Você está na página 1de 10

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Curso de Relações Internacionais


7.o e 8.o período – manhã
Disciplina: Estudos Regionais - Pan-Africanismo
Prof. Rodrigo Corrêa Teixeira

Ementa:
A África como conjunto geopolítico: unidade na diversidade. As relações internacionais
da África: capitalismo, império e Estado-nação. A persistência da Colonialidade e os
conflitos internacionais. A origem do Pan-Africanismo: os fundadores, as conferências
e encontros pan-africanistas. A (re)significação da abordagem pan-africanista e o seu
papel na criação e na trajetória da OUA (UA). O Renascimento Africano e as
possibilidades de cooperação. A globalização e os desafios do desenvolvimento
enfrentados pelos Estados e povos africanos a partir da emergência do
Pan-Africanismo no século XXI. A voz da África em questões globais emergentes.

Objetivos:
Propõe-se possibilidades interpretativas que invertam a lógica imperial e
colonial no pensamento das Relações Internacionais (“descolonização” do saber em
RI), indicando uma rota alternativa à produção de conhecimento no campo de estudos
das colonialidades, reafirmando a importância na formação do saber sobre a África e a
partir de África (tentativa de trazer autores africanos e da diáspora, dentro dos limites e
possibilidades do olhar brasileiro e suleado).
As grandes narrativas por meio das quais os discursos ocidentais
tradicionalmente representam o desenvolvimento histórico do mundo moderno
atribuem lugar de destaque à produção intelectual. Apresentada como atributo
fundamental e distintivo das sociedades racionais e civilizadas (em oposição ao
suposto irracionalismo das chamadas “sociedades primitivas”), a produção intelectual
tende a ser descrita pelas narrativas históricas hegemônicas do mundo ocidental
seguindo as linhas e fronteiras estabelecidas pela geografia do imperialismo europeu.
Nessa lógica, a Europa se apresenta como locus privilegiado, senão exclusivo, da
produção intelectual do mundo moderno, cabendo aos territórios periféricos absorver,
em diferentes ritmos e graus variáveis de sucesso e fidelidade, os modelos de
racionalidade e de modernidade emanados unilateralmente das Metrópoles.
A principal situação-problema a guiar a disciplina (o “fio condutor”) é:
considerando os contornos espaço-temporais diversos das regiões africanas
(diríamos, Áfricas), como construir uma concepção de geopolítica pan-africanista, que
por si só implica numa noção de unidade continental, e, ao mesmo tempo, evitar as
concepções reducionistas constitutivas do Sistema-Mundo
Patriarcal/Capitalista/Colonial/Moderno?
Esta disciplina pretende apresentar um panorama da produção intelectual
ligada à África, evidenciando não apenas as elaborações originais do pensamento
africano, mas também sua contribuição decisiva para o pensamento crítico e radical da
modernidade global. Pretende-se abranger a produção – predominantemente escrita,
mas também não-escrita – de intelectuais africanos e afrodescendentes, na África e na
diáspora, desde os primórdios até a atualidade, que refletiram sobre questões ligadas
à escravidão, ao racismo, ao colonialismo e aos sistemas discriminatórios elaborados
pelos imperialismos europeus em diferentes tempos e espaços.
É preciso levar em conta a natureza profundamente transcontinental dessa
produção, que rompe fronteiras geográficas e se apresenta, desde cedo, marcada por
seu caráter global – como não poderia deixar de ser para um pensamento que surge
como resposta e resistência a um imperialismo europeu igualmente global em escala.
O “pan-africanismo”, que constitui um eixo central e um significante que agrega boa
parte dessas produções intelectuais no século XX, será analisado a partir da
percepção de suas diversas raízes, manifestações, premissas e decorrências teóricas

1
e políticas, em busca de um olhar que preserve a multiplicidade e o dinamismo interno
do pensamento africano e diaspórico.

Conteúdo Programático

Unidade I – A África entre saberes, ideologias e utopias


04/08/20
Aula 01 - Ensino de Geohistória e Geopolítica da África: recursos didáticos, divulgação
científica e formação cidadã a partir da perspectiva africana e afro-brasileira;
Pan-africanismos: uma primeira aproximação;
05/08/20
Aula 02 - Estudos Regionais, História e Relações Internacionais Africanas; a Biblioteca
Colonial, a África e os africanos nas fabulações cartográficas, imaginários, discursos e
representações geopolíticas; a invenção da África como um conjunto geopolítico:
unidade na diversidade; a historicidade e a criação política de regiões em África;
Geografias, ambientes, sociedades e territórios;
11/08/20 e 12/08/20
Aulas 03 e 04 – O racismo e o eurocentrismo na Teoria das Relações Internacionais
na visão de John M. Hobson: as origens orientais da Civilização Ocidental, as velhas e
novas rotas afro-euroasiáticas e a inserção epistêmica da África
18/08/20
Aula 05 - Etnocentrismo e “sentido da história” das Histórias Universais. Interpretação
de processos, encontros e trocas entre as sociedades: fluidez e permeabilidade,
dispersadas por amplas dimensões espaciais e temporais; Escrita colonial, leituras
libertárias - interpretação das diversas fontes documentais sobre a África (que é uma
fonte “primária” para a História africana?): tradição oral, análise de mitos, vestígios
arqueológicos, relatos e crônicas de viajantes e a produção artística; Dos primeiros
textos sobre a história da África até as viagens e os viajantes europeus do século XIX:
Richard Burton (1821 - 1890) e o cosmopolitismo vitoriano – envolvimento íntimo e
reprovação do Outro;
19/08/20
Aula 06 - Os africanos numa história de "longa duração" do continente: a África no
Sistema-Mundo;
25/08/20
Aula 07 - Gnose, identidade africana e a invenção da África em V. Yves Mudimbe
(1941-): operando com o saber filosófico africano - o saber africanista entre a
dominação e a emancipação;
26/08/20
Aula 08 - Afrocentricidade como crítica do Paradigma Hegemônico Ocidental: Molefi
Kete Asante (1942 -...);

Unidade II – A história na perspectiva pan-africanista


01/09/20
Aula 09 - O Egito arianizado e o Egito negro: o sistema internacional amarniano,
faraós negros e outras narrativas; o Egito Antigo e a busca pela Mãe africana; a
anterioridade e a antiguidade africana e o imaginário geopolítico contemporâneo -
Cheikh Anta Diop (1923-1986);
02/09/20
Aula 10 - “A África tem uma História” e o afro-otimismo de Joseph Ki-Zerbo (1922-
2006) e a Coleção História Geral da África; Cidades, “Reinos” e “Impérios” negro-
africanos e suas heranças: as hegemonias políticas; os casos de Nok e Axum;
08/09/20 e 09/09/20
Aulas 11 e 12 - A "Idade Média" dos Povos do Golfo do Benin: Sundiata Keita (1190 -
1255), o Império do Mali – A Carta Mandinga (1222); A cosmovisão Yorubá e Wole

2
Soyinka (1934 -...), da essência negra a um mundo africano; a África saheliana antes
da inserção atlântica: sociedades, rotas e comércio;
15/09/20 e 16/09/20
Aula 13 - As origens, as migrações e a diversidade dos povos bantos: a contribuição
de Théophile Obenga (1936 -...) e as perspectiva do Ubuntu;
22/09/20 e 23/09/20
Aula 14 – Angola: bantuidade, Ngola Nzinga Mbande (ca. 1583 - 1663), guerras pela
independência, pelo poder estatal e a emergência enquanto potência regional;
29/09/20 e 30/09/20
Aulas 15 e 16 - O processo de expansão do Islã na África no passado e no presente:
as polêmicas em torno da noção de invasão e/ou entrelaçamento entre civilizações; o
pan-arabismo e os grupos fundamentalistas contemporâneos;
06/10/20 e 07/10/20
Aulas 17 e 18 - Os europeus e as sociedades africanas: primeiros contatos e inter-
relações na África centro-ocidental e oriental; os europeus e as sociedades africanas:
o papel da diplomacia na África centro-oriental; os europeus e as sociedades
africanas: a internacionalização do comércio na Costa do Ouro; as raízes do sistema
internacional de tráfico de escravos; escravidão, tráfico e resistência na África (séculos
XVII – XIX): a diversidade das formas de escravidão na África subsaariana; o tráfico
atlântico e indico: zonas fornecedoras e características da organização do comércio de
escravos na África; a demografia histórica africana; a resistência escrava no mundo
africano;
14/10/20
Aula 19 – As dimensões atlânticas da Revolução Francesa e as resistências: Os
Jacobinos Negros de C.L.R. James (1901 – 1989); os antecedentes em Palmares
(Angola Janga – ca. 1580 - 1710), a Revolta de Demerara (1823) e a Revolta dos
Malês (1835);
20/10/20
Aula 20 - As transformações do século XIX: a final do tráfico e a manutenção de
formas de trabalho compulsório; os prenúncios do Imperialismo: Costa dos Escravos e
Angola; a Inglaterra e uma nova ordem colonial e a divisão africana entre potências
europeias (século XIX e XX); a repartição da África e a situação colonial entre fins do
século XIX no início do século XX: a formação das fronteiras na África: falseamentos
históricos;
21/10/20
Aulas 21 – A Colonização da África Os sistemas coloniais europeus; Impactos do
colonialismo no continente africano; O surgimento da África Contemporânea e os
fatores internos e externos da "descolonização"; a inserção internacional da África no
contexto da Guerra Fria;

Unidade III – Os Pan-africanismos

27/10/20
Aula 22 - A origem institucional do Pan-Africanismo: os fundadores, as conferências e
encontros pan-africanistas;
28/10/20
Aula 23 - Intelectuais africanos na diáspora americana e o pan-africanismo entre as
duas costas do Atlântico
03/11/20
Aula 24 – A Negritude, construção e contestação do pensamento político-intelectual de
Léopold Sédar Senghor (1928–1961)
04/11/20
Aula 25 - A negritude e os itinerários da pátria africana com Aimé Césaire (1913 -
2008);
10/11/20

3
Aula 26 - Revolução e cultura no pensamento de Frantz Fanon (1925 - 1961) sobre a
África: atualidade de um pensamento libertário - Violência anticolonial e as lutas pela
independência e as experiências psíquicas no mundo cindido do racismo;
11/11/20
Aula 27 - Kwame Nkrumah (1909-1972), o neocolonialismo, os desafios do pós-
independência e o pan-africanismo;
17/11/20
Aula 28 - Critica ao colonialismo, resistência e libertação nacional em Amílcar Cabral
(1924 - 1973): a cultura nacional nas lutas anticoloniais;
18/11/20
Aula 29 - A (re)significação da abordagem pan-africanista e o seu papel na criação e
na trajetória da OUA (UA);
24/11/20
Aula 30 - A África e as Relações Internacionais no Pós-Guerra Fria: o Renascimento
Africano e as possibilidades de cooperação;
25/11/20
Aula 31 - Os fundamentos do Estado Pós-Colonial Africano: funcionalidade e crise;
olhares críticos e descolonizados; o caso dos Petro-Estados, desenvolvimento e a
‘’maldição dos recursos naturais’’;

Unidade IV – O novo Pan-africanismo no século XXI


01/12/20
Aula 32 – A diáspora e o Atlântico Negro em Paul Gilroy (1956 - ...) - das fontes
marginais para uma história das margens: a transgressão das normas – raça, classe e
gênero - o caso da circulação transatlântica das ideias de raça e etnicidade); as vozes
da África em questões globais emergentes; reconfigurações da raça sob a égide do
neoliberalismo; os mulherismos e os feminismos plurais: o diálogo com a unidade
africana;
02/12/20
Aula 33 – A ''Descolonização'' e o ''Afropolitanismo'' em Achille Mbembe (1957 -... ):
reflexões na contramão do pensamento hegeliano; Pan-africanismo à prova da
globalização: a África, entre crises locais e desafios globais para o desenvolvimento no
século XXI.

Métodos Didáticos e experiências de aprendizagem: O curso será desenvolvido por


meio de aulas expositivas dialogadas (há materiais de leitura específica prévia para cada
tópico trabalhado - referências bibliográficas listadas) e, eventualmente, por meio de
exposição de textos por parte dos discentes (seminários); utilizar-se-á avaliações em
grupo com a técnica de ensino de Estudos Dirigidos, que apresentam uma situação-
problema a ser considerada.

Processo de Avaliação
Conforme o Sistema de Avaliação do Desempenho Escolar do Curso de Departamento
de Relações Internacionais (Campus Coração Eucarístico), a proposta quanto ao tipo de
atividade avaliativa e seu respectivo valor é:
1ª - Avaliação em grupo coma utilização de Estudos Dirigidos, com situações-problema:
totalizando 50 pontos.
Estudo Dirigido I – Os mitos sobre a África - 15 pontos (orientações para elaboração
em 12/08/2020 e entrega em 26/08/2020)
Estudo Dirigido II – A cartografia africana – 15 pontos; (orientações para elaboração
em 16/09/2020 e entrega em 07/10/2020)
Estudo Dirigido III – O Pan-Africanismo como narrativa geohistórica, Teoria Social e
Ideologia - 20 pontos (orientações para elaboração em 21/10/2020 e entrega em
11/11/2020);

4
2ª - Avaliação Interdisciplinar: 20 pontos;

3ª - Avaliação Final (com consulta, dissertativa e individual: 30 pontos (a ser considerada


para substituição de nota do Exame Especial, caso seja necessário);

Quem disse o quê, onde e quando?

Bibliografia Básica - Constam no acervo da PUC Minas

CHAN, Stephen (Ed.). The morality of China in Africa: the middle kingdom and the dark
continent. London: New York: Zed books, 2013.
CLAPHAM, Christopher S. Africa and the international system: the politics of state
survival. Cambridge; New York: Cambridge University Press, 2007.
DECRAENE, Philippe. O pan-africanismo. São Paulo: Difel, 1962.
MOYO, Sam; YEROS, Paris (Eds.). Reclaiming the nation: the return of the national
question in Africa, Asia and Latin America. London; New York: Pluto Press; New York:
Palgrave Macmillan, 2011.
NASCIMENTO, Elisa K. Pan-africanismo na América do Sul. Petrópolis: Vozes, 1981.
SARAIVA, José Flávio Sombra. África parceira do Brasil atlântico: relações
internacionais do Brasil e da África no início do século XXI. Belo Horizonte: Fino Traço,
2012.

Bibliografia Complementar
ACHEBE, Chinua. O mundo se despedaça. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
AKYEAMPONG, Emmanuel; BATES, Robert H.; NUNN, Nathan & ROBINSON, James
A. (Eds.). Africa’s development in historical perspective. New York: Cambridge
University Press, 2014.
ALENCASTRO, Luiz Filipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico
Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
AMSELLE, Jean Loup. “Etnias e espaços: Por uma antropologia topológica”. No
Centro da Etnia; Etnias, tribalismo e Estado na África. Petrópolis: Vozes, 2017. p. 29-
73.
AMSELLE, Jean-Loup, M’BOKOLO, Elikia (orgs.). No centro da etnia: etnias, tribalismo
e Estado na África. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e difusão
do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
ANDREWS, George Reid. América afro-latina: 1800-2000. São Carlos: EdUFSCar,
2014.
APPIAH, Kwame Anthony. Na casa de meu pai: a África na filosofia da cultura. Rio de
Janeiro: Contraponto Editora, 1997.
ARNAULT, Luiz; LOPES, Ana Mónica. História da África: uma introdução. 2. ed.
revista. Belo Horizonte: Crisálida, 2008.
ASANTE, Molefi Kete. Afrocentricidade como Crítica do Paradigma Hegemônico
Ocidental: Introdução a uma Ideia. Ensaios Filosóficos, Volume XIV– Dezembro/2016,
p. 9-18.
BERND, Zilá. Negritude e literatura na América Latina. Porto Alegre: Mercado Aberto,
1987.
BISSIO, Beatriz. O mundo falava árabe: a civilização árabe-islâmica clássica através
da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.
BRUNSCHWIG, Henri. A partilha da África negra. São Paulo, Perspectiva, 1974.
CÉSAIRE, Aimé. Cahier d’um retour au pays natal, Diário de um retorno ao país natal.
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012.
CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre a negritude. Belo Horizonte: Nandyala, 2010.
CHALIAND, Gerard. A luta pela África: a estratégia das potências. São Paulo:
Brasiliense, 1982.

5
CLARENCE-SMITH, William Gervase & TOPIK, Steven (eds.). The global coffee
economy in Africa, Asia and Latin America; 1500-1989. New York: Cambridge
University Press, 2003.
COOPER, Frederick (et al). Confronting historical paradigms; Peasants, labor, and the
capitalist world system in Africa and Latin America. Madison, Wiscosin: The University
of Wisconsin Press, 1993.
COOPER, Frederick. Condições análogas à escravidão. In: COOPER, Frederick;
HOLT, Thomas C.; SCOTT, Rebecca J. Além da escravidão: investigações sobre raça,
trabalho e cidadania em sociedades pós-emancipação. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2005, p. 205-212.
COOPER, Frederick. Conflito e conexão: repensando a história colonial da África.
Anos 90, Porto Alegre, v. 15, n. 27, p. 21-63, jul. 2008.
COOPER, Frederick. L’Afrique empire, État-nation. Paris: Éditions Payot & Rivages,
2015.
COQUERY-VIDROVITCH, C.; MONIOT, H. Africa Negra: de 1800 a nuestros dias.
Barcelona: Editorial Labor, 1976.
COUTO, Mia. Pensatempos. Textos de Opinião. Lisboa: Caminho, 2005.
DAVIDSON, Basil. O fardo do homem negro: os efeitos do estado-nação em África.
Porto: Campo das Letras, 2000.
DE LAS CASAS, Frei Bartolomé. Brevíssima relação de destruição de África. Lisboa:
Edições Antígona, 1996.
DIOP, Cheikh Anta. A unidade cultural da África negra: esferas do patriarcado e do
matriarcado na Antiguidade clássica. Luanda/Ramada: Edições Mulemba/Edições
Pedago, 2012.
DIOP, Cheikh Anta. Black Africa: the economic and cultural basis for a federated state.
New York: Lawrence Hill Books, 1987.
DIOP, Cheikh Anta. Civilization or barbarism: an authentic anthropology. New York:
Lawrence Hill, 1991.
DU BOIS, William Edward Burghardt. As almas da gente negra. Rio de Janeiro:
Lacerda Ed., 1999.
ELTIS, David. Migração e estratégia na história global. In: FLORENTINO, Manolo;
MACHADO, Cacilda (Org.). Ensaios sobre a escravidão. Belo Horizonte: Ed. UFMG,
2003. p. 13-35.
EVANS-PRITCHARD, E. E. Os nuer. São Paulo: Ed. Perspectiva, 2002.
FANON, Frantz. Os condenados da Terra. Editora da UFJF, 2002.
FERRO, Marc (Org.). O livro negro do colonialismo. Rio de Janeiro, Ediouro, 2004.
FERRO, Marc. História das colonizações; das conquistas às independências (séc.
XIII-XX). São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
FLORENTINO, Manolo (Org.). Tráfico, cativeiro e liberdade (Rio de Janeiro séculos
XVIII-XIX). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
FOURSHEY, Catherine Cymone; GONZALES, Rhonda M.; SAIDI, Christine. África
Bantu; de 3.500 a.C. até o presente. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.
GATES JR., Henry Louis. Os negros na América Latina. São Paulo: Cia. das Letras,
2014.
GEBARA, Alexsander Lemos de Almeida. A África de Richard Francis Burton:
antropologia, política e livre-comércio, 1861-1865. São Paulo: Alameda, 2010.
GILROY, Paul. O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência. Rio de Janeiro:
Ed. 34, 2001.
GOODY, Jack. O roubo da história. São Paulo: Contexto, 2008.
GUIMARÃES, Antônio Sérgio. Racismo e anti-racismo no Brasil. São Paulo:
FUNDESP/Editora 34, 1999.
HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Filosofia da História. Brasília: Ed. da UnB, 1995.
HERNANDEZ, Leila M. G. A África na sala de aula: visita à história contemporânea.
São Paulo: Selo Negro, 2005.

6
HOBSON, John M. The eurocentric conception of world politics: western international
theory, 1760-2010. New York: Cambridge University Press, 2012
HOCHSCHILD, Adam. Enterrem as correntes: profetas e rebeldes na luta pela
libertação dos escravos. Rio de Janeiro: Record, 2007.
HOCHSCHILD, Adam. O fantasma do Rei Leopoldo: uma história de cobiça, terror e
heroísmo na África colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
HOUTONDJI, Paulin J. (Org.). O antigo e o moderno: a produção do saber na África
contemporânea. Mangualde: Luanda: Edições Pedago; Edições Mulemba, 2012.
HOUTONDJI, Paulin J. Conhecimento de África, conhecimento de africanos: duas
perspectivas sobre os estudos africanos. Revista Crítica de Ciências Sociais. Coimbra,
n. 80, 2008, p. 149-160.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: KI-ZERBO, Joseph (Ed.).
Metodologia e pré-história da África. 2. Ed. Brasília: UNESCO; São Paulo: Cortez,
2010. p. 105-137. (Coleção História Geral da África vol. I).
HUGON, Philippe. Geopolítica da África. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2009.
ILIFFE, John. Os africanos: história de um continente. Lisboa: Editora Terramar, 1995.
INIKORI, Joseph E. A África na história do mundo: o tráfico de escravos a partir da
África e a emergência de uma ordem econômica no Atlântico. In: OGOT, Bethwell
Allan (Ed.). África do século XVI ao XVIII. 2. ed. Brasília: UNESCO; São Paulo: Cortez,
2010. p. 91-134. (Coleção História Geral da África vol. V).
IZARD, M. Os povos e reinos da curva do Niger e da bacia do Volta, do século XII ao
XVI. In: NIANE, D.T (Ed.). África do século XII ao século XVI. 2. ed. Brasília: UNESCO;
São Paulo; Cortez, 2010. p. 237-266 (Coleção História Geral da África, vol. IV).
JAMES, Cyril Lionel Robert. De Toussaint L’Ouverture a Fidel Castro. JAMES, Cyril
Lionel Robert. In: Os jacobinos negros: Toussaint L’Ouverture e a revolução de São
Domingos. São Paulo: Boitempo, 2010, p. 343-372.
JAMES, Cyril Lionel Robert. Os jacobinos negros; Toussaint L’Ouverture e a revolução
de São Domingos. São Paulo: Boitempo, 2000.
JONES, James M. Racismo e preconceito. São Paulo: Editora Edgard Blucher/EdUSP,
1973.
KI-ZERBO, Joseph. África: história crítica ao sul do Saara. In: JAGUARIBE, Helio. Um
estudo crítico da História. São Paulo: Paz e Terra, 2001. p. 233-315.
KI-ZERBO, Joseph. História da África negra. 3. ed. Mem Martins: Publicações Europa.
América, 1999.
KI-ZERBO, Joseph. Para quando a África? Entrevista com René Holenstein. Rio de
Janeiro: Pallas, 2006.
KONADU, Kwasi. Naming and framing a crime against humanity: African voice of the
transatlantic slave system, ca. 1500-1900. In: GETZ, Trevor R. (Ed.). African voices of
the global past: 1500 to the present. US: Westview Press, 2014. p. 1- 37.
KOSSOY, Boris; CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. O olhar europeu: o negro na
iconografia brasileira do século XIX. São Paulo: EDUSP, 1994.
LACOSTE, Yves. Geopolítica do Mediterrâneo. Lisboa: Edições 70, 2008.
LARA, Oruno D. Resistência e escravatura: da África às Américas Negras. In:
UNESCO. O Tráfico de escravos negros séculos XV – XIX. Lisboa: Edições 70, 1979.
p. 129-151.
LINEBAUGH, Peter; REDIKER, Marcus. A hidra de muitas cabeças: marinheiros,
escravos, plebeus e a história oculta do Atlântico revolucionário. São Paulo:
Companhia das Letras, 2008.
LINEBAUGH, Peter; REDIKER, Markus Rediker. A hidra de muitas cabeças. São
Paulo: Companhia das Letras, 2008.
LOPES, Nei. Bantos, malês e identidade negra. Rio de Janeiro: Forense Universitária,
1988.
LOVEJOY, Paul E. A escravidão na África: uma história de suas transformações. Rio
de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.

7
LY-TALL, M. O Macina e o império Torodbe (Tucolor) até 1978. In: AJAYI, J. F. A.
(Ed.). África do século XIX à década de 1880. 2. ed. Brasília: UNESCO; São Paulo:
Cortez, 2010. p. 699-740. (Coleção História Geral da África, vol. VI).
LY-TALL, Madina. O declínio do Império do Mali. In: NIANE, D.T (Ed.) África do séc.
XII ao século XVI. 2. ed. Brasília: UNESCO; São Paulo: Cortez, 2010. p. 193-209.
(Coleção História Geral da África, vol. IV).
M’BOKOLO, Elikia. África negra: história e civilizações. Tomo I (Até o século XVIII).
Salvador: EDUFBA; São Paulo: Casa das Áfricas, 2009.
M’BOKOLO, Elikia. África Negra: história e civilizações. Tomo II (Do século XIX aos
nossos dias). Salvador: EDUFBA; São Paulo: Casa das Áfricas, 2011.
MENESES, Maria Paula Gutierrez. Os espaços criados pelas palavras: racismos,
etnicidades e o encontro cultural. In: GOMES, Nilma Lino (Org.). Um olhar além das
fronteiras: educação e relações raciais. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. p. 55-76.
MINTZ, Sidney Wilfred & PRICE, Richard. O nascimento da cultura afro-americana;
uma perspectiva antropológica. Rio de Janeiro: Pallas/Universidade Cândido Mendes,
2003.
MOORE, Carlos. Racismo & Sociedade: novas bases epistemológicas para entender o
racismo. 2ª ed. Belo Horizonte: Nandyala, 2012.
MUDIMBE, V. Y. A idéia de África. Lisboa: Mangualde: Luanda: Edições Pedago;
Edições Mulemba, 2013.
MUDIMBE, V.Y. A Invenção da África: gnose, filosofia e a ordem do conhecimento.
Mangualde; Ramada: Edições Pedago; Luanda: Edições Mulemba, 2013.
NASCIMENTO, Elisa Larkin (org.). Afrocentricidade: uma abordagem epistemológica
inovadora. São Paulo: Selo Negro, 2009. (Sankofa: matrizes africanas da cultura
brasileira; 4).
NKRUMAH, Kwame. Neocolonialismo: último estágio do imperialismo. Rio de Janeiro:
Ed. Civilização Brasileira, 1967.
NKRUMAH, Kwame. O neocolonialismo em África. In: SANCHES, Manuela Ribeiro
(Org.). Malhas que os impérios tecem: textos anticoloniais, contextos pós-coloniais.
Lisboa: Edições 70, 2012, p. 287-307.
OLIVA, Anderson Ribeiro. A invenção dos iorubas na África Ocidental. Reflexões e
apontamentos acerca do papel da história e da tradição oral na construção da
identidade étnica. Estudos Afro-Asiáticos, Ano 27, n. 12/13, jan.-dez 2005, p. 141-179.
OLIVIER, Roland. A experiência africana. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1994.
PAKENHAM, Thomas. The Scramble for Africa: 1876-1912. London: George
Weidenfeld & Nicolson, 1991.
PANTOJA, Selma. Uma antiga civilização africana; história da África Central Ocidental.
Brasília: Ed. UnB, 2011.
PANTOJA, Selma; SARAIVA, José Flávio Sombra (Org.). Angola e Brasil nas rotas do
Atlântico Sul. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
PARADA, Mauricio; MEIHY, Murilo Sebe Bon; MATTOS, Pablo de Oliveira de. História
da África Contemporânea. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio/Pallas, 2013.
PELLA Jr., John Anthony. Africa in the Expansion of International Society:
Surrendering the Savannah. London: Routledge, 2013.
PRATT, Mary Louise. Os olhos do império: relatos de viagem e transculturação. Bauru:
EDUSC, 1999.
RAFFESTIN, Claude. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993.
READER, John. África: biografia de um continente. Mem Martins: Publicações Europa-
América, 2002.
RODNEY, Walter. Como a Europa subdesenvolveu a África. Lisboa: Seara Nova,
1981.
RODRIGUES, José Honório. Brasil e África: outro horizonte. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1982.
SATURNINO BRAGA, Pablo de Rezende. A rede de ativismo transnacional contra o
apartheid na África do Sul. Brasília: FUNAG, 2011.

8
SCHWARCZ, Lília Moritz. Apresentação: imaginar é difícil (porém necessário). In:
ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e difusão
do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 09- 17.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças. São Paulo: Companhia das Letras,
2000.
SERRANO, Carlos; WALDMAN, Maurício. Memória D'África: a temática africana em
sala de aula. São Paulo: Cortez, 2007.
SILVA, Alberto da Costa e. A enxada e a lança. A África antes dos portugueses. São
Paulo: Nova Fronteira/EDUSP, 1992.
SILVA, Alberto da Costa e. Um rio chamado Atlântico: a África no Brasil e o Brasil na
África. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/Ed. UFRJ, 2003.
SLENES, Robert. “Malungu, ngoma vem!”: África coberta e descoberta do Brasil. In:
Revista USP: Dossiê quinhentos anos de América. São Paulo: EDUSP, n. 12,
dez./jan./fev. 91/92, p. 48-67.
SLENES, Robert. A Árvore de Nsanda transplantada: cultos kongo de aflição e
identidade escrava no Sudeste brasileiro (século XIX). In: LIBBY, Douglas Cole;
FURTADO, Júnia Ferreira (Org.). Trabalho Livre, Trabalho Escravo: Brasil e Europa,
séculos XVIII e XIX. São Paulo: Annablume, 2006, p. 273-314.
THOMSON, Alex. An Introduction to African Politics. 3rd ed. New York: Routledge,
2010.
TOYNBEE, Arnold J. África árabe, África negra. Lisboa: Arcádia, 1975.
UZOIGWE, Godfrey N. Partilha europeia e conquista da África: apanhado geral. In:
BOAHEN, Albert Adu (ed.). História Geral da África, VII: África sob dominação colonial,
1880-1935. Brasília: UNESCO, 2010, p. 21-50.
VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo de tráfico de escravos entre o golfo de Benin e a
Bahia de Todos os Santos dos séculos XVII a XIX. São Paulo: Corrupio, 1987.
VILLEN, Patrícia. A crítica de Amílcar Cabral ao Colonialismo; entre a harmonia e a
contradição. São Paulo: Expressão Popular, 2013.
WESSELING, H. L. Dividir para dominar: a partilha da África (1880-1914). Rio de
Janeiro: Revan / Ed. UFRJ, 1998.
WILLIANS, Eric. Capitalismo e escravidão. São Paulo: Companhia da Letras, 2012.

Sites - Internet
ISEG: www.iseg.utl.pt/
CESA: pascal.iseg.utl.pt/~cesa
BM: www.worlbank.org/
FMI: www.imf.org/
PNUD: www.undp.org
FAO: www.fao.org/debut.html
PAM: www.wfp.org/
OMS: www.who.int/
UNESCO/Africa: www.unesco.org/africa
ACNUDH: www.unhchr.ch/
ACNUR: www.unhcr.ch/
Comissão económica para África: www.un.org/ Depts/eca/
Banco africano de Desenvolvimento: www.afdb.org/
OUA: www.oau-oua.org/
COMESA-Mercado comum para o leste e sul de África: www.comesa.int/
Monde Diplomatique:www.monde-diplomatique.fr
(ICG) www.crisisweb.org
CODESRIA (Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais em
África: www.codesria.org
African Commission on Human an Peoples’ Rights: www.achpr.org
East African Community – EAC (http://www.eac.int).
Intergovernmental Authority for Development – IGAD (www.igad.org).

9
OEA / Office of International Law (http://www.oas.org).
União Europeia (http://europa.eu).
Union du Maghreb Arabe – UMA (www.maghrebarabe.org).
Uniao Africana (www.africa-union.org).
United Nations Economic Comission for Africa (http://www.uneca.org/).
CEN SAD (http://www.censad.org).
COMESA (http://www.comesa.int).
Conselho da Europa (www.coe.int/).
Gabinete de Documentação e Direito Comparado (www.gddc.pt/).
Le Haut Commissariat des Nations Unies aux Droits de l’Homme
(http://www.unhchr.ch/french/html/hchr_fr.htm).
Southern African Development Community – SADC (www.sadc.int).
Economic Community of Central African States – ECCAS (www.ceeac-eccas.org).
Economic Community of West African States – ECOWAS (www.comm.ecowas.int).
www. africaonline.com
www. african-geopolitics.org
www.allafrica.com

10

Você também pode gostar