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Ficha de Leitura

Em Defesa da Sociedade – Foucault

07 de Janeiro de 1976

Saberes Sujeitados > saberes históricos disfarçados nos conjuntos funcionais


(#1, 11) > saberes desqualificados c/ saberes n-conceituais > saber local (#1,
12); Genealogia dos saberes históricos (#1, 13) (#2, 13) Efeitos ordenadores do
discurso científico (#1, 14); Toda a ciência ocupa o espaço de outros saberes
(desqualificados na medida q são hierarquizados) (#1, #2, 15) Arqueologia e
Genealogia dos Saberes (#1, 16) Existe uma batalha dos saberes contra os
efeitos de poder do discurso científico (#1, 18) (#1, 19); Os dispositivos de
poder (#2, 19) Poder > manter rel de prod (#1, 20) Questões norteadoras (#2,
#3, 20-1) Poder c/ relações de força (#4, 21) Respostas sobre a natureza do
poder > o poder reprime (#5, 21) O poder é a guerra (#1, 22) Poder Político =
guerra silenciosa (#1, 23) O exercício do poder c/ guerra continuada (#2, 23)
Dois Grandes Sistemas de análise do poder: a) poder como direito natural que
se cede > prob da soberania e da legitimidade – mod do contrato (#3, 24)
Poder como esquema guerra-repressão (#4, 24) > oposição entre luta e
submissão (#2, 24) Rejeição da noção de “repressão” (#2, #3, 25) O problema
da guerra (#1, 26)

14 de Janeiro de 1976

Estudar o como do poder a partir de dois pontos de referência: a) regras do


direito q delimitam formalmente o poder; b) os efeitos de verdade q esse poder
produz (#1, 28) Relações de Poder > produção de disc de verdade (#2, 28)
analisar o funcionamento do disc verdadeiro (#3, 28) Regras de Direito >
mecanismos de poder > efeitos de verdade (#1, 29) Poder Régio (#1, 30)
Personagem central do edifício jurídico ocid (#2, 30) monarca = corpo vivo da
soberania (#3, 30-1) O fato da dominação presente em toda rel de poder foi
mascarado por 2 coisas > a) direitos legítimos da soberania; b) obrigação legal
da obediência (#4, 31); Como o direito aplica relações de dominação (#5, 31) É
preciso examinar o direito não sob o aspecto de uma legitimidade a ser fixada,
mas sob o aspecto dos procedimentos de sujeição (#1, #2, 32); Analisar o
poder em suas formas mais regionais (#3, 32) estudar as práticas-saberes de
poder (#2, 33) Como as coisas acontecem no momento mesmo da sujeição
(#3, 33) Estudar os corpos periféricos e múltiplos constituídos pelos efeitos de
poder (#2, 34) O poder se exerce em rede (#1, 35) Fazer uma análise
ascendente do poder (#1, 36) Corpo Humano = força produtiva (Séc. XVII e
XVIII) (#1, 37) estudar as técnicas de exclusão (#1, 38) Ex: os mecanismos de
exclusão da loucura (#1, #2, 39) Analisar os instrumentos efetivos de formação
e acúmulo de saber (#1, 40) em vez de estudar o edifício jurídico da soberania,
analisar os operadores materiais da dominação (#1, 40) Surgimento do Poder
Disciplinar nos Séc. XVII e XVIII (42-3) A teoria da Soberania não só continuou
existindo, como continuou a organizar os cód jurídicos na forma de uma
ideologia do direito (#3, 43) Ao mesmo tempo que essa ideologia do direito foi
um instrumento crítico permanente contra os excessos do poder disciplinar, por
outro lado tb ajudou a mascarar esses mesmos excessos (#2, 44) Temos nas
soc modernas (a partir do séc XIX até os nossos dias), de um lado uma organ
do direito públ articulado em torno do princípio da soberania e do outro lado
uma trama cerrada de coerções disciplinares (#3, 44) O discurso da disciplina é
a normalização (#1, #2, 45) Foucault acredita que foi nos campos da ciências
humanas e da medicina que esses dois processos se enfrentaram: a mecânica
da disciplina e o princípio do direito (#3, 46) Contra as usurpações da mecânica
discipl o único recurso existente é a busca de um direito novo, de um direito
anti-disciplinar (#1, 47).

21 de Janeiro de 1976

Os operadores de dominação (#1, 51) rel de sujeição fabricam sujeitos (#2, 51)
sist de rel entre os operadores da dominação (#3, 51) (#1, 52) Instit militares >
núcleo das instituições políticas (#1, 54) ordem civil = campo de batalha (#2,
54) Guerra (#1, 55) disc histórico pol sobre a guerra como fundamento das rel
sociais (#1, 56) O poder pol não começa quando cessa a guerra (#1, 58) a lei
nasce das batalhas reais (#2, 58) frente de batalha perpassa a sociedade
inteira (#1, 59) direitos singulares de uma raça, classe, etnia ou grupo (#1, 60)
rel de força X rel de verdade (#1, 61) verdade-arma (# 1,63) acima da trama de
corpos e paixões emerge a racionalidade dos cálculos e estratégias (#1, 64)
essa racionalidade supostamente expressaria o justo e o bem (#1, 65) (#2, 65)
a dialética hegeliana como a negação da guerra (#1, 69) duplo nascim desse
discurso > 1630 > reivindicações pop na Inglaterra (#1, 70) Séc XVII > a guerra
das raças (#2, 70) prosseguimento da guerra > diferenças d língua, forças,
violência (#2, 71) nasc da teoria biológica das raças > luta das nacionalidades
(#3, 71) disc biológico-racistas (#1, 73) racismo de Estado > racismo q a soc
exerce sobre ela mesma (#2, 73)

28 de Janeiro de 1976

luta das raças + amplo que o racismo (c/ uma etapa) (#1, 75) heróis fundadores
> tarefa genealógica (#1, 77) anais e crônicas do dia a dia c/ ritual de poder
(#2, 77-8) a hist torna memorável (#3, 78) a hist de uns não é a hist de outros
(#1, 81) glória do soberano > Lei > triunfo de uns é dominação dos outros (#2,
81) O disc Biblico ( #1, 83) > surge daí uma contra-hist (#1, 85) hist c/ louvação
de Roma X disc bibl > desmascarar Roma (#1, 86) a hist de 2 grupos q não
tem a mesma origem (#1, 90) disc biblico > hist-insurreição (#1, 91) prática de
uma contra-hist (#1, 92) tornar visível uma guerra real (#2, 92) transform da
luta das raças em luta de classes (#1, 94) guerra histór = batalhas, invasões
(#2, 94) pureza das raças toma lugar da luta das raças (#1, 95) plural das raças
> singular das raças = preocupação da pureza (#1, 96) raça germânica
subjugada (#1, 97) Reich c/ império dos últimos dias (#2, 97) Estado Soviético
> inimigo de classe > perigo biológico (#3, 97)

4 de Fevereiro de 1976

guerra de todos X todos de Hobbes > guerra de igualdade (#1, 103) se


houvesse diferenças marcantes, não haveria guerra (#2, 104) a não-
diferenciação natural cria incertezas (#1, 104) represent calculadas > represent
da força do outro (#1, 105) Est de guerra primitiva em Hobbes > não há
batalhas > há represent e sinais (#2, 106) estado de guerra > diplomacia infinita
de rivalidades q são nat igualitárias (#1, 106) não se trata de enfrentamentos
reais, mas jogos de representações (#3, 106) não se trata de delegação de
poderes, mas permissão p represent dos próprios indivíduos (#1, 108) Origem
do Estado em Foucault > Estado de ocupação (#1, 109) duas opções aos
vencidos > recomeçar a guerra ou aceitação da obediência (#2, 109) vontade,
medo e soberania (111) Contexto de guerra na Inglaterra X Contrato atrás de
toda a guerra (#1, 114) disc jurídico-polít dos direitos > conquista dos
normandos na Inglaterra (#1, 118) o “normandismo” (#1, 123) Governo é a
guerra de uns contra os outros (#1, 129) dominação = poder (#1, 130)
soberania > movim indefinito > rel de dominação uns sobre os outros (#2, 131)

11 de Fevereiro de 1976

Narrat do Rei Franco (#1, 135) o prob hist da invasão (#1, 148) O que deve ser
descartado >> o saber jurídico (#1, 156) O saber administrativo (#1, 158) saber
das repartições públicas (#1, 159) a hist é sempre polit situada (#2, 160) a
“sociedade” c autora da hist (#1, 160) conceito de nação > nacionalismo do séc
XIX, noção de raça e classe (#1, 161) Hist das alianças, revers dos direitos e
transf de fortunas (#2, 161) pathos novo na França > paixão pelo saber hist,
obstinação da denúncia (#1, 162) disc hist > func do poder > contra-saber no
poder (#2, 162)

18 de Fevereiro de 1976

novo sujeito da hist > a nação (#1, 168) definição da nação – enciclopedistas
(168) exército franco > c/ invasor (#1, 181) a lei desigualitária da hist (#1, 188)
1ª generalização > a guerra envolve inteiramente a hist (#1, 189) a guerra c
maneira de fazer a guerra (#2, 191) guerra c econom geral das armas (#1, 191)
novas distribuições de forças (#1, 193) Lutas diversas, dispersas > civis (#2,
193) guerra de grupos X grupos (#1, 194) (#1, 195) anal em termos de guerra >
relacionar guerra, religião, política, costumes > princípios de inteligibilidade da
sociedade (#2, 195) aristocracia > critica aos excessos do rei > racionalidade
hist q + tarde será apropriada pela burguesia e proletariado (#1, 197) Política c/
sendo a guerra continuada por outros meios (#1, 198)

25 de Fevereiro de 1976

O caráter relacional do poder (o poder é sempre uma relação) > termos em q


atua a rel (#1, 200) jogo do poder > subst da hist ( #1, 202) mod de racional
admin e sua aplicação na história (#1, 203-4) a hist é um saber das lutas q func
como um campo de lutas (#1, 205) saber político (estratégias) se insere nas
lutas reais da sociedade (#2, 205) saber hist c/ elem de luta (#3, 205) Sec XVII
na França > tragédia > debate dos assuntos públ (#1, 208) guerra > poderio
publ q faz reinar a paz (#2, 208) Rituais de memoralização dos prob do direito
públ (#1, 209) rel tragédia X direiro publ (#2, 209) Genealogia dos saberes (#1,
213) Combate dos saberes (#1, 214) Séc XVIII > existência plural de saberes
(#3, 214) proc de confisco de saberes (#1, 215) Intervenção do Estado > a)
desqualif dos pequen saberes (#3, 215) b) normalização dos saberes (#4, 215)
classif hierárquica dos saberes (#5, 215) centralização dos saberes (#1, 216)
(#1, 217) Séc XVIII > disciplinamto dos saberes (#2, 217) organização dos
saberes em disciplinas (#3, 217) campo global dos saberes > a “ciência” (#1,
218) ciência c/ policiamento disciplinar dos saberes (#2, 218) falsa-consciência
do Séc XVIII > narrat do progresso da razão > da escuridão às luzes (#3, 218)
Surgimento das Universidades > aparelho uniforme dos saberes (219) o
conteúdo dos saberes não importa +, passa a importar quem falou e se é
qualificado p falar (#1, 220) Procedimentos de enunciação (#2, 220) discipl a
nível das enunciações > discipl da enunciação (#3, #4, 221) > desbloqueio
epistemológico (#3, 221) a hist dos sujeitos em luta (#1, 223) consciência hist
(#2, 223)

3 de março de 1976

disc hist-polit > reação nobiliária > generalização até desembocar na ver franc
(#1, 225) dispositivo de saber e poder (#1, 226) essa tática se distribuiu em três
batalhas diferentes > nacionalidades, dominação econ, raça (#4, 226) transf
desse saber na tática e nos enfrent políticos do séc XVIII (#1, 227) dualidade
nacional > princ de inteligibilidade da hist > descobrir conflito inicial >
genealogia das lutas (#3, #4, 227) desigualdade congruente (#1, 229) hist se
desenv em círculos (#1, 230) constituição, revolução, história cíclica (#1, 231)
fundação da soc pelo selvagem (#1, 232) pensam antrop dos séc XIX, XX é o
homem da troca (#2, 232) construção de um novo personagem > o bárbaro
(#1, 233) bárbaro X civilização (#2, 233) bárbaro c invasor das fronteiras (#3,
233) bárbaro = vetor de dominação (#5, 233) escolha de um rei > estratégia p
multiplicar sua força (#1, 234) bárbaro = mau (#1, 235) homem da hist =
homem da pilhagem (#2, 235) Revolução a-histórica (#1, 252) ver c ciclo (#1,
253)

10 de março de 1976

guerra interna c defesa da sociedade (#1, 258) burguesia > relaboração do disc
nacionalista (#1, 259) Antes> corpo do rei = corpo da nação (#1, 260) nação >
lei comum e legislatura (#2, 260) subsistência da nação > trabalhos (#2, 261)
dois requisitos da nação moderna > funções e aparelhos (#1, 262) nação >
comércio, agricult e artesanato (#1, 263) terceiro estado (sociedade) condição
histórica da existência da nação (#1, 265) o q define uma nação é a sua rel c o
Estado (#1, 266) papel hist da nação > administrar a si mesma, gerir, governar
(#1, 267) hist > rel de forças > rel civil (#1, 268) transformação da guerra em
luta > uma tensão direcionada p a universalidade do Estado (#2, 268-9) > econ,
instituiç, produção, administração (#3, 269) hist do séc XIX > pano de fundo
civil da luta dentro do espaço do Estado (#4, 269) Presente c momento
fundamental (#1, 271) (#1, 279) genese do Estado no séc XIX (#2, 272) relação
de dualidade nacional (#1, 274) momento atual > totalização da forma do
Estado (#1, 280) força do Estado (#1, 282) o q no presente traz consigo o
universal (#1, 284)

17 de março de 1976

universalidade nacional (#1, 285) estatização do biológico > poder sobre o


homem enquanto ser vivo (#1, 286) soberano tem direito de vida e morte (#2,
286) (#1, 287) o nível das tecnologias do poder (#1, 288) técnicas q agem
sobre os corpos (#2, 288) 2ª metade do séc XVIII > nova técnica de poder
dirigida ao homem-vivo (#1, 289) tomada de poder massificante > o homem-
espécie (#2, 289) Biopolítica da espécie humana (#3, 289) Processos de
natalidade, mortalidade e longevidade (#1, 290) controle dos nascimentos (#2,
290) a doença c/ fenômeno de população (#3, 291) higiene pública (#3, 291)
campo de intervenção da biopolítica (#5, 291) campo de intervenção da
biopolítica > natalidade, morbidade, incapacidades biológicas diversas, efeitos
do meio (#1, 292) A noção de “População” > objeto da biopolítica (#2, 292) (#3,
293) regulamentação os processos biológicos do homem-espécie (#2, 294) O
poder de fazer-viver (#3, 294) Transformação das tecnologias de poder (#1,
295) o direito de intervir p fazer viver (#4, 295) o poder deixa a morte de lado e
se desloca p a vida (#1, 296) técnica centrada no corpo (#1, 297) tecnologia do
corpo (#2, 297) a Bio-regulamentação do Estado (#1, 298) objeto da análise >
mecanismos disciplinares e regulamentadores (#1, 299) sexualidade como
campo de intervenção (#1, 300) Teoria da degenerescência (#1, 301)
influências científicas > processos biológicos (#2, 301) medicina > saber-poder
sobre o corpo individual e a “população” (#2, 302) elemento fundamental > a
norma (#3, 302) norma da disciplina e norma da regulamentação (#1, 302) (#4,
302) fazer a vida proliferar (#1, 303) prolongar a duração da vida (#1, 304)
racismo > meio de estabelecer um corte entre o q deve viver e o q deve morrer
(#2, 304) função do racismo > fragmentar o corpo q é objeto do biopoder (#3,
305) regeneração da raça (#1, 308) racismo > tecnologia do poder (#1, 309)
nazismo > desenv de mecânismos de poder novos q havia sido introduzidos
desde o séc XVIII (#2, 309) Estado Nazista > soberania sobre a morte e a vida
(#1, 311) tal mecanismo está inscrito nos estados modernos (#1, 312) o
biopoder tb foi retomado pelo socialismo (referência a União Soviética) (#1,
313)

Resumo do Curso

Como as rel de sujeição fabricam sujeitos (#1, 319) analisar as relações de


forma > diversidade de configurações (#2, 319) Guerra c/ analisador das
relações de força (320) Discurso histórico-jurídico (#2, 321) Direito singular >
marcado por relação de conquista (#1, 322) o furor deve explicar as harmonias
(#1, 323) não existe racionalidade fundamental que seja a expressão do bem e
do justo (#2, 323) permanência da guerra na sociedade (#1, 324) Hobbes >
jogo de representações (#2, 324) república da aquisição (#2, 325) a hist das
guerras c matrizes do Estado (#3, 325)

Situação do Curso

Em defesa da sociedade c/ Trabalho de transição (#1, 329) os delineamentos


gerais do poder disciplinar (#2, 329) Quest da Governabilidade (#3, 329) Outras
obras (#1, 330) O Stalinismo, o Nazismo e o Fascismo (#1, 332) fatos da
dominação não são específicos dos regimes totalitários (#2, 332) técnicas de
repressão (#1, 333) racionalidade política (#2, 333) Continuidade (?) (#3, 333)
Biopolíticas (#4, 333) a medicalização da sociedade (#1, 334) capitalismo (#1,
335) a sexualidade (#1, 336) duas formas do biopoder (#2, 336) Possibilidade
de resistência (#1, #2, 337) multiplicidade de pontos de resistência (#2, 338)
relação entre resistência e poder (#1, 339) guerra e política (#2, 339) A noção
de estratégia (#2, 340) Descrição do curso (#1, 341) hist das diferentes formas
de subjetivação do ser humano (#1, 342) O poder c/ a ordem do governo (#2,
342) Contexto histórico em que Foucault escreveu (#1, 343) novo racismo >
saber da hereditariedade (#1, 344).