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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

TI VERDE - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO VERDE

EPEAT- ELECTRONIC PRODUCT ENVIRONMENTAL ASSESSMENT TOOL

TI - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

CO² - DIÓXIDO DE CARBONO

IDEC - INSTITUTO BRASILEIRO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

IBM - INTERNATIONAL BUSINESS MACHINES

ONU - ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

HP - HEWLLET-PACKARD

CCE - COMÉRCIO DE COMPONENTES ELETRÔNICOS

LCD- TELA DE CRISTAL LÍQUIDO OU LIQUID CRYSTAL DISPLAY

ENTC - ENCORE THIN CLIENT


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 3
1.1 PROBLEMA DE PESQUISA ............................................................................................ 14
1.2 JUSTIFICATIVA .................................................................................................................. 14
1.3 HIPÓTESES ........................................................................................................................ 16
1.4 OBJETIVOS ........................................................................................................................ 16
1.4.1 OBJETIVO GERAL .................................................................................................... 16
1.4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................... 16
1.5 METODOLOGIA ................................................................................................................. 17
1.6 ESTRUTURA DO PROJETO ........................................................................................... 17
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................................... 19
2.1. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ...................................................................................... 19
2.1.1 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES ..................................... 20
2.2. MEIO AMBIENTE .................................................................................................................. 20
2.2.1 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL ............................................................................. 22
2.3 TI VERDE .................................................................................................................................. 24
2.3.1 NÍVEIS DE IMPLEMENTAÇÃO ..................................................................................... 25
2.3.2 TI VERDE E AS EMPRESAS ......................................................................................... 17
2.3.3 A TI VERDE E A SOCIEDADE ...................................................................................... 27
2.3.4 DESCARTE DE RESÍDUO ELETRÔNICO .................................................................. 31
2.3.5 A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÂO DE DOCUMENTOS EM FORMATO DIGITAL
....................................................................................................................................................... 31
2.3.6 LOGÍSTICA REVERSA E A REDUÇÃO DOS DANOS AMBIENTAIS .................... 31
2.3.7 O SELO ENERGY STAR ................................................................................................ 31
2.3.8 THIN CLIENT .................................................................................................................... 31
3. CONSIDERAÇÔES FINAIS ......................................................................................................... 36

REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 37
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1. INTRODUÇÃO

Com o surgimento da revolução industrial, a humanidade passou a vivenciar


frequentes avanços no campo tecnológico em períodos de tempo cada vez
menores. Diversos dispositivos foram criados, tornando a vida das pessoas
mais fácil, tendo em vista que diversas tarefas antes demoravam a ser
executadas, e agora podem ser realizadas em um espaço de tempo
consideravelmente menor e com menos esforço. Junto a isso, o acesso à
informação tornou-se mais fácil.

A evolução tecnológica teve um avanço ainda maior na década de 40, quando


o primeiro computador foi inventado. Contudo, essas máquinas eram caras,
com poucas funcionalidades e ocupavam muito espaço, por isso havia pouca
aceitação, somando a isso o fato de que poucos tinham acesso a elas. Com o
decorrer dos anos e mais enfaticamente na década de 70, houve uma
reviravolta, os computadores passaram a ter funcionalidades que atraíam o
público doméstico, além de também passar a haver maior aceitação pelas
empresas, fazendo sua produção crescer em larga escala.

Em contrapartida aos benefícios que foram trazidos, diversos problemas


surgiram, como o elevado consumo de energia elétrica, de matéria-prima na
produção, o descarte dos resíduos eletrônicos e o excessivo consumo de
papel. Foi assim que surgiu a Tecnologia da Informação Verde (TI Verde), que
de acordo com a Itautec (2015) é uma expressão utilizada pelo setor de
tecnologia para integrar a preocupação com o meio ambiente e a
sustentabilidade. Apesar das discussões recentes sobre o assunto abordarem
de forma predominante o consumo eficiente de energia, a análise sobre o tema
pode ser ampliada. Essa prática é fundamental para que o desenvolvimento
tecnológico ocorra de forma sustentável, diminuindo o impacto que a TI causa
ao meio ambiente e se adequando as suas atuais necessidades.

É prudente enxergar que a TI verde surgiu para trazer benefícios tanto para o
meio ambiente, quanto para as instituições, além de que é uma boa
oportunidade para prover o crescimento dos negócios, já que resulta em
considerável redução de gastos e abre caminho para novas oportunidades
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fazendo valer o investimento. Não deixando de destacar a melhoria da


qualidade de vida das pessoas.

1.1 PROBLEMA DE PESQUISA

Com a perspectiva de que os recursos naturais serão esgotados, caso


continuem a ser consumidos da forma que são, é natural que a humanidade
passe a buscar meios menos prejudiciais ao planeta para satisfazer as suas
atuais necessidades. Nos últimos anos, encontrar formas para reduzir o
consumo de energia elétrica tornou-se uma das principais questões a serem
solucionados pela sociedade. Tendo em pauta todos os problemas que são
acarretados pela falta de soluções satisfatórias, pode-se levantar a seguinte
questão: Como utilizar ferramentas de TI de forma eficiente, reduzindo o
consumo de energia elétrica em ambientes informatizados?

1.2 JUSTIFICATIVA

Tendo em vista os danos que a humanidade tem causado ao meio ambiente e


considerando que a mesma depende dos recursos naturais para sobreviver, é
plausível que a preservação ambiental seja tida como seu dever. No entanto,
muitas pessoas não tem consciência do quão dependente são da natureza, e
disso decorre o descaso. Castells (1999 apud MELO, Marciano Almeida, 2011)
destaca que a maioria dos problemas ambientais mais elementares ainda
persiste, uma vez que seu tratamento requer uma transformação nos meios de
produção industriais e de consumo, assim como na forma de organização
social e vidas pessoais.

Entre os principais causadores dos danos ambientais estão os eletrônicos. A


maior parte das instituições hoje possui computadores, impressoras, estruturas
de rede e outros componentes, que por sua vez consomem uma considerável
quantidade de energia elétrica. O Brasil é um dos maiores consumidores de
energia, perdendo apenas para Alemanha e Áustria. O gasto anual de uma
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família é equivalente a 914,4 kwh por mês com um custo de 0,254 kwh.
GUEDES (2011). Há também a emissão de CO² (dióxido de carbono). Em uma
publicação a revista Planeta Sustentável (2008) afirma que uma pesquisa
realizada pelo Gartner Group mostrou que a área de TI é responsável por 2%
de todas as emissões de CO² na atmosfera.

Outro fator que nas últimas décadas passou a se destacar como causador de
problemas é o excessivo uso de papel, tendo em vista que é utilizado para
diversas finalidades: Impressão de livros e apostilas, embalagens de produtos
e toalhas de papel, sendo usada uma significativa parcela no ambiente
acadêmico. De acordo com a IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor), para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 2 a 3
toneladas de madeira, uma grande quantidade de água (mais do que qualquer
outra atividade industrial), e muita energia (está em quinto lugar na lista das
que mais consomem energia). O uso de produtos químicos altamente tóxicos
na separação e no branqueamento da celulose também representa um sério
risco para a saúde humana e para o meio ambiente - comprometendo a
qualidade da água, do solo e dos alimentos. O instituto Akatu (2013) calcula
que uma empresa com 100 funcionários que use 50000 folhas de papel por
mês consome indiretamente 128000 litros de água. Desse modo, uma forma de
redução seria a utilização de e-readers (leitores de livros digitais), pois
diminuiria o uso de apostilas e livros impressos, tendo em vista que os arquivos
ficam armazenados em formato digital e sua bateria possui alta duração em
comparação a outros dispositivos eletrônicos (Utilizando-o 2 horas ao dia, dura
em média um mês).

Somando a esses fatores há a questão do descarte dos resíduos eletrônicos,


segundo Smaal (2009) os resíduos eletrônicos representam 5% do lixo no
planeta, significando 50 milhões de toneladas produzidas pela população
mundial.

Considerando o que foi citado anteriormente, se faz necessário adotar medidas


diferentes das atuais para que esses números sejam reduzidos e os danos
causados não cheguem ao ponto de não poderem ser revertidos. Portanto, a
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relevância desse trabalho se dá pelo fato de apresentar soluções para que a TI


seja utilizada de forma eficiente em ambientes informatizados.

1.3 HIPÓTESE

Utilização de Thin Clients em ambientes onde as atividades desenvolvidas


requerem pouco poder de processamento, pois sua utilização reduz
drasticamente o consumo de energia, os gastos com manutenção e aquisição
de equipamento, diminuindo assim o descarte e os custos.

1.4 OBJETIVOS

1.4.1 OBJETIVO GERAL

Propor soluções para redução do consumo de energia elétrica pela área de


Tecnologia da Informação (TI) em ambientes informatizados.

1.4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Buscar informações que sirvam de base para elaboração do presente


projeto.

• Identificar possíveis soluções para um melhor gerenciamento de energia


em ambientes informatizados.

• Testar a eficiência das práticas sugeridas em um ambiente montado.


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1.5 METODOLOGIA

Para esse projeto, a obtenção das informações foi realizada através de


pesquisa em material bibliográfico e de campo através da implantação do
equipamento em questão. Em relação a abordagem é qualitativa, baseando-se
na premissa de que em certa medida, os métodos qualitativos se assemelham
a procedimentos de interpretação dos fenômenos que empregamos no nosso
dia-a-dia, que têm a mesma natureza dos dados que o pesquisador qualitativo
emprega em sua pesquisa. (NEVES, 1996)

Também foi aplicada a pesquisa exploratória, a qual permitiu familiarizar-se


com o tema abordado. GODOY (1995, p.58) cita algumas características
principais desse tipo de pesquisa: considera o ambiente como fonte direta de
dados e o pesquisador como instrumento chave; possui caráter descritivo; o
processo é o foco principal de abordagem e não o produto; a análise dos dados
foi realizada de forma intuitiva e indutivamente pelo pesquisador.

Para o desenvolvimento do presente projeto foi feito levantamento de


informações em material bibliográfico e análise das mesmas. Sendo que a
viabilidade das informações foi verificada em um ambiente montado para este
fim, especificamente em um estabelecimento que possui uma estrutura de
informática no modelo cliente/servidor. Durante o levantamento foram
buscadas informações que servissem de base para alcançar os objetivos em
questão. E, posteriormente colocada em prática a solução encontrada. Ao fim,
os resultados da pesquisa foram estruturados no projeto proposto.

1.6 ESTRUTURA DO PROJETO

Este trabalho será organizado da seguinte forma:

O Capítulo 1 descreve as considerações iniciais sobre o presente projeto.

O Capítulo 2 apresentará os fundamentos teóricos de Tecnologia da


Informação, com o subtópico Tecnologia da Informação nas organizações;
Meio ambiente, estando agregado a este Responsabilidade Ambiental e TI
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Verde, sendo este último decomposto em outras três partes denominadas: TI


Verde e as empresas; A TI Verde e a sociedade; e Descarte de resíduo
eletrônico.

O capítulo 3 tratará da proposta para redução do consumo energético em uma


organização, descrevendo sua forma de aplicação e benefícios.

O capítulo 4 apresenta as considerações finais, trazendo uma análise das


limitações e da validade do trabalho como um todo, lições aprendidas, e
recomendações para um trabalho futuro.
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A evolução da tecnologia sempre resultou em transformações sociais. Tendo


como base as mudanças nas formas de comunicação, essas ferramentas
contribuíram para significativos avanços no meio socioeconômico. Para
Karasinski (2013) “tecnologia é o uso de técnicas e do conhecimento adquirido
para aperfeiçoar e/ou facilitar o trabalho com a arte, a resolução de um
problema ou a execução de uma tarefa específica”.

De acordo com Valle (1996, p.2), tecnologia é comumente conceituada como o


conjunto de conhecimentos, especial e principalmente científicos, que se
aplicam a um determinado ramo de atividade. Pode também ser considerada
uma ciência que trata da técnica.

A forma de lidar com as informações não é mais a mesma. A tendência atual é


alcançar mais agilidade nos processos envolvidos. Segundo Lima (2012),
genericamente, o conceito de informação está intimamente ligado às noções de
restrição, comunicação, controle, dados, forma, instrução, conhecimento,
significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento.

Somando os conceitos anteriormente definidos temos a Tecnologia da


Informação (TI), que para Cruz (2000, p.26 apud NASCIMENTO, 2011) é todo
e qualquer dispositivo que tenha capacidade para tratar dados e ou
informações tanto de forma sistêmica como esporádica.

O conceito de Tecnologia da Informação é mais abrangente do que os de


processamento de dados, sistemas de informação, engenharia de software,
informática ou o conjunto de hardware e software, pois também envolve
aspectos humanos, administrativos e organizacionais. (KEEN, 1993).

Segundo Alecrim (2011) as aplicações de Tecnologia da informação estão


ligadas a várias áreas de atuação humana. A informação é um patrimônio, ela
agrega valor, e as atividades ganham sentido. Mas a TI deve ser utilizada de
20

maneira apropriada para que as ferramentas e sistemas possam fazer um


diferencial.

2.1.1 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

A TI transformou o modo como as pessoas e as organizações lidam com a


informação. O aumento da demanda por produtos e serviços, fez com que
meios mais ágeis fossem buscados para atender as atuais necessidades. Para
Gatti (2013), a tecnologia da Informação tem transformado a sociedade e
agilizado os processos como transferência de dados e troca de informações,
sendo a situação de mercado intensamente competitiva, essa velocidade é vital
para o sucesso daquilo que se propõe a fazer.

Atualmente a Tecnologia da Informação é tratada como imprescindível para o


andamento eficiente das atividades de uma organização, tendo em vista a
notável transformação que a sociedade sofreu no decorrer de sua evolução
tecnológica. A grande quantidade de informações que envolvem as operações
das empresas, torna indispensável a adoção de ferramentas de TI para o seu
bom funcionamento, por isso tornou-se tão comum a sua utilização nas últimas
décadas. Segundo Castells (2002, p.412) “a tecnologia da informação tornou-
se ferramenta indispensável na implantação efetiva dos processos de
reestruturação socioeconômica”. Para Beck (2007), atualmente, toda empresa
está envolvida com diversos tipos de informação e, para competir neste
contexto dinâmico, o segredo do sucesso é a agregação de valor a partir do
gerenciamento eficiente da informação.

Segundo Cândido e Silva Filho (2003):

Dada às características do atual ambiente de negócios e de


gestão a necessidade das organizações serem cada vez mais
adaptáveis, flexíveis e ágeis, suas estruturas e processos
precisam estar permanentemente sendo reavaliados,
reestruturados e revitalizados. Neste contexto, a Tecnologia de
Informação - TI, terá que identificar encontrar e/ou desenvolver,
implementar tecnologias e sistemas de informação que apoiem
a comunicação empresarial e a troca de ideias e experiências.
21

O conhecimento está diretamente ligado ao sucesso empresarial, pois é fator


importante no apoio às tomadas de decisão. De acordo com Garvin (1993),
uma empresa baseada em conhecimento é uma organização que reconhece a
informação como um recurso estratégico, e cria conhecimento que pode ser
processado internamente e utilizado externamente, aproveitando o potencial de
seu capital intelectual.

Com o variado número de ferramentas de TI que hoje estão disponíveis, as


organizações podem obter diversas vantagens. Rezende (2002, p.84) destaca
que a tecnologia da informação é recurso essencial para o desenvolvimento
organizacional e constitui-se por apresentar os seguintes fatores de
alinhamento: mensurar benefícios organizacionais, suportar objetivos
organizacionais, implementar atividades organizacionais, compartilhar recursos
sem barreiras de tempo e distância, tornar a organização mais competitiva, dar
consistência aos planos organizacionais, potencializar estratégias, capacitar
pessoas.

É fato amplamente conhecido que a TI concede benefícios às empresas, no


entanto, dadas as circunstâncias, é importante notar que a mesma está ligada
a diversos danos ao meio ambiente, dessa forma, é necessário que sejam
observadas as causas e buscadas soluções.

2.2. MEIO AMBIENTE

Zabalza (1991) define meio ambiente como o “conjunto de elementos


biofísicos, socioeconômicos e culturais que integram criando um espaço
específico no qual os homens constroem a dinâmica de sua vida”.

Para Silva (2004, p.20), o meio ambiente envolve todo o planeta de modo
amplo, abrangendo toda a natureza, a parte artificial e a original, assim como
os bens culturais a ele relacionados, compreendendo, portanto, o solo, a água,
o ar, a flora, as belezas naturais, o patrimônio histórico, artístico, turístico,
paisagístico e arquitetônico.
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O meio ambiente passou a estar em pauta nas principais discussões dos


últimos anos. Sua degradação é o principal foco desde o início da revolução
industrial. Segundo Spindola (2001, p.210-211), o modelo capitalista adotado
atualmente expõe o meio ambiente à situação degradante por que passa,
estimulando o consumo permanente, tomando a natureza como fonte
inesgotável de energia e matéria prima, servindo também de abrigo a dejetos
produzidos pelas indústrias e cidades.

De necessidade fundamental para a vida humana, o meio ambiente interage


com um conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais, propiciando um
desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas (SILVA, 1994,
p.2). Desse modo, sua preservação é indispensável para a sobrevivência
humana, pois tudo o que é produzido e consumido provém dele.

2.2.1 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

No decorrer dos anos os variados problemas causados por indivíduos e


empresas ao meio ambiente fez com que diversas leis fossem criadas visando
sua proteção, obrigando-os a assumir a responsabilidade e a cumprir seus
deveres ambientais. Tendo como exemplo o título VIII (Da Ordem Social), em
seu Capítulo VI, no art. 225, caput, da constituição de 1988, onde é afirmado
que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, pois é
bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, sendo do
Poder Público e da coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações.

Segundo o portal Jurisway (2015):

Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais


ou empresarias, voltadas para o desenvolvimento sustentável do
planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento
econômico ajustado à proteção do meio ambiente na atualidade e
para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade.

Quando se causam danos ao meio ambiente, as consequências recaem sobre


as pessoas, por esse motivo que estes atos estão em desacordo com a busca
do bem comum. Ainda de acordo com o portal Jurisway, o causador de danos
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ao meio ambiente é definido como toda pessoa ou empresa, de direito público


ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora de
degradação ambiental. Primeiramente, mas não exclusivamente,
responsabiliza-se o empreendedor, que é o principal responsável por zelar pelo
meio ambiente. Havendo mais de um, a responsabilidade é solidária. Sendo
observado ao empreendedor adotar ação regressiva contra o causador do
dano, alcançando o profissional que eventualmente tenha se excedido ou
omitido no cumprimento da tarefa a ele atribuída.

É necessário entender que a degradação do meio ambiente pode partir tanto


de empresas quanto de indivíduos, como afirma Spindola (2001, p. 210 apud
BATISTA, Américo Donizete, 2009), é de suma importância uma política de
informações voltada aos consumidores e produtores acerca dos custos reais
dos produtos consumidos, consciente da degradação muitas vezes irreversível,
com o objetivo de valorizar o consumo de matérias primas, recursos naturais,
energia e descarte de resíduos.

Ainda de acordo com Spindola (2001, p.210 – 211 apud BATISTA, Américo
Donizete, 2009), o sistema capitalista expõe o meio ambiente à situação
degradante por que passa, pois estimula o consumo permanente, tendo a
natureza como fonte inesgotável de energia e matéria prima e servindo
também de abrigo a dejetos produzidos pelas indústrias e cidades.

É preciso considerar que os interesses econômicos têm sido colocados à frente


da própria sobrevivência das futuras gerações. Para Braga (2011, p.4):

A incolumidade do meio ambiente não pode ser comprometida


por interesses empresariais nem ficar dependente de
motivações de índole meramente econômica, ainda mais se
tiver presente que a atividade econômica, considerada a
disciplina constitucional que a rege, está subordinada, dentre
outros princípios gerais, àquele que privilegia a "defesa do
meio ambiente" (CF, art. 170, VI), que traduz conceito amplo e
abrangente das noções de meio ambiente natural, de meio
ambiente cultural, de meio ambiente artificial (espaço urbano) e
de meio ambiente laboral.
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Como afirma o portal Jurisway, ocorreram significativos avanços legislativos e


normativos nos últimos anos, embora ainda não suficientes para resolver todos
os conflitos relacionados à questão, mas já oferecem suporte ao Poder
Executivo para agir e ao Poder Judiciário para aplicar a legislação relativa aos
casos de degradação ambiental. Embora hajam leis para guiar as atitudes dos
indivíduos e empresas, a plena conscientização da responsabilidade ambiental
só pode ser alcançada com o completo entendimento dos benefícios trazidos
pela mesma. Da mesma forma, essa afirmação se aplica a TI, e é nesse
cenário que surge a TI Verde.

2.3 TI VERDE

Essa expressão tem conquistado espaço na área de TI, por abordar práticas
sustentáveis que são cada vez mais difundidas nesse setor, e por sua vez
entendidas como indispensáveis para alcançar plena eficiência em seus
processos.

Segundo Hess (2009), “TI verde é um conjunto de práticas que torna mais
sustentável e menos prejudicial o uso da computação”. Esse termo está ligado
aos processos de fabricação dos componentes, administração, utilização dos
equipamentos e descarte do lixo eletrônico.

Para Aguilar (2009) as práticas da TI verde buscam a redução do desperdício e


aumento da eficiência de todos os processos e fenômenos relacionados ao
funcionamento de computadores.

É consenso geral que a Tecnologia da Informação traz diversos benefícios para


os indivíduos e as organizações, pois seu uso aumenta a eficiência na gestão
de informações e consequentemente em outras atividades, mas o seu impacto
sobre o meio ambiente não pode ser ignorado. Uma pesquisa feita por Brayner
(2013) revelou que na percepção da maioria dos entrevistados, as
organizações nas quais trabalham não conhecem ou não se preocupam com
as práticas da TI Verde, embora alguns utilizem deste sistema de gestão
ambiental. Algumas práticas simples, como por exemplo, o controle de gastos
de energia, papel e descarte de equipamentos, demonstram que as
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organizações, mesmo desconhecendo o conceito, aplicam algumas iniciativas,


contudo ainda é diminuto diante do que propõe o conceito de TI verde.

Para Mansur (2011 apud SANTOS, 2012), o problema é grave, pois a poluição
não se limita à emissão de carbono, existem também outros problemas como
os resíduos sólidos, o uso de substâncias poluentes e a água.

É importante destacar que nem só as organizações podem adotar medidas para redução
de seu impacto ambiental. Embora essas práticas sejam mais significativas partindo
destas, usuários domésticos também podem adotar tais atitudes, tendo como base a ideia
de que a soma da contribuição de cada indivíduo trará resultados mais amplos. Como
afirma Takahashi et al (2009), o que falta é a conscientização do usuário
doméstico de que a TI Verde também pode ser praticada em sua casa com
pequenas mudanças de atitude. Para tal, é necessário fazer a reutilização de
equipamentos, optar por aquisição de equipamentos com "selo verde"(quando
necessários) e evitar a subutilização de sistemas, ou seja, deve-se usar de
forma eficiente quaisquer produtos sejam eles eletrônicos ou não.

2.3.1 NÍVEIS DE IMPLEMENTAÇÃO

É possível mensurar o nível de implementação da TI Verde nas organizações através do


tipo de abordagem, de objetivos e planos. Como citados abaixo:

 TI Verde de Incrementação Tática: Costa (2011, p.18) afirma que “Este


nível de implementação é o mais simples e o que requer menos
investimentos por parte das empresas”. Normalmente é aplicado por
empresas que não estão interessadas em aderir a grandes mudanças e
investimentos em TI. Essa abordagem preserva a infraestrutura atual de
TI, incorporando ações simples para atingir objetivos pequenos. Essas
medidas geralmente são de simples implantação e pequeno custo. O
retorno é quase imediato e pode ser observado facilmente.

 TI Verde estratégico: Neste nível é exigida uma auditoria para


mudança na infraestrutura de TI, para desenvolver novos meios de
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produção e de serviço de forma ecológica, por exemplo, uma nova


infraestrutura elétrica e computadores de menor consumo. (PINOCHET,
2014).

 TI Verde à Fundo (Deep IT): Esse nível de aplicação é somente


realizado pelas maiores empresas do mundo, porque requer enormes
investimentos, mas também resultam em profundos cortes de gastos e
melhoras de infraestruturas. Esse nível agrega as medidas da
abordagem estratégica, como a implementação de uma política de
compensação de carbono por neutralizar a emissão de gases gerada no
efeito estufa, mas também aplica conceitos muito mais profundos,
incluindo o plantio de árvores, geração de energia limpa, reutilização de
recursos naturais como água das chuvas, e criação de programas de
incentivo para que os funcionários, alunos e comunidade comprem
essas ideias e as torne parte do seu dia a dia na medida do possível
(COSTA, p.18. 2011).

2.3.2 TI VERDE E AS EMPRESAS

Embora ainda não seja popular entre as pequenas empresas, talvez por falta de
consciência ambiental e conhecimento acerca dos benefícios trazidos para a
organização, entre as grandes e médias a situação é diferente. Hoje há importantes
exemplos de práticas sustentáveis, como no caso da Dell que de acordo com Lima
(2009), a fabricante de hardware disse estar deixando de emitir 29 milhões de
toneladas de CO² nos últimos três anos com a sua iniciativa de gestão
energética. Além disso, explicou que os seus clientes que usam os desktops
OptiPlex já economizaram cerca de 3 bilhões de dólares em custos com
energia.

Antes de adotar projetos de TI Verde na empresa é importante conscientizar os


envolvidos dos benefícios que serão trazidos. Como destaca Lunardi, Frio e
Brum (2011), a adoção dessas práticas também pode fazer com que as
organizações tirem proveito da sua consciência ambiental, através de
27

campanhas publicitárias, levando-se em conta que os consumidores têm


preferência por empresas responsáveis socialmente.

Uma pesquisa realizada pela IBM mostrou que 70% das médias empresas
brasileiras estão adotando práticas para redução do seu impacto na utilização
de tecnologia. Essas companhias realizam ou planejam ter projetos de
sustentabilidade ambiental. (COMPUTER WORLD, 2009).

De acordo com Zmoginski (2009), a Microsoft lançou um produto nesta linha


que tem como objetivo medir o impacto ambiental que as atividades de uma
empresa causam, focando especialmente o consumo de energia. Com estas
informações, a empresa pode atuar nos pontos específicos e
consequentemente reduzir tanto o consumo de energia como a emissão de
gases de efeito estufa.

Como afirma Conti (2011 apud FERNADES), entre os benefícios da TI Verde


para as empresas, estão os resultados econômicos, pois quando se tem um
programa intenso de eficiência energética, consegue-se perceber facilmente o
resultado na redução dos gastos. O segundo benefício apontado pelo autor é a
imagem que a empresa pode transmitir ao tratar adequadamente seu lixo
eletrônico. Como exemplo cita ainda as quase quatro mil toneladas de lixo
eletrônico que foram reciclados no último ano. Se isso não houvesse ocorrido,
esse material estaria no mercado cinza ou num lixão qualquer. De todo modo, o
benefício maior da TI Verde é que reduzir o impacto ambiental, geralmente também
resulta na diminuição de custos. Assim, a questão a ser enfrentada nas empresas
costuma ser a resistência às mudanças.

2.3.3 A TI VERDE E A SOCIEDADE

O modo como a sociedade vem lidando com a TI tem causado diversos tipos
de danos ao meio ambiente, em parte pelo fato de que as práticas sustentáveis
ainda não são bem difundidas entre seus usuários comuns. De acordo com
pesquisa feita pelo instituto AKATU em 2006, 72% das pessoas desligavam os
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aparelhos eletrônicos quando não estavam utilizando. Já em 2010, essa


mesma pesquisa apresentou uma queda de dez por cento atingindo 62%.

Como destaca Cardoso e Krob (2014), é preciso evoluir nas discussões sobre
sustentabilidade que a TI pode proporcionar. O principal desafio é conscientizar
o maior número de pessoas possível, para que tenhamos no mundo uma visão
ampla de como cada ser humano pode colaborar para o equilíbrio ambiental,
de modo que seja mantida a continuidade dos aspectos econômicos, sociais,
culturais e ambientais da sociedade humana.

O consumo excessivo é um dos principais problemas ambientais enfrentados,


tendo em vista que a produção de novos eletrônicos torna os anteriores
ultrapassados, ocasionando o seu descarte. Como aborda Pinto (2005, apud
MEDEIROS; BALDIN, 2014) “o aumento considerável e constante da presença
da tecnologia no cotidiano da sociedade como um todo (academia,
comunidade, empresas e governos), acarreta em acumulo de resíduos
consideráveis, além de um dano severo ao ambiente”.

2.3.3.1 A SOCIEDADE E O CONSUMO DE ENERGIA

Na atualidade os níveis de consumo de energia elétrica tem demandado a


busca por diferentes alternativas para sua produção, mas também é importante
buscar meios para reduzir o seu uso que, além de estar esgotando recursos
naturais, também contribui para a emissão dos gases poluentes que são
emitidos em sua produção por meio da queima dos combustíveis que são
utilizados para tal. De acordo com a Academia Brasileira de Ciências, como foi
reconhecido no Protocolo de Kyoto em 1997, em conferência realizada na
cidade de mesmo nome, no Japão, sendo assinado por líderes de 55 países,
conseguir um futuro de energia sustentável é o grande desafio do século XXI.
Os padrões atuais de recursos energéticos e de uso de energia se mostram
prejudiciais para o bem-estar da humanidade. A integridade dos recursos
naturais está em risco por causa da mudança climática causada pelas
emissões de gases estufa.
29

Conforme afirma Costa (p. 11, 2012):

A emissão dos gases que poluem a atmosfera do planeta e


aumentam o efeito estufa, são auxiliados pela atual matriz
energética mundial, que é 80% dependente da queima de
combustíveis fósseis. A queima desses combustíveis para
geração de energia gera grande parte do óxido de enxofre
(SOx), óxidos de nitrogênio (NOx), metano (CH4) e o dióxido
de carbono (CO²) que são emitidos para a atmosfera. A
emissão de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera é vista
como “o maior vilão” de todos, pois é emitido em maior
quantidade, em relação a outros gases com maior poder de
aquecimento, como por exemplo, o metano (CH4).

Todos podem adotar ações simples como configurar o nível do uso de energia
nos sistemas operacionais para se adequar as suas necessidades. Essa ação
pode representar uma economia considerável, além de aumentar o tempo de
vida útil da bateria dos portáteis. Tendo como exemplo o uso do modo
“Economia de Energia” do Windows. De acordo com a Microsoft esses planos
de energia podem ser usados para economizar, maximizar o desempenho, ou
manter o equilíbrio entre desempenho e uso de energia. Sendo que os planos
de energia padrão, Equilibrado e Economia de energia, satisfazem às
necessidades da maioria das pessoas.

Outra forma de economizar é desligar os parelhos quando não estão em uso.


De acordo com Grego (2008), quase nenhum aparelho eletrônico se desliga
totalmente quando se pressiona o botão liga/desliga. A maioria fica aguardando
algum comando do controle remoto ou dos botões no painel, mantendo parte
dos circuitos energizados e muitas vezes a fonte de alimentação permanece
conectada, dissipando energia.

Conforme afirma o instituto Akatu, a ação mais simples a ser adotada pelo
usuário de computador é evitar configurar o protetor de tela quando o mesmo
puder ser desligado, como nos momentos de não operação. Levando-se em
consideração que um computador ligado 1hora/dia consome 5kwh/mês, e que
ao final de um ano, emite 18 kg de CO² no ambiente. Significando que a
redução de uma hora do tempo de operação do computador doméstico implica
na diminuição da emissão de CO² equivalente à emissão de um carro à
gasolina que percorreu 120 km.
30

2.3.3.2 A SOCIEDADE E O E-LIXO

Como afirma Small (2009), o termo lixo eletrônico é aplicado a artigos


eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores,
celulares, notebooks, câmeras digitais, MP3 player, dentre outros. O mesmo
autor destaca que, também são considerados lixo eletrônico artigos
domésticos, como geladeiras, micro-ondas e qualquer outro dispositivo que,
descartado, pode poluir o planeta.

De acordo com a Prefeitura de São Paulo (2013), “Podemos definir como lixo
eletrônico ou e-lixo tudo o que é proveniente de equipamentos
eletroeletrônicos, incluindo celulares, computadores, impressoras etc.”.

Para Muniz (2011):

O lixo eletrônico constitui o problema de coleta de resíduos de


maior crescimento no mundo. Desde os rincões industriais da
China continental às regiões da Índia e do Paquistão em rápido
processo de industrialização, uma ampla gama de aparelhos
está sendo recebida e reciclada em condições que colocam em
perigo a saúde dos trabalhadores, suas comunidades e o meio
ambiente. A maior parte dos componentes destes aparelhos é
recuperada por pobres catadores e vendida para sua
reutilização. Mas durante o processo, eles e o meio ambiente
ao seu redor estão expostos aos perigos provenientes do
contato com metais pesados como mercúrio, chumbo, berílio,
cádmio e bromato que deixam resíduos letais no corpo, solo e
cursos de água.

Segundo o jornal estadão (2010), o Brasil é o país que gera o maior volume de
lixo eletrônico per capita a cada ano. O alerta é da ONU (Organização das
Nações Unidas), que lançou relatório sobre o tema e advertiu que o Brasil não
tem nem estratégia para lidar com o fenômeno, e o tema sequer é prioridade
para a indústria.

Para o jornal Correio Brasiliense (2014), com a renovação cada vez mais
rápida dos artigos tecnológicos, esses objetos logo perdem seu valor
31

econômico e tem suas funcionalidades tidas como ultrapassadas, e desse


modo são descartados. Assim, a quantidade de lixo eletrônico tem aumentado
consideravelmente no mundo. É ressaltado ainda que em 2013, foram quase
50 milhões de toneladas desse tipo de lixo produzidas no mundo, e segundo
estudos das Nações Unidas, no Brasil foram descartados mais de 1,3 milhão
de toneladas.

Com todos os malefícios resultantes de seu descarte incorreto, é prudente que


medidas mais eficientes sejam tomadas, caso contrário, as consequências
poderão ser irreversíveis.

2.3.4 DESCARTE DE RESÍDUO ELETRÔNICO

Aumenta a cada dia o número de resíduos eletrônicos ocupando os lixões pelo


mundo, mas este não é o tipo de descarte mais adequado. Há formas variadas
de lidar com esses materiais como reaproveitamento de componentes,
doações e, inclusive existem diversas empresas que se disponibilizam para
fazer o seu recolhimento, tendo como exemplo HP (Hewllet-Packard), Dell e
Apple. Porém, comparado a quantidade de lixo eletrônico que ainda há e os
problemas que são acarretados por seu descarte incorreto, é preciso ter em
vista que ainda há muito a ser feito. Para Beiriz (2005 apud OLIVEIRA; SILVA,
2011), os eletrônicos descartados de forma incorreta representam o tipo de
resíduo sólido que mais cresce no mundo, um dos problemas do descarte
incorreto desses resíduos está nas substâncias tóxicas não biodegradáveis em
sua composição. Esse problema é de responsabilidade das empresas, do
governo, da sociedade e das instituições de ensino, que devem assumir o
compromisso quanto ao ciclo completo desses equipamentos.

Segundo Mattos, Costa e Perales (2008), ao serem depositadas no lixo


comum, substâncias químicas como mercúrio, cádmio, arsênio, cobre, chumbo
e alumínio que estão presentes nos componentes eletrônicos, penetram no
solo e nos lençóis freáticos contaminando plantas e animais por meio da água,
podendo provocar a contaminação da população através da ingestão dos
produtos.
32

Mais de 10 milhões de substâncias foram sintetizadas pelos seres humanos


nos últimos anos, impedindo o meio ambiente de absorvê-las e reintroduzi-las
ao seu ciclo de renovação. É possível observar um aumento na exploração dos
recursos naturais e na geração de resíduos em quantidade muito maior do que
a capacidade de renovação da natureza, causando as alterações ambientais
vistas no decorrer do tempo, como a perda da biodiversidade, alterações
climáticas, contaminação das águas, processos de desertificação e vários
outros efeitos (BARBIERI, 2007 apud MEZZACAPPA et al., 2011).

Ainda de acordo com os mesmos autores, devemos nos preocupar com os


resíduos elétricos e eletrônicos, pois estão entre as categorias de lixo que mais
crescem no mundo, e em breve sua produção deve atingir a marca dos 40
milhões de toneladas anuais, o suficiente para encher uma fileira de caminhões
de lixo que se estenderia por metade do planeta.

Segundo o Portal Brasil, “Instituída em 2010, a Política Nacional de Resíduos


Sólidos, disciplinou a gestão e o gerenciamento dos resíduos sólidos no País,
sendo o sistema de logística reversa o principal destaque”. Portanto, há o dever
e os meios para que a questão do descarte de resíduos eletrônicos siga por
vias menos prejudiciais ao meio ambiente.

2.3.5 A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÂO DE DOCUMENTOS EM FORMATO


DIGITAL

Com o avanço da TI era esperado que a utilização do papel fosse reduzida,


mas o efeito inverso foi alcançado, pois o surgimento das impressoras fez
crescer enormemente o seu uso, tendo em vista que facilitou a transcrição das
informações nesse material e o mesmo aconteceu com o acesso à informação,
propiciando o uso desse material de forma menos racional do que outrora, uma
vez que, pela comodidade, as pessoas preferem fazer a leitura em papel.

O papel se decompõe relativamente rápido, embora seu descarte possa causar


problemas como entupimento de bueiros e a ocupação dos aterros. No entanto,
33

o impacto maior é causado pela produção que, além de consumir as árvores,


utiliza grande quantidade de eletricidade e 540 mil litros de água por tonelada
produzida (Brembatti, 2012), tendo este último recurso enfrentado situação de
escassez em algumas regiões do Brasil. É fato que parte considerável das
árvores utilizadas na produção do papel é tirada de áreas reflorestadas, mas
essas florestas artificiais ocupam regiões de vegetação nativa e também há
pouca biodiversidade, o que afeta a vida dos animais na região.

Em estudo realizado pela Universidade da Califórnia, dos Estados Unidos,


notou-se que em 2002, a população mundial produziu uma quantidade de
novas informações suficiente para encher 500 mil bibliotecas do Congresso
norte-americano. Assim, o setor de gerenciamento de dados da universidade
converteu os números em 5 bilhões de gigabytes de dados em formato digital,
cerca de 800 megabytes por pessoa, equivalente a uma pilha de livros de nove
metros de altura. E, há previsões que em 2020, o conhecimento duplicará a
cada 83 dias, no ano em que esta pesquisa foi realizada a estimativa era de um
período de cada quatro anos (JORNAL DO GED Nº 61, 2004 apud NERY,
2013).

Embora a redução dos danos causados pelo papel seja o principal benefício,
outra vantagem evidente no uso de documentos digitais é a eficiência nos
processos que envolvem a informação, porque o acesso a dados específicos é
feito mais rapidamente, levando-se em conta que a busca manual que poderia
ser feita em enormes pilhas de papel é substituída por uma simples pesquisa.
Além disso, resulta em considerável otimização de espaço que seria ocupado
pelas páginas e também traz maior segurança para as informações quando
estas estão guardadas em vários dispositivos de armazenamento.

2.3.6 LOGÍSTICA REVERSA E A REDUÇÃO DOS DANOS AMBIENTAIS

Logística reversa pode ser definida como o processo que cuida do fluxo de
materiais que se inicia nos pontos de consumo dos produtos e terminam nos
pontos de origem, com o objetivo de recapturar os materiais que seriam
34

descartados, fazendo o seu correto descarte ou a reintrodução na produção de


novos produtos quando possível. (NOVAES, 2004 apud RAMOS, 2009).

Esse método vem se tornando uma importante ferramenta para redução dos
danos infligidos ao meio ambiente. Cada vez mais empresas aderem a essa
prática, uma vez que a preocupação com os recursos naturais aumenta a cada
dia e as pessoas passam a cobrar uma postura mais responsável por parte dos
governos e organizações privadas, que também tem sua parcela de
responsabilidade nesse aspecto, incluindo a isso o auxílio que hoje a
tecnologia provê, intermediando a relação com os consumidores.

Os principais benefícios da logística reversa são a redução na retirada de


matéria-prima da natureza, uma vez que os materiais recolhidos voltam ao
processo de produção para serem reaproveitados; há também diminuição na
poluição do meio ambiente pelo mesmo motivo anteriormente citado; economia
de capital que seria investido em insumos para produção de novos produtos,
possibilita o surgimento de novos mercados e; melhora a imagem da empresa
perante a sociedade, beneficiando suas vendas.

O fato é que a logística reversa sempre existiu, mas sempre encontrou um


obstáculo para sua efetivação: a resistência das empresas e das pessoas em
adotá-la, tendo em vista que há pouca consciência em relação aos benefícios
trazidos, não sendo bem difundida.

2.3.7 O SELO ENERGY STAR

De acordo com a própria instituição em seu website, Energy Star é um


programa voluntário de proteção ambiental que ajuda empresas e indivíduos a
economizar dinheiro e proteger o clima através da eficiência energética. A ideia
inicial do Energy Star era certificar somente computadores e monitores, mas
em 1996, a EPA em parceria com o Departamento de Energia Americano,
incluiu outros produtos. Hoje, esse selo está presente em eletrodomésticos,
equipamentos eletrônicos e outros produtos de iluminação, refrigeração e
calefação. Esses equipamentos podem ser localizados por categoria no
website da organização.
35

De acordo com Hogan (2009) Os consumidores que optaram por produtos com
o selo Energy Star, seja para uso doméstico ou em uma empresa,
economizaram cerca de US$ 19 bilhões em suas contas de energia no ano de
2008 e reduziram a emissão de gases de efeito estufa em quantidade
equivalente a 29 milhões de veículos.

Empresas interessadas em aderir ao selo, podem entrar em contato com a


organização através do site, na área de My ENERGY STAR Partner. As
exigências são definidas pelo Departamento de Energia Americano.

Esse programa de eficiência funciona porque há o atrativo em economizar o


dinheiro pago em contas de energia e as pessoas estão ficando mais
conscientes em relação a responsabilidade que tem com o meio ambiente,
embora haja resistência por parte dos consumidores que desconhecem os
benefícios.

2.3.8. THIN CLIENT

O Thin Client é semelhante a um mini pc, não havendo em sua estrutura


interna disco rígido, processador e memória (não como os convencionais).
Funciona conectado a um computador central (servidor) compartilhando seus
recursos, ou seja, as informações são processadas e armazenadas neste
último, estando conectados ao Thin Client apenas o monitor, teclado, mouse
e/ou caixas de som. (BEZERRA, 2010). A simplicidade de sua estrutura
possibilita ter uma rede de computadores de baixo custo econômico, fácil
manutenção, consumo reduzido de energia elétrica e diminuição do tempo
gasto com atualizações e instalação de programas, pois essa tarefa passa a
ser realizada apenas no servidor. (SANTOS, 2012).

A figura 1 exibe as entradas e saídas do Thin Client, onde podem ser


observados um conector para caixas de som, saída VGA, duas entradas USB,
conector para cabo de rede e fonte de energia.
36

Figura 1: Entradas e saídas do Thin Client.


Fonte: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-708828509-thin-client-encore-entc-1000-_JM

A figura 2 mostra a estrutura de uma rede onde há Thin Clients conectados a


um computador central, que compartilha com estes seus recursos de hardware
e software.

Figura 2: Rede com Thin Clients.


Fonte: http://www.thinclientbrasil.com/tc/images/stories/organizacao-thin-client.png

Diversos autores salientam a redução nos gastos que ocorre com a adoção do
Thin Client, e isso pode ser facilmente observado. No quadro 1 é mostrado um
comparativo entre valores de um computador convencional e o Thin Client.

Computador
Característica Convencional Thin Client
(Desktop)
37

Valor R$ 999,001 R$ 326,002


Potência média 150 watts3 10 watts
Consumo total KWh 31,2 KWh por mês4 2,08 KWh por mês
Gastos mensais em R$ 17,785 R$ 1,19
dinheiro
Quadro 1: Comparação entre o PC convencional e o Thin Client.
Fonte: O autor, 2015.

Oliveira (2002) afirma ainda que com o Thin Client, não é necessário qualquer
software específico no dispositivo cliente, pois a aplicação reside unicamente
no servidor, sendo capaz de rodar sessões distintas para cada Thin Client que
o acesse, diminuindo assim o tempo gasto com instalação e manutenção, além
de economizar também o capital investido em licenças de software, pois
apenas a licença do servidor é necessária. Dessa forma, em diversos aspectos
este dispositivo se mostra uma opção economicamente viável.

1
Preço de um computador da marca CCE, disponível em:
http://www.cce.com.br/Produtos/informatica/notebook
2
Preço de um Thin Client da marca Encore e modelo ETNC 1000, disponível em: http://www.encore-
usa.com/br/produtc/ETNC-1000
3
O consumo elétrico de um computador pode variar consideravelmente. Telles (2009) afirma que um
desktop comum pode consumir entre 100 e 200 watts, por isso o valor usado como parâmetro está no
intermédio destes dois.
4
O cálculo do consumo de um aparelho (em KWh) é feito através da multiplicação da potência do
aparelho (em watts) pelo tempo de uso diário (em horas), posteriormente esse resultado é dividido por
1000, e por fim multiplicado pela quantidade de dias que está em uso durante um mês. Nesse caso
específico são 8 horas diárias durante 26 dias. Fórmula disponível em:
https://financaspessoais.organizze.com.br/como-calcular-o-gasto-de-energia-eletrica-de-um-aparelho-
eletronico/
5
Considerando o preço (R$ 0,57 por KWh) cobrado pela CELPE (Companhia Elétrica de Pernambuco),
disponível em: http://www.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=493
38

3. CONSIDERAÇÔES FINAIS

A tecnologia tende sempre a constante evolução. Os danos que causa podem


ser observados por todo o planeta, mas como mostrado neste trabalho,
também pode ser utilizada para auxiliar na solução dos principais problemas
ambientais enfrentados pela humanidade.

O esforço para enfrentar estas questões precisa ser conjunto, partindo tanto do
governo, quanto de instituições privadas e pessoas físicas, pois o problema
abrange principalmente a cultura consumista da sociedade atual que, demanda
excessiva quantidade de recursos para saciar seu consumo e para que isto
seja solucionado, é necessária uma mudança de mentalidade na forma como
são vistos os recursos naturais, dos quais a humanidade depende tanto para
sobreviver.

Como abordado durante o trabalho, os danos causados pela TI envolvem


diversos produtos e causas, entre as principais: O papel utilizado em escritórios
e escolas, o descarte incorreto de materiais e o consumo elevado de energia
elétrica. Considerando a tecnologia da Informação na atualidade uma área de
estudo tão abrangente e impactante sobre os indivíduos e seu meio, torna-se
de vital importância que os profissionais da área tomem como seu dever lidar
de maneira responsável com as ferramentas utilizadas e o que resulta do seu
uso, estando cientes do ciclo de vida completo do produto, levando em conta
tanto a produção, quanto seu uso e, por fim o descarte, pois em um tempo de
recursos escassos, atitudes conscientes são essenciais para se alcançar o
nível de sustentabilidade necessário para que a vida no planeta seja
preservada.

Ao se analisar a implantação aqui descrita, é possível observar que a


virtualização de desktop utilizando o Thin Client, se mostrou uma ação
expressiva na redução do consumo de energia elétrica e consequentemente foi
possível diminuir os danos impostos ao meio ambiente, ainda que em pequena
escala. No entanto, é importante ter em mente que caso esta ação fosse
realizada por um número amplo de empresas, resultaria em um avanço
considerável na busca por uma sociedade mais sustentável. Ficando assim
como contribuição mais importante, o exemplo desta prática.
39

E para trabalhos futuros, há a perspectiva de realização desse projeto em


escala mais ampla, em organizações de maior porte, onde os resultados serão
mais expressivos e de modo tendencial mais empresas poderão aderir a essa
prática.
40

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