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Trabalho de Conclusão de Curso I

Identificação do aluno 1
CPD: 24031 Nome:EDYNALDO DIAS DE CARVALHO
e-mail:edynaldo11@hotmail.com Telefone:(61) 99285-2785

Identificação do aluno 2
CPD: 30051 Nome: ICARO PEREIRA DE SOUSA
e-mail: icarodesousa96@gmail.com Telefone: (61)98340-4597

Professor orientador
Matrícula: Nome: CARMEN ELENA RAMIREZ MENESES
e-mail: carmen.meneses@unieuro.edu.br Telefone: (61)98117-2446

Título do trabalho – Proposição inicial

AVALIAÇÃO TÉCNICA E ECONÔMICA DOS IMPACTOS DECORRENTES DOS


ERROS DE EXECUÇÃO EM FACHADAS

Descrição do problema da pesquisa e apresentação da justificativa

Falha de aplicação e materiais de baixa qualidade na execução da fachada, causa


desplacamento de revestimento cerâmico ou pintura em grande parte da fachada, assim
alterando o visual e os aspecto do projeto original da fachada.
Devem ser minuciosamente estudados antes de se iniciar a execução, a fim de que não
causem problemas depois que a obra já estiver pronta. Caso este cuidado não seja
observado, o custo para reparar o erro depois que a obra estiver acabada é bem maior.

Brasília, 10 de Março de 2020

_____________________________ _____________________________
ASS. ALUNO 1 ASS. ALUNO 2

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ASS. PROFESSOR ORIENTADOR ASS. COORDENAÇÃO DE TCC I

1
AVALIAÇÃO TÉCNICA E ECONÔMICA DOS IMPACTOS DECORRENTES DOS
ERROS DE EXECUÇÃO EM FACHADAS
Edynaldo Dias de Carvaho
Graduando – Centro Universitário Euro-Americano
Icaro Pereira de Sousa
Graduando – Centro Universitário Euro-Americano
Carmen Elena Ramirez Meneses
Professor(a) Me./Dr. – Centro Universitário Euro-Americano

RESUMO
Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de pesquisar um conjunto de manifestações patológicas
encontradas nas fachadas das edificações, a fim de descrevê-las e caracterizá-las. O revestimento de argamassa de
fachada é utilizado em praticamente todos os edifícios residenciais e comerciais. Assim, sua importância é
caracterizada tanto pelo uso intenso, quanto por desempenhar importantes funções estéticas e de proteção do
edifício, além de representar importante parcela do custo direto de construção e de manutenção das fachadas.
Com base neste estudo, será possível identificar os principais problemas enfrentados ao longo do processo,
esperando-se que se possa contribuir para diminuição dos problemas patológicos e os custos de produção das
empresas construtoras. O estado e as patologias encontradas nas fachadas dos edifícios, assumem causas diversas
que denotam tanto a conservação e manutenção como problemas mais profundos no sistema construtivo como um
todo. Percebe-se que a pintura não tem função apenas decorativa, mas, de proteção e manutenção da estrutura do
edifício, sendo seu processo executivo de grande relevância no contexto construtivo. O estudo proposto sugere
um aprofundamento nas questões referentes aos sistemas de pintura, analisando as patologias, técnicas executivas
envolvidas e as soluções e recomendações possíveis que permitam o estabelecimento de critérios técnicos
visando a redução de problema construtivos e consequentemente o aumento da vida útil da edificação. E para
finalizar, são mostradas através de fotografias algumas técnicas usadas para correção de fissuras, que possui
classificação dada quanto à abertura, seu formato, sua localização na fachada e à atividade destas, onde existem
fatores que podem levar ao surgimento das fissuras. Todas as definições supracitadas encontram-se neste
trabalho.

Palavras-chave: Sistemas de pintura, sistemas construtivos, processos construtivos, patologias.

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ABSTRACT
This work was developed with the objective of researching a set of pathological manifestations found on the
facades of buildings, in order to describe and characterize them. Facade mortar lining is used in virtually all
residential and commercial buildings. Thus, its importance is characterized both by its intense use and by
performing important aesthetic and protective functions of the building, in addition to representing an important
portion of the direct cost of building and maintaining the facades. Based on this study, it will be possible to
identify the main problems faced throughout the process, hoping that it can contribute to the reduction of
pathological problems and the production costs of construction companies. The state and the pathologies found
on the facades of buildings, assume different causes that denote both conservation and maintenance as more
profound problems in the construction system as a whole. It is noticed that the painting has not only a decorative
function, but also to protect and maintain the building's structure, its executive process being of great relevance in
the construction context. The proposed study suggests a deepening of the issues related to painting systems,
analyzing the pathologies, executive techniques involved and the possible solutions and recommendations that
allow the establishment of technical criteria aiming at the reduction of construction problems and, consequently,
the increase of the building's useful life. And finally, some techniques used to correct cracks are shown through
photographs, which have a classification given as to the opening, its shape, its location on the facade and their
activity, where there are factors that can lead to the appearance of cracks. All of the above definitions are found
in this work.

Keywords: Painting systems, construction systems, construction processes, pathologies.

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1. INTRODUÇÃO
Com o crescente mercado da construção civil, principalmente nos últimos anos, e com a busca
do empreendedor pela construção em período cada vez menor, visando maiores lucros e
menores gastos, alguns detalhes construtivos são, por vezes, negligenciados ou esquecidos.
Apesar do avanço tecnológico no campo das técnicas e dos materiais de construção, tem-se
observado um grande número de edificações relativamente jovens apresentando patologias de
toda fachada. Muito embora haja uma preocupação crescente com a qualidade da construção,
traduzida pela introdução de regulamentação específica na área do conforto, verifica-se que os
edifícios construídos nos últimos anos não apresentam a qualidade esperada. O uso
inadequado de materiais, aliado à falta de cuidados na execução e mesmo adaptações quando
do seu uso, tudo isto somado à falta de manutenção, tem criado despesas extras aos
condomínios de edifícios que até com menos de cinco anos de idade têm que consumir
recursos financeiros em reparações que poderiam inteiramente ser evitadas.
Há uma tendência em considerar a atividade apenas como um elemento decorativo. Neste
sentido, percebe-se que a preocupação com o sistema de revestimento não se insere na
atividade projetual, nem tampouco no sistema construtivo como um todo, configura-se como
uma atividade não planejada, ou seja, não é tratada de modo sistêmico, exemplo: sistema de
pintura.
De acordo com Britz (2007), além da função meramente decorativa a pintura exerce influência
no desempenho e durabilidade das edificações, que tem como a capacidade de controlar a
luminosidade, isolar térmico, proteger os revestimentos de argamassa contra o esfarelamento e
penetração da umidade, assim, inibindo problemas de eflorescências e bolores. Isto mostra que
o segmento da construção civil precisa se preocupar cada vez mais com o sistema de
revestimento de uma edificação, compatibilizando mão de obra, sistemas construtivos e a
tradição. É necessário um aprofundamento das patologias que envolvem o sistema de
revestimento, considerando a normatização referente ao processo, bem como a qualidade e
tipos de materiais, tintas utilizadas na construção civil e relacionando-as ao tipo de substrato e
ainda à qualidade da técnica executiva. Por fim, apoiado sobre conhecimentos teóricos a
respeito do assunto será possível determinar em estudo de caso as manifestações patológicas
em edifícios, relacionando suas causas e possíveis soluções que possam ser adotadas com o
intuito de minimização ou correção dos problemas encontrados.
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2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Revestimento cerâmico
2.1.1. Conceito
Revestimento Cerâmico de Fachadas de Edifícios (RCF) é o conjunto monolítico de camadas
(inclusive o emboço de substrato) aderidas à base suporte da fachada do edifício (alvenaria ou
estrutura), cuja capa exterior é constituída de placas cerâmicas, assentadas e rejuntadas com
argamassa ou material adesivo (MEDEIROS,1999). Os revestimentos cerâmicos devem servir
como proteção dos elementos de vedação, apresentando um desempenho adequado que deve
ser considerado nas etapas de projeto e produção. Os principais requisitos relacionados à
função vedação e proteção dos revestimentos cerâmicos destinados às fachadas, de acordo
com MEDEIROS (1999) são:
a) manter suas propriedades ao longo da vida útil da edificação;
b) proteger a estrutura de vedação contra a ação do intemperismo;
c) auxiliar no isolamento térmico e acústico;
d) proteção da fachada contra radiação solar;
e) proteger o edifício contra os efeitos da eletricidade estática;
f) permitir troca de vapor de água do meio interno e externo;
g) ser compatível com outros materiais da fachada;
h) proteger contra danos físicos exteriores;
i) proteger contra o vandalismo; e
j) facilitar a manutenção.

2.1.2 Desplacamentos
Os desplacamentos são caracterizados pela perda de aderência das placas cerâmicas do
substrato, ou da argamassa colante, quando as tensões surgidas no revestimento cerâmico
ultrapassam a capacidade de aderência das ligações entre a placa cerâmica e argamassa colante
e/ou emboço. Devido à probabilidade de acidentes envolvendo os usuários e os custos para seu
reparo, esta patologia é considerada mais séria. O primeiro sinal desta patologia é a ocorrência
de um som cavo (oco) nas placas cerâmicas (quando percutidas), ou ainda nas áreas em que se
observa o estufamento da camada de acabamento (placas cerâmicas e rejuntes), seguido do
destacamento destas áreas, que pode ser imediato ou não. Geralmente estas patologias ocorrem

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nos primeiros e últimos andares do edifício, devido ao maior nível de tensões observados
nestes locais.
As causas destes problemas são:
• Instabilidade do suporte, devido a acomodação do edifício como um todo.
• Deformação lenta (fluência) da estrutura de concreto armado, variações higrotérmicas
e de temperatura, características um pouco resilientes dos rejuntes.
• Ausência de detalhes construtivos (contravergas, juntas de dessolidarização).
• Utilização da argamassa colante com um tempo em aberto vencido; assentamento
sobre superfície contaminada.
• Imperícia ou negligência da mão-de-obra na execução e/ou controle dos serviços
(assentadores, mestres e engenheiros).
Uma outra forma de se evitar a ocorrência deste tipo de patologia, além de corrigir todos os
passos citados anteriormente, seria evitar a execução dos revestimentos cerâmicos em uma
fase da construção em que o suporte ainda esteja recém-executado, evitando -se assim as
retrações que podem ocasionar tensões não consideradas no projeto do revestimento cerâmico.
A recuperação desta patologia é extremamente trabalhosa e, na maior parte das vezes, o custo
é muito elevado, já que o reparo localizado nem sempre é suficiente para acabar com o
problema, que volta a ocorrer em outras áreas do revestimento cerâmico. Muitas vezes a
solução é a retirada total do revestimento, podendo -se chegar até ao emboço e se refazer todas
as camadas.
2.1.3. Trincas, gretamento e fissuras
De acordo com Thomaz (1989, p. 19), as trincas de origem térmica surgem devido a
movimentação diferenciada entre os componentes de um elemento, entre elementos de um
mesmo sistema e entre regiões distintas de um mesmo material.
As trincas são rupturas no corpo da placa cerâmica provocadas por esforços mecânicos, que
causam a separação das placas em partes, com aberturas superiores a 1 mm. As fissuras são
rompimentos nas placas cerâmicas, com aberturas inferiores a 1 mm e que não causam a
ruptura total das placas. O gretamento é uma série de aberturas inferiores a 1 mm e que
ocorrem na superfície esmaltada das placas, dando a ela uma aparência de teia de aranha.
• Dilatação e retração das placas cerâmicas: a variação térmica e/ou de umidade, causam
tensões internas e:
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• Trincas e fissuras: quando as tensões ultrapassam o limite de resistência da placa
cerâmica.
• Gretamento: quando as tensões ultrapassam o limite de resistência da camada de
esmalte.
2.1.4. Vantagens e desvantagens
O revestimento cerâmico oferece boa resistência às intempéries, tem grande vida útil,
protegem contra infiltrações externas, apresentam bom conforto térmico, facilidade de
manutenção e limpeza, facilidade de controle do material na obra, grande versatilidade em
decorrência da diversidade de materiais no mercado e maior uniformização do serviço de
assentamento.
Em contrapartida, seu preço aumenta proporcionalmente com a qualidade da cerâmica
empregada, é necessário maior controle na produção, com observância das juntas de dilatação
e rejuntamento das peças.
2.2. Revestimento em argamassa
2.2.1. Conceito
Esse sistema pode ser definido como um revestimento multicamadas capazes de recobrir a
superfície de concreto ou alvenaria, ao mesmo tempo em que cria um substrato adequado para
receber o acabamento final (pintura, cerâmica, pastilha etc.).
Argamassa é basicamente definida pela NBR 7200 (ABNT, 1998) como uma mistura entre
aglomerantes, agregados e água. Sendo mais comum a utilização do cimento e a cal hidratada
como aglomerantes e a areia como agregado.
As argamassas são classificadas da seguinte maneira:
• Argamassa de aderência – chapisco;
• Argamassa de regularização – emboço;
• Argamassa de acabamento – reboco;
• Argamassas especiais – massa única.
Os revestimentos em argamassa são geralmente compostos por três camadas superpostas,
contínuas e uniformes: chapisco, emboço (massa grossa) e reboco (massa fina). Cada uma
delas tem uma função e requer cuidados específicos com relação ao traço e à forma de
execução.

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A argamassa, geralmente, é feita para revestimento cerâmico ou argamassa decorativa e as
principais patologias estão concentradas no emboço, que é onde a argamassa é utilizada em
maior volume. Ela é a principal responsável por complementar o desempenho da parede e
evitar que a água entre pela estrutura.
As fachadas estão diretamente expostas às intempéries e podem sofrer degradação com o
passar do tempo, apresentando trincas, fissuras e, até mesmo, o desplacamento, que acontece
no caso de revestimentos de porcelanatos
A fachada é a parte da obra que mais sofre interferência durante o processo de execução
porque ali se tem incidência do sol durante a aplicação, do vento, variações de temperatura
bruscas durante o dia e até mesmo da poluição.
2.2.2. Cuidados na aplicação e manutenção
Para se executar a aplicação de revestimento em fachadas da maneira correta é fundamental
atentar-se para a fase de projeto onde são definidos diversos parâmetros e também os materiais
a serem utilizados na aplicação. Outro ponto importante é o clima, que irá influenciar
diretamente no material; além disso, a mão-de-obra também é fundamental, pois ela deve
conhecer as peculiaridades de cada insumo e também a forma de aplicação a fim de evitar
futuras patologias.
O profissional, para evitar esse tipo de patologias, precisa estar atento aos fatores externos
porque isso irá definir a necessidade de fazer a cura ou a área de abertura da argamassa, além
do ponto ideal de aplicação.
Com relação à aplicação, é preciso se atentar para a execução de juntas de movimentação, pois
elas garantem que a fachada se movimente de acordo com o projeto do edifício. São aplicados
nas juntas materiais com vida útil, se é feita a verificação de aderência e a manutenção
adequada se garante uma vida longa e de acordo com as especificações normativas.
Os cuidados de conservação do revestimento devem começar já na fase de projeto, para que
sejam utilizados os materiais de melhor qualidade, o que irá minimizar as chances de ocorrer
degradações em fachadas ao longo dos anos. A NBR 13755:2017 – Revestimentos cerâmicos
de fachadas e paredes externas com utilização de argamassa colante – Projeto, execução,
inspeção e aceitação.

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2.2.3. Vantagens e Desvantagens
Revestimentos de argamassa bem executados revelam vantagens já consagradas por dezenas
de milhares de obras executadas por todo o país para todos os tipos de edifícios. São elas:
insumos acessíveis nas mais variadas regiões, grande disponibilidade de mão de obra para
execução, baixos custos comerciais, facilidade de execução e controle, e possibilidade de ser
empregado sem aplicação de outro acabamento.
Como principais desvantagens, a velocidade de execução lenta quando comparado a outros
revestimentos, grande desperdício de material, grande volume de entulho gerado, sua
aplicação gera em via de regra um canteiro de obras sujo.
2.3. Revestimento com pintura
2.3.1. Conceito
Segundo a norma brasileira, NBR 12554, as tintas são: “[...] produtos compostos de veículo,
pigmentos, aditivos e solventes que, quando aplicados sobre um substrato, se convertem em
película sólida, dada a evaporação do solvente e/ou reação química, com a finalidade de
decoração, proteção e outras.” Em outras palavras, tinta é o produto que, ao ser aplicado em
forma de uma fina camada sobre uma superfície, proporciona cor, segurança ou informação à
mesma. Mais especificamente, tinta é a substancia que ao ser aplicada em forma de camada
sobre um substrato se converte em um filme, garantindo a cor, informação ou segurança
desejadas.
Para se fazer a escolha de uma tinta, há a necessidade de conhecer os tipos que o mercado
oferece, além de suas aplicações, pois atualmente existe um tipo de tinta adequada a cada tipo
de substrato. Recentemente, houve um aumento na oferta de produtos com maior durabilidade
e menor manutenção das cores, como algumas tintas acrílicas por exemplo, que são
impermeabilizantes e agem contra a incidência de água direta, sendo indicadas para áreas
externas, pois são resistentes às intempéries (FAGUNDES NETO, 2001). Como passaram a
ser produzida à base de resina 100% acrílica (mais elástica e resistente que as tintas acrílicas
estirenadas), esta tinta acompanha o trabalho de contração e dilatação do reboco, diminuindo
as possibilidades de ocorrer fissuras.
As tintas podem ser classificadas em: tintas vinílicas (PVA), acrílicas (PVAC), esmaltes e
vernizes, sendo que as acrílicas e o PVA são à base de água, podendo ser aplicadas em
fachadas e compondo o grupo das tintas látex.
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As propriedades de uma tinta devem ser:
a) capacidade de manter sua cor original, sem desbotar;
b) capacidade de resistir às intempéries;
c) facilidade de manutenção e conservação;
d) impermeabilidade;
e) transpirabilidade.
2.3.2. Técnicas Executivas

Os detalhes construtivos são de grande importância para a durabilidade do revestimento e


algumas prevenções podem ser destacadas:

a) Beirais – oferecem proteção, principalmente no caso de tintas minerais, contra chuvas


ácidas,
b) Peitoril - o emprego de pingadeiras protegem as tintas;
c) Rufos e platibandas - a platibanda deve ser pintada no lado interno, para evitar
infiltrações;
d) Frisos – frisos profundos não permitem a completa aplicação do revestimento
e) Rodapé – não deve ser pintado até o solo, devendo ser criado um rodapé com pedra ou
chapisco, permitindo a transpiração de umidade e infiltrações de água.

Na aplicação deve ser considerada a umidade do ar, que deve estar abaixo de 85% e a
temperatura maior que a 4ºC. Em relação à aderência e a viscosidade, deve ser observado que
quando as tintas são diluídas, o tempo de armazenagem diminui. Segundo Fagundes Neto
(2001), a tinta à base de água custa em média 40% mais que à base de solvente. Quanto à
resina à base de água, o valor sobe para 70% a mais do que à base de solvente, entretanto a
substituição do solvente pela água é uma tendência mundial e positiva, pois a agressão
ambiental provocada pela fabricação e manipulação dos materiais é reduzida.
2.3.3. Vantagens e Desvantagens
A grande vantagem deste tipo de revestimento de fachada é a facilidade de execução e
obtenção de mão de obra, uma vez que a pintura é um método largamente difundido na
construção civil. Soma-se a isso, o baixo custo deste revestimento, que se torna um atrativo em
especial em obras de edificações de padrão médio e baixo.

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A desvantagem é a manutenção constante que deve ser feita, visto que a pintura é bastante
afetada com a ação da chuva, que confere, em pouco tempo (poucos anos), um aspecto feio e
sujo à fachada da edificação.
2.4. Funções do projeto visando melhorar desempenho
O projeto de revestimento diferencia-se dos demais projetos da obra por apresentar uma
característica evolutiva, de forma a se obter um desempenho satisfatório do revestimento ao
longo do tempo, em que alguns parâmetros usados no projeto têm que ser aferidos num
determinado instante da obra, como: desaprumo da estrutura; propriedades reais dos
componentes da vedação; propriedades reais das argamassas de mercado ou dos traços das
argamassas produzidas em obra; experiência das empresas aplicadoras do revestimento e
outros. Só após esses parâmetros serem aferidos é que o projeto será concluído.
Para que este objetivo seja atingido, é necessário contemplar:
2.4.1. Condicionantes para o projeto
• condições ambientais;
• arquitetura;
• interferência das instalações;
• processo construtivo;
• prazos.

2.4.2. Especificação dos materiais e equipamentos


• equipamentos para preparo e limpeza;
• chapisco e/ou argamassas industrializadas ou produzidas na obra;
• telas de reforço;
• revestimento final de acabamento (pintura, cerâmica etc).

2.4.3. Diretrizes de seleção do sistema


• proposta pelos projetistas;
• dados de desempenho fornecidos pelos fabricantes;
• testes realizados nas condições reais da obra.

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Uma correta especificação, com projeto detalhado, contendo as especificações adequadas e as
técnicas de execução, contribui fortemente para a melhoria da produção dos revestimentos de
fachada, além de evitar improvisações, que certamente poderão resultar em patologias. A falta
de normas que contemplem requisitos de projeto é uma das maiores queixas dos especialistas.
Segundo Sabbatini, é muito comum que os construtores e especificadores recorram à norma de
produto, imaginando que elas tenham a consistência técnica que teria uma norma de projeto.
2.5. Comparativos
A Tabela 1, mostra um resumo das principais características de cada tipo de revestimento
externo abordado, destacando quais as principais vantagens e desvantagens conferidas por eles
durante a obra e a vida útil da edificação.
Tabela 1 - Comparativo das características dos tipos de fachada

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3. METODOLOGIA
A metodologia aplicada neste trabalho consiste na pesquisa bibliográfica, visando
considerações referentes aos conceitos pertinentes ao tema, sendo que o material consultado
abrange basicamente documentos acadêmicos. Um estudo de caso será realizado utilizando
dois tipos de materiais, onde o Material A será de baixa qualidade (usualmente utilizado) e o
Material B será de alta qualidade (pouco usado pelas construtoras), afim de se verificar na
prática a durabilidade, economia e os termos abordados no presente trabalho, e dar um maior
embasamento às considerações finais obtidas com o trabalho.
A pesquisa a ser realizada é qualitativa e quantitativa, uma vez que os dados coletados em
campo são descritos tecnicamente a partir da observação in loco e das figuras geradas a partir
das pesquisas realizadas.
Para fornecer suporte empírico às questões abordadas na pesquisa partiu-se para um estudo de
caso situado no cenário da Região Norte do Distrito Federal, no Residencial Borges Landeiro
Garden na cidade de Ceilândia-DF, e na Região Leste do Estado do Goiás, no Residencial
Belle Luna na cidade de Valparaíso de Goiás-GO, entorno do Distrito Federal.
A fim de analisar aspectos referidos ao uso de revestimentos em fachadas, considerou-se
fundamental a opção por edifícios residenciais, definindo-se para tanto sua tipologia e
patologias. Com base no fluxograma a seguir, segue organização da pesquisa bibliográfica.

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A partir do fluxograma anterior, os passos foram os seguintes:
a) Identificação do problema:
Foram desenvolvidos os seguintes questionamentos, em função da observação preliminar,
para se ter idéia da amplitude do problema:
• Que fatores são responsáveis pelo surgimento de patologias em fachadas?
• Localizar e descrever a patologia encontrada na edificação.
b) Pesquisa bibliográfica:
Assim como Lersch (2003) propôs, a pesquisa bibliográfica ocorre de forma paralela às
atividades da pesquisa, pois é a etapa que alimenta o desenvolvimento da pesquisa. Versa
sobre os seguintes temas:
• Incidências;
• Causas prováveis, imediatas e remotas;
• Formas de correção.
c) Estudo inicial:
É a etapa onde se sugere a elaboração de um levantamento de dados sobre manifestações
patológicas em fachadas encontradas nos dois casos nas cidades de Ceilândia-DF e Valparaíso
de Goiás-GO, quantificando as patologias e classificando-as conforme suas características,
através de tabelas e gráficos.
d) Identificação das possíveis causas das manifestações patológicas:
É a etapa do estudo onde se identifica os agentes causadores dos fenômenos patológicos,
sejam eles remotos ou imediatos. Embora não exista a distinção em bibliografia entre tais
termos, destaca-se a importância de realizar tal distinção. O agente remoto caracteriza-se como
aquela causa de um fenômeno patológico que por sua vez irá gerar outro, enquanto que o
agente imediato é aquele responsável diretamente pelo surgimento de um fenômeno
patológico. Nesta etapa além da identificação dos agentes, também se realiza a descrição dos
mecanismos de ocorrência de cada fenômeno.
e) Elaboração de conclusões:
É a etapa final onde se sugere a elaboração de um levantamento de dados sobre manifestações
patológicas nas fachadas das edificações acima citados e, com isso, comparativas dos
problemas encontrados, gerando gráficos.

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4. CRONOGRAMA
Neste item do trabalho, iremos definir as atividades a serem executadas em campo colhendo
informações e fotografias para nosso estudo de caso, que ocorrerá da seguinte maneira:

Data de início: 05/08/2020


SEMANAS
ATIVIDADES
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Atividade 1 X X X
Atividade 2 X X
Atividade 3 X X
Atividade 4 X X X
Atividade 5 X X X X X X X

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DO CRONOGRAMA


Atividade 1 Reconhecimento visual das patológias e fotografias das fachadas
Atividade 2 Estudo bibliográfico das patológias encontradas
Atividade 3 Início dos ensaios com materiais A e B e fotografias iniciais
Atividade 4 Fotografias dos resultados obtidos através dos ensaios com os materiais e conclusão embasada no resultado.
Atividade 5 Revisão Geral

5. RESULTADOS E DISCURSSÕES
6. CONCLUSÃO

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REFERÊNCIA
A influência do processo produtivo no controle de patologias e nos processos de manutenção. Disponível no
site: http://www.metalica.com.br. Acesso em 21 de julho de 2006.
As patologias das Edificações. Disponível no site: http://www.ebanataw.com.br. Acesso em 22 de julho de
2006.
A Patologia nas Edificações Ocasionais por Infiltrações http://www.mackenzie.com.br. Acesso em 25 de
agosto de 2006.
https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/235/6362/1/20914843.pdf
http://www.projetos.unijui.edu.br/petegc/wp-content/uploads/2010/03/TCC-Fabr%C3%ADcio-Nunes-da-
Silva.pdf
https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/10015/1/monopoli10008138.pdf
https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/34383/ALVES%2C%20GIOVANE%20PEREIRA.pdf?se
quence=1&isAllowed=y
http://revistapensar.com.br/engenharia/pasta_upload/artigos/a106.pdf
http://monografias.poli.ufrj.br/monografias/monopoli10018029.pdf

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