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04 de maio à 13 de julho

K0""Vgzvqu"fg"Crtgugpvcèçq"fc"Gzrqukèçq<"

O material de apoio pedagógico da exposição Poetas da COR reúne textos de pesquisa,


imagens, instigações e sugestões de estratégias que visam oferecer ao professor material
para preparação da visita ao MAC e propiciar desdobramentos de ações educativas e
projetos no espaço escolar que tenham como foco de abordagem o estudo e pesquisa
da COR em seu amplo campo de abrangência.

A exposição Poetas da COR exibe 43 obras de importantes artistas que têm na cor um
dos principais focos de sua pesquisa. Com curadoria de Guilherme Vergara e Claudia
Saldanha, a exposição representa, também, uma homenagem aos artistas Almir
Mavignier e Israel Pedrosa.Da mostra participam, ainda,artistas importantes da arte
contemporânea brasileira como Abraham Palatnik, Aloísio Carvão, Eduardo Sued,
Hermelindo Fiaminghi, Ione Saldanha, Ivan Serpa e José Maria Dias da Cruz. Parte das
obras expostas pertence à coleção de João Sattamini, principal acervo do MAC de
Niterói.

Nesta exposição a curadoria educativa expandiu sua prática, reunindo no espaço de


experiências participativas do público e na galeria do segundo andar proposições
artísticos - criativas e experimentos científicos de estudo da COR do acervo da Casa da
Descoberta do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense.Nesta mostra arte
e ciência ampliam e potencializam seus alcances oferecendo ao professor a oportunidade
de desenvolvimento de projetos e pesquisas interdisciplinares.O tema COR como objeto
de estudo e pesquisa é envolvente e fascinante.

Vivemos num universo pleno de cores. Cores que criam harmonia. Cores que provocam
sensações. Cores que simbolizam sentimentos. Pintores de diferentes épocas e
movimentos artísticos exploraram as potencialidades da cor na construção de suas obras
de arte.

O fenômeno da cor inquieta e fascina a humanidade desde os primórdios da civilização.


Na antiguidade, os gregos interpretavam o arco - íris como um fenômeno mágico
associado à manifestação da Deusa Íris, que na mitologia grega representava a
mensageira de Zeus. O físico e matemático Sir Isaac Newton (1642 -1727), através de
suas pesquisas científicas, mostra que a luz solar, ao atravessar um prisma, se decompõe
nas sete cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Sua
teoria desvela o mistério e encantamento da existência das cores no mundo.
"
As proposições criativas e experimentos científicos oferecidos no espaço de atividades
educativas, do Museu, transforma a galeria do mezanino num laboratório de experiências
compartilhadas.Desejamos que esse encontro pedagógico colabore para uma prática
pedagógica compartilhada e inovadora entre o Museu e a Escola.

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Diretor Museu de Arte Contemporânea de Niterói"

"Cor é luz." Mavignier

"A cor é o fruto do ápice do processo evolutivo da matéria na busca da expressão da luz."
Israel Pedrosa

"Quando se fala das cores, não se deve, em primeiro lugar, mencionar a luz? (...) o olho deve sua existência
à luz. (...) Assim o olho se forma na luz e para a luz, a fim de que a luz interna venha ao encontro da luz
externa."
Goethe

Faz três anos que o MAC vem buscando uma forma digna de homenagear o artista Israel
Pedrosa, que escolheu Niterói como abrigo e laboratório poético para as suas
investigações que culminaram com as descobertas históricas sobre a “cor inexistente”. A
vida e a obra de Pedrosa devem ser reverenciadas como peça fundamental do acervo da
cidade. Por outro lado, a história desta mostra, Poetas da cor, se une a uma outra
importante trajetória de mais de 50 anos de arte e vida internacional: a de Almir Mavignier,
que nos anos 40 organizou o revolucionário Ateliê de Terapia do Hospital do Engenho de
Dentro, sob a direção da Dra. Nise da Silveira, que revelou ao mundo as imagens do
inconsciente pela arte. Em 1953, na Escola de Ülm, Mavignier prossegue sua formação
junto a artistas como Max Bill e Josef Albers, e desde então se estabelece entre Ülm e
Hamburgo (de 1965 até hoje).

Foi a partir da cor e do encontro desses dois grandes nomes de artistas pesquisadores,
cientistas, Mavignier e Pedrosa, que esta mostra se ampliou para uma seleta geração de
poetas da cor, todos de igual brilho, portadores de olhar iluminado. Reunimos a Mavignier
e Pedrosa para esta homenagem Abraham Palatnik, Eduardo Sued e José Maria Dias da
Cruz. Para o segundo andar, trouxemos da nossa coleção uma família de artistas que se
projetaram como inventores da cor e da luz na produção artística contemporânea: Aluisio
Carvão, Ione Saldanha.

Cor e luz se unem como campos de mutações cromáticas em todas as obras desta
mostra. Na exaltação da cor como culminância da experiência da luz, somos remetidos ao
poeta-artista Goethe. Toda a sua Doutrina da Cor é uma celebração da vida, da totalidade
visível através da luz. Mas não estaria também cada artista como os que aqui reunimos,
que se dedica às poéticas das cores, inaugurando sua própria doutrina da luz pela arte?
Visitar esta mostra é absorver porções de luz através da arte, ou seja, ser iluminado pelo
que forma e se alimenta de luz em nossos olhos, mas, ainda, do que se inaugura pela
visão interna de cada artista. Assim como Mavignier e Pedrosa, José Maria Dias da Cruz,
Eduardo Sued e Palatnik são regidos e/ou regem sinfonias de cor-luz do ‘in'-visível (visível
de dentro) para ser visível? Pois, diante das obras desses artistas, não experimentamos
apenas as cores como fenômenos isolados, mas a sinergia das interações das cores no
espaço-tempo de cada obra, estas que são as ações e paixões da luz que comandam a
razão poética da arte. Não há dúvida: para enxergar a poesia das cores é preciso tomar e
ser tomado pela presença ou regência de um olhar iluminado (da luz que modela o olho),
o mesmo com o qual esses artistas tornam visível o fenômeno mágico “da totalidade da
natureza (que) se revela ao sentido da visão através da cor”. Devemos à luz e à cor da
arte a formação do nosso olhar que se inaugura pelos olhares iluminados desses artistas.

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(...) Paul Klee escreve em seu Diário de viagem à Tunísia, em 16 de abril de 1914: “A cor
apoderou-se de mim. Sei que ela me tomou para sempre. Tal é o significado deste
momento abençoado. A cor e eu somos um. Sou pintor”.
(...) Testemunho eloqüente da transformação do homem e da Arte numa mesma entidade
nos é dado também por Van Gogh. (...) O alto conhecimento da cor forneceu, aos seus
dons naturais, o instrumento forjador de sua genialidade.
Em outubro ou início de novembro de 1885, cerca de um ano antes da eclosão do sublime
colorido de sua pintura, ele escrevera em longa carta a seu irmão Théo: “eu ouvi falar de
uma experiência feita com uma folha de papel de cor neutra, que torna-se esverdeada
sobre um fundo vermelho, avermelhada sobre um fundo verde, azulada sobre o
alaranjado, alaranjada sobre o azul, amarelada sobre o violeta e violetada sobre o
amarelo(...) Se encontrares algum livro sobre essas questões da cor, um livro que seja
bom, envie-me-o (...) Não se passa um dia sem que eu procure me instruir”.p.17
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Q"swg"ê "eqtA"
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A cor não tem existência material. Ela é tão-somente, uma sensação provocada pela
ação da luz sobre o órgão da visão.
Epicuro, há mais de 2.300 anos, desenvolvendo o raciocínio de que “a cor guarda íntima
relação com a luz, uma vez que, quando falta luz, não há cor”, afirmaria que a coloração
dos objetos varia de acordo com a luz que os ilumina, concluindo que “os corpos não têm
cor em si mesmos”. (...)p.19

(...) Em linguagem corrente, a palavra cor tanto designa a sensação cromática, como o
estímulo (a luz direta ou o pigmento capaz de refleti-la) que a provoca. Mas, a rigor, esse
estímulo denomina-se matiz, e a sensação provocada por ele é que recebe o nome de
cor.
Numa história de mais de 3 milhões de anos, desde as primeiras manifestações de
atividade humana até bem próximo de nós, o homem descobriu e manipulou a cor e, em
crescente sentido evolutivo, tornou-a o mais extraordinário meio de projeção de
sentimentos, conhecimentos, magia e encantamento. Registro de sua evolução social,
física e psíquica. Mas, tal como seu ancestral do Paleolítico inferior, não podia ainda
definir com precisão o que era a cor.
Essa precisão conceptual só surgiria (...) a partir de meados do século XIX. (...)p.20-21

(...) No Brasil, é relativamente recente a pesquisa da arte rupestre, e os registros do uso


da cor, representados pela cerâmica indígena, não ultrapassam 1.500 anos.(...)p.23

C"pcvwtg|c"fcu"eqtgu"
"
Os efeitos luminosos, constituídos por radiações eletromagnéticas, capazes de provocar a
sensação que denominamos cor, dividem-se em três grupos distintos. São eles: o das
cores-luz, o das cores-pigmento opacas e o das cores-pigmento transparentes. (...)
Além da luz solar, o homem moderno manipula ainda inúmeras outras luzes produzidas
por ele. (...) Desde a Antiguidade esses fenômenos vêm sendo estudados por filósofos e
artistas, (...)p.25
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Vtí
u"vtîcfgu"fg"eqtgu"rtkoâtkcu"
"
Cores-luz são as cores que provêm de uma fonte luminosa direta, estudadas mais
detidamente na área da Física, (...) Sua tríade primária é constituída pelo vermelho, verde
e azul-violetado.p.28

(...) A mistura proporcional das cores-luz produz o branco, em síntese denominada


aditiva.
Cores-pigmento opacas são as cores de superfície de determinadas matérias químicas,
(...) Sua tríade primária é composta pelo vermelho, amarelo e azul, cores que em mistura
proporcional produzem um cinza neutro escuro, o preto. Esse fenômeno é denominado
síntese subtrativa.
Cores-pigmento transparentes são as cores de superfície produzidas pela propriedade de
alguns corpos químicos de filtrar os raios luminosos incidentes, por efeitos de absorção,
reflexão e transparência, tal como ocorre nas aquarelas, nas películas fotográficas e nos
processos de impressão gráfica em que as imagens são produzidas por retículas e por
pontos nos processos computadorizados.p.30
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Encuukhkecèçq"fcu"eqtgu"
"
Cor primária ou geratriz é cada uma das três cores indecomponíveis que, (...) produzem
todas as cores do espectro solar, que dão cor a toda natureza.
Cor secundária é a cor formada pela mistura equilibrada de duas cores primárias.
Cor complementar é a designação dada à cor secundária, pelo fato de que ela, justaposta
à cor primária que não entra em sua composição, (...) uma cor primária, quando
justaposta à secundária, formada pelas outras duas cores primárias, é também
denominada complementar. (...) laranja-azul, verde-vermelho e violeta-amarelo. (...)
Cor quente é a designação genérica empregada para definir as cores em que
predominam o vermelho e o amarelo.
Cor fria, por oposição às denominadas quentes, designam as cores em cuja composição
predomina o azul. (...)p.32
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Q"cvgnkí"fq"rkpvqt"
"
(...) A partir dos estudos de Henri Breuil e de outros pré-historiadores, pode-se deduzir
que o corpo humano foi o primeiro campo experimental da realização artística, com
aplicação de plumas, pêlos, peles e corantes diversos encontrados na natureza.(...)p.37

(...) Da utilização da cor de uma parcela vegetal, animal ou mineral para colorir o corpo à
percepção da fluidez e capacidade de fixação e aderência de outros dados, vai um longo
percurso (...) até o estágio de busca e coleta consciente de tais elementos.
Todo esse processo evolutivo de coleta e produção de elementos necessários para colorir
o próprio corpo até chegar à culminância das pinturas parietais das grutas de Lascaux,
Altamira (com a utilização de corantes como os ocres ferruginosos, o bióxido de
magnésio, carvões de produtos orgânicos, (...) solventes e fixadores de origem animal,
vegetal e mineral) faz do pintor paleolítico um misto de artista e cientista. Seu ateliê é a
natureza inteira, (...)p.38

(...) o cotidiano grego era fartamente colorido por sua Arte decorativa, seu artesanato e
principalmente por sua Arte decorativa, seu artesanato e principalmente por suas
pinturas-mural, de cavalete e de revestimento escultórico, dando mais vida à
extraordinária escultura do período.
(...)p.53

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Xkvtcn<"wo"itkvq"fg"nw|"pcu"vtgxcu"
"
Na obscuridade dos imensos espaços criados pela invenção gótica, os vitrais surgem
como um grito de luz, colorindo o interior das catedrais, iluminando as pinturas murais e
dando vida à policromia da estatuária.
(...) o vitral é a bíblia luminosa que, com seu poder de convencimento e de encantamento,
conta histórias miraculosas aos fiéis analfabetos.
(...) No século XX, dentro de novos valores estilísticos, ocorre o ressurgimento dos vitrais,
especialmente na Alemanha e França. (...) Matisse, [realiza vitrais]para a capela das
dominicanas de Vence.p.55-56

C"rktqvê
epkec"eqoq"ctvg"ekpê vkec"
"
O fascínio da queima de pólvora, conhecido na China desde o século XI e trazido para a
Europa pelos árabes no século XII, precedeu ao emprego da pólvora na criação das
armas de fogo.
Das várias formas de produção de cores, a mais curiosa é a pirotécnica. Nela, o técnico
invade a área da Arte quando, por estudados processos de dosagem, (...) dos elementos
químicos empregados, busca os estados oníricos das deslumbrantes imagens de queima
e das explosões simultâneas ou retardadas dos produtos empregados. (...) o técnico
passa á condição de artista cinético, criador de formas em movimento. (...) p.57

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Q"vtcvcfq"Fc"rkpvwtc."fg"Ngqp"Dcvvkuvc"Cndgtvk"
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(...) o jovem humanista, poeta, arquiteto e pintor Leon Battista Alberti, que viria a ser o
autor da célebre trilogia sobre Arquitetura, Escultura e Pintura, (...)p.59
"
Cu"swcvtq"eqtgu"fg"Cndgtvk"uçq"vtí u"
"
De forma cautelosa, por reconhecer que o estudo da cor abrangia variados campos do
saber, Alberti adverte: “falo como pintor. Digo que pela mistura das cores nascem infinitas
outras cores, mas existem apenas quatro cores verdadeiras de acordo com os elementos
e, dessas quatro, muitas e muitas outras espécies de cores nascem. Existe a cor do fogo,
o xgtognjq= a do ar, o c|wn; a da água, o xgtfg e a terra tem cor ekp|gpvc" g" rctfc”.
Excluída a quarta cor, a da terra, cinzenta e parda (que não são cores, matizes, e sim
valores), colocada aí por Alberti, visivelmente, para concordar com os quatro elementos,
as outras três citadas, xgtognjq."xgtfg"g"c|wn."são exatamente as que a Física moderna
consagra como tríade primária das cores-luz. (...)p.61

Q"pcuekogpvq""fc"Vgqtkc"fcu"eqtgu"
"
Todas as abordagens da cor, desde as de Platão e Aristóteles, passando pelas
experimentações dos pintores gregos, dos sábios árabes e artistas medievais, não
chegaram a constituir uma teoria. Essa extraordinária tarefa histórica coube a Leonardo
da Vinci. (...)p.69

Com a formulação enfática de Leonardo, “O branco não é uma cor, e sim o composto de
todas as cores”, a Física passa a integrar definitivamente o campo experimental da
ciência da pintura, assim como a química já o integrava desde o seu nascimento. Ao lado
do milenar conhecimento referente às cores-pigmento (cores químicas), abre-se o campo
de investigações das cores-luz, numa perspectiva que se desdobrará até a produção de
imagens coloridas do cinema, da fotografia, da televisão e da computação gráfica.
(...) coube a Leonardo da Vinci a primeira comprovação experimental da composição da
luz branca.
Ao iluminar um corpo opaco de um lado, com a luz amarelada de uma vela, e do outro
com a luz azulada diurna filtrada por um orifício, ele percebeu que, na parte em que as
duas luzes se misturavam, surgia o branco. Essa experiência, também, sem dúvida, está
na origem da ação de Newton que, depois de dispersar um raio de luz branca com um
prisma, reuniu novamente as sete cores do espectro por meio de um segundo prisma
invertido, obtendo a luz branca original.(...)p.71
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Eqpvtcuvgu"ukownvãpgqu"fg"xcnqtgu"g"vqpu"
"
[Leonardo] “quando o preto faz limite com o branco e o branco com o preto, cada um
parece mais intenso no limite com seu contrário que na parte do meio de sua própria
área”. (...) Leonardo diz: “Dentre cores iguais, apresentará maior beleza a que se
encontre ao lado de sua cor contrária: o azul ao lado do amarelo-dourado e o verde ao
lado do vermelho”.p.75
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Iqgvjg"g"c"Vgqtkc"fcu"Eqtgu"
"
A partir das experiências realizadas em 1730 pelo gravador alemão Jakob Christof Lê
Blon (1667-1741), abria-se novo foco de interesse relativo á análise dos fenômenos
perceptivos, comprovando-se serem o xgtognjq."q"coctgnq"g"q"c|wn"as três cores
pigmento primárias.
(...) No âmbito das cores-luz, Goethe (Johann Wolfgang, 1749-1832), com o auxílio de
prismas, chegara à conclusão de que a tríade primária era xgtfg."xgtognjq"g"xkqngvc."
(...)p.84

O interesse de Goethe pelas artes plásticas manifestou-se desde cedo, (...) Mas sua
maior contribuição às artes visuais está em seus conceitos estéticos que fizeram avançar
o Romantismo na Alemanha, sobretudo em seu Esboço de uma teoria das cores, que
impulsiona o estudo dos elementos que viriam a compor a óptica fisiológica, que
impressionaria vivamente o pintor William Turner.(...)p.85

"
Wo"kortguukqpkuvc"swg"rtgegfg"cq"Kortguukqpkuoq"
"
Joseph Mallord William Turner (1775-1851), (...) atento às conquistas culturais de seu
tempo, dedica dois quadros à Teoria das Cores, de Goethe. Nesse clima de indagações
e sublimação do saber, descobre a coloração violácea das sombras, que influenciaria os
pré-impressionistas, impressionistas e pós-impressionistas. {historiador da arte Ruskin]
Ao falar da obra de Turner, numa antevisão do futuro, Ruskin parece referir-se ao
pontilhismo de Georges Seurat (1859-1891) e de Paul Signac (1863-1935). Como a
maioria dos pintores cultos de seu tempo, Signac enaltece as teorias de Chevreul,
procurando evidenciar o caráter científico do neo-impressionismo. Curiosamente, em seu
livro de justificativa teórica desse movimento, é nas considerações de Ruskin, (...) que
Signac encontra os mais inovadores conceitos (...) quanto ao emprego dos pequenos
toques de cores puras, fragmentadas, em justaposição ou formando escalas de
degradação de tons. Em suma, da técnica pontilhista.

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Rtgugpèc"fg"Eê |cppg"
"
Num cenário em que repercute intensamente o colorido de Delacroix, as ressonâncias
dos acordes cromáticos de Goya e a descoberta dos grandes coloristas ingleses, em
Turner e (...) a cor começa a despontar cada vez mais como anseio de uma linguagem
autônoma, que busca a independência do jugo do motivo, do tema e da forma, para
expressar uma pura linguagem de sensações.
Interpretando (ainda sem uma noção consciente) esse estado de espírito, um grupo de
jovens pintores franceses, (Renoir, Sisley, Bazille, Monet, Cézanne, Pissaro), a que se
juntam (...) o norte-americano Whistler, terminaria por realizar um evento de importância
Histórica com a exposição de 1874, no ateliê do fotógrafo Nadar, denominada,
posteriormente, de impressionista.(...)p.86-87-88

[Cézanne] “- Ler a natureza é vê-la sob o véu da interpretação por manchas coloridas se
sucedendo segundo uma lei da harmonia. Essas grandes colorações se analisam assim
por modulação. Pintar é registrar suas sensações coloridas.(...)p.90
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C"eqt"nkdgtvc/ug"fq"oqvkxq"
"
Desde o início do século XX, numa proliferação de ismos (Futurismo, Raionismo,
Expressionismo, Fauvismo, (...) etc.) destacaram-se coloristas como Robert Delaunay,
Paul Klee, ...Henri Matisse.
Aprofundando as pesquisas da cor como linguagem autônoma, abraia-se o caminho da
abstração pictórica com as obras de Kandinsky ...e Mondrian. (...)p.91
"
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Ocpkrwncèçq"fg"eqtgu"pq"eqorwvcfqt"
"
Os elementos básicos que regem a Teoria das Cores são os mesmos para as áreas da
Física, Química, fisiologia, Estética ou da Informática. O que varia são os códigos de
linguagem, principalmente no campo da aplicação prática, adotados pelas disciplinas
artísticas ou científicas.
Como fica evidente já nas duas siglas RGB e CMY, usadas pela maioria dos programas
de tratamento de imagem, o computador trabalha simultaneamente com as cores-luz e as
cores-pigmento transparentes.
As imagens coloridas que aparecem no monitor, formadas pela tríade primária de cores-
luz, são codificadas com a designação das cores-pigmento transparentes utilizadas nos
processos de impressão gráfica.p.100

Eqtgu"hkukqnôikecu"qw"uwdlgvkxcu"
"
Por ser a cor uma sensação, em princípio, toda a cor é fisiológica e subjetiva. (...) As
cores fisiológicas mais comuns são as produzidas por saturação retiniana. (...) As cores
fisiológicas estão condicionadas ao grau de potência dos estímulos luminosos e aos
tempos de saturação e a acomodação retinianas, de onde surgem os eqpvtcuvgu"
ukownvãpgqu, as imagens posteriores e mistas de cores, origem do fenômeno do violeta
subjetivo e das cores eqorngogpvctgu, (...) p.107

Eqodkpcèçq"fg"eqtgu"
"
Denomina-se combinação de cores a propriedade que têm certos pares de cores de
formar acorde – cores que se ajustam umas às outras, em duplas. (...)p.123
"
Guecnc"etqoâvkec"go"Oqfqu"ockqt"qw"Ogpqt"
"
As cores quentes são classificadas como pertencentes ao Modo maior, constituindo ainda
uma relação sensível que, por analogia, as vinculam aos sons graves em música. Assim
também as cores frias se identificam com os sons agudos e formam a escala em modo
Menor. p.124

"
Eqpvtcuvgu"ukownvãpgqu."uweguukxqu"g"okuvqu"fg"eqtgu"
"
(...) Reunindo elementos dos estudos (...) Goethe e outros, o químico francês Michel-
Eugéne Chevreul (1785-1889) desenvolveu pesquisas concludentes publicadas sob o
título fc"ngk"fqu"eqpvtcuvgu"ukownvãpgqu"fcu"eqtgu0""(...)p.131"

Justaposição de cores. Duas superfícies coloridas justapostas exibem modificações de


valor e de tom. Exemplos: o mesmo laranja, sobre o fundo vermelho, parece mais
amarelado e mais claro que sobre o fundo amarelo. (...)p.133
"
Eqt"kpgzkuvgpvg"
"
O denominei cor inexistente é a cor complementar surgida nas superfícies brancas ou
neutras, produzida por entrechoques de várias gamas de uma cor primária e levada ao
paroxismo por ação de contrastes.
No prefácio do livro da cor à cor inexistente, eu relato como esse fenômeno penetrou em
meu universo psíquico e passou a dominar todas as minhas preocupações.
Numa tarde de fevereiro de 1951, ao cair do dia, nessa hora em que as cores se tornam
incomparavelmente brilhantes por ação de contrastes entre as luzes que se atenuam e as
sombras que se intensificam, minha atenção foi atraída pela beleza da relação de várias
gamas de amarelo; um barranco cortado em desmonte para abertura e ruas
num subúrbio do Rio, gramas queimadas pelo sol e arbustos calcinados.
Extasiado pelo efeito da harmonia dos tons que iam do amarelo puro à coloração da terra-
de-sombra-queimada, permaneci algum tempo a contemplar a paisagem. Uma mulher
estendeu no varal três lençóis brancos, precisamente sob meu campo visual, a uns
cinqüenta metros de distância. Em dado momento, os lençóis e alguns papéis que se
encontravam no chão pareceram-me banhados de um violeta intenso, sem que houvesse
nenhum elemento dessa cor que pudesse influenciá-lo, nem nas proximidades, nem na
atmosfera, pois o azul do céu era límpido.
Tive naquele instante a imediata intuição de que se tratava de um hgpõogpq"hîukeq e não
de uma ilusão óptica. Que se eu conseguisse reproduzir num quadro as mesmas
relações cromáticas, surgiria sobre q" hwpfq" dtcpeq" fc" vgnc" woc" eqt" kpgzkuvgpvg" *swg"
pçq"hqtc"rkpvcfc+."swkokecogpvg"ugo"uwrqtvg0"
"
À medida que buscava novas relações que pudessem conduzir-me ao domínio do
fenômeno da cor inexistente, ia descobrindo outro sentido na pintura e cada vez sentindo
mais atração pela obra dos grandes coloristas (...) p.135-137-138
(...) Essas pesquisas colocavam-me no cerne da harmonia cromática, onde a poesia
íntima do diálogo dos matizes engendra a transcendente sinfonia das cores de contraste.
Para a materialização estética desse fenômeno, pintei a série Owvcèùgu" etqoâvkecu."
revelando o segredo da transformação de uma cor em outra. Na mesma busca de
essências, pintei a série Formas visuais. p.139
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Hqpvg"fg"rguswkuc<"Q"Wpkxgtuq"fc"Eqt1Kutcgn"Rgftquc0"Tkq"fg"Lcpgktq"Gf0"Ugpce"Pcekqpcn."42250"
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4/Rqê vkecu"fc"Eqt<"›Pcuekogpvqfi"g"Gzrcpuçq"fc"Eqt"
""""Rqt"Nkikc"Ecpqpikc"
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Não importa se os orientais valorizavam a cor antes do Ocidente, ou se os renascentistas
a subestimaram, ao contrário dos primitivos italianos. Não importa se Jqwmcuk"não tinha
medo do preto, enquanto Icwiwkp"o rejeitava. Não importa se Kpitgu"mandava colocar o
branco nas sombras, quando Twdgpu" dizia que o branco era aí seu pior inimigo. Não
importa de Fgncetqkz"queira banir o cinza, (...)
Não importa se o melhor colorista, na opinião de Oqpgv." fosse Dqwfkp; pois, na de
Eê|cppg."era o próprio Oqpgv0""Se a cor convulsa de Delacroix infuenciou Xcp"Iqij, e se
Ocvkuug"preferia a clareza de Gauguin. Se, para Fgicu."a luz é laranja; pois laranja, para
Van Gogh, são os campos do Mediterrâneo. Não importa se, em Cézanne e Matisse, cor
é sensação; e, em Mcpfkpum{, uma ressonância interior; pois, para Fgncwpc{, ela é tão-
somente movimento. (...)
O que importa é a ascensão da cor ao estatuto de valor; como elemento fundamental da
constituição da imagem. Ao longo de quase toda a História da Arte ocidental até o século
XIX, à exceção de alguns expoentes do XVII e do XVIII, como Rubens, Iq{c."Xgtoggt"e
Xgnâuswg|."a cor não foi mais do que um instrumento secundário a serviço do desenho.
Seu aspecto descritivo, ilustrativo e decorativo prolongou-se durante todo o período em
que a linha, o contorno das figuras e o equilíbrio da composição predominaram. A cor era
usada, então, apenas para preencher, “colorir”, complementar as áreas definidas pelo
desenho. Embora, por exemplo, o Renascimento veneziano, de Dgnnkpk e Vkekcpq, fosse
considerado menor que o Renascimento romano, de Da Vinci e Michelangelo, foram os
venezianos os primeiros a reconhecer a importância da luz e da cor, influenciados pela
herança oriental dos mosaicos bizantinos. Aos poucos, a cor foi se liberando das amarras
gráficas, até atingir sua força radical em Cézanne e nos impressionistas. A partir de
então, a História da Pintura passa a ser, simultaneamente, a História da Cor, de sua
potência expressiva, de sua capacidade de constituir, por si mesma e através do jogo de
suas relações, o domínio da imagem. Este novo valor, a partir daí definitivo, é uma
conquista moderna. Mas é também uma conquista moderna o fato de a cor desprender-se
da esfera estrita da pintura e invadir os domínios tridimensionais, ainda que tenhamos
exemplos remotos nas esculturas gregas, cujo cromatismo não sobreviveu.
(...) Também no começo do século XX, a cor avança para novos suportes, quando os
irmãos Nwokë tg"anunciam o autocromo, primeira forma de fotografia colorida.
Dos Girassóis, de Van Gogh, ao Atelier Rouge, de Matisse; das atmosferas vaporosas de
Vwtpgt" ao cromatismo “científico” de Ugwtcv, das cores puras de Oqpftkcp" às cores
concretas de Cndgtu, a modernidade introduziu a cor como um domínio estrutural da
criação; a cor livre do âmbito da representação; a cor como instrumento da construção do
espaço.
(...)É surpreendente que, depois de tantos séculos submetida à autoridade da linha, a cor
tenha finalmente, em pouco mais de cem anos, ganho sua autonomia. Talvez uma única
experiência colorista, em todo o passado da Antiguidade ocidental, tenha conhecido a
força e o esplendor da cor emancipada: os xkvtcku" fcu" kitglcu" iôvkecu0" " (...) Não sem
motivo, grandes artistas do período moderno e contemporâneo, aventuraram-se pela
criação de vitrais, como o próprio Matisse, (...)
(...) Cézanne rompe com o tratamento contínuo da cor; nele, não há passagens, nuances,
degrades. Usa o vermelho, o verde, o azul, ao lado um do outro, com valor individual, o
que significa que vemos as cores, cada cor, sem atingirmos a gestalt do todo.
Essa experiência seria fundamental para Van Gogh e Gauguin, que exacerbam a
qualidade construtiva da cor em planos mais extensos. (...) A maior libertação da cor,
porém, chegaria com Matisse. (...) simplificando e reduzindo a pintura à abstração
máxima da cor.
(...) Certamente, a referência matissiana adentrou a segunda metade do século, incidindo
agudamente sobre a pintura norte-americana de Mgppgvj"Pqncpf."Dctpgv"Pgyocp, (...)
e o Htcpm" Uvgnnc" do final dos anos 60, início dos 70. Antes ainda já estava presente
também na obra de Uvwctv"Fcxku."e talvez nunca tenha sido tão explícita quanto em sua
produção pós-anos 50. Nesta década, os americanos radicalizaram os grandes planos
monocromáticos de Matisse, ampliando-os, como campos absolutos, por toda a extensão
de Tqvjmq" e as estruturas concretas de Cndgtu, gerou-se o movimento da Hard Edge,
momento crucial da arte na América do Norte, depois do expressionismo Abstrato.
(...) A intensidade da experiência dos artistas da Hard Edge fez com que a cor, finalmente,
reinasse absoluta na superfície. A cor ergue-se como forma, toma o lugar da forma. A
importância das cores como protagonistas da imagem pictórica era ta, que, não raro, eram elas
que constituíam o próprio título da obra, como a tela Violeta, preto, laranja, amarelo sobre branco
e vermelho, 1949, de "Mark Rothko, e a famosa Quem tem medo do vermelho, amarelo e azul?,
de 1966, de Dctpgv" Pgyocp0" " A titulação indicava que nada, nenhuma referência empírica ou
simbólica, estava ali presente ou era questão do trabalho, senão a cor.
Experiência semelhante viria a acontecer na década seguinte, com [xgu" Mngkp0" " Mas, a
monocromia de Klein ultrapassa os domínios da tela e avança sobre esculturas, objetos,
performances, corpos, ambientes e intervenções urbanas.
O mundo é cor; tudo pode ser enlaçado no universo da “pintura”, a tela deixa de ser seu campo
exclusivo. (...) O tão decantado “azul Yves Klein”, cor que impregnou a maior parte de sua obra,
tinha para ele a capacidade de materializar, a um só tempo, a extensão infinita e proximidade
imediata. (...)
A idéia de expansão cromática (...) descende destas conquistas: da libertação gradual da cor dos
domínios da representação, de sua ascensão a um valor (valor como sensação, valor como
conceito) dentro da construção da imagem, de sua progressiva extensão até tornar-se um campo
visível por inteiro, coincidente com as bordas do suporte, ou solta no mundo. (...)

"
KX0Rtqrquvcu"fg"Tqvgktq"g"Kpuvkicèùgu"Rgfciôikecu<"
"
O tema da cor apresenta inúmeras possibilidades de abordagens pedagógicas. E pode
ser desenvolvido por professores de diferentes áreas do conhecimento,ou mesmo ser
trabalhado transversalmente através de diferentes temas em forma de um projeto
pedagógico. As sugestões de estratégias que apresentamos não devem limitar as ações
educativas, pois consideramos que o professor deve ousar criar seu próprio caminho de
trabalho como propositor e pesquisador.
"
6030Kpuvkicèùgu"pc"ejgicfc"cq"OCE<"
C""Xkukvc"Eqogèc"Nâ""Hqtc#"

A proposta de abordagem educativa da Divisão de Arte Educação considera a arquitetura


do Museu e a paisagem do entorno do Mirante de Boa Viagem como pontos iniciais do
trabalho de mediação educativa. As questões que se destacam são: Swcku" uçq" " cu"
kpvgpèùgu"fq"ctswkvgvq"Quect"Pkgog{gt"cq"eqpegdgt"q"gfkhîekq"fq"OwugwA"Swcku"cu"
uçq" cu" rqê
vkecu" fc" hqtoc" fq" OCEA" Swcku" uçq" qu" fkânqiqu" gpvtg" c" ctswkvgvwtc" g"
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" qrqtvwpq" kpenwkt" kpuvkicèùgu" tgncvkxcu" äu" eqtgu" swg"
eqorùgo"c"rckucigo"go"vqtpq"fq"owugw0""

Quais são as cores e suas nuances presentes na paisagem?


De que cor é o céu no momento da visita? A cor é uniforme?O céu muda de cor?
E o mar ?As montanhas, a areia da praia de Boa Viagem, a vegetação, as pedras. E a
arquitetura do MAC? Quais são as cores que se destacam? E a rampa de acesso do
Museu? Por que o arquiteto escolheu a cor vermelha para pintar a rampa? O que isso
representa simbolicamente?
Observe e converse junto com o grupo sobre a escolha e intenção do arquiteto ao
conceber o edifício. Quais são os diálogos que se estabelecem entre o Museu e a
Paisagem?

"
6040Uwiguvùgu"fg"Cvkxkfcfgu"

C"EQT"pc"Pcvwtg|c"
"
Os fenômenos da natureza produzem fantásticas cores. Promova pesquisas e trabalhe
em parceria com o professor de ciências.Faça um registro fotográfico da investigação.
Busque imagens na internet e em revistas.Monte um painel de imagens e textos de
pesquisa.

Fgeqorqpfq"c"Nw|"Uqnct"

Faça uma experiência da decomposição da luz. Escureça um ambiente e faça com que
um feixe de luz artificial ou luz solar incida sobre um prisma.Com essa experiência de
decomposição da luz você estará promovendo o surgimento das sete cores do arco-íris
no ambiente

Eqtgu"htkcu"z"Eqtgu"swgpvgu"
"
O tema cores quentes e frias nos remete a pesquisar as sensações que as cores nos
provocam. Proponha experiências sinestésicas com cores. Você pode iluminar um
ambiente com cores diferenciadas e observar com seu grupo as sensações
experimentadas.Use iluminação de cor vermelha,azul,lilás em momentos diferentes.
Compartilhe as experiências do grupo. Essa experiência pode ser estimulante para iniciar
um projeto de estudo e pesquisa da COR.

EQT"ê "Nw|"
"
Sugerimos que você use um retroprojetor e folhas de papel celofane ou gelatina em cores
variadas.A transparência desses materiais possibilita a visualização dos resultados da
mistura de cores. Experimente as diferentes possibilidades tomando como referência a
teoria das cores Observe os resultados. Você também pode projetar as cores na parede.
Experimente criar volumes com os papéis sob a iluminação. Veja o que acontece.

"
"
"
"
Eqt""Rkiogpvq"
"
Faça experiências com pigmentos naturais: terra, argila, semente, polpa de frutas,plantas.
Faça pinturas e experiências coletivas com o grupo. Crie um painel com as experiências.
Solicite que o grupo faça registros sobre o processo da experiência e os resultados
obtidos.
Nkpiwcigo"Ukodônkec"fcu"Eqtgu"
"
"
Faça uma pesquisa sobre o simbolismo das cores, o que elas representam para cada
pessoa. Que sentimentos provocam? Quais são os significados simbólicos?

Proponha que cada aluno, grupo ou turma pesquise uma cor. Organize uma oficina de
produção de figurinos improvisados. Utilize tecidos e elementos alegóricos e decorativos
na cor escolhida. Promova, com o grupo, uma festa de celebração do projeto. Os
alimentos e sucos servidos podem seguir a mesma proposta da curadoria de cores.
Marque um dia especial para isso.

EQT/"Ctvg"
"
A cor tem sido um dos elementos de destaque na criação de obras de arte de artistas de
diferentes épocas da História da Arte. Nos textos de Israel Pedrosa, “O Universo da Cor,”
e de Ligia Canongia, “Nascimento e Expansão da COR”, integrantes desse material ,você
encontrará referências para a escolha de artistas que têm a COR como principal elemento
construtivo de suas obras de arte.
"
Q"Wuq"fc"EQT"pc"Ctvg"Eqpvgorqtãpgc"
"
Escolha entre os artistas da exposição “Poetas da COR” as obras de referência para sua
abordagem. O foco da COR une seus trabalhos, mas suas poéticas e procedimentos são
diferenciados. Faça sua curadoria organize seu circuito. Tome os materiais, as cores e os
procedimentos artísticos como referência para sua abordagem.
"
Cniwocu"uwiguvùgu"fg"tghgtí
pekc<"
Ctvkuvc" Cnokt" Ocxkipkgt - A linguagem do Cartaz na Arte. O procedimento do Cartaz
Aditivo cuja composição plástica possibilita a expansão dos padrões da composição.

Kutcgn"Rgftquc – Arte Óptica .A ilusão de movimento.

Gfwctfq"Uwgf - A pintura abstrata em grandes planos pictóricos.

Lquê
"Octkc"Fkcu"fc"Etw|"g"Cnwîukq"Ectxçq- harmonia de cores e planos compositivos.
O equilíbrio de formas e cores.

Cdtcjco"Rcncvpkm/ Os objetos cinéticos e os cinecromáticos (luz-cor em movimento).

Kqpg"Ucnfcpjc/ A ludicidade das cores em objetos apropriados do mundo cotidiano.


"
Uwiguvùgu" fg" ocvgtkcku<" A partir das referências artísticas escolhidas reúna materiais
diversos, como: papéis de diferentes cores e dimensões; tecidos coloridos(malhas,
Organza, TNT e outros; objetos variados de cores de seu interesse de aplicação;tintas
(PVA, guache, anilina etc...) de diferentes cores; revistas para pesquisa de imagens e
cores.
"
Gurcèqu""Kpvgtcvkxqu"pc"icngtkc""rctc"q"Rûdnkeq"
"
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vkeq<"Gzrgtkí
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Rctegtkc"gpvtg"q"OCE"fg"Pkvgtôk"g"c"Ecuc"fc"Fgueqdgtvc1"Wpkxgtukfcfg"Hgfgtcn"Hnwokpgpug

O espaço de experiências e proposições, localizado na galeria do mezanino,no segundo andar do


Museu, oferecerá aos visitantes atividades, proposições e experimentos científicos que dialogam
de forma interativa com os conceitos presentes na exposição Poetas da Cor.
"
Gurcèq"fg"ngkvwtc""
No balcão do mezanino o público tem acesso a catálogos, e materiais de pesquisa referentes ao
tema da mostra e aos artistas constantes participantes da mostra.

Qtkgpvcèùgu""rctc""Xkukvcèçq"fg"Itwrqu"Gueqnctgu"cq"OCE"
"
Os grupos escolares deverão estar acompanhados por um número suficiente de
professores representantes das instituições, os quais deverão se responsabilizar pela
organização e controle do grupo de alunos durante toda a visita ao Museu.

"
"Pq"Râvkq"fq"Owugw<"

Ao chegar ao MAC o grupo deverá esperar no pátio a autorização para a entrada no


Museu enquanto o professor se dirige à recepção para comunicar a chegada do grupo,
receber os ingressos/adesivos e tomar conhecimento das normas de visitação ao interior
do Museu.

"C"Uwdkfc"fc"Tcorc"fg"Ceguuq<"

O percurso pela rampa de acesso ao interior do Museu é um momento especial da visita.


A rampa promove uma experiência visual e interativa do visitante com o MAC e seu
entorno, fazendo parte da preparação do grupo para a entrada no espaço museológico. O
grupo, ao subir a rampa, deve ser instigado a perceber e descobrir elementos presentes
na paisagem que dialogam com a arquitetura do MAC. Se o seu grupo não estiver
participando de uma visita mediada pelos educadores da Divisão de Arte Educação, tente
você mesmo mediar essa experiência.
"
"Pq"Gurcèq"Owugqnôikeq<"
"
As exposições apresentam conceitos que devem ser desvelados pelos próprios alunos
através da mediação educativa dos educadores do MAC ou do próprio professor do
grupo. Para que o professor possa participar do trabalho de mediação é importante que
tome conhecimento antecipadamente do contexto das exposições em cartaz. A Divisão
de Arte Educação oferece mensalmente um programa para professores, com enfoque
pedagógico, que busca preparar e oferecer material de apoio para a visita ao MAC. Você
também pode acessar os textos e materiais sobre as exposições no site da instituição:
www.macniteroi.com

"
Pq"kpvgtkqt"fq"Owugw"pçq"ê
"rgtokvkfq<"

.Tocar nas obras de arte.Correr e falar alto.Comer alimentos ou beber líquidos.


.Informe-se sobre a permissão para fotografar as obras de arte.
.Em algumas exposições não é permitido ao visitante o registro fotográfico das obras
expostas no Museu.

X0"Inquuâtkq

Ceqoqfcèçq"tgvkpkcpc"⁄"Adaptação da retina a determinados índices de luminosidade


ou de obscuridade.
Cpkn"⁄"Azul intenso que se aproxima do índigo.
Ekpêvkeq"⁄"Relativo a movimento. Arte do movimento. Essência das esculturas de
Alexander Calder, por exemplo, denominadas mobílies.
Eqnqtkogvtkc"⁄"Análise quantitativa da composição das cores, por aferição do
comprimento de onda e de seus componentes.
Eqpvtcuvg"fg"eqt"⁄ É a sensação produzida pela alteração que sofre uma cor quando
colocada ao lado de outra.
Eqt"⁄"Sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão. Palavra usada
comumente como sinônimo de matiz.
Eqt"Eqorngogpvct"⁄ É a cor secundária que, justaposta a determinada cor primária,
complementa o espectro.
Eqt"kpgzkuvgpvg"⁄ Cor que, sem ser pintada, surge no fundo branco ou neutro da tela, por
entrechoques de gamas de uma cor primária, o que comprova a existência física da cor
inexistente é o fato de o processo de domínio do fenômeno revelar – tornar visíveis – os
elementos cromáticos, até então, invisíveis, os denominados fundos brancos e neutros da
tela.
Eqt"ugewpfâtkc"⁄ Cor produzida pela mistura equilibrada de duas cores primárias.
Eqt"vgtekâtkc"⁄ Cor produzida pela mistura equilibrada de uma cor primária com uma cor
secundária que a complemente.
Eqt/nw|"⁄ Luz emitida por uma fonte direta – o sol, fogo, a luz de uma vela ou de uma
lâmpada elétrica etc. Radiação eletromagnética capaz de provocar sensações coloridas.
Eqt/rkiogpvq"⁄ Propriedade que têm os corpos químicos de refletirem e absorverem
determinados raios luminosos das luzes incidentes. Denominação geral das tintas que
produzem a coloração dos corpos naturais.
Eqt/rtkoâtkc"⁄ Também denominada fundamental ou geratriz. Cada uma das três cores
indecomponíveis, só produzidas por elas mesmas, que misturadas produzem todas as
demais cores do espectro.
Etqoc"⁄ Termo que corresponde à saturação ou ao grau de pureza do matiz (cor)
Igtcvtk|"⁄ Cor indecomponível que, através de mistura, gera outras cores.
O mesmo que cor primária ou fundamental.
Ocvk|"⁄ O mesmo que cor, caracterizado pelo comprimento de onda do raio luminoso que
o compõe.
Rkiogpvq"⁄ Substância que confere cor aos tecidos ou às células de um organismo.
Vqo"⁄ Sinônimo de cor ou matiz.
Xcnqt"⁄ termo que, empregado em relação às cores, significa o mesmo que luminosidade.
"
"
Hqpvg"fg"rguswkuc<"Q"Wpkxgtuq"fc"Eqt1Kutcgn"Rgftquc0"Tkq"fg"Lcpgktq"Gf0"UGPCE"Pcekqpcn."42250"
"

Divisão de Arte e Educação/Equipe Técnica

Inês Guimarães e Márcia Campos


Direção

Eduardo Machado
Coordenação de Pesquisa e Mediação

Ivan Henriques
Mediação e Projetos Gráficos

Maria Thomas
Mediação e Coordenação do Projeto”Abrigo Poético”

Roberta Condeixa
Pesquisa

Camila Nagem, Igor Valente, Telto Queiroz


Estagiários de Arte Educação

Leandro Batista
Coordenação do Projeto Arte Ação Ambiental
"
Ecuc"fc"Fgueqdgtvc1Wpkxgtukfcfg"Hgfgtcn"Hnwokpgpug"
Direção: Daisy Luz

OCE"fg"Pkvgtôk"
Agendamento de grupos para visitas mediadas
Divisão de Arte-Educação pelos tel. (21) 2620 2400 / 2620 2481
ramal 29, de segunda a sexta, das 10 às 18h.
educacao@macniteroi.com.br
www.macniteroi.com.br

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