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CGE

Manual de Normas e
Práticas de Engenharia

Emissoras Afiliadas

Departamento de Afiliadas e Expansão DEPAE/DIET

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 1


CAPÍTULO I: Qualidade e Confiabilidade do Sinal da Rede nas Emissoras 7
1. Introdução ......................................... ..... 7

2. Sinais de Rede ..................................... ..... 7

2.1 Recepção dos Sinais Digitais: Rede SD, Rede FU S O e Rede H D ..................... 8
2.1.0 Introdução ............................................................... 8
2.1.1 Especificação da antena de recepção .......................................... 8
2.1.2 Blindage m ............................................................... 8
2.1.3 Filtro de radar altimétrico ................................................... 8
2.1.4 L N B ................................................................... 8
2.1.5 Divisor de RF ............................................................ 9
2.1.6 Cabos .................................................................. 9
2.1.7 Receptores............................................................... 9
2.1.8 Parâ metros de recepção .................................................... 9
2.1.9 Redundância na recepção .................................................. 11
2.2 Recepção do Sinal Regional de São Paulo e B H .................................. 11
2.2.1 A ntena de recepção: ...................................................... 11
2.2.2 Blindage m: ............................................................. 11
2.2.3 L N B: .................................................................. 11
2.2.4 Divisor de RF:........................................................... 11
2.2.5 Cabos:................................................................. 12
2.2.6 Receptores:............................................................. 12
2.2.7 Parâ metros de recepção:................................................... 12
2.3 Sinal Analógico da Rede .................................................... 12
3. Infra-Estrutura elétrica na e missora ............... ......... 13

4. Infra-Estrutura de R efrigeração. ................... ........ 13

5. E xibição – C ontrole M e stre S D ...................... ...... 13

5.1 Facilidades técnico-operacionais requeridas no Controle Mestre..................... 13


5.2 Controle de falhas de exibição................................................ 14
5.3 Controle Mestre Digital..................................................... 14
5.4 Controle Mestre analógico P A L M ............................................ 14
5.5 Controle Mestre analógico NTS C ............................................. 14

5.6 Controle Mestre da T V Digital .................................. 14


5.6.1 Recursos ............................................................... 14
5.6.2 Canais de áudio........................................................ 15
5.6.3 Trabalhando co m 8 Canais de áudio........................................ 15
5.6.4 Trabalhando co m 16 canais de áudio ....................................... 18
5.7 Exibição de Sinais Regionais Estaduais ........................................ 21
5.8 Exibição centralizada....................................................... 22
6. Siste m a de Trans missão A nalógico na Geradora ....... ....... 22

6.1 Ligação Estúdio – Transmissor ............................................... 22


6.1.1 Estúdio e Trans missor localizados no mes mo site: .............................. 22
6.1.2 Estúdio e Trans missor localizados em sites diferentes: ........................... 22
6.1.3 Reco mendações para enlace-rádio em microondas (analógico ou digital):............ 22
6.1.4 Reco mendações para enlace via fibra ótica:.................................... 23
6.2 Estação Trans missora ...................................................... 23
6.2.1 Para o(s) trans missor(es):.................................................. 23
6.2.2 Para o sistema irradiante (linha de trans missão + antena):......................... 23

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6.2.3 Reco mendações genéricas quanto à Estação Transmissora: ....................... 23
7. Siste m as de Trans missão A nalógico: Distribuição e Retrans missão de Sinais 23

7.1 Sistemas de trans missão para enlaces rádio E missoras - retrans missoras: .............. 24
7.1.1 Reco mendações para enlace rádio em microondas (analógico ou digital): ............ 24
7.1.2 Reco mendações para enlace rádio em U H F (analógico):.......................... 24
7.1.3 Reco mendações para enlace via satélite: ...................................... 24
8. Estações retrans missoras analógicas: ............... ........ 24

8.1 Reco mendações genéricas quanto à estação retrans missora ......................... 24


8.1.1 Para estações retrans missoras e/ou repetidoras de significativa importância da área de
cobertura da Geradora (cabeça de rede) ............................................. 24
8.1.2 Para as outras estações retrans missoras da área de cobertura da Geradora (cabeça de rede)25
8.2 Reco mendações quanto à infra-estrutura dos Postos: .............................. 25
8.2.1 Para estações retrans missoras e/ou repetidoras de significativa importância: .......... 25
8.2.2 Para as outras estações retrans missoras da área de cobertura:...................... 25
8.3 Reco mendações quanto à torre do posto: ....................................... 25
8.3.1 Para estações retrans missoras e/ou repetidoras de significativa importância da área de
cobertura da Geradora (cabeça de rede): ............................................ 25
8.3.2 Para as outras estações retrans missoras da área de cobertura:...................... 25

9. Siste m a de Trans missão Digital na Geradora .......... 25

9.1 Ligação Estúdio – Transmissor ............................................... 26


9.1.1 Estúdio e Trans missor localizados no mes mo site: .............................. 26
9.1.2 Estúdio e Trans missor localizados em sites diferentes: ........................... 26
9.1.3 Reco mendações para enlace-rádio em microondas:.............................. 26
9.1.4 Reco mendações para enlace via fibra ótica:.................................... 26

9.2 Estação Trans missora Digital ......................................... 26


9.2.1 Sistema de trans missão.................................................... 26
9.2.2 Trans missor Digital ...................................................... 27
9.2.2 Para o sistema irradiante (linha de trans missão + antena):......................... 28
9.2.3 Reco mendações genéricas quanto à Estação Transmissora: ....................... 28

9.3 Parâ metros de Trans missão Digital .................................... 28


9.3.1 M o do de trans missão:..................................................... 28
9.3.2 Intervalo de Guarda:...................................................... 28
9.3.3 N ú mero de seg mentos:.................................................... 29
9.3.4 Ti me Interleaving: ....................................................... 29
9.3.5 M o dulação e FE C: ....................................................... 29
10. Siste m as de Trans missão Digital: Distribuição e Retrans missão de Sinais

................................................... . 29

10.1 Sistemas de trans missão para enlaces rádio E missoras - retrans missoras: .............. 29
10.1.1 Reco mendações para enlace rádio em microondas:............................ 29
10.1.2 Reco mendações para enlace via satélite: .................................... 29

11. Estações retrans missoras Digitais: .................. 30

11.1 Reco mendações genéricas quanto à estação retrans missora digital ................... 30
11.1.1 Para estações retrans missoras e/ou repetidoras de significativa importância da área de
cobertura da Geradora (cabeça de rede) ............................................. 30

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11.1.2 Para as outras estações retrans missoras da área de cobertura da Geradora (cabeça de rede)
30
11.2 Reco mendações quanto à infra-estrutura dos Postos: .............................. 30
11.2.1 Para estações retrans missoras e/ou repetidoras de significativa importância: ........ 30
11.2.2 Para as outras estações retrans missoras da área de cobertura:.................... 30
11.3 Reco mendações quanto à torre do posto: ....................................... 30
11.3.1 Para estações retrans missoras e/ou repetidoras de significativa importância da área de
cobertura da Geradora (cabeça de rede): ............................................ 30
11.3.2 Para as outras estações retrans missoras da área de cobertura:.................... 30
CAPÍTULO II: Recursos de mão-de-obra técnica especializada na geradora 31
CAPÍTULO III – Produção de Jornalismo – Formatos: Captação. Edição e
Exibição - SD ............................................................................. 33
1. Introdução ......................................... .... 33

2. Câ m eras e Lentes .................................. .... 33

2.1 Características Técnicas: .................................................... 34


2.2 Características Operacionais: ................................................. 34
3. F or m atos de Gravação ............................... .... 34

4. For m atos utilizados no Projac ..................... ....... 35

5. Edição ............................................ ... 35

6. Tipos de Siste m as ................................. ..... 35

6.1 Edição Linear............................................................. 35


6.2. Edição Não Linear ......................................................... 36
6.2.1 Sistemas co m armazenam ento local.......................................... 36
6.2.2 Ar mazena mento Centralizado .............................................. 37
6.2.3 Ar mazena mento misto:.................................................... 38
7. Co m p arativo entre alguns siste m as de gravação utilizados atual m ente: 40

CAPÍTULO IV: Qualidade da Produção e Contribuição de Matérias


Jornalísticas .............................................................................. 41
1. O bjetivo:.......................................... .... 41

2. Introdução ......................................... .... 41

3. Situação Atual ..................................... .... 41

4. Principais proble m as: .............................. ..... 41

5. R eco m e n dações ...................................... .. 41

5.1. Controle de fitas ........................................................... 41


5.2 Manutenção de equipa m entos ................................................ 41
5.3. Conexão Afiliadas e E m bratel................................................. 41
5.4. Enlaces de Geração de M atérias............................................... 41
5.5. Treina mentos e Procedim entos Operacionais..................................... 42
6. E q uipa m e ntos não profissionais e Equipam e ntos O bsoletos ..... 42

6.1. Equipa mentos não Profissionais............................................... 42


6.2. Equipa mentos Obsoletos .................................................... 42
7. Especificações Técnicas Míni m as .................... ...... 43

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CAPÍTULO V: Utilização de sinais regionais via satélite para distribuição de
programação.............................................................................. 44
1. Introdução ......................................... .... 44

2. O bjetivo ........................................... ... 44

3. Pre missas .......................................... ... 44

4. Parâ m etros Utilizados para definição de taxas ...... ......... 44

5. V alores das taxas .................................. ..... 45

6. Criptografia do sinal .............................. ...... 45

7. Parâ m etros de cálculo de enlace .................... ....... 45

8. Di m e nsiona m e nto do siste m a ......................... .... 46

ANEXOS ..................................................................................... 48
ANEXO I - Instrução de Serviço 02/99 da CGE Modelo IV .. 48
ANEXO II- Efeitos da decodificação na qualidade do vídeo . 50
ANEXO III – RESOLUÇÃO 284 DE 07/12/2001 - ANATEL ... 51

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INTRODUÇÃO

O objetivo desse livro de recomendações é transmitir os procedimentos e normas técnicas em toda a


Rede Afiliada.
As normas aqui escritas visam consolidar o Padrão Globo de qualidade em toda a Rede, levando
orientações para que a qualidade e a confiabilidade do sinal transmitido na Afiliada seja a mesma da cabeça de
Rede e o telespectador seja atendido da mes ma forma em qualquer região do país.
O livro contém orientações gerais das várias que compõe m u ma emissora de TV: transmissão, exibição,
distribuição, etc.
Nos tópicos que contém o logo DTV, você encontra tem as específicos ligados a TV Digital.
Boa leitura!

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CAPÍTULO I: QUALIDADE E CONFIABILIDADE DO SINAL DA REDE NAS
EMISSORAS

1. Introdução
Neste docu mento, apresentaremos as principais recom endações para que a qualidade dos sinais da Rede
recebidos e transmitidos pelas Emissoras seja preservada.
Atualmente, o processo de produção e exibição do conteúdo da Rede Globo, totalmente digitalizado,
garante a máxima qualidade de sinal. Co mo Responsáveis pela Engenharia da Rede Globo deve mos
garantir que o sinal recebido por todos os telespectadores, através de qualquer das Emissoras, apresente
u m grande diferencial de qualidade e confiabilidade.
Este docu mento traz inform ações importantes para cada estágio de tráfego interno do sinal, da antena
parabólica até o transmissor, tratando-o de forma a preservar sua qualidade.

2. Sinais de Rede
A TV Globo distribui sua programação para as Emissoras através de transmissão via satélite.
Toda a Emissora pertencente à Rede deverá possuir recepção dos seguintes sinais de distribuição, que
são disponibilizados pela Rede:
 Sinal Digital da Rede SD (SDR-SD): Sinal Titular de distribuição da programação SDTV.
 Sinal Digital da Rede Fuso (SDRF): Sinal Titular de distribuição, defasado e m u ma hora e m
relação ao Sinal Digital da Rede.
 Sinal Digital da Rede HD (SDR-HD): Sinal Titular de distribuição da progra mação HDTV. Para as
e missoras que implantarem TV Digital em suas praças.
 Sinal Analógico da Rede (SAR): Sinal Stand-by. Deve ser usado somente com o último recurso de
exibição da programação.

Os sinais Digitais da Rede SD e HD ,destinam-se às emissoras que operam no fuso horário de Brasília.
O Sinal Digital da Rede Fuso, destina-se ao atendimento das emissoras que estão nas regiões
geográficas com fuso horário de menos uma hora em relação ao horário de Brasília.

Observação: Durante a vigência do Horário Brasileiro de Verão (HBV), as e missoras localizadas e m


estados que não o adotam (exe mplo: emissoras do Nordeste do país) poderão passar a usar
sazonalmente o sinal Digital da Rede Fuso até o termino do HBV. Isso dependerá das orientações da
programação.

Contingências:

1) Do Sinal Digital da Rede SD:


E m caso de falha ou queda do sinal Digital da Rede SD, são sinais de contingência:
 Sinal Regional de São Paulo (SRSP): Primeira contingência do sinal digital da Rede.
 Sinal Analógico da Rede (SAR): Segunda contingência do sinal digital da Rede.
Conforme mencionado, o SRSP é o primeiro stand-by do SDR, porém, caso a programação esteja
diferenciada, a Emissora deverá utilizar o sinal analógico como stand-by.
Co mo terceira opção temos ainda o sinal regional de Belo Horizonte que poderá ser utilizado para a
distribuição.

2) Do Sinal Digital Rede Fuso


E m caso de falha ou queda do sinal Digital da Rede Fuso, será adotado o seguinte plano de contingência:
As cabeças de rede passarão a exibir o sinal regional de Cuiabá. Haverá, portanto, a necessidade de
contratação de Embratel do Rio para Cuiabá por parte da TV Centro América.
Para isso, també m faz-se necessário que as geradoras dependentes do sinal Digital da Rede Fuso
tenha m receptores da TV Centro-América de Cuiabá.
Observação:
A Rede Globo iniciará a operação do Sat Rede Fuso co m Uplink e receptores alugados. Entretanto, estão
sendo feitos investimentos na aquisição de Up-link próprio.

2) Do Sinal Digital da Rede HD


E m caso de falha ou queda do sinal Digital da Rede HD, a emissora deverá usar o sinal da Rede Digital
SD “Up-Convertido” em seu controle mestre.

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2.1 Recepção dos Sinais Digitais: Rede SD, Rede FUSO e Rede HD

2.1.0 Introdução

É importante observar que desde JAN/2009 os sinais da Rede Digital SD e Rede Fuso passaram a ser
transmitidos por um único up-link (MCPC) a partir do CED-RJ, utilizando o satélite Intelsat 805.

2.1.1 Especificação da antena de recepção


 Banda: C
 Diâmetro: 4,5 metros
 Faixa de freqüência (GHz):3,7 a 4,2
 Ganho na freqüência central (-0.2 dBi): 44,0
 Polarização: Linear (alimentador circular como opcional)
 Ângulo de meia potência (graus): 1,2
 Te mperatura de ruído a 30° de elevação(K): 20
 Razão de voltagem axial: 1,30
 Exigir do fabricante adaptador para instalação do filtro de radar altimétrico.
 Fabricantes sugeridos: Brasilsat ou Andrew

2.1.2 Blindagem
É imprescindível a instalação de blindage m nas antenas localizadas próximas a áreas geradoras de ruído
impulsivo ou de ignição, tais como: estacionamentos, ruas, avenidas, locais onde sejam operadas soldas
elétricas, cortadores de gra ma, etc.
A blindage m consiste em um conjunto de obstáculos artificiais (telas metálicas) que forneça m as
atenuações necessárias para que a estação não venha a ser interferida por esses ruídos, gerados
principalmente por veículos. O projeto da tela consiste na determinação das dimensões de altura e
largura da tela além da diagonal da malha e, em casos muito críticos, é aconselhável que seja feito por
profissional ou firma especializada.

Abaixo algumas formas de blindagens sugeridas:

2.1.3 Filtro de radar altimétrico


Protege o sinal contra interferências provenientes de radares altimétricos em freqüências próximas à
banda C.
 Banda Passante: 3,7 a 4,2 GHz
 Banda Rejeição: 2.4 a 3.4 GHz (30 dB min.) e 4,25 a 4,4 GHz (30 dB min.)
 Perda por inserção: 0.40 dB (máximo)
 VS WR: 1.2 : 1
Fabricantes sugeridos: Apollo (modelo 15494) ou Brasilsat.

2.1.4 LNB
 Nú mero mínimo de unidades por praça: 2
 Freqüência de entrada: 3,4 a 4,2 GHz
 Freqüência de saída: 950 a 1.525 MHz
 Te mperatura de ruído: 20°K
 Estabilidade de freqüência: +/- 10KHz
 Ganho: 60 dB
 Input DC: +15 a 24V
Fabricantes sugeridos: Norsat (modelo: 3220) e Califórnia Amplifier (Modelo 140194)

Reco mendação: O segundo LNB da emissora não deve ser instalado na saída de polarização cruzada do
alimentador da antena principal do SDR, uma vez que ficaria sujeita ao efeito danoso de descargas

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atmosféricas, sem qualquer benefício para a E missora. Ele deve ser estocado em local de fácil acesso
para o caso de necessidade urgente de troca, ou então instalado na antena reserva de recepção do SDR.

2.1.5 Divisor de RF
Utilizado para dividir o sinal que vem da antena para alimentar os 2 receptores (titular e stand-by).
 Freqüência - Banda L: 950 a 1450 MHz
 Perda de inserção: 4.5 +/- 1 dB
 Isolação: 20 dB
Fabricantes Sugeridos: Holland, Tecsat ou Mini Circuits

2.1.6 Cabos
 Impedância: 75 Ω
 Atenuação para 1,0 GHz (dB/100 m): 13,9
Fabricantes sugeridos: Belden e RFS-Brasil-Kmp

2.1.7 Receptores
Receptor para o Sinal Digital da Rede SD e FUSO:
 Nú mero mínimo de unidades por Emissora: 2
Fabricante: Tandberg
 Modelo: TT 1260
 Criptografia: Proprietária Tandberg

Receptor para o Sinal HD da Rede:


 Nú mero mínimo de unidades por Emissora: 2
 Fabricante: Tandberg
 Modelo: RX1290
 Criptografia: Irdeto M-Crypt

2.1.8 Parâmetros de recepção


Recepção do Sinal Digital da Rede SD e FUSO (MCPC):

 Satélite: Intelsat 805


 Polarização: Vertical
 Freqüência (Banda L): 1.050,50 Mhz
 Taxa de símbolos: 20,00 MSy mb/s
 Modulação: 8PSK
 FEC: 2/3
 Roll-off: 35 %
 Criptografia: Proprietária Tandberg – Director 5.
 Limiar Eb/No: 6.9 dB (abaixo desse valor, a recepção do SDR se torna inviável)
 Valor desejado de Eb/No: m aior ou igual 12dB

IMPORTANTE: U m manual completo com todas as configurações de menus e ainda fotos das telas do
equipamento pode ser obtido com a equipe do DEPAE.
Recomendações de ajuste:
U ma vez que a antena esteja em sua melhor condição de apontamento e polarização e corretamente
travada, retoques no apontamento e polarização não serão freqüentes.

Se, em condições normais de recepção, o sistema estiver operando com Eb/No abaixo de 10
dB, todo o sistema de RF deve ser retocado, realinhando-se a antena e reajustando-se a
polarização.
A leitura periódica do Eb/No é importante. Seu valor permite caracterizar a condição de
recepção de maneira simples, rápida e confiável, além de permitir mapear o comportamento
estatístico do sistema.

Recepção do Sinal Digital da Rede HD:

• Satélite: StarOne C2
• Polarização: Vertical.
• FEC (LDPC+BCH): 2/3
• Modulação: DVB-S2 8PSK sem pilotos

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• Total Symbol Rate: 30 Msym/s
• Freqüência banda C: 3940 MHz
• Roll-off: 20 %
• Video 1
PID 111
PCR embedded
Codificação MPEG-2 422P@ HL
49Mbps
1920x1080i @ 29,97Hz
GOP 15, IBBP
Closed Caption EIA-708 (SMPTE-334)
• Audio 1 (PGM)
PID 121
Codificação MPEG-1 L2
384kbps
48KHz
Stereo
• Audio 2 (SAP)
PID 131
Codificação MPEG-1 L2
384kbps
48KHz
Stereo
• Áudio 3 (Dolby 1)
PID 141
Codificação Dolby-E
1920kbps
48KHz
20bits
5.1+2 (5.1 SAP* + PGM stereo)
* No início das transmissões somente 2 canais do SAP 5.1 estarão sendo utilizados.
• Audio 4 (Dolby 2)
PID 151
Codificação Dolby-E
1920kbps
48KHz
20bits
5.1+2 (sem utilização durante o início das transmissões)
• IP Channel (ainda indefinido o conteúdo)
PID 1001
Codificação Tandberg Datapipe
512kbps
• H-EIT Channel (tabela para EPG do sinal HD terrestre)
Ainda em implantação
• L-EIT Channel (tabela para EPG do sinal One-Seg Terrestre)
Ainda em implantação
• Criptografia
Irdeto M-Crypt
Precisa da jaqueta PCMCIA CAM (Conditional Access Module)
IRDETO (pode ser do fabricante SMIT, e só precisa decodificar um serviço)

Importante:
Após realizar a montage m dos receptores, a emissora deverá solicitar à gerencia de operações de
exibição e distribuição na TV Globo RJ o envio dos cartões para acesso condicional da Rede Digital HD.
Cada geradora receberá dois cartões de acesso condicional para seu uso exclusivo.
O cartão é garantia de que o sinal da TV Globo não será recebido indevidamente e por isso, é muito
importante que sejam mantidos em segurança.
Após o recebimento do cartão comunique-se com o Centro Exibidor do RJ pelo telefone (21)2540-2642,
informando o número de série e o local de instalação dos IRDs para que o cartão seja habilitado no
sistema. Em caso de extravio o centro exibidor no RJ també m deverá ser avisado imediatamente.
NOTA: U m manual completo com todas as configurações de menus e ainda fotos das telas do
equipamento pode ser obtido com a equipe do DEPAE.

Recomendações de ajuste:

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U ma vez que a antena esteja em sua melhor condição de apontamento e polarização e corretamente
travada, retoques no apontamento e polarização não serão freqüentes.

Se, em condições normais de recepção, o sistema estiver operando com Eb/No abaixo de 10
dB, todo o sistema de RF deve ser retocado, realinhando-se a antena e reajustando-se a
polarização.
A leitura periódica do Eb/No é importante. Seu valor permite caracterizar a condição de
recepção de maneira simples, rápida e confiável, além de permitir mapear o comportamento
estatístico do sistema.

2.1.9 Redundância na recepção


E mbora IRD e LNB sejam os equipamentos com maior probabilidade de falha da cadeia de recepção dos
sinais de Rede, pode m acontecer problemas com antena, conectores e cabos. É, portanto, recomendável,
a existência de uma segunda antena parabólica de recepção. Nesse caso, nela deve ser instalado o
segundo LNB da praça, bem co mo o segundo IRD, formando uma segunda cadeia completa de recepção.
É importante que a cadeia reserva seja confiável e apresente um sinal de qualidade o que pode ser
constatado através de medidas periódicas de Eb/No (» 10 dB).
Antenas utilizadas para recepção do sinal analógico pode m ser reapontadas.
Observar se esta antena possui condições técnicas necessárias.

2.2 Recepção do Sinal Regional de São Paulo e BH


Abaixo informações e especificações necessárias para a recepção do Sinal Regional de São Paulo e BH.
Lembramos que devido a atualização tecnológica ocorrida recentemente o Sat SP passou a operar com o
sistema DVB-S2.

2.2.1 Antena de recepção:


 Banda: C
 Diâmetro: 3,6 metros
 Faixa de freqüência(GHz):3,4 a 4,2
 Ganho na freqüência central (-0.2 dBi): 42,0
 Polarização: Horizontal
 Ângulo de meia potência (graus): 1,3
 Te mperatura de ruído a 30° de elevação(K): 26
 Razão de voltagem axial: < 1,20
 Fabricantes sugeridos: Andrew ou Brasilsat

2.2.2 Blindagem:
É imprescindível a instalação de blindage m nas antenas localizadas próxima a áreas geradoras de ruído
impulsivo ou de ignição, tais como: estacionamentos, ruas, avenidas, locais onde possua soldas
elétricas, cortadoras de gra ma, etc.
A blindage m consiste em um conjunto de obstáculos artificiais (telas metálicas) que forneça m as
atenuações necessárias para que a estação não venha a ser interferida por esses ruídos, gerados
principalmente por veículos. O projeto da tela consiste na determinação das dimensões de altura e
largura da tela além da diagonal da malha e, em casos muito críticos, é aconselhável que seja feito por
profissional ou firma especializada.

2.2.3 LNB:
 Freqüência de entrada: 3,4 a 4,2 GHz.
 Freqüência de saída: 950 a 1.525 MHz.
 Te mperatura de ruído: 20°K to 35°K @ 25°C.
 Estabilidade de freqüência: +/- 10KHz.
 Ganho: 60 dB.
 Input DC: +15 a 24V.
Fabricantes sugeridos: Norsat (modelo: 3220) e Califórnia Amplifier (Modelo 140194)

2.2.4 Divisor de RF:


Utilizado para dividir o sinal que vem da antena para os 2 receptores.
 Freqüência - Banda L: 950 a 1450 MHz.
 Perda de inserção: 4,5 +/- 1,0 dB.
 Isolação: 20 dB.
Fabricantes Sugeridos: Holland, Tecsat ou Mini Circuits.

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2.2.5 Cabos:
 Impedância:75 Ω.
 Atenuação para 1,0 GHz (dB/100 m): 13,9.
Fabricantes sugeridos: Belden e RFS-Brasil-KmP.

2.2.6 Receptores:
PARA O SAT BH:
 Fabricante: Philips.
 Criptografia: Cryptoworks.
 Codificação de vídeo: 4:2:0 MP @ ML.
 Codificação de áudio: MPEG Layer 2.
 Obs: Projeto de atualização tecnológica do sistema em anda mento.

PARA O SAT SP:


 Fabricante: Tandberg – RX1290
 Criptografia: Irdeto
 Codificação de vídeo: 4:2:0 MP @ ML.
 Codificação de áudio: MPEG Layer 2.

2.2.7 Parâmetros de recepção:


PARA O SAT SP:

 Satélite: Brasilsat C2.


 Modulação: DVB-S2
 Polarização (descida): Horizontal
 Freqüência (Banda L): 1461.5 Mhz
 Taxa de símbolos: 7,5 MSym b/s.
 Modulação: 8PSK.
 FEC: 2/3
 Roll-off: 20 %

PARA O SAT BH:


 Satélite: Brasilsat C2.
 Modulação: DVB-S
 Polarização (descida): Horizontal
 Freqüência (Banda L): 1.470 Mhz
 Taxa de símbolos: 6 MSy m b/s.
 Modulação: QPSK.
 FEC: 3/4
 Limiar Dish Point: Aproxim ada mente 250 (Este valor de limiar é um parâmetro de medida de nível
nos decoders Philips, não o valor desejado de operação).
 Limiar Eb/No: 6,6 dB (Este valor de limiar é um parâmetro de projeto e não o valor desejado de
operação).
 Considerações: Cálculo teórico de C/N
C/N = 5.5 + EbNo2CN(Rate) + 0,5+ B Wcorr (1.2) = 6.6db
onde: Rat e= 3/4; f_bruto(f symb, Rate) = 9 e f_nett (f symb, Rate)=8,29411765

2.3 Sinal Analógico da Rede


O sinal Analógico da Rede deverá ser usado pela emissora como ultima alternativa de contingência de
sinais. Recomenda-se que a Afiliada utilize as recepções digitais em detrimento da recepção analógica,
claro que sempre observando o determinado pela programação local e da Reda.
A Instrução de Serviço 02/99 emitida pela CGE recom enda:
 Relação Sinal/Ruído: maior que 50 dB.
 Receptor: Intercontinental m odelo MT 900.
 Especificação de antena, LNB, cabos e divisores: Alternativamente aos equipam entos recomendados
na Instrução de Serviço, pode m ser utilizados os equipamentos recomendados para recepção do
sinal digital.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 12


No Anexo I (Instrução de Serviço 02/99) deste manual estão todas informações para montage m da
Recepção Analógica da (satélite, polarização, analógico, digital, modulação, cryptografia, etc).

3. Infra-Estrutura elétrica na emissora


Reco menda-se que todas as Emissoras (Emissoras Cabeça de Rede ou de Capitais de Estado, Emissoras
do Interior e as RTV da Am azônia legal, també m cha madas de “MicroGeradoras”) possua m u m sistema
de geração de energia alternativa à concessionária local, com os seguintes recursos:
- Sistema de grupo gerador
- Sistema de no-break
Dessa forma será garantinda a continuidade das operações mes mo com a ausência da energia elétrica
comercial.
É imprescindível que a infra-estrutura elétrica seja dimensionada corretamente e que atenda a todas as
áreas técnicas e operacionais que são vitais para o funcionamento da emissora.
O sistema de infra-estrutura deve ainda ser acom panhado e revisado periodicamente. Os grupos
geradores e No-breaks, deverão estar aptos a entrar em funcionamento assim que necessário. Para isso,
equipes técnicas especializadas na área elétrica deve m ser responsáveis por essas atividades de
m anutenção.

As áreas da emissora que deverão estar salvaguardadas pelo sistema redundante de energia elétrica
são:
- Central técnica
- Controle-mestre e sistema de exibição comercial.
- Controle de produção e exibição de Jornalismo.
- Estúdios.
- Ilhas de Edição.
- Sistema de Transmissão principal e reserva.
- Sistema de microondas e link estúdio-transmissor (quando houver).
- Sistema de Uplink (quando houver)

A E missora deverá ainda possuir sistema de aterramento que garanta a devida proteção contra
descargas atmosféricas preservando a segurança de seus funcionários, equipamentos e mantendo o
funcionamento contínuo da emissora.
O aterramento deverá ser dimensionado corretam ente e be m co mo revisado com periodicidade,
principalmente após queda de um raio.

4. Infra-Estrutura de Refrigeração.
Reco menda-se o uso de condicionadores de ar nas áreas técnicas mantendo a temperatura constante e
evitando problemas de aquecimento em equipamentos.

5. Exibição – Controle Mestre SD


O sistema de exibição do canal analógico da emissora deverá ser transparente ao Sinal da Rede SD. No
caso de controle-mestre analógico, o sinal da Rede não deve ser transcodificado ou convertido.
Os Sinais da Rede deverão passar através de patches (de áudio e de vídeo) facilitando as manobras
operacionais em caso de em ergências.
Os sinais principais e os de contingência, também deverão estar disponíveis nu ma botoneira de
e mergência, que funcionará como alternativa ao controle-mestre principal.

5.1 Facilidades técnico-operacionais requeridas no Controle Mestre


São recursos imprescindíveis ao Controle Mestre:
 Matriz auxiliar de emergência para uso em casos de pane no switcher principal. Deverá ser acionada
através de um comutador localizado no Controle Mestre.
 Monitoração dos sinais da Rede.
 Monitoração de closed caption.
 Monitoração de SAP.
 Monitoração do canal de coordenação.
 Teletexto.
 Monitoração do canal local recebido pelo ar.
 Monitoração do sinal regional (quando houver).

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 13


No caso de operação centralizada (centralcasting),a monitoração dos sinais de todas as Emissoras
envolvidas deverão estar disponíveis.
Obs: A Emissora deverá possuir no mínimo um sistema de monitoração profissional de áudio e
vídeo constituído de monitor de vídeo profissional, waveform, vectorscope, VU de áudio, peak
meter, caixas acústicas, etc.

5.2 Controle de falhas de exibição


A E missora deverá possuir um sistema de apontamento e controle de falhas de exibição, homologado
pela Globo.
U m resu mo do relatório deverá ser enviado mensalmente através de email para o Departamento de
Afiliadas e Expansão inform ando as interrupções de transmissão da Geradora e dos principais municípios
da área de cobertura. (data, horário, duração e motivo).
Toda a ocorrência que gere descontinuidade da exibição da programação deverá ser comunicada
imediatamente ao Departam ento de Afiliadas e Expansão.
Toda Geradora deverá possuir infra-estrutura necessária para manter suas transmissões com o mínimo
de interrupção. Entende-se que a somatória das interrupções no mês não deva exceder a 4 minutos
(Confiabilidade de 99,99 % ).

5.3 Controle Mestre Digital


Abaixo as recomendações de tráfego de sinais da Rede para as Emissoras que utilizam a switcher digital.
 Sinal Digital Rede: Utilizar a saída SDI DO IRD e o frame synchronizer do próprio IRD.
 Sinal Regional SP: Utilizar a saída SDI do IRD Philips (dependendo do modelo do receptor deve-se
utilizar um conversor paralelo-serial).
Na indisponibilidade de se obter o sinal SDI a Emissora deverá utilizar a saída PAL M “by-passando”
este sinal da switcher de Controle Mestre.
 Sinal Analógico da Rede: Deve-se “by-passar” o sinal Pal M evitando processa mentos.

5.4 Controle Mestre analógico PAL M


Abaixo as recomendações de tráfego de sinais da Rede para as Emissoras que utilizam a switcher
analógica.
 Sinal digital da Rede: Utilizar a saída PAL M. Deverá ser utilizado o frame interno do próprio IRD.
 Sinal Regional SP: Configurar o IRD para saída PAL M.

5.5 Controle Mestre analógico NTSC


Nesse caso, utilizar as saídas Pal M dos receptores.
Esses sinais deverão ser “by-passados” na switcher do Controle Mestre.
O sinal da Rede não deve ser transcodificado!

5.6 Controle Mestre da TV Digital


Introdução:

O sistema de exibição para a TV Digital possui um grau de complexidade maior que o do sistema de
exibição para o canal analógico. Nesse sistema temos um nú mero maior de canais de áudio podendo
chegar até dezesseis. O vídeo digital em alta definição requer cuidados especiais e, adicionalmente
també m existe a presença de dados da grade de programação e informações do sistema.
A Afiliada é responsável por desenvolver o projeto do sistema de exibição de forma a garantir qualidade
e confiabilidade ao sinal de Rede e ao seu sinal local. Todos os principais equipa mentos deverão possuir
redundância.
Importante lembrar também, que a existência do sistema de exibição digital não elimina a
existência do sistema de exibição analógico.
Co m a introdução da TV Digital o sistema de exibição do canal analógico deverá será digitalizado. Essa
m edida diminui a degradação do sinal local quando exibido na TV Digital e melhora a qualidade de
exibição no canal analógico.
Ta mbé m é desejável que haja digitalização dos recursos como servidores de com ercialização, controle de
produção e outros de form a que toda a planta do sistema de TV passe a ser digital. Isso evita o uso de
m uitos conversores de analógico para digital (A/D) o que au menta a qualidade do produto final.

5.6.1 Recursos
Abaixo listamos os principais recursos de exibição que deverão estar presentes na Afiliada:

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 14


• Recepção do Sinal da Rede HD com redundância.
• Corte de emergência para o controle-mestre.
• Up-converter redundante na saída do controle-mestre SD.
• Capacidade de eliminar PGM do “One-Seg”.
• Capacidade de inserção de dados locais de EPG e SI.
• Possuir servidor para exibição local de comercialização HD, com redundância.
• Recurso para ingest de com erciais nos seguintes form atos: HDCAM ou XDCAM (35MB e 50 MB) e
ou outras mídias (exemplo: mídias removíveis) definidas pela Rede.
• Capacidade de exibição de mídia comercial HD entregue localmente.
• Decoder Dolby-E redundante para operação com áudio 5.1
• Preview técnico HDTV para central técnica e operação de "ingest" de comerciais.
• Inserção local de "Logo" avisando telespectador sobre presença de áudio 5.1 (*).
• Inserção de dados (gênero, classificação indicativa, etc).
• Exibição de LIBRAS, audio description e itens obrigatórios pela lei, transmitidos pela Rede.

(*) Caso o modelo adotado na afiliada permita trabalhar com áudio 5.1

A seguir apresentamos u m descritivo detalhado sobre os canais de áudio e com o eles serão transmitidos
no sinal da Rede HD.

5.6.2 Canais de áudio


Importante: A princípio a Rede HD distribuirá apenas 4 canais de áudio (sendo: PGM estéreo e SAP ou
Audio Description estéreo). Porém, no futuro, serão transmitidos 8 e até 16 canais de áudio, usando
toda a capacidade de transmissão da TV Digital. A seguir apresentamos detalhes desses dois cenários.

5.6.3 Trabalhando com 8 Canais de áudio

No Controle-Mestre Rede HD (no RJ), os 8 canais de áudio serão configurados da seguinte forma:

Canal 1 - (PGM L)
Canal 2 - (PGM R)
Canal 3 - (5.1 L ou SAP L ou AD L)
Canal 4 - (5.1 R ou SAP R ou AD R)
Canal 5 - (5.1 C)
Canal 6 - (5.1 SW)
Canal 7 - (5.1 Ls)
Canal 8 - (5.1 Rs)

Abreviações:
AD = audio description (Audio Descrição) ;
C = canal central do PGM 5.1 ;
S W = canal de subwoofer do PGM 5.1 ;
Ls = canal traseiro esquerdo do PGM 5.1 ;
Rs = canal traseiro esquerdo do PGM 5.1.

Filosofia de preenchimento de canais de áudio:


Para dar maior segurança contra falhas operacionais e permitir uma operação flexível, a Rede HD
sempre irá preencher os canais de áudio distribuídos para as afiliadas, da seguinte forma:

Programas:
Quando o programa não possuir AD ou SAP, os canais de áudio dedicados a estes sinais serão
preenchidos com o PGM stereo (L/R).
Quando o programa não possuir PGM 5.1, os canais L e R do PGM 5.1 serão preenchidos co m o PGM
stereo (L/R).
Os canais restantes serão preenchidos com “silence” (silêncio).

Comerciais:
Durante a transcrição dos comerciais para os servidores serão feitos os preenchimentos necessários, de
forma que os canais do PG M stereo (L/R) sejam replicados nos canais de AD ou SAP e nos canais L e R
do PGM 5.1.
Os canais restantes serão preenchidos com “silence” (silêncio).

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 15


O procedimento de preenchimento para os comerciais visa prevenir que haja descontinuidade de áudio
durante a transição dos programas para os intervalos comerciais. Exemplo: O telespectador que estiver
assistindo um programa que contenha SAP stereo, e esteja ouvindo este áudio, não ficará sem áudio
durante a exibição dos com erciais.

Modos de Operação: Encoder do Uplink Rede HD RJ:

Cada modo de operação especificará qual ou quais tipos de áudio estão disponíveis para um determinado
programa.
Abaixo segue a descrição dos quatro modos de operação nos quais a Rede irá trabalhar (para 8 canais):

Modo-1: PGM stereo


Modo-2: PGM stereo + AD (Audio Description) stereo
Modo-3: PGM stereo + SAP stereo
Modo-4: PGM stereo + PGM 5.1

Na figura a seguir temos a visualização e a distribuição dos canais nos quatro m odos possíveis.

Reiteramos que, independente do modo, os canais de áudio serão sempre preenchidos conforme
descreve o item anterior.

Transmissão no satélite HD de Rede.

Pelo satélite, estaremos transmitindo os áudios na seguinte configuração:

AES-1: PGM stereo


AES-2: SAP stereo ou AD (Audio Description) stereo.
AES-3: Pacote codificado em Dolby-E (contendo 8 canais: 2 canais do PG M stereo e mais os 6
correspondentes ao PGM 5.1).
O diagrama a seguir ilustra a forma como os sinais de áudio entram no encoder do Up-link da Rede HD.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 16


Afiliada - Trabalhando internamente com 4 canais de áudio

Para a emissora que optar por trabalhar com so mente com 4 canais, a mes ma irá retirar do IRD de Rede
os pares o AES 1 (PGM Stereo (L/R)) e AES 2 (AD (L/R) ou SAP (L/R) ou L/R do PGM 5.1), via saídas
físicas na parte de trás do equipamento. A figura a seguir ilustra essa configuração:

Afiliada - Trabalhando internamente com 8 canais de áudio.

Já para a emissora que optar trabalhar com 8 canais, esta deverá ter um decoder Dolby-E para
decodificar e abrir os canais codificados. Veja que após o processo de decodificação Dolby-E, será
necessário fazer o processo de embeber os canais de áudio nova mente no sinal de vídeo. A figura abaixo
ilustra o conceito:

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 17


5.6.4 Trabalhando com 16 canais de áudio
No Controle-Mestre Rede HD (no RJ), os 16 canais de áudio serão configurados da seguinte forma:
Canal 1 - (PGM L)
Canal 2 - (PGM R)
Canal 3 - (5.1 L)
Canal 4 - (5.1 R)
Canal 5 - (5.1 C)
Canal 6 - (5.1 SW)
Canal 7 - (5.1 Ls)
Canal 8 - (5.1 Rs)
Canal 9 - (AD L)
Canal 10 - (AD R)
Canal 11 - (SAP 5.1 L)
Canal 12 - (SAP 5.1 R)
Canal 13 - (SAP 5.1 C)
Canal 14 - (SAP 5.1 SW)
Canal 15 - (SAP 5.1 Ls)
Canal 16 - (SAP 5.1 Rs)

Abreviações:
AD = audio description (Audio Descrição);
C = canal central do PGM 5.1 ou SAP 5.1;
S W = canal de subwoofer do PGM 5.1 ou SAP 5.1;
Ls = canal traseiro esquerdo do PGM 5.1 ou SAP 5.1;
Rs = canal traseiro esquerdo do PGM 5.1 ou SAP 5.1.

Filosofia de preenchimento dos canais de áudio:

Para dar maior segurança contra falhas operacionais e permitir uma operação flexível, a Rede HD
sempre irá preencher os canais de áudio distribuídos para as afiliadas, da seguinte forma:

Programas:
Quando o programa não possuir AD ou SAP, os canais de áudio dedicados a estes sinais serão
preenchidos com o PGM stereo (L/R).

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Quando o programa não possuir PGM 5.1, os canais L e R do PGM 5.1 serão preenchidos co m o PGM
stereo (L/R).
Quando o programa não possuir SAP 5.1, os canais L e R do SAP 5.1 serão preenchidos co m o PGM
stereo (L/R).
Os canais restantes serão preenchidos com “silence” (silêncio).

Comerciais:
Durante a transcrição dos comerciais para os servidores serão feitos os preenchimentos necessários, de
forma que os canais do PGM stereo (L/R) sejam replicados nos canais de AD ou SAP, nos canais L e R do
PGM 5.1 e nos canais L e R do SAP 5.1.
Os canais restantes serão preenchidos com “silence” (silêncio).
O procedimento de preenchimento para os comerciais visa prevenir que haja descontinuidade de áudio
durante a transição dos programas para os intervalos comerciais. Exemplo: O telespectador que estiver
assistindo um programa que contenha SAP stereo, e esteja ouvindo este áudio, não ficará sem áudio
durante a exibição dos com erciais.

Modos de Operação: Encoder do Uplink Rede HD RJ:

Cada modo de operação especificará qual ou quais tipos de áudio estão disponíveis para um determinado
programa.
Abaixo segue a descrição dos sete modos de operação nos quais a Rede irá trabalhar (para 16 canais)
nu m cenário futuro:

Modo-1: PGM stereo


Modo-2: PGM stereo + AD (Audio Description) stereo
Modo-3: PGM stereo + SAP stereo
Modo-4: PGM stereo + PGM 5.1
Modo-5: PGM stereo + PGM 5.1 + AD (Audio Description) stereo
Modo-6: PGM stereo + PGM 5.1 + AD (Audio Description) stereo + SAP stereo
Modo-7: PGM stereo + PGM 5.1 + AD (Audio Description) stereo + SAP 5.1
Na figura a seguir temos a visualização e a distribuição dos canais nos sete modos possíveis.

Reiteramos que, independente do modo, os canais de áudio serão sempre preenchidos conforme
descreve o item anterior.

Transmissão no satélite HD de Rede.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 19


Pelo satélite, estaremos transmitindo os áudios na seguinte configuração:

AES-1: PGM stereo


AES-2: SAP stereo ou AD (Audio Description) stereo.
AES-3: Pacote codificado em Dolby-E (contendo 8 canais: 2 canais do PG M stereo e mais os 6
correspondentes ao PGM 5.1).
AES-4: Pacote codificado e m Dolby-E (contendo 8 canais: 2 canais do AD - Audio Description stereo e
m ais os 6 correspondentes ao SAP 5.1).

O diagrama a seguir ilustra a forma como os sinais de áudio entram no encoder do Up-link da Rede HD.

Afiliada - Trabalhando internamente com 4 canais de áudio

Para a emissora que optar por trabalhar com so mente com 4 canais, a mes ma irá retirar do IRD de Rede
os pares o AES 1 (PGM Stereo (L/R)) e AES 2 (AD (L/R)), via saídas físicas na parte de trás do
equipamento. A figura a seguir ilustra essa configuração:

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 20


Afiliada - Trabalhando internamente com 16 canais de áudio.

Já para a emissora que optar trabalhar com 16 canais, esta deverá ter dois decoders Dolby-E para
decodificar e abrir os canais codificados. Veja que após o processo de decodificação Dolby-E, será
necessário fazer o processo de embeber os canais de áudio nova mente no sinal de vídeo. A figura abaixo
ilustra o conceito:

5.7 Exibição de Sinais Regionais Estaduais


E missoras que utilizam, durante a programação, sinal Regional Estadual (satélite ou terrestre). Quando o
sinal Regional Estadual e o Sinal da Rede estiverem co m a mes ma program ação, a Emissora deverá
preferencialmente exibir o sinal da Rede.
Co mo o sinal Regional Estadual possui processamentos e transmissões adicionais, ele normalmente está
atrasado em relação ao sinal Digital da Rede.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 21


Nesses casos, a Emissora deverá utilizar equipamentos que atrasem o sinal Digital da Rede (delay de
áudio e vídeo) igualando a diferença de tempo, possibilitando a comutação perfeita entre estes dois
sinais no Controle Mestre.

5.8 Exibição centralizada


E missoras que operam com Controle Mestre centralizado deverão adotar as seguintes recomendações:
 E missora “Mestre”:
• Possuir todos os recursos de exibição, monitoração e distribuição redundantes e seguir as
recomendações desse docu mento.
 E missora(s) “Remota(s)”:
• Possuir e exibir localmente o sinal da Rede no município Sede (Emissora “Rem ota”) conforme o
ítem 6.5 acima descrito. A comutação entre o Sinal da Rede e o Sinal proveniente da E missora
“Mestre” será feita remotam ente utilizando recursos de automação.
• Possuir equipamentos de recepção profissionais e redundantes (município sede) dos sinais
provenientes da Emissora “Mestre”.
• No caso de transmissões via satélite, possuir alternativas para exibição do sinal no município
sede (Emissora “Remota”) no período de interferência solar.

6. Sistema de Transmissão Analógico na Geradora


Os equipamentos do sistem a de transmissão utilizados pela Geradora deve m preservar a qualidade e
garantir a confiabilidade dos sinais recebidos da Rede.
A estação transmissora da Geradora pode estar localizada no mes mo site do Estúdio (Exibição) ou em
outro site.

6.1 Ligação Estúdio – Transmissor

6.1.1 Estúdio e Transmissor localizados no mesmo site:


Nesse tipo de ligação, o sinal pode ser enviado ao transmissor via cabo de A/V ou mes mo fibra ótica
(“ligação indoor”). O sinal na entrada do transmissor da geradora após as devidas equalizações e
distribuições, deverá manter a qualidade e a confiabilidade do Sinal de Rede recebido e atender també m
às características e níveis definidos para o padrão Pal-M (monocromático e a cores), constantes das
tabelas 3, 4, 5, 6 e 6A e figuras 4, 5 e 6 do Anexo 03 da Resolução Anatel nº 284 de 07/12/2001.

6.1.2 Estúdio e Transmissor localizados em sites diferentes:


Para ligações via rádio recomenda mos sua redundância em equipamentos e freqüência, ou seja, um
outro par de equipamentos em freqüência diversa e de preferência na mes ma faixa sugerida.
No caso de enlace por fibra ótica, a redundância pode ser feita por outro cabo óptico em ca minho
alternativo ou por um enlace via rádio.
Aplicam-se aqui as mesm as recomendações quanto ao atendimento ao Padrão PAL-M para as
características e níveis do sinal na entrada do transmissor da geradora.

6.1.3 Recomendações para enlace-rádio em microondas (analógico ou digital):


O par transmissor/receptor utilizado deve corresponder a equipamento certificado pela Anatel, a fim de
evitar sanções administrativas ou mes mo interrupção do serviço pela fiscalização daquela Agência.
Preferencialmente, utilizar freqüências na faixa de 7 GHz (de 6660 a 6760 MHz ou de 7000 a 7400 MHz)
do Serviço Auxiliar de Radiodifusão.

A lista completa com os equipamentos certificados pode ser obtida no endereço:


http://sistemas.anatel.gov.br/sgch/Consulta/Ho mologacao/Tela.asp?SISQS modulo=10199

O enlace rádio deve ser dim ensionado com as seguintes características:

 Utilizando equipamentos analógicos:


• Relação Sinal/Ruído ≥ 67 dB
• Confiabilidade de cada enlace ≥ 99,999 %.

• Utilizando equipamentos digitais:


Além da qualidade as vantagens de utilização de microondas digital são:
• Pode ser trafegado mais de um vídeo (multiplexação);
• Os equipamentos pode m ser facilmente encontrados em versões bidirecionais e hot-standby
(1+1).

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 22


• É recomendado o uso de equipamentos de fabricantes tradicionais voltados para o mercado de
telecomunicações. Eles têm confiabilidade comprovada e maior facilidade de suporte técnico,
tendo em vista a maior base instalada no Brasil.
• Utilizar preferencialmente equipamentos de 34 ou 45 Mbps.
• Confiabilidade do enlace ≥ 99,999 %
• Limiar de recepção: taxa de erro (BER) de 10-6.
• Para uso de microonda digital é necessária uma etapa anterior, que é a compressão do sinal a
ser transmitido. Esta compressão deve, preferencialm ente, utilizar o padrão MPEG-2 422P @ ML
para taxas de 11 a 50 Mbps ou MPEG-2 MP @ ML para taxas de 9 a 11 Mbps. A taxa escolhida
deve ser a MAIOR POSSÍVEL permitida pela microonda que transportará o sinal.
Outro tipo de compressão ainda disponível em equipa mentos antigos é a ETSI, que deve ser
preferencialmente na taxa de 34 Mbps.

6.1.4 Recomendações para enlace via fibra ótica:


• Enlaces via rádio são, em geral, mais confiáveis que enlaces via fibra óptica (particularmente nos
casos de redes aéreas sustentadas por postes). Ligações ópticas são, entretanto, recomendadas nos
casos de congestionamento de espectro.
• Nos casos de enlaces curtos, pode-se utilizar fibras multímodo.
• Aplicam-se aqui as mes m as recomendações quanto ao atendimento ao Padrão PAL-M para as
características e níveis do sinal de entrada no Transmissor da geradora.

6.2 Estação Transmissora

6.2.1 Para o(s) transmissor(es):


• Utilizar transmissor(es) com potência nominal igual à máxima autorizada pela Anatel.
• Utilizar transmissores devidamente certificados pela Anatel. A lista completa com os
transmissores atualmente certificados encontra-se no mesmo endereço citado no item 6.1.3
• Utilizar transmissor reserva com potência nominal de no mínimo 25 % em relação à do
transmissor principal.
• As características técnicas a que os transmissores deve m atender constam do item 9.3 da
Resolução Anatel nº 284 de 07/12/2001.

6.2.2 Para o sistema irradiante (linha de transmissão + antena):


• Utilizar o menor comprimento de linha de transmissão (cabo coaxial ou linha rígida) necessário,
a fim de ter a melhor eficiência na transferência do sinal à antena da estação transmissora.
• Utilizar antena com diagra ma de irradiação adequado para otimizar a cobertura na região de
interesse, bem co mo atender, caso existam, as limitações de potência previstas para o canal no
Plano Básico.
• O sistema irradiante deve ser o mes mo autorizado e m Ato para a Emissora pelo Ministério das
Co municações / Anatel.

6.2.3 Recomendações genéricas quanto à Estação Transmissora:


• O sistema de transmissão deve possuir pelo menos 2 transmissores e 1 siste ma irradiante ou
preferencialmente 2 transmissores e 2 sistemas irradiantes. Em a mbos os casos, deve haver
sistema de “patch” para realizar as várias comutações possíveis, mesmo havendo chave coaxial.
• A estação transmissora deve ter obrigatoriamente características “no stop”, tanto em sistema de
transmissão, quanto em seu sistema de energia. No caso do sistema de energia, deve possuir
grupo gerador dimensionado de forma a suportar o consu mo do transmissor de maior potência,
do sistema de refrigeração do posto e outros equipa mentos necessários à manutenção do
funcionamento, monitoração e sinalização da estação em caso de falta da energia essencial.

7. Sistemas de Transmissão Analógico: Distribuição e Retransmissão de Sinais


Os equipamentos do siste ma de transmissão utilizados pela Geradora (cabeça de rede) para a
distribuição da programação para suas Afiliadas e estações retransmissoras em sua área de cobertura
comercial, seja através de enlace rádio, fibra ótica ou via satélite, bem com o aqueles equipamentos
utilizados nas estações retransmissoras para entrega do sinal ao público devem preservar a qualidade e
garantir a confiabilidade dos sinais recebidos da Rede Globo.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 23


7.1 Sistemas de transmissão para enlaces rádio Emissoras - retransmissoras:

7.1.1 Recomendações para enlace rádio em microondas (analógico ou digital):


Neste caso, as recomendações para o dimensiona mento de enlaces analógicos e digitais, são:
• Relação Sinal/Ruído de no mínimo 67 dB em cada enlace (p/ até 5 enlaces), podendo ser de 60
dB no final do enlace.
• Relação Sinal/Ruído de no mínimo 70 dB em cada enlace (de 6 a 10 enlaces), podendo ser,
també m, de 60 dB no final do enlace.
Se mpre que possível utilizar repetição em FI.

7.1.2 Recomendações para enlace rádio em UHF (analógico):


Reco menda-se apenas que a utilização de enlace de repetição em canais de UHF (60 a 69) fique restrita
a enlaces terminais de rotas de interiorização para a chegada a postos de prefeituras. Para tanto deverá
ter as seguintes características:
• Nível de sinal mínimo na entrada do booster/conversor: -47 dB m (60 dBµ).
• Preferencialmente utilizar parábolas de menor diâmetro nas transmissões e de m aior diâmetro nas
recepções, nos casos de enlaces em que se necessite de parábolas com diâmetros diferentes.
• Relação portadora – ruído (RPR) maior ou igual a 40 + 10 log(n) dB, sendo “n” o nú mero de
enlaces até o ponto de recepção. Recomenda mos que “n” seja igual a 1, ou seja, somente u m
enlace.
• Se mpre que possível utilizar repetição em FI.

7.1.3 Recomendações para enlace via satélite:


No docu mento há um capítulo específico sobre esse te ma.

8. Estações retransmissoras analógicas:


A estação retransmissora deve també m por sua vez manter a qualidade e confiabilidade do sinal a ser
entregue para a população. Portanto, quanto às características para a estação retransmissora,
recomenda mos as mes mas descritas no item 6.2 quanto aos equipamentos transmissores e o sistema
irradiante da Geradora.

8.1 Recomendações genéricas quanto à estação retransmissora


Dependendo da importância comercial da estação para a geradora, seja para sua rota ou propriamente
para a localidade atendida, relacionamos as seguintes recomendações para estas estações:

8.1.1 Para estações retransmissoras e/ou repetidoras de significativa importância da


área de cobertura da Geradora (cabeça de rede)
Esses postos independente mente de sua propriedade deve m ter, obrigatoriam ente, características “No
Stop”, tanto em sistema de transmissão, quanto em seu sistema de energia, de forma a manter
ininterruptos os sinais da geradora que trafegam no posto. Nesses casos, a Geradora deverá implantar
e m postos não operados, sistema de telesupervisão para o monitoramento efetivo desses postos.
• A estação deve ser provida de retransmissor reserva com potência nominal de no mínimo 10 %
e m relação ao transmissor principal;
• Possuir sistema automático de comutação dos retransmissores em caso de falhas;
• O sistema de telesupervisão deve operar, preferencialmente, nas seguintes faixas permitidas:
UHF (Ida 450,0 a 451,0 M Hz e Volta 455,0 a 455,6 MHz) ou em VHF (Ida 153,0 a 153,6 MHz e Volta
164,0 a 164,6 MHz).
• Possuir Grupo Gerador e No Break dimensionados de forma a manter a estação retransmissora
e m operação, em caso de falta de energia essencial no posto, por tempo determinado a partir das
ocorrências anteriores;
• Possuir banco de baterias para a estação repetidora. Recomenda-se, quando o equipa mento
repetidor permitir, manter a sua alimentação em DC, ou seja, ser diretamente alimentado pelo banco de
baterias;

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 24


8.1.2 Para as outras estações retransmissoras da área de cobertura da Geradora
(cabeça de rede)
Essas estações, independentemente de sua propriedade, deveriam preferencialmente, ter també m,
quando possível, características “No Stop”. Entretanto, recomenda-se, nestes casos, a manutenção
preventiva dos equipamentos da estação, a fim de diminuir as possibilidades de ocorrência de
interrupção da estação.

8.2 Recomendações quanto à infra-estrutura dos Postos:


Além das recomendações já citadas quanto ao sistema de energia para a operação dos postos com
características “No Stop”, recomenda mos ainda as seguintes características quanto à infra-estrutura dos
postos:
Dependendo da importância comercial da estação para a geradora, seja para sua rota ou propriamente
para a localidade atendida, relacionamos as seguintes recomendações quanto ao abrigo:

8.2.1 Para estações retransmissoras e/ou repetidoras de significativa importância:


• Possuir quadro de by-pass e de distribuição de energia;
• Possuir supressor de transientes e regulador de tensão na saída do quadro de distribuição de
energia da estação;
• Aterramento adequado em função das características e equipamentos de cada posto;
• Possuir espaço adequado para o abrigo dos equipa mentos autorizados e ora recomendados,
inclusive com previsão de espaço para os equipamentos do futuro sistema de transmissão digital.
8.2.2 Para as outras estações retransmissoras da área de cobertura:
Essas estações, independentemente de sua propriedade deveriam, preferencialmente, atender às
recomendações acima. Entretanto, por suas características e condições, o atendimento a essas
recomendações fica a critério da Geradora.

8.3 Recomendações quanto à torre do posto:


Dependendo da importância comercial da estação para a geradora, seja para sua rota ou propriamente
para a localidade atendida, relacionamos as seguintes recomendações para estas estações quanto à torre
ou estrutura de suporte das antenas da estação:

8.3.1 Para estações retransmissoras e/ou repetidoras de significativa importância da


área de cobertura da Geradora (cabeça de rede):
• A torre, estaiada ou auto-suportada deverá ser mantida e pintada nu m período regular de 15
anos.
• Para segurança aérea, as torres deve m ser pintadas nas cores laranja ou vermelha alternada
com branco, cada u ma co m largura de 1/7 da altura da torre, iniciando e finalizando co m as
cores laranja ou vermelho. Deverão ser balizadas co m luzes de obstáculo em seu ponto mais
elevado, considerando possíveis instalações de antenas, bem co mo e m seu entorno, espaçadas
de no mínimo 45,0m entre si, conforme determina a Portaria MAer nº 1141 de 08/12/87.
• No caso de outros tipos de estrutura de sustentação para as antenas, deverão ser observados os
casos especiais constantes na citada portaria.
• Pára-raios devidamente aterrados e instalados no ponto mais elevado da torre, considerando
possíveis instalações de antenas.

8.3.2 Para as outras estações retransmissoras da área de cobertura:


As mes mas recomendações acima se aplicam a estas estações retransmissoras, tendo em vista o
caráter de segurança ao vôo.

9. Sistema de Transmissão Digital na Geradora


A Afiliada é responsável por desenvolver os projetos de cobertura, configuração e implementação
do sistema definindo qual a potência do transmissor, grau de redundância e sistema de refrigeração
entre outros.
O transmissor deverá estar de acordo com a resolução nº 498, de 27 de m arço de 2008 da
ANATEL (Agencia Nacional de Telecomunicações).
O sistema de transmissão digital també m deverá atender a norma NBR 15601 de 2007 da ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 25


Assim como no sistema de transmissão analógico, os equipamentos do sistem a de transmissão
digital utilizados pela Geradora deve m preservar a qualidade e garantir a confiabilidade dos sinais
recebidos da Rede.
A estação transmissora digital da Geradora poderá estar localizada no mesm o site do Estúdio
(Exibição) ou em outro site. A seguir veremos as especificações dos enlaces estúdio-transmissor.

9.1 Ligação Estúdio – Transmissor

9.1.1 Estúdio e Transmissor localizados no mesmo site:


E m construção.

9.1.2 Estúdio e Transmissor localizados em sites diferentes:


E m construção.

9.1.3 Recomendações para enlace-rádio em microondas:


E m construção.

9.1.4 Recomendações para enlace via fibra ótica:


E m construção.

9.2 Estação Transmissora Digital


Os equipamentos que com põe m o sistema de transmissão digital da Geradora deve m preservar a
qualidade e garantir a confiabilidade na transmissão dos sinais recebidos da Rede.
Nada do que for feito para a implantação do sistema digital deverá comprometer a qualidade
ou a confiabilidade do sistema analógico da praça.
Todo e qualquer transmissor adquirido deverá estar de acordo com a norma para certificação e ho mologação
de transmissores e retransmissores para o Sistem a Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD),
conforme a resolução nº 498, de 27 de março de 2008 da Agencia Nacional de Telecomunicações – ANATEL.
O sistema de transmissão digital també m deverá atender plenamente a norma de Televisão digital terrestre
— Sistema de transmissão, conforme norma brasileira da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) –
Norma: NBR 15601 de 2007.

9.2.1 Sistema de transmissão


É de responsabilidade de cada emissora desenvolver os projetos de cobertura, configuração e
implementação do sistema definindo qual a potência do transmissor, grau de redundância e sistema de
refrigeração entre outros.
O sistema de transmissão digital da afiliada deverá ter plena confiabilidade e permitir uma transmissão
com absoluta qualidade e para isso, determinadas características devem estar presentes.
A seguir mostramos o diagrama mínimo recomendado do sistema de transmissão (que poderá ser
alterado sem prejudicar a confiabilidade da transmissão e de acordo com as características de projeto da
afiliada). Lembramos que o link estúdio-transmissor somente será necessário nos casos onde a emissora
e o transmissor estão localizados em sites diferentes.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 26


Abaixo vamos descrever as características técnicas mínimas que os equipamentos que compõe o sistema
de transmissão digital deverão apresentar.

9.2.2 Transmissor Digital


O transmissor digital deverá ter qualidade e confiabilidade garantindo que a cobertura do sistema digital
seja a mesma ou melhor que a dos sistema analógico.
Para tanto, determinadas características deverão estar presentes, como exe mplo, o fator de
intermodulação deverá possuir um valor menor que -43 dB antes do filtro máscara. Isso será
particularmente importante para as emissoras que venha m a implantar uma rede SFN (Single Frequency
Network ou Rede de Frequência Única) em sua área de cobertura ou ainda venha m a fazer o uso de
“Gap-Fillers” (pequenos retransmissores para cobrir zonas de sombras pontuais). O aspecto da
intermodulação é també m particularmente importante para as emissoras cujos canais adjacentes ao seu
sinal estão (ou estarão) ocupados pelos sinais de outras emissoras.

A seguir listamos as principais especificações técnicas do transmissor principal:

Transmissor Principal Especificações Técnicas


Modulação ISDB-T / BST-OFDM
TS Input Broadcasting TS
Intermodulação Menor que -43dB
Estabilidade – potência de saída Menor que +/- 2%
Estabilidade de freqüência Menor que 1Hz
Tensão de entrada - AC XXX

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 27


Freqüência de linha 60Hz
Configurações 2+0 (ex: 10KW – 5KW+5KW)
Refrigeração Dependerá do projeto

A seguir listamos as principais especificações técnicas do filtro mácara:

Distância da Atenuação em relação a Especificação


freqüência central freqüência central
+ 9 MHz -97,0 dB Upper limit
+ 4,5 MHz -67,0 dB Upper limit
+ 3,15 MHz -50,0 dB Upper limit
+ 3,00 MHz -34,0 dB Upper limit
+ 2,86 MHz -20,0 dB Upper limit
+ 2,79 MHz 0,0 dB Upper limit

9.2.2 Para o sistema irradiante (linha de transmissão + antena):


• Utilizar o menor comprimento de linha de transmissão (cabo coaxial ou linha rígida) necessário,
a fim de ter a melhor eficiência na transferência do sinal à antena da estação transmissora.
• Utilizar antena com diagra ma de irradiação adequado para otimizar a cobertura na região de
interesse, bem co mo atender, caso existam, as limitações de potência previstas para o canal no
Plano Básico.
• O sistema irradiante deve ser o mes mo autorizado e m Ato para a Emissora pelo Ministério das
Co municações / Anatel.

9.2.3 Recomendações genéricas quanto à Estação Transmissora:


• O sistema de transmissão deve possuir pelo menos 2 transmissores e 1 siste ma irradiante ou
preferencialmente 2 transmissores e 2 sistemas irradiantes. Em a mbos os casos, deve haver
sistema de “patch” para realizar as várias comutações possíveis, mesmo havendo chave coaxial.
• A estação transmissora deve ter obrigatoriamente características “no stop”, tanto em sistema de
transmissão, quanto em seu sistema de energia. No caso do sistema de energia, deve possuir
grupo gerador dimensionado de forma a suportar o consu mo do transmissor de maior potência,
do sistema de refrigeração do posto e outros equipa mentos necessários à manutenção do
funcionamento, monitoração e sinalização da estação em caso de falta da energia essencial.

9.3 Parâmetros de Transmissão Digital

A configuração dos parâmetros de transmissão influenciará diretamente na robustez e qualidade


do sinal digital. Por isso, os valores descritos nessa recomendação deve m ser rigorosa mente
seguidos e observados por todas as praças que iniciarem a implantação da TV Digital.
Entretanto, se no futuro a praça vier a operar em um a rede SFN, a re-avaliação de parâmetros
como o intervalo de guarda é necessária.
Abaixo listamos esses principais parâmetros e a sua configuração.
9.3.1 Modo de transmissão:
Descrição: O modo de transmissão corresponde ao nú mero de portadoras do sistema
Configuração: Modo 3 (8K)
Ao adotar esse modo de transmissão o desempenho m óvel em ambientes urbanos será assegurado.

9.3.2 Intervalo de Guarda:


Descrição: É a fração da duração do símbolo que não transmite informação. É necessária a re-avaliação
desse parâmetro nos casos de operação em SFN.
Configuração: 1/16 (63µs)

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9.3.3 Número de segmentos:
Descrição: O nú mero de seg mentos está associado ao tipo de serviço que a Rede Globo deseja oferecer.
Configuração: 12 segmentos para o serviço fixo e 1 segmento para o serviço móvel (com
recepção parcial).
Co mo a TV Globo não fará uso de multi-programação e a oferta do serviço móvel sempre deverá existir,
a configuração acima é obrigatória.

9.3.4 Time Interleaving:


Descrição: O Time Interleaving garante robustez a ruído impulsivo e melhora o desempenho da recepção
m óvel.
Configuração: 2 para o serviço fixo (233ms) e 4 para o segmento móvel (466ms).

9.3.5 Modulação e FEC:


Descrição: Configuração da Modulação e do FEC (Foward Error Corrector) utilizados na transmissão. O
serviço móvel deverá ser se mpre configurado da form a mais robusta possível
Configuração:

A seguir temos um quadro resumo das configurações dos parâmetros de transmissão digital.

10. Sistemas de Transmissão Digital: Distribuição e Retransmissão de Sinais

Os equipamentos do sistema de transmissão utilizados pela geradora (cabeça de rede) para a


distribuição da programação para suas Afiliadas e estações retransmissoras em sua área de cobertura
comercial, seja através de enlace rádio, fibra ótica ou via satélite, bem com o aqueles equipamentos
utilizados nas estações retransmissoras para entrega do sinal ao público devem preservar a qualidade e
garantir a confiabilidade dos sinais recebidos da Rede Globo.

10.1 Sistemas de transmissão para enlaces rádio Emissoras - retransmissoras:

10.1.1 Recomendações para enlace rádio em microondas:


E m construção.

10.1.2 Recomendações para enlace via satélite:


E m construção.

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11. Estações retransmissoras Digitais:
E m construção.

11.1 Recomendações genéricas quanto à estação retransmissora digital


E m construção.

11.1.1 Para estações retransmissoras e/ou repetidoras de significativa importância da


área de cobertura da Geradora (cabeça de rede)
E m construção.

11.1.2 Para as outras estações retransmissoras da área de cobertura da Geradora


(cabeça de rede)
E m construção.

11.2 Recomendações quanto à infra-estrutura dos Postos:


E m construção.

11.2.1 Para estações retransmissoras e/ou repetidoras de significativa importância:


E m construção.

11.2.2 Para as outras estações retransmissoras da área de cobertura:


E m construção.

11.3 Recomendações quanto à torre do posto:


E m construção.

11.3.1 Para estações retransmissoras e/ou repetidoras de significativa importância da


área de cobertura da Geradora (cabeça de rede):
E m construção.

11.3.2 Para as outras estações retransmissoras da área de cobertura:


E m construção.

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CAPÍTULO II: Recursos de mão-de-obra técnica especializada na geradora
Nu m a geradora os recursos de mão-de-obra técnica especializada devem suprir todas as
necessidades técnicas de operações e de manutenção (preventiva e corretiva) de todas as partes
do siste ma de TV e ta m bé m aquelas relativas a área de trans missão.
Deverá possuir u m contingente adequado para o atendimento e apoio técnico as microgeradora(s)
quando a cabeça de rede regional a(s) possuir. Destaca mos que por ter u ma estrutura menor e
ser u ma RTV (retrans missora de TV) co m a peculiaridade de poder fazer inserção co mercial, um a
microgeradora não necessitará a principio possuir todas as áreas e funções dentro da engenharia
que possui a geradora cedente. Poré m, e m caso de necessidade de projeto ou de uso de
instru mental específicos ou reparos mais co mplexos a geradora regional deverá prestar toda a
assessoria técnica necessária no menor te mpo possível. No capítulo VII desse livro descreve mos
e m detalhes todos os recursos de mão-de-obra que u ma microgeradora necessita.
O corpo técnico da geradora deverá possuir pessoas co m for mação apropriada e escolaridade
co mpatível co m o exercício da função.
Se m pre que possível a e missora deverá envidar todos os esforços necessários para ajudar a
m elhorar a qualidade profissional dos funcionários. Centros de treina mento co mo o SENAI,
escolas técnicas e faculdades deve m ser procuradas co m fonte para obtenção de mão-de-obra
qualificada. A profissionalização de seus funcionários é u ma responsabilidade da e mpresa e o
futuro do seu negócio.
A seguir listare mos as funções e suas respectivas atribuições necessárias ao funciona mento da
geradora.

- Técnico de manutenção de Sistemas de TV.


Formação: Técnico completo em eletrônica ou eletrotécnica e ensino médio completo.
Atribuições: Responsável pela instalação e manutenção dos equipa mentos e siste mas de exibição,
produção e estúdio. Apoio as operações de externa, montage m de links e de mais atividades de
externa do jornalismo quando necessário.
A quantidade de técnicos de manutenção deverá ser e m nú mero suficiente para o atendimento
das manutenções preventivas e corretivas e de for ma que e m caso de em ergência haja o socorro
imediato.

- Técnico de manutenção elétrica.


Formação: Técnico completo em eletrotécnica e ensino médio completo.
Atribuições: Responsável pela infra-estrutura elétrica e siste mas de alim e ntação da e missora.
Deverá manter e m perfeita orde m de funcionam e nto equipa mentos com o gerado e o no-break da
estação. Ta mbé m cuidará das revisões periódicas do siste ma de aterram e nto e fiação geral.
A quantidade deverá ser dimensionada de acordo co m as de mandas e necessidades para manter
o siste ma funcionando se m o risco de parada por falta de energia.

- Técnico de manutenção de RF.


Formação: Técnico completo em telecomunicações ou eletrônica e ensino médio
completo.
Atribuições: Responsável pela manutenção (preventiva e corretiva) dos trans missores da
microgeradora, links estúdio-trans missor (quando houver), links de microondas fixos ou móveis e
a operação e m eventos e coberturas. Ta mbé m zelará por toda a infra-estrutura de RF: antenas,
equipa mentos, cabos e as instalações e m geral.
A quantidade de técnicos de RF deverá ser e m nú mero suficiente para o atendimento das
m a nutenções preventivas e corretivas e de form a que e m caso de e m ergência haja o socorro
imediato.

- Técnico de informática.
Formação: Técnico em informática e ensino médio completo.
Atribuições: Responsável pelos siste mas de gerencia mento e apoio à operação e produção de TV
nas questões de infor m ática.

- Supervisor técnico e de operações.


Formação: Graduação em engenharia.

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Atribuições: Possuir liderança e capacidade de gestão das equipes técnicas. Zelar pela operação
local e manutenção de toda a estrutura técnica (siste mas de TV e transmissão) da e missora.
Fazer escalas e coordenar técnicos e operadores ligados a engenharia.
A estação deverá possuir supervisores de for ma a cobrir os principais horários da progra mação e
durante a exibição de eventos especiais.

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CAPÍTULO III – Produção de Jornalismo – Formatos: Captação. Edição e
Exibição - SD

1. Introdução
Neste capítulo apresentarem os as principais orientações técnicas e operacionais quanto às características
mínimas de qualidade aceitáveis para captação, edição e exibição de m ateriais jornalísticos nas
e missoras.
Nos últimos anos presencia mos u ma verdadeira revolução com o surgimento das tecnologias digitais. A
primeira grande alteração se deu na exibição de co merciais, que passou a ser realizada através de
servidores. Em seguida foram os VTs, que começara m a utilizar formatos digitais porém ainda baseado
e m fitas magnéticas e as tradicionais Ilhas de edição, que passaram a ser Estações não Lineares (ENLs).
Atualmente presenciamos novas tecnologias na área de captação e armazena mento sendo lançadas
pelos principais fornecedores.
As tecnologias baseadas e m sistemas de processam ento digitais são utilizadas atualmente tanto nos
equipamentos de linha profissional, quanto nos da linha não profissional, no entanto é importante
lembrarmos que, as características técnicas e operacionais diferem e m grau acentuado entre eles.
Podendo comprometer significativamente a qualidade do produto.
Testes realizados com equipamentos não profissionais por emissoras da TV Globo, demonstraram que a
qualidade técnica desses equipamentos não garantem a qualidade mínim a do sinal de vídeo,
principalmente quando consideramos que este sinal será editado e/ou gerado para outras emissoras,
além de não possuírem a robustez necessária para o uso diário numa emissora.
Tendo em vista o custo relativamente menor dos equipamentos não profissionais, o uso desses só é
recomendado em utilizações onde houver risco inerente dos equipamentos (esportes radicais, imagens
subaquáticas, etc.), ou quando se fizer necessária preservação da integridade física do cinegrafista e/ou
equipe (matérias de denúncia).
É importante ressaltar que o docu mento a seguir, especifica as características mínimas técnicas e
operacionais, dos equipam entos e sistemas, empregados na captação, edição e exibição. No entanto a
qualidade e a confiabilidade do sinal da Emissora e de sua contribuição jornalística para a Rede, deve ser
condizente com a importância socioeconô mica e política de sua área de atuação, devendo sempre que
possível, possuir especificações acima dessas.

2. Câmeras e Lentes
A câmera é um dos principais equipamentos responsáveis pela qualidade da image m no sistema, pois se
trata do equipamento que irá converter a image m em sinal elétrico. Quando esse equipamento não
apresenta qualidade técnica ou facilidades de m anuseio operacionais para uma aplicação e m
radiodifusão, todo o material estará comprometido.
Diversos fornecedores estão capacitados a fabricar esses equipamentos. A qualidade final está muito
m ais ligada ao modelo e suas características técnicas e operacionais do que ao fabricante ou tecnologia
utilizada.
A seguir, estaremos recom endando características técnicas e operacionais necessárias para garantir a
qualidade mínima do produto final,independente da tecnologia utilizada.

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2.1 Características Técnicas:

Câmeras
Item Especificação
Dispositivo de Imagem 3 CCDs - 1/2 Inch
Resolução Horizontal ≥ 800 Linhas
Resolução Vertical ≥ 400 Linhas
Relação Sinal Ruído ≥ 62 dBs
Sensibilidade F8 em 2000 Lux
Quantização ≥ 10 bits
View Finder 1.5 Inch (Preto e Branco)
Resolução Horizontal (VF) ≥ 600 Linhas
Sistema NTSC
Zoom Digital Não utilizar zoom Digital
Lentes
Tipo Utilizar lentes no mínimo do tipo VCL
Íris Manual e automática

2.2 Características Operacionais:


Além das características técnicas são necessárias algu mas características operacionais para garantir a
qualidade da image m. Mesm o cinegrafistas experientes pode m não conseguir realizar uma captação co m
qualidade, caso o equipamento não tenha tais características.
A tabela a seguir sugere algu mas características operacionais que recomenda m os.

Câmeras, lentes e View Finder


Modelo Não utilizar modelos Handcam. Esses
modelos dificultam a operação e as
imagens ficam instáveis.
Black and White Balance Automático/Preset/Memória
Filtros de Temperatura de cor 3200 K e 5600 K

Zebra É fundamental este recurso para evitar


saturação do sinal de vídeo
View Finder Preto e Branco com ajustes de brilho e
contrate
Zoom Automático/manual
Utilizar zoom óptico compatível com a
aplicação.
Duplicador Na utilização de ENG é recomendado que
a lente tenha duplicador.

3. Formatos de Gravação
Há atualmente no mercado três novas tecnologias lançadas pelos principais fornecedores de ENG que
não utilizam fitas magnéticas na captação de material jornalístico. Temos o formato XDCAM co m
tecnologia em mídia óptica, lançado pela Sony, onde é possível realizar as gravações nos formatos
DVCAM e MPEG IMX e m disco óptico. A tecnologia P-2 (Panasonic), que consiste na gravação de áudio e
vídeo em cartões de me m ória e a gravação em DVD RAM e em Hard Disc (Hitachi).
Cada u ma dessas tecnologias possui suas características com vantagens e desvantagens, caberá ao
usuário um estudo cuidadoso da sua necessidade para escolher a tecnologia que melhor lhe atende.
A tabela a seguir mostra as especificações necessárias para garantir a mínima qualidade aceitável nessa
etapa do processo, independente da tecnologia ou mídia utilizada. No anexo 1 relacionamos as principais
características entre os form atos mais utilizados.

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Formatos de Gravação
Item Especificação
Vídeo
Formato DVCAM / DVC25 / ou superior
Relação Sinal Ruído > 51 dB
Y/C Delay < 30 nonossegundos
Amostragem 04:01:01
Quantização 8 bits
Taxa de Compressão 05:01
Áudio
Quantidade de Canais 02 (dois)
Freq. Amostragem 48 KHz
Quantização 16 bits
Resposta de Freqüência 20 Hz até 20 KHz
Distorção (1 Khz) Menor que 0,08%

Obs.: Vale lembrar que alé m do cuidado em decidir, na hora da compra, pela tecnologia que melhor
atende o propósito da emissora, serão necessários alguns cuidados no que diz respeito à manutenção
preventiva dos equipamentos e com o armazenam ento da mídia. Esses fatores terão funda mental
importância para garantir a qualidade do produto durante a vida útil dos equipa mentos.

4. Formatos utilizados no Projac


Afiliadas que fazem produções para serem exibidas pela Rede deve m enviar as matérias em u m dos
formatos a seguir: sempre que possível utilizar o melhor formato.
• IMX
• Beta Digital
• Beta SX
• Beta SP

5. Edição
Há alguns anos Estações de Edição não Lineares era m utilizadas somente para sistemas de produção e
pós-produção e normalmente eram sistemas proprietários com custo elevado. Co m o avanço tecnológico
da informática nas aplicações com áudio e vídeo, tanto no desenvolvimento de hardware quanto no
desenvolvimento de software, os sistemas não lineares tornaram-se rápidos, trouxeram facilidades co m
a utilização em redes, ganharam confiabilidade e os custos diminuíram significativamente. Essas
características tornaram o sistema muito atraente para utilização no jornalismo, facilitando ainda o
processo de arquivamento e busca de materiais no CEDOC.
No entanto o mundo digital não é perfeito e deve m os ter alguns cuidados para evitar a degradação do
sinal e dar confiabilidade ao sistema, principalmente quando o sistema está em processo de migração da
tecnologia analógica para a digital.
Estaremos citando a seguir os principais modelos tecnológicos utilizados para edição.

6. Tipos de Sistemas
Há dois principais modelos de edição utilizados atualmente pelas emissoras. Sistema de Edição Linear
(EL), que consiste na edição tradicional em VTs, e o Sistema de Edição não Linear (ENL), que nada mais
é do que u m sistema de Edição baseado nu ma arquitetura PC. Os sistemas ENLs pode m ainda ser
subdividido em outros três sistemas: Armazena mento Local, Armazena mento Centralizado ou
Armazena mento Misto.
A seguir estaremos recomendando algumas características específicas para esses sistemas.

6.1 Edição Linear


Os sistemas de Edição Lineares, baseados em fitas m agnéticas e máquinas de Vídeo Tape, larga mente
utilizados no passado e utilizados até hoje em muitas emissoras, não são mais eficazes. Nesse modelo
de edição pode mos considerar alguns aspectos negativos: perda significativa na qualidade do sinal de
vídeo a cada cópia realizada; tempo necessário para edição final do produto é m aior se co mparado co m
sistemas não lineares; dificuldades em efeitos e inserção de CG; maior espaço físico necessário para
instalação e custos elevados se comparados a sistemas não lineares.

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Devido a esses motivos não recomendamos que novos sistemas lineares sejam adquiridos em novas
instalações e é imprescindível que emissoras que ainda o possua m, iniciem seus estudos e projetos para
a substituição gradual por sistemas não lineares.

6.2. Edição Não Linear


Os sistemas de edição não lineares são sistem as baseados em co m putadores com algu mas
características que lhe propiciam serem utilizados com o Estações não Lineares.
U ma das grandes vantagens da Edição não Linear é sem dúvida a facilidade na troca de materiais entre
as estações e a conexão dessas com servidores de exibição, fornecendo assim agilidade, facilidade e
confiabilidade para a operação do jornalismo. É claro que para usufruir dessas facilidades é necessária a
integração das estações e dos servidores via uma Rede Local, que deve suportar o tráfego existente e
ter flexibilidade para ser expansível.
Conforme dito anteriormente, os sistemas de Edição não Lineares pode m ser divididos em outros três
m odelos:

6.2.1 Sistemas com armazenamento local


Nesse modelo, apenas as Estações de Edição e os Servidores possue m storage para armazenar os
arquivos de áudio e vídeo. Após a finalização da edição na estação, a m atéria será enviada aos
servidores para entrar no play list de exibição. Esse modelo é muito utilizado e m sistemas de pequeno
porte e sistemas piloto, permitindo a utilização de redes de menor capacidade de tráfego, pois a rede
não estará sendo utilizada durante o processo de edição do material, será utilizada apenas quando o
m aterial estiver sendo enviado para o exibidor.
As vantagens desse modelo são: simplicidade do projeto; rede pode ser de baixa velocidade, o que
implicará em fácil implantação e custo reduzido; facilidade e flexibilidade para crescimento do sistema;
redundância de fácilimplantação e facilidade de upgrade para um sistema mais complexo.
A seguir apresentaremos u m exe mplo desse modelo. É importante ressaltar que para a especificação de
u m sistema completo como o apresentado abaixo é necessário um projeto muito bem elaborado, onde se
deve m levar em consideração diversos fatores, tais como: Operacionais, infra-estrutura, formato de
captação existente, futuro desenvolvimento, treinam ento, etc..

Segue m algumas recomendações que deve m ser respeitadas para garantir a qualidade e confiabilidade
da operação de jornalismo.

 Estações de Edição:
As estações deve m ser utilizadas somente para a finalidade a que se destina, para evitar serem
infectadas por vírus e outros.
 Máquinas:
Utilizar máquinas de fornecedores reconhecidos no m ercado interno ou externo.
Fabricantes/Representantes sugeridos: 4S, Floripa, Sony, Tho mson
 Storage locais:
Para especificar a capacidade deve m-se considerar fatores como: Taxas de transferência e
quantidade de material a ser utilizado durante a edição.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 36


Fabricantes sugeridos: 4S, Floripa, Sony, Tho mson
 Placas de captura:
Preferencialmente que possua entrada no formato nativo da captação, caso não seja possível, que
possua entradas Y, R-Y e B-Y.
Fabricantes sugeridos: Matrox, Pinnacle
 Servidores:
Para especificar a capacidade dos servidores deve m-se considerar fatores como: Taxas de
transferência, quantidade de material a ser utilizado diariamente e tempo desejável que o material
permaneça no servidor antes de ser copiado para o CEDOC.
Fabricantes sugeridos: 4S, Floripa, Sony, Tho mson
 Software de Edição:
Reco menda mos software de edição com características para Hardnews, ou seja, facilidade
operacional e rapidez na edição.
Softwares sugeridos: Final Cut, Incite.
 Rede Local:
Reco menda-se a utilização de no mínimo u ma rede Ethernet 100 base T, se possível utilizar uma
Gigabit Ethernet, pois o custo é baixo e a tecnologia é mais recente. Taxas de dados deve m ser
superiores a 25Mbps. Redundância de switchers Ethernet.
 Infra-estrutura:
É imprescindível que as Estações estejam be m protegidas contra variações e queda de energia.
Reco menda-se que todo o sistema esteja protegido por no-break e instaladas e m a mbiente co m
temperatura e umidade controladas.

6.2.2 Armazenamento Centralizado


Neste sistema, as estações de edição e os servidores não possue m storage local, há apenas u m storage
centralizado, com redundância é claro, que atende a todas as estações e aos servidores. Este modelo é
ideal para sistemas de grande porte.
As recomendações para este sistema no que se refere às Estações, software e infra-estrutura pode m ser
as mes mas indicadas no armazena mento local, no entanto há u ma alteração significativa no que se
refere às Redes.

 Rede local:
Co mo neste caso a rede estará sendo utilizada durante o processo de Edição e exibição online,
buscando e enviando os arquivos no storage centralizado, a mes ma deve ser uma rede de alta
capacidade de tráfego do tipo Fibre Channel. É imprescindível també m que o sistema possua u ma
rede Gigabit Fast Ethernet, que além da redundância da Fibre channel será utilizada para outros
serviços, tais como browsing, onde outros micros conectados à rede Fast Ethernet pode m acessar os
arquivos previamente enviados a servidores de baixa resolução para visualizar ou mes mo gerar EDLs
para edição.

Abaixo segue a configuração desse modelo:

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6.2.3 Armazenamento misto:
No sistema misto, há u m storage centralizado que atende às estações e aos servidores, no entanto, as
estações possue m capacidade para storage local. Esse modelo é ideal para sistem as de médio porte, pois
o custo de implantação é relativamente baixo e atende com muita facilidade as necessidades de
integração entre as estações e outros sistemas.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 38


As principais características desse modelo são: rede de baixa velocidade atende com eficiência o
sistema; baixa complexidade de instalação; poder facilmente ser um modelo sucessor de u m sistema
com armazena mento local, bastando para isto apenas a inserção de storage centralizado. O que facilita
m uito a implantação num processo gradativo, onde os recursos são limitados e há necessidade de
treinamento de toda a equipe.
As recomendações desse sistema são as mesmas do armazena mento local.

Reco mendações de Engenharia - Afiliadas 39


7. Comparativo entre alguns sistemas de gravação utilizados atualmente:

Especificações DVCAM DVCAM DVC25 BETA SP BETA SX IMX XDCAM


(DSR 170)* (DSR 370) (AJ-D410A) (DXC-D50 (DNW-7) (MSW-900) (PDW-510)
PVV-3)
Características Gerais
Peso (completa) 1,5 Kg 6,2 Kg 5,0 Kg 5,8 Kg 6,0 Kg 5,3 Kg 5,8 Kg
C onsumo (Potência) 4,7W 22,1W 25 W 26 W 29 W 27 W 36 W
Temperatura Operação. 0°C até 40°C 0°C - 40°C 5°C -40°C -10°C -45°C 0°C -40°C 0°C -40°C -5°C -40°C
Umidade 10%-90% < que 90% 25%-85% 25%-85% 10%-90%
Manual Focus Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim
Câmera Section
CCD 3-chip 3-chip 3-chip 3-chip 3-chip 3-chip 3-chip
1/3inch IT ½ inch IT 1/2 inch IT 2/3 inch IT 2/3 inch IT 2/3 inch IT 2/3 inch IT
Nº Elementos (Efetivos) 768 (H) x 494 (V) 980(H) x 494(V) 811(H) x 508(V) 980(H)x494(V)
Sensibilidade (2000 Lux) F11 F11 F11 F13 F11 F11
Smear Level -130 dB -140 dB -140 dB
Relação Sinal Ruído 62 dB 62 dB 65 dB 63 dB 65 dB 65 dB
Resolução Horizontal 530 Linhas 800 Linhas 800 Linhas 920 Linhas
Resolução Vertical (s/ EVS) 400 Linhas 400 Linhas 400 Linhas 400 Linhas 400 Linhas
Quantização 10 bits 10 bits 12 bits
View Finder
C RT 1.5Inch 1.5 Inch 1.5 Inch 1.5 Inch 1.5 Inch 2.0 Inch 2.0 Inch
Monocrom. Monocrom. Monocrom. Monocrom. Monocrom. Monocrom. Monocrom.
Resolução Horizontal 500 Linhas 600 Linhas 600 Linhas
VTR / Decks Section
Formato Gravação DVC AM DVC AM DVC PRO
(25Mb/s) (25Mb/s) (25Mb/s) Betacam SP Betacam SX MPEG IMX DVC AM
Tempo de Gravação 40 min. 184 min. 184 min. 30 min. 62 min. 60 min. 85 min.
Amostragem 4:1:1 4:1:1 4:1:1 --- 04:02:02 04:02:02
Quantização 8 bits 8 bits 8 bits --- 8 bits 8 bits 10 bits
Taxa de C ompressão 05:01 05:01 05:01 ---
C orreção de Erro --- RS C ode RS C ode RS C ode
Relação Sinal Ruído > 55 dB > 51 dB > 63 dB > 53 dB
K-Factor (2T pulse) 2% ou menos 2% ou menos 1% ou menos 1% ou menos 2% ou menos
Y/R-Y/B-Y delay 30ns ou menos 20ns ou menos 15ns ou menos 15ns ou menos 20ns ou menos
C lip Link Sim Sim Não Não
i.Link (IEEE 1394) Sim Sim Não Não Sim
Áudio Performance
Freqüência Amostr. 48/32 KHz 48 KHz 48 KHz 48 KHz 48 KHz
Quantização 16/12 bits 16 bits 16 bits 16 bits 20/16 bits
Resposta de Freqüência 20 Hz -20 KHz 20 Hz -20 KHz 20 Hz -20 KHz 20 Hz -20 KHz 20 Hz-20 KHz
Distorção (1KHz, Emphasis < 0.08% < 0.08% < 0.08% < 0.05%
ON,refer. Level)

Obs.: O modelo DSR 170 não atende as características mínimas para a utilização diária no Jornalismo.

Recomendações Engenharia - Afiliadas 40


CAPÍTULO IV: Qualidade da Produção e Contribuição de Matérias Jornalísticas

1. Objetivo:
Esta recomendação estabelece cuidados técnicos para a produção ( captação e edição), exibição e geração
dos conteúdos jornalísticos produzidos pelas Afiliadas.

2. Introdução
Tendo em vista as atuais tendências:
 De regionalização: aumento de produção local.
 De crescimento na participação de afiliadas em telejornais de Rede.
Co mo responsáveis pela qualidade técnica dos sinais de áudio e vídeo produzidos e exibidos pelas
emissoras ou gerados para a Rede, devemos estar sempre atentos aos procedimentos operacionais e de
manutenção e ao uso de equipamentos adequados.

3. Situação Atual
Através da análise de matérias enviadas para os telejornais de Rede, seja por geração ou por fitas, foram
observados problemas que degradam a qualidade da imagem e comprometem sua exibição. Algumas
dessas degradações ocorrem no processo de geração da matéria, causadas por mau funcionamento de
enlaces próprios ou de terceiros. Outras foram introduzidas ainda no processo de captação ou de edição, e,
portanto, também afetam a qualidade das imagens ou som nos telejornais locais .

4. Principais problemas:
 Qualidade das fitas utilizadas.
 Equipamentos de captação ou edição desalinhados.
 Qualidade dos equipamentos de captação.
 Problema nos enlaces, seja na conexão emissora-Embratel ou enlaces próprios de baixa qualidade.
 Erros operacionais.

5. Recomendações

5.1. Controle de fitas


É imprescindível o controle de qualidade das fitas, e sua substituição periódica.
Seu tempo de vida útil pode variar de acordo com os cuidados de armazenam ento e manuseio, e pode ser
otimizado através do controle de exposição a umidade e variações de temperatura .

5.2 Manutenção de equipamentos


Deve ser criada e seguida rotina de manutenções preventivas dos equipamentos.
É recomendado que, periodicamente, seja feita a limpeza , principalmente do mecanismo e cabeças do VT ,
sejam verificados o alinhamento mecânico e eletrônico dos equipamentos e o funcionamento e ajustes das
lentes, e sejam realizados todos os demais procedimentos recomendados pelo fabricante.
Sugerimos també m efetuar testes diários de funcionamento antes da saída das equipes.

5.3. Conexão Afiliadas e Embratel.


Em muitas afiliadas, a qualidade do sinal gerado via Embratel é comprometida por baixo desempenho do
enlace em cabo coaxial que liga a emissora ao CTV.
Nesses casos, sugerimos que entrem em contato com a Embratel e substituam o cabo coaxial por outro
sistema (rádio, fibra, etc).

5.4. Enlaces de Geração de Matérias


Dentre as várias modalidades de geração de matérias (fibra, satélite, rádios, etc) a que mais apresenta
problemas são enlaces utilizando rádios analógicos.

Recomendações Engenharia - Afiliadas 41


Nestes enlaces, seja da Afiliada para a TV Globo ou da Sucursal para Geradora, observa-se problemas
como diferença de nível de sinal, variação de cor, ruído, etc.
Nestes casos sugere-se a Afiliada que possua um controle de acompanhamento periódico da performance
dos enlaces e equipamentos envolvidos.
Deve-se ter uma rotina de manutenções preventivas detectando previamente desvio de performance do
sistema.

5.5. Treinamentos e Procedimentos Operacionais


As equipes envolvidas na produção (captação e edição), exibição e geração devem estar treinadas visando
um completo domínio operacional dos recursos dos equipamentos.
As equipes de manutenção devem receber treinamentos constantes garantindo o máximo desempenho dos
equipamentos.
A emissora deve ter um sistema de acompanhamento de falhas, com o objetivo de identificar tipo e orige m
dos problemas. A anotação de falhas é extrema mente útil para corrigir defeitos de equipamentos ou erros
operacionais, facilitando as ações corretivas.
As falhas mais comuns são:
 Vídeo: nível, pedestal, colorimetria, ruído, hum, fade,etc
 Áudio: nível, distorção, sibilado, resposta de freqüência, hiss, hum, picote, fritura.
 Fita: amassada, drop out.
Nos casos de geração para a Rede de matéria com qualidade técnica deficiente mas alto potencial de
interesse jornalístico que possa justificar sua exibição, a emissora deve relatar os problemas
antecipadamente ao responsável por seu recebimento.

6. Equipamentos não profissionais e Equipamentos Obsoletos

6.1. Equipamentos não Profissionais


A contínua evolução tecnológica dos equipamentos de vídeo tem proporcionado o surgimento de câmeras e
VT's para uso doméstico com recursos progressivamente maiores.
A qualidade desses equipamentos pode ser considerada excelente para uso doméstico, mas apresenta
sérias limitações para uso profissional.
As câmeras projetadas para o mercado doméstico usam sensores de imagem que são menores e em menor
nú mero que os das câmeras profissionais. Os principais sintomas da baixa qualidade dessas câmeras que
aparecem na imagem são os seguintes:
 Baixo nível de detalhes;
 Listras verticais, quando são focalizados pontos muito luminosos;
 Cores irreais.
Os novos equipamentos de gravação de vídeo usam tecnologia digital, o que sugere excelência de
qualidade. Infelizmente, essa tecnologia vem, muitas vezes, acompanhada por um processo acentuado de
compressão que sacrifica a qualidade dos sinais em benefício do menor consumo de fita. Os principais
sintomas de perda de qualidade que podem ser observados nas imagens obtidas nesses equipamentos são
os seguintes:
 Baixo nível de detalhes;
 Bordas dos objetos apresentando "quebradinhos";
 Em cenas de iluminação reduzida, torna-se possível distinguir blocos, como em um mosaico.

Entretanto, existem situações onde o uso deste tipo de equipamento é admissível:


 Gravações onde a qualidade já está naturalmente comprometida (sob a água, cenas cobertas com
fumaça, etc.);
 Gravações que exijam câmeras ocultas (reportagens investigativas, flagrantes jornalísticos,
"pegadinhas", etc.);
 Gravações onde exista risco para o equipamento (colisões de automóveis, provas esportivas ou cenas
onde são necessárias tomadas de barcos, bicicletas, motos etc.);
 Gravações que exijam grande portabilidade dos equipamentos, impossíveis de serem realizadas com
câmeras profissionais e que, pelo conteúdo jornalístico, justifiquem a perda de qualidade (guerras,
selva,etc.).

6.2. Equipamentos Obsoletos


Deve ser evitado o uso de equipamentos cujo desempenho é comprometido por sua obsolescência e
dificuldade de aquisição de peças de reposição (exemplo: U MATIC).

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7. Especificações Técnicas Mínimas
Seguem especificações mínimas para emissoras Afiliadas de pequeno porte, para garantir um mínimo de
qualidade técnica:
Camcorder:
• Formato de gravação: DV @ 25 Mbps
• Quantidade de CCD: 3
• Tamanho de CCD: ½ polegada
• Relação sinal/ruído: 65 dB
• Sensibilidade: F13 a 2000 lux
• Linhas de Resolução: 800

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CAPÍTULO V: Utilização de sinais regionais via satélite para distribuição de
programação

Este documento atualiza a Instrução de Serviço 02/99 da CGE (ANEXO I) observando os estudos sobre os efeitos
da decodificação na qualidade do vídeo descritas no Anexo II, e estabelece os parâmetros mínimos de com pressão
de vídeo em MPEG 2 com a utilização do padrão de modulação DVB-S.

1. Introdução
A constante evolução tecnológica dos equipamentos que compõem sistemas de transmissão via satélite
está garantindo um melhor desempenho do sistema, melhor qualidade da imagem, otimização do uso de
segmento espacial e redução dos preços de hardware. Além disso, se percebe uma redução dos custos de
segmento espacial causada principalmente pela entrada de novas operadoras de satélite no Brasil.
Esses cenários estão criando facilidades para que novas Emissoras Afiliadas utilizem os serviços de satélite
para distribuir sua programação e melhorar a qualidade do sinal na sua área de cobertura.

2. Objetivo
Este documento apresenta as taxas de compressão mínimas (áudio e vídeo) que as Emissoras deverão
utilizar nos seus sistemas digitais de transmissão via satélite visando garantir a preservação do padrão de
qualidade para o usuário final.

3. Premissas
As considerações aqui colocadas, tem como premissas:
- Novas gerações de encoders MPEG 2, produzidas pelos fornecedores tradicionais de broadcast a partir de
2004.
- Controle mestre digital na Emissora evitando degradação por processamento do sinal digital da Rede.

4. Parâmetros Utilizados para definição de taxas


Os parâmetros técnicos foram baseados em testes feitos pelo Departamento de Projeto de Transmissão
Digital (TV Globo/CGE) com o Método de Avaliação por Escala de Degradação (Recomendação ITU BT-500):
 77 avaliadores (especialistas e não especialistas).
 4.200 notas.
 5 escalas de degradação (imperceptível, perceptível mas não incomoda, incomoda pouco, incomoda e
incomoda muito).
 Avaliação feita com sinal em cascata de compressão.

Betacam Betacam
Sinal Digital Digital
Digital Material
Encoder Decoder Avaliado
Rede TESTE TESTE
(1 compressão)

Adotou-se também o critério econômico considerando-se o IPC (Índice de Potencial de Consumo) dos
municípios a serem atendidos pelo sinal no satélite. Através desse critério ficaram estabelecidas 3
categorias:
 Categoria 1: IPC agregado maior que 1
 Categoria 2: IPC agregado entre 0,5 e 1
• Serão incluídos nessa categoria os uplinks localizados em Capitais e que atendam grande parte dos
municípios de seu Estado, mes mo que o somatório do IPC desses municípios seja menor que 0,5.
 Categoria 3: IPC agregado até 0,5

IPC agregado: Somatório do IPC dos municípios a serem atendidos pelo sinal do satélite.

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* IPC: Significa Índice de Potencial de Consumo, també m Índice de Poder Aquisitivo, Índice de Mercado,
de Riqueza. É apresentado na forma de índice ou percentual, representando a participação do potencial de
consumo de uma área em relação ao total do país.
Os números foram fornecidos pelo Instituto Target Pesquisas e Serviços de Marketing, pesquisa Brasil em
Foco 2005, representando a estimativa em 2005 da participação dos gastos familiares dentro de uma área
de cobertura Globo em relação ao total do país.
Para obter o IPC, a Target, por meio da projeção do PIB e dos dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares
(IBGE), estima o montante dos gastos familiares rateado para todos os municípios brasileiros.

Definição de IPC dos municípios atendidos pelo sinal do satélite


 Emissoras que utilizam uplinks para atender postos retransmissores da sua área de
cobertura: Nesses casos será considerado somente o somatório de IPC dos municípios atendidos
diretamente pelo sinal no satélite.
 Emissoras que utilizam uplinks para postos retransmissores e também para atender
parcialmente (comercialização ou programação) outras Emissoras do Estado: Caso a Emissora
do interior receba e exiba diretamente o Sinal Digital da Rede, não será considerado o IPC dessa
Emissora para definição da categoria do sinal regional. Caso contrário, o IPC dessa Emissora do interior
entrará no cálculo.

5. Valores das taxas


A taxa mínima de vídeo ( em definição padrão) recomendada para ser oferecida em todo o Brasil
é de 6 Mbps.
Entretanto, admite-se que, em casos de IPC agregado menor que 1, sejam utilizadas taxas mínimas
inferiores conforme tabela abaixo.
Esses valores estão relacionados a um sinal de vídeo e dois de áudio. Sistemas que utilizam MCPC (Multi
Channel per Carrier) deverão considerar as taxas para cada sinal de programação.
Em caso de dúvidas, a Emissora poderá entrar em contato com o DEPAE (Departamento de Afiliadas e
Expansão).

Taxa de áudio Taxa Pacotes


Categorias Taxa de vídeo * Nulos**
(Mbps) (Mbps) (Mbps)
1
(Somatório IPC maior que 1) 6 0,256 0.520
2
(Somatório IPC entre 0,5 e 1) 5,1 0,256 0,45
3
(Somatório IPC até 0,5) 4,15 0,256 0,37

 * Considerando 2 canais de áudio (128 Kbps por canal).


 ** Valores aproximados adotando 8 % do somatório da taxa de áudio e vídeo.
 Considerar a taxa a ser utilizada pelo sistema de cryptografia.

6. Criptografia do sinal
Respeitando-se o modelo comercial definido pela Rede Globo e por questões de direitos autorais, todos os
sinais destinados à distribuição de programação deverão ser criptografados, permitindo que somente
receptores autorizados recebam esse sinal. Além disso, é recomendável que o sistema de criptografia
utilizado permita a multiplexação com outros sistem as de criptografia (simulcrypt) . Essa característica
permite que haja uma migração de sistema de criptografia no caso de algum problema de ordem técnica ou
comercial com o sistema original, tal como a descontinuidade de fornecimento ou de assistência técnica.

7. Parâmetros de cálculo de enlace


A disponibilidade mínima do enlace deve ser de 99,975 %.
Abaixo estão listados os parâmetros de projeto para as várias opções de FEC (forward error correction)
previstos nos sistemas DVB-S, que entram como requisito para o dimensionamento do enlace a ser feito

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pela operadora do satélite, para confirmar a potência de transmissão e o tamanho mínimo das parábolas de
recepção.

Sistemas DVB-S, com modulação QPSK

FEC Eb/N0 C/N


1/2 4,5 dB 4,1 dB
2/3 5,0 dB 5,9 dB
3/4 5,5 dB 6,9 dB
5/6 6,0 dB 7,9 dB
7/8 6,4 dB 8,5 dB
Disponibilidade do Enlace: 99,975%

8. Dimensionamento do sistema
Seguem abaixo exemplos genéricos de cálculo de enlace.
Alguns valores adotados podem variar em função do satélite, da condição de operação do
transponder e de sua largura de banda, do padrão de transmissão utilizado e da vantagem
geográfica da localidade em questão.

Considerações preliminares:
 Satélite: Intelsat 805, banda C
 Potência nominal do HPA: 80 W
 Diâmetro da antena de transmissão: 4,5 metros
 Perdas estimadas do sistema (guia de ondas e conexões): 1 dB

• Utilizando FEC 3/4


Taxa de vídeo 6.000 kbps
Taxa de áudio 1,2 (stereo) 256 kbps
Taxa de áudio 3,4 (stereo) 0 kbps
Tabelas 250 kbps
Pacotes nulos (buffer) 520 kbps
Total Taxa Info 7.026 kbps
FEC (3/4) 0,75
Reed Solomon 0,922 (188/204)
Eficiência Espectral 2 (QPSK = 2)
Total Taxa Sym 5.083 kSym/s
Espalhamento (Roll-off) 0,3
Total BW Ocupada 6.607 kHz
Total BW Alocada 6.700 kHz

Mínimo Eb/N0 5,5 dB


Mínimo C/N 7 dB
Margem de uplink 1,5 dB
Margem de downlink 2 dB
Mínima antena de Recepção 2,6 m
Disponibilidade do Enlace 99,975 %

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• Utilizando FEC 5/6

Taxa de vídeo 6.000 kbps


Taxa de áudio 1,2 (stereo) 256 kbps
Taxa de áudio 3,4 (stereo) 0 kbps
Tabelas 250 kbps
Pacotes nulos (buffer) 520 kbps
Total Taxa Info 7.026 kbps
FEC (5/6) 0,833
Reed Solomon 0,922 (188/204)
Eficiência Espectral 2 (QPSK = 2)
Total Taxa Sym 4.575 kSym/s
Espalhamento (Roll-off) 0,3
Total BW Ocupada 5,947 kHz
Total BW Alocada 6.000 kHz

Mínimo Eb/N0 6 dB
Mínimo C/N 8 dB
Margem de uplink 1,5 dB
Margem de downlink 2 dB
Mínima antena de Recepção 3,2 m
Disponibilidade do Enlace 99,975 %

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ANEXOS

ANEXO I - Instrução de Serviço 02/99 da CGE Modelo IV

1. INTR O D UÇÃ O
A programação nacional Globo constitui mais de 90 % da programação diária e, embora a existência de
conteúdos locais seja fundamental, a programação nacional é, sem dúvida, o grande diferencial da Rede Globo.
Entretanto, de nada valem os vultosos investimentos em equipamentos de captação de última geração e
os cuidados permanentes na produção de novelas, especiais, shows ou eventos esportivos se o uso de
equipamentos inadequados e a inclusão de processamentos desnecessários ao longo da cadeia de transmissão
fizerem com que as imagens se deteriorem, percam definição e fiquem ruidosas.
Como engenheiros e técnicos das empresas que compõem a Rede Globo, devemos, pois, concentrar
esforços para encontrar as melhores soluções técnicas de forma a garantir que o vídeo e o áudio da programação
nacional cheguem com a máxima qualidade à casa do telespectador.

2. RECEBEN D O O SAT – NACIONAL ANALÓ GICO


Dentre os vários sinais de Rede disponíveis, a programação nacional Globo também é distribuída a todas as
emissoras que compõem a Rede via Satélite, a partir do Rio de Janeiro (SAT-RJ), em formato analógico.
O sistema de recepção em cada afiliada deve, portanto, operar de forma a manter a qualidade de áudio e
vídeo. Entretanto, por um lado, ainda estão operando na Rede receptores adquiridos há 17 anos, e que não
podem mais apresentar bom desempenho. Por outro lado, em algumas emissoras mais recentes, foram instaladas
parábolas sub-dimensionadas e receptores de baixo desempenho.
Nosso objetivo deve ser obter na recepção do SAT–RJ uma S/N > 50 dB. No Anexo 1 estão listadas
parábolas e receptores que atendem a tal requisito.
Além disso, todas as geradoras devem estar preparadas para utilizar o sinal estadual de São Paulo (SAT-
SP), recebido com os IRD’s da Philips, como segundo sinal de Rede.

3. DEC O DIFICAN D O O VÍDEO


U m fator freqüentemente negligenciado na análise de qualidade do sinal é a necessidade de conversão de
formatos de tráfego de vídeo, tanto composto como e m componentes. A decodificação, isto é, a conversão entre
vídeo composto e vídeo em componentes é uma importante causa de perda de qualidade. O Anexo 2 trata dos
efeitos nocivos da decodificação, e o seu efeito na qualidade final do vídeo.
Nas emissoras que trabalham com Controle Mestre NTSC ou digitais, o sinal analógico da Rede (PAL-M)
passa por etapas adicionais de decodificação ou transcodificação. Ainda com o objetivo de manter a qualidade
deste sinal, deverão ser instaladas chaves de bypass para a comutação entre o sinallocal convertido para PAL-M e
o sinal da Rede. O resultado final a ser obtido é indicado na Figura 1. As emissoras com Controle Mestre PAL-M
são mostradas na Figura 2.

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As chaves de by-pass dependem da configuração dos equipamentos instalados na emissora, e podem ser
escolhidas dentre diversos modelos e fabricantes. sugerimos contactar o departamento de afiliadas e expansão
(depae-cge) para uma análise detalhada.

4. Especificação de parábolas e receptores

Receptor de Satélite
Modelo: MT-900 Intercontinental, com opção CAD-930 (Dual Audio - Mono e Coordenação). Para as emissoras que
utilizam o SAP, deverá ser adquirido o frame CFR-900 com opção CAD-900A (Single Audio), que recebe o sinal em
banda base do MT-900 e demodula o terceiro canal de áudio
Características: receptor m ultipadrão sem controle remoto
VÍDEO RECEIVER NTSC/PAL/SECAM, INTERNAL AUDIO SUBCARRIERS, 120 VAC E 60HZ
Fabricante: Standard Communications
Representante no Brasil: EletroEquip Telecomunicações
Tel: (011) 255-3266
Fax: (011) 259-3672
RUA AVANHANDAVA, 583 – SÃO PAULO, SP

LNB
Modelo:
 Opção 1: Digi-Ready Professional II C-Band LNB Extended – Part Number 140105-1
 Opção 2: Digi-Ready Extended C-Band LNB – Part Number 140194
Características: temperatura de ruído 20K; entrada 3,4 a 4,2GHZ e saída 950 a 1750MHz.
Fabricante: California Amplifier
Tel: (012) 341-2264
Fax: (012) 341-2264
Avenida São João, 660 – sala 13 – Jardim Esplanada – São José dos Campos, SP

Antena
Modelo: SGA37-60
Características: antena gregoriana de 6,0 metros de diâmetro, banda C, em pétalas, em chapa de alumínio, fixa,
alimentador linear simples
Fabricante: Brasilsat Harald S/A
Tel: (041) 351-5511
Rua Guilherme Weigert, 220 – Curitiba, PR

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ANEXO II- Efeitos da decodificação na qualidade do vídeo
1. MÉTO D O S DE AVALIAÇÃ O D OS PROCESSA M ENTOS D O SINAL REDE

Sabidamente, muitos dos processamentos aplicados ao sinal implicam em perda de qualidade. A


quantificação desta degradação entretanto, não pode ser feita facilmente através da simples observação do vídeo.

Em convênio com a TV Globo, a Fundação Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações,


antigo CPqD da TELEBRÁS, vem desenvolvendo protótipos para simulação de sistemas e ferramentas para
estimação das degradações introduzidas pela compressão digital e decodificação analógica.

U ma importante etapa destes estudos foi a condução de testes envolvendo avaliadores humanos. As
pessoas convidadas a participar desta avaliação, deram notas a trechos curtos de vídeo que sofreram diversos
tipos de processamento. Esta forma de avaliação constitui a forma mais efetiva de quantificação da degradação do
vídeo pois mede diretamente a qualidade de imagem que é percebida pelos observadores. Com base nos
resultados desta avaliação foram construídos modelos que permitiram a simulação do efeito combinado de diversos
tipos de processamento analógico e digital.

2. DEC O DIFICAÇÃ O ANALÓ GICA

Dentre os processamentos analógicos, a decodificação do sinal composto no sinal em componentes se


destaca por introduzir significativa degradação no vídeo. O mesmo acontece com a transcodificação, ou seja, a
mudança entre os padrões PAL-M e NTSC, pois envolve o mesmo tipo de processamento, ou seja, a decodificação
seguida de nova codificação do sinal no padrão desejado.

St- Filtro standard


2d- Fitro bidimensional
3d- Filtro tridimensional

Figura 3: Degradação causada pela decodificação analógica

A Figura 3 descreve os níveis de degradação perceptíveis na decodificação dos sistemas PAL-M e NTSC para
diferentes arquiteturas de filtros.

A grande diferença de desempenho mostrada na Figura impõe cuidados especiais na escolha dos
decodificadores.

Recomendações Engenharia - Afiliadas 50


ANEXO III – RESOLUÇÃO 284 DE 07/12/2001 - ANATEL

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Recomendações Engenharia - Afiliadas 52

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