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Parasitologia Clínica

Parasitologia clínica
diagnósticos laboratoriais
Prof. Duílio Teixeira Soares Júnior
Exames convencionais /Fezes
Exames convencionais /Fezes
Parasitologia clínica
Do ponto de vista da parasitologia, existem
algumas técnicas largamente utilizadas no
exame do sangue e de tecidos com o intuito
de detectar a presença de parasitas.

métodos e soluções utilizados de rotina em


laboratórios com o objetivo de detectar
parasitas no sangue ( o T. cruzi,
Plasmodium spp , Leishmania spp.).
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Exame do sangue
O sangue é examinado para os seguintes
parasitas; plasmodium, microfilarias,
tripanossoma, e leishmania.

•Preparo do esfregaço.
Para a rotina de microscopia de malária,
um esfregaço fino e um espesso são feitos
na mesma lâmina.
Um esfregaço fino como indicação, se bem
preparado, útil para confirmação de
espécies.
O esfregaço espesso deve ser usado para
exame.
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Métodos Diretos: Exame a fresco ou direto

Para realização desta técnica, uma pequena gota de sangue


obtida por punção da polpa digital ou de sangue venoso colhido
com anticoagulante é colocada entre lâmina e lamínula e
examinada exaustivamente ao microscópio em objetiva de (40
x).
Entretanto, face aos pequenos volumes de sangue examinados
a cada vez, o método necessita ser repetido várias vezes ao dia
ou mesmo em dias consecutivos até que o parasita possa ser
detectado.
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Preparações coradas
O esfregaço delgado e a gota espessa devem ser preparados e
corados pelo método de Giemsa ou de Leishman.

O exame do material corado permite, além da detecção, a


diferenciação morfológica entre tripomastigotas sanguíneos de
T. cruzi e a identificação específica de Plasmodium.

A desvantagem dos esfregaços corados é que estes


normalmente requerem parasitemias elevadas para
evidenciação do parasita. No entanto, a utilização de diferentes
métodos parasitológicos isolados ou combinados, podem levar
à detecção rápida e precoce da infecção.
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Métodos indiretos
Hemocultura

A hemocultura é uma técnica mais difícil de ser realizada uma


vez que requer condições assépticas para a coleta e o
manuseio da amostra de sangue, o que a torna pouco prática
nos trabalhos de campo.

O T. cruzi é capaz de crescer e de multiplicar-se em diferentes


meios de cultura acelulares que contenham hemina ou derivados
da hemoglobina.
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• Xenodiagnóstico

Aplicável para a pesquisa de campo


e/ou isolamento de amostras de T.
cruzi de pacientes e/ou animais. Este
método introduzido por Brumpt em
1914 é largamente empregado ainda
nos dias atuais no diagnóstico da
doença de Chagas.

Entretanto, sua utilização em pacientes


pode ocasionar com certa freqüência
reações alérgicas decorrentes da saliva
dos triatomíneos levando à rejeição do
exame pelo paciente.
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• Inoculação em animais de laboratório

A inoculação de camundongos ou cobaias


jovens tem sido utilizada por alguns
pesquisadores.

Não mais empregada para o diagnóstico da


infecção chagásica.
Entretanto, a inoculação de animais pode ser
perfeitamente utilizada para isolamento de
amostras de T. cruzi a partir de sangue
positivo, tanto de pacientes como de outros
reservatórios do parasita.
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Outros tecidos
Amostras de pele
Pequenos pedaços de pele são examinados para
ancorcerquíase (cegueira de rio), a infecção filarial
de humanos. Os vermes vivem em nódulos, em
tecidos subcutâneos.
Punções corneoesclerais são mais comumente
usadas para retirar tiras de pele com ausência de
sangue.
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• Biópsia

A obtenção de material de biópsia de pele pode ser realizada


com o auxílio de uma lâmina de bisturi ou após a anestesia e
assepsia do local.

No caso das leishmanioses apresentando múltiplas lesões,


recomenda-se fortemente que a obtenção de material seja
realizada em lesões mais recentes,
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Esfregaço corado

Para realização de esfregaços por aposição (imprint)


comprime-se repetida e delicadamente o fragmento
de tecido sobre uma lâmina previamente
desengordurada, deixando-se o material secar à
temperatura ambiente.
Após a secagem, os esfregaços são fixados por 3
minutos com metanol e corados pelo Giemsa.
Observada em infecções por Leishmania spp.
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• Histopatologia

O fragmento de tecido pode ser processado através


de técnicas histológicas convencionais, podendo o
material ser corado pela (HE),
O exame do material pode revelar, além das
leishmanias.
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Imunohistoquímica

A imunohistoquímica é a união entre técnica


imunoquímica envolvendo anticorpos de espécie pré-
definidas com sistema de alta sensibilidade de
detecção, o que resulta numa reação, com um
produto colorido quando observado ao microscópio
(ou, em técnicas imunofluorescentes, com
microscópios fluorescentes).
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Diagnóstico imunológico das parasitoses

O diagnóstico imunológico indireto de detecção de anticorpos


produzidos pelo hospedeiro são de grande importância. A
especificidade da resposta imunológica, por tanto dos
anticorpos produzidos, é a característica que confere elevado
valor preditivo aos testes imunológicos.
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• Imunofluorescência

É uma técnica que permite a visualização de antigénios nos


tecidos ou em suspensões celulares utilizando corantes
fluorescentes, que absorvem luz e a emitem num determinado
comprimento de onda

Virtualmente, alguns antigénios podem ser detectados pela


imunofluorescência. A combinação de sensibilidade,
especificidade e simplicidade torna este método muito útil.
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• Imunofluorescência Direta
É a técnica utilizada para pesquisa de antígeno em células ou
tecidos (imuno-histoquímica), usando-se conjugados compostos
de anticorpos específicos para o antigeno em questão e
marcados com fluorocromos.

• Imunofluorescência Indireta
É a opção de escolha para detectar Ac circulantes (bactéria,
protozoário, helmintos, vírus em culturas de células).
Os antígenos serão fixados em lâminas, o soro contendo.
São muito empregados antígenos de Toxoplasma gondii,
Trypanossoma cruzi, Leishmania, Plamodium, cortes de
Schistosoma mansoni, etc.
Técnica de Imunofluorescência
Parasitologia clínica

ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) ou ensaio


de imunoabsorção enzimática é um teste imunoenzimático
que permite a detecção de anticorpos específicos

Este teste é usado no diagnóstico de várias doenças que


induzem a produção de imunoglobulinas, entre outras.

Neste teste, é necessário fixar o antígeno a uma superfície


sólida, e então ligar ao antígeno um anticorpo ligado a um
marcador enzimático.
.
Enzyme Linked
Immnunosorbbent
Assay

A detecção se completa ao analisar a


presença do marcador depois de lavar
os poços, que - no caso da detecção
enzimática - vai mudar a coloração do
substrato cromogênico adicionado a
placa de teste
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• Western Blotting

É um teste imunoenzimatico em que o antigeno é processado


por eletroforese em gel de poliacrilamida, separando os
componentes antigenicos por peso molecular. •
Schistosoma mansoni
Schistosoma mansoni
O Schistosoma mansoni causa a Esquistossomose
mansônica, provocando inflamação no trato intestinal, bem
como hemorragias.
O diagnóstico da esquistossomose é realizado comumente
através do exame parasitológico de fezes (EPF), por ser
sensível e de fácil execução.
Pode ainda, ser realizado o diagnóstico imunológico, por
meio de:

-Técnica de fixação de complemento e Hemaglutinação


indireta
-ELISA
-Imunofluorescência
Principais parasitoses e técnicas para o
seu diagnóstico imunológico
Parasitoses Técnicas para diagnóstico imunológico

Amebíase Imunofluorescência indireta, ELISA

Ancilostomíase Imunofluorescência, ELISA, precipitação,


hemaglutinação, fixação do complemento,
difusão em gel, floculação do látex

Esquistossomose Fixação do complemento, hemaglutinação


indireta, aglutinação do látex, ELISA,
imunofluorescência

Giardíase Imunofluorescência indireta, ELISA,


imunoseparação magnética acoplada à
imunofluorescência, ensaio em microplaca

Neurocisticercose ELISA, aglutinação do látex,


Valores

Schistossomose intradermo reação: R$7,00


Gota espessa: R$15 a R$20,00

ELISA: varia de R$35 a R$74,00 (valor médio:


R$58,05)
Giardia lambia antígenos fecais: R$50,00
Imunofluorescência: R$390,00 a R$980,00

*Os valores podem ser alterados dependendo do


laboratório
Exame Parasitológico de Fezes (EPF):

- Valor público: cerca de R$2 ou até mesmo de graça;


- Valor privado: varia de R$6 a R$20 (preço médio:
R$13,00)
PERGUNTAS?
duiliofarm@gmail.com

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