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PEN5003 – Uso Finais e Demanda de Energia

Yan Felipe de Oliveira Cavalcante NUSP: 10682696

STEINER, J. E. Origem do Universo e do Homem. Estudos Avançados,


20 (58), 2006.

João Evangelista Steiner, nascido no ano de 1950, no estado de Santa


Catariana, graduou-se em Física pelo Instituto de Física USP no ano de 1973, e
mestrado em Astronomia pela Universidade de São Paulo (1975), no ano de 1979
finalizou seu doutorado em Astronomia pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e
Ciências Atmosféricas da USP e realizou seu pós-doutorado no Harvard-
Smithsonian Center for Astrophysics. Hoje atua como diretor do Instituto de
Estudos Avançados da USP e professor titular do Instituto de Astronomia,
Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP. Possui grande experiência na área de
Astronomia, com ênfase em Astrofísica Estelar e Núcleos Ativos de Galáxias.

As principais fontes de Steiner (2006), são Augusto Damineli em “Hubble:


a expansão do universo”. Timothy Ferris, “O Despertar na Via Láctea”. “A Dança
do Universo – dos Mitos de Criação ao Big-Bang” de Marcelo Gleiser. O livro “The
Inflationary Universe: The Quest for a New Theory of Cosmic Origins” por Alan
Guth. Os físicos Kepler de Souza Oliveira Filho e Maria de Fátima Oliveira
Saraiva. E John North, no livro “Cosmos: An Illustrated History of Astronomy and
Cosmology”.

Em a “origem do universo e do homem”, Steiner (2006), traz discussões


sobre a origem do universo e como foi-se dada essas descobertas. Inicia
discutindo a importância das teorias e o fascínio que o ser humano tem pelo
universo e como ele tenta descreve-lo, indo desde mitos/religiões, a ideia que
voltou para a sociedade atual da terra plana, os modelos geométricos
desenvolvidos, a teoria revolucionaria da heliocêntrica, a descobertas das galáxias
com o desenvolvimento tecnológicos, a teoria e a confirmação do Big Bang, e
finaliza falando sobre o universo inflacionário, matéria escura e energia escura.

Steiner (2006), inicia seu texto refletindo sobre a importância para a


humanidade do começo do universo, e como a humanidade independe da era ou
local sempre foi teve um grande fascínio para entender o universo e como o
mesmo é constituído. Sem as tecnologias e os conhecimentos existentes hoje, os
povos desenvolviam teorias com base em suas crenças/religiões e a limitada
ciência desenvolvida, falando que a terra seria plana por diversas culturas, em
diversos lugares e datas distintas.

Entretanto, cerca de 400 a.C., os gregos utilizando modelos geométricos,


e com base em observações do eclipse da lua, foi proposto um modelo que a terra
seria esférica. E mesmo com toda a limitação da época Erastóstenes, conseguiu
calcular que a circunferência da terra, encontrando um valor 15% superior do valor
real. Entretanto, apenas em 1510, Nicolau Copernicus propôs a ideia da terra
heliocêntrica, ou seja, que a terra não é o centro do universo, e a Terra gira em
torno de um outro astro, modelo que havia sido apresentado anteriormente por
Aristarco de Samos, mas não houve adesão pois contrariava a ideia de
Aristóteles. Essa descoberta afetou a sociedade como um todo, mas importante
para a evolução da ciência, de onde surgiram evoluções cientificas e tecnológicas
para explicar tais fenômenos.

Com a evolução tecnológica causada, a observação dos céus se tornou


mais constantes e melhor com a evolução dos equipamentos óticos. Começou-se
a definir as estrelas e os conceitos de galáxias, e os primeiros cálculos de
distância espacial para determinar espaço.

Em 1920, Edwin Hubble conseguiu deduzir que existe o afastamento das


galáxias, desenvolvendo a Lei de Hubble, que diz que a velocidade de
distanciamento das galáxias, cresce proporcionalmente com sua distância,
podendo fazer uma analogia que o universo é como uma bexiga sendo inflada.
Então logo deveria haver um ponto inicial de expansão, o Big Bang. Que essa
ideia foi confirmada graças a Robert Woodrow Wilson e Arno Penzias, e
conseguiram mediar a radiação de micro-ondas de fundo liberada pelo Big Bang,
que George Gamow predisse.

Mas na década de 80, o físico Alan Guth propôs a teoria do Big Bang
inflacionário, onde o universo expandido rapidamente em um curto espaço de
tempo. Que pode ser provada graças a medições de flutuações do satélite Cobe,
garantindo o Nobel de física de 2006 a George Smoot e John Mather.

A "Origem do universo e do homem" (2006) de João Evangelista Steiner,


desenvolve questões a se refletir e apresenta de uma maneira didática e histórica
o desenvolvimento da ciência para explanar as teorias da origem do universo,
apresentado os principais cientistas e suas ideias para a evolução da teoria.
Apresenta também a ideia do Big Bouce, que diz que o universo expande até um
ponto e depois perdera a energia e se reverter, condensado novamente o universo
em um único ponto, entretanto o consenso atual diz que não existe gravida e
energia suficiente para essa expansão. O tema é aprofundado tanto
historicamente quanto cientificamente, explanado conceito poucos difundidos fora
da comunidade acadêmica, sendo um ótimo material para ser um ponto de partida
para desenvolver mais no assunto tanto para quem não é da área, quanto para
quem deseja se aprofundar mais.

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