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Unidade II

Unidade II
5 Funções

5.1 Conceitos introdutórios

Neste tópico, alguns conceitos preliminares ao estudo de funções serão apresentados, tais como
plano cartesiano e relações entre conjuntos.

5.1.1 Plano cartesiano

O plano cartesiano é formado por duas retas reais perpendiculares, denominadas eixo x e y. O ponto
de cruzamento dessas retas é denominado origem dos eixos, pois representa o início da contagem dos
eixos x e y e tem o zero como marcador.

Os eixos x e y dividem o plano em quatro áreas, os quadrantes, que são organizados no sentido
anti‑horário e numerados em ordem crescente, com início em 1.

A ilustração a seguir apresenta o plano cartesiano e seus principais componentes:


y (eixo das ordenadas)

2º quadrante 1º quadrante

0 x (eixo das abscissas)

Ponto de origem

3º quadrante 4º quadrante

Figura 33

Observação

O eixo y também é chamado de eixo das ordenadas ou eixo vertical e


o eixo x também é chamado de eixo das abscissas ou eixo horizontal.
52
Matemática

5.1.2 Par ordenado

Um par ordenado (a;b) representa um único ponto no plano cartesiano e vice‑versa. O par ordenado
pode ser representado matematicamente da seguinte forma:
y

b P=(a; b)

0 a x

Figura 34

Observação

A notação do ponto P pode ser P = (a;b), P (a;b) ou P ↔ (a;b).

Observe na ilustração a seguir alguns exemplos de pontos representados no plano cartesiano:

3 A

C 2
1 B

–2 0 1 2 x

–2
E
D –3

Figura 35

A = (1;3) ou A (1;3) ou A ↔ (1;3).

B = (2;1) ou B (2;1) ou B ↔ (2;1).

C = (‑2;2) ou C (-2;2) ou C ↔ (-2;2).

D = (‑2;‑3) ou D (‑2;‑3) ou D ↔ (‑2;‑3).

E = (2;‑2) ou E (2;‑2) ou E ↔ (2;‑2).


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5.1.3 Produto cartesiano (AxB)

O produto cartesiano de AxB é o conjuntos de todos os pares ordenados (x;y), tal que x pertença ao
conjunto A e y, ao B, sendo que A e B não podem ser dois conjuntos vazios.

A notação matemática que representa o produto cartesiano é: AxB = (x | x ∈ A e y ∈ B).

Existem diversas formas de representar o produto cartesiano, tais como a notação de conjuntos, o
diagrama de flechas e o próprio plano cartesiano. Vejamos alguns exemplos:

Dados os conjuntos A = {‑2;3} e B = {0;1;3}, temos os seguintes produtos cartesianos:

Exemplo 01:

Produto cartesiano AxB

AxB = {(‑2;0), (‑2;1), (‑2;3), (3;0), (3;1), (3;3)}

O produto cartesiano AxB representado no diagrama de flechas:


AxB
A B
0
–2

1
3
3

Figura 36

O produto cartesiano AxB representado no plano cartesiano:


y

–3 –2 –1 0 1 2 3 x

–1

–2

–3
Figura 37

54
Matemática

Exemplo 02:

Produto cartesiano BxA

BxA = {(0;‑2), (0;3), (1;‑2), (1;3), (3;‑2), (3;3)}

O produto cartesiano BxA representado no diagrama de flechas:


BxA
B A
0
–2
1
3
3

Figura 38

O produto cartesiano BxA representado no plano cartesiano:

–3 –2 –1 0 1 2 3 x

–1

–2

–3

Figura 39

Exemplo 03:

Produto cartesiano AxA

A2 = AxA = {(‑2;-2), (‑2;3), (3;‑2), (3;3)}

O produto cartesiano AxA representado no diagrama de flechas:

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AxB
A B

–2 –2

3 3

Figura 40

O produto cartesiano AxA representado no plano cartesiano:

–3 –2 –1 0 1 2 3 x

–1

–2

–3

Figura 41

5.1.4 Relações

A relação de A em B é qualquer subconjunto do produto cartesiano AxB, sendo que A e B não podem
ser dois conjuntos vazios. Uma relação R de A em B é denotada pelo símbolo R: A → B. Exemplo:

Dados os conjuntos A = {‑2;3} e B = {0;1;3}, temos AxB = {(‑2;0), (‑2;1), (‑2;3), (3;0), (3;1), (3;3)},
sendo R1, R2 e R3, relações de A em B, descritas a seguir:

R1= {(‑2;0), (‑2;1), (‑2;3)}

R2= {(‑2;3), (3;0)}

R3= {(‑2;0), (‑2;1), (3;1), (3;3)}

Observe que R1, R2 e R3 são subconjuntos do produto cartesiano AxB.

56
Matemática

5.1.5 Domínio e imagem

Em uma relação R de A em B, um par ordenado (x;y) associa x a y, no qual y é denominado imagem


de x em R.

Por exemplo, na relação ilustrada no diagrama a seguir, note que:

• o 1 do conjunto A está associado ao 0 do conjunto B;

• o 2 do conjunto A está associado ao 4 do conjunto B;

• o 4 do conjunto A está associado ao 6 e ao 8 do conjunto B.


R: A→B
A B
0
1
2
2
4
3
6
4
8

Figura 42

Assim, podemos dizer que:

• 0 é a imagem de 1;

• 4 é a imagem de 2;

• 6 e 8 são imagens de 4.

Note ainda que o elemento 3 do conjunto A não está associado a qualquer elemento de B e que o 2
do conjunto B não é imagem de nenhum elemento do conjunto A.

Considerando uma relação R qualquer de A em B, denomina‑se domínio e imagem os seguintes


conjuntos:

• domínio de R (ou D(R)) é o conjunto de todos os elementos de A que estão associados a pelo
menos um elemento de B: D(R) = {1, 2, 4};

• imagem de R (ou Im(R)) é o conjunto de todos os elementos de B que são imagens de pelo menos
um elemento de A: Im(R) = {0, 4, 6, 8}.

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5.2 Conceitos elementares de função

Função é uma relação entre dois conjuntos A e B definida por uma regra de formação f na qual
cada elemento de A é relacionado a apenas um elemento de B. A função é denotada pela notação
f: A → B.

Observe os exemplos a seguir:

Exemplo 01:
R1: A→B
A B
1
1
2
2
3
3
4
4
5

Figura 43

Ao adotar o conjunto A como o de partida das setas e o B como o conjunto de chegada das setas,
temos que:

• o domínio de R1 é o conjunto de partida (A);

• o contradomínio de R1 é o conjunto de chegada (B);

• o conjunto imagem de R1 é um subconjunto do contradomínio composto pelos elementos que


possuem uma relação com os elementos de A, no caso, {1,3,4,5}.

Porém, observe que R1 não é uma função de A em B, pois o elemento 3 do conjunto A não está
associado a nenhum elemento de B, assim, R1 é apenas uma relação.

Exemplo 02:

R2: A→B
A B
1
1
2
2
3
3
4
4
5

Figura 44

58
Matemática

Aqui, temos que:

• o domínio de R2 é o conjunto de partida (A);

• o contradomínio de R2 é o conjunto de chegada (B);

• o conjunto imagem de R2 também é o conjunto de chegada (B).

Note ainda que R2 também não é uma função de A em B, uma vez que o elemento 4 do conjunto A
está associado a dois elementos de B, o 4 e o 5, assim, R2 é apenas uma relação.

Exemplo 03:

R3: A→B
A B
1
1
2
2
3
3
4
4
5

Figura 45

Nesse exemplo, temos que:

• o domínio de R3 é o conjunto de partida (A);

• o contradomínio de R3 é o conjunto de chegada (B);

• o conjunto imagem de R3 é um subconjunto do contradomínio composto pelos elementos que


possuem uma relação com os elementos de A, no caso, {1,2,3,4}.

Atente para o fato de que R3 é uma função de A em B, pois cada elemento do conjunto A está
relacionado a um único elemento do conjunto B.

Lembrete

Se uma relação é uma função de A em B, então A é o domínio da


função, B é o contradomínio da função e o conjunto imagem da função
é formado pelos elementos do contradomínio B que estão associados aos
do domínio A.

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5.2.1 Domínio e imagem: análise gráfica

A imagem de f é o conjunto de todos os valores possíveis de f(x) quando x varia por todo o domínio.
Essa variação também é chamada de variação de f.

5,0

4,0
Imagem
3,0

2,0

1,0

–6,0 –5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0


Domínio
–1,0

Figura 46

Teste da reta vertical

Uma curva no plano cartesiano só é um gráfico de uma função se nenhuma reta vertical cortar a
curva mais de uma vez.
y y

x x
0 0

É curva de uma função Não é curva de uma função

Figura 47

Definindo o domínio de uma função

O domínio é constituído por todos os valores reais de x para os quais seja possível o cálculo da
imagem. Vejamos mais alguns exemplos:

60
Matemática

Exemplo 01:

2
f (x ) =
x −1

O domínio da função é D=R‑{1}, pois o valor x = 1 faz que o denominador seja zero.

Exemplo 02:

f ( x ) = x −1

Aqui, D = [1, ∞], pois, para x < 1, o radicando é negativo e não existe raiz quadrada de número
negativo.

Exemplo 03:

f(x) = x2 + 2x

Aqui, D = R, pois, nesse exemplo, x pode ser qualquer valor real.

5.3 Funções definidas por fórmulas matemáticas

Uma função f:A→B pode ser representada por uma lei, como y = f(x), que estabelece um critério na
associação dos pares ordenados (x,y) ∈ AxB. Exemplificando:

Exemplo 01:

Dado os conjuntos A = {1; 2; 3} e B = {0; 2; 4; 6; 8}, nos quais a relação de f:A→B é definida pela
função f(x) = 2x (com x ∈ A e y ∈ B e também representada por y = 2x), temos:

Quadro 06

x y = f(x) = 2x Par ordenado (x;y)


1 y = f(1) = 2.1 = 2 (1,2)
2 y = f(2) = 2.2 = 4 (2,4)
3 y = f(3) = 2.3 = 6 (3,6)

• domínio: D(f) = {1; 2; 3};

• contradomínio: C(f) = {0; 2; 4; 6; 8};

• imagem: Im(f) = {2; 4; 6}.

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Confira a representação no diagrama de flechas:


f: A→B
A B
0
1
2
2
4
3
6
8

Figura 48

Verifique a representação no plano cartesiano:

y
8

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 x

Figura 49

Exemplo 02:

Dado os conjuntos A = {0; 1; 2; 3; 4; 5} e B = {1; 3; 5; 7; 9; 11}, nos quais a relação de f:A→B é


definida pela função f(x) = 2x+1 (com x ∈ A e y ∈ B, e também representada por y=2x+1), temos:

Quadro 07

x y = f(x) = 2x + 1 Par ordenado (x,y)


0 y = f(0) = 2.0 + 1 = 0+1 = 1 (0,1)
1 y = f(1) = 2.1 + 1 = 2+1 = 3 (1,3)
2 y = f(2) = 2.2 + 1 = 4+1 = 5 (2,5)
3 y = f(3) = 2.3 + 1 = 6+1 = 7 (3,7)
4 y = f(4) = 2.4 + 1 = 8+1 = 9 (4,9)
5 y = f(5) = 2.5 + 1 = 10+1 = 11 (5,11)

62
Matemática

• domínio: D(f) = {0; 1; 2; 3; 4; 5};

• contradomínio: C(f) = {1; 3; 5; 7; 9; 11};

• imagem: Im(f) = {1; 3; 5; 7; 9; 11}.

Veja a representação no diagrama de flechas:

f: A→B
A B
0 1
1 3

2 5
3 7
4 9
5 11

Figura 50

Confira a representação no plano cartesiano:

11

10

0 1 2 3 4 5 6 7 x

Figura 51

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5.4 Função do 1º grau (função linear ou afim)

Uma função do 1o grau é toda função f:R→R definida pela regra y = f(x) = ax + b, com a e b ∈ R e
sendo a e b constantes denominadas coeficientes da função.
As principais características da função do 1º grau são:

• o gráfico da função do 1º grau é sempre uma reta;

• quando a constante a for positiva (a > 0), a função é crescente, ou seja, quanto maior o valor de
x, maior será o valor de y;

• quando a constante a for negativa (a < 0), a função é decrescente, ou seja, quanto maior o valor
de x, menor será o valor de y;

• quando a constante a for nula (a = 0), a função é constante, ou seja, para qualquer valor de x, o
valor de y é sempre o mesmo;

• quando a constante b for igual a zero, o gráfico sempre passará pela origem dos eixos;

• a constante b, denominada coeficiente linear da reta, é o intercepto do gráfico no eixo y;

• a constante a, denominada coeficiente angular da reta, representa a taxa de variação de y dada


uma variação na variável independente x;

• o coeficiente angular é dado pela relação a = ∆y = y − y 0 , assim, a partir de dois pontos, é


∆x x − x 0
possível se encontrar o coeficiente angular da reta.

Saiba mais

Para o estudo gráfico de funções, um interessante programa é o iGraf,


que permite traçar gráficos interativos. Ele é gratuito e pode ser baixado em
<http://www.matematica.br/igraf/iGraf.jar/>. Em <http://www.matematica.
br/igraf/>, você pode obter o manual on‑line desse programa. As ilustrações
dessa unidade, por exemplo, foram feitas usando o iGraf.

Comportamento da função do 1º grau

Quando a constante b da função é alterada, o gráfico da função é deslocado verticalmente na


quantidade de unidades expressa em b. Observe o exemplo a seguir: a função y = x + 1 é a função y = x
deslocada 1 unidade para cima e a função y = x – 2 é a função y = x deslocada 2 unidades para baixo:

64
Matemática

6,0 y = x+1

5,0
y=x
4,0

y = x –2
3,0
+1
2,0

1,0
–2

–3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0
–1,0

–2,0

Figura 52

Já a constante a afeta a inclinação da reta. Quanto maior for o valor de a, mais distante a reta ficará
do eixo x, ou seja, o ângulo formado pelo eixo x e a reta aumenta. Observe:

y = 5x
6,0
y = 3x
y=x
5,0
y = 2x
4,0

3,0

2,0 y = 0,5x

1.0
y = 0,25x
–5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0
–1,0

–2,0

Figura 53

Para construirmos gráficos da função do 1º grau, verifiquemos os exemplos a seguir:

Exemplo 01:

Dada a função y = f(x) = 2x+6, nota‑se que f é uma função crescente, já que a = 2 > 0.

65
Unidade II

Instruções para desenhar o gráfico da função:

1o passo: calcular o valor de y para x = 0:

y = 2x + 6

y = 2.0 + 6 = 6

Como x = 0 e y = 6, temos P1 = (0,6).

2o passo: calcular o valor de x para y = 0 (raiz ou zero da função):

y = 2x + 6

0 = 2x + 6

–6 = 2x ⇒ 2x = –6

6
x = − = −3
2

Como x = –3 e y = 0, temos P2 = (–3,0).

3o passo: inserir os dois pontos no diagrama cartesiano e traçar uma reta que passe por eles:

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0

Figura 54

66
Matemática

O gráfico da função intercepta o eixo x (ou horizontal) em ‑3 e intercepta o eixo y (ou vertical) em 6.

Perceba que, ao aumentar 1 unidade em x, a função aumenta 2 unidades em y:

f(x) = 2x + 6

f(–2) = 2.(–2) + 6 = –4 + 6 = 2

f(–1) = 2.(–1) + 6 = –2 + 6 = 4

Essa é a taxa de crescimento da função, fornecida por meio do coeficiente a. Nesse exemplo, a = 2,
o que indica um aumento de 2 unidades em y a cada 1 unidade aumentada em x.

Exemplo 02:

Dada a função y = f(x) = –2x + 6, observa‑se que f é uma função decrescente, já que a = ‑2 < 0.

Instruções para desenhar o gráfico da função:

1º passo: calcular o valor de y para x = 0:

y = –2x + 6

y = –2.0 + 6 = 6

Como x = 0 e y = 6, temos P1 = (0,6).

2º passo: calcular o valor de x para y = 0 (raiz ou zero da função):

y = –2x + 6

0 = –2x + 6

–6 = –2x ⇒ –2x = –6

6
x= =3
2

Como x = 3 e y = 0, temos P1 = (3,0).

3º passo: inserir os dois pontos no diagrama cartesiano e traçar uma reta que passe por eles:

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Unidade II

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0

Figura 55

Observe que o gráfico da função intercepta o eixo x (ou horizontal) em 3 e o eixo y (ou vertical) em 6.

Note ainda que, ao aumentar 1 unidade em x, a função diminui 2 unidades em y:

f(x) = –2 + 6

f(1) = –2.(1) + 6 = –2 + 6 = 4

f(2) = –2.(2) + 6 = –4 + 6 = 2

Essa é a taxa de crescimento da função, fornecida por meio do coeficiente a.

Atente para o fato de que, nos exemplos, a = ‑2, o que indica um decréscimo de 2 unidades em y a
cada 1 unidade aumentada em x.

Exemplo 03:

Dada a função y = f(x) = 6 = 0x + 6, observa‑se que f é uma função constante, já que a = 0.

Instruções para desenhar o gráfico da função:

1º passo: calcular o valor de y para x = 0:

68
Matemática

y = 0x + 6

y = 0.0 + 6 = 6

Como x = 0 e y = 6, temos P1 = (0,6).

2º passo: calcular o valor de y para x = 1:

y = 0x + 6

y = 0.1 + 6 = 0 + 6 = 6

Como x = 1 e y = 6, temos P2 = (1,6).

3º passo: inserir os dois pontos no diagrama cartesiano e traçar uma reta que passe por eles:

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0

Figura 56

O gráfico da função não intercepta o eixo x (ou horizontal) e intercepta o eixo y (ou vertical) em 6.

Perceba que, ao aumentar 1 unidade em x, a função mantém‑se constante em y:

f(x) = 0x + 6

f(1) = 0.(1) + 6 = 6

f(2) = 0.(2) + 6 = 6
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Unidade II

Nesses exemplos, a = 0, o que indica que não há aumento de unidades em y quando 1 unidade é
aumentada em x.

Exemplo 04:

Dada a função y = f(x) = 2x, observa‑se que f é uma função crescente, já que a = 2 > 0.

Instruções para desenhar o gráfico da função:

1º passo: calcular o valor de y para x = 0:

y = 2x

y = 2.0 = 0

Como x = 0 e y = 0, temos P1 = (0,0).

2º passo: calcular o valor de y para x = 1:

y = 2x

y = 2.1 = 2

Como x = 1 e y = 2, temos P2 = (1,2).

3º passo: inserir os dois pontos no diagrama cartesiano e traçar uma reta que passe por eles:

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0

Figura 57

70
Matemática

Observe que o gráfico da função intercepta tanto o eixo horizontal como o eixo vertical no zero,
ou seja, ele passa pela origem (0,0). Além disso, ao aumentarmos 1 unidade em x, a função diminuirá 2
unidades em y:

f(x) = 2x

f(1) = 2.(1) = 2

f(2) = 2.(2) = 4

Nesses exemplos, a = 2, o que indica um crescimento de 2 unidades em y a cada 1 unidade aumentada


em x.

5.4.1 Ponto de intersecção de duas retas

Determinando e representando o ponto de intersecção de duas retas num mesmo sistema de


coordenadas, temos os exemplos expostos a seguir:

Exemplo 01:

Dado o seguinte sistema de equações:

y = −2x + 5

y = x − 1
Tracemos os gráficos das duas funções em um mesmo sistema de coordenadas, apontando o ponto
de intersecção entre elas:

1º passo: obter os pontos que a função y = –2x + 5 intercepta nos eixos x e y:

para x = 0, temos:

y = –2.0 + 5 = 5

Portanto, P1 = (0;5).

para y = 0, temos:

0 = –2x + 5

2x = 5
b
xv = − 
2a  5 b ∆
⇒⇒x V=  −= 2.,5− 
∆ 2 2a 4a
yv = − 
4a  71
Unidade II

Portanto, P2 = (2,5;0).

2º passo: obter os pontos que a função y = x – 1 intercepta nos eixos x e y:

para x = 0, temos:

y = 0 –1 = –1

Portanto P1 = (0; –1).

para y = 0, temos:

0 = x –1

x=1

Portanto, P2 = (1;0).

3º passo: obter o ponto de intersecção. Para isso, basta igualar as duas equações:

–2x + 5 = x –1

–2x – x = –1 – 5

–3x = –6

−6
x= =2
−3

4º passo: substituir x em uma das equações para achar y:

y = x –1

y = 2 –1 = 1

Portanto, o ponto de intersecção é (2;1).

5º passo: traçar as retas e o ponto de interseção em um mesmo sistema de coordenadas:

72
Matemática

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0

-1,0

Figura 58

5.5 Função do 2º grau (função quadrática)

Função do 2o grau é toda função f: R → R definida pela regra y = f(x) = ax2 + bx + c, com a e b ∈ R
e a ≠ 0, sendo a, b e c denominados coeficientes da função.

As principais características da função do 2º grau são:

• o gráfico de uma função quadrática é uma curva denominada parábola;

• quando o coeficiente a for positivo (a > 0), o gráfico da função tem concavidade voltada para
cima;

• quando o coeficiente a for negativo (a < 0); o gráfico da função tem concavidade voltada para
baixo.

Ao estudar o comportamento da função quadrática, verificamos que a constante a da função do 2º


grau está relacionada à abertura da parábola, ou seja, quanto maior o valor de a, mais fechada será a
parábola, como mostra a ilustração a seguir:

73
Unidade II

5,0

10x2
4,0
5x2

2x2
3,0
x2
0,5x2
0,25x2
2,0

0,1x2
1,0

–5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0

Figura 59

A constante c da função do 2º grau, por sua vez, afeta o deslocamento vertical do gráfico. Veja:

4,0

3,0

x2+1 2,0

x2
x2-2
1,0

+1

–3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0

–2
–1,0

–2,0

Figura 60

74
Matemática

A seguir, apresentamos instruções para desenhar o gráfico da função quadrática.

1º passo: análise do coeficiente a:

• se a > 0, o gráfico é uma parábola com a concavidade voltada para cima;

• se a < 0, o gráfico é uma parábola com a concavidade voltada para baixo.

a>0 a<0

Figura 61

2º passo: calcular os zeros ou raízes da função:

Calcule ∆ = b2 – 4ac e analise o resultado: se ∆ > 0, a função admite duas raízes reais e diferentes,
que podem ser obtidas pelas fórmulas:

−b + ∆ −b − ∆
x’ = x" =
2a 2a

Porém, se ∆>0, a parábola intercepta o eixo x (horizontal) em dois pontos diferentes (x’ e x”):

a>0 a<0

x’ x”

x’ x”

Figura 62

75
Unidade II

Se ∆ = 0, a função admite duas raízes reais e iguais que podem ser obtidas pela fórmula:

b
x = x’ = x" = −
2a

Além disso, se ∆ = 0, a parábola intercepta o eixo x (horizontal) em um único ponto (x’ = x”).
Observe:

a>0 a<0
x’ = x”

x’ = x”
Figura 63

Por fim, se ∆ < 0, a função não admite raízes reais e a parábola nunca interceptará o eixo x
(horizontal).

a>0 a<0

Figura 64

3o passo: calcular o vértice da parábola:

b
xv = −
2a   b ∆
 ⇒ V  − , − 
∆ 2a 4a
yv = − 
4a 

76
Matemática

4o passo: calcular o ponto que intercepta o eixo y (vertical). Para isso, calcule o valor de y para x = 0:

y = ax2 + bx + c, fazendo x = 0, temos que:

y = a.02 + b.0 + c

y=c

O ponto que intercepta o eixo y é (0, c).

Verifique a seguir alguns exemplos:

Exemplo 01:

Construa o gráfico da função f(x) = x2 – 4x – 5:

a=1 b = (–4) c = (–5)

1º passo: análise do coeficiente a:

Como a = 1 > 0, o gráfico é uma parábola com a concavidade voltada para cima.

2º passo: calcular os zeros ou raízes da função:

∆ = b2 –4ac = (–4)2 –4.1.(–5) = 16 + 20 = 36

Como ∆ = 36 > 0, a função admite duas raízes reais e diferentes, calculadas a seguir:

−b + ∆ − ( −4 ) + 36 4 + 6 10
x’ = = = = =5
2a 2. 1 2 2

−b − ∆ − ( −4 ) − 36 4 − 6 −2
x" = = = = = −1
2a 2. 1 2 2

Portanto, a parábola intercepta o eixo x nos pontos ‑1 e 5.

3º passo: calcular o vértice da parábola:

b ( −4 ) 4 
xv = −  x v = − = =2 
2a   b ∆ 2.1 2 
 ⇒ V  − , −  →  ⇒ V (2, −9)
∆ 2a 4a 36 36
yv = − y v = − = − = −9

4a  4.1 4 

77
Unidade II

4º passo: obter o ponto que o gráfico intercepta no eixo y. Para isso, calcule o valor de y para x = 0. Assim:

O ponto que intercepta o eixo y é (0, –5)

5º passo: colocar todos os pontos no diagrama cartesiano e traçar o gráfico:

1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0


–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

–5,0

–6,0

–7,0

–8,0

–9,0

Figura 65

Exemplo 02:

Construa o gráfico da função f (x) = –x2 + 6x –9:

a = (–1) b = 6 c = (–9)

1º passo: análise do coeficiente a:

Como a = –1 < 0, o gráfico é uma parábola com a concavidade voltada para baixo.

2º passo: calcular os zeros ou raízes da função:

∆ = b2 – 4ac = (6)2 –4.(–1).(–9) = 36 –36 = 0

78
Matemática

Como ∆ = 0, a função admite duas raízes reais e iguais, calculadas a seguir:


−6 −6
x = x’ = x" = = =3
2. ( −1) −2
Portanto, a parábola intercepta o eixo x no ponto 3.

3º passo: calcular o vértice da parábola:

b 6 −6 
xv = − xv = − = =3 

2a   b ∆ 2.( −1) −2 
 ⇒ V  − , −  →  ⇒ V (3, 0)
∆ 2a 4a 0 0
yv = − yv = − =− = 0
4a  4.( −1) −4 

4º passo: obter o ponto que o gráfico intercepta no eixo y. Para isso, calcule o valor de y para x = 0. Assim:

O ponto que intercepta o eixo y é (0, –9)

5o passo: colocar todos os pontos no diagrama cartesiano e traçar o gráfico:

1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0


–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

–5,0

–6,0

–7,0

–8,0

–9,0

Figura 66

79
Unidade II

Exemplo 03:

Construa o gráfico da função f(x) = x2 + 2x + 3:

a=1 b=2 c=3

1º passo: análise do coeficiente a:

Como a = 1 > 0, o gráfico é uma parábola com a concavidade voltada para cima.

2º passo: calcular os zeros ou raízes da função:

∆ = b2 –4ac = (2)2 –4.1.(3) = 4 –12 = –8

Como ∆ = –8 < 0, a função não admite raízes reais, portanto, não intercepta nem toca o eixo x.

3º passo: calcular o vértice da parábola:

b 2 
xv = −  x v = − = −1
2a   b ∆ 2. 1 
 ⇒ V  − , −  →  ⇒ V ( −12
, )
∆ 2a 4a ( −8) 
yv = − yv = − =2
4a  4.1 

4º passo: obter o ponto que o gráfico intercepta no eixo y. Para isso, calcule o valor de y para
x = 0. Assim:

O ponto que intercepta o eixo y é (0,3)

5º passo: colocar todos os pontos no diagrama cartesiano e traçar o gráfico:

80
Matemática

8,0

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0

Figura 67

5.5.1 Ponto de intersecção: reta e parábola

Ao determinar e representar um ponto de intersecção entre retas e parábolas num mesmo sistema
de coordenadas, temos, por exemplo, o seguinte sistema de equações:

y = −2x + 5
 2
y = − x + 4 x + 4

Façamos os gráficos das duas funções em um mesmo sistema de coordenadas e apontemos o ponto
de intersecção entre elas.

1º passo: obter os pontos que a função y = ‑2x + 5 intercepta nos eixos x e y:

para x = 0, temos:

y = –2.0 + 5 = 5

Portanto, P1 = (0;5).

81
Unidade II

para y = 0 temos:

0 = –2x + 5

2x = 5

5
⇒x= = 2, 5
2

Portanto, P2 = (2,5;0).

2º passo: obter os pontos necessários para traçar o gráfico da função y = ‑x2 + 4x + 4:

a = (–1) b = 4 c = 4

Como a = –1 < 0, o gráfico é uma parábola com a concavidade voltada para baixo.

Façamos o cálculo dos zeros ou raízes da função:

∆ = b2 –4ac = (4)2 –4.(–1).4 = 16 + 16 = 32

Como ∆ = 32 > 0, a função admite duas raízes reais e diferentes, calculadas a seguir:

− (4 ) + 32 −4 + 5, 66 1, 66
x’ = = = = −0, 83
2. ( −1) −2 −2

− (4 ) − 32 −4 − 5, 66 −9, 66
x" = = = = −4, 83
2. ( −1) −2 −2

A parábola intercepta o eixo horizontal (eixo x) em dois pontos diferentes: ‑0,83 e 4,83.

Calculemos o vértice da parábola:

 b ∆  (4 ) 32 
V  − ,−  =  − ,− = (2, 8)
 2a 4a  2. ( −1) 4. ( −1) 

Logo, os pontos de interceptação no eixo y são: (0, c) = (0,4).

3º passo: obter o ponto de intersecção. Para isso, é preciso igualar as duas equações:

82
Matemática

–x2 + 4x + 4 = –2x = 5

–x2 + 4x + 4 + 2x –5 = 0

–x2 + 6x –1 = 0

Calculemos as raízes da função:

∆ = b2 –4ac = (6)2 –4.(–1).(–1) = 36 – 4 = 32

Como ∆ = 32 > 0, a função admite duas raízes reais e diferentes:

−6−+6(4+)32 − 3232−6−+6−5+4, 66 5, 66−0−, 35


5−, 66 0−, 35
9, 66
xx"’ x=’ === = = = = 0=,17 = −4, 83
0,17
2. (2−2. (1. (−)−11) ) −2−2−2 −2−2−2

−6 − 32 −6 − 5, 66 −1166
,
x" = = = = 5, 83
2. ( −1) −2 −2

Para achar o valor de y, é necessário substituir x em uma das equações:

y’ = 2x’ + 5

y’ = 2.(0,17) + 5 = 4,66

y” = – 2x” + 5

y” = –2(5,83) + 5 = 6,66

Portanto, os pontos de intersecção entre a reta e a parábola são (0,17;4,66) e (5,83;‑6,66).

4º passo: traçar a reta, a parábola e o ponto de interseção em um mesmo sistema de coordenadas:

83
Unidade II

8,0

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0


–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

–5,0

–6,0

-7,0

Figura 68

5.6 Equação exponencial

Uma equação exponencial é aquela que apresenta a incógnita no expoente em pelo menos
uma potência da expressão. Para resolver uma equação exponencial, é necessário reduzir
ambos os lados da equação a potências de mesma base a (a > 0 e a ≠ 1 ) e aplicar a seguinte
propriedade:

ax = ax → x1 = x2
1 2

84
Matemática

Veja alguns exemplos:

Exemplo 01:
2x = 23

x=3

S = {3}

Exemplo 02:
2x = 16

2x = 24

x=4

S = {4}

Exemplo 03:
42x = 4x+1

2x = x + 1

2x – x = 1

x=1

S = {1}

Exemplo 04:
x
 1
  = 81
3

(3–1)x = 34

3–x=34

x = –4

S = {–4}

85
Unidade II

Exemplo 05:

( 2)
x
= 64
x
 1111 xxx
66
2222222 ===22266
 
 
x
=6
2
x = 12

S = {12}

Exemplo 06:
(3x)x+1 = 729
2
3x + x = 36

x2 + x = 6

x2 + x – 6 = 0

Ao resolver a equação, obtemos as raízes: x = –3 ou x = 2, S = {2, –3}.

Exemplo 07:
22x+1.43x+1 = 8x–1

22x+1.(22)3x+1 = (23)x–1

22x+1.26x+2 = 23x–3

28x+3 = 23x–3

8x + 3 = 3x –3

6
x=−
5

 6
S = −  .
 5

86
Matemática

5.7 Função exponencial

Uma função exponencial é toda função f de R em R dada pela regra f(x)=ax, onde a é um número
real positivo e diferente de 1.

Assim, as propriedades das funções exponenciais são:

1º caso: função exponencial com base maior que 1 (a > 1):

Observe o gráfico da função y = 2x, ilustrado a seguir:

11,0

10,0

9,0

8,0

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0

Figura 69

Verifique que:

• como y = ax > 0, ou seja, y > 0 para todo x, o gráfico de y = ax estará localizado no 1º e no 2º


quadrantes;

87
Unidade II

• o eixo x é assíntota horizontal, uma vez que, quando x diminui, y se aproxima de zero;

• a função y = ax intercepta o eixo y no ponto (0;1);

• a função y = ax, para a > 1, é crescente, uma vez que x1 > x2 → ax1 > ax2.

A seguir, é apresentado o gráfico da função y = 2‑x. Essa função é semelhante à função y = 2x. A
diferença entre elas é o expoente negativo.

13,0

12,0

11,0

10,0

9,0

8,0

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0

Figura 70

Note que o gráfico da função y = 2‑x é obtido por meio do espelhamento no eixo y do gráfico da
função y = 2x.

2º caso: função exponencial com base entre 0 e 1 (0 < a < 1):

88
Matemática

x
Observe o gráfico da função y =   , ilustrado a seguir:
1
 2

11,0

10,0

9,0

8,0

7,0

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0

Figura 71

Verifique que:

• como y = ax > 0, ou seja, y > 0 para todo x, o gráfico de y = ax está no 1º e no 2º quadrantes;

• o eixo x é assíntota horizontal, uma vez que, quando x aumenta, y se aproxima de zero;

• a função y = ax intercepta o eixo y no ponto (0;1);

• a função y = ax, para 0 < a < 1, é decrescente, uma vez que x1 > x2 → ax1 < ax2.

89
Unidade II

Desse modo, podemos considerar algumas conclusões importantes:

• em ambos os casos, o eixo x é assíntota horizontal;

• o gráfico corta o eixo y no ponto (0;1);

• para a > 1, temos uma função exponencial crescente e, para 0 < a < 1, temos uma função
exponencial decrescente.

Verifique outros exemplos:

Na ilustração a seguir, encontra‑se o gráfico da função y = ‑2x. O que ocorrerá se a função exponencial
com base maior que 1 (a > 1) for multiplicada por um número negativo?

1,0

–6,0 –5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0
–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

–5,0

–6,0

–7,0

–8,0

–9,0

–10,0

–11,0

–12,0

Figura 72

90
Matemática

Verifique que:

• como y = ‑ax < 0, ou seja, y < 0 para todo x, então o gráfico de y = ‑ax está localizado no 3º e no
4º quadrantes;

• o eixo x é assíntota horizontal, uma vez que, quando x diminui, y se aproxima de zero;

• a função y = ‑ax intercepta o eixo y no ponto (0;‑1);

• a função y = ‑ax para a > 1 é decrescente, uma vez que x1 > x2 → ax1 < ax2.

x
Na ilustração a seguir, encontra‑se o gráfico da função y = −   . Observe o que acontece se a
1
 2
função exponencial com base entre 0 e 1 (0 < a < 1) for multiplicada por um número negativo.

1,0

–6,0 –5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

–5,0

–6,0

–7,0

–8,0

–9,0

–10,0

–11,0

–12,0

Figura 73

91
Unidade II

Verifique que:

• como y = ‑ax < 0, ou seja, y < 0 para todo x, o gráfico de y = ‑ax se localizará no 3º e no 4º
quadrantes;

• o eixo x é assíntota horizontal, uma vez que, quando x diminui, y se aproxima de zero;

• a função y = ‑ax intercepta o eixo y no ponto (0;‑1);

• a função y = ‑ax, para 0 < a < 1, é crescente, uma vez que x1 > x2 → ax1 > ax2.

5.7.1 Crescimento exponencial

Se uma grandeza com valor inicial y0 crescer a uma taxa constante k, após um tempo x ela será
expressa pela seguinte fórmula:

y = y0(1+k)x

Para isso, é necessário que k e x sejam medidos na mesma unidade.

Por exemplo, daqui a 10 anos, qual será o número aproximado de habitantes de uma cidade que hoje
tem 10.000 habitantes e cresce a uma taxa de 5% ao ano?

Para a resolução, adote:

• y =? (número de habitantes daqui a 10 anos);

• yo = 10.000 (número de habitantes que a cidade tem hoje);

• k = 5% = 0,05 (taxa de crescimento anual);

• x = 10 (período em anos).

Ao substituir os dados na fórmula y = y0(1+k)x, temos:

y = 10000 (1 + 0,05)10

y = 10000 (1,05)10

y = 10000.1,629

y = 16290

Assim, essa cidade terá aproximadamente 16.300 habitantes daqui a 10 anos.


92
Matemática

5.8 Logaritmos

A expressão a seguir é chamada de logaritmo de b na base a:

loga b = x ⇔ ax = b, a e b ∈ R+

No caso, a e b são números reais positivos, com a ≠ 1.

Assim, na expressão loga b = x, temos:

• a é base do logaritmo;

• b é o logaritmando;

• x é o logaritmo.

Observação

A expressão loge x = lnx indica o logaritmo neperiano ou logaritmo


natural, onde e é um número irracional aproximadamente igual a
2,718281828459045... (número de Euler).

Observe os exemplos a seguir:

log2 8 = 3, pois 23 = 8

log3 9 = 2, pois 32 = 9

1 1
log2 = −2
, pois 2−2 =
4 4

log5 5 = 1, pois 51 = 5

log4 1 = 0, pois 40 = 1

1 1
log3 3 = , pois 2
2 3 = 3
−3
log 1 8 = −3  1
, pois  2  =8
2

log0,5 0,25 = 2 pois (0,5)2 = 0,25

93
Unidade II

As propriedades dos logaritmos são:

• o logaritmo de 1 em qualquer base a é igual a 0: loga 1 = 0, pois a0 = 1;

• o logaritmo da própria base, qualquer que seja ela, é igual a 1: loga a = 1, pois a1 = a;
log b
• a potência de base a e expoente loga b é igual a b: a a = b ;

• produto: loga (b . c) = loga b + loga c. Por exemplo:

log2 6 = log2 (2 . 3) = log2 2 + log2 3 = 1 + log2 3

log4 30 = log4 (2 . 3 . 5) = log4 2 + log4 3 + log4 5


b
• quociente: loga = loga b − loga c . Por exemplo:
c
2
log10 = log10 2 − log10 3
3
1
log2 = log2 1 − log2 5 = − log2 5
5

• potência: loga br = r . loga b. Por exemplo:

log5 23 = 3 . log5 2

1
log10 2 = log10 2 2 .log10 2

1
log2 = log2 3−3 = −3.log2 3
27
log b
• mudança de base: loga b = 0 . Por exemplo:
log0 a
log10 3 0, 4771
log2 3 = = ≅ 1, 59
• log10 2 0, 3010

log10 7 0, 8451
• log1000 7 = ≅ 0, 28
log10 1000 3

Assim, a partir do exposto, vejamos a aplicação dos conceitos no exemplo a seguir:

Uma cidade tem 10.000 habitantes e cresce a uma taxa de 5% ao ano. Daqui a quantos anos aproximadamente
essa cidade terá 20.000 habitantes, ou seja, o dobro do que tem hoje? (Dado: log1,05 2 ≅ 14,2067).
94
Matemática

Para a resolução, adote:

• y = 20.000 (número de habitantes daqui a 10 anos);

• yo = 10.000 (número de habitantes hoje);

• k = 5% = 0,05 (taxa de crescimento anual);

• x = ? (período em anos).

Ao substituir os dados na fórmula y=y0(1 + k)x, temos:

20000 = 10000 (1 + 0,05)x

20000
= (1, 05)
x
10000

2=(1,05)x

Usando loga b = x ⇔ ax = b, temos:

2 = (1,05)x ⇔ log1,05 2 = x

Usando a informação dada no enunciado, obtemos que x é aproximadamente 14,2.

Portanto, a cidade terá o dobro de habitantes daqui a aproximadamente 15 anos.

5.9 Função logarítmica

A função logarítmica de base a é uma função de R*+ em R dada pela regra f(x) = loga x, com a sendo
um número real (0 < a ≠1). Exemplos: y = log2 x, y = log10 x, log0,5 x etc.

As características das funções logarítmicas são:

• domínio: conjunto dos números reais não negativos;

• interceptos: a intersecção com o eixo x é o ponto (1;0);

• não intercepta o eixo y.

Observe os gráficos das funções f1 ( x ) = log2 x, f2 ( x ) = log 1 x, f3 ( x ) = − log2 x e f4 ( x ) = − log 1 x ,


ilustrados a seguir: 2 2

95
Unidade II

4,0

3,0

2,0
f1(x) = log2 x
1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0
–1,0

–2,0

–3,0

Figura 74

4,0

3,0

2,0
f2 ( x ) = log 1 x
2
1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0
–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

Figura 75

96
Matemática

5,0

4,0
f3(x) = –log2 x
3,0

2,0

1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 16,0
–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

–5,0

Figura 76

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0 15,0 16,0
–1,0

–2,0
f4 ( x ) = −log 1 x
–3,0 2

–4,0

–5,0

Figura 77

A partir da função f(x) = b . loga x, onde b é um número real, as propriedades das funções logarítmicas,
por sua vez, são:

97
Unidade II

• se a > 1 e b > 0, a função logarítmica é crescente;

• se a > 1 e b < 0, a função logarítmica é decrescente;

• se 0 < a < 1 e b > 0, a função logarítmica é decrescente;

• se 0 < a < 1 e b < 0, a função logarítmica é crescente.

5.10 Outras funções

5.10.1 Função polinomial

Uma função de grau n é denominada função polinomial se f(x) = a0xn + a1xn–1 + a2xn–2 + ... + an–1x1 + an,
em que a0, a1, a2, ... , an são todos números reais com a0 ≠ 0.

Alguns exemplos de funções polinomiais:

• f(x) = 5: função constante;

• f(x) = x + 3: função de 1º grau ou linear;

• f(x) = x2 –5x + 6: função de 2º grau ou quadrática;

• f(x) = 2x3 + x2 – 3x + 7: função de 3º grau ou cúbica;

• f(x) = x4 + 3x2 –2x: função de 4º grau;

• f(x) = –7x5 + x3 – x + 4: função de 5º grau e assim por diante.

5.10.2 Função racional

Função racional é toda função expressa por um quociente de dois polinômios, com denominador
não nulo. O domínio da função racional são todos os valores de x tais que Q(x) ≠ 0. Assim, com P(x) e
Q(x) sendo polinômios e com Q(x) ≠ 0:

P (x )
f (x ) =
Q (x)

Veja alguns exemplos de funções racionais:

f (x ) =
( x − 3)2
x 2 + 2x + 9

98
Matemática

x −2
f (x ) =
x+2

1
f (x ) =
x −3

Dentre as funções racionais, há um caso importante, que é a função hipérbole  f ( x ) =


1
  , ilustrada
a seguir: x

6,0

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

–6,0 –5,0 –4,0 –3,0 –2,0 –1,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
–1,0

–2,0

–3,0

–4,0

–5,0

Figura 78 – Função hipérbole

As propriedades da função hipérbole são:

• o domínio são os reais, exceto o zero;


 1
• quando x se aproxima de zero  f ( x ) =  , tende ao infinito.
 x
6 Sistema de equações

6.1 Introdução

Chama‑se sistema de equações um conjunto de equações com duas ou mais incógnitas. Para sua
resolução, há diversos métodos, sendo o método de substituição e o de adição os mais comuns.
99
Unidade II

6.2 Identificando um sistema de equações

a1x + b1y = z
Todo sistema de equações do tipo  é denominado sistema linear de duas equações
a2x + b2y = w
de m x n (lê‑se: m por n) com conjunto solução S de m equações e n incógnitas, onde m e n são números
inteiros positivos. Veja alguns exemplos:

• x + 4 y = 1 é um sistema linear com duas equações e duas incógnitas;



3x − y = 2

2x + y − 2z = 0
• x − y + z = 0 é um sistema linear com três equações e três incógnitas;
2x + y − 5z = 0

2x + y + z + 4w = 1
•  é um sistema linear com duas equações e quatro incógnitas.
 x − y − 3z + 2w = 7

A solução de um sistema é expressa por uma sequência ordenada (x1, x2, ... xn). Por exemplo, a solução
x+y=5
do sistema  é o par ordenado (4;1), pois, ao substituir as incógnitas pelos valores em questão,
 x − y = 3
as equações do sistema são verdadeiras. Assim, substituindo x = 4 e y = 1, temos:

x + y = 5 4 + 1 = 5
 ⇒
x − y = 3 4 − 1 = 3
Ou seja, o par ordenado (4;1) satisfaz as duas equações do sistema.

x + y + z = 10

Já a solução do sistema x − y + z = 4 é a tripla ordenada (5;3;2) pois, substituindo x = 5, y = 3 e
z = 2, temos: x − y − z = 0

x + y + z = 10 5 + 3 + 2 = 10
 
x − y + z = 4 ⇒ 5 − 3 + 2 = 4
x − y − z = 0 5 − 3 − 2 = 0
 
Dessa forma, a tripla ordenada (5;3;2) satisfaz as três equações do sistema.

Quando dois sistemas possuem o mesmo conjunto solução, são denominados equivalentes. Exemplo:
x + y = 10 3x + 2y = 26
 e 
x − y = 2 2x − 5y = −8
100
Matemática

O conjunto solução desses dois sistemas é o par ordenado (6;4), portanto, eles são sistemas
equivalentes.

6.3 Classificação dos sistemas

A classificação de um sistema está relacionada ao número de soluções que ele possui.

Um sistema pode ser possível ou impossível, ou seja, se tiver solução, é possível, caso contrário, é
impossível.

Se o sistema for possível e existir apenas uma solução, ele é determinado. Se ele for possível e existir
mais de uma solução, é indeterminado. Veja a seguir:

Determinado (SPD: sistema possível e


determinado)
Conjunto solução unitário

Possível

Indeterminado (SPI: sistema possível


Sistema e indeterminado)
Conjunto solução infinito

Impossível (SI: sistema


impossível)
Conjunto solução vazio

Figura 79

Considere os exemplos a seguir para exemplificar o que foi ilustrado anteriormente:

−x + y = 5
1º: O par ordenado (1;6) é a única solução do sistema  . Logo, ele é um sistema possível
e determinado (SPD). 3x − y = −3

5x − 5y + 5z = 10
2º: O sistema  apresenta infinitas soluções, como, por exemplo: (1;1;2), (0;2;4),
x − y + z = 2
(1;0;1) etc. Consequentemente, ele é um sistema possível e indeterminado (SPI).

x − y = −3
3º: O sistema  não apresenta solução alguma, assim, ele é um sistema impossível (SI).
x − y = 5

101
Unidade II

6.4 Solução do sistema

Como mencionamos, existem vários métodos utilizados para solucionar um sistema de equações.

As equações a seguir formam um sistema de duas equações e duas incógnitas. Nosso objetivo é
encontrar um par ordenado (x,y) de números reais que satisfaça as duas equações simultaneamente.

10x + y = 11

5x − 3y = 2

Iremos resolver esse sistema primeiramente pelo método da adição.

1º passo: multiplicar a segunda equação por (‑2). A ideia é gerar um termo que, ao ser somado com
o correspondente da outra equação, resulte em zero:

10x + y = 11 10x + y = 11
 x ( −2 )
uuuuuuuuur  −10x + 6 y = −4
5x − 3y = 2 

2º passo: somar as duas equações:

10x + y = 11

 −10x + 6 y = −4
7y = 7

3º passo: resolver a equação obtida a partir da soma:

7
y= =1
7

4º passo: retornar ao sistema original e substituir o valor de y por 1 em uma das equações, para
encontrar x:

10x + y=11
10x + 1 = 11
10x = 11–1
10
x = =1
10

A conclusão a que chegamos é que x = 1 e y = 1 e, portanto, a solução do sistema é o par


ordenado (1;1).

102
Matemática

Agora, iremos resolver o mesmo sistema de equação usando o método da substituição:

1° passo: escolher uma das equações do sistema e isolar o y ou o x. No exemplo, a equação escolhida
foi a primeira e a incógnita isolada será o y:

10x + y = 11

 −10x + 6 y = −4
10x + y = 11
y = 11 –10x

2° passo: substituir o resultado na outra equação. No exemplo, o y será substituído na segunda


equação:

–10x + 6y = –4
–10x + 6(11–10x) = –4
–10x + 66 – 60x = –4
–10x – 60x = –4 –66
–70x = – 70
70x = 70
70
x= =1
70

3° passo: retornar à equação do 1° passo e substituir o valor encontrado no 2° passo:

y=11–10x
y=11–10.1=11–10=1

A conclusão a que chegamos é a mesma, ou seja, x = 1 e y = 1 e, portanto, a solução do sistema é o


par ordenado (1;1).

Resolvendo sistemas usando a regra de Cramer

1° passo: calcular o determinante da matriz dos coeficientes, que chamaremos de D:

10 1
D= = 10. ( 3) − (1.5) = −30 − 5 = −35
5 −3

2° passo: verificar se a regra de Cramer pode ser aplicada:

• se D ≠ 0, podemos prosseguir usando a regra de Cramer, pois o sistema é possível e determinado (SPD);

• se D = 0, não se aplica a regra de Cramer.

103
Unidade II

3° passo: aplicar a regra de Cramer:

Para cada incógnita que se quer determinar, calcula‑se um novo determinante, que é o da matriz
obtida, substituindo‑se, na matriz dos coeficientes, a coluna dos coeficientes da incógnita a ser
determinada pela coluna dos termos independentes. Veja:

11 1
Dx (para det er min ar x ) = = 11. ( −3) − (1.2) = −33 − 2 = −35
2 −3

10 11
Dy (para det er min ar y ) = = 10. (2) − (11. (5)) = 20 − 55 = −35
5 2

O valor de cada incógnita é quociente (razão ou divisão) de cada um desses determinantes por D:

Dx −35
x= = =1
D −35

Dy −35
y= = =1
D −35

Assim, novamente, a solução do sistema é o par ordenado (1;1).

7 Regra de três simples e composta

7.1 Introdução

Grandeza é tudo que pode ser medido ou quantificado, como massa, volume, capacidade, velocidade,
tempo etc. Uma grandeza está sempre relacionada com alguma unidade: metro, quilo, horas etc.

7.2 Grandezas diretamente proporcionais

Duas grandezas são consideradas diretamente proporcionais quando, ao dobrarmos uma delas, a outra
também dobra; ao triplicamos uma delas, a outra também triplica e assim sucessivamente. Um exemplo:

Tabela 01

Quitanda do Sr. Manoel


Preço do abacaxi
em unidades em reais
1 2,50
2 5,00
3 7,50
10 25,00

104
Matemática

Nesse exemplo, duas grandezas estão associadas: quantidade e preço. Observe que:

• ao dobrar a quantidade de abacaxis, o valor a ser pago também dobra;

• ao triplicar a quantidade de abacaxis, o valor a ser pago também triplica.

Logo, as grandezas expostas na tabela de quantidade e preço são diretamente proporcionais.

Toda grandeza proporcional está associada a uma razão de proporcionalidade que se mantém
constante em todas as relações das grandezas. Verifique os exemplos a seguir:

1 abacaxi $2, 50
= = 0, 5
2 abacaxis $5, 00

2 abacaxis $5, 00
= = 0, 67
3 abacaxis $7, 50

2 abacaxis $5, 00
= = 0, 2
10 abacaxis $25, 0

7.3 Grandezas inversamente proporcionais

Duas grandezas são consideradas inversamente proporcionais quando, ao dobrarmos uma delas,
a outra se reduz pela metade; ao triplicamos uma delas, a outra se reduz a uma terça parte e assim
sucessivamente. Um exemplo: todas as sextas‑feiras, Antonio, um homem muito caridoso, distribui pães
aos moradores de rua do centro de São Paulo no início da noite. Ele sempre leva 120 pães para serem
distribuídos. Ao chegar ao local, ele verifica o número de pessoas e divide os pães igualmente entre eles.
Na tabela a seguir, podemos verificar a quantidade de pães que cada pessoa recebe:

Tabela 02

Quantidade Quantidade de
de pessoas pães por pessoa
10 12
20 6
30 4

Nesse exemplo, duas grandezas estão associadas: pessoas e pães. Observe que:

• ao dobrar a quantidade de pessoas, a quantidade de pães por pessoa cai pela metade;

• ao triplicar a quantidade de pessoas, a quantidade de pães por pessoa cai para a terça parte.

105
Unidade II

Portanto, as grandezas pessoas e pães são inversamente proporcionais, veja o exemplo a seguir:

10 pessoas 1 ã
12 paes 2
= que é o inverso de =
20 pessoas 2 6 paes
ã 1

10 pessoas 1 12 paes
ã 3
= que é o inverso de =
30 pessoas 3 ã
4 paes 1

20 pessoas 2 6 paes
ã 3
= que é o inverso de =
30 pessoas 3 ã
4 paes 2

7.4 Regra de três simples

A regra de três simples possibilita relacionar duas grandezas diretamente ou inversamente


proporcionais. A ideia principal dessa regra é, a partir de uma relação, obter um dos valores com base
em três valores já conhecidos. Vejamos alguns exemplos:

Exemplo 01:

Na quitanda do Sr. Manoel, três quilos de batata custam R$ 5,00. Assim, quanto custaria 6,5 quilos
de batata?

3,0 quilos ⇒ R$ 5,00


6,5 quilos ⇒ x

Note que as grandezas são diretamente proporcionais e, assim, ao transferir a relação para a notação
de razão, temos que:

3 5
=
6, 5 x
3x = 5.6,50
32, 5
x=
3
x=10,83

Desse modo, 6,5 quilos de batatas na quitanda do Sr. Manoel custam R$ 10,83.

106
Matemática

Lembrete

As setas representam o sentido da proporcionalidade: setas de


mesmo sentido indicam que as relações são diretamente proporcionais
e setas de sentido contrário indicam que as relações são inversamente
proporcionais.

Exemplo 02:

O professor Isaac ministra aulas de matemática e adora seus alunos. Para incentivá‑los,
costuma distribuir de vez em quando bombons aos alunos que realizam as tarefas de casa. Em
sua última aula, o professor levou 24 bombons para distribuir igualmente entre seus alunos.
Ao chegar à sala de aula, ele constatou que apenas três alunos realizaram toda a tarefa de
casa.

Nesse caso, cada aluno receberia oito bombons, no entanto, o professor mudou de ideia e resolveu
dividir os bombons também para os três alunos que fizeram a metade da tarefa. Assim, quantos bombons
cada aluno receberá?

8 bombons ⇒ 3 alunos
x ⇒ 6 alunos

Note que as grandezas são inversamente proporcionais e, assim, ao transferir a relação para a notação
de razão, temos que:

8 6
=
x 3
6 x = 8. 3
24
x=
6
x=4

Logo, cada aluno receberá quatro bombons.

7.5 Regra de três composta

A regra de três composta possibilita relacionar mais do que duas grandezas diretamente ou
inversamente proporcionais. Vejamos alguns exemplos:

107
Unidade II

Exemplo 01:

Na padaria onde o Sr. Antonio compra pães para doar nas noites de sexta‑feira, trabalham 8 homens
que produzem 300 pães em 6 horas. Nos meses de julho de cada ano, 3 desses funcionários recebem
férias, assim, trabalham apenas 5 homens na padaria. Dessa forma, quantos pães são produzidos em 10
horas no mês de julho?

6 horas ⇒ 300 pães ⇒ 8 homens


10 horas ⇒ x ⇒ 5 homens

Observe:

• as grandezas horas e pães são diretamente proporcionais, já que, ao aumentar o número de horas,
aumenta‑se o número de pães produzidos;

• as grandezas homens e pães também são diretamente proporcionais, já que, ao aumentar o


número de homens, aumenta‑se o número de pães produzidos.

Como as grandezas são diretamente proporcionais, vamos transferir a relação para a notação de
razão:

300 6 8
= .
x 10 5
300 48
=
x 50
48x = 300.50
15000
x= = 312, 5
48

Portanto, no mês de julho, os cinco homens produzirão aproximadamente 313 pães em dez
horas.

Exemplo 02:

Em uma certa marcenaria, sabe‑se que 3 marceneiros fabricam 2 mesas em 11 dias. Assim, quantos
dias levarão para 5 marceneiros fabricarem 4 mesas?

2 mesas ⇒ 11 dias ⇒ 3 marceneiros


4 mesas ⇒ x ⇒ 5 marceneiros

108
Matemática

Observe que:

• as grandezas mesas e dias são diretamente proporcionais, já que, ao aumentar o número de


meses, leva‑se mais dias para fabricá‑las;
• as grandezas marceneiros e dias são inversamente proporcionais, já que, ao aumentar o número
de marceneiros, diminui‑se o número de dias para fabricar as mesas.

Assim, temos uma mistura de grandezas diretamente e inversamente proporcionais. Transferindo a


relação para a notação de razão, temos:

11 2 5
= .
x 4 3
11 10
=
x 12
10x = 11.12
132
x= = 13, 2
10
Assim, os 5 marceneiros levarão aproximadamente 13 dias para fabricar 4 mesas.

Saiba mais

Para saber mais sobre a regra de três simples e a regra de três composta,
visite <http://www.portalmatematico.com/regradetres.shtml>.

8 Porcentagem

8.1 Porcentagens ou taxas percentuais

Porcentagem ou percentagem é qualquer razão centesimal, ou seja, é uma fração cujo denominador é 100.

As porcentagens podem ser expressas de duas maneiras: na forma de fração com denominador 100
(percentual) ou na forma decimal. A ilustração a seguir representa a transformação da forma percentual
para a unitária e vice‑versa.
÷ 100

Forma percentual Forma unitária

× 100

Figura 80

109
Unidade II

Observação

O símbolo % indica que o valor está sendo dividido por 100.

A passagem da forma percentual para a unitária (ou decimal) é feita como demonstrado a seguir:

30
• 30% = = 0,30;
100

• 4% = 4 = 0,04;
100
1
• 10% = = 0,01;
100
15
• 115% = = 1,15;
100
135
• 135% = = 1,35;
100
27, 9
• 27,9 % = = 0,279.
100
A passagem da forma unitária para a percentual, por sua vez, é como segue:

• 0,30 x 100 = 30%;

• 0,04 x 100 = 4%;

• 0,01 x 100 =10%;

• 1,15 x 100 =115%;

• 1,35 x 100 =135%;

• 0,279 x 100 = 27,9%.

Exemplo 01:

Quanto é 15,5% de R$ 2.500,00?

15, 5
15,5% de R$ 2500,00 = 2500 . = 387,5
100

110
Matemática

Resposta: 15,5% de R$ 2.500,00 é R$ 387,50.

Exemplo 02:

Um produto vendido no valor de R$ 2.500,00 sofre um acréscimo de 15,5%. Qual é o valor final do
produto?

15, 5
15,5% de R$ 2500,00 = 2500 . = 387,5
100
Acrescentar 15,5% em R$ 2.500,00: 2.500 + 387,5 = R$ 2.887,50.

Resposta: o valor final do produto é R$ 2.887,50.

Exemplo 03:

Um produto vendido no valor de R$ 2.500,00 sofre um desconto de 15,5%. Qual é o valor final do
produto?

15, 5
15,5% de R$ 2500,00 = 2500 . = 387,5
100
Descontar 15,5% em R$ 2.500,00: 2.500 – 387,5 = R$ 2.112,50.

Resposta: o valor final do produto é R$ 2.112,50.

Exemplo 04:

Num lote de 85 lâmpadas, 13 delas apresentaram defeito. A razão entre o número de lâmpadas
defeituosas e o total de lâmpadas é dada por:

13 14, 94
= 0,1494 = 14, 94% =
87 100

O que significaria se o lote tivesse 100 lâmpadas e aproximadamente 15 delas estivessem com defeito?

O número 14, 94 é a taxa percentual de lâmpadas defeituosas.


100

8.2 Fator multiplicativo

A fórmula geral do fator multiplicado é expressa por:

• fator multiplicativo de aumento: valor . (1 + p);

111
Unidade II

• fator multiplicativo de desconto: valor . (1 – p).

Veja a aplicação do conceito no seguinte exemplo: se uma bolsa, inicialmente vendida a R$ 32,00,
tiver seu preço aumentado em 20%, ela passaria a custar R$ 38,40, como nos mostra os cálculos:

• um aumento de 20% sobre 32 é igual a 0,2.32 = 6,4;

• assim, o novo preço passaria a ser de 32 + 6,4 = 38,4.

Frente ao exposto, poderíamos simplesmente fazer:

32 + 0,2. 32 = 32.(1+0,2) = 32.1,2 = 38,40


preço aumento preço
inicial final

Perceba que o preço inicial foi multiplicado por 1,2. Esse é o fator multiplicativo de aumento.

Poderíamos ainda ter aplicado a fórmula do fator multiplicativo direto:

Valor . (1 + p)
32 . (1+0,2)=32 . 1,2 = 38,4

Assim, se estivéssemos um aumento de:

• 30%: multiplicaríamos o preço original por 1,3;

• 16%: multiplicaríamos o preço original por 1,6;

• 5%: multiplicaríamos o preço original por 1,05.

Se, por outro lado, houvesse uma liquidação na qual fosse anunciado um desconto de 20% sobre o
preço original da bolsa, o cálculo seria:

32 – 0,2. 32 = 32.(1–0,2) = 32.0,8 = 25,60


preço desconto preço
inicial final

Note que o preço inicial foi multiplicado por 0,8. Esse é o fator multiplicativo de desconto.

Também poderíamos ter aplicado a fórmula do fator multiplicativo direto. Veja:

Valor . (1 – p)
32 . (1 – 0,2)=32 . 0,8 = 25,6

112
Matemática

Assim, se tivéssemos um desconto de:

• 30%: multiplicaríamos o preço original por 0,7;

• 16%: multiplicaríamos o preço original por 0,84;

• 5%: multiplicaríamos o preço original por 0,95.

8.3 Taxa percentual de variação

A taxa percentual de variação entre dois valores pode ser calculada usando a seguinte fórmula:

diferença de valores
valor antigo

Nela, a diferença de valores é a subtração do maior valor pelo menor divido pelo valor mais antigo
no tempo. Observe os exemplos a seguir:

Exemplo 01:

Um livro que custava R$ 24,00 passou a custar R$ 30,00. Qual foi a taxa percentual de aumento?

Para efetuarmos esse cálculo:

diferença de valores 30 − 24 6
= = = 0, 24 = 24%
valor antigo 24 24

Portanto, a taxa percentual de aumento foi de 24%.

Exemplo 02:

Após dois meses, o livro que estava custando R$ 30,00 voltou a ser vendido por R$ 24,00. Qual foi
a taxa percentual de desconto?

Para realizarmos esse cálculo:

diferença de valores 30 − 24 6
= = = 0, 2 = 20%
valor antigo 30 30

Desse modo, a taxa percentual de desconto foi de 20%.

113
Unidade II

8.4 Lucro sobre o preço de custo e sobre o preço de venda

A diferença no lucro quando este é calculado sobre o preço de custo e sobre o preço de venda é um
ponto importante a ser observado.

Mas, antes de observarmos essa diferença, vale destacar alguns conceitos preliminares:

• custo é o valor bruto do produto e/ou serviço, ou seja, é o valor do produto sem adicionar qualquer
ganho;

• lucro é o valor adicionado ao valor bruto do produto e ele representa o ganho pela fabricação
e/ou comercialização do produto;

• preço de venda é o valor final do produto a ser oferecido ao consumidor.

preço de venda = custo + lucro

O preço de venda pode ser calculado com um lucro sobre o custo ou sobre o valor de venda. Vejamos
essa diferença a partir do seguinte exemplo: uma loja de equipamentos de informática comprou um
notebook básico por R$ 1.500,00. Se o lucro for de 25% sobre o preço de custo desse equipamento,
por quanto ele deverá ser vendido?

Para realizar esse cálculo, adote: V = C + L, onde V é o preço de venda, C é o preço de custo e L é o
lucro.

Após substituir os valores dados, teremos:

V = C + 25% sobre o custo

V = 1500 + 0,25x1500

V = 1500 + 375 = 1875

Portanto, o preço de venda será de R$ 1.875,00, calculado com base no lucro sobre o custo.

Entretanto, se o lucro for sobre o preço de venda, por quanto o notebook deverá ser vendido?

Nesse caso, temos que o preço de venda será:

V = C + 25% sobre o preço de venda

V = C + 0,25.V

V – 0,25.V = C
114
Matemática

V (1‑ 0,25) = C

V (0,75) = C

C
V=
0, 75

Após substituir os valores dados, teremos:

1500
V= = 2000
0, 75

Portanto, se calculado com base no lucro sobre o preço de venda, este será de R$ 2.000,00.

Note que existe uma diferença de R$ 125 entre os lucros, já que 2000 – 1875 = 125.

Usando as fórmulas a seguir, é possível efetuar esses cálculos diretamente.

Quadro 08

Lucro sobre preço de custo Lucro sobre preço de venda

custo
venda = custo (1 + p%) venda =
(1 − p%)
(p% é a porcentagem de lucro)
(p% é a porcentagem de lucro)

Saiba mais

Para obter mais aplicações do conceito de porcentagem, consulte os livros:

PUCCINI, A. L. Matemática financeira objetiva e aplicada. Rio de Janeiro:


Saraiva, 1998.

SEITER, C. Matemática para o dia a dia. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

Resumo

Nesta unidade, foram apresentados os conceitos de plano cartesiano,


de relações entre conjuntos e de funções.

Relembrando, o plano cartesiano é formado por duas retas reais


perpendiculares, denominadas eixo x e eixo y . O ponto de cruzamento
115
Unidade II

dessas retas é denominado origem dos eixos, pois representa o


início da contagem dos eixos x e y , tendo o número zero (0) como
marcador.

Os eixos x e y dividem o plano em quatro regiões chamadas de


quadrantes, organizadas no sentido anti‑horário e numeradas em ordem
crescente (iniciando em 1).

O produto cartesiano de AxB, por sua vez, é o conjunto de todos os


pares ordenados (x;y) tal que x pertença ao conjunto A e y pertença ao
conjunto B, sendo A e B dois conjuntos não vazios.

Já a relação de A em B é qualquer subconjunto do produto cartesiano


AxB, sendo A e B dois conjuntos não vazios. Em uma relação R de A em B,
um par ordenado (x;y) associa x a y, sendo que y será chamado de imagem
de x em R.

O conceito de função é expresso por uma relação entre dois conjuntos


A e B definida por uma regra de formação f na qual cada elemento de A é
relacionado com apenas um elemento de B.

Assim, função do 1o grau é toda função f: R → R definida pela regra


y  = f(x) = ax + b, com a e b ∈ R, sendo a e b constantes denominadas por
coeficientes da função.

Já a função do 2o grau é toda função f: R → R definida pela regra y =


f(x) = ax2 + bx + c, com a e b ∈ R e a ≠ 0, sendo a, b e c coeficientes da
função.

Existem diversas outras relações do tipo função, como, por exemplo,


a função exponencial, que é toda função f de R em R dada pela regra
f(x) = ax, em que a é um número real positivo e diferente de 1.

Entretanto, um grupo de funções de grande uso são as funções


polinomiais, denominadas pela notação: f(x) = a0xn + a1xn–1 + a2xn–2 + ... +
an–1x1 + an, em que a0, a1, a2, ... , an são números reais com a0 ≠ 0.

Além disso, é importante saber que a função racional se origina das


funções polinomiais. A função racional é toda função expressa por um
quociente de dois polinômios com denominador não nulo.

116
Matemática

Exercícios

Questão 01. No ano de 2005, uma empresa lançou um novo produto no mercado, com produção
inicial de 2000 unidades. A quantidade P de unidades produzidas a partir de 2005 segue a função
P(t)  = 2000 . (0,95)t, sendo que t representa o tempo em anos. Considerando‑se que log(0,5) = –0,30 e
log(0,95) = –0,02, após 2005, a produção será de 1000 unidades no ano de:

A) 2010.

B) 2015.

C) 2020.

D) 2025.

E) 2030.

Resposta correta: alternativa C.

Análise das alternativas:

Considerando‑se que o ano de 2005 é t = 0, fazemos:

P(0) = 2000 (0,95)0 = 2000 . 1 = 2000

O P(0) representa a quantidade de unidades do produto produzida no ano de 2005.

Para sabermos em que ano a quantidade de unidades produzidas será de 1000, fazemos:

1000
P(t) = 2000.(0, 95)t ⇒ 1000 = 2000.(0, 95)t ⇒ = (0, 95)t ⇒ 0, 5 = (0, 95)t
2000

Podemos aplicar a definição de logaritmo em ambos os lados da equação (utilize a dica presente no
enunciado). Logo,

0, 5 = (0, 95)t ⇒ log(0, 5) = log(0, 95)t ⇒ log(0, 5) = t.log(0, 95) ⇒ −0, 30 = −0, 02t ⇒
−0, 30
⇒t= ⇒ t = 15
−0, 02

Assim, em 15 anos, a quantidade de unidades produzidas será 1000. Como o ano inicial é 2005,
fazemos: 2005 + 15 = 2020. Logo, a produção será de 1000 unidades no ano de 2020.

117
Unidade II

Dessa forma, de acordo com os cálculos, a única alternativa correta é a C. As demais alternativas se
apresentam como incorretas.

Questão 02. (Fuvest, 2007) Uma fazenda estende‑se por dois municípios A e B. A parte da fazenda
que está em A ocupa 8% da área desse município. A parte da fazenda que está em B ocupa 1% da área
desse município. Sabendo‑se que a área do município B é dez vezes a área do município A, a razão entre
a área da parte da fazenda que está em A e a área total da fazenda é igual a:

A) 2 .
9
3
B) .
9
4
C) .
9

D) 5 .
9
7
E) .
9
Resolução desta questão na plataforma.

118
Matemática

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Textuais

BELLOS, A. Alex no país dos números: uma viagem ao mundo maravilhoso da matemática. São Paulo:
Companhia das Letras, 2011.

BONORA Jr., D.; ALVES, J. B. Matemática: complementos e aplicações nas áreas de ciências contábeis,
administração e economia. São Paulo: Ícone, 2000.

DANTE, L. R. Matemática. São Paulo: Ática, 2006.

IEZZI, G.; DOLCE, O. Matemática – ciência e aplicação. 4 ed. São Paulo: Atual, 2006.

MORETTIN, P.; HAZZAN, S.; BUSSAB, W. Introdução ao cálculo para administração, economia e
contabilidade. São Paulo: Saraiva, 2009

PUCCINI, A. L. Matemática financeira objetiva e aplicada. Rio de Janeiro: Saraiva, 1998.

SEITER, C. Matemática para o dia a dia. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

SILVA, S. M. et al. Matemática para os cursos de economia, administração e ciências contábeis. São
Paulo: Saraiva, 2007.

SILVA, S. M. Matemática básica para cursos superiores. São Paulo: Atlas, 2002.

Exercícios

Unidade I

Questão 01

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame


Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010: 2º dia. Caderno 5 – Amarelo. Questão 148. Disponível em:
<http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2010/AMARELO_Domingo_GAB.pdf>.
Acesso em: 06 out. 2011.

Questão 02

INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Exame


Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2010: 2º dia. Caderno 5 – Amarelo. Questão 155. Disponível em:
<http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/provas/2010/AMARELO_Domingo_GAB.pdf>.
Acesso em: 06 out. 2011.

119
Unidade II

Questão 02

FUNDAÇÃO UNIVERSITÁRIA PARA O VESTIBULAR (FUVEST). Fuvest 2007. Caderno V. Questão 31.
Disponível em: <http://www.fuvest.br/vest2007/provas/p1f2007v.pdf>. Acesso em: 11 out. 2011.

Sites

<http://ecalculo.if.usp.br/>

<http://www.matematica.br/igraf/>

<http://www.matematica.br/igraf/iGraf.jar/>

<http://www.portalmatematico.com/regradetres.shtml>

<http://www.somatematica.com.br/emedio/funcao1/funcao1.php>

120
APÊNDICE

Exercícios

Questão 01. Dado que x ∈ A e x ∉ B, assinale a alternativa correta:

A) x ∈ (A ∪ B).

B) x ∈ (A ∩ B).

C) x ∉ (A – B).

D) x ∈ (B – A).

E) x ∉ (B ∪ A).

Questão 02. Assinale a alternativa que contém a fração geratriz das dízimas periódicas 0,6666... e
0,5222..., respectivamente:

A) 6/10 e 52/100.

B) 2/3 e 47/90.

C) 6/9 e 52/100.

D) 66/90 e 47/90.

E) 6/9 e 52/9.

Questão 03. Considere as seguintes proposições e aponte‑as como verdadeiras (V) ou


falsas (F):

( ) I. –64 ∉ N.

( ) II. 4 ∈Q .
5
( ) III. 0,333 ... ∈ Q.

15
( ) IV. − ∉Q .
11
( ) V. 1, 9 ∈Z .

121
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

A) F, V, V, V e F.

B) F, V, V, F e V.

C) F, F, V, F e F.

D) F, V, V, F e F.

E) V, V, V, F e F.

Questão 04. Um levantamento efetuado entre 600 usuários de telefones celulares mostrou que
muitos deles utilizam duas operadoras, A e B, conforme o quadro:

50 utilizam as duas operadoras


430 utilizam a operadora A
160 utilizam a operadora B

Qual é o número de usuários que não utiliza nenhuma das duas operadoras em questão?

A) 60 usuários.

B) 380 usuários.

C) 110 usuários.

D) 440 usuários.

E) Nenhum usuário.

Questão 05. Uma pesquisa de mercado sobre a preferência de 200 jovens por três tipos de sanduíches
— hambúrguer, hot dog e misto quente — mostrou que:

• 20 deles consumiam os três sanduíches;

• 30 deles consumiam hambúrguer e hot dog;

• 50 deles consumiam misto quente e hot dog;

• 60 deles consumiam misto quente e hambúrguer;

• 120 deles consumiam hambúrguer;

122
• 110 deles consumiam misto quente;

• 70 deles consumiam hot dog;

• 20 deles não preferem nenhum dos três tipos de sanduíches.

Assim, quantos jovens não preferem misto quente nem hambúrguer?

A) 10 jovens.

B) 20 jovens.

C) 30 jovens.

D) 50 jovens.

E) Nenhum jovem.

Questão 06. Ao fatorarmos a expressão a2 – 2ab + b2, obtém‑se:

A) (a + b)2.

B) (b + a)2.

C) (a – b)2.

D) (a – b) . (a + b).

E) 2ab (a – b).

4 71 4 2
Questão 07. O valor da expressão matemática −  − + é:
5 3  2 5  3
A) 1,23.

B) ‑1,23.

C) 1,32.

D) ‑5,67.

E) ‑0,98.

Questão 08. Considere a equação em R: 2x2 – 2x + 1 = 4x – 3. Quais são os possíveis valores de x?

A) S = {–1, 2}.

123
B) S = {–2, 3}.

C) S = {2, 3}.

D) S = { }ou ∅.

E) S = {1, 2}.

Questão 09. Assinale a alternativa que apresenta dois números positivos com soma 14 e produto 48.

A) 12 e 2.

B) 11 e 3.

C) 10 e 4.

D) 8 e 6.

E) 9 e 5.

Questão 10. O salário de Paulo foi acrescido de 30%, resultando em R$ 3.000,00. Qual era o valor
do salário de Paulo antes do aumento?

A) R$ 2.250,00.

B) R$ 2.307,69.

C) R$ 2.277,23.

D) R$ 2.750,00.

E) R$ 2.412,45.

Questão 11. As funções de oferta e demanda das pizzas de mozarela produzidas pela pizzaria Que
Delícia são definidas pelas seguintes fórmulas matemáticas p = 3x + 20 e p = 50 – x, representadas
no gráfico a seguir:

124
90

80

70

60
Valores (em reais)

Função 1
50

40 Função 2

30

20

10

0
0 5 10 15 20 25
unidades produzidas e vendidas

A partir das informações fornecidas, o ponto de equilíbrio das funções de oferta e demanda, também
chamado ponto de cruzamento das funções, é:

A) (7; 43).

B) (7,5; 42,5).

C) (7,5; 43).

D) (7; 42,5).

E) (‑7,5; 43).

Questão 12. (adaptado de IEZZI; DOLCE, 2006, p. 49) Uma pequena doçaria, instalada em uma
galeria comercial, produz e comercializa brigadeiros. Para fabricá‑los, há um custo fixo mensal de R$
360,00, representado por Cf e que inclui aluguel, conta de luz, impostos etc. Além desse custo, há
outro custo variável, representado por Cv e que depende da quantidade de brigadeiros preparados (x).
Estima‑se que o custo de produção de um brigadeiro seja R$ 0,30.

Assim, o custo total mensal é dado pela soma do custo fixo com o custo variável, definida pela
seguinte fórmula:

C(x) = 360 + 0,3x

O preço de venda do brigadeiro unitário é R$ 1,20. Admitiremos, nesse momento, que o preço de
venda independe de outros fatores.

125
Logo, o faturamento bruto (receita) dessa doçaria é dado pelo produto entre o preço unitário de
venda e o número de unidades produzidas e vendidas (x), definido pela seguinte fórmula:

R(x) = 1,2x

Observemos, a seguir, os gráficos das funções de custo e receita.

1200

1000 Receita

800
Valores (em reais)

Receita
Custo
600 II
P Custo

400
I
200

0
0 200 400 600 800 1000
unidades produzidas e vendidas

O ponto P é chamado de ponto de nivelamento ou ponto crítico, pois em P a receita é suficiente para
igualar o custo total, fazendo com que a loja deixe de ter prejuízos.

Baseando‑se nas informações anteriores, responda: quais são as coordenadas (x,y) do ponto de
nivelamento?

A) P = (400;400).

B) P = (420;450).

C) P = (480;400).

D) P = (400;480).

E) P = (450;420).

126
Questão 13. A padaria do Sr. Joaquim produz um tipo de bolo que tem suas funções de oferta e
demanda diárias definidas pelas fórmulas matemáticas representadas a seguir:

p = 10 + 0,2x e p = 30 – 1,8x

O ponto de intersecção (P) entre as curvas de demanda e oferta é denominado ponto de equilíbrio
de mercado. Assim, temos um preço e uma quantidade de equilíbrio.

35

30

25
preço (em reais)

Oferta
20

15 Oferta Demanda
P

10

5
Demanda
0
0 5 10 15 20
–5
quantidade

Baseando‑se no que foi exposto, responda: as funções descritas no gráfico anterior se interceptam
em que ponto:

A) (12; 10).

B) (10; 12).

C) (10; 15).

D) (10; 10).

E) (15; 10).

Questão 14. (adaptado de IEZZI; DOLCE, 2006, p. 69) Suponha que uma barraca de praia em Salvador
venda acarajé. Ao longo de uma temporada de verão, constatou‑se que a quantidade diária de acarajé
vendido (x) variava de acordo com o preço unitário de venda (p). A relação quantitativa entre essas
variáveis era dada por:

127
1 9
p=− x+
20 2

Observe, por exemplo, que x = 30 corresponde a p = 3 (30 acarajés são vendidos quando o preço
unitário é R$ 3,00) e x = 50 corresponde a p = 2 (50 acarajés são vendidos quando o preço unitário é
R$ 2,00) e assim por diante.

Já o faturamento bruto (receita) é dado pelo produto entre o preço unitário de venda (p) e o número
de acarajés produzidos e vendidos (x) e é definido pela seguinte fórmula:

R(x) = p . x

 1 9
R ( x ) =  − x +  .x
 20 2

1 2 9
R(x ) = − x + x
20 2

A receita é representada pelo seguinte gráfico:

150 y (Receitas em reais)

100

50

0
–150 –100 –50 0 50 100 150 200
–50 x (unidades)

–100

–150

–200

–250

–300

A partir dos dados expostos, quantos acarajés precisam ser vendidos para maximizar a receita da barraca?

A) 81 unidades.

B) 90 unidades.

128
C) 50 unidades.

D) 101 unidades.

E) 45 unidades.

Questão 15. Encontre o ponto de equilíbrio (q;p) de mercado para as seguintes equações de
demanda e de oferta:

Demanda: p = –3q + 36

Oferta: p = 4q + 1

A) (7;21).

B) (21;7).

C) (21;5).

D) (5;21).

E) (7;28).

Questão 16. Ana é vendedora em uma loja de roupas masculinas e hoje atendeu dois clientes, Pedro
e João, que adquiriram os mesmos produtos em quantidades diferentes:

Clientes Produtos vendidos Total gasto


João 2 calças e 3 camisas R$ 290,00
Pedro 3 calças e 1 camisa R$ 225,00

Desse modo, quanto custou cada camisa?

A) R$ 65,00.

B) R$ 55,00.

C) R$ 60,00.

D) R$ 35,00.

E) R$ 45,00.

129
Questão 17. Maria faz bolos e salgados para festas. Ela vende um bolo de 2,5 quilos por R$ 38,00.
Se comprarmos um bolo de 15 quilos feito por Maria, quanto pagaremos?

A) R$ 148,00.

B) R$ 228,00.

C) R$ 163,00.

D) R$ 157,00.

E) R$ 147,00.

Questão 18. Joaquim pagou R$ 1.550,00 em 96 m2 de piso para sua casa, mas ele precisará de mais
35 m2. Quanto pagará por essa quantidade de m2 de piso?

A) R$ 665,10.

B) R$ 475,10.

C) R$ 575,10.

D) R$ 565,10.

E) R$ 455,10.

Questão 19. Ana Paula comprou 210 balas para colocar em 30 saquinhos surpresa da festa de sua
filha, Larissa. Durante a festa, Ana Paula percebeu que vieram 12 crianças a mais do que havia previsto
e, por isso, teve de redistribuir as balas nos saquinhos. Quantas balas Ana Paula deve colocar em cada
saquinho?

A) 5 balas.

B) 6 balas.

C) 3 balas.

D) 8 balas.

E) 4 balas.

Questão 20. Sabendo que quatro torneiras enchem três piscinas em 11 horas, quantas horas levarão
dez torneiras para encher duas piscinas, aproximadamente?

130
A) 10 horas.

B) 8 horas.

C) 3 horas.

D) 7 horas.

E) 4 horas.

Questão 21. Trabalhando 9 horas por dia, 16 operários gastam 15 dias para construir um muro de
225m. A partir disso, em quanto tempo 20 operários construirão um muro de 300m trabalhando 8 horas
por dia?

A) 15 dias.

B) 12 dias.

C) 20 dias.

D) 10 dias.

E) 18 dias.

Questão 22. Numa fábrica de brinquedos, 2 homens montam 20 carrinhos em 10 dias. Quantos
carrinhos serão montados por 4 homens em 3 dias?

A) 12 carrinhos.

B) 10 carrinhos.

C) 15 carrinhos.

D) 18 carrinhos.

E) 9 carrinhos.

Questão 23. Em um período de 35 dias, uma equipe composta de 20 homens extrai 6 toneladas
de carvão de uma determinada mina. Se a equipe for diminuída para 15 homens, em quantos dias no
mínimo os homens restantes conseguirão extrair 4 toneladas de carvão da mesma mina?

A) 20 dias.

B) 21 dias.
131
C) 22 dias.

D) 32 dias.

E) 19 dias.

Questão 24. Ao trabalhar 6 horas por dia, João leva 3 dias para digitar 50 páginas. Se João trabalhar
4 horas por dia, quantos dias no mínimo levará para digitar 85 páginas?

A) 11 dias.

B) 9 dias.

C) 7 dias.

D) 10 dias.

E) 8 dias.

Questão 25. Priscila comprou um celular que custava R$ 600,00 com um desconto de 25%, pois
resolveu pagá‑lo à vista. Quanto Priscila pagou no celular?

A) R$ 150,00.

B) R$ 750,00.

C) R$ 450,00.

D) R$ 250,00.

E) R$ 350,00.

Questão 26. Um bem foi comprado por R$ 1.000,00. Se o vendedor quiser 20% de lucro sobre o
preço de venda, deverá vendê‑lo por quanto?

A) R$ 1.350,00.

B) R$ 1.250,00.

C) R$ 1.200,00.

D) R$ 1.800,00.

E) R$ 1.150,00.
132
Questão 27. Uma loja está com uma promoção de 15% de desconto em todos os seus
produtos. Assim, qual será o valor que pagaremos se comprarmos uma camisa de manga curta
que inicialmente custava R$ 50,00, uma calça jeans que custava R$ 93,50 e dois vestidos que
custavam R$ 67,00?

A) R$ 210,50.

B) R$ 278,38.

C) R$ 135,90.

D) R$ 178,95.

E) R$ 235,90.

Questão 28. Joaquim recebe R$ 1.500,00 como salário da empresa em que trabalha, R$ 700,00 do
aluguel de uma casa e R$ 800,00 referente ao rendimento de uma aplicação financeira de renda fixa.
Qual é a participação percentual de cada uma das fontes em seu salário total, respectivamente?

A) 23,33%; 26,67%; 50%.

B) 50%; 23,33%; 26,67%.

C) 30%; 23,33%; 50%.

D) 40%; 28,33%; 31,67%.

E) 30%; 50%; 26,67%.

Questão 29. Antônio trabalha como operador de telemarketing e, após um aumento de 13,5%
em seu salário, passou a receber R$ 1.556,50. Assinale a alternativa que indique, respectivamente,
o valor do antigo salário de Antônio e o valor de quanto ele receberia se o aumento tivesse sido
de 17,5%:

A) R$ 1.341,37 e R$ 1.721,35.

B) R$ 1.611,35 e R$ 1.371,37.

C) R$ 1.721,35 e R$ 1.341,37.

D) R$ 1.371,37 e R$ 1.611,35.

E) R$ 1.557,67 e R$ 1.828,89.

133
Questão 30. João recebe um salário‑base de R$ 1.850,00 e um adicional por tempo de serviço de
5% sobre esse salário.

No último mês, ele se tornou supervisor da seção onde trabalha, o que fez com que recebesse mais
8% sobre seu salário‑base.

Além disso, em relação à contribuição previdenciária, lhe é descontado 8,5% sobre seu salário total.
Assim, qual é o salário líquido de João?

A) R$ 1.960,00.

B) R$ 1.912,81.

C) R$ 1.919,60.

D) R$ 1.933,33.

E) R$ 2.090,50.

Questão 31. (adaptado de FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS, 2003) Um cidadão pagou R$ 200,00 por
500kWh de energia elétrica consumidos num determinado mês. Se no mês seguinte a tarifa aumentar
15% e o consumo baixar 15%, esse cidadão pagará pelos kWh:

A) R$ 200,00.

B) R$ 195,50.

C) R$ 264,50.

D) R$ 170,00.

E) R$ 361,25.

Questão 32. (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS, 2002) Uma empresa prometeu a seus funcionários um
reajuste salarial total de 56% através de dois aumentos mensais sucessivos. Se no primeiro mês houve
um reajuste de 20%, para se chegar ao reajuste prometido no segundo mês, deve‑se aumentar o salário
em:

A) 30%.

B) 36%.

C) 32%.

134
D) 26%.

E) 20%.

Questão 33. Uma mercadoria vendida por R$ 152,00 passou a ser vendida por R$ 178,45 após um
aumento. Qual foi a taxa percentual desse aumento?

A) 15,2%.

B) 19,4%.

C) 16,5%.

D) 17,4%.

E) 18,2%.

Questão 34. (adaptado de FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS, 1998) Antônio tem R$ 270,00, Bento
tem R$ 450,00 e Carlos não tem nada. Antônio e Bento dão parte de seu dinheiro a Carlos, de tal
maneira que todos acabam ficando com a mesma quantia. O dinheiro dado por Antonio representa,
aproximadamente, quantos por cento do que ele possuía?

A) 11,1%.

B) 13,2%.

C) 15,2%.

D) 33,3%.

E) 35,5%.

Questão 35. O número de habitantes de uma cidade é hoje igual a 17 mil. Sabendo que o número de
habitantes dessa cidade cresce exponencialmente a uma taxa de 2,5% ao ano, qual será aproximadamente
o número de habitantes daqui a 12 anos?

a) 22.000 habitantes.

b) 21.800 habitantes.

c) 23.500 habitantes.

d) 28.650 habitantes.

e) 22.900 habitantes.

135
Questão 36. O número de habitantes de uma cidade é hoje igual a 40 mil. Essa população cresce
exponencialmente a uma taxa k ao ano. Se daqui a 10 anos o número de habitantes for 80 mil, qual é a
taxa de crescimento anual dessa população?

A) 8,1%.

B) 6,7%.

C) 7,1%.

D) 8,7%.

E) 7,8%.

Questão 37. O PIB (Produto Interno Bruto) é o valor total de bens e serviços finais produzidos dentro de
um país. Suponha que o PIB este ano seja de 800 bilhões de dólares e venha crescendo exponencialmente a
uma taxa de 4% ao ano. Qual será o valor aproximado do PIB daqui a 8 anos, em bilhões de dólares?

A) 1.000.

B) 1.095.

C) 1.225.

D) 2.295.

E) 1.045.

Questão 38. As vendas de uma empresa crescem 30% ao ano. Se este ano ela vendeu 10.000
unidades de seu produto, quantas venderá daqui a 3 anos?

A) 21.970.

B) 22.300.

C) 19.890.

D) 18.760.

E) 25.650.

Questão 39. Se um imóvel que hoje vale R$ 250.000,00 sofrer uma desvalorização anual de 4%,
quanto custará daqui a 10 anos?
136
A) R$ 176.209,00.

B) R$ 196.209,00.

C) R$ 209.000,00.

D) R$ 166.209,00.

E) R$ 186.429,00.

Questão 40. (ESCOLA SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA, 1997) A população de uma


cidade era de 10.000 habitantes em 1970, tendo crescido 20% na primeira década seguinte e 12%
acumulativamente na década seguinte. Qual a população dessa cidade em 1990?

A) 12.000.

B) 13.120.

C) 13.200.

D) 13.440.

E) 14.400.

Questão 41. (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS, 2006) Considere que em certo mês 76% das ações
distribuídas em uma vara trabalhista referiam‑se ao reconhecimento de vínculo empregatício e que,
destas, 20% tinham origem na área de indústria, 25% na de comércio e as 209 ações restantes, na área
de serviços. Nessas condições, o número de ações distribuídas e não referentes ao reconhecimento de
vínculo empregatício era:

A) 240.

B) 216.

C) 186.

D) 120.

E) 108.

Questão 42. Quantos por cento é o resultado da raiz quadrada de 49%?

A) 70%.

137
B) 60%.

C) 7%.

D) 32%.

E) 12%.

Questão 43. (FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS, 2000) Em uma agência bancária trabalham 40 homens e
25 mulheres. Se, do total de homens, 80% não são fumantes e, do total de mulheres, 12% são fumantes,
então o número de funcionários dessa agência que são homens ou fumantes é:

A) 42.

B) 43.

C) 45.

D) 48.

E) 49.

Questão 44. (adaptado de CESPE, 2005) Considere que um empregado tenha recebido um aumento
de 30% sobre seu salário‑base. Considere ainda que, após o aumento e depois de descontados os 20%
do novo salário (a título de impostos e taxas), o empregado tenha depositado todo o seu primeiro salário
líquido em uma aplicação financeira. Com relação a essa situação hipotética, julgue os itens a seguir
como verdadeiros ou falsos:

A) O valor descontado na forma de impostos e taxas do salário do empregado foi superior a 25% de
seu salário‑base anterior ao aumento ( ).

B) Se o valor depositado na aplicação financeira foi de R$ 2.000,00, então o salário‑base do


empregado antes do aumento era inferior a R$ 1.900,00 ( ).

Questão 45. (adaptado de LOCIKS, 2009, p. 13) O salário mensal de um vendedor é constituído de
uma parte fixa igual a R$ 2.300,00 mais uma comissão de 3% sobre o total de vendas que excederem
o valor de R$ 10.000,00. Calcula‑se que o percentual de descontos diversos que incidem sobre o salário
bruto de um vendedor seja de 10%.

Em dois meses consecutivos, um vendedor recebeu, líquido, respectivamente, R$ 4.500,00 e


R$  5.310,00. Com esses dados, pode‑se afirmar que suas vendas no segundo mês foram superiores às
do primeiro mês em:

138
A) 18%.

B) 20%

C) 30%.

D) 33%.

E) 41%.

Questão 46. (adaptado de CESPE, 1997) A falta de informações dos micros e pequenos empresários
ainda é o principal motivo para a baixa adesão ao Simples – o sistema simplificado de pagamento
de impostos e contribuições federais. Segundo pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio
às Pequenas Empresas (Sebrae) junto a 1.312 empresas, entre 19 e 31 de julho, a adesão ao Simples
apresentou o resultado mostrado no gráfico abaixo.

Adesão ao Simples

Vão aderir
19%
Já aderiram
39%

Ainda não
decidiram
22%
Não pretendem
aderir Não podem
3% aderir
17%

Com base nessas informações, julgue os itens que se seguem como verdadeiros (V) ou falsos (F).

A) O número de empresas consultadas que ainda não decidiram aderir ao Simples é inferior a
280. ( )

B) Mais de 260 empresas consultadas não podem ou não pretendem aderir ao Simples. ( )

C) Entre as empresas consultadas, a porcentagem das que já se decidiram em relação ao Simples é


superior a 74%. ( )

D) Entre as empresas consultadas que podem aderir ao Simples, mais de 25% ainda não se
decidiram. ( )

139
E) Se o número de empresas que já haviam aderido ao Simples à época da consulta era igual a
900.000, então é correto estimar, com base na pesquisa, que o número total de empresas existentes
no Brasil, naquele período, era superior a 2.400.000. ( )

Questão 47. (VUNESP, 2006) O jornal O Estado de S. Paulo publicou, em 16 de outubro de 2005, uma
reportagem sobre a seca no Amazonas na qual consta o gráfico seguinte (adaptado):

Estiagem amazônica

Volume médio (entre 1961 e 1990) Volume este ano (2005)

113,6%
–40,6%
87,5%
83,3%
79,3%
Volume de chuva

67,5% –64,8%
57,9%
–49,9%

30,8% 29,0%

junho julho agosto setembro

A partir desse gráfico, é possível concluir que, em relação ao volume médio de chuva entre 1961 e
1990 no mês de setembro, o volume de chuva desse mesmo mês em 2005 decresceu, aproximadamente,

A) 4,0%.

B) 4,8%.

C) 5,0%.

D) 5,2%.

E) 5,7%.

Questão 48. (ESCOLA SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA, 2002) Em um aquário, há peixes


amarelos e vermelhos: 80% são amarelos e 20% são vermelhos. Uma misteriosa doença matou muitos
peixes amarelos, mas nenhum vermelho. Depois que a doença foi controlada, verificou‑se que 60% dos
peixes vivos, no aquário, eram amarelos. Sabendo‑se que nenhuma outra alteração foi feita no aquário,
o percentual de peixes amarelos que morreram foi de:
140
A) 20%.

B) 25%.

C) 37,5%.

D) 62,5%.

E) 75%.

Questão 49. (ESCOLA SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA, 1996) De todos os empregados


de uma grande empresa, 30% optaram por realizar um curso de especialização. Essa empresa tem sua
matriz localizada na capital. Possui, também, duas filiais, uma em Ouro Preto e outra em Montes Claros.
Na matriz, trabalham 45% dos empregados e, na filial de Ouro Preto, trabalham 20% dos empregados.
Sabendo‑se que 20% dos empregados da capital optaram pela realização do curso e que 35% dos
empregados da filial de Ouro Preto também o fizeram, então a percentagem dos empregados da filial de
Montes Claros que não optaram pelo curso é igual a:

A) 60%.

B) 40%.

C) 35%.

D) 21%.

E) 14%.

Questão 50. Num grupo de 800 pessoas, 60% são do sexo masculino. Se, nesse grupo, 10% dos
homens são casados e 20% das mulheres são casadas, qual é o número de pessoas casadas?

A) 85.

B) 96.

C) 112.

D) 140.

E) 320.

Questão 51. Bernardo, Alberto e Carlos são funcionários de uma empresa. Alberto ganha 20% a
mais que Bernardo e Carlos ganha 10% a menos que Alberto. A soma do salário dos três, neste mês, foi
de R$ 9.840,00. Qual é a quantia que coube a Alberto?
141
A) R$ 3.400,00.

B) R$ 3.000,00.

C) R$ 3.600,00.

D) R$ 3.200,00.

E) R$ 3.240,00.

Resolução dos exercícios

Questão 01

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

Alternativa A: verdadeira, pois, como x pertence a A, também irá pertencer à união de A com B.

Alternativa B: falsa, pois, na intersecção de A e B, ficaram apenas os elementos comuns aos dois
conjuntos. Como x não pertence ao conjunto B, certamente não fará parte da intersecção de A e B.

Alternativa C: falsa, pois, ao fazer a diferença entre A e B, os elementos de A que não pertencem a B
permaneceram. Como o elemento x encontra‑se exatamente nessa situação, irá pertencer ao conjunto
da diferença entre A e B.

Alternativa D: falsa, pois, ao fazer a diferença entre B e A, permaneceram apenas os elementos que
pertencem ao conjunto B. Como o elemento x não pertence ao conjunto B, certamente ele não fará
parte do conjunto da diferença entre B e A.

Alternativa E: falsa, pois, na intersecção de B e A, ficaram apenas os elementos comuns aos dois conjuntos.
Como x não pertence ao conjunto B, certamente ele não fará parte dessa intersecção e, ao fazer a diferença de A
pela intersecção de B e A, o elemento x permanecerá no conjunto, já que não faz parte da intersecção de B e A.

Questão 02

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

Ao escrever a fração geratriz da dízima periódica 0,6666..., temos que:

x = 0, 6666....

142
Multiplique ambos os lados da equação por 10: 10x = 6,666...

Subtraia as equações:

10x = 6,666...
‑ x = 0, 6666...
9x = 6...

Isole o x:

6 2
x= =
9 3
2
Logo, x = 0, 666... = .
3
Ao escrever a fração geratriz da dízima periódica 0,5222..., temos que:

x = 0, 5222...

Multiplique ambos os lados da equação por 10: 10x = 5,222....

Multiplique novamente ambos os lados da equação por 10: 100x = 52,222....

Subtraia as equações:

100x = 52,222...
‑ 10x = 5,2222...
90x = 47

Isole o x:

47
x=
90
47
Logo, x = 0, 52222... = .
90
Questão 03

Resposta correta: alternativa E.

Justificativa:

I. –64 ∈ N: é verdadeira, pois ‑64 ∉ Ζ.

143
4
II. ∈Q : é verdadeira.
5
1
III. 0,333 ... ∈ é verdadeira, pois 0,333 ... = ∈Q .
3
15 15
IV. − ∉Q é falsa pos − ∈Q .
11 11
V. 1, 9 ∈ Z: é falsa, pois 1, 9 não é um número inteiro.

Questão 04

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

Para resolver esse exercício, utilize a ideia das operações de conjuntos: represente as operadoras
A e B por dois conjuntos, desenhe o diagrama de Venn e insira nele os dados fornecidos, conforme a
ilustração a seguir:
U
A B

430 – 50 50 160 – 50

Na ilustração, x é o número de usuários que não utilizam nenhuma das duas operadoras.

Para realizar o cálculo: x = 600 – 380 – 50 – 110 = 60. Veja o resultado:


U
A B

380 50 110

60

144
Questão 05

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

Para resolver esse exercício, utilize a ideia das operações de conjuntos: adote H para hambúrguer, D
para hot dog e M para misto quente, desenhe o diagrama de Venn e insira nele os dados fornecidos no
exercício, seguindo a ilustração a seguir:
U U

H H
D D

120 – 10 – 70 – 10 –
30 – 20 20 – 40 10 20 – 30

20 20
60 – 20 50 – 20 40 30

110 – 20 –
40 – 30

M 20 M 20

U U

H H
D D

50 10 50 10
10 10

20 20
40 30 40 30

20 20

M 20 M 20

Com o diagrama completo, basta somar as quantidades que não pertencem aos conjuntos misto
quente e hambúrguer, ou seja, some a quantidade de jovens que preferem apenas hot dog (10) e os que
não preferem nenhum dos três sanduíches (20), o que totaliza 30 jovens.

Questão 06

Resposta correta: alternativa C.

145
Justificativa:

a2–2ab+b2 = (a – b)2 = (a – b) . (a – b)

Questão 07

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

4 71 4 2
−  − + =
5 3  2 5  3

4 7  1 2 2
−  − + =
5 3  2 5 3

4 7  5 − 4 2
−  + =
5 3  10  3

4 7 1  2
−  + =
5 3  10  3

4 7 2
− + =
5 30 3

24 − 7 + 20 37
= = 1, 233...
30 30

Questão 08

Resposta correta: alternativa E.

Justificativa:

Para calcular as raízes da equação, é necessário reescrevê‑la na estrutura geral, ax2 + bx + c = 0, o


que garante que os valores das raízes sejam calculados corretamente.

2x2 – 2x + 1 = 4x – 3

2x2 – 2x – 4x + 1 + 3 = 0
146
2x2 – 6x + 4 = 0

Calculemos, portanto, as raízes:

1º passo: identificar os coeficientes: a = 2, b = ‑6, c = 4.

2º passo: calcular ∆ = b2 – 4ac e analisar o resultado:

∆ = (–6)2 –4 . 2 . 4 = 36 – 32 = 4

Como ∆ > 0, a equação admite duas raízes reais e diferentes.

3º passo: calcular as raízes:

−b + ∆ − ( −6 ) + 4 6 + 2 8
x’ = = = = =2
2a 2. 2 4 4

−b − ∆ − (6 ) − 4 6 − 2 4
x" = = = = =1
2a 2. 2 4 4

S = {1, 2}

Logo, as raízes da equação são 1 e 2.

Questão 09

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

Sejam x e y os dois números positivos em questão, assim:

• dado que a soma é 14, então x + y = 14;

• dado que o produto é 48, então x.y = 48.

Há diversas formas de resolver esse exercício, mas uma maneira simples e bastante comum é eleger
uma das equações e isolar uma das incógnitas. Em seguida, substitui‑se o valor encontrado na outra
equação e, assim, será possível encontrar a solução do problema. Observe:

• isolando o x da equação x + y = 14, temos: x = 14 – y;

• substituindo na equação x.y = 48, temos: (14 – y).y = 48;


147
• resolvendo (14 – y).y = 48, vamos obter o valor de y: (14 – y).y = 48
14y – y2 = 48
14y – y2 – 48 = 0

Perceba que chegamos a uma equação do 2º grau.

Resolvendo a equação 14y – y2 – 48 = 0, temos:

1º passo: identificar os coeficientes: a = ‑1, b = 14, c = ‑48

Nessa etapa, tome cuidado para não errar os coeficientes. Veja que é o coeficiente a que acompanha
y , b que acompanha y e c é o termo independente.
2

2º passo: calcular ∆ = b2 – 4ac e analisar o resultado:

∆ = 142 – 4 . (–1) . (–48) = 196 – 192 = 4

Como ∆ > 0, a equação admite duas raízes reais e diferentes.

3º passo: calcular as raízes:

−b + ∆ −14 + 4 −14 + 2 −12


x’ = = = = =6
2a 2. ( −1) −2 −2

−b − ∆ −14 − 4 −14 − 2 −16


x" = = = = =8
2a 2. ( −1) −2 −2

S = {6,8}

Consequentemente, as raízes da equação são 6 e 8 e, assim, os valores são encontrados, veja:


6 + 8 = 14 e 6.8 = 48.

Questão 10

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

Adote x para o salário antes do aumento, assim, o valor do aumento será expresso por:
valor de acréscimo: 30% de x = 0,3x

Desse modo, o salário antes do aumento somado ao valor de acréscimo será expresso pela equação:
x + 0,3x = 3.000.
148
Resolvendo a equação, temos que:

x + 0,3x = 3.000

1,3x = 3.000

3000
x= = 2307,69
1, 3

Portanto, o salário de Paulo antes do aumento era de R$ 2.307,69.

Questão 11

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

Igualando as funções p = 3x + 20 e p = 50 – x:

3x + 20 = 50 – x

3x + x = 50 – 20

4x = 30

30
x=
4

30
x= = 7, 5
4

Substituindo x em uma das funções, temos:

p = 50 – x

p = 50 – 7,5 = 42,5

Portanto, o ponto de cruzamento das funções é (7,5; 42,5).

Questão 12

Resposta correta: alternativa D.

149
Justificativa:

Igualando as funções C(x) = R(x), temos:

360 + 0,3x = 1,2x

0,3x – 1,2x = – 360

–0,9x = 360

0,9x = 360

360
x= = 400
0, 9
Substituindo x em uma das funções, temos:

R(x) = 1,2x

R(400) = 1,2 . 400 = 480

Logo, o ponto de nivelamento é (400; 480).

Questão 13

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

Igualando as funções p = 10 + 0,2x e p = 30 – 1,8x, temos:

10 + 0,2x = 30 – 1,8x

10 – 30 = –1,8x – 0,2x

–20 = –2x

2x = 20

20
x= = 10
2

Substituindo x em uma das funções, temos também:

p = 10 + 0,2x
150
p = 10 + 0,2 . 10

p = 10 + 2 = 12

Desse modo, o ponto de intersecção é (10; 12).

Questão 14

Resposta correta: alternativa E.

Justificativa:

Para calcular a quantidade de acarajés que maximizará a receita, basta calcular a coordenada x do
ponto de vértice da função:

1 2 9
R(x ) = − x + x
20 2

b
xv = −
2a   b ∆
 ⇒ V  − , − 
∆ 2a 4a
yv = − 
4a 

9 9
b 2 9  20  9.20 180
xv = − =− = − 2 = − . −  = = = 45
2a  1  2 2  2  2.22 4
2 −   − 
 20  20

Assim, a quantidade de acarajés que precisam ser vendidos para maximizar a receita da barraca é 45.

Questão 15

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

Reescreva as equações em forma de um sistema de equação:

p = −3q + 36 p + 3q = 36
 ⇒ 
p = 4q + 1 p − 4q = 1

151
Resolvendo o sistema pelo método de adição, temos:

1° passo: multiplique a primeira equação por (‑1):

 −p − 3q = −36

p − 4q = 1

2° passo: some as duas equações:

–7q = –35

7q = 35

35
q= =5
7
3° passo: retorne ao sistema original e, para encontrar p, substitua o valor de q por 5 em uma das
equações:

p = 4q + 1

p = 4 . 5 + 1 = 20 + 1 = 21

4° passo: conclusão: q = 5 e p = 21.

A solução do sistema é o par ordenado (5;21) e, portanto, o ponto de equilíbrio é (5;21).

Questão 16

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

Adotando x para representar as calças e y para representar as camisas, temos o seguinte sistema:

2x + 3y = 290

3x + y = 225

Resolvendo o sistema pelo método de adição, temos:

1° passo: multiplique a segunda equação por (‑3):

152
2x + 3y = 290

 −9x − 3y = 675

2° passo: some as duas equações:

–7x = –385

7x = 385

385
x= = 55
7

3° passo: retorne ao sistema original e, para encontrar y, substitua o valor de x por 55 em uma das
equações:

3x + y = 225

3 . 55 + y = 225

165 + y = 225

y = 225 – 165 = 60

4° passo: conclusão: x = 55 e y = 60

A solução do sistema é o par ordenado (55;60) e, portanto, cada calça custou R$ 55,00 e cada camisa
custou R$ 60,00.

Questão 17

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

2,5 quilos ⇒ R$ 38,00


15 quilos ⇒ x

Note que as grandezas são diretamente proporcionais. Assim, transferindo a relação para a notação
de razão, temos:

153
2, 5 38
=
15 x
2, 5x = 15.38
570
x= = 228
2, 5

Logo, pagaremos R$ 228,00 em um bolo de 15 quilos feito por Maria.

Questão 18

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

96 m2 ⇒ R$ 1550,00
35 m2 ⇒ x

As grandezas expostas são diretamente proporcionais, assim, transferindo a relação para a notação
de razão, temos:

96 1550
=
35 x
96 x = 35.1550
54259
x= = 565,1
96

Dessa forma, Joaquim pagará R$ 565,10 nos 35 m2 de piso.

Questão 19

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

7 balas por saquinho ⇒ 30 saquinhos


x ⇒ 42 saquinhos

Como as grandezas são inversamente proporcionais, ao transferir a relação para a notação de razão,
temos:

154
7 42
=
x 30
42x = 30.7
210
x= =5
42

Portanto, Ana Paula deve colocar 5 balas em cada saquinho.

Questão 20

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

3 piscinas ⇒ 11 horas ⇒ 4 torneiras


2 piscinas ⇒ x ⇒ 10 torneiras

Ao aumentarmos o número de torneiras, diminuímos o número de horas, portanto, torneiras e horas


são grandezas inversamente proporcionais.

Porém, ao aumentarmos o número de piscinas, aumentamos o número de horas, logo, piscinas e


horas são grandezas diretamente proporcionais.

Assim, temos que:

11 3 10
= ⋅
x 2 4
11 30
=
x 8
30x = 11.8
88
x=
30
x = 8, 8

Desse modo, levaremos aproximadamente 3 horas para encher duas piscinas.

Questão 21

Resposta correta: alternativa E.

155
Justificativa:

20 operários ⇒ 8 horas ⇒ x dias ⇒ 300 m


16 operários ⇒ 9 horas ⇒ 15 dias ⇒ 225 m

Note que:

• ao aumentarmos o número de operários, diminuímos o número de dias, portanto, operários e dias


são grandezas inversamente proporcionais;

• ao diminuirmos o número de horas, aumentamos o número de dias, portanto, horas e dias são
grandezas inversamente proporcionais;

• ao diminuirmos o número de metros, diminuímos o número de dias, portanto, metros e dias são
grandezas diretamente proporcionais.

Assim, temos:

x 300 16 9
= ⋅ ⋅
15 225 20 8

x 43200
=
15 36000
43200
x = 15 ⋅
36000

648000
x=
36000

x = 18

Assim, a construção do muro de 300m levará 18 dias.

Questão 22

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

2 homens ⇒ 20 carrinhos ⇒ 10 dias


4 homens ⇒ x ⇒ 3 dias

156
Perceba que, ao aumentarmos o número de homens, aumentamos o número de carrinhos, assim,
homens e carrinhos são grandezas diretamente proporcionais.

Com o aumento do número de dias, o número de carrinhos também aumenta, o que indica que
temos igualmente grandezas diretamente proporcionais.

Desse modo, temos:

20 2 10
= ⋅
x 4 3

20 20
=
x 12
20x = 12 . 20

240
x= ⇒ x = 12
20

Serão montados 12 carrinhos em 3 dias.

Questão 23

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

6 carvão ⇒ 35 dias ⇒ 20 homens


4 carvão ⇒ x ⇒ 15 homens

Observe:

• ao diminuirmos o número de homens, aumentamos o número de dias, portanto, homens e dias


são inversamente proporcionais;

• ao aumentarmos a quantidade de carvão, aumentamos o número de dias, portanto, carvão e dias


são diretamente proporcionais.

157
Assim, temos:

35 6 15
= ⋅
x 4 20
35 90
=
x 80
90x = 35.80
2800
x=
90
x = 3111
,

Consequentemente, serão necessários no mínimo 32 dias para que a extração seja feita.

Questão 24

Resposta correta: alternativa E.

Justificativa:

6 horas/dia ⇒ 3 dias ⇒ 50 páginas


4 horas/dia ⇒ x ⇒ 85 páginas

Assim:

• ao aumentarmos o número de horas por dia, diminuímos o número de dias, portanto, horas/dia e
dias são grandezas inversamente proporcionais;

• ao aumentarmos o número de páginas, aumentamos o número de dias, portanto, páginas e dias


são grandezas diretamente proporcionais.

Dessa forma, temos:

3 4 50
= ⋅
x 6 85
3 200
=
x 510
200x = 1530
1530
x=
200
x = 7, 65

158
João levará no mínimo 8 dias para digitar as 85 páginas.

Questão 25

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

25
25% = = 0, 25
100

desconto = 600 x 0,25 = 150

valor com desconto = 600 – 150 = 450

Outra forma de solucionar o problema seria:

fator multiplicativo = 1 – 0,25 = 0,75

valor com desconto = 600 x 0,75 = 450

Questão 26

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

valor de custo + lucro = preço de venda

preço de custo = 1000

lucro = preço de venda x 0,20

1000 + preço de venda x 0,20 = preço de venda

Substituindo o preço de venda por p, temos:

1000 + p . 0,20 = p

1000 = p – p . 0,20

1000 = p(1 – 0,20)

159
1000 = p(0,8)
1000
=p
0, 8
p = 1250

Questão 27

Resposta correta: alternativa E.

Justificativa:

Para calcular o valor final da camisa:

50,00 . (1 – 0,15) =
50,00 . (0,85) = 42,5

Para calcular o valor final da calça:

93,50 . (1 – 0,15) =
93,50 . (0,85) = 79,475

Para calcular o valor final dos vestidos:

67 . (1 – 0,15) =
67 . (0,85) = 56,95
2 . 56,95 = 113,9

Pagaremos, portanto, R$ 42,50 pela camisa, R$ 79,47 pela calça e R$ 113,90 pelos vestidos.

Questão 28

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

1500 + 700 + 800 = 3000

160
1500
= 0, 50 = 50%
3000
700
= 0, 233 = 23, 33%
3000
800
= 0, 2667 = 26, 67%
3000
Questão 29

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

Por meio da regra de três, podemos calcular o antigo salário de Antônio:

1556, 50 → 113, 5%
x → 100%
1556, 50 ⋅100
x= = 1371, 37
113, 5

Ou, podemos calculá‑lo ainda por meio do fator multiplicativo:

salário antigo . (1 + 0,135) = salário novo


salário antigo . (1,135) = 1556,5
1556, 5
salário antigo =
1135
,
salário antigo = 1371,37

Logo, o antigo salário de Antônio era R$ 1.371,37.

Para calcularmos o novo salário se o aumento tivesse sido de 17,5%, temos:

salário novo = salário antigo . (1 + 0,175)


salário novo = 1371,37 . (1,175)
salário novo = 1611,35

Portanto, se o aumento fosse de 17,5%, o novo salário de Antônio seria R$ 1.611,35.

Questão 30

Resposta correta: alternativa B.

161
Justificativa:

Primeiramente, precisamos organizar as fórmulas para resolver o problema:

Salário total = salário base + 5% sobre o salário base + 8% sobre o salário base = salário base +
13% sobre o salário base

Salário líquido = salário total – 8,5% sobre o salário total

Em seguida, substituímos os valores nas fórmulas:

Salário total = salário base + 13% sobre o salário base


Salário total = salário base + 0,13.salário base
Salário total = salário base.(1,13)
Salário total = 1850.(1,13)
Salário total = 2090,5

Salário líquido = salário total – 8,5% sobre o salário total


Salário líquido = salário total – 0,085.salário total
Salário líquido = salário total.(1 – 0,085)
Salário líquido = salário total.(0,915)
Salário líquido = 2090,5.(0,915) = 1912,81

Desse modo, o salário líquido de João é R$ 1.912,81.

Questão 31

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

Inicialmente, devemos obter o valor que o cidadão em questão paga por cada kWh. Para isso:

200
= 0, 4
500

Assim, o valor do kWh era R$ 0,40.

No entanto, esse valor sofreu um aumento de 15%:

0,40.(1+0,15) = 0,40.(1,15) = 0,46

Além disso, com a queda do consumo em 15%, temos que:

162
500(1 – 0,15) = 500(0,85) = 425

Logo, o cidadão pagará 0,46. 425 = R$ 195,50 pelo consumo.

Questão 32

Resposta correta: alternativa A.


Justificativa:

Adotando x para representar o salário, temos:

Salário após aumento total → x + 0,56x = 1,56x

No primeiro mês, o salário foi reajustado em 20%, portanto, após esse aumento, o salário ficou:

x + 0,20x = 1,20x

Para sabermos qual deve ser a porcentagem que devemos aplicar em 1,20x para chegarmos a 1,56x,
devemos usar o esquema de taxa percentual de variação:

ç de valores 1, 56 x − 1, 2x 0, 36 x
diferenca
= = = 0, 3 = 30%
valor antigo 1, 2x 12
, x

Desse modo, para se chegar ao reajuste prometido no segundo mês, deve‑se aumentar o salário
em 30%.

Para que o raciocínio fique mais claro, resolveremos o problema também com a aplicação das
porcentagens em valores.

Assim, adote o valor 1000 para o salário antes do aumento, assim, seu valor após o aumento total
deverá ser: 1000 + 56% de 1000 = 1000(1,56) = 1560.

No entanto, esse aumento foi fracionado em duas partes, sendo 20% no primeiro mês e o
restante no segundo mês, portanto, o valor do salário no primeiro mês foi de: 1000 + 20% de 1000
= 1000(1,20) = 1200.

Logo, faltam 360 reais para o salário chegar ao valor combinado. Para isso, basta aplicar 30% sobre
o salário do segundo mês: 1200 + 30% de 1200 = 1200(1,30) = 1560.

Questão 33

Resposta correta: alternativa D.

163
Justificativa:

ç de valores 178, 45 − 152 26, 45


diferenca
= = = 0,174 = 17, 4%
valor antigo 152 152

Questão 34

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

Adotando x para representar a quantia de cada um dos amigos após a divisão, temos a seguinte
igualdade:

3x = 270 + 450
3x = 720
720
x= = 240
3

Assim, Antônio tinha R$ 270,00 antes de doar uma parte a Carlos. Após a doação, ele ficou com R$
240,00, logo, doou R$ 30,00.

Ao calcular a porcentagem doada por Antônio em relação ao valor que possuía, temos que:

30
= 0,1111 = 1111
, %
270

A conclusão a que chegamos é que Antônio doou aproximadamente 11,11% do dinheiro que possuía.

Questão 35

Resposta correta: alternativa E.

Justificativa:

y = y0 (1 + k)x
y = 17000 (1 + 0,025)12
y = 17000 (1,025)12
y = 17000 . 1,345
y = 22865

O número de habitantes da cidade em questão será de aproximadamente 22.900.

164
Questão 36

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

y = y0 (1 + k)x
80000 = 4000 (1 + k)10
80000
= (1 + k )
10
40000
2 = (1 + k)10
2 = 10 (1 + k )
10 10

10
2 = 1+ k
10
2 −1= k
k = 10 2 − 1
k = 1,071 – 1
k = 0,071 = 7,1%

Portanto, a taxa de crescimento anual dessa população será de aproximadamente 7,1% ao ano.

Questão 37

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

y = y0 (1 + k)x
y = 800 (1 + 0,04)8
y = 800 (1,04)8 = 1094,86

O PIB daqui a 8 anos será de aproximadamente 1.095 bilhões de dólares.

Questão 38

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

y = y0 (1 + k)x
y = 10000 (1 + 0,3)3
y = 10000 (1,3)3
y = 10000 . 2,197 = 21970

165
A empresa venderá aproximadamente 21.970 unidades de seu produto daqui a 3 anos.

Questão 39

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

y = y0 (1 + k)x
y = 250000 (1 – 0,04)10
y = 250000 (0,96)10
y = 166.208,16

Logo, daqui a 10 anos o imóvel custará aproximadamente R$ 166.209,00.

Questão 40

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

y = y0 (1 + k)x

Para a primeira década, temos:

y = 10000 (1 + 0,2)1
y = 10000 (1,2)1 = 12000

Para a segunda década, temos:

y = 12000 (1 + 0,12)1
y = 12000 (1,12)1 = 13440

Outra resolução possível para a questão é:

População inicial = 10.000

Com crescimento de 20%: pop = 10000 + 20% de 10000 = 10000 + 2000 = 12000

Com crescimento de 12%: pop = 12000 + 12% de 12000 = 12000 + 012.12000 = 12000 + 1440 = 13440.

Ou ainda simplesmente fazer 10000.1,2.1,12 = 13440.

166
Desse modo, a cidade terá 13440 habitantes em 1990.

Questão 41

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

Digamos que são x ações ao todo, ou seja:

• 76% das ações referem‑se ao reconhecimento de vínculo empregatício, assim: 76% de x = 0,76.x;

• o restante das ações, ou seja, 24%, não são referentes ao reconhecimento de vínculo empregatício,
logo = 24% de x = 0,24.x;

• 20% das ações trabalhistas têm origem na indústria, ou seja, 20% de 0,76.x = 0,2.0,76.x = 0,152.x;

• 25% das ações trabalhistas têm origem no comércio, ou seja, 25% de 0,76.x = 0,25.0,76.x = 0,19.x;

• as ações restantes, ou seja, 100% – (20% + 25%) = 100% – 20% – 25% = 55%, têm origem na
área de serviços, o que significa 55% de 0,76.x = 0,55.0,76.x = 0,418.x.

Como essas ações restantes são equivalentes a 209 ações, logo:

0,418.x = 209

209
x= = 500
0, 418
Na questão, foi perguntado o número de ações que não se referem a vínculo empregatício, ou seja,
0,24.x = 0,24.500 = 120.

Portanto, 120 ações não se referem a vínculo empregatício.

Questão 42

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

49
49% = , logo:
100
49 49 7
49% = = = = 0, 7 ou 70%
100 100 10
167
7
Observe que a fração pode ser multiplicada por 10, resultando em:
10
7 ⋅10 70
= = 70%
10 ⋅10 100 .
Questão 43

Resposta correta: alternativa B.

Justificativa:

• 80% dos homens não são fumantes → 80% de 40 = 0,8.40 = 32 homens não fumantes;

• o restante dos homens, ou seja, 40 – 32 = 8, é fumante;

• 12% das mulheres são fumantes → 12% de 25 = 0,12.25 = 3 mulheres fumantes;

• o restante das mulheres não é fumante, ou seja, 25 – 3 = 22 mulheres não fumantes;

• o número de homens ou fumantes é 40 + 3 = 43.

Note que a palavra ou do enunciado nos remete à união de conjuntos, isto é, A ou B em matemática
equivale a A ∪ B. Sendo assim, devemos unir o conjunto dos homens com o conjunto dos fumantes.
Como existem homens fumantes, devemos tomar cuidado para não somar esse número duas vezes,
por isso que ao total de homens foi somado apenas o número de mulheres fumantes, pois os homens
fumantes já estão inseridos no total de homens.

No diagrama de Venn, podemos visualizar melhor essa situação:


homens fumantes

32 8 3

Questão 44

Resposta correta: a alternativa A é verdadeira e a alternativa B é falsa.

Justificativa:

Alternativa A: suponha que o salário antes do aumento era igual a 100:

168
• com um aumento de 30%, seu salário passa a ser de 100 + 30% de 100 = 100 + 0,3.100 = 100 + 30 = 130;

• foi descontado 20% desse novo salário a título de impostos e taxas, logo, 20% de 130 = 0,2.130 = 26.

O desconto (26) tem relação com o salário inicial (100) e corresponde a quantos por cento deste?
Ora, 26 = 26% de 100, logo, o valor descontado é superior a 25% do salário‑base anterior ao aumento.
Portanto, a primeira afirmação é verdadeira.

Alternativa B: vamos considerar que, antes do aumento, o salário inicial era igual a x.

Com o aumento, ele passa a ser de x + 30% de x = x + 0,3.x = 1,3.x.

Sobre esse salário, incidem 20% de impostos e taxas, ou seja, 20% de 1,3.x = 0,2.1,3.x = 0,26.x.

O salário líquido será, então, de 1,3.x – 0,26.x = 1,04.x.

Esse salário líquido é depositado na aplicação financeira. Como foi depositado 2.000, temos:

1,04 . x = 2000
2000
x= = 1.923, 08
1, 04

Dessa forma, a afirmação de que o salário base era inferior a R$ 1.900,00 é falsa.

Questão 45

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

Vamos construir uma expressão matemática para o salário bruto do vendedor:

Salário bruto = parte fixa + parte variável

SB = PF + PV

PF = 2.300

PV = 3% do total de vendas que exceder a 10000.

Vamos chamar o total de vendas de V:

PV = 3% de (V – 10000)

169
PV = 0,03.(V – 10000)
PV = 0,03.V – 0,03.10000
PV = 0,03.V – 300

Substituindo na expressão do salário bruto, temos:

SB = 2300 + 0,03.V – 300


SB = 2000 + 0,03.V

Descontos: d = 10% de SB = 0,1.SB


d = 0,1.(2000 + 0,03.V)
d = 200 + 0,003.V

O salário líquido (SL) é o salário bruto (SB) menos os descontos (d):

SL = SB – d
SL = 2000 + 0,03.V – (200 + 0,003.V)
SL = 2000 + 0,03.V – 200 – 0,003.V
SL = 1800 + 0,027.V

No primeiro mês o vendedor recebeu R$ 4.500,00, logo:

4500 = 1800 + 0,027.V


4500 – 1800 = 0,027.V
2700 = 0,027.V
2700
V= = 100.000
0, 027

No segundo mês, o vendedor recebeu R$ 5.310,00, logo:

5310 = 1800 + 0,027.V


5310 – 1800 = 0,027.V
3510 = 0,027.V
3510
V= = 130.000
0, 027

Sendo assim, o total de vendas no segundo mês foi R$ 30.000,00 superior ao do primeiro mês, ou
seja, 30% superior, visto que 30.000 é 30% de 100.000.

Questão 46

Resposta correta: a alternativa A é falsa; a alternativa B é verdadeira; a alternativa C é verdadeira; a


alternativa C é verdadeira e a alternativa E é falsa.
170
Justificativa:

Alternativa A: o número de empresas que não decidiram aderir ao Simples corresponde a 22% de
1312 = 0,22.1312 ≅ 289. Logo, a afirmação é falsa.

Alternativa B: o total de empresas que não podem aderir ao sistema corresponde a 17% e as que
não pretendem fazê‑lo corresponde a 3% → total = 20%. Assim, 20% de 1312 ≅ 262. Logo, a afirmação
é verdadeira.

Alternativa C: entre as empresas consultadas, todas já se decidiram pela adesão, exceto as que ainda
não se decidiram, ou seja, 100% – 22% = 78%. Logo, a afirmação é verdadeira.

Alternativa D: todas as empresas podem aderir ao Simples, exceto as que não podem, ou seja,
100% – 17% = 83% e 83% de 1312 ≅ 1089 empresas.

Total de empresas que ainda não se decidiram = 289 empresas (resultado da alternativa A):

289 = x% de 1089

x
289 .1089
100

289 . 100 = x . 1089

28900
= x = 26, 5% → a afirmação é verdadeira.
1089

Alternativa E: empresas que já aderiram ao sistema = 39%:

39% de x = 900000

39
⋅ x = 900000
100

39 . x = 900000 . 100

90000000
x= = 2.307.692 → a afirmação é falsa.
39
Questão 47

Resposta correta: alternativa B.

171
Justificativa:

83,3 – 79,3 = 4

4 é quantos % de 83,3?

4 = x% de 83,3

x
4= ⋅ 83, 3
100

4.100 = x.83, 3

400
= x = 4 , 8%
83, 3

Logo, o volume de chuva decresceu 4,8% no mês em questão.

Questão 48

Resposta correta: alternativa D.

Justificativa:

População inicial do aquário = x

Peixes amarelos = 80% de x = 0,8.x

Peixes vermelhos = 20% de x = 0,2.x

Depois da misteriosa doença:

Peixes amarelos = 0,8.x – k

Peixes vermelhos = 0,2.x (nenhum peixe vermelho morreu)

População total depois da doença = 0,8.x – k + 0,2.x = x – k

60% dessa população são de peixes amarelos, logo:

60% de (x – k) = 0,8.x – k

172
0,6.(x – k) = 0,8.x – k

0,6.x – 0,6.k = 0,8.x – k

k – 0,6.k = 0,8.x – 0,6.x

0,4.k = 0,2.x

0, 2
k= ⋅x
0, 4

k = 0,5 . x

Logo, k, que é o número de peixes amarelos que morreram, é igual a 0,5.x.

A população inicial de peixes amarelos era de 0,8.x.

0,5.x é quantos % de 0,8.x?

Em outras palavras, 0,5 é quantos % de 0,8?

0,5 = y% de 0,8

y
0, 5 = ⋅ 0, 8
100

0,5 . 100 = y . 0,8

50
= y = 62, 5%
0, 8

Portanto, o percentual de peixes amarelos que morreram foi de 62,5%.

Questão 49

Resposta correta: alternativa A.

Justificativa:

Como o problema só oferece números relativos (porcentagens), podemos atribuir um número


conveniente para começar a resolução. Dessa forma, digamos que a empresa tem 100 empregados,
logo, 30% dos empregados vão fazer o curso, ou seja, 30 pessoas.

173
Na matriz, trabalham 45% dos empregados, isto é, 45% de 100 = 45 pessoas.

Em Ouro Preto, trabalham 20% dos empregados, isto é 20% de 100 = 20 pessoas.

Um total de 20% dos empregados da capital vai fazer o curso, ou seja, 20% de 45 = 9 pessoas.

Um outro total, de 35% dos empregados de Ouro Preto, também vai fazer o curso, ou seja, 35% de
20 = 7 pessoas.

Se são 30 pessoas que vão fazer o curso, então 30 – 9 – 7 = 14.

Em Montes Claros, 14 pessoas vão fazer o curso e a cidade tem 100% – 45% – 20% = 35% dos
empregados, ou seja, 35 pessoas.

Desses 35, 14 vão fazer o curso e o restante (35 – 14 = 21) não vai fazê‑lo.

Assim, 21 é quantos % de 35?

21 = x% de 35

x
21 = ⋅ 35
100

21.100 = x.35

2100
= x = 60%
35
Portanto, 60% dos empregados da filial de Montes Claros não optaram pelo curso.

Questão 50

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

• 60% de 800 = 0,6.800 = 480 homens;

• 40% de 800 = 0,4.800 = 320 mulheres;

• 10% dos homens são casados, logo:

— 10% de 480 = 0,1.480 = 48 homens casados.


174
• 20% das mulheres são casadas, logo:

— 20% de 320 = 0,2.320 = 64 mulheres casadas.

Total de pessoas casadas = 48 + 64 = 112 pessoas.

Questão 51

Resposta correta: alternativa C.

Justificativa:

Digamos que o salário de Bernardo é B, o salário de Alberto é A e o salário de Carlos é C.

Alberto ganha 20% a mais que Bernardo, portanto:

A = B + 20% de B = B + 0,2.B = 1,2.B

Carlos ganha 10% a menos que Alberto, portanto:

C = A – 10% de A = A – 0,1.A = 0,9.A

Mas A = 1,2.B, logo:

C = 0,9.1,2.B = 1,08.B

A soma dos três salários é 9.840, logo:

B + A + C = 9840

B + 1,2.B + 1,08.B = 9840

3,28.B = 9840

9840
B= = 3.000, 00
3, 28

Foi perguntado o salário de Alberto, assim:

A = 1,2.B = 1,2.3000 = 3.600,00.

175
Referências do apêndice

Questão 12

IEZZI, G.; DOLCE, O. . 4 ed. São Paulo: Atual, 2006, p. 49.

Questão 14

IEZZI, G.; DOLCE, O. . 4 ed. São Paulo: Atual, 2006, p. 69.

Questão 31

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS. Concurso público para provimento de cargos para a área administrativa
do . Questão 56. Disponível em: <http://www.domtotal.com/direito/concursos/provas/prova.
php?proId=7>. Acesso em: 16 nov. 2011.

Questão 32

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS. Concurso público do . Questão 23. Disponível em: <http://www.lfg.com.
br/concursos/TRT_SC_Caderno_105.pdf>. Acesso em: 16 nov. 2011.

Questão 34

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS. . Questão 47.

Questão 40

ESCOLA SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA (ESAF).

Questão 41

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS. Concurso público do . Questão 17. Disponível em: <http://www.
questoesdeconcursos.com.br/prova/arquivo_prova/43/Prova-AA-Tipo-001.pdf>. Acesso em: 16 nov.
2011.

Questão 43

FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS. . Questão 28.

Questão 44

CENTRO DE SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS (CESPE). Questões 136 e 137.

176
Questão 45

LOCIKS, J. : Agência Nacional de Telecomunicações – Técnico Administrativo – Matemática. Brasília:


Vestcom, 2009, p. 13. Disponível em: <http://concursos.ig.com.br/ft/4390.pdf>. Acesso em: 16 nov.
2011.

Questão 46

CENTRO DE SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS (CESPE). Questões 136 e 137.

Questão 49

ESCOLA SUPERIOR DE ADMINISTRAÇÃO FAZENDÁRIA (ESAF). Questão 53.

177
178
179
180
Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000

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