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3a Edicdo 0 diagnéstico psicopedagagico clnico tem como objetivo identicar as causas dos bloqueios que se apresentam nos suieltos com dificuldades de aprendizagem. Estes bloqueios apresentam-se por meio de jomas que podem se manifestar de diferentes maneiras: baixo rendimento escolar, agressividade, falta de concentragio, agitagio ete Estes so comportamentos bastante comuns em sala de aula, mas ainda pouco compreendidos pelos professores. E dificil para o professor procurar olhar para este aluno e imaginar que, por tras destes comportamentos, esti situagGes que, muitas vezes e em sua grande maioria, no séo causados pelo prégtio sujeito. Muitas vezes, ele & apenas uma vitima de situagdes familiares conturbadas ou de uma escola desetruturada em termos metodoldgicos. Como disse anteriormente, diferenciar 0 olhar é dificil, mas nao é impossivel. Realizar um diagnéstico é como montar um grande quebra-cabecas, pois, a medida que se encaixam as pecas, val se descobrindo 0 que esta por trés destes sintomas. AS pecas serdo oferecidas pela familia, pela escola e pelo proprio sujeto, entretanto a maneira de montéslas 36 depende do psicopedagogo e, para que este tenha um bom resultado, precisa levar em conta todos os aspectos objetivos e subjetivos observados nos diversos ambitos: cogrtivo, familiar, pedagogico e social. Fernandez (1990) afirma que o diagnéstico para o terapeuta deve ter'a mesma fungdo que a rede para um equilibrista. E ele, portanto, a base que dara suporte ao psicopedagogo para que este faa 0 17 Manual pratico do Diagnéstico Peicopedagégico Clinica encaminhamento necessario. E um processo que permite ao profissional investigar, levantar hipéteses pro- visérias que sero ou no confirmadas ao longo do processo, recorrendo, para isso, a conhecimentos praticos € teéricos. Esta investigacao permanece durante todo o trabalho diagnéstico por meio de inter vengGes e da *..es- cuta psicopedagégica..”, para que “..se possam decifrar os processos que déo sentido ao observado e norteiam a intervengao”, (BOSSA, 2000, p. 24) Na Epistemologia Convergente, todo o processo diagnéstico ¢ estruturado para que se possa obser- var a dindmica de interagio entre 0 cognitivo € 0 afetivo de onde resulta o funcionamento do sujeito. (BOSSE, 1995, p. 80) 0 diagnéstico possui uma grande relevEncia tanto quanto o tratamento, Ele mexe de tal forma com 0 paciente e sua familia que, por muitas vezes, chegam a acreditar que o sujeto teve uma melhora ou tornou-se agitado no decorrer do trabalho diagnéstico. E de fundamental importancia realizar o diagnéstico com muito cuidado, observando o comportamento e as mudancas que poderdo surgi ‘Amaneira de realizar 0 diagnéstico clinico varia entre os profssionais, dependendo da postura tedrica adotada. Na linha da Epistemologia Convergente, Visca nos informa que o ciagndstico comega com a consulta inical (dos pais ou do proprio paciente) e encerra com a devolugéo (1987, p. 69). Antes de se iniiarem as ssessGes com 0 sueito,faz-se uma entrevista contratual com a mée e/ou o pai e/ou o responsével, objetivando colher os dads pessoais, saber o motivo da consulta, ouvir as expectaivas da familia e da crianga, esclarecer sobre o trabalho psicopedagogico e realizar o enquadramento. Visca expés o seguinte Esquema Sequencial Proposto pela Epistemologia Convergente: Acbes do entrevistador Procedimentos Internos do Entrevistador 00a IP Sistema de hipoteses Linhas de invesigaczo Testes Escoha deinstrumertos 2 sstoma de hipdteses Linhas ce invesigaczo narnese Verticacio decantacio do 2 sistema 2 hipéese Formulagio do 2° sstema de hipbteses Ehaboraco do nerme Baboragi de uma imagem dosjéto (irepetvel que arcu a aprendzagem ‘em os aspecosenergétcose estuturas, arhistricosehistvios que a eondicora (wsca, 1991) 18. SIMAIA SAMPAIO Observamos, no quadro anterior, que ele propbe iniar o diagnéstico com a EOCAe nao com a anamnese, argumentando que “.. 0s pais, invariavelmente ainda que com intensidades diferentes, durante a anamnese, tentam impor sua opiniéo, sua ética, consciente ou inconscientemente, Isto impede que o agente corretor se aproxime ‘ingenuamente’ do pacterte para vé-o tal como ele é, para descobrilo",(/d ibid, 1987, p. 70). Os profissionais que optam pela linha da Epistemologia Convergente realizam a anamnese apés as provas para «que nd aja “contarinagzo” pelo bombardelodeinformacBestrazidas pela fama, o que acabariadstorcendo oolhar sobre aquela crianca einfluenciando no resultado do diagnéstico. Porém, alguns profissionasiriciam 0 diagnéstico com a anamnese. Compare, abaico, o quadro da sequéncia diagndstica propésta por Wei 1° Entrevista Familiar Exploratéria Situacional (EFES) 2° Anamnese 3° Sesstes lddicas centradas na aprendizagem (para criangas) 4° - Complementacdo com provas € testes (quando for necessério) 5° - Sintese Diagnéstica — Prognéstico - Devolugéo — Encaminhamento (weiss, 1994) Esta diferenca pode no alterar o resultado do diagnéstico, porém é preciso que o profissional acrecite na linha que escolheu para seu trabalho psicopedagégico. Nao so poucos os casos de familias que, na entrevista contratual, nos entregam laudos feitos por psicdlogos, neuropsicélogos ou mesmo psicopedagogos. Ao refazer 0 diagndstico, muitas vezes, ndo en- contramos aquela dislexia ou aquela discalcuia ou aquele TDAH mencionados no laudo. Quando lemos este faudo, no inicio, quer queira quer néo, jé nos contaminamos ¢ ficamos procurando no sujeito indicios do distdrbio citado. Nao acho isto saudével principalmente para o sujeito, pois os aspectos positives tendem a ficar em segundo plane. Como o presente trabalho est baseado na Epistemologia Convergente, abordaremos a anamnese ao final ¢ inicaremos falando sobre a entrevista contratval. 19 Manual pratico do Diagnéstico Psicopedagégico Clinico RESUMO ESQUEMATICO DO DIAGNOSTICO PSICOPEDAGOGICO 1 sesso Entrevista de contrato ‘cam pais ou responséveis, 2 sesso EOLA. como sujeto 5* sessdo Aplicagio das Técnicas Projetivas. 6? sesséo Aplicago das Técnicas Projetvas 7 sessio Aplcacio das Provas pedagicicas, se necessétio, ou outras 8 sesso ‘Anamnese com os pals ou responséveis * # sesso 3* sesso Aplcagio das Provas Aplicagao das Provas Operatérias Operatérias 9 sesso ou até 10 Devolugéo com os pais e 0 sueito, SIMAIA SAMPAIO. FLUXOGRAMA DO DIAGNOSTICO PSICOPEDAGAGICO sat? CONTATO I ENFREVISTA INICIAL DE QUEIKA E CONTRATO | PRIMEIRA SESSAO COM O SUIEITO ys | E.OCA. ANALISE 4° SISTEMA DE HIPOTESES I LINHA DE PESQUISA TESTES Piet PROVAS OPERATORIAS TECNICAS PROIETIVAS (RAS WC AS a RESIS OUTROS TESTES a] 2° SISTENA DE HIPOTESES ] a LINHA DE PESQUISA [ I ANALISE DO MATERIAL ANAMNESE 3° SISTEMA DE HIPOTESES INEORME DIAGNOSTICO / DEVOLUCAO CAPITULO l ENTREVISTA CONTRATUA A entrevista contratual é um contrato realizado com os pais ou os responséveis do sujet que sera avaliado, 0 objetivo desta entrevista é coher os dados pessoais ¢ ouvir a queixa que eles trazem sobre 0 , quantidade de sessGes, frequéncia, honorérios. Sequindo a linha Epistemologia Convergente, colhemos apenas os dados a- problema que a crianca vem apresentando, bem como fazer o enquadramento sobre hor hist6ricos, ou seja, o que esta acontecendo neste momento sem entrar no histérco da crianga, ja que isto $6 serd feito ao final do diagnéstico, em uma sesso chamada anamnese. Ao realizar a entrevista contratual, devemos informar a familia a intenglo € 0 objetivo da mesma. Oriente-os cizendo que os dados referentes & historia da crianga serdo colhidos em outro momento, chamado anamnese, e que eles serio avisados quando ocorrerd esta entrevista. Informe-thes que 0 motivo de nao colher estas informacGes agora ¢ que isto podera intererir no olhar do psicopedagogo em relacao ao diagnéstico (contaminacio), preferindo que a crianga chegue até voce trazendo apenas o que esté sendo dito € feito por ela, e que, ao final, as informagées historicas da crianga sero colhidas na anamnese para fechamento do diagndstico. Se, nesta entrevista incil, os pais entrarem em detalhes desta histria, dizendo que a crianca jé teve convulsdo, ou que trocou varias vezes de escola, ou que demorou a falar, por exemplo, explique-thes que isto serd feito em outra sesso e que 0 que voce deseja saber agora é 0 que est acontecendo neste momento. 23 Manual prético do Diagnéstico Psicopedagégico Aerirevista contratual é uma etapa importante do diagndstico. 0 psicopedagago deverd estar atento a fala dos pais, se concordam, se discordam, se culpam a escola ou a crianga pelo fracasso e se se isentam de qualquer responsabilidade, se sé se queixam ou se valorizam algum aspecto na crianga ou no adolescent, se cdemonstram ansiedade com relago aos horérios e aos honorérios, se colocam cbjecSes quanto ao trabalho a ser feito, se, antes mesmo da sesso, é queriam exporo problema por telefone ajutificativa por que razio 0 cBnjuge no compareceu etc. Ouca atentamente e registrea fala da mae € do pai + Por telefone, solcite a presena de ambos os pais para a primeira entrevista. Caso seja absolu- vel, realize-a com quem contatou voce. tamente in + Considere como o paciente chegou até vocé, se a procura foi espontanea ou por que motivo a escola solcitou a avaliagéo. + Preste atengéo na fala dos pais, nos rodeios que fazem, exemplo: “Meu fho se parece muito comigo quando eu era pequeno”, “Eu também sou assim desligado*, "Meu filho me ignora”, “E igualzinho & mae”, “Parece que no esta me ouvindo”, *O pai nao quis vir porque ele acha que o filho nao tem nada’ etc. ENQUADRAMENTO Esta é uma etapa muito importante e deve ser realizada na entrevista contratual com os responsdveis, + Tempo: sessdo de 50 minutos + Lugar: consutério de crianga ou de adulto + Frequéncia: duas vezes por semana + Duracio: oto a dez sessdes Informe-thes o seguint: + Apartir da préxima sesso, somente a crianca sera atendida, ¢ os pais deverdo.aguardar na antissala. + Pegacthes que conversem com a crianga sobre a ida dela as sessbes antes de ilar 0 dagnéstice. «+ Informe-Ihes que serdo duas sessGes por semana, com a duragdo de 50 minutos cada. (Em alguns casos, s6 sera possivel realizar uma sessio por semana, caso a crianga more fora, por exemplo, mas, muitas vezes, 0s pais colocam muitas ifculdades em resisténcia ao tratamento, como dificuldade em trazer a crianca, atividades extras que irdo coincir com o horéri etc. e, nesses casos, precisamos ser mais firmes até 24 ane ‘CAPITULO 1 1* SESSAO - ENTREVISTA CONTRATUAL para que esta fala cre um movimento em pro da cian Digalhes que ura vez na semana fica um tempo muito distante de uma semana para outra, além de demorar mais para finalizar 0 diagnésico, + Esclaregacthes sobre a importncia de néo faltar e como isto poderé afetar 0 diagnéstico, + Pegarlhes que cheguem com pelo menos 10 minutos de antecedéncia para no haver atraso, + _Esclarega-hes que, se acianga se atrasar, vocé ndo poder estender o horéro para compensar, JA que depois atenderé outra crianga ou adolescent. + Solicite aos pais que avisem, com pelo menos duas horas de antecedéncia, se o paciente no puder comparecer & sesso e que, caso a famila ndo avise, a sesso sera cobrada, + Seoptar em realizar um contrato escrito, entregue-o hesta sesso e peca-thes que leiam, assi- nem e Ihe devolvam na préxima sessio. Resisténcias dos pais que se expressam como alaques is constantes do enquadramento Muitos pals, apesar de saberem que este diagnéstico é importante porque jé perceberam que as coisas no vio bem, ainda assim costumam resistir, de alguma forma, ainda que inconsciente, Alguns chegam & sesso nohhorérioerrado, ou antes, ou depois, podem se atrasar ou mesmo esquecer de evar oflho a sessio. Tudo isso nao € por acaso e é importante ser levando em conta, Visca (1987, p. 47) nos informa sobre alguns ataques que podem ocorrer nesta primeira sesso com os pais 2) Ataque a0 psicopedagogo: + Que seja um psicoterapeuta. = > Que seja um professor. b) Ataque ao espaco: Que o atendimento se realize no domicilio do paciente. ¢) Ataque ao tempo: Que se trabalhe um determinado numero de vezes menor que o necessario. Que se aumente a frequéncia para cumprir os objetivos no periodo estipulaco pela familia, 25 Manuel pratico do Diagnéstico Psicopedagégico Clinica - Queas sessdes tenham uma duragio curta ou prolongada, segundo os seus desejos. - Que se atenda a uma hora determinada etc. E importante que 0 psicopedagogo esteja seguro de suas posigGes em relagéo ao diagnéstico ¢ néo ceda as exigéncias dos pais, visto que muitos tambgm precisam de limites. Diante disto, é de fundamental importancia que o(a) psicopedagogola) realize para si peridicas ses- sbes de terapia e superviséo com outro psicopedagogo(a) para sentir-se mais seguro de suas posigbes. Nao € rato o psicopedagogo que esta iniciando na clinica deixar-se contaminar pela historia do pacien- te, que, em algum momento, pode ser parecida com a sua. Quando a mae, na anamnese, conta que o filo ficou na UTI quando nasceu € comega a chorar, € o(2) psicopedagogo(a) jé passou por aquela situacao, seja consigo mesmo ou com alguém da familia, pode sentir-se comovido e ndo conseguir conduzir bem a sessdo se nao estiver com um bom equibrio emocional. Percebendo isto, deverd procurar urgentemente uma terapia, ¢ se jé estiver fazendo, fale sobre a situago com seu terapeuta. No intuito de amenizar a dor, o psicopedagogo, iniciante, poderé relatar sua experiéncia pessoal, 0 que devera ser evitado. Este deveré manter sempre a neutralidade sobre sua vida pessoal, Evite falar dos préprios filhos, de situacdes dolorosas que passou 26 a eneee (CAPITULO 1 1" SE5SAO - ENTREVISTA CONTRATUAL SUGESTAO DE FICHA PARA ENTREVISTA CONTRATUAL Dae, ssifienemfonny ve As informagdes, abaixo, deverfo ser preenchidas pelo psicopedagogo durante a entrevista. Realizada com: Nome: Data de nascimento:_J_J_ dade na avaliaglo: Naturaldade: Escola: : Coordenadora: série Tuo: Professora: Mie: Profissao:, Profissac: Pais vivern juntos? Irmaos (nome! idade/ escola/ série) Enderego: Telefone: ___ Celular: Reforgo escolar: ( ) sin ( ) nao Atividades extras: ( ) sim (_) no Outros acompanhamentos: ( ) sin (_ ) nao, Quem indicou: Queixa: Horérios acertados para atendimento: Valor da sesséo: Forma de pagamento: Manual prético do Diagnéstico Psicopedagéaico Clinica Sugestio de Contrato de diagnéstico psicopedagdgico O contrato poderd ser oral ou escrito. Se vocé optar em realizar um contrato escrito, podera utilizar 0 modelo a seguir, O contrato escrito é importante para no haver duvidas dos responséveis’em relacdo ao procedimento do diagnéstico, € os pais poderdo recorrer a ele sempre que tiverem duvidas, inclusive voce podera anexar informacdes importantes do enquatiramento. O contrato abaino no é padrio. Vocé podera adapté-lo as suas necessidades. Immprima-o em duas vias que deverdo ser assinadas pelo profissional e pelos responséveis. Uma via ficaré com vocé e outra com os responsévels. CONTRATO DE PRESTACAO DE SERVICO PROFISSIONAL PARA REALIZAGKO DEDIAGNOSTICO PSICOPEDAGOGICO Psicopedagoga: Sio partes no presente instr umento particular de Contrato de Prestago de Ser vco Profissional, de um tado, como CONTRATADO (A): « psicopedagogo(a), portador(a) doRG LPF inscrito(a) na Associagio Brasileira de Psicopedagogia ~ Seco sobone. . com certfcado de pés-graduagio Lato Sensvem Pricopedagogia, registrado no__ , sob 0 1? P fs, sivro situado em ¢, de outro, como CONTRATANTE: ofa) Sr(a), RG. CPF . residente e domiciiado(a) na cidade de. na Tem as partes, entre si justo e contratado, o seguinte: CLAUSULA PRIMEIRA — DO OBIETO: 0 objeto do presente contrato consiste na Prestagio de Servigo Profissional na area de Psicopedagogia por parte do(a) CONTRATADO(a) CLAUSULA SEGUNDA — DA DURACAO: (0 (A) CONTRATADO(A) éresponsdvelpelo‘AtentimentoPsicopedagégeo" de, 28 | | | | | CAPITULO I -1*SESSAO - ENTREVISTA CONTRATUAL aqui representado(a) pelo(a) CONTRATANTE, nos dias e hordrios estabelecidos entre as partes contratantes € abaixo especificados, em encontros com dura¢ao de 50 (cinquenta) minutos cada. DIAS DA SEMANA HORARIO DE INICIO, HORARIO D0 TERMINO Pardgrafo Primeiro: Essa primeira etapa do ‘Atendimento Psicopedagdgico" que corresponde ao “Diagnéstico Psicopedagégico” seré realizado vez(es) por semana, em um total minimo de oito sessGes. Caso haja necessidade, os encontros da crianga ou do adolescente poderdo ser ampliados em até dez encontros. No titimo encontro, os pais comparecerio para receberem, oralmente, a devolucio do diagnéstico, com todas as explicagdes que se fizerem necessérias. O(A) CONTRATADO(A) deverd compare- cer a escola apés 0 diagnéstico para relatar o resultado da avaliagao. Pardgrafo Segundo: A segunda etapa do “Atendimento Psicopedagégico” refere-se ao “Acompanha- mento”. Essa etapa diz respeito somente aquelas criancas ou &queles adolescentes que necessitam dar con- tinuidade ao atendimento-Para essa etapa, sera feito um novo contrato. CLAUSULA TERCEIRA ~ PAGAMENTO: Pelos servigos descritos na Clausula Segunda, o(a) CONTRATANTE se compromete pagar ao(3) CONTRATADO(A) a importancia de RS ( reais) por cada en- contro realizado com i destinada a cole- ta de dados e & devolugdo aos pais e/ou aos responséveis. Pardgrafo Primeiro: Nao serio cobrados os honordios referentes as visitas realizadas & escola e a0 tempo que ulrapassar na Anamnnese. Paragrafo Segundo: Nessa elapa que corresponde ao “Diagnéstico Psicopedagégico”, 0 pagamento poderd ser efetuado por sessdo ou em duas parcelas, com acréscimo, sendo o primero pagamento efetuado na assinatura deste contrato e o segundo, em cheque para 30 dias, Pardgrafo Terceiro: Na hipdtese de pagamento em atraso de qualquer parcela devida nessa primeira etapa, o{a) CONTRATANTE se obriga a solvé-a pelo valor vigente no dia do vencimento, acrescido de uma multa aria de 0,2% (zero, dois por cento) sobre o valor total, além de juros moratérios de 1% (um por cento) 20 més de atraso. Em caso de eventual cobrana, a parte inadimplente arcara, ainda, com eventuals despesas juridicas ou de honorérios advocaticos de 20% (vinte por cento). 29 Manual prético do Diagnéstico Psicopedagéaice Clinico CLAUSULA QUARTA—DA OBRIGACAO DO HORARIO: (A) CONTRATADO(A) deverainiciar todos os encontros pontualmente no horério preestabelecido. Se ocorrer qualquer eventual atraso por parte do(a) CONTRATADO(A), fica assegurado aoa) CONTRATANTE 0 direto de exigir a compensacdo do tempo equivalente ao do atraso que poderd ser coberto no mesmo dia ou em data a ser defirida, O atraso por parte do(a) CONTRATANTE acarretara perda do tempo correspondente previsto para o encontro. * Pardgrafo Primeiro: O(A) CONTRATANTE tem o prazo de até 24 (vinte e quatro) horas que antecedem aohorério preestabelecido para os encontros para comunicar eventual falta. 0 encontro ser& cobrado normal- mente, ¢ o(a) CONTRATADO(A) se compromete a repor o horério do encontro em dia a ser combinado, prefe- rencialmente na mesma semana, de tal forma que a crianca ou 0 adolescente no fique prejudicada. Nao hhavendo horério disporivel que seja do agrado dos pais, fca estabelecido o pagamento referente a falta, nao cabendo reposigao de horério pelo(a) CONTRATADO(A). Pardgrafo Segunda: Caso o(a) CONTRATADO(A) desmarque algum encontro por motives particulares, o(@) CONTRATANTE terd o direto de reposicio do encontro com dia © hora a serem acordados entre as partes. Pardgrafo Terceiro: Quando qualquer um dos encontros pré-fixados da crianga ou do adolescente ocor- ret em dia de feriado, o(a) CONTRATADO(A) se compromete a atender a crianca ou 0 adolescente dentro da mesma semana, em horatio a ser escolhido de acordo com as partes. CLAUSULA QUINTA — DO USO DA DOCUMENTACAO: (A) CONTRATANTE autoriza 0 uso pelo(a) CONTRATADO(A) de todos os trabaltios realizados pelo(a) mener, ineluindo 0s relatérios das sessdes e as gravagdes autorizadas, desde que seja com 0 propésito de consulta profissional, pesquisa, educagao e publicacao em revistas ou jornais especializados, com 0 devido resguardo da identidade da crianga ou do adolescente, de seus familiares da escola e somente apés o término de todo o proceso avaliativo (diagnéstico). Para tal ato, redigir-se-4, a época, autorizacao para que as partes assinem. CLAUSULA SEXTA — DA RESCISAO DE CONTRATO: (A) menor ou ofa) seu(sua) responséivel poderd, a qualquer momento, desistir do “Atendimento Psicopedagégico", resquardando © mesmo direito 2o(a) profssional, caso alguns itens no estejam sendo cumpridos. Em caso de desisténcia por parte da famila, fica oa) psicopedagogo(a) isento(a) de qualquer responsabildade sobre a crianca ou 0 adolescente, Se qualquer que seja a causa ou a responsabilidade pela suspenso do processo da etapa correspondente 2o “Diagndstico”, fica acordado o ressarcimento de todos os pagamentos devidos pelo(a) CONTRATANTE até a data do cancelamento, No sero devohidos os honorérios relerentes as sessGes jérealizadas, no caso de desisténcia. 30 4 4 i i j | | i | CAPITULO 1 1" SESSAO . ENTREVISTA CONTRATUAL Paragrafo Primeiro: Fica reservado aoa) CONTRATADO(A) o direito de nao receber a crianga ou o adolescente de volta, caso a familia suspenda o atendimento sem justa causa, pois esse tipo de ago compro- mete em demasia a continuidade e a reciprocidade no atendimento. CLAUSULA SETIMA — DO FORO: As partes elegem o foro da cidade de. para dirimir quaisquer dividas decor- rrentes da execugo do presente instrumento contratual. E assim, por estarem justas e contratadas, as partes assinam o presente instrumento particular em 2 (us) vias de igual teor e forma, na presenga de testemunhas abaivo relacionadas, para que este surta seus eleitos juridicas e legals. de de PISOCOPEDAGOGO(A) CONTRATANTE NOME CONTRATANTE: ‘TESTEMUNHAS: 1.NOME: ASSINATURA: 2.NOME: ASSINATURA: 31 Manual prético do Diagnéstico Psicopedaggica Clinico SUGESTAO DE ROTEIRO PARA 0 DIAGNOSTICO ‘pds a entrevista contratual ¢ antes de iniiarmos o diagnéstico, precisamos fazer uma programaczo do que iremos realizar como dente. 0 quadro, abaixo, iré ajudé-o a se organizar. Sessao Data = Atividade 1° Entrevista contratual i EOCA | 2 (a partir da EOCA selecionamos os instrumentos a serem utilizados) Provas Operatérias 3 (Colocar que provas faré neste dia) { - Provas Operatrias (Colocar que provas faré neste dia) _ Técnicas Projetives 4 (Colocar que provas fard neste dia) ° a Técnicas Projetvas (Colocar que provas faré neste dia) , Provas Pedagogicas Outros Testes Andlise do material escolar e Esta sesso serd feta se howver necessidade ca Anamnese 10° Devolugéo Procuramos realizé-lo em cto sessées, dando uma margem de até dez sessbes a0 todo. 32 CAPITULO 1-1" SESSAO - ENTREVISTA CONTRATUAL SUGESTAO DE FICHA DE FREQUENCIA Esta é uma fcha elaborada por mim para auriié-lo na organizagéo dos atencimentos e serve tanto para ciagnéstico quanto para tratamento. Se vocé tiver uma secretéria, dei afcha com ela na recepeao para que o responsaive! asine toda vez que for & sesso; se nfo tver secretéia, afcha poderdficar com voc8 na sala. Nome: Data de nascimento: dade: Colégio: Série: Turno: Mae e pai ss Telefones: Dia e horario de atencimento: _ Procedimento: (_ ) Diagnéstico (__) Tratamento Neda Assinatura ns Pagamento Observacao Dats sesso _| Frequéncia | °°9 pelea A Entrevista com os pais. Nao cobrada. Fa 3 ” 5p 6° , ° 9° ‘Anamnese 10° Devolugao 33 Esta sessio, que é a primeira realizada com a crianca, tem como objetivo investigar os vinculos que ela possui com os objetos e os contetidos da aprendizagem escolar, observar suas defesas, condutas evitativas como enfrenta novos desafios. Visa perceber o que a crianga sabe fazer € aprendeu a fazer A realizaco da EOCA tem a intencdo de investigar 0 modelo de aprendizagem do sujeito, sendo sua pratica baseada na Psicologia social de Pichén Rivigre, nos postulados da Psicanalise e no método clinico da Escola de Genebra (BOSSA, 2000, p. 44). Para Visca (1987, p. 72), a EOCA devera ser um instrumento simples, porém rico em seus resultados, Durante a EOCA, 0 entrevistado poderd se comportar de diferentes maneiras. Apés owvir a consigna, pode imediatamente pegar o material e comecar a desenhar ou escrever, ou comecar a falar, ou pedir que ihe digam o que fazer, ou mesmo simplesmenteficar paralisado, Neste ditimo caso, Visca nos propée empre- gar 0 que ele chamou de modelo de alternativa miltipla (/d. ibid, p. 73), cuja intengao é desencadear resposias por parte do sujeito, Visca nos d4 um exemplo de como devemos conduzir esta situagao: "Voce pode desenhar, escrever, fazer alguma coisa de matematica ou qualquer coisa que Ihe venha a cabeca..." (la ibid, p. 73) No outro extremo encontramos a cianca que no toma qualquer contato com os objetos. As vezes se trata cde uma eitaio fobica que pode ceder ao estimulo,Outras vezes strata de um desigamento da reaidade, 35 bf ‘Manual prético da Diagnéstico Psicopedagéaico Clinico uma inciferenca sem ansiedade, na qual o sujeto se dobra as vezes sabre seu proprio corpo e outras vezes permanece uma aividade quas cattica. (PAI, 1992, 53) i luo ro atua sendo quando experimenta a necessidade, ou seja, quando o Conforme Piaget, o indi cquilbrio se acha momentaneamente quebrado entre o meio € 0 orgarismo, a aco tende areestabelecer este cequilbrio, quer dizer, precisamente, a readaptar o organismo... (PIAGET apudVISCA, 1991, p. 41) De acordo com Visca (1987, p. 73), 0 que nos interessa observar na EOCA sao "...séus conhecimentos, atitudes, destrezas, mecanismos de detesa, ansiedades, areas de expressio da conduta, niveis de operatividade, mobilidade horizontal e vertical etc." E importante também observar trés aspectos que fornecerao um sistema de hipoteses a serem verifica- dos em outros momentos do diagnéstico: + Atemética—& tudo aquilo que o sufeito diz tendo sempre um aspecto marifesto¢ outro latent. + Adinimica—€ tudo aquilo que o sujeito faz, ou seja, gestos, tons de voz, postura corporal etc), ‘Aforma de pegar os materais e de sentar-se so to ou mais reveladores do que os comentarios e 0 produto. + Oproduto — é tudo aquilo que o sujeito deixa no papel Visca (ld Ibid p.74) observa que o que obterios nesta primeira entrevista é um conjunto de observa- Bes que deverdo ser submetidas a uma verfcago mais rigorosa, constituindo o préximo passo para 0 pro- cesso diagnéstico. PROCEDIMENTO PARA REALIZACAO DA EOCA Material: = Com criangas maiores: Folhaslisas folhas pautadas,lépis novo sem ponta, borracha, apontador, caneta esferogrfica,régua, compasso, esquacto, ipis de cor na embalagem, caneta hidrocor na emibalagem, tesoura, cola, um texto, vro cu revista, gli. Podem-se inclu alguns jogos com suas regras (damas, quebra-cabecas etc.) = Com a crianga menor, acrescentar: ‘Massa de modelar na embalagem, cubos, jogos de encaixe, livro para esta faixa etaria etc. 36 (CAPITULO 2 - 2" SESSAO - EOCA - ENTREVISTA QFERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM ~ Com adolescente ou adulto: Conversagio complementada com outras atividades, como um jogo, papéis, revista, vos, AEOCA é a primeira sesso com o sujeito. Pergunte-Ihe se sabe por que esté ali e © que acha que veio fazer. O psicopedagogo deverd estar atento para ouvir, perceber suas ansiedades, suas expectativas e registrar Peca a crianca que identifique o material, falando o que esta vendo sobre a mesa. Neste momento, podemos petceber se o entrevistado é observador, se nomeia todo o material ou se cdeiva de observar alguns, se apresenta difculdade em lembrar-se dos nomes dos objetos, se ha trocas na fla, se hé fala infantlizada etc Consigna: “Gostaria que vocé me mostrasse o que sabe fazer, o que lhe ensinaram a fazer e o que aprendeu a fazer. Para isto, podera utilizar este material como quiser, ele esté a sua disposigao” Observe eregistre a postura da crianga, como se senta, que materia evita, quais as preferéncias, se é uma crianga que ndo termina o que faz, se quer mexer em tudo e nada realza, se € uma crianga que evita tocar nos objetos, se é ansiosa ete. Converse com a crianga sobre o que ela produziu e peca-lhe que continue mostrando o que sabe fazer. Sea crianca continuar na jnesma atividade, 0 psicopedagogo poderd dizer-he: “Vocé ja me mostrou que sabe esenhar e pintar, agora gostaria que vocé me mostrasse outra coisa que sabe fazer". Observacies: + AEOCA € realzada em apenas uma sesséo. + Omaterial deve ser cstribuido na mesa onde a crianca ficara sentada + Seacrianga quisr pegar outro material na estante,ciga-e que hoje val trabahar com o materia da mesa. | + Seacrianca ficar trazendo outros assuntos que no tenham nada a ver com @ atividade, é um | indicativo de dficuldade que se tem de concentrar. Anote o comportamento e procure fazé-la voltar a atividade. + Sela ndio quiser escrever ou ler, poderd ser um indicativo de rejeicio por letura e escrita e um vinculo inadequado com a aprendizagem sistematica. + Sea crianca ficar paralisada, vocé poderé repetir a consigna e dizer-the: “Voc poderé me mostrar as coisas que aprendeu a fazer, como desenhos, leitura, contas ou outra coisa que quiser.” | + Omaterial deve estar de acordo com a dade do cliente. + Onmaterial deverd estar na sua forma mais simples e conservado. + Einteressante deixar os materais na prépria embalagem, como lipis de cor, massa de modelar, 37 Manuel patico do Diagnéstico Psicopedagdgico Cinico caneta hidrocor, € 0 lapis deve estar sem ponta. Desta forma, poderemos observar a autonomia e a iniciativa da clanga ou se ela sempre pede ao psicopedagogo que abra ou faga algo por ela. Desde a EOCA, jé podemos observar sua modalidade de aprendizagem (hipoassimilativa hiperassimiativa, hipoacomodativa, hiperaconodativa ou se assimilaczo e acomodacio esto em equilbrio} + Hipoassimilativa —a crianga é bastante timida, quase nao fala, ndo explora os objetos na mesa, costuma querer fcar em uma mesma atividade. + Hiperassinilativa — a crianga traz varios assuntos enquanto realiza a atividade, conversa, per- gunta, questiona, mas ndo costuma ouvir porque jé estd formulando outra pergunta. Prende-se aos detalhes endo observa o todo. ; + Hipoacomodativa — apresenta dificuldade de estabelecer vinculos emocionais e cognitvas. Pode ser confundido com um ser preguigoso. Também nao explora mufto os objetos como se eles fossern machucé- lo, Normalmente permanece em uma mesma atividade + Hiperacomodativa — tem dificuldade de criar, prefere copiar, repete o que aprende sem questio- nar, sem investigar, € muito obediente, aceita tudo, é submisso. PRIMEIRO SISTEMA DE HIPOTESES ‘pos a realizacio da EOCA, o psicopedagogo ira extrafr o Primeiro Sistema de Hipdteses, a partir das observagées feitas,levando sempre em conta a dindmica, a tematica e o produto, Exemplos de hipéteses: - Nivel cogntivo, exemplo: pré-operatério (intuitivo global ou intuitive articulado); ou em transigéo do pré-operatério para o operatério concreto; ou ja no operatério concreto; ou operatério concreto em transicao para o formal ou © hipotético-dedutivo; ou jé no nivel formal. ~ Nivel de leitura, exemplo: pré-silabico, silébico-alfabético ou alfabético. ~ Rejeigdo da leitura e da escrita, normalmente quando evitam escrever durante a sesso, dando preferéncia a jogos. - Vinculo negativo ou positivo com a aprendizagem sistemstica. 38 captruvo 2 2+ sAO ~ EOCA. ENTREVISTA OFERATIVA CENTRADA NA APRENOI2AGEM ~ Nao articula 0 pensar com o fazer. - Dificuldade com planejamento e organizagéo, ou organiza e planeja bem. ~ Modalidade de aprendizagem hipoassimilativa ou hiperassimllativa, ou hipoacomodativa ou hiperacomodativa. Meda ao ataque (resistencia em entrar em contato com o material. Prefere falar mais do que fazer. - Baiya autoestima (descontentamento com suas produces). Fala muito: ndo sei nfo consigo. - Perfeccorismo; autoexigéncia Fixacao oral (a crianga costuma colocar objetos na boca, mastiga lapis, borracha, réi unha etc.). -Necessidade de agradar (caracteristica sedutora) Melhor rendimento e interesse na aprendizagem assistematica do que sistemtica Problemas na vséo. - Problemas na fala etc ~ Suspeita de cisexia ou TDAH, ou outro distirbio. = Difculdade com a coordenagio motora ~ Outras hipéteses que acharem convenientes. 39 CAPITULO 3 Por meio da aplicacao das provas operatérias, teremos condigies de conhecer 0 funcionamento € co desenvolvimento das fungdes ldgicas do sujeito. Sua aplicagéo nos permite investigar o rivel cognitivo em que a crianga se encontra e se ha defasagem em relacdo a sua idade cronoldgica, ou seja, um obstaculo epistémico. ‘Aaplcagio das provas operatérias tem como cbjetivo determinaro nivel de pensamento do suetoreali- zando una andlse quanttativa,ereconhecer as diferenca funconas realizando um estudo predominan- temente qualitativo.(VISCA, p11, 1995) Uma crianga com difculdades de aprendizagem podera ter uma idade cognitva diferente da idade cronolégica Esta crianga encontra-se com uma defasagem cognitvae esta pode ser a causa de suas diiculda- des de aprendizagem, pois serd dif para a crianca entender um contetido que esté acima da sua capacidade cognitva. Como observa Sampaio, algumas ciancas chegam com a queixa de defcitde atencio e, quando apicamas as proves operatérias, cbservamas defasagem cogitva, mas ndo obser vamos o defi atencdo como transtore. Isto significa n Manuel pritico do Disgnéstico PsicopedagégicoClinico que, seo conteido estiver acima da sua idade cognitiva, a crianga poderd desvar seu olnar para outros interesses que ndo os da sala de aula. (2009, p. 47) Visca (1995, p. 11) nos alerta que as provas nem sempre sao adequadamente entendidas e ulilizadas de acordo com todas as possibilidades que as mesmas possuem. Isto se deve, talvez, a uma certa dificuldade de sua correta apligacao, evolugéo e extracéo das conclusées iiteis para entender a aprendizagem. Desta forma, é preciso entender que qualquer pergunta errada pode haver alteracao no resuttado das, provas. O psicopedagogo precisa estar bastante seguro na hora de sua aplicacdo. E claro que todo psicopedagogo iniciante pode sentr-se inseguro inicialmente. Sugiro, portanto, que leve as instrugSes as perguntas digitadas para nao cometer nenhum erro, além de estudé-las bastante. Ao aplicar as provas, deve-se evitar apicar varias provas de conservacio em uma mesma sess&o, para que no haja uma possivel contaminacao das respostas do sujelto. E interessante que se alterne entre provas de conservacio, cassificagdo e seriagio. Os resultados sero mais bem compreendidos se anctarmos detalhadamente todas as respostas do cliente, inclusive suas reacbes, postura, fala, inquietacbes, reaco diante do desconhecido, seus argumentos, sua organizacéo, de que maneira manipula e organiza o material. Para a avalagao, as respostas séo divididas em trés nivel « Nivel 1: Nao hd conservacio, o sujeito ndo atinge o nivel operatério nesse dominio, «+ Nivel 2 ou intermediario: As respostas apresentam oscilacdes, instabilidade ou no so completas. Em um momento, conservam, em outro no. « Nivel 3: As respostas demonstram aquisigio da nocéo, sem vaclagio. ‘Algumas criangas no obtém éxito em apenas uma prova e apresentam acerto operatério nas demais. Isto ndio significa que ela esteja em defasagem. € preciso analisar o resultado geral das provas. Pode-se verficar se ha um significado particular para a aco dessa prova que sofra uma interferéncia emocional. Encentramos crangas, fines de pas separados e com novos casamentos dos pais, que 5 rio obtisham ‘ito naprova de intersecqo de classes. Podemos ainda car crancas muito dependentes dos adultos que ficam intimidadas com a contra-argume deixanda de lado a operagio que ja sto capanes de fazer. (WEISS, 2003, p. 111) 80 do terapeuta, e gassam a concordar com o que ee fala, syiasahdetsbadi CCABITULO 3 - 3" E 4° SESSAO - PROVAS OPERATOMAS. Para crianga com pais separacios, a prova de dicotomia poderd ser uma prova dificil de ser realizada, se cla nao estiver dando bem com a situago, porque envolve o processo de separar e, depois, colacar junto, separar novamente ¢ tentar juntar de novo os semelhantes e, depois, separar mais uma vez para tentar rnovamente colocar juntos os semelhantes. Para ilustrar como o emocional pode interferr no resultado da prova, citarel o caso de uma crianca, de 10 anos, que atendi. Jd estavamos na terceira sesso e iia aplcar as demais provas operatérias que havia seleciona- da Nesta terceira sessdo, ele se mostrou tenso e preocupado. Depois de conversarmos, ele revelou que sua mae, naquele momento, estava fazendo uma cirurgia e que estava preocupado querendo estar ao seu lado, A mae esqueceu de me avisar da cirurgia. Repeti as provas em uma outra sesso, e seu desempenho foi melhor. E possivel observaro nivel intelectual alcancado’pelo sujeito por meio dos resultados das proves. Em relacdo a criangas com alguma defciéncia mental, Weiss nos diz que, ro casa de suspeta de defciéncia mental, os estudos de B,Inhelder (1948) em El iagnéstico dl razonamiento en lo détiles mentales mostram que os lgofrénicos (Q.0-50) néo chegam a nenhu- mma nacao de conservaclo; os débeis ments (Ql 50-70) chegam ater xto na prova de conservagto de substncia; 0s tronteirigos (Ql 70-80) podem chegar a ter sucesso na prova de conservacto de pes0; os chamados de inteligéncia normal “obtusa” ou “bana”, podem obter éxito em provas de conservagho de volume, e as vezes, quando bem trabalhades, podem ating inicio do pensamento formal, (2003, p.111-112) APRESENTACAO DAS PROVAS OPERATORIAS Provas de conservacao de: = Pequenos conjuntos discretos de elementos — — Supercie — Liquide - Matéria — Peso - Volume = Comprimento 43 ‘Manual prético do Diognéstico Psicopedagégico Clinico Provas de classificago: = Mudanga de crtério = Quantificagio da inclusdo de classes ~ —Intersegio de classes Prova de seriagdo: — Seriagio de paltos Provas de espaco: = Espago unidimensional — _ Espago bidimensional = Espago tridimensional Provas de pensamento formal: =~ Combinacio de fchas — _ Permmutagdo de fchas — — Predigéo SELECKO DAS PROVAS PARA PENSAMENTO OPERATORIO CONCRETO DE ACORDO COM A IDADE Seis anos — — Seriagao — _Pequenos conjuntos discretos de elementos Sete anos — — Setiagga — Conservagio de pequenos conjuntos discretos de elementos = Conservagéo de massa ‘CAPITULO 3 - 2" £4" SESSAO - PROVAS OPERATORIAS = Conservago de comprimento — — Conservacio de superficie = Conservacio de liquid — _ Espago unidimensional Oito.a nove anos — — Conservacio de massa ~~ Conservagio de comprimento — — Conservacio de superficie = Conservagio de iquido — — Conservacio de peso = Mudanga de critério — — Quantificaggo de inclusdo de classes = Intersegdo de classes = Espaco unidimensional = Espacobidimensional Dez a onze anos — _ Asde oito anos mais a de Conservacao de volume. ‘SELEGKO DAS PROVAS PARA PENSAMENTO FORMAL Acima de 12 anos — _Inicie com a conservagao de volume. Se conseguir, deverao ser aplicadas as provas de pensa~ mento formal; se nao conseguir, apicam-se as provas anteriores. = Combinagao de fichas — Permutagao de fichas Predigio = Espago tridimensional 45 ‘Manual prtico do Diagndstic Psicopedagégico Clinico QUADRO DE SUMO DAS PROVAS OPERATORIAS BASEADO EM UMA PROPOSTA DE VISCA Procedimentos e -sultados ? modif. a ? modi | modi Nivel Provas conservagao Operatério concreto C | NC 1,2 ou3 Argumentos utilizados / Observagées (Conservacio de Peq, Cor). Discretos Conservagio de matéria Conservacio de lquido Conservagao de comprimento Conservagio de supercie Conservagio de peso Conservacio de volume Demis provas operatiro concreto Descrever resultados: Seragia Dicotomia Indusio de classes Intersecgao de lasses Unidimensional Bicimensional Provas pensamento format Combinago de fchas Permutecio de fichas Predicio Tridimensional C~Conserva NC— Nao conserva aborado por Sinaia Sampaio ~ Pscopedagnga 46 teaaly | | CAPITULO 3 - 3 £ 4* SESSAO - PROVAS OPERATORIAS ARGUMENTOS QUE PODERAO SER UTILIZADOS PELO SUJEFTO AVALIADO E muito importante que o psicopedagogo sempre pergunte, apés cada resposta dada: Como sabe? Pode me explicar? Para observar 0 pensamento do entrevistado, que argumentes utiiza, Se vocé deixar de perguntar, perderd a oportunidad de observar como ele esta pensando, bem como sua capacidade de argumentacao € expresso verbal. Exemplos: + Argumento de identidade: “Tem a mesma quantidade porque nao tirou nem colocou nada,” + Argumento de reversibilidade: “Porque se voltara fazer uma bola, tera a mesma quantidade de massa que esta outra bola.” + Argumento de compensagéo: “Este vaso é mais alto, mas este é mais fino.” “este & mais alto, porén este é mais balxo." Ou: “As fichas s6 estéio mais separadas.” A crianga poder conservar, mas podera também apresentar dificuldade nas argumentacGes. Esta é uma pessoa que provavelmente apresenta dificuldades em explicar sobre o que leu, dificuldade com sintese textual. ESTRATEGIAS DO ENTREVISTADOR Visca propde que o psicopedagogo coloque em pratica algumas estratégias no momento da aplicagao das provas para que néo fique nenhuma divida sobre o nivel cognitivoidentificado. Pedido de estabelecimento da igualdade inicial: O entrevistado devera reconhecer aigualdade inal das bolinhas de massa, das quantidades de iquido nos dois copos, no conjunto de fichas, na superficie verde, ou reconhecer a diferenca inicial no caso da prova cde comprimento; do contréti, ndo sera possivel dar cortinuidade & prova. 47 ‘Manual prtico do Diagnéstico Psicopedagogice Clinico Pergunta de reasseguramento: Antes de dar continuidade a prova, € importante confirmar se 0 sujeito estabeleceu mesmo a igual- dade inicial ou a ciferenainicial Por exemplo: logo depois que 0 entrevistado fizer as bolas (conservagio de massa), depois dos liquidos serem colocadios nos dois vasinhos incias iquais (conservagao de fquido), ou apis ter descrito sobre as diferengas das cotrentes (conservacio de comprimento), ou sobre aigualda- de das superfcies (conservacdo de superficie), bem como na conservagao de peso e volume, perguntamos: E ent, como temos em quantidade de massa ou de liquido, sera que neste ha mais, menos ou ha a mesma uantidade que neste outro? Ou como sio entio as correntes, elas possuem 0 mesmo tamanho ou uma & menor ou maior do que a outra? Ou entao, como s&o as superfcies, elas possuem 0 mesmo tamanho ou uma é menor ou maior que @ outra? Caso a crianga nao perceba a igualdade ou diferenga inicial, nao continue a prova. Pergunta provocadora de argumentacao: Fazemos a perqunta quando o entrevistado responde sem argumentar; por exemplo, se perguntarmos se ele acha que tem mais, menos ou'a mesma quantidade, ele podera responder apenas que tem mais, porém ‘iio explca por qué. Entao fazemos a-pergunta provocadora para que ele argumente: Como sabe? Pode me cexplicar? Por que vocé acha que tem mais? Pergunta sobre o retorno empirico: ‘Antes de realizar 0 retorno empirico, pergunta-se ao entrevistado, por exemplo: “Se voltar a fazer uma bola com esta salsicha, ela ficard com a mesma quantidade que esta outra bola, ficaré com mais ou com menos?" Espere o entrevistado responder antes de retornar & forma inci. Realizar sempre o retorno empltico antes da proxima modificacao: Acquise realiza concretamente oretorno ao estado iniial,Depois, passa-se paraa prima madifcacio. 48 (CAPITULO 3-3" £4 SESSAO - PROVAS OPERATORIAS Contra-argumentacdes: Se-a crianga conservar, deveremos inverter a pergunta para observar se ela mantém a argumentacio. “Mas veja, esta salsicha est fninha, seré que ela ndo tem menos quantidade de massa quena bola?” Acrianca que jé possui a nogio de conservago no mudara sua opiniéo. Sea crianga no conservar, faf-a lembrar da situagao anterior em que a bola se encontrava: “Voce se lembra de que, quando era bola, vocé havia me dito que tinham a mesma quantidade?” Se ela responder que tem a mesma quantidade, peca-the que explique por que agora mudou de opinido. A crianga poderd dizer que tem a mesma quantidade depois da contra-argumentacao, mas esté osdlando na opinido, encontrando-se no nivel de transigdo entre 0 pré-operatério e o operatério concreto Estas contra-argumentagdes valem para todas as provas de conservacio. Contra-argumentagdes com terceiros: “Uma vez um menino me disse que, na salsicha, havia meaos do que na bola, vocé acha que ele estava certo ou errado?” Faca esta contra-argumentacdo em todas as provas de conservacéo. Pergunta de coticidade: E realizada na prova de conservagio de pequenos conjuntos discretos de elementos. Ao final da prova, lapa-se com as mos uma das colegSes de fichas e pergunta-se: “Conte as fchas. Pode me dizer quantas fichas ha embaixo de minhas mos?” “Como sabe?” Proposta de verificagéo empirica: Podemos sugerir a comprovacio de uma hipdtese do entrevistado de maneira concreta, por exemplo: pesar,introduzir dois volumes iguais em recipientes iguais que contenham igual quantidade de iquido. Isto deverd ser feito, se necessério. Nem sempre, isto é preciso. 49 Manwal prético do Diagnéstico Psicopedagigico Clinica APLICACKO DAS PROVAS OPERATORIAS Estas perguntas poderdo ser digitadas, tiradas cépias e levadas para a sessio para anotar as respos- tas da crianga, caso 0 psicopedagogo esteja inseguro ‘As perguntas aqui apresentadas foram baseadas no lvro de Jorge Visca, Provas Operatérias. Nao iremnos nos aprofundar na teoria como rencionamos anteriormente. Nosso objetivo aqui é mostrar como aplicar as provas, Para tanto, oletor poderd recorrer aos livros citados nas referéncias P —Psicopedagogo 5 Sujito CONSERVACAO DE PEQUENOS CONJUNTOS DISCRETOS DE ELEMENTOS Materiais: - dez fichas vermelhas dez fichas azuis Cada uma deve ter 2em de diametro Coloca na mesa dez fichas vermelhas e dez azuis. o000000000 @eee080008 08 P—O que vocé pode me dizer sobre estas fichas? Ss P— Escolha uma cor de que vocé goste mais. s i Cologue sete fchas em frente ao entrevistado e deike trés de lado. P —Ponha as suas fichas na mesma quantidade que eu coloquel as minhas. S. = 50 einai | | | ‘CAPITULO 3 - 3 4 SESSAO - PROVAS OPCRATORIAS P —Entéo, temos a mesma quantidade de fichas azuis e vermelhas ou nao? s Nao continue até que a crianca perceba que tem a mesma quantidade. Estabelecimento da igualdade inicial, Arrume as fchas termo a termo. 0000000 eeee0ee00 Primeira modificagao Distancie suas fichas, separando-as de forma que fiquem mais largas. Apenas as fichas do profssinal deverdo ser mexidas. oo0o00000 e@eoeee 6 @ P —E agora? Eu tenho mais, menos ou a mesma quantidade de fchas que voc8? s P Como sabe? Pode me explicar? (Pedido de argumentagao) = Contra-argumentacao: (Se for conservador) P — Essa linha esté mais comprida, seré que niio tem mais fichas? S (Se nde for conser vador) P—Vocé se lembra de que antes as duas fileras tinham a mesma quantidade? O que vocé acha agora? Ss Retorno empirico: O psicopedagogo coloca as fichas termo a termo. 0000000 Segunda modificagao gt - ° P—E agora? Temos igual quantidade ou uma tem mais e outra menos? S Manual prético do Diagnéstico Psicopedagégico Clinica P—Como sabe? (Pedido de argumentacao) $ Contra-argumentagSes com terceiros: (Se for conservador) P—Um menino da sua idade me disse que aqui (curta) havia menos. Sera que ele estava certo ou nao? 4 (Ge nao for conservador) P — Um menino da sua idade me disse que as das iriam ter a mesma quantidade, Sera que ele estava certo ou no? Retorno empirico: Termo a termo. ooo0000 @e00068 PE agora? Temos igual quantidade ou uma tem mais e outra menos? 5 s Cubro com as mos as minhas fichas. (Pergunta de quoticidade) P— Vocé pode contar suas fichas? Quantas fichas voeé acha que eu tenho debaixo da minha mao? 8 P—Como sabe? (Pedido de argumentacio) s Retorno empirico: Coloco frente a frente. P—Como temos agora? s. ‘CAPITULO 3 -3*€ 4" SESSAO - PROVAS OPERATORAS P— Conte quantas fichas sobraram com vocé (escondo as minhas na mao). Quantas eu tenho na mao? Responda sem contar. s P —Como sabe? (Pecido de argumentacso) s Terceira modificagio 0.0 Coloco as sete fichas em circu. ®e6 0% ee eo ° P —Coloque as suas ao redor das minhas com a mesma quantidade. 3% P—E agora? Minhas fichas tém mais, menos ou a mesma quantidade que as suas? $ P—Como sabe? (Pedido de argumentacio) & P—Seas fichas fossem caramelos e vocé comesse todas as suas balas € eu comesse todas as minhas, comerfamos a mesma quantidade ou um comeria mais € outro menos? & (Ge for conservador) P — Voc8 nao acha que estas fchas de dentro possuem menos quantidade que estas de fora? Explique-me. 8. md 53 Manuel pratico do Diagndstico Psicopedagégico Clinico (Ge nio for conservador) P —Vocé ndo acha que estas fichas de dentro e as de fora possuem a mesma ‘quantidade? Expique-me 5, ‘Argumentos utlizados na conservagéo: (_) argumento de identidade (_) arqumento de compensagéo (_) argumento de reversibiidade (_) nent Avaliaggo: Nivel 1 — (nd conservador). Estabelece a igualdade inicial. Pode ou ndio responder bem & pergunta de retorno empirico. Nao responde corretamente pergunta de quoticidade — ndo conserva em nenhuma das modificagGes (até quatro/cinco anos) Nivel 2 — (transigio). Estabelece a igualdade iniia diante das modificacoes e contra-argumentagoes. Responde com acerto ao retorno empirico ~ ora conserva, ora no conserva, Nivel 3— (conservador). Faz uso de um ou mais argumentos (identidade, compensacio e reversbilidade) Responde com acerto & pergunta de quoticidade — conserva em todas as modiicacdes (desde cinco anos) Nivel em que a crianca se encontra: ( ) 1—Pré-operatério intuitivo global () 2-Pré-operatério intutivo articulado (_) 3—Primeiro subestagio operatério concreto CONSERVAGKO DE MATERIA (MASSA) Material: Duas massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer duas bolas de aproximadamente 4cm de diémetro. 54 CCAPTULO 3 -5*€ a SESSAO - PROVAS OPERATORIAS PO que vocé pode me dizer sobre este material? $s Mostre as duas massas de cores diferentes, P —Gostaria que voce fizesse.duas bolas de massa com a mesma quantidade (dé as massas para a crianga fazer as bolas de massa). s Procura-se estabelecer a iqualdade inicial. PAs bolas tém a mesma quantidade de massa ou uma tem mais € outra menos? O ®@ P—Como sabe? Pode me mostrar? (Pedido de argumentacéo) s + Caso a crianga diga que nao tem a mesma quantidade: PO que voc® pode fazer para que fiquem as bolas com a mesma quantidade de massa? s Enquanto a crianga nao perceber a igualdade inicial, no prossiga com a prova. Primeira modticacao Faga a salsicha com a bola experimental. CQ CED P—Esta salsicha tem mais, menos ou a mesma quantidade de massa que nesta bola? | { | | s. [Manual pratico do Diagnéstico Psicopedagégico Clinico P—Como sabe? Pode me explicar? (Pedido de argumentacio) 5 Contra-argumentacio: (Ge for conservador) P—Mas a salsicha émais larga, vce ndo acha que tem mals quantidade de massa do que na bola? S. (Se nfo for conservador) P —Vocé se lembra de que antes as duas bolas tinham a mesma quantidade? O que vocé acha agora? 4 Retorno empitico: P —E se eu volta a fazer uma bola com esta salscha, teremos a mesma quantidade ou uma teré mais € outra menos? (Espere ele responder antes de retornar a fazer as duas bolas) OC ®@ Segunda modifcagao Faca a bola, depois transforme-a em pizza. O PE agora? Esta pizza tem mais, menos ou a mesma quantidade que nesta bola? S P—Como sabe? (Pedido de argumentacéo) 56 1 2 i | | i | ‘CAPITULO 3 - 3° £4" SESSAO - PROVAS OPERATORIAS Contra-argumentago com terceir (Se for conservador): Um garoto da sua idade me disse que a pizza iia ter mals. Voc acha que ele estava certo ou nic? s (Se nao for conservador): P— Um garoto da sua idade me disse que iria ter a mesma quantidade. 0 que vocé acha? Ss. Retorno empirico: P — E se eu voltar a fazer uma bola com esta pizza, teremos a mesma quantidade ou uma terd mais e outra menos? 5 a Terceira modificagao \olte a fazer uma bola. Depois, dvida a bola em quatro bolinhas. P — Estas bolihas possuem mais, menos ou a mesma quantidade que esta bola? P—Explique-me por que razo acha isto. S. Contra-argumentacao: (Se for conservador) P — Mas tém quatro pedagos, nao parece que tém mais quantidade? § 37 ‘Manual prtico do Diagnéstico Psicopedagdgice Clinico (Ge nao for conservador) P—Vocé se lembra de que me disse que tinha a mesma quantidade quando era uma bola? O que acha agora? s Retorno empirico: PE se eu voltar a fazer uma bola maior, teremos a mesma quantidade ou uma tera mais € outra menos? O @ Argumentos utiizados: (_) argumento de identidade (_ ) argumento de compensagio (_) arqumento de reversibiidade ( ) nenhum Avaliagio: Nivel 1 — (nao conservador). Estabelece a igualdade inicial — no conserva em nenhuma das modifica- Ges (até cinco/seis anos) e nao responde bem as contra-argumentacBes. Pode ou no responder correta- mente a0 retorno empirico, Nivel 2 — (Iransicgo). Estabelece a igualdade inicial. Responde corretamente & pergunta do retorno empirico — ora conserva, ora no conserva Nivel 3— (conservador). Faz uso de um ou mais argurnentos (identidade, revesibiidade e compensa- fo) — conserva em todas as modifcagées (a parti de sete anos). Nivel em que a crianga se encontra: ( 1 Pr&operatéro intuitvo global ( ) 2—Pré-operatério intuitvo articulado ( ) 3—Primeiro subestagio operatério concreto 58 CAPITULO 3 ~3* E 4 SESSAO - PROVAS OPERATORIAS CONSERVACKO DE SUPERFICIE Materia: = duas folhas de cartolina verde ou papel EVA (20x25) - doze quadrados de cartolina ou EVA na cor vermelha com cerca de 4cm de lado = uma vaquinha ou outro animal herbivoro Coloque as cartolinas verdes sobre a mesa, P-~Fale-me sobre este material. & P—E.em tamanho, sio iguais? % Coloque 0s cartdezinhos vermelhos sobre a mesa. P Como sio os quadradinhos? s P— Vamos fazer de conta que temos dois campos de pasto. Se uma vaquinha comesse todo 0 pasto deste campo, comeria a mesma quantidade que comeria neste outro campo ou comeria mais em um do que em outro? $. Coloque um cartéozinho vermelho em um campo. L 59 ‘Manual prtico do Diagn6stico Psicopedagdgice Clinico P—0 dono deste campo decidiu colocar uma casinha aqui. Agora a vaquinha comerd a mesma quant- dade de pasto nos dois campos ou néo? Sy P—Como sabe? s Coloque uma casa no campo vazio. LJ La P ~E agora? A vaquinha comerd neste mais, menos ou o mesmo que neste? S$ Coloque quatro casas nos dois campos. P—E agora? A vaquinha ira comer neste mais, menos ou a mesma quantidade que este outro? s P—Como sabe? S Fazer retorno empitico Separe as casas do campo experimental el Cd 60 | | | | CAPITULO 3- 3" 4* SESSAO - PROVAS OPERATORIAS P—Odono deste campo deciiu colocé-las deste modo. E agora? A vaquinha comerd a mesma quan- tidade nos dois campos ou em um comer mais e em outro menos? 5 P—Como sabe? Explique-me. 2 s (Se for.conservador) P — Ser que neste (onde as casas esto separadas) a vaquinha nao ira comer mais do que neste outro que estdo juntas? s (Serio for conservador) P—Vocé ndo me dsse que tnha a mesma quantidade quando as casas estavam juntas? s Retorno empirico Realize outra modifcaco no campo experimental t PE agora? A vaquinha comerd a mesma quantidade nos dois campos ou em um comerd mais e em ‘outro menos? = P—Como sabe? 5. P—Uma cianga me disse que a vaca comeria menos aqui (casas em diagonal). Ele estava certo ou errado? s 61 Manual prético do Diagnéstico Psicopedagégico Clinico Retorno empirico Coloque as casas separadas de outra maneira no camoo experimental -Biu | P—Eagora? Avaquia comeraa mesma quantidade nos dos campos ouem un comeré mais € em outro menos? s “ Repete mudando as casinhas de lugar do campo experimental. Pode-se trabalhar com até oito casinhas em cada campo. Argumentos utiizados: (_ ) argumento de identidade | (_) argumento de compensagao (_ ) argumento de reversibilidade (_) nenhum Avaliagdo: Nivel 1 — (nao conservador). Estabelece a igualdade inicial — nao conserva em nenhuma das modifica- Ges (até cinco/se's anos). Nivel 2 ~ (transigo). Pode ou no responder bem as perguntas de retorno empirico — ora conserva, ora nao conserva Nivel 3— (conservador). Faz uso de um ou mais argumentos (identidade, compensacéo e reversibilidade) ~ conserva em todas as modifcagdes (a partir de sete anos) Nivel em que a crianga se encontra: (_) 1~Pré-operatério intutivo global ; 4 i (_) 2—Pré-operatério intutivo articulado ( ) 3—Primeiro subestagio operatério conereto 62 | | ‘CAPITULO 3 - 34" SESSAO - PROVAS OPERATORS CONSERVACAO DE QUANTIDADE DE LiQuiDO Materiais: ~ dois vasos iguais “AI” e “A2” ~ um vaso mas fino e alto “B” ~ um vaso mais largo e baixo "C” = quatro vasinhos iguais “D1, 02, D3, D4" - _ dois vasos para guaridar liquidos de cores diferentes (frasco de garrafa PET, contendo gua com anilina) CCologue na mesa todos os copos de vidro sem o liquid P—O que vocé pode dizer sobre este material? 8 Coloque dois vasos iguais At e A OO P— Estes vasos so do mesmo tamanho ou sao diferentes? S 36 continue a prova apés a crianga reconheter @ iqualdade inicial P—Coloque o liquido vermelho até a metade, P—Ponha este iquido amarelo neste outro copo, com a mesma quantidade que eu coloquei neste, nem mais nem menos. S 63 Manual pratico do Diagnistico Psicopedagegicn Clinico P—Se eu beber neste copo e vace beber neste outro, nés beberemos igual ou um beberd mais € outro menos? Ss P—Como sabe? $ Caso a crianca diga que tem mais em um que em outro, entéo diga-the:Faca com que fiquem com a mesma quantidade. Repita novamente a pergunta sobre a quantidade, para estabelecer a igualdade inca Primeira modificagio PO profissionalird passar o liquido amarelo para o cope ato e fino (B). - si P— E agora? Como temos em quantidade de liquido, este (alto B) tem mais, menos ou a mesma quantidade que este? $ P—Expique-me por que razio acha isto s Se for conservador: P —Veja, voc® nao acha que neste copo (B) tem mais quantidade de lquido? Olhe como esta mais ato. 4 Se nao for conservador: P —Vocé no havia me dito que tinha a mesma quantidade quando estava no copo anterior? s 64 CAPITULO 3-3" £ 4° SES5KO - PROVAS OPERATORIAS Retorno empirco: P —Se eu colocar este liqido de volta neste copo (A’), como vamos ter igual, menos ‘ou mais que neste A? s Espere a resposta ¢ faca o retorno empiric. PO protissional iré passar para o vaso experimental (C) baixo e largo. Segunda modiicagio fam P— Que Ihe parece? Vamos ter neste (baixo C) mals, menos ou a mesma quantidade que este (A)? P—Como sabe? s Aguarde a resposta e realize o retorno empirco. S = Terceira modificaggo f s_ | Retorno empirico: P — E se eu voltar para este ( A’), como vamos ter em quantidade de liquido? | | profissional ra passar o liquido para os quatro vasinhos pequenos. Passe para os quatro vasinhos pequenos (D1, 02, D3, D4). A sees 65 Manual prético do Diagnéstico Psicopedagdgico Cinico P—E agora? Se eu beber oliquido destes vasinhos (D1, 02, D3, D4) e vocé beber o liquid deste outro (A), seré que nds beberemos a mesma quantidade de iquido ou um beberd mais e outro menos? S P—Como sabe? s Se for conservador: P—Um garoto da sua idade me disse que ira beber mais 0 liquido dos copinhos porque ira beber o liquido de quatro copinhos. Vocé acha que ele estava certo ou errado? s Se ndo for conservador: Relembre a igualdade inicial Retorno empirico: P— E se eu voltar para este ( A’), como vamos ter em quantidade de liquido? s Realize o retorno empiric. Argumentos ullizados: (_ ) argumento de identidade (_) argumento de compensagéo (_ ) argumento de reversibilidade ( ) neninum Avaliagéo: Nivel 1 — (no conservador). Estabelece a igualdade inicial. Pode ou ndo responder bem & pergunta de retorno empirico —ndo conserva em nenhuma das modificagées (até cinco/seis anos) Nivel 2 ~ (transigéo). Estabelece a igualdade inicial. Responde com acerto a pergunta de retorno empirico — ora conserva, ora nao conserva. Nivel 3— (conservador). Faz uso de um ou maisargumentos (identidade, compensacio ou reversibiidade) — conserva em todas as mocificagies (a partir de sete anos) 66 CCARITULO 3-3 4 SESSAO - FROVAS OFERATORIAS Nivel em que a crianga se encontra: ( } 1—Pré-operatéro intuitivo global ( ) 2—Pré-operatéro intutivo articulada ( }) 3~Primeiro subestégio operatério concreto CONSERVACAO DE COMPRIMENTO Materia: = uma corrente ou barbante de aproximadamente 10cm ~ uma corrente ou barbante de aproximadamente 15cm P — O que voce pode me dizer sobre este material? 8 P — Vamos fazer de conta que aqui so nossas ruas. Esta ¢ a minha (maior) ¢ esta é a sua (menor), \Vamos fazer de conta que vamos caminhar por estas ruas. Nés iremos caminhar igual ou um caminhard mais que outro? 4 P—Como sabe? a Primeira modificagdo: diminui para coincidir as extremidades. P—0 prefeito resolveu fazer uma modificagéio na minha rua e ela ficou assim. E agora? Eu vou andar mais, menos ou 0 mesmo tanto que voc8? o7 | Manual prético do Diagndstco Psicopedagégico Clinica P— Como sabe? s Contra-argumentacao: | (Se for conservador): P — Mas olhe, nfo esto do mesmo tamanho? Serd que nao iremos andar 0 mesmo tanto? s (Se ndo for conservador): P — Mas vocé se lembra de como estavam as correntes antes? O que voce acha agora? 8 Retorno empirico: P — Ese eu votar a colocar a corrente como estava antes, como iremos andar? s ll Realize o retorno empirico: Segunda deformaciio: PO pcefeito resolveu mudar novamente minha rua e agora ficou assim. Agora, 1nés iremos andar o mesmo tanto ou um iré andar mais e outro menos? s P—Como sabe? s Contra-argumentagio com terceiros: Se for conservador: P—Um menino me disse que eu ia andar menos porque esta menor. Voc acha que ele estava certo ou no? 8 ‘Se nao for conservador: P—Um menino me disse que eu ira andar mais. Vocé acha que ele estava certo ou no? s 8 CAPITULO 3 3° £4" SESSAO - PROVAS QPERATORAS Retorno empirico: P —E se eu voltar a colocar como estava antes, como iremos andar? s Realize o retorno emptico: Argumentos utlizados: (_ ) argumento de identidade (_ ) argumento de compensagio (_)argumento de reversibilidade (_) nenhum Avaliagdo: Nivel 1 — (no conservador). Estabelece a igualdade incal. Pode ou nao responder bem & pergunta de retorno empirico —nao conserva em nenhuma das modifcacées (até sels/sete anos) Nivel 2 — (transigfo). Estabelece a igualdade inicial. Responde com acerto & pergunta de retorno cempirico — ora conserva, ora no conserva. Nivel 3— (conservador, Faz uso de um oumais argumentos (dentdade, compensagao ou reversbildade) — conserva em todas as modiicagGes (sete/cito anos). Nivel em que a crianga se encontra: (_) 1—Pré-operatério intuitivo global () 2—Pré-operatério intuitivo articulado ( ) 3—Primeiro subestagio operatério concreto CONSERVACAO DE PESO Materiais: - duas massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer duas bolas de aproximadamente 4cm de dimetro. - uma balanga com dois pratinhos CO @ 69 ‘Manual prético do Diagnéstco Psicopedagégice Clnico P— O que vocé pode dizer sobre este material? P—Para que serve uma balance? Ss Mostre as duas massas de cores diferentes. P— Gostaria que voc® fizesse duas bolas de massa com o mesmo peso (dé as massas para a crianga fazer as bolas). Neste momento, ela poderd comprovar a iqualdade do peso na balanga. & Procura-se estabelecer a igualdade inicial. P — As bolas tém o mesmo peso ou uma pesa mals e outra merios? 0® P — Como sabe? Pode me mostrar? (Pedido de argumentacio) Ss Caso a crianca diga que nao tem o mesmo peso: P —0 que voc8 pode fazer para que as bolas fiquem com o mesmo peso? s Enquanto a crianca no perceber a igualdade inial, nfo prossiga com a prova. Primeira modiicagio Faga a salsicha com a bola experimental. C ap 70 soi ic soba ‘CAPITULO 3 - 3° € 4 SESSAO - PROVAS OPERATORIAS Oentrevistador faz 0 gesto de colocar a bola na balanca, mas nao a coloca. P—"Faz de conta que eu irl colocar esta bola neste pratinho e esta salsicha neste outro, A salsicha terd mais, menos ou 0 mesmo peso que a bola?” Ss * P—Como sabe? Pode me explcar? (Pedido de argumentacéo) s Contra-argumentagéo: (Ge for conservador) P— Mas a sascha é mais larga, vocé no acha que ela pesa mais que a bola? a (Se ndo for conservador) P —Vocé se lemibra de que me disse que as das bola tinham o mesmio peso? O que vocé acha agora? s - * Retorno empirico: P—E se eu voltara fazer uma bola com esta salsicha, teremos o mesma peso ou uma terd mais e outra menos? (Espere ele responder antes de fazer o retorno empirico) O @ Segunda modificagao Volte a fazer uma bola. Depois faga uma pizza. CQ P~E agora? Esta pizza tem mais, menos ou o mesmo peso que nesta bola? mn ‘Manual prtico do Diagnéstico Psicopedagégico Clinico P— Como sabe? (Pedido de argumentagao) s Contra-argumentacao com terceiros: (Se for conservador): P—Um garoto da sua idade me disse que a piza ria pesar mais que a bola. Voc8 acha que ele estava certo ou nao? s (Se nfo for conservador): P—Um garoto da sua idade me disse que ira ter 0 mesmo peso. O que vocé acha? Ou: Vocé se lemra de quando me disse que as duas bolas tinham o mesmo peso? 5 Retorno empirico: P — E se eu voltar a fazer uma bola com esta pizza, teremos 0 mesmo peso ou uma tera mais e outra menos? (Espere ele responder antes de fazer o retorno empirico) OC ® Terceira modificagio Vottea fazer uma bola. Depois, dvi a bola em quatro bolinhas. Cjececee P — Estas bolinhas possuem mais, menos ou o mesmo peso que esta bola? S P —Explique-me por que razo acha isto. S | | Ss (Gernao for conservador) P —Vocé se lembra de que me disse que tinha o mesmo peso quando era uma > bola? O que acha agora? a Retorno empiric: P—E se eu votar a fazer uma bola novamente, teremos 0 mesmo peso ou uma tera mais e outra menos? (Espere ele responder antes de fazer o retorno empirico) O ®@ Argumentos utilizados: ) argumento de identidade ie i ‘CAPITULO 3- 3 © 4" SESSAO -PROVAS OPERATORIAS Contra-argumentagao: (Se for conservador) P — Mas tém quatro pedacos, no parece que pesam mals que a bola? ' ) argumento de reversibilidade ( (_ J argumento de compensaao ( (_)nenhum Avaliacko: Nivel 1 ~ (no conservador). Estabelece a igualdadeinical. Pode ou ndo responder bem & pergunta de retorno empirico — no conserva em nenhuma das modificagées. Nivel 2 — (transigGo). Estabelece a igualdade inical. Responde com acerto & pergunta de retorno empirico — ora conserva, ora no conserva Nivel 3 — (conservador) — conserva em todas as modificagdes (a partir de sete anos) Nivel em que a crianga se encontra: (.) 1 Pré-operatério intuitvo articulado ( )2—Primeiro subestagio operatério concreto ( ) 3—Conservagdo — Segundo subestagio operatério concreto 3 Manual pratico de Diagnéstco Psicopedagégice Clinico t CONSERVACKO DE VOLUME Materials: = dois vasos iguais duas massas de modelar de cores diferentes ~ dois vasos contendo liquidos de cores diferentes P— O que vocé pode me dizer sobre este material? 8 P— Como vocé acha que so estes vasinhos, em quantidade de liquid iguais ou diferentes? | oe. | P— Gostaria que voc8 fzesse duas bolas de massa com a mesma quantidade, 0 profissional coloca o liquido em um dos copos até um pouco mais da metade. P —Coloque neste outro copo a mesma quantidade de liquido que eu coloquei neste, nem mais nem menos. s PAs bolas possuem a mesma quantidade de massa? 74 CAPITULO 3-3" F 4° SESSAO - PROVAS OPERATONAS P—E 0s copos possuem a mesma quantidade de liquido? % P— Se eu colocar esta bola neste copo (A), 0 que ira acontecer com a Agua? Vai subir, descer ou ficar amesma coisa? x PE se eu colocar esta outra bola neste copo (B), a agua vai subir mais, menos ou igual a este (A)? 8 ‘OBS:: $6 coloque as bolas dentro do liquido se realmente howver necessidade. Primeira modficagéo O profissional transforma uma das bolas em salsicha. . 6a O - P— Ese eu colocar a salsicha neste copo (B), a gua subira mais, menos ou ficara igual a este ‘outro copo (A)? s P—Como sabe? s (Se for conservador) P —Mas a salsicha é mais fina, vocé no acha que subiré menos? S 7 w ‘Manual prtico do Diagnéstic Psicopedagigico Clinico (Seno for conservador) P—Vocé lembra que antes havia me dito que iia subir a mesma coisa quando ram bolas? s Retorno empirico: P ~ Se, com a salsicha, eu faco uma bola novamente e coloco neste vaso, a agua Iu O @ subird igual, menos ou mais que este? S Realize o retorno emptico: Segunda modificagéo profissional transforma uma das bolas em pizza. O P Se eu colocar esta pizza neste copo (B), voc acha que a agua subira mais, menos ou igual a este copo da bola (A)? $ P—Como sabe? 16 need CAPITULO 3 - 3" £4 SESSAO - PROVAS OPERATORIAS Se nao for conservador: Una pessoa da suaidade me disse que teria a mesma quantidede. Voc8acha que ee estava certo ou errado? $ Se for conservador: P Mas a pizza é mais larga, vocé néo acha que subird mais que neste outro? s Retorno empirico: P — E se fago uma bola e coloco neste copo (B), © que acontecer? S Realize o retorno empirico: Segunda modifcagao: dvida uma das bolas em quatro bolinhas. os C3ecce P —Se eu coloco neste cope (B) estes pedacinhos, como subird a &qua: mais, menos ou igual a este (A)? s P—Como sabe? s Se for conservador: P—Mas veja, aqui tém quatro, sera que nao subiré mais do que neste outro? s 7 Manual prtico do Diagndstico Psicopedagigico Cinico Se nfo for conservador: P—Vocé se lembra de que, quando estava em forma de bola, vocé havia me dito que tinha a mesma | quantidade? s Retorno empirico: PE se fago uma bola novamente e coloco neste copo (8), 0 que acontecerd? s Retz oretorno enpirico, A re ‘Argumentos utiizados: (_) argumento de identidade (_ ) argumeno de compensacao (_ ) argumento de reversibilidade ) nenum Avaliaggo: Nivel 1 — ( no conservador) ~ Estabelece a identidade incial e dé respostas ndo conservadoras em todas as modificacdes. 0 retorno empirico pode ou nao ser respondido com acerto. } Nivel 2 ~ (transigo) — estabelece a identidade incial e oscila entre respostas conservadoras € niio conservadoras nas modiicacBes e contra-argumentagBes. Responde com acerto pergunta do retorno empiric. Nivel 3 — (conservador) — Di respostas conservadoras em todas as trsnformagGes e contra-argumen- tagGes. Usa mais de um argumento (identidade, reversibiidade e compensacio). Nivel em que a crianga se encontra: ( ) 1—Primeiro estagio do operatério concreto (_) 2—Segundo estagio do operatsrio concreto ( ) 3—Primeiro estagio do operatério formal 78 ‘CAPITULO 3 - 3 E4*SESSAO - PROVAS OPERATORIAS SERIA(AO DE PALITOS Materiais: ~ dez palitos de tamanhos variados, = umpalito de incluso ¥ uma barreira P—O que vocé pode me dizer sobre este material? s P—Eles sdo iguais ou diferentes? 5 Seriagio a descoberto Cologue os palitos na mesa desordenadamente. P—Ponha em ordem do menor para o maior ou do maior para o menor, S$ Se a crianca no conseguir, o entrevistador poderd iniciar uma série com trés pauzinhos e pedir-Ihe que continue. (Descreva como se ordenam 0s palitos) S Se a crianga conseguir serar, entregue-Ihe o palito de inclusdo (palito marcado).. P—Coloque este palito onde vocé acha que ele deve encaixar. & 19 Manual prético do Diagnéstico Psicopedagigico Clinico Ou outra possibiidade: P—\ou retirar um palto e voce vai me dizer de onde tire Feche 05 olhos (retire o palto e junte-os depois de forma seriada como estavam). 8 Sea crianga conseguir, prossiga com a seriagio com o anteparo. Seriagao com o anteparo: Embaralhe os paltos € coloque uma barreira entre vocé e a crianca. P —Agora, quero que voc# me dé 0s paltos do menor para o maior para que eu os ordene aqui atrés desta barreira. Mas rio poderd colocé-los juntos para medios antes dé me dar. Ss Avaliaggo: Nivel 1 (guséncia) — no consegue ordenar, pode fazer uma escada com palitos na horizontal e na vertical (quatrofcinco anos), Nao observa a fitha de base. Pequenas séries de pares ou trios observando apenas a parte superior. 52 (intermediario) ~a seriagio € por ensaio e erro, seria por intuigéo, comparando até achar o que setve (cinco/seis anos). Nao conseque com anteparo, Pode conseguir inclusive um palito extra. Nivel 3 (éxito) — realiza a seriacdo, com linha de base, de forma metéica,colocando do menor para o maior, Consegue fazer a seriacio atrés do anteparo, Nivel em que a crianga se encontra: (.) 1—Pré-operatério intutivo global ( } 2~Pré-operat6rio intuitivo articulado ( ) 3—Primeiro subestiglo do operatério concreto | { i CAPITULO 3 - 3 € 4 SESSKO - PROVAS OPERATORIAS MUDANGA DE CRITERIO (DICOTOMIA) a 4 Materiais: cinco circulos vermelhos de 2,5cm de diametro. = cinco circulos vermelhog.de Scm de didmetro, = cinco quadrados vermelhos de 2,5cm de lado, cinco quadrados vermelhos de Scm de lado. ~ = cinco circulos azuis de 2,5cm de diémetro, ~ cinco circulos azuis de Sem de diametro cinco quadrados azuis de 2,5cm de lado. - cinco quadradios azuis de Sem de lado. Sa eRe Re ee ET ee = duas caizas planas de mais ou menos 4 a Scm de altura e uns 12cm de lado. be (oO @® B - Sacto : CAIXA CAIXA Coloque as figuras sobre a mesa de forma desordenada. P—O que vocé pode me dizer sobre este material? s | P — Gostaria que vocé colocasse juntos os que se parecem, que se combinam. s 81 ‘Manual prtico do Diagnéstico Psicopedagégico Clinico P —Vocé pode me explcar por que colocou assim? & Pegue as caias P—Gostaria agora que vacé utlizasse estas caivase fizesse dois montes, um em cada cara, colocando junto as que se parecem. s P — Por que voc® colacou estas fichas juntas? $ P—Eestas? & P— Como poderia chamar este monte? s P—Eeste? P — Retire as fchas das caivas e coloque-as misturadas na mesa. Agora, volte a separar, mas de outra maneira, pondo juntas as que se parecer, Vocé ira fazer dois montes, um em cada caixa. S (Se arrumar pelo mesmo critério anterior) P Voc seperou desse modo, poderia descobrir um outro modo de separar em dois grupos? (Se for preciso, o examinador comera a separar e pede-the que continue) Ss 82 : CAPITULO 3 - 3° £ 4" SESSAO - PROVAS OPERATORIAS. F P—Que nome poderia dar a este monte? $ P—Eeste? P—Poderia separar de outra maneira? P — Que nome poderia dar a este monte? § P_Eeste? S Se a crianca nao conseguir por nenhum critrio, poderd inidar um critério com umas trés fichas para verfcar se a crianga consegue perceber. Avaliagio: Nivel 1 (auséncia) — realiza colegdes figurais: “Olha é um Mickey com orelhas”, “Vou fazer uma minho- ca” elc, (quatro/cinco anos). Pode conseguir classificar por um critério de colegées nao figuras, Nivel 2 (intermediario) — ha inicio de classficagao, Faz colegdes justapostas sem igagao entre eles. Faz ‘grupo dos vermelhos, dos azuis, dos grandes, dos pequenos, dos circulos, dos quadrados. (cinco/seis anos) Nivel 3 (@xito) —realiza a dicotomia, usando os trés critérios: cores, tamanhos e formas. Aos sete anos, ois critérios sto rapidamente identificados, mas um terceiro crtério poderd ser descoberto se o examinador inicar. Em uma idade maior, cito anos, conseguiré todos. Nivel em que a crianga se encontra: ) (.)1—Pré-operatério intuitive global () 2—-Pré-operatério intuitive articulado () 3=Primeiro subestagio do operatério concreto 83 Manual pratico do Diegnéstico Psicopedagégico Clinico INCLUSAO DE CLASSES Materiais: Com flores: - — dezmargaridas = trésrosas vermelhas = PO due vocé pode me dizer sobre este material? Ss P —Conhece algumas flores? Poderia dizer-me os nomes de flores que conhece? S P— Que flores voce acha que so estas aqui? s P —As margaridas sao flores? S P—As rosas so flores? 8 P—Neste ramo, tem mais margaridas ou mais flores? S 84 CAPITULO 3 - 3 at SESSAO - PROVAS OPERATOAIAS P-—Como sabe? 8 P —Duas merinas querem fazer buqués. Uma iré fazer um bugué com as inargaridas, a outrafaré seu bugué com as flores. Quem vai fazer um buqué maior? ° & P Se eu the der as margaridas, o que ficara no ramo? s P=Se Ihe der as flores, o que ficaré no ramno? P—Eu vou fazer umm ramo com todas as margaridas e vocé vai fazer um ramo com todas as flores. Quem vai fazer um ramo maior? S 7 = P— Como vocé sabe? $ Avaliagéo Nivel 1 (auséncia) — auséncia de quantiicagdo incusiva, Erra na subtracio de subclasse. Responde que ha mais margaridas que flores € que, se tirar as flores, ficardo as margaridas. (cinco/seis anos) Nivel 2 (intermedidrio) — responde acertadamente algumas perguntas, outras no, Pode responder bem as questées de subtraco de subclasses que no requerem reversiblidade. Nivel 3 (ito) —(Presenga da quantiicacdo incusiva) —responde bem a todas as perguntas. (sete/oito anos) Nivel em que a crianga se encontr (_) 1—Pré-operatério intitivo global () 2—Pré-operatério intutivo articulado (13 Primeiro subestégio do operatirio concreto 85 Manual pratico do Diagnéstco Psicopedagégica Clinica INTERSECAO DE CLASSES Materiais: - cinco circulos azuis de 2,5em de diametro - cinco circulos vermelhos também de 2,5em de diémetro = cinco quadrados vermelhos de 2,5cm de lado = uma ha de cartofna ou EVA com dois creuos em intersegdo, endo que ur preto e cutro amare, P—0 que voce pode me dizer sobre este material? S 0 profssional coloca as fichas dentro dos crculos. Circulos azuis e quadrados vermelhos na parte de fora e circulos vermelhos na interseccéo. P —Diga-me o que vocé esta vendo, § P—E no emborrachado? S P—Vocé poderia dizer-me por que coloquei estas fichas aqui no meio? s Perguntas P Ha mais fichas azuis ou mais vermelhas? $ 86 CCAHTULO 3 - 3" E 4" SESSAO - PROVAS OPERATORIAS P.—Ha mais fichas quadradas ou mais redondas? § Pergunta de interseco: P—Ha a mesma quantidade, mais ou menos fichas redondas que vermelhas? P—Como sabe? Pode me mostrar? s Pergunta de inclusdo: P—Ha a mesma quantidade, mais ou menos fichas quadradas que vermelhas? S P—Como sabe? & = Avaliagio: Nivel 1 (auséncia da interseccio) — rao compreende as perguntas de inclusdo e intersegéo nem as perguntas suplementares (quatro/cinco anos), Responde concretamente &s perguntas de comparacéo de clementos da mesma classe (cor e forma). : Nivel 2 (intermeciario) — acerta as perguitas suplementares, mas hesita nas perguntas de inclusdo € lersecgio (seis anos), Responde corretamente as perguntas de compara¢ao de elementos da mesma classe (cor e forma). Nivel 3 (Esto) — responde bem a todas as perguntas. (sete/oito anos) Nivel em que a crianga se encontra: ( ) 1—Pré-operaterio intuitive global ( )2—Pré-operatéro intuitive articulado ( )3—Primeiro subestagio do operatério concreto 87 “Manual prtico do Diagndstico Psicopedagigico Clinico ESPACO UNIDIMENSIONAL Objetivo: Esta é a primeira nogio que se estabelece, sequida da bidimensionale posteriormerite da tridimensional ‘Tem como objetivo investigar as condutas de medida do sujeto em relacio a uma dimenséo. Materiais: ito cubos medindo Gem de lado dezesseis cubos pequenos de 3cm = umanteparo (Serve apenas para separar. Nao tema itenglo de esconder. 0 entrevstador pode oar) = uma base de Sem de altura uma varinha de 60cm varetas tiras de papel ggg 00 (Modelo de deseho retirado do ivr ao co om Prova Opeairias”delorge Visca) a ag 59 90 88 CARTTULO 3-3" 4*SESSAO - PROVAS OPERATORIAS O entrevistador constréi sobre a base uma torre com os cito cubos maiores. Coloque o anteparo entre sua torre ¢ 0 espaco onde o entrevistado iré construir sua torre, P-Observe que, sobre esta base, eu construi uma torre, Gostaria que vocé construisse outra torre, do outro lado deste anteparo que tenha a mesma altura que a minha, porém utilizando a mesa como base. Para isso, vocé podera ullizar 0s seguintes materiais:tiras de papel, varinhas e vareta, Ss ‘Se no houver acerto operatério, o entrevistador devera repetir 2 prova quantas vezes achar necessario, ‘Se hower acerto operatério, o entrevistador deveré perguntar-Ine: a) Suatorre ¢ tao alta quanto a minha? Elas possuem a mesma altura? s b) Como sabe que elas possuem a mesma altura? | Ss os cito anos —Havendo acerto operatério,o entrevistador desfaz a torre construida pelo entrevistado a0 mesmo tempo em que diminui um cubo da sua torre e pergunta-lhe: P —Poderia fazer uma torre da mesma altura que esta, porém sem usar a varinha? (Pode permitir-Ihe usar as tiras de papel) 5 “ 89 ‘Manual prético do Diagnéstico Psicopedagégico Clinica P—Elas possuem a mesma altura? s P—Como sabe? s Avalaga Nive! 1 (auséncia) — reproduz a torre a partir de uma apreciagao exclusivamente visual e global Nive! 2 (intermediério) — diminui o predominio da percepcio visual e comeca a utlizar 0 préprio corpo como elemento de medida (méos, bracos, ombros). Ainda nao utiiza o terceiro elemento de comparagao (varetas, tras de papel). Nivel 3 (Zito) — aos 7 anos, J pode utilizar um terceiro elemento maior que a torre do entrevistador como vareta, tiras etc. para marcar a altura da torre do entrevistador. Isto significa que jé alcangou o principio légico da lei de transitividade (Se A = B e B = Centéo A = C) e, a partir dos oito anos, um terceiro elemento menor que a torre do entrevistacor (tiras de papel pequenas, por exemplo). Nivel em que a crianga se encontra: ( ) 1 —Pré-operat6rio intuitivo global ( )2—Pré-operatério intuitivo articulado ( 3 —Primeiro subestégio do operatério concreto 90 (CAPITULO 3 - 3° 4" SESSAO -PROVAS OPERATORIAS ESPACO BIDIMENSIONAL Objetivo: Investigar a capacidade de localizar um ponto em funcao de duas dimensbes. » Materiais: = folhas brancas lisas baths ite mS um lipis preto — duas tiras de papel de aproximadamente 10cm de largura = uma borracha ~ uma régua de 20cm - uma vara de aproximadamente 10cm de largura = umpedaco de corrente ou barbante Posigio das folhas na mesa: © = = poe En) (ode de deseho retrain do wa “Provas Operatras” de lrge Visca) o1 Manual pratico do Diagnéstico Psicopodagégico Clinico P—O que vocé esta vendo sobre a mesa? s 0 entrevistador faz um ponto no lado superior direto de uma folha de ofici e entrega outro papel em branco para a crianga. P— Onserve que eu fiz um ponto nesta folha ¢ aqui tém outras folhas, Eu quero que voce faca em outra folha um ponto no mesmo ugar cue este na minha folha. Se vocé quiser, poder utilizar este material sobre a mesa. O que voce no poderd fazer é colocar uma folha sobre a outra para decalear ponto tem de ser feito de maneira que, quando colocarmos uma folha sobre a outra contra aluz, eles estejam no mesmo lugar. s Se no howver acerto operatério, diga Ihe: "Nao esto no mesmo lugar, voce poderé tentar de novo nesta folha’, Entregue-the outra folha. “Poderé ulilizar este material”. Aprova podera ser repetida quantas vezes 0 entrevistador achar necessério. Caso 0 enirevistado utilize as duas medidas e o ponto saia um pouco fora do lugar, nd ha necessidade de repetir a prova, 0 importante é que pensou em utlizar as duas medidas. Se houver acerto operatério, o entrevistador deveré perguntar-the: a) Por que medi assim? s b) Com uma medida nao seria suficiente? s Observe quantas medidas o sujeito utiliza. een ereenee ns =o ‘CAPITULO 3 -3*€ 4? SESSAO - PROVAS OPERATORIAS Avaliagéo: Nivel 1 (auséncia) — nao utfiza o material para medir o ponto. A apreciacéo é apenas visual. O ponto & aleatoro. Nivel 2 (intermedirio) — poder usar o material apenas como auxliar da percepco, Pode confundir-se nna posigéo do ponto da folha. Utiiza apenas uma medida, ou horizontal ou vertical ou diagonal. Nivel 3. ito) ~a partir dostiove anos, utiliza as duas cimensdes para medi Nivel em que a crianga se encontra: ( )-1 —Pré-operatério intuitive global (_) 2—Pré-operatério intuitivo articulado (_) 3 —Primeiro subestgio do operatério concreto quando faz uso de uma medida () 4 Segundo subestagio do operatério concreto ESPACO TRIDIMENSIONAL (Prova para avaaroPensamento Formal) Objetivo: Investigar a capacidade de medigio tridimensional. Materiais: - duas caixas iguais com fundo de isopor de aproximadamente 20 a 25cm de base € 15a 20cm de profundidade e 15cm de altura = dois arames (retos de uns 20cm e que possam permanecer retos) = duas bolinhas pequenas de isopor = tachinhas ou percevejos - _tréstiras de cartolinas de diferentes tamanhos = uma régua milimetrada | 1 coe ¢ 15 omde altura o 15a20cm 20a25cm 93 ‘Manual prtico do Diagndstico Psicopedagigico Clinico Cologue o material sobre a mesa P ~0 que voce esta vendo sobre a mesa? S P ~O profissional ira encaivar o arame na base da caira (dei ‘arame por aproximadamente 10cm de altura da base. pot) e colocar a boinha de isopor no Consigna: observe que, nesta celta, eu coloquel um arame com uma bolita de isopor. Gostaria que, nesta outra caixa, vocé colocasse 0 arame com a bolinha da mesma maneira e no mesmo lugar em que eu coloquei a minha. Para isso, vocé paderd usar estes materials. $ P — Como vocé fez? Expique-me como pensou s Avaliagao: - Nivel (auséncia) ~ 0 entrevistado s6 realiza céleulos visuais, $6 utiliza uma medida, Nivel 2 (intermedigrio) — utiliza duas medidas e podem utiizartrés apés varias tentatvas. Nivel 3 (tito) —utilza as trés dimensdes com faciidade e utiliza argumentos validos. Nivel em que a crianga se encontra: (_) 1 —Primeiro subestigio do operatério concreto (_) 2—Segundo subestagio do operatério concreto ( ) 3-Primeiro subestigio do operatério formal Observacio: Para os entrevistados que possuem diiculdade na coordenacéo motora, pode-se explicar que o que interessa analisar & como pensa mais do que como faz. 94 CAPITULO 3 «3° 4” SESSAO - PROVAS OPERATORIAS COMBINAGAO DE FICHAS (Prova para avalar o Pensamento Formal) Material: ~ seis fichas de 2,5cm de,ciametro, uma de cada cor. (Total de 30 pares) P— Gostaria que vocé formasse com estas fchas todos 0s pares que conseguir Se ele no entender, vocé poderd insinuar, formando um par. Descreva como o sujet realizou a prova. & Avaliagio: Nivel 1 (auséncia) — nao consegue descobrir as possibilidades das diversas combinagGes. As tenta- tivas sio aleatorias. Nivel 2 (intermediario) — as combinagGes sio incompletas, ndo hé ordem estabelecida nem conseque prever o nimero de combinagies. Nivel 3 (Grito) — (Condutas operaterias apresentando capacidade combinatéria) — consegue antecipar possibiidades, mediante tim sistema metédico, Consegue descobrir 30 pares. (a partir de 12 anos) Nivel em que 0 sujeito se encontra: ( )1—Primeiro subestdgio do operatério concreto ( ) 2—Segundo subestgio do operatério concreto ( ) 3—Primeiro subestagio do operatorio formal 95 Manual pratico do Diagndstico Psicopedagigico Clinica PERMUTACAO DE FICIAS (Prova para avaliar 0 Pensamento Formal) Material: = quatro fichas de cores diferenges, de 2,5cm de diametro P —Gostaria que vocé me mostrasse todas as combinacdes que seja capaz de formar com estas fichas. Vocé deverd utilizar todas as fchas. Se ele nao entender, vacé poderd fazer a demonstracéo inicial Descreva como o sujeito realizou a prova. a Avaliagio: Nivel 1 (auséncia) ~ faz tentativas aleat6rias e no consegue perceber as possibilidades de permuta Nivel (intermediério) —realiza permutas incompletas sem capacidade de generalizagdes mesmo con- seguindo um ntimero razoavel de permutacdes endo se lembra do que fez, por falta de método. Nivel 3(@xito) ~ consegue fazer as permutacGes por meio de um sistema metéclco e ordenado (a partir de 12 anos). A permutagao de quatro elementos € igual ao fatorial de 4, isto €, 4x3x2x1=24. Observar se 0 sujeto pede lapis e papel para registrar o seu raciocinio. Isto deve ser permitido. Nivel em que 0 sujeito se encontra: ( ) 1—Primeiro subestégio do operatério conereto (_) 2—Segundo subestagio do operatério concreto ( ) 3-Primeiro subestagio do operatério formal 96 (CAPITULO 3 - 3° 4 SESSAO - PROVAS OFERATORAS PREDICA (Prova para avaiar o Pensamento Formal) Materiais: ~ dezessete fichas verdes, - dez fichas amarelas ~ selsfichas ilases = uma fcha branca = umsaco de pano Todas as fichas devem ter 2,5cm de didmetro. * As cores poderio variar conforme fabricacgo. O entrevistador coloca as fichas sobre a mesa e pede-lhe que as observe por algum tempo. Depois, guarde-as em um saco no transparente. Peca ao sujeito que retire uma ficha. Quando ele colocar sua mao no saco, voce deverd segurar sua mao ainda dentro do saco e perguntar-Ihe que cor ele acha que ird sair e por qué. Depois, permita-Ihe retirar e olhar a ficha. Guarde novamente a ficha no saco repita umas quatro ou cinco vezes. Avaliagao: Nive! 1 (auséncia) ~ ndo consegue prever a probabilidade de sair a cor verde por ter maior quantidade. Pode dizer: “Vai sairroxo porque gosto de roxo etc.” Nivel 2 (intermediério) — ora conseque prever a probabiidade, ora ndo. As justificativas so incompletas, Nivel 3 (sto) —usajustfcativa baseada na precigdo. Oentrevistado conseque prever que ira sairacor verde porque € a que existe em maior quantidade. Nivel em que o sujeito se encontra: ( )1—Primeiro subestigio do operatério concreto ( ) 2—Segundo subestégio do operatério concreto (_) 3—Primeiro subestagio do operatério formal 97 caPitUto 4 De acordo com Visca, as técnicas projetivas tém como objetivo investigar os vinculos que o sujeto pode estabelecer em trés grandes dominios: o escolar, o familar e consigo mesmo, pelos quais é possivel reconhecer tr8s niveis em relagZo ao grau de consciéncia dos distintos aspectos que constituem o vinculo de aprendizagem. Sobre as provas projetivas, Weiss observa que 0 principio bisico @ de que a manera do sujto perceber,interpretareestrturaro material ou stuaco fefet os aspects undamentas do seu psiuismo. posivel, dese mode, buscar elacbes coma apreen- ‘4o do conhecimento como procurai evar, dstrce, omit esquecer algo que he € apresentad, Pocem- ‘se detecar, assim, obstaculos afetivos existentes nesse processo de aprencizagem de nivel geral e especifcamente escolar (2003,p. 117) Para Sara Pain, o que podemos avallar por meio do desenho ou do retato é a capacidade do pensamen- favaliara to para construir uma organizagio coerente ¢ harmoniosa e elaborar a emocio, Tambeém permit deteriorizagao que se produz no proprio pensamento. 99 Manual prético do Diagnéstico Psicopedagbgico Clinica Armesma autora ainda nos ciz que 0 pensamento fala por mela do desenho onde se diz mal ou no se diz nada, 0 que oferece a oportunidade de saber como 0 sujeto ignora. (1992, p. 61) Visca observa que + alinterpretagio de cada técnica projetiva deve ser realizada em fun¢do do sujeito em particular; + no é necessério aplicar todas as provas e que é adequado utiizar somente aquelas que se considerem necessérias em fungao do que se observou: a) que se aplique somente uma prova; b) que se administrem algumas provas de alguns dominios; c) que se administrem todas as provas de um tnico dominio; 4) que se apliquem todas as provas, o que ndo € comum e que tem um sentido mais de investigacdo do que de diagndstico; + observar que os critérios para interpretacio devem somar-se aos critérios gerais do diagnéstico para a interpretagio das provas. SELECKO DAS TECNICAS PROJETIVAS POR VINCULOS + Vineulo escol Par Educativo - Eu com meus companheiros ‘planta da sala de aula + Vinculo familiar: Aplanta da minha casa 0s quatro momentos do dia Familia Educativa + Vincule consigo mesmo: 0 dia do meu aniversario Fazendo aquilo de que mais gosta 0 desenho em episédios 100 CAPITULO 4 «5*£ 6" SESSAO TECRICAS PROJETIVAS SELECAO DAS THCNICAS PROJETIVAS POR IDADE Quatro anos: (0 desenho em episédios Seis a sete ani Par Educative Os quatro momentos do dia Familia Educativa O dia do meu aniversario Minhas férias Fazendo aquilo de que mais gosta Sete/oito anos As anteriores, e mais: Eu com meus companheiros Mais de oito anos As anteriores, e mais: A planta da sala de aula Aplanta da minha casa Observacies para andlise das técnicas projetivas +O tamanho total do desenho: se for pequeno demais ou grande demais, poder indicar vinculo inadequado em relacdo a situacdo da cena. + Otamarho dos personagens: quem aparece exageradamente maior ou menor que os demais. + Seo sujeito que desenha esta presente nas cenas ou se niio se desenha. + Quem néo aparece no desenho. Por exemplo, no desenho da familia, no desenha o pai ou a me ou nao se desenha. 101 ‘Manual prético do Diagnéstico Psicopedagégico Clinico + Odistanciamento dos personagens: se esto separados por alguma barreira ou presos em quadrados. + Seusa borracha de forma exagerada ou se nunca usa. + Se nao desenha pés ou maos, pode indicar diiculdade nos relacionamentos, sem objetivos, apresentando dificuldades para buscar 0 conhecimento. + Sefaltam olhos, orethas, boca, pode estar relacionado a ouvir, ou em falar, ou em prestar atencio. + Seo desenho esté condizente ao que € pedido. Se a crianca tem boa compreenséo endo desenha 0 que foi soliitado, pode indicar uma conduta evitativa réacionada & situacéo solictada. + Sese recusa a desenhar. . Se se recusa a escrever, Posigio do desenho na folha: Superior — exigente Inferior —impulsivo Direlta —progressivo Esquerda ~ regressivo Superior direita — exigente progressivo Superior esquerda — exigente regressive Inferior direita — impulsivo progressive Inferior esquerda — impulsivo regressivo Central — equilbrado (VISCA, 2008, p. 23) Os desenhos deverao ser analisados dentro de um contexto geral e nao de forma isolada, Durante a aplcagdo das técnicas projetivas, podemos solcitar a crianga que escreva algo sobre seu desenho, se a criancajé estiveralfabetizada. Desta forma, teremos a oportunidade de observar como est a escrita da crianga, sua grafia, ortografia, concordancla, capacidade de descrever uma situacio. 102 CAPITULO 4 - 5" 6 SESSAO TECNICAS PROIETIVAS Caso seja percebida uma difculdade muito acentuada, como trocas que caracterizam uma dislexia, por ‘exemplo, poderemos realizar testes mais especiicos de consciéncia fonolégica e fazer uma investigagdo mais aprofundada. Sea crianga nao quiser escrever nada, no devemos forgé-la, pis estas provas envolvem uma situacgo muito ligada ao emocional, ¢algumas criangas podem se recusar para nao entrar no confito, Se assim ocorrer, pedimos apenas para falar sobre o desenho e fazemos as perguntas sugeridas a seguir, Podemos solicitar sua escrita em outra oportunidade de maneira informal. Em todos os desenhos, devemos ficar atentos ao: - Titulo do desenho: Por meio do titulo, também observamos o vinculo que se estabelece com a aprendizagem. Devernos observar se hé relagdo entre o titulo e o desenho, ou se ha dissodagio, negacdo ¢ repressio em relagio & situaco que se pretende investigar. Podemos também perceber a pouca criatividade ao colocar um titulo pouco elaborado, como “a casa”, “a fami ~ Relato: De acordo com Visca, 0 relato é uma projeco que denunciao vinculo de aprencizagem: a) doproprio conteddo; b) pela correspondéncia com o desenho; ©) por sua relagio com o titulo, Observe no relato os mecanismos de dissociacgo, negacio e repressio ullizados, Observe, tanto no desenho como no relato, se existe um objeto de aprendizagem. Assim come o titulo, o relato tem sua importancia na medida em que fcam evidentes os vineulos de aprendizagem. Observamos se orelato esté de dcordo com o desenho com o titulo, se ha cratvidade e boa expressdo oral, se existem negacbes e repressGes e se existe um objeto de aprencizagem. 103 Manual prético do Diegndstico Pscopedagtigico Cinico APLICACAO DAS TECNICAS PROJETIVAS: Vinculo Escolar Idade: sete a oito anos Vinculo: escolar Autora: Sara Bozzo de Shettini Objetvo: Investigar o vinculo com es companheiros de classe. Procedimento: Consigna: Gostaria que voce se desenhasse com seus companheiros de classe. Apés 0 desenho: =O que vocé pode me dizer dos seus colegas? = Gostaria que vocé me falasse sobre cada um. = Quem é vocé aqui neste desenho? ~ Como se chamam estas pessoas e que idade elas possuem? = Gostaria que vocé escrevesse uma histéria sobre seu desenho. - Vocé poderia dar um titulo ao desenho? - _ Perguntas complementares. Anélise (baseada no livro “Técnicas Projetivas Psicopedagégicas” de Jorge Visca): Tamanho total: ~ Grande vinculo postive com a aprendizagem, ~ Pequeno — vinculo negativo com a aprencizagem, Tamanho do personagem principal: esta relacionado com a imagem que o mesmo cré que os colegas possuem dele. Em poucas situagées, significa uma personalidade narcisistica ~ Grande — pode indicar ideranca ou diiculdade para descentrar-se, aceitando 0 ponto de vista dos outros. 104 CAPITULO 4 -5* & 6 SESSKO TECHICAS PROJETIVAS Pequeno ~ submissio, desvalorizacdo, sente-se vtima do grupo Tamanho igual — indica uma relacio saudével, Sente-se igual ao grupo e aceito por este, Tamanho dos demais personagens: Grande — este é para o entrevistado um modelo de identificagao, tém 0 desejo de possuir sua amizade e de ser accito. Pequeno — indica desvalorizacéo e rejeicéo por aquele ou aqueles que foram representados em ‘menor tamanho. Posi¢éo dos personagens: Lado a lado ~ comunicagéo superficial. Entrevistado no meio de dois grupos separados — no se sente integrado no grupo. O entrevistado em um extremo do grupo ~ integragao relativa, O entrevistado em primeiro plano — integracdo adequada. O entrevistado nao se desenha ou esté em segundo plano —sente-se inibido para integrar-se ao grupo O entrevistado ao redor de uma mesa ou posicionado no grupo em forma de roda ~ esté bem integrado a0 grupo. Inclusdo do docente: pelo docente Nao é comum, podendo indicarrelago deficitéria com os colegas, dependéncia ou grande afeto Inclusio de pessoas de fora do grupo: Também nao é comum e pode inicar falta de lites em relagao & nogio de grupo de companheiros. Comentarios sobre os companheiros: Podem ser realizados &rmedida que desenha ou posteriormente por solitacio do entrevistadr. Deve-se observar se ha contradigdes entre 0 que desenhou e 0 que diz. Observe os vinculos com cada membro do grupo e o tipo de inserco que o entrevistado possul ou deseja possulr. 105 ‘Manual prtico do Diagnéstica Psicopedagigico Clinica Titulo: Observar se o titulo esta de acordo com o desenho (Gi. VISCA, 2008) PAR EDUCATIVO Idade: seis a sete anos Vineulo: escolar Autora: Malvina Oris e Maria Luisa S. de Ocampo Objetivo:Investigar os vinculos de aprendizagem do sujeito Procedimento: CConsigna: Gostaria que vocé desentasse duas pessoas: uma que ensina e uma que aprende. ‘Apés 0 desenho: " = Como se chamam estas pessoas? F - Que idade possuem? = Oque esta se passando no seu desenho? = Sevocé desse um titulo para seu desenho, como ele se chamaria? Poderia escrevéo? = Gostaria que escrevesse algo sobre seu desenho. = Perguntas complementares. ‘Andlise (bascada no livro “Técnicas Projetivas” de Jorge Visca): Tamanho total do desenho: encontra-se vinculado a importncia que a aprendizagem tem em sua vida. = Tamanhos muito pequenos ou muito grandes: vinculo negativo com a aprendizagem. = Tamanhos bem dimensionados: relacio equilbrada, onde 0 positivo € o negativo estio adequa- damente integrados. Tamanho dos personagens: = Tamanho pequeno ~o vinculo nao é importante, Indica desvalorizacéo. 106 CAPITULO 4. 5 E& SESSAO TECNICA PROIETIVAS - Tamanho médio ~o vinculo é relativamente importante. - _Tamaho grande —do professor, pode indicar supervalorizagdo deste que nem sempre & positvo, pols pode sugerir persequicio. Se o tamanho grande for a figura do aluno, poderaindicar negacio de suas dificuldades e alteragées na aprendizagem, mas também podera caracterizar vinculo positiv. - Professor grande e aluno pequeno — quem ensina ¢ supervalorizado. * ~ Aluno grande e professor pequeno — 0 vinculo com a figura de quem ensina é negativo, pois este nao é valorizado. ~ Tamanho do docente igual a0 do aluno —o vinculo com aquele que ensina est’ confuso, no hi discriminaggo. Corpo: = Sé.cabecas —supervalorizacéo do intelectual que resuita persecutério. ~ Corpo do docente inacabado ~ pode signficar agresséo ocuita a quem ensina, ~ Simplficagao dos personagens — desvalorizagao do vinculo de aprencizagem com 0 docente, quando o entrevistado no possui dficuldade para desenhar Tamanho dos objetos: ~ _Mhito grandes pode servir para separar quem ensina e quem aprende, ou-aprendente e conteido ~ Muito pequeno — pode significar depésita de projecdes negativas deslocadas, - Tamanho adequado — pode sigrifcar depésito de projecdes positivas Posigéo dos personages (quem ensina e quem aprende): ~ Frente a frente ~ indica vinculo positivo com a aprendizagem. ~ Lado a lado — regula 0 vinculo de aprendizagem. ~ Os dois de costas um para o outro — vinculo negativo com a aprendizagem. ~ Quem ensina de costas para quem aprende —hé o sentimento de seni-se rejetado pelo professor, ~ Quem aprende de costas para quem ensina — hé o sentimento de rejeitar 0 professor. Distancia entre os personagens e o objeto de aprencizagem: ~ Grande distancia — indica que no hé um compromisso com o contetido a ser aprendido. 107 ‘Manual prtico do Diagndstico Psicopedagdgico Clinico = Pequena distancia — indica que o conhecimento esta sendo supervalorizado no momento da transmisséo. - _Dist’nda adequada — 0 professor é visto como alguém que utiliza os contetidos como instru- mentos para ensinar a aprender, Perspectiva (contextualizacio tridinfénsional): - _Desenho com perspectiva — vinculo positivo € maduro do ponto de vista afetivo, cognitive e social, jd que o sufito consegue, desta forma, realizar os movimentos de descentracéo. Local da cena: = Ambito escolar—methor vinculo com a aprendizagem sistemitica, podendo ser positva ou negativa - _ Ambito extraescolar — melhor vinculo com a aprendizagem assistematica. (CE VISCA, 2008) ‘A PLANTA DA SALA DE AULA Idade: oito a nove anos Vinculo: escolar ‘Autor: desconhecido Objetivo: Investigar a representacdo do campo geagréfico da sala de aula e sua posi¢ao, real e deseja- da, na mesma, Procedimento: Consigna: Gostaria que vocé desenhasse a planta da sua sala de aula, como se voce estivesse vendo-a de cima, Apés 0 desenho: - Como é sua sala? ~ Como sto as aulas? ~ Faga uma cruz no lugar em que se senta. 108 CAPITULO 4-5! 6 SESSKO TECNICAS PROIETIVAS. - Evocé quem escolhe este lugar, a professora ou 0 grupo? = Vocé gostaria de se sentar em outro lugar? Por qué? = Coma é sua professora? = Que mais poderia dizer sobre ela? = Quem esto sentados nestes lugares? - _ Fale-me sobre eles. - _ Perguntas complementares. Andlise (baseada no livro “Técnicas Projetivas” de Jorge Visca): Disposigao da sala de aula: - Tradicional — respostas rigidas. - Nao tradicional — respostas mais flexiveis e espontineas. Tamanho da sala de aula: = Pequeno — inibigi - Grande — descontrole, falta de limites. nites de mais nada, é preciso verificar o tamanho da crianga, pols esta pode ser a : Localizacio na sal jusiificativa para sua posigao em sala de aula = Nafrente— pode indicar particiacdo ativa ou posigdo de castigo. Escolhido por ele indica um \inculo pesitivo com a aprendizagem. : = Aofundo e nas laterais — retracdo e ndo participacéo muito ativa. O vinculo com a aprendiza- gem pode ser negativo. - No centro — 0 vinculo com a aprendizagem vai de regular em positive, Pode indicar também um vinculo positive ou negativo com o docente. = Nao se localiza na sala de aula — vinculo negativo com o espaco da sala de aula Elementos: = Incluidos— so os objetos com que o entrevistado estabeleceu um vinculo positivo. | - Excluidos ~ aqueles com quem néo estabeleceu nenhum vinculo. 109 Manual prdtico do Diagnéstico Psicopedagégico Cinico = Auséncia—vinculo negativo com o contexto fisico da sala de aula, Observagio: E importante observar a dedicagao com que desenha estes elementos ea sequéncia com que os desenha. e acontecer, seré conside- Representacdo das pessoas (docente, entrevistado, companheiro rado normal em criangas menores. ~ Pode significar uma expresso de aceitacio ou rejeigdo. - Quando o entrevistado desenha os colegas e o docente, normalmente pode indicar um bom vinculo com os mesmos. - _ Criangas menores possuem uma tendéncia maior de desenhar as pessoas, e as de maior idade de nao desenhié-las. ‘As aberturas: = Geralmente parecem estar relacionados com a sensago de sentir-se aprisionado ou na. Fre- ios A medida que desenha, e 0 entrevistador poderd perceber ou quentemente, o entrevistado faz coment uma ou outra situagdo. Comentarios sobre a aula: = Segundo Visca, por meio deles, podemos observar quatro possiveis atitudes do entrevistado em relagio ad contexto fisico e humano da aula: aceitagio (vinculo positivo ou pode ser uma atitude passiva), rechago (vinculo negativo ou desejo de mudar de contexto geogréfico ou humano), indiferenga (forma de rejeigdo cissimulada) e objetividade (indica um vinculo maduro que se corresponde com um eu adequadamente desenvolvido). (Ck. VISCA, 2008) 110 (CAPITULO 4-5" 6 SESSAO TECNICAS PROIETIVAS Vineulo Familiar dade: oit Vinculo: fariliar ‘Autor: desconhecido Objetivo: Conhecer 0 campo geogréfico do lugar em que mora e a posicio real dentro do mesmo, Consigna: Gostaria que voce desenhasse sua casa, como se voce estivesse vendo-a de cima, Apés 0 desenho: - + Vocé poderia me dizer como € sua casa? = Onde voc8s almocam e jantam? Comem todos juntos? = Quando todos se retinem, onde acontece? (Se precisam decidir um passelo, uma viagem etc.) Onde vocé estuda? Com quem estuda? O local é ventilade, iiuminado, silencioso? - _ Hévuma mesa reservada para os estudos? organizada? ~ Onde € seu quarto? = Quem escolheu seu quarto? = Vocé pode arrumé-lo como quiser? Colocar posters etc.? - _ Eestes outros de quem so? = Vocé gostaria de usar outro quarto ou dormir com outra pessoa? Por qué? = Dorme sozinho no seu quarto? Com mais alguém? Dorme no quarto dos pais? - Coloque o nome de cada local da casa no seu desenho. = Escreva algo sobre seu desento ecoloque um tu, - _Perguntas complementares. ‘Andlise (baseada no lo “Técnicas Projetivas” de Jorge Visca): Ponto de vista: = Interna — indica que o sujito se sente parte integrante da familia = Externo — 0 sufeito,pode nao se sentir parte integrante da familia. it Manual pritico do Diagnéstico Psicopedagégico Clinica Espagos representados: ~ Interior da casa — valorizacao da aprendizagem formal/intelectual. - Exterior da casa (lugares a céu aberto, como jardim, horta, parques, espaco abertos em geral —valorizacfo das aprendizagens ligadas ao corpo e & natureza, O tamanho do plano da casa: = Pequeno e ocupa um espaco reduzido da folha — indica inibiglo para o uso do espaco possivel dimunigo no uso do potercial emacional. Indica um vinculo negativo com a aprendizagem. = Grande e ocupa todo o espaco da folhia —indica vinculo positivo com a aprendizagem, salvo se houver descontrole motor. - ‘uso de mais de uma folha — revela cificuldade em antecipar, dificuldade de controlar impulsos e vinculo negativo com a aprendizagem sistemtica Uma crianga comecou a fazer seu desenho na folha que Ihe dei. O desenho era muito grande ¢ ocupava cexageradamente a folha, vou a folha e continuou do outro lado porque disse que sua casa ndo cabia naquela folha e ainda me pediu mais outra. Criangas assim no possuem nogdo de espaco muito menos de limites. Desenhar pessoas: ~ = Normalmente as pessoas no sao desenhadas na planta da casa. A incluso de pessoas tanto pode significar aceitaco quanto rejeigao. E preciso que o entrevistador perguite sobre estas pessoas apés a conclusio do desenho. Aberturas: = As aberturas indicam os canals de comunicagao reais ou imaginérios e podem estar presentes 4 nfo, ou mesmo apagados. : Comentarios sobre o quarto: = Os comentérios sobre o desenho sdo bastante reveladores e podem indicar rejeicao, aceitacio ou indiferenca. - Observe a autonomia que o entrevistado possui para modificar seu quarto, se houve tentativas ¢ fol impedido pelos pais ou se nem tentou e apresenta-se acomodado, deixando que os pais coloquem seu quarto da maneira deles, Observe o grau de aceitacao e resistencia do meio. 112 6" SESSAO TECNECAS PROJETIVAS Ambiente para estudar: = Algumas situacdes podem ser observadas para se analisar os estios de aprendizagem, tais como: se este ambiente de estudo tem um tamanho adequado; se pode ser, de fato,uiizado como ambiente de estudo; se 6 um local que permite a concentra¢io; se ha boa iluminagéo e ventilago; se tem materiais ao seu akcance, coimoliuros, dicionéris, lapis, borrachay se a cadeira é adequadsa,alcancando os dois pés no cho; se existe uma rotina de estudo; se possui horério para estudo ciferente do momento de agitagio da casa, Uma menina de nove anos me disse, durante 0 diagndstico, que realizava suas atividades na mesa do quarto ¢tinha tudo de que precisava 20 seu alcance, porém sua irm menor de cinco anos chamava-a o tempo todo para brincar,trando-Ihe a concentragao e ela dizia que ficava com pena e a brifcar Mesmo que se negasse a brincar com a irma, esta falava alto sem deié-la estudar. A mie ndo sabia disso porque trabalhava fora, Algumas criangas criam maus habitos de estudo. Estudam nd cama, na rede, no sof, fazem atividade tos, orientando e exigindo que facam as atividades na mesa. Com o tempo, o bom habito se estabelece. A familia deve evitar também barulhos no assistindo & televisdo, Cabem aos pais ajudélas a evitar estes hi momento em que a crianga estiver fazendo atividade. 0 psicopedagogo percebendo estas situagées pode sinalizar aos pais para a melhoria no ambi- ente de estudo. Escolha do quarto: = Observe quem escolheu seu quarto, se ele mesmo ou a familia, principalmente na adolescéncia, Sha permissdo ou ndo para ele colocar enfeites, posters, flores, plantas, adesivos etc Desta forma, observa- mos a infiuéncia que a famfia poderd estar impondo, o que acaba influenciando os vinculos de aprendizagem de forma postiva ou negativa. Um adolescente de 13 anos me relata que sua mae néo 0 delra colocar nada no seu quarto para que nndo manche os armérios ou as paredes. A mae é autoritria e esta sempre ditando-lhe ordens sem ajud-o a refletr sobre seu comportamento, Ele é um jorem que no busca conhecimentos, néo dialoga, néo questiona. Como poderia, se a mae Ihe poda a autoria de pensamento. Limita-o e limita a criatividade? Espago para as reunides familiares: = Observe se existe na casa um ambiente destinado para reuniées famiiares,além dos momentos em que. famfia se reine & mesa para comer, Poderemos entender melhor os madelos de aprencizagem da familia se observarmos em que momentos esta familia se retine, quando se retne e coma. Muitas crianga e adolescentes se queixam que ndo possuem estes momentos em farriia. Que s6 vé os pais de mmanhai cedo @ & note e que, quando chegam a casa, é para comer e assist & televiso ou cobrar se fez atarela escolar No hé momentos em fama para jogos, ou para falar sobre alguma midanca na casa ou para combinar um passeio, ou seia, no hd dilogo, o que ha so comuricados e nso se constitu uma retagao de autoritarismo, 113 ‘Manual prético de Diagnéstico PsicopedagSgico Clinico shai 0S QUATRO MOMENTOS DO DIA dade: seis/sete anos Vinculo: Famiar Autor: adaptagdo do Desenho em epjsédios de A. laeggi (VISCA, p. 128) Objetivo: investigar os vinculos que o sujeito estabelece ao longo do dia Consigna: o entrevistador dobra uma folha em quatro partes iguals e pede ao entrevistado que faga 0 mesmo com outra. Gostara que voce desenhasse quatro momentos do seu da, desde a hora que acorda a ahora que vai dori Apés 0 desenho: = Conte-me o que esta se passanido neste seu desenho, -” Pega-the detalhes, se necessério, ~ Gastaria que vac8 escrevesse 0 que esté acontecendo.em cada cena e, depois, dé um ttuloao seu desenho. Observar: = Serealiza o desenho em uma sequéncia espaco-temporal. - Se apresenta criatvidade para a realizacio de cada cena, se coloca detalhes. = Seusapelo menos um dos quadrantes para representar alguma situaco de aprendizagem. Andlise (baseada no livro “Técnicas Projetivas “de Jorge Visca): Pessoas: mostram os modelos de identtfcago € o modelo de aprendizagem familar que pode ser uniforme ou diversificado (obssessivo, confustonal, pratico, teérico, individual, compartihado etc). Local da cena: o local escolhido serve para entender 0 estilo de vinculo, adequacio ¢ flexbiidade, Pode ser representado na casa, em dependéncias apropriadas ou nao, realizando atividades de acordo com o lugar ou que nao estejam de acordo (escovar os dentes no quarto, por exemplo). Momentos escolhidos: : Escolha automatica — vida monétona € sem ciatividade. ~ _Escolha em fungio ce car gas afetivas postivas ~ dnamismo, criathidade e uso erriquecedor do tempo. 14

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