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CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO CURSO DE

APERFEIÇOAMENTO DE SARGENTOS - CAS/2020 - POLÍCIA JUDICIÁRIA


MILITAR II
INSTRUTOR FERNANDO CARLOS MONTEIRO DA GAMA - 1º TEN QOPMC

10 - AL CAS IRIVAN MARQUES VALENTE


11 - AL CAS PAULO ARMANDO GUEDES SOARES JUNIOR
20 - AL CAS ARILSON NERY MORAES
22 - AL CAS SHIRLEY MONTEIRO MARQUES
24 - AL CAS ALEX ALVES BATISTA
30 - AL CAS JOSÉ DOMINGOS SOARES DE SOUSA
31 - AL CAS CHARLES SILVA ANDRADE
35 - AL CAS MANOEL DO SOCORRO MADUREIRA
45 - AL CAS AMILTON GOMES DA CRUZ
49 - AL CAS RINO MÁRCIO VALE RAMOS

ATRIBUIÇÕES DE POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR ATÍPICAS NO CPPM

Macapá
2020
10 - AL CAS IRIVAN MARQUES VALENTE
11 - AL CAS PAULO ARMANDO GUEDES SOARES JUNIOR
20 - AL CAS ARILSON NERY MORAES
22 - AL CAS SHIRLEY MONTEIRO MARQUES
24 - AL CAS ALEX ALVES BATISTA
30 - AL CAS JOSÉ DOMINGOS SOARES DE SOUSA
31 - AL CAS CHARLES SILVA ANDRADE
35 - AL CAS MANOEL DO SOCORRO MADUREIRA
45 - AL CAS AMILTON GOMES DA CRUZ
49 - AL CAS RINO MÁRCIO VALE RAMOS

ATRIBUIÇÕES DE POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR ATÍPICAS NO CPPM

Trabalho apresentado como requisito avaliativo na disciplina


Direito Penal Militar e Processual Penal Militar II do Curso de
Aperfeiçoamento de Sargentos da Polícia Militar do Amapá.
Instrutor: Fernando Carlos Monteiro da Gama - 1º TEN
QOPMC

Macapá
2020
ARTTIGO 8º
A Policia Judiciária Militar, já possuindo um rol taxativo de suas atribuições,
para desenvolvimento dos seus respectivos trabalhos, como assim esta elencado na
norma, no Art. 8º, (BRASIL 1969):

CPPM - Decreto Lei nº 1.002 de 21 de Outubro de 1969


Art. 8º Compete à Polícia judiciária militar:
a) apurar os crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão
sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria;
b) prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e aos membros do
Ministério Público as informações necessárias à instrução e julgamento dos
processos, bem como realizar as diligências que por êles lhe forem
requisitadas;
c) cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar;
d) representar a autoridades judiciárias militares acêrca da prisão preventiva
e da insanidade mental do indiciado;
e) cumprir as determinações da Justiça Militar relativas aos presos sob sua
guarda e responsabilidade, bem como as demais prescrições dêste Código,
nesse sentido;
f) solicitar das autoridades civis as informações e medidas que julgar úteis à
elucidação das infrações penais, que esteja a seu cargo;
g) requisitar da polícia civil e das repartições técnicas civis as pesquisas e
exames necessários ao complemento e subsídio de inquérito policial militar;
h) atender, com observância dos regulamentos militares, a pedido de
apresentação de militar ou funcionário de repartição militar à autoridade civil
competente, desde que legal e fundamentado o pedido.

Enfatizando que mesmo a lei sendo taxativa, acabou deixando precedentes


para que a policia judiciária militar, utiliza de atribuições que não estavam elencadas
para a suas funções. Como observa-se a alínea A do artigo 8 que lhes concedeu o
direito de investigação de crimes militares, bem como os que, por lei especial, estão
sujeitos à jurisdição militar, e sua autoria, como exemplifica (NEVES, 2018):

[...] não previstas no art. 8 representar pela interceptação das comunicações


telefônicas do indiciado, representar pela prisão temporária, adoção de
medidas correlatas a ¨Lei Maria da Penha, medidas afetas a Leia de Crime
Organizados(Organizações Criminosas) e a Lei de Proteção a Testemunha.

Mesma não tendo previsão especifica, utiliza a lei sugeneri para a solução de
ilícitos, no caso em tese as escutas telefônicas no sentido estrito, quando uma
terceira pessoa acompanha o dialogo dos dois interlocutores sem conhecimento dos
mesmos. Como relata a diferença dos tipos de escuta telefônica. (NEVES 2018):
Distinguem-se, inicialmente, as interceptações telefônicas das
interceptações ambientais, entendido o termo interceptação no sentido
amplo. As primeiras são objetos aquela comunicação (de voz, dados,
imagem, etc...) havida por meio de rede de telefonia, enquanto
interceptação ambiental tem por alvo as imagens e áudios surpreendidos no
encontro presencial de uma ou mais pessoas, trata-se de local público ou
privado.
Enfatizando que alem da interceptação e da ambiental, também, consta a
gravação clandestina, quando um dos interlocutores sabe da gravação e o outro
não. Segundo julgados das cortes superiores esse tipo de gravação poderá ser
usado se for para sanar ilícitos.

REPRESENTAÇÃO PELA PRISÃO TEMPORARIA


Em tese a prisão temporária elencada no na lei 7.960/89, nos seus artigos
não traz nada que vincule crimes previstos no código penal militar, como consta na
legislação:
a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°);
b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°);
c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);
e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);
f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e
parágrafo único);          (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)
g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art.
223, caput, e parágrafo único);           (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)
h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e
parágrafo único);          (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)
i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);
j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal
qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);
l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;
m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956),
em qualquer de sua formas típicas;
n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976);
o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986).
p) crimes previstos na Lei de Terrorismo.           (Incluído pela Lei nº 13.260,
de 2016)

Inerente a essa lacuna, os crimes militares, poderá ter a aplicação das


prisões temporárias indo de uma prisão de 5 dias prorrogáveis por igual período em
caso de crimes militares e de crimes hediondos em que a prisão segundo rol taxativo
pode chegar a 30 dias prorrogáveis por igual período.

LEI MARIA DA PENHA


Em tese os crimes tipificados pela lei Maria da penha e um ambiente
familiar, nada demonstra crime que tenha a intervenção da justiça militar. Mesmo
que a mulher seja uma militar da ativa. Em outro angulo, o qual usufrui da lacuna da
norma; angulo este em que ambos estando em um ambiente militar, sendo o esposo
militar ou não. Se faz necessário as devidas providencias a serem tomadas como
medida protetiva para a militar. E se os dois forem militar, alem das medidas
cabíveis de proteção a PFEM, se faz necessário apurar a conduta delituosa desse
militar infrator. Com fundamentos na lei 11.340/06, (BRASIL, 2006);

CAPÍTULO III
DO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL

Art. 10. Na hipótese da iminência ou da prática de violência doméstica e


familiar contra a mulher, a autoridade policial que tomar conhecimento da
ocorrência adotará, de imediato, as providências legais cabíveis.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao
descumprimento de medida protetiva de urgência deferida.
Art. 10-A. É direito da mulher em situação de violência doméstica e familiar
o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e prestado por
servidores - preferencialmente do sexo feminino - previamente
capacitados.         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)
§ 1º A inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar ou
de testemunha de violência doméstica, quando se tratar de crime contra a
mulher, obedecerá às seguintes diretrizes:         (Incluído pela Lei nº 13.505,
de 2017)
I - salvaguarda da integridade física, psíquica e emocional da depoente,
considerada a sua condição peculiar de pessoa em situação de violência
doméstica e familiar;         (Incluído pela Lei nº 13.505, de 2017)
II - garantia de que, em nenhuma hipótese, a mulher em situação de
violência doméstica e familiar, familiares e testemunhas terão contato direto
com investigados ou suspeitos e pessoas a eles relacionadas;         (Incluído
pela Lei nº 13.505, de 2017)

A violência domestica e considerada pelo doutrinador como sendo aquela


sofrida o âmbito do lar, do trabalho ou em relações afetivas, como esta a redação
oficial, (BRASIL 2006):
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar
contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe
cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou
patrimonial:             (Vide Lei complementar nº 150, de 2015)
I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de
convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as
esporadicamente agregadas;
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por
indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços
naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou
tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem
de orientação sexual.

Com isso podendo o autor se enquadrado a lei 11,340/06, sendo ele militar ou
não e estando dentro do âmbito militar.
ORANIZAÇÃO CRIMIOSA
Na norma brasieira apenas o CP no artigo 288, ando ou quadrilha, como sendo
organização criminosa. E como não se ultilizar de um rol taxativo não afasta a
possibilidade de aplicarem essa lei aos crimes militares. (BRASIL 2013)

CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
Art. 1º Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação
criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o
procedimento criminal a ser aplicado.
§ 1º Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou
mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de
tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou
indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de
infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos,
ou que sejam de caráter transnacional.

Hipoteticamente, se um grupo de militares praticarem um crime de forma


organizada hierarquicamente poderão ser penalizados com fundamentos na
legislação comum, aplicada na legislação especial que será a militar.

LEI DE PROTEÇÃO AS TESTEMUHAS


Segundo a lei vigente a qual ampara as pessoas eu colaboram para a
soluções de crimes, sendo elas vitimas ou testemunhas ameaçadas. E como a lei
não esta taxativo os crimes que poderão ser amparados por esse programa, os
crimes militares, sedo vitima ou testemunhas poderão recorrer ao programa de
proteção a testemunha.
REFERENCIA:

BRASIL. LEI Nº 9.807, DE 13 DE JULHO DE 1999. Estabelece normas para a


organização e a manutenção de programas especiais de proteção a vítimas e a
testemunhas ameaçadas, institui o Programa Federal de Assistência a Vítimas e a
Testemunhas Ameaçadas e dispõe sobre a proteção de acusados ou condenados
que tenham voluntariamente prestado efetiva colaboração à investigação policial e
ao processo criminal. 1999. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9807.htm Acessado em: 24/04/2020.

BRASIL. Art. 8 do Código de Processo Penal Militar - Decreto Lei 1002/69.


Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10630375/artigo-8-do-
decreto-lei-n-1002-de-21-de-outubro-de-1969 Acesso em: 25/04/2020.

BRASIL. Código de Processo Penal Militar - Decreto-lei 1002/69 | Decreto-lei nº


1.002, de 21 de outubro de 1969. Disponível em:
https://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/91679/codigo-de-processo-
penal-militar-decreto-lei-1002-69#art-295 Acesso em: 25/04/2020

BRASIL. LEI Nº 7.960, DE 21 DE DEZEMBRO DE 1989. Disponível em:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm Acesso em: 25/04/2020

BRASIL. LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006. Disponível em:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm Acesso em:
25/04/2020.

NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Processual Penal Militar/ Cícero
Robson Coimbra Neves. 3 ed. São Paulo: Saraiva Educação. 2018.