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FACULDADE DE MÚSICA DO ESPÍRITO SANTO

METODOLOGIA DA EDUCAÇÃO MÚSICAL II

PROFESSOR JOÃO DANIEL CARDOSO

ATIVIDADE 2 - QUESTÕES

GUILHERME CAVASSA – LICENCIATURA MATUTINO (5º PERÍODO)

1 – O primeiro princípio, de acordo com Swanwick no terceiro capítulo


(Princípios de Educação Musical), do livro Ensinando Música Musicalmente,
seria o de considerar a música como um discurso: algo que precisa ser ouvido,
pois tem algo a dizer, possui significado que pode ser entendido de diferentes
formas, em muitas camadas, em diferentes contextos e culturas, muito mais do
que uma sequência de alturas organizadas em determinados espaços rítmicos.
Pode-se dizer que se trata de um respeito à música.

O segundo, considerar o discurso musical dos alunos, entende que, como


sendo a música um discurso, uma conversação musical, entre professor e
estudantes, não pode ser um monólogo do professor. O professor precisa
também ouvir e compreender seus alunos, incentivando-os a participarem
desse discurso musical.

Por fim, o terceiro, fluência no início e no final, entendendo a música como um


discurso, apesar de suas diferenças, semelhante à linguagem, lembramos que
começou de forma oral, com a fala, e só depois se tornou também escrita. Aqui
são valorizados os aspectos do ensino musical prático – ouvir, compreender,
significar, tocar, improvisar – em detrimento da parte de ler e escrever.

2 – O C(L)A(S)P - sigla para Composição, Literatura (Literary Studies - Estudos


literários), Apreciação, Técnica (Skills - Habilidades) e Performance -, traduzido
para o português, T(E)C(L)A - Técnica, Execução, Composição, Literatura e
Apreciação, é um modelo desenvolvido por Swanwick que propõe a
aprendizagem musical ativa baseada na vivência de três formas práticas:
Composição (C), Apreciação (A) e Execução (E), complementadas pelas
atividades de suporte, como o desenvolvimento técnico e literário-musical.
Apesar de já praticado em algumas escolas e faculdades do país, alguns
fatores contribuem para que o modelo seja mais um guia, uma meta, quase
uma utopia, do que propriamente um método na prática. Cito aqui alguns
fatores que considero mais importantes: a falta de recursos e de infraestrutura
para os espaços musicais do país (falta de espaço, instrumentos musicais,
etc.), a desvalorização do professor pelo nosso governo (violência da polícia
em manifestações, baixos salários, falta de incentivo, etc.) e a bagagem
educacional musical tradicional que valoriza primeiro a parte teórica em
detrimento da prática, na maioria das vezes, que estamos sujeitos em
diferentes espaços de ensino e que, por vezes, acabamos absorvendo e
reproduzindo.