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TODA A LITERATURA – CEPV – INSTRUTORA: AMANDA  Teatro vicentino: Gil Vicente – pai do teatro português;

SORGI síntese das tradições medievais e populares, sátira


social – teatro alegórico, de tipos, em quadros, com
TROVADORISMO – SÉCULO XIV
ruptura de linearidade, cômico e satírico. Farsa: peça
 Período de formação de Portugal – galego-português cômica, com fatos cotidianos. Farsa de Inês Pereira.
 Feudalismo – declínio – Baixa Idade Média Auto: peça de temática religiosa. Auto da Barca do
 Reconquista do território das mãos dos mouros Inferno.
 Teocentrismo – poesia de temática religiosa –
hagiografias CLASSICISMO – SÉCULO XVI
 Poesia cantada – cantigas – feitas para serem entoadas
no palácio – público composto de ouvintes, não de  Renascimento – imitação de autores gregos e latinos,
leitores – poesia para apresentações coletivas regras, busca da perfeição formal, racionalismo,
impessoalidade, universalismo, valores ideais do Bem,
 Cancioneiros – compilação de cantigas
da Beleza e da Verdade;
 Autores – trovadores: em geral, pessoas cultas;
 Francisco de Sá Miranda > introdução do soneto (doce
 Intérpretes – cantigas musicadas e interpretadas pelos
estilo novo);
jograis, segréis e menestréis;
 Soneto: Dois quartetos, dois tercetos – versos
 Gênero lírico – Cantigas de amigo, cantigas de amor;
decassílabos: medida nova;
 Gênero satírico – Cantigas de escárnio, cantigas de
 Medida nova: utilização de versos decassílabos;
maldizer;
 Camões: LIRICA: Composta por redondilhas (medida
 Amigo: Voz lírica feminina, vida campesina e urbana,
velha) e sonetos (medida nova). Redondilha:
realismo, simplicidade temática e formal: uso de
continuidade à tradição medieval. Sonetos: Busca do
paralelismos, origem popular, origem tradicional;
sentido da vida; do particular, busca-se o geral.
 Amor: Voz lírica masculina, vida aristocrática, amor
Contradições: bem/fragilidade, beleza/imperfeições,
cortes – idealização amorosa (“mia senhor”),
amor/infelicidade. Amor (mundo das ideias),
vassalagem amorosa, coita (sofrimento amoroso),
mutabilidade (mundo das ideias x mundo real->
origem provençal;
pessimismo) e o desconcerto do mundo. ÉPICA:
 Escárnio: Ironia, equívoco, sugestão – zombarias
Dedicado a D. Sebastião, Os Lusíadas: imortalizar os
indiretas;
grandes feitos do povo português. Segue os clássicos,
 Maldizer: Sátira direta, palavrões, indicação de nomes;
reflete as contradições do século XVI. Vasco da Gama,
 Novelas de cavalaria: Heróis da Idade Média – ciclo
herói imediato, portador do verdadeiro herói do
arturiano, carolíngio.
poema: o povo português.

HUMANISMO – SÉCULO XV QUINHENTISMO – SÉCULO XVI

 Período de TRANSIÇÃO – MEDIEVO -> RENASCIMENTO  Carta (Pero Vaz) a Prosopopeia (Bento Teixeira);
 Declínio da organização feudal, expansão ultramarina,  Brasil -> Vasto território ainda virgem, mal arranhado
fixação da língua portuguesa como língua pelas pequenas populações, missões jesuíticas, inicial
independente, florescimento da prosa; abandono português;
 Época de transição: convivência de características do  Esparsas manifestações literárias - NÃO É
medievo em declínio e do nascente Renascimento; LITERATURA BRASILEIRA, MAS LITERATURA SOBRE
 Poesia palaciana: Cancioneiro geral. Poesia separa-se O BRASIL;
da música, poesia ainda é declamada nos salões do  Literatura informativa e Literatura catequética
palácio, mas nasce a Literatura individual, uso de  Informativa: Documentos, cartas e relatórios de
redondilhas (medida velha: 7 sílabas poéticas navegantes – PERO VAZ DE CAMINHA e obras que se
(redondinha maior) e 5 sílabas poéticas (redondilha ocupam da DESCRIÇÃO DA NOVA TERRA E DE SEUS
menor); HABITANTES, traduzindo a PERPLEXIDADE DIANTE DA
 Prosa: Historigrafia de Fernão Lopes. Fernão Lopes era NATUREZA TROPICAL E DOS COSTUMES INDIGENAS.
o guarda-mor da Torre do Tombo, cronista mor,  Catequética: PADRE JOSÉ DE ANCHIETA. Fez poesia e
encarregado de pôr em crônica as estórias dos reis de teatro. Era missionário, obra pedagógica e didática.
Portgual; Ingenuidade na compreensão da vida e do mundo e
 Método investigativo da análise de memorias, tradições simplicidade de expressão. Destinada a apresentar aos
e testemunhos, confrontados com as informações índios os costumes portugueses – Literatura que
estatais -> investigação crítica das fontes. Para Fernão “vestiu” o índio.
Lopes, a história é regiocentrica, mas também focada  Tradição medieval: teocentrismo, redondilhas,
nas massas; temática religiosa e moral, teatro alegórico...
BARROCO PORTUGUÊS – SEC XVII  Equilibrio, clareza, simplicidade: NEOCLASSICISMO,
retomada dos valores da Antiguidade Clássica (Grécia e
 BARROCO: Títulos longos e rebuscados; Roma);
 Homem dividido – CONTRARREFORMA X  “Simplicidade artificial” – Delicadeza requintada e
ANTROPOCENTRISMO RENASCENTISTA X REFORMA aristocrática;
PROTESTANTE;  Arcadia lusitana: retorno ao equilíbrio clássico,
 Contrarreforma: Expressão, nas Artes, da profunda imitação dos autores greco-latinos e renascentistas,
crise ideológica e da multiplicidade de estados de simplicidade e naturalidade, poesia anacreôntica,
espírito do homem seiscentista, dividido entre a FÉ E A bucolismo, temas pastoris.
RAZÃO;  Arcádia: região da Grécia antiga, habitada por pastores.
 Pessimismo, desequilíbrio entre razão x emoção, Reflete o ideal de vida simples, da inocência e da
dualidade, contradições; felicidade buscada pelos árcades. Morada do deus Pã.
 Figuras de linguagem: metáfora, antítese, paradoxo,  Personagens mitológicas; bucolismo e pastoralismo
hipérbole e hipérbato; (visão campestre idealizada e estilizada, eu-lírico pastor,
 Cultismo ou gongorismo: + POESIA. Linguagem mulher amada pastora); uso de pseudônimos (nomes
rebuscada, confusa, exagerada, cheia de figuras de de pastores)
linguagem – Culto às palavras – JOGO DE PALAVRAS;  Lemas árcades:
 Conceptismo ou quevedismo: + PROSA. - Aurea mediocratas: vida tranquila, equilibrada;
Argumentações e ideias sinuosas – JOGO DE IDEIAS. - Fugure urbem: fuga das cidades para o campo;
 Padre Antônio Vieira – CONCEPTISTA. Sermões e - Carpe diem: aproveite o dia, aproveite a juventude;
cartas – Discurso conceptista, engenhoso, inventivo e -Inutilia truncat: corte o excesso (rebuscamento
original. Ordenação discursiva: estrutura dos sermões. barroco).
Padre português que veio ao Brasil.  MANUEL MARIA BARBOSA DU BOCAGE (Elmano
Sadino): sonetista, antecipa características do
BARROCO BRASILEIRO – SEC XVII Romantismo, tom pessoal, emocional, confessional.
Trabalha o locus horrendus, em oposição ao locus
 Escola baiana – ciclo da cana de açúcar; amoenus – noite horrível, tétrica. Possui poesia satírica
 Bahia: capital e polo econômico do BR (lembre-se: a e poesia lírica. Na lítica, teve fase árcade obedecente
cultura segue o polo econômico); aos cânones e fase pré-romântica.
 Marco inicial: Publicação do poema épico
Prosopopeia, de Bento Teixeira; ARCADISMO BRASILEIRO – SEC XVIII
 Gregório de Matos: mistura de homem intelectual e
vulgar; iniciador da LITERATURA BRASILEIRA DE FATO  Inconfidência mineira – Século XVIII – Minas Gerais,
(quinhentismo não vale! Literatura sobre o Brasil, não ciclo do ouro, escola mineira;
brasileira). Influencias tanto do cultismo quanto do  Utilização de elementos da paisagem natural como
conceptismo, prevalece o cultismo. forma de expressão, orgulho nativista, prenuncio do
 Gregório: poesia SACRA, AMOROSA, SATÍRICA E Romantismo;
BURLESCA.  Obediência aos cânones clássicos;
 Sacro: religiosa; religião x razão;  Iluminismo francês, Revolução americana, influencia de
 Amoroso: dualismo barroco: carnal x espiritual, amor Marques de Pombal -> árcades e conjuração mineira;
idealizado, exploração da psicologia amorosa;  Início: “Obras poéticas”, Cláudio Manuel da Costa;
 Satírico: não perdoava ninguém (Boca do Inferno);  Paisagem tropical, elementos da flora e da fauna
crítica às pessoas individualizadas e à sociedade; brasileiras;
 Burlesca: crônicas da vida baiana do século XVII –  Utilização de episódios da história da colônia;
registro dos acontecimentos na cidade e no engenho.  POESIA LIRICA:
- CLAUDIO MANUEL DA COSTA (GLAUCESTE
ARCADISMO PORTUGUES – SEC XVIII SATURNIO)
- TOMAS ANTONIO GONZAGA (DIRCEU): Liras de
 ILUMINISMO: Marques de Pombal: désposta Marília de Dirceu e Cartas chilenas.
esclarecido; - Marília de Dirceu: primeira parte: pastor, pastora,
 Canções anacreônticas: poesia lírica que imita os bucolismo. Dirceu em liberdade; segunda parte:
temas das composições do grego Anacreonte; singeleza emocionalismo pré-romântico. Dirceu preso.
e naturalidade, graça e ingenuidade (apesar da  POESIA ÉPICA: Nativismo!
presença de temas sensuais); - BASÍLIO DA GAMA: O Uraguai (missões jesuíticas);
 Árcades consideram o rebuscamento barroco de - FREI SANTA RITA DURÃO: Caramuru (Bahia).
extremo mau gosto;
ROMANTISMO EM PORTUGAL – SEC XVIII-XIX Castro Alves: poesia para ser lida em publico, para
 Burguesia como classe dominante, Revolução Industrial, emocionar e convencer: grandiloquente. “Poeta dos
Revolução Gloriosa, Revolução Francesa; escravos”. Navio Negreiro e Vozes d’Africa.
 Liberdade de criação e de expressão: “não há regras
nem modelos”; PROSA ROMANTICA: - Nascimento da prosa brasileira.
 Nacionalismo, historicismo, medievalismo, tradições  Projeto nacionalista da poesia indianista – idealização
populares, pessimismo, escapismo, crítica social; do índio, perfeita harmonia com a natureza, cor local,
 Vertentes: romances históricos (ambientados em linguagem descritiva;
outras épocas), valorização das fontes populares  Romances de folhetim: capítulos publicados
(nacionalismo/folclore), confessionalismo (expressão semanalmente nos jornais;
de sentimentos pessoais do autor),  JOAQUIM MANUEL DE MACEDO: “A Moreninha”;
pessimismo/escapismo (melancolia, tédio de viver,  JOSE DE ALENCAR: Responsável por ampliar os temas
mal do século); culto à imaginação (devaneios, do Romantismo e dar-lhe qualidade técnica superior:
sonhos, delírios, ambientes noturnos); tema da morte - ROMANCES INDIANISTAS: Idealização do índio: O
(ultima ratio – ultima solução para o individuo), Guarani, Iracema, Ubirajara;
romantismo de crítica social (ultima fase – caráter - ROMANCES REGIONALISTAS: Características das
combativo – oposição e crítica social). regiões do país. O gaúcho, O sertanejo, O tronco do ipê;
 1ª FASE: NACIONALISTA: Nacionalismo -> Idade - ROMANCES HISTORICOS: Retomada de fatos
Média. Ameida Garrett, Alexandre Herculano, Antonio históricos do Brasil. Minas de prata, Guerra dos
Feliciano de Castilho; mascates;
 2ª FASE: ULTRARROMANTICA: Subjetivismo e - ROMANCES URBANOS: Retrato urbano da sociedade
emocionalismo -> tédio, melancolia, devaneio, desejo brasileira. Lucíola, Senhora.
de morte, pessimismo e escapismo -> Mal do século.  MANUEL ANTONIO DE ALMEIDA: Memórias de um
Camilo Castelo Branco; sargento de milícias;
 3ª FASE: LITERATURA ENGAJADA: Prenuncio da  Outros autores regionalistas: Bernardo Guimarães
escola realista. Literatura de tom exaltado, (Escrava Isaura), Alfredo Taunay (Inocencia) e Franklin
grandiloquente, engajada nos temas sociais e políticos. Távora (O Cabeleira).
João de Deus e Julio Dinis.
REALISMO/NATURALISMO EM PORTUGAL – SEC
ROMANTISMO NO BRASIL – SÉC XIX XIX
 Orgulho nacional despertado pela Independência:  Positivismo de Auguste Comte; determinismo histórico e
projetos de construção de um novo pais, luta pela geográfico de Taine; evolucionismo de Darwin; socialismo
unidade e identidade nacional, campanha republicana e utópico de Proudhon; socialismo científico de Marx e
abolicionista; Engels – críticas à burguesia;
 Inicio do Romantismo -> “Suspiros poéticos e  Europa: Emile Zola e Gustave Flaubert;
saudades”, Gonçalves de Magalhães;  Oposição ao Romantismo – Racionalidade, objetividade,
impassibilidade, retrato fiel da vida contemporânea
POESIA ROMANTICA: (sociedade burguesa e seus valores e instituições) para
 1ª GERAÇÃO ROMANTICA: (Geração nacionalista) desnudá-la;
Gonçalves de Magalhaes e Gonçalves Dias.  Naturalismo: estudo do homem natural;
Nacionalismo -> Indianismo e descrição da natureza. anilmalização/zoomorfzação do homem, leis físico-
Indianismo de Gonçalves Dias: índio é imaginado a quimicas e influencia do meio no comportamento
partir do ideal cavalheiresco: espírito nobre, honra, humano; instintos; Experimental, observação, cientifico,
honestidade, franqueza, lealdade – figura do “Bom experiência, engajado: denuncia, aspectos torpes e
selvagem”, de Rousseau. I-Juca Pirama, Marabá -> degradantes.
Poemas indianistas;  Questão Coimbrã: Romantismo (Antonio Feliciano de
 2ª GERAÇÃO ROMANTICA: (Geração ultrarromântica). Castilho) x Realismo (Antero de Quental e Teofilo Braga).
Junqueira Freire, Casimiro de Abreu, Álvares de Bom senso e bom gosto / Realismo sai vitorioso;
Azevedo. Crise existencial, emocionalismo excessivo,  POESIA REALISTA: Reforma da mentalidade portuguesa.
tédio, melancolia, escapismo, fantasias, sonhos, culto da Antero de Quental e Teófilo Braga;
morte, alienação da realidade, atitude mórbida -> Mal  PROSA DO REALISMO E NATURALISMO: Literatura:
do século; Espelho, que deveria refletir as contradições sociais,
 3ª GERAÇÃO ROMANTICA: (Geração condoreira). retratando-as pela analise critica de suas principais
Fagundes Varela, Castro Alves. LIBERDADE: condor -> instituições: religião, casamento, família, etc.
voo alto da imaginação à serviço da liberdade. Retorno  Eça de Queirós: O crime do Padre Amaro, O primo Basílio
à realidade, questões sociais e politicas, engajada na e Os maias.
campanha republicana e abolicionista.
REALISMO/NATURALISMO NO BRASIL – SEC XIX SIMBOLISMO – SEC XX

 Início: Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado;  Essencialmente poético – Ruptura radical com a
mentalidade cultural do Realismo, retoma as dimensões
 O mulato, Aluisio Azevedo.
não racionais da existência;
 ALUISIO AZEVEDO: O mulato, Casa de pensão, O
 Subjetividade, sentimento, imaginação, espiritualidade,
cortiço;
desvendar o subconsciente e o inconsciente, relações
 ADOLFO CAMINHA: O bom crioulo;
misteriosas e transcendentais do sujeito humano consigo
 RAUL POMPEIA: Entre naturalismo e impressionismo; O
próprio e com o mundo;
Ateneu. Impressionismo -> desenvolvimento do interior
 Manifestações simbolistas põem em xeque as certezas
do narrador-personagem. Funde elementos realistas e
doutrinárias que embasavam o Realismo – positivismo e
simbólicos.
determinismo.
 MACHADO DE ASSIS: Maior escritor brasileiro em prosa;
 Novas teorias que desconstroem o Racionalismo
realismo psicológico, sutil; densidade de penetração
realista: física relativista de Einstein, psicologia do
nos recônditos mais profundos da alma humana;
inconsciente de Freud, teorias filosóficas de Schopenauer
ascendência humilde, mulato, tímido, gago e epiléptico.
e Nietzsche;
Poesia, romance, contos e teatro.
 Crise dos valores racionalistas da sociedade burguesa;
- FASE ROMANTICA: A mão e a luva, Helena;
- FASE REALISTA: Memorias póstumas, Quincas Borba,  Ampliação das correntes exploradas pelos românticos:
Dom Casmurro, Ejaú e Jacó. dimensões da psique humana – sensibilidade,
- Recursos estilísticos de Machado de Assis: narrador imaginação criadora, intuição, sentimento, subjetividade;
não confiável, que ilude, provoca, desconcerta o leitor;  Palavras poéticas – SIMBOLOS de vivencias místicas e
reticencias, omissões, lacunas, digressões; relfexoes sensoriais que são indizíveis, mas evocadas, sugeridas;
metalinguísticas; análise psicológica; quebra de  Figuras de linguagem – metáforas, analogias, sinestesias,
linearidade; linguagem ambígua; essência x aparência. uso de reticencias; musicalidade. Sugere ao invés de
descrever, simboliza ao invés de nomear.
PARNASIANISMO - SEC XIX – XX  Sentidos: sons, perfumes, ritmos e cores – harmonia;
 Parnaso: região da Grécia – morada dos deuses;  Religiosidade, delírios e alucinações;
 Integra as ESCOLAS REALISTAS, ao lado do Realismo e  Poesia: simbiose do som e do sentido;
do Naturalismo;  Uso de letras maiúsculas em subjetivos comuns, a fim de
 Escolas realistas: superação do velho modelo torna-los próprios, absolutos, ideais (mundo das ideias);
romântico, que tende a privilegiar a fantasia criadora,  SIMBOLISMO EM PORTUGAL -> CAMILO PESSANHA E
a emoção e o subjetivismo; EUGENIO DE CASTRO;
 Parnasianismo: trabalho intelectual, transpiração antes  SIMBOLISMO NO BRASIL -> CRUZ E SOUZA E
da inspiração; cuidado com a linguagem; preocupação ALPHONSUS DE GUIMARAENS.
com a forma; lapidação e refinamento do texto; bsuca
da perfeição técnica da obra de arte; literatura vista O MODERNISMO EM PORTUGAL: SÉC XX
como o trabalho da linguagem;  Domínio da metafísica e do mistério, escandalização do
 Desprezo do assunto em função da técnica – Separa o burguês, desajuste social e cultural, cosmopolitismo,
sujeito criador do seu objeto criado – prática poética vanguardas, elitistas;
alienada da vida, que se refugia no mundo técnico.  FERNANDO PESSOA: Criador de poetas, multiplicador de
 Prática literária parnasiana – Academicista, elitista, eus – Assumindo a sua diversidade, a sua pluralisdade, a
fechada em domínios estéticos – impecável! sua multiplicidade de elementos conflitantes, Pessoa
 Arte pela arte – Valorização do seu mundo em procura a unidade, a integridade da pessoa humana.
detrimento da realidade exterior;  Heteronimos x Pseudonimos. Pseudonimo: nome falso,
 Características: preferencia pelas formas poéticas apenas. Heteronimo: criação de toda uma nova
fixas e regulares – soneto, esquemas métricos e personalidade, de um novo poeta. Fernando Pessoa criou
rítmicos sofisticados e tradicionalistas, purismo e diversos heterônimos, além da poesia produzida em
preciosismo vocabular e linguístico – predomínio de nome próprio (assinada como Fernando Pessoa –
termos eruditos, construções sintáticas e poéticas ortonimo).
refinadas, tendência descritivista – objetividade na  PRINCIPAIS HETERONIMOS DE FERNANDO PESSOA:
elaboração do poema; destaque à sensualidade -Álvaro de Campos: modernista, futurista, cubisa,
feminina, referência à mitologia greco-latina, obra: engenheiro, versos livres, linguagem coloquial;
resultado de trabalho; - Ricardo Reis: neoclássico, médico, passagem do tempo
 TRIADE PARNASIANA: Olavo Bilac (profissão de fé, e irreversibilidade do destino, referencias mitológicas;
estrelas), Raimundo Correia e Alberto de Oliveira (vaso - Alberto Caeiro: poeta-pastor, homem relacionado com
chinês). a natureza, sabedoria, mestre dos heterônimos e do
próprio Fernando.
 MÁRIO DE SÁ CARNEIRO: “Confissão de Lúcio”. mao de obra barata, necessidade de suprir os produtos
que ainda eram importados da Europa – ritmo acelerado
PRÉ-MODERNISMO – 1908-1922 de urbanização e industrialização de SP – trabalho,
 TRANSIÇÃO ENTRE A TRADIÇÃO E A MODERNIDADE progresso, modernização;
 Brasil do pré-modernismo: burguesia industrial,  São Paulo: “a locomotiva que arrasta 20 vagoes vazios” –
exportação de café; eixo Rio-São Paulo-Minas; urbanização Pauliceia desvairada – prosperidade, riqueza, necessidade
e imigração, Revoltas – Vacina, Chibata, Greve Geral, de modernização, centro econômico e cultural do país;
Canudos, Contestado.  Jovens que chegavam da Europa trazendo ideias e
 Existência de dois Brasis – Um agrário, tradicionalista, propostas das vanguardas para os mais diversos campos
conservador e outro que anuncia a virada do século – artísticos;
industrial, urbano, buscando a modernização.  Oswald de Andrade tem contato com o futurismo na
 Painel do Brasil – Brasil POBRE, DOENTE E ATRASADO – Europa; exposições expressionistas de Lasar Segall e Anita
visão critica da realidade brasileira / regionalismo. / retrato Malfatti.
dos tipos marginalizados. – o caipira, o sertanejo, o  Organização da Revista Orpheu pelos modernistas;
imigrante.  Exposição de Anita – criticada por Monteiro Lobato
 POESIA: Augusto dos Anjos: poeta quase que (paranoia ou mistificação??) Estopim do movimento –
inclassificável – realça o aspecto vil e sórdido da condição união dos artistas modernistas para divulgação;
humana, o grotesco da solidão e a animalidade da  SAM – Escultura, pintura, arquitetura, musica e literatura
convivência social – Expressionismo literário – Destaque ao – Graça Aranha, Oswald de Andrade, Mario de Andrade,
grotesco, deformado, utilização de palavras não poéticas. Menotti del Picchia, Victor Brecheret, Anita Malfatti, Di
Obra: “Eu”. Cavalcanti, Villa Lobos e Guiomar Novaes;
 PROSA:  Teatro Municipal -> cujo publico burguês e aristocrático
- Euclides da Cunha, “Os Sertões” – mandado como se acostumara com as operas estrangeiras, se transforma
correspondente para a Bahia, para a região de Canudos, em um palco de algazarra e de total confusão que
onde supostamente ocorria “levante monárquico”. configura o choque provocado pelos modernistas.
Chegando lá, Euclides percebe que não havia levante
monárquico algum, senão um massacre dos moradores de PRIMEIRA GERAÇÃO MODERNISTA – 1922-1930
Canudos. Obra que denuncia contradições nacionais não  FASE HEROICA, GUERREIRA, COMBATIVA DO NOSSO
superadas e de forte cunho nacionalista; MODERNISMO;
- Monteiro Lobato, “O Urupês” – Jeca Tatu (Ele não É  Irracionalismo -> negação do RACIONALISMO BURGUES;
assim, ele ESTA assim), denúncia do descaso nacional com  Destruição de todo o academicismo, brasileiro e
a região norte/nordeste. Urupê – orelha de pau, parasita; estrangeiro (quebra com o passado literário);
Jeca Tatu: caipira que vive a margem do progresso do eixo  Rejeita métrica, rima, linguagem de dicionário,
Rio-SP. Jeca Tatu é a personificação de um Brasil linearidade do discurso, sentimentalismo -> postura
anacrônico, arcaico. (Pobre Jeca Tatu! Como és bonito no negadora, destrutiva.
romance e feio na realidade).  Influência das vanguardas europeias – VERSILIBRISMO –
- Lima Barreto, “Triste Fim de Policarpo Quaresma” – Palavras em liberdade, preferencia por substantivos e
linguagem coloquial, experiência jornalística, acessível ao verbos, bom-humor, poemas piada (blague), ironia
publico e incorporação de recursos da crônica jornalística. corrosiva, concepção revolucionária; mistura entre prosa
Ironia -> denuncia das injustiças sociais e arbitrariedades. e poesia, utilização de linguagem coloquial.
Caricatura do patriota ingênuo, ufanista, sua podridão em  DESTRUIÇÃO E NACIONALISMO;
confronto com aqueles que vencem na vida – bajuladores  Movimentos Pau-Brasil e Antropofágico -> Oswald de
e burocratas. Major Quaresma fracassa em seus projetos de Andrade e Tarsila do Amaral. Nacionalismo crítico;
modernizar o pais (tupi guarani, desenvolver a agricultura  Movimento Verde Amarelo e Grupo da Anta -> Menotti
e apoiar Floriano Peixoto). Condenado por crime de traição del Picchia, Plinio Salgado. Nacionalismo ufanista, radical,
à pátria. Ao patriota, restou aguardar por seu triste fim (a alinhado com o fascismo (extrema direita, integralismo).
morte), enquanto seus antagonistas seguem a vida,  MARIO DE ANDRADE – PAPA DO MODERNISMO:
impunes. Desvairismo; Macunaíma (anti-herói, o herói sem nenhum
- Graça Aranha, “Canãa” – Romance de interesse caráter) – síntese de raças e de culturas distintas,
sociológico, observação da sociedade brasileira com a Macunaíma representa o povo brasileiro – diversidade,
imigração alemã no Espirito Santo, abrangência sob colhida de lendas das mais diversas regiões do país. O
aspectos étnicos, sociais e culturais da colonização. livro é uma rapsódia (fragmento de cantos épicos
populares); Mario -> busca de uma língua literária
brasileira.
SEMANA DE ARTE MODERNA – 1922
 OSWALD DE ANDRADE – PONTA DE LANÇA DO
 Ligação com o vertiginoso crescimento industrial de SP - MODERNISMO. O mais radical dos modernistas. Casado
Chegada de um número cada vez maior de imigrantes ->
com Tarsila. “Memorias sentimentais de João Miramar”. autores que operam SÍNTESE ENTRE A PRIMEIRA E A
Manifesto Pau Brasil e Antropofágico; SEGUNDA GERAÇÃO.
 MANUEL BANDEIRA: Tuberculoso, temática da morte –  Guimarães Rosa, Clarice Lispector e João Cabral de Melo
assombrado pela doença e pela perda de entes queridos. Neto: compromisso entre Arte e realidade,
“Os sapos”; “Pasárgada”. engajamento do escritor e de sua obra na vida social.
Estes autores retomam a perspectiva nacionalista da
SEGUNDA GERAÇÃO MODERNISTA – 1930-1945 primeira fase e universalista da segunda.
 Geração de construção – Continua e aprofunda o  GUIMARÃES ROSA: Sagarana, Grande serão: Veredas.
projeto da geração de 1922; “Mago das palavras”. Interesse pela vida simples do
 Geração social e politicamente engajada. sertanejo, pela natureza. Regionalista universalizante.
Destino, bem, mal, Deus, diabo, morte, amor; realismo
A POESIA: fantástico; neologismos, metáforas e onomatopeias –
criação com as palavras;
 Amadurecimento da poesia brasileira – conciliação
 CLARICE LISPECTOR: A paixão segundo GH, A hora da
entre elementos da tradição e da modernidade;
estrela. Prosa intimista. Sondagem do mundo interior,
 Consciência nacionalista -> questões regionais
das profundezas do inconsciente; retrata a mente
universalistas;
humana; questionamento do ser, do estar no mundo,
 Poetas de cosmovisão – aguda percepção do tempo e da
sondagem, fluxo de consciência, epifanias;
realidade em que vivem;
 JOAO CABRAL DE MELO NETO: Morte e vida Severina
 VINICIUS DE MORAES. Neorromantismo. Temática:
(itinerário do retirante nordestino, num contexto de
universo das criaturas e das relações humanas, relação
sucessivas mortes, provocadas pela miséria e pelo
amorosa: encantamentos e desilusões. Alta produção
abandono do nordeste). João Cabral é conhecido como
lírica. “O poeta trovador” (poemas musicados); temas
“O engenheiro das palavras”, pela objetividade na
sociais (ex: Rosa de Hiroxima, Operário em construção).
documentação da realidade. Foge dos subjetivismos,
 CECILIA MEIRELES. Neossimbolismo. Trabalha com prefere a racionalidade.
intuições, sensações, percepções do espírito – poeta
intimista. Passagem do tempo, transitoriedade da vida,
efemeridade da existência humana, espiritualidade.
“Romanceiro da inconfidência” (épico).
 MURILO MENDES. O poeta surrealista. Deuncia do caos e
da injustiça no mundo moderno;
 CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Temas cotidianos,
linguagem coloquial, poemas-piada (blague), temas
sociais e políticos. Obra vasta e de grande diversidade
temática. “Antologia poética”, “A rosa do povo”.

A PROSA: O ROMANCE DE 30

 Neorrealismo. Romance de 30 – Regionalismo –


Romance Regionalista do Nordeste. Visão crítica das
relações sociais, problematizando a questão da seca, do
coronelismo, da decadência do modelo patriarcal e
extinção dos engenhos;
 ERICO VERISSIMO: Rio Grande do Sul – O tempo e o
vento;
 JOSE AMERICO DE ALMEIDA: A bagaceira;
 RACHEL DE QUEIROS: O quinze (**seca de 1915, CE);
 JORGE AMADO: Capitaes de Areia;
 JOSE LINS DO REGO: Ciclo da cana de açúcar (substituição
do engenho por usinas);
 GRACILIANO RAMOS: Vidas secas (migração causada pela
seca).

TERCEIRA GERAÇÃO MODERNISTA – 1945-1960


 Fim do Estado Novo, governos democráticos (JK, Jango,
Janio);
 Convivencia de autores de RETROCESSO COM RELAÇÃO
A 22 (que voltam a valorizar o academicismo) e de