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LOPES Jr., Aury. Direito Processual Penal. São Paulo: Saraiva, 2020.

Teoria da prova

4. Principiologia da prova

a) Meio de prova : aptos a convencer o julgador

b) Meio de obtenção da prova: não são aptos a convencer diretamente o juiz sobre a
veracidade de uma informação fática.

4.1 - Garantia da jurisdição

a) Atos de prova -
- destinado a convencer o juiz de uma informação
- a serviço do processo e integram o processo penal
- dirigem-se a formar a convicção do juiz para o julgamento final - tutela de segurança
- servem à sentença
- exigem estrita observância da publicidade, contradição e imediação
- são praticados ante o juiz que julgará o processo

b) Atos de investigação
- não se referem a uma afirmação, mas a uma hipótese
- a serviço da investigação preliminar
- servem para formar um juízo de probabilidade, não a convicção do juiz para o julgamento
- não exigem estrita observância da publicidade, contradição e imediação, pois podem ser
restringidas.
- servem para a formação da opinio delicti do acusador
- não estão destinados à sentença, mas a demonstrar a probabilidade do fumus commissi
delicti para justificar o processo (recebimento da ação penal) ou o não processo
(arquivamento).
- também servem de fundamento para decisões interlocutórias de imputação (indiciamento) e
adoção de medidas cautelares pessoais, reais ou outras restrições de caráter provisional;
- podem ser praticados pelo Ministério Público ou pela Polícia Judiciária.

4.2. Presunção da inocência

- art.5, LVII, CF/88

4.3. Carga da prova e In Dubio pro Reo: Quando o Réu alega uma Causa de Exclusão da
Ilicitude, Ele Deve Provar?

- A carga probatória está inteiramente nas mãos do acusador


- Não há menor exigência probatória para casos de menor gravidade. Ela só varia em relação
à importância dos atos processuais.

4.4. In Dubio pro Societate : Desvelando um ranço inquisitório


Não tem base constitucional

4.5. Contraditório e momentos de prova

- Contraditório é um método de confrontação da prova e comprovação da verdade = Estrutura


dialética do processo. Direito das partes de debater perante o juiz.

- Não incumbe ao acusador sugerir a pena

- O contraditório deve ser visto basicamente como o direito de participar, de manter uma
contraposição em relação à acusação e de estar informado de todos os atos desenvolvidos no
iter procedimental.

- Informação e reação

=> O contraditório deve ser rigorosamente observado nos quatro momentos da prova

1. Postulação (denúncia ou resposta escrita) - Possibilidade de tb postular prova


2. Admissão (pelo juiz) - Possibilidade de impugnar a decisão que admite a prova
3. Produção (instrução) - Possibilidade de as partes participarem e assistirem a produção da
prova.
4. Valoração (na sentença) - Controle da racionalidade da decisão (externada pela
fundamentação) que conduz à possibilidade de impugnação pela via recursal.

4.6 - Provas e Direito de Defesa: o Nemo Tenetur se Detegere

- Direito de defesa (técnica e pessoal)

- Não se pode colher provas sem a presença do réu e de seu defensor


(art.93, IX, CF e art.217, CPP)

- Defesa pessoal ou autodefesa


a) positiva
b) negativa - direito de não produzir provas contra si mesmo (direito de calar no
interrogatório, recusar-se a participar de acareações, reconhecimentos, submeter-se a exames
periciais etc.).

4.7. Valoração das Provas: sistema legal de Provas, Íntima Convicção e Livre (?)
Convencimento Motivado.

Evolução
- sistema legal de provas
- íntima convicção do juiz