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14° Congresso Mundos de Mulheres – Maputo – 2021

II Chamada para apresentação de Oficinárias1 para o 14° Congresso


Mundos de Mulheres 2021 - MM2021
É com grande satisfação que a Comissão Organizadora lança a segunda chamada
para submissão de propostas para as Oficinárias para a 14ª edição do Congresso
MM2021 que, pela segunda vez, irá decorrer no continente Africano.
O Mundos de Mulheres é um evento internacional e interdisciplinar que ocorre a
cada três anos e que reúne activistas, intelectuais e artistas e promove o pensamento
crítico e plural, o debate e a releitura do mundo, dos seus desafios e pensa as
alternativas a construir, a partir das diversas experiências e conhecimentos
feministas.
Este evento a decorrer na cidade de Maputo, Moçambique, em Setembro de 2021,
no Campus Universitário Principal, da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em
Maputo, Moçambique, sob o lema FeminismoS AfricanoS – construindo
alternativas para as mulheres e para o mundo através de um corredor de
saberes que cuida e resiste.
O MM2021 tem por horizonte o reforço das solidariedades Sul – Sul e Sul – Norte. O
nosso lema parte do reconhecimento da limitada presença de vozes cosmovisões,
artes e experiências, práticas e racionalidades que pensam e dizem o Mundo a partir
do grande continente africano. Evidenciando os FeminimoS AfricanoS esta chamada
é plural e abrangente e está aberta a propostas de reflexão a partir da academia e
dos activismos feministas que questionem os lugares hegemónicos contemporâneos
assentes no colonialismo, capitalismo, racismo e patriarcado e alarguem
possibilidades de lhes resistir e construir as alternativas que não deixarão ninguém
para trás.

1
Oficinárias, remete para oficinas/seminários. São uma forma de trabalhar em conjunto que pretende agregar
reflexões activistas, académicas e artísticas numa lógica de construção horizontal e colaborativa de saberes
Espera-se, neste Congresso, a participação de activistas, artistas e académicas/os
africanas/os e dos demais continentes do mundo, para uma partilha horizontal de
saberes e experiências. Tendo o epicentro em Moçambique, na África Austral, o
desafio do MM2021 é realizar um Congresso que seja um marco transformador para
os feminismos e o Mundo.
As línguas oficiais da 14ª edição do MM2021 serão Português, Espanhol e Inglês.
A 14ª edição do MM2021 contará com Mesas Redondas, Oficinárias, Rodas de
Conversa, Debates, Oficinas, Exposições, Posters, Performances, Instalações e
Feiras solidárias.

Tendo havido necessidade de adiar o 14º Mundos de Mulheres, que estava previsto
para Setembro de 2020, para 2021, por causa da pandemia do COVID-19, a
Comissão Organizadora decidiu abrir uma nova chamada para submissão de
propostas para as Oficinárias. A novidade desta segunda chamada é que serão
permitidas até três pessoas em cada proposta – enquanto na primeira chamada
admitiu-se no máximo duas.

Ressalta-se que, o processo de submissão de Oficinárias, tal como na primeira fase,


terá dois momentos, a saber:

No primeiro, de 20 de Julho a 20 de Setembro de 2020 serão recebidas


propostas para as Oficinárias que podem ser apresentadas por até 3 pessoas. As
propostas deverão ser submetidas na nossa plataforma digital e terão,
obrigatoriamente, entre 200 a 300 palavras. Caberá à Comissão Científica do
MM2021 avaliar e aprovar as propostas e a Comissão Organizadora comunicará os
resultados às pessoas interessadas.
As pessoas proponentes, no caso de a sua Oficinária ser aprovada, serão
responsáveis pela recepção avaliação e aprovação dos trabalhos, que ser ão
submetidos no segundo momento desta chamada, (ver cronograma abaixo) assim
como pela sua coordenação durante o Congresso MM2021.
O segundo momento será dedicado à recepção e avaliação dos trabalhos
(comunicações) a serem incluídos em cada uma das Oficinárias que também deverão
ser submetidos na plataforma digital, de 25 de Novembro de 2020 a 25 de
Fevereiro de 2021
Os resultados de ambos momentos de submissões serão comunicados através da
página web do MM2021 www.mm2020.uem.mz
As propostas para as Oficinárias, a serem submetidas nesta presente fase da
chamada deverão estruturar-se segundo os seguintes eixos temáticos:

Eixos Temáticos
1. Corpos e sexualidades (prazer; LGBTQI+; trabalho sexual,
ritos de iniciação)
As análises sobre corpo, género e sexualidade nas Humanidades e Ciências Sociais
do final do século passado e do novo milénio desafiaram e expandiram as noções e
expectativas concernentes aos corpos, géneros e sexualidades. Em grande medida,
estas reflexões contribuíram para romper as noções de leitura dos corpos e
sexualidade de forma fechada e binária. Neste eixo temático, pretende-se alargar esta
discussão, explorando, criticando e desafiando assumpções, princípios e
perspectivas referentes ao Corpo e Sexualidade.

Convidam-se reflexões que problematizem e teorizem corpos e sexualidade no


contexto neoliberal contemporâneo; diversidade sexual LGBTQI+; economia política
dos corpos; o impacto da heteronormatividade; trabalho sexual, entre outros temas
associados.

2. Violências contra as mulheres


A violência contra as mulheres constitui um dos problemas de saúde pública e
de desenvolvimento em vários países e, especificamente, em Moçambique.
Uma das grandes manisfestações da violência contra as mulheres, é a
discriminação baseada no género. A Convenção sobre a Eliminação de todas
as Formas de Discriminação da Mulher (CEDAW), no seu Artigo 1 afirma que
“discriminação contra a mulher” significará toda a distinção, exclusão ou
restrição baseada no sexo e que tenha por objecto ou resultado prejudicar ou
anular o reconhecimento, gozo ou exercício pela mulher, independentemente
de seu estado civil, com base na igualdade do homem e da mulher, dos direitos
humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social,
cultural e civil ou em qualquer outro campo”.

Algumas questões de partida se fazem presentes nesta problemática, tais


como: de que forma o CEDAW tem impacto na vida quotidiana das mulheres?
Existem outras formas alternativas de luta/resistência das quais as mulheres
usam para fazer valer os seus direitos? Neste eixo convida-se, pois, a
submissão de propostas que discutam aspectos de violência contra as
mulheres, assim como alternativas de luta, resistência e eliminação da
violência contra as mulheres.

3. Autonomia económica e trabalhos das mulheres


Vivemos actualmente um ciclo de capitalismo neo-liberal baseado no despojo neo-
colonial das riquezas naturais do Sul global (extractivismo), na desvalorização radical
do trabalho (assalariado ou não), na especulação financeira (financeirização) e na
destruição da democracia (autoritarismos). Este sistema além de transformar as
mulheres e os seus corpos em objectos ao serviço dos seus ideais e projectos
empobrece drasticamente as mulheres e retira-lhes o poder de decidir sobre a sua
vida e a vida das suas comunidades e sociedades.

Neste eixo temático procuramos discutir e reflectir, entre outros assuntos, sobre: as
ligações entre a economia política neo-liberal contemporânea e as opressões das
mulheres; alternativas pensadas e lideradas por mulheres; o trabalho e os direitos de
quem trabalha, em especial das mulheres; conciliação entre o trabalho assalariado e
a vida familiar e parental; perspectivas feministas da divisão sexual do trabalho;
inclusão económica das mulheres através da renda e do trabalho; políticas públicas
de redistribuição económica e autonomia das mulheres; os trabalhos do cuidado para
a produção da vida que vale a pena ser vivida.

4. Serviços públicos (Educação, Infraestruturas, Justiça, Mobilidade


Urbana, Salubridade, Saúde, Segurança pública, Trabalho, entre outras)
e seu impacto no quotidiano de mulheres e raparigas/meninas

Uma das características das políticas preconizadas pelos chamados Ajustamentos


Estruturais impostos aos países pelas instituições Bretton Woods, o Fundo Monetário
Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), é a desresponsabilização dos Estados
face à prestação de serviços públicos universais e de qualidade. Assistimos, cada vez
mais, ao desmantelamento de políticas de redistribuição através do acesso a bens
públicos que muito contribuem para a dignidade e o bem-estar das pessoas e
promovem a equidade e a justiça sociais. Sabemos que a ausência de escolas,
creches e infantários, cuidados de saúde, segurança social, cuidados com as pessoas
mais velhas aumenta o trabalho das mulheres e obstaculiza o seu acesso ao usufruto
da sua cidadania, participação e bem-estar.
Neste eixo temático queremos discutir, entre outros assuntos, as ausências dos
serviços públicos nos nossos países e os impactos desta realidade na vida das
mulheres e das meninas. Também queremos conhecer modos de luta, resistências e
alternativas para inverter as políticas de descaso e enfraquecimento da função social
dos Estados e, ainda, outras formas de entendimento do que podem ser serviços
públicos não estatais regidos por lógicas de cooperação horizontal e cidadã.

5. Os bens comuns (Terra, Água, Florestas, Biodiversidade)

Os Bens Comuns são reservatórios de riquezas e de saberes que precisam ser


cuidados por pertencerem a uma comunidade, um grupo. Terra, água, florestas, o ar
e a biodiversidade são os exemplos mais comuns da materialidade da riqueza dos
Bens Comuns. Igualmente ricos, os saberes incluem conhecimentos, valores e
práticas herdados de ancestrais que devem ser repassados para as gerações
futuras. Por trazer, na sua essência, uma relação de posse compartilhada, por não
serem mercadorias, portanto, não comercializáveis, os Bens Comuns desafiam o
conceito de propriedade privada.
O objectivo deste eixo é ampliar o conhecimento sobre as formas de preservar os
Bens Comuns como frente de resistência à imposição do modelo neoliberal de
privatização de todas as esferas da vida social e natural e destruir e apagar os
saberes ancestrais. Tem como objectivo principal trocar experiências sobre como
cuidar dos Bens Comuns para que se fortaleçam as comunidades no enfrentamento
das imposições predatórias dos organismos financeiros internacionais.
6. Paz e desmilitarização
Uma das maiores ameaças que a humanidade enfrenta é o aumento generalizado
das despesas militares e o desenvolvimento de técnicas de controlo e vigilância para
servir os propósitos da Guerra Global contra o Terrorismo. A obsessão pela chamada
securização das sociedades impera à escala planetária e o discurso bélico consolida
a imagem do inimigo que está em todo o lado desumanizando as pessoas. Por isso
são tão importantes os projectos que fortalecem os vínculos comunitários, de
confiança mútua, cuidado e afectos que possam contribuir para reverter os impactos
do discurso do medo que traz consigo o retrocesso no que respeita a direitos
fundamentais das pessoas.
É necessário, pois, analisar a partir de um olhar feminista os impactos da militarização
para que haja uma verdadeira transformação das relações internacionais e da ideia
de segurança humana. Por estas razões, neste eixo temático queremos reflectir sobre
as alternativas e outras abordagens sobre paz e segurança, tais como: segurança
humana, segurança energética, segurança climática, reconciliação, desmilitarização.
Neste eixo temático do MM2020 pretendemos ampliar as propostas existentes que
realizam uma Cultura de Paz que tem no seu centro a sustentabilidade da vida.

7. Terra, Extractivismo e Mudanças Climáticas (a situação ambiental devido


à exploração dos países do Sul Global; acesso à terra, deslocações
internas forçadas, conflitos ambientais)
A despeito da narrativa corrente de que problemas ambientais se fazem sentir
universalmente, o MM2021 convida todas e todos a reflectir acerca das maneiras
singulares pelas quais tais questões afectam e implicam sujeitas/os marcadas/os por
género. No Sul Global, esta relação imbricada adquire novos contornos quando se
coloca em relevo a experiência do colonialismo e da colonialidade, que se actualiza
por meio do neoextrativismo predatório, do landgrabbing (usurpação de terras) e de
projectos desenvolvimentistas, entre outros, cujas relações de exploração da terra e
das comunidades resultam em situações de injustiça e de conflitos ambientais. A
inevitabilidade das mudanças do clima também pode ser um convite a problematizar
quais corpos e lugares são mais propensos a experimentar os efeitos de eventos
extremos, como enchentes, furacões e outros desastres ambientais e as dificuldades
quotidianas, como por exemplo, o acesso à água potável).
Neste sentido, consideramos que discussões que dêem conta deste necessário
entrelaçamento entre questões ambientais e de género (e suas intersecções com
raça, classe, etnia e geração) podem contribuir para uma melhor compreensão dos
actuais processos de resistência, lutas políticas e da busca por alternativas sistémicas
à exploração da natureza e dos sujeitos. Por isso, neste eixo, são bem-vindas
propostas de Oficinárias, que coloquem em diálogo a questão ambiental e suas
articulações com a vida das populações, em geral e com a das mulheres, em
particular. Encorajamos pesquisadoras e pesquisadores dos variados campos de
conhecimento, bem como integrantes de movimentos sociais e/ou outras associações
da sociedade civil, a compartilharem connosco suas reflexões teóricas, resultados de
pesquisas (concluídas ou em andamento), dilemas metodológicos e/ou relatos de
experiência e mobilização.
8. Género Língua e Poder
As conexões entre género e linguagem nas práticas sociais estão implicadas nas
relações de poder, na produção e reprodução de valores e nos conflitos políticos e
violências resultantes delas em diferentes comunidades. Assim, género funciona,
desde distintas perspectivas, como uma categoria de análise relevante tanto para o
estudo de fenómenos linguísticos quanto para uma compreensão teórica de como
distintas culturas apresentam diferentes interpretações sobre eles. Analisar tal
categoria nas pesquisas em linguagem não prescinde de um olhar mais atento sobre
o poder patriarcal, colonial e capitalista, sobre o sexismo, o heterossexismo, o
elitismo, o racismo, entre outras questões. Para tal, podemos partir de alguns
questionamentos, tais como: de que maneira as mudanças no papel contemporâneo
das mulheres e das relações de género causaram modificações teórico-
metodológicas nos Estudos de Linguagem? Qual a pertinência da perspectiva
interseccional – que articula género, raça e classe - para tais estudos? Como
transformar os paradigmas de conhecimento coloniais e patriarcais no âmbito de uma
ciência afrocentrada e crítica na cooperação Norte/Sul e Sul-Sul? Como os saberes
e fazeres das mulheres africanas (também na diáspora) podem permear as
epistemologias e metodologias de pesquisa sobre linguagem e poder?
Portanto, este Eixo Temático objectiva reunir investigações sobre o papel da categoria
género nos estudos da linguagem e da literatura no âmbito dos interesses da Teoria
e Análise Linguística, da Sociolinguística, da Política Linguística, da Análise do
Discurso, da Antropologia Linguística, da Literatura, da Tradução e áreas afins.

9. Utopias feministas concretas


Apesar das conquistas alcançadas pelas mulheres rumo à igualdade de direitos,
sabemos que ainda estamos longe de erradicar a subordinação e a opressão delas.
Além disso, as mulheres continuam a ser responsabilizadas pelas gravidezes não
planificadas, pelo cuidado das crianças, pelo estupro e assédio de que são vítimas e
por todo o tipo de violências que sofrem seja dos seus cônjuges ou das diversas
instituições políticas, culturais, religiosas, económicas misóginas existentes em suas
sociedades.
Muitas das soluções já propostas pelas políticas de agências internacionais, governos
ou até das organizações da sociedade civil são descontextualizadas e, por isso,
acabam excluindo muitas mulheres que não se reveem nelas nem as entendem. É
neste contexto que neste eixo pretendemos promover um espaço de reflexão política
feminista, de baixo para cima e de ensaio de mundos alternativos e radicais, capazes
de libertar as mulheres do hetero-patriarcado, das novas formas de colonialismo, do
racismo e do capitalismo contemporâneos. Queremos ser um espaço de
transgressão, debate e de imaginação de mundos de mulheres que desafiam, com
ousadia, todas as violências, todas as injustiças, todas as normas que impedem as
mulheres de serem felizes, livres e emancipadas.
10. Imaginários sociais, corredores de opressão e de emancipação – uniões
forçadas, casamentos precoces, ritos de iniciação, populações
indígenas, aborígenes
O objectivo desse eixo temático é reunir reflexões sobre a convivência entre a
chamada “tradição” e a “modernidade” - no campo do activismo, da arte e da
academia, de modo a dar visibilidade às produções de saberes outros que emergem
das práticas quotidianas, das experiências vivas das vidas das mulheres que
comummente são subalternizados, periferizados e descentrados dos lugares
hegemónicos de produção de conhecimento. Um espaço para olhares sobre essas
temáticas que tragam as controvérsias, as ambiguidades, os paradoxos, a
perspectiva (des)binarizada do mundo; o deslocamento de perspectiva, o
desassossego epistémico, as lutas e resistências de contextos que existem e (re)
existem, produzindo e reproduzindo as suas vidas com pensamentos e lutas que
reinventam o quotidiano. Perspectivas que tragam as diferentes culturas, os olhares
narrados em primeira pessoa, com as pessoas (e não sobre as pessoas), visibilizando
diferentes modos de pensar e questionando as análises do senso comum e da
produção objectificada, produzindo alternativas teóricas, metodológicas e de
intervenção social e cultural.

Cronograma
Actividades Período/data Responsável
Avaliação das propostas das Abril até 10 de julho CC2, SE3 e colaboradores
oficinárias e envio de aceites e não de 2020
aceites à/aos proponentes (I Fase)
Submissão de propostas de 20 de julho a 20 de CC e proponentes
oficinárias – II Fase Setembro de 2020
Avaliação de propostas de 25 de Setembro a 25 CC, e colaboradores
oficinárias – II Fase Outubro 2020
Envio de aceites e não aceites às/aos 30 de Outubro a 10 de CC e SE
proponentes de Oficinárias - II Fase Novembro de 2020
Submissão de resumos de 25 de Novembro a 25 Proponentes de resumos de
trabalhos (comunicações) às de Fevereiro de 2021 comunicações às oficinárias,
oficinárias, posters, oficinas e posters, oficinas e projectos
projectos artísticos artísticos
Avaliação de resumos de 30 de Fevereiro a 15 Coordenadoras/es da oficinárias
comunicações às oficinárias, de Março de 2021 e Comissão de artes e cultura
posters, oficinas e projectos
artísticos
Envio de aceites e não aceites dos 15 de Março a 15 de Coordenadoras/es da
resumos e dos projectos artísticos Abril de 2021 oficinárias, CC, SE e Comissão
de artes e cultura

2
Comissão Científica

3
Secretariado Executivo