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Eletricidade de

Edificações

Carlos Freitas 2014-2015

CENFIM IMP CON 018


Instalações coletivas e entradas

As instalações coletivas de edifícios e entradas


devem obedecer às Regras Técnicas das Instalações
Elétricas de Baixa Tensão (RTIEBT), sendo
constituídas por: Quadro de Colunas, Colunas, e
Caixas de Coluna, têm início numa ou mais
portinholas ou no próprio Quadro de Colunas e
terminam na origem das instalações de utilização.

IMP CON 018

[Carlos Freitas] 2
Instalações coletivas e entradas

Troço
comum

[Carlos Freitas] 3
Instalações coletivas e entradas
 Estas instalações são realizadas fundamentalmente no interior dos
edifícios, em zonas comuns e sem risco de explosão. Nos seus
percursos verticais devem ser estabelecidas, em regra, em ductos
especialmente definidos para esse fim durante a construção do
edifício e com características de não combustibilidade e de
resistência às vibrações.

 Como regra geral, as canalizações elétricas devem ser separadas


das outras canalizações (água, gás, ar comprimido, aquecimento,
telecomunicações) o que implica que os ductos respetivos sejam
clara e efetivamente distintos.

[Carlos Freitas] 4
Instalações coletivas e entradas
 Nos ductos das instalações coletivas e entradas, são proibidos:

 Os cabos de telecomunicações (telefone e televisão);

 As baixadas das antenas coletivas de televisão e rádio e da


distribuição de sinal de televisão por cabo;

 As descidas dos para-raios de proteção do edifício.


 As canalizações das instalações coletivas e entradas devem ser
constituídas por troços horizontais e verticais.
 As instalações coletivas e entradas deverão ser objeto de
verificação periódica, com intervalos não superiores a 10 anos.

[Carlos Freitas] 5
Coluna montante
 Canalização elétrica da instalação coletiva que tem início num quadro de colunas ou
numa caixa de colunas e que termina numa caixa de coluna.
 Num edifício pode haver mais do que uma coluna montante. A opção será avaliada
em função da potência total previsível, tendo em conta o custo das várias soluções
alternativas (uma coluna de elevada potência ou várias colunas de menor potência).
 Geralmente as colunas montantes são constituídas por condutores do tipo H07V-U
colocados no interior de tubos do tipo VD.

 As colunas deverão ser trifásicas e os condutores não devem ter secção nominal
inferior a 10 mm2.

 Nos troços das colunas com condutores de igual secção nominal, os condutores não
deverão ser cortados ao longo do seu percurso, apenas se permitindo o corte do
isolamento nas caixas de coluna, para efeito de efetuar derivações.

[Carlos Freitas] 6
Coluna montante

(a) O condutor neutro e o condutor de proteção são considerados de secção reduzida de


acordo com as regras.
As colunas devem ter, em regra, o mesmo número de condutores e a mesma secção nominal ao longo de
todo o seu percurso.

[Carlos Freitas] 7
Quadro de colunas (QC)
 Quadro alimentado, em trifásico, diretamente por um ramal ou por
intermédio de um troço comum (da instalação coletiva) e destinado a
alimentar colunas e entradas.
O Quadro de colunas é constituído por:

Caixas de protecção das saídas – CPS -


(equipadas com fusíveis de alto poder de corte);

Caixa de barramentos – CBR -(equipadas com


barramentos de cobre nu para fazer a
interligação da caixa de corte geral e as caixas
de protecção de saídas);

Caixa de corte geral – CCG -(equipada com um


interruptor tetrapolar de corte omnipolar).

[Carlos Freitas] 8
Quadro de colunas (QC)
 Características gerais de cada um dos componentes de um quadro
de colunas

[Carlos Freitas] 9
Quadro de colunas (QC)
 Cada edifício deve ser, em
regra, dotado de um único
quadro de colunas.

 O quadro de colunas deverá


ser dotado de um ligador de
massa, devidamente
identificado, ao qual serão
ligados os condutores de
CPS proteção das respetivas
colunas e entradas.
CBR

 Os edifícios deverão ser


dotados de um elétrodo de
CCG

terra, o qual será ligado ao


ligador de massa do quadro
de colunas respetivo

[Carlos Freitas] 10
Quadro de serviços comuns
(QSC)
As instalações elétricas
das zonas comuns do
edifício (iluminação,
tomadas, ventilação
mecânica, elevadores,
garagens coletivas,
bombagem de água)
devem ser abastecidas a
partir de um quadro
próprio – o quadro dos
serviços comuns – QSC, a
estabelecer em regra
próximo do quadro de
colunas.

[Carlos Freitas] 11
Caixas de Coluna (CXC)
 Quadro existente numa coluna para ligação de entradas ou de
outras colunas e contendo, ou não, os respetivos dispositivos de
proteção contra as sobreintensidades
Contador Quadro de entrada da
de habitação
energia

Caixa
de
Quadro
coluna
de
colunas

[Carlos Freitas] 12
Caixas de Coluna (CXC)
 As caixas de coluna devem ser colocadas nos andares correspondentes às instalações
cujas entradas delas derivam e serem dotadas de tampa com dispositivo de fecho
que garanta a sua selagem pelo distribuidor público de energia elétrica.
 A sua colocação deve ser realizada, em regra entre 2 metros e 2,8 metros acima do
pavimento.
 Características gerais de uma caixa de coluna:

As caixas de coluna deverão ser previstas para a derivação de entradas trifásicas,


mesmo que, quando do seu estabelecimento, delas sejam derivadas apenas entradas
monofásicas.

[Carlos Freitas] 13
Entradas
 Canalização elétrica (de baixa tensão) compreendida entre uma caixa de coluna e a
origem de uma instalação elétrica de utilização.

 Nas entradas (monofásicas ou trifásicas) destinadas a alimentar locais residenciais ou


de uso profissional não poderão ser empregues canalizações com condutores de
secção nominal inferior a 6 mm2 nem tubos de diâmetro nominal inferior a 32 mm.

[Carlos Freitas] 14
Sistema de terra de proteção

[Carlos Freitas] 15
Princípios gerais de conceção
A potência total a considerar será o somatório das potências mínimas para as instalações
de utilização doméstica e as potências realistas para os serviços comuns (iluminação,
elevadores, bombagem de água, etc.), multiplicadas por coeficientes de simultaneidade
estabelecidos regulamentarmente.

(a) São considerados compartimentos todas as áreas superiores a 4m2, com excepção
das cozinhas, casas de banho e corredores.
(b) A alimentação poderá ser monofásica para potências até 13,8 KVA (60A) se não
existirem receptores trifásicos.
(c) As instalações com receptores trifásicos devem ser trifásicas.

[Carlos Freitas] 16
Princípios gerais de conceção
Estes coeficientes de
simultaneidade para
instalações coletivas
devem ser aplicados
aos quadros de
coluna, às colunas
montantes e ainda
aos troços de coluna
onde haja mudança
de secção.
Exemplo de aplicação:
Edifício coletivo com 5 habitações T3 e 5 habitações T2
Potência mínima de cálculo: 6,9 KVA por habitação
Serviços comuns: 10 KVA
Potência de cálculo da coluna montante:
Coeficiente de simultaneidade a considerar para as 10 habitações: 0,56
Coeficiente de simultaneidade a considerar para os serviços comuns: 1
Potência a considerar: (10 x 6,9 x 0,56) + (10 x 1) = 48,64 KVA

[Carlos Freitas] 17
Princípios gerais de conceção
 As secções dos condutores usados nos diferentes troços das instalações coletivas e
entradas devem ser tais que não sejam excedidos os valores de queda de tensão
seguintes:

 a) 1,5 %, para o troço da instalação entre os ligadores da saída da portinhola e a


origem da instalação elétrica (de utilização), no caso das instalações individuais;

 b) 0,5 %, para o troço correspondente à entrada ligada a uma coluna (principal ou


derivada) a partir de uma caixa de coluna, no caso das instalações não individuais;

 c) 1,0 %, para o troço correspondente à coluna, no caso das instalações não


individuais;

[Carlos Freitas] 18
Dimensionamento de uma
instalação coletiva
Exemplo:

Dimensionar a
coluna montante e
entradas de um
edifício para
habitações com as
características
indicadas na figura.

[Carlos Freitas] 19
Cálculo da potência

Nº de colunas: 1
Nº de habitações: 8
Potência total: (4 x 10,35) + (4 x 17,25) = 110,4 KVA
Coeficiente de simultaneidade: 0,75
Potência de dimensionamento: 110,4 x 0,75 = 82,8 KVA
[Carlos Freitas] 20
Cálculo da corrente de serviço (IB)

S = √3 Uc IB
IB = S / √3 UC
IB = 82 800 / (1,73 x 400)
IB = 119,7 A

[Carlos Freitas] 21
Cálculo da secção do condutor
 Intensidades
admissíveis em Secção nominal Correntes Considerando
canalizações dos condutores admissíveis condutores
(mm2) isolados do tipo
elétricas com três (A)
H07V-R
condutores de 10 42 instalados em
cobre isolados 16 56 tubo VD, a
(PVC) em condutas secção a
25 73 considerar será
circulares (tubos) 35 89 de 70 mm2 (IZ =
embebidas em 136 A).
50 108
elementos da É de notar que
70 136
construção se verifica a
95 164
termicamente condição IB < IZ
120 188 (119,7A < 136A)
isolantes (Quadro
52-C3 – Parte 5 –
Anexos das RTIEBT)

[Carlos Freitas] 22
Diâmetro do tubo

(a) Para condutores de secção nominal superior a 16 mm2, os valores


correspondentes a quatro e cinco condutores consideram que, respetivamente, 1 ou 2
condutores são de secção reduzida (condutor neutro e condutor de proteção).

O diâmetro do tubo VD será de 90mm (VD 90), já que vamos ter


5 condutores enfiados no tubo.
[Carlos Freitas] 23
Proteção contra sobreintensidades
 O dispositivo de proteção
selecionado é o fusível do
tipo gG que garante
proteção contra sobrecargas
e curto – circuitos, como é
exigido regulamentarmente.
 A intensidade nominal (In)
do fusível será de 125 A
(valor imediatamente acima
da corrente de serviço IB =
119,7 A).
 A intensidade convencional
de fusão/funcionamento (I2)
será de:
I2 = 200 A

O fusível respeita as condições de funcionamento contra sobrecargas ?

[Carlos Freitas] 24
Proteção contra sobrecargas
 1ª condição:

IB ≤ In ≤ IZ → 119,7 A < 125 A < 136 A – condição verificada

 2ª condição:

I2 ≤ 1,45 IZ → 200A ≤ 1,45 x 136


200A ≤ 197,2A – condição não verificada

 Como a proteção contra sobrecargas não fica assegurada, em virtude de a 2ª


condição não ter sido verificada, temos de selecionar uma secção do condutor
imediatamente acima, ou seja, 95 mm2 (IZ= 164A)

 1ª condição:

IB ≤ In ≤ IZ → 119,7 A < 125 A < 164 A – condição verificada

 2ª condição:

I2 ≤ 1,45 IZ → 200A ≤ 1,45 x 164

 200A < 237,8A – condição verificada


[Carlos Freitas] 25
Proteção contra curto - circuitos
 Como o poder de corte de um fusível do tipo gG é de 100 KA e o poder de
corte previsível para uma alimentação elétrica a partir da rede pública de
baixa tensão tem nas condições mais desfavoráveis, ou seja, na
proximidade de um posto de transformação valores típicos inferiores a 6
KA, então a regra do poder de corte está verificada (Icc ≤ Pdc).

 Como o fusível escolhido garante a proteção simultânea contra


sobrecargas e curto – circuitos, uma vez verificada a regra do poder de
corte, é dispensável a verificação da regra do tempo de corte
√t = K x (S / Icc)

[Carlos Freitas] 26
Cálculo da queda de tensão
 Uma análise simplificada do cálculo da queda de tensão pode ser efetuado
considerando a situação mais desfavorável (e não a real) que corresponde à
alimentação de toda a potência no topo da coluna (15 metros).
 Para esta situação, a queda de tensão será:
R = ρ L / s → R = 0,0225 x 15 / 95 → R = 0,004 Ω
u = R x I → u = 0,004 x 119,7 → u = 0,48 V
Como a queda de tensão máxima admitida regulamentarmente nas colunas é de 1%, ou
seja 1% de 400 V que é 4 V, a queda de tensão calculada (u = 0,48 V) é nitidamente
inferior a esse valor.

[Carlos Freitas] 27
Aparelho de corte do Quadro de
Coluna

O aparelho de corte do Quadro de Coluna será do


tipo interruptor tetrapolar de corrente
estipulada igual a 125 A e tensão estipulada de
400V.

[Carlos Freitas] 28
Características do Quadro de coluna
 Quadro de colunas
(QC):
Caixa de corte geral: GC
(250A)

Caixa de barramento: BBD


(630A)

Caixa de proteção de saída:


PD (1x250 A - fusíveis APC
+ tamanho 1)

* xxD – duas saídas; xxT – três saídas

[Carlos Freitas] 29
Características das Caixas de coluna
 As caixas de coluna deverão ser previstas para a derivação de entradas trifásicas,
mesmo que, quando do seu estabelecimento, delas sejam derivadas apenas entradas
monofásicas.

 Para as entradas trifásicas de 17,25 KVA (*) a corrente de saída será de:

 S = √3 Uc I I = S / √3 Uc I = 17 250 / (1,73 x 400) I = 25 A

 Caixas de coluna: CAD (32 A)


 Para as entradas monofásicas de 10,35 KVA (*) a corrente de saída será de:

S= UI I = S / U I = 10 350 / 230 I = 45 A

Caixas de coluna: CBD (63 A)

[Carlos Freitas] 30
Entradas
 Canalização elétrica (de baixa tensão) compreendida entre uma caixa de
coluna e a origem de uma instalação elétrica de utilização.

 Segundo as Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão nas


entradas (monofásicas ou trifásicas) destinadas a alimentar locais
residenciais ou de uso profissional não poderão ser empregues
canalizações com condutores de secção nominal inferior a 6 mm2 nem
tubos de diâmetro nominal inferior a 32 mm.

[Carlos Freitas] 31
Condutores neutro e de proteção

Coluna montante:
Condutor neutro e de proteção (PE), cobre, 50mm2
[Carlos Freitas] 32
Solução possível
Caixas de coluna: CBD (63 A)

Coluna montante: H07V-R


3x95+50+T50 - VD 90 mm

Entrada: H07V-U Entrada: H07V-U


2x16+T10 - VD 40 mm 5G6 - VD 32 mm

In =
Caixa de protecção de 125 A
saída: PD (1x250 A) Quadro de
Caixa de barramento: BBD (630A) Pdc = coluna
100 KA
In = (QC)
Caixa de corte geral: GC (250A)
125 A
Un =
400 V

[Carlos Freitas] 33
Quadro elétrico de entrada
Constituição:
Conjunto de
equipamentos,
convenientemente
agrupados,
incluindo as suas
ligações, estruturas
de suporte e
invólucro,
destinado a
proteger, a
comandar ou a
controlar
instalações
elétricas.

[Carlos Freitas] 34
Contador de energia elétrica
 Como regra geral os contadores de energia elétrica devem ser
colocados próximos da origem da instalação elétrica ou da origem
da entrada, em local e posição adequadas (a uma altura entre 1 e
1,7 metros acima do pavimento).

 A localização dos contadores deve ser acordada com o distribuidor


público de eletricidade (EDP).

[Carlos Freitas] 35
Disjuntor de corte geral
O contador (C) está ligado a um disjuntor de corte geral (D) selado
pela EDP que controla a potência contratada designado por DCP
(Dispositivo Controlador de Potência).

NOTA: O contador e o DCP são propriedade da EDP. Em caso algum deverá interferir com estes equipamentos.

[Carlos Freitas] 36
Quadro de entrada
 Cada instalação elétrica deve ser dotada de um quadro de entrada.

 O quadro de entrada deve estar dentro do recinto servido pela instalação


elétrica, tanto quanto possível, junto ao acesso normal do recinto e do local de
entrada de energia.

 No caso de uma instalação elétrica servir diversos pisos de um mesmo edifício,


cada piso deverá ter um quadro, que desempenhe, para esse piso a função de
quadro de entrada.

 Código de proteção mínimo do quadro de entrada:

 IP20

 IK03

 O quadro deve ser instalado em local adequado e de fácil acesso, para que os
aparelhos nele montados fiquem, em relação ao pavimento, em posição
facilmente acessível (entre 1m e 1,80 m).

 No caso de existirem quadros parciais de distribuição, os mesmos deverão ter


origem no quadro de entrada.

[Carlos Freitas] 37
Rede de distribuição

[nome do formador] 38
Calcular calibre do disjuntor de
entrada
 Este disjuntor de entrada é colocado pela EDP e
tem como função controlar a potência contratada
(é designado por DCP - dispositivo controlador de
potência).
 Este equipamento deve ser colocado a jusante do
contador.

 Os DCP podem ser bipolares ou tetrapolares, para


instalações monofásicas ou trifásicas,
respetivamente. Devem ter calibres em
conformidade com a potência contratada.
Exemplo:
Potência contratada: 13,8 KVA
Tensão monofásica: 230 V
S = U x I → 13800 = 230 x I → I = 13800 / 230 → I
= 60 A
O DCP com regulação 30-45-60 será regulado para
60A.
[nome do formador] 39
O que significam as marcações

[Carlos Freitas] 40
O que significam as marcações

Nota: A proteção contra sobreintensidades apenas


deverá ser efetuada nos condutores de fase

[Carlos Freitas] 41
Constituição de um quadro elétrico
de entrada

[Carlos Freitas] 42
Esquema unifilar do quadro de entrada
monofásico de uma habitação

[Carlos Freitas] 43
Normas regulamentares
 A proteção contra sobreintensidades apenas deverá ser efetuada
nos condutores de fase.

 A secção mínima dos condutores isolados para as ligações


internas de um quadro elétrico é de 2,5 mm2

 A cor azul do isolamento do condutor identifica o neutro, o preto


ou castanho identifica a fase e a cor verde/amarela identifica o
condutor de terra.

[Carlos Freitas] 44
Quadro de entrada monofásico
de uma habitação

[Carlos Freitas] 45
Seletividade entre diferenciais

[Carlos Freitas] 46
Seletividade entre diferenciais

[Carlos Freitas] 47
Seletividade entre diferenciais
• Tipos de diferenciais em função das características de funcionamento:

 Tipo G – Usos gerais – Característica de funcionamento instantânea.

 Tipo S – Utilização com seletividade – Características de


funcionamento seletiva em relação ao aparelho do tipo G, obtida a
partir e uma temporização fixa de disparo de 40 ms.

[Carlos Freitas] 48
Verificação das instalações
elétricas
 Parte 6 das RTIEBT

“As instalações elétricas, durante a sua execução


ou após a sua conclusão, mas antes da sua entrada
em serviço, devem ser verificadas (por meio de
inspeções visuais e de ensaios), com vista a
comprovar, na medida do possível, que as Regras
Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa
Tensão foram cumpridas”.

[Carlos Freitas] 49
Inspeção visual

 Observação de uma instalação elétrica, com vista


a comprovar que as condições em que foi
realizada foram corretas.

 A verificação de uma instalação elétrica por


inspeção visual deve anteceder a realização dos
ensaios e, em regra, deve ser feita com toda a
instalação previamente sem tensão.

[Carlos Freitas] 50
Inspeção visual
 Os objetivos da inspeção visual são os de verificar:

• as medidas de proteção contra choques elétricos (contactos


diretos e indiretos):

• a seleção dos condutores de acordo com as suas correntes


admissíveis e com a queda de tensão;

• a seleção e regulação dos dispositivos de proteção e vigilância;

• a seleção dos equipamentos e das medidas de proteção


apropriadas de acordo com as condições de influências externas;

• a identificação dos condutores de fase, de neutro e dos


condutores de proteção;

• a forma como estão executadas as ligações dos condutores.

[Carlos Freitas] 51
Ensaios

Realização de
medições numa
instalação elétrica
por meio de
aparelhos
apropriados,
através das quais
se comprova a
eficácia dessa
instalação.

[Carlos Freitas] 52
Ensaios
 A verificação por meio de ensaios deve incluir, quando aplicáveis,
pelo menos, os seguintes ensaios, os quais devem ser realizados,
preferencialmente, pela ordem indicada:
a) continuidade dos condutores de proteção e das ligações
equipotenciais principais e suplementares;
b) resistência de isolamento da instalação elétrica;
c) proteção por meio da separação dos circuitos;
d) resistência de isolamento dos elementos da construção (tecos,
paredes, etc.);
e) corte automático da alimentação;
f) ensaio da polaridade;
g) ensaios funcionais.

[Carlos Freitas] 53
Continuidade dos condutores de
proteção
 A verificação de continuidades é fundamental
para se poder garantir o escoamento para a
terra da corrente de defeito e assim fazer
atuar o dispositivo diferencial antes que a
tensão de contacto se torne perigosa.

 Os ensaios de continuidade em condutores


de proteção são normalmente realizados com
um aparelho de medida capaz de gerar uma
tensão em circuito aberto entre os 4 e os 24
Volt (CC ou CA), com uma corrente superior
a 0,2A.

 Dado que o ensaio de continuidades mede


resistências muito baixas, a resistência dos
cabos de ensaio deve ser compensada.

[Carlos Freitas] 54
Continuidade dos condutores de
proteção
Método A  1º Execute uma ligação
temporária (shunt) entre o
barramento de fase e o
barramento de terra no quadro de
entrada da instalação.

 2º Usando um aparelho de
teste em escala óhmica reduzida
verifique a resistência entre fase e
PE em cada circuito a testar.

 3º Um baixo valor lido indica a


desejada continuidade.

 4º Desligue a ligação
temporária executada inicialmente.

[Carlos Freitas] 55
Continuidade dos condutores de
proteção
Método B  1º Um terminal
do aparelho de
medida (em escala
óhmica reduzida)
deve estar ligado
através de uma
longa ligação auxiliar
ao barramento de
terra da instalação.

 2º O outro
terminal de contacto
do aparelho de
medida estará ligado
às partes da
instalação em que se
deseja verificar os
valores de
continuidade.

[Carlos Freitas] 56
Resistência de isolamento
da instalação elétrica
 A realização dos testes de resistência de isolamento é necessário
por forma a verificar que nas instalações elétricas não existem
quaisquer curto-circuitos.
 A resistência de isolamento da instalação elétrica deve ser medida
entre cada condutor ativo (fase e neutro) e a terra.
 Antes de realizar os ensaios de isolamento devemos verificar se:
 a instalação está desligada da alimentação;
 as lâmpadas foram retiradas e todo o equipamento está
desligado;
 os fusíveis estão nos seus lugares e os disjuntores ligados:
 os interruptores do circuito final estão ligados.

[Carlos Freitas] 57
Resistência de isolamento
da instalação elétrica

Valores mínimos da resistência de isolamento e


valores da tensão de ensaio.

[Carlos Freitas] 58
Resistência de isolamento
da instalação elétrica
Os condutores de fase e Entre os condutores ativos (fase/neutro) e a terra.
neutro devem estar
interligados através do
barramento do quadro
de entrada.
Através do aparelho de
teste de resistência de
isolamento ajustado para
uma tensão de ensaio
em corrente contínua de
500 Volt (para uma
tensão nominal do
circuito ≤ 500V) a
resistência de isolamento
medida deve ser ≥ 0,5
MΩ.

[Carlos Freitas] 59
Resistência de isolamento
da instalação elétrica
Entre os condutores ativos (fase/neutro e entre fases).

A medição da
resistência de
isolamento deve
ser efetuada
para uma
instalação
monofásica entre
a fase e o
neutro.
Para uma
instalação
trifásica entre
fases e entre as
fases e o neutro.

[Carlos Freitas] 60
Corte automático da alimentação
A eficácia das medidas de proteção contra os
contactos indiretos por corte automático da
alimentação deve ser verificada consoante o
esquema das ligações à terra (TN, TT ou IT).

 Esquema TN:
Medição da impedância da malha de defeito;
Verificação das características do dispositivo de
corte associado e ensaio do diferencial.

 Esquema TT
Medição da resistência do elétrodo de terra;
Inspeção visual e ensaio do dispositivo
diferencial.

 Esquema IT
Cálculo ou medição da corrente de defeito.

[Carlos Freitas] 61
Ensaio da polaridade
 Quando não for permitida a
instalação de dispositivos de corte
unipolar no condutor de neutro,
deve ser realizado um ensaio de
polaridade, com vista a verificar
que esses dispositivos estão apenas
instalados nos condutores de fase.
 A polaridade incorreta resulta no
facto de partes de uma instalação
permanecerem ligadas a um
condutor de fase com tensão,
mesmo quando um interruptor
unipolar está desligado, ou quando
um dispositivo de proteção contra
sobreintensidade já disparou.

[Carlos Freitas] 62
Classificação dos locais das
instalações elétricas
Quando se concebe uma
instalação elétrica devem
avaliar-se as condições
ambientais dos vários
locais, para que a seleção
dos equipamentos e das
canalizações seja a mais
adequada.
Segundo as Regras
Técnicas de Instalações
Elétricas de Baixa Tensão
(RTIEBT) a classificação
dos locais depende de
fatores de influências
externas.

[Carlos Freitas] 63
Fatores de influências externas
Estes fatores são identificáveis mediante um código alfanumérico,
constituído por duas letras e um algarismo, cujo significado é conforme a
tabela.

[Carlos Freitas] 64
Resumo dos fatores de influência
externa

[Carlos Freitas] 65
Escolha do tipo de equipamento
elétrico a utilizar

[Carlos Freitas] 66
Escolha do tipo de equipamento
elétrico a utilizar
 As características dos invólucros dos equipamentos elétricos em relação às
influências externas são definidas a partir de códigos:

 IP XX

 IK XX

 O código IP é definido por dois dígitos: o primeiro indica o grau de proteção contra
a penetração de corpos sólidos – AE (variável de 0 a 6); o segundo indica o grau de
proteção contra a penetração de líquidos – AD (variável de 0 a 8)

[Carlos Freitas] 67
Escolha do tipo de equipamento
elétrico a utilizar
O código IK é definido por um digito indicando o grau de proteção contra ações
mecânicas (impactos) – AG (variável de 00 a 10)

[Carlos Freitas] 68
Escolha do tipo de canalização
elétrica
Canalizações elétricas
são os conjuntos
constituídos por um ou
mais condutores
elétricos e pelos
elementos que
garantem a sua
fixação e, em regra, a
sua proteção mecânica
(por exemplo tubos).

[Carlos Freitas] 69
Tipos de canalizações
 A seleção do modo de instalação das canalizações elétricas, no que se
refere a condutores e aos cabos deve ter em conta a natureza do local a
natureza das paredes e dos outros elementos de construção que as
suportam (ocos da construção, caleiras, enterradas, embebidas, à vista,
linhas aéreas, imersas) e a proteção contra as influências externas.
- Condutores nus sobre isoladores
- Condutores isolados:
em condutas circulares (tubos)
em calhas
em condutas não circulares
sobre isoladores
- Cabos monocondutores ou multicondutores:
sem fixação (nos cabos multicondutores)
com fixação direta
em condutas circulares (tubos)
em calha
em condutas não circulares
em caminhos de cabos, escadas e consolas

[Carlos Freitas] 70
Tipos de canalizações
 Suponhamos que escolhíamos uma “canalização embebida
constituída por condutores isolados (H07V-U ) em condutas
circulares (tubos VD)”.
Condutor H07V-U 1X1,5. Tubo rígido VD

 Correntes admissíveis nos condutores

A vida útil dos condutores e do seu isolamento dependerá do esforço térmico que vierem a suportar,
isto é, do aquecimento provocado pela passagem de corrente de serviço (IB) (≤ 70ºC para o policloreto
de vinilo – PVC e ≤ 90ºC para o polietileno reticulado – XPLE ou o etileno - propileno – EPR).
Segundo o Quadro 52H (Parte 5 / Secção 52) das RTIEBT a instalação de “condutores isolados em
condutas circulares (tubos) embebidas em elementos da construção termicamente isolantes”
remete-nos para o método de referência A do Quadro 52-C1 (Parte 5 / Anexos) que nos indica as
correntes admissíveis para os condutores de 1,5 mm2 que é de 14,5 A.

[Carlos Freitas] 71
Designação simbólica de condutores e cabos
isolados até 450/750 V, segundo o HD 361
0 - 1 X 1,
7 U 5

[Carlos Freitas] 72
Exemplos de designação de
condutores e cabos

[Carlos Freitas] 73
Classificação dos tubos
A norma EN
50086 é a norma
aplicável na
Europa que define
os ensaios e as
performances
técnicas dos
tubos e
acessórios, que
asseguram uma
completa
proteção dos
condutores e
cabos elétricos.
[Carlos Freitas] 74
Quadro de escolha

[Carlos Freitas] 75
Soluções

[Carlos Freitas] 76
Exercício de aplicação
 Com um circuito independente do quadro elétrico, pretendemos alimentar
com condutor H07V-U enfiado em tubo VD embebido na parede, uma
máquina de lavar roupa com uma potência aparente (S) de 3,3 KVA.
 a) Determine a corrente de serviço (IB).
 b) Verifique se a secção mínima do condutor para o circuito de tomadas
(2,5 mm2) é suficiente.
 c) Determine a queda de tensão na linha, sabendo que o comprimento
do condutor de cobre que alimenta a máquina é de 10 metros.
 Prove que a queda de tensão determinada na alínea anterior está dentro
da queda de tensão admitida pelo Regulamento.

 Notas:
A resistividade do cobre é de 0.0225 Ω.mm2/m
A queda de tensão máxima admissível nos circuitos de tomadas e/ou força
motriz é de ∆U = 5%

[Carlos Freitas] 77
Resolução

[Carlos Freitas] 78
Canalizações
 Canalização é o conjunto constituído por um ou mais condutores elétricos e pelos elementos que
garantem a sua fixação e, em regra, a sua proteção mecânica.

 O tipo de canalização a empregar deverá ser escolhido de acordo com as condições ambientes e de
utilização do local.

 No estabelecimento das canalizações deverá, na medida do possível, evitar-se submeter as


canalizações a esforços mecânicos desnecessários, reduzindo o número de curvas, de travessias,
etc.

 Por outro lado, as canalizações deverão ser estabelecidas de forma a poder ser assegurada a sua
boa exploração e conservação. Assim, deverá ser assegurada a possibilidade de verificação do
estado do seu isolamento, da localização ou reparação de qualquer avaria, da acessibilidade dos
aparelhos de ligação, etc.

 Os condutores de uma canalização apenas deverão ser colocados depois de terminados os


trabalhos de construção civil que os possam danificar.

 A proteção das canalizações contra ações mecânicas deverá ter continuidade assegurada ao longo
de toda a canalização. O número de juntas ou uniões que assegurem a continuidade da proteção
contra ações mecânicas deverá ser limitado ao mínimo possível.

 Os elementos de proteção contra ações mecânicas deverão ser manipulados de forma a evitar a
existência de rebarbas suscetíveis de prejudicar o isolamento dos condutores isolados ou as
bainhas dos cabos.

[Carlos Freitas] 79
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Canalizações embebidas

 Uma canalização embebida é constituída por condutores isolados ou cabos, rígidos,


protegidos por tubos, os quais por sua vez são embebidos em roços realizados nos
elementos da construção.

 O diâmetro da tubagem utilizada nas canalizações embebidas deve ser calculado de


forma a que a soma das secções correspondentes ao diâmetro exterior médio dos
cabos não exceda 33% da secção reta interior do tubo.

 No traçado das canalizações embebidas nas paredes deverão ser evitados troços
oblíquos, devendo, na medida do possível, estabelecer-se troços horizontais ou
verticais a partir dos aparelhos intercalados nas canalizações, ao longo dos rodapés,
ombreiras e intersecção de paredes.

[Carlos Freitas] 80
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Canalizações fixas em superfícies de apoio (canalizações à vista)

 São canalizações instaladas sobre uma superfície de apoio (teto, parede,


divisória pavimento, etc.) ou na sua proximidade imediata, constituindo
um meio de fixação.

 A figura representa canalização fixa, à vista, em superfícies de apoio, com


cabo montado sobre braçadeiras.

[Carlos Freitas] 81
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
A tabela seguinte indica a distância máxima entre abraçadeiras em
função do diâmetro externo do cabo utilizado.

[Carlos Freitas] 82
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
A figura seguinte indica o raio mínimo de curvatura de cabos
constituintes de canalizações fixas.

É no entanto recomendado que o raio de curvatura não seja inferior


a 10 vezes o diâmetro exterior médio do cabo.

[Carlos Freitas] 83
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Caleiras

Uma caleira é um espaço para alojamento de canalizações, localizado


no pavimento ou no solo, aberto, ventilado ou fechado, com
dimensões que não permitam a circulação de pessoas mas no qual as
canalizações instaladas sejam acessíveis em todo o seu percurso
durante e após a instalação.

[Carlos Freitas] 84
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Caminhos de cabos
Um caminho de cabos é um suporte constituído por uma base contínua, dotada de abas e normalmente
sem tampa.

Um caminho de cabos pode ser, ou não, perfurado.

Os caminhos de cabos devem ser instalados de forma a que o ar possa circular livremente entre os
cabos e de forma a que os mesmos possam ser fixados por braçadeiras de fivela.

Os cabos devem ser espaçados de 2 vezes o diâmetro do cabo mais grosso e devem estar ao abrigo da
incidência solar. No caso de serem dispostos vários caminhos de cabos, uns por cima dos outros, devem
ser espaçados de pelo menos 30 cm de forma a evitar o aquecimento mútuo.

Em caso contrário, as intensidades admissíveis nos condutores serão mais reduzidas.

[Carlos Freitas] 85
TIPOS DE CANALIZAÇÕES

[Carlos Freitas] 86
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Condutas

Uma conduta é um invólucro fechado, de secção reta circular ou não,


destinado à instalação de condutores isolados ou de cabos por enfiamento. As
condutas não circulares podem ser compartimentadas.

Travessias

Uma travessia é um elemento que envolve uma canalização e lhe confere


uma proteção complementar na passagem da canalização através de
elementos da construção (paredes, tetos, divisórias, pavimentos, etc.).Nas
travessias de paredes, tetos, pavimentos e outros elementos da construção,
as canalizações estabelecidas à vista deverão ser protegidas por tubos ou
condutas com uma resistência adequada às ações mecânicas.

[Carlos Freitas] 87
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Ductos

Um ducto é um espaço fechado para alojamento de canalizações, não


situado no pavimento ou no solo, com dimensões que não permitam
a circulação de pessoas mas no qual as canalizações instaladas
sejam acessíveis em todo o seu percurso.

Galerias

Uma galeria técnica é um compartimento ou corredor, contendo


suportes ou espaços fechados para canalizações e suas ligações,
cujas dimensões permitem a livre circulação de pessoas em todo o
seu percurso.

[Carlos Freitas] 88
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
 Calhas

Uma calha é um invólucro fechado por tampa, que garante uma


proteção mecânica aos condutores isolados ou cabos, os quais são
instalados ou retirados por processo que não inclua o enfiamento, e
que permite a adaptação de equipamentos elétricos.

As calhas podem ter, ou não separadores. Podem ser do tipo rodapé


ou do tipo prumo.

[Carlos Freitas] 89
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Calhas de pavimento

As calhas de pavimento são condutas de secção retangular, embutidas no


piso. Na prática, constrói-se a laje e sobre ela executa-se um enchimento, no
qual são instaladas as calhas e as caixas de saída, resultando assim em
pontos de energia ou de telecomunicações (tomadas de usos gerais, tomadas
de telefone e informáticas, etc.).

[Carlos Freitas] 90
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Canalizações fixas, à vista, pré-fabricadas

São canalizações de fabrico em série, incluindo numa estrutura única um


invólucro e elementos condutores (barras) apoiados em elementos
estruturais. São geralmente utilizadas na alimentação direta aos
equipamentos de utilização: iluminação, tomadas e força motriz.

[Carlos Freitas] 91
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
 Canalizações enterradas
Nas canalizações enterradas apenas poderão ser utilizados cabos rígidos com
duas bainhas ou com uma bainha reforçada (XV, por exemplo), ou com
armadura (VAV ou LSVAV, por exemplo).

As canalizações enterradas poderão assentar diretamente no solo, devendo


neste caso assentar em fundo convenientemente preparado e envolvidas em
areia, ou ser enfiadas em tubos, normalmente de material termoplástico, de
forma a não serem danificadas pela pressão ou abatimentos de terras.

As canalizações enterradas deverão ser colocadas à profundidade mínima de


0,60 m, exceto na travessia de arruamentos com trânsito de veículos, em que
aquela profundidade não poderá ser inferior a 1 m. As canalizações
diretamente enterradas deverão ser assinaladas por um dispositivo de aviso
colocado, pelo menos, a 0,10 m acima delas, constituída por redes metálicas
ou de material plástico, lousa ou materiais equivalentes.

[Carlos Freitas] 92
TIPOS DE CANALIZAÇÕES

[Carlos Freitas] 93
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Canalizações em piso técnico

Um piso técnico é constituído por painéis (60 x 60 cm, por ex.)


apoiados sobre pedestais, debaixo dos quais se colocam as
canalizações elétricas e de informática. Os painéis podem ser
levantados, permitindo um acesso total às canalizações.

[Carlos Freitas] 94
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Canalizações em teto falso

[Carlos Freitas] 95
TIPOS DE CANALIZAÇÕES
Canalizações subaquáticas

As canalizações subaquáticas poderão ser simplesmente assentes


sobre o fundo dos locais submersos, devendo no entanto ser
colocadas de forma a não se afastarem facilmente da posição de
assentamento.

[Carlos Freitas] 96
Esquemas elétricos

Iluminação

[Carlos Freitas] 97
Iluminação
 Interrupção simples com lâmpada de incandescência
 É empregue sempre que se deseja comandar de um só lugar um único
circuito, com uma ou mais lâmpadas.

[Carlos Freitas] 98
Iluminação
 Interrupção simples com lâmpada fluorescente
 Ao contrário das lâmpadas de incandescência, as lâmpadas
fluorescentes necessitam de um balastro e arrancador para
arrancarem.

[Carlos Freitas] 99
Comutação de lustre
 É empregue sempre que se deseja comandar de um só lugar dois
circuitos elétricos distintos, tendo cada um dos circuitos, uma ou
mais lâmpadas.

[Carlos Freitas] 100


Comutação de lustre

[Carlos Freitas] 101


Comutação de escada
Montagem que tem por
objetivo o comando de um
só circuito elétrico de dois
sítios diferentes.
As escadas, quartos, certos corredores e
salas com duas entradas são exemplos de
locais onde, por funcionalidade e
comodidade, as lâmpadas devem ser
comandadas de dois locais diferentes.
Acende-se na “entrada”, apaga-se na
“saída” e vice – versa.

[Carlos Freitas] 102


Esquema funcional
 Apenas considera as funções da aparelhagem na montagem a realizar sem
ter em conta a sua posição relativa. Tem a vantagem de mostrar quer o
funcionamento quer as ligações principais, sem cruzamento de linhas, o
que por si torna mais fácil a análise elétrica do circuito.

Ponto comum Ponto comum


do do
comutador comutador
F N

[Carlos Freitas] 103


Esquema unifilar
 A representação unifilar tem uma simbologia própria e simplificada mas
não nos indica o modo de ligação nas montagens de forma a
compreendermos o seu funcionamento. Dá-nos, contudo, indicações úteis
sobre o percurso da instalação, elementos que a constituem e a sua
localização.
 A simplicidade desta representação, faz com que ela seja utilizada no
desenho das plantas de edifícios, para a elaboração do respetivo projeto
elétrico da instalação.

[Carlos Freitas] 104


Esquema multifilar
 Indica-nos a forma e ligação entre os vários aparelhos e
elementos do circuito, tendo também simbologia bem definida e
geralmente diferente da representação unifilar.

230 V PE
~
F

Ponto comum do
comutador

[Carlos Freitas] 105


Implementação da instalação

N
F

Ponto comum Ponto comum


do do
comutador comutador

[Carlos Freitas] 106


Comutação de escada com inversor

 Montagem que tem por objectivo o comando de um só circuito eléctrico de


mais de dois sítios diferentes.
 É utilizada em corredores compridos, corredores em ângulo, salas com vários
acessos, etc.

[Carlos Freitas] 107


Esquema funcional

F N

[Carlos Freitas] 108


Esquema unifilar

[Carlos Freitas] 109


Esquema multifilar

230 PE
V
~ F

[Carlos Freitas] 110


Telerruptor

Tem como função comandar um circuito elétrico de vários sítios,


através de botões de pressão.
As instalações com comando por telerruptor substituem os
comutadores/inversores por botões de pressão, originando
uma redução do número de condutores e de custos.

[Carlos Freitas] 111


Esquema funcional telerruptor

Telerrupt
or

[Carlos Freitas] 112


Esquema unifilar telerruptor

[Carlos Freitas] 113


Esquema multifilar telerruptor

PE

[Carlos Freitas] 114


Telerruptor

[Carlos Freitas] 115


Automático de escada
 O automático de escada é um aparelho
controlado à distância, por botões de
pressão, que comanda um circuito e o
faz de seguida abrir automaticamente
ao fim de um determinado tempo.

 Tem como função evitar que as


lâmpadas das escadas de imóveis com
vários andares fiquem, por
esquecimento, constantemente
ligadas.

[Carlos Freitas] 116


Esquema funcional automático de
escada

[Carlos Freitas] 117


Esquema unifilar automático de
escada

[Carlos Freitas] 118


Esquema multifilar automático de
escada

[Carlos Freitas] 119


Tomadas monofásicas

Atualmente, todas as tomadas a serem instaladas nas habitações


devem possuir terminal de terra, independentemente dos locais onde
possam estar localizadas

[Carlos Freitas] 120


Esquema funcional de tomadas
monofásicas

[Carlos Freitas] 121


Esquema unifilar de tomadas
monofásicas

[Carlos Freitas] 122


Esquema multifilar de tomadas
monofásicas

[Carlos Freitas] 123


Implementação da instalação
A repicagem dos
condutores (ligação
F aos terminais de
N
P um equipamento de
condutores
destinados a
alimentar outros
equipamentos) é
permitida para a
ligação de tomadas
de corrente desde
que os terminais
das tomadas
estejam previstos
para o efeito.

[Carlos Freitas] 124


Campainha comandada por botão
de pressão

Os circuitos de sinalização funcionam normalmente a tensão


reduzida, sendo para tal necessário intercalar um
transformador que transforme a tensão da rede (230 V) em
valores adequados aos recetores (geralmente de 3, 5, 8, 12
ou 24 V).

[Carlos Freitas] 125


Esquema funcional de campainha

230 V ~

3V 5V

8V

[Carlos Freitas] 126


Esquema unifilar de campainha

[Carlos Freitas] 127


Esquema multifilar de campainha

[Carlos Freitas] 128


Iluminação de emergência de
segurança

[Carlos Freitas] 129


Iluminação de emergência de
segurança
 Nos estabelecimentos recebendo público a iluminação de emergência de
segurança, deve permitir, em caso de avaria da iluminação normal, a
evacuação segura e fácil do público para o exterior e a execução das
manobras respeitantes à segurança e à intervenção dos socorros, inclui:
 A iluminação de circulação (evacuação)

 A iluminação de ambiente (antipânico)

 A iluminação de circulação (evacuação)

 A iluminação de circulação tem como objetivo permitir a evacuação das


pessoas em segurança e possibilitar a execução das manobras
respeitantes à segurança e à intervenção dos socorros.

 A iluminação de ambiente (antipânico)

 A iluminação de ambiente tem como objetivo reduzir o risco de pânico


e permitir que as pessoas se dirijam, em segurança, para os caminhos
de evacuação. Esta iluminação deve estar acesa durante a presença do
público
[Carlos Freitas] 130
Iluminação de emergência de
segurança
 Blocos Autónomos de Iluminação de Segurança (BAIS)

[Carlos Freitas] 131


Iluminação de emergência de
segurança
 Qual solução escolher?

[Carlos Freitas] 132


Iluminação de emergência de
segurança
 Telecomando
 Sempre que o estabelecimento esteja aberto ao
público, os blocos autónomos devem ser colocados
no estado de «vigilância»; no final do período de
atividade do estabelecimento os blocos autónomos
devem ser colocados no estado de «repouso».

 O estado de “repouso” é um estado no qual a


iluminação de segurança é colocada fora de serviço
sempre que a alimentação da iluminação normal seja
colocada fora de serviço. O modo de funcionamento do
telecomando consiste no seguinte:
1º -desliga-se a alimentação;

 O estado de “vigilância” é um estado no qual a 2º -premindo-se o botão


“EXTINTION” colocam-se os blocos
iluminação de segurança está pronta para a entrada em repouso.
em serviço, em caso de falha da alimentação da
iluminação normal.

[Carlos Freitas] 133


Iluminação de emergência de
segurança
 Telecomando
 A inclusão do telecomando, a colocar no quadro
elétrico, requer mais duas linhas na alimentação do
bloco autónomo.

 A utilização de um telecomando é aconselhada por


dois motivos:

 Durabilidade: o tempo de vida médio dos


acumuladores é de 35000 horas, sob tensão, ou seja:

 24 horas / dia ------------- 4 anos


Bloco
 12 horas / dia ------------- 8 anos
autónomo

 Segurança: o telecomando garante que os


acumuladores só descarregam quando realmente é
necessário.

[Carlos Freitas] 134


Iluminação de emergência de
segurança
 Classificação em função da sua lotação (N).

[Carlos Freitas] 135


Iluminação de emergência de
segurança

[Carlos Freitas] 136


Tipos de iluminação de emergência de
segurança
 Os tipos de iluminação de segurança podem classificar-se em:

 Tipo A: A iluminação de segurança deve ser alimentada por uma fonte central
(baterias de acumuladores ou grupo gerador acionado por motor de combustão).

 Tipo B: A iluminação de segurança deve ser alimentada por uma fonte central
(baterias de acumuladores ou grupo gerador acionado por motor de combustão)
ou por blocos autónomos (devem ser fluorescentes do tipo permanente).

 Tipo C: A iluminação de segurança deve ser alimentada por uma fonte central
(baterias de acumuladores ou grupo gerador acionado por motor de combustão)
ou por blocos autónomos (podem ser do tipo permanente ou não permanente).

 Tipo D: Pode ser constituída por lanternas portáteis, alimentadas por pilhas ou
por baterias.

[Carlos Freitas] 137


[Carlos Freitas] 138
[Carlos Freitas] 139
[Carlos Freitas] 140