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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Faculdade de Formação de Professores


Projeto: “Narrativa nos Livros Didáticos de História: Tradições e Rupturas”.
Bolsista: Gabriel da Conceição Fernandes
Tema: Absolutismo

Este relatório é a análise sobre o tema “Absolutismo” nos livros didáticos de História
referentes às quinze coleções utilizadas na pesquisa do projeto “Narrativa nos Livros
Didáticos de História: Tradições e Rupturas”. Aqui poderemos observar as recorrências e
singularidades apresentadas nos livros didáticos. As narrativas apresentam pequenas
variações em suas apresentações a respeito do tema, e apontarei não apenas as semelhanças,
mas também irei destacar as pequenas nuances presentes nas narrativas nas obras didáticas.

Tema: Absolutismo
Número de
Coleção Título nas coleções Capítulo Tópico Páginas
Capítulo 11: Absolutismo e
1 mercantilismo p.139 - 147
Capítulo 4: A formação dos Estados
2 nacionais / O mercantilismo p.81 - 82
Capítulo 11: O absolutismo e o
3 mercantilismo p.103 - 114
Capítulo 14: Quem governava o
Estado moderno? O Antigo
Regime. / Receita para acumular
4 riqueza p.224
Capítulo 7: Fortalecimento do poder
dos reis / O mercantilismo: riqueza p. 125 -
5 e poder para o Estado 126
6 Capítulo 6: Estado, nação e política p.120 - 129
Capítulo 10: O que foi o
7 mercantilismo? p.119 - 123
Capítulo 1: Inglaterra e França no
8 Século XVII p.11 - 20
Capítulo 6: Nos tempos do
9 absolutismo / O mercantilismo p. 81 - 84
Capítulo 9: As Monarquias
10 absolutistas e o Mercantilismo p.248 - 260
11 Unidade 5 - O encontro entre dois p.129
mundos / Tema - 1 O nascimento
das monarquias nacionais / Política
mercantilista
Capítulo 10: Mercantilismo e a
12 colonização da América p.192 - 195
Capítulo 6: Mercantilismo e sistema
13 colonial p.92 - 100
14 Capítulo 6: O mercantilismo p.72 - 79
Capítulo 2: O Antigo Regime / O
15 mercantilismo p.25

OS LIVROS ANALISADOS AQUI SÃO:

Coleção 1 - MELLO, L. I. de A. e COSTA, L. C. A. História - Da independência dos Estados


Unidos ao novo imperialismo - 7º ano. São Paulo. Editora: Scipione. 2009.

Coleção 2 - BRAICK, P. R. E MOTA, M. B. História das cavernas. 7º ano. São Paulo.


Editora: Moderna. 2009.

Coleção 3 - PILETTI, N. PILETTI, C. e LEMOS, T. T de. História e vida integrada. 7º ano.


São Paulo. Editora: Ática, 2009.

Coleção 4 - DOMINGUES, J. E. História em documento – imagem e texto. 7º ano. São


Paulo. Editora: FTD, 2009.

Coleção 5 - BOULOS JR, A. História sociedade e cidadania 7º ano. São Paulo. Editora FTD,
2009.

Coleção 6 - MONTELLATO, C. C. História temática. 6º ano. Rio de Janeiro. Editora:


Scipione. 2009.

Coleção 7 - PANNAZO, S. e VAZ, M. L. A. Navegando pela história. 7º ano. Rio de Janeiro.


Editora: Quinteto Editorial, 2009.

Coleção 8 - DREGUER, R. e TOLEDO, E. Novo história: conceitos e procedimentos. 8º ano.


São Paulo. Editora: Atual editora. 2009.

Coleção 9 - FIGUEIRA, D. G. e VARGAS, J. T. Para entender história. 8º ano. Rio de


Janeiro. Editora: Saraiva. 2009.
Coleção 10 - NEMI, A. L. L. e BARBOSA, M. Para viver juntos. 7º ano. São Paulo. Editora:
edições SM, 2009.

Coleção 11 - APOLINÁRIO, M. R. Projeto araribá. 7º ano. São Paulo. Editora: Moderna,


2009.

Coleção 12 - BOULOS JR, A. Projeto Radix. 7º ano. Rio de Janeiro. Editora: Scipione. 2009.

Coleção 13 - COTRIM, G. e RODRIGUES J. Saber e fazer história. 7º ano. Rio de Janeiro.


Editora: Saraiva, 2009.

Coleção 14 - CARDOSO, O. P. Tudo é história. 7º ano. Rio de Janeiro. Editora: Ática, 2009.

Coleção 15 - PELLEGRINI, M. DIAS, A. M. e GRINBERG, K. Vontade de saber história. 7º


ano. São Paulo. Editora: FTD, 2009.
Coleção 15 - PELLEGRINI, M. DIAS, A. M. e GRINBERG, K. Vontade de saber história. 8º
ano. São Paulo. Editora: FTD, 2009.

FATOR DETONADOR PRINCIPAL

Para as coleções, o poder, durante a Idade Média, encontrava-se dividido entre vários
senhores feudais, portanto, descentralizado. Mas, a partir do século XI, essa situação
começou a mudar. Com o revigoramento e o fortalecimento do comércio e das cidades,
formou-se um novo grupo social, a burguesia, composta principalmente por comerciantes. No
entanto, a existência de vários senhores feudais e, portanto, de diferentes moedas e impostos
tornavam caras as mercadorias e atrapalhavam os burgueses. Dispostos a mudar essa
situação, os burgueses aproximaram-se do rei em busca de proteção e favores; alguns reis,
interessados no dinheiro da burguesia, passaram a fazer leis favoráveis a ela. Em troca da
proteção recebida, muitos burgueses financiavam o rei; a nobreza, empobrecida, também se
aproximou do rei para pedir ajuda militar, a fim de reprimir as revoltas camponesas; os
camponeses, por sua vez, recorriam ao rei esperando que ele os defendesse contra o abuso
dos senhores feudais. Fortalecido, o rei pôde criar impostos, estabelecer uma moeda única
para todo o território e usar o dinheiro das doações e dos impostos para criar um exército
profissional assalariado. Com isso, aos poucos, o rei foi impondo sua autoridade a todos os
habitantes do reino.
Todas as coleções analisadas apresentam este processo como fator detonador para o
fenômeno do absolutismo, todavia, as coleções, sem divergirem deste ponto central,
apresentam nuances e acréscimos ao fator detonador evidenciado. Eis as particularidades:

COLEÇÃO>
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
ASSUNTO\/
Teóricos do
Absolutismo
Formação dos
Estados
Modernos
(França)
Formação dos
Estados
Modernos
(Inglaterra)
Formação dos
Estados
Modernos
(Península
Ibérica)

Aspectos
culturais no
Antigo Regime

Coleção 1 - “História” - Ao analisar o tema do absolutismo, nesta coleção, pode-se


afirmar que o absolutismo é aqui tratado como a acentuação de um processo. O processo, no
caso, é a centralização do poder nas mãos dos reis. A centralização do poder nas mãos dos
reis é um fenômeno que se desenvolveu, como consta na própria coleção, durante a Idade
Média e, segundo a coleção, as principais características destas monarquias centralizadas
eram c A acentuação desta centralização, ou seja, a concentração de poderes nas mãos dos
monarcas é o que caracteriza o processo do absolutismo. Tal afirmativa pode ser extraída a
partir da própria definição concedida, pela coleção, do que é o absolutismo. Consta na
coleção que, “denomina-se absolutismo a forma política de governo das monarquias
europeias durante a Idade Moderna (1453 - 1789). Nesse período, houve um fortalecimento
do poder real. Nesse regime político, os soberanos não sujeitavam às leis. A vontade do rei se
impunha, como se ela fosse a própria lei”.
Coleção 2 - “História das cavernas” - Segundo esta coleção, “A consolidação das
monarquias nacionais foi resultado de um período marcado por grandes mudanças, tais como
o enfraquecimento dos senhores feudais e o fortalecimento do poder dos monarcas. O novo
papel assumido pelo comércio e pelas cidades fez surgir um grupo que começou a rivalizar
em grau de importância com a nobreza: a burguesia”. A coleção acrescenta que “muitos
nobres descuidaram de suas terras para combater nas Cruzadas, além de terem contraído
dívidas ao organizar exércitos para combater os muçulmanos na Terra Santa. Aqueles que
depois de muito tempo retornaram, muitas vezes encontraram suas terras sem cultivo, ou
abandonadas pelos trabalhadores, ou ainda tomadas por revoltas camponesas”. No entanto,
“para a burguesia a unificação do território significava a unificação das leis, da moeda e dos
padrões de pesos e medidas, itens muito importantes na produção e na comercialização de
produtos. Além disso, acabaria a cobrança de taxas para entrar nos feudos: o tributo seria
pago apenas ao rei. Por sua vez, o rei foi fortalecido pelo dinheiro que recebeu da burguesia e
pelo apoio dado pelos nobres, que precisavam de sua ajuda para sobreviver. Aos poucos, a
autonomia dos feudos desapareceu e, com isso, todos os habitantes de um determinado
território, incluindo nobres, burgueses, camponeses e clero, passavam a dever obediência ao
soberano”. As citações extraídas da própria coleção se refere ao processo de centralização do
poder nas mãos dos reis. A coleção acrescenta que “o desenvolvimento comercial e urbano na
Baixa Idade Média fez com que a circulação de moedas aumentasse. A posse de terra deixou
de ser a única fonte de riqueza e tornou-se menos importante do que ter dinheiro no bolso. Na
nova sociedade a prestação de serviço militar pelos vassalos e cavaleiros não era mais
fundamental. Os reis começaram a formar exércitos profissionais, que eram pagos com o
dinheiro dos impostos cobrados dos súditos, especialmente da burguesia das cidades. Como o
poder militar dos reis dependia agora do dinheiro, eles passaram a favorecer os comerciantes
com uma legislação protetora” ou seja, “Além de controlar o poder militar, os soberanos
controlavam a produção de dinheiro, proibindo a circulação de qualquer outra moeda a não
ser a moeda nacional. A eliminação dos dialetos regionais e a imposição de uma língua falada
no território também eram medidas necessárias para se construir um Estado nacional. Uma
língua única facilitaria a compreensão das leis e a comunicação entre súditos e rei. As
monarquias nacionais e seus soberanos possuíam também o monopólio do poder de legislar
(poder legislativo), de julgar (poder judiciário), de cobrar impostos e de administrar o Estado
e suas diversas instituições (poder executivo)”. Sendo assim, para a coleção “O crescente
fortalecimento do poder real, em alguns Estados, como a França, evoluiu para o regime
absolutista. O absolutismo pode ser definido como a grande concentração de poder nas mãos
do rei, que se colocava acima do poder legislativo e do poder judiciário”.
Coleção 3 - “História vida integrada”- A coleção nos informa que, “durante a Idade
Média, na maior parte da Europa ocidental o poder político era descentralizado”. Ou seja, “os
reis existentes não concentravam todo o poder em suas mãos, já que os senhores feudais eram
os verdadeiros soberanos em seus feudos. Contudo, a partir do século XI, o cenário político
europeu foi profundamente alterado. O fortalecimento das cidades e do comércio, juntamente
com a ascensão da burguesia, enfraqueceu o poder dos senhores feudais e os reis retornaram,
aos poucos, sua autoridade: eles determinavam em grande parte as leis, aplicavam a justiça,
criavam e arrecadavam impostos. Essa maneira de organização do poder, em que a vontade o
rei está acima de toda a sociedade, denomina-se absolutismo”. A coleção acrescenta que,
“para justificar esse poder absoluto, vários pensadores da época desenvolveram a chamada
teoria do direito divino dos reis. De acordo com ela, os reis recebiam o poder diretamente de
Deus e só a ele deviam prestar conta de seus atos. Podemos citar como grandes pensadores
dessa concepção franceses Jean Bodin (1530 - 1596) e Jacques Bossuet (1627 - 1704)”. A
coleção ainda nos diz que “os governos absolutos se fortaleceram por uma série de fatores”,
dentre os quais, “os principais foram: Expansão comercial e marítima - As viagens marítimas
e o aumento do comércio fortaleceram a burguesia e os monarcas. Os burgueses viram na
centralização política um meio de expandir seus negócios. Renascimento - O movimento
renascentista estimulou e valorizou uma mentalidade que tinha como centro o ser humano.
Ao fazer isto, contribuiu para legitimar a centralização do poder pelos reis, por meio de
estudos jurídicos que justificavam esse poder, como os de Bodin e Bossuet. Reforma
protestante - Nos locais onde prevaleceu o protestantismo, a Igreja Católica não possuía
muito poder (como na Inglaterra, por exemplo). Por outro lado, onde prevaleceu o
catolicismo, como na Espanha e em Portugal, os monarcas estreitaram laços com a Igreja,
fortalecendo ainda mais as duas instituições”. Por fim, a coleção ressalta que “o conceito de
absolutismo assumiu formas específicas em lugares e épocas diferentes da Europa, de modo
que não é possível estabelecer um único modelo político para todas as monarquias da Idade
Moderna”.
Coleção 4 - “História em Documento”, Esta coleção afirma que, “desde o século XIII
(Idade Média), os reis europeus vinham conquistando cada vez mais poder. Aos poucos, no
lugar dos feudos isolados surgiram na Europa reinos centralizados que se organizaram em
Estados Nacionais. Apoiados pelos burgueses (banqueiros e comerciantes), os reis tomavam
medidas que favoreciam suas atividades econômicas. Em troca, os burgueses pagavam os
impostos que permitiram aos reis montar exércitos permanentes e fiéis. Os nobres e o clero,
por sua vez, perderam poder e foram, aos poucos, ficando sob a autoridade real. No século
XVII, o rei detinha poder absoluto. Somente ele podia legislar, governar, administrar a justiça
e comandar o exército. Esse sistema político forte, pessoal e sem leis restritivas ao poder real
chamou-se Absolutismo”. Segundo a coleção, “o rei absolutista impunha respeito à sua
autoridade por meio da força militar e da cobrança de impostos. Valia-se também da ‘teoria
do direito divino’. Segundo essa teoria, o rei recebia o poder de Deus e era, portanto, seu
representante na Terra. Coloca-se acima da sociedade, da Igreja e do Papa. Opor-se ao rei
significava opor-se a Deus. Com isso toda a população estava obrigada a seguir uma única fé:
a religião do rei. O regime absolutista caracterizou-se pela intolerância religiosa e pelas
violentas perseguições a quem se opunha à religião do rei”. A coleção acrescenta que “ao
redor do monarca absolutista viviam numerosos nobres, sempre dispostos a adular o rei em
troca de privilégios e de uma vida cheia de prazeres e luxo. Eles formavam a corte real. O rei
distraía a nobreza cortesã com jogos, caçadas, banquetes, bailes e espetáculos teatrais. Era
uma forma de controlá-los, tirando-lhes a força política e militar e evitando contestações e
rivalidades que ameaçassem o poder real. O rei absolutista favorecia também a alta burguesia
com garantias, exclusividades e proteção aos negócios. Arrendava-lhe a cobrança de
impostos e vendia-lhe títulos de nobreza”. Por fim, a coleção ressalta que “o Absolutismo foi
mais intenso na França, na Espanha e em Portugal. Mas não ocorreu em toda a Europa. A
Itália e a Alemanha permaneceram divididas em numerosos Estados. A Holanda constituiu-se
em uma república governada por burgueses enriquecidos pelo comércio. A Inglaterra, depois
de um reinado absolutista, passou por outra experiência política”.
Coleção 5 - “História Sociedade e Cidadania”, Segundo esta coleção, “com o
revigoramento do comércio e das cidades, formou-se um novo grupo social, a burguesia,
composta principalmente por comerciantes. No entanto, a existência de vários senhores
feudais e, portanto, de diferentes moedas e impostos encarecia as mercadorias e atrapalhava
os burgueses. Dispostos a mudar essa situação, os burgueses aproximaram-se do rei em busca
de proteção e favores; alguns reis, interessados no dinheiro da burguesia, passaram a fazer
leis favoráveis a ela. Em troca da proteção recebida, muitos burgueses doavam dinheiro ao
rei; a nobreza, empobrecida com o fracasso das cruzadas, também se aproximou do rei para
pedir ajuda militar, a fim de reprimir as revoltas camponesas; os camponeses, por sua vez,
recorriam ao rei esperando que ele os defendesse contra o abuso dos senhores feudais. reis,
interessados no dinheiro da burguesia, passaram a fazer leis favoráveis a ela Fortalecido, o rei
pôde criar impostos, estabelecer uma moeda única para todo o território e usar o dinheiro das
doações e dos impostos para criar um exército profissional assalariado. Com isso, aos poucos,
o rei foi impondo sua autoridade a todos os habitantes do reino”. Por fim, a coleção
acrescenta que “algumas monarquias europeias, como a da França, evoluíram para o
absolutismo, regime político em que o rei tem poder de decretar leis, fazer justiça, criar e
cobrar impostos. No regime absolutista, o rei estava acima da nobreza e da burguesia,
colocando-se como mediador (árbitro) dos interesses desses dois grupos rivais. O rei
equilibrava-se, portanto, procurando contentar tanto a burguesia como a nobreza”.

Coleção 6 - “História Temática” - Esta coleção narra que “Na Idade Média, o poder
se estruturava com base nas relações pessoais, nos laços estabelecidos dentro da sociedade de
ordens (clero, nobreza e trabalhadores). Assim era a relação entre os senhores e os
camponeses, entre os vassalos e seus suseranos e entre estes últimos e os reis”, porém, “o
Estado moderno começou a estabelecer-se no século XIV, na Europa ocidental. O governante
poderia ser um príncipe, um rei ou um cidadão comum eleito pelo povo. Seu poder era
impessoal, o seja, seu governo deveria atender, indistintamente, todos os que faziam parte
daquela sociedade. Em resumo, o chefe do Estado moderno governava independentemente de
relações pessoais; prevaleciam os interesses de classes sociais, como o apoio e a sustentação
da burguesia aos reis em troca de vantagens para ela”. Para esta coleção, “O Estado
compreende toda a estrutura jurídica e política institucionalizada de uma sociedade, com um
governo próprio e um território definido. No caso do Estado moderno, por exemplo, a
obrigação de oferecer segurança aos membros da sociedade que habitam aquele território
passa a ser chefe de Estado, que deve defender todos os cidadãos. É o chefe de Estado que
organiza o exército e a defesa do território, enquanto na Idade Média os exércitos eram
particulares e defendiam somente os que estavam ligados a determinado senhor, que
financiava as forças militares”. A coleção ressalta que “os processos de formação do Estado
moderno e de passagem do feudalismo para o capitalismo na Europa são elementos
fundamentais da Idade Moderna” e que “a primeira forma de organização política desses
novos Estados foram as monarquias nacionais, em que o poder estava centralizado nas mãos
do monarca, mais tarde essas se transformaram em Estados absolutistas, nos quais o monarca
tinha o poder absoluto”.
A coleção menciona que, “embora já houvesse reis durante o período medieval, a
nobreza local limitava o seu poder. Isso começou a mudar entre os séculos XVI e XVIII,
quando algumas monarquias europeias fundaram-se sob um poder fortemente centralizado
nas mãos do monarca” e, à título de exemplo, nos diz que “foi o que aconteceu na França,
Espanha e Prússia, por exemplo”. O processo, segundo a coleção, deu-se graças aos
“burgueses e comerciantes” que “ansiavam por maior estabilidade política e segurança para
executar seus negócios. Por isso procuraram aliar-se à realeza, que, por sua vez, dependia
financeiramente da burguesia para financiar o Estado, manter o exército, o corpo de
funcionários administrativos e a parte da nobreza que era pela monarquia. Tratava-se de uma
troca interessante para ambos”. Por fim, a coleção acrescenta que “nas monarquias nacionais,
acreditava-se que o poder do rei emanaria diretamente da vontade de Deus. Ao conceber a
bênção e a aprovação da Igreja, dadas pelo papa, o governante adquiria legitimidade, força
divina. Essa relação caracterizava a chamada teoria do direito divino dos reis. A palavra do
monarca estaria acima da dos demais homens e todos os membros da sociedade que
governava – os seus súditos. Por essa razão, os governantes desse período ficaram conhecidos
como monarcas absolutistas”.

Coleção 7 - “Navegando pela História” - Segundo esta coleção, “entre os séculos


XVI e XVIII, os reis dos Estados modernos europeus governaram com acentuada
concentração de poderes, caracterizando o regime político denominado: absolutismo
monárquico. Em variadas situações, os reis absolutistas colocavam os interesses do Estado
acima dos interesses da população, visando preservar sua autoridade e as alianças políticas
que sustentavam seu governo. Cabia aos monarcas nomear os funcionários públicos, muitos
dos quais eram escolhidos entre a nobreza como forma de se aproximarem desse grupo social
e obterem seu apoio. Os reis permitiram a muitos nobres viver em seu palácio e fazer parte de
sua corte. Na França, por exemplo, a nobreza obteve o privilégio de não pagar impostos e de
receber pensão do governo. A fim de manter bom relacionamento com o clero e de contar
com sua influência sobre a população, diferentes reis, sobretudo de Portugal, da Espanha e da
França, mantiveram a administração da Igreja sobre as terras que já lhe pertenciam. Além
disso, concederam aos clérigos a isenção de impostos. Os reis criavam os impostos que eram
cobrados do restante da sociedade, como camponeses artesãos, comerciantes, e decidiam
como seria usado o dinheiro público. Comandavam o exército; declaravam guerra ou
assinavam tratados de paz; tinham poder para rejeitar projetos de leis e para elaborá-las;
exerciam a Justiça e ainda determinavam a religião oficial do país. Sua autoridade foi
estendida às colônias, para onde enviavam funcionários que cuidavam da administração, da
defesa, da cobrança de impostos e da fiscalização das atividades. Alguns escritores e filósofos
da época elaboraram teorias em que explicavam e justificavam o absolutismo monárquico,
tentando convencer a sociedade de que esse regime político era necessário para garantir a
segurança nacional, a ordem social, o desenvolvimento econômico e o cumprimento das
leis”.
Coleção 8 - “Novo História” - Nesta coleção não há, propriamente, um fator
detonador em comum para o tema, pois, a estrutura da narrativa, nesta coleção, difere das
outras. Ao invés de traçar um panorama geral do que seria o absolutismo e, após tal
panorama, aplicar aos exemplos, esta coleção narra alguns processos históricos na Inglaterra
e na França no século XVII.
Coleção 9 - “Para entender história” - Segundo a coleção, “os historiadores
chamaram de absolutismo o novo regime político que tomou forma na Europa entre os
séculos XV e XVI”. A coleção nos informa que “hoje, nos países democráticos, os poderes
legislativo, executivo e judiciário são, cada um deles, exercidos por pessoas ou grupo de
pessoas diferentes. Na época do absolutismo, o monarca podia exercer esses três poderes
sozinhos, ele criava leis, condenava ou absolvia, nomeava e demitia, criava impostos,
organizava e comandava as forças armadas, declarava a guerra e fazia a paz. Porém, na
prática, os reis não podiam fazer tudo o que desejassem. Precisavam atender o que era
reivindicado pelos grupos sociais mais poderosos - a nobreza e a burguesia. De modo geral,
esperava-se que os reis governassem com justiça e para o bem de seu povo, respeitando as
leis e tradições. O absolutismo foi defendido por intelectuais de prestígio, que elaboraram
sofisticadas argumentações com o fim de provar que o governo absoluto era legítimo. Um
desses filósofos foi o cardeal Jacques Bossuet, que defendeu a ideia de que o poder real tem
origem divina. Segundo essa visão, o poder do rei é absoluto porque vem de Deus. Por esse
motivo, não teria de dar satisfação de seus atos senão a Deus”.

Coleção 11 - “Projeto Araribá”, Esta coleção narra que “a nascente burguesia


comercial precisava promover algumas reformas para impulsionar a atividade comercial. O
transporte de mercadorias de uma cidade para outra, por exemplo, obrigava os comerciantes a
cruzar vários feudos. Cada um deles, porém, estava sob a autoridade de um senhor feudal,
que estipulava suas próprias leis. A burguesia passou, então, a apoiar a transferência de poder
para as mãos do rei. Dessa maneira, o rei poderia unificar a moeda, as leis, os impostos e
estabelecer um sistema de pesos e medidas único, facilitando os negócios. Muitos senhores
feudais também apoiaram a centralização política, mas por razões diferentes. As cruzadas, a
peste negra e a fuga de servos levaram muitos senhores à ruína. A solução foi apoiar os reis,
para obter favores da Coroa”. Sendo assim, “os Estados nacionais surgiram do fortalecimento
da autoridade do rei, apoiado pela burguesia e parte da nobreza. Os burgueses apoiaram
material e politicamente os monarcas porque estavam interessados em ampliar suas
atividades comerciais. Para isso eles precisavam eliminar as barreiras impostas pelos
senhores feudais para comerciar no interior dos feudos. Uma parcela da nobreza apoiou o
fortalecimento dos reis porque tinha empobrecido com a crise econômica que atingiu a
Europa nos séculos XIV e XV e passou a depender dos favores reais”. Por fim a coleção
acrescenta que “No início da Idade Moderna, os reis trataram de seu poder e criar mecanismo
que possibilitassem exercê- los em vastas regiões. Para isso, criaram impostos e moedas de
circulação nacional e constituíram uma burocracia de funcionários administrativos
encarregados de fazer valer as decisões do soberano por todo o reino. Além disso, os reis
formaram exércitos permanentes e profissionais, subordinados à autoridade da Coroa. O
crescente fortalecimento do poder real atingiu o ponto dominante no século XVII, com o
regime absolutista. O absolutismo significou a grande concentração do poder político nas
mãos dos reis, numa época em que as atividades comerciais se expandiam e a burguesia
acumulava riqueza. Um fator também contribuinte para fortalecer os reis foi a Reforma
Protestante. A divisão do cristianismo enfraqueceu a autoridade do papa, que deixou de ser
aceito como autoridade universal. Nos países católicos, colocou-se sob a autoridade dos reis”.
Coleção 12 - “Projeto Radix” - Segundo essa coleção, “a partir do século X, os reis,
anteriormente quase figuras simbólicas, ganharam destaque e conquistaram progressivamente
mais força, a ponto de se tornarem mais poderosos que os nobres ou a Igreja. Para isso, os
monarcas europeus valeram-se da autoridade garantida por uma quantidade de funcionários e
legitimada pelos valores da época. contando também com a força de um exército profissional
a seu serviço. Assessorados por conselheiros estabeleciam políticas econômicas,
promulgavam leis, determinavam punições aos infratores, decidiam sobre o uso e a
arrecadação de impostos e tributos, controlavam a Igreja etc. Além disso, os soberanos
utilizavam os bens e as riquezas do reino como bem entendiam: não separavam suas finanças
das do reino. Como detinham o poder absoluto sobre os rumos da nação, esses reis passaram
a ser chamados de absolutistas. Tal forma de governar e de conduzir a política, que se tornou
característica dos reinos da Europa entre os séculos XV e XVIII, ficou conhecida como
Antigo Regime, expressão endossada por muitos historiadores e analistas até os dias atuais”.

Coleção 13 - “Saber e fazer História” - Segundo esta coleção, “Entre fins da Idade
Média e ao longo da Idade Moderna as monarquias se fortaleceram e surgiram os Estados
nacionais. As reformas religiosas ocorridas no século XVI tornaram a pessoa do rei ainda
mais importante. Com o fortalecimento de seu poder, muitas vezes os reis passavam a
interferir nas crises e nas guerras religiosas. Essa interferência foi fundamental para a
constituição dos Estados nacionais, que se caracterizavam por um poder político centralizado,
exercido sobre os habitantes de um território com fronteiras mais definidas e os recursos nele
existentes. O processo de constituição e consolidação dessa forma de poder político, a que
chamamos monarquia absolutista, teve características próprias nos diferentes países do
continente. Os termos absolutismo monárquico ou Antigo Regime foram criados, no século
XVIII, por filósofos franceses que se opunham ao poder que os reis possuíam nessa forma de
governo. O fortalecimento do poder real e a centralização do Estado moderno, que vinham
ocorrendo na Europa, passaram a ser justificados por pensadores cristãos que acreditavam ser
esse poder expressão da vontade divina. Uma vez reconhecida e legitimada a autoridade real,
era dela que vinham os poderes do Estado. Parte desse poder estava nas mãos da burocracia,
um grupo de pessoas nomeadas pelo soberano para agir em tribunais, formação e treinamento
de exércitos profissionais e relações com outros Estados. Em suas diferentes formas, o
absolutismo monárquico fez parte da história de diversos Estados europeus, como França,
Inglaterra, Portugal, Espanha e Rússia, entre outros”.
Coleção 14 - “Tudo é história” - Esta coleção nos informa que, “Durante a Idade
Média a Europa ocidental estava dividida em um grande número de territórios, os feudos. Em
cada feudo, o poder era exercido pelo senhor feudal, um nobre que era o proprietário da terra.
Cabia ao senhor feudal a cobrança de impostos e a aplicação da justiça. Os reis nada mais
eram que suseranos de um grande número de vassalos. Além disso, o próprio rei podia ser
vassalo de outro rei, mais poderoso do que ele. Para governar, os reis consultavam seus
vassalos, reunidos num conselho chamado de corte ou Parlamento. Nessa época, o papa, além
de exercer um cargo religioso, também se envolvia em questões políticas. Isso contribuía para
diminuir ainda mais a autoridade dos reis europeus. A partir do século XI, porém, essa
situação começou a mudar. Com o crescimento do comércio e das cidades, os monarcas
assumiram papel de destaque. Pouco a pouco, o rei deixou de ser apenas mais um entre tantos
senhores feudais e passou a centralizar o poder, cuidando dos impostos e mantendo um
exército encarregado de garantir a segurança da população. Assim começaram a surgir as
primeiras monarquias europeias. No século XVI, com a expansão do comércio marítimo,
muitos reinos entraram em guerra disputando a supremacia comercial. Foi nesse época que
alguns estudiosos europeus começaram a pensar em alternativas políticas para a situação”.
Segundo a coleção, “Com o absolutismo, chegaram ao fim os laços de suserania e vassalagem
que marcaram o período medieval. Cada monarca criou seu exército nacional, pondo fim às
tropas particulares. O direito feudal foi gradativamente substituído por um novo direito
inspirado no antigo direito romano, e funcionários foram contratados para cuidar da
administração pública. Nascia assim o Estado moderno”.

Coleção 15 - “Vontade de saber história”, esta coleção traz o tema do absolutismo em


dois livros, no de 7° e no 8° ano.
Em sua narrativa sobre o absolutismo, no livro do 7° ano, no capítulo 9 intitulado “A
Europa moderna: reformas religiosas e Absolutismo”, a coleção afirma que “no século XV,
com as relações feudais enfraquecendo, devido ao aumento das trocas comerciais, muitas
cidades europeias passavam por um momento de grande crescimento. Nesse contexto, os
comerciantes, conhecidos como burgueses, enfrentavam dificuldades para vender seus
produtos, pois as estradas que eles percorriam eram precárias e inseguras. Além disso, não
havia uma moeda unificada para todos os feudos”. Sendo assim “para intensificar as relações
comerciais, os reis financiaram a construção de estradas e garantiram a segurança. Também
padronizaram as moedas e, assim, passaram controlar melhor a arrecadação de impostos de
todas as regiões de seus reinos. Com os impostos arrecadados, eles formaram exércitos que
não estavam submetidos ao poder dos senhores feudais”. Segundo a coleção, “os
comerciantes apoiavam os reis, pois as mudanças promovidas por eles estimulavam as
relações comerciais. Os nobres, apesar de se enfraquecerem com essas mudanças, também
apoiavam os reis, pois mantinham muitos privilégios”. Com “o apoio da burguesia e da
nobreza, o poder do rei possibilitou a centralização política dos reinos, que foram se
constituindo em Estados, ou seja, grandes extensões territoriais que tinham suas próprias leis
e um governo forte e centralizado”. “Essa centralização”, ressalta a coleção, “possibilitou aos
reis investir seus recursos na procura por novos territórios e riquezas, como ouro e
especiarias, incentivando as navegações marítimas a partir do século XV”.
Esta coleção faz uma associação da formação dos Estados absolutistas com a “Guerra
dos Trinta Anos (1618 -1648)”. Segundo a coleção, ao término da guerra, ocorreu “a
assinatura do Tratado de Vestfália”, ou seja, após a assinatura deste tratado “houve uma
reorganização territorial dos Estados europeus. Além disso, o tratado determinou o princípio
de soberania nacional, ou seja, que os países seriam autônomos e não poderiam sofrer a
intervenção internacional em seu território”. Segundo a coleção, “o sistema feudal estava em
crise e, portanto, a nobreza perdia, cada vez mais seu poder, tornando-se dependente do
monarca. Por outro lado, o comércio se desenvolvia rapidamente e um novo grupo social
ganhava importância: a burguesia”. “Parte do dinheiro arrecadado por meio de impostos era
usado para a manutenção de um exército forte e permanente. Além disso, os reis investiam
em grande viagens marítimas, a fim de conquistar novos territórios fora da Europa e ampliar
seus poderes”.
Já na coleção do 8° ano, no capítulo 2 intitulado “O Antigo Regime”, a coleção nos
narra a “crise do sistema feudal, iniciada a partir do século XI”, que “contribuiu para a
formação do Antigo Regime”. Segundo a coleção, “nesse contexto de crise, os senhores
feudais e alguns grandes mercadores buscaram a proteção e o apoio dos reis, que garantiram a
defesa militar do território, a construção e a manutenção de estradas, além da padronização
das moedas. Esses acordos permitiram ao rei centralizar gradativamente o poder em suas
mãos. A centralização do poder nas mãos dos reis foi essencial para a formação dos Estados
modernos. Para auxiliar o rei na administração do Estado, foram criadas instituições
administrativas. Os cargos dessas instituições eram ocupados, em sua maioria, por nobres que
dispunham de privilégios feudais, como a isenção de pagamentos de impostos. A criação de
exércitos permanentes, disciplinados e fiéis ao Estado e a imposição de uma única língua e
uma religião oficial também foram imprescindíveis para a conquista da soberania”. Por fim,
esta coleção acrescenta que “outra inovação importante dessa época foi o resgate do Direito
Civil Clássico, também conhecido como Direito Romano, com a retomada do princípio da
propriedade privada. Na economia, o Direito Romano servia aos interesses da burguesia
comercial e manufatureira e, no plano político, atendia à crescente centralização dos poderes
nas mãos dos reis durante o processo de formação dos Estados modernos”.
MERCANTILISMO -
O Mercantilismo é um tema que é geralmente está associado ao absolutismo. Porém,
no projeto, existe uma síntese específica para o tema do Mercantilismo e, por isso, não existe
um tópico específico para este tema neste relatório. No relatório sobre o tema do
mercantilismo consta o fator detonador para o processo, bem como os conceitos e sujeitos
empregados na narrativa para a elaboração do tema.

TEÓRICOS DO ABSOLUTISMO

“Na História, as transformações não ocorrem apenas por vontade de uma única
pessoa, mas estão intimamente relacionadas às circunstâncias econômicas, sociais e culturais.
De acordo com os historiadores, não existe jamais uma única causa ou razão para os
fenômenos ou acontecimentos históricos. No caso dos governos absolutistas, foi preciso
haver a confiança de nobres, do clero, de populações inteiras em reis corajosos para os
monarcas implantarem governos com toques autoritários. Colaboraram também as teorias, as
ideias produzidas em determinadas sociedades, a respeito das mais variadas questões:
políticas, socioeconômicas, culturais etc. Diante das transformações sofridas desde o final da
Idade Média (o esgotamento das terras, a diminuição do poder dos senhores feudais, o
ressurgimento do comércio, a necessidade de unificação de um território que facilitasse as
trocas comerciais etc.), diversos pensadores passaram a defender a ideia de que somente um
rei forte poderia solucionar os problemas da sociedade. Esses pensadores, que surgiram em
diversas partes da Europa, ficaram conhecidos como teóricos do absolutismo”. Valendo-me
deste trecho retirado da coleção Projeto Radix, que enfatizo a influência dos intelectuais no
fenômeno político denominado absolutismo. Dentre as coleções analisadas, apenas a coleção
4 - “História em Documento” não apresenta uma narrativa sobre os “teóricos do
absolutismo”.

Coleção 1 - “História” - Segundo a coleção, “intelectuais não religiosos e


eclesiásticos escreveram livros formulando várias teorias para justificar o absolutismo. Os
mais representativos teóricos do absolutismo”, para a coleção, “foram”: “Jean Bodin, francês
que escreveu a obra Seis livros sobre a República” onde defendia que “o poder dos reis era
concedido por Deus. Aos súditos cabia apenas o dever da obediência passiva. Bodin é o autor
da teoria da soberania do Estado. Segundo ela, o soberano deveria exercer o poder de mando
sobre os governados sem qualquer limite imposto por leis escritas”; um outro teórico
apontado é Jacques Bossuet que, tal qual Bodin, também é francês, e “ era cardeal da Igreja
Católica e escreveu A política inspirada nas Sagradas Escrituras. Durante o reinado de Luís
XIV, Bossuet formulou a doutrina do absolutismo de direito divino. De acordo com essa
doutrina, o monarca era o representante de Deus na Terra e não precisava prestar contas de
seus atos de governo à sociedade. O rei era responsável apenas perante Deus, não devendo
satisfação nem à Igreja nem ao povo;” a coleção faz menção a Hugo Grotius, holandês, autor
do livro O direito da paz e da guerra. Essa obra o consagrou como pai- fundador do moderno
Direito Internacional. Esse jurista afirmava que a ordem interna da sociedade só poderia ser
preservada pelo Estado por meio do poder ilimitado exercido pelo soberano; e, por fim, a
coleção faz menção a Thomas Hobbes, “inglês que escreveu o clássico Leviatã. Esse livro é
considerado uma das grandes obras da filosofia política moderna. Hobbes afirmava que o
poder absoluto do soberano não provinha de Deus. O fundamento desse poder estava no
expresso consentimento do povo. O poder do soberano era legítimo porque resultava de um
pacto consentido, que se manifestava por meio da livre escolha dos governados”.
Coleção 2 - “História das cavernas” - Esta coleção afirma que “a partir do século
XVI, teóricos absolutistas recorriam à filosofia para criar uma imagem de um rei ideal aos
olhos do povo e assim justificar o poder real. O florentino Nicolau Maquiavel escreveu que
duas eram as características fundamentais de um monarca: Virtú e Fortuna Segundo
Maquiavel, Virtú era a capacidade de o governante escolher a melhor estratégia para governar
o Estado e manter o poder. Fortuna, por sua vez, significa ocasião, acaso. Um bom
governante era aquele que, além de virtuoso, deveria ser ousado e aguardar a ocasião propícia
para tomar as decisões políticas. O inglês Thomas Hobbes foi outro pensador que ajudou a
justificar o poder absoluto do rei. A partir da expressão ‘o homem é o lobo do homem’ (homo
homini lupus), Hobbes justificou a necessidade de a sociedade civil organizar-se
politicamente em torno de um rei para sair do estado de natureza, para ele, era sinônimo de
caos, desordem e convulsão. Em sua obra Leviatã, Hobbes sustentava que, sem um governo
forte e capacitado, os homens não respeitariam os limites necessários a uma boa convivência
social. Sem o rei, haveria uma ‘guerra de todos contra todos’”. Além disso, a coleção
acrescenta que “para outro grupo de estudiosos, o poder do rei era justificado pela fé. Eles
viam nos reis a expressão mais perfeita da autoridade delegada por Deus, e por isso falavam
em monarquia de direito divino”. A coleção, para esclarecer tal posicionamento, traz, em um
boxe informativo, uma citação de um livro de Bossuet, “renomado teórico absolutista francês
defensor da autoridade sagrada das leis”.
Coleção 3 - “História Vida Integrada”, confirma que “para justificar esse poder
absoluto, vários pensadores da época desenvolveram a chamada teoria do direito divino dos
reis. De acordo com ela, os reis recebiam o poder diretamente de Deus e só a ele deviam
prestar conta de seus atos”. Destaca-se Jean Bodin e Jacques Bossuet como expoentes desse
pensamento. Além disso, a coleção afirma que “o movimento renascentista estimulou e
valorizou uma mentalidade que tinha como centro o ser humano. Ao fazer isto, contribuiu
para legitimar a centralização do poder pelos reis, por meio de estudos jurídicos que
justificavam esse poder, como os de Bodin e Bossuet”.
Coleção 4 - “História em Documento” - esta coleção, apesar de não citar os teóricos
absolutistas, faz menção à “teoria do direito divino dos reis”.
Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania” - Segundo esta coleção “conforme os
reis iam impondo sua autoridade em toda a extensão de seus reinos, foram surgindo
pensadores empenhados em justificar o absolutismo monárquicos”. Entre os tais pensadores,
a coleção destaca “Thomas Hobbes (1588 - 1679), autor de Leviatã, dizia que, no princípio,
os homens vivam em estado natural, obedecendo apenas a seus interesses particulares. Por
isso a vida era uma guerra permanente de ‘todos contra todos’. ‘O homem era o lobo do
homem’. Para evitar a destruição da humanidade, os seres humanos renunciaram a todo o
direito e a toda liberdade em favor de um único senhor, o rei absoluto”. Ou seja, “por isso,
segundo Hobbes, o rei não devia satisfação de seus atos a ninguém”. Outro pensador citado
pela coleção é “Jacques Bossuet (1627 - 1704)” que era “bispo e autor da A política
inspirada na Sagrada Escritura, teoria apoiada na Bíblia. Para Bossuet, o rei é o
representante de Deus na Terra e, como tal, é infalível. Assim, o direito que o rei tinha de
governar de modo absoluto possuía origem divina; por isso a teoria criada por Bossuet é
chamada de teoria do direito divino dos reis.

Coleção 6 - “História Temática” - Esta coleção nos narra que “nas monarquias
nacionais, acreditava-se que o poder do rei emanaria diretamente da vontade de Deus. Ao
conceber a bênção e a aprovação da Igreja, dadas pelo papa, o governante adquiria
legitimidade, força divina. Essa relação caracterizava a chamada teoria do direito divino dos
reis. A palavra do monarca estaria acima da dos demais homens e todos os membros da
sociedade que governava – os seus súditos. Por essa razão, os governantes desse período
ficaram conhecidos como monarcas absolutistas”. A coleção acrescenta que “o bispo Jacques
Bossuet, foi um dos principais defensores da teoria do direito divino dos reis” e que “o
pensador inglês Thomas Hobbes (1588 – 1679) considerava que o homem necessitava ceder
todos os seus direitos a um único governante, caso contrário ele tenderia a entrar em guerra.
A paz e o bem-estar só seriam possíveis se um homem superior, um monarca absoluto,
governasse e decidisse em nome de todos, não havendo nem mesmo a possibilidade de
discordar deste. Para Hobbes, ‘o homem é o lobo do homem’, ou seja, se não houver uma
força superior que controle seus impulsos egoístas, ele tende a perpetuar a guerra e a
insegurança reinará no mundo”.
Coleção 7 - “Navegando pela História”, Esta coleção narra que “alguns escritores e
filósofos da época elaboraram teorias em que explicavam e justificavam o absolutismo
monárquico, tentando convencer a sociedade de que esse regime político era necessário para
garantir a segurança nacional, a ordem nacional, o desenvolvimento econômico e o
cumprimento das leis”. A coleção acrescenta que “grande parte do clero apoiou o absolutismo
monárquico e justificava-o com argumentos baseados no teocentrismo. Apelando para a
religiosidade da sociedade, pretendia-se obter dela o reconhecimento e a aceitação da plena
autoridade do rei sobre o Estado. Bispo e filósofo francês Jacques Bossuet, que viveu entre
1627 e 1704, foi quem melhor expressou as ideais da Igreja. Em sua obra A política segundo
as Sagradas Escrituras, ele defendia a teoria do direito divino, segundo a qual o poder do rei
tinha origem divina, cabendo a Deus, e não ao povo, julgar os atos e as decisões do monarca.
De acordo com essa teoria, as críticas ou questionamentos ao poder real eram interpretados
como sacrilégios. Os reis estariam, assim, livres da obrigação de prestar contas de suas
decisões à nação. A França foi o país europeu que mais se utilizou da teoria do direito divino
para manter o absolutismo monárquico”. Além disso, a coleção acrescenta que “a valorização
do antropocentrismo e do racionalismo faziam parte dos ideais renascentistas da época e
influenciaram as teorias de alguns filósofos na defesa do absolutismo monárquico. Eles
partiam do princípio de que o regime absolutista era necessário para fortalecer o Estado e
para organizar a vida em sociedade. No livro Leviatã, o filósofo inglês Thomas Hobbes, que
viveu entre 1588 e 1679, argumenta que somente governos fortes e poderosos conseguem
impedir que as pessoas se destruam na luta pelo poder e pela sobrevivência, uma vez que,
para o autor, ‘o homem é o lobo do homem’. Assim, Hobbes afirmava que os povos precisam
de monarcas absolutistas para manter a ordem na sociedade. Sua teoria foi valorizada
principalmente na Inglaterra”. Por fim, a coleção menciona “o filósofo Nicolau Maquiavel,
nascido em Florença em 1469, viveu numa época em que ainda não havia se organizado na
península Itálica um governo centralizado”. Segundo a coleção, “Maquiavel defendia a
formação de um Estado moderno italiano, que unisse as cidades-estados sob um único
governo. Ele considerava que assim a península Itálica poderia enfrentar a crise, afastar o
perigo de uma dominação estrangeira e competir com Portugal, Espanha, França e Inglaterra,
que nesse momento se fortaleciam e enriqueciam com o desenvolvimento comercial, com as
navegações e com a colonização. Interessado em acabar com as rivalidades entre as cidades
italianas e promover sua unificação, no livro O Príncipe, Maquiavel afirma que o monarca
não deve ser julgado pelas atitudes que toma, mas pelos objetivos que pretende alcançar.
Dessa forma, uma atitude injusta pode ser considerada positiva se sua finalidade for manter a
ordem e segurança do país. Os argumentos de Maquiavel foram utilizados por diversos reis
absolutistas europeus como forma de justificar seu poder, mas não foram suficientes para
unificar as cidades italianas”.

Coleção 8 - “Novo História”- Esta coleção destaca que “vários pensadores


procuravam justificar, em seus escritos, a monarquia absolutista. Entre eles, destacaram-se
Jean Bodin e Jacques Bossuet. Eles defendiam a ideia de que a autoridade do rei vinha
diretamente de Deus. Por essa razão, o soberano estaria sujeito somente às leis de Deus, e
suas decisões seriam inquestionáveis, pois agiria por inspiração divina. Essa concepção,
conhecida como Teoria do Direito Divino dos Reis, constituiu a principal justificativa teórica
do absolutismo francês”. A coleção, porém, ressalta que “Contudo, no século XVIII, a
monarquia absolutista seria fortemente criticada na França e em outros países europeus. A
crítica ao absolutismo esteve ligada ao intenso processo revolucionário…”

Coleção 9 - “Para entender a História”, nos narra que “O absolutismo foi defendido
por intelectuais de prestígio, que elaboraram sofisticadas argumentações com o fim de provar
que o governo absoluto era legítimo. Um desses filósofos foi o cardeal Jacques Bossuet, que
defendeu a ideia de que o poder real tem origem divina. Segundo essa visão, o poder do rei é
absoluto porque vem de Deus. Por esse motivo, não teria de dar satisfação de seus atos senão
a Deus”.
Coleção 10 - “Para Viver Juntos” - Segundo esta coleção, “no início da Idade
Moderna, alguns pensadores que concordavam com o fato de os reis exercerem um poder
absoluto, criaram teorias para explicar esse novo sistema político”. Segundo esta coleção, o
Francês Jacques-Bégnine Bossuet e o inglês Thomas Hobbes são os principais teóricos do
Absolutismo”.
Para a coleção, “o bispo católico Jacques-Bégnine Bossuet (1627 - 1704), educador
dos jovens membros da família real francesa, defendia a ideia de que o poder dos reis era uma
dádiva de Deus. Isso quer dizer que, para Bossuet, a monarquia absoluta era vontade de Deus:
“o rei é rei porque assim Deus quis”. Desse modo, nenhuma autoridade fosse ela laica ou
religiosa, poderia contestar esse direito divino. Ir contra o rei era ir contra Deus. A própria
Igreja devia, assim, submeter-se à vontade do rei. Segundo o bispo francês, o poder absoluto
não representava um regime de injustiças e arbitrariedade, pois o rei, agindo sob proteção
divina, estaria livre de errar ou ser injusto”.
Além da narrativa sobre Bossuet, a coleção nos diz que “o inglês Thomas Hobbes
(1588 -1679), filósofo e educador de nobres, também era a favor do poder absoluto dos reis.
Contudo, ao contrário de Bossuet, Hobbes não acreditava que o poder real se originava do
direito divino. Para ele, a submissão dos súditos ao rei se dava por um contrato, necessário
para garantir a paz e o bem-estar de todos. Sem um governo forte, os homens se deixariam
levar pelo egoísmo natural e viveriam em lutas constantes. O papel do rei seria, assim,
fundamental para garantir a paz e o bem-estar de seus súditos. Suas ideias foram divulgadas
principalmente por meio do livro Leviatã, publicado em 1651. Nesse livro, Thomas Hobbes
defende a ideia de que o rei salvou a civilização da barbárie e, portanto, todos devem prestar-
lhe obediência”.
Coleção 11 - “Projeto Araribá” - Segundo esta coleção, “O absolutismo tinha de ser
justificado pela razão e pela fé para que as pessoas considerassem legítimo o monarca
concentrar em suas mãos todos os poderes. Principalmente a burguesia, à medida que
enriquecia, ambicionava liberdade para realizar seus negócios sem o controle do Estado. Era
necessário, então, uma teoria que justificasse o poder absoluto dos reis sobre todo o reino”. A
coleção nos diz que “a base teórica de apoio ao absolutismo monárquico foi desenvolvida por
importantes escritores, entre eles Thomas Hobbes e Jacques Bossuet”. Segundo a coleção,
“filósofo inglês, Hobbes defendia a ideia de que a natureza humana era, desde sempre, má e
egoísta. ‘O homem é o lobo do homem’, dizia ele. Só um Estado forte seria capaz de limitar a
liberdade individual, impedindo a ‘guerra de todos contra todos’, como afirmou em sua
principal obra, o Leviatã. Em resumo, o indivíduo deveria dar plenos poderes ao Estado,
renunciando à sua liberdade a fim de proteger a sua própria vida”. Além de Hobbes, a coleção
cita Bossuet que era “bispo e teólogo francês” e “foi um dos mais importantes intelectuais da
corte de Luís XIV, o mais absolutista dos reis da França. Em seu livro Política tirada da
Sagrada Escritura, desenvolveu a doutrina do direito divino dos reis, segundo a qual o poder
do soberano expressa a vontade de Deus. Sendo o poder monárquico sagrado, qualquer
rebelião contra ele é criminosa. Para Bossuet, a autoridade do rei é de origem divina e,
portanto, incontestável e ilimitada. É possível perceber uma diferença no pensamento dos
dois teóricos. Enquanto Hobbes defendia o absolutismo com base na razão, no argumento de
que era necessário garantir a segurança dos indivíduos, o bispo Bossuet fundamentava sua
defesa no direito divino dos reis, ou seja, na religião. Apesar do absolutismo ter sido uma
forma de governo específica da Europa da Idade Moderna, o apóstolo Paulo, do século I, e
Agostinho de Hipona, que viveu de 354 a 430, defendiam a existência de governos fortes”.

Coleção 12 - “Projeto Radix” - Esta coleção nos afirma que “não foram somente os
reis que criaram o absolutismo, nem isso se deu de um dia para o outro.” A coleção ressalta
que “na História, as transformações não ocorrem apenas por vontade de uma única pessoa,
mas estão intimamente relacionadas às circunstâncias econômicas, sociais e culturais. De
acordo com os historiadores, não existe jamais uma única causa ou razão para os fenômenos
ou acontecimentos históricos”. Sendo assim, “no caso dos governos absolutistas, foi preciso
haver a confiança de nobres, do clero, de populações inteiras em reis corajosos para os
monarcas implantarem governos com toques autoritários. Colaboraram também as teorias, as
ideias produzidas em determinadas sociedade, a respeito das mais variadas questões:
políticas, socioeconômicas, culturais etc”. A coleção nos informa que “diante das
transformações sofridas desde o final da Idade Média (o esgotamento das terras, a diminuição
do poder dos senhores feudais, o ressurgimento do comércio, a necessidade de unificação de
um território que facilitasse as trocas comerciais etc.), diversos pensadores passaram a
defender a ideia de que somente um rei forte poderia solucionar os problemas da sociedade.
Esses pensadores, que surgiram em diversas partes da Europa, ficaram conhecidos como
teóricos do absolutismo”. Levando em conta este aspecto, a coleção cita alguns deste
pensadores. Os pensadores citados pela coleção são: Nicolau Maquiavel, o autor de O
Príncipe e da “ideia de que o Estado é mais importante do que os indivíduos”, a coleção
ressalta que “para Maquiavel, o monarca deveria exercer indiscriminadamente seu poder,
usando até mesmo hipocrisia, astúcia, fraude, crime e violência para zelar pela economia ou
pela segurança do Estado. Somente um rei dotado de poderes absolutos poderia superar as
divisões e divergências políticas e construir um estado unificado, centralizado; a coleção
também cita “Thomas Hobbes (Inglaterra, 1588-1679), o mais conhecido defensor do
absolutismo, autor do Leviatã. Em sua opinião, onde não vigorasse o absolutismo do Estado
imperaria a insegurança e o caos social. A sociedade natural (ou seja, aquela que não é
política) seria caracterizada por um estado de permanente conflito de todos contra todos e iria
prevalecer a lei do mais forte. Na visão de Hobbes, somente um Estado forte poderia impedir
os abusos e permitir o florescimento de uma sociedade mais equilibrada.” A coleção faz
menção ao “jurista francês Jean Bodin (1530 - 1596)” que “já havia proposto também a ideia
de que apenas o poder absoluto do rei seria capaz de garantir a ordem social”. Por fim, a
coleção menciona “Jacques-Bénigne Bossuet (França 1627-1704), autor de Política segundo
a Sagrada Escritura, na qual defende a origem divina do poder real. Para ele, Deus delegava
ao poder político aos monarcas, conferindo-lhes autoridade ilimitada e incontestável. Assim,
como o poder do rei derivava diretamente de Deus, era superior a qualquer outro poder
terreno. Essa era a teoria do direito divino dos reis”. Segundo a coleção, “para alguns
historiadores, o caso mais exemplar de governante que se serviu das ideias de Bossuet foi o
soberano francês Luís XIV, chamado ‘Rei Sol’, que chegou a ser adorado e tido como dotado
de poderes divinos. Entretanto, outros historiadores preferem destacar que o caráter sagrado
atribuído aos monarcas e à realeza desde a formação das monarquias medievais, quando se
ressalta até mesmo o poder de cura contido no toque do rei. Dessa forma, Luís XIV teria
continuado tradições já existentes utilizando-as em favor e reforçando as ideias do século
XVII sobre o direito divino dos reis”.
Coleção 13 - “Saber e fazer História” - Esta coleção relata que “absolutismo não
deve ser confundido com autoritarismo”. Pois, “para seus defensores, o monarca absolutista
tinha de ser um soberano então, que prestava conta dos seus atos a Deus e também era
obrigado a defender os interesses do Estado, o bem de seus súditos e a paz entre todos”.
A coleção narra que “em 1651, o filósofo inglês Thomas Hobbes escreveu o livro
Leviatã. A ideia era comparar o Estado a um monstro poderoso: Leviatã era também o nome
de um monstro marinho, citado na Bíblia, às vezes identificado com um dragão ou uma
serpente gigante. Nesse livro, o autor afirma que o ‘monstro’ Estado foi criado para acabar
com a desordem e a insegurança social. Nas sociedades primitivas, escrevia Hobbes, ‘o
homem era o lobo do próprio homem’, e todos viviam no que ele chamava de ‘estado de
natureza’. Com isso, Hobbes queria dizer que as pessoas eram movidas por sentimentos
irracionais, sendo constantes as guerras e matanças, cada qual lutando pela sua sobrevivência
e cuidando dos próprios interesses. Só havia uma solução para pôr fim a esses conflitos
permanentes: um acordo, chamado contrato social. No contrato social, cada um abriria mão
de sua liberdade em favor de um governo absoluto, capaz de garantir a ordem, a direção e a
segurança no convívio social. Era assim que Hobbes justificava o poder absoluto do
governante do Estado: como uma condição necessária para se alcançar a paz e o progresso da
sociedade. O poder do Estado nasceria do contrato social, no qual a vontade do governante
(uma pessoa ou uma assembleia) valeria como vontade de todos. Buscar o bem-estar do povo
seria o der básico de quem ocupasse o poder político”. Para além de Hobbes, esta coleção cita
o “bispo francês Jacques Bossuet, que viveu durante o governo de Luís XIV (1651 - 1715),
foi um grande defensor da monarquia absolutista cristã. Ele dizia que o rei era predestinado
por Deus para governar seu país. O poder do rei era absoluto porque tinha origem divina. Por
isso, o rei estava acima de todos os súditos e não precisava explicar suas atitudes e ordens a
qualquer pessoa. Somente Deus poderia julgar o monarca. Mas era natural que o ‘bom’ rei
usasse seu poder para promover a felicidade geral do povo. Foi Bossuet o autor da frase ‘Um
rei, uma fé, uma lei’, que se tornou uma espécie de lema das monarquias absolutistas”.

Coleção 14 - “Tudo é História” - Para esta coleção, “o primeiro autor moderno a criar
uma obra exclusivamente sobre política foi Nicolau Maquiavel, que escreveu O Príncipe em
1513. Nesse livro, o autor afirma que os interesses do Estado estão acima dos interesses dos
indivíduos. Assim, para fazer prevalecer os interesses estatais o governante poderia lançar
mão dos mais variados métodos, inclusive de violência e força contra seus adversários. Na
França, os inúmeros conflitos religiosos envolvendo católicos e protestantes podem ter
influenciado Jean Bodin, no século XVI, e Jacques Bossuet, no século XVII, a afirmar que o
poder do rei deveria ser ilimitado. Segundo esses autores, os monarcas seriam representantes
de Deus na Terra. Esse conjunto de ideais ficou conhecido como Teoria do Direito Divino. O
filósofo inglês Thomas Hobbes tinha outra razões para defender o poder absoluto dos reis.
Para ele, sem uma autoridade absoluta, os indivíduos viveriam na barbárie, destruindo-se uns
aos outros. Assim, as pessoas deveriam renunciar à liberdade individual e concordar por meio
de um contrato social, em viver sob o poder absoluto de um governante que seria responsável
por garantir a paz a toda a sociedade. Essas ideias se espalharam pela Europa e ajudaram a
fortalecer o poder dos reis. Surgiu uma nova forma de governar, conhecida como
absolutismo. Os reis, além de administrar seus reinos, passaram também a criar e a revogar
leis e a exercer a Justiça em seus domínios. Seu poder tornou-os absoluto, limitado apenas
pelas leis divinas e pelos costumes e tradições da época”.
Coleção 15 - “Vontade de Saber História” - Nesta coleção, em seu livro do 8° ano, há
um boxe informativo intitulado “Os teóricos do Absolutismo”. A coleção, neste boxe, nos diz
que “o Absolutismo recebeu apoio e justificativa teórica nos textos de importantes escritores
que defendiam o poder absoluto do soberano”. São citados o italiano “Nicolau Maquiavel”
que “em sua obra O Príncipe publicada em 1532, o autor debateu, entre outros assuntos, as
estratégias que deveriam ser adotadas pelos governantes a fim de manter o domínio sobre um
território já conquistado”; “o francês Jean Bodin” que “defendia a ideia do caráter divino dos
reis, assim como sustentava que a obediência absoluta dos súditos ao rei era uma obrigação
suprema. De acordo com Bodin, o poder do rei não poderia ser limitado pelo parlamento”; “o
inglês Thomas Hobbes” que “afirmava que a autoridade do rei era fruto de um contrato
firmado entre ele e seus súditos. De acordo com Hobbes, esse contrato era estabelecido
quando um grupo de pessoas transferia ao rei o direito de governar e administrar seus
negócios. No caso do Absolutismo, esse poder era concedido ao Estado, representado na
figura do soberano; e, por fim, o “religioso francês Jacques Bossuet” para quem “o poder do
soberano era estabelecido por Deus para melhor governar os seres humanos. Assim, o rei
seria a própria imagem de Deus na Terra, e quem o traísse, trairia a Deus”.

FORMAÇÃO DOS ESTADOS MODERNOS: FRANÇA

A formação dos Estados Modernos é um fenômeno intrinsecamente ligado à


centralização absoluta do poder nas mãos dos reis. Algumas coleções apresentam uma
narrativa sobre formação destes Estados em determinados territórios. Neste tópico, dentre as
quinze coleções analisadas, apenas três delas não possuem uma narrativa sobre este tópico,
são elas: Coleção 7 - “Navegando pela História”, Coleção 9 - “Para entender a História”,
Coleção 11 - “Projeto Araribá”.

Coleção 1 - “História” - Esta coleção relata que “na época moderna, a França
adquiriu uma notoriedade especial por ser o maior exemplo histórico de regime político
absolutista”. Esta coleção produz, no capítulo 11, intitulado “Absolutismo e mercantilismo”
uma análise mais específica do “caso francês durante o reinado de Luís XVI”. Segundo a
coleção, “a consolidação do absolutismo francês foi obra da política desenvolvida por dois
altos membros do clero católico: os cardeais Richelieu e Mazarino. Richelieu governou a
França como primeiro ministro do rei Luís XIII. (pai de Luís XIV), da Dinastia Bourbon. Na
política interna, Richelieu buscou submeter a nobreza e a burguesia ao poder real,
fortalecendo dessa forma a monarquia absoluta. Na política externa, seu objetivo foi
estabelecer a supremacia francesa na Europa, enfraquecendo o poder da Dinastia Habsburgo,
que reinava na Espanha, na Áustria e no Sacro Império. Mazarino completou a obra iniciada
por Richelieu, a quem sucedeu como primeiro-ministro. O cardeal governou a França durante
o período de minoridade de Luís XIV, pois quando seu pai morreu ele tinha apenas cinco
anos. Mazarino deu continuidade ao trabalho de Richelieu tanto na política interna quanto na
externa. Internamente, Mazarino venceu as últimas revoltas de nobres e burgueses,
consolidando o poder absoluto francês. Externamente, derrotou a Dinastia Habsburgo e
transformou a França na primeira potência europeia”. Além destes aspectos, a coleção
ressalta que “iniciada por Richelieu e concluída por Mazarino, a política dos "grandes
cardeais" preparou o caminho para o longo reinado de Luís XIV (1661 - 1715)” e que “o
governo de Luís XIV assinalou apogeu do absolutismo francês. A figura de Luís XIV,
conhecido como rei Sol, transformou-se no símbolo da monarquia absoluta. Luís XIV e o
modelo soberano absoluto: submeteu totalmente a nobreza e a burguesia, tratava seus
ministros como simples funcionário e fiscalizava pessoalmente todos os negócios do Estado.
O rei estabeleceu seu governo e sua corte no Palácio de Versalhes nas vizinhanças de Paris”.

A coleção ressalta que “o cardeal Jacques Bossuet se valeu dos princípios religiosos
da doutrina católica para justificar o absolutismo de direito divino de Luís XIV. Por sua vez,
o ministro Jean-Baptiste Colbert buscou na política mercantilista francesa a sustentação
econômica para o governo do rei Sol. Entretanto, o tesouro francês não conseguia arcar com
o gigantesco orçamento do Estado. A arrecadação não era suficiente para cobrir a
manutenção da luxuosa corte em Versalhes, dos gastos suntuosos da família real e das
despesas com as guerras permanentes no exterior. Apesar das reformas de Colbert, nos
últimos anos do reinado de Luís XIV, a França mergulhou em uma crise econômica de graves
proporções. Com a morte do rei Sol, em 1715, iniciou-se a crise do absolutismo francês. Essa
crise se agravou no reinado de Luís XV, que definiu seu governo com uma célebre frase:
‘Depois de mim, o dilúvio’. A crise do Antigo Regime atingiu o auge com a ascensão ao
trono de Luís XVI. A tomada da Bastilha pela população de Paris e o início da Revolução,
em 1789, assinalaram o fim do absolutismo francês.

Coleção 2 - “História das cavernas” - Esta coleção narra que “foi na França que o
sistema feudal apresentou com mais clareza as características estudadas no capítulo 1: o
poder político descentralizado, servidão em relação de suserania e vassalagem. Durante a
Idade Média, o território da França estava tão fragmentado que alguns nobres eram mais
poderosos que o próprio rei. As disputas com a Inglaterra pelo controle da região de Flandres
e pela sucessão do trono francês (que resultaram na Guerra dos Cem Anos) possibilitaram aos
reis franceses centralizar o poder e unificar o território. Por isso, os reis tiveram de
estabelecer alianças com setores da nobreza e um exército assalariado”, ou seja, partindo
desta centralização, chegou-se ao absolutismo, como fica claro no trecho: “Em alguns
Estados europeus, sobretudo na França, o poder do rei cresceu continuamente. Isso só foi
possível cobrando impostos em todo o território, emitindo uma moeda única e montando uma
burocracia de funcionários administrativos para colocar em práticas as decisões do soberano
em todo o reino. O crescente fortalecimento do poder real, em alguns Estados, como a
França, evoluiu para o regime absolutista. O absolutismo pode ser definido como a grande
concentração de poder nas mãos do rei, que se colocava acima do poder legislativo e do
poder judiciário”.

Coleção 3 – “História vida integrada” - Segundo a coleção, o processo de


centralização do poder francês deu-se com Henrique IV “que reinou entre 1589 e 1610”. A
coleção prossegue narrando que “seu filho XIII nomeou, em 1624, o cardeal Richelieu como
primeiro-ministro. Richelieu, que ocupou o cargo até sua morte, foi o governante de fato da
francês durante esse período. Assim, Luís XIII reinava, mas não governava. Nessa ocasião, o
absolutismo havia praticamente se consolidado no Reino Francês. Seu sucessor, Luís XIV,
governou entre 1643 e 1715. Em seu reinado, o absolutismo francês chegou ao apogeu. O rei
Sol, como Luís XIV ficou conhecido, era considerado o soberano mais poderoso entre os reis
europeus. Tornou-se um modelo para os outros governantes”. Segundo a coleção, “o poder de
Luís XIV evidenciou-se em diversos campos. No plano religioso, pôs fim à tolerância em
relação aos protestantes e expulsou diversos deles. No plano econômico, procurou aumentar a
riqueza e o poder do reino, estimulando a agricultura e a manufatura, desenvolvendo a
marinha mercante e de guerra e incentivando a conquista de novos mercados e colônias. O
principal ministro de Luís XIV era Jean-Baptiste Colbert. Sob suas ordens, estradas,
estaleiros e canais foram construídos, e a instalação de manufaturas foi favorecida. Muitas
ruas de paris foram pavimentadas e iluminadas com lanternas de azeite. Colbert procurou
transformar as colônias - principalmente as da América do norte (atual Canadá) - em
fornecedoras de matérias-primas e consumidoras de produtos franceses. Também se
incumbiu da cobrança de impostos. Luís XIV acabou tornando um dos principais símbolos do
absolutismo, sintetizado na frase a ele atribuída: ‘O Estado sou eu’. Sua corte, formada por
numerosas pessoas que viviam em Versalhes, era a mais luxuosa da época. O absolutismo
francês seria mais tarde chamado de Antigo Regime”. A coleção, por fim, fala sobre Luís
XIV. Segundo a coleção, durante a época de Luís XIV, a França a sociedade francesa
enfrentou diversos problemas.

Coleção 4 - “História em Documento” - Esta coleção, em seu livro do 8° ano, no


capítulo 1, intitulado “o que acontecia no mundo no início do século XVIII?”, nos afirma que
“no século XVIII, em grande parte da Europa a monarquia absolutista era dominante. O rei
francês, , Luís XIV (1643 - 1715), apelidado de Rei Sol, foi um modelo de rei absolutista. O
palácio de Versailles, que ele mandara construir, e o luxo de sua corte foram imitados por reis
de outros países”. Esta coleção ressalta que “Grã-Bretanha e França eram as maiores
potências europeias da época. A Grã-Bretanha entrou no século XVIII sob o governo de uma
monarquia constitucional parlamentar, a única da Europa. A burguesia britânica, legislando
por meio do Parlamento, tomou medidas que incentivaram o crescimento econômico do país.
Já a França começava a sentir os efeitos das dívidas contraídas com as guerras e as despesas
da corte durante o governo de Luís XIV. Seus sucessores, Luís XV e Luís XVI, aumentaram
os impostos, causando grande insatisfação popular. O absolutismo, o mercantilismo, o
sistema colonial e a divisão social baseada em privilégios foram elementos que
caracterizaram o "Antigo Regime", que vigorou na Europa do século XVI ao XVIII”.

Coleção 5 – “História sociedade e cidadania”- Esta coleção narra que “na França, o
primeiro rei a conseguir impor a sua autoridade a todos os grupos sociais foi Filipe Augusto
(1165-1223). Esse rei conquistou feudos imensos casando-se por interesse, comprando terras
dos nobres e usando a força de um exército profissional assalariado para fortalecer o poder
real. Luís, IX também contribuiu para a centralização do poder na França, ordenado que a
real fosse aceita em todo o território e permitindo que todo aquele que fosse condenado pelos
tributos dos senhores feudais recorresse a um tribunal do rei. Felipe IV, o Belo, deu
continuidade à centralização política exigindo que o clero também pagasse impostos. Como o
papa se opôs a essa decisão, Filipe convocou os Estados Gerais, isto é, uma assembleia
formada por representantes da nobreza, do clero e da burguesia. Outro fator de fortalecimento
do poder real na Europa foi a Guerra dos Cem Anos; conflito armado entre França e a
Inglaterra que, na verdade, durou 116 anos. Os principais motivos dessa longa guerra foram:
a disputa pela rica região de Flandres e o interesse do rei da Inglaterra em se tornar também
rei da França”. Após narrar os fatores que fortaleceram o poder real na França, a coleção se
remete a “Luís XIV” que “exigia de seus súditos total obediência e lealdade e ocupava-se de
pessoalmente dos assuntos ligados ao governo. Enfim, agia de acordo com a frase atribuída a
ele: ‘O Estado sou eu’. Durante seu longo reinado (54 anos), Luís XIV usou o exército para
impor sua autoridade, mas procurou também atender os interesses de setores da nobreza e da
burguesia. Para atrair a nobreza, adotou a política de ‘distribuição de favores’: distribuía
pessoalmente, presentes e empregos bem remunerados a condes, duques e barões. E, na sua
corte, no Palácio de Versalhes, sua residência oficial, abrigava e sustentava milhares de
outros nobres. Para obter apoio da burguesia, favoreceu-a por meio de seu ministro Jean B.
Colbert incentivando as exportações, concedendo prêmios em dinheiro e ajuda financeira a
manufaturas francesas e isentando-as de impostos”.

Coleção 6 - “História Temática”, Esta coleção narra que “a história da formação do


Estado moderno na França inicia-se na Idade Média, ainda no século VIII, quando o
imperador Carlos Magno deu início ao Império Carolíngio. Com o fim da dinastia carolíngia,
no século X, subiu ao trono Hugo Capeto, dando início ao reinado da dinastia capetíngia. A
partir de 1180, o rei capetíngio Filipe Augusto criou o primeiro imposto que alcançava todo o
território sob seu domínio e formou um exército único para defender esse território. Toda a
nobreza foi submetidas a esse rei, e todos os senhores feudais foram obrigados a prestar-lhe
juramento. Entre 1215 e 1314, quando Filipe IV foi coroado rei da França, convocou-se pela
primeira vez o que ficou conhecido como Estados gerais, ou seja, a reunião de representantes
de diversos grupos e regiões do reino. A consolidação desse Estado só foi possível após a
vitória francesa na Guerra dos Cem Anos, que ocorreu entre 1337 e 1453. Com a expulsão
dos ingleses do território francês, a autoridade do rei se fortaleceu apoiada pelos
comerciantes. Em 1515, com a ascensão da família Valois ao poder, pode-se afirmar que a
França tinha o caráter de um Estado moderno com o poder plenamente centralizado nas mãos
do rei Francisco I”.

Coleção 7 - “Navegando pela História” - Esta coleção destaca que “no século XVI,
Portugal, Espanha, França e Inglaterra passaram pelo processo de formação do Estado
moderno, caracterizado pela centralização do poder político, pelo aperfeiçoamento da
monarquia e pela definição”. Apesar dessa coleção não se deter especificamente no caso
francês, durante a narrativa, ela faz pequenas menções. São elas: “A fim de manter bom
relacionamento com o clero e de contar com sua influência sobre a população, diferentes reis,
sobretudo de Portugal, Espanha e França, mantiveram a administração da Igreja sobre as
terras que já lhe pertenciam”; “a França foi o país europeu que mais utilizou da teoria do
direito divino para manter o absolutismo monárquico”; por fim, há, em uma informação
paralela ao texto, em uma descrição de uma imagem, uma menção ao rei Luís XIV, “que
governou a frança entre 1661 e 1715”.

Coleção 8 - “Novo História”, afirma que “no início do século XVII, nobreza, clero e
alta burguesia disputavam o controle político. Nesse período, a França era governada pelo rei
Luís XIII, que nomeou para ser seu principal ministro o cardeal Richelieu. Richelieu
procurou fiscalizar de perto as províncias, diminuindo os privilégios da nobreza local e
reforçando a centralização do poder. Com a morte de Luís XIII, em 1643, a coroa passou para
seu filho Luís XIV. Como ele ainda era criança, a regência foi exercida inicialmente por sua
mãe, a rainha Ana da Áustria. Ela era auxiliada por um ministro pertencente ao alto clero, o
cardeal Mazzarino. Para ampliar os recursos da Coroa, o ministro determinou o aumento dos
impostos, o que provocou rebeliões da nobreza e da burguesia. Essas rebeliões, conhecidas
como frondas, questionavam a centralização do poder. Com a morte de Mazzarino, em 1661,
Luís XIV assumiu o controle efetivo do reino. Em seu governo, que durou até 1715, todo o
poder foi reservado ao rei, que passou a exercer uma autoridade absoluta. Durante seu
reinado, Luís XIV promoveu a ampliação do território da França e procurou desenvolver a
economia do país. Para atingir este objetivo, atraiu para seu governo grandes burgueses que
ficaram responsáveis pelo desenvolvimento do comércio, pelo controle dos gastos e pela
cobrança de impostos. Em seu governo, teve destaque a atuação do ministro Jean-Baptiste
Colbert. Esse ministro procurou estabelecer uma balança comercial favorável ao país, isto é,
um volume de exportações maior que o de importações. Para alcançar este objetivo, Colbert
concedeu aos burgueses benefícios que favoreceram o aumento da produção e elevou as taxas
dos produtos importados. Também incentivou a construção de navios, visando controlar o
comércio marítimo.A expansão territorial e o desenvolvimento econômico contribuíram para
consolidar a monarquia absolutista na França. Também teve papel importante na afirmação
do absolutismo o apoio dos grandes nobres, que Luís XIV procurou manter junto de si.Para
demonstrar seu poder, Luís XIV mandou construir um palácio em Versalhes, para o qual
transferiu toda a Corte em 1670”. Ou seja, “tudo girava em torno do soberano, que se tornou
conhecido como Rei Sol”.

Coleção 10 - “Para Viver Juntos” - Esta coleção narra que “durante a guerra dos Cem
anos (1337 - 1453), uma parte da nobreza feudal francesa se uniu ao rei contra os invasores
ingleses. A vitória da França fortaleceu ainda mais essa união, ampliando o poder real. Dois
monarcas destacaram-se no início da implantação do absolutismo na França: Francisco I, que
reinou de 1515 a 1547, e seu filho Henrique II, rei de 1547 a 1559”. Esta coleção narra que
Francisco I conseguiu limitar a influência política da Igreja católica na França sem aderir ao
protestantismo. Sua estratégia foi obter do papa, em 1516, o poder de nomear bispos e outras
autoridades eclesiásticas, crando, na prática, uma Igreja nacional sob seu controle”. A
coleção nos diz que a nobreza francesa foi convencida a unir-se ao rei na luta contra os
inimigos externos e internos. No exterior, Francisco I combateu os poderosos reis Habsburgo
que, dominando a Alemanha, Espanha e Flandres, ameaçavam o reino francês por todos os
lados. Na França, perseguiu os huguenotes, como eram chamados os protestantes franceses.
Para sustentar as guerras, a Coroa aumentou a arrecadação de impostos. Os recursos vieram
do estímulo ao comércio, à manufatura e à exportação da América por navegadores e
negociantes franceses”. A coleção nos narra que “Henrique II continuou a política
centralizadora e guerreira de seu pai, ampliando a lutar contra os protestantes”. A coleção
afirma que “os sucessores de Henrique II permitiram que os católicos continuassem as
perseguições e com os massacres contra os huguenotes”. A coleção dá destaque para o
“Massacre de São Bartolomeu”. Segundo a coleção, graças a estes conflitos religiosos, a
economia da França estava tumultuada e, por conta desses conflitos, “muitos burgueses
protestantes deixaram o país para viver no exterior”. Segundo a coleção, “a partir de 1586, os
huguenotes, a Liga Católica, radicais ligados aos espanhóis e o rei enfrentaram-se em uma
guerra aberta. A derrota da Liga Católica, em 1598, e a conciliação entre a Coroa e os
huguenotes permitiram que o poder real se consolidasse na França.”.

A coleção acrescenta que “Henrique de Navarra, membro da família Bourbon, era um


huguenote que se converteu ao catolicismo por conveniências políticas e foi coroado rei da
França, em 1594, com o nome de Henrique IV. Ele conseguiu ampliar o poder real ao
derrotar a Liga Católica e pacificar o país por meio do Edito de Nantes, de 1598, que garantiu
a liberdade religiosa aos protestantes. Apesar disso, em 1610, Henrique IV foi assassinado
por um fanático católico. Luís XII, seu filho, nomeou para o governo o cardeal Richelieu,
que adotou a política da razão de Estado. Essa política defendia que as necessidades do
Estado e do rei eram superiores à moral e aos princípios dos homens. Richelieu, hostil aos
huguenotes, aliou-se aos protestantes alemães na luta contra os Habsburgo”.

Esta coleção narra que “O auge do absolutismo na França e na Europa aconteceu de


1643 a 1715 no reinado de Luís XIV, filho de Luís XIII. Adepto a teoria do direito divino,
Luís XIV, construiu ao longo de sua vida uma imagem sobre-humana, o que dava à pessoa do
rei uma aura de santidade e o colocava acima dos outros homens, mesmo dos nobres. Era por
isso chamado de Rei-Sol, o astro-rei que ilumina o mundo. Luís XIV ordenou que se fizesse
um enorme palácio nas proximidades de Paris, em Versalhes, onde viveria cercado pela mais
alta nobreza francesa”. Segundo a coleção, “em Versalhes, cada momento da vida do rei era
motivo para um ritual. Os nobres esqueciam suas ambições de poder para disputar um lugar
nesses rituais”. Porém, a coleção salienta que “essa não era a única maneira que o monarca
encontrou para conquistar o apoio da nobreza: muito dinheiro também era distribuído em
forma de pensões, presentes e empréstimos”.

Por fim, a coleção afirma que “nem só de rituais de Corte viveu o Rei Sol. Como seus
antecessores, ele armou um exército poderoso e envolveu-se em muitas guerras,
transformando a França em uma potência militar. Para pagar despesas tão grandes, Luís XIV
investiu no desenvolvimento da manufatura e do comércio. Com isso, a França tornou-se
produtora e exportadora de artigos de luxo”.

Coleção 12 – “Projeto Radix” - Segundo esta coleção, “o caso mais conhecido de


regime absolutista foi o francês. Suas características tornaram-se conhecidas e inspiraram
soberanos de outras regiões do continente”. Segundo a coleção, “a Dinastia Capetíngia foi
responsável pelo início da centralização política na França, a partir do século X. Mas forma
as medidas tomadas pelos monarcas da família Valois, após a Guerra dos Cem Anos (1337 -
1453), que aceleraram o fortalecimento do poder centralizado. Em 1589, essa dinastia foi
substituída pelos Bourbon. O primeiro rei dessa dinastia foi Henrique IV (1589 - 1610). Ele
buscou melhorar a situação econômica francesa e contou com o duque de Sully para
reorganizar a administração financeira. Durante seu governo teve início a colonização do
Canadá, com a fundação de uma colônia, com sede em Québec, denominada Nova França.
Henrique esforçou-se para acabar com a intolerância religiosa, mas acabou assassinado por
um católico, em 1610. Em seu lugar assumiu Luís, filho do segundo casamento de Henrique
IV com Maria de Médici, tornando-se Luís XIII”. Segundo a coleção, “a figura mais forte do
governo de Luís XIII foi o primeiro-ministro, o cardeal Richelieu. Sua política tinha como
principal objetivo estabelecer a autoridade suprema do rei e ampliar as atividades produtivas
e comerciais, além de conquistar o predomínio francês sobre os demais Estados europeus. A
imposição do poder real e das elevadas taxas e tributos desagradou a alta nobreza e os
burgueses protestantes, que tentaram tirar Richelieu do poder. Mas este era apoiado pelas
tropas reais e pôde combater duramente a reação dos burgueses protestantes e dos nobres à
sua política. Nesse período, a França teve de enfrentar a expansão do Sacro Império Romano
Germânico, governado pela Dinastia dos Habsburgos. Desde o início do século XVI, essa
dinastia ampliava gradualmente seus poderes além das regiões ao norte da Europa. Os
Habsburgo possuíam domínios da Europa à Ásia e na América. Era um enorme poderio
ameaçando as ambições expansionistas da França. Interessava a Richelieu interromper a
crescente expansão desse Império e impedir os Habsburgo de invadir o território francês. O
primeiro ministro foi hábil em sua política externa de apoiar os movimentos que se opunham
ao domínio dos Habsburgo. A França ajudou a combater os Habsburgo na revolta na
Holanda, na Restauração portuguesa e na Guerra dos Trinta Anos. Quando esse conflito
terminou Richelieu havia estendido seu domínio sobre ricos territórios tomados ao Sacro
Império e firmara a posição francesa de potência continental europeia”.

Esta coleção narra que, “sob Luís XIV (1643 - 1715), a França conheceu a plenitude
do absolutismo. O futuro rei tinha apenas cinco anos de idade quando seu pai, Luís XIII,
morreu. Por isso, o poder foi, inicialmente, exercido por seu ministro, o cardeal Mazarino.
Este ajudou a sufocar várias revoltas (as frondas) de membros da nobreza, descontentes com
sua perda de poder e crescente centralização. Com a morte do ministro Mazarino, em 1661, o
Luís XIV surpreendeu a Corte francesa ao se recusar a indicar outro nome para o ministério.
O rei escolheu apenas o responsável pelas finanças do Estado, conselheiro Jean Baptiste
Colbert, que daria ênfase à indústria, ao comércio e ao mercantilismo. A partir de então, Luís
XIV assumiu efetivamente o poder na França. Dedicou-se por completo à função de
governante e dirigiu pessoalmente toda a política interna e externa. Instituiu um exército
monárquico permanente, submetido a uma rígida disciplina e formado por voluntários e
pessoas recrutadas à força. O monarca alimentou o culto à sua imagem e escolheu o Sol como
emblema oficial: o astro ao redor do qual todos orbitam. Chamado de ‘Rei Sol’, é atribuída à
ele a frase ‘O Estado sou eu’, que sintetiza sua postura como representante do apogeu do
poder absolutista em toda a Europa. Seguindo as ideias de Bossuet, e reforçando as tradições
do poder sagrado dos reis, Luís XIV apoiava-se na concepção absolutista de que a França
deveria ter ‘um rei, uma lei e uma fé’. Como seguia a religião católica, aos poucos limitou as
liberdades concedidas aos protestantes até finalmente revogar o Edito de Nantes, em 1685.
Esse ato restabeleceu os antigos conflitos entre a Monarquia e os huguenotes, representantes
da burguesia, que voltaram a ser perseguidos. Mais de 150 mil pessoas deixaram a França,
entre funcionários do governo, soldados e burgueses, para se instalarem nos países vizinhos.
Isso abalou a economia francesa e resultou numa crise que levou a severas críticas ao regime
absolutista. No plano externo, Luís XIV envolveu a nação em diversas guerras com o
objetivo de garantir os domínios assegurados por seus antecessores. Sua atuação trouxe
poucos frutos e abalou as finanças da França, o que intensificou ainda mais o
descontentamento e a oposição ao regime. O século XVII na França foi um período em que
as atividades artísticas e culturais tiveram grandes avanços. Parte da efervescência cultural
experimentada deve-se à preocupação de escritores, filósofos e artistas competirem pela
atenção do rei. Com dinheiro do Estado, Luís XIV instituía pensões para escritores e criava
academias para diversas atividades: arquitetura, pintura, ciências e etc. Das principais obras
desse período, entretanto, muitas não representavam os interesses da Coroa, fazendo críticas a
ela”.

Por fim, a coleção nos diz que “o sucessor do Rei Sol, seu neto Luís XV, realizou
uma administração que acentuou as dificuldades econômicas da população francesa em razão
dos enormes gastos com a corte de Versalhes e os conflitos internacionais. Dentre estes,
destaca-se a Guerra dos Sete Anos, a partir de 1756, contra a Inglaterra. Com a derrota, a
França perdeu grande parte de suas colônias, como a região correspondente hoje ao Canadá.
Com Luís XVI, as dificuldades internas multiplicaram-se e a oposição ao rei intensificou-se,
resultando na Revolução Francesa de 1789, que levou o monarca à guilhotina e instalou a
República”.

Coleção 13 – “Saber e fazer história” - Esta coleção nos narra que “características
absolutistas podiam ser identificadas na monarquia francesa desde o século XVI, época em
que reis como Francisco I (1515 - 1547) e Henrique IV (1589 - 1610) centralizaram o poder
político e tomaram medidas mercantilistas para promover a expansão da economia francesa.
Esse processo teve continuidade nos séculos XVII e XVIII, nos governos dos reis Luís XIII
(1610 - 1643) e Luís XIV (1651 - 1715). Outros monarcas absolutistas europeus adotaram
algumas das práticas deste último e, por isso, o reinado de Luís XIV é considerado o caso de
modelo de absolutismo monárquico”. A coleção acrescenta que “o Sol foi o símbolo adotado
por Luís XIV, querendo dizer que a ‘luz’ da França irradiava do rei - por isso, ele foi
chamado de Rei-Sol. Atribuiu-se a essa monarca uma frase usada para tentar definir o
absolutismo monárquico: ‘L'État c'est moi’ - em português, ‘O Estado sou eu’”. Por fim, a
coleção ressalta que “Luís XIV escreveu as seguintes palavras, nas memórias que deixou para
instrução de seu filho (Luís XV): Todo poder, toda autoridade estão nas mãos do rei e não
pode haver outra no reino que aquela por ele estabelecida (...). Sua vontade [de Deus] é que
todo aquele que nasceu súdito obedeça sem discernimento. (...) É somente à cabeça que
compete deliberar e resolver, e todas as funções dos outros membros consiste apenas na
execução das ordens que lhes são dadas”.

Coleção 14 – “Tudo é História” - Segundo esta coleção, “na França, o absolutismo


começou durante o reinado de Francisco I, que governo de 1515 a 1547. O fim das guerras
entre católicos e protestantes, na segunda metade do século XVI, contribuiu para o
fortalecimento do poder real. Henrique IV, por exemplo, que reinou entre 1589 e 1610,
acentuou a centralização do poder em torno do monarca, ao deixar de convocar os Estados
Gerais - assembleia formada por representantes do clero, da nobreza e da burguesia francesa.
Seu sucessor, Luís XIII, também centralizou o poder, mas foi no reinado de Luís XIV (1643 -
1715) que o absolutismo chegou ao apogeu na França. Autor da frase "O Estado sou eu", Luís
XIV considerava-se rei por direito divino. Assim, proibiu as comunas de escolher seus
governantes e enfraqueceu o poder do Conselho Real, órgão encarregado de tomar decisões
em conjunto com o monarca. Além disso, envolveu a França em vários conflitos contra
outros países. Foi Luís XIV quem ordenou a construção do luxuoso Palácio de Versalhes, nos
arredores de Paris. Em 1682, mudou-se para lá com toda a Corte, formada por cerca de 6 mil
pessoas. O sucesso de Luís XIV foi seu bisneto, coroado rei da França aos 5 anos, após a
morte do bisavô. Até que o rei atingisse a maioridade, o trono francês foi ocupado por
regentes. A partir de 1743, Luís XV passou a governar sem primeiro-ministro, acentuando o
caráter absolutista de seu reinado. Envolveu o país em diversas guerras, entre elas a Guerra
dos Sete Anos (1756 - 1763), na qual a França perdeu para a Inglaterra várias de suas
colônias”.

Coleção 15 - “Vontade de saber história”- Esta coleção traz o tema do absolutismo


em dois livros, no de 7° e no 8° ano.

Em sua narrativa sobre o absolutismo, no livro do 7° ano, no capítulo 9 intitulado “A


Europa moderna: reformas religiosas e Absolutismo”, a coleção afirma que “a França foi o
Estado europeu que mais adotou práticas absolutistas. O período mais característico do
Absolutismo francês aconteceu durante o reinado de Luís XIV, o "Rei-Sol", entre 1661,
quando assumiu efetivamente o governo e 1715 ano de sua morte. Uma de suas primeiras
ações foi demitir funcionários e ministros de origem nobre, substituindo-os por homens de
origem burguesa, interessados em dinamizar a indústria e o comércio franceses. Como
objetivo de deixar o comércio mais ágil, priorizou a construção de portos e estradas, investiu
na implantação de fábricas de seda, de lã e de artigos de luxo, bem como de armas. Como
mecenas, Luís XIV teve grande destaque. Comprou fábricas de tapeçaria e móveis, estimulou
o trabalho de escritores e compositores, reformou o Louvre e construiu o Palácio de
Versalhes, símbolo do absolutismo francês”. Porém, a coleção menciona que, “para relizar
todas essas obras e manter o grande luxo em que vivia a Corte, Luís XIV aumentou
consideravelmente a tributação, causando enorme insatisfação entre os seus súditos”.

Já na coleção do 8° ano, no capítulo 2 intitulado “O Antigo Regime”, a coleção nos


narra que “No século XVIII, os comerciantes franceses se sentiam prejudicados com o
controle do rei sobre a economia e o comércio da Nação. Nesse período, começaram a surgir
as primeiras indústrias na França e, assim, como os comerciantes, os industriais também
estavam insatisfeitos com as práticas mercantilistas do Estado, pois elas dificultavam o
desenvolvimento industrial. Apesar disso, os comerciantes e industriais franceses
enriqueciam cada vez mais e reivindicavam maior participação nas decisões políticas. A
nobreza, por sua vez, vivia à custa dos impostos pagos pelos membros do terceiro estado,
recebendo pensões e outros favores. Esses nobres recusavam-se a colaborar com qualquer
reforma administrativa ou fiscal que limitasse seus privilégios, e por isso eles impediam a
aprovação de leis que estendessem o pagamento de impostos a todos os reinos”. Esta coleção
faz, em boxes informativos, menções ao rei Luís XIV e ao Iluminismo.

FORMAÇÃO DOS ESTADOS MODERNOS: INGLATERRA

A formação dos Estados Modernos é um fenômeno intrinsecamente ligado à centralização


absoluta do poder nas mãos dos reis. Algumas coleções apresentam uma narrativa sobre
formação destes Estados em determinados territórios. Neste tópico, as coleções que se
remetem ao processo Inglês, são:

Coleção 1 - “História” - Esta coleção, no capítulo 15, intitulado “As revoluções


inglesas”, nos apresenta a narrativa sobre o absolutismo inglês. Segundo a coleção, “na
Inglaterra, mesmo no apogeu do absolutismo, existia um parlamento. O parlamento inglês era
uma assembleia formada por duas câmaras: a dos Lordes e a dos Comuns. Na câmara dos
Lordes estavam os representantes da alta nobreza e do clero. Na Câmara dos Comuns,
ficavam os representantes da pequena nobreza e da burguesia urbana. Ainda assim, o poder
estava concentrado inteiramente no monarca. Por isso, como o rei convivia com o
Parlamento, o absolutismo inglês foi denominado “absolutismo disfarçado”.

Coleção 2 - “História das cavernas” - Segundo essa coleção, “em Portugal, na


Inglaterra e na França, por exemplo, o Estado nacional se formou ainda na Baixa Idade
Média”. A coleção nos informa que “antes de se tornarem uma monarquia centralizada, as
Ilhas Britânicas eram formadas por quatro reinos. A centralização ocorreu no século XII, com
o rei Henrique II. Seu sucessor, Ricardo Coração de Leão, passou a maior parte de seu
reinado lutando nas Cruzadas ou combatendo os franceses. A ausência do rei e os altos custos
da guerra, provocaram um sentimento de insatisfação entre os nobres. Pressionado, o rei teve
que assinar a Magna Carta, de 1215, que limitava os poderes do monarca. A monarquia
constitucional, regime de governo em vigor hoje na Inglaterra, teve sua origem na Magna
Carta”.

Coleção 3 - “História e Vida Integrada” - Esta coleção afirma que “o absolutismo


inglês somente teve início após a Guerra das Duas Rosas (1455 -1485), uma luta entre duas
famílias da nobreza - os Lancaster e os York -, apoiadas por grupos rivais. A guerra terminou
com o casamento de Henrique de Lancaster com Isabel de York, dando origem à dinastia
Tudor. O novo monarca, apoiado pela burguesia, subiu ao trono com o nome de Henrique
VII”. A coleção nos informa que o segundo filho de Henrique VII - Henrique VIII, “assumiu
o trono inglês e, com o apoio da burguesia, governou até 1547 e conseguiu impor autoridade
aos nobres”. Segundo a coleção, Henrique VIII casou-se várias vezes - “seis vezes ao todo” -
buscando um herdeiro do sexo masculino, porém, não obtinha sucesso. A coleção ressalta que
“o único herdeiro homem que chegou ao trono, imediatamente após sua morte, foi Eduardo
VI, em 1547. Mas este também morreu jovem, de tuberculose, aos 15 anos de idade, em
1553”. Por conta disso, “as irmãs de Eduardo lutaram pela Coroa inglesa. A primeira a
governar foi Maria I”. Segundo a coleção, “Maria I era católica e seu governo foi uma
tentativa de restabelecer o catolicismo na Inglaterra. Assim perseguiu os protestantes com
brutal violência, o que lhe valeu o apelido de Blood Mary. Sua irmã, Elizabeth I, filha do
segundo casamento de Henrique VIII com Ana Bolena, assumiu o trono, logo após a morte
de Maria I, em 1558”. Segundo a coleção, “a rainha Elizabeth I, que reinou até 1603,
fortaleceu ainda mais a autoridade real. Diferentemente da irmã, Elizabeth era anglicana e
consolidou o poder dessa religião na Inglaterra. Para isso, puritanos e católicos foram
perseguidos”. A coleção destaca que “em seu governo, o absolutismo inglês atingiu seu auge.
Elizabeth iniciou o processo que transformou a Inglaterra numa potência marítima. Mesmo
com o Parlamento inglês, governou como se não houvesse oposição”. Por fim, a coleção nos
diz que “Elizabeth morreu sem deixar herdeiros e, por isso, subiu ao trono Jaime I. Durante
seu reinado, de 1603 a 1625, Jaime continuou a perseguição aos adeptos do puritanismo e do
catolicismo, muitos dos quais acabaram emigrando para a América do Norte”.

A coleção propõe, no mesmo capítulo, uma narrativa sobre “as revoluções inglesas do
século XVII”. A coleção narra que “Carlos I, filho e sucessor de Jaime I, assumiu o trono
inglês em 1625. Governou de forma absolutista e intensificou as perseguições religiosas”. A
coleção ressalta que “em 1640, as divergências entre Carlos e setores da aristocracia e da
gentry”promoveram“uma série de revoltas”. “Para tentar contornar a crise, Carlos I convocou
o parlamento, que ele mesmo havia dissolvido em 1629. Dominada pela gentry, a Câmara dos
Comuns impôs ao soberano diversas medidas que restringiam sua autoridade”. “A partir de
1642, os conflitos entre o Parlamento e o rei aumentaram, dando origem a uma guerra civil: a
Revolução Puritana. Liderados pelo puritano Oliver Cromwell, os revolucionários derrotaram
e, em 1649, decapitaram o rei Carlos I. Era a primeira vez que isso ocorria na Europa. Teve
início o período republicano e na Inglaterra, que durou até 1660. Cromwell assumiu o poder e
governou de 1649 a 1658. Em 1653, Cromwell recebeu o título de Lorde Protetor e passou a
governar de forma absoluta. Antes, em 1651, lançou o Ato de Navegação, decreto pelo qual a
entrada de todas as mercadorias da Inglaterra deveria ser feita em navios pertencentes a
ingleses ou a cidadãos de colônias inglesas, com no mínimo a metade da tripulação formada
por ingleses. O objetivo dessa lei era enfraquecer o sistema marítimo holandês, que, na época,
dominava o transporte de mercadorias na Europa. Com essa medida, a Inglaterra ampliou o
processo que a transformaria na maior potência marítima do mundo. Com a morte de
Cromwell, em 1658, seu filho e sucesso Richard assumiu o poder, mas não conseguiu manter
o país unido e foi forçado a renunciar ao cargo em favor dos chefes militares. Sua renúncia e
as disputas entre os militares levaram à convocação do Parlamento, que, em 1660,
restabeleceu o poder real. Com isso, a Inglaterra teve mais dois soberanos de tendência
absolutista: os irmãos Carlos II, que reinou de 1660 a 1685, e Jaime II, de 1685 a 1688. Além
do perfil absolutista, Jaime II era católico declarado e seria substituído no trono pelo filho que
tivera com sua segunda esposa, também católica. Com a primeira esposa, que era protestante,
Jaime II tiver duas filhas. O Parlamento, temendo a volta do catolicismo e do absolutismo,
uniu-se ao príncipe holandês Guilherme de Orange, casado com Maria Stuart, filha mais
velha (e protestante) de Jaime II. Além disso, o Parlamento incentivou Guilherme de Orange
a invadir a Inglaterra e depor o rei, ‘a fim de restabelecer a liberdade e proteger a religião
protestante’. Em novembro de 1688, Guilherme desembarcou na Inglaterra com um exército
de 14 mil homens e marchou sobre Londres, que foi ocupada praticamente sem violência.
Jaime II fugiu para a França e Guilherme foi coroado rei com o nome de Guilherme III. Esse
foi um processo de restauração da monarquia na Inglaterra. O novo rei, contudo, não
governaria sem nenhum controle. Ao ser coroado, Guilherme III teve de jurar a Declaração
de Direitos, que assegurava ao Parlamento o direito de aprovar ou rejeitar impostos, garantia
a liberdade individual, a propriedade privada e estabelecia também o princípio da divisão de
poderes”. Segundo a coleção “os processos vistos até aqui podem ser interpretados como uma
conquista pública da burguesia inglesa. Isso porque a burguesia, pouco a pouco, passou a
definir os rumos do desenvolvimento econômico da Inglaterra. para muitos historiadores, os
conflitos ingleses do século XVII constituíram a primeira de uma série de revoluções
burguesas que culminaram, em 1789, com a Revolução Francesa. Esses movimentos poriam
um fim, em grande parte da Europa, ao poder absoluto dos reis”.

Coleção 4 - “História em documento” - Segundo esta coleção, “no século XVII,


enquanto a monarquia absolutista consolidava-se na maior parte dos países europeus, na
Inglaterra o Absolutismo enfrentava obstáculos”. A coleção nos diz que “as medidas
absolutistas dos reis Jacques I (1603 - 1625) e de seu sucessor Carlos I (1625 - 1649)
provocaram a oposição de nobres e burgueses que compunham o Parlamento. A insatisfação
dos parlamentares cresceu e transformou-se em conflito aberto com apoio popular. Iniciou-se
uma guerra civil (1642 - 1649), que levou o rei Carlos I à prisão e condenação à morte. Oliver
Cromwell, um membro do parlamento, assumiu o poder e proclamou a República, a primeira
(e, até hoje, única) da história inglesa. A República de Cromwell (1649 - 1658) foi, na
verdade, uma ditadura pessoal. Assumindo o título de ‘lorde protetor da Inglaterra’,
Cromwell reformou as leis, protegeu e ampliou o comércio e o império colonial inglês. Suas
leis conhecidas como os Atos de Navegação (1651) fortaleceram ainda mais a economia
inglesa ao determinarem que mercadorias negociadas com a Inglaterra só poderiam ser
transportadas em navios ingleses e com no mínimo, a metade da tripulação formada por
ingleses. Após a morte de Cromwell, o país voltou, mas por pouco tempo, ao regime
absolutista. Em 1688, ocorreu uma nova rebelião dos parlamentares contra o rei: a Revolução
Gloriosa. O rei absolutista Jaime II foi deposto e, no seu lugar, assumiu Guilherme III. O
novo rei jurou obedecer a Declaração de Direitos, vigente na Inglaterra até hoje. A
Declaração de Direitos (1689) limitou o poder real, assegurou ao Parlamento o direito de
aprovar ou rejeitar impostos, garantiu a liberdade de imprensa e a liberdade individual e
confirmou o Anglicanismo como religião oficial do país. A Revolução Gloriosa foi inspirada
nas teorias políticas de John Locke, que criticava o Absolutismo e exaltava a liberdade
individual, a tolerância religiosa e a defesa da propriedade privada. A consolidação da
monarquia parlamentar fortaleceu a burguesia inglesa permitindo-lhe participar das decisões
políticas e ter seus interesses atendidos”.

Coleção 5 - “História sociedade e cidadania” - Narra que “no século XI, Guilherme, o
Conquistador, duque da Normandia (região norte da França), conquistou a Inglaterra e
tornou-se seu primeiro rei, com o título de Guilherme I. Durante seu reinado, ele exigiu que
toda a nobreza lhe jurasse fidelidade, proibiu as guerras particulares entre os nobres e
nomeou funcionários reais para administrar os condados. Com a morte de Guilherme, o trono
da Inglaterra foi herdado por Henrique II, que deu continuidade à centralização do poder,
exigindo que todas as questões fossem julgadas por tribunais reais, e não pelos da nobreza.
Seu sucessor, Ricardo Coração de Leão, passou a maior parte do tempo fora do país lutando
nas cruzadas ou disputando com o rei da França, fatos que enfraqueceram a autoridade real.
O rei João Sem-Terra, irmão e sucessor de Ricardo, autorizou sucessivos aumentos de
impostos para cobrir gastos militares. Os nobres (barões e condes) reagiram a isso e
obrigaram João Sem-Terra a assinar a Magna Carta (1215). A nobreza promoveu uma
violenta revolta contra a cobrança de novos impostos a demanda por Henrique III, filho e
sucessor de João Sem-Terra. O rei foi obrigado a negociar com os rebeldes; por sua
participação na revolta, a burguesia ganhou o direito de fazer parte do Grande Conselho, que,
em 1265, passou a ser chamado Parlamento”.

Coleção 6 - “História Temática” - Segundo esta coleção “A Inglaterra também se


transformou em um Estado moderno após uma guerra em que as famílias nobres Lancaster e
York disputaram o poder. Em 1485, quando terminou a Guerra das Duas Rosas, a família
Tudor, aliadas aos York, ascendeu ao poder com Henrique VII. Com ele, iniciou-se o
absolutismo na Inglaterra”.

Coleção 7 “Navegando pela História” - Esta coleção, em seu livro do 8° ano, no


capítulo 4, intitulado “Por que ocorreram as Revoluções Inglesas do século XVII?”, nos
afirma que “assim como outras nações europeias da Idade Moderna, a Inglaterra adotava o
absolutismo monárquico - seus reis controlavam a economia do país e a exploração colonial,
comandavam o exército, decidiam a participação em guerras ou a assinatura de tratados de
paz. Além disso, desde 1534, quando Henrique VIII criou a religião anglicana, os monarcas
ingleses passaram a ser chefes religiosos, ampliando ainda mais seu poder. No entanto, os
monarcas ingleses não concentravam totalmente os poderes como era típico dos governos
absolutistas; isso porque a Inglaterra naquela época já obtinha grandes lucros com o comércio
marítimo, fazendo com que os burgueses assumissem crescente importância na vida
econômica do reino. Diante da necessidade de estabelecer uma aliança com a burguesia, em
1215 (ainda na Idade Média, quando o poder político era descentralizado e a autoridade do rei
era pequena), foram criadas a Magna Carta e o Parlamento. A Magna Carta era uma
Constituição que estabelecia funções do monarca, que, por sua vez, deveria acatá-las. O
Parlamento era uma assembleia primeiramente formada por membros do clero e da nobreza e,
depois, também pela burguesia, com a principal função de criar impostos e elaborar leis. Os
reis da dinastia Tudor, que governaram a Inglaterra entre 1485 e 1603, impuseram o
absolutismo no país e souberam conciliar seus interesses com os do Parlamento; eles
pretendiam continuar governando, mas se mostravam dispostos a ceder espaço de poder à
burguesia que, com seus negócios, enriquecia o país”. Segundo a coleção, “A rainha
Elizabeth I, sucessora de Henrique VII (ambos da família Tudor), foi a principal monarca
absolutista inglesa. Durante seu governo, entre 1558 e 1603, fortaleceu o anglicanismo e
estimulou o crescimento econômico por meio das manufaturas têxteis, das atividades
comerciais e agrícolas e dos ataques às embarcações espanholas que transportavam metais
preciosos”.

Segundo a coleção, “Elizabeth I permitiu os cercamentos - processo no qual as terras


do Estado, até então cultivadas coletivamente por camponeses, foram cercadas e
transformadas em propriedades privadas de nobres e burgueses. Interessados em obter lucros
com a venda de lã para manufaturas têxteis, os novos donos dessas terras utilizaram-nas para
a criação de ovelhas, atividade que exigia menos trabalhadores do que a agricultura. Dessa
forma, os cercamentos provocaram o desemprego no campo, e como consequência, o êxodo
rural. A longa permanência dos Tudor no poder chegou ao fim com a morte de Elizabeth I,
que não tinha herdeiros. O sucessor foi seu primo, o escocês Jaime Stuart, que já era rei da
Escócia e acumulou o trono da Inglaterra, recebendo o título de Jaime I”.

Coleção 8 - “Novo História”, afirma que “na Inglaterra, no início do século XVII, o
poder estava concentrado nas mãos do rei. Ele tinha poderes vitalícios, isto é, governava
durante toda a sua vida. Quando morria, a autoridade suprema passava para seu filho
primogênito. Contudo, algumas decisões do rei dependiam da aprovação do Parlamento. Ele
não podia, por exemplo, instituir novos impostos sem o consentimento do Parlamento. O
Parlamento da Inglaterra era composto pela Câmara dos Lordes e pela Câmara dos Comuns.
A Câmara dos Lordes, ou Câmara Alta, era formada por representantes da grande nobreza e
do alto clero. A Câmara dos Comuns, ou Câmara baixa, incluía representantes da pequena
nobreza rural e da burguesia. Os nobres constituíam um pequeno grupo que detinha
privilégios transmitidos hereditariamente, como o não pagamento de impostos. Já os
burgueses controlavam o comércio das cidades inglesas e as trocas internacionais. Alguns
deles possuíam riqueza, mas não tinham o mesmo prestígio social nem os privilégios dos
nobres. Os nobres e os burgueses eram os únicos grupos sociais com representantes no
Parlamento, pois a participação política era restrita às pessoas que possuíssem propriedades.
A adoção desse critério excluía das decisões a maioria da população, composta por
camponeses e trabalhadores urbanos. Apesar dessa dependência, o rei inglês ainda detinha
muitos poderes. Tomava as principais decisões econômicas, políticas e militares e podia
convocar reuniões do Parlamento quando quisesse. Além disso, era o chefe supremo da Igreja
Anglicana e perseguia os criadores de outras Igrejas protestantes - como os presbiterianos e
os calvinistas - e os católicos”. Segundo a coleção “A Inglaterra tinha, portanto, uma forma
de governo em que o monarca concentrava os poderes sobre a economia, política, o exército e
a religião”. Ou seja, uma monarquia absolutista. Após relatar os aspectos mencionados, a
coleção dedica-se a os conflitos entre o rei e o Parlamento, conflito este que deu origem a
uma guerra civil, deu origem ao governo de Cromwell e, por fim, à Revolução Gloriosa, que
consolidou, na Inglaterra a Monarquia Parlamentar.

Coleção 10 - “Para Viver Juntos” - Segundo esta coleção, “no século XV, a Inglaterra
esteve envolvida numa disputa pelo poder real. O rei Henrique VI, da família Lancaster, não
conseguia impor sua vontade para a nobreza. Muitos senhores eram aliados da poderosa
família York, que contestava a legitimidade do rei. Em 1455, os York resolveram tomar o
trono à força, iniciando uma guerra que dividiu ainda mais a nobreza inglesa. Após muitas
batalhas, assassinatos, coroações e deposições de reis, em 1485 a guerra chegou ao fim com a
vitória de Henrique Tudor, coroado Henrique VII. O novo rei uniu as duas famílias ao se
casar com Elizabeth de York, criando uma nova dinastia, chamada Tudor. Os trinta anos de
guerra haviam enfraquecido os nobres de ambos os lados permitindo que os Tudor
implantassem o Absolutismo na Inglaterra”. A coleção nos diz que “Henrique VIII, filho de
Henrique VII, consolidou o absolutismo inglês ao romper com o papa em 1534 e criar sua
própria Igreja, chamada anglicana, com os mesmos princípios católicos, mas deixando de
reconhecer a autoridade papal. Por ter assumido o posto de chefe dessa nova Igreja, o
monarca logo confiscou as terras de bispados e mosteiros e as vendeu aos burgueses e nobres,
fortalecendo os cofres reais. Dessa forma,a influência política da Igreja católica foi anulada.
Elizabeth I, filha de Henrique VIII, manteve a política absolutista do pai e incentivou a
navegação e o comércio. Foi sob seu reinado que a Inglaterra se tornou uma potência
marítima: os ingleses seguiram as rotas comerciais de espanhóis e portugueses e, em 1585,
estabeleceram também a sua colônia na América”.

Coleção 11 - “Projeto Araribá” - Esta coleção, em sua coleção do 8° ano, na sua


unidade 3, em seu tema 1, intitulado “As Revoluções Inglesas do século XVII”, nos diz que
“na Inglaterra, durante o século XIII, os nobres obrigaram o rei a assinar um documento
chamado Magna Carta, que limitava os poderes da Coroa. No mesmo século, instituiu-se o
Parlamento (ou Grande Conselho), formado por membros do clero, da nobreza e da
burguesia, que se tornou uma instituição que limitava o poder do rei. O fortalecimento do
poder monárquico só ocorreu após a Guerra das Duas Rosas (1455 - 1485), um intenso
conflito entre famílias nobres rivais pela posse da Coroa. A guerra devastou o reino,
enfraqueceu a nobreza e despertou nos habitantes o anseio por um governo forte, que
acabasse com as agitações a insegurança. Quando o combate terminou, subiu ao trono
Henrique VII, fundador da dinastia Tudor e do absolutismo inglês.

Coleção 12 - “Projeto Radix” - Esta coleção afirma que “na Inglaterra, um século
antes do processo revolucionário francês de 1789, os representantes da burguesia destituíram
a Monarquia. Esta só foi restabelecida após seus poderes terem sido limitados por um
conjunto de leis assinadas pelo Parlamento”. Segundo a coleção, “a imposição da Magna
Carta, em 1215, limitara muito o poder real e propiciara aos nobres o controle político na
Inglaterra, por meio do parlamento. Todavia, a Guerra das Duas Rosas levou a nobreza
inglesa à cisão e ao esgotamento, possibilitando a efetivação do regime absolutista com a
ascensão ao trono de Henrique VII, da Dinastia Tudor, em 1485. Um dos mais célebres
membros dessa dinastia foi Henrique VIII (1509 - 1547). Esse soberano fortaleceu a Coroa ao
anular o tradicional poder da Igreja Católica na Inglaterra com a fundação, em 1534, da Igreja
Anglicana. Os governos de Henrique VIII e de sua filha, Elizabeth I (1558 - 1603),
caracterizaram-se por recorrer sempre ao Parlamento, principalmente para aprovar medidas
de pouco apelo popular, como aumento das taxações ou desapropriações de terra. O
parlamento tornou-se um instrumento nas mãos dos soberanos, que o convocaram
irregularmente, limitavam suas sessões, subornavam seus membros e o compunham com
partidários da Coroa. Elizabeth I morreu em 1603 encerrando-se a Dinastia Tudor. Como ela
não se casara, não teve filhos e herdeiros à sucessão do trono inglês. Assumiu o trono seu
primo e rei da Escócia, Jaime I, da família Stuart. O governo de Jaime I e o de seu filho,
Carlos I buscaram a instalação plena de um absolutista e promoveram diversas perseguições
religiosas. Muitos puritanos (calvinistas ingleses) abandonaram o país e emigraram para as
colônias da América do Norte”.

Segundo esta coleção, “Carlos I, absolutista obstinado e intransigente, entrou em


conflito aberto com o Parlamento, que era contrário às perseguições religiosas e aos diversos
tributos requeridos pelo monarca. Em 1628, o parlamento aprovou, contra a vontade do rei,
uma Petição de Direito (também conhecida como Segunda Carta Magna) que limitava os
poderes do monarca de instituir impostos e de aplicar prisões sem a aprovação dos
parlamentares. Diante das pressões, Carlos I fechou o Parlamento em 1629. Só voltaria a
convocá-lo em 1640. A insistência do soberano em tornar anglicana a Inglaterra e impor
taxas cada vez maiores provocou uma guerra civil, de fundo religioso e político”.

A coleção afirma que “de um lado estava os cavaleiros, grandes proprietários,


católicos e anglicanos que eram partidários do rei; de outro, os cabeças redondas, partidários
do Parlamento, representantes dos pequenos proprietários, das populações urbanas, dos
puritanos e dos presbiterianos. A guerra civil terminou com a vitória dos parlamentaristas,
denominados cabeças redondas, liderados por Oliver Cromwell, após aprisionar, julgar e
executar Carlos I, em 1649. A República Puritana (1649 - 1660) Depois da guerra civil, foi
estabelecido um governo sob a liderança de Cromwell, que aboliu a Monarquia e instituiu a
República. O novo Estado recebeu o nome de Commonwealth, pois, de acordo com o novo
programa do governo, a ‘riqueza’ da nação (wealth) seria de todos (common). Com o apoio
do Parlamento, de maioria puritana, a Câmara dos Lordes foi abolida e o governo da
Inglaterra passou ao controle de um Conselho de Estado, composto de 41 membros, sob a
permanente supervisão da Câmara dos Comuns. Em 1653, o líder calvinista detinha o
comando do exército e impôs à Inglaterra uma ditadura pessoal. Dominou o Conselho e a
Câmara e chegou a receber o título de Lorde Protetor da República. Durante o período
republicano, a Inglaterra desenvolveu intensivamente sua indústria naval, a fim de ampliar
sua participação no lucrativo comércio internacional, liderado pela Holanda. Em decorrência
disso, teve de enfrentar a poderosa marinha holandesa. Em 1651, Cromwell decretou os Atos
de Navegação, os quais determinavam que produtos importados pela Inglaterra poderiam ser
transportados somente por navios ingleses ou pertencentes aos países produtores. Prejudicada
em seus interesses, a Holanda declarou guerra aos ingleses em 1652, mais foi derrotada em
1654. Com uma armada numerosa e bem treinada para as atividades comercial e militar, a
Inglaterra tornou-se, a partir de então, a maior potência marítima do mundo. Antes de morrer,
em 1658, Cromwell designou seu filho, Ricardo, para sucedê-lo no governo. Destituído de
apoio parlamentar e militar, Ricardo foi obrigado a renunciar ao poder pouco depois de sua
posse. Após dois anos de caos político, os ingleses elegeram outro Parlamento, que, em 1660,
decidiu pelo restabelecimento da Monarquia Stuart e coroou Carlos II, filho do rei executado
onze anos antes”.

Por fim, a coleção nos diz que “O novo rei inglês comprometeu-se a respeitar a
Magna Carta e a Petição de Direito. Apesar disso, suas atitudes acabaram por prejudicar os
protestantes e os membros do Parlamento. Carlos via Luís XIV, rei da França, seu primo e
protetor, um modelo de governante: absolutista e católico. Perante as medidas do monarca,
que buscava restabelecer o absolutismo e o catolicismo na Inglaterra, o Parlamento dividiu-se
em dois partidos. De um lado estava os Whigs, em sua maioria burgueses, adversários dos
Stuart e defensores do poder parlamentar. De outro, havia os Tories, anglicanos
conservadores que defendiam a autoridade do rei. Em 1685, com a morte de Carlos II, o trono
inglês foi assumido por Jaime II, seu irmão. Outro intransigente defensor do absolutismo
político e da religião católica, conseguiu, ao mesmo tempo, a oposição das duas alas do
parlamento. Quando nasceu o herdeiro de Jaime II, fruto do seu segundo casamento com uma
católica, os Tories anglicanos sentiram-se ameaçados. Deixaram de lado suas diferenças e
juntaram-se aos Whigs para depor o rei em 1688, num movimento chamado Revolução
Gloriosa. Para assumir o governo, os opositores de Jaime II convidaram secretamente sua
filha mais velha, Maria, casa com Guilherme de Orange - neto de Carlos I -, protestante que
governava a Holanda. Guilherme invadiu a Inglaterra com um exército de 15 mil homens e
Jaime II fugiu para a França O novo monarca, com o título de Guilherme III, jurou a
Declaração de Direitos (Bill of Rights). Dessa forma, comprometeu-se a respeitar a
supremacia do poder parlamentar e as leis garantiam as liberdades individuais e reduziam o
arbítrio da realeza. Outro elemento consagrado na Declaração era o Ato de Tolerância, que
estabelecia a liberdade religiosa para os protestantes. Era o triunfo do regime parlamentar
sobre o absolutismo real e início de um período de moderação entre burguesia e nobreza na
política da Inglaterra.

Esta coleção nos informa que “o novo rei inglês comprometeu-se a respeitar a Magna
Carta e a Petição de Direito. Apesar disso, suas atitudes acabaram por prejudicar os
protestantes e os membros do Parlamento. Carlos via Luís XIV, rei da França, seu primo e
protetor, um modelo de governante: absolutista e católico. Perante as medidas do monarca,
que buscava restabelecer o absolutismo e o catolicismo na Inglaterra, o Parlamento dividiu-se
em dois partidos. De um lado estava os Whigs, em sua maioria burgueses, adversários dos
Stuart e defensores do poder parlamentar. De outro, havia os Tories, anglicanos
conservadores que defendiam a autoridade do rei. Em 1685, com a morte de Carlos II, o trono
inglês foi assumido por Jaime II, seu irmão. Outro intransigente defensor do absolutismo
político e da religião católica, conseguiu, ao mesmo tempo, a oposição das duas alas do
parlamento. Quando nasceu o herdeiro de Jaime II, fruto do seu segundo casamento com uma
católica, os Tories anglicanos sentiram-se ameaçados. Deixaram de lado suas diferenças e
juntaram-se aos Whigs para depor o rei em 1688, num movimento chamado Revolução
Gloriosa. Para assumir o governo, os opositores de Jaime II convidaram secretamente sua
filha mais velha, Maria, casa com Guilherme de Orange - neto de Carlos I -, protestante que
governava a Holanda. Guilherme invadiu a Inglaterra com um exército de 15 mil homens e
Jaime II fugiu para a França O novo monarca, com o título de Guilherme III, jurou a
Declaração de Direitos (Bill of Rights). Dessa forma, comprometeu-se a respeitar a
supremacia do poder parlamentar e as leis garantiam as liberdades individuais e reduziam o
arbítrio da realeza. Outro elemento consagrado na Declaração era o Ato de Tolerância, que
estabelecia a liberdade religiosa para os protestantes. Era o triunfo do regime parlamentar
sobre o absolutismo real e início de um período de moderação entre burguesia e nobreza na
política da Inglaterra”.

Coleção 13 - “Saber e fazer história”, relata que na Inglaterra, o processo de


centralização dos poderes nas mãos do rei e de criação do Estado Moderno ocorreu a partir do
final do século XV e teve continuidade no reinado de Henrique VIII (1509 - 1547) e de seus
sucessores, principalmente Elizabeth I (1558 -1603), Jaime I (1603 -1625) e Carlos I (1625-
1649). Como resultado dos conflitos com o Papado, o rei Henrique VIII confiscou os bens da
Igreja Católica e fortaleceu-se ainda mais adiante da nobreza e da burguesia. Mas o
absolutismo real inglês encontrava uma barreira no Parlamento. O Reinado de Elizabeth I, é
considerado o auge do absolutismo inglês, época em que o Estado interveio com vigor na
economia, ampliou sua força naval, criou companhias para estabelecer comércio com a
América e o Oriente e combateu seus inimigos estrangeiros. A dinastia Tudor chegou ao fim
com a morte de Elizabeth I. Sem descendentes diretos, o trono inglês coube ao seu primo
Jaime VI, rei da Escócia, que se tornou soberano dos dois países com o título de Jaime I
(1613 - 1625), dando início à dinastia Stuart. No século XVII, os Stuart tentaram estabelecer
um absolutismo de direito, ou seja, reconhecido pelas leis. Porém, naquele momento, os
burgueses e a gentry perceberam que o absolutismo prejudicava seus interesses. Em 1629,
por meio da Petição de Direitos, os parlamentares ingleses estabeleceram limites ao poder do
rei Carlos I. Pela Petição de Direitos, os reis não poderiam criar novos impostos (item já
previsto na Carta Magna, do início do século XIII), convocar o exército ou mandar prender
pessoas sem prévia autorização parlamentar. Reagindo à oposição, Carlos I mandou sua
guarda invadir a sede do Parlamento e prender os líderes do órgão. Estes, por sua vez,
organizaram tropas para lutar contra as forças do rei. Teve início, então, uma guerra civil. A
guerra civil chegou ao fim com a vitória das tropas lideradas por Cromwell. Carlos I fugiu
para a Escócia, onde foi preso e devolvido ao Parlamento Inglês. Condenado à morte, foi
decapitado em 30 de janeiro de 1649. A Câmara dos Lordes, considera inútil, foi extinta.
Esses dois episódios representavam a vitória do grupo ligado a Cromwell e a derrota do
absolutismo e da aristocracia inglesa no processo revolucionário. Cromwell instalou o regime
republicano na Inglaterra, comandando-a de 1649 a 1658. A república ditatorial de Cromwell
ficou conhecida como protetorado.

Coleção 14 - “Tudo é História”, diz que na Inglaterra, o primeiro rei absolutista foi
Henrique VII, que chegou ao poder em 1485 e submeteu os nobres a seu controle. Mas o
grande fortalecimento do poder real ocorreu durante o reinado de seu filho Henrique VIII,
que em 1534 rompeu com a Igreja Católica e fundou a Igreja Anglicana. Com isso, as terras e
outros bens da Igreja Católica foram confiscados e se tornaram propriedade do Estado. O
absolutismo inglês atingiu seu apogeu no reinado de Elizabeth I, de 1558 - 1603. A rainha
governou sozinha, convocando o Parlamento apenas em casos extraordinários. Sucederam a
Elizabeth I monarcas que acentuaram o caráter absolutistas do Estado: Jaime I, que governou
de 1603 a 1625, e Carlos I, soberano de 1625 a 1649. Os constantes confrontos entre Carlos I
e os membros do Parlamento inglês (cujos poderes vinham sendo constantemente
restringidos) deu origem a uma guerra civil. Em 1649, esse conflito culminou na proclamação
da República e no estabelecimento do governo calvinista Oliver Cromwell. Entretanto, esse
período republicano durou pouco: em 1660 a monarquia foi restaurada na Inglaterra, com a
ascensão de Carlos II ao trono. Tanto Carlos II quanto seu sucessor Jaime II buscaram
restabelecer o absolutismo, mas enfrentaram forte resistência do Parlamento. Em 1689 o rei
Guilherme III assinou um documento no qual reconhecia que as leis inglesas deveriam ser
feitas pelo Parlamento e se comprometendo a obedecer-lhes. Foi o fim do absolutismo na
Inglaterra, que se transformou em uma monarquia constitucional. Esse acontecimento ficou
conhecido como Revolução Gloriosa.

Coleção 15 - “Vontade de Saber História” - No seu livro de 8° ano, esta coleção, no


capítulo 2, intitulado “O Antigo Regime”, nos diz que “o absolutismo inglês vigorou do
século XV ao XVII e apresentou características próprias”. Segundo a coleção, “o início do
absolutismo inglês é datado do final do século XV, quando Henrique Tudor assumiu o trono
inglês e procurou centralizar o poder em suas mãos, além de investir na melhoria da frota
naval de seu país. O Absolutismo inglês apresentou elementos que o diferenciaram dos
demais Estados absolutistas da Europa. Desde o século XIII, o poder dos reis ingleses foi
limitado pela Carta Magna, documento que instituiu um parlamento que limitava o poder do
rei. No período absolutista, no entanto, o Parlamento inglês foi fechado diversas vezes e,
assim, vários reis ingleses conseguiram exercer o poder absoluto”.

FORMAÇÃO DOS ESTADOS NACIONAIS (Península Ibérica).

A formação dos Estados Modernos é um fenômeno intrinsecamente ligado à centralização


absoluta do poder nas mãos dos reis. Algumas coleções apresentam uma narrativa sobre
formação destes Estados em determinados territórios. Neste tópico, as coleções que se
remetem ao processo ibérico, são: Coleção 2 - “História das cavernas”, Coleção 5 - “História
sociedade e cidadania”, Coleção 6 - “História Temática”, Coleção 13 - “Saber e fazer
história”, Coleção 15 - “Vontade de Saber História”.

Coleção 2 - “História das cavernas”, relata que “o processo de formação das


monarquias nacionais não se deu no mesmo ritmo em toda a Europa. Em Portugal, na
Inglaterra e na França, por exemplo, o Estado nacional se formou ainda na Baixa Idade
Média. Na Espanha, a centralização monárquica ocorreu no final do século XV. Outros países
como Itália e Alemanha, só seriam unificados no século XIX. A formação dos Estados
nacionais na Península Ibérica está diretamente relacionada à expulsão dos muçulmanos do
território. Até o século XI, cristãos e muçulmanos conviveram na Península Ibérica
alternando períodos de paz e conflito. Depois desse período, porém, como reflexo das
Cruzadas, os cristãos iniciaram as lutas com a finalidade de expulsar os muçulmanos da
península. Essas lutas foram chamadas de Reconquista, pois o principal objetivo era reaver
para os cristãos os territórios ocupados pelos muçulmanos”.

Segundo esta coleção, “Portugal nasceu a partir de uma faixa de terra retomada por
cristãos sob o comando do rei de Leão e Castela. O rei, então, passou a administração da terra
nobre francês Henrique de Borgonha, em reconhecimento por seu empenho na luta contra os
muçulmanos. o território recebeu o nome de Condado Portucalense e permaneceu nessa
condição até 1139, quando o filho de Henrique de Borgonha, Afonso Henriques, e o grupo
político que o apoiava conquistaram a independência do condado, dando início ao reino de
Portugal”.

A coleção também narra que “assim como em Portugal, a formação da Espanha deu-
se a partir da expulsão dos muçulmanos de seu território, originando os reinos de Leão,
Castela, Navarra e Aragão. Aos poucos, eles foram incorporados por meio de lutas ou então
anexados por alianças de casamento. Foi assim que se deu a união do reino de Castela com o
de Aragão. Fernando (herdeiro do trono de Aragão) casou-se com Isabel (irmã do rei de
Castela), promovendo a união desses reinos e consolidando o domínio sobre quase todo o
território que hoje corresponde à Espanha. Motivados por um forte sentimento cristão,
Fernando e Isabel tiveram um importante papel na expulsão final dos muçulmanos da
Península Ibérica, em 1492. Tal empenho fez com que eles se tornassem conhecidos como os
“reis católicos”.

Coleção 5 - “História sociedade e cidadania”, relata que “tanto a monarquia


portuguesa como a espanhola se formaram durante as lutas dos cristãos para expulsar os
árabes muçulmanos da Península Ibérica. Essas lutas são chamadas de Reconquista, pois o
objetivo dos cristãos era justamente reconquistar as terras perdidas para os árabes”. “A partir
do século IX, no entanto, animados pelo espírito das cruzadas e pelas desavenças entre os
próprios muçulmanos, os cristãos iniciaram as lutas de Reconquista”. Segundo a coleção, “no
século XI, o nobre Henrique de Borgonha ganhou do rei Leão e Castela, como recompensa
pela sua participação na luta contra os árabes, uma faixa de terra: o Condado Portucalense.
Seu filho e herdeiro, Afonso Henriques, continuou a combater os árabes e, ao mesmo tempo,
liderou a luta para conseguir a independência do condado. Em 1139 ele alcançou seu
objetivo, tornando-se, ele próprio, o primeiro rei de Portugal”.

Além disso, a coleção narra que “na região vizinha a Portugal, as lutas dos cristãos
contra os árabes muçulmanos eram lideradas pelos reinos cristãos de Aragão e Castela.
Ambos possuíam cidades portuárias movimentadas, como Barcelona, e uma burguesia
próspera que colaborava fornecendo dinheiro para a luta contra os árabes”. “Em 1469”,
segundo a coleção, “os reis cristãos Fernando de Aragão e Isabel de Castela casaram-se e
uniram suas terras e seus esforços no combate aos árabes. Em 1492, os exércitos de
Fernando e Isabel ampliaram seu território reconquistando Granada, o último reduto árabe na
Península Ibérica. Anos depois, com a conquista de Navarra, completou-se a formação do
reino da Espanha”

Coleção 6 - “História Temática” - Segundo esta coleção, “a primeira forma de


organização política desses novos Estados foram as monarquias nacionais, em que o poder
estava centralizado nas mãos do monarca. Mais tarde essas se transformaram em Estados
absolutistas, nos quais o monarca tinha o poder absoluto”. A coleção afirma que “tudo
começou na Península Ibérica, em pleno século XI, com o processo de expulsão dos árabes
da região. Os grupos que resistiram à dominação árabe se instalaram ao norte da península,
onde se organizaram para expulsar o inimigo. Vitoriosos, formaram os reinos de Leão,
Navarra, Castela e Aragão. O casamento entre Isabel, de Castela, e Fernando, de Aragão, deu
início ao processo de unificação da região, com a formação do Estado espanhol em 1492, ano
em que a cidade da Granada foi libertada do domínio árabe. Completava-se assim a
reconquista da região pelos cristãos.

Segundo a coleção, “em Portugal, o processo de centralização do poder absoluto


resultou na formação do Condado Portucalense, região que se tornou independente de Leão
em 1139. O governo foi exercido pela dinastia de Borgonha, aliada de um grupo de
comerciantes que fazia a rota comercial do Mediterrâneo. A dinastia de Borgonha deu
continuidade à Reconquista cristã constituindo no século XIII o território português quase tal
qual é hoje Com o fim da dinastia de Borgonha, uma disputa sucessória levou a um conflito
que ficou conhecido como Revolução de Avis. No século XIV, o grupo mercantil português
se fortaleceu com a nova rota comercial que ligava as cidades italianas à região de Flandres,
comprada em Lisboa. Esse grupo, em contraposição à nobreza que defendia a anexação de
Portugal ao reino de Castela, apoiou a ascensão do Mestre de Avis, coroado como D. João I,
em abril de 1385. Em agosto, consolidou seu poder ao derrotar a nobreza de Castela na
batalha de Aljubarrota, local onde se deu o conflito. Portugal tornou-se um Estado
independente e unificado sob a liderança do rei D. João”.

Coleção 13 - “Saber e fazer história”, aborda que “em Portugal, a centralização do


poder nas mãos do rei ocorreu no século XII. Porém, considera-se que o auge do poder real
absolutista tenha ocorrido no século XVIII, compreendo os reinados de d. João V (1706
-1750), d. José I (1750 - 1777) e d. Maria I (1777 -1816). D. João V ficou conhecido como o
Rei-Sol português, e seu reinado foi marcado pelo luxo e pela riqueza concentrados na corte.
Suas relações com a Igreja católica foram muito estreitas, a ponto de os reis portugueses
usarem o título de Sua Majestade Fidelíssima, concedido pelo papa em 1748 - sinal das boas
relações entre a Igreja Católica e o Estado luso”.

Coleção 15 - “Vontade de Saber História” - Esta coleção, em seu livro do 8° ano,


narra aspectos do “Absolutismo Ibérico”. Segundo esta coleção, “a centralização do poder na
Espanha e em Portugal impulsionou a expansão marítima desses Estados e a conquista de
territórios”. Segundo a coleção, “no final do século XV, o casamento da rainha Isabel I, do
reino de Castela, com o rei Fernando II, do reino de Aragão, permitiu a unificação política de
boa parte do território espanhol. Fernando e Isabel procuraram transformar as regiões de
fronteira em domínios da Coroa e, assim, manter um domínio maior sobre o território. Eles
estabeleceram a sede de seu governo na região de Castela e deram início a um movimento de
expansão territorial. Uma das principais realizações desses reis foi promover, em 1492, a
expulsão dos últimos muçulmanos que ainda permaneciam em Granada, região Sul da
península Ibérica. Por esse motivo, Fernando e Isabel ficaram conhecidos como “reis
católicos”.

A coleção afirma que “No século XVI, a Coroa espanhola deu grande incentivo
financeiro à expansão marítima e investiu na colonização de territórios distantes. A Espanha
tornou-se um poderoso império, com colônias na América, Europa, na Ásia e na África.
Nessa época, o regime absolutista espanhol se fortaleceu, apesar das várias guerras travadas
entre espanhóis e outras nações européias, como Inglaterra, Países Baixos e Suécia. No
século seguinte, o Absolutismo espanhol continuou fortalecido, principalmente devido à
intensa exploração de metais preciosos na América, que favoreceu o governo espanhol e a
política econômica do metalismo. A sociedade espanhola do Antigo Regime, assim como nos
outros Estados absolutistas, era divida em três camadas. A primeira camada era composta
pelo clero, a segunda, pela nobreza, e a terceira camada era formada por burgueses,
camponeses, artesãos e pessoas pobres. Esse último grupo era o mais numeroso da Espanha”.

Por fim, a coleção trata do “Absolutismo em Portugal”. Segundo a coleção, “o


absolutismo português começou a ganhar força no século XV, quando D. João II assumiu o
trono português e reforçou a centralização do poder em suas mãos. Esse rei incentivou a
expansão marítima de Portugal, contratando navegadores italianos para viajar em nome da
Coroa portuguesa e negociando com investidores para que eles financiassem a contrução de
navios. Além disso, os portugueses desenvolveram as técnicas de navegação aprendidas com
os muçulmanos durante o período que estes dominaram a península ibérica. Durante o
governo de D. João II, foi assinado o Tratado de Tordesilhas, que dividia o recém descoberto
continente entre Espanha e Portugal. No século XVI, os reis portugueses continuaram
incentivando as navegações. Foi nesse século que os portugueses chegam ao Brasil, à Índia, à
China, e ao Japão, tornando-se importantes comerciantes de especiarias na Europa. Foi
também nesse período que a Coroa portuguesa iniciou a colonização do Brasil”.

ASPECTOS CULTURAIS NO ANTIGO REGIME

Algumas coleções (cinco) trazem uma narrativa sobre aspectos culturais no Antigo
Regime, são elas: Coleção 2 - “História das Cavernas ao Terceiro Milênio”, Coleção 6 -
“História Temática”, Coleção 9 - “Para entender a História”, Coleção 12 - “Projeto Radix”,
Coleção 14 - “Tudo é História”.

Coleção 2 - “História das Cavernas ao Terceiro Milênio” - Esta coleção possui uma
narrativa sobre a “produção intelectual e cultura popular na época dos reis absolutos”.
Segundo a coleção, “no século XVII, o conhecimento científico apresentou notável
desenvolvimento. Um dos maiores cientistas dessa época foi Isaac Newton (1642 -1727).
Dedicando sua vida à ciência, descobriu as leis do movimento dos corpos e explicou como e
por que eles se deslocam, sejam astros ou pedras; escreveu um tratado sobre a luz e realizou
descobertas no campo da matemática. A atividade científica sofreu muitas vezes a forte
oposição da Igreja católica. Foi o caso de Galileu Galilei, condenado à morte, em 1633, por
ter contrariado a doutrina católica ao afirmar que a Terra gira em torno do Sol e não o
contrário. Para sobreviver, teve de negar a sua teoria”. Porém, segundo a coleção, “as
dificuldades não impediram os cientistas de ampliar o conhecimento humano, de inventar e
experimentar. A maioria dos pesquisadores dedicava-se a diversas áreas do conhecimento,
como a física, a matemática, a filosofia, a medicina, sem estabelecer barreiras entre elas”. A
coleção cita o exemplo de René Descartes que foi um “filósofo e matemático francês, em
algumas de suas análises filosóficas apoiou-se em descobertas da medicina feita pelo médico
inglês William Harvey. Descartes é considerado um importante criador do racionalismo,
corrente filosófica fundamental para o desenvolvimento científico moderno”. Para a coleção,
de uma maneira geral, “os cientistas trocavam correspondências nas quais acabavam
desenvolvendo teses e conceitos. Essas trocas contribuíram para tornar as pesquisas mais
numerosas. Muitos cientistas, assim como seus trabalhos, foram financiados por pessoas das
camadas mais ricas da sociedade e pelo governo. Como exemplo temos a criação da
Academia de Experimento, em Florença, na atual Itália (1657), a Royal Society, em Londres,
na atual Inglaterra (1660), e a Académie Royale des Sciences, em Paris, na atual França
(1666).

A coleção acrescenta que, “enquanto a agitação intelectual e artística que marcou a


Europa nos séculos XVI e XVII foi, em grande parte, um movimento das elites, nas camadas
populares persistiam outras formas de manifestação cultural. Várias dessas manifestações
culturais baseavam-se em antigas tradições, originadas principalmente na Idade Média.
Embora essas tradições variassem de acordo com a região e o grupo social em que ocorriam,
elas continham elementos comuns. um deles é a importância dos lugares onde as pessoas
pudessem se reunir. Isso tanto nas cidades quanto no campo. A igreja, por exemplo, era um
importante ponto de encontro, e os sermões do padre atraíam grandes contigentes. Nas
tabernas e estalagens também se realizavam jogos e espetáculos de música, dança e
malabarismo. Na cidade, por sua vez, as praças serviam de palco para a apresentação de toda
sorte de artistas itinerantes: bufões (palhaços), malabaristas, acrobatas, atores, menestréis,
curandeiros e vendedores de remédios disputavam a atenção da multidão ao lado de
pregadores religiosos”.

Segundo a coleção, “as festas estavam entre as atividades que mais empolgavam a
população. Comemoravam-se casamentos, batizados, datas cristãs (como a Páscoa e o Natal)
e pagãs (como o solstício de verão). Os festejos do carnaval eram os mais esperados do ano,
estendendo-se muitas vezes de janeiro até a Quaresma. Eram dias de excesso, de muita
comida e bebida, em que as ruas ficavam lotadas de homens e mulheres mascarados,
entregues a brincadeiras, danças e “batalhas” estilizadas. As antigas feiras medievais
conservaram sua importância; além de centros de comércio, elas eram locais de diversão.
Havia diversas competições - jogos de malha, corrida de cavalo, rinhas de galo, campeonatos
de arco-e-flecha - e exibições artísticas com animais adestrados, acrobacias e pantomimas.
Algumas feiras duravam dias ou semanas. Outra característica da cultura popular eram as
histórias, muitas delas narradas por contadores profissionais, encenadas por atores em praças
pública ou cantadas por poetas nos bares e tabernas. Os atores encenavam dramas amorosos,
peças cômicas ou instrutivas, extraídas da vida dos santos ou de passagens bíblicas. Um dos
gêneros de teatro mais conhecidos na época era o chamado Commedia dell’arte, que se
originou na atual Itália”. Segundo a coleção, “as canções e baladas cantadas pelos menestréis
contavam lendas e aventuras de heróis ou satirizavam os poderosos da época. Muitas dessas
histórias foram registradas por estudiosos nos séculos XVIII e XIX e, transformadas,
chegaram até nós sob a forma dos “contos da fada” que ouvimos na infância. Chapeuzinho
Vermelho e João e Maria são dois exemplos dessas histórias. Às vezes, as histórias ou os
poemas eram impressos em grandes folhas de papel e colados em muros ou paredes de locais
públicos. Ao longo dos séculos XVI e XVII, observou-se um crescimento no número de
pessoas alfabetizadas, o que corresponde a uma disseminação de folhetos e livros populares,
vendidos em feiras e em praças por mascates. No século XVII surgiram panfletos de cunho
político, sobretudo na Inglaterra e na França. Muitas vezes entendida como desafios à ordem
pública, as festas e tradições populares sofreram constante repressão por parte das
autoridades e da Igreja.

Coleção 6 - “História Temática” - Esta coleção narra que “nas cortes absolutistas
europeias da Idade Moderna, desenvolveram-se detalhadas regras de comportamento e
códigos de honra, determinando desde vestuário adequado, melhor disposição de lugares à
mesa e atitudes esperadas às refeições até normas de higiene pessoal, como assoar o nariz
com um lenço. Ocorreu, assim, nas cortes, uma mudança comportamental em relação ao
corpo. Esses procedimentos relacionavam-se à própria hierarquia dentro da corte. Por
exemplo, o tamanho da cadeira que um nobre ocupava nas festas indicava sua posição social.
Havia nobres que se sentavam em confortáveis poltronas, outros que se acomodavam em
cadeiras e aqueles cuja posição social só lhes permitia sentar-se em tamboretes. Os monarcas
consideravam que deveriam se diferenciar do restante da sociedade em todos os detalhes. À
superioridade do rei precisava tornar-se visível até mesmo nas regras de etiqueta e
comportamento. O rei Luís XIV, da França, afirmava em suas memórias: “Como é
importante que o público seja governado por um só, também importa que quem cumpre esta
função esteja de tal forma elevado acima dos outros que ninguém possa confundir ou
comparar com ele; e, sem prejudicar o corpo inteiro do Estado, não se pode retirar do chefe a
mínima marca de superioridade que o distingue de seus membros”. Editaram-se vários
manuais de boas maneiras ensinando como se portar à mesa e em diversas outras situações.
Diferentemente dos camponeses e de todos os demais, os nobres deviam usar garfos, não
podiam devolver às travessas os restos de comida nem colocar os dedos nos molhos,
tampouco palitar os dentes com uma faca. Para assoar o nariz, deveria ser usado um lenço, e
não a roupa, o braço ou as mãos. Havia ainda a questão da preservação da honra. Não se
permitia, por exemplo, que nenhuma suspeita fosse levantada sobre a fidelidade da esposa de
um homem. Aquele que o fizesse poderia transformar-se em inimigo. Mas a noção de honra
incluía também a gentileza, o fino trato e a cortesia que um homem educado – nobre, portanto
– deveria conhecer. Exemplo disso são os três mosqueteiros, personagens do escritor francês
Alexandre Dumas, os quais, além de cavaleiros defensores da honra e da justiça, são a
expressão das boas maneiras e da gentileza”.

Coleção 9 - “Para entender a História” - Segundo esta coleção, havia, no absolutismo,


uma liberdade que não existia na política. A coleção afirma que “durante o absolutismo
ganhou importância um estilo que ficou conhecido pelo nome de Barroco. Surgiu na Europa,
na metade do século XVI. Os artistas desse tempo já não se satisfaziam com a arte do
Renascimento, que lhes parecia muito sóbria, fria e racional. Os artistas barrocos tinham
pouca preocupação com a simetria e o equilíbrio em suas obras. Buscavam, antes de tudo,
expressar com grande liberdade o seu modo pessoal de ver e sentir, respeitando os limites da
moralidade da época. Notam-se as criações barrocas uma grande variedade de elementos”. A
coleção cita, como tais exemplos, “movimento; formas diversas de emoção, intensas ou sutis;
expressões de alegria e prazer; gestos largos em cenas dramáticas; em muitos casos, grande
quantidade de detalhes nas figuras; e, por fim, temas religiosos.

Segundo a coleção, na época em que o Barroco surgiu, o mundo cristão ocidental já


estava dividido: algumas regiões eram católicas, outras protestantes. Em seus templos, os
protestantes aboliram as imagens, enquanto a Igreja Católica lhes atribuía grande valor. Ela
considerava que as representações das histórias sagradas por meio de imagens aumentava a
devoção mais do que o simples relato verbal. Assim, os templos católicos foram sendo
ocupados por obras barrocas. Na visão do clero, a arte religiosa devia provocar o máximo de
emoção para alcançar a mente das pessoas. Provocar emoções com sua arte era exatamente o
que os artistas barrocos pretendiam. Portanto, a arte que a Igreja Católica buscava já existia.
Pintores, escultores, entalhadores, arquitetos e outros artistas talentosos e criativos produziam
trabalhos por toda parte e estavam ansiosos por patrocínio. Os diversos elementos que
compunham a estética do barroco variaram conforme os artistas e as regiões em que
viveram”.

Coleção 12 - “Projeto Radix” - Segundo esta coleção, “O poder absoluto e


centralizador do rei não significava apenas o controle do Estado sobre a política e a
economia. O modo de vida da Corte, rica, imponente e poderosa, inspirava todas as camadas
sociais. Muitos historiadores têm destacado que o desejo de se equiparar aos nobres,
manifestados pelas camadas burguesas mais ricas, ao mesmo tempo evidenciava e alimentava
a glorificação das atitudes e imagens dos reis. O estabelecimento oficial de uma única fé e a
determinação de uma língua comum a todo reino foram características da unidade de
governo. Regulamentou-se o uso das diversas línguas chamadas "vulgares" (distintas do latim
e, por isso, populares) com a criação das normas gramaticais, para tornar o idioma uniforme
em todo o território. Nesse sentido destacam-se a criação da primeira gramática espanhola,
em 1492, da francesa, em 1529, e mesmo a atuação de Martinho Lutero. Ao traduzir a Bíblia
para o alemão, ele contribui para organizar essa língua. Assim, os monarcas absolutistas eram
considerados responsáveis pelo "renascimento da civilização", que teria declinado com o
início da Idade Média. Uma série de regras de comportamento foi criada nas cortes europeias
e servia para distinguir a nobreza dos demais grupos sociais. As normas de etiqueta deviam
ser aceitas como próprias da vida ''civilizada" em oposição ao "rústico" e atrasado. Alguns
intelectuais, como filósofos, cientistas e poetas, beneficiados com o desenvolvimento e o
enriquecimento dos núcleos urbanos, passaram a apoiar as atitudes dos monarcas. Defendiam
que apenas um rei forte, capaz de intervir na economia e nas regras sociais, poderia civilizar
aqueles que se comportavam ainda como os medievais, para eles "iletrados e incultos". Para a
população, que não acompanhava diretamente esse movimento, ficou a impressão de que os
soberanos eram os únicos responsáveis pelos progressos culturais e científicos. Isso reforçava
o poder dos monarcas”.

Coleção 14 - “Tudo é História” - Esta coleção narra que “os reis absolutistas
costumavam encomendar retratos para que sua imagem fosse conhecida em todos os cantos
do reino. Em geral esses retratos não representavam o rei como ele era realmente, mas sim
como queria ser visto por seus súditos. Além de melhorar a aparência do monarca, os artistas
incluíam nesses retratos vários símbolos da realeza, como a cor vermelha, a coroa, o cetro e a
flor-de-lis”. Além destes aspectos, a coleção possui uma narrativa sobre “o absolutismo na
literatura”. A coleção cita o “poeta francês Jean de La Fontaine (1621 - 1695), famoso por
suas Fábulas, consideradas obras-primas da literatura de seu país. Financiado por vários
nobres, La Fontaine escreveu também poemas, contos e peças teatrais. Sua obra foi
influenciada pela vida luxuosa nas cortes absolutistas e por autores da Antiguidade”. Além
disso, a coleção cita que “o período de formação dos governos absolutistas franceses foi
representado por uma obra escrita no século XIX bastante popular até os dias de hoje. Os três
mosqueteiros, publicada pelo escritor francês Alexandre Dumas em 1844, conta a história de
Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan no período de 1625 a 1628. Essa obra descreve os
conflitos sociais na França, num período em que os nobres foram continuamente submetidos
à centralização do poder do Estado francês, controlado pelo rei Luís XIII e pelo cardeal
Richelieu. Uma das ações do governo francês exploradas nessa obra é a proibição do duelo,
estabelecida em 1626 com o intuito de transferir para o Estado o monopólio do uso das
armas”. Por fim, a coleção menciona um filme “Vatel: um banquete para o rei (Vatel)”, para
tratar da “etiqueta da nobreza absolutista”.

OBSERVAÇÕES -

A coleção 12 “Projeto Radix” traz, em sua narrativa, a seguinte afirmação: “Vários


outros países da Europa estabeleceram governos absolutistas. Em geral, procuraram seguir o
modelo francês. Na Prússia, um Estado alemão formado no início da Idade Moderna, o
regime absolutista foi imposto pela Dinastia Hohenzollern, cujo soberano mais conhecido é
Frederico II. Na Áustria, com Maria Tereza, e na Espanha, com Felipe II, o governo
absolutista coube aos católicos Habsburgo; na Rússia, os czares cristãos ortodoxos da família
Romanov cujo monarca Pedro, o Grande, deu ao império um caráter mais europeu. O Estado
absolutista era a nova ordem política da Idade Moderna. Apresentou-se na quase totalidade
das nações ocidentais, variando conforme as peculiaridades históricas de cada região e o grau
de desenvolvimento econômico e da organização social das classes burguesas nos diversos
países europeus”. Esta é a única coleção a tratar deste tema.

SUJEITOS -

Afonso Henriques - Afonso Henriques, continuou a combater os árabes e, ao mesmo tempo,


liderou a luta para conseguir a independência do condado. Em 1139 ele alcançou seu
objetivo, tornando-se, ele próprio, o primeiro rei de Portugal (Coleção 5 - “História,
Sociedade e Cidadania”).
*Agostinho de Hipona - defendia “a existência de governos fortes” (Coleção 11 - “Projeto
Araribá”).
Alto clero - “os membros do alto clero exerciam funções administrativas e eram responsáveis
pela educação das crianças da nobreza. Esses religiosos não pagavam impostos, e, além disso,
eram líderes da Igreja e legitimavam o poder absoluto do rei, que em retribuição doava
grandes propriedades de terra” (Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
Alta burguesia - “era composta principalmente por grandes comerciantes e banqueiros”
(Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
*Apóstolo Paulo, do século I - defendia “a existência de governos fortes” (Coleção 11 -
“Projeto Araribá”).
Artesãos - “produziam utensílios domésticos, roupas, sapatos, rodas para carroças e outros
objetos” (Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
Baixa burguesia - “era composta por pequenos comerciantes” (Coleção 15 - “Vontade de
Saber História”).
Baixo clero - “os membros do baixo clero viviam nas vilas e nas cidades próximos à
população pobre. Eles eram responsáveis por prestar assistência material e espiritual às
pessoas humildes” (Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
Burguesia - “classe social surgida na Europa com o revigoramento do comércio e o
aparecimento dos burgos (cidades medievais). Com o seu enriquecimento, a burguesia
ganhou maior liberdade e poder, infiltrando-se, gradativamente, na aristocracia. Inicialmente
o termo burguês era usado para designar os artesãos e comerciantes que habitavam nos
burgos. Com o tempo, passou a designar aqueles que exerciam atividades lucrativas,
especialmente os comerciantes” (Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
Cabeças redondas - “partidários do Parlamento, representantes dos pequenos proprietários,
das populações urbanas, dos puritanos e dos presbiterianos” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Câmara dos Lordes -“Na Câmara dos Lordes estavam os representantes da alta nobreza e do
clero” (Coleção 1 - “História”).
Câmara dos Comuns - “Na câmara dos Comuns, ficavam os representantes da pequena
nobreza e da burguesia urbana” (Coleção 1 - “História”).
Camponeses - “cultivavam as terras da nobreza e viviam com dificuldade. Alguns migravam
para as cidades, onde formavam um grupo mais pobre: trabalhadores empregados em tarefas
temporárias e mal remuneradas” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Carlos I - “filho e sucessor de Jaime I, assumiu o trono inglês em 1625. Governou de forma
absolutista e intensificou as perseguições religiosas” (Coleção 3 - “História e Vida
Integrada”).
Carlos II - rei inglês “que reinou de 1660 a 1685” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
*Carlos Magno - “deu início ao Império Carolíngio” (Coleção 6 - “História Temática”).
Cavaleiros - “grandes proprietários, católicos e anglicanos que eram partidários do rei”
(Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Clero - conjunto de sacerdotes de uma religião (Coleção 5 - “História, Sociedade e
Cidadania”).
*Dinastia Bourbon - “em 1589” a dinastia Bourbon assumiu o poder, substituindo a família
Valois. (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
*Dinastia Capetíngia - “foi a responsável pelo início da centralização política na França, a
partir do século X” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
*Dinastia Habsburgo - “reinava na Espanha, na Áustria e no Sacro Império” (Coleção 1 -
“História”).
*Dinastia Hohenzollern - “na Prússia, um Estado alemão formado no início da Idade
Moderna, o regime absolutista foi imposto pela Dinastia Hohenzollern, cujo soberano mais
conhecido é Frederico II” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Dinastia Stuart - “a dinastia Tudor chegou ao fim com a morte de Elizabeth I. Sem
descendentes diretos, o trono inglês coube ao seu primo Jaime VI, rei da Escócia, que se
tornou soberano dos dois países com o título de Jaime I (1603 - 1625), dando início à dinastia
Stuart” (Coleção 13 - “Saber e Fazer História”).
*D. João II - “assumiu o trono português e reforçou a centralização do poder em suas mãos.
Esse rei incentivou a expansão marítima de Portugal, contratando navegadores italianos para
viajar em nome da Coroa portuguesa e negociando com investidores para que eles
financiassem a construção de navio". "Durante o governo de D. João II, foi assinado o
Tratado de Tordesilhas, que dividia o recém-descoberto continente americano entre Espanha
e Portugal” (Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
*D. João V (1706 - 1750) - “ficou conhecido como o Rei-Sol português, e seu reinado foi
marcado pelo luxo e pela riqueza concentrados na corte. Suas relações com a Igreja católica
foram muito estreitas, a ponto de os reis portugueses usarem o título Sua Majestade
Fidelíssima, concedido pelo papa em 1748 - sinal das boas relações entre a Igreja católica e o
Estado luso” (Coleção 13 - “Saber e Fazer História”).
*D. José I (1750 - 1777) - rei de Portugal
*D. Maria I (1777 - 1816) - rainha de Portugal
*Duque de Sully - auxiliou o rei Henrique IV a “reorganizar a administração financeira”
(Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Elizabeth I - “a rainha Elizabeth I, que reinou até 1603, fortaleceu ainda mais a autoridade
real. Diferentemente da irmã (Maria I), Elizabeth era anglicana e consolidou o poder dessa
religião na Inglaterra. Para isso, puritanos e católicos foram perseguidos. Em seu governo, o
absolutismo inglês atingiu seu auge. Elizabeth iniciou o processo que transformou a
Inglaterra numa potência marítima. Mesmo com o Parlamento inglês, governou como se não
houvesse oposição (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Famílias Lancaster e York - duas famílias nobres que disputaram o poder na Inglaterra.
*Família Romanov - “na Rússia, os czares cristãos ortodoxos da família Romanov, cujo
monarca, Pedro, o Grande, deu ao império um caráter mais europeu” (Coleção 12 - “Projeto
Radix”).
Família Valois - “mas foram as medidas tomadas pelos monarcas da família Valois, após a
Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453), que aceleram o fortalecimento do poder centralizado”
(Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Felipe Augusto - “conquistou feudos imensos casando-se por interesse, comprando terras
dos nobres e usando a força de um exército profissional assalariado para fortalecer o poder
real”. (Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
Filipe IV, o Belo - deu continuidade à centralização política exigindo que o clero também
pagasse impostos. Como o papa se opôs a essa decisão, Filipe convocou os Estados Gerais,
isto é, uma assembléia formada por representantes da nobreza, do clero e da burguesia”.
(Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
*Galileu Galilei - “condenado à morte, em 1633, por ter contrariado a doutrina católica ao
afirmar que a Terra gira em torno do Sol e não o contrário. Para sobreviver, teve de negar sua
teoria” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Gentry - “dominada pela gentry, a Câmara dos Comuns impôs ao soberano diversas medidas
que restringiam sua autoridade” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Guilherme de Orange - “desembarcou na Inglaterra com um exército de 14 mil homens e
marchou sobre Londres, que foi ocupada praticamente sem violência. Jaime II fugiu para a
França e Guilherme foi coroado rei com o nome de Guilherme III. Esse foi um processo de
restauração da monarquia na Inglaterra”. Guilherme jurou “a Declaração de Direitos, que
assegurava ao Parlamento o direito de aprovar ou rejeitar impostos, garantia a liberdade
individual, a propriedade privada e estabelecia também o princípio da divisão de poderes”
(Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Guilherme, o Conquistador (Guilherme I) - “no século XI, Guilherme, o Conquistador,
duque da Normandia (região norte da França), conquistou a Inglaterra e tornou-se seu
primeiro rei, com o título de Guilherme I. Durante seu reinado, ele exigiu que toda a nobreza
lhe jurasse fidelidade, proibiu as guerras particulares entre os nobres e nomeou funcionários
reais para administrar os condados” (Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
Habsburgo - “na Áustria, com Maria Tereza, e na Espanha, com Felipe II, o governo
absolutista coube aos católicos Habsburgo” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Henrique II - “com a morte de Guilherme (Guilherme I), trono da Inglaterra foi herdado por
Henrique II, que deu continuidade à centralização do poder, exigindo que todas as questões
fossem julgadas por tribunais reais, e não pelos da nobreza” (Coleção 5 - “História,
Sociedade e Cidadania”).
*Henrique III - “filho e sucessor de João Sem-Terra” (Coleção 5 - “História, Sociedade e
Cidadania”).
Henrique IV - “O Monarca francês Henrique IV, que reinou entre 1589 e 1610, concentrou
bastante poder em suas mãos” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Henrique VII - “com ele, iniciou-se o absolutismo na Inglaterra” (Coleção 6 - “História
Temática”).
Henrique VIII - “assumiu o trono inglês e, com apoio da burguesia, governou até 1547 e
conseguiu impor sua autoridade aos nobres” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Henrique de Borgonha - “Henrique de Borgonha ganhou do rei Leão e Castela, como
recompensa pela sua participação na luta contra os árabes, uma faixa de terra: o Condado
Portucalense” (Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
*Holanda - “constituiu-se de uma república governada por burgueses enriquecidos pelo
comércio” (Coleção 4 - “História em Documento”).
*Hugo Capeto - deu “início ao reinado da dinastia capetíngia” (Coleção 6 - “História
Temática”).
*Hugo Grotius - “holandês, autor do livro O direito da paz e da guerra. Essa obra o
consagrou como pai-fundador do moderno Direito Internacional” (Coleção 1 - “História”).
*Isaac Newton - cientista que “dedicando sua vida à ciência, descobriu as leis do movimento
dos corpos e explicou como e por que eles se deslocam, sejam astros ou pedras; escreveu um
tratado sobre a luz e realizou descobertas no campo da matemática” (Coleção 3 - “História e
Vida Integrada”).
Jacques Bossuet - “francês, era cardeal da Igreja Católica e escreveu A política inspirada
nas Sagradas Escrituras. Durante o reinado de Luís XIV, Bossuet formulou a doutrina do
absolutismo de direito divino” (Coleção 1 - “História”).
Jaime I - “durante seu reinado, de 1603 a 1625, Jaime continuou a perseguição aos adeptos
do puritanismo e do catolicismo, muitos dos quais acabaram emigrando para a América do
Norte” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Jaime II - rei inglês “que reinou de 1685 a 1688” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Jean-Baptiste Colbert - “por sua vez, o ministro Jean-Baptiste Colbert buscou na política
mercantilista francesa a sustentação econômica para o governo do rei Sol” (Coleção 1 -
“História”).
Jean Bodin - “francês que escreveu a obra Seis livros sobre a República. Nela afirmava que
o poder dos reis era concedido por Deus” (Coleção 1 - “História”).
João Sem-Terra - “O rei João Sem-Terra, irmão e sucessor de Ricardo, autorizou sucessivos
aumentos de impostos para cobrir gastos militares” (Coleção 5 - “História, Sociedade e
Cidadania”).
*Joana d’Arc - A vitória, Guerra dos Cem Anos, “coube aos franceses, que conseguiram
expulsar os ingleses da França com a ajuda e a liderança de uma jovem camponesa de nome
Joana d’Arc” (Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
*John Locke - “criticava o Absolutismo e exaltava a liberdade individual, a tolerância
religiosa e a defesa da propriedade privada” (Coleção 4 - “História em Documento”).
*La Fontaine (1621 - 1695) - “conhecido pelas inúmeras fábulas que escreveu segundo as
fórmulas propostas pelo autor grego Esopo. Usava os animais como personagens para
satirizar os hábitos humanos e os costumes sociais de seu tempo. Foi eleito membro da
Academia Francesa de Literatura, apesar dos protestos de Luís XIV” (Coleção 12 - “Projeto
Radix”).
Luís IX - “contribuiu para a centralização do poder na França, ordenando que a moeda real
fosse aceita em todo o território e permitindo que todo aquele que fosse condenado pelo
tribunal dos senhores feudais recorresse a um tribunal do rei”.
Luís XIV - exigia de seus súditos total obediência e lealdade e ocupava-se de pessoalmente
dos assuntos ligados ao governo. Enfim, agia de acordo com a frase atribuída a ele: "O
Estado sou eu". Durante seu longo reinado (54 anos), Luís XIV usou o exército para impor
sua autoridade, mas procurou também atender os interesses de setores da nobreza e da
burguesia. Para atrair a nobreza, adotou a política de ‘distribuição de favores’: distribuía
pessoalmente, presentes e empregos bem remunerados a condes, duques e barões. E, na sua
corte, no Palácio de Versalhes, sua residência oficial, abrigava e sustentava milhares de
outros nobres. Para obter apoio da burguesia, favoreceu-a por meio de seu ministro Jean B.
Colbert incentivando as exportações, concedendo prêmios em dinheiro e ajuda financeira a
manufaturas francesas e isentando-as de impostos” (Coleção 5 - “História, Sociedade e
Cidadania”).
Luís XV - neto de Luís XIV, “realizou uma administração que acentuou as dificuldades
econômicas da população francesa em razão dos enormes gastos com a corte de Versalhes e
os conflitos internacionais” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Luís XVI - “com Luís XVI, as dificuldades internas multiplicaram-se e a oposição ao rei
intensificou-se, resultando na Revolução Francesa de 1789, que levou o monarca à guilhotina
e instalou a República” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
*Maria - “para assumir o governo, os opositores de Jaime II convidaram secretamente sua
filha mais velha, Maria, casada com Guilherme de Orange - neto de Carlos I -, protestante
que governava a Holanda” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Maria I - “filha do primeiro casamento de Henrique VIII com Catarina de Aragão. Maria I
era católica e seu governo foi uma tentativa de restabelecer o catolicismo na Inglaterra.
Assim, perseguiu os protestantes com brutal violência, o que lhe valeu o apelido de Bloody
Mary (Maria, a Sanguinária)” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
*Maria de Médici - rainha da França
*Martinho Lutero - traduziu “a Bíblia para o alemão, ele contribuiu para organizar essa
língua” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Mazarino - “deu continuidade ao trabalho de Richelieu tanto na política interna quanto na
externa. Internamente, Mazarino venceu as últimas revoltas de nobres e burgueses,
consolidando o poder absoluto francês. Externamente, derrotou a Dinastia Habsburgo e
transformou a França na primeira potência europeia” (Coleção 1 - “História”).
Molière (1622 - 1673) - “um dos mais originais comediantes franceses, não se prendeu aos
modelos literários clássicos e escreveu sátiras e comédias como O Avarento, Tartufo e O
Burguês Fidalgo, fazendo críticas aos usos e costumes da sociedade burguesa que então se
estruturava. Empregou uma linguagem viva e coloquial em sua obra, que continua atual”
(Coleção 12 - “Projeto Radix”).
*Mestres de ofício - “trabalhavam por conta própria e ensinavam sua atividade aos
aprendizes” (Coleção 8 - “Novo História”).
New Model Army - “os oficiais do exército, chamados de cabeças redondas, eram liderados
por Oliver Cromwell (1599 - 1658) e organizaram o New Model Army (Novo Modelo de
Exército)” (Coleção 13 - “Saber e Fazer História”).
Nicolau Maquiavel (1469 - 1527) - “o florentino Nicolau Maquiavel escreveu que duas eram
as características fundamentais de um monarca: Virtú e Fortuna. Segundo Maquiavel, Virtú
era a capacidade de o governante escolher a melhor estratégia para governar o Estado e
manter o poder. Fortuna, por sua vez, significa ocasião, acaso. Um bom governante era
aquele que, além de virtuoso, deveria ser ousado e aguardar a ocasião propícia para tomar as
decisões políticas” (Coleção 2 - História das Cavernas ao Terceiro Milênio).
Niveladores (Levellers) - “alguns pequenos proprietários e artesãos defendiam mudanças
profundas, como a igualdade entre todos os homens perante a lei, a abolição dos dízimos, a
liberdade religiosa e a divisão das terras. Eles foram chamados Niveladores (Levellers) pelos
seus críticos, pois pretendiam nivelar os grupos sociais” (Coleção 8 - “Novo História”).
Nobreza - “embora ainda fosse proprietária de muitas terras, já não gozava do mesmo poder
político que tinha antes do Antigo Regime. Com a criação de exércitos profissionais, por
exemplo, os nobres foram perdendo a função de defender militarmente a sociedade. Em
compensação, gozavam de benefícios concedidos pelos soberanos, e muitos viviam em meio
ao luxo das cortes reais” (Coleção 13 - “Saber e Fazer História”).
Nobreza cortesã - “era aquela que recebia do rei cargos administrativos no Estado e altas
pensões” (Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
Nobreza de espada - “também conhecida como nobreza “de sangue”, era composta pelos
antigos senhores feudais e geralmente exercia funções militares. Entre esses nobres havia um
grupo mais privilegiado. Eram membros da famílias muito antigas e muito ricas, que
formavam a corte do rei e viviam na ociosidade” (Coleção 11 - “Projeto Araribá”).
Nobreza provincial - “era composta por nobres decadentes que buscavam, por meio de
casamentos arranjados, manter sua posição social” (Coleção 15 - “Vontade de Saber
História”).
Nobreza togada - “os ocupantes de cargos elevados na Justiça eram assim chamados porque
vestiam a toga, espécie de capa usada apenas por aqueles que tinham frequentado curso
universitário, necessário para quem fosse ocupar um cargo na administração real.
Considerava-se que uma pessoa se tornava nobre se exercesse uma função importante”
(Coleção 9 - “Para entender a História”)
Oliver Cromwell - Liderou os revolucionários, Cromwell assumiu o poder e governou. “Em
1653, Cromwell recebeu o título de Lorde Protetor e passou a governar de forma absoluta.
Antes, em 1651, lançou o Ato de Navegação, decreto pelo qual a entrada de todas as
mercadorias da Inglaterra deveria ser feita em navios pertencentes a ingleses ou a cidadãos de
colônias inglesas, com no mínimo a metade da tripulação formada por ingleses”.
Parlamento - “assembleia legislativa que, na Inglaterra, é constituída por duas câmaras: a
dos Lordes (nobres) e a dos comuns” (Coleção 4 - “História em Documento”).
*Pascal (1623 - 1662) - “filósofo, matemático e físico, aplicou os princípios da
experimentação aos fenômenos que analisou, desenvolvendo os princípios da chamada
ciência moderna”(Coleção 12 - “Projeto Radix”).
*População de Paris - tomou a Bastilha
Puritanos - “seguidores do calvinismo” (Coleção 8 - “Novo História”).
Racine (1639 - 1699) - “escritor que buscou aplicar os modelos gregos na elaboração de seus
tragédias, como Andrômeda e Phedra, que revisitavam dramas e dilemas universais”
(Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Rei Francisco I - “em 1515, com a ascensão da família Valois ao poder, pode-se afirmar que
a França tinha o caráter de um Estado moderno com o poder plenamente centralizado nas
mãos do rei Francisco I” (Coleção 6 - “História Temática”).
Reis - “à medida que os territórios eram unificados e subordinados à autoridade dos reis,
estes assumiram o papel, que anteriormente cabia à nobreza feudal, de formular leis e exercer
funções militares”. “O crescente fortalecimento do poder real, em alguns Estados, evoluiu
para o regime absolutista. O absolutismo pode ser definido como a grande concentração de
poder nas mãos do rei, que se colocava acima do poder legislativo e do poder judiciário”.
“Por sua vez, o rei foi fortalecido pelo dinheiro que recebeu da burguesia e pelo apoio dado
pelos nobres, que precisavam de sua ajuda para sobreviver. Aos poucos, a autonomia dos
feudos desapareceu e, com isso, todos os habitantes de um determinado território, incluindo
nobres, burgueses, camponeses e clero, passaram dever obediência ao soberano”. Os reis
começaram a formar exércitos profissionais, que eram pagos com o dinheiro dos impostos
cobrados dos súditos, especialmente da burguesia das cidades. Como o poder militar dos reis
dependia agora do dinheiro, eles passaram a favorecer os comerciantes com uma legislação
protetora”. “Além de controlar o poder militar, os soberanos controlavam a produção de
dinheiro, proibindo a circulação de qualquer outra moeda a não ser a moeda nacional. A
eliminação dos dialetos regionais e a imposição de uma língua falada no território também
eram medidas necessárias para se construir um Estado nacional”. (Coleção 2 - “História das
Cavernas ao Terceiro Milênio”).
Reis católicos (Fernando de Aragão e Isabel de Castela) - “Fernando (herdeiro do trono de
Aragão) casou-se com Isabel (irmã do rei de Castela), promovendo a união desses reinos e
consolidando o domínio sobre quase todo o território que hoje corresponde à Espanha.
Fernando e Isabel tiveram um importante papel na expulsão final dos muçulmanos na
Península Ibérica, em 1492. Tal empenho fez com que eles se tornassem conhecidos como os
‘reis católicos”’. (Coleção 2 - História das Cavernas ao Terceiro Milênio).
*René Descartes - “filósofo e matemático francês, em algumas de suas análises filosóficas
apoiou-se em descobertas da medicina feitas pelo médico inglês William Harvey. Descartes é
considerado um importante criador do racionalismo, corrente filosófica fundamental para o
desenvolvimento científico moderno” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Ricardo Coração de Leão - “passou a maior parte do tempo fora do país lutando nas
cruzadas ou disputando com o rei da França, fatos que enfraqueceram a autoridade real”.
(Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
Richelieu - “governou a França como primeiro ministro do rei Luís XIII. (pai de Luís XIV),
da Dinastia Bourbon. Na política interna, Richelieu buscou submeter a nobreza e a burguesia
ao poder real, fortalecendo dessa forma a monarquia absoluta” (Coleção 1 - “História”).
Richard - “com a morte de Cromwell, em 1658, seu filho e sucessor Richard assumiu o
poder, mas não conseguiu manter o país unido e foi forçado a renunciar ao cargo em favor
dos chefes militares” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Sacro Império Romano Germânico - “governado pela Dinastia dos Habsburgo” enfrentou a
França (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Senhores Feudais - “os proprietários rurais eram chamados de senhores feudais. Eles eram
nobres que recebiam dos reis um grande lote de terras - o feudo - e ficavam comprometidos
em garantir a defesa do território” (Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
*Sir Walter Raleight - “a Coroa Inglesa doou as terras americanas a Sir Walter Raleight,
que podia explorá-las como quisesse” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Teóricos do absolutismo - “diante das transformações sofridas desde o final da Idade Média
(o esgotamento das terras, a diminuição do poder dos senhores feudais, o ressurgimento do
comércio, a necessidade de unificação de um território que facilitasse as trocas comerciais
etc.), diversos pensadores passaram a defender a ideia de que somente um rei forte poderia
solucionar os problemas da sociedade. Esses pensadores, que surgiram em diversas partes da
Europa, ficaram conhecidos como teóricos do absolutismo” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Terceiro Estado - “na França, esse grupo era chamado de Terceiro Estado (formado pelos
que não pertenciam nem à nobreza nem ao clero)” (Coleção 4 - “História em Documento”).
Thomas Hobbes - “inglês que escreveu o clássico Leviatã. Esse livro é considerado uma das
grandes obras da filosofia política moderna. Hobbes afirmava que o poder absoluto do
soberano não provinha de Deus” (Coleção 1 - “História”).
Tories - “anglicanos conservadores que defendiam a autoridade do rei” (Coleção 12 -
“Projeto Radix”).
Trabalhadores assalariados - “recebiam pagamento pelo trabalho realizado” (Coleção 8 -
“Novo História”).
*Yeomen - “pequenos e médios proprietários rurais” (Coleção 13 - “Saber e Fazer História”).
Rendeiros - “alugavam a terra dos nobres e dos burgueses em troca de parte da produção”
(Coleção 8 - “Novo História”).
Whigs - “em sua maioria burgueses, adversário dos Stuart e defensores do poder
parlamentar” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).

CONCEITOS -

Absolutismo - “regime político que caracterizou as monarquias da chamada Época Moderna,


entre os séculos XVI e XVII. (...) [São] características essenciais do absolutismo:
centralização do poder nas mãos de um monarca capaz de equilibrar as disputas entre a
nobreza e a burguesia, superar diversidades locais e promover a unificação territorial,
institucional e administrativa (...). Tal modelo teve por base a monarquia francesa em seu
momento de auge: o reinado de Luís XIV (1643 - 1715), cuja expressão ‘o Estado sou eu’
(L’État c’est moi) resumiria a essência do regime absolutistas”. (In: VAINFAS, Ronaldo
(Dir.). Dicionário do Brasil Colonial: 1500 - 1808, p. 12) (Coleção 5 - “História, Sociedade e
Cidadania”).
Absolutismo de direito - “no século XVII, os Stuart tentaram estabelecer um absolutismo de
direito, ou seja, reconhecido pelas leis. Porém, naquele momento, os burgueses e a gentry
perceberam que o absolutismo prejudicava seus interesses. Por isso, quiseram limitar os
amplos poderes do rei, principalmente aqueles que lhe permitiram intervir nos assuntos
econômicos” (Coleção 13 - “Saber e Fazer História”).
Absolutismo disfarçado - “o absolutismo disfarçado” é uma denominação, utilizada pela
Coleção 1 - “História”, ao tratar do absolutismo inglês. Segundo a coleção, apesar da
presença do Parlamento, “ainda assim, o poder estava concentrado inteiramente no monarca.
Por isso, como o rei convivia com o Parlamento, o absolutismo inglês foi denominado
“absolutismo disfarçado” (Coleção 1 - “História”).
Absoluto - “sem limites, total” (Coleção 4 - “História em Documento”).
*A Invencível Armada - “armada espanhola” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Atos de Navegação - “Suas leis (Cromwell) conhecidas como os Atos de Navegação (1651)
fortaleceram ainda mais a economia inglesa ao determinarem que mercadorias negociadas
com a Inglaterra só poderiam ser transportadas em navios ingleses e com, no mínimo, metade
da tripulação formada por ingleses” (Coleção 4 - “História em Documento”).
Ato de Tolerância - “estabelecia a liberdade religiosa para os protestantes” (Coleção 12 -
“Projeto Radix”).
*Barroco - movimento artístico que “surgiu na Europa, na metade do século XVI. Os artistas
desse tempo já não se satisfaziam com a arte do Renascimento, que lhes parecia muito sóbria
fria e racional. Os artistas barrocos tinham pouca preocupação com a simetria e o equilíbrio
em suas obras. Buscavam, antes de tudo, expressar com grande liberdade o seu modo pessoal
de ver e sentir, respeitando os limites da moralidade da época”(Coleção 9 - “Para entender a
História”).
*Bem-comum - “no final da Idade Média, considerava-se que cabia ao monarca exercer a
paz e a justiça, promovendo a prosperidade dos súditos. Estes objetivos chamados de bem-
comum, não podiam ser alcançados sem conflitos” (Coleção 2 - “História das Cavernas ao
Terceiro Milênio”).
Capitalismo - “no capitalismo, os indivíduos podem ser proprietários de meios de produção,
isto é, podem possuir tudo aquilo que serve para produzir alguma coisa: terras, máquinas,
instalações industriais, etc. Nessa forma de organização social e econômica, tudo que é
produzido é feito para ser vendido com lucro. O grupo social dominante no capitalismo é a
burguesia formada pelos que possuem a maior parte dos meios de produção” (Coleção 9 -
“Para entender a História”).
Capitalismo Comercial - “Entre os elementos próprios do capitalismo, destacavam-se os
seguintes: ⦁O trabalho assalariado, que vinha sendo utilizado cada vez com maior
frequência. ⦁A formação de sociedades anônimas, das bolsas de valores e dos bancos. ⦁O
uso de cheques, documentos de crédito, etc. Essa era a fase inicial do capitalismo,
chamada de capitalismo comercial devido, entre outros motivos, ao fato de o comércio
ser a atividade lucrativa à qual a burguesia - e também alguns nobres - mais se dedicavam
nessa época” (Coleção 9 - “Para entender a História”).

Clero - conjunto de sacerdotes de uma religião (Coleção 5 - “História, Sociedade e


Cidadania”).
*Commedia dell’arte - “um dos gêneros de teatro mais conhecidos da época era o chamado
Commedia dell’arte, que se originou na atual Itália” (Coleção 3 - “História e Vida
Integrada”).
Commonwealth - “o novo Estado recebeu o nome de Commonwealth, pois, de acordo com o
novo programa do governo, a “riqueza” da nação (wealth) seria de “todos” (common)”.
(Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Declaração de Direitos - “assegurava ao Parlamento o direito de aprovar ou rejeitar
impostos, garantia a liberdade individual, a propriedade privada e estabelecia também o
princípio da divisão de poderes” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
Duas rosas em guerra - “as famílias York e Lancaster tinham como símbolo uma rosa,
variando apenas a cor: os Lancaster eram representados por uma rosa vermelha, e os York,
por uma rosa branca. Então, a guerra que travam ficou conhecida como Guerra das Duas
Rosas. Com o fim da guerra, Henrique VII adotou uma rosa branca e vermelha, chamada
Rosa Tudor, simbolizando a união das duas famílias” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Estado - “O Estado compreende toda a estrutura jurídica e política e institucionalizada de
uma sociedade, com um governo próprio e um território definido” (Coleção 6 - “História
Temática”).
*Estados Gerais - “uma assembléia formada por representantes da nobreza, do clero e da
burguesia”. (Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
Estados modernos europeus - Os estados modernos europeus eram organizações políticas e
administrativas que substituíram a autoridade até então exercida pelos senhores feudais
Estamentos - “numa sociedade estamental, a posição social das pessoas é determinada pelo
nascimento. Isso vale também para os direitos e deveres de cada um. Na Idade Média, a
sociedade era estamental, portanto os filhos de nobres continuavam a ser nobres e os filhos de
camponeses eram sempre camponeses. No final da época medieval essa regra já não era tão
rígida: um camponês podia se dedicar ao comércio, enriquecer e se tornar um burguês. E o
burguês que caísse nas graças de um nobres, ou do rei, podia receber um título de nobreza, e
gozar dos privilégios que essa condição lhe daria” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Era Dourada - termo como ficou conhecido o reinado elisabetano.
Édito de Nantes - “de 1598, que garantiu a liberdade religiosa aos protestantes” (Coleção 10
- “Para Viver Juntos”).
*Frondas - “revoltas (as frondas) de membros da nobreza, descontentes com sua perda de
poder e crescente centralização” (Coleção 12 - “Projeto Radix”).
Guerra Civil - “as disputas entre o rei Carlos I e o Parlamento provocaram uma guerra civil,
que teve início em 1642 e se estendeu até 1649” (Coleção 8 - “Novo História”).
Guerra dos Sete Anos - conflito entre a França e Inglaterra que teve início em 1756
*Habeas Corpus - “uma medida jurídica adotada a partir de 1679 que impedia as pessoas de
serem presas apenas pela vontade dos governantes. Ela era uma garantia importante à
liberdade dos indivíduos e impedia certas arbitrariedades da época do absolutismo” (Coleção
13 - “Saber e Fazer História”).
*Huguenotes - “como eram chamados os protestantes franceses” (Coleção 10 - “Para Viver
Juntos”).
Igreja Anglicana - “Henrique VIII, filho de Henrique VII, consolidou o absolutismo inglês
ao romper com o papa em 1534 e criar sua própria Igreja, chamada anglicana, com os
mesmos princípios católicos, mas deixando de reconhecer a autoridade papal” (Coleção 10 -
“Para Viver Juntos”).
Igreja Nacional - “Francisco I conseguiu limitar a influência política da Igreja católica na
França sem aderir ao protestantismo. Sua estratégia foi obter do papa, em 1516, o poder de
nomear bispos e outras autoridades eclesiásticas, criando, na prática, uma igreja nacional sob
seu controle” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Lorde Protetor - Título atribuído a Cromwell
Magna Carta - “documento assinado por João Sem Terra em 1215, no qual eram
reconhecidos os direitos da nobreza, da Igreja e da burguesia” (Coleção 12 - “Projeto
Radix”).
*Massacre de São Bartolomeu - “os sucessores de Henrique II permitiram que os católicos
continuassem as perseguições e com os massacres contra os huguenotes. O mais sangrento foi
o Massacre de São Bartolomeu, na madrugada de 24 de agosto de 1572, em Paris, dia de São
Bartolomeu, que matou milhares de protestantes” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Mercantilismo - “origina-se da palavra alemã merkantilismus, nome dado pelos economistas
alemães do século XIX ao conjunto de ideias e práticas econômicas adotadas pelas
monarquias europeias nos séculos XVI e XVII. Segundo um historiador: “(...) Dentre as
características mais apontadas para definir o mercantilismo, destacam-se: 1) intervencionismo
do Estado nas práticas econ?ômicas, através de políticas monopolistas e fiscais relativamente
rígidas; 2) o metalismo ou bulionismo, isto é, a crença de que a acumulação de metais
preciosos era a única forma de enriquecimento dos Estados; 3) a busca de uma balança
comercial favorável, ou seja, a superação contábil das importações pelas exportações (...)”.
(VAINFAS, Ronaldo (Dir.). Dicionário do Brasil Colonial (1500 - 1808). Rio de Janeiro:
Objetiva, 2000. p. 392). (Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania”).
Monarquia parlamentar - “nela há um rei ou uma rainha que exerce a função de chefe de
Estado, representando o país perante outros Estados. Contudo, o governo é exercido pelos
membros do Parlamento” (Coleção 8 - “Novo História”).
*Monopólios reais - “(companhia comerciais, lucros do comércio colonial, contratos de
fornecimento de produtos para obras e consumo da corte, entre outros)” (Coleção 13 - “Saber
e Fazer História”).
*Nação - “Antes de mais nada, é preciso saber que o significado dessa palavra foi se
modificando ao longo dos tempos. A sua origem está na palavra latina nascere, que traz a
ideia de nascimento comum, de comunidade”. (Coleção 6 - “História Temática”).
Poder legislativo - “autoridade encarregada de fazer as leis” (Coleção 7 - “Navegando pela
História”).
Poder Judiciário - poder “de julgar” (Coleção 2 - “História das Cavernas ao Terceiro
Milênio”).
Poder executivo - poder “de cobrar impostos e de administrar o Estado e suas diversas
instituições” (Coleção 2 - “História das Cavernas ao Terceiro Milênio”).
*Política dos “grandes cardeais” - Iniciada por Richelieu e concluída por Mazarino, a
política dos "grandes cardeais" preparou o caminho para o longo reinado de Luís XIV (1661 -
1715). (Coleção 1 - “História”).
Protetorado - “Cromwell instalou o regime republicano na Inglaterra, comandando-a de
1649 a 1658. A república ditatorial de Cromwell ficou conhecida como protetorado”
(Coleção 13 - “Saber e Fazer História”).
*Racionalismo - “corrente filosófica fundamental para o desenvolvimento científico
moderno” (Coleção 3 - “História e Vida Integrada”).
*Razão de Estado - política adotada pelo Cardeal Richelieu, “essa política defendia que as
necessidades do Estado e do rei eram superiores à moral e aos princípios dos homens”.
(Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
Reconquista - “A formação dos Estados nacionais na Península Ibérica está diretamente
relacionada à expulsão dos muçulmanos do território. Até o século XI, cristãos e muçulmanos
conviveram na Península Ibérica alternando períodos de paz e conflito. Depois desse período,
porém, como reflexo das Cruzadas, os cristãos iniciaram as lutas com a finalidade de expulsar
os muçulmanos da península. Essas lutas foram chamadas de Reconquista, pois o principal
objetivo era reaver para os cristãos os territórios ocupados pelos muçulmanos” (Coleção 2 -
“História das Cavernas ao Terceiro Milênio”).
Restauração - “visando recuperar o controle do governo, os parlamentares propuseram um
acordo com os membros da família real: a monarquia seria restabelecida, mas o rei aceitaria
se submeter às decisões do Parlamento. Esse retorno da monarquia foi chamado de
Restauração” (Coleção 8 - “Novo História”).
*Revolução de Avis - “com o fim da dinastia de Borgonha, uma disputa sucessória levou um
conflito que ficou conhecido como Revolução de Avis” (Coleção 6 - “História Temática”).
*Revolução Francesa - “é considerada uma das revoluções burguesas da Europa, na qual o
rei absolutista teve de concordar em assinar uma Constituição e tornar-se o rei de todos os
cidadãos franceses, estando ele mesmo obrigado a cumprir a Constituição. Aqueles que eram
súditos, mas não tinham privilégios, revoltaram-se contra o poder absoluto dos reis”.
(Coleção 6 - “História Temática”).
Revolução Puritana - “a partir de 1642, os conflitos entre o Parlamento e o rei aumentaram,
dando origem a uma guerra civil: a Revolução Puritana” (Coleção 3 - “História e Vida
Integrada”).
Teoria do direito divino dos reis - “de acordo com ela, os reis recebiam o poder
diretamente de Deus e só a ele deviam prestar conta de seus atos” (Coleção 3 - “História e
Vida Integrada”).
Tratado de Tordesilhas - tratado “que dividia o recém-descoberto continente americano
entre Espanha e Portugal” (Coleção 15 - “Vontade de Saber História”).
Tudor - “após muitas batalhas, assassinatos, coroações e deposições de reis, em 1485 a
guerra chegou ao fim com a vitória de Henrique Tudor, coroado Henrique VII. O novo rei
uniu as duas famílias ao se casar com Elizabeth de York, criando uma nova dinastia, chamada
Tudor” (Coleção 10 - “Para Viver Juntos”).
*Suserano - “senhor feudal” (Coleção 14 - “Tudo é História”).
*Vassalo - “no feudalismo, indivíduo que, mediante juramento de fé e fidelidade a um
suserano, dele se tornava dependente e lhe rendia tributo” (Coleção 14 - “Tudo é História”).

OBSERVAÇÃO: Tanto os sujeitos, quanto os conceitos que possuem uma sinalização (*),
são considerados, nesta análise, sujeitos ou conceitos, que tiveram pouca recorrência no
Tema. Ou seja, são sujeitos e conceitos que aparecem em uma ou em algumas poucas
coleções.
BIBLIOGRAFIA

Coleção 1 - “História” -

Filmes
Elizabeth.(Elizabeth). Direção: Shekhar Kapur. Estados Unidos: Fox Film. 1998, 125 min.
Vatel, um banquete para o rei. (Vatel). Direção: Roland Joffé. Estados Unidos/França:
Miramax Films, 2000. 119 min.
O homem que não vendeu sua alma (A man for all seasons). Direção: Fred Zinnemann.
Inglaterra: Columbia Pictures, 1966. 115 min.
Livros
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1985.
BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento. São Paulo:
Hucitec. 1996.
BOXER, C, R. O império marítimo português 1415 - 1825. Trad. Anna Olga de Barros
Barreto. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo. Séculos XV - XVIII.
São Paulo: Martins Fontes, 1998. v.I, II e III.
_________________. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Felipe II.
Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1995
BURCKHARDT, Jacob. A cultura do Renascimento na Itália. São Paulo: Companhia das
Letras, 2003.
BURKE, Peter. Cultura popular na idade Moderna: Europa, 1500 - 1800. São Paulo:
Companhia das Letras, s/d.
____________. O Renascimento italiano. Trad. José Rubens Siqueira. Rio de Janeiro: Nova
Alexandria, 1999.
BURNS, Edward Mcnall. História da civilização ocidental. 29. ed. Porto Alegre: Globo,
1990. 2.v.
CHAUNU, Pierre. O tempo das Reformas: 1250 – 1550. Lisboa: Edições 70, 1995. v. II.
DOBB, M. A evolução do capitalismo. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.
DRESDEN, Sem. O humanismo no Renascimento. Porto: Inova, 1974.
FLETCHER, Richard. A cruz e o crescente: Cristianismo e Islã, de Maomé à Reforma. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 2004.
FONTANA, Josep. A Europa diante do espelho. Trad. Omar Ribeiro Tomaz. Bauru: Edusc,
2005.
FRAGOSO, João; BICALHO, Maria Fernanda; GOUVÊA, Maria Fátima (Orgs.). O Antigo
Regime nos Trópicos: a Dinâmica Imperial Portuguesa (sécs. XVI - XVIII). Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2001.
HILL, Christopher. O eleito de Deus: Oliver Cromwell e a Revolução Inglesa. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.
____________. O mundo de ponta-cabeça: idéias radicais durante a Revolução Inglesa:
1640. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
____________. Origens intelectuais da Revolução Inglesa. São Paulo: Martins Fontes, 1992.
HUBERMAN, L. História da riqueza do homem. 19. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1983.
LARIVAILLE, Paul. A Itália no tempo de Maquiavel. São Paulo: Companhia das Letras,
1998. (A vida cotidiana).
MORTON, A. L. A história do povo inglês. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970.
ROMANO, R.; TENENTI, A. Los fundamentos del mundo moderno. Madri: Siglo Veintiuno,
1972.
WEBER, Max. História geral da economia. São Paulo: Mestre jou, 1968.
WILHELM, Jacques. Paris no tempo do Rei Sol. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. (A
vida cotidiana).

Coleção 2 - “História das cavernas ao terceiro milênio” -

ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutistas. São Paulo: Brasiliense, 1985.


ANDRADE FILHO, Ruy. Os muçulmanos na Península Ibérica. São Paulo: Cultrix, 1989.
BRAUDEL, Fernand. O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Felipe II. São
Paulo: Martins Fontes, 1983. v.2.
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.
FALCON, Francisco José Calazans. Mercantilismo e transição. 14. ed. São Paulo:
Brasiliense, 1996.
GUENÉE, Bernard. O Ocidente nos séculos XIV e XV;os Estados. São Paulo:
Pioneira/Edusp, 1981.
WEFFORT, Francisco (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 1989. v.1.

Coleção 3 - “História e Vida Integrada” -


ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutistas. São Paulo: Brasiliense, 1989.
ARIÉS, Philippe; CHARTIER, Roger (orgs.). História da vida privada: da Renascença ao
Século das Luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. v.3.
DUBY, Georges. Atlas histórico mundial. Madrid: Debate, 1995.
___________. Grand atlas historique. Paris: Larousse, 1995.
FALCON, Francisco José Calazans. Mercantilismo e transição. São Paulo: Brasiliense, 1996.
HESPANHA, Antonio Manuel (org.). Poder e instituições na Europa do Antigo Regime.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1984.
KINDER, H.; HILGEMANN, W. Atlas historique. Paris: Stock, 1968.
MANFRED, A. Z. Do feudalismo ao capitalismo. 2. ed. São Paulo: Abril, 1986.
THEODORO, J. Pensadores, exploradores e mercadores. São Paulo: Scipione, 1994.
STONE, Norman; BARRACLOUGH, Geoffrey (eds.). The Times atlas of the world history.
London: Times Books, 1990.
VIDAL-NAQUET, Pierre (dir.). Atlas historique. Histoire de l'humanité de la pré-histoire à
nos jours. Paris: Hachette, 1987.

Coleção 4 - “História em Documento” -

Sites
http://museoprado.meu.es
http://www.chateauversailles.fr/fr/
CD-ROM
Versailles 1685 - Conspiração na corte do Rei Sol
Bibliografia no fim do capítulo
DOYLE, William. O Antigo Regime. São Paulo: Ática (Coleção Princípios).
KAPLAN, Lawrence. Cromwell. São Paulo: Nova Cultural (Coleção: Os Grandes Líderes).
MICELI, Paulo. As revoluções burguesas. São Paulo: Atual (Coleção Discutindo a História).
MIDDLETON, Haydn. O cotidiano no século XVI. São Paulo: Melhoramentos (Coleção
Povos do Passado).
POMER, Leon. O surgimento das nações. São Paulo: Atual (Coleção Discutindo a História).
TAYLOR, Lawrence. O cotidiano europeu no século XVII. São Paulo: Melhoramentos.
(Coleção Povos do Passado).
Bibliografia no fim do livro.
DEYON, P. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973. Coleção Khronos.
FALCON, F. J. C. Mercantilismo e transição. São Paulo: Brasiliense, 1981. (Coleção: Tudo é
História).
HEERS, J. O Ocidente nos séculos XIV e XV: aspectos econômicos e sociais. São Paulo:
Pioneira/Edusp, 1981.
LADURIE, E. Le R. O Estado monárquico. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
RIBEIRO, R. J. A etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Moderna, 1999. (Coleção
Polêmica.)
WILHELM, J. Paris no tempo do Rei-Sol. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. (Coleção
a Vida Cotidiana).
Revistas
PETITFILS, Jean-Christian e outros. Dossiê: Luís XIV: o Rei Sol. História Viva. São Paulo,
Duetto, v.3 n.25, nov. 2005, p. 28-51.
SOALHEIRO, Bárbara. Um dia na história do Palácio de Versalhes. Aventuras na História.
São Paulo, Abril, v. 4, dez. 2003, p. 6-7.
TIBERGHIEN, Frédéric. Versalhes, maravilha erguida sobre o pântano. História Viva. São
Paulo, Duetto, v.3 n.25, nov. 2005, p. 92-94.
Filmes
Os três mosqueteiros. Direção de Stephen Herek, 1993.
O rei pasmado e a rainha nua. Direção de Imanol Uribe, 1991. Espanha/França/Portugal,
distribuição Top Tape.

Coleção 5 - “História, Sociedade e Cidadania” -

Livros recomendados ao fim do tema


MIDDLETON, Haydn. O cotidiano no século XVI. São Paulo: Melhoramentos, 1992.
(Coleção Povos do Passado).
TAYLOR, Lawrence. O cotidiano europeu no século XVII. São Paulo: Melhoramentos, s.d.
(Coleção Povos do Passado).
Bibliografia no fim do livro
AMADO, Janaína & FIGUEIREDO, Luiz Carlos. A formação do Império Português (1415 -
1580). São Paulo: Atual, 1999. (Discutindo a História).
BOXER, C. R. O Império marítimo português (1415 - 1825). Lisboa: Edições 70, 1981.
DELUMEAU, Jean. História do medo no Ocidente (1300 - 1800), uma cidade sitiada. São
Paulo: Companhia das Letras, 1989.
DEYON, Pierre. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973.
DICKENS, A.G. A Reforma na Europa do Século XVI. Lisboa: Editorial Verbo, 1971.
(História Ilustrada da Europa).
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 17. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.
MARCHANT, Alexander. Do escambo à escravidão. Brasília: INL/Nacional, 1990.
.PRODANOV, Cleber Cristiano. O mercantilismo e a América. 5. ed. São Paulo: Contexto,
1998. (Repensando a História Geral).
SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 16. ed. revista e atualizada. São Paulo: Atual, 1994.
(Discutindo a história)
THEODORO, Janice. A América Barroca: tema e variações. São Paulo: Edusp; Nova
Fronteira, 1992.
Sites
Palácio de Versalhes. Disponível em:
sC<www.chateauversailles.fr/en/100_Plan_du_Domaine_de_Versailles.php>
Filmes
Elizabeth. Direção de Shekhar Kapur. Inglaterra/França: Channel Four Films/Polygram
Filmed Entertainment/Working Titles Films, 2007. (114 min).
O homem da máscara de ferro. Direção de Randall Wallace. Reino Unido: United Artists,
1998 (132 min).
Joana D'Arc. Direção de Luc Besson. França: Columbia Pictures/Sony Pictures
Entertainment, 1999. (124 min).

Coleção 6 - “História Temática” -

ARRUDA, José Jobson de Andrade. A Revolução Inglesa. São Paulo: Brasiliense, 1984.
(Tudo é História).
ATLAS de história universal The Times. Londres: Times Books, 1989.
BOBBIO, Norberto. Dicionário de política. Brasília: Ed. da UnB, 1991.
CATANI, Afrânio Mendes. O que é capitalismo? São Paulo: Brasiliense, 1980. (Primeiros
passos).
CHAUNU, Pierre. Tempo das reformas II: 1250 - 1550. Lisboa: Ed. 80, s.d.
DUBY, Georges. (Dir.). História da vida privada: da Europa feudal à Renascença. São
Paulo: Companhia das Letras, 1990.
GRUPPI, Luciano. Tudo começou com Maquiavel. Porto Alegre: L&PM, 1980.
Especialmente a parte I.
HILL, Christopher. A Revolução Inglesa de 1640. 3. ed. Lisboa: Presença, 1977.
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 18. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1982.
KINDER, Hermann; HILGEMANN, Werner. The Anchor atlas of world history. Nova York:
Anchor Books, 1974. 2 v.
LADURIE, Emanuel Le Roy. O Estado monárquico. São Paulo: Companhia das Letras,
1994.
LOPES, Marcon Antônio. O absolutismo. São Paulo: Brasiliense, 1996. (Tudo é História).
RIBEIRO, Renato Janine. A etiqueta no Antigo Regime: do sangue à doce vida. 2. ed. São
Paulo: Brasiliense, 1987. (Tudo é História).
SANTIAGO, Theo. Do feudalismo ao capitalismo: uma discussão histórica. São Paulo:
Contexto, 1988. (Textos e documentos).
SINGER, Paul. O capitalismo. São Paulo: Moderna, 1987.

Coleção 7 - “Navegando pela História” -

Bibliografia no fim do capítulo.


REES, Célia. Piratas. São Paulo, Companhia das Letras, 2003.
Bibliografia no fim do livro
CORVISIER, André. História moderna. São Paulo/Rio de Janeiro, Difel, 1976
ELIAS, Norbert. O processo civilizador. Rio de Janeiro, Zahar, 1990.
HILL, Christopher. A revolução inglesa de 1640. Lisboa, Presença, 1977.
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro, LTC, 1986.
SEIGNOBOS, C. História moderna hasta 1715. Madrid, Jorro, 1921.
SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. Capitalismo e urbanização. Contexto, 1977.
THOMPSON, Edward. The Making of the English Working Class. London, Penguin Books,
1986.
Coleção 8 - “Novo História” -
Específicas da Unidade -
Livros -
RIBEIRO, Renato Janine. A Etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Moderna, 2005.
Filmes -
Elizabeth (Inglaterra, 1998). Direção: Shekhar Kapur. 123 min.
O outro lado da nobreza (EUA, 1995). Direção: Michael Hoffman. 113 min.
Bibliografia específica do tema -
ANDERSON, Perry. Linhagens do estado absolutistas. São Paulo: Brasiliense, 2004.
BURKE, Peter. A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
CHARTIER, Roger (org.). História da vida privada: da renascença ao século das luzes. São
Paulo: Companhia das Letras, 2002.
DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural
francesa. Rio de Janeiro: Graal, 2001.
FLORENZANO, Modesto. As revoluções burguesas. São Paulo: Brasiliense, 1998.
HILL, Christopher. A bíblia inglesa e as revoluções do século XVII. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2001.
__________. O mundo de ponta-cabeça: idéias radicais durante a Revolução Inglesa de
1640. São Paulo: Companhia das letras, 2001.
LADURIE, Emmanuel le Roy. O Estado monárquico: França, 1460 -1610. São Paulo:
Companhia das Letras, 1994.
PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe (org.). História da Idade Média: textos e
testemunhas. São Paulo: Ed. Unesp, 2000.
STONE, Lawrence. Causas da revolução inglesa. Bauru: Edusc, 2005.
TREVOR-ROPER, Hugh. A crise no século XVII. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007.
Bibliografia geral -
ANDERSON, Perry. Linhagens do estado absolutistas. São Paulo: Brasiliense, 2004.
ARIÈS, Philippe, CHARTIER, Roger. (orgs.). História da vida privada: da renascença ao
século das luzes. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.

BURKE, Peter. A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.


CHARTIER, Roger (org.). História da vida privada: da renascença ao século das luzes. São
Paulo: Companhia das Letras, 2002.
DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural
francesa. Rio de Janeiro: Graal, 2001.
FLORENZANO, Modesto. As revoluções burguesas. São Paulo: Brasiliense, 1998.
HILL, Christopher. A bíblia inglesa e as revoluções do século XVII. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 2001.
__________. O mundo de ponta-cabeça: idéias radicais durante a Revolução Inglesa de
1640. São Paulo: Companhia das letras, 2001.
LADURIE, Emmanuel le Roy. O Estado monárquico: França, 1460 -1610. São Paulo:
Companhia das Letras, 1994.
PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe (org.). História da Idade Média: textos e
testemunhas. São Paulo: Ed. Unesp, 2000.
STONE, Lawrence. Causas da revolução inglesa. Bauru: Edusc, 2005.
TREVOR-ROPER, Hugh. A crise no século XVII. Rio de Janeiro: Topbooks, 2007.

Coleção 9 - “Para entender a História”-

ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutistas. Porto, Afrontamento, 1994.


ARIN, Louis. Le portrait du roi. Paris, Minuit, 1987.
BOXER, C.R. O império colonial português (1415-1825). Lisboa, Edições 70, 1981.
BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séc XV-XVIII. Os jogos
das trocas, séculos XV-XVIII. Lisboa, Cosmos, 1985
_____________. O Mediterrâneo e o Mundo Mediterrânico na época de Felipe II. São Paulo,
Martins Fontes, 1983. v.1 e 2.
BURKE, Peter. A fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de
Janeiro, Jorge Zahar, 1997.
___________. The Italien Renaissance: culture and society. Cambridge, Polity, 1993.
CHAUNU, Pierre. La expansión europea (siglos XIII al XV). Barcelona, Labor, 1972.
CORVISIER, André. História Moderna. 2.ed. São Paulo: Difel, 1980.
DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Lisboa, Estampa, 1984. v.2.
DEYON, Pierre. O mercantilismo. Lisboa, Gradiva, 1989.
DUBY, George (Org.). História da vida privada: da Europa feudal à Renascença. São Paulo,
Companhia das Letras, 2004, v. 2.
ELTON, Geoffrey Rudolph. La Europa de la Reforma: 1517 - 1559. Madrid, Siglo
Veintiuno, 1976
FALCON, Francisco. J.C. Mercantilismo e transição. 14. ed. São Paulo, Brasiliense, 1994.
GREEN, Vivian Hubert H. Renascimento e Reforma: a Europa entre 1450 e 1660. Lisboa,
Dom Quixote, 1984.
HEERS, Jacques. Occidente durante los siglos XIV e XV. Labor, 1968.
HELLER, Agnes. O homem do Renascimento. Lisboa, Presença, 1982.
HILL, Christopher. A Revolução Inglesa de 1640. 2. ed. Lisboa, Presença, 1981.
___________. O mundo de ponta-cabeça: idéias radicais durante a Revolução Inglesa de
1640. São Paulo, Companhia das Letras, 1987.
KANTOROWICZ, Ernst H. Os dois corpos do rei: um estudo sobre teologia política
medieval. São Paulo, Companhia das Letras, 1998.
LADURIE, Emmanuel le Roy. O Estado monárquico. França, 1460 - 1610. São Paulo,
Companhia das Letras, 1994.
LAPEYRE, Henri. Las monarquías europeas del siglo XVI: las relaciones internacionales.
Barcelona, labor, 1969.
LARIVAILLE, Paul. A itália no tempo de Maquiavel (Florença e Roma). São Paulo,
Companhia das Letras, 1988.
MANDROU, Robert. Des humanistes aux hommes e science (XVI* et XVII* siècles) Paris,
Seuil, 1973.
MAURO, Frédéric. Europa en el siglo XVI: aspectos económicos. Barcelona, Labor, 1969.
MICELLI, Paulo. As revoluções burguesas. São Paulo: Atual, 1987
MOUSNIER, Roland. Os séculos XVI e XVII. São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1957.
t.4, v.1 e 2. (História Geral das civilizações).
MULLET, Michael. A Contrarreforma e a Reforma Católica nos princípios da Idade
Moderna europeia. Lisboa, Gradiva, 1985.
PANAZZO, Silvia; VAZ, Maria Luísa. Poder e conquista: transição do feudalismo para o
capitalismo São Paulo, Quinteto Editorial, 2001.
PANOFSKY, Erwin. Renascimento e Renascimentos na arte Ocidental. Porto, Presença,
1981.
RIBEIRO, Renato Janine. A etiqueta no Antigo Regime: do sangue à doce vida. São Paulo,
Brasiliense, 1983.
SARAIVA, José Hermano. História concisa de Portugal 8. ed. Mem Martins, Europa-
América, 1983.
SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 3. ed. São Paulo, Atual; Campinas, Editora da
Universidade Estadual de Campinas, 1985.
SKINNER, Quentin. As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia
das Letras, 1996.
STRAYER, Joseph R. As origens medievais do Estado Moderno. Lisboa, Gradiva, 1969.
SWEEZY, Paul M. et alii. Do feudalismo ao capitalismo. São Paulo, Martins Fontes, 1977.
TENENTI, Alberto. Florença na época dos Médici: da cidade ao Estado. São Paulo,
Perspectiva, 1973.
TREVOR-ROPER, H. R. Religião, Reforma e transformação social. Lisboa, Presença. 1981.
WILHELM, Jacques. Paris no tempo do Rei Sol (1660 - 1715). São Paulo, Companhia das
Letras, 1988.

Coleção 10 - “Para Viver Juntos” -

Livros no fim do capítulo


A megera domada, de William Shakespeare. São Paulo: Dimensão, 1997.
Bach, de Ann Rachlin e Susan Hellard. São Paulo: Callis, 1993.
O Máscara de Ferro, de Carlos Heitor Cony. São Paulo: Objetiva, 2003.
Site
<http://www.malhatlantica.pt/convento_mafra/>

Bibliografia -
Atlas da História do Mundo. São Paulo: Folha da Manhã, 1994.
KINDER, Hermann; HILGEMANN, Werner. Atlas histórico mundial: de las orígenes a la
Revolución Francesa. 11. ed. Madrid: Istmo, 1982.
MCEVEDY, Colin, Atlas da História Moderna. 2. ed. São Paulo: Verbo, 1990.
ROSSI, Paolo. O nascimento da ciência moderna na Europa. Bauru: Edusc, 2001.
Sugestões para os alunos
DUMAS, A. Os três mosqueteiros. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002.
KERVEN, R. O rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda. São Paulo: Companhia das
Letrinhas, 2000.
SIMPSON, M. Lendas do rei Artur. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004.
Filmes -
Elizabeth. Direção: Shekhar Kapur. Estados Unidos, 1998, 124 min.
O homem da máscara de ferro. Direção: Randall Wallace. Estados Unidos, 1998, 132 min.
O outro lado da nobreza Direção: Michael Hoffman. Estados Unidos, 1994. 117 min.
Sites
<http://chateauversailles.fr/fr>
Para professores.
ANDERSON, P. Linhagens do Estado absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1995.
DEYON, Pierre; MOTA, T.C. S. da. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 2001.
PRODANOV, C.C. O mercantilismo e a América. São Paulo: Contexto, 1998.

Coleção 11- “Projeto Araribá” -

AMADO, Janaína; FIGUEIREDO, Luiz Carlos. A formação do Império Português (1415 -


1580). São Paulo: Atual, 1999. (Coleção Discutindo a História).
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado absolutista. 3. ed. São Paulo: Brasiliense, 2004.
BOXER, Charles. R. O império marítimo português - 1415-1825. Lisboa: Edições 70, 1994.
BURNS, Edward M. História da civilização ocidental. 22. ed. Porto Alegre: Globo, 1978.
DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Lisboa: Estampa, 1988. v.1 e 2.
JOHNSON, Paul. O Renascimento. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 (Série História essencial).
QUEIROZ, Tereza Aline Pereira de. O Renascimento. São Paulo: Edusp, 1995.
SEFFNER, Fernando. Da Reforma à Contrarreforma: o cristianismo em crise. São Paulo:
Atual, 1993.
THEODORO, Janice. América Barroca: temas e variações. São Paulo: Edusp/Nova
Fronteira, 1992.
____________. Descobrimentos e renascimento. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1996.
Leituras para o professor -
AMADO, Janaína; FIGUEIREDO, Luiz Carlos. Brasil 1500: quarenta documentos. São
Paulo: Imprensa Oficial/ Brasília: Editora da UnB, 2001.
BOORSTIN, Daniel J. Os descobridores: de como o homem procurou a conhecer-se a si
mesmo e ao mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1989.
BOXER, Charles R. A mulher na expansão ultramarina ibérica. Lisboa: Livros Horizonte,
1977.
FONSECA, Luís Adão da. De Vasco a Cabral. Bauru: Edusc, 2003.
GALVANI, Walter. Nau Capitânia: Pedro Álvares Cabral - como e com quem começamos.
Rio de Janeiro: Record, 1999.
MATTOSO, José. História de Portugal. lisboa: Estampa, 1993. v. 3.
MENEZES, Angela Dutra de. O português que nos pariu: uma viagem ao mundo de nossos
antepassados. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001.
MICELI, Paulo. O ponto onde estamos: viagens e viajantes na história da expansão e da
conquista. São Paulo: Scritta, 1994.
O'GORMAN, Edmundo. A invenção da América. São Paulo: Editora da Unesp, 1992.
PEREGALLI, Enrique. A América que os europeus encontraram. 16. ed. São Paulo. Atual,
1996 (Discutindo a História).
TENGARRINHA, José (Org.). História de Portugal. Bauru: Edusc; São Paulo: Editora da
Unesp, 2001.
Leituras - aluno
AMADO, JANAÍNA; FIGUEIREDO, Luiz Carlos. A magia das especiarias. São Paulo:
Atual. (Coleção Nas ondas da história).
_____________. Medo e vitória nos mares. São Paulo: Atual. (Coleção Nas ondas da
história).
FARIA, Antonio Augusto. Caravelas do Novo mundo. 16. ed. São Paulo: Ática. (Coleção O
cotidiano da história).
MACDONALD, Fiona. Astecas. São Paulo: Moderna. (Coleção Desafios).
MORAES, Antonieta Dias de. Contos e lendas do Peru. São Paulo: Martins, 2002.
NEST, Fido. Os Lusíadas em quadrinhos. São Paulo: Petrópolis, 2006 (Coleção Clássicos em
HQ).
TUFANO, Douglas. A carta de Pero Vaz Caminha. São Paulo: Moderna.
Filmes-
CRISTÓVÃO Colombo. Dir.: Alberto Lattuada. ITA, 1984.
O NOVO mundo. Dir.: Terrence Malick. EUA, 2005.

Coleção 12 - “Projeto Radix” -

ANDERSON, P. Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1995.


ARIÈS, P.; DUBY. G. História da Vida Privada. São Paulo: Companhia das Letras, 1991-2.
v. 5.
DEYON, Pierre. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973.
ELIAS, N. O Processo Civilizador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. v 1 e 2.
FALCON, Francisco. Mercantilismo e transição. São Paulo: Brasiliense, 1981.
HILL, C. O Eleito de Deus: Oliver Cromwell e a Revolução Inglesa. São Paulo: Companhia
das Letras, 1988.
_______. O Mundo de Ponta-Cabeça: idéias Radicais durante a Revolução Inglesa de 1640.
São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
LUIZETTO, F. Reformas Religiosas. São Paulo: Contexto, 1998. (Repensando a História).
RODRIGUES, A. E. M.; FALCON, F. J. C. Tempos Modernos: Ensaios de História
Cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
Bibliografia Assessoria Pedagógica -
Filmes -
Elizabeth. Direção de Shekhar Kapur. Inglaterra: Universal, 1998 (125 min).
O homem da máscara de ferro. Direção de Randall Wallace. Estados Unidos: Warner Bros.,
1998 (132 min).
Leituras -
ANDERSON, P. Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1995.
ARRUDA, José Jobson de Andrade. A Grande Revolução Inglesa (1640 - 1780). São Paulo:
Hucitec, 1996.
BURKE, Peter. A fabricação do rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1994.
CROSSMAN, R. H. S. Biografia do Estado moderno. São Paulo: Ciências Humanas, 1980.
(História e Política, 12.)
ELIAS, Norbert. A sociedade de corte. Lisboa: Estampa, 1987.
HILL, Christopher. O eleito de Deus. São Paulo: Companhia das Letras, 1988.
_______. O mundo de ponta-cabeça. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.
POMER, León. O surgimento das nações. São Paulo: Atual, 1985. (Discutindo a História).

Sites
www.louvre.fr.
www.vam.ac.uk
www.hrp.org.uk
www.chateauversailles.fr

Coleção 13 - “Saber e Fazer História” -

Bibliografia sobre o Capitulo “Antigo Regime europeu”


BOBBIO, Norberto et al. Dicionário de política. Brasília: Editora da UnB, 1986.
BOURQUIN, Laurent. Luís XIV, um governo de luzes. História viva. São Paulo: Duetto, ano
III, n. 25, nov. 2005. p.28 - 51.
BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
CALDEIRA, Jorge et al. Viagem pela História do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,
1997.
CORVISIER, André. História moderna. 2. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Difel, 1980.
FREITAS, Gustavo de. 900 textos e documentos de história Lisboa, Plátano, s/d.
HOBBES, Thomas. Leviatã. São Paulo: Nova Cultural, 1988.
ISAAC, Jules; ALBA, André. Tempos modernos. São Paulo: Mestre Jou, 1968.
MIDDLETON, Haydn. O cotidiano europeu no século XVI. São Paulo: Melhoramentos,
1982.
TROTTEREAU, Janine. Delícias à mesa do rei Sol. História Viva. São Paulo: Duetto, ano I,
n. 7, maio 2004. p. 72-77.

Bibliografia ao fim do tema


Sites
http://www.economiabr.net/economia/1_hpe2.html
http://geocities.yahoo.com.br/vinicrashbr/historia/geral/mercantilismo.htm
Bibliografia no fim do livro
DEYON, Pierre. O mercantilismo. 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 1992.
FALCON, Francisco. Mercantilismo e transição. 14. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
MONTANARI, Massimo. A fome e a abundância: história da alimentação na Europa. Bauru:
Edusc, 2003.
PRODANOV, Cleber C. O mercantilismo e a América. 3. ed. São Paulo: Contexto, 1994.

Coleção 14 - “Tudo é História” -

Livros no fim do tema


Era uma vez La Fontaine, de Katia Canton, DCL, 2008.
O doente imaginário, de Molière, Global, 2005.
Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas, Companhia das Letrinhas, 2002.
Fábulas de Jean de La Fontaine, de Jean de La Fontaine, Scipione, 2006.
Filmes
Os três mosqueteiros. Direção: Stephen Herek, 1993, 105 min.
O homem da máscara de ferro. Direção: Randall Wallace, 1998, 132 min.
Internet
http://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/absolutismo.htm
www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/o-absolutismo-e-o-rei/
http://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/jean-bodin.htm
Bibliografia no fim do livro
BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento. São Paulo:
Hucitec, 1987.
MARCHANT, Alexander. Do escambo à escravidão. São Paulo: Nacional, 1980.
SIDERI, Sandro. Comércio e poder. Lisboa: Cosmos, s.d.
Coleção 15 -
ARIÈS, Philippe; CHARTIER, Roger. (orgs.). História da vida privada: da Renascença ao
século das Luzes, vol. 3. Trad. Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
BEAUD, Michel. História do capitalismo: de 1500 até nossos dias. Trad. Maria Emantina
Galvão Gomes Pereira. São Paulo: Brasiliense, 2004.
BRAUDEL, Fernand. O espaço e a história do mediterrâneo. Trad. Marina Appenzeller. São
Paulo: Martins Fontes, 1988.
DUBY, George. (org.). História da vida privada: da Europa feudal à Renascença, vol. 2. Trad.
Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
MICELI, Paulo. As revoluções burguesas. 10. ed. São Paulo: Atual, 1994.
THOMPSON, Edward. A formação da classe operária inglesa, 3 vols. Trad. Denise
Bottmann; Renato Busatto Neto; Cláudia Rocha de Almeida. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1987.
SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. 16. ed. São Paulo: Atual, 1994. (Discutindo a
história).