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07/05/2008

TERMOFIXOS

CURSO DE FORMAÇÃO DE INSPETORES DE


EQUIPAMENTOS

MAIO - 2008

LUIZ ANTONIO DE CASTRO PAES


(13) 9787-7531
(13) 9713-7770
luizcpaes@uol.com.br

TERMOFIXOS

Resinas plásticas
Termofixos ou termorrígido ou duroplástico.
Rígidos e frágeis.
Não são deformáveis plasticamente.
São extremamente estáveis a variações de
temperatura.
Uma vez prontos, não mais se fundem.
Apresentam uma reciclagem complicada.

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TERMOFIXOS

Resinas plásticas
Representam cerca de 20% do total de plástico
consumido no país.
Uma vez moldado por um dos processos usuais de
transformação, não podem sofrer mais novos ciclos
de processamento, pois não fundem novamente, o
que impede nova moldagem.

TERMOFIXOS

Resinas plásticas
Um exemplo são os feitos de fenol e formaldeído .
ªcom um catalisador ácido dá origem a uma resina
solúvel e fusível usada em verniz;
ªcom um catalisador alcalino dá origem a uma
resina insolúvel e infusível, a baquelita, usada em
tomadas elétricas e no embutimento de amostras
metalográficas.
Outro exemplo é o poliéster usado em carrocerias,
caixas d'água, piscinas e equipamentos industriais.

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TERMOFIXOS
Principais Resinas Poliéster
•Ester-vinílicas ou viniléster (ácidos-bases-oxidantes-solventes:
derivadas da bisfenólicas, não pertencem a
família dos poliésteres. Excelente desempenho
em ambientes ácidos ou alcalinos)
•Bisfenólicas (bases-ácidos-oxidantes : Ambientes muito
agressivos)
•Tere ou Isoftálicas (solventes – ambientes de agressividade
moderada)
•Ortofitálicas (estrutural – ambientes baixa inércia química)

TERMOFIXOS
Principais Catalisadores e Aceleradores

•BPO + DMA = Peróxido de Benzoila + Dimetil Anilina

•MEKP + Co = Peróxido Dimetil Etil Cetona + Naftanato de


Cobalto

•Nota: catalisadores são explosivos devido peróxido.

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TERMOFIXOS
Principais Processos de Fabricação

•Hand Lay Up: processo de laminação manual com aplicação da


resina através de rolo ou pincel.

•Filament Winding: processo de laminação por enrolamento onde


as fibras são enroladas em hélice sobre um mandril. Neste
processo as fibras são impregnadas pela resina em uma cuba ou
“banheira”. Neste caso há uma complementação devido
limitação do processo (ângulos de enrolamento > 70°) onde
emprega-se aspersão de fibras, conhecido como “Hoop-Chop”.

TERMOFIXOS
Estrutura de Laminados de PRFV*
•Camada estrutural : Tecidos e mantas intercalados,
retém cerca de 40% de resina.
•Camada intermediária: Mantas com gramagens
alternadas entre 450 e 300 g/m², retém 70 % de
resina. Região designada por “barreira química”.
•Superfície exposta: Conhecida como “Linner” onde
ocorre a retenção de 90% da resina, constituída de
tecidos finos conhecidos como “véus”, podendo ser de
vidro C ou sintéticos.
(*) PRFV: Plástico Reforçado com Fibra de Vidro

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Tecido

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Manta

TERMOFIXOS

Filament Winding

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Hand Lay Up

TERMOFIXOS
ESPESSURA MÍNIMA (T)
4,8 mm (mínimo)

Lado interno Lado externo


exposto ao meio V V M+ M M M M T M T M T M M exposto ao meio
corrosivo ambiente

Barreira Química Camada Estrutural alternada


de tecido e manta

ESPESSURA MÍNIMA (T )
4,8 mm 4,8 mm
(MÍNIMO ) (MÍNIMO )

Lado interno Lado externo


exposto ao meio V V M+ M M M M T M T M T M M M M M+ V V exposto ao meio
corrosivo corrosivo

Barreira Camada estrutural Barreira


Química alternada de tecido Química
e manta

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TERMOFIXOS

d1
DN T
ESCARIAR

VIDE
NOTA"2" r=3*
H r=9
d2
h1 d2

b b
d3 K
R S1
K D
D

FLANGE DE PESCOÇO FLANGE CEGO

TERMOFIXOS

T T
G

E D2 D1 D2 D1
G T
E 2,5x(D1-D2) 2,5x(D1-D2)

REDUÇÃO REDUÇÃO
CURVA 900 CURVA 450 CONCÊNTRICA EXCÊNTRICA

A A A A
B
450

A A

A
T T C T

TÊ CRUZETA DERIVAÇÃO Y

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TERMOFIXOS

A
C E F
G

A
B
D

C900 + C900 C450 + C450 C450 + C900 FLANGE + C900 FLANGE + C450

J
H M P Q

M M
K L

DERIVAÇÃO Y + C900 + C450 TE + FLANGE > 2” TE + FLANGE ≤ 2" TE + C900

TERMOFIXOS

DN ≤ 152,0 ± 1,6
DN 152,0 < DN ≤ 304,8 ± 3,2
DN ≥ 355,6 ± 1% DN
T(min.)

DN

DN ≥ 50,8 ⇒ L mínimo = 4.500 ± 3,2


DN < 50,8 ⇒ L mínimo = Comprimentos normais
dos fabricantes

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Equipamentos em PRFV

A seguir serão descritas as técnicas para inspeção em


equipamentos de plástico reforçado com fibras de vidro, para
uso na indústria química em geral.

É notória a falta de literatura especializada neste segmento e


este material didático visa transcrever através de textos
resumidos e algumas fotos ilustrativas as técnicas mais usuais
para cada tipo de inspeção que se pretende realizar.

O trabalho abrange a inspeção em equipamentos novos,


equipamentos já em operação e também revestimentos, que são
inclusive muito utilizados em equipamentos estáticos.

Ressaltamos que o termo “equipamento” é por demais


abrangente e, quando nos referimos a ele, estamos incluindo
toda a gama de componentes possíveis de serem fabricados em
plástico reforçado com fibras de vidro.

Equipamentos em PRFV

Especificação de compra
A correta especificação para compra de equipamentos de
plástico reforçado com fibras de vidro é o ponto chave para seu
bom desempenho operacional.
Um equipamento em PRFV ou mesmo uma tubulação e suas
conexões com uma especificação incorreta irá acarretar, muitas
vezes a curto prazo, perdas irreparáveis ao processo
operacional, uma relação custo x benefício baixíssima, sem
contar também os possíveis lucros cessantes, oriundos do erro
inicial.
Infelizmente, ainda nos dias de hoje, muitos ainda não
consideram o plástico reforçado com fibras de vidro como
sendo um material de engenharia, o que ele efetivamente é, haja
visto as diversas normas internacionais que regem sua
fabricação. E, como todo material de engenharia, também possui
suas limitações de uso.

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Equipamentos em PRFV

O desconhecimento dos vários tipos de resinas existentes, dos


sistemas de cura apropriados a cada aplicação, a necessidade ou
não de um tratamento de pós-cura, além de um bom
acompanhamento de fabricação e rigorosa inspeção final fazem
com que este material - importantíssimo para o próprio
desenvolvimento industrial - ainda sofra uma série de restrições.

Não é raro ver a utilização de resinas com baixa resistência


química em ambientes altamente agressivos. O mínimo
conhecimento para a elaboração de uma correta especificação é
necessário sob todos os aspectos para que o equipamento tenha
uma performance à altura de sua importância dentro de um
processo operacional.

Equipamentos em PRFV

ESPECIFICAÇÃO
Uma especificação completa para esses equipamentos deve
incluir:
- Identificação de todas as matérias-primas (resina, sistema de
cura, fibras de vidro);
- Identificação dos processos de fabricação do equipamento e
das conexões (tipo e quantidade de véus de superfície, laminado
intermediário)
- Detalhamento do tempo e da temperatura do tratamento de
pós-cura (quando exigido)
- Descrição completa da estrutura, que inclui as espessuras de
parede, tipo de construção, teores de vidro (gramatura das
mantas e dos tecidos), emendas, dimensões, tolerâncias,
posição das conexões de entrada e saída, nervuras e bocas de
visita

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Equipamentos em PRFV

- Formato geométrico, capacidade e diâmetro desejado;


-Tipo de produto a ser armazenado ou transportado, bem como
sua concentração, densidade, temperatura e pressão de
operação (inclusive transitórias, quando houver);
-Se o equipamento irá trabalhar em ambiente fechado ou
diretamente em contato com as intempéries;
-No caso específico de tubulações: Se enterradas informar o tipo
de solo, recobrimento e carga de roda. Se aéreas, a distância
máxima entre os apoios;
-Recomendações detalhadas para manuseio, transporte e
instalação no lugar definitivo;
- Tipos de inspeção a serem realizadas (nível de inspeção visual,
ensaio dimensional, ensaio de dureza Barcol, ensaio de
sensibilidade à acetona, etc).

Equipamentos em PRFV

A NR-13 e os equipamentos de PRFV


Este item relativo à especificação de compra é o mais indicado
para comentarmos sobre esse assunto de extrema importância
porque, na especificação, já deverão constar as exigências da
referida Norma.
É muito comum ainda hoje, após decorrido um bom tempo da
publicação oficial da NR-13 no Diário Oficial da União (26/04/95),
ouvirmos dois tipos de perguntas sobre a relação dos
equipamentos construídos em plástico reforçado com a referida
Norma Regulamentadora.
-Equipamentos em PRFV podem ser considerados como vasos
de pressão?
- A placa de identificação, nesses casos, deve ser adequada às
exigências da Norma?

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Equipamentos em PRFV

Para ambas as perguntas, a resposta é SIM.

A NR-13 em seu Anexo IV determina a metodologia para a


classificação dos vasos de pressão por classes e categorias. O
seu sub-item 13.6.3 determina:

“Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo, em local


de fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével
com, no mínimo, as seguintes informações:

a) Fabricante
b) Número de identificação
c) Ano de fabricação
d) Pressão máxima de trabalho admissível
e) Pressão de teste hidrostático
f) Código de projeto e ano de edição.

Equipamentos em PRFV

No caso de equipamentos em PRFV, além dos dados acima, é


conveniente que constem também os seguintes dados (não
mandatórios pela Norma):

a) Tipo de resina utilizada (inclusive marca comercial)

b) Sistema de cura

c) Tipo e quantidade de véus de superfície

d) Tratamento de pós-cura: SIM ou NÃO.

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Equipamentos em PRFV

Planejamento de Inspeção

Com a composição de uma correta especificação de compra,


torna-se fácil elaborar um bom planejamento de inspeção. O
fabricante e o inspetor já saberão antecipadamente quais os
ensaios o equipamento será submetido, não apenas na fase
final, mas também durante toda a fase de fabricação, incluindo-
se a identificação das matérias primas, quando solicitado.

Um bom planejamento de inspeção deve envolver, no mínimo:

- Conhecimento de todos os desenhos e demais documentos


relativos ao processo de compra, principalmente o plano de
inspeção que foi definido na especificação de compra;

Equipamentos em PRFV

- Visita prévia às instalações do fabricante;

- Detalhamento das etapas de inspeção;

- Estreito envolvimento do inspetor com o Departamento de


Suprimentos da empresa compradora, para que as datas
acordadas sejam cumpridas, evitando-se atrasos
desnecessários

- Garantia de instrumentos disponíveis quando da realização da


inspeção. Certificar-se de que estes instrumentos estejam
devidamente calibrados por órgãos autorizados pelo INMETRO.

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Equipamentos em PRFV

Inspeção

Via de regra, a responsabilidade pela inspeção é da empresa


compradora, que deve indicar uma pessoa de seu quadro de
funcionários para realizar a inspeção, ou contratar alguma
empresa de inspeção especializada.

Para as duas situações o processo de condução da inspeção deve


ser o mesmo. Para uma melhor definição dos conceitos que
pretendemos abranger, vamos dividir este item em dois tópicos:

- Inspeção de fabricação;

- Inspeção em equipamentos já em operação.

Equipamentos em PRFV

Inspeção de Fabricação

Normalmente, a inspeção em equipamentos novos é constituída


das seguintes verificações e ensaios:

- Identificação da matéria-prima
- Verificação do certificado de qualidade da resina
- Inspeção dimensional
- Inspeção visual
- Ensaio de dureza Barcol
- Ensaio de sensibilidade à acetona
- Acompanhamento do tratamento térmico de pós-cura (quando
exigido).

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Equipamentos em PRFV

Identificação da matéria-prima

Esta é a etapa inicial do processo de inspeção, pois consiste na


identificação da resina que será utilizada na fabricação do
equipamento, bem como nas fibras de vidro que serão usadas
no laminado estrutural, laminado intermediário (barreira
química) e laminado interno (liner).

Os catalisadores (iniciadores), promotores e aceleradores


também podem ser identificados pelo inspetor, pois deles irá
depender uma correta reação de polimerização (cura). Após a
verificação das matérias primas, o inspetor deve identificá-las de
forma adequada.

Equipamentos em PRFV

Verificação do certificado de qualidade da resina

Normalmente o fabricante possui o certificado de qualidade da


resina a ser utilizada.

Neste certificado constam a data de fabricação, número de lote e


demais informações pertinentes à mesma.

Cópia deste documento deve ser solicitada pelo inspetor ao


fabricante, documento este que será parte integrante do “data
book” do equipamento.

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Equipamentos em PRFV

Inspeção dimensional

A inspeção dimensional é feita com base nos desenhos e


especificações citados nos documentos de compra do
equipamento.

Recomenda-se que todos os instrumentos utilizados estejam


devidamente aferidos e calibrados, preferencialmente contendo
os certificados comprobatórios.

Na inspeção dimensional são verificadas todas as dimensões


constantes dos desenhos (observando-se suas tolerâncias),
bem como a posição das conexões. Eventuais desvios
encontrados devem ser relatados de forma precisa pelo inspetor.

Equipamentos em PRFV

Inspeção visual

A inspeção visual em laminados de plástico reforçado com fibras


de vidro vem a ser o tipo mais importante de inspeção, pois
praticamente todos os defeitos são perceptíveis à vista desarmada.
É a inspeção visual direta, onde não são utilizados instrumentos
ópticos especiais.

O nível de inspeção visual a ser utilizado já deve estar definido na


especificação de compra do equipamento. A norma ASME SD 2563-
70 (constante do Código ASME Seção V) define quatro níveis de
inspeção visual que podem ser adotados a critério do comprador.

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Equipamentos em PRFV

Nos níveis I, II e III, são classificados os mesmos tipos de defeitos,


diferenciando-se no aspecto “critérios de aceitação e rejeição”. O
nível I de inspeção visual não aceita nenhum tipo de defeito.

Os outros dois níveis já aceitam alguns defeitos, definidos nas


tabelas constantes da norma. Trincas (fissuras), delaminação
interna, área de queima e curto (condição de enchimento
incompleto) são defeitos não-aceitos pelos três níveis de inspeção.

Portanto é de extrema importância a definição do nível de inspeção


visual a ser adotado. Com esta definição, eventuais desgastes entre
fabricante e inspetor (comprador) são evitados.

Equipamentos em PRFV

Existe ainda um quarto nível de inspeção visual citado pela norma


ASME SD 2563-70, onde os defeitos permissíveis devem ser
especificados no desenho do equipamento. Geralmente este nível
de inspeção é utilizado quando nenhum dos três níveis anteriores
forem aplicáveis ou quando a empresa compradora já possui sua
especificação interna.

Como dissemos anteriormente, os critérios para aceitação/rejeição


encontram-se listados na tabela constante na norma ASME SD 2563-
70, e não é nosso objetivo neste trabalho definir o que é e o que não
é aceitável. Esta definição fica a critério do comprador do
equipamento, que deve levar em consideração a criticidade do
mesmo para o processo operacional e as condições de
agressividade do produto processado ou armazenado.

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Equipamentos em PRFV

Trincas, fissuras, delaminações, áreas de queima, porosidade


excessiva, pontos secos e fraturas são defeitos que, a priori, não
devem ser aceitos, principalmente se estiverem alojados na
superfície interna do equipamento (laminado interno e
intermediário).
Ao final deste tópico serão exibidas as principais descontinuidades
em laminados de PRFV.

Ensaio de sensibilidade à acetona

Este ensaio tem por finalidade avaliar o grau de cura superficial de


um laminado. O método de execução consiste em remover a resina
parafinada nas áreas a serem submetidas a ensaio e posteriormente
esfregar um chumaço de algodão embebido em acetona nessas
áreas. Não deve haver pegajosidade.

Equipamentos em PRFV

Geralmente este ensaio é feito nas emendas das conexões e


demais componentes que curam expostos ao ar, o que não
impede que outras áreas sejam inspecionadas por este método. O
ensaio com acetona deve ser complementado com o ensaio de
dureza Barcol.

Este pode parecer um ensaio não muito significativo. Sua


importância porém reside justamente no fato de verificar o grau
de cura superficial do laminado, pois um laminado mal curado
superficialmente é fator preponderante para a ocorrência de
problemas a curto prazo.

Nota: A norma BS-4994 (British Standard) determina que deve-se


esfregar o chumaço de algodão embebido em acetona no
laminado durante três minutos. Depois desse tempo a superfície
não deve apresentar pegajosidade.

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Equipamentos em PRFV

Ensaio de dureza Barcol

O ensaio de dureza Barcol é um ensaio de fundamental importância


quando da inspeção final de um laminado em plástico reforçado
com fibras de vidro, pois determina o grau de cura da resina, não
somente na superfície do laminado, mas também no seu interior.

Um laminado mal curado está seriamente propenso a sofrer ataque


químico prematuramente. Como todo ensaio, este também requer
técnicas adequadas e cuidados especiais quando de sua
realização, evitando-se leituras incorretas.

O ensaio de dureza Barcol é normalizado pela ABNT NBR 9629 e


pela ASTM- D-2583.

Equipamentos em PRFV

Para a execução deste ensaio deve ser utilizado o impressor


Barcol, modelo GYZJ-934-1. O manuseio deste instrumento é
extremamente simples, seguindo-se as descrições a seguir:

- Aplicar rapidamente, com a mão, uma força crescente de modo


uniforme sobre a carcaça do aparelho até que o dial de leitura
indique o máximo. Tomar cuidado para evitar escorregamento
enquanto a agulha de penetração estiver em contato com a
superfície em teste;

- O instrumento pode ser usado em qualquer posição, desde que


esteja num plano perpendicular à superfície do laminado;

- A leitura dos valores é direta, indicada analógicamente no visor


circular.

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Equipamentos em PRFV

Antes da execução das leituras, deve-se aferir o durômetro através


dos padrões de alumínio que o acompanham (valores de 42 a 46 e
85 a 87).

A aferição deve ser feita num dos dois padrões com valores os
mais próximos possíveis daqueles a serem medidos. Para aferir o
durômetro, deve-se pressioná-lo perpendicularmente sobre a
superfície do padrão de alumínio. A área a ser medida deve estar
limpa e firmemente apoiada.

Para equipamentos já em operação, devem ser removidos todos os


resíduos presentes e que possam interferir no resultado das
medições. Verificar se nas regiões onde serão feitas as leituras não
existem imperfeições que possam vir a indicar resultados falsos.

Remover a resina parafinada com lixa fina nos pontos onde serão
feitas as medições

Equipamentos em PRFV
A espessura mínima para medição é de 1,5 mm. Laminados com
véus sintéticos podem apresentar leituras de 2 a 3 pontos inferiores
ao real e laminados com alto teor de vidro podem apresentar
leituras normalmente altas quando a ponta do durômetro encontrar
uma fibra de vidro.

Apresento a seguir, uma metodologia para a execução deste ensaio,


que vem a ser apenas sugestiva, porém resultado de experiência
dentro dessas atividades. Cada empresa pode e deve adequar tal
metodologia as suas reais necessidades.

- Para conexões: Realizar 3 medições, considerando-se como valor


final de dureza a média aritmética dessas medições.

- Para tubos e chapas: Realizar 6 medições, considerando-se como


valor final de dureza a média aritmética dessas medições.

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Equipamentos em PRFV

Para tanques e vasos de pressão:

-Realizar 10 leituras por área, ou seja, 10 pontos no teto, 10 no


costado e 10 no fundo, no caso de tanques.

Para vasos de pressão, realizar 10 leituras em cada tampo e 10


leituras no casco. Nestes casos o valor final de dureza deve ser
expresso por área medida, após eliminar-se os dois valores mais
altos e os dois valores mais baixos, extraindo-se a média aritmética
dos seis valores restantes de cada área considerada (método
proposto pela NBS PS 15 - 69).

-Para revestimentos em tanques e vasos de pressão: Seguir a


mesma metodologia descrita para tanques e vasos de pressão.

Equipamentos em PRFV

-Para revestimentos em canaletas: Executar 9 medições para cada


10 metros lineares revestidos, distribuídas da seguinte forma: 3
leituras no fundo e 3 em cada lateral. O valor final da dureza será a
média das 3 leituras efetuadas por área.

É prática corrente que os valores mínimos de dureza Barcol sejam


determinados da seguinte maneira:

-Para laminados: 90% do valor estipulado pelo fabricante da resina


(método NBS PS 15 - 69).

-Para revestimentos: 70% do valor estipulado pelo fabricante da


resina.

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Equipamentos em PRFV

No relatório de inspeção devem ser registrados os seguintes


dados:

- Identificação do equipamento/componente
- Tipo de resina e sistema de catalisação utilizado
- Todos os valores obtidos, bem como a média final
- Tratamento de pós-cura (SIM) ou (NÃO)
- Tipo de durômetro utilizado
- Data da realização do ensaio
- Nome e assinatura do inspetor.

Equipamentos em PRFV

Inspeção em equipamentos já em operação

Os equipamentos já em operação sofrem ataque do produto


armazenado e dos raios solares, além de estarem sujeitos a
impactos e outros acidentes.

Esses equipamentos devem ser inspecionados a intervalos


regulares para que sejam programadas eventuais paradas para
manutenção, preferencialmente preventivos.

Uma observação importante sobre “freqüência de inspeção” diz


respeito aos equipamentos que estejam enquadrados como vasos
de pressão dentro dos requisitos da NR-13.

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Equipamentos em PRFV

Muitas vezes, a freqüência determinada pela referida Norma


Regulamentadora pode extrapolar o tempo necessário entre
inspeções internas.

É boa prática nestes casos que a experiência do inspetor, aliada ao


histórico já existente, determinem a freqüência mais adequada
entre as inspeções, desde que a mesma não seja superior à
determinada pela NR-13.

Os pontos a seguir devem ser objeto de especial atenção durante a


inspeção:

Vazamentos: Podem ser originários de diversas causas e devem


sofrer reparo imediato.

Equipamentos em PRFV
Dureza Barcol: Perda nos valores de dureza em comparação aos
valores obtidos inicialmente pode ser conseqüência de
penetração do produto, não implicando necessariamente em
manutenção imediata, mas deve ser objeto de acompanhamento
nas próximas inspeções. Daí a importância de registrar-se todos
os valores obtidos. A metodologia para este ensaio pode ser a
mesma apresentada para equipamentos novos. Quando as fibras
de vidro já estiverem expostas, este ensaio perde sua finalidade.

Trincas: Aparecem como conseqüência de impactos ou do


ataque do produto ao laminado interno, principalmente quando
da ocorrência de bruscas alterações operacionais. Trincas
ocorridas no laminado interno devem ser objeto de reparos
imediatos. Em tubulações, o ponto mais crítico é o local de
apoio das mesmas no pipe-rack.

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Equipamentos em PRFV

Empolamentos: As bolhas presentes devem ser eliminadas e


reparadas de forma adequada. Em muitos casos, essas bolhas
podem ser provenientes do fenômeno da osmose e existirem em
grandes quantidades, o que irá exigir uma relaminação interna total
do equipamento. A figura 2 mostra um laminado interno com
diversas bolhas.

Desgaste dos internos: Os internos construídos em plástico


reforçado com fibras de vidro devem ser objeto de especial
atenção, pois podem estar sujeitos a ataques de severa
intensidade, principalmente por erosão. O ataque químico também
causa desgaste nesses internos, principalmente pelo prolongado
tempo de operação do equipamento. Um erro muito comum é
instalar tubos no interior de equipamentos sem a devida proteção
pelo seu lado externo, ou seja, sem a camada rica em resina e véus
de superfície como no lado interno. Para essas condições, os tubos
devem ter essa proteção tanto interna como externamente.

Equipamentos em PRFV

Delaminação: A delaminação pode ser causada pela infiltração do


produto agressivo entre as fibras do laminado, causando uma
separação efetiva entre eles. Isso pode ser avaliado através da
execução de exame sensitivo em áreas sob suspeita.

Cavidades: A presença de cavidades indica ataque químico ao


laminado. Devem ser avaliadas com muito cuidado para decidir-se
pelos reparos imediatos ou programáveis a curto prazo. Quando
isso acontece, deve-se avaliar os materiais utilizados na fabricação
do equipamento, pois algo pode estar em desacordo. Cabe ao
inspetor tomar a iniciativa de fazer essas verificações, envolvendo
posteriormente outras áreas da empresa. É um defeito grave, pois
através dessas cavidades pode ter início um processo de
deterioração total do equipamento devido infiltrações do produto.

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Equipamentos em PRFV

Exposição das fibras de vidro: Externamente, os raios solares


atacam a resina do laminado externo, causando afloramento das
fibras de vidro. As fibras expostas na superfície externa devem ser
eliminadas através de lixamento com posterior aplicação de
reforços embebidos em resina e acabamento parafinado.

Internamente, a exposição das fibras de vidro das mantas denota o


consumo dos véus de superfície, o que irá tornar o laminado mais
suscetível à infiltração do produto, que poderá atingir
posteriormente o laminado estrutural, relativamente pobre em
resina (aproximadamente 40%). Daí, para a ocorrência de
vazamentos, é uma questão de pouco tempo. Nestas situações, ou
seja, quando as mantas já estiverem expostas, deve-se tomar a
decisão de efetuar uma relaminação no equipamento para que não
ocorram maiores danos.

Equipamentos em PRFV
Emissão acústica
O uso da emissão acústica para avaliação de equipamentos e
tubulações fabricados em plástico reforçado com fibras de vidro
tem obtido considerável sucesso. O procedimento de ensaio já está
normalizado, tornando a execução e interpretação dos resultados
uma prática sem problema para os operadores.
A emissão acústica aplicada a materiais plásticos reforçados veio
preencher uma lacuna que existia na inspeção desses compostos.
Até o advento desta técnica, nenhum ensaio não destrutivo era
capaz de garantir integridade estrutural, principalmente em
situações de equipamentos sujeitos a esforços cíclicos.
Normalmente, em países onde o emprego da técnica de emissão
acústica já tornou-se rotina de inspeção, equipamentos fabricados
em plástico reforçado com fibras de vidro são inspecionados em
intervalos não superiores a dois anos, o que reduziu drasticamente
a ocorrência de falhas catastróficas.

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Equipamentos em PRFV

As recomendações práticas referem-se à caracterização de defeitos


através da distribuição de amplitudes obtidas durante os ensaios.
Pesquisas já realizadas mostraram que defeitos específicos como
trincas na matriz, delaminações e ruptura de fibras possuem uma
“assinatura” particular de distribuição de amplitudes.

Comparando dados de ensaios com as “assinaturas” particulares


de diferentes tipos de defeitos, é possível a identificar ás atividades
relacionadas as descontinuidades. O resultado destas pesquisas
permitem, não só a detecção e localização de defeitos que
comprometam a integridade estrutural, mas também qualificá-los
em níveis de severidade.

Equipamentos em PRFV

Inspeção em revestimentos

A inspeção em revestimentos aplicados sobre substratos de aço ou


concreto deve ser conduzida dentro de um planejamento adequado,
pois são várias as etapas de aplicação do mesmo. Jateamento
abrasivo da superfície a ser revestida, aplicação do primer,
aplicação da camada base, dos tecidos, das mantas e dos véus de
superfície são etapas distintas e que requerem uma boa definição
do que será inspecionado durante a fase de aplicação, bem como
após o revestimento concluído. Esta definição já pode ser dada na
própria especificação de compra.

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07/05/2008

Equipamentos em PRFV

Revestimentos de bocais de pequeno diâmetro, emendas costado x


fundo e costado x teto de tanques são pontos críticos e que
requerem uma acurada inspeção visual.

Outros defeitos como porosidades, falta de aplicação de véus de


superfície, fibras com umidade excessiva também devem ser objeto
de atenção especial do inspetor. Os ensaios normalmente
executados após o revestimento concluído são: exame visual,
dureza Barcol, ensaio de descontinuidade (spark test) e
sensibilidade à acetona.

Descontinuidades

Aspecto visual Padrão do laminado de PRFV

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Descontinuidades

TRINCAS

Descontinuidades

BOLHAS DE AR

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Descontinuidades

DELAMINAÇÃO

Descontinuidades

INCLUSÕES

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Descontinuidades

PONTOS SECOS

Descontinuidades

FIBRAS EXPOSTAS

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Descontinuidades

CRATERA

Descontinuidades

POROSIDADE

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Degradação

PADRÃO VISUAL 01
LAMINADO CURADO EM PERFEITO ESTADO FÍSICO

Degradação

PADRÃO VISUAL 02
LAMINADO COM INÍCIO DE DEGRADAÇÃO
NESTE ESTÁGIO AINDA NÃO EXISTE CONTAMINAÇÃO

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Degradação

PADRÃO VISUAL 03
LAMINADO DEGRADADO
ESTÁGIO DE ALTO GRAU DE CONTAMINAÇÃO

Degradação

CASO PRÁTICO:

NÍVEL DE DEGRADAÇÃO: PADRÃO VISUAL 03

ILUSTRAÇÃO DE DEGRADAÇÃO TÍPICA


OCORRIDA EM REVESTIMENTOS DE
CARRETAS DE TRANSPORTE DE
HIPOCLORITO DE SÓDIO.

NESTE ESTÁGIO OS VÉUS DE SUPERFÍCIE


ENCONTRAM-SE DEGRADADOS, COM
DESPRENDIMENTO DE MATERIAL,
EXPOSIÇÃO DAS MANTAS DA BARREIRA
QUÍMICA E ALTO GRAU DE PERMEABILIDADE.

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