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O REALISMO substituição do escravo pelo trabalho livre. As ideias respondiam os fatos: no decênio
Um novo ideário de 70, entram no país quase duzentos mil imigrantes; no de 80, quase meio milhão.
A poesia social de Castro Alves e de Sousândrade, o romance nordestino de O tema da Abolição e, em segundo tempo, o da República, serão o fulcro das
Franklin Távora, a última ficção citadina de Alencar já diziam muito, embora em opções ideológicas do homem culto brasileiro a partir de 1870. Raras vezes essas lutas
termos românticos, de um Brasil em crise. De fato, a partir da extinção do tráfico, em estiveram dissociadas: a posição abolicionista, mas fiel aos moldes ingleses da
1850, acelerara-se a decadência da economia açucareira; o deslocar-se do eixo de monarquia constitucional, encontrou um seguidor no último grande romântico liberal
prestígio para o Sul e os anseios das classes médias urbanas compunham um quadro do século XIX: Joaquim Nabuco 3. Mas a norma foi a expansão de uma ideologia que
novo para a nação, propício ao fermento de ideias liberais, abolicionistas e tomava aos evolucionistas as ideias gerais para demolir a tradição escolástica e o
republicanas. De 1870 a 1890 serão essas as teses esposadas pela inteligência nacional, ecletismo de fundo romântico ainda vigente, e pedia à França ou aos Estados Unidos
cada vez mais permeável ao pensamento europeu que na época se constelava em torno modelos de um regime democrático.
da filosofia positiva e do evolucionismo. Comte, Taine, Spencer, Darwin e Haeckel
foram os mestres de Tobias Barreto, Sílvio Romero e Capistrano de Abreu e o seriam,
ainda nos fins do século, de Euclides da Cunha, Clóvis Bevilacqua, Graça Aranha e
Medeiros de Albuquerque, enfim, dos homens que viveram a luta contra as tradições e
o espírito da monarquia1.
Os anos de 60 tinham sido fecundos como preparação de uma ruptura mental
com o regime escravocrata e as instituições políticas que o sustentavam. E o sumo
dessas críticas já se encontra nas páginas de um espírito realista e democrático, 3
JOAQUIM AURÉLIO BARRETO NABUCO DE ARAÚJO (Recife, 1849 – Washington,
Tavares Bastos (1839-75), que advogava o trabalho livre nas suas admiráveis Cartas 1910) Descendente de uma família pernambucana de senhores de engenho, Joaquim Nabuco
do Solitário (1862) e uma política aberta de imigração na Memória Sobre Imigração, seguiu na política os ideais do pai, o senador Nabuco de Araújo, vulto de relevo do Partido
de 1867. Liberal nos meados do século. Formou-se em Direito (São Paulo e Recife) e, depois de uma
A formação de um partido liberal radical, em 1868, foi precedida de viagem s Europa e aos Estados Unidos, elegeu-se deputado destacando-se no decênio de 80
declarações de princípios abolicionistas e pré-republicanos 2, e, de fato, já em 1870, como grande tribuno abolicionista (O Abolicionismo, 1883). A ação de Nabuco fundava-se
uma ala dos progressistas fundava o Partido Republicano, que operaria a fusão tática menos na rotina partidária que na paixão intelectual e ética das reformas: daí a emergência da
da inteligência nova com o arrojo de alguns políticos de São Paulo, interessados na sua figura humana, uma das mais belas do Segundo Reinado pelo desapego que manteve até o
fim da vida pública. Como escritor, é claro e vivo, lembrando de perto as fontes francesas que
bebeu na mocidade (Renan, Taine); escreveu nessa língua um livro de versos, Amour et Dieu e
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as reflexões de Pensées Détachées et Souvenirs (Pensamentos Sotlos, na tradução de sua filha,
, Os reflexos do Positivismo no Brasil e suas vinculações com a primeira República foram bem Carolina Nabuco). Não foi espírito original: há, em Minha Formação (1898) não poucos
estudados por J. Cruz Costa (Panorama da História da Filosofia no Brasil, S. Paulo, Cultrix, lugares-comuns de cosmopolita e diletante ainda preso a tipologias feitas como “o espírito
1960); Ivan Lins (História do Positivismo no Brasil, S. Paulo, Cia. Editora Nacional, 1964) e inglês”, a “alma francesa”, a “democracia americana”, etc. Mas, sempre que volta à memória da
João Camilo de Oliveira Torres (O Positivismo no Brasil, 2' ed., Petrópolis, Vozes, 1957). infância, aos primeiros contatos com o negro ("Massangana", em Minha Formação) e,
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A Opinião Liberal, jornal fundado por Limpo de Abreu e Rangel Pestana dava a público, em sobretudo, à imagem do pai, cuja vida recompôs nos volumes de Um Estadista do Império
1868 o programa seguinte: "descentralização; ensino livre ; polícia eletiva; abolição da Guarda (1899), demonstra o pulso do memorialista capaz de dar à História a altura de "ressurreição do
Nacional Senado temporário e eletivo; extinção do Poder Moderador; substituição do trabalho passado" que lhe preconizava Michelet. A proclamação da República não o demoveu dos ideais
escravo pelo trabalho livre; separação da judicatura da polícia; sufrágio direto e generalizado; monarquistas, mas também não o impediu de servir ao país, na qualidade de embaixador em
presidentes de província eleitos pela mesma; suspensão e responsabilidade dos magistrados Londres e em Washington, onde faleceu em 1910. Nos últimos anos, uma profunda crise
pelos tribunais superiores e poder legislativo; magistratura independente, incompatível, e religiosa levou-o de volta ao catolicismo tradicional de que se afastara na juventude. Há edição
escolha de seus membros fora da ação do governo; proibição dos representantes da nação de da sua obra completa pela Editora Ipê (São Paulo, 1947-49, 14 volumes). Sobre Nabuco:
aceitarem nomeação para empregos públicos e igualmente títulos e condecorações, opção dos Carolina Nabuco, A Vida de Joaquim Nabuco, São Paulo, 1928; Graça Aranha, Machado de
funcionários públicos uma vez eleitos pelo emprego ou cargo de representação nacional" , (apud Assis e Joaquim Nabuco, "Comentários e notas à Correspondência entre esses dois escritores",
Caio Prado Jr. Evo- Outros Estudos, 5' ed., São Paulo, Brasiliense, 1966, pág. 86). Rio, Briguiet, 2 " ed., 1942.
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É à "Escola do Recife", isto é, a Tobias Barreto 4 e a seu discípulo fiel, Sílvio instabilidade de todas as coisas se mostrou e o sofisma do império apareceu
Romero, que se deve a primeira transposição dessa realidade em termos de consciência em toda a sua nudez. A guerra do Paraguai estava ainda a mostrar a todas as
cultural. Silvio Romero, falando dos anos da "viragem", viu com clareza o essencial da vistas os imensos defeitos de nossa organização militar e o acanhado de
nova forma mentis: nossos progressos sociais, desvendando repugnantemente a chaga da
O decênio que vai de 1868 a 1878 é o mais notável de quantos no século XIX escravidão; e então a questão dos cativos se agita e logo após é seguida a
constituíram a nossa vida espiritual. Quem não viveu nesse tempo não questão religiosa; tudo se põe em discussão: o aparelho sofístico das eleições,
conhece por não ter sentido diretamente em si as mais fundas comoções da o sistema de arrocho das instituições policiais e da magistratura e inúmeros
alma nacional. Até 1868 o catolicismo reinante não tinha sofrido nestas plagas problemas econômicos: o partido liberal, expelido grosseiramente do poder,
o mais leve abalo; a filosofia espiritualista, católica e eclética, a mais comove-se desusadamente e lança aos quatro ventos um programa de extrema
insignificante oposição; a autoridade das instituições monárquicas o menor democracia, quase um verdadeiro socialismo; o partido republicano se
ataque sério por qualquer classe do povo; a instituição servil e os direitos organiza e inicia uma propaganda tenaz que nada faria parar. Na política é um
tradicionais do feudalismo prático dos grandes proprietários a mais indireta mundo inteiro que vacila. Nas regiões do pensamento teórico, o travamento
opugnação; o romantismo, com seus doces, enganosos e encantadores da peleja foi ainda mais formidável, porque o atraso era horroroso. Um bando
cismares, a mais apagada desavença reatora. Tudo tinha adormecido à sombra de ideias novas esvoaçou sobre nós de todos os pontos do horizonte. Hoje,
do manto do príncipe feliz que havia acabado com o caudilhismo nas depois de mais de trinta anos; hoje que são elas correntes e andam por todas
províncias da América do Sul e preparado a engrenagem da peça política de as cabeças, não têm mais o sabor de novidade, nem lembram mais as feridas
centralização mais coesa que já uma vez houve na história de um grande país. que, para as espalhar, sofremos os combatentes do grande decênio:
De repente, por um movimento subterrâneo que vinha de ' longe, a Positivismo, evolucionismo, darwinismo, crítica religiosa, naturalismo,
cientificismo na poesia e no romance, folclore, novos processos de crítica e de
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TOBIAS BARRETO DE MENESES ( Campos, Província de Sergipe, 1837 - Recife, 1889). história literária, transformação da intuição do Direito e da política, tudo
Mestiço, de modesta origem, fez estudos secundários com mestres particulares na sua província então se agitou e o brado de alarma partiu da Escola do Recife.5
até obter, aos 15 anos, o posto de professor de Latim em Lagarto. São desse tempo e de um
breve período que passa no Seminário da Bahia, muitas composições poé- ticas onde se acha um Descontada a ênfase de Silvio, explicável nas memórias de um lutador que se
pouco de tudo: desde modinhas até elegias latinas. Fez Direito em Recife (1864-69), onde crê injustiçado, o texto adere bem às mudanças do tempo. Apenas deveríamos acrescer
amadurecem as constantes de sua obra: aversão ao tradicionalismo filosófico e, no terreno
que "o movimento subterrâneo que vinha de longe" se originava nas contradições da
literário, afinamento com o hugoanismo, entendido como poesia de tese, lirismo público que se
avizinha à épica. Muitos de seus poemas (Dias e Noites) foram compostos na fase acadêmica, sociedade brasileira do II Império, que os compromissos do período romântico já não
marcada pelas polêmicas que travou com Castro Alves: rivalidades de estudantes sem maior bastavam para atenuar. Pelos meados do século, desapareceram em todo o Ocidente os
significação. Formado, casa-se e parte para Escada onde advoga e faz jornalismo ( 1871-81 ), suportes do romantismo passadista: não tinham mais função social a velha nobreza e a
escrevendo para efêmeros periódicos liberais vibrantes de ideias hauridas nos positivistas camada do clero resistente à nacionalização e ao laicismo que a Revolução Francesa
franceses e, especialmente, nos monistas alemães. Data desses anos o seu germanismo tão fizera triunfar na sua primeira fase. Por outro lado, a agressividade romântico-liberal
exclusivista que o leva a redigir alguns artigos em alemão... Em 1882, vence concurso para lente das classes médias contra o mundo dos altos negócios se canalizou para o socialismo.
da Faculdade de Direito do Recife: episódio central de uma luta entre o escolasticismo de uma Assim, dos anos de 60 em diante, só haverá duas vertentes ideológicas relevantes na
práxis jurídica imóvel e as correntes laicizantes que Tobias se propunha encarnar. Foi o grande Europa culta: o pensamento burguês, conservador (outrora, radical, em face da tradição
animador intelectual da época, mestre da chamada "Escola do Recife", segundo seus discípulos
Sílvio Romero, Graça Aranha e Artur Orlando. Deixou: Estudos de Filosofia e Crítica, 1875;
aristocrática), e o pensamento das classes médias (ou, em raros casos de consciência de
Estudos Alemães, 1881; Questões Vigentes de Filosofia e Direito 1888; Vários Escritos, 1900. classe, dos proletários), que assume os vários matizes de liberalismo republicano e de
As Obras Completas foram publicadas no Rio, em 1926. Consultar: Graça Aranha, O Meu
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Próprio Romance, S. Paulo, 1931; Sílvio Romero, História da Literatura Brasileira, 3ª ed., Rio, Sílvio Romero, "Explicações Indispensáveis", prefácio aos Vários Escritos, de Tobias Barreto,
1943, vol. IV; Hermes Lima, Tobias Barreto, São Paulo, Cia. Ed. Nacional, 1943; Nelson Ed. do Estado de Sergipe, 1926, pp. XXIII-XXIV. Reestudei os processos e o sentido dessa
Werneck Sodré, História da Literatura Brasileira, cit., "A reação antirromântica: a crítica", pp. ruptura ideológica em “A escravidão entre dois liberalismos” (em Dialética da Colonização,
358-380. cit.)
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socialismo. Mas a defasagem em que viviam certas áreas de extração colonial, como o Machado de Assis, foi a busca de um veio humorístico que pesou sobre a sua eleição
Brasil e toda a América Latina, carentes de indústria e de grandes concentrações de leituras inglesas.
urbanas, move as magras classes médias locais a reivindicações já triunfantes e O distanciamento do fulcro subjetivo (que já se afirmava na frase de
assentes na Europa e nos Estados Unidos; leva, em última análise, à luta democrática. Théophile Gautier: "sou um homem para quem o mundo exterior existe") é a norma
Esse é o sentido da maré política a que alude Sílvio Romero; esse, o espírito das proposta ao escritor realista. A atitude de aceitação da existência tal qual ela se dá aos
campanhas abolicionista e republicana que tomam corpo a partir de 1870. sentidos desdobra-se, na cultura da época, em planos diversos mas complementares:
A ponte literária entre o último Romantismo (já em Castro Alves e em a ) - no nível ideológico, isto é, na esfera de explicação do real, a certeza subjacente de
Sousândrade marcadamente aberto para o progresso e a liberdade) e a cosmovisão um Fado irreversível cristaliza-se no determinismo ( da raça, do meio, do
realista será lançada, como a seu tempo se verá, pela "poesia científica" e libertária do temperamento . . . );
Sílvio Romero, Carvalho Jr., Fontoura Xavier, Valentim Magalhães e menores. De b ) - no nível estético, em que o próprio ato de escrever é o reconhecimento implícito
qualquer forma, só o estudo atento dos processos sociais desencadeados nesse período de uma faixa de liberdade, resta ao escritor a religião da forma, a arte pela arte, que
fará ver as raízes nacionais da nova literatura, raízes que nem sempre se identificam daria afinal um sentido e um valor à sua existência cerceada por todos os lados. O
com a massa de influências europeias então sofridas6. supremo cuidado estilístico, a vontade de criar um objeto novo, imperecível, imune às
No plano da invenção ficcional e poética, o primeiro reflexo sensível é a pressões e aos atritos que desfazem o tecido da história humana, originam-se e nutrem-
descida de tom no modo de o escritor relacionar-se com a matéria de sua obra. O liame se do mesmo fundo radicalmente pessimista que subjaz à ideologia do determinismo. E
que se estabelecia entre o autor romântico e o mundo estava afetado de uma série de o que já fora verdade para os altíssimos prosadores Schopenhauer e Leopardi, não o
mitos idealizantes: a natureza-mãe, a natureza-refúgio, o amor-fatalidade, a mulher- será menos para os estilistas consumados da segunda metade do século XIX, Flaubert e
diva, o herói-prometeu, sem falar na aura que cingia alguns ídolos como a "Nação", a Maupassant, Leconte de L'Isle e Machado de Assis.
"Pátria", a "Tradição" etc. O romântico não teme as demasias do sentimento nem os O Realismo se tingirá de naturalismo, no romance e no conto, sempre que
riscos da ênfase patriótica; nem falseia de propósito a realidade, como fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das "leis naturais" que a
anacronicamente se poderia hoje inferir: é a sua forma mental que está saturada de ciência da época julgava ter codificado; ou se dirá parnasiano, na poesia, à medida que
projeções e identificações violentas, resultando-lhe natural a mitização dos temas que se esgotar no lavor do verso tecnicamente perfeito.
escolhe. Ora, é esse complexo ideo-afetivo que vai cedendo a um processo de crítica Tentando abraçar de um só golpe a literatura realista-naturalista-parnasiana, é
na literatura dita "realista". Há um esforço, por parte do escritor anti-romântico de uma grande mancha pardacenta que se alonga aos nossos olhos: cinza como o
acercar-se impessoalmente dos objetos, das pessoas. E uma sede de objetividade que cotidiano do homem burguês, cinza como a eterna repetição dos mecanismos de seu
responde aos métodos científicos cada vez mais exatos nas últimas décadas do século. comportamento; cinza como a vida das cidades que já então se unificava em todo o
Os mestres dessa objetividade seriam, ainda uma vez, os franceses: Flaubert, Ocidente. E é a moral cinzenta do fatalismo que se destila na prosa de Aluísio
Maupassant, Zola e Anatole, na ficção; os parnasianos, na poesia; Comte, Taine e Azevedo, de Raul Pompéia, de Adolfo Caminha, ou na poesia de Raimundo Correia.
Renan, no pensamento e na História. Em segundo plano, os portugueses, Eça de E, apesar das meias-tintas com que a soube temperar o gênio de Machado, ela não será
Queiroz, Ramalho Ortigão e Antero de Quental, que travavam em Coimbra uma luta nos seus romances maduros menos opressora e inapelável.
paralela no sentido de abalar velhas estruturas mentais. No caso excepcional de A coexistência de um clima de ideias liberais e uma arte existencialmente
negativa pode parecer um paradoxo, ou, o que seria mortificante, um erro de enfoque
do historiador. Mas o contraste está apenas na superfície das palavras: a raiz comum
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Da vasta bibliografia a respeito, destaquem-se: Gilberto Freyre, Sobrados e Mucambos. dessas direções é a postura incômoda do intelectual em face da sociedade tal como esta
Decadência do Patriarcado Rural e Desenvolvimento do Urbano, 2' ed., 3 vols., Rio, José se veio configurando a partir da Revolução Industrial. Agredindo na vida pública o
Olympio, 1951; Caio Prado Jr., Evolução Politica do Brasil, cit., "O Império", pp. 77-87, e o status quo, ele é ainda um rebelde e um protestatário, como o foram, entre nós, Raul
substancioso "Roteiro para a historiografia do Segundo Reinado", pp. 185-193. Para o Pompéia, Aluísio Azevedo, Adolfo Caminha e o Machado jovem; mas, introjetando-o
aprofundamento do problema sócio-político, cf. Oliveira Viana, O Ocaso do Império, S. Paulo, nos meandros de sua consciência reificando-o como lei natural e como seleção dos
Melhoramentos, 1925; Paula Beiguelman, Formação Politica do Brasil: 1. Teoria e Ação no mais fortes, ele acaba depositário de desencantos e, o mais das vezes, conformista. O
Pensamento Abolicionista, S. Paulo, Pioneira, 1967.
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apelo ao destino, recorrente em grandes naturalistas europeus como Giovanni Verga e


Thomas Hardy, deve ser visto à luz dessa dialética de revolta e impotência a que tantas
vezes se tem reduzido a condição do escritor no mundo contemporâneo.
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. 49ª ed. São Paulo, Cultrix, 2013,
pp. 173-179.

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