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MCTB005-13 - Análise Real I

Lista 4

1. Prove que f : X ⊂ R → R é derivável em a ∈ X ∩ X 0 se, e somente se, existe η : X → R


contı́nua em a tal que f (x) = f (a) + η(x)(x − a) para todo x ∈ X.

2. Sejam f, g, h : X → R tais que f (x) ≤ g(x) ≤ h(x) para todo x ∈ X. Prove que se f e
h são deriváveis em a ∈ X ∩ X 0 , f (a) = h(a) e f 0 (a) = h0 (a), então g é derivável em a e
g 0 (a) = f 0 (a).
f (x)
3. Suponha que f 0 (a) e g 0 (a) existam, g 0 (a) 6= 0 e f (a) = g(a) = 0. Prove que limx→a g(x) =
f 0 (a)
g 0 (a) .

4. Seja f : R → R tal que |f (x) − f (y)| ≤ (x − y)2 para quaisquer x, y ∈ R. Prove que f é
constante.

5. Se f (x) = |x|3 , calcule f 0 (x) e f 00 (x) para todo x real e mostre que f (3) (0) não existe.

6. Sejam I ⊂ R um intervalo aberto e f : I → R derivável em I. Prove que se c ∈ I é um


ponto crı́tico não-degenerado de f (isto é, f 0 (c) = 0 e f 00 (c) 6= 0), então f é um ponto de
máximo local ou um ponto de mı́nimo local de f .

7. Seja g : I → R contı́nua no intervalo aberto I, exceto em c ∈ I. Prove que se existem e são


diferentes os limites laterais limx→c− g(x) e limx→c+ g(x), então nenhuma função derivável
f : I → R é tal que f 0 = g.

8. Seja f : (a, b) → R limitada e derivável em (a, b). Se os limites limx→a+ f (x) e limx→b− f (x)
não existem, prove que para todo c ∈ R existe x ∈ (a, b) tal que f 0 (x) = c.

9. Seja f : [a, b] → R uma função com derivada limitada em (a, b) cuja imagem é um intervalo.
Prove que f é contı́nua.

10. Seja f : [a, b] → R contı́nua em [a, b] e derivável em (a, b) tal que f (a) = f (b) = 0. Prove
que dado k ∈ R existe c ∈ (a, b) tal que f 0 (c) = kf (c).

11. Seja f : I → R derivável no intervalo I. Uma raiz de f é um ponto c ∈ I tal que f (c) = 0.
Entre duas raı́zes consecutivas de f 0 existe no máximo uma raiz de f . Use este fato para
mostrar que o polinômio f (x) = x3 − 6x2 + 9x − 1 possui exatamente uma raiz no intervalo
(1, 3).
12. Prove que uma função f : I → R derivável no intervalo I satisfaz |f (x) − f (y)| ≤ c|x − y|
para quaisquer x, y ∈ I se, e somente se, |f 0 (x)| ≤ c para todo x ∈ I.

13. Suponha que f 0 seja contı́nua em [a, b]. Dado  > 0, mostre que existe δ > 0 tal que

f (x) − f (y) 0


x−y − f (y) < 

sempre que 0 < |x − y| < δ, a ≤ y ≤ b e a ≤ x ≤ b.

14. Suponha que f esteja definida e seja derivável em todo x > 0 e que limx→+∞ f 0 (x) = 0.
Seja g(x) = f (x + 1) − f (x). Prove que limx→+∞ g(x) = 0.

15. Suponha que f esteja definida numa vizinhança de x e que f 00 (x) exista. Prove que

f (x + h) + f (x − h) − 2f (x)
lim = f 00 (x).
h→0 h2

Mostre, por meio de um exemplo, que tal limite pode existir ainda que f 00 (x) não exista.

16. Seja f : [a, b] → R contı́nua. Prove que se f é derivável em (a, b), exceto possivelmente
num ponto c ∈ (a, b) e existe limx→c f 0 (x), então f é derivável em c e f 0 (c) = limx→c f 0 (x).

17. Seja f : I → R de classe C 2 no intervalo I. Dado a ∈ I, defina a função ϕ : I → R pondo


ϕ(x) = [f (x) − f (a)]/(x − a) se x 6= a e ϕ(a) = f 0 (a). Prove que ϕ é de classe C 1 . Mostre
que f ∈ C 3 ⇒ ϕ ∈ C 2 .

18. Seja f : I → R de classe C ∞ no intervalo I. Suponha que exista K > 0 tal que
|f (n)(x) |
≤ K para todo x ∈ I e todo n ∈ N. Prove que, para x0 , x ∈ I quaisquer,
f (n) (x0 )
vale f (x) = ∞ (x − x0 )n .
P
n=0 n!

x5
19. Seja f : R → R dada por f (x) = 1+x6
. Calcule as derivadas de ordem 2001 e 2003 da
função f no ponto 0.

20. Sejam f e g analı́ticas no intervalo aberto I. Prove que se existe a ∈ I tal que f e g
coincidem, juntamente com todas as suas derivadas, no ponto a, então f (x) = g(x) para
todo x ∈ I. Mostre que isto seria falso se supuséssemos f e g apenas de classe C ∞ .

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