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PUBLICA-SE AQUI APENAS O PREFÁCIO, A

BIBLIOGRAFIA E O ÍNDICE, COMO AMOSTRA.


PARA A LEITURA INTEGRAL, OBTER O LIVRO EM
PAPEL, PUBLICADO PELA EDITORA CLUBE DO AUTOR.
SIGNIFICADO DAS ABREVIATURAS UTILIZADAS
PARA REFERIR OS LIVROS DA BÍBLIA :

Gn. – Génesis
Ex. – Êxodo
Lev. – Levítico
Núm. – Números
Deut. – Deuteronómio
Jos. – Livro de Josué
Juí. – Livro dos Juízes
Rut. – Livro de Rute
I Sam. – Livro de Samuel I
II Sam. – Livro de Samuel II
I Re. – Livro dos Reis I
II Re. – Livro dos Reis II
I Crón. – Livro das Crónicas I
II Crón. – Livro das Crónicas II
Esd. – Livro de Esdras
Ne. – Livro de Neemias
Tob. – Livro de Tobias
Jdt. – Livro de Judite
Est. – Livro de Ester
I Mac. – Livro dos Macabeus I
II Mac. – Livro dos Macabeus II
Job. – Livro de Job
Sal. – Livro dos Salmos
Prov. – Livro dos Provérbios
Ecle. – Livro do Eclesiastes
Cânt. – Cântico dos Cânticos
Sab. – Livro da Sabedoria
Ecli. – Livro do Eclesiástico
Is. – Isaías
Jer. – Jeremias
Lam. – Lamentações
Bar. – Baruc
Ez. – Exequiel
Dan. – Daniel
Os. – Oseias
Jl. – Joel
Am. – Amós
Abd. – Abdias
Jon. – Jonas
Miq. – Miqueias
Na. – Naum
Sof. – Sofonias
Zac. – Zacarias
Mal. – Malaquias
Mt. – Evangelho segundo São Mateus
Mc. – Evangelho segundo São Marcos
Lc. – Evangelho segundo São Lucas
Jo. – Evangelho segundo São João
Act. – Actos dos Apóstolos
Rom. – Epístola aos Romanos
I Cor. – Primeira Epístola aos Coríntios
II Cor. – Segunda Epístola aos Coríntios
Gál. – Epístola aos Gálatas
Ef. – Epístola aos Efésios
Flp. – Epístola aos Filipenses
Col. – Epístola aos Colossenses
I Tes. – Primeira Epístola aos Tessalonicenses
II Tes. – Segunda Epístola aos Tessalonicenses
I Tim. – Primeira Epístola a Timóteo
II Tim. – Segunda Epístola a Timóteo
Tt. – Epístola a Tito
Flm. – Epístola a Filémon
Heb. – Epístola aos Hebreus
Tg. – Epístola de São Tiago
I Pe. – Primeira Epístola de São Pedro
II Pe. – Segunda Epístola de São Pedro
I Jo. – Primeira Epístola de São João
II Jo. – Segunda Epístola de São João
III Jo. – Terceira Epístola de São João
Jud. – Epístola de São Judas
Apoc. – Apocalipse
“Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas. A isso obriga a proximidade
de tanta imundice.”  F. Nietzsche, O Anticristo

“O Génesis é um livro imoral: os eleitos de Deus não são escolhidos em razão do mérito
mas em virtude de um decreto arbitrário, no qual a obediência passiva é a virtude
essencial; os escroques são recompensados e os ingênuos punidos; o próprio Deus
ordena ou organiza massacres…” R. Dalian, Biografia de Deus

“Tinha a jovem Sara noventa anos quando Deus lhe prometeu que Abraão, então com
cento e sessenta, lhe faria um filho esse ano. Abraão, que gostava de viajar, partiu para o
terrível deserto de Cadés com a mulher grávida, sempre jovem e bela. Um rei desse
deserto não deixou de se apaixonar por Sara, como já acontecera com o rei do Egito:
apresentou a mulher como irmã e ganhou ainda nesse negócio ovelhas, bois, servos e
servas. Podemos pois dizer que o tal Abraão se tornou bastante rico devido à mulher.”
Voltaire, Dictionnaire Philosophique

“Causa-me horror o Deus sanguinolento e fúnebre que separou o homem da natureza.”


Guerra Junqueiro, A velhice do Padre Eterno

“Não faleis da Bíblia aos padres católicos. A sua leitura está-lhes terminantemente
proibida. É uma precaução decidida pelo papado com o objetivo de os impedir de se
converterem ao protestantismo ou ao livre-pensamento.” M. Simon, Viagem
Humorística Através das Religiões e dos Dogmas

“Como monumento literário, a Bíblia é muito mais nova do que os Vedas e uma parte
dos Qings; como valor poético, fica atrás de tudo o que alguns poetas de Segunda ordem
têm criado nos últimos dois mil anos. Quanto a querer compará-la com as soberbas
criações de Homero, de Sófocles, de Dante, de Shakespeare ou de Goethe, é ideia que
só poderia ocorrer a um fanático, obcecado talvez pela falta da oração. As noções que
nos dá a Bíblia do mundo são infantis, e a sua moral é revoltante, tal como vem
expressa: no Velho Testamento, pela sede de vingança de Deus; no Novo pela parábola
do obreiro da última hora, pelos episódios de Madalena, da mulher adúltera e pelas
relações de Cristo com a mãe.” M. Nordau, Mentiras Convencionais da Nossa
Civilização

“O ensino derivado da Bíblia afronta a razão humana; os livros santos encontram-se em


flagrante contradição uns com os outros; os livros santos erraram perante a razão, a
moral, a história e as ciências da natureza; os livros santos nem sequer pertenceram, na
redação atual, aos seus supostos autores.” H. Salgado, Mentiras Religiosas

“Os teólogos dizem: isso são mistérios insondáveis. Ao que respondemos: são
absurdidades imaginadas por vós próprios. Começais por inventar o absurdo, depois
fazei-nos dele a imposição como mistério divino, insondável e tanto mais profundo
quando mais absurdo. É sempre o mesmo procedimento: credo quia absurdum.” M.
Bakunin, Deus e o Estado

“A Bíblia é refugo… é um lixo intelectual.” M. Murray-O`Hair

“A Bíblia não é um guia moral.” R. Ingersoll, What Would You Substitute for the Bible
as a Moral Guide?

“A Bíblia é o código da intolerância clerical.’ E. Bossi, A Igreja e a Liberdade


PREFÁCIO
A Bíblia Sagrada é considerada a Palavra de Deus. O livro de Isaías diz :
“Buscai no Livro do Senhor e lede: Nenhuma destas criaturas falhará, nem uma nem
outra faltará” (Is., 34:16). Jesus referiu-se ao Antigo Testamento como sendo a
"Palavra de Deus", que "não pode falhar" (Jo., 10:35). O evangelho de Mateus diz que a
Escritura veio "da boca de Deus" (Mt., 4:4), e o evangelho de João diz que “a Escritura
não pode ser desprezada” (Jo., 10:35).
Jesus disse aos líderes religiosos do seu tempo que eles vinham "invalidando a
palavra de Deus" pela sua própria tradição (Mc., 7:13). Jesus chamou-lhes a atenção
para a Palavra de Deus escrita quando repetidamente afirmou: "Está escrito ... está
escrito ... está escrito ..." (Mt., 4:4, 7,10). Esta frase aparece imensas vezes no Novo
Testamento.
O apóstolo Pedro diz também que a Bíblia é a palavra de Deus (2 Pedro 1:20-
21), que contém a mensagem de Deus aos homens, sobre o modo como eles devem
viver e serem salvos, sendo Cristo o salvador do mundo, e embora tenham sido homens
aqueles que escreveram as mensagens, "nunca qualquer profecia foi dada por vontade
humana; os homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe.,
1:21).
O apóstolo Paulo disse que "toda a Escritura é inspirada por Deus" (2 Tm., 3:16),
e que “Deus não pode negar-se a si mesmo” (2 Tim., 2:13). Dando ênfase à natureza não
errónea da verdade de Deus, o apóstolo Paulo referiu-se também às Escrituras como "a
palavra de Deus" (Rm., 9:6). O apóstolo Paulo declarou igualmente que "a palavra de
Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra
até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e apta para discernir os
pensamentos e propósitos do coração" (Hb., 4:12). Conclusão : A Bíblia está isenta de
erros, o Deus da verdade deu-nos a Palavra da Verdade, e a Bíblia não contém nada que
não seja verdade, e é a própria Bíblia que o diz.
Ora, não é isso o que acontece ao longo da Bíblia, pois ela está cheia de
contradições, erros, e absurdos. A Bíblia tem muitos factos científicos errados, e outros
mal datados, cidades que só apareceram anos depois na cronologia, e outras que não
existiram, erros grotescos de Geografia, de Botânica, de Biologia, de Zoologia, e de
Astronomia, factos cosmológicos que ninguém no mundo viu, animais que não existem,
personalidades importantes que historicamente nunca existiram, factos que
historicamente nunca aconteceram, profecias sobre coisas que nunca vieram a cumprir-
se, muitas contradições, exageros, e absurdos. A Bíblia é um livro que contém torturas,
apedrejamentos, enforcamentos, empalamentos e outras crueldades, escravatura,
racismo, xenofobia, homofobia, misoginia, incesto, prostituição, adultério, poligamia,
genocídios, guerras constantes, assassinatos, muitos deles de crianças e de outras
pessoas inocentes, discriminações sociais, injustiças enormes, seres humanos queimados
na fogueira, sacrifício de animais, muitas imoralidades, e grandes injustiças
económicas. Muitas destas coisas, umas foram mandadas fazer por Deus, outras foram
permitidas por ele, e outras foram feitas em seu nome, pelos patriarcas, profetas, e
demais seguidores de Deus. No entanto, a Bíblia é considerada um livro divino,
inspirado por Deus, e a Bíblia e as Igrejas dizem que devemos fazer o que ela ensina.
A Bíblia tem muitas cobiças, ciúmes, traições, ódios, carnificinas, barbaridades,
despotismos, concretizados em contínuas matanças, feitas em nome de Deus, e por ele
inspiradas. Além dos milhares de pessoas que morreram em Sodoma e Gomorra, e no
dilúvio, temos as enormes quantidades de pessoas que Deus mandou matar, ou que
foram mortas em seu nome, e com a sua aprovação. Se Deus é bom (Sl., 100:5) e se ele
é um Deus de paz (Rm., 15:33), como poderia ele fazer e consentir tudo isto ?
A Bíblia tem também muitas histórias bizarras : um burro falante, um peixe que
transporta uma pessoa na barriga, uma pessoa que se transforma em sal, uma cobra
falante, um porco voador, o planeta Terra que deixa de girar, trombetas assassinas,
prepúcios cortados por todos os lados, etc. Além dos exageros das batalhas, em que por
exemplo Sansão matou 1000 filisteus com a queixada de um jumento, temos os
seguintes exageros : Moisés era o homem mais manso da Terra (Num., 12:3); Salomão
era o homem mais rico e mais sábio do planeta (I Re., 10:23); Absalão era o homem
mais belo da Terra, e não havia ninguém superior à sua beleza (II Sam., 14:25), além
das centenas de anos que duraram alguns profetas.
A Bíblia está também cheia de histórias e lendas que a arqueologia e a geologia
não provaram nem cientificamente, nem através de documentos. Não existe a certeza da
existência histórica de muitos dos profetas do Antigo Testamento, e não existem mesmo
provas arqueológicas da existência de Jesus, pois não se pode comprovar a
autenticidade dos chamados “lugares santos”, que são referidos como tais apenas
porque, “segundo reza a tradição” foi ali que aconteceu determinada coisa. Muitos
historiadores que viveram no tempo de Jesus, nada escreveram sobre ele. Os autores
pagãos da época de Jesus não disseram nada sobre ele, e não existe a menor menção de
Jesus pelos seus contemporâneos pagãos. Também não há registos históricos do seu
nascimento, nem registos históricos do seu processo, da sua condenação e da sua morte.
Mesmo durante o primeiro século não há quase nenhuma referência a Jesus por uma
fonte não judaica ou não cristã.
Segundo os evangelhos de Mateus (4:24) e de Marcos (6:14; 6:17), devido aos
seus milagres Jesus ficou célebre em toda a região, numerosas multidões seguiam-no, e
as pessoas deslocavam-se de todas as partes de Israel para ver Jesus. Mas se Jesus era
assim tão célebre, porque razão nunca nenhum autor da sua época falou dele ?
Segundo a Bíblia, Jesus viveu no primeiro século, mas as fontes gregas e
romanas da época nada dizem sobre ele. Jesus nunca é citado, debatido,
questionado, ou criticado em nenhuma das fontes gregas ou romanas dessa época.
Não existe nenhuma menção sobre seu nascimento, sua vida, os seus ensinamentos,
o seu julgamento e a sua morte. O seu nome nem sequer é referido em nenhuma
das principais fontes da época. Filósofos, poetas, escritores, moralistas e
historiadores daquela época falaram dos grandes acontecimentos, mas nada sobre
Jesus.
Nenhum evangelista conheceu pessoalmente Jesus, eles escreveram a partir da
tradição oral, e só passados cerca de 50 anos após a época apontada como a da morte de
Jesus, em que deveria haver poucas pessoas das que teriam tido contacto com Jesus, e
no caso de Jesus ter realmente existido, qualquer coisa que se dissesse sobre ele teria
pouca hipótese de ser desmentida. Os quatro evangelhos a que se deu o nome dos
apóstolos Mateus, Marco, Lucas e João, não foram, muito provavelmente, escritos por
eles. Os nomes dados aos quatro evangelhos aconteceu só no século II, cerca de cem
anos depois dos inícios do Cristianismo. Por outro lado, os evangelistas contradizem-se
várias vezes. Veja-se por exemplo a genealogia de Jesus registada pelo evangelho de
Mateus e a registada pelo evangelho de Lucas. Se uma genealogia estiver certa, a outra
estará errada. Se uma pode estar errada, a outra também pode. Como aceitar que essa
palavra, dita “divina”, seja verdade? A palavra inspirada por Deus, se realmente é uma
palavra divina e inspirada por Deus, não devia contradizer-se, mas há imensas
contradições.
A Bíblia é também uma cópia de lendas antigas. O Antigo Testamento é uma
cópia de mitologias de outros povos. A mitologia do Antigo Testamento baseia-se em
alguns princípios fundamentais : Deus, a Criação, a queda dos Anjos, o Eden, Eva,
Adão, a Serpente e o pecado original, o Dilúvio, a Torre de Babel, os Anjos e o
Demónios, o Paraíso e o Inferno, os Patriarcas, um legislador inspirados e os Profetas.
Ora, estas mitologias não são originais, pois outros povos já as tinham antes dos
hebreus. O próprio Jesus Cristo foi criado a partir de crenças religiosas antigas, nas
quais também existem deuses redentores como Serapis, Hórus e Crhistna, e
personalidades como Crestus dos Essénios. Ora, uma Bíblia ditada por Deus não
copiaria textos de outras religiões, como acontece por exemplo nas narrativas da criação
do mundo, e do dilúvio.
A Bíblia sofreu muitas alterações ao longo dos séculos, os textos originais não
existem, o que temos são textos copiados uns dos outros. O próprio São Jerónimo,
tradutor da Bíblia, queixou-se dos copistas que “escrevem não o que têm à frente mas o
que pensam ser o sentido, e enquanto se esforçam para emendar os erros alheios,
expõem os seus” (Epístola 71, Patrologia latina, vol. 22). De que vale dizer que a
Bíblia é a palavra infalível de Deus, se de facto não temos as palavras que Deus inspirou
de modo infalível, mas apenas as palavras copiadas pelos copistas (algumas delas
corretamente, mas muitas outras incorretamente) ? De que vale dizer que os originais
foram inspirados, se não temos os originais ? o que temos são cópias, e cheias de erros.
Com muita razão um dos autores de um dos livros da Bíblia também se queixa : “como
podeis dizer que somos sábios e temos a lei do Senhor ? Na verdade, foi a mentira que
fez desta lei e estilete enganador dos escribas (Jer., 8:8).
Havia cerca de 60 evangelhos, mas apenas 4 foram considerados verdadeiros, e
os outros falsos, através de critérios pouco claros, e alguns subjetivos, e até mesmo
aleatórios. Todos os outros evangelhos não entraram na Bíblia Sagrada, mas mesmo
assim, continuam a ser consideradas válidas certas informações de alguns desses
evangelhos, como por exemplo o evangelho de Tiago, sobre o nome dos pais da mãe de
Jesus.
A própria utilização da Bíblia como o meio absoluto de acesso a Deus e de
salvação da Humanidade é um absurdo, e mesmo uma injustiça. Os primeiros livros da
Bíblia foram escritos mais ou menos 1250 anos antes de Jesus; os últimos mais ou
menos 100 anos depois de Jesus, que nasceu só há cerca de 2000 anos. Sendo assim,
como é que Deus julga os que viveram antes da Bíblia ter sido escrita ? condena-os ? O
apóstolo Tiago diz que a palavra de Deus trouxe salvação a todos os homens (Tg.,
2:11), mas na época de Jesus só uma minoria muito pequena tinha ouvido falar de
Jesus, e ainda hoje há quem nunca ouviu falar dele. Como é que Deus julgou e julga
essas pessoas? Como julga aqueles que só conheceram a Bíblia a partir dos
Descobrimentos, no século XVI ? E como julga outros povos que não conhecem sequer
a Bíblia nem nunca ouviram falar dela ?
Em relação aos que nunca ouviram falar de Jesus e da Bíblia, segundo alguns
intérpretes, eles vão para o céu, devido à sua ignorância da palavra de Deus. Sendo
assim, porque não as deixamos permanecerem na ignorância da Palavra de Deus, e
assim irem para o céu ? para quê dar-lhes a conhecer a Palavra de Deus, se devido à sua
ignorância da Palavra de Deus elas se salvam ?
Além desta grande contradição, existem as contradições dos próprios conteúdos
da Bíblia. Uma das justificações apresentadas em defesa da Bíblia, sobre as
contradições, os erros e os absurdos referidos na presente investigação, é a de que têm
de ser lidos à luz do seu contexto histórico, e que por isso devem ser desculpados. Ora,
não se compreende que contexto histórico ou outro contexto podem desculpar a grande
maioria das coisas aqui apresentadas. Nenhum contexto histórico pode justificar que
sejam corretas determinadas coisas contidas na Bíblia, como por exemplo as seguintes
recomendações, ordens e afirmações :
“Feliz daquele que pegar em teus filhos e atirá-los contra as rochas” (Salm.,
137:9).
“Matem todos os meninos entre as crianças, e matem também as mulheres que
se deitaram com homens. Porém, todas as meninas virgens, para vós deixai viver”
(Num., 31: 27-18).
“Eis que reprovarei a vossa semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos,
o esterco das vossas festas solenes, e para junto deste sereis levados” (Mal., 2:3).
“E o teu cadáver servirá de comida a todas as aves dos céus, e aos animais da
Terra; e ninguém os espantará” (Deut., 28:26).
“Vai pois agora e fere a Ameleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver e não
lhe perdoes; porém matarás desde o homem até à mulher, desde os meninos até aos de
peito, desde os bois até às ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” (I Sam., 15:3).
“Então saíu dali Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da
cidade e troçavam dele, e diziam-lhe : Sobe, careca ! Sobe, careca ! E virando-se ele
para trás, viu-os e amaldiçoou-os em nome do Senhor; então duas ursas saíram do
bosque, e despedaçaram 42 daqueles meninos” (II Re., 2:23-24).
“Por isso um leão do bosque os feriu, um lobo dos desertos os assolará; um
leopardo vigia contra as suas cidades; qualquer que sair delas será despedaçado, porque
as suas transgressões se avolumam, multiplicaram-se as suas apostasias” (Jer., 5: 6).
“Toda a malícia é leve comparada com a malícia da mulher; que a sorte dos
pecadores caia sobre ela !” (Eclis., 25:26).
“Na angústia e na miséria a que a reduzirão os inimigos que lhe odeiam a vida.
Ver-se-á mesmo compelida a comer a carne dos seus filhos e das suas filhas; e eles se
devorarão uns aos outros” (Jer., 19:9).
“A glória de Efraim desaparecerá como uma ave; não haverá mais nascimento,
nem gravidez e nem sequer concepção ! e mesmo os filhos que conseguirem criar, eu os
privarei deles antes que se tornem homens. E ai deles quando eu os abandonar !” (Os.,
9:11).
“O tumulto da guerra vai elevar-se em tuas cidades, e todas as tuas fortalezas
vão ser destruídas, assim como Salmã destruiu a dinastia de Jerobão, no dia do combate
em que a mãe foi esmagada com os seus filhos” (Os., 10:14).
Tudo isto é para interpretar em função de que contexto ? Em que contexto é
correto e divinamente inspirado praticar estes horrores ? Se é para serem interpretados
em função do contexto histórico, também por exemplo a proibição de relações sexuais
antes do matrimónio, ou a proibição de relações homossexuais, deviam ser interpretadas
em função do seu contexto histórico. Porque é que umas coisas devem ser interpretadas
à luz da sua época, e outras não ? só quando nos convém ?
Outra da justificação para estas e outras passagens da Bíblia é que têm que ser
encaradas como metáforas, e portanto não em sentido literal mas figurado, que
dependem da interpretação. Desde logo temos aqui uma contradição : todas as coisas
boas relatadas pela Bíblia têm que ser encaradas literalmente, enquanto todas as coisas
más têm que ser encaradas metaforicamente ou dentro de um contexto. Por outro lado,
não é de passagens obscuras que estamos falando, pois os textos são bem claros,
qualquer pessoa percebe o que o texto diz, pois não há nada de figurado (por exemplo, a
Bíblia fala de apedrejamentos, e não são alegorias, são mesmo apedrejamentos).
É apenas uma imagem literária uma mãe atirar os seus próprios filhos contra as
rochas ? e um homem invocar Deus e então dois ursos terem aparecido e morto 40
crianças ? e as mulheres comerem os seus próprios filhos ? e as pessoas comerem
esterco ? estas e outras coisas são metáforas de quê ? se são metáforas, porquê então
estas metáforas tão horríveis ? não havia outras metáforas mais elevadas e santas, para
um livro sagrado como a Bíblia, em vez de toda esta crueldade e imundície?
Se essas coisas não devem ser lidas literalmente, então muitas outras coisas na
Bíblia também não devem ser lidas literalmente, como por exemplo a existência do
Inferno, a virgindade de Maria, a ressurreição dos corpos, a ressurreição de Cristo, etc.
Se devem ser lidas alegoricamente, quais as que devem ser lidas em sentido literal, e
quais as que devem ser lidas alegoricamente ? a Bíblia não diz quais, por isso fica ao
critério de cada pessoa.
Ora, a defesa de que é uma questão de interpretação, e que se pode interpretar de
diversas maneiras, e que cada um poderá mesmo interpretar à sua maneira, é algo
contraditório com a própria Bíblia, que diz que ela não pode ser interpretada como cada
pessoa quiser (2 Pe., 1:20, e 3:16), e com a tradição teológica, que diz que uma vez que
a Igreja recebeu a promessa de contar com o auxílio do Espírito Santo (Jo., 14, 16), não
se pode aceitar uma interpretação que seja contrária a alguma das suas interpretações
canónicas. Dado que a tradição é parte integrante da revelação divina, não pode ser
admitida nenhuma interpretação que vá contra a opinião unânime dos Santos Padres ou
dos doutores da Igreja católica.
O apelo a que se interprete de forma alegórica ou metafórica muitos textos da
Bíblia é contrário àquilo que a Igreja sempre fez, pois na verdade a Igreja sempre
interpretou literalmente muitas das passagens que alguns intérpretes de hoje dizem que
devem ser lidas alegoricamente, como por exemplo o episódio em que Josué manda o
sol parar. Este episódio fez com que a Igreja defendesse que o sol andava, e que a Terra
estava parada. A Igreja interpretava isso literalmente, assim como o criacionismo (o
episódio da criação do mundo e do Homem), Adão e Eva, o dilúvio, etc. Se era para ser
interpretado literalmente, e ainda hoje assim deve ser interpretado, conforme defendem
as igrejas evangélicas, então todos os outros episódios cruéis e absurdos também devem
ser interpretados literalmente, e não são meras figuras literárias.
A Bíblia é um livro cheio de falsidades, não apenas históricas, mas também
científicas, apesar do que a Bíblia diz ser considerado verdade, tanto por ela própria
como pelos padres e doutores da Igreja. Em nome da Bíblia condenou-se a astronomia
heliocêntrica, a infinitude do Universo, a teoria atomista, a datação geológica, os
fósseis, o evolucionismo, a psicanálise, etc. A Bíblia é um livro cheio de proibições, e
até mesmo as coisas mais insignificantes são pecado : comer carne de porco, marisco,
coelho, carne mal passada, cortar o cabelo ou a barba de determinada maneira, fazer
tatuagens e piercings, juntar os animais de diferentes espécies, ter determinadas plantas
no jardim, usar roupas de tecido diferente, divorciar-se, praticar sexo antes do
casamento, masturbar-se, sentir atração pelo mesmo sexo, entrar na Igreja sem os
órgãos sexuais intactos, uma mulher tocar nos testículos de outro homem para defender
o marido, uma mulher ser sacerdote, uma mulher falar em lugares públicos, uma pessoa
não ir à Igreja todos os sábados (ou aos domingos, no caso das igrejas católica e
evangélicas), etc.
Apesar de todo o seu moralismo, a Bíblia tem muitas perversidades, cometidas
pelos próprios patriarcas, pelos profetas, e por outros homens ao serviço de Deus : Noé
embriagado, envolve-se com o filho num enigma sexual (Gén.,9, 20-25); Lot, bêbado
engravida as suas filhas virgens (Gn., 19, 30-36); David, adúltero, assassina Urias para
ter sexo com a mulher dele, Betsabá (2 Sm., 11 : 14-27); Abraão tem sexo com a sua
escrava (Gén.,21 :1-14); Tamar disfarça-se de prostituta para engravidar do sogro
(Gén., 38, 13-18); o rei Salomão teve um harém com 700 esposas e 300 amantes (1
Reis, 11, 13), etc., etc. Apesar de todo o seu moralismo, a Bíblia contém incesto,
prostituição, adultério, violações, poligamia, etc. ,praticado por patriarcas, profetas, e
outros seguidores de Deus (ver neste livro as referências onde cada uma dessas práticas
existe).
Falemos agora na metodologia e nas fontes bibliográficas deste livro.
Comecemos pela metodologia. Este livro é o resultado de uma investigação que, como o
seu próprio título indica, fala primeiro das contradições, depois dos erros, e depois dos
absurdos da Bíblia Sagrada, que neste livro são apresentadas respetivamente em três
grandes capítulos. No capítulo das contradições associámos versões divergentes sobre o
mesmo assunto, no capítulo dos erros apresentamos dois tipos de erros, os históricos e
os científicos, e no capítulo dos absurdos falamos também dos exageros. No capítulo
dos absurdos e exageros estão coisas sem sentido, coisas surreais, coisas ridículas e
hilariantes, horrores e excessos, violências horríveis, torturas e chacinas. Dentro de cada
um desses três grandes capítulos apresentamos divisões pormenorizadas, por nomes de
indivíduos, nomes de acontecimentos, nomes de cidades, nomes de seres, ideias
teológicas, etc. Foi feita a colocação sequencial desses divisões temáticas mais
pequenas, por abecedário, para uma distinção pormenorizada e mais clara sobre cada
uma delas. Dentro de algumas destas últimas divisões temáticas explicámos quem são
as personagens e os lugares pouco conhecidos, e fizemos comentários a algumas das
contradições e a alguns dos erros e absurdos aqui referidos.
Comentam-se algumas das referências temáticas, para chamar a atenção de
determinados pormenores, e noutras é referido apenas o problema. Em cada uma das
pequenas divisões temáticas é dito qual o livro da Bíblia, o capítulo e o versículo, onde
está a referência, ou quais os livros, os capítulos e os versículos, pois muitas vezes o
mesmo caso está presente ao longo dos diversos livros da Bíblia. Alguns desses casos
são apenas referidos, outros são apresentados textualmente, isto é, citados tal como
aparecem na Bíblia. Por vezes, quando os textos da Bíblia são grandes, ou quando os
casos que nela existem são muitos, apenas são referidos os casos, e remete-se o leitor
para os respetivos livros, número (s) do (s) capítulo, e número (s) do (s) versículo (s).
De uma forma geral, quando os casos estão referidos em poucas palavras na Bíblia, ou
quando os casos referidos são poucos, são citados.
A divisão deste livro em três grandes capítulos (contradições e versões
divergentes; erros históricos e científicos; absurdos e exageros) tem por vezes alguns
assuntos que são abordados em mais do que um desses capítulos, pois um determinado
assunto pode ter contradições ou versões divergentes, e erros históricos e científicos, e
em alguns casos ter também um absurdo ou um exagero. De modo a não misturar tudo,
e de modo a tornar mais claro cada um dos aspetos para o quais chamamos a atenção,
fizemos distinções sobre aquilo para o qual queremos chamar a atenção dentro de cada
tema (por exemplo, sobre o nascimento ou a morte de Jesus, uma coisa são as
contradições e as versões divergentes nas narrativas entre si, e outra coisa são os erros
históricos contidos nessas narrativas). Por vezes não foi fácil separar em três grandes
unidades temáticas os factos aqui relatados, pois há inter-relações entre eles, e uma
coisa contraditória pode ser também considerada absurda. No entanto, sempre que
possível, apresentamos cada um dos factos sob essas diferentes perspetivas. Assim, por
exemplo, uma coisa é falar dos erros históricos da Bíblia sobre o rei Nabucodonosor e o
seu reinado, em que a Bíblia diz que ele reinou em Ninive sobre os Assírios (Jud., 1:1),
o que é errado historicamente pois ele reinou sobre os Babilónios e não sobre os
Assírios, e no seu tempo Ninive já tinha sido destruída pelo seu pai Nabopolassar, e
outra coisa é falar dos absurdos da Bíblia sobre Nabucodonosor, em que a Bíblia diz que
Deus castigou o rei Nabucodonosor, transformando-o em boi durante sete anos, e pô-lo
a viver afastado dos seres humanos, e que Nabucodonosor passou então a comportar-se
como um animal, comendo, dormindo, e sendo como um boi (Dan., 4:22, 29). O novo
objetivo não é falar das figuras históricas da Bíblia ou dos factos enquanto tais, mas sim
apresentar as contradições da Bíblia, os seus erros e os seus absurdos, e portanto as
figuras históricas e os factos nela relatados são o meio para isso. Ora, ao juntarmos os
assuntos uns com os outros sob um fio condutor, ao juntarmos por exemplo num
capítulo os erros históricos e científicos, reforçamos a ideia de erros, e damos uma
perspetiva abrangente de tantos erros. O mesmo fizemos com as contradições, de modo
a ver-se tantas contradições umas a seguir às outras, e com os absurdos.
Não estão aqui reunidas todas as contradições, todos os erros, e todos os
absurdos, mas está aqui uma amostra muito significativa, uma panorâmica muito
abrangente. Outros investigadores certamente refeririam ainda outras contradições,
outros erros, outros absurdos, mas cremos que o que selecionamos é o mais
representativo das muitas contradições e versões divergentes, dos muitos erros
históricos e científicos, e dos muitos absurdos e exageros que existem na Bíblia
Sagrada. Embora em alguns casos tenhamos feito alguns comentários para chamar a
atenção para determinados pormenores, tendo como objetivo a sua maior compreensão,
a metodologia principal desta investigação é centrarmo-nos nos próprios factos, dizendo
quais são, e em que livro da Bíblia, capítulo e versículos isso se encontra.
Muitos dos casos referidos nesta investigação devem-se aos conhecimentos
pessoais sobre a Bíblia, pelo autor desta investigação, devido à sua formação e à sua
experiência religiosa católica: acólito numa Igreja durante muitos anos; catequista numa
paróquia da Igreja católica; escuteiro numa paróquia; seminarista em Roma;
participação em coros religiosos; frequência de mosteiros; aluno de duas Escolas de
Evangelização, uma em França e outra em Portugal; a realização de um cursilho de
Cristandade no Movimento dos Focolares, etc. Tudo isso permitiu ao autor da presente
investigação uma forte ligação à Igreja católica, e o conhecimento da Bíblia.
Mas esta investigação foi também possível graças às informações obtidas nos
livros dos diversos investigadores que estão citados na bibliografia. Procurámos essas
informações em textos e em livros que falam de assuntos relacionados com o tema da
presente investigação, e em livros onde se critica a religião, e onde essas contradições,
esses erros, e esses absurdos estão implícitos, assim como em trabalhos onde se fala
explicitamente nas contradições da Bíblia, que selecionámos, que comparámos com
outras informações, que completámos umas com as outras, e que organizámos. Dentro
de cada um desses capítulos fizemos uma ordenação pormenorizada por diversos
assuntos, demos um título a cada um deles, e sempre com as referências dos livros, dos
capítulos e dos versículos da Bíblia.
Portanto, este livro não consiste numa reflexão sobre os temas, nem numa
explanação argumentativa, mas sim na apresentação dos próprios factos, isto é, dos
versículos da Bíblia onde estão as contradições e as versões diferentes sobre o mesmo
facto, os erros históricos e científicos, os absurdos e exageros. A nossa investigação está
norteada pela objeção à chamada inerrância da Bíblia, e para isso centramo-nos nos
textos da própria Bíblia, na linha do que Celso, filósofo grego do século II, afirmou a
propósito das suas objeções aos cristãos : “Essas objeções provém dos seus próprios
escritos, e nós não precisamos de outros testemunhos : vós forneceis a vossa própria
refutação”, afirmação esta citada pelo filósofo cristão Orígenes, na sua obra Contra
Celso”, 2:74.
A revelação de todas esta contradições e versões divergentes, de todos estes
erros históricos e científicos, e de todos estes absurdos e exageros da Bíblia Sagrada,
certamente surpreenderá muita gente, pois nas igrejas não se lê nem se fala na maioria
dos factos aqui apresentados. Nas celebrações litúrgicas apenas se lê uma série de textos
selecionados pelos padres e pelos pastores, e que são praticamente sempre os mesmos,
ao longo dos anos, principalmente nas missas das igrejas católicas, e onde por outro
lado a Bíblia permaneceu durante muitos séculos escrita em latim, e apenas acessível ao
clero. Mas mesmo nos tempos de hoje, em que a Bíblia está escrita na nossa língua, e
em que a sua publicação em livro está acessível a todos, há muita coisa da Bíblia que
continua desconhecida do grande público, e dos próprios crentes. Atualmente a Bíblia
está traduzida para todas a línguas, mas na verdade poucas pessoas leram esse enorme
livro, e quem o leu, apenas leu uma pequena parte. Temos portanto, nesta
pormenorizada investigação, muitas coisas que são desconhecidos ou que passam
despercebidas, e que há que descobrir.

BIBLIOGRAFIA

- Bíblia Sagrada, Cucujães, Ed. Editorial Missões, 1998


- Bíblia Sagrada, Fátima, Ed. Difusora Bíblia, 1998
- ALLY, Shabir, 101 contradições na Bíblia, Ed. European Islamic Research
Center , UK (s/d.).
- BERNACCHI, Alfredo, A Bíblia do ateu, Ed. Academia.edu, 2007
- BIGLINO, Mauro, A Bíblia não é um livro sagrado, Lisboa, Ed. Livros
Horizonte, 2017
- BLASCHKE, Jorge, Mentiras do Cristianismo, Lisboa, Ed. Estampa, 2009
- BOSSI, Emílio, Cristo nunca existiu, Lisboa, Ed. Numar,1982
- COMFORT, Philip, e ELWELL, Walter A., The Complete Who’s Who in the
Bible, London, Ed. Castle Books, 2014
- COOGAN, Michael, God and Sex – What the Bible Really Says , New York,
Ed. Twelve, 2010
- COSTA, Edenilson, As contradições da Bíblia, texto on-line, 2010
- DRANE, John, Enciclopédia da Bíblia, São Paulo, Ed. Loyola, 2011
- EHRMAN, Bart D., O Que Jesus Disse? O Que Jesus Não Disse?, Rio de
Janeiro, Prestigio Editora
- FINKELSTEIN, Israel, e SIBERMAN, Neil Asher, A Bíblia não tinha razão,
São Paulo, Ed. Girafa, 2003
- HAGENSTON, Richard, Fabricating Faith: How Christianity Became a
Religion Jesus Would Have Rejected, Ed. Polebridge Press, 2014.
- HITCHENS, Christopher, Deus não é grande: como a religião envenena tudo,
Rio de Janeiro, Ed. Globo Livros, 2016
- HUBRIS, Lisando, Desmascarando a Bíblia, vol. I e II, Editora
t.calameo.com/upload 2010 e 2011
KLINCK, Arthur W., Everyday life in Bible times, Moorhead, Ed. Concordia
College, 2006
- MCKENZIE, John, Dicionário bíblico, Apelação, Ed. Paulus, 1984
- MOCAM, Oiced, Religiões – tudo o que você precisa saber antes de morrer,
São Paulo, Ed. Simplíssimo, 2015
- MOREIRA, Rogério, Bíblia do cético, texto on-line, 2018
- ODIFREDDI, Piergiorgio, Pourquoi ne pouvons nous être chrétiens, Toulouse,
Ed. La Boîte à Pandore, 2013
- PORTER, J.R., The Illustrated Guide to the Bible, New York, Ed. Chartwell
Books, 2016

ÍNDICE

PREFÁCIO
CONTRADIÇÕES E VERSÕES DIVERGENTES
A
Aarão
Abias
Abraão
Acepção de pessoas
Adão
Adultério
Alegria
Alimentação
Alma
Amalecitas
Animais
Anjos
Aparições de Jesus depois da sua ressurreição
Arca da aliança
Arrependimentos de Deus
Asa
Ascensão de Jesus ao céu
Astrologia
Atividade de Jesus após o seu batismo

B
Baasa
Babilónia
Batismo de Jesus
Batismos feitos por Jesus
Bebida forte
Belém
Bem e mal vindos de Deus

C
Cabelo
Caim
Cananeus
Carga
Casamento
Cegos de Jericó
Censo de Israel
Centurião
Ciúmes tidos por Deus
Corpo de Deus
Criação dos animais
Criação do Homem
Criação do Mundo
Criação das plantas
Crucificação de Jesus
Cura de um espírito surdo-mudo
Cura de um leproso

D
David
Deficientes físicos
Dez mandamentos
Dilúvio
Discípulos em geral
Discípulos de Emaús
Divórcio
Dualidade de Jesus
Duração da Terra

E
Empréstimo com juros
Esaú
Esculturas
Espírito Santo
Êxodo do Egito

F
Faraó
Figueira
Fim do mundo e segunda vinda de Jesus

G
Galo
Genealogia de Jesus
Gentios

H
Herodes Antipas
Homossexualidade

I
Incesto
Infância de Jesus
Inferno
Israel e Judá
Issacar

J
Jacob
Jairo
Jerusalém
Jessé
Jesus caminhando sobre as águas
Jesus e a sua bondade
Jesus sabedor de tudo
João Batista
Joaquim
Job
Jonas
Joquebede
Jorão
José do Egito
José esposo de Maria
Josias
Josué
Jovem possesso
Judas Iscariotes
Julgamento feito pelos seres humanos
Julgamento feito por Jesus
Jumentinho
Juramentos
Justificação da salvação

L
Lázaro
Lei antiga
Línguas

M
Maná
Mateus
Matusalém
Mentira
Messias
Misericórdia de Deus
Moisés
Monoteísmo
Mulheres dos apóstolos
Multiplicação dos pães
N
Nascimento de Jesus
Nome de Deus
Nome de Jesus
Nudez

O
Ocozias
Omnipotência de Deus
Omnipresença de Deus
Omnisciência de Deus
Oração
Ozias

P
Pais
Paraíso
Parto
Pastor e seu rebanho
Paulo
Paz e guerra
Pecadores
Perdoar ao próximo
Perfeição de Jesus
Pobres
Poder de Jesus
Poligamia
Povo israelita
Pragas do Egito
Predestinação
Pregação aos mortos
Pregação na Ásia
Pregação noutros lugares
Profetas
Prostitutas
Provas sobre os homicídios

R
Raabe
Reconciliação com os adversários
Reino dos céus
Reis magos
Ressurreição de Jesus
Ressurreição dos seres humanos
Revelações de Jesus aos seus discípulos
Revolta dos Edomitas
Riquezas materiais
Roubo

S
Sábado
Sabedoria
Sacrifício de animais
Sacrifício de seres humanos
Salatiel
Salomão
Samaritanos
Satanás
Saul
Sermão da montanha
Simão Pedro
Sinal de sangue na porta dos egípcios
Sonhos
Subida ao céu

T
Tábuas da aliança
Temor a Deus
Temor da morte
Templo de Jerusalém
Tentação de Jesus
Terra prometida
Testemunho de Jesus sobre si mesmo
Tiago e João
Torre de Babel
Transfiguração de Jesus
Tribos de Israel
Trindade de Deus

U
Uzias

V
Ver Deus
Verem as nossas obras
Vestes de Jesus
Vingança
Virgindade de Maria
Voltar à Terra
Voz de Deus

Z
Zacarias
Zorobabel

ERROS HISTÓRICOS E CIENTÍFICOS

A
Abraão
Acaz
Amalecitas
Animais – suas características

B
Babilónia
Betânia

C
Camelos
Canaã
Ciro
Cordeiros listrados
Criação do Homem
Criação dos animais
Criação do arco íris
Criação do Céu e da Terra
Criação das estrelas
Criação da luz
Criação das plantas
Crucificação de Jesus

D
Damasco
David
Dez mandamentos
Desastres naturais
Dilúvio
Divórcio
Doenças

E
Eclipse do sol
Edom
Egito
Eufrates
Êxodo do Egito

F
Filisteus

H
Hai
Hebrom

I
Idade da Terra

J
Jericó
Jerusalém
Josafat
Judas Macabeu

L
Ler e escrever
Levita
Língua utilizada no Novo Testamento
Lua

M
Massacre dos inocentes
Medidas do templo de Salomão
Milagres
Moisés

N
Nabucodonosor
Nascimento de Jesus
Nazaré

O
Origem das línguas
Ouro

R
Regresso do cativeiro da Babilónia
Reis da Babilónia
Rios

S
Salmanasar V
Sátiros
Sede das emoções e da inteligência
Senaqueribe
Sol
Sombra

T
Terra plana
Terra redonda
Terra suspensa
Tiro

U
Ur

V
Valor de Pi

ABSURDOS E EXAGEROS
A
Aarão
Abias
Abimeleque
Adão
Adoração
Animais
Aod
Apedrejamentos ordenados por Deus e em seu nome
Arca da aliança
Assassinatos
Autoridade governamental

B
Babilónia
Balaão
Bastardos
Benjamim
Betel

C
Canibalismo
Casamento com a antiga esposa
Casamento com a cunhada
Castigo com cegueira
Castigo com lepra
Castigo dos filhos pelos erros dos pais
Castigo físico sobre os filhos
Castigo físico sobre os maus
Castigo físico por ter comido pão e bebido água
Castrados e sem um testículo
Chicoteamento e expulsão dos vendilhões do tempo
Circuncisão
Cobiçar uma mulher
Codornizes

D
Decapitações
Dedos flutuantes
Deficientes físicos
Descrentes em Deus
Deus enquanto criador do mal
Deus enquanto guerreiro
Dilúvio
Diná
Discípulos armados
Dízimo
Dormir de lado e amarrado
Dote das virgens

E
Elias
Eliseu
Enforcamentos ordenados por Deus e em seu nome
Esaú
Escravatura
Esterco
Esterilidade
Estrelas que pelejam
Eva
Exercício físico
Êxodo do Egito

F
Famílias
Faró
Feiticieros
Fenda no chão que engole os rebeldes
Finéias
Floresta de Efraim
Fratricídios

G
Genocídios e massacres ordenados por Deus e em seu nome
Gigantes

H
Hemorroidas
Hereges

I
Ímpios
Incêndio de acampamento
Insultos
Intolerância religiosa
Irritações de Deus

J
Jacob
Jasobeão
Jefté
Jesus como a única forma de salvação
Jesus manda matar os que o odeiam
Jonas
Judá
Judas Iscariotes
Judeus
Justo

L
Lepra
Longevidade
Lot

M
Maldição sobre cidades
Mandrágoras
Menstruação
Menstruação do Homem
Milagres feitos pelos próprios crentes
Misoginia
Morte do filho que disser mal dos pais
Mortes de crianças ordenadas por Deus e em seu nome
Morte de escravos aprovada por Deus
Morte de outros seres indefesos ordenada por Deus
Morte dos justos feita por Deus
Morte de irmãos, amigos e próximos
Morte através de feras
Morte através de uma praga
Morte sem sepultura
Morte de todas as mulheres que se deitarem com um homem
Muro mortal
Mutilação das mãos e dos pés
Mutilação dos cavalos

N
Naás
Nabucodonosor
Nomeação dos animais
Número de pessoas que serão salvas
Nuvem de fogo

O
Onanismo
Ooliba
Oração

P
Pastor e seu rebanho
Pecado contra o Espírito Santo
Pecado involuntário e por ignorância
Pegar no sexo de um homem
Pilhagem de mulheres formosas
Pilhagem de mulheres virgens
Prepúcios como troca
Profeta mentiroso
Pronunciar mal um nome

S
Sangue
Sansão
Sísera
Sodoma e Gomorra
Sepultar os mortos
Serpentes

T
Tatuagens
Testículos
Tímidos
Tortura
Trabalho
Transubstanciação
Triângulo amoroso
Trombetas

V
Vender a própria filha
Vestuário
Violações
Viúvas

BIBILIOGRAFIA

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