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03/09/2015

POLÍTICA NACIONAL DE
SAÚDE/ HISTÓRICO

POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE


• Cabe ao setor da saúde contribuir para que a educação se
vincula ao mundo do trabalho e as práticas sociais em
saúde, por isso, propõe-se firmar uma políticia pública,
intersetorial que estimule e favoreça a mudança na graduação
– para que as diretrizes e principios do SUS e as Diretrizes
Curriculares Nacionais pertençam a obediência as normas
gerais da União e a observância as diretrizes gerais pertinentes
ou atinentes, Segundo a LDB. (Brasil, 2004)

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HISTÓRICO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL

DESCOBRIMENTO DO BRASIL
• Quando os portugueses chegaram, trouxeram doenças
mais fortes da Europa: sarampo, catapora, pneumonia,
varíola.
• Os índios não tinham resistência a essas doenças, que
não se curavam com remédios caseiros, nem com plantas
e ervas medicinais, o que resultou em milhões de mortes
entre os índios.

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CURANDEIROS E BOTICÁRIOS
• Lista doenças que se propagavam com facilidade na época,

como varíola, hanseníase, malária e sarampo, além de

constantes disenterias.

• Por isso, a expectativa


Ervas de vida dificilmente
e rezas, espantavam os demônios epassava dos 30
curavam as pessoas das doenças.
anos.

• Crianças também eram vítimas fáceis: no século 17, por

exemplo, apenas uma em cada três crianças nascidas no

Nordeste conseguia sobreviver.


http://www.editoracontexto.com.br/blog/doencas-e-curas-habitos-
insalubres-tornaram-brasil-colonia-grande-foco-de-epidemias/

Somente os ricos tinham seus doutores e a maioria da população dispunha de


casas de misericórdia (igreja) e benzedeiras...

• No Brasil, a primeira Santa Casa foi fundada no ano de 1543, na

Capitania de São Vicente (Vila de Santos). Estas instituições atuavam

tanto com os doentes quanto com os órfãos e desprovidos.

• O sistema da Roda das Santas Casas, vindo da Europa no

século XIX, tinha o objetivo de

amparar as crianças abandonadas

e de recolher donativos.

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Falta de saneamento básico, Rio de Janeiro no Sec. XIX

• No entanto, o mais grave problema que a cidade possuía na época da

chegada da família real era a sua condição sanitária.

• Assim que pôs os pés na cidade Dom João pode perceber o quão

malcheirosa ela era, apesar dos esforços dos comerciantes em tentar

diminuir o mau-cheiro, utilizando algumas ervas.

• Tal situação decorria da péssima qualidade do escoamento do lixo e do

esgoto, que se amontoavam na cidade.

http://www.uff.br/higienesocial/images/stories/arquivos/Texto_apoio_aula_2_-_A_Famlia_Real_No_Rio_de_Janeiro.pdf

Falta de saneamento básico, Rio de Janeiro no Sec. XIX

• Em uma época em que não existia sistema de esgoto, muito menos de tratamento

deste, havia apenas três soluções:

1. A primeira, utilizada pelas casas não tão abastadas, consistia em acumular o lixo

no pátio da residência esperando que as chuvas tropicais o levassem.

2. O segundo, era a utilização de escravos que deveriam carregar os dejetos em

tinas levadas às costas e despejá-las na Baía de Guanabara.

3. A terceira solução era derramar o lixo nas ruas que possuíam valas ou nas

próprias, e esperar que estas o levassem até o mar

http://www.uff.br/higienesocial/images/stories/arquivos/Texto_apoio_aula_2_-_A_Famlia_Real_No_Rio_de_Janeiro.pdf

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Falta de saneamento básico, Rio de Janeiro no Sec XIX

• Todas estas três soluções transformavam a cidade num lugar insuportável


“sarnas, erisipelas, empingens, bolbos, morféia, elefantíase, formigueiro, o
para se viver, não só pelo cheiro que exalavam as ruas, por conta das
bico - dos - pés, edemas de pernas, hidrocele, sarcocele, lombrigas, hérnias,
imundícies ali presentes, mas também pelas consequências que essas
luchorrea, disminorréa, hemorróides, dispepsia, vários afetos compulsivos,
práticas acarretavam, tais como a multiplicação de ratos e baratas, e uma
hepatites e diferentes sortes de febres intermitentes e remitentes”
proliferação de doenças.

http://www.uff.br/higienesocial/images/stories/arquivos/Texto_apoio_aula_2_-_A_Famlia_Real_No_Rio_de_Janeiro.pdf

Falta de saneamento básico, Rio de Janeiro no Sec. XIX

• A prática terapêutica mais comum, à época, receitada para a grande


maioria das doenças, em especial as febres, era a da sangria.
• Para tal fim, os terapeutas lançavam mão de vários métodos sendo o mais
comum abrir uma veia, geralmente perto do cotovelo, utilizando uma
lanceta, ou na falta dela um canivete, retirando assim o sangue do
paciente e também a “doença”.
• Utilização de sanguessugas, que consistia na aplicação destes vermes
hematófagos na pele do paciente, de modo que estes parasitas, ao
sugarem o sangue, também retirassem o agente causador da doença.

http://www.uff.br/higienesocial/images/stories/arquivos/Texto_apoio_aula_2_-_A_Famlia_Real_No_Rio_de_Janeiro.pdf

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Falta de saneamento básico, Rio de Janeiro no Sec. XIX

• Estas intervenções, apesar de muito utilizadas pela população em geral,


eram feitas sem cuidado, sem assepsia e como tiravam uma grande
quantidade de sangue de pessoas que já estavam debilitadas, levavam
muitas delas à morte.
• Outra prática terapêutica muito comum, neste período, foi a cirurgia. Por
cirurgia entendia-se a amputação de membros, redução de fraturas e
luxações, cauterização de feridas, lancetamento de abscessos, ligadura de
artérias e veias, etc.
• Até 1808, a maioria destes homens não possuía formação teórica,
aprendendo sua arte com profissionais mais antigos ou nos campos de
batalha.

http://www.uff.br/higienesocial/images/stories/arquivos/Texto_apoio_aula_2_-_A_Famlia_Real_No_Rio_de_Janeiro.pdf

PERÍODOS HISTÓRICOS A PARTIR DE


1900
1900 – 1930 – República Velha
1930 – 1945 – Era Vargas
1945 – 1963 – Estado Desenvolvimentista
1964 – 1980 – Regime Militar
1981 – 1990 – Democratização do Brasil

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Período de 1900 - 1930

• Neste período, o Brasil caracterizava-se por apresentar uma


economia agroexportadora, que requeria mão-de-obra
assalariada constituída por brasileiros e imigrantes europeus.

Período de 1900 - 1930


Modelo
E é nestedas Campanhas
período Sanitárias
que o Estado assume uma posição
• Na área de assistência individual: as ações de saúde eram
centralizadora e autoritária, como forma de combater as doenças
privadas.
epidêmicas
• Assistênciae dedomiciliar
sanear as pública:
zonas urbanas do caráter
assumia Rio de social;
Janeiro, São
abrigava
Febre amarela
e isolava
Paulo os portadores Varíola
e Santos. Tuberculose
de psicoses, hanseníase e tuberculose.
• Demais áreas de atenção aos que não podiam custea-las, eram
considerados
Modelo indigentes esanitárias
das campanhas praticada por entidade deacaridade
– Destinado combater
as como as Santas
endemias Casas
urbanas de Misericórdia. rurais.
e posteriormente

Cólera Gripe
Peste negra
Espanhola

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1900 - Oswaldo Cruz (pioneiro no estudo das


moléstias tropicais e da medicina experimental no
Brasil), fundou o o Instituto Soroterápico Nacional no
bairro de Manguinhos no Rio de Janeiro.

1903 – Oswaldo Crus foi nomeado a


Diretor-geral da Saúde Pública , em que
coordenou as campanhas de erradicação
da febre amarela e da varíola, no Rio de
Janeiro.

Revolta da Vacina

Publicado na revista O Malho de 29 de outubro


de 1904.
1904: “Higienização de cidade” processo de limpeza
e reurbanização no Rio de Janeiro, com objetivo de
combater ratos e Vacinação contra Febre Amarela.

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1918 – A gripe Espanhola é considerada um “Castigo dos


Céus” . Em São Paulo a gripe mata mais de 5 mil pessoas e o
governo nada faz.

1923 – Promulgada a lei Eloy Chaves que regulamenta as


caixas de aposentadoria e pensão (CAPS), assim os
trabalhadores destas empresas que tinham as caixas de
aposentadoria e pensão poderiam se aposentar e ter acesso a
serviços de saúde.

Entretanto era mais eficiente para a classe os ferroviários.

CAPS (CAIXA DE APOSENTADORIA E


PENSÃO)

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1930 – 1945 ERA VARGAS

1930 – 1945 ERA VARGAS


Instituição do Salário Mínimo

CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas 1943

Carteira Profissional

Semana de 48 h de Trabalho

Férias remuneradas

Campanha o “Petróleo é nosso”

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1930 – 1945 ERA VARGAS

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E A SAÚDE ???????????
Predomínio de doenças da pobreza:
 Doenças infecciosas
 Parasitárias
 Deficiências nutricionais

 Aparecimento de doenças da morbidade


moderna:
 Neoplasias
 Acidentes
 Doenças do coração
 violência

Para população????

O governo brasileiro atuava basicamente em


campanhas sanitárias: como materno-infantil,
tuberculose e manutenção dos hospitais

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ESTADO DESENVOLVIMENTISTAS (1945-1963)

Marcado por um período pós guerra.

Agravamento das condições sociais (desemprego do pós guerra)

Eleições diretas, pluripartidarismos, liberdade de imprensa.

1946 – Criação da Organização Mundial de Saúde (OMS),


vinculada as nações unidas (ONU).

Na segunda metade do século XX a área de estudos e de


produção de conhecimentos conhecida como Política de Saúde
passou a ter visibilidade, como disciplina acadêmica e âmbito de
intervenção social.

1953- Criação do Ministério da Saúde

Instalação do Escritório da Organização

Panamericana de Saúde OPAS –

no Rio de Janeiro.

Governo de JK - Entrada de Capital Estrangeiro no país


 Ampliação do IAPs (Instituto de Aposentadoria e Pensões)

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1964 – 1980 – REGIME MILITAR

O governo federal anuncia obras gigantescas que irão


impulsionar o desenvolvimento do país

Em meados dos anos 70 a previdência social conheceu


sua maior expansão em número de leitos disponíveis

Surgem novos surtos de Poliomielite, Varíola e Hanseníase

Ocorre a unificação dos IAPs e criação do INPS


(Instituto Nacional de Previdência Social).

1974 – INAMPS entretanto só tinha acesso a saúde os


contribuintes/trabalhadores registrados

Medicina mercantilista = setor empresarial de serviços


médicos centrados na lógica do lucro e um ensino
médico desvinculado da realidade sanitária da
população, voltado para a especialização e a
sofisticação tecnológica.

A ênfase era dada à assistência médica, individual e


especializada em detrimento às medidas de saúde
coletivas e de prevenção.

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No final da década de 70

• O movimento sanitário que criticava o modelo

hospitalocêntrico que era incapaz de solucionar os

principais problemas de saúde coletiva, como endemias

e epidemias e melhorar os indicadores de saúde e

propunha a ênfase em cuidados primários e a prioridade

do setor público.

DÉCADA DE 1970

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REFORMA SANITÁRIA

CONGRESSO ALMA ATA

Em 1978 a Organização Mundial da Saúde e o Fundo das


Nações Unidas para a Infância realizaram a I Conferência
Internacional sobre Cuidados Primários em Saúde em Alma-
Ata, no Cazaquistão, antiga União Soviética, e propuseram um
acordo e uma meta entre seus países membros para atingir o
maior nível de saúde possível até o ano 2000.

Essa política internacional ficou conhecida como 'Saúde para


Todos no Ano 2000'. A Declaração de Alma-Ata, como foi
chamado o pacto assinado entre 134 países

http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbete
s/ateprisau.html

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DECLARAÇÃO DE ALMA ATA (CAZAQUISTÃO)

DECLARAÇÃO DE ALMA ATA- ATENÇÃO PRIMÁRIA

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DECLARAÇÃO DE ALMA ATA- ATENÇÃO PRIMÁRIA

DECLARAÇÃO ALMA ATA


A declaração de Alma-Ata propõe a instituição de serviços
locais de saúde centrados nas necessidades de saúde da
população e fundados numa perspectiva interdisciplinar,
envolvendo médicos, enfermeiros, parteiras, auxiliares e
agentes comunitários, bem como a participação social na
gestão e controle de suas atividades.

Educação em saúde voltada para a prevenção e proteção;


distribuição de alimentos e nutrição apropriada; tratamento
da água e saneamento; saúde materno-infantil;
planejamento familiar; imunização; prevenção e controle de
doenças endêmicas; tratamento de doenças e lesões
comuns; fornecimento de medicamentos essenciais.
http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/ateprisau.html

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BRASIL – 1980

Surgiram as Ações Integradas de Saúde (AIS), que visavam


ao fortalecimento de um sistema unificado e descentralizado
de saúde voltado para as ações integrais.

Nesse sentido, as AIS surgiram de convênios entre estados e


municípios, custeadas por recursos transferidos diretamente
da previdência social, visando à atenção integral e universal
dos cidadãos.

1980-1990

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1980-1990
• 1986 - Carta de Ottawa (Canadá)
• Primeira Conferêcia Internacional de Saúde
• Criaram metas para a Saúde para o Ano de 2000 e
subsequentes
• Discussões nos progressos baseados no
Congresso Alma Ata

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Reforma Sanitária Brasileira

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CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988


Artigo 196:
 “A saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem a redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação.

CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988


1988 - Lei Orgânica 8080
 “ Sistema Único de Saúde – um conjunto de ações
e serviços de saúde prestados por órgãos e
Instituições públicas federais, estaduais e
municipais e das fundações mantidas pelo Poder
público, além da participação da iniciativa privada
em caráter complementar.

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CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988


1988 - Lei Orgânica 8080
 “ Sistema Único de Saúde” – um conjunto de ações e serviços de saúde
prestados por órgãos e Instituições públicas federais, estaduais e
municipais e das fundações mantidas pelo Poder público, além da
participação da iniciativa privada em caráter complementar.

Dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação


de saúde, organização e o funcionamento dos serviços
correspondentes e das outras providencias.

CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1988


Art. 198.
 As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único,
organizado de acordo com as seguintes diretrizes:

I - descentralização, com direção única em cada esfera de


governo;

II - atendimento integral, com prioridade para as atividades


preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais;

III - participação da comunidade.

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LEI 8142/90
Art. 1°. O Sistema Único de Saúde (SUS), de que trata a Lei n°
8.080, de 19 de setembro de 1990, contará, em cada esfera de
governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as
seguintes instâncias colegiadas:

Amplia a lei 8080 e dispõe da participação da comunidade na

gestão do SUS, dispõe sobre as transferências

intergovernamentais de recursos financeiros na área da

saúde.

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Acesso Universal a todos,


sem distinção

Assegura a todas as pessoas sem privilégios ou


barreiras ações de serviços dos vários níveis de
complexidade, conforme a necessidade requerida
para cada caso. More ele onde morar.

Tratar desigualmente os desiguais,


alocar os recursos onde as
necessidades são maiores

PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS

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HIERARQUIZAÇÃO E
REGIONALIZAÇÃO
Serviços organizados em níveis de complexidade tecnológica
crescente, dispostos numa área geográfica delimitada e com
a definição da população a ser atendida.

Tem a UBS (Unidade Básica de Saúde) como porta de


entrada aos serviços.

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DESCENTRALIZAÇÃO E
COMANDO ÚNICO
Redistribuição das responsabilidades quanto às ações e

serviços de saúde entre os níveis de governo.

Municipalização da assistência à saúde.

O Sistema Único de Saúde

Descentralização e
Comando Único

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O Sistema Único de Saúde

Descentralização e
Comando Único

DESCENTRALIZAÇÃO E
COMANDO ÚNICO

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DESCENTRALIZAÇÃO E
COMANDO ÚNICO

PARTICIPAÇÃO POPULAR

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COMPLEMENTARIEDADE DO SETOR
PRIVADO

GESTORES

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GESTORES

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O Sistema Único de Saúde

Descentralização e Comando
Único
Participação
Popular
Universalidade
Eqüidade
Integralidade

Regionalização e
Hierarquização

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