,2 -d i m e t h yl -1 -
(C H 3 ) 3 C • C H 2 O H P ri m á ri a
O u á lc o o l n e o p e n ti l p ro p a n o l

d i e ti l c a rb i n o l (C 2 H 5 ) 2 C H • O H s e c u n d á ri a 3 -p e n ta n o l

m e t h i l ( n ) p ro p i l (C H 3 .C H 2 • C H 2 )(C H 3 ): C H : O H S e c u n d á ri a 2 -p e n ta n o l
c a rb i n o l

m e t h yl i s o p ro p i l 3 -m e t h yl -2 -
(C H 3 ) 2 : C H (C H 3 ): C H O H S e c u n d á ri a
c a rb i n o l b u ta n o l

d i m e ti l e ti l c a rb i n o l 2 -m e t h yl -2 -
(C H 3 ) 2 • (C 2 H 5 )• : C • O H te rti a r y
o u á lc o o l te r t-a m íli c o b u ta n o l

Óleo Fúsel
Produção de Álcool Hidratado

Álcool de segunda
Produção de Álcool Hidratado

Consumo de utilidades - Vapor

Processo Vegetal Escape Rebaixado


0,8 barg 1,5 barg 10 barg
Hidratado *2400 *2400 -
Ciclohexano 1600 - -

Glicol 200 - 480

Peneira * 600 * 600 35

* O processo consome vegetal ou escape


**Consumos em KgV/m3 álcool
anidro
Produção de Álcool Hidratado

Consumo de utilidades - Água de Resfriamento

Processo Recirculante

Hidratado 45

Ciclohexano 55

Glicol 30

Peneira 30

*Vazões em m3 água /m3 álcool


*Água Entrada 30oC / saída 45oC

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