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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __ ª VARA CIVEL DA COMARCA DE

DUQUE DE CAXIAS DO FORO DE COPACABANA.

MARCO TÚLIO DA SILVA, (Nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador da cédula de


identidade R.G. nº xxxxxx e CPF/MF nº xxxxxxx, residente e domiciliado na Rua Paula Freitas, n°
50/201, bairro Copacabana, CEP: 22040-010, Duque de Caxias, Rio de Janeiro, por seu
advogado e bastante procurador que esta subscreve, procuração em anexo (Doc), com
escritório profissional situado na XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, onde de acordo com o
artigo 39, inciso I, do Código de Processo Civil receberá as intimações, vem respeitosamente a
presença de Vossa Excelência, com fulcro no artigos 941 a 945, do Código de Processo Civil, e
artigo 1.238 do Código Civil, propor a presente

AÇÃO DE USUCAPIÃO

do imóvel urbano, pelos motivos de fato e de direito que a seguir passa a expor:

DOS FATOS

A localização do imóvel usucapiendo fica na Rua Paula Freitas, n° 50/201, bairro Copacabana,
CEP: 22040-010, Duque de Caxias, Rio de Janeiro, sendo que o mesmo é composto de terreno
e respectiva construção , com área de 60,42 m2, possuindo ainda 5,70 m de frente e fundos
por 10,60m

O imóvel está inscrito no xxº Cartório de Registro de Imóveis de Duque de Caxias em nome de
CARLOS GONZALES, (Nacionalidade), (estado civil), (profissão), portador da cédula de
identidade R.G. nº xxxxxx e CPF/MF nº xxxxxxx, residente e domiciliado na (Rua), (número),
(bairro), (CEP), (Cidade), (Estado), não constando transcrição alguma, conforme comprova a
certidão negativa em anexo (Doc).

O Requerente possui mansa e pacificamente o imóvel por mais de 35 anos, sem que houvesse
interrupção, nem oposição. Contudo o requerente não possui título de domínio do mesmo, e
quer através da presente ação de usucapião, respeitando-se os termos do artigo 1.238 do
Código Civil pátrio.

O imóvel, de propriedade de CARLOS GONZALES, no qual, se encontra em local incerto e não


sabido, foi ocupado pelo autor e por seus pais, JOÃO DA SILVA e MARIA DA SILVA, no ano de
1976, conforme declarações exaradas por moradores do edifício onde se situa o bem. Desde
que passaram a residir no bem, tanto o autor como os seus pais sempre arcaram com as
despesas relativas ao imóvel, tais como cotas condominiais e IPTU, estando referidas verbas
devidamente quitadas.

O pai do autor faleceu em 1989 e sua mãe em 1995, passando este exclusivamente, dar
continuidade à posse mansa, pacífica e sem oposição que vinha sendo exercida juntamente
com os seus pais, igualmente arcando com o pagamento das despesas relativas ao imóvel.
Além de o autor residir no imóvel, este com sessenta e nove anos de idade, aposentado com
um salário mínimo, com significativa despesa com medicamentos, ainda aluga quartos do
imóvel para auxiliar sua renda mensal, demonstrando o exercício de sua posse, conforme
declarações emitidas pelas locatárias dos cômodos mencionados.

DO DIREITO

O douto professor Dilvanir José da Costa, em sua obra, ensina que:

“A usucapião é a mais poderosa forma de aquisição dos bens. Consagra por excelência o
princípio ex facto jus oritur. Joga por terra registros imobiliários, aquisições por acessão e por
sucessão hereditária. Tem como requisitos básicos a posse qualificada dos bens e o decurso do
tempo, e por fundamento subjetivo a renúncia presumida do proprietário negligente, que
manifesta desprezo por seus bens. Até as coisas carecem de trato, assistência e vigilância.

A Jurisprudência em nossos tribunais também é pacífica:

APELAÇÃO CÍVEL. USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA. MUNICÍPIO DE VAZANTE. SUCESSÃO


POSSESSÓRIA. ACRÉSCIMO DOS TEMPOS DE POSSE. ARTS. 1.207 E 1.243 DO CC.
POSSIBILIDADE. PERMUTA DE IMÓVEIS. PROCEDIMENTO. LICITUDE. IRRELEVÂNCIA. SENTENÇA
CONFIRMADA. I. Na usucapião extraordinária, compete ao usucapiente provar, de forma
inequívoca, o exercício da posse do bem pelo prazo legal, de forma mansa e contínua, como se
seu fosse. II. Demonstrada a sucessão de posse de maneira mansa e pacífica, revela-se possível
a soma dos tempos possessórios para fim de satisfação do requisito temporal exigido para a
prescrição aquisitiva da propriedade, nos termos dos arts. 1.207 e 1.243 do CC. III. Para fim de
usucapião, revela-se irrelevante eventual irregularidade procedimental havida em permuta da
posse de imóveis entre entes federados. IV. Satisfeitos os requisitos legais, notadamente ante a
soma do temo de posse do Estado de Minas Gerais sobre o imóvel, faz jus o Município de
Vazante à declaração de aquisição da propriedade pela usucapião. (TJ-MG - Apelação Cível
1.0710.12.000704-6/001, Relator(a): Des.(a) Lailson Braga Baeta Neves, julgamento em
07/05/2019, publicação da súmula em 17/05/2019)

Sendo assim, tendo ultrapassado o requisito legal em muitos anos, torna-se mister reconhecer
o seu direito de propriedade.

DO PEDIDO

Diante do Exposto requer:

a) a citação de CARLOS GONZALES, bem como dos confinantes e, por edital, dos eventuais
interessados, sendo observado o prazo do artigo 232, inciso IV do Código de Processo Civil.

b) Seja intimado, as autoridades competentes da fazenda pública da União, Estado, e


Município, para que se manifestem.

c) Seja intimado o Ministério Público, para que intervenha nos atos do processo.

d) A procedência da presente ação, com a finalidade de ser declarada na sentença, o domínio


do requerente sobre a área do imóvel, condenando-se a parte que contestar ao pagamento
dos honorários advocatícios, custas e despesas processuais.

DO VALOR DA CAUSA

Para os efeitos legas e fiscais, dá-se à presente causa o valor de R$ xxxxx (Valor)

Nestes termos, pede deferimento.

Rio de Janeiro, 26 de junho de 2020.

Advogado ....

OAB-RJ

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