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José Vinı́cius Victorino Gomes

Matheus Santos de Souza

Ferramentas de Usinagem

Rio de Janeiro

21 de agosto de 2018
José Vinı́cius Victorino Gomes
Matheus Santos de Souza

Ferramentas de Usinagem

Relatório apresentado à Universidade do Estado


do Rio de Janeiro UERJ, como avaliação parcial
referente à disciplina Máquinas Operatrizes.

Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ


Faculdade de Engenharia Mecânica

Rio de Janeiro
21 de agosto de 2018
Lista de ilustrações

Figura 1 – Principais movimentos do processo de torneamento . . . . . . . . . . . . . 5


Figura 2 – Ângulos e movimentos do torneamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Figura 3 – Relação entre o material da peça e a velocidade de corte . . . . . . . . . . . 8
Figura 4 – Tipos de cavaco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Figura 5 – Movimentos da furação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Figura 6 – Ângulos da furação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Figura 7 – Relação entre o material da ferramenta e a velocidade de corte . . . . . . . 12
Figura 8 – Movimentos do fresamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Figura 9 – Percursos do fresamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Figura 10 – Tipos e ângulos de fresa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Figura 11 – Relação entre o material da peça e sua velocidade de corte . . . . . . . . . . 14
Figura 12 – Relação entre o material da peça e sua velocidade de corte . . . . . . . . . . 14
Figura 13 – Movimento do aplainamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Figura 14 – Plaina trabalhando em diversas posições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
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Sumário

1 TORNEAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.1 Movimentos Principais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2 Percurso da ferramenta . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.3 Ângulo dos movimentos . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.4 Parâmetros de usinagem . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.5 Cavaco . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1.6 Outros parâmetros de usinagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8

2 FURAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.1 Movimentos Principais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2 Ângulos da furação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.3 Propriedades dos materiais para brocas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

3 FRESAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3.1 Movimentos Principais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3.2 Percurso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

4 APLAINAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
4.1 Movimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

5 CONCLUSÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
4

Introdução

As máquinas operatrizes tem sido de muita importância no ramo da usinagem, por sua
diversidade e versatilidade de movimento e aplicações. Abaixo discorreremos um pouco sobre
os principais processos de fabricação e a utilização das máquinas operatrizes nos mesmos.
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1 TORNEAMENTO

É um processo de usinagem no qual são combinados dois movimentos, o de rotação


da peça (secundário) e o de avanço da ferramenta (primário). Mas ao analisarmos de perto
esse processo de fabricação, veremos que existem outros movimentos que serão de extrema
importância para a realização dessa atividade.

1.1 Movimentos Principais

Movimento de corte - É o movimento entre a ferramenta e a peça que provoca remoção de


cavaco durante uma única rotação ou um curso da ferramenta.

Movimento de avanço - É o movimento entre a ferramenta e a peça que, juntamente com o


movimento de corte, possibilita uma remoção contı́nua do cavaco ao longo da peça.

Movimento efetivo de corte - É o movimento entre a ferramenta e a peça, a partir do qual


resulta o processo de usinagem.

Quando o movimento de avanço é continuo, o movimento efetivo é a resultante da


composição dos movimentos de corte e de avanço.

Figura 1 – Principais movimentos do processo de torneamento

Existem ainda, outros movimentos que são realizados no torneamento, como os descritos
abaixo:

Movimento de ajuste ou penetração - É o movimento entre a ferramenta e a peça, no qual é


pré determinada a espessura da camada de material a ser removida.
Capı́tulo 1. TORNEAMENTO 6

Movimento de recuo - É o movimento da ferramenta pelo qual ela, após a usinagem, é afastada
da peça.

Movimento de correção - É o movimento entre a ferramenta e a peça, empregado para com-


pensar alterações de posicionamento devidas, por exemplo, pelo desgaste da ferramenta.

Movimento de aproximação - É o movimento da ferramenta em direção à peça, com a finali-


dade de posicioná-la para iniciar a usinagem.

1.2 Percurso da ferramenta

Percurso de corte (lc ) - É o espaço percorrido sobre a peça pelo ponto de referência da aresta
cortante, segundo a direção de corte.

Percurso de avanço (l f ) - É o espaço percorrido pela ferramenta, segundo a direção de avanço.

Percurso efetivo de corte (le ) - É o espaço percorrido pelo ponto de referência da aresta cor-
tante, segundo a direção efetiva de corte.

1.3 Ângulo dos movimentos

Ângulo da direção de avanço (φ) - É o ângulo entre a direção de avanço e a direção de corte.
No torneamento e na furação esse ângulo é igual a 90o .

Ângulo da direção efetiva (η) - É o ângulo da direção efetiva e a direção de corte.

Figura 2 – Ângulos e movimentos do torneamento


Capı́tulo 1. TORNEAMENTO 7

1.4 Parâmetros de usinagem

Velocidade de corte (Vc ) - É a velocidade instantânea do ponto de referência da aresta cortante,


segundo a direção e sentido de corte.

Velocidade de avanço (V f ) - É a velocidade instantânea da ferramenta segundo a direção e


sentido de avanço.

Velocidade efetiva de corte (Ve ) - É a velocidade instantânea do ponto de referencia da aresta


cortante, segundo a direção efetiva de corte.

A velocidade de corte é dada pela equação descrita abaixo:


π.d.n
Vc = (1.1)
1000

Onde:

Vc = velocidade de corte [m/min]

d = diâmetro da peça/ferramenta [mm]

n = rotação da peça/ferramenta [rpm]

A velocidade de avanço é dada pela equação descrita abaixo:


1000.Vc . f
V f = f .n = (1.2)
π.d

Onde:

V f = Velocidade de avanço [mm/min]

f = Avanço [mm/rot]

n = Rotação da peça/ferramenta [rpm]

Vc = Velocidade de avanço [m/min]

d = diâmetro da peça/ferramenta [mm]

Abaixo, apresentamos uma tabela que relaciona o material da peça e a velocidade de


corte:
Capı́tulo 1. TORNEAMENTO 8

Figura 3 – Relação entre o material da peça e a velocidade de corte

1.5 Cavaco
De acordo com o tipo de material a ser usinado, teremos diferentes tipos de cavaco como
mostrada abaixo:
Figura 4 – Tipos de cavaco

1.6 Outros parâmetros de usinagem

Tempo de corte (tc ) - É o tempo em que a ferramenta está efetivamente em corte.

lf lf π.d.l f
tc = = = (1.3)
Vc f .n 1000. f .Vc
Capı́tulo 1. TORNEAMENTO 9

Onde:

tc = Tempo de corte [min]

l f = Percurso de avanço [mm]

V f = Velocidade de avanço [mm/min]

Força de corte (Fc )

Fc = Ks .A (1.4)

sendo

A = b.h = ap. f (1.5)

Onde:

Ks = Pressão especı́fica de corte [MPa]

A = Área da seção de corte [mm2 ]

V f = Velocidade de avanço [mm/min]

b = Comprimento de corte [mm]

h = Espessura de corte [mm]

ap = Profundidade de corte [mm]

f = Avanço [mm/rot]

Potência de corte (Pc )

Fc .Vc
Pc = [kW ] (1.6)
60.103
Onde:

Fc = Força de corte [N]


Capı́tulo 1. TORNEAMENTO 10

Vc = Velocidade de corte [m/min]

Potência do motor (Pm )

Pc
Pm = (1.7)
η
Onde:

Pc = Potência de corte [kW]

η = Rendimento da máquina: 60% a 80% para máquinas convencionais e 90% para máquinas
CNC
11

2 FURAÇÃO

O Processo de furação é destinado à abertura de um furo cilı́ndrico numa peça, removendo


todo o material compreendido no volume do furo final, na forma de cavaco.

2.1 Movimentos Principais


A furação apresenta os mesmos movimentos do torneamento (corte, avanço e efetivo)
como mostrado na figura abaixo:

Figura 5 – Movimentos da furação

2.2 Ângulos da furação


As brocas helicoidais são as mais usadas no processo de furação e elas apresentam
ângulos importantes como visto abaixo:
Capı́tulo 2. FURAÇÃO 12

Figura 6 – Ângulos da furação

É importante ressaltar que os ângulos poderão ser alterados de acordo com o tipo de
material a ser usinado.

2.3 Propriedades dos materiais para brocas


Os materiais a serem usados como brocas devem apresentar as seguintes propriedades:

• Dureza à quente - Habilidade de o material manter sua dureza ema altas temperaturas.

• Resistência ao desgaste – Por abrasão e estabilidade quı́mica.

• Tenacidade – Capacidade de o material absorver energia sem falhar.

Abaixo apresentamos uma tabela que relaciona o material da ferramenta e a velocidade


de corte.

Figura 7 – Relação entre o material da ferramenta e a velocidade de corte


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3 FRESAMENTO

É um processo de usinagem para fabricar engrenagens, estriados e coroa de comando


usando uma máquina de fresa caracol.

3.1 Movimentos Principais


O fresamento apresenta os mesmo movimentos descritos acima só que, diferente do tor-
neamento, no fresamento a ferramenta se movimento em relação à peça realizando o movimento
de corte, descrito abaixo pela figura.

Figura 8 – Movimentos do fresamento

3.2 Percurso
O fresamento também apresenta percurso de corte, de avanço e efetivo com citado no
torneamento.

Figura 9 – Percursos do fresamento

A fresa também possui ângulo de cunha, folga e saı́da, assim como as brocas.
Capı́tulo 3. FRESAMENTO 14

Quanto maior o ângulo de cunha mais resistente é a fresa. De acordo com o ângulo de
cunha, as fresas são classificadas em W, N e H:

Figura 10 – Tipos e ângulos de fresa


(a) Ângulo da fresa (b) Tipos de fresa

Abaixo apresentamos uma tabela que relaciona o material da peça e da ferramenta.

Figura 11 – Relação entre o material da peça e sua velocidade de corte

Por fim, introduzimos uma tabela que relaciona o tipo de material a ser usinado e sua
velocidade de corte.

Figura 12 – Relação entre o material da peça e sua velocidade de corte


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4 APLAINAMENTO

Aplainamento é uma operação de usinagem feita com máquinas chamadas plainas e que
consiste em obter superfı́cies planas, em posição horizontal, vertical ou inclinada. As operações
de aplainamento são realizadas com o emprego de ferramentas que têm apenas uma aresta
cortante que retira o sobremetal com movimento linear.

4.1 Movimentos
O aplainamento possui movimento corte em apenas um sentido, como identificado na
figura abaixo:

Figura 13 – Movimento do aplainamento

O aplainamento é uma operação de desbaste. Por isso, e dependendo do tipo de peça que
está sendo fabricada, pode ser necessário o uso de outras máquinas para a realização posterior de
operações de acabamento que dão maior exatidão às medidas.
Nas operações de aplainamento, o corte é feito em um único sentido. O curso de retorno
da ferramenta é um tempo perdido. Assim, esse processo é mais lento do que o fresamento, por
exemplo, que corta continuamente.
Por outro lado, o aplainamento usa ferramentas de corte com uma só aresta cortante
que são mais baratas, mais fáceis de afiar e com montagem mais rápida. Isso significa que o
aplainamento é, em regra geral, mais econômico que outras operações de usinagem que usam
ferramentas multicortantes.
Na plaina limadora é a ferramenta que faz o curso do corte e a peça tem apenas pequenos
avanços transversais. Esse deslocamento é chamado de passo do avanço. O curso máximo da
plaina limadora fica em torno de 600 mm. Por esse motivo, ela só pode ser usada para usinar
peças de tamanho médio ou pequeno, como uma régua de ajuste.
Capı́tulo 4. APLAINAMENTO 16

Quanto às operações, a plaina limadora pode realizar estrias, rasgos, rebaixos, chanfros,
faceamento de topo em peças de grande comprimento. Isso é possı́vel porque o conjunto no qual
está o porta-ferramenta pode girar e ser travado em qualquer ângulo.

Figura 14 – Plaina trabalhando em diversas posições


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5 Conclusão

Como se pode observar, existe diversos parâmetros que regulam um processo de usi-
nagem: movimentos realizados pela máquina, percurso do movimento, ângulos da ferramenta,
material da peça e da ferramenta, velocidade de corte, entre muitos outros. Todos esses parâmetros
serão de extrema importância para identificar o melhor processo para dada aplicação, promo-
vendo melhor acabamento, redução do tempo de fabricação, menor desperdı́cio de material da
peça, menor desgaste da ferramenta e, consequentemente, menores perdas econômicas.
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Bibliografia

FELIX, Rodrigo. Apostila de movimentos de usinagem. Rio de Janeiro, 2016


PERIPOLLI, Suzana. Ferramentas de Usinagem. Rio de Janeiro, 2015
FELIX, Rodrigo. Parâmetros de usinagem e formação de cavacos. Rio de Janeiro, 2016
PERIPOLLI, Suzana. Apostila de Fresagem. Rio de Janeiro, 2016
SENAI; CST. Apostila de processos de fabricação para técnicos em manutenção. Vitória,
1999