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Brasil Colonial

Brasil Colonial (1500 a 1822)


Agroindústria açucareira

Motivos que justificam a escolha do açúcar:


• Portugal já conhecia as técnicas de cultivo da cana e produção do açúcar;
• artigo caríssimo e de luxo;
• preço atraente no mercado europeu e lucro certo para os comerciantes;
• existência de um grande mercado consumidor na Europa;
• condições naturais favoráveis ao cultivo da cana (especialmente no Nordeste);
• clima tropical;
• existência do solo massapê (solo fértil, argiloso, preto, ideal para a cultura de cana-de-açúcar);
• abundância de terras disponíveis para o seu cultivo;
• disponibilidade de cursos d’água que facilitavam o transporte da produção para o litoral.
Brasil Colonial (1500 a 1822)
Agroindústria açucareira
“Negócio do açúcar brasileiro foi mais holandês que
português” O engenho de açúcar
Engenho → engrenagem onde a cana era moída.
A participação holandesa Com o tempo → passou a designar toda a unidade de
• financiamento → empréstimos para os senhores produção açucareira.
construírem os engenhos, compra de máquinas, Casa grande → sede da propriedade e moradia da família do
instrumentos e escravos; senhor do engenho.
• transporte → transportavam o açúcar brasileiro para a Senzala → grande galpão destinado aos escravos, onde eles
Europa; dormiam, realizavam suas festas e cultos.
• refinamento do açúcar → ocorria na Europa; Capela → local privilegiado onde acontecia os casamentos,
• distribuição e comercialização do açúcar na Europa. batizados e missas.
Portugal → cuidava da produção do açúcar Acomodações dos agregados → moradia dos trabalhadores
Holanda → cuidava da sua comercialização (parte mais livres, feitores etc.
lucrativa)
Brasil Colonial (1500 a 1822)
Brasil Colonial (1500 a 1822)
Etapas da fabricação do açúcar
Moenda: cana é moída → extração do caldo da cana (garapa).
Brasil Colonial (1500 a 1822)
Casa das caldeiras: caldo de cana é fervido → produção do melaço.
Brasil Colonial (1500 a 1822)
Casa de purgar: local onde o açúcar era colocado para ficar mais claro.
Casa das caixas: o açúcar secava, era pesado e depois colocado em caixas,
ficando pronto para ser levado para os portos e navios para ser exportado.
Brasil Colonial (1500 a 1822)
Engenhos reais → porte maior e movidos a água.
Engenhocas ou trapiches → porte menor, movidos por animais ou mesmo pela força humana.
Subprodutos da cana-de-açúcar
• aguardente → usada como moeda para a compra de escravos na África.
• rapadura → consumida no Brasil em substituição ao açúcar.
Agricultura colonial
• grande lavoura: produção exportada para o mercado externo;
• Agricultura de subsistência: produção voltada para o consumo interno, garantia o sustento da população.

O trabalho no engenho
No início → portugueses utilizaram a mão de obra indígena para a produção açucareira.
Bula papal de 1537 → escravização de indígenas era admitida em excepcionais de guerra justa.
Jesuítas → catequizar os indígenas.
Missões → contribuiu para a perda dos traços culturais dos índios.
Colonos → depois de os nativos serem catequizados, deveriam ser encaminhados para o trabalho nos
engenhos.
Jesuítas → o indígena não deveria ser incorporado ao sistema produtivo.
Brasil Colonial (1500 a 1822)
MISSÃO JESUÍTICA OU REDUÇÃO
Brasil Colonial (1500 a 1822)
Motivos que contribuíram para limitar o uso da mão de obra indígena e a introdução da escravidão
negra no Brasil.
• Oposição dos jesuítas à escravização indígena.
• Os indígenas eram considerados súditos do rei de Portugal.
• O declínio da população indígena nas áreas próximas ao litoral (decorrente dos conflitos com os
colonizadores e doenças europeias, até então inexistentes na América).
• Interiorização dos indígenas.
• O tráfico de africanos mais lucrativo para a Coroa portuguesa que recebia impostos.
• O índio não estava adaptado ao trabalho na lavoura, era incumbência das mulheres indígenas.
• Muitos negros provinham de culturas familiarizadas com a metalurgia e a criação de gado, atividades
úteis na empresa açucareira.

Portugueses → acirravam as disputas entre os vários grupos étnicos africanos.


Trabalhadores livres → encontrados nos engenhos.
• técnicos ligados à moagem da cana e produção do açúcar;
• pequenos lavradores, arrendatários dos senhores de engenho, responsáveis pelo plantio de parte da
cana.
Brasil Colonial (1500 a 1822)
A sociedade do açúcar