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TEXTO DE OPINIÃO – REGRAS E EXEMPLO

1. 4 parágrafos deverão ser suficientes;


2. O 1º parágrafo deverá ser uma breve introdução ao tema, uma
apresentação da tese, em que o aluno, ainda não apresentando
argumentos, transparece já a sua opinião relativamente ao mesmo.
Poderá este parágrafo ter duas frases;
3. O 2º parágrafo deverá conter a exposição do primeiro argumento e do
respetivo exemplo que o ilustra;
4. O 3º parágrafo deverá conter a exposição do segundo argumento e de
um exemplo comprovativo;
5. O 4º parágrafo deverá ser uma conclusão agregadora das ideias
expostas ao longo do texto, reiterando a opinião formulada no início do
mesmo;
6. A primeira pessoa gramatical deve ser evitada, optando-se pela forma
passiva ou pela utilização de um sujeito nulo indeterminado; pode-se
utilizar também a 1ª pessoa do plural (“nós”);
7. A utilização de articuladores do discurso torna-se fundamental para
garantir a coesão textual, como por exemplo: em primeiro lugar; em
segundo lugar; por um lado; por outro lado; efetivamente; não obstante,
entre outros;
8. A repetição de palavras deve ser evitada;
9. O vocabulário deve ser rico e variado;
10. Os argumentos e exemplos apresentados têm de ser do conhecimento
geral e não retirados do quotidiano particular do aluno;
11. Há palavras que nunca devem ser usadas, por serem típicas do discurso
oral, como “gente”, “coisa”, “acho”, “etc”.
EXEMPLO DE UM TEXTO ARGUMENTATIVO

Desta forma, e para concretizarmos todas estas ideias, segue-se um exemplo

de um texto argumentativo simples mas bem redigido, para Grupo III do Exame

Nacional de Português de 12º ano, em que o tema seria: “A necessidade de

fuga ao quotidiano nos dias que correm”:

Nos dias que correm, denota-se uma necessidade cada vez maior de fuga à

rotina quotidiana. Na verdade, vários são os fatores que poderão ser

responsáveis por esta realidade atual e que conduzem a esse desejo de

evasão do pequeno mundo que habitualmente nos rodeia.

Em primeiro lugar, hoje em dia, o trabalho exige uma maior entrega por parte

dos indivíduos. De facto, estas passam grande parte do seu dia nos seus

empregos e, como se isso não fosse suficiente, é também muita a quantidade

de trabalho que trazem para casa, para complementarem a atividade

desenvolvida durante o dia.

Pensemos, por exemplo, nos profissionais que, além de hoje possuírem um

horário de expediente rígido, trazem ainda para casa muito trabalho a

desenvolver, além de se dedicarem à preparação da jornada de trabalho do dia

seguinte. Assim, é normal que, nas férias, sintam a necessidade de uma

viagem para longe do quotidiano, explorando novos espaços e vendo

diferentes pessoas, de modo a descansarem e recuperarem energias.


Em segundo lugar, por vezes, a realidade que algumas pessoas vivem

diariamente pode ser muito dura, em contato com vidas difíceis e dramas

pessoais de outros indivíduos, o que pode influenciar negativamente o dia a

dia, devido à carga emocional que este contato acarreta.

É o caso dos médicos que lidam com pacientes com doenças muito graves e

terminais, acompanhando o sofrimento diário dos mesmos e das respetivas

famílias, o que se torna muito penoso. Daí que sintam necessidade de, por

exemplo, no fim de semana, terem atividades de lazer como o cinema ou um

passeio em família, entre muitas outras.

Em suma, reitera-se a opinião formulada no início do texto, reafirmando-se que

a realidade diária dos indivíduos conduz a uma necessidade cada vez maior de

fuga ao quotidiano, através de atividades de lazer. Na verdade, à medida que o

mundo do trabalho se transforma, cada vez mais absorvente, esta necessidade

de evasão torna-se ainda mais evidente.

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