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PRESCRIÇÃO NO DIREITO PENAL

- é a perda do direito de punir do Estado em razão do decurso de um tempo previsto em lei; extingue-se a
punibilidade, baseando-se na fluência do tempo; se a pena não é imposta ou executada dentro de
determinado prazo, cessa o interesse da lei pela punição, passando a prevalecer o interesse pelo
esquecimento e pela pacificação social; são imprescritíveis os crimes de racismo e os praticados por grupos
armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

PENA MÁXIMA PRAZO PRESCRICIONAL


inferior a 1 ano 2 anos
de 1 a 2 anos 4 anos
de 2 a 4 anos 8 anos
de 4 a 8 anos 12 anos
de 8 a 12 anos 16 anos
de 12 a 16 anos 20 anos
- sendo o réu menor de 21 anos na data do fato ou maior de 70 anos por ocasião da sentença, o prazo
prescricional será reduzido pela metade.
- o reconhecimento de agravantes e atenuantes genéricas descritas nos arts. 61, 62 e 65 do CP não altera
esses prazos.
- as causas de aumento e de diminuição de pena, que alteram esta em patamares fixos (1/6, 1/3, 2/3 etc.),
podem fazer com que a pena máxima sofra alterações.

- DA PRETENSÃO PUNITIVA (prescrição da ação) (somente ocorre antes do TJSPC) –


é a perda do direito de punir do Estado, em face do não exercício desse direito dentro do prazo legal;
ela deve ser verificada de acordo com o máximo da PPL prevista em abstrato para a infração penal;
apaga a pena e todos os efeitos da sentença, como se nunca tivesse ocorrido o crime.
- propriamente dita (antes da sentença) – calcula-se pela pena em abstrato.
- superveniente ou subseqüente (após o TJSC p/ acusação, mas não p/ defesa) – calcula-se
pela pena em concreto.
- retroativa ou intercorrente (após o TJSC p/ acusação, mas não p/ defesa) – calcula-se pela
pena em concreto (aplicada); a causa da prescrição ocorreu antes do TJSPC, sendo apenas
reconhecida posteriormente.
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INÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL:
- regra geral: da consumação do crime.
- exceções: da data em que foi praticado o último ato executório (crime tentado); da data em
que cesso a permanência (crime permanente); da data em que o fato se tornou conhecido da
autoridade (crimes de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assento de registro civil);
no caso de concurso de crimes (formal, material ou continuado), a prescrição deve ser
analisada isoladamente a partir da data da consumação de cada um dos delitos.
* inclui-se o dia do começo, contando-se os meses e os anos pelo calendário comum; o prazo é improrrogável,
podendo terminar em fim de semana ou feriado.
* se a ação penal não for iniciada dentro do prazo fixado, será reconhecida a prescrição.

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CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO:
- pelo recebimento da denúncia ou queixa;
- pela pronúncia;
- pela decisão confirmatória da pronúncia;
- pela sentença condenatória recorrível.
* com a interrupção do prazo prescricional, de imediato passará a ser contado, integralmente, novo prazo, até que
ocorra nova causa interruptiva ou a prescrição.

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SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO:
- enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o conhecimento da
existência do crime (questões prejudiciais);
- enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro;
- indeferimento de pedido de licença da casa respectiva para processar deputado ou senador,
ou ausência de deliberação a respeito;
- durante o período de suspensão condicional do processo;
- se o acusado, citado por edital, não comparece, nem constitui advogado;
- estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, deverá o mesmo ser citado por carta
rogatória, suspendendo-se o prazo de prescrição até o seu cumprimento.
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CRIMES IMPRESCRITÍVEIS:
- crimes de racismo definidos na Lei n. 7.716/89 e os praticados por grupos armados, civis ou
militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático, previstos na Lei n. 7.170/83
(Lei de Segurança Nacional).
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- DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA (prescrição da pena) (somente ocorre após o TJSPC


para ambos) – apaga a pena, mas não os efeitos; o termo inicial da contagem é a data do TJSC para
a acusação; calcula-se pela pena em concreto (aplicada); a prazo prescricional é aumentado de 1/3 se
o condenado é reincidente e diminuído em ½ para os menores de 21 (tempo do crime) e maiores de
70 (data da sentença).
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INÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PRESCRICIONAL:
- da data em que transita em julgado a sentença para a acusação;
- da data que revoga a suspensão condicional da pena (sursis) (o tempo da prescrição será
regulado pelo tempo restante da pena a ser cumprida) ou livramento condicional;
- do dia em que se interrompe a execução (o prazo prescricional será regulado pelo tempo
restante da pena), salvo quando o tempo de interrupção deva computar-se na pena.
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CAUSAS INTERRUPTIVAS DA PRESCRIÇÃO:
- início ou continuação do cumprimento da pena (ex.: recaptura);
- reincidência (agente comete novo crime no curso do lapso prescricional).
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PRESCRIÇÃO DA PENA DE MULTA:


- multa como única pena cominada em abstrato (somente possível nas contravenções penais) –
prazo prescricional é de 02 anos.
- multa como única penalidade imposta na sentença (refere apenas à prescrição retroativa e
intercorrente) – prazo prescricional é de 02 anos.
- multa cominada em abstrato alternativamente com PPL – prazo igual ao cominado para a
prescrição da PPL.
- multa cominada em abstrato cumulativamente com PPL - prazo igual ao cominado para a
prescrição da PPL.
- multa aplicada na sentença juntamente com PPL – prazo igual ao cominado para a prescrição da
PPL.

ELABORADA POR ROBERTO CESCHIN, BACHAREL EM DIREITO PELA


“FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS”, SITUADA NA CIDADE DE SÃO
JOÃO DA BOA VISTA-SP. E ESCRIVÃO DE POLÍCIA COM SEDE DE
EXERCÍCIO NA DELEGACIA DE POLÍCIA DO MUNICÍPIO DE ÁGUAS DA
PRATA-SP.

E-MAIL: CESCHIN@BOL.COM.BR