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PRÉ-VESTIBULAR

EXTENSIVO

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MATERIAL DO
PROFESSOR

Biologia CIÊNCIAS DA NATUREZA


E SUAS TECNOLOGIAS

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PRÉ-VESTIBULAR
EXTENSIVO
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MATERIAL DO
PROFESSOR

Biologia CIÊNCIAS DA NATUREZA


E SUAS TECNOLOGIAS

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DOM BOSCO - SISTEMA DE ENSINO
PRÉ-VESTIBULAR 4
Ciências da natureza e suas tecnologias.
© 2019 – Pearson Education do Brasil Ltda.

Vice-presidência de Educação Juliano Melo Costa


Gerência editorial nacional Alexandre Mattioli
Gerência de produto Silvana Afonso

O
Autoria Ana Carolina Marinho Mota, Fernanda Lowndes, Leandro Magrini

O
Coordenação editorial Luiz Molina Luz

BO IV
Edição de conteúdo Lauro Tozetto

SC
Assistência de edição Bunni Costa

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Leitura crítica Rafael Simões, Hannah Hamada, Lorena Milock de Freitas
Preparação e revisão Igor Debiasi, Adriana Bairrada, Luzia Leite, Renata Coppolla, Elaine Faires,

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Sérgio Nascimento, Ana Maria Cortazzo
Gerência de Design Cleber Figueira Carvalho

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Coordenação de Design Diogo Mecabo
Edição de arte Alexandre Silva
Coordenação de pesquisa e

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licenciamento Maiti Salla

N E Pesquisa e licenciamento

Ilustrações
Cristiane Gameiro, Heraldo Colon, Andrea Bolanho, Maricy Queiroz, Sandra Sebastião,
Shirlei Sebastião
Alex Cói, Carla Viana, Dayane Cabral, Madine Oliveira
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Projeto Gráfico Apis design integrado
Diagramação Editorial 5
Capa Apis design integrado
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Imagem de capa mvp64/istock


Produtor multimídia Cristian Neil Zaramella
PCP George Baldim, Paulo Campos
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Todos os direitos desta publicação reservados à


Pearson Education do Brasil Ltda.
Av. Santa Marina, 1193 - Água Branca
São Paulo, SP – CEP 05036-001
Tel. (11) 3521-3500
www.pearson.com.br

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APRESENTAÇÃO

Um bom material didático voltado ao vestibular deve ser maior que um grupo de
conteúdos a ser memorizado pelos alunos. A sociedade atual exige que nossos jo-
vens, além de dominar conteúdos aprendidos ao longo da Educação Básica, conheçam
a diversidade de contextos sociais, tecnológicos, ambientais e políticos. Desenvolver
as habilidades a fim de obterem autonomia e entenderem criticamente a realida-
de e os acontecimentos que os cercam são critérios básicos para se ter sucesso no
Ensino Superior.

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O Enem e os principais vestibulares do país esperam que o aluno, ao final do Ensino

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Médio, seja capaz de dominar linguagens e seus códigos; construir argumentações

SC
consistentes; selecionar, organizar e interpretar dados para enfrentar situações-proble-
ma em diferentes áreas do conhecimento; e compreender fenômenos naturais, proces-

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sos histórico-geográficos e de produção tecnológica.

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O Pré-Vestibular do Sistema de Ensino Dom Bosco sempre se destacou no mer-
cado editorial brasileiro como um material didático completo dentro de seu segmento

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educacional. A nova edição traz novidades, a fim de atender às sugestões apresentadas
pelas escolas parceiras que participaram do Construindo Juntos – que é o programa rea-
lizado pela área de Educação da Pearson Brasil, para promover a troca de experiências,

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o compartilhamento de conhecimento e a participação dos parceiros no desenvolvi-
N E mento dos materiais didáticos de suas marcas.
Assim, o Pré-Vestibular Extensivo Dom Bosco by Pearson foi elaborado por uma
equipe de excelência, respaldada na qualidade acadêmica dos conhecimentos e na prá-
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tica de sala de aula, abrangendo as quatro áreas de conhecimento com projeto editorial
exclusivo e adequado às recentes mudanças educacionais do país.
O novo material envolve temáticas diversas, por meio do diálogo entre os conteú-
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dos dos diferentes componentes curriculares de uma ou mais áreas do conhecimento,


com propostas curriculares que contemplem as dimensões do trabalho, da ciência, da
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tecnologia e da cultura como eixos integradores entre os conhecimentos de distintas


naturezas; o trabalho como princípio educativo; a pesquisa como princípio pedagógi-
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co; os direitos humanos como princípio norteador; e a sustentabilidade socioambiental


como meta universal.
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A coleção contempla todos os conteúdos exigidos no Enem e nos vestibulares de


todo o país, organizados e estruturados em módulos, com desenvolvimento teórico
associado a exemplos e exercícios resolvidos que facilitam a aprendizagem. Soma-se a
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isso, uma seleção refinada de questões selecionadas, quadro de respostas e roteiro de


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aula integrado a cada módulo.


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SUMÁRIO

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BIOLOGIA 1A

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69
D CL
BIOLOGIA 1B

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139
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BIOLOGIA 2A
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181
A AL

BIOLOGIA 2B
I
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227 BIOLOGIA 3A

263 BIOLOGIA 3B

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BLE
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S / AL
AMY S
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SC
HOTO

CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS


BIOLOGIA 1A O

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140 6 –Material do Professor

45
BIOLOGIA 1A

BIOTECNOLOGIA E BIOÉTICA

O
Imagine uma sociedade em que todas as características das pessoas, tanto físicas

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BO IV
quanto psicológicas, fossem escolhidas antes do nascimento delas. As características

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• Clonagem que fossem consideradas “melhores” seriam selecionadas e usadas para criar um

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• Terapia gênica ser humano “ideal”, que depois seria clonado.
• Identificação de pessoas Esse é o pano de fundo de Admirável mundo novo (1932), de Aldous Huxley

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• Bioética (1894-1963), uma das distopias mais conhecidas da literatura mundial. Nessa ficção
científica, a sociedade é dividida em castas, nas quais as pessoas são condiciona-

D CL
HABILIDADES das, desde o nascimento, a jamais questionar o regime autoritário em que vivem e,
• Compreender as técnicas portanto, não alterar o status quo.
de clonagem reprodutiva e

O X
O tema da clonagem era uma constante nos anos 1930, período em que regi-
terapêutica.
mes totalitários e fascistas estavam em alta na Europa. O autor foi influenciado,
N E
• Apresentar vantagens e
desvantagens das técnicas
em parte, pelas fileiras de soldados nazistas, todos aparentemente iguais, e pelo
desenvolvimento da Genética moderna.
SI SO
de clonagem.
• Relacionar técnicas de
A preocupação com a manipulação genética e com a falta de um olhar crítico e
Biotecnologia à Bioética e questionador sobre a Biotecnologia ocuparia a escrita de Huxley pelos anos seguin-
Biossegurança. tes. Isso fica claro no prefácio que escreveu para a edição de 1947 do mesmo livro:
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• Descrever os principais mé- “A ciência e a técnica seriam utilizadas como se tivessem sido feitas para o homem,
todos utilizados na Biologia e não (como são presentemente e como serão ainda mais no mais admirável dos
E E

forense. mundos novos) como se o homem tivesse de ser adaptado e absorvido por elas. [...]
• Compreender a importân- é unicamente devido às ciências da vida que a vida poderá ser modificada radical-
D D

cia da Biotecnologia para mente. As ciências da matéria podem ser aplicadas de tal maneira que destruam a
a sociedade. vida ou que tornem a existência inadmissivelmente complexa e inconfortável; mas,
A AL

a não ser que sejam utilizadas como instrumentos pelos biólogos e psicólogos, são
impotentes para modificar as formas e as expressões naturais da própria vida. [...]
Vendo bem, parece que a utopia está mais próxima de nós do que se poderia imaginar
I

há apenas quinze anos. Nessa época coloquei-a à distância futura de seiscentos anos.
EM ER

Hoje parece praticamente possível que esse horror se abata sobre nós dentro de um
século. Isto se nos abstivermos, até lá, de nos fazermos explodir em bocadinhos [...]”.
HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. Texto integral. In: Revista literária. Disponível em:
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<http://www.revistaliteraria.com.br/aldous%20huxleyAMN.pdf>. Acesso em: mar. 2019.


SI MA

As descobertas proporcionadas pela Biotecno-


PICTORIAL PRESS LTD / ALAMY
STOCK PHOTO

logia possibilitaram grande desenvolvimento nas


áreas da saúde (genética médica, terapia gênica,
aconselhamento genético e produção de medica-
mentos); da Ecologia (mapeamento gênico, con-
servação de espécies em risco de extinção); da
Zoologia e da Botânica (taxonomia molecular); da
Agricultura (melhoramento genético e produção
de organismos geneticamente modificados), entre
outras. No entanto, toda intervenção na natureza Aldous Huxley (1894-1963) foi médico,
deve ter seus impactos avaliados. Nesse sentido, escritor e roteirista de cinema. Nos anos
1920, viveu na Itália, então governada
a Bioética é a área do conhecimento que mensura pelo regime fascista de Mussolini. Essa
os reais benefícios e riscos dessas intervenções – experiência serviu de inspiração para
a criação dos sistemas autoritários em
como as descritas na distopia de Huxley. suas obras.

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7 –Material do Professor 141

CLONAGEM

BIOLOGIA 1A
Nesse tipo de processo, são originadas réplicas geneticamente idênticas de uma
célula, um tecido ou um organismo. O produto da clonagem é o clone. O termo foi
citado pela primeira vez no início do século XX, para descrever uma população de
organismos derivados de um único progenitor, por meio da reprodução assexuada.
A clonagem natural ocorre quando há reprodução assexuada de procariotos, proto-
zoários, alguns fungos e animais, plantas e algas, o que gera populações de indivíduos
geneticamente idênticos. Em humanos, a clonagem natural ocorre em gêmeos univi-
telinos, isto é, irmãos gêmeos gerados pela fecundação de um único ovócito com um
único espermatozoide, o que produz indivíduos geneticamente idênticos.
Na clonagem humana natural, entretanto, os indivíduos não são considerados

O
idênticos em todos os aspectos. Além de divergências físicas, como a impressão

O
BO IV
digital, há a diferença de personalidade e um conjunto de outros fatores que distin-

SC
guem um indivíduo do outro.
A clonagem artificial, por outro lado, ocorre quando há intervenção humana

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intencional no processo. Esse tipo de clonagem pode ser classificado como gênica

O U
(discutida no módulo anterior), reprodutiva ou terapêutica.

D CL
CLONAGEM REPRODUTIVA
Tem como objetivo produzir uma cópia geneticamente idêntica de um organismo
existente, gerando células-tronco que posteriormente originarão novos indivíduos.

O X
Para a clonagem reprodutiva acontecer, é necessário realizar a técnica de trans-
N E
ferência nuclear, descrita por Robert Briggs (1911-1983) e Thomas King (1925-1994)
em 1950. Nesse processo, um ovócito secundário tem seu núcleo substituído por
outro proveniente de uma célula somática de interesse. Após a fusão, as células
SI SO
se multiplicam. Origina-se, então, um blastocisto, com aproximadamente 200-250
células, que serão implantadas no útero após cinco dias. Depois do período de
gestação, surge um indivíduo geneticamente idêntico ao doador da célula somática.
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Ovelha Dolly
Em 1996, Ian Wilmut (1944) e Keith Campbell (1954-2012) fusionaram o núcleo
E E

de células mamárias de uma ovelha branca da raça Finn Dorset com seis anos de
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idade a um ovócito anucleado de uma ovelha escura da raça Scottish Blackface.


Esse processo deu origem à famosa ovelha Dolly, com características idênticas às
da ovelha branca.
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A utilização das células mamárias de um animal mais velho gerou alguns proble-
mas ao clone. O envelhecimento precoce causado pelo recebimento de cromosso-
mos (telômeros) com extremidades reduzidas e o aumento do índice de doenças
I
EM ER

causaram à Dolly disfunção pulmonar e osteoartrite.


É importante salientar que a técnica de clonagem reprodutiva apresenta baixa
eficiência. No caso da ovelha Dolly, foram produzidos 277 embriões, mas apenas
um deles conseguiu se desenvolver e nascer.
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SI MA

ALDONA GRISKEVICIENE/SHUTTERSTOCK

DNA da célula mamária

Embrião em
Células mamárias são desenvolvimento
retiradas da ovelha A
C O embrião é
implantado no
útero da ovelha C
DNA e ovócito anucleado
Ovócito não fertilizado
fusionados por impulsos
B elétricos

Filhote
geneticamente
O núcleo do ovócito
Ovócito não fertilizado é retirado idêntico à ovelha A
é isolado da ovelha B

Representação esquemática do processo de clonagem reprodutiva. Elementos representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.

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142 8 –Material do Professor

Aplicações da clonagem reprodutiva Há muita discussão na comunidade científica sobre


BIOLOGIA 1A

A agropecuária utiliza esse método de clonagem a clonagem terapêutica, em virtude da necessidade


para aprimorar o potencial genético de determinadas de células-tronco no procedimento. Levando tal pon-
raças de gado, escolhendo as melhores características to em consideração, um embrião deixaria de nascer
dos indivíduos. Entretanto, a variabilidade genética é a cada novo procedimento realizado. No Brasil, a Lei
prejudicada, uma vez que esses animais apresentam Nacional da Biossegurança n. 11.105, de 24 de março
dificuldade em se adaptar a diferentes ambientes. de 2005, permite apenas a utilização da técnica para
A utilização de técnicas para recriar animais já ex- fins de pesquisa e terapia.
tintos é tema de debates. No entanto, isso ainda é
inviável, pois a adaptação desses animais ao ambiente
natural atual seria bastante dificultada. Além disso, a re-
TERAPIA GÊNICA

O
introdução de animais já extintos poderia desequilibrar Essa técnica consiste em substituir um alelo cau-

O
a cadeia ecológica do hábitat, o que poderia provocar sador de doença por outro normal, como nos casos

BO IV
mudanças ambientais inesperadas. da anemia falciforme, fibrose cística ou fenilcetonúria.

SC
Na primeira etapa, o gene é isolado para, em seguida,
CLONAGEM TERAPÊUTICA

M S
haver a escolha pela metodologia in vivo ou ex vivo.
O procedimento aplicado na clonagem terapêutica é Quando se opta pela técnica in vivo, os alelos nor-

O U
similar ao utilizado na reprodutiva. O ovócito secundário mais são clonados utilizando-se um vetor, inserido dire-
cujo núcleo foi trocado pelo núcleo de uma célula so- tamente no paciente por meio de uma injeção. O vetor,

D CL
mática é desenvolvido in vitro até a fase de blastocisto. então, entra nas células, e os alelos são incorporados
Nessa etapa, as células pluripotentes conseguem produ- ao núcleo, de modo a produzir a proteína corretamente.
zir células e tecidos específicos, com exceção de tecidos Esse método é mais eficiente e mais fácil do que a

O X
embrionários. Isso é especialmente importante na clona- técnica ex vivo. Entretanto, há menor a possibilidade
N E gem terapêutica, uma vez que se deseja utilizar tecidos
específicos no tratamento de doenças degenerativas
de garantir que o gene está sendo endereçado para o
local correto.
No método ex vivo, as células do indivíduo são
SI SO
(como Parkinson, Alzheimer, artrite, doenças cardíacas)
ou traumatismos (como queimaduras e lesões na coluna). retiradas, modificadas e então reintroduzidas. É um
A clonagem terapêutica é utilizada também em trans- método considerado mais difícil, porém, de melhor
plantes de órgãos, o que diminui o risco de rejeição pelo controle, uma vez que é garantido o endereçamento
EN U

paciente transplantado. Porém, em casos de doenças correto do gene.


genéticas, as mutações estão presentes em todas as

BSIP SA / ALAMY STOCK PHOTO


E E

células do indivíduo, sendo necessário recorrer a parentes Primeiramente o gene é reconhecido e sua
sequência, identificada. Depois, acontecem as
próximos para minimizar o risco de incompatibilidade.
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seguintes etapas:
6. Reintrodução de
células corrigidas
na pessoa doente.
BY BSIP/UIG VIA GETTY IMAGES

A AL

1. Remoção de células
defeituosas.

Núcleo
I

de célula
Ovócito
EM ER

hepática Cultura de células


anucleado
Fusão 4b. Vetores são
injetados
diretamente
no órgão-
-alvo.
ST T

Blastocisto
SI MA

Células 4a. Os vetores são


pluripotentes aumentados
em número
e carregam
Fígado os genes 2. O gene
corrigidos. modificado
usado na
vacina é
retirado de
uma célula.

5. Transmissão do gene
Células corrigido às células
defeituosas.
hepáticas

3. O gene modificado é
inserido em um vetor
(vírus).

Esquema do processo de clonagem terapêutica na regeneração de


um fígado. Elementos representados fora da escala de tamanho. Esquema das técnicas da terapia gênica in vivo e ex vivo. Elementos
Cores fantasia. representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.

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9 –Material do Professor 143

VACINAS GÊNICAS É aplicado um campo magnético na placa de gel, de


modo que as moléculas de DNA correm através do

BIOLOGIA 1A
Com o avanço das técnicas de Biologia molecular,
as vacinas têm sido produzidas com base no DNA de gel. Como a molécula apresenta carga negativa, os
agentes causadores de doenças. São as chamadas va- fragmentos correm na placa do polo negativo para o
cinas gênicas. Elas têm o mesmo objetivo das vacinas positivo. Quanto menor o comprimento do gene, maior
tradicionais, que são produzidas com vírus mortos com a distância percorrida por ele no gel.
capacidade atenuada de infecção. Passado algum tempo, a corrente elétrica é des-
Essa técnica consiste em clonar o DNA do agente ligada e os fragmentos de DNA são comparados,
causador em plasmídeos. Estes são posteriormente formando faixas que passam a ocupar diversas po-
inseridos no indivíduo, o que estimula a produção de sições no gel.
anticorpos de ação mais rápida e específica.

O
SOLEIL NORDIC/SHUTTERSTOCK
As vacinas tradicionais são produzidas com base

O
em microrganismos mortos ou em suas proteínas. As Gel de agarose

BO IV
Amortecedor Ânodo
vacinas gênicas, por sua vez, são produzidas com base

SC
no DNA do microrganismo.

M S
Um dos riscos associados às vacinas gênicas é o Amostras
nos poços
desenvolvimento de doenças autoimunes. Por esse mo-

O U
Fonte de energia
tivo, a técnica ainda está em fase de testes, até que pos-

D CL
sa ser comercializada e depois aplicada em humanos.

IDENTIFICAÇÃO DE PESSOAS Poços


Cátodo

O X
Todos os organismos apresentam regiões específi-
N E
cas no DNA que são altamente variáveis, polimórficas e
com funções ainda não identificadas, denominadas no
SI SO
inglês Variable Number of Tandem Repeats (VNTR),
regiões satélites ou microssatélites. Essas áreas
variam em tamanho de indivíduo para indivíduo, exceto
em gêmeos univitelinos, que podem ter de 9 a 100
EN U

Amostras que
Foto do gel
pares de bases repetidas. migraram no gel Gel sob luz UV
Com base nessas regiões, é possível identificar um
E E

indivíduo, seja por meio de testes de paternidade, seja


Representação do funcionamento da eletroforese. Os eletrodos são
por análises criminalísticas. A impressão digital do
D D

aplicados na placa para formar um campo magnético. Elementos


DNA (DNA fingerprinting) é a técnica que possibilita representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.
identificar essas variações individuais no nível molecular.
A AL

O exemplo abaixo é uma representação de per-


REAÇÃO DE POLIMERASE EM CADEIA fil genético com base na análise de eletroforese. Os
(PCR) resultados mostram que o homem B é o pai da crian-
I

ça, porque o bebê apresenta três bandas na mesma


EM ER

Sigla em inglês para reação de polimerase em ca-


deia, trata-se do procedimento pelo qual se ampliam e posição que ele (apontadas em azul) e as outras três
se produzem muitos fragmentos de DNA contendo uma bandas na mesma posição que as da mãe (apontadas
sequência específica de DNA. Os marcadores genéti- em vermelho).
ST T

cos (ou primers) são pequenos pedaços de DNA produ-


SI MA

zidos artificialmente, capazes de reconhecer uma região Mãe Bebê Homem A Homem B

específica do genoma. Eles se ligam a um gene-alvo e


sinalizam às enzimas de restrição que cortem esse fila-
mento específico. Uma vez isolado esse fragmento, o
DNA polimerase promove a síntese de muitas cópias do
gene isolado. É necessário adicionar novos nucleotídeos
para que as cópias sejam realizadas.

ELETROFORESE
Trata-se do procedimento pelo qual se verificam
que fragmentos de DNA foram ampliados pela PCR.
Uma pequena porção da amostra de DNA amplificada
é pipetada em pequenos poços de uma placa de gel
de agarose acoplada a uma fonte de energia, na qual
o DNA se encontra mergulhado em solução salina.

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144 10 – Material do Professor

Além dos microssatélites, os marcadores genéticos mais utilizados para identi-


BIOLOGIA 1A

ficar pessoas são o DNA mitocondrial, porque apresentam origem materna. Isto é,
o material genético é passado da mãe para os filhos, de modo que apenas as filhas
podem transmiti-los às próximas gerações. Da mesma forma, o cromossomo Y,
presente em indivíduos do sexo masculino, tem origem paterna e é passado apenas
a filhos do sexo masculino.

O
Bisavô Bisavó

O
BO IV
SC
M S
Avô Avó

O U
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Pai Mãe

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N E
SI SO
Outros cromossomos
Filho Filha
Cromossomos Y
DNA mitocondrial
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Representação esquemática do tipo de herança do cromossomo Y (em azul) e do DNA mitocondrial (em rosa).
D D

BIOÉTICA
A AL

No contexto dos avanços da ciência (em especial da Biotecnologia), o pesquisador


e professor estadunidense Van Rensselaer Potter (1911-2001) publicou, no começo
dos anos 1970, duas importantes obras que deram origem à Bioética.
I
EM ER

A intenção de Potter era criar um ramo da Biologia que possibilitasse às pessoas


refletirem sobre as prováveis implicações (positivas e negativas) das aplicações da
tecnologia biológica na vida humana (e, de maneira mais ampla, na de todos os
ST T

outros seres vivos). Para isso, foi sugerido um diálogo entre a cultura científica e a
humanística, com base no seguinte princípio:
SI MA

Nem tudo o que é cientificamente possível é eticamente aceitável.

Um dos princípios da Bioética é estudar questões e implicações morais no uso


de seres vivos ou de células animais. Logo, ela engloba questões como experimen-
tação animal e legitimidade moral do aborto ou da eutanásia, além das implicações
das pesquisas genéticas.
Com base nessa análise, é possível indicar os limites e as finalidades das in-
tervenções humanas sobre a vida e denunciar os prováveis riscos envolvidos nes-
ses processos.
Por abranger questões multidisciplinares, a Bioética está vinculada a diferentes
áreas do conhecimento além da Biologia, como Direito, Sociologia, Psicologia, Me-
dicina, Teologia e Educação.

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11 – Material do Professor 145

VALOR DA VIDA HUMANA

BIOLOGIA 1A
Grande parte das pesquisas atuais na área de saúde está ligada aos valores
morais impostos pela ética, uma vez que estão relacionadas também à fertilização,
esterilização de pessoas, mutilações e implantes etc.
Pesquisas com células humanas e o uso de embriões e células-tronco são uns
dos temas considerados mais polêmicos. No início dos anos 2000, foi utilizado o
termo entidade humana para se referir aos embriões humanos na clonagem tera-
pêutica. A expressão foi considerada bastante polêmica nas comunidades científica
e social, pois colocou em debate se os embriões deveriam ter ou não os mesmos
direitos de um ser humano.
A definição de pessoa é uma das questões propostas pela Filosofia. Nós nos

O
reconhecemos como humanos por compartilharmos características e sermos da

O
mesma espécie. Apesar disso, ainda está em aberto a questão sobre os valores e

BO IV
os conceitos de vida imprescindíveis à espécie humana, uma vez que vivemos em

SC
uma sociedade bastante complexa. Dessa forma, a Bioética determina algumas das

M S
questões que podem assim ser definidas:

O U
I. A pessoa é humana e, portanto, provida de dignidade.

D CL
II. Cada pessoa é única, o que faz os indivíduos serem diferentes. Seu patrimônio
biológico, psicológico e cultural devem ser respeitados. Portanto, as pessoas
não devem ser tratadas em pesquisas como meros números.

O X
III. Cada pessoa é formada por diversas dimensões: biológica, psicológica; social
N E
ou moral e espiritual. Por esse motivo, o indivíduo é uma totalidade, composta
de todas essas dimensões.
SI SO
DILEMAS BIOÉTICOS
A clonagem é um tema recorrente na Bioética por utilizar embriões nas clo-
nagens terapêutica e reprodutiva. No início dos anos 1990, pesquisadores pro-
EN U

puseram uma moratória a pesquisas com embriões humanos, a qual ainda está
em vigência.
E E

No Brasil, a Lei n. 8.874/95 determinou algumas regras quanto às técnicas de


engenharia genética. Entre as determinações, ficou expressamente proibido o uso
D D

de embriões humanos em experimentos, embora seja desejável a aplicação de


linhagens de células quando a finalidade é terapêutica, sendo uma solução cienti-
A AL

ficamente viável.
A clonagem reprodutiva em humanos não é aceita pela Bioética, apesar de
existir discussões nos casos de pessoas estéreis ou, ainda, na tentativa de
I
EM ER

“ressuscitar” um ente querido. Tais procedimentos já foram realizados sem au-


torização da academia científica e foram encerrados por questões éticas ou por
conta das técnicas utilizadas.
Atualmente, o uso de dados genéticos obtidos por técnicas de identificação de
ST T

pessoas tem sido foco de debate, uma vez que tais informações são pessoais e
SI MA

intransferíveis. No entanto, algumas empresas têm se esforçado para obter dados


desse tipo, a fim de traçar perfis de consumo ou usar em processo de contratação
de funcionários – um candidato poderia deixar de ser contratado pela possibilidade
de desenvolver determinada doença, com base no histórico de saúde, por exemplo.
Por esse motivo, a Bioética busca estabelecer limites em relação ao uso de dados
genéticos humanos.
Temas como eutanásia, experimentação em animais, aborto, transgênicos e
fertilização in vitro são constantemente debatidos pela Bioética. Tais assuntos
surgem em razão dos avanços da Ciência, e é papel da sociedade se posicionar
sobre eles. Com base nessas discussões, novos projetos de lei são reformulados
e aprovados, os quais devem levar em conta os princípios da Bioética.
Os experimentos e as descobertas científicas podem ou não beneficiar a so-
ciedade e o planeta. Por esse motivo, as vantagens e desvantagens dessas novas
tecnologias devem ser avaliadas por um comitê que tem por obrigação seguir os
cinco princípios da Bioética:

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146 12 – Material do Professor

1. Princípio da beneficência: consiste em assegurar o bem-estar dos indivíduos,


BIOLOGIA 1A

a fim de evitar danos e garantir que sejam supridas suas necessidades e seus
interesses.
2. Princípio da autonomia: o profissional deve respeitar as crenças, a vontade
e os valores morais do sujeito e do paciente.
3. Princípio da justiça: trata-se da igualdade da repartição dos benefícios e bens
em qualquer área da ciência.
4. Princípio da não maleficência: assegura a possibilidade mínima ou inexis-
tente de danos físicos aos sujeitos da pesquisa (pacientes) de ordem psíquica,
moral, intelectual, espiritual, cultural e social.

O
O
5. Princípio da proporcionalidade: defende o equilíbrio entre benefícios e

BO IV
riscos, sendo maior benefício às pessoas.

SC
M S
LEITURA COMPLEMENTAR

O U
CRISPR e a polêmica de edição do genoma humano
Em 2012, cientistas criaram a técnica CRISPR [do inglês Clustered Regularly Interspaced

D CL
Short Palindromic Repeats], utilizada para editar o genoma de embriões humanos e de-
senvolver animais geneticamente modificados, resistentes a viroses, pragas, entre outros.
A técnica consiste em editar a molécula de DNA com a ajuda de uma enzima presente

O X
no sistema de defesa de bactérias denominada Cas9 e com a presença de uma molécula
N E de RNA, que serve como guia para recortar a região de interesse do genoma. Em outras
palavras, o RNA é capaz de reconhecer a molécula de DNA que apresenta o gene-alvo
SI SO
de edição; a enzima Cas9 atua como uma tesoura, recortando o gene. Assim, é possível
silenciar ou reparar o gene.
Em 2018, um pesquisador chinês conseguiu editar o material genético de embriões de
gêmeos que supostamente nasceram resistentes à infecção do vírus HIV. O trabalho
EN U

não foi divulgado em nenhuma revista científica. Entretanto, esse procedimento foi
realizado ilegalmente, uma vez que não é permitido na China nem nos Estados Unidos.
E E

Isso gerou manifestações de vários pesquisadores ao redor do mundo, pelo fato de ter
ferido a ética, as leis e a segurança, além de ter consequências imprevisíveis.
D D

Estudos realizados com células de camundongos e células humanas revelaram que a


técnica causou mutações genéticas extensas, inclusive aumentando o risco de câncer.
A AL

Por outro lado, a técnica pode eliminar dezenas de doenças e até mesmo permitir a
seleção de determinadas características nos indivíduos. Portanto, ainda há muito a ser
avaliado, tanto em relação à técnica quanto em relação à ética desses procedimentos.
I
EM ER

Disponível em: <https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/11/27/entenda-o-crispr-a-tecnica-


-de-edicao-de-dna-que-pode-ter-criado-bebes-resistentes-ao-hiv.ghtml>. Acesso em: maio 2019.
ST T
SI MA

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13 – Material do Professor 147

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1A
BIOTECNOLOGIA E BIOÉTICA

CLONAGEM

O
O
BO IV
Reprodutiva
produz indivíduos geneticamente iguais

SC
M S
O U
Método: transferência nuclear

D CL
O X
clone não é idêntico ao modelo
N E
SI SO
Desvantagens: técnica com baixa eficiência
EN U

envelhecimento precoce
E E
D D

Terapêutica trata doenças e traumatismos


A ALI
EM ER

Método: uso de células-tronco do tipo pluripotente


ST T
SI MA

Desvantagem: incompatibilidade entre doadores diferentes

Terapia gênica substituição de alelos

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 147 18/06/2019 14:37


148 14 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
BIOLOGIA 1A

IDENTIFICAÇÃO DE
PESSOAS

testes de paternidade e análises


DNA fingerprinting Objetivo:
criminalísticas

O
O
BO IV
SC
microssatélites

M S
O U
D CL
Principais marcadores: DNA mitocondrial

O X
cromossomo Y
N E
SI SO

produz várias cópias de


EN U

PCR
um gene

Procedimentos:
E E
D D

compara o perfil genéti-


Eletroforese co das pessoas e identi-
fica o indivíduo
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 148 06/06/2019 12:18


15 – Material do Professor 149

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

BIOLOGIA 1A
1. Uepa (adaptada) – Por meio da técnica da clonagem, resgatados. Além de identificar as vítimas, foi neces-
foi feito o sequenciamento do gene da enzima catalase sário identificar qual fragmento pertencia a qual vítima.
em ostra-do-mangue (Crassostrea rhizphorae), com o Para esse fim, técnicas de Biotecnologia aplicadas à
objetivo de contribuir para o desenvolvimento de in- investigação forense foram utilizadas.
dicadores de saneamento ambiental e saúde pública Assinale a alternativa que apresente corretamente
que possam ser utilizados para informar a comunidade quais técnicas de biologia molecular foram utilizadas
e avaliar a qualidade de vida a partir de intervenções nesse caso.
voltadas à proteção e recuperação de mananciais.
Disponível em: <http://labcai.paginas.ufsc.br/projetos-em-
a) Cultivo celular, PCR, clonagem de DNA ou RNA.
andamento-2/>. Acesso em: maio 2019. (Adaptado). b) Extração de DNA, PCR, eletroforese ou sequencia-
mento.

O
Sobre a técnica em destaque no texto afirma-se que
c) Extração de proteínas, eletroforese ou sequenciamento.

O
a) um ovócito é extraído de uma fêmea adulta de outra d) Extração de proteínas, síntese de aminoácidos, ele-

BO IV
espécie conservando seu núcleo. troforese.

SC
b) na ovelha Dolly, foram utilizadas células somáticas e) Extração de proteínas, clonagem de DNA ou RNA.
mamárias retiradas de um animal adulto.

M S
Primeiro é necessário realizar a extração do DNA. Depois realiza-se
c) o núcleo da célula mamária foi inserido no óvulo nu- a PCR, utilizando marcadores genéticos específicos. Posteriormen-

O U
cleado de outra fêmea que assim se tornou diploide. te, para confirmar se o procedimento anterior foi bem-sucedido,
aplica-se a eletroforese a fim de visualizar o perfil genético dos
d) o núcleo do ovócito de uma fêmea é inserido nas indivíduos, que pode então confirmar o resultado ou, ainda, pre-

D CL
células da glândula mamária de outra fêmea. parar para o sequenciamento.
e) na ovelha Dolly, o núcleo do ovócito foi inserido na 5. Sistema Dom Bosco – Em 2013, a atriz Angelina Jolie
célula da glândula mamária, originando um clone do retirou os seios para evitar a possibilidade de desenvol-
indivíduo que doou o núcleo. ver câncer de mama. A atriz relatou que descobriu ter um

O X
A alternativa A está incorreta, porque o núcleo do ovócito é retirado. “defeito” no gene chamado BRCA1. Segundo a equipe
A alternativa C está incorreta, pois a célula mamária foi fusionada médica, ela tinha 87% de chances de desenvolver um
N E
com o ovócito anucleado por meio de impulsos elétricos, tornando-
-se, assim, uma célula diploide. As alternativas D e E estão incor-
retas pelo mesmo motivo da alternativa C.
câncer de mama, e 50% de ter um câncer no ovário.
Essa atitude ativou a curiosidade e o debate sobre a
SI SO
realização de testes genéticos para identificar doenças.
2. UEG-GO – A clonagem terapêutica é um possível re- Várias patologias podem ser rastreadas geneticamente
curso para o tratamento de vários tipos de doenças. por meio da amplificação de regiões específicas de DNA
Sobre o uso de células-tronco, pode-se concluir que ou dos genes.
EN U

a) as células transplantadas nos pacientes são obriga- Que técnica da Biotecnologia permite essa amplificação?
toriamente pouco diferenciadas.
a) Reação em cadeia de polimerase.
b) células clonadas do próprio paciente oferecem redu-
E E

zido risco de indução do sistema imune. b) Obtenção de clones embrionários.


D D

c) forma-se o zigoto com gametas do paciente e de um c) Eletroforese de ácidos nucleicos.


doador para originar células-tronco. d) Eletroforese de proteínas.
d) um ovócito anucleado é fecundado pelo núcleo ga- e) Clonagem terapêutica.
A AL

mético de um doador saudável. Na reação de cadeia de polimerase (PCR), realizam-se múltiplas cópias
A alternativa A está incorreta. As células transplantadas nos pa- de determinado gene. A alternativa B está incorreta, porque não é
cientes são pluripotentes, capazes de produzir todos os órgãos e necessário realizar clonagem para isso. As alternativas C e D estão
tecidos, exceto anexos embrionários. A alternativa C está incorreta. incorretas, pois a eletroforese é realizada para visualização das bandas
I

Um ovócito anucleado é fusionado com uma célula somática, ori- a fim de se verificar se a PCR foi aplicada com sucesso.
EM ER

ginando um embrião. A alternativa D está incorreta pelo mesmo 6. Enem C3-H11


motivo explicado em C.
Para a identificação de um rapaz vítima de acidente,
3. UFSCar-SP (adaptada) – Em 1998, nasceu um filhote fragmentos de tecidos foram retirados e submetidos à
extração de DNA nuclear, para comparação com o DNA
ST T

da ovelha Dolly com um carneiro das montanhas: Bon-


nie. Isso foi a prova final de que o animal era saudável, disponível dos possíveis familiares (pai, avô materno,
SI MA

fértil e capaz de produzir descendentes saudáveis. Se avó materna, filho e filha). Como o teste com o DNA
a clonagem for realizada em larga escala, qual será a nuclear não foi conclusivo, os peritos optaram por usar
consequência para a evolução das espécies? também DNA mitocondrial, para dirimir dúvidas.
Para identificar o corpo, os peritos devem verificar se
A clonagem em larga escala reduz a variabilidade genética da espécie
há homologia entre o DNA mitocondrial do rapaz e o
DNA mitocondrial do(a)
porque todos os descendentes são geneticamente idênticos. Em ter-
a) pai. c) filha. e) avô materno.
mos genéticos, isso equivale à reprodução assexuada. b) filho. d) avó materna.
O DNA mitocondrial está presente integralmente no ovócito, que, após a
fecundação, é mantido no zigoto. O DNA mitocondrial do espermatozoide não
é passado para o zigoto, pois, no ato da fecundação, apenas o material gené-
tico portado pelo espermatozoide entra no ovócito. Dessa maneira, o DNA
mitocondrial é proveniente da mãe e, consequentemente, da avó materna.
4. Faseh-MG – Em agosto de 2014, o acidente aéreo Competência: Associar intervenções que resultam em degradação ou
conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumentos
envolvendo o candidato Eduardo Campos chamou a ou ações científico-tecnológicos.
atenção não só pelo fato político, mas também pela Habilidade: Reconhecer benefícios, limitações e aspectos éticos da Bio-
necessidade de identificar os fragmentos de corpos tecnologia, considerando estruturas e processos biológicos envolvidos em
produtos biotecnológicos.

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150 16 – Material do Professor

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
BIOLOGIA 1A

7. FMP-RJ – Há 20 anos, em julho de 1996, nascia a ovelha I. As estratégias de clonagem e de introdução de


Dolly, o primeiro mamífero clonado por transferência mutações em genes específicos têm permitido a
nuclear de células somáticas (TNCS). O núcleo utilizado produção de vírus e bactérias inativos de forma mais
no processo de clonagem da ovelha Dolly foi oriundo de precisa e segura do que os métodos convencionais
uma célula diploide de uma ovelha chamada Bellinda, das vacinas de primeira geração.
da raça Finn Dorset. Uma outra ovelha, denominada II. O aprimoramento das técnicas de produção de pro-
Fluffy, da raça Scottish Blackface, foi doadora do ovócito teínas recombinantes permite que bactérias, levedu-
que, após o processo de enucleação, foi usado para ras, células de mamíferos e insetos sejam utilizados
receber este núcleo. Uma terceira ovelha, Lassie, da para a produção de antígenos.
raça Scottish Blackface foi quem gestou a ovelha Dolly. III. A tecnologia do DNA recombinante na produção de

O
vacinas de DNA tem representado uma forma alter-
O DNA mitocondrial da ovelha Dolly é proveniente da(s)
nativa de desenvolver imunoterapias – vacinas com

O
ovelha(s) propriedades terapêuticas.

BO IV
a) Fluffy, apenas.

SC
Verifica-se que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
b) Lassie, apenas.

M S
a) I, II e III. d) III, apenas.
c) Bellinda, apenas.
b) I e III, apenas. e) II, apenas.

O U
d) Fluffy e da ovelha Bellinda.
c) I e II, apenas.
e) Bellinda e da ovelha Lassi.

D CL
10. Vunesp (adaptada) – Um pesquisador descobriu muta-
8. Sistema Dom Bosco – Em certa maternidade, o casal ções na sequência de aminoácidos que produzem uma
Sandra e Rubens se viu diante da possibilidade de troca enzima específica e geram uma doença grave em espé-
de bebês. Para descobrir quem era o filho deles, foram

O X
cies de ratos. Sabe-se que os genes são transcritos em
realizadas análises de DNA fingerprinting com microssa- RNAs e esses são traduzidos, produzindo proteínas que
télites, conforme mostrado na imagem a seguir:

Sandra
N E
Rubens I II III IV V
farão parte do metabolismo ou da função celular. Com
base nessas informações e em seus conhecimentos
sobre Biotecnologia, cite e explique uma técnica capaz
SI SO
de solucionar a doença.
EN U
E E
D D
A AL

Quem é o filho do casal?


a) I
b) II
I

c) III
EM ER

d) IV
e) V 11. Unifor-CE – Leia o texto abaixo.
“Nasceu no dia 27 de março de 2014, na Universidade de
ST T

9. Uncisal-AL (adaptada) – As vacinas são classificadas Fortaleza - Unifor, a primeira cabra clonada e transgênica
em três grandes grupos. Nas vacinas de primeira gera- da América Latina. Chamada pelos cientistas de Gluca, ela
SI MA

ção o agente patogênico é inativado ou atenuado. Na possui uma modificação genética que deverá fazer com que
ela produza em seu leite uma proteína humana chamada
segunda geração, a indução de anticorpos é voltada para
glucocerebrosidase, usada no tratamento da doença de
um único alvo, uma toxina, ou açúcares de superfície,
Gaucher. Trata-se de uma doença genética relativamente
que permite ao sistema imune neutralizar o agente in-
rara, porém extremamente custosa para o sistema público
feccioso. Na terceira geração, o conceito vacinal surgiu de saúde. Segundo informações levantadas pelos pesqui-
da observação de células em que o DNA injetado con- sadores, o Ministério da Saúde gasta entre R$ 180 milhões
seguiu penetrar as membranas citoplasmática e nuclear e R$ 250 milhões por ano com a importação de tratamen-
e utilizar o maquinário enzimático necessário à trans- tos para pouco mais de 600 pacientes com Gaucher no
crição e tradução, produzindo o antígeno que desenca- Brasil. As drogas importadas são baseadas em proteínas
deará uma série de respostas imunológicas. produzidas in vitro, cultivadas em células transgênicas de
DINIZ, M.O. & FERREIRA, L.C.S. Biotecnologia aplicada ao hamster ou cenoura. A proposta da pesquisa brasileira é
desenvolvimento de vacinas. Estudos Avançados, v. 24, n. 70, 2010 produzir a glucocerebrosidase no País, no leite de cabras
(adaptado).
transgênicas, a custos muito inferiores ao da produção em
Leia as afirmativas sobre a tecnologia do DNA recom- células em cultura.”
binante na produção de vacinas. Texto adaptado do jornal O Estado de São Paulo, 14/04/2014.

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17 – Material do Professor 151

Baseando-se em alguns conceitos citados pelo texto, 13. Sistema Dom Bosco – Um bebê abandonado foi en-

BIOLOGIA 1A
como transgênicos e clonagem, marque a alternati- contrado pela polícia em um parque. Cinco casais se
va correta. dirigiram à delegacia alegando serem os pais da crian-
a) Clonagem é a produção de indivíduos geneticamente ça, que supostamente fora roubada em um shopping.
iguais. É um processo de reprodução sexuada que Para resolver a situação, a equipe de perícia coletou
resulta na obtenção de cópias geneticamente idên- amostras de DNA de cada casal e da criança. Com
ticas do ser vivo. base nisso, foi feita a PCR com marcadores molecu-
b) A clonagem pode ser obtida através da transferência lares específicos e, por fim, também foi realizada a
do núcleo de uma célula somática da cabra que ori- eletroforese em gel.
ginou a Gluca, para um óvulo anucleado.
c) Sabe-se que a clonagem é um processo fácil de ser Bebê
1 2 3 4 5
obtido. Em 1996, a ovelha Dolly nasceu depois de Pai Mãe Pai Mãe Pai Mãe Pai Mãe Pai Mãe

O
apenas 2 tentativas que fracassaram.

O
d) Os transgênicos são organismos vivos modificados

BO IV
em laboratório, onde se altera o código genético

SC
de uma espécie com introdução de uma ou mais
sequencias de DNA, provenientes do mesmo orga-

M S
nismo.
e) Transgênicos e organismos geneticamente modifi-

O U
cados (OGM) são sinônimos. Todo transgênico é um
organismo geneticamente modificado e todo OGM

D CL
é um transgênico.

12. UFOP-MG

O X
Um avião da companhia Air France que havia decolado na
noite do domingo, 30 de maio de 2009, do Rio em direção
N E
a Paris, desapareceu com 228 pessoas a bordo – 216 pas-
sageiros e 12 tripulantes. Segundo boletim mais recente, De acordo com o perfil genético obtido, o bebê perten-
ce a qual dos casais?
SI SO
divulgado pela secretaria, foram identificados 43 dos 50
corpos, entre brasileiros e estrangeiros. A pedido dos fa- a) 1
miliares, a identidade das vítimas foi mantida em sigilo.
b) 2
Peritos do IML e representantes da Secretaria de Defesa
c) 3
EN U

Social de Pernambuco informaram que a identificação dos


corpos restantes será feita a partir de exames de DNA. d) 4
Folha de S. Paulo, de 01/06 e 10/06/2009. Adaptado. e) 5
E E

Com base no texto, responda às questões propostas. 14. Unifesp – Louise Brown nasceu em julho de 1978, em
D D

a) Por que é possível a identificação de corpos utilizan- Londres, e foi o primeiro bebê de proveta, por fecun-
do-se a molécula de DNA? dação artificial in vitro. A ovelha Dolly nasceu em 5 de
julho de 1996, na Escócia, e foi o primeiro mamífero
A AL

clonado a partir do núcleo da célula de uma ovelha


doadora.
a) Qual a probabilidade de Louise ter o genoma mito-
I

condrial do pai? Explique.


EM ER
ST T
SI MA

b) O genoma nuclear do pai da ovelha doadora fará


parte do genoma nuclear de Dolly? Explique.
b) Seria necessário incluir amostras de parentes das
vítimas (pai, mãe, irmãos) durante as análises para
a identificação dos corpos? Por quê?

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152 18 – Material do Professor

15. FCM-MG – A clonagem é vista por alguns pesquisadores Avanços nas técnicas de engenharia genética são im-
BIOLOGIA 1A

como uma alternativa para salvar animais ameaçados de portantes para correção de erros no DNA, uma vez que
extinção. Desde o início de 2000, pesquisas vêm sendo uma característica comumente observada em pessoas
feitas em vários países, incluindo o Brasil. Para muitos afetadas por distúrbios existentes nos sistemas de re-
especialistas, porém, esse processo reprodutivo está paro do DNA é
longe de ser uma alternativa viável para salvar as mais a) anemia falciforme.
de 20 mil espécies ameaçadas. No que diz respeito ao
uso desse recurso para reduzir a extinção de espécies b) predisposição ao câncer.
ameaçadas no planeta, é incorreto dizer que a clonagem c) retardo do envelhecimento.
a) é uma ferramenta emergencial no caso de uma d) estabilidade excessiva do genoma.
multiplicação necessária, quando há poucos indi- e) superprodução de imunoglobulinas.
víduos, mas ela dificilmente irá recuperar ou salvar
uma espécie.

O
17. Sistema Dom Bosco – Na área da Biologia conhecida
b) nada pode fazer para impedir a destruição de hábi- como genética forense, o DNA é utilizado para identi-

O
tats naturais, causada pela interferência humana. É ficar pessoas e, assim, ajudar a solucionar casos sob

BO IV
imprescindível proteger as espécies em seu hábitat investigação policial. Por isso, as técnicas de Biologia

SC
natural. molecular utilizadas são denominadas DNA fingerprinting.

M S
c) tem na dificuldade reprodutiva um dos fatores de- Com base nessas informações, explique como é reali-
terminantes para ser excluída das alternativas para zada a eletroforese e em qual etapa ela ocorre.

O U
aumentar a população de animais ameaçados em
seu hábitat natural.

D CL
d) continua sendo um processo muito complexo, ape-
sar dos avanços científicos, mas os clones são aptos
para se reproduzir. A expectativa de vida de clones
é baixa, mas com resultados sempre satisfatórios.

O X
16. Unifor-CE – Principal aposta da medicina para correção
N E
de distúrbios genéticos e cura de doenças crônicas, a
técnica de edição de genomas CRISPR-Cas9 tem, po-
SI SO
rém, limitações. Por isso, laboratórios de todo o mun-
do estão atrás de um aprimoramento da técnica que
permita alterar o que está errado sem promover outras
alterações na estrutura de dupla hélice. Foi o que conse-
EN U

guiu agora uma equipe do Instituto Salk, da Califórnia,


que descreveu o novo método na edição da revista Cell.
Os cientistas testaram, com sucesso, a adaptação da
E E

técnica em ratos com doença renal aguda, diabetes e


distrofia muscular.
D D

Disponível em: https://www.uai.com.br/app/noticia/saude/


2017/12/20/noticias-saude,218803/tecnica-de-reparo-do-dna-
pode-tratarproblemas-como-doenca-renal-e-dia.shtml.
A AL

Acesso em: 12 set. 2017. (Adaptado)

ESTUDO PARA O ENEM


I
EM ER

18. Enem (adaptada) C3-H11 b) legitimar o predomínio da espécie humana sobre as


Panayiotis Zavos “quebrou” o último tabu da clonagem demais espécies animais no planeta.
humana – transferiu embriões para o útero de mulheres, c) relativizar, no caso da clonagem humana, o uso dos
ST T

que os gerariam. Esse procedimento é crime em inúmeros valores de certo e errado, de bem e mal.
SI MA

países. Aparentemente, o médico possuía um laboratório d) legalizar, pelo uso das técnicas de clonagem, os pro-
secreto, no qual fazia seus experimentos. “Não tenho ne- cessos de reprodução humana e animal.
nhuma dúvida de que uma criança clonada irá aparecer
e) fundamentar técnica e economicamente as pesqui-
em breve. Posso não ser eu o médico que irá criá-la, mas sas sobre células-tronco para uso em seres humanos.
vai acontecer”, declarou Zavos. “Se nos esforçarmos, po-
demos ter um bebê clonado daqui a um ano, ou dois, mas 19. Enem C8-H29
não sei se é o caso. Não sofremos pressão para entregar “Nem sempre é seguro colocar vírus inteiros numa vacina.
um bebê clonado ao mundo. Sofremos pressão para entre- Alguns são tão perigosos que os cientistas preferem usar
gar um bebê clonado saudável ao mundo”. só um de seus genes, aquele que fabrica o antígeno, pro-
Fonte: CONNOR, S. Disponível em: www.independent.co.uk. teína que é reconhecida pelas células de defesa. Uma des-
Acesso em: 14 ago. 2012 (adaptado).
sas vacinas de alta tecnologia é a anti-hepatite B. Um gene
A clonagem humana é um importante assunto de refle- do vírus é emendado ao DNA de um fungo inofensivo,
xão do campo da Bioética que, entre outras questões, que passa, então, a produzir uma substância que é injetada
dedica-se a no corpo humano.”
a) refletir sobre as relações entre o conhecimento ape- Fonte: Vírus: guerra silenciosa. Superinteressante,
nas dos clones e os valores éticos humanos. n.143, ago. 1999. (Adaptado).

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19 – Material do Professor 153

A função dessa substância, produzida pelo fungo, no b) C C T C G A C T

BIOLOGIA 1A
organismo humano é
a) neutralizar proteínas virais.
b) interromper a ação das toxinas.
G G A G C T G A
c) ligar-se ao patógeno já instalado.
d) reconhecer substâncias estranhas.
e) desencadear a produção de anticorpos. c) A A T T C C T A

20. Enem C8-H29


A reação em cadeia da polimerase (PCR, na sigla
em inglês) é uma técnica de biologia molecular que T T A A G G A T

O
permite replicação in vitro do DNA de forma rápida.

O
Essa técnica surgiu na década de 1980 e permitiu
d)

BO IV
T T A C G G C G
avanços científicos em todas as áreas de investigação

SC
genômica. A dupla hélice é estabilizada por ligações
de hidrogênio, duas entre as bases adenina (A) e

M S
timina (T) e três entre as bases guanina (G) e citosina
(C). Inicialmente, para que o DNA possa ser replicado, A A T G C C G C

O U
a dupla hélice precisa ser totalmente desnaturada
(desenrolada) pelo aumento da temperatura, quan-

D CL
e) C C T A G G A A
do são desfeitas as ligações de hidrogênio entre as
diferentes bases nitrogenadas.
Qual dos segmentos de DNA será o primeiro a desna-

O X
turar totalmente durante o aumento da temperatura na G G A T C C T T
reação de PCR?
N E
a) G C C T T C G
SI SO
C C G A A G C
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

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154

46
20 – Material do Professor

FUNDAMENTOS DA
BIOLOGIA 1A

ECOLOGIA

O
Aves aquáticas da ordem Ciconiiformes – que inclui garças, socós e cegonhas –

O
formam comunidades com densos ninhais de bandos mistos, nos quais os indivíduos

BO IV
se estabelecem e criam seus filhotes.

SC
• Níveis de organização
ecológicos O sucesso reprodutivo desses animais depende de diferentes fatores químicos,

M S
• Conceitos básicos da físicos e biológicos – todos intimamente relacionados entre si.
Os indivíduos dessas comunidades com-

O U
Ecologia

FABIO COLOMBINI
petem pela escolha do local da construção
• Fatores ecológicos que

D CL
influenciam o ecossistema
e matéria-prima de ninhos e pela aquisição
de alimentos.
HABILIDADES Entre os assuntos de interesse da Eco-

O X
logia (do grego oikos = casa + logos = es-
• Compreender o que são
tudo), podemos destacar os fatores que
níveis de organização
ecológica. N E
• Explicar conceitos funda-
determinam a reprodução de indivíduos na
mesma área geográfica e a influência da
SI SO
busca e do forrageamento (procura e explo-
mentais da Ecologia.
ração de recursos alimentares) no tamanho
Ninhal com colhereiros, cabeças-secas e garças.
• Citar fatores ecológicos que da população de cada espécie. Passo do Lontra, Pantanal (MS), Brasil.
influenciam os ecossiste-
EN U

mas e relacioná-los aos


impactos ambientais. NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO ECOLÓGICA
E E

Em Ecologia estudam-se as interações entre os seres vivos e o ambiente.


Nessa área do conhecimento, o ambiente é analisado como um sistema inte-
D D

grado, no qual diversos fatores bióticos e abióticos influenciam a sobrevivência dos


organismos, que interagem entre si e com o ambiente. Essas interações ocorrem em
A AL

níveis hierárquicos de escala, desde a interação de um organismo com o ambiente,


com outros indivíduos da mesma espécie, com indivíduos de outras espécies, até
de modo global de interação. Essas análises são feitas com base nos modelos de
I

distribuição, quantidade de indivíduos e características de cada ser vivo.


EM ER

Átomos
Biosfera
ST T

Moléculas
SI MA

Organelas
Organismo

Células
Ecossistemas

Tecidos

Comunidades

Órgãos

Sistemas Populações

Representação dos níveis de organização dos seres vivos, desde a organização em átomos e moléculas até
ecossistemas e biosfera. Elementos representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.

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21 – Material do Professor 155

ESPÉCIE da Argentina até o sul da Bacia Amazônica – princi-


palmente na planície pantaneira. Essas regiões têm

BIOLOGIA 1A
Não há consenso na comunidade científica quanto
à definição do termo espécie. Assim, existem muitas características paisagísticas em comum, como os pân-
acepções na literatura sobre essa palavra. É necessário, tanos (com áreas alagadas, rios e lagos), geralmente
portanto, considerar a aplicação que se deseja usar: se associados à vegetação flutuante, sendo portanto um
conceito morfológico, biológico ou evolutivo. local adequado para que a espécie consiga viver, re-
Neste módulo, adotaremos o conceito biológico de produzir-se e gerar descendentes férteis. Dessa forma,
espécie, que é o que fundamenta os estudos de Ecologia. garante-se a manutenção da população desses animais
O conceito biológico define que espécies são for- até a atualidade.
madas por membros de populações, que habitam um

OCTAVIO CAMPOS SALLES / ALAMY STOCK PHOTO


local específico, com potencial de se cruzarem natu-

O
ralmente. Porém, existem exceções nesse conceito,

O
como os organismos assexuados e cruzamentos entre

BO IV
dois indivíduos de diferentes espécies que geram hí-

SC
bridos. Os pássaros bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)

M S
e o bentivezinho-de-penacho (Myiozetetes similis), por
exemplo, apresentam semelhanças morfológicas, mas

O U
não são da mesma espécie pelo fato de serem incapa-

D CL
zes de gerar descendentes férteis.
NATURE PHOTOGRAPHERS LTD /
ALAMY STOCK PHOTO

O X
As populações de jacarés-do-pantanal (Caiman yacare) habitam o Pantanal
brasileiro, a Argentina, o Paraguai e a Bolívia.
N E COMUNIDADE
SI SO
O conjunto de populações de diferentes espécies
em certo local e época constitui uma comunidade.
Esse conceito também pode ser denominado biocine-
EN U

se ou biota. Populações de uma comunidade podem


estar ecologicamente em equilíbrio em virtude das inte-
rações com o meio abiótico – sempre em mudança – e
E E

com outras espécies, se houver disponibilidade de ali-


D D

mentos e territórios. Tais fatores garantem a regulação


MIKELANE45/DREAMSTIME.COM

dessas populações e, consequentemente, o equilíbrio


com outras populações da comunidade.
A AL

PH. FRANCESCO CICCOTTI/GETTY IMAGES


I
EM ER
ST T
SI MA

As aves bem-te-vi (Pitangus sulphuratus, acima) e bentevizinho-de-


-penacho (Myiozetetes similis, abaixo) estão presentes em grande parte
do território brasileiro.

POPULAÇÃO Parque no Quênia com diferentes populações vegetais e animais.


Uma população é constituída por um grupo de indi-
víduos da mesma espécie que geram descentes férteis ECOSSISTEMA
e que habitam a mesma área geográfica no mesmo Trata-se de um sistema formado por uma ou mais
intervalo de tempo. Por apresentarem atributos gené- comunidades que ocorrem em determinado ambiente
ticos significativos e adaptados para dar continuidade e que interagem com os fatores abióticos do ambiente
às próximas gerações, esses indivíduos formam uma (físicos ou químicos) e com os fatores bióticos (rela-
unidade evolutiva. ções ecológicas). Essas interações ecológicas geram
Um exemplo de população é a do jacaré-do-pantanal um fluxo de energia entre os seres vivos e a cicla-
(Caiman yacare), espécie presente desde certa região gem de matéria entre os ambientes biótico e abiótico.

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156 22 – Material do Professor

Esses fatores, então, promovem a manutenção da


CONCEITOS BÁSICOS
BIOLOGIA 1A

vida. Lagos, florestas, rios e desertos são exemplos


de ecossistemas. DE ECOLOGIA
PANTHER MEDIA GMBH / ALAMY STOCK PHOTO

HÁBITAT
Recebe esse nome o local onde determinada es-
pécie ou comunidade é encontrada naturalmente no
ecossistema. O hábitat é caracterizado por fatores
climáticos e físicos, pela disponibilidade de recursos
alimentares e por ser local adequado à reprodução. Ele
compõe características que determinam, definem e

O
limitam a sobrevivência de uma espécie. Os morcegos,

O
por exemplo, necessitam de ambiente úmido e com

BO IV
baixa intensidade de luz, como o interior de cavernas.

SC
M S

JUNIORS BILDARCHIV GMBH / ALAMY STOCK PHOTO


O mangue é um exemplo de ecossistema de transição, por ser um misto

O U
entre os ambientes terrestre e marinho. Nesse tipo de ecossistema, há
grande diversidade de comunidades, que interagem entre si e com fatores

D CL
físicos e químicos do ambiente.

BIOSFERA
Recebe esse nome o conjunto de todos os ecossis-

O X
temas e todas as paisagens que funcionam de maneira
N E interligada na Terra. Esse sistema ecológico complexo
compreende a produção, a decomposição e a ciclagem
SI SO
de materiais existentes no planeta que estejam em
transformação.
EN U
IXPERT/SHUTTERSTOCK

E E

O Cerrado é hábitat do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), uma espécie


endêmica da região.
D D

BIÓTOPO
Enquanto o hábitat é o espaço que determina o de-
A AL

senvolvimento de uma espécie, o biótopo se refere ao


local ocupado por uma comunidade. O Pantanal é um
exemplo de biótopo, uma vez que apresenta diversas
I
EM ER

espécies dependentes da água, do solo, da umidade,


da temperatura e de outros fatores encontrados so-
mente nesse ambiente.
ST T

FABIO COLOMBINI
SI MA

Representação da Terra feita pela Administração Nacional da Aeronáutica


e Espaço (Nasa, em inglês). Nela está representado o nível máximo de
organização ecológica do conjunto de todos os ecossistemas.

Paisagem
Em Ecologia, paisagem é a composição de ele-
mentos da natureza no espaço. Entre eles, também
está a ausência de elementos naturais, como as pai-
sagens completamente urbanas, ou seja, modificadas
pelo homem.
Neste módulo, levaremos em consideração apenas
as paisagens compostas de elementos naturais, que Garça-branca (Ardea alba) em vegetação do Pantanal, exemplo de um
são observáveis dentro de uma perspectiva. biótopo.

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23 – Material do Professor 157

NICHO ECOLÓGICO BIODIVERSIDADE

BIOLOGIA 1A
Trata-se do resultado da interação de determinada É a variedade de espécies terrestres ou marinhas
espécie com todos os fatores bióticos e abióticos do presentes na biosfera, constituintes de comunidades
ambiente que ela ocupa, de modo a designar a ela e ecossistemas. Em comunidades, são utilizados dois
um papel específico dentro daquele cenário. Tudo que termos para avaliar a diversidade de espécies:
sofre alguma alteração pela espécie é considerado • abundância – refere-se ao número de indivíduos de
nicho, incluindo as condições necessárias para sua uma espécie encontrado em um ambiente.
sobrevivência e reprodução, os hábitos alimentares, o • riqueza – diz respeito à quantidade de espécies
comportamento sexual e social, o período de acasala- encontradas em um local.
mento, entre outros fatores. Por exemplo, as regiões neotropicais (latitudes me-
De acordo com o princípio da exclusão compe- dianas) são caracterizadas pela alta riqueza de espé-

O
titiva de Georgy F. Gause (1910-1986), caso duas es- cies, tanto vegetais quanto animais. As regiões polares

O
pécies apresentem o mesmo nicho ecológico, haverá (altas e baixas latitudes), por outro lado, apresentam

BO IV
competição intensa entre elas, de maneira que apenas baixa riqueza.

SC
uma sobreviverá. A outra espécie abandonará o am- Muitos fatores estão associados a esse padrão de

M S
biente ou será eliminada. distribuição de espécies no globo. Entre eles, podemos

O U
destacar a disponibilidade de alimentos e os fatores
W K FLETCHER/ SCIENCE SOURCE/GETTY IMAGES

físicos e químicos que variam com a latitude.

D CL
Quando se trata da conservação da biodiversidade,
esse termo é comumente usado como sinônimo de
riqueza, ou seja, de quantidade de espécies. Dessa

O X
forma, se há alta biodiversidade, pode-se considerar
que há grande quantidade de espécies.
N E
FATORES ECOLÓGICOS
SI SO
A canela-de-ema-gigante

QUE INFLUENCIAM O
(Vellozia gigantea),
presente na Serra do
Cipó (MG), nasce apenas

ECOSSISTEMA
EN U

acima de 1 200 metros


de altitude. Nessa
região, as queimadas A influência dos fatores ecológicos sobre os orga-
E E

são comuns e têm


importância para o nismos vivos é regulada pelos fatores limitantes do
ambiente e pela faixa de tolerância ecológica.
D D

florescimento da planta.
Esse é o nicho para Um fator é considerado limitante quando está
o desenvolvimento
da espécie. ausente ou abaixo do mínimo necessário. Isso pode
A AL

ocorrer, ainda, quando se excede o máximo tolerável.


ECÓTONO Os fatores ecológicos podem provocar a extinção, a
É a zona de transição entre diferentes ecossiste- recolonização, a distribuição espacial e temporal das
I
EM ER

mas. Nessa área, a biodiversidade costuma ser mais espécies ou o aparecimento de novas adaptações dos
rica que nos ecossistemas do entorno, uma vez que organismos ao ambiente.
há espécies que se deslocam e interagem com ambos
os ecossistemas. FATORES ABIÓTICOS
ST T

Os ecótonos são importantes para as florestas tro- São componentes físicos ou químicos que atuam
SI MA

picais, pois neles estão as chamadas espécies endê- sobre um ambiente e infl uenciam a adaptação e a
micas, ou seja, que não ocorrem em outras regiões. sobrevivência dos seres vivos em um ecossistema,
passando tais características às próximas gerações.
EDUCATION IMAGES/UIG VIA GETTY IMAGES

A importância desses fatores varia de acordo com as


características de cada ambiente.

Luz
É responsável por todos os ciclos biológicos da Ter-
ra. Animais e plantas reagem de forma diferente aos
comprimentos de ondas e ao tempo em que perma-
necem sob ela (fotoperiodismo). A luz controla o movi-
mento dos organismos terrestres e aquáticos, os ciclos
reprodutivos, a migração e as mudanças estacionais
Ecótono entre vegetação de pequeno porte em afloramento rochoso e de penas e pelos em aves e mamíferos. É considerada
vereda, representada pela presença de buritis (Senna corifolia), em Goiás. limitante em níveis máximo e mínimo.

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158 24 – Material do Professor

Temperatura Os organismos se adaptam à pressão aumen-


BIOLOGIA 1A

Esse é um dos fatores ambientais mais limitantes de tando a superfície de absorção do oxigênio, isto é,
vida no planeta, uma vez que o metabolismo dos seres aumentando o número de glóbulos vermelhos na
vivos necessita de enzimas que podem ser desnatu- circulação sanguínea.
radas em altas temperaturas ou apresentar mau fun-
cionamento quando não estão em temperatura ótima. FATORES BIÓTICOS
Trata-se das interações ecológicas entre os orga-
Umidade
Depende basicamente da taxa de precipitação nismos vivos, sejam eles autótrofos (como os vegetais
das chuvas, dos ventos e da proximidade com mares, e alguns procariotos), sejam heterótrofos (que obtêm
rios e lagos. energia diretamente pelo consumo de outros seres vi-
vos). São exemplos de seres heterótrofos os animais, os

O
Concentração de sais minerais

O
fungos, os protozoários e grande parte dos procariotos.
Esse fator no ambiente é fundamental para os se-

BO IV
res vivos, principalmente os aquáticos, que podem ser

SC
O2 + Matéria orgânica
encontrados em locais com diferentes concentrações

M S
de sais – como águas doce, salgada e salobra.

O U
A variação nas taxas de salinidade pode influenciar Fotossíntese

na manutenção do metabolismo dos animais e resultar

D CL
Autótrofos Heterótrofos
no desequilíbrio de uma população.

Pressão Respiração

O X
Esse fator depende diretamente da altitude. A pressão
é considerada normal ao nível do mar e, à medida que
N E
aumenta a altitude, a pressão diminui paralelamente à
redução da concentração de oxigênio na atmosfera.
CO2 + H2O

Esquema simplificado de troca entre os seres autótrofos e heterótrofos.


SI SO
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

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25 – Material do Professor 159

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1A
NÍVEIS DE ORGANIZAÇÃO

Conjunto de
indivíduos espécie férteis
geram descendentes
potencialmente

O
intercruzáveis:

O
BO IV
SC
Grupo de indivíduos

M S
da mesma espécie população seu conjunto forma comunidade

O U
que vivem em um uma
mesmo local:

D CL
O X
comunidade
N E
SI SO
Ecossistema bióticos
conjunto formado por
EN U

fatores:
E E

abióticos
D D
A AL

Conjunto
I

biosfera
de todos os
EM ER

ecossistemas
ST T
SI MA

Conceitos básicos

Papel que uma espé-


Local natural onde Espaço ocupado por Região de transição
cie desempenha no
vive uma espécie: uma comunidade: entre ecossistemas:
ambiente:

hábitat nicho ecológico biótopo ecótono

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160 26 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
BIOLOGIA 1A

1. PUC-RJ – O conjunto composto pela comunidade de com o ambiente em que vivem. Estudar Biologia consiste
seres vivos de uma área e os fatores físicos com os em adquirir conhecimentos de como o mundo se organiza,
quais eles interagem é chamado desde os níveis mais simples até os mais complexos. E, as-
a) população. sim, prever e mensurar os fenômenos que podem melho-
rar a existência na Terra, e, consequentemente, garantir a
b) hábitat.
manutenção dos sistemas biológicos de forma sustentável.
c) nicho ecológico.
PANIAGO, G.L. Descubra a importância da Biologia. Disponível em:
d) ecótono. <https://www.portaleducacao.com.br>. Acesso em: mar. 2019.
e) ecossistema.
O texto faz referência à hierarquia de complexidade da or-
A alternativa A está incorreta. População é um conjunto de indiví- ganização biológica, cuja sequência correta é a seguinte:

O
duos da mesma espécie. A alternativa B está incorreta. Hábitat é o
local onde uma espécie ocorre. A alternativa C está incorreta. Nicho a) célula – tecido – órgão – sistema – organismo – popu-

O
ecológico é a função que uma espécie desempenha no ambiente. A lação – comunidade – ecossistema – biosfera

BO IV
alternativa D está incorreta. Ecótono é uma zona de transição entre
b) célula – órgão – tecido – organismo – sistema –

SC
ecossistemas.
comunidade – população – biosfera – ecossistema
2. UPF-RS (adaptada) – A imagem a seguir apresenta

M S
fatores bióticos e abióticos do ambiente em que vive c) tecido – célula – órgão – organismo – sistema –
um besouro. população – comunidade – ecossistema – biosfera

O U
d) tecido – célula – órgão – organismo – sistema –
1. temperatura
comunidade – população – biosfera – ecossistema
SWEETCRISIS/ISTOCKPHOTO.COM

D CL
8. outros 2. outros
animais besouros e) célula – tecido – órgão – organismo – sistema –
comunidade – população – biosfera – ecossistema
As demais alternativas estão incorretas porque o menor nível de

O X
organização ecológica é uma célula. Em seguida, por nível de com-
plexidade, vêm tecidos, órgãos e sistemas. Esses conjuntos formam
7. vento 3. água
um organismo. O conjunto de organismos forma uma população. Na
N E sequência temos comunidades, ecossistemas e, por fim, a biosfera,
que é a maior organização ecológica.
SI SO
5. UnB-DF (adaptada) – No filme Up, de 2009, um ven-
6. plantas 4. luz dedor de balões ergue a própria casa usando balões
5. patógenos de gás hélio e parte em uma aventura com o objetivo
Nesse ambiente, os fatores abióticos são identificados de realizar um sonho de infância: morar em um lugar
EN U

apenas pelos números paradisíaco, sobre uma montanha, com cachoeiras e


uma bela floresta tropical.
a) 3, 4, 5 e 7.
E E

b) 2, 5, 6 e 8.

DISNEY PIXAR
c) 1, 3, 4 e 7.
D D

d) 1, 2, 5, 7 e 8.
e) 1, 3, 4, 5 e 7.
A AL

Os fatores abióticos são aqueles que não estão associados às


interações ecológicas a que o besouro pode estar submetido: água,
umidade, temperatura etc.
3. Unifor-CE (adaptada) – Em um aquário com água do
I

mar foi colocada uma pedra com 19 cracas, 4 anêmo-


EM ER

nas-do-mar, 2 caramujos e 5 talos de algas verdes.


Além disso, foram colocados 6 paguros (crustáceo) e
3 estrelas-do-mar. Quantas comunidades e quantas
populações existem dentro desse aquário?
ST T

Comunidade é qualquer conjunto de organismos que coexiste no


SI MA

mesmo local e tempo, independentemente da espécie. População é


o conjunto de organismos da mesma espécie. Portanto, há 1 comu-
Ao descrever o lugar paradisíaco, o texto traz ele-
nidade e 6 populações no aquário. mentos que fazem referência a diversos tipos de am-
bientes. Cite-os e classifique-os quanto ao nível de
organização ecológica.
4. Uema
Os ambientes citados no texto são montanha, cachoeiras e floresta
Biologia é a ciência que estuda os seres vivos e explica os
fenômenos ligados à vida e à sua origem. É de extrema im-
portância para entender o funcionamento do nosso ecos- tropical. Esses ambientes podem ser classificados como ecossistemas,
sistema, que, por sua vez, se torna essencial para a sobrevi-
vência humana. A importância do conhecimento biológico por apresentarem comunidades animais e vegetais bem distintas, inte-
pode ser percebida desde a base do que compõe o planeta
Terra. Hoje, a Biologia está presente no nosso dia a dia e
ragindo de maneira complexa entre si e com fatores abióticos.
possui uma influência direta em tudo que está relaciona-
do aos seres vivos, desde os mecanismos que regulam as
atividades vitais até as relações que estabelecem entre si e

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27 – Material do Professor 161

6. Fuvest-SP (adaptada) C4-H16 c) compartilham o mesmo hábitat.

BIOLOGIA 1A
A cobra-coral (Erythrolamprus aesculapii) tem hábito d) deixam descendentes férteis.
diurno, alimenta-se de outras cobras e é terrícola; ou e) competem recursos entre si.
seja, caça e se abriga no chão. A jararaca (Bothrops
A alternativa A está incorreta, porque apresenta nichos diferentes,
jararaca) tem hábito noturno, alimenta-se de mamífe- uma vez que essas serpentes têm hábitos distintos. As alternativas
ros e é terrícola. Ambas ocorrem no Brasil, na floresta B e D estão incorretas, pois são espécies diferentes. A alternativa E
pluvial costeira. está incorreta, porque essas serpentes utilizam recursos diferentes.
Competência: Compreender interações entre organismos e ambiente,
Essas serpentes em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando co-
a) disputam o mesmo nicho ecológico. nhecimentos científicos, aspectos culturais e características individuais.
Habilidade: Compreender o papel da evolução na produção de padrões,
b) constituem uma população. processos biológicos ou na organização taxonômica dos seres vivos.

O
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

O
BO IV
SC
7. Udesc (adaptada) – Analise as proposições em relação 10. Sistema Dom Bosco – Também chamado de savana
à ecologia: brasileira, o Cerrado é caracterizado por árvores baixas,

M S
I. As populações são formadas quando vários indiví- arbustos espaçados e gramíneas, podendo ser classi-
duos da mesma espécie vivem no mesmo local e ficado como Cerradão, Cerrado típico, campo Cerrado,

O U
tempo e mantêm relação entre si. campo sujo de Cerrado ou campo limpo. Fazem parte
de sua fauna típica onças-pintadas (Panthera onca) e

D CL
II. O hábitat corresponde ao modo de vida ou ao papel
ecológico que a espécie desempenha no ecossis- tamanduás-bandeiras (Myrmecophaga tridactyla).
tema. Analisando essas duas espécies, o Cerrado pode ser
III. Comunidade ou biocenose são formadas por indiví- considerado um hábitat ou um biótopo? Justifique.

O X
duos da mesma espécie, que possuem relação de
interação entre si.
N E
IV. Ecossistema é a reunião e a interação das comu-
nidades com os fatores abióticos que atuam sobre
essas comunidades.
SI SO
Assinale a alternativa correta:
a) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.
EN U

c) Sometes as afirmativas I e IV são verdadeiras.


d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
E E

e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 11. Mack-SP (adaptada) – Há espécies de insetos, como
D D

o Aedes aegypti, com machos e fêmeas vivendo no


8. UFRGS-RS (adaptada) – Considere as seguintes afir- mesmo esconderijo, porém, com diferentes maneiras
mações sobre conceitos utilizados em ecologia. de se alimentar: a fêmea busca o sangue de outros
A AL

I. Nicho ecológico é a posição biológica ou funcional que animais, enquanto o macho se alimenta de frutas ou
um ecossistema ocupa em um determinado meio. outros vegetais adocicados. Assim, podemos afirmar
II. A zona de transição que faz limites entre dois ecos- que o macho e a fêmea
I

sistemas é chamada biótopo. a) ocupam nichos ecológicos diferentes, porém o mes-


EM ER

III. Alguns fatores abióticos que podem influenciar um mo hábitat.


ecossistema são: temperatura, umidade, luminosi- b) ocupam o mesmo nicho ecológico, porém com há-
dade e pressão. bitats diferentes.
Quais estão corretas? c) ambos ocupam o mesmo nicho ecológico e o mesmo
ST T

a) Apenas I. hábitat.
SI MA

b) Apenas III. d) ocupam nichos ecológicos diferentes e hábitats


diferentes.
c) Apenas I e II.
e) ocupam o mesmo biótopo.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III. 12. UFABC-SP – Bioma pobre, a Caatinga já perdeu 59%
de sua área. O jornal Folha de S. Paulo divulgou, em 05
9. Unicamp-SP (adaptada) – A preservação da biodi- de junho de 2008, que 59% do bioma, tão exaltado por
versidade ocupa hoje um lugar importante na agenda Euclides da Cunha e outros escritores, já está alterado.
ambiental de diversos países. Pode-se inferir que a di- Esse resultado é diferente das últimas estimativas, que
versidade de espécies apontavam uma alteração de 30%, aproximadamente.
a) diminui com a redução de emissão de gases po- Muitos estudos sobre esse ecossistema apontam para
luentes. o mesmo caminho: a biodiversidade dessa região é
b) aumenta com o aumento da latitude. elevada e segundo Washington Rocha da UEFS (Univer-
sidade Estadual de Feira de Santana) a cana-de-açúcar
c) diminui com o aumento da latitude.
e a desertificação (que poderá ser potencializada pe-
d) diminui em regiões equatoriais. las mudanças climáticas globais) são as duas maiores
e) aumenta com a urbanização. ameaças para a Caatinga atualmente.

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162 28 – Material do Professor

De acordo com o texto, pode-se afirmar que III. A espécie III não constrói teia e se esconde nas
BIOLOGIA 1A

flores à espera das vítimas.


a) a caatinga apresenta muitos seres vivos e poucas
espécies diferentes. IV. A espécie IV faz um buraco no barranco e salta sobre
a presa quando se aproxima.
b) a caatinga apresenta muitos seres vivos de espécies
diferentes. De acordo com essas informações, assinale a alterna-
c) esse estudo permite concluir que os seres vivos tiva que apresenta a conclusão correta sobre o nicho
dessa região não serão dizimados. ecológico dessas espécies de aranhas.
d) as mudanças climáticas no local são ocasionadas a) As espécies I e II possuem o mesmo nicho ecológico,
pelo excesso de cactáceas e gramíneas. enquanto as espécies III e IV também possuem o
e) o plantio de cana favorece a biodiversidade e pode mesmo nicho ecológico, porém distinto das espé-
desacelerar a desertificação do local. cies I e II.
b) As espécies I e III possuem o mesmo nicho ecológico,

O
13. Uncisal-AL (adaptada) – A figura a seguir representa enquanto as espécies II e IV também possuem o mes-

O
os nichos ecológicos de uma determinada espécie. mo nicho ecológico, porém distinto das espécies I e III.

BO IV
c) As espécies II e III possuem o mesmo nicho ecológico,

SC
enquanto as espécies I e IV também possuem o mes-
Variável ambiental 2

M S
mo nicho ecológico, porém distinto das espécies II e III.
d) As espécies I e II possuem o mesmo nicho ecológico,

O U
Espaço ambiental realizado enquanto a espécie III possui nicho ecológico distinto
da espécie IV.
Nicho fundamental

D CL
e) As espécies I, II, III e IV possuem nichos ecológi-
Nicho potencial cos distintos.
Nicho realizado
16. Famerp-SP – De acordo com alguns conceitos ecoló-

O X
Variável ambiental 1
gicos, uma cidade como São José do Rio Preto e uma
VAZQUEZ, Diego P. Reconsiderando el nicho hutchinsoniano. reserva ecológica são ecossistemas. Esta afirmação é
N E Ecol. austral, Córdoba, v. 15, n. 2, p. 149-158, dic. 2005 (adaptado)

Dadas as afirmativas:
a) incorreta, porque na cidade existem muitos seres
vivos que não interagem com a parte não viva do
SI SO
I. Nicho ecológico se refere a um conjunto de condi- ambiente.
ções e recursos que permitem uma espécie sobre- b) incorreta, porque a reserva ecológica é um ambiente
viver em um dado ambiente. natural, onde alguns seres vivos interagem com a
II. Podem existir espécies com nichos ecológicos se- parte não viva do ambiente.
EN U

melhantes. c) incorreta, porque a reserva ecológica é um ambiente


III. O nicho ecológico é mutável. artificial, onde há seres vivos que foram introduzidos
para interagir com a parte não viva do ambiente.
E E

Estão corretas
d) correta, porque nos dois locais existe uma população
a) apenas a afirmativa I. de seres vivos interagindo com a parte não viva do
D D

b) apenas a afirmativa II. ambiente.


c) as afirmativas I e II. e) correta, porque nos dois locais existe uma comunidade
A AL

de seres interagindo com a parte não viva do ambiente.


d) as afirmativas I e III.
e) todas as afirmativas. 17. UPF-RS (adaptada) – A transição da água para a terra
é talvez o evento mais dramático da evolução animal,
I

14. Unesp – Considere a afirmação: “As populações da- pois envolve a invasão de um hábitat que em muitos
EM ER

quele ambiente pertencem a diferentes espécies de aspectos é mais hostil para a vida. Os anfíbios foram
animais e vegetais”. Que conceitos estão implícitos os primeiros vertebrados a habitar a terra firme, mas
nessa frase se levarmos em consideração não a conquistaram totalmente, pois sua reprodução
a) somente o conjunto de populações? e o início do desenvolvimento continuaram a ser rea-
ST T

lizados em meio aquático. Nessa conquista da terra


SI MA

firme os anfíbios necessitaram desenvolver adaptação


para respirar, sustentar-se, mover-se e perceber sons
e odores transportados pelo ar no ambiente terrestre.
b) o conjunto de populações mais o ambiente abiótico? Cite os principais fatores ecológicos que esses ani-
mais precisaram levar em consideração para viver em
terra firme.

15. UEL-PR – Na encosta de um barranco, em uma floresta,


são encontradas quatro espécies de aranhas.
I. A espécie I faz a teia em galhos de arbustos e se
posiciona na borda da teia, esperando que algum
inseto fique preso.
II. A espécie II faz a teia suspensa e nela constrói um
tubo onde fica escondida à espera da presa.

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29 – Material do Professor 163

ESTUDO PARA O ENEM

BIOLOGIA 1A
18. Sistema Dom Bosco C8-H28 Sobre esse animal e seus hábitos, pode-se dizer que
Cientistas descobriram três novas espécies de peixes que a) as tocas são consideradas hábitats por servir de
vivem em uma das partes mais profundas do fundo da abrigo para outros seres vivos e apresentar fatores
trincheira do Atacama, no Oceano Pacífico, a uma profun- abióticos únicos no ambiente.
didade de 7500 metros. Pesquisadores ficaram surpresos
b) o tatu-canastra pode ser considerado uma comu-
com sua abundância em um ambiente tão inóspito. Tem- nidade.
porariamente denominados peixe-caracol rosa, azul e roxo
do Atacama, as criaturas até então desconhecidas têm en- c) o ato de o animal escavar pode ser parte da descrição
do seu biótopo.
tre 20 e 25 centímetros de comprimento, são translúcidas e
não têm escamas. Eles parecem ser exclusivamente adap- d) o Pantanal é um hábitat ocupado apenas por tatus-
tados às condições presentes a pouco mais de sete quilô- -canastras.

O
metros abaixo da superfície do oceano, onde os dias são e) os tatus-canastras são autótrofos e não se relacio-

O
permanentemente escuros e a temperatura da água mal nam com a comunidade do Pantanal.

BO IV
chega a dois graus Celsius. Em tais profundidades, a pres-

SC
são é tão grande que animais maiores seriam esmagados 20. Sistema Dom Bosco C8-H28
sob sua própria massa. O boto-rosa (Inia geoffrensis) habita rios, lagos, igarapés

M S
ISTOÉ. Cientistas descobrem três espécies de peixes no fundo do e várzeas da bacia Amazônica e do Orinoco. São animas

O U
Pacífico. Disponível em: <https://istoe.com.br/cientistas solitários e bastante curiosos. Grupos com dois indivíduos
-descobrem-tres-especies-de-peixes-no-fundo-do-pacifico/>. geralmente são constituídos por mãe e filhote. A gestação

D CL
Acesso em: mar. 2019. do boto-rosa dura cerca de 10-11 meses e o nascimento
dos filhotes ocorre durante o período de águas baixas na
Sobre os peixes descritos, assinale a alternativa correta.
Amazônia (maio, junho e julho) quando a concentração de
a) Juntos, constituem um nicho ecológico. peixes aumenta nos igarapés e várzeas tornando o acesso

O X
b) Juntos, constituem uma espécie. ao alimento mais fácil. O tempo de geração dessa espécie
c) A região em que vivem não pode ser considerada é relativamente longo, a maturidade sexual das fêmeas é
N E
hábitat.
d) Como não interagem com fatores abióticos, não for-
atingida por volta dos seis anos de vida e o intervalo entre
sucessivas crias é de aproximadamente três anos. Há rela-
SI SO
mam um ecossistema. tos do uso desse animal como isca para a pesca da Piraca-
e) Temperatura, luminosidade e pressão são fatores tinga (Calophisus macropterus).
limitantes para eles. HOLLATZ, Claudia. Diversidade molecular do boto-rosa (Inia
Geoffrensis) da Amazônia brasileira e do boto-cinza marinho (Sotalia
EN U

19. Sistema Dom Bosco C8-H28 Guianensis) da baía de Sepetiba e Paraty. Tese de Doutorado. Depto.
Biologia Geral Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Fe-
Tatus-canastras (Priodontes maximus) são verdadeiros“En-
deral de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, 2010. Disponível em:
genheiros de ecossistema”, afirmam pesquisadores que
E E

<http://www.pggenetica.icb.ufmg.br/defesas/73D.PDF>. Acesso
descobriram que suas tocas servem como hábitat e abrigo em: mar. 2019.
para outras espécies. O projeto ‘Tatu-Canastra’, feito no
D D

Pantanal, durou dois anos e foi liderado pelo Instituto de Pode-se dizer que informações sobre o boto-cor-de-
Pesquisas Ecológicas (IPÊ) e pelo Royal Zoological Society -rosa se referem
A AL

da Escócia. O estudo pretende entender mais sobre esses a) ao seu hábitat, somente.
animais, que gastam 75% de seu tempo no subsolo em b) ao seu nicho ecológico.
tocas escavadas por suas impressionantes garras.
c) à comunidade a que o animal pertence.
I

BBC Brasil. Tatu-canastra: o engenheiro do ecossistema.


d) ao ecossistema a que o animal pertence.
EM ER

Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/videos_e_


fotos/2013/10/131029_tatu_canastra_an>. Acesso em: mar. 2019. e) ao ecótono existente na região.
ST T
SI MA

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164 30 – Material do Professor

47
FLUXO DE MATÉRIA E
BIOLOGIA 1A

ENERGIA ENTRE OS
SERES VIVOS

O
Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Agricultura do Centro Nacional

O
de Pesquisa da Vida Selvagem de Utah, Estados Unidos, identificou que os cães

BO IV
domésticos podem ser uma das maiores ameaças para algumas espécies selvagens.

SC
• Níveis tróficos
Os cientistas acompanharam populações de antílopes (Saiga tatarica) ameaçados

M S
• Cadeia alimentar
de extinção na Mongólia e descobriram que esses animais eram perseguidos por
• Teia alimentar

O U
cães. Ao tentar fugir de seus predadores naturais, os antílopes eram separados da
• Pirâmides ecológicas manada e atacados.

D CL
Em outro estudo, feito em 2017, foi constatada a extinção de pelo menos 11
HABILIDADES
espécies selvagens em todo o mundo em decorrência da predação por cães.
• Classificar os seres vivos Entre elas, uma ave do Havaí (Porzana sandwichensis) e um lagarto da Polinésia

O X
de uma cadeia alimentar (Tachygyia microlepis).
de acordo com seu nível
Em virtude do histórico de domesticação de cães selvagens, a população desses
trófico. N E
• Compreender as relações
animais cresceu em paralelo à população humana. Entretanto, uma grande quan-
tidade de cães é abandonada, e eles acabam se refugiando em florestas, onde
SI SO
ecológicas dentro de uma
caçam animais selvagens para sobreviver. Isso automaticamente reduz a população
cadeia e de uma teia
das presas, interferindo diretamente na cadeia alimentar local e, assim, todo o
alimentar.
ecossistema se desequilibra.
• Compreender o fluxo de
EN U

energia e de matéria nos

JIMKRUGER/ISTOCKPHOTO.COM
níveis tróficos.
E E

• Identificar e analisar os
principais tipos de
D D

pirâmide ecológica.
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

Cão doméstico carregando um faisão morto.

NÍVEIS TRÓFICOS
Os seres vivos têm sucesso reprodutivo e adaptativo ao ambiente quando
conseguem obter a energia necessária para realizar essas e outras atividades
essenciais. O fluxo de energia entre os seres vivos só é possível graças às
relações tróficas (throfes = nutrição) existentes entre os organismos viventes.

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31 – Material do Professor 165

No primeiro nível trófico, estão os produtores, seres autótrofos capazes de


realizar fotossíntese (fotoautótrofos), representados por plantas, algas e algumas

BIOLOGIA 1A
bactérias, além de bactérias quimiossintetizantes (quimioautótrofas). Os produtores
são caracterizados por produzirem o próprio alimento e serem a base da cadeia ali-
mentar, uma vez que parte da energia produzida por eles é consumida pelos seres
vivos dos demais níveis tróficos.
Os consumidores incluem todos os organismos que não são capazes de
produzir o próprio alimento, conhecidos como heterótrofos. Eles são classifi-
cados como consumidores primários – aqueles que se alimentam diretamente
dos produtores e, por isso, são herbívoros e estão no segundo nível trófico –;
consumidores secundários – alimentam-se dos herbívoros e, assim, são car-

O
nívoros e ocupam o terceiro nível trófico; e, por fim, em alguns ecossistemas

O
há também os consumidores terciários ou quaternários – que se alimentam

BO IV
de consumidores secundários e terciários, respectivamente, determinando os

SC
níveis tróficos seguintes.

M S
Os seres humanos são classificados como onívoros (omni = todos; coletivo) por
consumir uma ampla variedade de alimentos, desde aqueles do nível dos produtores

O U
(vegetais) até os alimentos dos consumidores (herbívoros e carnívoros). A ausência de
especialização nos hábitos alimentares é uma estratégia adaptativa para a sobre-

D CL
vivência em alguns ambientes.
Os decompositores utilizam matéria orgânica proveniente de animais mortos e
excretas. Posteriormente, os nutrientes que resultam dos processos metabólicos

O X
dos decompositores retornam à cadeia trófica. Esses organismos são classificados
N E
em saprotróficos e necrófagos e são representados por fungos e bactérias.

CADEIA ALIMENTAR
SI SO
Trata-se de uma sequência de relações tróficas entre os organismos na qual
ocorre a transferência de energia e matéria entre produtores, consumidores e
EN U

decompositores. À medida que a energia é transferida de um nível trófico para


o outro, parte da energia inicial é consumida nos processos vitais dos organis-
E E

mos. Dessa maneira, não há reaproveitamento integral da energia liberada, de


modo que ela é transferida de maneira unidirecional. Por outro lado, a matéria
D D

pode ser reciclada e retornar à cadeia de forma cíclica. As relações entre os


organismos que compõem uma comunidade terrestre são exemplificadas pelo
A AL

esquema a seguir.
OCS_12/ISTOCKPHOTO.COM; FRANKHILDEBRAND/ISTOCKPHOTO.COM; FUTUREIMA-
GE/ISTOCKPHOTO.COM; GLOBALIP/ISTOCKPHOTO.COM; ITHINKSKY/ISTOCKPHOTO.
COM; LOVE_LIFE/ISTOCKPHOTO.COM
I
EM ER

Consumidores
Primário Secundário
ST T
SI MA

Produtor Terciário

Quaternário

Decompositores

Esquema de relações tróficas entre os seres vivos em uma cadeia alimentar. As setas indicam o sentido do fluxo
de energia entre eles. Elementos representados fora da escala de tamanho.

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166 32 – Material do Professor

TEIA ALIMENTAR Todavia, o número de organismos que compõem a


BIOLOGIA 1A

base da pirâmide pode ser menor, embora eles acu-


Representa o conjunto de cadeias alimentares de mulem muita energia. Isso ocorre quando o produtor
um ecossistema, nas quais os organismos podem ocu- é de grande porte, como uma árvore. Dessa maneira,
par diferentes níveis tróficos. Por exemplo, um consu- o gráfico pode apresentar formato invertido.
midor secundário em uma cadeia alimentar pode ser
terciário em outra, estabelecendo relações variadas e,
consequentemente, participando de cadeias com um
500 piolhos
nível de organização mais complexo, as quais formam
teias alimentares. Assim como nas cadeias alimenta-
4 macacos
res, as setas na figura a seguir representam o sentido
do fluxo de energia.

O
1 árvore

O
BO IV
VECTON/SHUTTERSTOCK

SC
Pirâmide de números invertida.
onça-parda

M S
lobo gato

O U
PIRÂMIDE DE BIOMASSA
Trata-se de um gráfico que representa a quantidade

D CL
guaxinim lagarto águia coelho fuinha de matéria orgânica em cada unidade ecológica, nível
trófi co, indivíduo, população ou ecossistema. Para
calcular a biomassa, utiliza-se o peso seco, uma vez

O X
que a porcentagem de água é bastante variável entre
N E rato
pássaro
rã borboleta esquilo cervo
indivíduos. A unidade que estabelece a relação entre
massa e área é dada em kg/km2 ou g/m2. As pirâmides
de biomassa geralmente apresentam a base maior e
SI SO
o ápice menor.
Observe no esquema a complexidade de uma teia alimentar. Elementos
representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.
EN U

pássaros

PIRÂMIDES ECOLÓGICAS gafanhotos


E E
D D

São gráficos em forma de pirâmide ou de retângulos capins


sobrepostos que representam os níveis tróficos de
uma cadeia alimentar, apresentando o produtor na base
A AL

e os consumidores nos demais níveis. As pirâmides Pirâmide de biomassa direta.

ecológicas representam quantitativamente o fluxo de


energia, o número de organismos e a matéria existente No entanto, a pirâmide de biomassa pode estar
I
EM ER

em uma cadeia alimentar. Elas podem ser de números, invertida no caso de ambientes aquáticos:
biomassa ou energia.
fitoplânctons → zooplânctons → sardinhas
PIRÂMIDE DE NÚMEROS
ST T

Representa a quantidade de indivíduos que cons-


SI MA

tituem cada nível trófico da cadeia alimentar em um Isso acontece porque a biomassa dos produtores
intervalo de tempo, geralmente com a base maior que é compensada pela alta taxa de reprodução desses
o ápice. Uma cadeia formada por 20 mil capins, 10 organismos. Dessa forma, toda a cadeia alimentar é
vacas e 1 onça, por exemplo, pode ser representada sustentada, e a biomassa tende a se acumular nos
esquematicamente da seguinte maneira: níveis mais elevados.

1 onça sardinhas

10 vacas zooplânctons

20 mil capins fitoplânctons

Pirâmide de números direta. Pirâmide de biomassa invertida.

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33 – Material do Professor 167

PIRÂMIDE DE ENERGIA PRODUTIVIDADE NA CADEIA

BIOLOGIA 1A
Trata-se de um gráfico que representa a quantidade ALIMENTAR
de energia em cada nível trófico por unidade de área
A energia armazenada no alimento produzido pelos
ou volume e por tempo. Dessa forma, a pirâmide de
energia jamais estará invertida, porque indica os níveis seres autótrofos é correspondente à produtividade
de aproveitamento ou produtividade biológica da cadeia primária bruta (PPB). Parte dela é usada na respiração
alimentar, e essa relação diminui a cada nível trófico. das plantas; o restante é disponibilizado aos consumi-
Por isso, as pirâmides de energia são mais utilizadas dores primários. Essa energia é denominada produti-
do que as pirâmides de biomassa e de números. vidade primária líquida (PPL) e pode ser calculada
da seguinte maneira:
- energia

O
carnívoros maiores

sentido do fluxo de energia


6 kcal/m2/ano

O
PPL = PPB – respiração

BO IV
carnívoros menores

SC
67 kcal/m2/ano

M S
herbívoros
1 478 kcal/m2/ano Tanto a PPB quanto a PPL são medidas em

O U
kcal/m 2 /ano. Ao considerarmos os demais níveis
produtores
tróficos em uma cadeia alimentar, a absorção e a

D CL
8 833 kcal/m2/ano
+ energia
perda de energia acontecem de forma semelhante,
Pirâmide de energia. de modo que a energia é perdida ao longo dela.

O X
N E
LEITURA COMPLEMENTAR
Acúmulo de resíduo industrial na cadeia alimen- no topo apresentam maior quantidade dessa substância
SI SO
tar pode extinguir populações de orcas nos próxi- acumulada no corpo.
mos 30 ou 40 anos Há estudos mostrando que o PCB provoca anomalias no
Em 2018 um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos, sistema reprodutivo dos animais, como constatado em
EN U

do Canadá, da Inglaterra, da Islândia e da Dinamarca ursos-polares. Segundo a equipe de pesquisadores, exis-


publicou um artigo na revista Science indicando que mais tem populações que apresentam maior risco de colapso,
da metade das populações de orcas de todo o mundo se entre elas a população de orcas da costa brasileira, do
E E

encontra demasiadamente afetada por uma substância estreito de Gibraltar, do nordeste do oceano Pacífico e
D D

chamada PCB (bifenilo policlorado). Essa substância é da região do Reino Unido. Estudos ainda indicam que
conhecida no Brasil como Ascarel e apresenta derivados as populações dessas locais foram reduzidas à metade
devido ao uso do PCB entre 1930 e 1980. Foram realizadas
A AL

de petróleo em sua composição. O PCB foi empregado


em grande quantidade na indústria, sendo utilizado na simulações matemáticas que apontam que, nos próximos
fabricação de fluidos elétricos, hidráulicos, tintas e ade- 30 ou 40 anos, as populações dessas regiões mais afetadas
I

sivos. No Brasil, o PCB deixou de ser utilizado desde a estarão extintas.


EM ER

década de 1980, mas era algo altamente consumido nas VEIGA, Edison. O resíduo industrial que se tornou um dos principais ‘as-
indústrias desde os anos 1970 em vários países. sassinos’ das orcas. BBC Brasil, 27 set. 2018. Disponível em: <https://www.
bbc.com/portuguese/geral-45657051>. Acesso em: mar. 2019. (Adaptado)
O grupo de pesquisadores avaliou 350 orcas (Orcinus orca)
ST T

JONMCCORMACKPHOTO/ISTOCKPHOTO.COM

e constatou que várias populações desses animais, que são


SI MA

predadoras de topo e se alimentam de atuns, tubarões e


outros mamíferos marinhos, se encontram em risco de
colapso. O PCB é descartado no ambiente marinho e é
assimilado pelo fitoplâncton, que é produtor na cadeia
alimentar marinha. Os zooplânctons se alimentam desses
seres e ingerem doses do PCB. Peixes de pequeno porte se
alimentam dos zooplânctons, que também ingerem mais
doses da substância. Peixes de porte maior se alimen-
tam dos pequenos, e assim sucessivamente, até as orcas
consumirem algum animal que apresente altas doses de
PCB. Em outras palavras, o PCB acumula-se ao longo
da cadeia, de maneira que os animais que se encontram Orca (Orcinus orca) no Porto de Vancouver, Canadá.

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168 34 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
BIOLOGIA 1A

FLUXO DE MATÉRIA E ENERGIA ENTRE OS SERES VIVOS

NÍVEIS TRÓFICOS

Produtores Modo de alimentação: autótrofos

O
O
Processos de produção de alimento: fotossíntese e quimiossíntese

BO IV
SC
M S
Consumidores Modo de alimentação: heterótrofos

O U
D CL
Primários: herbívoros

O X
Secundários, terciários e quaternários: carnívoros ou onívoros

N E
Decompositores heterótrofos que se alimentam de organismos mortos
SI SO
CADEIA ALIMENTAR
EN U

Sequência de níveis tróficos com transferência de energia e matéria


E E
D D

Teia alimentar: conjunto de cadeias alimentares de um ecossistema.


A AL

PIRÂMIDE ECOLÓGICA
I
EM ER

Números Representa a quantidade de indivíduos em cada nível trófico.


ST T

Direta: base maior


SI MA

Inversa: base menor

Biomassa Representa a quantidade de matéria orgânica em cada nível trófico.

Pode ser inversa em ambientes aquáticos

Energia Representa a quantidade de energia em cada nível trófico.

Sempre será pirâmide direta

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35 – Material do Professor 169

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

BIOLOGIA 1A
1. Fasa-RS (adaptada) – Observe a imagem a seguir: a) taxa de energia obtida a partir da alimentação dos
consumidores primários heterotróficos.
b) disponibilidade decrescente de energia presente em
cada nível trófico da teia alimentar.
LUKAVES/ISTOCKPHOTO.COM

c) energia contida nas moléculas orgânicas sintetizadas


pelo metabolismo heterotrófico.
d) taxa de energia luminosa transformada pelos orga-
nismos autotróficos da base da teia alimentar.
e) energia capturada pelos organismos autotróficos,
menos seus gastos energéticos metabólicos.

O
A produtividade primária bruta é a quantidade de energia produzida pelos

O
seres autótrofos. A energia decai à medida que passa aos demais níveis

BO IV
tróficos, o que remete às alternativas A e B. A alternativa C se refere à base
de toda energia. E a alternativa E se refere à produtividade primária líquida.

SC
5. Unitins-TO – Em um ecossistema aquático, um fungo,

M S
uma piranha adulta e uma alga podem desempenhar,
respectivamente, os papéis de

O U
a) decompositor, consumidor primário e produtor primário.

D CL
b) decompositor, produtor primário e consumidor.
Nessa cadeia alimentar, o organismo que apresenta o c) consumidor primário, consumidor primário e de-
maior nível de energia acumulada é (são) compositor.
a) camundongo. c) cobra. d) produtor, consumidor primário e decompositor.

O X
b) fungos. d) gramínea. e) decompositor, consumidor secundário e produtor.
N E
Os organismos autótrofos produtores apresentam mais energia acu-
mulada. Portanto, são as gramíneas.
2. IFRS – Os níveis tróficos de um ecossistema podem
Fungos são decompositores, piranhas são carnívoras (consumidoras
secundárias), e as algas são produtoras, por serem autótrofas.
6. Unesp (adaptada) C4-H14
SI SO
ser representados por meio de retângulos superpos- Em alguns estados dos Estados Unidos, a doença de Lyme
tos, que formam as pirâmides ecológicas. A base das é um problema de saúde pública. Cerca de 30 mil casos são
pirâmides de biomassa e de energia corresponde ao notificados por ano. A doença é causada pela bactéria Bor-
nível trófico dos relia burgdorferi, transmitida ao homem por carrapatos que
EN U

a) decompositores. parasitam veados. Porém, um estudo de 2012 descobriu que a


incidência da doença de Lyme nas últimas décadas não coin-
b) consumidores primários.
cidiu com a abundância de veados, mas com um declínio na
E E

c) produtores. população de raposas-vermelhas, que comem camundon-


d) simbiontes.
D D

gos-de-patas-brancas, uma espécie oportunista que prospera


e) consumidores secundários. com a fragmentação de florestas devido à ocupação humana.
A base das pirâmides de biomassa e energia sempre será de produ- Scientific American Brasil, dezembro de 2013. Adaptado.
A AL

tores, pois estes têm mais energia. Geralmente apresentam também


mais biomassa, exceto quando se trata de ecossistemas aquáticos.
Com base nessas informações, relacione o declínio de
raposas-vermelhas com doença de Lyme e o aumento
3. UFRGS-RS – Analise o quadro abaixo, que representa da população de camundongos-de-pata-branca.
I

os componentes de uma cadeia alimentar aquática e


EM ER

outra terrestre. O carrapato transmissor da doença de Lyme é parasita de veados e de

Ecossistema aquático aguapé caramujo peixe garça camundongos-de-pata-branca. Com a fragmentação de florestas pela
ST T

Ecossistema terrestre milho rato cobra gavião ocupação humana, aumenta a população de camundongos, o que, asso-
SI MA

Cite os níveis tróficos de cada organismo.


ciado ao declínio do seu predador natural, a raposa-vermelha, provoca o
O milho e o aguapé ocupam o primeiro nível trófico (produtores); o ca-
aumento da incidência de Lyme entre os humanos.
ramujo e o rato, o segundo (consumidores primários); o peixe e a cobra,
Competência: Compreender interações entre organismos e ambiente,
o terceiro (consumidores secundários); e a garça e o gavião, o quarto
em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhe-
(consumidores terciários).
cimentos científicos, aspectos culturais e características individuais.

4. FGV – A produtividade primária abastece todas as


cadeias alimentares de um ecossistema, sendo dire- Habilidade: Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos
tamente dependente de fatores ambientais abióticos
relacionados, principalmente, à disponibilidade de água organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações
e luz. A produtividade primária bruta em um ecossiste-
ma, durante certo período, é essencialmente a com o ambiente, sexualidade, entre outros.

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170 36 – Material do Professor

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
BIOLOGIA 1A

7. Uece – As pirâmides ecológicas, que podem ser de Quantos níveis tróficos existem nessa teia? E quantas
números, de biomassa e de energia, são bons mode- cadeias?
los para análise de cadeias alimentares. Sobre esses
modelos, é correto afirmar que
a) a cada nível trófico, a energia do nível anterior é ob-
tida em maior quantidade.
b) a pirâmide de energia representa o número total de
indivíduos de uma cadeia alimentar.
c) a quantidade de energia em cada nível trófico é cal-

O
culada multiplicando-se o número de indivíduos pela
sua massa.

O
BO IV
d) a pirâmide de energia não pode ser expressa na for-
ma invertida.

SC
11. Fuvest-SP – Nas margens de um rio, verificava‐se a se-

M S
8. Uerj – Considere dois ecossistemas, um terrestre e guinte cadeia trófica: o capim ali presente servia de ali-
outro marinho. Em cada um deles, é possível identificar mento para gafanhotos, que, por sua vez, eram predados

O U
o nível trófico em que se encontra a maior quantidade por passarinhos, cuja espécie só ocorria naquele ambiente
de biomassa por unidade de área, em um determinado e tinha exclusivamente os gafanhotos como alimento;

D CL
período. tais passarinhos eram predados por gaviões da região.
Para o ecossistema terrestre e para o marinho, esses A lama tóxica que vazou de uma empresa mineradora
níveis tróficos correspondem, respectivamente, a: matou quase totalmente o capim ali existente. É corre-

O X
a) produtores – produtores. to afirmar que, em seguida, o consumidor secundário

N E
b) consumidores primários – produtores.
c) produtores – consumidores primários.
a) teve sua população reduzida como consequência
direta do aumento da biomassa no primeiro nível
trófico da cadeia.
SI SO
d) consumidores primários – consumidores primários. b) teve sua população reduzida como consequência indire-
ta da diminuição da biomassa no primeiro nível trófico.
9. Fuvest-SP – Recentemente, pesquisadores descobri- c) não teve sua população afetada, pois o efeito da lama
ram, no Brasil, uma larva de mosca que se alimenta das tóxica se deu sobre o primeiro nível trófico da cadeia
EN U

presas capturadas por uma planta carnívora chamada e não sobre o segundo.
drósera. Essa planta, além do nitrogênio do solo, apro- d) não teve sua população afetada, pois a lama tóxica
veita o nitrogênio proveniente das presas para a sínte- não teve efeito direto sobre ele, mas sim sobre um
E E

se proteica; já a síntese de carboidratos ocorre como nível trófico inferior.


nas demais plantas. As larvas da mosca, por sua vez,
D D

e) teve sua população aumentada como consequência


alimentam-se dessas mesmas presas para obtenção da
direta do aumento da biomassa no segundo nível
energia necessária a seus processos vitais.
trófico da cadeia.
A AL

Com base nessas informações, é correto afirmar que


a drósera 12. Unicamp-SP – Altas concentrações de metais pesados
foram encontradas nas águas de inúmeras bacias hidro-
a) e a larva da mosca são heterotróficas; a larva da
gráficas brasileiras. Esses poluentes podem rapidamente
I

mosca é um decompositor.
EM ER

se acumular em seres vivos. Por exemplo, peixes podem


b) e a larva da mosca são autotróficas; a drósera é um absorver metais pesados da água e pela ingestão de
produtor. alimentos, retendo-os em seu tecido muscular.
(Adaptado de Daniel P. de Lima e outros, Contaminação por me-
c) é heterotrófica e a larva da mosca é autotrófica; a
ST T

tais pesados em peixes e água da bacia do rio Cassiporé, Estado do


larva da mosca é um consumidor.
Amapá, Brasil. Acta Amazonica, Manaus, 45, pp. 405-414, 2015.)
SI MA

d) é autotrófica e a larva da mosca é autotrófica; a larva


Assinale a alternativa correta.
da mosca é um decompositor.
a) Metais pesados, como o urânio, são encontrados em
e) é autotrófica e a larva da mosca é heterotrófica; a maiores concentrações em herbívoros longevos ou
drósera é um produtor. do meio da teia alimentar, como tartarugas marinhas
e peixes de fundo de rio.
10. UFRGS-RS (adaptada) – Observe o diagrama abaixo, b) Metais pesados, como o mercúrio, são encontrados em
que representa uma teia alimentar. maiores concentrações em carnívoros do meio da teia
alimentar, como aves de rapina e peixes predatórios.
rato coruja c) Metais pesados, como o ferro, são encontrados em
maiores concentrações em herbívoros e carnívoros
cervo do topo da teia alimentar, como aves de rapina e
planta peixes predatórios.
lagarta
cobra d) Metais pesados, como o chumbo, são encontrados
em maiores concentrações em predadores longevos
pássaro ou do topo da teia alimentar, como aves de rapina e
peixes predatórios.

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 170 06/06/2019 12:19


37 – Material do Professor 171

13. PUC-RS – Produtividade é o termo dado à capacidade que No gráfico, as linhas

BIOLOGIA 1A
alguns seres vivos têm de converter a energia luminosa a) 2, 3 e 4 representam, respectivamente, a população
assimilada na fotossíntese em biomassa. Considere as de insetos, a população das aves e a população de
informações a seguir sobre os fluxos de energia e matéria. seu predador.
I. A produtividade primária bruta (PPB) corresponde à b) 1, 3 e 4 representam, respectivamente, a população
quantidade total de energia luminosa convertida em das aves, os grãos produzidos pela agricultura e a
biomassa por um ser vivo. população de insetos.
II. A produtividade primária líquida (PPL) corresponde à c) 2, 3 e 4 representam, respectivamente, os grãos
energia que estará à disposição do nível trófico se- produzidos pela agricultura, a população do predador
guinte, somada à energia derivada da fotossíntese. das aves e a população das aves.
III. Os produtores podem ser tanto fotossintetizantes d) 1, 2 e 3 representam, respectivamente, os grãos
quanto quimiossintetizantes. produzidos pela agricultura, a população de insetos

O
Estão corretas as afirmativas e a população das aves.

O
a) I e II, apenas. c) II e III, apenas. e) 1, 2 e 3 representam, respectivamente, os grãos

BO IV
produzidos pela agricultura, a população das aves e
b) I e III, apenas. d) I, II e III.

SC
a população de seu predador.

M S
14. Fuvest-SP (adaptada) – Considere o fluxo de energia 16. UEM-PR – A exploração da palmeira-juçara (Euterpe
na biosfera em que A representa a energia captada edulis) para extração de palmito representa um pro-

O U
pelos produtores, B representa a energia liberada (per- blema para a conservação da Mata Atlântica. Ricos em
dida) pelos seres vivos e C representa a energia retida nutrientes, os frutos dessa palmeira são importantes

D CL
(incorporada) pelos seres vivos. para a manutenção da biodiversidade, pois mamíferos,
Relacione os tipos de energia presentes em A, B e C como as cutias, e aves, como os tucanos, alimentam-
entre si. -se deles. Esses animais também são dispersores de

O X
sementes de outras espécies da floresta. Considerando
essas informações e conceitos ecológicos, assinale o
N E que for correto.
01) A palmeira-juçara pertence ao primeiro nível trófico
da teia alimentar da floresta.
SI SO
02) Os mamíferos e as aves mencionadas são consu-
midores primários.
04) Cutias e tucanos são animais herbívoros parasitas da
EN U

palmeira-juçara e das outras espécies de plantas.


08) A palmeira-juçara e as outras espécies de plantas
15. Unesp – Em uma área, as aves de uma certa espécie
possuem uma relação de competição com os ani-
E E

alimentavam-se dos insetos que atacavam uma plantação. mais dispersores de sementes.
As aves também consumiam cerca de 10% da produção
16) Os mamíferos e as aves ocupam o mesmo hábitat
D D

de grãos dessa lavoura. Para evitar tal perda, o proprietário


e, por isso, possuem o mesmo nicho ecológico.
obteve autorização para a caça às aves (momento A) em
sua área de plantio, mas o resultado, ao longo do tempo,
17. Unesp (adaptada) – Considere a notícia sobre o contro-
A AL

foi uma queda na produção de grãos. A caça às aves foi


le biológico de pragas adotado pela prefeitura de Paris
proibida (momento B) e a produção de grãos aumentou
e as pirâmides ecológicas apresentadas logo a seguir.
a partir de então, mas não chegou aos níveis anteriores.
Ao longo de todo esse processo, a população do único Para combater parasitas que têm consumido a vege-
I
EM ER

predador natural dessas aves também foi afetada. tação de Paris, a prefeitura distribuiu aos moradores
40 000 larvas de joaninhas, predador natural desses
No gráfico estão representados os momentos A e B e as
organismos e que pode substituir pesticidas.
linhas representam a variação das populações de aves,
de insetos que atacam a plantação e de predadores das (Veja, 05.04.2017. Adaptado.)
ST T

aves, bem como a produção de grãos, ao longo do tempo.


3
SI MA

3 3

2 2 2
1
1 1
III
tamanho da população

I II
1

Cite, respectivamente, qual é a pirâmide de biomas-


sa, a pirâmide de energia e a barra que representa as
joaninhas.

2
3

4
0
A B tempo (anos)

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 171 06/06/2019 12:19


172 38 – Material do Professor

ESTUDO PARA O ENEM


BIOLOGIA 1A

18. Enem C4-H14 Ciclo de vida de um inseto parasitoide de lagartas


(B) O ovo eclode
Suponha que um pesticida lipossolúvel que se acumula

ENEM 2014
e a larva do parasi-
no organismo após ser ingerido tenha sido utilizado toide se desenvolve
durante anos na região do Pantanal, ambiente que dentro da lagarta.
tem uma de suas cadeias alimentares representadas
no esquema:

plâncton → pulga-d’água → lambari → piranha → tuiuiú

Um pesquisador avaliou a concentração do pesticida


(A) Na fase

O
nos tecidos de lambaris da região e obteve um resul- adulta, após
(C) A larva torna-se
tado de 6,1 partes por milhão (ppm). Qual será o re- pupa, levando

O
a cópula, a
sultado compatível com a concentração do pesticida o hospedeiro à

BO IV
fêmea procura
morte.
(em ppm) nos tecidos dos outros componentes da ca- seu hospedeiro

SC
deia alimentar? e põe um ou (D) O parasitoide, após a metamor-

M S
mais ovos fose, cava um túnel nos tecidos do
dentro de seu hospedeiro e emerge como adulto.

O U
a) corpo
plâncton pulga-d’água piranha tuiuiú

D CL
15,1 10,3 4,3 1,2 A forma larval do parasitoide assume qual papel nessa
cadeia alimentar?
b) plâncton pulga-d’água piranha tuiuiú
a) Consumidor primário, pois ataca diretamente uma
espécie herbívora.

O X
6,1 6,1 6,1 6,1
b) Consumidor secundário, pois se alimenta diretamen-
c)
N E
plâncton

2,1
pulga-d’água

4,3
piranha

10,4
tuiuiú

14,3
te dos tecidos da lagarta.
c) Organismo heterótrofo de primeira ordem, pois se
alimenta do pólen na fase adulta.
SI SO
d) plâncton pulga-d’água piranha tuiuiú d) Organismo heterótrofo de segunda ordem, pois apre-
senta o maior nível energético na cadeia.
2,1 3,9 4,1 2,3 e) Decompositor, pois se alimenta de tecidos do interior
EN U

do corpo da lagarta e a leva à morte.


e) plâncton pulga-d’água piranha tuiuiú
20. Enem C4-H14
8,8 5,8 5,3 9,6
E E

Estudos de fluxo de energia em ecossistemas demons-


tram que a alta produtividade nos manguezais está di-
D D

retamente relacionada às taxas de produção primária


19. Enem C4-H14 líquida e à rápida reciclagem dos nutrientes. Como
exemplo de seres vivos encontrados nesse ambiente,
A AL

Os parasitoides (misto de parasitas e predadores)


temos: aves, caranguejos, insetos, peixes e algas.
são insetos diminutos que têm hábitos muito pecu-
liares: suas larvas podem se desenvolver dentro do Dos grupos de seres vivos citados, os que contribuem
corpo de outros organismos, como mostra a figura. diretamente para a manutenção dessa produtividade
I
EM ER

A forma adulta se alimenta de pólen e açúcares. Em no referido ecossistema são


geral, cada parasitoide ataca hospedeiros de deter- a) aves. d) insetos.
minada espécie e, por isso, esses organismos vêm
sendo amplamente usados para o controle biológico b) algas. e) caranguejos.
ST T

de pragas agrícolas. c) peixes.


SI MA

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39 – Material do Professor 173

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS
48

BIOLOGIA 1A
DA ÁGUA E DO CARBONO

O
Em 2018, um pesquisador da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, criou

O
um aparelho com a capacidade de retirar a água existente no ar do deserto, absorver

BO IV
dióxido de carbono (CO2) e armazenar gases que podem ser utilizados como combus-

SC
• Ciclo da água
tível, necessitando apenas de luminosidade solar para funcionar. O aparelho consiste

M S
• Ciclo do carbono
em duas caixas que captam a umidade do ar durante a noite: uma interna (que atrai

O U
moléculas de água) e outra externa (que as armazena). A eficiência do equipamento se HABILIDADES
deve principalmente à tecnologia da química reticular, por meio da qual as estruturas • Compreender os ciclos da

D CL
metalorgânicas (do inglês Metal Organic Frameworks, MOF) – conjuntos de molé- água e do carbono.
culas em que cadeias de átomos de carbono se unem por meio de íons metálicos • Explicar os processos
– são modificadas, tornando-se porosas. Os poros de MOF atraem e armazenam as físicos que ocorrem com a

O X
moléculas de água do ar, sem utilizar altas temperaturas ou eletricidade. água e com o carbono nos
O teste foi realizado no deserto do Arizona, Estados Unidos, e funcionou da ciclos biogeoquímicos.
N E
seguinte maneira: à noite, a caixa ficava aberta, retendo a umidade do ar; durante o
dia, era fechada, fazendo com que as moléculas de água se condensassem. A água
• Entender a importância
da água e do carbono para
SI SO
armazenada pode ser utilizada para consumo, visto que as propriedades do aparelho os seres vivos e para
não interferem na composição dela. o ambiente.
Criações como

DAVID GALLAHER/DREAMSTIME
EN U

essas podem contri-


buir para a melhoria
da vida de popula-
E E

ções que residem


D D

em áreas com gran-


de escassez de
água, além de pro-
A AL

mover o uso desse


recurso de maneira
I

sustentável, sem in-


EM ER

terferências tão inva-


sivas em seu ciclo.

Novas técnicas possibilitam a


ST T

coleta de água no deserto.


SI MA

CICLO DA ÁGUA
A água é a substância mais abundante em nosso planeta e representa mais de
70% da superfície terrestre. Aproximadamente 97% da água está nos oceanos, e
cerca de 2,5% são próprios para o consumo, presentes por rios, lagos, reservatórios
subterrâneos e geleiras.
De acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA), a presença da água em
solo brasileiro é mais abundante na região Norte (68,5%), onde há menor densi-
dade populacional. Na região Sudeste, por outro lado, a água tem se tornado mais
limitada com o passar dos anos, principalmente em decorrência da ação antrópica,
que tem poluído nascentes, rios e lagos. No Brasil, a maior parte da água doce está
armazenada em aquíferos subterrâneos, como o Aquífero Guarani, o maior aquífero
brasileiro e um dos maiores do mundo.

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174 40 – Material do Professor

O ciclo da água pode ser estudado avaliando apenas PEQUENO CICLO DA ÁGUA OU CICLO
BIOLOGIA 1A

fatores abióticos – como pequeno ciclo ou ciclo curto


CURTO
da água; ou avaliando também os fatores bióticos (se-
A água de rios, lagos, oceanos e geleiras sofre eva-
res vivos) – como grande ciclo ou ciclo longo da água.
poração, tornando-se vapor de água, que, por convec-
Mapa hidrogeoquímico do Aquífero Guarani ção, sobe e, ao se encontrar com as camadas mais
50° O frias da atmosfera, dá origem às nuvens, por meio da
condensação. Pode ocorrer também a sublimação
OCEANO
ATLÂNTICO
no momento que o vapor de água é transformado em
Equador neve em regiões de altitudes elevadas. Por fim, ocorre
a precipitação, em que a água volta à superfície como
chuva, neve ou granizo.

O
O
BO IV
ARIAFLAYA/ISTOCK
SC
M S
Precipitação

O U
Condensação

D CL
Trópico de Capricórnio

O X
Evaporação
NO

O
N E
N
NE

L
0
Escala aproximada
1: 57 000 000
570 1140 km
SI SO
SO SE
S Cada cm = 570 km

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


EN U

USO DE ÁGUA NO BRASIL


Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU),
a demanda de água deve aumentar ainda mais nas
E E

próximas décadas. Sabe-se que atualmente cerca de


D D

70% do consumo global de água cabe à agricultura, Representação esquemática do ciclo curto da água. Elementos
representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia
e estima-se que haja um aumento de demanda ainda
A AL

maior nas próximas décadas na indústria e nos setores


de produção de energia.
Estima-se ainda que, de cada 100 litros de água GRANDE CICLO DA ÁGUA OU CICLO
I

tratada no Brasil, somente 63 sejam efetivamente con- LONGO


EM ER

sumidos e que os 37 restantes sejam perdidos. As No ciclo longo, a água é retirada do meio e utiliza-
perdas ocorrem em razão de diversos fatores, como da nos processos biológicos específicos até que seja
vazamentos, instalações irregulares, falta de medição devolvida ao ambiente, por meio da respiração, da
ST T

ou medição incorreta e roubos. transpiração e da excreção (urina e fezes). Os animais


SI MA

eliminam determinada quantidade de vapor de água, ou


Consumo de água no Brasil
mesmo de água líquida, enquanto as plantas eliminam
1% água pela transpiração das folhas. A decomposição
– realizada por algumas bactérias, por protozoários e
7%
9% pelos fungos – também libera água para o ambien-
te, que, com a água de lagos, rios e oceanos, sofre
11%
Agricultura condensação nas camadas mais altas da atmosfera
Consumo animal
por meio de convecção e forma as nuvens. A água é
Consumo urbano
72% Indústria
precipitada em forma de chuva, neve ou granizo e
Consumo rural infiltra-se no solo. Na superfície, a água é consumida
pelos seres vivos na forma líquida ou nos alimentos,
que a armazenam em grandes quantidades. A água
também se acumula na superfície, formando os lençóis
freáticos, os quais dão origem às nascentes de rios,
Fonte: Agência Nacional de Águas (ANA), 2012. que deságuam nos oceanos.

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41 – Material do Professor 175

Em lugares frios, Precipitação

BIOLOGIA 1A
a água sofre
solidificação,
formando Condensação do vapor e
geleiras formação de nuvens

Infiltração da Evaporação
água no solo
Oceano
Lençol freático

O
O
BO IV
Águas subterrâneas
fluem até os oceanos Decomposição

SC
da matéria

M S
orgânica

O U
D CL
Transpiração de plantas e animais

O X
Esquema do ciclo completo da água. Elementos representados fora da escala de tamanho.
N E
Cores fantasia.
SI SO
CICLO DO CARBONO
O carbono é um elemento

NORMAALS/ISTOCK
Ciclo do carbono
químico essencial para os seres
EN U

vivos, uma vez que é comum à


grande maioria dos compostos 
E E

orgânicos, como as proteínas, os


D D

carboidratos, os lipídeos e os áci- raios de sol


dos nucleicos. Também é compo- emissões de
matéria poluentes
nente fundamental dos compostos trocas gasosas
A AL

orgânica
minerais (carbonatos) e dos de-
pósitos orgânicos, que originam o respiração
petróleo, o carvão e o gás natural.
I

vegetal
combustão
EM ER

A crosta terrestre, os mares e a fotossíntese


atmosfera representam locais de respiração
grandes concentrações de carbono animal

na natureza. Dessa forma, o ciclo


ST T

decomposição
dos organismos
do carbono restitui e transporta

SI MA

esse elemento no meio ambiente. fitoplâncton


O carbono atmosférico está pre-  
sente principalmente na forma de
com

CO2. Esta molécula é utilizada por bu
s
fós tíveis
seres autótrofos, como as plantas, sei
s for
os fitoplânctons, as cianobactérias e m açã
o roc
as algas no sequestro ou na fixação ho to s
sa en
de carbono da fotossíntese, dando dim
se
origem à matéria orgânica. Parte do
carbono presente na matéria orgâni-
ca também é devolvida à atmosfera
(por meio da respiração)e à super-
fície (pela decomposição da maté-
ria orgânica, que é convertida em Esquema do ciclo do carbono. Elementos representados fora da escala de tamanho. Cores
detritos no solo). A decomposição fantasia.

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176 42 – Material do Professor

da matéria orgânica no solo é importante porque, dadas as condições ambientais


BIOLOGIA 1A

específicas, leva à formação de combustíveis fósseis.


A queima de combustíveis fósseis e as queimadas em florestas têm sido os
principais responsáveis pelo aumento da concentração de CO2 na atmosfera, o que
leva ao desequilíbrio do ciclo do carbono. Esse aumento se dá principalmente pelo
aumento da disponibilidade de CO2 na atmosfera sem que haja, no entanto, seques-
tro dessa molécula para a fotossíntese. Além disso, o aumento do desmatamento
contribui para agravar a situação, porque as plantas realizam fotossíntese e retiram
moléculas de CO2 do ambiente, mantendo o ciclo estável. Sem as plantas, a taxa de
captação de carbono é reduzida, o que leva ao desequilíbrio de seu ciclo.

O
O
LEITURA COMPLEMENTAR

BO IV
Cientistas projetam aumento das emissões glo- Os pesquisadores perceberam, entretanto, uma tendência

SC
bais de CO2 para 2018. crescente de mudança de fonte energética. Em 19 países

M S
As emissões globais de carbono devem crescer quase 3% as emissões caíram de 2008 a 2017 e as economias cresce-

O U
em 2018, segundo projeções de pesquisadores do Global ram. Este resultado foi encontrado em Aruba, Barbados,
Carbon Project. O estudo aponta que as emissões de to- República Tcheca, Dinamarca, França, Groenlândia, Is-

D CL
das as atividades humanas podem atingir até o fim deste lândia, Irlanda, Malta, Holanda, Romênia, Eslováquia,
ano o volume de 41,5 bilhões de toneladas, sendo que Eslovênia, Suécia, Suíça, Trinidad e Tobago, Reino Unido,
37,1 bilhões de toneladas são emitidas pela queima de EUA e Uzbequistão.

O X
combustíveis fósseis.
A coordenadora da pesquisa, Corinne Le Quéré, dire-
N E
No ano passado, o crescimento registrado em relação a
2016 foi de 1,6%. O aumento deste ano encerra um ciclo
tora do Centro Tyndall de Pesquisa sobre Mudanças
Climáticas e professora de Ciência e Política de Mu-
SI SO
de crescimentos abaixo de 2%, observados de 2014 a 2016.
danças Climáticas da universidade britânica de East
A constatação foi divulgada durante a Conferência das
Anglia, alerta que as emissões de CO 2 precisam di-
Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na Polônia,
em maio de 2018. minuir em 20% até 2030 e zerar por volta de 2075 para
EN U

que seja alcançada a meta do Acordo de Paris de lim-


Para este ano, os cientistas avaliam que a concentração
itar o aquecimento global até 2 ºC.
de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera pode chegar a
E E

407 partes por milhão (ppm) em média, o que representa Se considerar a meta mais ousada de 1,5 ºC, a pesquisa-
D D

um aumento de 2,3 ppm em relação ao ano passado. O dora sugere que as emissões devem diminuir pela metade
volume está 45% acima dos níveis pré-industriais, segun- até 2030 e serem eliminadas até 2050.
do o estudo.
A AL

“Estamos vendo um forte crescimento das emissões


O aumento é considerado o maior da história e foi impul- globais de CO2 novamente. O pico nas emissões globais
sionado pelo uso de carvão por dois anos seguidos. O uso de CO2 ainda não está à vista, mas as tendências de ener-
I

de carvão como combustível teve alta histórica em 2013 gia estão mudando rapidamente. Este ano, vimos como
EM ER

e, nos últimos anos, tem sido substituído por gás, energia as alterações climáticas podem ampliar os impactos das
eólica e solar em alguns países.
ondas de calor em todo o mundo. Os incêndios florestais
Apesar do crescimento médio anual de 15% do uso de na Califórnia são apenas um exemplo dos impactos cres-
ST T

energia renovável no mundo, a pesquisa mostra que o centes que enfrentamos se não reduzirmos as emissões
aumento no consumo de energia que emite carbono ainda
SI MA

rapidamente”, comentou Corinne.


é superior às iniciativas de descarbonização. O levanta-
AGÊNCIA BRASIL. Cientistas projetam aumento das emissões globais de
mento detectou aumento das emissões do transporte e que
CO2 para 2018. <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-12/
o uso de petróleo está crescendo na maioria das regiões, cientistas-projetam-aumento-das-emissoes-globais-de-co2-para-2018>.
incluindo Estados Unidos e a Europa. Acesso em: abr. 2019.

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43 – Material do Professor 177

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1A
CICLO DA ÁGUA

Pequeno ciclo ou ciclo curto da água

Avalia fatores: abióticos

O
O
BO IV
SC
Forma nuvens por: condensação

M S
O U
Retorna ao ambiente por: precipitação

D CL
Grande ciclo ou ciclo longo da água

O X
N E Avalia fatores: abióticos e bióticos
SI SO
Animais eliminam água por: respiração, transpiração e excreção
EN U

Plantas eliminam água por: respiração


E E
D D

bactérias e fungos eliminam água decomposição


A AL

durante o processo de
I

CICLO DO CARBONO
EM ER
ST T

CO2 é utilizado por seres autótrofos na fotossíntese


SI MA

Matéria orgânica é consumida pelos seres heterótrofos


como fonte de energia.

Animais liberam CO2 por respiração

Liberação de CO2 por decomposição que origina combustí-


veis fósseis.

Combustão restitui CO2 à atmosfera

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178 44 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
BIOLOGIA 1A

1. Uece (adaptada) – O ciclo da água é essencial para a IV. Os animais, através da respiração, retiram da atmos-
conservação da natureza e da vida no planeta, corres- fera parte do carbono assimilado, na forma de CO2.
pondendo a uma sucessão de fases percorridas pela Está correto o que se afirma somente em
água, passando pela atmosfera e pela terra. Sobre o
referido ciclo, marque a alternativa correta. a) II e IV.
a) Não é afetado por interferências antrópicas. b) I e III.
b) A principal fonte de evaporação é a oceânica. c) I e IV.
c) Afeta somente as águas superficiais. d) II e III.
A afirmativa I está incorreta, porque a molécula é devolvida ao ambiente
d) A evaporação é maior nas regiões frias e desérticas. pela respiração. A afirmativa IV está incorreta, porque é por meio da

O
e) As águas subterrâneas não são contabilizadas por respiração que os animais provocam o aumento da concentração de
não estarem disponíveis. CO2 na atmosfera.

O
5. PUC-RJ – Cientistas brasileiros e ingleses publicaram

BO IV
A alternativa A está incorreta, porque as ações humanas alteram o
ambiente e, consequentemente, os ciclos biogeoquímicos. A alternativa recentemente os resultados de uma pesquisa que

SC
C está incorreta, porque afeta toda a água da Terra, desde os lençóis mostra que a perda de carbono na Amazônia brasileira

M S
freáticos até os oceanos. A alternativa D está incorreta, porque como é 40% maior do que se sabia. De acordo com essa
os desertos apresentam temperaturas elevadas, a evaporação é maior
nessas regiões. pesquisa, a perda de carbono não se restringe apenas

O U
ao desmatamento da Amazônia, mas também ao corte
2. PUC-RJ (adaptada) – Cientistas do mundo inteiro pes- seletivo, aos efeitos de borda e à queima da vegetação

D CL
quisam processos que tenham eficiência em sequestrar de sub-bosque. Com relação ao ciclo do carbono e ao
o carbono no solo, para evitar que esse elemento seja papel desempenhado pelas florestas nesse processo,
liberado na atmosfera. Explique o que é o sequestro considere as afirmações abaixo:
de carbono.

O X
I. As florestas armazenam carbono na forma de açúcar.
A fixação ou o sequestro do carbono consiste na absorção do carbono II. Todo o carbono da Terra está armazenado nos orga-
N E
atmosférico pelas plantas e por outros organismos autotróficos e na sua
nismos fotossintetizantes.
III. Florestas tropicais representam uma das principais
áreas de fixação de carbono.
SI SO
transformação em substâncias orgânicas por meio da fotossíntese. IV. O gás carbônico é lançado no ambiente pela decom-
posição e combustão e é retirado pela respiração e
fotossíntese.
EN U

É correto o que se afirma em


a) somente I e II. d) somente II, III e IV.
3. UEM-PR – Considere o texto a seguir: “No ciclo da
E E

água ocorrem mudanças de estado. A água no estado b) somente I e III. e) somente III e IV.
líquido, quando sofre um aquecimento ou uma ação c) somente I, II e III.
D D

do vento, . A evaporação é a passagem A afirmativa II está incorreta, porque o carbono é armazenado princi-
lenta de um líquido para vapor, isto é, uma vaporização palmente na atmosfera na forma de CO2, além de estar presente nos
combustíveis fósseis. A afirmativa IV está incorreta, porque a respiração
lenta. Ela ocorre a diversas temperaturas, mas sem-
A AL

devolve CO2 para o ambiente.


pre do ambiente. O vapor-d’água, que é
menos denso que o ar, , ficando sujeito a 6. Sistema Dom Bosco C3-H19
novas condições de pressão e de temperatura”. Assinale O ciclo da água pode ser analisado como ciclo curto ou ci-
I

a alternativa que apresenta a sequência correta de pala- clo longo. Compare e cite as diferenças entre esses ciclos.
EM ER

vras que preenchem as lacunas do texto apresentado.


O ciclo curto da água avalia apenas os fatores abióticos, como a mu-
a) sobe por convecção – cede calor – condensa
b) condensa – retira calor – evapora dança de estado físico da água. O ciclo longo avalia tanto os fatores
ST T

c) sobe por convecção – retira calor – evapora


d) condensa – cede calor – sobe por convecção abióticos quanto os fatores bióticos, como a transpiração e a respiração
SI MA

e) evapora – retira calor – sobe por convecção


A água evapora. Esse processo ocorre retirando calor do ambiente; o dos seres vivos que liberam vapor de água.
vapor de água sobe por convecção e então é precipitado.
Competência: Associar intervenções que resultam em degradação
4. Uece – Considerando o ciclo do carbono, analise as
seguintes afirmações:
ou conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instru-
I. O dióxido de carbono na atmosfera é absorvido pelas
plantas, sendo o carbono contido em sua molécula
devolvido à atmosfera pelo processo de fotossín- mentos ou ações científico-tecnológicos.
tese.
II. Os animais comem vegetais, decompõem seus açú- Habilidade: Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou
cares e liberam carbono na atmosfera, nos oceanos
e no solo. do fluxo de energia para a vida, ou da ação de agentes ou fenômenos
III. Plantas e animais são decompostos pela ação
de microrganismos que devolvem carbono ao que podem causar alterações nesses processos.
meio ambiente.

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45 – Material do Professor 179

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

BIOLOGIA 1A
7. Fuvest-SP – Considere a situação hipotética de lan- 10. UCS-RS (adaptada) – Os átomos dos elementos quí-
çamento, em um ecossistema, de uma determinada micos são assimilados e transferidos continuamente
quantidade de gás carbônico, com marcação radioa- entre os organismos e o ambiente, e a ciclagem desses
tiva no carbono. Com o passar do tempo, esse gás elementos é denominada ciclo biogeoquímico. Consi-
se dispersaria pelo ambiente e seria incorporado por dere o ciclo biogeoquímico do carbono representado
seres vivos. na figura abaixo.
Considere as seguintes moléculas:
I CO2
I. Moléculas de glicose sintetizadas pelos produtores.
II
II. Moléculas de gás carbônico produzidas pelos con-

O
sumidores a partir da oxidação da glicose sintetizada
pelos produtores. Carboidrato Animal

O
Planta
herbívoro

BO IV
III. Moléculas de amido produzidas como substância de
III
reserva das plantas.

SC
IV. Moléculas orgânicas sintetizadas pelos decompo-

M S
sitores.
Fungos e

O U
Carbono radioativo poderia ser encontrado nas molé- Bactérias
culas descritas em 

D CL
a) I, apenas.
Cite os processos que o ocorrem em I, II e III, respec-
b) I e II, apenas.
tivamente.
c) I, II e III, apenas.

O X
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
N E
8. Famerp-SP – Durante o ciclo hidrológico ocorrem diver-
SI SO
sas mudanças de estado físico da água. Um exemplo de
estado denominado sublimação ocorre quando
a) o vapor de água em elevadas altitudes transforma-
-se em neve.
EN U

b) as gotículas de água transformam-se em cristais de


11. Unesp – O consumo mundial de água subiu cerca de
gelo no interior das nuvens.
seis vezes nas últimas cinco décadas. O Dia Mundial da
E E

c) as gotículas de água presentes nas nuvens transfor- Água, em 22 de março, encontra o líquido sinônimo de
mam-se em gotas de chuva. vida numa encruzilhada: a exploração excessiva reduz os
D D

d) o vapor de água em baixas altitudes transforma-se estoques disponíveis a olhos vistos, mas o homem ainda
em neblina. reluta em adotar medidas que garantam sua preservação.
e) o vapor de água em baixas altitudes transforma-se
A AL

Além da redução do consumo, uma medida que, a mé-


em orvalho.
dio e a longo prazo, contribuirá para a preservação dos
estoques e a conservação da qualidade da água para
9. Facisb-SP – Comparada aos continentes, oceanos e consumo humano é
I

calotas polares, a atmosfera é o compartimento da


EM ER

biosfera com menor volume de água disponível. Po- a) a construção de barragens ao longo de rios poluídos,
rém, considerando o ciclo da água, é a principal via impedindo que as águas contaminadas alcancem os
de transferência para os demais compartimentos do reservatórios naturais.
planeta. Sobre o ciclo da água, é correto afirmar que b) o incentivo à perfuração de poços artesianos nas
ST T

a) a água subterrânea se forma em rochas profundas residências urbanas, diminuindo o impacto sobre os
estoques de água nos reservatórios.
SI MA

e abastece o lençol freático, córregos e represas,


tornando-se assim disponível para o consumo hu- c) a recomposição da mata nas margens dos rios e
mano e para a atmosfera. nas áreas de nascente, garantindo o aporte de água
b) as queimadas e a respiração dos seres vivos são res- para as represas.
ponsáveis pelo consumo de grande parte da água con- d) o incentivo à construção de fossas sépticas nos do-
tinental e atmosférica disponível nos ecossistemas. micílios urbanos, diminuindo a quantidade de esgo-
tos coletados que precisam ser tratados.
c) a evapotranspiração dos vegetais aumenta a umi-
dade das massas de ar que passam por regiões de e) canalização das águas das nascentes e seu redirecio-
floresta, contribuindo para o regime de chuvas de namento para represas, impedindo que sejam poluí-
outras regiões. das em decorrência da atividade humana no entorno.
d) a água utilizada na síntese de substâncias e incorpo-
rada aos tecidos animais torna-se permanentemente 12. UFGD-MS – Leia o texto a seguir.
indisponível para reposição na atmosfera. Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, for-
e) o desmatamento de uma grande área florestal oca- mados por massas de ar carregadas de vapor de água,
siona aumento nos níveis de umidade dessa região, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos
pois a água deixa de ser consumida pelos vegetais pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em
antes presentes no local. cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia

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180 46 – Material do Professor

Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Bra- Cite os processos envolvidos na retirada da água do
BIOLOGIA 1A

sil. Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias solo pela planta e como ela retorna à atmosfera através
como uma frente fria vinda do Sul, por exemplo, se trans- desse ser vivo.
forma em chuva. É essa ação de transporte de enormes
quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que
recebe o nome de rios voadores – um termo que descre-
ve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno
real que tem um impacto significante em nossas vidas. A
floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela
puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo
oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos.
Disponível em: <http://riosvoadores.com.br/o-projeto/

O
fenomeno-dos-rios-voadores>. Acesso em: mar. 2019.

O
Demonstrada a importância da Floresta Amazônica para

BO IV
a regulação climática do Brasil, considere as afirmações

SC
a seguir.

M S
I. O solo pobre em nutrientes sob a Floresta Amazôni- 15. FCM-PB – Atualmente, existe uma preocupação com
ca impossibilita que esta atue como uma importante o meio ambiente, o aquecimento global e a busca de

O U
fonte de estoque de carbono. desenvolvimento sustentável nas agendas políticas da
II. O avanço da pecuária e a diminuição das áreas flores- maioria das nações, um dos maiores obstáculos ao de-

D CL
tais influenciam negativamente sobre o sequestro senvolvimento sustentável nos países industrializados
de carbono, uma vez que há a diminuição de seres é o uso do petróleo como principal fonte energética.
fotossintetizantes. Vários países, incluindo o Brasil, têm buscado novas

O X
III. Os serviços ambientais prestados pelas florestas alternativas energéticas. A maior parte da matriz ener-
tropicais garantem uma melhor qualidade de vida gética brasileira (mais de 60%) provém de combustíveis
N E
no planeta.
IV. Além dos produtos extraídos diretamente das flo-
restas, estas apresentam valores de uso indireto
fósseis, sendo o petróleo a principal fonte de energia.
Relacione a utilização dos combustíveis fósseis ao ciclo
SI SO
do carbono e avalie as afirmações a seguir:
tais como controle contra as cheias, manutenção
dos ciclos da água e armazenamento de carbono. I. No ciclo do carbono, o gás carbônico é captado pelos
organismos fotossintetizantes e seus átomos são
V. A conversão das florestas implica redução dos ser-
utilizados na síntese de moléculas orgânicas.
viços de polinização, mas isso não influencia no su-
EN U

cesso das colheitas de monoculturas. II. O carbono constituinte da biomassa, pode ser trans-
ferido aos animais herbívoros ou ser restituído ao
Está correto apenas o que se afirma em ambiente na forma de CO2, com a morte do organis-
E E

a) I, II e III. c) I, II, III, IV e V. e) II, III, IV e V. mo produtor e a degradação pelos decompositores.


b) I, III e IV. d) II, III e IV. III. O carbono captado na fotossíntese, passa de um
D D

nível trófico para outro e retorna para a atmosfera,


13. UFRN – Em cada momento, uma grande parte do carbo- como resultado da fotossíntese dos próprios orga-
nismos e dos decompositores.
A AL

no que compõe o corpo de todos os seres vivos já esteve


antes na atmosfera, e a ela volta na forma de dióxido de IV. A utilização de combustíveis fósseis, tem restituído a
carbono (CO2). Durante o ciclo do carbono na natureza, atmosfera, na forma de CO2, átomos de carbono que
um dos processos que garantem o retorno do carbono ficaram fora de circulação durante milhões de anos.
I

desses organismos para o ambiente abiótico é a V. A queima de combustíveis fósseis aumentou a con-
EM ER

a) oxidação de nutrientes durante a respiração celular. centração de gás carbônico na atmosfera; o aumento
do teor de CO2 está diminuindo a temperatura média
b) formação de moléculas complexas, como a glicose.
da Terra.
c) combinação desse elemento com o hidrogênio do ar.
ST T

Está(ão) correta(s) as afirmativas


d) ligação com átomos de nitrogênio para formar proteínas.
a) I e III.
SI MA

e) ligação com átomos de oxigênio.


b) II e IV.
14. Unesp (adaptada) – As plantas apresentam um pa- c) apenas III.
pel importante no ciclo da água, conforme o esquema d) I, IV e V.
simplificado a seguir:
e) I, II e V.

16. Urca-CE – O ciclo hidrológico natural do Cariri é po-


tencializado pela presença da Chapada do Araripe. Sa-
bemos que a água de chuva percorre três caminhos:
a evaporação, a infiltração e o escoamento superficial.
O fenômeno da urbanização tem se dado num ritmo
muito rápido, principalmente nas cidades do Crajubar –
Crato, Juazeiro e Barbalha. Pesquisas comprovam que
em áreas urbanas, a densidade de construções verticais
interfere no volume de água de chuva que percorre cada
um dos caminhos citados.

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47 – Material do Professor 181

TRAJETÓRIA DA ÁGUA PLUVIAL EM UMA CADEIA HIPOTÉTICA:

BIOLOGIA 1A
URBANIZAÇÃO EVAPORAÇÃO INFILTRAÇÃO ESCOAMENTO
Não verticalizada 4% 50% 10%
Verticalidade baixa 38% 42% 20%
Verticalidade média 35% 35% 30%
Verticalidade alta 30% 15% 55%

A tabela acima apresenta situações diversas quanto ao grau de verticalização e aos


caminhos da água de chuva em uma cidade hipotética. Tomando como base o exemplo

O
da cidade, e com base na tabela, identifique a assertiva correta.

O
a) Na área de verticalidade alta, tem-se a impermeabilização e a compactação do solo,

BO IV
por isso temos um escoamento superior a evaporação e infiltração.

SC
b) A temperatura se eleva com o aumento da verticalidade, uma vez que a radiação

M S
solar é mais intensa, por isso, nas áreas onde a verticalização é ausente, chove
mais e infiltra-se mais.

O U
c) A cidade de Juazeiro do Norte, por ser a mais urbanizada, e mesmo tendo a menor
população relativa, se encaixa perfeitamente nos indicadores da verticalização alta

D CL
da cidade hipotética.
d) A evaporação e infiltração na área de verticalidade média apresenta variação se-
melhante à da verticalidade baixa, no entanto a infiltração durante o dia na área de
verticalidade média é superior, pois a irradiação será mais elevada nessa área do

O X
que na área de verticalidade baixa.

N E
e) As áreas de verticalidade alta, por apresentar uma elevada evaporação, e um alto
escoamento, estarão menos susceptíveis a enchentes.
SI SO
17. Fuvest-SP (adaptada) – Uma pesquisa publicada na Revista Nature em 2010 demons-
trou que a quantidade de fitoplânctons nos oceanos reduziu cerca de 1% ao ano no
último século. Explique como a redução de fitoplânctons pode afetar o ciclo do carbono.
EN U
E E
D D
A AL

ESTUDO PARA O ENEM


I
EM ER

18. Enem C3-H9


ácido sulfúrico (H2SO4)
ácido nítrico (HNO3)
ST T
SI MA

vapor de água
queda de particulas e nuvens
(“precipitação seca”) neve ácida
chuva ácida
emissão de dióxido
de enxofre e óxido
de azoto
neblina
ácida
condensação água do
da água degelo
ácida
desaparecimento da
vida aquática lixiviação ácida
precipitação
seca toxicidade
pelo alumínio
danos na vegetação

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182 48 – Material do Professor

No esquema, o problema atmosférico relacionado ao em vapor de água que se condensa, formando uma gota
BIOLOGIA 1A

ciclo da água acentuou-se após as revoluções indus- de água, que se precipita em forma de chuva ou neve,
triais. Uma consequência direta desse problema está na por exemplo. A Floresta Amazônica tem como principal
a) redução da flora. fonte natural de núcleo de condensação de nuvens a sua
b) elevação das marés. vegetação, em que nuvens mais altas são carregadas por
ventos intensos, exportando gotículas contidas em seu
c) erosão das encostas.
interior para regiões bastante distantes de sua origem.
d) laterização dos solos. As chuvas de nuvens menos elevadas devolvem à flo-
e) fragmentação das rochas. resta seus núcleos de condensação e aerossóis, isto é,
praticamente no mesmo lugar em que foram formadas.
19. Enem (adaptada) C3-H10 Com a chegada dos seres humanos à Amazônia, os ci-
No ciclo do carbono, a atmosfera, os oceanos e diversos clos biogeoquímicos têm se modificado devido emissões

O
processos permitem a transferência desse elemento de poluentes na atmosfera, tornando mais difícil a for-

O
entre esses reservatórios. Dentre eles, existem recur- mação de nuvens.

BO IV
sos não renováveis, como o petróleo, que apresenta

SC
Disponível em: <https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/enem/
grande valor econômico. Entretanto é importante subs- prova-amarelaquestao-6.htm>. Acesso em: mar. 2019.

M S
titui-lo por fontes renováveis.
O ciclo hidrológico da Amazônia depende essencial-
A utilização de combustíveis fósseis interfere no ciclo

O U
mente
do carbono, pois
a) da produção de CO2 através da respiração das ár-

D CL
a) aumenta a porcentagem de carbono presente na vores.
Terra.
b) da transpiração do seres vivos e liberação de aeros-
b) reduz a taxa de fotossíntese dos vegetais superiores. sóis que possam atuar como núcleos de condensa-

O X
c) aumenta a produção de carboidratos. ção das nuvens.
d) aumenta a quantidade de carbono na atmosfera. c) das queimadas, capazes de produzirem gotículas de
N E
e) reduz a quantidade de carbono nos oceanos em es-
cala global.
água que formarão a chuva.
d) das nuvens de maior altitude, que trazem para a flo-
SI SO
resta vapor de água que foram formadas em regiões
20. Enem (adaptada) C3-H9 distantes.
As nuvens são formadas por vapor de água e por um nú- e) da intervenção humana, por alterarem a atmosfera
cleo de condensação. Basicamente, esse núcleo consiste da região.
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

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49 – Material do Professor 183

49
CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

BIOLOGIA 1A
DO OXIGÊNIO, DO CÁLCIO
E DO FÓSFORO

O
No final de 2018, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa, em

O
inglês) analisou o território total do buraco da camada de ozônio e constatou que ele

BO IV
tem aproximadamente 23 milhões de km2 – valor equivalente ao território total da

SC
• Ciclo do oxigênio
América do Norte. Durante a pesquisa, os cientistas identificaram que a quantidade

M S
• Ciclo do cálcio
de ozônio ao redor da Terra diminuiu em apenas 2%. Isso significa que houve menor
emissão de gases capazes de destruir a camada protetora de raios ultravioleta (UV) • Ciclo do fósforo

O U
de nosso planeta.
A Nasa, entretanto, afirmou que a redução das emissões não se deve aos es- HABILIDADES

D CL
forços humanos de conservação, mas às mudanças climáticas. A expectativa é que • Compreender os ciclos do
somente em 2070 a redução das emissões de gases no planeta retornará aos níveis oxigênio, do cálcio e do
encontrados em 1980. fósforo.

O X
Suspeita-se de que na China ainda exista o uso dos clorofluorcarbonetos (CFCs), • Apresentar os processos
N E
produzidos com base na espuma de isolamento térmico de poliuretano. Como é de
conhecimento dos cientistas há vários anos, tais compostos impactam negativa-
mente a camada de ozônio.
físicos do oxigênio, do cál-
cio e do fósforo nos ciclos
biogeoquímicos.
SI SO
Para que esse mecanismo de proteção do planeta se recupere, é necessário • Entender a importância do
aplicar ações que revertam a situação o quanto antes. Do contrário, além do aumento oxigênio, do cálcio e do
da incidência de raios UV na Terra, os quais são nocivos à vida, há o desequilíbrio do fósforo para os seres vivos
EN U

ciclo do oxigênio no planeta – processo que interfere diretamente em outros ciclos e para o ambiente.
biogeoquímicos.
E E

DA-KUK/GETTY IMAGES
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

Representação da camada
de ozônio (em alaranjado).

CICLO DO OXIGÊNIO
O oxigênio é encontrado em maior quantidade na atmosfera, proveniente da
fotossíntese realizada por algas e plantas. Por meio da respiração, plantas e animais
utilizam o O2 e transformam-no metabolicamente em água (H2O) e dióxido de carbo-
no (CO2). Portanto, os produtos dessa reação química são devolvidos ao ambiente
pela transpiração, excreção e respiração dos seres vivos. Assim, o ciclo é reiniciado.
Na atmosfera, o O2 é convertido em ozônio (O3) por ação dos raios UV que incidem
na Terra, formando uma barreira protetora contra eles.

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184
BIOLOGIA 1A 50 – Material do Professor

O2 atmosférico
CO2 atmosférico
H2O (vapor)
Fotossíntese

Condensação (chuva)
Respiração

Transpiração Transpiração
animal Assimilação pelos vegetal
herbívoros
Utilização por
plantas e

O
animais

O
BO IV
H2O (líquida)

SC
Absorção Morte e
decomposição Transpiração

M S
do solo
Microrganismos

O U
decompositores

D CL
Fotossíntese e respiração fazem parte do ciclo do oxigênio. Elementos representados fora da escala de
tamanho. Cores fantasia.

O X
CICLO DO CÁLCIO
N E O cálcio é fundamental para os seres vivos, porque atua como ativador de enzimas.
Nas plantas, esse elemento está em maior concentração na membrana, na região da
SI SO
lamela média (envolvida no processo de divisão celular). Nos vertebrados, o cálcio está
mais concentrado nos ossos, compondo o esqueleto. No entanto, também se faz presen-
te nos músculos de vertebrados e invertebrados, participando da contração muscular e
EN U

dos processos metabólicos, como coagulação sanguínea e atividades neuromusculares.


Os sais de cálcio são encontrados principalmente no formato de carbonatos
(CO322) e fosfatos (PO432) nas rochas calcárias, as quais sofrem intemperismo por
E E

ação de agentes climáticos. A erosão das rochas leva os sais para o solo, que são
D D

carregados pela chuva até rios e mares.


Nos oceanos, o cálcio é assimilado pelos animais, por isso está presente na
formação das estruturas calcárias. Após a morte desses organismos, ele se acu-
A AL

mula no fundo dos oceanos em virtude da decomposição estrutural. Ocorre, assim,


a formação de rochas calcárias, que se afloram em razão do movimento da crosta
I

terrestre. Dessa forma, o ciclo se reinicia.


EM ER
ST T

exposição de
ismo dos compostos de cál
SI MA

rocha calcária mper cio


inte

dobramento plantas consumidas


geológico pelos animais
água
ra a
pa

lo
so
ao decomposição de plantas
par
e animais mortos

sedimentos em
oceanos e lagos

esqueletos

Esquema ilustrativo do ciclo do cálcio. Elementos representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.

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51 – Material do Professor 185

CICLO DO FÓSFORO

BIOLOGIA 1A
O fósforo apresenta funções essenciais nos organismos, por formar o ácido
desoxirribonucleico, o ácido ribonucleico (DNA e RNA) e as moléculas de ade-
nosina trifosfato (ATP). Além disso, disponibiliza energia para a manutenção do
metabolismo dos seres vivos.
As plantas assimilam o fósforo presente na água e no solo em forma de íons de
fosfato (PO432), e os animais o absorvem pela alimentação. Quando os seres vivos
são decompostos, esse elemento volta ao solo e é carregado pela chuva para rios
e mares, sendo então incorporado às rochas.
O fósforo só retorna ao ecossistema após um longo período, quando se aflora na
superfície e se decompõe parcialmente por meio de intemperismos e erosões do solo.

O
O ciclo do fósforo pode ser dividido em:

O
BO IV
• ciclo de tempo ecológico: o elemento é reciclado entre o solo, os produtores

SC
e os consumidores, em uma escala de tempo relativamente curta;
• ciclo de tempo geológico: parte do fósforo ambiental é sedimentado e incor-

M S
porado às rochas, processo que envolve longo período de tempo.

O U
D CL
O X
Rochas ficam descobertas
Animais

N E Chuva Decomposição das


rochas e liberação
de fosfato
SI SO
Plantas
EN U

Fosfato
em solução
Fosfato
Precipitação
E E

Sedimentação = formação
de novas rochas
D D
A AL

Decompositores

Esquema ilustrativo do ciclo do fósforo. Elementos representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.
I
EM ER
ST T
SI MA

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186 52 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
BIOLOGIA 1A

CICLO DO OXIGÊNIO

Oxigênio é produto da fotossíntese

O
O
CO2 e H2O
Na respiração celular, o oxigênio forma

BO IV
SC
M S
transpiração

O U
D CL
Esse gás é devolvido ao ambiente pelos
excreção
processos de

O X
respiração
N E
SI SO
O2 convertido em ozônio (O3)
EN U
E E
D D

CICLO DO CÁLCIO
A AL

Ocorre na forma de carbonato nas rochas calcárias


I
EM ER

Rochas sofrem intemperismo e levam cálcio para o solo


ST T
SI MA

Nos oceanos, o cálcio é assimilado pelos estruturas calcárias


animais, participando da formação das

Após a morte dos organismos, o cálcio se rochas calcárias


acumula no fundo dos oceanos, formando

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53 – Material do Professor 187

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1A
CICLO DO FÓSFORO

Ocorre na forma de fosfato

O
O
BO IV
SC
ciclo do tempo ecológico
Seres vivos assimilam o elemento na água

M S
e na alimentação

O U
D CL
Fósforo retorna ao solo por decomposição

O X
curto
Período
N E
SI SO
ciclo do tempo geológico O elemento é incorporado às rochas e intemperismos
devolvido ao ambiente por meio de
EN U
E E

Período longo
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 187 06/06/2019 12:20


188 54 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
BIOLOGIA 1A

1. UFSM-RS (adaptada) – A camada de ozônio tem como 4. Sistema Dom Bosco – O cálcio é encontrado principal-
função proteger a Terra dos raios ultravioletas. A for- mente em formato de cálcio e fosfato nas rochas. Sobre
mação dessa camada está relacionada com o ciclo do seu ciclo biogeoquímico, marque a alternativa correta.
a) nitrogênio. a) Seres vivos sofrem decomposição e liberam cálcio
b) carbono. no solo.
c) oxigênio. b) As rochas sofrem intemperismo e liberam cálcio para
os oceanos.
d) cálcio.
c) Nos oceanos, o cálcio participa da formação dos ór-
e) fósforo. gãos internos de vertebrados.
O gás oxigênio (O2) da atmosfera reage com os raios UV e forma o
d) Os sais de cálcio presentes nas rochas sofrem eva-

O
ozônio (O3).
poração e são liberados na atmosfera.

O
BO IV
2. UFSC (adaptada) – Existe na natureza uma constante A alternativa A está incorreta. O cálcio é liberado em rios e oceanos. A
alternativa C está incorreta. O cálcio participa de estruturas calcárias,

SC
ciclagem de elementos químicos, passando dos seres nos ossos de peixes e na formação de conchas. A alternativa D está
vivos para o ambiente e vice-versa. Com relação ao incorreta. Os sais de cálcio presentes nas rochas sofrem intemperismo

M S
ciclo do cálcio, é correto afirmar: e são liberados em rios e mares.
a) O cálcio se apresenta somente na forma de carbonato

O U
5. Uece (adaptada) – O movimento entre as substâncias
nos seres vivos. provenientes do meio abiótico para o mundo vivo e o

D CL
b) Com a morte de animais e a consequente decom- retorno delas a partir dos seres vivos para o meio am-
posição, os sais se dissolvem apenas no solo. biente ocorrem por meio dos ciclos biogeoquímicos.
c) Os sais de cálcio são encontrados na chuva. Com base nessas informações e em seus conhecimen-
d) O cálcio integra as conchas de moluscos e esqueletos tos, marque a alternativa correta.

O X
de vertebrados. a) As plantas assimilam fósforo por meio da alimentação.

N E
e) É um elemento químico importante na constituição
de proteínas e lipídeos.
A alternativa A está incorreta. O cálcio está na forma de carbonato
b) O cálcio é encontrado principalmente nas estruturas
dos animais marinhos.
c) Os seres vivos liberam oxigênio para atmosfera prin-
SI SO
e fosfato nos seres vivos. A alternativa B está incorreta. O cálcio se cipalmente por meio da transpiração.
dissolve no solo e na água. A alternativa C está incorreta. Os sais
de cálcio podem ser encontrados no solo, na água e nas rochas. A d) As rochas fosfatadas sofrem erosão e liberam para
alternativa E está incorreta. O cálcio atua como ativador de enzimas, o solo o fósforo, elemento que será absorvido pelos
está presente na formação do esqueleto dos animais e participa de vegetais, para a produção de ATP e ácidos nucleicos.
EN U

diversos processos metabólicos. A alternativa A está incorreta. As plantas assimilam o fósforo presente
na água e no solo. A alternativa B está incorreta. O cálcio é encontrado
principalmente nas rochas, em formato de carbonato ou fosfato. A
E E

alternativa C está incorreta. Os seres vivos liberam oxigênio para a


atmosfera por meio da excreção, da transpiração e da respiração.
3. Fesp-PR (adaptada) – O esquema a seguir se refere
D D

ao ciclo de dois elementos químicos importantes nos 6. UFMG (adaptada) C3-H8


processos biológicos. O elemento fósforo possui alta reatividade e, por isso,
não é encontrado na natureza em sua forma livre, ape-
A AL

1 nas em forma de fosfato. No Brasil, adubos fosfatados


são obtidos tanto de rochas fosfáticas, abundantes na
região de Araxá/MG, quanto de guano, excremento de
I

Fotossíntese aves marinhas, importado do Peru. Analise esta figura,


EM ER

que representa o ciclo do fósforo:

2 Matéria
orgânica vegetal
ST T

Respiração
SI MA

Matéria orgânica
animal

3 Restos orgânicos
animais e vegetais

Combustíveis
fósseis
PO–3
4
Combustão

Cite quais processos biogeoquímicos estão envolvidos PO–3


4

e dê os respectivos nomes em 1, 2 e 3.
O esquema representa os ciclos do carbono e do oxigênio. Os itens 1, 2
Cite uma ação antrópica relacionada ao ciclo do fósforo
e 3 são, respectivamente, CO2, respiração e decomposição. que causa impacto negativo no ecossistema. Justifique
sua resposta.

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55 – Material do Professor 189

Quando lançados nos corpos de água, produtos que contêm fosfatos e ni- Competência: Associar intervenções que resultam em degradação ou

BIOLOGIA 1A
tratos (usados na adubação mineral em regiões próximas a rios e lagos) pro- conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumen-

piciam a proliferação de algas e outros organismos. Esse processo causa a tos ou ações científico-tecnológicos.

eutrofização dos rios. A superfície da água é coberta por esses organismos, o Habilidade: Identificar etapas em processos de obtenção, transfor-

que impede a passagem de luz na água e leva à morte plantas aquáticas, por mação, utilização ou reciclagem de recursos naturais, energéticos ou

não conseguirem realizar fotossíntese. A redução da concentração de oxigê- matérias-primas, considerando processos biológicos, químicos ou físi-

O
O
nio na água provoca a morte de peixes e outros seres vivos na água. cos neles envolvidos.

BO IV
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

SC
M S
7. PUC-SP – Suponha que se queira manter animais

O U
aquáticos herbívoros em um aquário. Para garantir a
sobrevivência desses animais durante certo tempo,

D CL
seria aconselhável adicionar ao ambiente
a) plantas aquáticas e algas que, além de servirem de 11. UFPA (adaptada) – Os elementos químicos de que os
alimento para os animais, forneceriam oxigênio ao organismos necessitam em grande quantidade – carbo-
meio, caso esse fosse iluminado. no, água, oxigênio, fósforo e cálcio – circulam dentro dos

O X
b) plantas aquáticas e algas que, além de servirem de organismos e vão destes para o ambiente físico e vice-
alimento para os animais, forneceriam oxigênio ao -versa. Esse padrão de movimentação de elementos quí-
N E
meio, mesmo que esse não fosse iluminado.
c) fungos e bactérias que, além de servirem de ali-
mento para os animais, forneceriam gás carbônico
micos por meio dos organismos e dos compartimentos
do ambiente físico é chamado de ciclo biogeoquímico.
SI SO
ao meio, caso esse fosse iluminado. A respeito dos ciclos desses elementos, é correto afir-
mar que
d) fungos e bactérias que, além de servirem de alimen-
to para os animais, forneceriam gás carbônico ao a) no ciclo do carbono, o dióxido de carbono atmosféri-
meio, mesmo que esse não fosse iluminado. co é fonte imediata de carbono para os organismos
EN U

e) zooplâncton que, além de servir de alimento para terrestres, já que a maior parte do carbono da Terra
os animais, forneceria oxigênio ao meio, caso esse é encontrada na atmosfera.
fosse iluminado. b) a água é devolvida à atmosfera pelos animais apenas
E E

por meio da respiração.


8. Sistema Dom Bosco – Marque a alternativa correta
c) o oxigênio é consumido pelos organismos por meio
D D

sobre o ciclo biogeoquímico do fósforo.


da fotossíntese.
a) O fósforo atua na formação de moléculas de lipídio.
d) o ciclo do fósforo difere do ciclo biogeoquímico do
b) O processo de intemperismo adiciona fosfato na carbono, oxigênio e água por não apresentar uma
A AL

atmosfera. fase gasosa; o fósforo existe principalmente como


c) O fosfato é absorvido pelas plantas e incorporado às fosfato, com depósitos de origem marinha.
moléculas biológicas. e) o intemperismo das rochas devolve o cálcio direto
I

d) A decomposição de organismos retorna o elemento para a atmosfera.


EM ER

para rios e oceanos.


e) A forma do fósforo mais importante é o fosfato. 12. UFSM-RS (adaptada) – Independentemente de cultura,
os vegetais fornecem alimentos para todos. Nos versos
9. UFMG (adaptada) – Há diversos processos capazes que seguem, o autor tenta demonstrar essa condição.
ST T

de repor o oxigênio na atmosfera, exceto


Nem todo o Rei tem Reinado
a) a alta produtividade de comunidades em fase inicial
SI MA

de sucessão autotrófica. Perguntar nunca é demais:


b) a fotólise de vapor-d’água por radiação ultravioleta. − O que seria dos bichos
c) a oxidação do ferro nas rochas por intemperismo 1
oxidativo. Se não fossem os vegetais?
d) as atividades fisiológicas dos organismos do fi- [...]
toplâncton. Mas todo bicho depende
e) a transformação da camada de ozônio (O3) em oxigê- 2
nio (O2). Das plantas para viver.
10. Sistema Dom Bosco – Durante seu ciclo biogeoquími- [...]
co, o cálcio forma esqueletos e estruturas calcárias dos
seres vivos marinhos. Explique as etapas seguintes do − Ah, se planta não soubesse
3
ciclo biogeoquímico desse elemento. Transformar a luz solar
o vasto reino animal
Deixaria de se fartar...
Fonte: SOUZA, P. R. de. Síntese de Poesia. 2006.

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 189 06/06/2019 12:20


190 56 – Material do Professor

Analise as seguintes afirmativas:


BIOLOGIA 1A

I. Os versos assinalados com as referências 1 e 2 salientam a dependência dos


animais, em especial, quanto ao oxigênio, produzido pelos vegetais por meio da
respiração celular.
II. Os versos assinalados com a referência 3 dizem respeito à fotossíntese, principal
processo capaz de liberar O2 na atmosfera.
III. Os versos assinalados com a referência 2 remetem à produção de matéria orgânica
produzida pelas plantas. Estas liberam CO2 para o ambiente durante a respiração.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
a) I apenas.
b) II apenas.

O
c) I e II apenas.

O
d) I e III apenas.

BO IV
e) II e III apenas.

SC
M S
13. UFSC (adaptada)
Observe o esquema a seguir:

O U
D CL
Rochas calcárias

O X
I

N E Rios e mares
SI SO
II

Formação de estruturas calcárias nos


animais
EN U

III
E E

Acúmulo no fundo dos oceanos


D D
A AL

Marque a alternativa correta:


a) Trata-se do ciclo do cálcio; I se refere à evaporação do elemento.
b) Trata-se do ciclo do cálcio; I se refere ao intemperismo.
I
EM ER

c) Trata-se do ciclo do fósforo; II se refere à absorção do elemento pelos organismos.


d) Trata-se do ciclo do fósforo; II se refere à decomposição dos organismos.
e) Trata-se do ciclo do cálcio; III se refere à decomposição dos elementos.
ST T

14. Sistema Dom Bosco – O oxigênio apresenta um ciclo biogeoquímico no qual é dispo-
SI MA

nibilizado na atmosfera pelas plantas em forma de O2, por meio da fotossíntese. Ele
é, então, utilizado pelos animais. Explique detalhadamente como o oxigênio completa
o ciclo a partir dessa etapa.

15. Udesc – Os esquemas dos ciclos biogeoquímicos mostram as vias de entrada e saída
de diferentes compostos químicos nos seres vivos, entre os seres vivos e entre eles
e o ambiente. Na figura a seguir, tem-se uma representação esquemática do ciclo do
fósforo, importante elemento químico para os seres vivos.

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 190 06/06/2019 12:20


57 – Material do Professor 191

BIOLOGIA 1A
Ciclo do fósforo

ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA/UIG VIA GETTY IMAGES


absorção de fosfato
pelas plantas
extração
de fosfato
de minas
fertilizante

escoamento em absorção por


rios e córregos plantas

erosão de
fosfato nas
rochas absorção por
algas e outros

O
dissolução organismos
de fosfato fotossintéticos

O
BO IV
absorção

SC
plantas e animais por animais
resíduos animais, plantas e
em decomposição aquáticos e
animais em decomposição

M S
marinhos

O U
sedimentação no fundo do mar

D CL
Analise as proposições em relação a este elemento químico e ao seu ciclo na natureza.

O X
I. O fósforo é importante para os seres vivos, na sua forma de íon fosfato, pois entra
na composição química de moléculas como os ácidos nucleicos e de moléculas
N E
envolvidas no fornecimento de energia para as células.
II. Podem-se caracterizar dois ciclos do fósforo: um mais curto, feito diretamente
entre seres vivos, solo e água. Outro, mais longo, que envolve a sedimentação do
SI SO
elemento, formação de rochas, movimentos geológicos e decomposição das rochas.
III. Os seres vivos podem eliminar o fosfato pelas fezes.
IV. O fosfato combinado a um glicerídeo forma os fosfolipídios, principal componente
das membranas celulares.
EN U

Assinale a alternativa correta:


a) Somente I e III são verdadeiras.
E E

b) Somente II e IV são verdadeiras.


D D

c) Somente I e II são verdadeiras.


d) Somente III e IV são verdadeiras.
A AL

e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

16. UFF-RJ (adaptada) – A fotossíntese é o principal processo capaz de disponibilizar


oxigênio na atmosfera. Além disso, 70% do nosso planeta é composto de água, onde
I

vivem os fitoplânctons. Sobre o ciclo biogeoquímico do oxigênio, pode-se inferir que


EM ER

a) como a Amazônia é a maior floresta do mundo, é a responsável pela produção de


todo o oxigênio do planeta.
b) o oxigênio é liberado pelos organismos na atmosfera por meio da excreção apenas.
ST T

c) as algas microscópicas são as principais fornecedoras do planeta.


SI MA

d) o oxigênio não é utilizado pelas plantas.


e) há apenas O2 na atmosfera.

17. Sistema Dom Bosco – O fósforo está presente principalmente na forma de fosfato
nas rochas sedimentares e pode ser dividido em dois ciclos biogeoquímicos. Cite-os
e explique a diferença entre eles.

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192 58 – Material do Professor

ESTUDO PARA O ENEM


BIOLOGIA 1A

18. Enem C3-H9 rochas. Além disso, a colheita das lavouras e o trans-
Plantas terrestres que ainda estão em fase de cresci- porte dos restos de alimentos para os lixões reduzem
mento fixam grandes quantidades de CO2, utilizando-o a disponibilidade desse elemento no solo.
para formar novas moléculas orgânicas, e liberam gran- Uma alternativa para solucionar parcialmente esse pro-
de quantidade de O2. No entanto, em florestas madu- blema seria
ras, cujas árvores já atingiram o equilíbrio, o consumo
de O2 pela respiração tende a igualar sua produção a) a reciclagem de resíduos biológicos, utilizando deje-
pela fotossíntese. A morte natural de árvores nessas tos animais e restos de culturas para produzir adubo.
florestas afeta temporariamente a concentração de O2 b) a reposição das minas com um íon sintético de fós-
e de CO2 próximo à superfície do solo onde elas caíram. foro, garantindo o abastecimento da indústria de

O
fertilizantes.
A concentração de O 2 próximo ao solo, no local da

O
queda, será c) a importação de íons fosfato de outros países para

BO IV
suprir as indústrias de fertilizantes.
a) menor, pois haverá consumo de O2 durante a decom-

SC
d) a substituição por um elemento que realize as mes-
posição dessas árvores.
mas funções que o fósforo.

M S
b) maior, pois haverá economia de O 2 pela ausência
e) a proibição de fertilizantes pelos agricultores, na ten-
das árvores mortas.

O U
tativa de reduzir a extração das minas.
c) maior, pois haverá liberação de O2 durante a fotos-
síntese das árvores jovens.

D CL
20. Enem C3-H9
d) igual, pois haverá consumo e produção de O2 pelas Na natureza a matéria é constantemente transformada
árvores maduras restantes.
por meio dos ciclos biogeoquímicos. Além do ciclo
e) menor, pois haverá redução de O2 pela falta de fo- da água, existem os ciclos do carbono, do fósforo, do

O X
tossíntese realizada pelas árvores mortas. cálcio, e do oxigênio.
N E
19. Enem (adaptada)
O fósforo é um elemento químico importante para os
C3-H8 O elemento que está presente em todos os ciclos no-
meados é o
SI SO
seres vivos por participar da formação das moléculas a) fósforo.
de DNA e RNA e do ATP, principal forma de armazenar b) carbono.
energia na célula. O fósforo utilizado nos fertilizantes
c) cálcio.
agrícolas é extraído de minas. Algumas práticas agríco-
EN U

las aumentam a erosão no solo, promovendo a disso- d) hidrogênio.


lução dos íons fosfato na água, que se incorporam às e) oxigênio.
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 192 06/06/2019 12:20


193

50
59 – Material do Professor

BIOLOGIA 1A
CICLO DO NITROGÊNIO

O
Em 2016, o Ministério da Terra e Recursos da China anunciou que aproximada-

O
mente 60% dos lençóis freáticos do país estão contaminados, principalmente na

BO IV
região norte, responsável por grande parte do setor agrícola. Segundo as análises, a

SC
• Nitrogênio
água está inutilizável inclusive para o consumo humano em razão do uso excessivo

M S
• Nitrogênio na agricultura
de fertilizantes contendo compostos nitrogenados.

O U
Esse tipo de fertilizante contribui para acelerar o crescimento das plantas, a fim HABILIDADES
de encurtar o tempo entre o plantio e a venda. Entretanto, os fertilizantes promovem • Compreender as principais

D CL
acidificação e erosão do solo. Outro fator que aumenta a contaminação das águas etapas do ciclo do nitro-
é o crescimento da concentração de óxido de nitrogênio proveniente de indústrias gênio.
e meios de transporte. • Explicar os processos

O X
Um dos maiores problemas que

CAO YANG / XINHUA / AFP


físicos que ocorrem com
envolve o combate à poluição cau- o nitrogênio nos ciclos
N E
sada por compostos nitrogenados
é o fato de seus danos não serem
biogeoquímicos.
• Entender a importância do
SI SO
visíveis. Isso faz com que os prejuí- nitrogênio para os seres
zos raramente sejam considerados vivos e o ambiente.
impactos ambientais.
EN U

Neste módulo, vamos com-


preender como o nitrogênio é im-
portante para os seres vivos e como
E E

ele é distribuído no planeta ao longo Cultivo de trigo com uso de fertilizantes nitrogenados em
D D

de seu ciclo biogeoquímico. Yuncheng, província de Shanxi, norte da China.

NITROGÊNIO
A AL

Este é um elemento químico im-


DANYLYUKK1/SHUTTERSTOCK

portante na constituição de aminoá-


I

fixação
EM ER

cidos, que são as bases nitrogenadas atmosférica do N2


(adenina, timina, guanina, citosina e (relâmpago)

uracila) do ácido desoxirribonucleico


(DNA) e do ácido ribonucleico (RNA).
ST T

Além disso, o nitrogênio (N) participa


SI MA

da formação da molécula de adeno- N2


sina trifosfato (ATP), importante fonte fixação biológica
de energia aos seres vivos. O gás ni-
NO2
trogênio (N2) encontra-se livre na at-
mosfera e forma 79% dela. Entretan-
NO
to, poucos organismos conseguem
aproveitá-lo diretamente da atmosfe- fertilizantes

ra. Por esse motivo, é necessário que


microrganismos convertam esse gás.
O ciclo do nitrogênio pode ser escoamento
bactérias
dividido em quatro etapas: fixação, NO32 NO2
1
fixadoras
NO22 de nitrogênio
nitrificação, decomposição e des-
bactérias nitrificantes nitrogênio
nitrificação. Observe a represen- bactérias desnitrificantes livre
tação dessas etapas no esquema Esquema resumido do ciclo do nitrogênio. Elementos
ao lado. representados fora da escala de tamanho. Cores fantasia.

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194 60 – Material do Professor

FIXAÇÃO por meio do processo de nitratação realizado pelas


BIOLOGIA 1A

Este é o processo pelo qual o N2 se liga ao hidro- bactérias do gênero Nitrobacter.


gênio (H2) e forma a amônia (NH3). Ele pode ocorrer de

DENNIS KUNKEL MICROSCOPY / SCIENCE PHOTO


LIBRARY / FOTOARENA

DENNIS KUNKEL MICROSCOPY / SCIENCE PHOTO


LIBRARY / FOTOARENA
três formas distintas:
• fixação atmosférica, durante fenômenos físicos,
como relâmpagos ou faíscas elétricas;
• fixação industrial, quando o processo envolve fer-
tilizantes e atividades industriais;
• fixação biológica, quando o processo é realiza-
do por bactérias, cianobactérias e fungos, que se

O
encontram livres no solo ou associados a raízes

O
de plantas.

BO IV
As bactérias dos gêneros Rhizobium, Azotobacter,

SC
Clostridium, as cianobactérias dos gêneros Anabaena Micrografia eletrônica de varredura de bactérias do gênero Nitrosomonas

M S
e Nostoc e alguns fungos são capazes de fixar nitro- (à esquerda) e Nitrobacter (à direita). Aumento de 2 200 x.
gênio pelo fato de estarem associados a certos tipos

O U
de planta – principalmente leguminosas, como feijão, O processo global de conversão de amônia em nitra-

D CL
ervilha e soja. to é denominado nitrificação, seja no solo ou na água.
Esses seres vivem nas raízes das plantas e rece- Veja a seguir as equações químicas que descrevem
bem o nome de organismos radícolas, fornecendo a esses dois processos.

O X
elas nitrogênio em forma de NH3, por meio do proces-
so de amonificação. Essa é, portanto, uma relação
N E
mutualística: tais organismos fornecem nitrogênio às
plantas e recebem delas abrigo e alimento.
Nitrosação: 2 NH3 + 3 O2
Nitrosomonas
Nitrobacter
2 HNO2 + 2 H2O + energia
SI SO
amônia oxigênio ácido água
Em geral, a produção de amônia por meio da fixação nitroso
atmosférica é mínima quando se considera a deman-
da dos seres vivos. A produção realizada pela fixação
industrial é bem mais considerável.
EN U

Nitratação: 2 NO22 + O2 2 NO23 + energia


NIGEL CATTLIN/GETTY IMAGES

nitrito oxigênio nitrato


E E
D D

As plantas assimilam tanto a amônia quanto o nitra-


to presentes no solo e utilizam essas substâncias na
A AL

síntese de moléculas orgânicas nitrogenadas. Porém,


a quantidade de amônia assimilada é menor se com-
parada à quantidade de nitrato. Vale lembrar que, em
I
EM ER

pequena escala, a amônia também apresenta toxicida-


de para as plantas. As moléculas com nitrogênio são
transferidas das plantas para os demais consumidores
ao longo da cadeia alimentar.
ST T
SI MA

DECOMPOSIÇÃO
A decomposição dos seres vivos e de excretas
(ureia e ácido úrico) por ação de bactérias e fungos
também resulta em amônia, que reage com a água
do solo e produz hidróxido de amônio (NH4OH). Este,
por sua vez, é ionizado e gera o íon amônio (NH4+) e
Nódulos de bactérias Rhizobium nas raízes de uma leguminosa.
hidroxila (OH-).
A formação de amônia com base na decomposição
realizada pelos seres vivos pode ser representada pela
NITRIFICAÇÃO
seguinte equação:
Por meio do processo de nitrosação, a amônia é
oxidada pelas bactérias do gênero Nitrosomonas e se
transforma em ácido nitroso (HNO2), que se dissocia NH3 1 H2O → NH4OH → NH14 1 OH2
amônia água hidróxido amônia hidroxila
e forma o nitrito (NO2). Posteriormente, o nitrito, subs- de amônio
tância tóxica às plantas, é convertido em nitrato (NO3-),

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61 – Material do Professor 195

DESNITRIFICAÇÃO Os benefícios desse tipo de plantio estão associa-


dos à presença das bactérias fixadoras de nitrogênio

BIOLOGIA 1A
Durante este processo, bactérias do gênero Pseudo-
monas convertem moléculas de nitratos em nitrogênio nas raízes das plantas leguminosas. Com isso, aumen-
gasoso, que é devolvido à atmosfera pela ação de ta-se a quantidade de nitrogênio disponível no solo a
bactérias desnitrificantes. ser utilizado na cultura das plantas não leguminosas.
Observe a representação da formação de nitrogênio Esse processo melhora as condições químicas, fí-
com base no nitrato pela ação das Pseudomonas: sicas e biológicas do solo e controla as populações
de plantas daninhas. Além disso, a rotação de cultura
Pseudomonas reduz doenças e pragas, protege o solo da ação de
NO23 N2
agentes climáticos e ajuda os agricultores, pois gera
nitrato nitrogênio economia de adubo.

O
Na chamada adubação verde, folhas e ramos das

O
O esquema a seguir representa as vias simplifica- leguminosas são cortados após a colheita e enterrados,

BO IV
das de todas as etapas do ciclo do nitrogênio. o que enriquece o solo com os compostos nitroge-

SC
nados provenientes da decomposição. Essa prática

M S
fixação nitrosação nitratação economiza fertilizantes nitrogenados e apresenta um
N2 NH3 NO2– NO3–
bom rendimento da terra.

O U
(atm)
desnitrificação absorção

DESIGN PICS INC / ALAMY STOCK PHOTO


D CL
produtores

morte alimentação

O X
morte
decompositores consumidores
N E
SI SO
NITROGÊNIO NA
AGRICULTURA
EN U

Para existir maior quantidade de compostos nitro-


genados no solo, emprega-se na agricultura a técnica
E E

chamada rotação de cultura. Essa prática consiste


em alternar periodicamente o cultivo de plantas não
D D

leguminosas (arroz, milho, trigo, cana-de-açúcar, sorgo)


e plantas leguminosas (feijão, amendoim e lentilha).
A AL

Em uma safra, são plantadas as não leguminosas, e


na entressafra, as leguminosas. Rotação de cultura entre milho (à esquerda) e algodão (à direita).
I
EM ER

LEITURA COMPLEMENTAR
Outra técnica para produzir alimentos próximas às grandes cidades, onde as terras são escassas
A hidroponia é uma técnica que não utiliza o solo para o e apresentam preço elevado.
ST T

cultivo de plantas, que recebem uma solução balanceada


MUPHVV/SHUTTERSTOCK
SI MA

de nutrientes para se desenvolverem em meio aquoso ou


em algum substrato, como a areia. A luminosidade e a
temperatura são controladas quando o cultivo é feito em
estufas. Esse processo possibilita o aumento da produção
ao longo do ano.
A técnica tem como maior benefício a ausência de agrotó-
xicos durante o processo. Além disso, pode ser realizada
em pequenos espaços e tem reduzida contaminação por
pragas e doenças, pelo fato de as plantas não terem con-
tato direto com o solo.
Outra grande vantagem da hidroponia ocorre em virtude
da pouca necessidade de água no processo de cultivo,
uma vez que é um sistema fechado. A técnica não é utili-
zada em larga escala no Brasil, mas já ocorre em regiões Sistema hidropônico de cultivo de vegetais.

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196 62 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
BIOLOGIA 1A

CICLO DO NITROGÊNIO

FIXAÇÃO

O
O
Nitrogênio atmosférico é convertido em amônia

BO IV
SC
M S
Por meio de fenômenos físicos, com
Fixação atmosférica

O U
relâmpagos.

D CL
Fixação industrial realizada por fertilizantes

O X
N E Fixação biológica
realizada por microrganismos do solo
em associação com leguminosas.
SI SO
EN U

NITRIFICAÇÃO
E E

Amônia convertida
por bactérias
D D

nitrito Nitrosomonas
em
A AL

Nitrito convertido
nitrato por bactérias Nitrobacter
em
I
EM ER

DECOMPOSIÇÃO
ST T
SI MA

Bactérias decompositoras produzem hidróxido de amônia

Reação de amônia com hidrogênio presente no solo.

DESNITRIFICAÇÃO

Nitrato convertido
nitrogênio gasoso devolvido para atmosfera
em

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 196 06/06/2019 12:20


63 – Material do Professor 197

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1A
NITROGÊNIO NA
AGRICULTURA

O plantio de leguminosas e não leguminosas para aumentar compostos nitrogenados no


solo é chamado de

O
O
BO IV
SC
rotação de cultura

M S
O U
D CL
Técnica em que o plantio ocorre sem a presença de solo, com a mistura de água e solução
rica em nutrientes:

O X
N E hidroponia
SI SO
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 197 06/06/2019 12:20


198 64 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
BIOLOGIA 1A

1. Fatec-SP – Sabendo-se que o maior reservatório de 3. Vunesp (adaptada) – Nos últimos 50 anos, a fixação
nitrogênio do planeta é a atmosfera, onde esse ele- do nitrogênio tem sido bastante estudada e foram
mento químico se encontra na forma de nitrogênio produzidos muitos conhecimentos a respeito desse
molecular (N2): processo. Com base nisso, cite os organismos respon-
sáveis pela fixação biológica do nitrogênio e explique
• Apenas umas poucas espécies de bactérias, conhe-
sua importância.
cidas genericamente como fixadoras de nitrogênio
são capazes de utilizar diretamente o N2, incorpo- Bactérias do gênero Rhizobium, cianobactérias dos gêneros Anabaena
rando esses átomos em suas moléculas orgânicas;
• Algumas bactérias do gênero Rhizobium (rizóbios), e Nostoc e alguns fungos são capazes de fixar nitrogênio por estarem
fixadoras de N2, vivem no interior de nódulos for-

O
mados em raízes de plantas leguminosas, como a associados a raízes de certas plantas leguminosas, como feijão, ervi-

O
soja e o feijão;
lha e soja. Esses organismos radícolas fornecem nitrogênio às plantas

BO IV
• A soja e o feijão, graças à associação com os rizó-

SC
bios, podem viver em solos pobres de compostos em forma de NH3 e em troca recebem proteção e alimento.
nitrogenados.

M S
É correto concluir sobre o ciclo do nitrogênio na na- 4. Uerj (adaptada) – O ciclo do nitrogênio é extrema-
mente importante para os seres vivos. Esse elemento

O U
tureza que
faz parte de diversos compostos orgânicos, como pro-
a) os rizóbios recebem nitrogênio molecular das legu- teínas e ácidos nucleicos. Na tabela, há exemplos de

D CL
minosas. 
formas químicas do nitrogênio incorporadas por alguns
b) as plantas fixam o nitrogênio molecular ao realizar seres vivos.
a fotossíntese.  

O X
c) os herbívoros obtêm nitrogênio na natureza ao co-
merem as plantas. Composto nitrogenado
Seres vivos
N E
d) o nitrogênio atmosférico pode ser absorvido pelas
folhas das leguminosas.
plantas
orgânico inorgânico
amônia (NH3)
SI SO
e) as leguminosas usadas na recuperação de solos
pobres fixam diretamente o nitrogênio molecular. nitrato (NO3-)
A alternativa A está incorreta. Os rizóbios fornecem NH3 às plantas bactérias amônia (NH3)
leguminosas. A alternativa B está incorreta. As plantas fixam o aminoácidos
nitrogênio por meio da nitratação. A alternativa D está incorreta. nitrato (NO3-)
EN U

O nitrogênio pode ser absorvido pelos nódulos presentes nas le- nitrito (NO2-)
guminosas. A alternativa E está incorreta, porque utilizam NH3.
animais -
E E

2. UFJF-MG – O nitrogênio é um elemento presente nas


moléculas de aminoácidos, unidades das proteínas, No ciclo do nitrogênio, as bactérias desnitrificantes
D D

e nas bases nitrogenadas, componentes dos ácidos estão relacionadas à função de


nucléicos. O ar atmosférico tem, na sua composição,
a) conversão da amônia em nitrito.
78% de nitrogênio molecular (N2), sendo, portanto, o
A AL

principal reservatório desse gás. As afirmativas a seguir b) produção de nitrato com base na amônia.
estão relacionadas ao ciclo do nitrogênio: c) liberação de gás nitrogênio para o ambiente.
I. O nitrogênio atmosférico (N2) é transformado em d) incorporação de nitrogênio molecular em aminoá-
I

amônia (NH3) pelas bactérias fixadoras de nitrogênio cidos.


EM ER

presente no solo ou em associação com raízes de A alternativa A está incorreta, porque se refere à nitrifi cação.
leguminosas ou ainda por cianobactérias presentes A alternativa B está incorreta, pois se refere à nitratação. A alterna-
na água. tiva D está incorreta, porque se refere à forma com que os animais
incorporam o elemento em questão.
II. As bactérias nitrificantes transformam parte da amô-
ST T

nia em nitrito e depois em nitrato.


5. Olimpíada Brasileira de Biologia – Com o objetivo de
III. As bactérias desnitrificantes transformam parte da
SI MA

aumentar a produção agrícola de uma maneira ecológi-


amônia e do nitrato em nitrogênio gasoso que volta
ca, evitando o uso de fertilizantes químicos industriais,
à atmosfera.
alguns agricultores utilizam a técnica de rotação de
IV. As bactérias decompositoras transformam os resí- culturas. Utilizam-se plantas que apresentam em suas
duos nitrogenados inorgânicos em amônia. raízes a associação mutualística com bactérias fixadoras
V. O nitrito e o nitrato são utilizados para a produção de nitrogênio. A opção que indica um tipo de planta que
da amônia. apresenta esse tipo de associação é:
São corretas as afirmativas a) Banana
a) I, II e III. b) Soja
b) I, III e IV. c) Arroz
c) I e V. d) Morangueiro
d) II, III e IV. e) Coentro
A soja é uma leguminosa que apresenta bactérias fixadoras de
e) II, IV e V. nitrogênio em suas raízes. Assim, pode ser cultivada com outra
A afirmativa IV está incorreta. As bactérias decompositoras trans-
planta não leguminosa a fim de aumentar a quantidade de com-
formam resíduos nitrogenados inorgânicos em hidróxido de amônia.
postos nitrogenados no solo.
A afirmativa V está incorreta. Com base na amônia, são produzidos
nitrito e nitrato.

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 198 06/06/2019 12:20


65 – Material do Professor 199

6. UFRJ (adaptada) C3-H9 Competência: Associar intervenções que resultam em degradação ou

BIOLOGIA 1A
O nitrogênio tem grande importância na produção de
proteínas. No entanto, esse elemento não pode ser uti- conservação ambiental a processos produtivos e sociais e a instrumen-
lizado diretamente por plantas e animais. Explique como
os seres vivos absorvem esse elemento e quais orga- tos ou ações científico-tecnológicos.
nismos contribuem para a transformação do nitrogênio.
Os animais absorvem nitrogênio diretamente da alimentação ao consu- Habilidade: Compreender a importância dos ciclos biogeoquímicos ou

mir outros organismos ricos nessa substância. As plantas não são ca- do fluxo energia para a vida, ou da ação de agentes ou fenômenos que

pazes de absorver nitrogênio diretamente da atmosfera e contam com podem causar alterações nesses processos.

O
bactérias fixadoras presentes no solo, as quais atuam na transformação

O
BO IV
de nitrogênio em amônia.

SC
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

M S
7. Fuvest-SP – Analise as três afirmações seguintes sobre aumento da produção agrícola. Na natureza, a amônia

O U
ciclos biogeoquímicos. também é produzida tendo o ar como fonte de gás
I. A respiração dos seres vivos e a queima de com- nitrogênio, que é assimilado

D CL
bustíveis fósseis e de vegetação restituem carbono a) pelo micélio dos fungos filamentosos.
na atmosfera.
b) pela respiração dos animais invertebrados que vivem
II. Diferentes tipos de bactérias participam da cicla- no solo.

O X
gem do nitrogênio: as fixadoras, que transformam
c) por bactérias no solo e nas raízes de leguminosas.
o gás nitrogênio em amônia, as nitrificantes, que
N Eproduzem nitrito e nitrato, e as desnitrificantes, que
devolvem o nitrogênio gasoso à atmosfera.
III. Pelo processo da transpiração, as plantas bombeiam,
d) pelo processo de fotossíntese realizado por plantas
e algas.
e) pela decomposição dos tecidos dos seres vivos
SI SO
continuamente, água do solo para a atmosfera, e
esse vapor de água se condensa e contribui para a 10. Sistema Dom Bosco – A fonte primária do nitrogênio
formação de nuvens, voltando à terra como chuva. é o gás N2, (N≡N), presente na atmosfera terrestre.
Entretanto, para que o elemento seja utilizado biolo-
Está correto o que se afirma em
EN U

gicamente, ou seja, absorvido por plantas e outros


a) I, apenas. c) II e III, apenas. e) I, II e III. organismos, ele precisa ser fixado e combinado com
b) I e II, apenas. d) III, apenas. outros elementos, tornando-se solúvel e assimilável.
E E

Durante o ciclo no nitrogênio, esse elemento assume


8. UEG-GO – No solo existe uma quantidade limitada de ni- diferentes formas químicas.
tratos, sais de amônia e de outros minerais necessários
D D

às plantas. Nos ecossistemas naturais, por exemplo, em Após a conversão do nitrogênio em amônia, esta passa
uma floresta, a morte e a decomposição dos organis- por etapas de um processo denominado nitrificação.
mos promovem a rápida reciclagem desses elementos. Explique ambos os processos.
A AL

Todavia, nas culturas agrícolas, de muita ocorrência no


estado de Goiás, uma parte dos “vegetais colhidos” é
consumida pela população humana, evidenciando que
I

parte sai do ecossistema e impede a reciclagem desses


EM ER

sais. Como estratégia para compensar esta perda na re-


tirada desses vegetais, alguns procedimentos são ado-
tados, dentre eles, a aplicação e inoculação nos solos de
a) microrganismos, como bactérias e fungos, que sinte-
ST T

tizam naturalmente metano e gás oxigênio, aumen-


tando a quantidade de sais.
SI MA

b) herbicidas, favorecendo o acúmulo de resíduos que 11. UFG-GO – O semiárido brasileiro exige do pequeno
são absorvidos pela planta, aumentando a recicla- produtor estratégias para alimentação do gado durante
gem dos sais.
a seca. Para garantir a sobrevivência do rebanho nesse
c) amônia e molibdênio, que favorecem a fixação de ou- período, uma das possibilidades é o plantio de Cacta-
tros sais minerais como o magnésio e a nitrogenase. ceae por adensamento, utilizando adubação com ureia
d) adubos ou fertilizantes sintéticos ricos em nitrogênio, (CO(NH2)2) nos períodos de chuva. Considerando-se
fósforo, potássio e outros elementos. o ciclo do nitrogênio na natureza, essa estratégia de
9. Unesp – A amônia (NH3) é obtida industrialmente pelo adubação justifica-se, pois, no solo, a hidrólise desse
processo Haber-Bosch, que consiste na reação química adubo químico simula a
entre o gás nitrogênio proveniente do ar e o gás hidro- a) nitrificação da matéria orgânica, disponibilizando NH4+.
gênio. O processo ocorre em temperaturas superiores
b) nitrificação da matéria orgânica, disponibilizando NH3.
a 500 ºC e pressões maiores que 200 atm e pode ser
representado pela equação química: c) desnitrificação da matéria orgânica, disponibilizando
NO2.
N2 (g) + H2 (g) 2 NH3 (g)
d) amonificação da matéria orgânica, disponibilizando NO.
A amônia produzida por esse processo tem como uma e) amonificação da matéria orgânica, disponibilizando NH3.
de suas aplicações a fabricação de fertilizantes para o

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 199 06/06/2019 12:20


200 66 – Material do Professor

12. PUC-RS – Sobre o ciclo do nitrogênio, não se pode Explique como essa técnica ajuda a recuperar o solo.
BIOLOGIA 1A

afirmar que
a) a atmosfera da Terra tem em sua composição apro-
ximadamente 78% de nitrogênio, porém as plantas
não são capazes de utilizar o nitrogênio em sua forma
gasosa livre.
b) o nitrogênio é o nutriente mineral mais limitante
para o crescimento vegetal, por ser necessário em
grandes quantidades na composição de proteínas e
ácidos nucleicos.
c) a fixação do N2 atmosférico é a única fonte de nitro-
gênio para as bactérias de solo.

O
d) a planta, apesar de não conseguir absorver o N2 at-

O
mosférico, é capaz de absorver o amônio e o nitrato 15. Unifesp – A hidroponia consiste no cultivo de plantas

BO IV
formados pelas bactérias presentes no solo. com as raízes mergulhadas em uma solução nutritiva
que circula continuamente por um sistema hidráulico.

SC
e) parte do nitrogênio é perdido no solo quando bac-
térias desnitrificantes convertem o nitrato em N2, o Nessa solução, além da água, existem alguns elemen-

M S
qual se difunde para a atmosfera. tos químicos que são necessários para as plantas em
quantidades relativamente grandes e outros que são

O U
13. Unioeste-PR – Leia a seguinte notícia: necessários em quantidades relativamente pequenas.
a) Considerando que a planta obtém energia a partir dos

D CL
“Uma descoberta feita por pesquisadores da Univer-
sidade de Nottingham, na Inglaterra, pode ajudar a produtos da fotossíntese que realiza, por que, então,
é preciso uma solução nutritiva em suas raízes?
solucionar o problema dos fertilizantes sintéticos de
nitrogênio. Esses fertilizantes são produzidos a partir

O X
de combustíveis fósseis, com alto custo econômico e
geram poluição para o meio ambiente e grande gasto
N E
de energia. Edward Cocking, diretor do Centro de Fi-
xação de Nitrogênio em Plantações, desenvolveu um
método que permite às plantas retirarem o nitrogênio
SI SO
que precisam diretamente do ar, utilizando bactérias
fixadoras de nitrogênio. A bactéria denominada Glu- b) Cite um dos elementos, além da água, que obrigato-
riamente deve estar presente nessa solução nutritiva
conacetobacter diazotrophicus, encontrada na cana-
e que as plantas necessitam em quantidade relati-
-de-açúcar, é capaz de colonizar, de forma intracelular,
EN U

vamente grande. Explique qual sua participação na


os principais tipos de plantações, dando a todas as fisiologia da planta.
células da planta o potencial para retirar o nitrogênio
E E

diretamente do ar”.
Sobre o ciclo do nitrogênio e a sua importância para os
D D

seres vivos, não se pode dizer que


a) as leguminosas apresentam em suas raízes bacté-
A AL

rias fixadoras que transformam N2 atmosférico em


íons amônio.
16. Sistema Dom Bosco – Observe o esquema a seguir:
b) o nitrogênio incorporado às proteínas das plantas
pode ser transferido para os animais ao longo da
I
EM ER

cadeia alimentar. N2
I
c) o N2 retorna ao meio ambiente pela excreção, de- V
composição de organismos mortos e pela ação de
bactérias desnitrificantes. NH3 NO32
ST T

d) as bactérias do gênero Nitrosomonas são organis-


mos quimiossintetizantes encontrados no solo, as II
SI MA

IV
quais transformam os íons nitrito em nitrato.
III
e) os íons amônio e nitrato, produzidos por bactérias NH41 NO22
fixadoras livres no solo, podem ser absorvidos dire-
tamente pelas plantas e são utilizadas para a síntese
A aplicação em excesso de fertilizantes nitrogenados
de aminoácidos e nucleotídeos.
pode promover acúmulo de compostos nitrogenados
no solo, em especial na forma mais oxidada. Como
14. UFRJ (adaptada) – Os sul-africanos estão atraves-
consequência, é possível ocorrer proliferação de algas
sando uma grave crise na alimentação, causada pelo e plantas aquáticas que alterarão o ciclo do nitrogênio.
esgotamento do solo na região. A fim de minimizar o Microrganismos promovem a reação de redução, pro-
problema, a Universidade da Califórnia desenvolveu cesso denominado desnitrificação.
uma técnica para recuperar os solos esgotados, a qual
Marque a alternativa que apresente a etapa do pro-
consiste em plantar árvores de leguminosas em meio a cesso citado:
lavouras de alimentos.
a) I d) IV
Adaptada de Ciência Hoje, SBPC, v. 33, nº 193, maio de 2003, p. 51.
Questão 15. Disponível em: <https://exerciciosweb.com.br/ b) II e) V
ecologia/ciclo-do-nitrogenio-questoes-02/>. c) III

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 200 06/06/2019 12:20


67 – Material do Professor 201

17. Fuvest-SP (adaptada) – Na década de 60, pesquisadores monitoraram por um se-

BIOLOGIA 1A
mestre uma região de floresta temperada em que parte da vegetação da área foi
derrubada e o crescimento de novas plantas foi impedido. O gráfico a seguir mostra
as concentrações de nitratos presentes nas águas de chuva drenadas das duas áreas
para córregos próximos.
Concentração de nitratos (mg/L)

80,0
na água da chuva drenada

60,0
40,0
30,0
Área desmatada
Derrubada
4,0 das árvores

O
3,0

O
2,0 Área intacta

BO IV
1,0

SC
0
Jul Dez Jan Dez Jan Dez Jan Jun

M S
1965 1966 1967 1968

O U
Se três anos após esse evento a vegetação da área intacta fosse removida e ambas
as áreas fossem usadas imediatamente para cultivo, em qual das regiões você espera

D CL
haver maior produtividade? Explique.

O X
N E
SI SO
EN U

ESTUDO PARA O ENEM


E E

18. Enem C3-H9


D D

O nitrogênio é essencial para a vida e o maior reservatório global desse elemento, na forma
de N2, é a atmosfera. Os principais responsáveis por sua incorporação na matéria orgânica
A AL

são microrganismos fixadores de N2, que ocorrem de forma livre ou simbiontes com plantas.
ADUAN, R. E. et al. Os grandes ciclos biogeoquímicos do planeta.
Planaltina: Embrapa, 2004 (adaptado).
I

Animais garantem suas necessidades metabólicas desse elemento pela


EM ER

a) absorção do gás nitrogênio pela respiração.


b) ingestão de moléculas de carboidratos vegetais.
c) incorporação de nitritos dissolvidos na água consumida.
ST T

d) transferência da matéria orgânica pelas cadeias tróficas.


SI MA

e) protocooperação com microrganismos de nitrogênio.

19. Enem C3-H9


Um produtor rural registrou queda de produtividade numa das áreas de plantio de
arroz de sua propriedade. Análises químicas revelaram concentrações elevadas do íon
amônio (NH4+) e baixas dos íons nitrito (NO2-) e nitrato (NO3-) no solo. Esses compostos
nitrogenados são necessários para o crescimento dos vegetais e participam do ciclo
biogeoquímico do nitrogênio.
Em qual etapa desse ciclo biogeoquímico são formados os compostos que estão em
baixa concentração nesse solo?
a) Nitrificação
b) Assimilação
c) Amonificação
d) Desnitrificação
e) Fixação de nitrogênio

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 201 06/06/2019 12:20


202 68 – Material do Professor

20. Enem C3-H9


BIOLOGIA 1A

Uma grande virada na moderna história da agricultura ocorreu depois da Segunda Guerra
Mundial. Após a guerra, o governo havia se deparado com um enorme excedente de ni-
trato de amônio, ingrediente usado na fabricação de explosivos. A partir daí as fábricas de
munição foram adaptadas para começar a produzir fertilizantes tendo como componente
principal os nitratos.
SOUZA, F.A. Agricultura natural/orgânica como instrumento de fixação biológica e manutenção do ni-
trogênio no solo: um modelo sustentável de MDL. Disponivel em: www.planetaorganico.com.br. Acesso
em: 17 jul. 2015 (adaptado).

No ciclo natural do nitrogênio, o equivalente ao principal componente desses fertili-


zantes industriais é produzido na etapa de

O
a) nitratação.

O
b) nitrosação.

BO IV
c) amonificação.

SC
d) desnitrificação.

M S
e) fixação biológica do N2.

O U
D CL
O X
N E
SI SO
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1A_M45a50_P5.indd 202 06/06/2019 12:20


SI MA

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 145
ST T
EM ER
A ALI
D D
E E
EN U
SI SO
N E
O X
D CL
O U
M S
BO IV
O
BLE
ND
IM AGE
S / AL
AMY S
TOCK P
SC
HOTO

CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS


BIOLOGIA 1B O

04/06/2019 18:36
146 70 – Material do Professor

51
BIOLOGIA 1B

BIOMAS TERRESTRES

O
Em 2018, a BBC Brasil (British Broadcasting Corporation) e o botânico Ricardo

O
Cardim produziram um mapa da flora da cidade de São Paulo. Com base em regis-

BO IV
SC
tros históricos, reconstituíram a paisagem do local antes da colonização portuguesa.
• Principais biomas mundiais
Como resultado, concluíram que, por volta de 1550, São Paulo poderia ser

M S
• Principais biomas brasi-
considerada uma região de transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado.
leiros

O U
Além disso, era possível encontrar a vegetação característica do Pampa (bioma
HABILIDADES da região Sul) e as várzeas dos rios Tietê e Pinheiros, muito semelhantes à

D CL
do Pantanal.
• Citar os principais biomas
mundiais e brasileiros. O pesquisador acredita que o Cerrado surgiu nessa região em virtude de incêndios
naturais ou provocados pelos indígenas que habitavam o local na época. De acordo

O X
• Caracterizar cada um dos
com os relatos históricos, o fogo servia como controle para manter a vegetação baixa
biomas mundiais e brasilei-
N E
ros em relação ao clima, à
umidade, à fauna e à flora.
e era utilizado na captura de animais, alvos de caça da população.
O estudo mostra ainda que São Paulo era uma região rica em biomas, com
vegetação bastante diferenciada em cada trecho e grande biodiversidade animal.
SI SO
A reconstituição paisagística possibilita a compreensão dos fatores que levaram à
redução da biodiversidade de biomas, bem como auxiliam na criação de medidas
que previnam a extinção de outros biomas, sejam eles os remanescentes em São
EN U

Paulo ou nas outras localidades que correm esse risco.


ALEXANDRE CAPPI/PULSAR

E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

Parque Estadual do Jaraguá, região de preservação da Mata Atlântica em São Paulo (SP).

PRINCIPAIS BIOMAS MUNDIAIS


Biomas, também denominados grandes ecossistemas, consistem em um con-
junto de fauna, flora e clima característicos de regiões específicas. Em geral, é difícil
delimitá-los, pois a paisagem é capaz de mudar gradativamente, misturando-se sem
que a percebamos radicalmente. Os principais biomas existentes no planeta Terra
são: Tundra, Taiga, Floresta Temperada, Floresta Pluvial Tropical, Floresta Mediterrâ-
nea, Campos e Deserto.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 146 04/06/2019 18:36


71 – Material do Professor 147

Distribuição mundial dos principais biomas terrestres

BIOLOGIA 1B
DESIGNUA/SHUTTERSTOCK

O
O
BO IV
SC
M S
O U
D CL
Deserto Polar Estepe (tipo de campo)

Tundra Savana (tipo de campo)

O X
Taiga ou Floresta de Coníferas Floresta Pluvial Tropical

N E Floresta Temperada

Montanhas
Vegetação do Mediterrâneo

Deserto
SI SO
TUNDRA
Ocorre ao redor do círculo Ártico – no extremo norte do Alasca e do Canadá,
EN U

na Noruega, na Finlândia, na Groelândia e na Sibéria –, na cordilheira dos Alpes,


na Europa, e em ilhas subantárticas do hemisfério sul. Tem como características
E E

principais: os permafrosts, cujo solo é composto especificamente de terra, rocha e


gelo e permanece congelado de maneira permanente; e a água líquida, encontrada
D D

apenas no verão. Em geral, apresenta clima extremamente frio e seco, com inverno
e verão bem definidos. Tem muitos fungos, liquens e vegetação rasteira, com ciclo
A AL

curto de vida das plantas, de modo que não há tempo para formação de grandes
árvores ou angiospermas, com floração e formação de sementes de pequenas
plantas apenas no verão.
I
EM ER

Aves e mamíferos que habitam esse bioma são adaptados ao frio. São espécies
características: caribus, renas, ursos, raposas, bois-almiscarados, lebres, lobos e
roedores (lêmingues). As aves do hemisfério norte têm hábito migratório e voam
para o hemisfério sul em busca de alimentos e temperaturas menos rigorosas du-
ST T

rante o inverno.
SI MA
REALIMAGE / ALAMY STOCK PHOTO

Exemplo de tundra no monte


Storsteinen (Noruega) durante
o verão.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 147 04/06/2019 18:36


148 72 – Material do Professor

TAIGA

STEPHANE BIDOUZE/SHUTTERSTOCK
BIOLOGIA 1B

A Taiga, também chamada de Floresta Setentrio-


nal de Coníferas ou Floresta Boreal, é encontrada
ao longo da América do Norte (Alasca, Canadá) e na
Eurásia (Sibéria, Japão, Suécia). As temperaturas são
baixas, mas o verão é mais quente e prolongado se
comparado à Tundra, o que favorece o crescimento de
grandes árvores. Como, no inverno, a água permanece
congelada, os animais e as plantas desse bioma ficam
em estado de dormência marcada, com metabolismo
muito lento.

O
A vegetação é bastante homogênea, com pre-

O
BO IV
dominância de pinheiros (gimnospermas), musgos,

SC
liquens, algumas plantas arbóreas e poucos arbus-
tos. Durante o verão, coníferas podem apresentar Nas florestas temperadas, o outono é bem marcado, com evidência de

M S
sua principal característica, o alaranjado das folhas que caem e deixam as
sistema de raízes superficial do solo, na tentativa árvores desfolhadas.

O U
de captar água. A fauna é constituída principalmente
de alces, ursos-pardos, lobos, linces e diversos roe- FLORESTA PLUVIAL TROPICAL

D CL
dores. Entre as aves, podem ser destacados galos- Apresenta alto nível de umidade, chuvas contínuas,
-silvestres, corujas-lapônicas, corujas-das-neves e temperaturas elevadas (entre 21 °C e 32 °C) e alta
outras aves migratórias. radiação solar, sendo o bioma mais produtivo da Terra.

O X
Encontra-se nas regiões próximas à linha do Equador,
ONFOKUS/ISTOCKPHOTO.COM

N E onde estão localizadas as florestas tropicais distribuí-


das na Austrália, na Índia, em alguns locais da Ásia, da
SI SO
África, da América Central e da América do Sul.
A vegetação consiste em dosséis densos e o solo
é coberto por muita matéria orgânica e folhas perenes.
As raízes são pouco profundas em razão do grande
EN U

acúmulo de matéria orgânica recém-decomposta que,


predominantemente, pode ser encontrada na superfí-
E E

cie. Assim, há grande riqueza de nutrientes, uma vez


que a reposição da biomassa ocorre rapidamente na
D D

floresta. A pouca profundidade das raízes facilita as


derrubadas nos desmatamentos.
A AL

Tanto as plantas quanto os animais são ativos du-


rante praticamente o ano todo, apresentando grande
variedade de espécies. Predominam, nesse ambiente,
I

mamíferos arbóreos, como macacos, lêmures e pre-


EM ER

Ambiente de Taiga no outono. Província de Quebec, Canadá.


guiças, e animais terrestres, como cotias, capivaras,
onças e antas, além de aves, répteis, anfíbios e grande
FLORESTAS TEMPERADAS
diversidade de invertebrados.
ST T

Este bioma abrange áreas como o leste da América


do Norte e grande parte da Eurásia. No inverno, há
WONG SZE YUEN/DREAMSTIME.COM
SI MA

presença de neve e, no verão, as temperaturas são


altas, com estações definidas.
O solo rico em matéria orgânica torna possível o
desenvolvimento de árvores de grande porte, que
perdem as folhas no outono e são conhecidas como
decíduas ou caducifólias. Além da predominância
das angiospermas, há, ainda, a presença de diversas
espécies de ervas perenes com rápido crescimento
durante a primavera.
A fauna apresenta muitas espécies migratórias
que retornam na primavera. Espécies como cervos,
porcos-do-mato, leões-da-montanha, esquilos, pumas,
raposas e lobos podem ser encontradas com maior
constância nesse bioma. Interior de Floresta Pluvial Tropical.

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73 – Material do Professor 149

FLORESTA MEDITERRÊNEA As pradarias são similares às estepes, mas ocor-


rem em clima temperado ou subtropical, em regiões

BIOLOGIA 1B
A Floresta Mediterrânea era um bioma com carac-
terísticas únicas, mas que, com o passar do tempo, foi como Estados Unidos, Canadá e Uruguai. A vegetação
modificado, tornando-se tão diferente que deixou de é similar à das estepes, com solos férteis e grande
existir, dando lugar a formações vegetais secundárias, quantidade de matéria orgânica disponível, em razão
denominadas Chaparrais. Também chamado de maqui, das plantas que secam nos períodos mais secos, pro-
ocorre em clima ameno, com ventos úmidos e verão duzindo húmus.
seco nas regiões em torno do mar Mediterrâneo, na Os animais que habitam os campos apresentam
Europa, na Califórnia, no noroeste do México e em adaptações específicas para regiões com relativa pri-
algumas áreas da Austrália, do Chile e da África do vação de água, podendo aproveitar a ampla vegetação
Sul. Desenvolve-se em ambientes que apresentam como fonte de nutrientes. No entanto, por ser uma

O
precipitação inferior à dos campos temperados, e tem, região aberta, esses animais estão constantemente

O
predominantemente, plantas lenhosas arbustivas de sujeitos à predação.

BO IV
folhas duras, com crescimento lento e resistentes às

MAVENVISION/ALAMY STOCK PHOTO


SC
secas.

M S
A vegetação é mais evidente durante o inverno e no
começo da primavera, quando há maior intensidade de

O U
chuvas. Composta principalmente de arbustos densos

D CL
e árvores lenhosas baixas, a vegetação se desenvolve
no solo ácido característico das regiões. Além disso, a
Floresta Mediterrânea passa por queimadas periódicas,

O X
de modo que algumas plantas só se desenvolvem após
essas queimas.
N E
MATHIAS RHODE/ALAMY STOCK PHOTO

SI SO
Vegetação de gramíneas encontrada nas regiões de pradaria, no Canadá.
EN U

SAVANAS
As regiões tropicais, em grande parte do continente
E E

africano, na América Central, na América do Sul, na Ásia


D D

e na Austrália, são locais onde ocorrem savanas. São


regiões predominantemente quentes com duas esta-
ções bem definidas, inverno seco e verão com chuvas.
A AL

A vegetação é composta de herbáceas até uma


matriz campestre, com árvores esparsas. O solo é
poroso, ácido e pobre em nutrientes. O fogo também
I
EM ER

O Parque Nacional Death Valley, Califórnia (Estados Unidos), é uma região


característica do bioma Chaparral. está presente e tem papel importante no equilíbrio da
vegetação, favorecendo espécies campestres. Na fau-
na, há muitos herbívoros, mamíferos de grande porte,
CAMPO
ST T

aves e insetos.
Em geral, ocupa regiões mais secas, em ambientes
SI MA

tropicais ou temperados, e pode ter diversos nomes,


BABETKA/SHUTTERSTOCK

tais como: estepes, na Ásia, e pradarias, na América


do Norte. Com duas estações bem definidas, não é
comum a presença de árvores, em virtude das condi-
ções climáticas e do solo. A continentalidade faz com
que a umidade, em quase todo o ano, seja baixa. No
entanto, é possível encontrar rios e lagos, onde há a
presença de árvores, assim como mais de um estrato
de vegetação em locais mais úmidos (próximos a am-
bientes tropicais).
As estepes apresentam vegetação herbácea, com
predominância de gramíneas, geralmente altas, de
modo contínuo, geralmente em zonas de transição
entre savanas e desertos. O terreno é plano ou pou-
co ondulado. Paisagem da savana africana.

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150 74 – Material do Professor

DESERTO AMAZÔNIA
BIOLOGIA 1B

É caracterizado pela umidade reduzida, com tem- Ocupa a região norte do Brasil e se estende por oito
peraturas muito altas e raros eventos de precipitação. países vizinhos: Bolívia, Equador, Colômbia, Guiana,
Os desertos podem ser tropicais, temperados e frios, Guiana Francesa, Suriname, Peru e Venezuela. Apro-
distribuídos na África, Austrália, Ásia e nas Américas. ximadamente 60% da Floresta Amazônica está em
Em geral, o solo é árido e pobre em nutrientes. Em território brasileiro.
razão do clima e das condições edáficas, a vegetação Esse bioma é conhecido como a maior fl oresta
é esparsa, de pequeno porte, com poucas gramíneas, pluvial tropical do mundo. E é divido em três tipos de
arbustos, muitos cactos e suculentas, que são espécies vegetação: mata dos igapós, que consiste em solos ala-
bem-adaptadas a altas temperaturas e pouca disponibili- gados constantemente; matas de várzeas, com solos
dade de água. A fauna é composta de pequenos roedo- alagados periodicamente próximos aos rios; e matas

O
res, répteis, escorpiões e insetos, com adaptações para de terra firme, sem inundações. O solo é arenoso e co-

O
viver neste ambiente, como a eliminação de pouca água. berto por uma camada de húmus, rica em nutrientes e

BO IV
formada pela decomposição de animais, folhas e frutos.

SC
OSCITY/SHUTTERSTOCK

A fl ora é bastante diversa, com plantas típicas,

M S
como castanheiros-do-pará, cedros, mata-paus, vitó-
rias-régias e seringueiras (esta utilizada na extração

O U
do látex para produção de borracha). A floresta tem

D CL
também grande variedade de bromeliáceas e plantas
de folhas largas e perenes, com diversos estratos for-
mados pela copa das árvores.

O X
Em relação à fauna, destacam-se espécies de ma-
cacos, onças, peixes-boi, antas e saguis. Há mais de
N E 1 700 espécies de peixes nos rios amazônicos. A fauna
de médio e pequeno portes é abundante na região,
SI SO
principalmente em relação aos mamíferos. A diversi-
Deserto do Arizona, Estados Unidos. dade de peixes encontrada na bacia amazônica é uma
das maiores do mundo, mesmo com a interferência de

PRINCIPAIS BIOMAS espécies invasoras em decorrência da ação antrópica.


EN U

Podemos afirmar que o ecossistema aquático é um


BRASILEIROS dos mais ricos desse bioma.
E E

LEOFFREITAS/GETTYIMAGES
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia
D D

e Estatística (IBGE), o Brasil apresenta seis principais


biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica (pluvial cos-
A AL

teira), Caatinga, Pantanal e Pampa (campos sulinos).

Mapa de distribuição dos biomas brasileiros


I

50° O
EM ER

Equador

ST T

BIOMA AMAZÔNIA
BIOMA A Floresta Amazônica é considerada a maior bacia hidrográfica do planeta,
SI MA

CAATINGA já que 80% de água doce se encontra na região amazônica. Na imagem o


Rio Amazonas, o maior e o principal rio da Amazônia.

BIOMA
CERRADO
CERRADO
Ocorre principalmente nos estados de Mato Grosso,
CA

OCEANO
BIOMA
ATLÂNTICO
TI

PANTANAL
Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Minas Ge-
N

OCEANO
Â

L
AT
PACÍFICO
io AT
A rais e em algumas regiões de São Paulo, Paraná, Paraíba
e Capricórn M
Trópico d A e Pernambuco. A vegetação apresenta arbustos e árvores
M

com galhos retorcidos, folhas coriáceas e caules bastan-


O
BI

BIOMA
PAMPA
tes espessos, que conferem resistência às queimadas.
O solo é arenoso, ácido, com alta taxa de alumínio e
boa capacidade de drenagem, permitindo que a água se
N Escala aproximada
NO NE
1: 66 000 000 acumule em regiões mais profundas, de difícil acesso.
O L
0 660 1 320 km
SO SE
As espécies que compõem a flora dispõem de adap-
Cada cm = 660 km
tações para os períodos secos, como raízes profun-
S

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). das para absorção de água e órgãos subterrâneos que

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 150 18/06/2019 09:30


75 – Material do Professor 151

armazenam nutrientes para sobrevivência. Nesse bio- animais como morcegos, marsupiais, gambás, cuícas,
ma, são encontradas espécies vegetais como marme- diversas subespécies de macacos, micos-leões-doura-

BIOLOGIA 1B
linhos, barbas-de-bode, catuabas, indaiás, guabirobas, dos e vasta gama de insetos.
pequis, pitangas, barbatimões, ipês, jacarandás-do- Esse bioma já ocupou aproximadamente 12% do
campo, capins-gorduras, além de arbustos e herbá- território brasileiro, mas o crescimento urbano intenso,
ceas, que apresentam curto ciclo de vida. as atividades industriais e portuárias e a exploração
Quanto à fauna, é comum encontrar animais de de madeiras nativas para fins diversos são algumas
médio e grande porte, como emas, carcarás, serie- das intervenções humanas que fizeram com que seu
mas, araras, urubus-reis, tucanos, lobo-guarás, onças- tamanho fosse drasticamente reduzido.
-pintadas, antas, tamanduás, tatus, veados-campeiros, Os ambientes costeiros, como restingas e man-
veados-catingueiros e cupins. guezais, são conhecidos como subdivisões da Mata

O
O Cerrado abriga grande número de espécies en- Atlântica. Os manguezais são regiões úmidas, com

O
dêmicas, isto é, exclusivas desse bioma, o que con- solo encharcado e lameado, de transição entre am-

BO IV
figura um hotspot mundial de biodiversidade, com bientes terrestres e marinhos, formados por arbustos

SC
diversas espécies ainda não catalogadas. É um bioma e espécies herbáceas com raízes aéreas, apresentando

M S
extremamente devastado, principalmente para o plan- rizóforos e pneumatóforos, que passam por bancos de
tio de soja na região Centro-Oeste. Além disso, sofre lama e sal, originando pântanos salinos. Já as restin-

O U
constante interferência e expansão urbana, correndo o gas são formadas por solos arenosos em planícies na
risco de se extinguir em breve e provocar não apenas costa litorânea, podendo apresentar vegetação herbá-

D CL
a extinção de grande parte de biodiversidade única cea ou arbustiva, com fauna bastante diversa. Esses
do planeta, mas prejuízo ao equilíbrio ecológico de ambientes constituem grande importância ecológica
muitas outras regiões. por serem considerados berçários para os recursos

O X
pesqueiros. Consequentemente, são excelentes indica-
PEDRO FERREIRA/DREAMSTIME.COM

N E dores da dinâmica ambiental da área litorânea, além de


estarem protegidos sob legislação federal para conser-
SI SO
vação permanente. Entretanto, têm sofrido fragmen-
tação de hábitat em virtude da ocupação desordenada
na costa brasileira.
EN U

KLAUSBALZANO/ISTOCKPHOTO.COM
E E
D D
A AL

Paisagem do Cerrado após queimada, com árvores sem folhas. Chapada


das Mesas, Maranhão.

MATA ATLÂNTICA
I
EM ER

Ocorre ao longo da costa brasileira, desde o Nor-


deste até o Rio Grande do Sul. Ocupa um trecho de
Minas Gerais e grande parte dos estados do Paraná, Parque Estadual da Serra do Mar, localizado entre os estados de São
de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com
ST T

Paulo e Rio de Janeiro.


predominância na serra do Mar e serra da Mantiquei-
SI MA

ra. É conhecida, inclusive, como Floresta Tropical ou CAATINGA


Ombrófila Densa, semelhante à Floresta Amazônica, Ocorre nos estados do Nordeste (Bahia, Sergipe,
por apresentar clima quente e úmido. Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte,
A flora é composta de árvores que atingem de 20 Ceará, Piauí e Maranhão) e no norte de Minas Gerais.
a 30 metros de altura, formando um dossel fechado. O clima é seco, com baixa precipitação e altas tempe-
O solo dispõe de matéria orgânica proveniente da de- raturas, promovendo elevada evapotranspiração. Esse
composição das folhas. Não tem grande renovação de bioma também pode ser denominado regionalmente
matéria, como acontece na Amazônia, sendo, portanto, como sertão ou agreste. Os solos são férteis em al-
um solo pobre em nutrientes, mas com alta fertilidade gumas regiões, mas a falta de água limita o desenvol-
por conta da camada de serrapilheira. As árvores mais vimento da vegetação.
conhecidas são: canelas, figueiras, quaresmeiras, ce- As plantas encontradas neste bioma são conheci-
dros, manacás, palmeiras, embaúbas e pau-brasil, que das como xerófitas e apresentam adaptações, como
é muito utilizada na produção de corantes vermelhos. espinhos e caules suculentos, que reduzem a taxa de
Há, também, grande variedade de epífitas, como bro- transpiração, além de sistemas de raízes bem desenvol-
mélias, orquídeas e samambaias. A fauna apresenta vidas para absorção de água subterrânea. As cactáceas e

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 151 04/06/2019 18:36


152 76 – Material do Professor

suculentas são comuns neste bioma, além de espécies entre a fauna nativa e as espécies invasoras, além da
constante degradação, causando empobrecimento e
BIOLOGIA 1B

como mandacarus, marmeleiros, barrigudas e aroeiras.


A fauna é composta de espécies de preás, gambás, compactação do solo.
veados catingueiros, tatus-bolas, tamanduás-mirins,

ANDRE DIB/PULSAR
entre outros. A Caatinga sofre impactos causados pe-
los grandes latifúndios, promovendo o desmatamento
para a formação de campos de pastagem.
HECKEPICS/ISTOCKPHOTO.COM

O
O
BO IV
SC
M S
Região de Barra Mansa, no estado do Mato Grosso do Sul.

O U
PAMPA

D CL
Os pampas também são chamados de campos su-
O bioma Caatinga apresenta espécies de plantas em disposição esparsa
em razão das condições de solo e de clima.
linos e ocorrem no Rio Grande do Sul, estendendo-se
até o Uruguai e a Argentina. A vegetação herbácea é

O X
PANTANAL composta principalmente de gramíneas, o que favo-
Este bioma está distribuído nos estados do Mato rece o pasto para a criação de gados e ovelhas e o
N E Grosso e Mato Grosso do Sul e estende-se pela Bolívia,
pelo Paraguai e pela Argentina. É considerada a maior
cultivo de arroz, milho, trigo e soja. O impacto sofrido
por esse bioma deve-se, principalmente, ao pisoteio
SI SO
planície alagada, com inundações do rio Paraguai nos excessivo de animais, especialmente no período de
meses de cheia (entre novembro e fevereiro), o que escassez das gramíneas, o que promove erosão e
força os animais a se deslocarem para as áreas secas arenização. A monocultura também empobrece o solo
EN U

nesse período. Na baixa das águas, os animais retor- de maneira contínua.


nam aos leitos de rios, lagos, lagoas, e os nutrientes

HELISSA GRUNDEMANN/SHUTTERSTOCK
deixados pela cheia fertilizam o solo.
E E

A vegetação é composta de árvores como ipês-


D D

-rosas, aroeiras, angicos, jenipapeiros, ingazeiros,


jatobás, perobas, embaúbas e aguapés. A fauna se
A AL

destaca por espécies de tuiuiús, araras-vermelhas,


araras-azuis, garças-reais, capivaras, onças-pardas e
onças-pintadas, e um elevado número de espécies de
I

peixes e jacarés. Por conta disso, é considerado um


EM ER

santuário ecológico, uma vez que apresenta um dos


ecossistemas com maior biodiversidade do mundo.
O Pantanal sofre grande impacto com a pesca
ST T

predatória e o garimpo, levando à poluição do solo, A região de divisa entre o Brasil e a Argentina apresenta vegetação de
com a pecuária extensiva, que favorece a competição plantas rasteiras do Pampa.
SI MA

LEITURA COMPLEMENTAR
Importância do Brasil na biodiversidade mundial imaginávamos que o Brasil tinha essa quantidade de
é maior do que se pensava espécies, mas os números exatos estavam espalhados
Quase um quarto de todos os peixes de água doce do em bases de dados muito diferentes pelo mundo. É
mundo - mais precisamente 23% - estão nos rios brasilei- uma combinação de dados única", disse à BBC News
ros. Assim como 16% das aves do planeta, 12% dos ma- Brasil a bióloga Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia
míferos e 15% de todas as espécies de animais e plantas. Oriental, que participou do estudo e lidera os esforços
Esses números estão sendo compilados pela primeira para compilar os dados brasileiros.
vez por cientistas brasileiros após a publicação do es- "A condição do Brasil é muito única, mas, nas discussões
tudo “O futuro dos ecossistemas tropicais hiperdiver- políticas, o papel que o país tem na biodiversidade mun-
sos”, divulgado no final de julho na revista Nature. "Já dial é pouco considerável. Precisamos de um conjunto de

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 152 18/06/2019 14:42


77 – Material do Professor 153

políticas muito mais fortes e atuantes para lidar com essa no mundo a cada ano. Mas, nesse ritmo, os pesquisadores

BIOLOGIA 1B
biodiversidade." estimam que seriam necessários pelo menos 300 anos para
O estudo, realizado por um grupo de 17 cientistas, incluin- catalogar toda a biodiversidade do planeta.
do quatro brasileiros, é a maior revisão de dados sobre a Ferreira diz que ainda falta no Brasil um programa "abran-
biodiversidade nos trópicos, segundo o biólogo marinho, gente e integrado de avaliação da biodiversidade". A maior
zoólogo e botânico britânico Jos Barlow, da Universidade parte das pesquisas, ela afirma, são feitas em locais de fácil
de Lancaster, no Reino Unido, que liderou a pesquisa. acesso - como a beira dos rios e as margens de estradas - e
"Sempre soubemos que a região era importante. Mas encon- na região Sudeste, onde se concentra a maior parte dos
tramos números surpreendentes. Mostramos, por exemplo, pesquisadores.
que 91% de todos os pássaros do mundo passam ao menos "Tentamos aos trancos ebarrancos cumprir as metas inter-

O
parte de suas vidas nos trópicos. Isso é incrível", disse à nacionais, mas é tudo muito grosseiro e genérico. Num país

O
BBC News Brasil. muito menor como o Reino Unido, se conhece a fauna e a

BO IV
"Eu também fiquei impressionado com o fato de o Brasil flora de cada quilômetro do país", compara.

SC
ser responsável por um quarto dos peixes de água doce. "Precisamos fazer programas de monitoramento amplo

M S
Geralmente, esses ecossistemas são ignorados." em todos os biomas brasileiros e programas de conser-
Perda acelerada de espécies tropicais vação nos outros biomas, além daAmazônia. Mas o que

O U
No estudo, a equipe internacional de cientistas alerta para vemos é justamente o contrário disso, um corte massivo
de financiamento para ciência e tecnologia, especialmente

D CL
o fato de que a falta de ações de conservação e monitora-
mento dos ecossistemas tropicais pode causar, em breve, nos recursos humanos."
uma perda sem precedentes de espécies - muitas das quais Em 2014, o governo brasileiro criou o Sistema de Infor-
mação Sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), uma

O X
sequer são conhecidas.
Os ecossistemas tropicais - florestas, savanas, lagos e rios espécie de atlas das espécies do país, ligado ao Minis-
N E
e recifes de coral - cobrem 40% do planeta, mas abrigam
mais de três quartos (78%) de todas as espécies.
tério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações
(MCTIC). A iniciativa, no entanto, avança a passos lentos
SI SO
Além disso, desses ecossistemas dependem as vidas de na tarefa de catalogar apenas o que já se sabe sobre a
centenas de milhares de pessoas. Os recifes de coral, por fauna e a flora nativas.
exemplo, são responsáveis pela subsistência e pela prote- "Nunca chegamos numa amostragem de toda a biodiver-
sidade espacial. O território brasileiro é grande demais,
EN U

ção de mais de 200 milhões, apesar de só cobrirem 0,1%


dos oceanos. nunca tivemos investimento com regularidade suficiente e
Em todos esses locais, dizem os pesquisadores, a flora e a os programas de pesquisa nunca se preocuparam em traçar
E E

fauna sofrem a "ameaça dupla" das atividades humanas, uma estratégia que abrangesse o território todo", disse à
BBC News Brasil a bióloga Andrea Nunes, coordenadora
D D

como o desmatamento e a pesca predatória em excesso, e


de ondas cada vez mais frequentes de calor, causadas pela de biomas do MCTIC e diretora geral do SiBBr.
mudança climática. Nunes estima que, atualmente, o SiBBr tenha cerca de 15
A AL

"Quando falamos em mudança climática, falamos muito do milhões de espécies em sua base de dados. Mas só nas seis
seu impacto nas regiões polares, mas isso está devastando principais coleções do Brasil - ou seja, nas instituições como
a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), O Instituto Nacional
I

os trópicos. E o mundo parece ter dado um passo atrás no


EM ER

que se refere ao compromisso com ações relacionadas ao de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Museu de Zoologia
meio ambiente." de São Paulo - pode haver até 40 milhões de registros.
Para Joice Ferreira, da Embrapa, também é preciso consi- IMPORTÂNCIA do Brasil na biodiversidade mundial é maior do
ST T

derar que a maior parte dos países tropicais são regiões que se pensava, dizem cientistas.Tribunal de Contas da União. Dispo-
nível em: <https://portal.tcu.gov.br/transparencia/sustentabilida-
mais pobres, com menor capacidade de pesquisa. "Nossa
SI MA

de/>. Acesso em: abr. 2019.


região alimenta todas as outras do mundo com recursos
naturais, mas a maior parte das pesquisas sobre os trópi-
ALAMY STOCK PHOTO

cos é liderada por países desenvolvidos", afirma.


"Isso nos coloca numa situação de vulnerabilidade, porque
temos uma capacidade menor de resposta às mudanças
climáticas. Estamos colocando em risco um número muito
Os anfíbios são muito
grande de espécies." sensíveis às alterações
Dificuldade para catalogar dados no Brasil climáticas e, nos
últimos anos, as taxas
Segundo Barlow, um dos principais problemas das regiões de desaparecimento de
tropicais é a falta de investimento na coleta e na catalogação espécies desse grupo só
de espécies. Ou seja, sequer sabemos tudo o que está em aumenta. Na imagem, a
perereca Phyllomedusa,
perigo com o aumento das temperaturas globais. encontrada nas Américas
Atualmente, cerca de 20 mil novas espécies são descobertas Central e do Sul.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 153 18/06/2019 14:42


154 78 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
BIOLOGIA 1B

BIOMAS TERRESTRES

PRINCIPAIS BIOMAS
MUNDIAIS

Tundra

O
O
BO IV
Principal

SC
permafrost
característica:

M S
O U
O clima é frio e seco com vegetação rasteira

D CL
Taiga

O X
principal tipo de
O clima é
N E frio
vegetação:
pinheiros
SI SO
Floresta temperada

Vegetação com
EN U

grande e folhagem caducifólia


árvores de porte
E E

Floresta pluvial tropical


D D

e vegetação
A AL

O clima é quente e úmido densos


apresenta dosséis
I

Floresta mediterrânea
EM ER

e vegetação com
O clima é ameno lenhosas ou arbustivas
ST T

plantas
SI MA

Campo

O clima é variável e vegetação rasteira

Tipos de campos estepe pradaria

Deserto

O clima é quente e seco e vegetação esparsa

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 154 04/06/2019 18:36


79 – Material do Professor 155

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1B
BIOMAS
BRASILEIROS

Amazônia

O
O
Região norte

BO IV
SC
M S
Cerrado

O U
D CL
Vegetação resistente a queimadas

O X
Mata atlântica
N E
SI SO
Ocorre principalmente na costa brasileira
EN U

Caatinga
E E
D D

Vegetação xerófita
A AL

Pantanal
I
EM ER

Considerada maior planície alagada


ST T
SI MA

Pampa

É um exemplo de campo, por apresentar vegetação do tipo

herbácea ou gramínea

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 155 04/06/2019 18:36


156 80 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
BIOLOGIA 1B

1. UERN – Analise as afirmativas que descrevem algumas 5. Unitins-TO – Bioma é definido como uma área geo-
características de um ecossistema terrestre: gráfica caracterizada por um conjunto de ecossistemas
I. Ocorre no hemisfério norte, próximo à calota polar; com vegetação, fisionomias, fauna e solo típicos, onde
predomina um certo tipo de clima. Sobre os biomas,
II. Os bois almiscarados estão entre os animais que
representam a fauna dessa região; é correto afirmar:
III. As plantas típicas dessa região são musgos e a) As florestas tropicais são caracterizadas pelo clima
liquens, como também gramíneas e pequenos quente com pouca precipitação e abrigam muitas
arbustos. espécies de mamíferos, entre eles, javalis, veados
e esquilos.
As afirmativas anteriores se referem ao seguinte bioma: b) Os desertos situam-se nas zonas tropicais dos con-

O
a) Taiga tinentes da África, América do Sul e Central, cuja
vegetação é caracterizada pelas plantas herbáceas

O
b) Tundra
com árvores e arbustos esparsos.

BO IV
c) Floresta tropical
c) As florestas temperadas são encontradas próximas

SC
d) Floresta temperada às zonas polares. Sua vegetação é caracterizada pela

M S
A Taiga é composta de coníferas e apresenta clima frio. A Floresta presença de liquens e musgos. A fauna é composta
Temperada apresenta clima frio e folhas caducifólias. A Floresta Tropical por mamíferos que apresentam pelagem densa e

O U
apresenta clima quente e úmido, com dosséis densos e solo escuro.
aves migratórias, como as corujas e as gaivotas.
2. UERR – As grandes formações de seres vivos em terra d) A vegetação das savanas é marcada pela presença

D CL
são chamadas de Biomas, estes são geralmente carac- de plantas suculentas, como os cactos, enquanto
terizados e identificados por suas plantas mais abun- que a fauna é composta, principalmente, por lagartos
dantes. O Brasil é formado por seis biomas terrestres e serpentes.
com características distintas.

O X
e) Conhecida também como floresta de coníferas ou flores-
Assinale a alternativa correta que contenha estes seis ta boreal, a taiga é constituída basicamente por pinheiros
biomas: N E
a) Floresta pantaneira; Tundra; Amazônia; Floresta Bo-
e abetos adaptados para resistir às baixas temperaturas.
A alternativa A está incorreta, porque florestas tropicais apresentam
clima quente e úmido. A alternativa B está incorreta, porque desertos
SI SO
real; Caatinga e Pampa. apresentam vegetação esparsa de pequeno porte, como gramíneas e
arbustos. A alternativa C está incorreta, porque a descrição se refere
b) Floresta Boreal; Floresta Amazônica; Mata Atlântica; à Tundra. A alternativa D está incorreta, porque a descrição se refere
Pantanal; Caatinga e Taiga. aos desertos.
c) Taiga; Caatinga; Amazônia; Pantanal; Cerrado e Mata
6. Udesc (adaptada) C8-H28
EN U

Atlântica.
Segundo o IBGE, são seis os biomas continentais bra-
d) Pantanal; Amazônia; Floresta Boreal; Cerrado e Tundra.
sileiros, conforme mostra a figura a seguir.
e) Amazônia; Caatinga; Cerrado; Mata Atlântica; Pampa
E E

50° O
e Pantanal.
D D

Equador 0°
Os demais biomas citados ao longo da questão se referem a biomas
terrestres mundiais.
1
A AL

3
3. Sistema Dom Bosco – A Taiga, ou Floresta Boreal,
é um bioma terrestre encontrado principalmente na
América do Norte e na Eurásia. Cite duas características 2

desse bioma.
I

OCEANO
4 ATLÂNTICO
EM ER

OCEANO
A Taiga apresenta vegetação homogênea, com predominância de PACÍFICO 5
Capricórnio
Trópico de

pinheiros e baixas temperaturas.


ST T

6
SI MA

Cite os respectivos biomas enumerados no mapa.


4. Uece (adaptada) – As plantas da Caatinga apresen- O bioma 1 é a Amazônia, o bioma 2 é o Cerrado, o bioma 3 é a Caatinga, o
tam algumas características particulares, como folhas
transformadas em espinhos, cutículas altamente imper- bioma 4 é o Pantanal, o bioma 5 é a Mata Atlântica e o bioma 6 é o Pampa.
meáveis, caules suculentos e raízes profundas. Essa
descrição se refere ao que definimos como Competência: Apropriar-se de conhecimentos da Biologia para, em
a) xeromorfismo.
b) caducifólia. situações-problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-

c) permafrost.
-tecnológicas.
d) decídua.
Habilidade: Associar características adaptativas dos organismos com
A alternativa B está incorreta porque plantas caducifólias perdem suas
folhas em períodos mais frios, sendo a classificação sinônima de folhas
decíduas, descrita na alternativa D. A alternativa C está incorreta porque seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes
permafrosts são solos congelados.
ambientes, em especial em ambientes brasileiros.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 156 04/06/2019 18:36


81 – Material do Professor 157

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

BIOLOGIA 1B
7. Uepa – O termo bioma é mais abrangente do que for- Assinale a alternativa que indica o bioma o qual tem
mação vegetal, pois inclui, além da fitofisionomia, a o fogo, produzido naturalmente, como mecanismo de
fauna, características do clima, do solo e outros aspec- manutenção da sua biodiversidade.
tos abióticos. Portanto, o bioma pode ser considerado a) Amazônia.
como uma área do espaço geográfico caracterizada por
um conjunto de ecossistemas com vegetação, solo e b) Caatinga.
fisionomia típicos, no qual predomina certo clima. c) Campo sulino.
Sobre o termo em destaque, no texto, analise as afir- d) Cerrado.
mativas abaixo: e) Mata Atlântica.
I. Área de procriação para muitas espécies marinhas

O
9. UFRR (adaptada) – A Mata Atlântica originalmente
por elevada quantidade de nutrientes orgânicos. Ve-

O
getação predominante de plantas arbóreas formada cobria uma área de 1 milhão de km2, estendendo-se

BO IV
por halófitas. ao longo do litoral brasileiro, desde o Rio Grande do
Norte até o Rio Grande do Sul. Este é o ecossistema

SC
II. Pouca água, vegetação escassa, com predominância brasileiro que mais sofreu os impactos ambientais dos
de plantas xerófitas, que possuem diversas adapta-

M S
ciclos econômicos da história do Brasil, reduzindo-se a
ções. Região com alto grau de insolação e grande
cerca de 7% de sua área original. Analise as afirmações
perda de água pela transpiração.

O U
a seguir.
III. Ocorre em zonas temperadas e tropicais, sendo clas-
I. O desmatamento da Mata Atlântica teve início com

D CL
sificado em pradaria, estepe e savana, de vegetação
rasteira formada por gramíneas. De clima variável, de a chegada dos colonizadores ao Brasil, e os portu-
acordo comas latitudes. Baixa quantidade de chuvas. gueses extraíram o pau-brasil, árvore de coloração
avermelhada da qual era retirado um corante muito
IV. Clima de temperatura quente com média anual de apreciado na Europa.

O X
26 ºC. O inverno é muito seco e as chuvas são
abundantes no verão. A vegetação é ananicada por- II. Apesar da perda de vasta área, a Mata Atlântica não
N E
que o solo é pobre em nutrientes. Vegetação de
arbustos tortuosos e pequenas árvores esparsas
de raízes longas.
sofre com problemas de extinção, uma vez que as
espécies endêmicas da região se encontram prote-
gidas por Unidades de Conservação.
SI SO
V. O mais exuberante bioma vegetal do planeta, lo- III. A expansão da agricultura, principalmente ligada à
calizado em áreas de baixas altitudes, clima úmido produção de cana-de-açúcar no Nordeste e de café
e quente, com temperaturas entre 21 ºC e 32 ºC, a no Sudeste, foi um dos fatores que levaram à su-
pluviosidade é elevada, megadiversidade e taxa de pressão de vastas áreas da Mata Atlântica.
EN U

evapotranspiração elevada pelas folhas largas (lati- Após a leitura, marque a opção com a(s) assertiva(s)
foliadas) do vegetal. corretas.
E E

A alternativa que indica as características correspon- a) III.


dentes aos biomas mencionados no texto é: b) I.
D D

a) I – deserto; II – campos; III – manguezal; IV – cerrado; c) I e II.


V – floresta tropical
d) I e III.
A AL

b) I – campos; II – deserto; III – manguezal; IV – cerrado;


e) Todas as afirmativas são incorretas.
V – floresta tropical
c) I – manguezal; II – deserto; III – floresta tropical; 10. Sistema Dom Bosco – As florestas temperadas, en-
IV – cerrado; V – campos
I

contradas na América do Norte, na Europa e no norte da


EM ER

d) I – manguezal; II – cerrado; III – campos; IV – deserto; América Central, apresentam água em estado líquido no
V – floresta tropical solo apenas durante o verão. Explique a adaptação que
e) I – manguezal; II – deserto; III – campos; IV – cerrado; as plantas desse bioma desenvolveram ao clima frio.
V – floresta tropical
ST T

8. UPE – Leia o texto a seguir:


SI MA

No Egito e na Antiguidade clássica, vivia um belo e


esplendoroso pássaro, de origem mítica, com uma
plumagem escarlate e dourada e com um canto me-
lodioso que encantava qualquer um. A Fênix, como
era chamada, era dotada de uma capacidade extraor-
dinária: tinha uma longevidade sem precedentes. À
medida que sentia a morte se aproximar, ela mesma
construía um ninho de ervas aromáticas e, com o 11. Acafe-SC – Sobre os biomas brasileiros, marque com
próprio calor do corpo - cujas penas pareciam laba- V as afirmações verdadeiras e com F as falsas.
redas - ateava fogo a si própria e transformava-se em ( ) O Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, se ca-
cinzas. Dessas cinzas, ressurgia outra ave Fênix e, racteriza por uma vegetação arbórea esparsa, com
assim, da mesma morte pelo fogo, surgia uma nova pequenas árvores e arbustos, muito deles com casca
e promissora vida. grossa e troncos retorcidos. Durante seis meses to-
ma-se verdejante devido as frequentes chuvas. Nos
Essa lenda egípcia remete-nos a uma característica meses restantes, toma-se pronunciadamente seco
bastante peculiar de um bioma brasileiro. e susceptível a queimadas, às vezes espontâneas.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 157 04/06/2019 18:36


158 82 – Material do Professor

( ) A Caatinga ocupa cerca de 10% do território brasi- 1. Amazônia ( ) Vegetação arbórea esparsa com raí-
BIOLOGIA 1B

leiro, e é formada por plantas adaptadas ao clima zes profundas.


seco, denominadas xeromórficas. Essas adapta- 2. Cerrado
ções incluem folhas transformadas em espinhos, ( ) Árvores e arbustos com cascas
cutículas altamente impermeáveis e caules que grossas.
armazenam água. ( ) Vegetação arbórea densa disposta
( ) Os Manguezais são compostos por ecossiste- em diferentes estratos.
mas litorâneos, com soIo lodoso e salgado. De- ( ) Predomínio de gramíneas recobrin-
vido ao excesso de água, as plantas adaptadas do o solo.
a esses ambientes podem apresentar raízes
especializadas com pneumatóforos, estruturas ( ) Árvores altas com raízes tabulares.
que crescem no interior do solo, facilitando a

O
absorção do oxigênio. A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é:

O
( ) O Pantanal é a maior área continental periodica-

BO IV
mente alagável do planeta. Com uma rica biodi- a) 2 – 1 – 1 – 2 – 2 d) 2 – 1 – 2 – 1 – 2

SC
versidade, é um bioma exclusivamente brasileiro, b) 1 – 1 – 2 – 1 – 2 e) 2 – 2 – 1 – 2 – 1
localizado nos estados de Mato Grosso e Mato

M S
c) 1 – 2 – 1 – 1 – 1
Grosso do Sul.

O U
A sequência correta, de cima para baixo, é 14. Sistema Dom Bosco – A Floresta Mediterrânea, tam-
bém conhecida como maqui ou chaparral, ocorre em
a) V – F – F – F.

D CL
diversas regiões do planeta, entre elas, Austrália, Chile,
b) V – V – V – V. África do Sul e até mesmo na Europa e no México.
c) F – V – F – V. Esse bioma é desenvolvido em clima ameno, com vento
d) V – V – F – F. úmido e verão seco. Em virtude dessas características,

O X
apresenta uma adaptação comum ao bioma brasileiro
12. Ufam – O bioma Amazônia é uma das maiores riquezas Cerrado. Explique qual é essa adaptação.
N E
biológicas de nosso planeta. Neste século, a Amazônia
enfrenta uma dupla ameaça: o desflorestamento e as
SI SO
mudanças climáticas.
Sobre o papel da Amazônia no clima regional e global
é incorreto afirmar que
15. Unesp – As figuras apresentam vegetação de cinco
a) a floresta amazônica, através da fotossíntese, é a
EN U

biomas brasileiros.
maior fornecedora de oxigênio para o planeta atuan-
do como o pulmão da Terra. BIOMA 1 BIOMA 3
E E

b) na estação chuvosa, metade da umidade do ar utiliza-


ILAN EJZYKOWICZ/SHUTTERSTOCK

FOTOS593/SHUTTERSTOCK
da na precipitação vem do Atlântico e a outra metade
D D

da evapotranspiração da floresta.
c) as queimadas na florest a são responsáveis
pela liberação de grande quantidade de dióxido
A AL

de carbono que contribui para o aumento no efei-


to estufa.
d) os gases estufa são responsáveis pelo efeito estufa,
I

um fenômeno importante na manutenção do equilí-


EM ER

brio da temperatura na superfície terrestre.


BIOMA 2 BIOMA 4
e) segundo o Protocolo de Quioto, os países industria-
KLEYTON KAMOGAWA/
SHUTTERSTOCK

KLEBER CORDEIRO/SHUTTERSTOCK
lizados devem reduzir suas emissões dos gases que
agravam o efeito estufa, considerados como a causa
ST T

antropogênica do aquecimento global.


SI MA

13. UFRGS-RS (adaptada) – Segundo dados do Instituto


Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), as queimadas
constatadas saltaram de 104 para 864 em julho de 2016,
ano em que as geadas secaram os pastos antes do pre-
visto. O uso do fogo no manejo de propriedades rurais
gera polêmicas, e técnicos advertem que essa prática, BIOMA 5
além de ilegal, degrada a vegetação e o solo. O IBAMA
CARABINER/DREAMSTIME.COM

fiscaliza queimadas principalmente no Centro-Oeste


e na Amazônia.
Campos ardentes. Correio do Povo. 07 ago. 2016.

A coluna da esquerda, a seguir, lista dois biomas que


ocorrem nessas regiões fiscalizadas; a da direita, ca-
racterísticas que os distinguem.
Associe adequadamente a coluna da direit a à
da esquerda.

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83 – Material do Professor 159

Plantas xeromórficas e com folhas modificadas que diminuem a evapotranspira-

BIOLOGIA 1B
ção; plantas com rizóforos e pneumatóforos (eficientes na sustentação da planta
e na captação do oxigênio); e plantas epífitas (que vivem sobre outras plantas,
aumentando a eficiência na captação de luz) são típicas dos biomas identificados,
respectivamente, pelos números:
a) 1, 2 e 4.
b) 4, 5 e 2.
c) 3, 1 e 5.
d) 2, 5 e 3.
e) 4, 1 e 3.

O
16. UERN (adaptada) – A imagem apresenta Euclides da Cunha, um grande escritor
que expressa, em suas obras, características brasileiras bem marcantes, como, por

O
exemplo, em seu livro Os Sertões.

BO IV
SC
BIBLIOTECA DIGITAL LUSO-BRASILEIRA

M S
O U
D CL
O X
N E
SI SO
EN U

São afirmativas acerca da Caatinga, um importante bioma brasileiro, retratado na obra


E E

de Euclides da Cunha, exceto:


D D

a) Um dos problemas enfrentados é o desmatamento para o uso intensivo do solo,


levando-o a um rápido processo de desertificação.
b) Com a chegada da estação seca, as plantas perdem suas folhas e a mata adquire
A AL

um aspecto cinza-esbranquiçado, que originou seu nome.


c) A vegetação é composta por árvores baixas e arbustos retorcidos e cheios de
espinhos, localizados em terrenos mais elevados e representando a parte arbórea
I

do bioma.
EM ER

d) Clima característico é o tropical semiárido, que apresenta elevada temperatura


ao longo de todo o ano e pluviosidade escassa e irregular, com baixa umidade
relativa do ar.
ST T

17. Sistema Dom Bosco – Na América do Norte e ao redor do Círculo Polar Ártico,
é possível encontrar biomas distintos, como a Floresta Temperada, a Tundra e a
SI MA

Floresta Boreal. Diferencie-os.

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160 84 – Material do Professor

ESTUDO PARA O ENEM


BIOLOGIA 1B

18. Sistema Dom Bosco C8-H28


Em uma aula de Biologia sobre biomas mundiais, a professora destacou que determi-
nada região apresenta clima ameno, com vegetação composta de arbustos e fauna
mais ativa durante a noite. Nesse bioma, é muito comum ocorrerem incêndios, e boa
parte de sua vegetação apresenta adaptações para sobreviver a este tipo de fenômeno,
semelhante ao Cerrado brasileiro.
A descrição acima se refere a que bioma mundial?
a) Floresta Temperada.
b) Floresta Equatorial.

O
c) Deserto.

O
d) Chaparral.

BO IV
e) Savana.

SC
C8-H28

M S
19. Enem
Uma região de Cerrado possui lençol freático profundo, estação seca bem marcada,

O U
grande insolação e recorrência de incêndios naturais. Cinco espécies de árvores na-
tivas, com as características apresentadas no quadro, foram avaliadas quanto ao seu

D CL
potencial para uso em projetos de reflorestamento na região.

Característica Árvore 1 Árvore 2 Árvore 3 Árvore 4 Árvore 5

O X
Superfície foliar Coberta por Coberta por Coberta por Coberta por Coberta por
N E Profundidade das
tricomas

baixa
cera

alta
cera

Baixa
espinhos

baixa
espinhos

alta
SI SO
raízes

Qual é a árvore adequada para o reflorestamento da região?


a) 1
EN U

b) 2
c) 3
E E

d) 4
e) 5
D D

20. Enem C8-H28


A AL

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, ocupando cerca de 7% a 10% do ter-


ritório nacional. Nesse ambiente seco, mesmo quando chove, não há acúmulo de água, pois
o solo é raso e pedregoso. Assim, as plantas desse bioma possuem modificações em suas
raízes, caules e folhas, que permitem melhor adaptação a esse ambiente, contra a perda de
I
EM ER

água e de nutrientes. Geralmente, seus caules são suculentos e suas folhas possuem forma
de espinhos e cutículas altamente impermeáveis, que apresentam queda na estação seca.
Disponível em: www.ambientebrasil.com.br. Acesso em: 21 maio 2010 (adaptado).

Considerando as adaptações nos órgãos vegetativos, a principal característica das


ST T

raízes dessas plantas, que atribui sua maior adaptação à Caatinga, é o(a)
SI MA

a) armazenamento de nutrientes por um sistema radicular aéreo.


b) fixação do vegetal ao solo por um sistema radicular do tipo tuberoso.
c) fixação do vegetal ao substrato por um sistema radicular do tipo sugador.
d) absorção de água por um sistema radicular desenvolvido e profundo.
e) armazenamento de água do solo por um sistema radicular do tipo respiratório.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 160 04/06/2019 18:36


85 – Material do Professor 161

RELAÇÕES ECOLÓGICAS
52

BIOLOGIA 1B
HARMÔNICAS

O
O figo (Ficus sp.), popularmente conhecido como um fruto, é, na verdade, um

O
pseudofruto, porque ele é formado em inflorescências invertidas, e não no ovário

BO IV
da flor. É constituído por múltiplas estruturas que se desenvolvem próximas umas • Relações intraespecíficas

SC
das outras, estabelecendo um invólucro com centenas de pequenas flores que são • Relações interespecíficas

M S
polinizadas por insetos do gênero Blastophaga, que realizam a postura de seus ovos

O U
no interior dos figos, como a “vespa-do-figo” (Blastophaga psenes), de modo que HABILIDADES
são extremamente dependentes da planta. • Explicar as principais rela-

D CL
A relação entre o figo e as vespas tem, aproximadamente, 34 milhões de anos, de ções harmônicas intraespe-
acordo com análises de fósseis e dados moleculares. Como resultado dessa relação cíficas e interespecíficas.
mutualística de milhões de anos, tanto o figo quanto a vespa adaptaram-se para a • Compreender a importância

O X
sobrevivência mútua. Ao longo de pelo menos 65 milhões de anos de evolução, as ecológica das relações
inflorescências da figueira Ficus carica se tornaram invólucros fechados ao mundo entre os seres vivos.
N E
exterior, e apenas as vespas-do-figo conseguem penetrar.
O ciclo reprodutivo da figueira começa com a entrada da vespa-mãe no figo, que
• Compreender o impacto
das relações ecológicas na
SI SO
tem centenas de pequenas flores femininas e masculinas. A vespa, então, poliniza manutenção do ecossiste-
as flores femininas, tornando-as férteis. No entanto, ao atravessar o interior do figo, ma e para a evolução das
a vespa perde as asas e as antenas, o que impossibilita sua saída. Após botar os espécies.
EN U

ovos, a vespa-mãe encerra sua participação no ciclo e morre. As flores polinizadas • Justificar a importância das
que não ganham um ovo se transformam em sementes. Já as flores que recebem relações ecológicas na pre-
ovos e se modificam na forma de galhas guardam em seu interior larvas de vespa. servação e na ocorrência
E E

das espécies no ambiente.


O amadurecimento das flores e o ciclo de desenvolvimento das larvas acontecem
D D

ao mesmo tempo. As vespas machos são as primeiras a sair das flores e procuram
as fêmeas, que serão fecundadas por eles. Uma vez que as fêmeas são fecundadas,
os machos, que não desenvolvem asas, abrem um buraco no figo, por onde caem
A AL

no chão e morrem. Com a morte dos machos, as fêmeas fecundadas estão livres
para emergir e polinizar outras figueiras, recomeçando o ciclo.
I

Essa relação mutualística não está restrita à interação entre a figueira, que produz
EM ER

os figos comestíveis, e seus polinizadores específicos, as vespas-do-figo. Existem


mais de 750 espécies do gênero Ficus e, para cada uma delas, há uma espécie de
vespa polinizadora da família dos agaonídeos.
ST T

Pesquisadores apontam que, ini-


GERRY BISHOP/SHUTTERSTOCK

cialmente, as vespas eram parasitas


SI MA

das figueiras. Por algum mecanismo


evolutivo, a figueira incorporou a pre-
sença das vespas no ciclo reprodutivo,
tornando uma relação ecológica desar-
mônica em uma relação harmônica.

Vespa-do-figo (Blastophaga psenes) e figueiras


(Ficus sp.) apresentam uma relação de
dependência obrigatória entre si.

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162 86 – Material do Professor

RELAÇÕES

BIOSPHOTO / ALAMY STOCK PHOTO


pneumatóforos
BIOLOGIA 1B

INTRAESPECÍFICAS
(flutuação)

Os seres vivos apresentam diversas relações ecoló-


gicas entre si, interagindo com as mais variadas formas
de vida. Quando as interações acontecem entre indiví-
duos da mesma espécie, são chamadas de relações gastrozooides
intraespecíficas. Dentro da complexidade dessas (digestão)
interações ecológicas, há relações harmônicas, nas
quais existem benefícios para ambas as partes, ou re-
sultado benéfico para uma e neutro para a outra. Essas

O
interações estão divididas em colônia e sociedade.

O
tentáculos

BO IV
urticantes
COLÔNIA

SC
(defesa e
predação)
São associações relacionadas a estruturas morfoló-

M S
gicas e fisiológicas de indivíduos que não são capazes

O U
de sobreviver fora da colônia. As colônias podem ser Colônia de caravelas-portuguesas (Physalia sp.),
dividida em três partes distintas.
isomorfas ou heteromorfas.

D CL
Colônias isomorfas SOCIEDADE
As colônias isomorfas (do grego iso, igual; morphos, Trata-se de cooperação entre indivíduos da mesma

O X
forma) são formadas por indivíduos morfologicamente espécie, na qual há divisão de trabalho de maneira
semelhantes, como as bactérias, as cianobactérias, os independente, com alto grau de comunicação e certa
N E fungos, os corais e as esponjas. mobilidade entre eles.
Os seres humanos são exemplo de espécie que
SI SO
ALEXANDER OGURTSOV/DREAMSTIME

forma sociedades. Os insetos, por sua vez, chamam


a atenção por serem distribuídos de maneira muito
organizada, de modo que cada indivíduo desempenha
uma função definida. Diferentemente da colônia, cada
EN U

indivíduo em uma sociedade é capaz de sobreviver


sozinho, pois possui todos os recursos necessários ao
E E

próprio desenvolvimento. No entanto, cada indivíduo


D D

faz parte de uma cadeia de relações que forma uma


organização social.
As abelhas da espécie Apis mellifera (abelha-euro-
A AL

peia) apresentam divisão de trabalho de acordo com


seu papel dentro da sociedade, de maneira que cada
indivíduo é morfologicamente específico. As abelhas-
I
EM ER

-operárias são fêmeas estéreis que realizam todas as


Esponjas-do-mar são indivíduos muito semelhantes que formam uma tarefas da colmeia; a abelha-rainha é a única fêmea
colônia isomorfa. fértil, responsável por reproduzir e aumentar o número
de indivíduos; os zangões são machos férteis que têm
ST T

Colônias heteromorfas como função fecundar a abelha-rainha.


SI MA

As colônias heteromorfas (do grego hetero, diferen-


IMAGEBROKER / ALAMY STOCK PHOTO

te; morphos, forma) são formadas por indivíduos que


apresentam diferenças morfológicas e funcionais, com operária zangão rainha
papéis distintos dentro da colônia. As caravelas-portu-
guesas, cnidários do gênero Physalia, são formadas por
muitos indivíduos, entre eles, alguns têm bolsas com
gás, responsáveis pela flutuação; outros, uma boca
enorme, responsável pela alimentação da colônia; e
outros, ainda, contam com tentáculos de células ur-
ticantes, atuando como predadores. Juntos, eles se
assemelham a um único organismo, com funções es-
pecíficas de um corpo. Daí a necessidade de ficarem
juntos, contribuindo para o conjunto e suprindo suas
necessidades individuais pela função de outros indiví-
duos da colônia. As abelhas de uma colmeia são morfologicamente diferentes.

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87 – Material do Professor 163

RELAÇÕES Mutualismo facultativo ou protocooperação

BIOLOGIA 1B
Esse tipo de mutualismo se diferencia da simbiose
INTERESPECÍFICAS porque nele as espécies em associação sobrevivem
independentemente uma da outra. A protocooperação
Correspondem a interações ecológicas entre es-
é benéfica para ambas as partes no que se refere à
pécies diferentes. São as mais diferenciadas e abun-
alimentação, a abrigo ou a outro recurso e, por isso, é
dantes, o que gera uma quantidade muito grande de
denominada mutualismo facultativo.
estudos em Ecologia.
Alguns mamíferos, como bois, búfalos e capivaras,
apresentam carrapatos parasitas na região dorsal, que
MUTUALISMO servem de alimento para aves do gênero Crotophaga,
Nesta relação, ambas as espécies obtêm alguma
popularmente conhecidas como anuns. Dessa maneira,
vantagem, seja por fornecimento de abrigo, alimento

O
o pássaro se alimenta dos parasitas e os mamíferos
ou outro recurso importante para a manutenção da

O
se livram deles.
vida. Existem diversas interações mutualísticas, algu-

BO IV
Outro caso de protocooperação é o dos crustáceos
mas obrigatórias e altamente especializadas, e outras

SC
dos gêneros Pagurus e Clibanarius, conhecidos como
facultativas, que ocorrem por oportunismo. O limite caranguejos-eremita, e o de algumas espécies de anê-

M S
das diversas formas de relações mutualísticas nem monas-do-mar. O caranguejo-eremita, diferentemente

O U
sempre é bem delimitado. de outras espécies, tem corpo mole e é incapaz de
se proteger. Por isso, ele se aproveita de conchas va-
Mutualismo obrigatório ou simbiose

D CL
zias abandonadas por gastrópodes para se alojar e se
Nesse caso, a dependência entre os organismos proteger. Algumas espécies de anêmonas-do-mar que
é obrigatória, uma vez que eles não são capazes de costumam se fixar sobre as conchas abandonadas dos

O X
sobreviver na ausência da outra espécie. Os benefícios gastrópodes se beneficiam da mobilidade fornecida
são tão intrínsecos ao funcionamento e/ou ao ciclo de pelo caranguejo, ao mesmo tempo que o caranguejo
N E vida de cada organismo, que, caso um não funcione di-
reito, o outro é diretamente prejudicado. Os mamíferos
se beneficia do mecanismo de defesa da anêmona por
meio das células urticantes.
SI SO
ruminantes – bois, carneiros, veados e girafas – abri-

ANDREY NEKRASOV / ALAMY STOCK PHOTO


gam bactérias no sistema digestório responsáveis por
produzirem celulase, enzima que digere celulose. Des-
sa forma, bactérias digerem essa molécula e podem,
EN U

ainda, utilizar parte dos subprodutos dessa digestão


na própria nutrição, além de dispor de um ambiente
E E

seguro para a sobrevivência.


D D

Os liquens são associações nas quais as algas ou


as cianobactérias realizam fotossíntese, e os fungos
fornecem proteção e absorvem a água e os nutrien-
A AL

tes, distribuindo-os para elas. Portanto, uma espécie


é dependente da outra para sobreviver.
I
EYE OF SCIENCE/ SCIENCE PHOTO LIBRARY/ FOTOARENA

EM ER

algas
ST T
SI MA

Caranguejo-eremita (Clibanarius erythropus) dentro de uma


concha de gastrópode, sobre a qual se encontra uma
anêmona-do-mar (Actinia equina).

INQUILINISMO
Trata-se da associação entre espécies, em que uma
delas recebe abrigo, proteção ou suporte no corpo de
outro indivíduo, sem prejudicá-lo. As esponjas-do-mar
fungos
desempenham papel de abrigo para diversas outras
espécies marinhas, como os crustáceos, os poliquetos
e os equinodermatas. O peixe-agulha, por exemplo,
Micrografia eletrônica de varredura de líquen (Parmelia sulcata). abriga-se no interior do intestino do pepino-do-mar, em
Aumento de 480×. busca de proteção contra seus predadores.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 163 04/06/2019 18:37


164 88 – Material do Professor

DEAGOSTINI/GETTY IMAGES

LEITURA COMPLEMENTAR
BIOLOGIA 1B

Larva de mosca usa açúcar como isca para devo-


rar formigas
No Cerrado, há muitas espécies de árvores e arbustos
com glândulas de açúcar para atrair formigas. Essas
glândulas, chamadas nectários extraflorais, produzem
gotas de açúcar que as formigas coletam.
“Ao fazê-lo, as formigas acabam patrulhando as folhas
da planta contra o ataque de outros insetos, como lagar-
tas, por exemplo. Tudo isso é muito comum. Surpreen-

O
dente é ver um inseto se aproveitando do mutualismo

O
que existe entre plantas e formigas para predar as formi-

BO IV
Pepino-do-mar (Stichopus regalis). gas. É o que uma pequena mosca carnívora faz”, disse

SC
Paulo Sergio Oliveira, professor de Ecologia do Depar-
Uma variação de inquilinismo que ocorre nas plan- tamento de Biologia Animal da Universidade Estadual

M S
tas é o epifitismo, em que bromélias, samambaias e de Campinas (Unicamp).
orquídeas se “enrolam” ou “trepam” em torno ou em

O U
A mosca à qual Oliveira se refere pertence à família das
cima de outras plantas. A espécie epífita se apoia ge-
drosófilas. Enquanto estudava mutualismos de formigas

D CL
ralmente sobre uma árvore de grande porte para obter
entre 2008 e 2013, a bióloga Mayra Cadorin Vidal, que
maior incidência de luz, recurso escasso no interior foi orientada por Oliveira no mestrado, visitou com co-
das florestas. legas uma reserva particular de Cerrado dentro de uma

O X
fazenda na região de Itirapina (SP).
STUDIO BARCELONA/SHUTTERSTOCK

N E No local, eles notaram pequenas larvas de insetos pre-


sentes em alguns nectários extraflorais de uma árvore
muito comum no Cerrado chamada pau-terra (Qualea
SI SO
grandiflora). As larvas – que se alimentavam de formigas
– eram de uma espécie desconhecida de mosca-da-fruta.
A “larva comedora de formigas”, como chamada pelos
EN U

pesquisadores, acabou sendo descrita por Vidal em 2015,


nos Annals of the Entomological Society of America. Rece-
E E

beu o nome Rhinoleucophenga myrmecophaga, do grego


myrmex (formiga) e phaga (comer), ou seja, comedora
D D

de formigas. 
Em um novo trabalho publicado em julho na revista
A AL

Orquídeas são plantas epífitas que crescem sobre árvores sem causar Environmental Entomology, Vidal descreve o método em-
prejuízos.
pregado pelas larvas de R. myrmecophaga para predar
formigas do gênero Camponotus, popularmente conhe-
COMENSALISMO
I

cidas como formiga-de-cupim ou sarassará. 


EM ER

Comensalismo é a interação em que há benefício


Os pesquisadores observaram que as fêmeas adultas
para uma das espécies, sem qualquer prejuízo para
da mosquinha depositavam ovos isolados ao lado dos
a outra, no aproveitamento dos restos da alimenta-
nectários, onde as larvas eclodiram mais tarde. 
ST T

ção dessa outra espécie, por exemplo. O peixe-piolho


(Echeneis naucrates), ou rêmora, tem ventosas que “Começamos a investigar como a presença dessas larvas
SI MA

se fixam temporariamente no tubarão, aproveitando a poderia afetar o mutualismo entre formigas e plantas. A
mobilidade e as sobras da refeição dele. princípio, pensamos que as larvas estavam bloqueando
o acesso das formigas ao recurso trocado no mutualis-
GREY REEF SHARK WITH SUCKERFISH

mo. No entanto, depois percebemos que as formigas


estavam presas nos abrigos das larvas”, disse Vidal,
atualmente na Syracuse University, em Nova York.
“Essa exploração de um mutualismo de formigas é pecu-
liar, por ser o primeiro caso conhecido de um agente que
se aproveita de um recurso oferecido por um parceiro do
mutualismo para atrair e comer o outro parceiro”, disse. 
MOON, Peter. Larva de mosca usa açúcar como isca para devorar
formigas. Agência Fapesp.
Disponível em: <http://agencia.fapesp.br/larva-de-mosca-usa-acucar-
Peixe-piolho (Echeneis naucrates) fixado ao tubarão-cinzento-dos-recifes -como-isca-para-devorar-formigas/28760/>. Acesso em: abr. 2019.
(Carcharhinus amblyrhynchos) para obtenção de sobras de alimentos.

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89 – Material do Professor 165

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1B
RELAÇÕES HARMÔNICAS

INTRAESPECÍFICAS

iguais
Associações entre indivíduos de espécies

O
O
BO IV
Colônias

SC
M S
isomorfas
Indivíduos morfologicamente semelhantes

O U
D CL
Indivíduos morfologicamente diferentes heteromorfas

O X
Sociedade
Cooperação e divisão de trabalho ocorrendo de maneira independente
N E
SI SO
INTERESPECÍFICAS
EN U

diferentes
Associações entre indivíduos de espécies
E E

Mutualismo
D D
A AL

Ambos os organismos obtêm alguma vantagem


I

Relação de dependência entre os organismos: obrigatório ou simbiótico


EM ER

Relação de independência entre os organismos: facultativo ou protocooperação


ST T
SI MA

Inquilinismo

Associação entre espécies em que uma delas recebe abrigo ou proteção

samambaias, orquídeas e bromélias


Exemplos de epífitas:

Comensalismo

Uma espécie é beneficiada sem prejudicar ou trazer vantagem a outra

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166 90 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
BIOLOGIA 1B

1. UFPB (adaptada) – No ambiente, existem vários tipos 4. Udesc – Em uma comunidade biológica, os organismos
de relações entre os organismos, que podem ser divi- interagem entre si nas chamadas relações ecológicas.
didas em intraespecíficas e interespecíficas. Conside- Com respeito a essas interações, associe as colunas
rando essa informação, marque a alternativa correta: A e B.
a) Sociedade e comensalismo são relações intraespe-
cíficas. Coluna A Coluna B
b) Inquilinismo e sociedade são relações interespecí- 1. colônias ( ) abelhas e vespas
ficas.
c) Colônia e mutualismo são interações intraespecí- 2. inquilinismo ( ) liquens
ficas. 3. sociedades ( ) bromélias, orquídeas

O
d) Sociedade e protocooperação são interações inte- 4. mutualismo ( ) corais

O
respecíficas.

BO IV
5. protocooperação ( ) anêmonas-do-mar e caran-
e) Inquilinismo e comensalismo são interações inte-

SC
guejos-eremita
respecíficas.

M S
Sociedade e colônia são interações intraespecíficas, enquanto mutua-
Assinale a alternativa que contém a sequência correta,
lismo, protocooperação, inquilinismo e comensalismo são interações
de cima para baixo:

O U
interespecíficas.

2. UFPA (adaptada) – A respeito das interações entre os a) 1 – 3 – 4 – 5 – 2 d) 3 – 4 – 2 – 1 – 5

D CL
seres vivos, considere os seguintes enunciados: b) 4 – 3 – 2 – 5 – 1 e) 3 – 2 – 4 – 5 – 1
I. Na natureza, as diversas populações que formam c) 2 – 3 – 1 – 4 – 5
um(a) 1 estabelecem entre si relações
Abelhas e vespas são um exemplo de sociedades. Liquens são exem-

O X
que podem ou não ser obrigatórias. plos de mutualismo. Bromélias e orquídeas são plantas epífitas, ca-
II. As 2 compreendem as relações esta- pazes de viver sobre plantas de porte maior em busca de luz. Os
N E
belecidas entre indivíduos pertencentes à mesma
espécie. Exemplos: colônias e sociedades.
III. As 3 compreendem as interações nas
corais são uma colônia. Anêmonas-do-mar e caranguejos-eremita se
relacionam por protocooperação.
SI SO
quais não se verifica nenhum tipo de prejuízo entre 5. Unic-MT – O ser humano está fortemente cercado,
os organismos associados e pelo menos uma espé- por dentro e por fora, de bactérias. Embora algumas
cie é beneficiada. delas constituam agentes de doenças, outras, como a
EN U

A única alternativa que completa corretamente as la- Escherichia coli, vivem no intestino grosso e aí pro-
cunas enumeradas de 1 a 3 no enunciado é, respec- duzem vitaminas B12 e K, que são aproveitadas pelo
tivamente, organismo após atravessarem a parede do cólon.
E E

a) comunidade, relações intraespecíficas e relações A relação que se estabelece entre o homem e as bac-
harmônicas. térias intestinais referidas pode ser identificada como
D D

b) ecossistema, relações intraespecíficas e relações a) predatismo, por causar a morte de um dos indivíduos.
harmônicas. b) comensalismo, por ocorrer entre indivíduos perten-
A AL

c) ecossistema, relações interespecíficas e relações centes a duas espécies.


harmônicas. c) mutualismo, por ser essencial para ambos os orga-
d) simbiose, relações interespecíficas e relações po- nismos relacionados.
I

sitivas. d) parasitismo, por trazer malefícios a uma das espécies


EM ER

e) comunidade, relações intraespecíficas e relações envolvidas.


desarmônicas. e) comensalismo, por envolver a utilização, por parte
Um conjunto de populações forma uma comunidade. Relações entre de um indivíduo, de substâncias produzidas por or-
indivíduos de uma mesma espécie são relações intraespecíficas. Em
ganismo de outra espécie.
ST T

relações harmônicas ou positivas, não ocorrem prejuízos para nen-


huma das partes.
Bactérias e humanos se relacionam por mutualismo, pois uma espécie
SI MA

não vive sem a outra. As bactérias ajudam a digerir determinadas subs-


tâncias importantes para o nosso corpo e, em troca, são fornecidos
3. Sistema Dom Bosco – As caravelas-portuguesas abrigo e alimentação.
(Physalia physalis) são colônias formadas por indivíduos
que diferem entre si, mas são essenciais em conjunto
para que todos sobrevivam. Dessa forma, alguns são re- 6. Unesp (adaptada) C4-H14
sponsáveis pela captura de presas; outros, pela digestão; Um estudante de Biologia observou que, em um ninho
e outros, pela flutuação, apresentando morfologias dis- de saúvas, diferentes atividades são realizadas por di-
tintas. Cite o tipo de relação ecológica entre esses organ- ferentes grupos dessas formigas. Com base nessas
ismos e classifique-os quanto à semelhança e à função. informações:
Trata-se de uma interação ecológica intraespecífica (indivíduos da mes- a) Cite o tipo de interação estabelecida entre as formi-
gas de um mesmo formigueiro.
ma espécie) em colônia heteromorfa. Nesse tipo de colônia, os indiví- Trata-se de uma sociedade.

duos apresentam morfologias e funções distintas e específicas.

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91 – Material do Professor 167

Competência: Compreender interações entre organismos e ambiente,


b) O estudante afirmou que, se cada formiga resolvesse

BIOLOGIA 1B
trabalhar só para si, as pessoas teriam menos pro-
blemas com as saúvas. Essa afirmativa está correta? em particular aquelas relacionadas à saúde humana, relacionando conhe-
Justifique.
Ela está correta, porque o sucesso dessas saúvas vem da atividade em cimentos científicos, aspectos culturais e características individuais.

Habilidade: Identificar padrões em fenômenos e processos vitais dos


conjunto, ou seja, do trabalho de maneira cooperativa entre as diferen-

organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa, relações


tes castas de formigas.
com o ambiente, sexualidade, entre outros.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

O
O
BO IV
7. Sistema Dom Bosco – Hienas (Crocuta crocuta) costu-

SC
mam aguardar que os leões façam suas refeições para
aproveitarem o resto da presa, alimentando-se delas.

M S
Marque a alternativa que representa o tipo de interação
entre essas espécies.

O U
a) Comensalismo. d) Mutualismo.

D CL
b) Protocooperação. e) Simbiose.
11. Unesp (adaptada) – Os cupinzeiros são formados por
c) Inquilinismo.
indivíduos operários, soldados, machos alados e fêmeas
8. Famerp-SP – A figura mostra liquens sobre o tronco aladas. Marque a alternativa que melhor se relaciona a

O X
de uma árvore. essas diferentes formas:
a) Esses animais vivem em colônia.
N E b) Esses animais disputam funções entre si.
PIOTR WYTRAZEK/SHUTTERSTOCK

c) Esses animais apresentam divisão de trabalho.


SI SO
d) São necessários cuidados diferenciados com o
alimento fungo.
e) As diferentes funções levam à necessidade de di-
ferentes formas.
EN U

12. UFPR (adaptada) – Para atrair potenciais polinizadores,


as plantas comumente armazenam néctar nas suas flores
E E

em estruturas específicas chamadas de nectários. Contu-


D D

do, várias espécies de plantas também podem apresentar


nectários longe das flores, os chamados “nectários ex-
traflorais”. Essas estruturas podem ser encontradas em
A AL

vários locais, como folhas e brotos. Durante a sua procura


por alimento, formigas se deparam com esses nectários e
A relação ecológica existente entre o líquen e a árvore
e a relação entre os micro-organismos componentes passam a se alimentar do néctar produzido, a eles retor-
I

dos liquens são classificadas, respectivamente, como nando repetidamente. Durante essa atividade, as formi-
EM ER

gas acabam patrulhando essas plantas e defendendo-as


a) epifitismo e mutualismo. contra potenciais herbívoros, como lagartas e percevejos.
b) sociedade e mutualismo.
Esse tipo de interação entre formigas e plantas com
c) parasitismo e comensalismo.
ST T

nectários extraflorais pode ser categorizado como


d) comensalismo e cooperação.
a) epifitismo. d) comensalismo.
SI MA

e) mutualismo e epifitismo.
b) mutualismo. e) inquilinismo.
9. UFPI (adaptada) – Dos tipos de relações ecológicas c) colonialismo.
seguintes, o único que ocorre exclusivamente entre
organismos da mesma espécie é o(a) 13. Sistema Dom Bosco – O pica-boi (Buphagus eryth-
rorhynchus) é um pássaro africano com cerca de
a) inquilinismo. d) sociedade.
30 centímetros que se alimenta de carrapatos ou
b) comensalismo. e) protocooperação. outros parasitas de animais de grande porte, como
c) mutualismo. rinocerontes, búfalos e girafas. Como podemos
classifi car a relação ecológica estabelecida entre o
10. Uerj (adaptada) – Em seu processo de fixação biológi- pica-boi e os animais de grande porte?
ca, o gás atmosférico nitrogênio é convertido em com- a) Mutualismo simbiótico.
postos inorgânicos nitrogenados. Um exemplo desse
b) Protocooperação.
mecanismo de conversão ocorre na relação simbióti-
ca entre bactérias do gênero Rhizobium e raízes de c) Comensalismo.
leguminosas. Indique duas vantagens dessa relação d) Inquilinismo.
simbiótica, uma para a planta e outra para a bactéria. e) Epifitismo.

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168 92 – Material do Professor

14. Unicentro-PR (adaptada) – As rêmoras (Remora remora) b) a planta, além de fornecer alimento, é beneficiada
BIOLOGIA 1B

alimentam-se de fragmentos de comida deixados pelo pela proteção contra outros herbívoros, proporcio-
seu tubarão hospedeiro, bem como de invertebrados nada pela formiga.
pelágicos e pequenos peixes. Esses peixes, então, fi- c) a planta, sem as formigas para polinizá-la, não con-
cam com as “migalhas” que sobram quando o tubarão segue produzir seus frutos e sementes e deixar
captura sua presa (1o caso). Porém, agora, sabe-se que descendentes.
algumas rêmoras também se alimentam de ectoparasi-
tas de tubarões. O tubarão hospedeiro, portanto, pode d) o mutualismo é uma associação não obrigatória entre
beneficiar-se da situação quando os ectoparasitas que dois seres vivos, na qual apenas um dos envolvidos
vivem presos à sua pele são removidos pela rêmora (2o é beneficiado, pelo menos em uma fase da vida.
caso). Esse texto descreve duas interações ecológicas e) há favorecimento de pelo menos um dos organismos
entre seres de diferentes espécies. Cite-as e explique envolvidos na relação, mesmo com prejuízo do outro.

O
os benefícios delas.

O
17. Sistema Dom Bosco – A figura a seguir representa

BO IV
uma relação ecológica entre a rêmora (Echeneidae sp.)

SC
e o tubarão-baleia (Rhincodon typus).

M S

RICHARD WHITCOMBE/SHUTTERSTOCK
O U
D CL
O X
15. Unifesp – A raflésia é uma planta asiática que não pos-
N E
sui clorofila e apresenta a maior flor conhecida, che-
gando a 1,5 metro de diâmetro. O caule e a raiz, no
SI SO
entanto, são muito pequenos e ficam ocultos no interior
de outra planta em que a raflésia se instala, absorvendo
a água e os nutrientes de que necessita. Quando suas
flores se abrem, exalam um forte odor de carne em
EN U

decomposição, que atrai muitas moscas em busca de


alimento. As moscas, ao detectarem o engano, saem
da flor, mas logo pousam em outra, transportando e Cite o tipo de relação ecológica e explique as vantagens
E E

depositando no estigma dela os grãos de pólen trazidos para os organismos envolvidos em manter esse tipo
da primeira flor. de associação.
D D

O texto descreve duas interações biológicas e um proces-


so, que podem ser identificados, respectivamente, como
A AL

a) inquilinismo, mutualismo e polinização.


b) inquilinismo, comensalismo e fecundação.
I

c) parasitismo, mutualismo e polinização.


EM ER

d) parasitismo, comensalismo e fecundação.


e) parasitismo, comensalismo e polinização.
ST T

16. Uncisal-AL – Um estudo realizado sobre a relação mu-


SI MA

tualística entre a planta Hirtella myrmecophila e a formi-


ga Allomerus octoarticulatus mostrou que a associação
não é 100% benéfica para ambas o tempo todo. Apesar
de a formiga proteger as plantas contra ataques de ou-
tros insetos herbívoros, em ramos colonizados por ela,
que se alimenta de domácias das folhas, normalmente
não há desenvolvimento de flores e frutos, porque a
formiga corta os ramos florais assim que eles começam
a crescer. Observa-se que, em alguns ramos, não há
formação de domácias e, sem a presença da formiga,
a planta consegue se reproduzir.
Apesar de a relação mencionada no excerto apresenta-
do não ser benéfica o tempo todo e em toda a planta,
ainda pode ser considerada mutualismo, porque
a) quanto mais formigas colonizarem as plantas, maior será
a produção de domácias e seu sucesso reprodutivo.

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93 – Material do Professor 169

ESTUDO PARA O ENEM

BIOLOGIA 1B
18. Enem (adaptada) C4-H14 a) os animais eliminam metais pesados, que são usa-
Um formigueiro inicia-se com uma rainha jovem que, dos pelas algas para a síntese de biomassa.
após ser fecundada pelo zangão, voa e começa a cavar b) os animais fornecem excretas orgânicos nitrogena-
um buraco no chão, onde serão originadas milhares de dos, que são transformados em gás carbônico pelas
formigas, formando uma colônia. As fêmeas geradas algas.
podem ser operárias ou rainhas, enquanto os machos c) as algas usam os resíduos nitrogenados liberados
são gerados por partenogênese, a partir de óvulos não pelos animais e eliminam gás carbônico na fotos-
fecundados da rainha. Existem formigas que têm como síntese, usado na respiração aeróbica.
papel encontrar alimento, outras são responsáveis pela d) as algas usam os resíduos nitrogenados provenien-
limpeza do formigueiro e outras são babás das larvas, tes do metabolismo dos animais e, durante a síntese

O
tendo como função alimentá-las. de compostos orgânicos, liberam oxigênio para o

O
ambiente.

BO IV
Uma característica que contribui diretamente para o e) as algas aproveitam os resíduos do metabolismo dos
sucesso da organização social dos formigueiros é

SC
animais e, durante a quimiossíntese de compostos
a) a divisão de tarefas entre as formigas e a organização orgânicos, liberam oxigênio para o ambiente.

M S
da colônia.
20. Sistema Dom Bosco C4-H14

O U
b) o fato de os zangões serem gerados por parteno-
gênese. Micorrizas são fungos que vivem associados às raízes

D CL
c) a alta taxa de mortalidade de formigas que vivem de algumas plantas leguminosas. Estima-se que esses
solitárias. fungos tenham evoluído antes mesmo de as plantas
desenvolverem raízes, há cerca de 500 milhões de
d) a existência de formigas que protegem o bando. anos. As micorrizas têm filamentos que aumentam o

O X
e) o fato de a rainha ser fecundada antes de ser esta- alcance das plantas e fazem com que elas fiquem mais
belecido o local do formigueiro. estáveis, permitindo que elas absorvam nitrogênio e
N E
19. Enem (adaptada) C4-H14
outros nutrientes do solo. As relações entre as plantas
e os fungos são consideradas um exemplo de
SI SO
As algas são seres que conseguem absorver rapida- a) inquilinismo, pelo fato de os fungos viverem junto
mente compostos inorgânicos presentes na água, acu- às plantas.
mulando-os durante seu crescimento. Essa habilidade b) sociedade, pois cada espécie tem uma função no
permitiu usá-las como biofiltros, com o intuito de limpar ecossistema.
EN U

ambientes aquáticos contaminados, removendo nitro- c) protocooperação, pois são seres que vivem de forma
gênio e fósforo, além de metais pesados. Na técnica independente.
do cultivo integrado, outros organismos crescem asso-
d) mutualismo, em que somente uma espécie obtém
E E

ciados às algas, o que gera maior equilíbrio ecológico.


vantagem.
D D

A técnica do cultivo integrado é uma proposta interes- e) mutualismo, em que ambas as espécies se bene-
sante para tornar o ecossistema equilibrado porque ficiam.
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 169 04/06/2019 18:37


170 94 – Material do Professor

53 RELAÇÕES ECOLÓGICAS
BIOLOGIA 1B

DESARMÔNICAS

O
Existem milhões de bactérias no corpo humano, especialmente no intestino. Pes-

O
quisadores acreditavam que com alguns grupos desses procariotos ocorria uma rela-

BO IV
ção mutualística, em que os microrganismos recebem alimento e, em troca, digerem

SC
• Relações intraespecíficas
substâncias que não somos capazes de decompor sozinhos. Entretanto, em 2018,

M S
• Relações interespecíficas
cientistas publicaram na revista Nature Microbiology um estudo que sugere que a in-

O U
HABILIDADES teração existente entre alguns grupos de microrganismos e mamíferos é, na verdade,
• Explicar as principais uma associação semelhante a uma competição. As diferentes populações de bactérias

D CL
relações desarmônicas existentes no intestino competem entre si por recursos limitados, de modo que o orga-
intraespecíficas e interes- nismo humano, que também se utiliza desses recursos, atua como regulador deles. Nós
pecíficas. conseguimos controlar o crescimento das espécies de microrganismos, pois sempre

O X
• Compreender a importância a deixamos em privação. Portanto, o intestino não tem tantos nutrientes disponíveis
ecológica das relações e, assim, as espécies de microrganismos precisam competir entre si, de forma que a

seres vivos.
N E
desarmônicas entre os espécie melhor adaptada é a que sobrevive.
Para corroborar essa hipótese, foram analisadas as fezes de mais de 30 espécies
SI SO
• Justificar a importância de mamíferos a fim de medir a proporção de nitrogênio e carbono. O resultado foi
das relações desarmôni- que as bactérias utilizam apenas 1 átomo de nitrogênio para cada 10 átomos de
cas na preservação e na carbono. Outras espécies que ocorrem fora do organismo humano utilizam 1 átomo
EN U

ocorrência das espécies no nitrogênio para cada 4 átomos de carbono (o equivalente a 25% do seu consumo).
ambiente. Esses resultados indicam que as bactérias encontradas no intestino humano
estão mais adaptadas a condições hostis do que as que ocorrem em ambiente livre.
E E

Apenas aquelas que são capazes de eliminar o excesso de nutrientes que não foi
D D

absorvido pelo organismo é que habitam nosso intestino. E essa especificidade varia
de pessoas para pessoa, pois cada uma apresenta condições muito diferentes para
a proliferação de determinadas bactérias no organismo.
A AL

Pesquisas como essas conseguem identificar relações ecológicas que, muitas


vezes, não estão claras o suficiente para nós ou, ainda, nos mostram como muitas
I

vezes uma relação ecológica pode ser o oposto do que se imaginava até então,
EM ER

comprovando que a ciência está em constante mudança.


KATERYNA KON/SHUTTERSTOCK
ST T
SI MA

Ilustração da microbiota intestinal, com destaque para a anatomia do sistema digestório humano e as bactérias
entéricas Escherichia coli que ocorrem naturalmente no intestino. Elementos representados fora da escala de tamanho.
Cores fantasia.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 170 04/06/2019 18:37


95 – Material do Professor 171

RELAÇÕES sobrevivem à disputa, aumentando a chance de deixar


descendentes igualmente bem adaptados. Além disso,

BIOLOGIA 1B
INTRAESPECÍFICAS esse tipo de interação pode influenciar no controle da
densidade populacional. Quando há rápido crescimento
As relações desarmônicas são aquelas em que as de uma população, por exemplo, e a disponibilidade dos
espécies não se encontram em equilíbrio em termos recursos não acompanha esse crescimento, os indiví-
de benefícios e prejuízos, de modo que ao menos uma duos disputam esses recursos. Essa competição causa
delas é prejudicada. Apesar de o conceito remeter a a morte de muitos deles, alguns em disputa, outros por
algo negativo, trata-se de uma relação espontânea que não conseguirem acesso a tais recursos, o que reduz a
ocorre na natureza e representa uma ferramenta im- população ao seu tamanho natural, retornando ao quadro
portante para a manutenção do equilíbrio das espécies.
de equilíbrio daquela comunidade.
Existem dois tipos de relação intraespecífica desar-
As plantas podem competir entre si por luz, nu-

O
mônica: o canibalismo e a competição. Neles o que
trientes e água, por exemplo. Já os animais competem

O
está em jogo é a sobrevivência do indivíduo melhor

BO IV
por parceiros reprodutivos e por território, demarcando
adaptado, de forma que há vantagens de um sobre o
o local com urina ou feromônios. Outro exemplo é o

SC
outro que possibilitam àquele a perpetuação de seus
canto das aves, em que os machos que cantam melhor

M S
genes para os descendentes.
têm mais êxito na parceira sexual.

O U
CANIBALISMO

FLPA / ALAMY STOCK PHOTO


Trata-se da interação entre indivíduos da mesma

D CL
espécie, em que uns se alimentam dos outros, geral-
mente pela falta de recursos alimentares ou por com-
petição intensa no ambiente. Essa relação também é

O X
denominada predação intraespecífica.
N E Essa prática é bastante comum entre espécies de
louva-a-deus, algumas aranhas e escorpiões, que geral-
mente se alimentam de seus parceiros sexuais após a
SI SO
cópula com o objetivo de obter nutrientes fundamentais
para a reprodução. Entre os artrópodes, é comum os
Duas lebres (Epus europeaus) machos em disputa pela fêmea.
indivíduos maiores serem predadores dos menores.
EN U

Em mamíferos, esse tipo de interação acontece


com algumas espécies de roedores, que se alimen-
tam de seus filhotes recém-nascidos. Isso geralmente RELAÇÕES
E E

ocorre porque os indivíduos parentais não reconhecem


INTERESPECÍFICAS
D D

o cheiro de um dos filhotes no meio da ninhada e o


identificam como intruso, ou ainda porque constatam Existem cinco tipos de relação interespecífica de-
que um deles é doente ou deficiente e terá poucas
A AL

sarmônica: amensalismo ou antibiose, predatismo, es-


chances de sobrevivência. clavagismo, parasitismo e competição interespecífica.
MATT OAKS/SHUTTERSTOCK

AMENSALISMO OU ANTIBIOSE
I
EM ER

Relação em que uma espécie produz alguma subs-


tância que inibe o crescimento ou a reprodução de
outras espécies. A primeira é chamada inibidora, en-
ST T

quanto as prejudicadas são denominadas amensais.


Os fungos do gênero Penicillium sp. são capazes de
SI MA

produzir antibióticos que impedem o desenvolvimento


de determinadas bactérias.
KARUNA KONGSUWAN/DREAMSTIME.COM

Fêmea do louva-a-deus
(Mantis sp.) alimentando-
-se de seu parceiro após
o acasalamento.

COMPETIÇÃO INTRAESPECÍFICA
Eucaliptos, pinheiros
Essa é a relação entre organismos da mesma espé-
e cedros secretam
cie em que há disputa por recursos escassos no am- toxinas nocivas
biente, como alimento, água, parceiro sexual, espaço por meio de suas
e luminosidade. raízes que impedem
a germinação de
Essa competição é fundamental para a evolução, pois sementes de
somente organismos melhor adaptados ao ambiente outras plantas.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 171 04/06/2019 18:37


172 96 – Material do Professor

PREDATISMO parecidos. A borboleta-monarca (Danaus plexippus)


BIOLOGIA 1B

Trata-se da relação em que um indivíduo de determi- tem colorações marcantes e se alimenta de plantas
nada espécie se alimenta de indivíduos de outra espécie. que apresentam toxinas. Essas toxinas se acumulam
A espécie beneficiada é denominada predadora, e a pre- no tecido dela, tornando-a impalatáveis. Já a espécie de
judicada, presa. Os predadores são excelentes agentes borboletas vice-rei (Limentis archippus), por ser muito
da seleção natural, por capturarem as presas mais fáceis, semelhante à borboleta-monarca, é evitada pelos pre-
isto é, indivíduos menos adaptados ao ambiente, atuando dadores, mesmo não tendo as toxinas.
no controle populacional, promovendo oscilação nas den-

8RAN/ISTOCKPHOTO.COM

SARI ONEAL/SHUTTERSTOCK
sidades – tanto da população de presas quanto da própria
população. Todos os carnívoros são predadores, por se
alimentarem de outros animais, como os cachorros-do-

O
-mato, que caçam veados, lebres, entre outros.

O
BO IV
OND-EJ PROSICKÝ/DREAMSTIME.COM

SC
M S
À esquerda, borboleta-monarca (Danaus plexippus) e, à direita, borboleta

O U
vice-rei (Limentis archippus).

D CL
O mimetismo batesiano é mais uma variação encon-
trada na natureza. Ocorre quando uma espécie inofensiva
se assemelha morfologicamente a um animal sabidamente

O X
perigoso ao predador. A formiga Kerengga (Oecophylla sp.),
que é bastante agressiva, é mimetizada pela aranha-salta-
N E dora (Myrmarachne sp.), apresentando mesmo tamanho,
formato e até comportamento, como levantar as pernas
SI SO
Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) alimentando-se de uma presa.
dianteiras para imitar as antenas da formiga.
A herbivoria é uma variação da predação na qual

KHLUNGCENTER/SHUTTERSTOCK
TROUP DRESSER/GETTY IMAGES

um consumidor primário se alimenta de determinada


EN U

planta ou de parte dela.


ANDERM/SHUTTERSTOCK

E E
D D
A AL

Formiga Kerengga (esquerda) e aranha-saltadora com as pernas erguidas


(direita).
I

A camuflagem é uma estratégia contra a predação


EM ER

em que os organismos têm sua coloração ou a forma


do corpo alteradas a fim de se camuflar no ambiente,
tornando-se menos visíveis para o predador. As aves
ST T

Besouro-verde predando uma folha.


de coloração verde, por exemplo, dificilmente são iden-
Estratégias para escapar do predatismo
SI MA

tificadas na mata. Do mesmo modo, as arraias apre-


Existem diversas estratégias que algumas espécies sentam coloração e textura semelhantes às do fundo
desenvolveram ao longo da evolução para enganar seus do mar arenoso.
predadores, entre elas, o mimetismo, a camuflagem
HENRIK_L/ISTOCKPHOTO.COM

e o aposematismo.
No mimetismo, algumas espécies apresentam ca-
racterísticas semelhantes às de outras e utilizam-na
como recurso para indicar que não são uma boa espé-
cie a ser predada. O mimetismo mulleriano ocorre
entre espécies palatáveis e impalatáveis, que apresen-
tam colorações de advertência semelhantes. Dessa
maneira, todas que demonstrem essas característi-
cas, mesmo que sejam palatáveis, serão evitadas pe-
los predadores, pois estes, ao não se alimentarem de Mariposa (Biston betularia) com cor e textura similar às da casca da árvore
um ser impalatável, evitarão organismos com padrões em que está pousada.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 172 04/06/2019 18:37


97 – Material do Professor 173

O aposematismo é uma estratégia evolutiva em ESCLAVAGISMO


que algumas espécies apresentam colorações fortes,

BIOLOGIA 1B
Essa é uma relação em que indivíduos de uma espé-
como vermelho, amarelo, laranja, verde e azul, adver- cie obtêm vantagem com o trabalho de outras espécies.
tindo os possíveis predadores de que têm veneno ou O chupim (Molothrus bonariensis), por exemplo, deposita
gosto ruim. seus ovos para serem chocados no ninho de outras aves,
como o tico-tico (Zonotrichia capensis), que chega até
KIKKERDIRK/ISTOCKPHOTO.COM

mesmo a alimentar os filhotes de chupim como se fos-


sem seus. Algumas formigas fazem pilhagens de outras
sociedades, roubando ninfas (larvas) que se tornam suas
escravas quando adultas.

O
GIOVANNI GIUSEPPE BELLANI /
ALAMY STOCK PHOTO
O
BO IV
SC
M S
O U
D CL
O X
N E Espécies de sapos da família Dendrobatidae apresentam o padrão
SI SO
aposemático, sendo os de cor mais forte considerados altamente
venenosos. Ave chupim (Molothrus bonariensis).

PARASITISMO
EN U

Nesta relação, o indivíduo parasita se abriga no corpo de outra espécie hospe-


deira, que lhe serve como moradia. Os parasitas podem viver dentro do corpo do
E E

hospedeiro (endoparasitas), como bactérias, protozoários e vermes, ou se alojarem


na região externa do corpo dele (ectoparasitas), como piolhos, pulgas, carrapatos,
D D

sanguessugas, ácaros ou lampreias.


Existem alguns tipos de parasita que dependem completamente do hospedeiro
A AL

(holoparasitas). O cipó-chumbo (Cuscuta sp.), por exemplo, fixa-se em outras


plantas e absorve a seiva elaborada, uma vez que não tem capacidade de produzi-
-la sozinha; assim, sem parasitar outra espécie, ele não sobrevive. Há também
I
EM ER

parasitas que dependem parcialmente do hospedeiro (hemiparasitas). A erva-


-de-passarinho (Viscum album) é uma espécie arbustiva que retira água e sais do
hospedeiro, mesmo sendo capaz de realizar fotossíntese.
ST T
FABIO COLOMBINI

AY IMAGES / ALAMY STOCK PHOTO


SI MA

Cipó-chumbo ou erva-daninha de coloração amarelada (à esquerda) e erva-de-passarinho (à direita).

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 173 04/06/2019 18:37


174 98 – Material do Professor

Em geral, os parasitas não matam os hospedeiros, pois necessitam deles para


BIOLOGIA 1B

sobreviver. Além disso, o parasitismo promove a diversidade biológica, contribuindo


para a riqueza de espécies.

COMPETIÇÃO INTERESPECÍFICA
Ocorre quando há duas populações de espécies diferentes na mesma comunidade
ocupando nichos ecológicos iguais ou semelhantes. Se os recursos do ambiente
não forem suficientes para todos, ocorre disputa, o que pode gerar controle popu-
lacional de ambas as populações ou a extinção de uma delas (princípio ou lei de
Gause). A disputa é um fator importante no controle do tamanho das populações.
Isso também é comum quando há introdução de espécies exóticas, que competem

O
pelos recursos com espécies nativas, muitas vezes extinguindo-as. As competições

O
também atuam como uma forma de seleção natural, possibilitando a sobrevivência

BO IV
apenas das populações melhor adaptadas.

SC
M S
FOTOEDU/ISTOCKPHOTO.COM

GALAXIID / ALAMY STOCK PHOTO


O U
D CL
O X
N E
SI SO
EN U

Corujas (à esquerda) e gaviões (à direita) podem competir por alimento, uma vez que ambos predam pequenos
roedores e dominam o espaço aéreo.
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 174 04/06/2019 18:37


99 – Material do Professor 175

ROTEIRO DE AULA

BIOLOGIA 1B
RELAÇÕES DESARMÔNICAS

relações entre indivíduos


INTRAESPECÍFICAS iguais
de espécies

O
O
indivíduos que se alimentam de ou-

BO IV
Canibalismo
tros indivíduos da mesma espécie

SC
M S
Competição disputa por recursos entre

O U
iguais
intraespecífica espécies

D CL
relações entre indivíduos

O X
INTERESPECÍFICAS diferentes
de espécies
N E
SI SO
Uma espécie produz o desenvolvimento de
Amensalismo inibem
substâncias que outra espécie
EN U

evita a competição por recursos


E E
D D

Predatismo uma espécie se alimenta de outra


A ALI

Espécie que se alimenta é predador


EM ER
ST T

Espécie que serve de alimento é presa


SI MA

Esclavagismo uma espécie se beneficia do trabalho de outra espécie

Parasitismo uma espécie obtém nutrientes e abrigo de outra espécie

Competição
disputa por recursos entre espécies diferentes
interespecífica

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176 100 – Material do Professor

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO
BIOLOGIA 1B

1. Uece – São exemplos de relações ecológicas interes- a) hábitats – relação ecológica


pecíficas desarmônicas: b) hábitats – interação
a) sociedade, predação e comensalismo. c) nichos ecológicos – predação
b) predação, parasitismo e herbivoria. d) nichos ecológicos – competição
c) colônia, parasitismo e mutualismo. e) hábitos – competição
d) inquilinismo, herbivoria e mutualismo. A lei de Gause postula que, quando duas espécies apresentam os
Há predação quando um organismo serve de alimento para outro. mesmos nichos ecológicos, há competição entre elas, o que pro-
O parasitismo ocorre quando um organismo de uma espécie utiliza move controle populacional de ambas ou a extinção de uma delas.
o corpo de um organismo de outra espécie para obter alimento ou 5. PUC-PR – Na planície africana, dois leões competem
abrigo. Herbivoria é uma forma de predação em que consumidores
por uma zebra (I). O que ganha a disputa alimenta-se

O
primários se alimentam dos produtores.
dela (II) e, uma vez que se satisfaz, um bando de hienas

O
“limpa” os restos que ficaram (III).

BO IV
2. UFRGS-RS (adaptada) – Considere as afirmativas a
seguir, sobre interações ecológicas desarmônicas. Considerando as relações ecológicas descritas, pode-

SC
mos afirmar que elas são:
I. O canibalismo observado em fêmeas de algumas

M S
espécies de aranhas é um exemplo desse tipo de a) I: benéfica para um dos envolvidos, prejudicial para o
interação. outro; II: benéfica para um dos envolvidos, prejudicial

O U
para o outro; III: benéfica para um dos envolvidos,
II. Não existe esse tipo de interação entre as plantas.
indiferente para o outro.

D CL
III. A disputa entre machos na tentativa de conseguir
b) I: benéfica para um dos envolvidos, prejudicial para o
uma fêmea para acasalar exemplifica esse tipo de outro; II: benéfica para um dos envolvidos, prejudicial
interação. para o outro; III: benéfica para ambos os envolvidos.

O X
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s) c) I: prejudicial para ambos os envolvidos; II: benéfica
a) I, apenas. para um dos envolvidos, indiferente para o outro; III: be-
N E
b) II, apenas.
c) I e III, apenas.
néfica para um dos envolvidos, indiferente para o outro.
d) I: prejudicial para ambos os envolvidos; II: benéfica
para um dos envolvidos, prejudicial para o outro; III: be-
SI SO
d) II e III, apenas. néfica para um dos envolvidos, indiferente para o outro.
e) I: benéfica para um dos envolvidos, prejudicial para
e) I, II e III.
o outro; II: prejudicial para ambos os envolvidos; III:
A afirmativa II está incorreta, porque nas plantas podem acon- benéfica para ambos os envolvidos.
EN U

tecer relações intraespecíficas e interespecíficas desarmônicas,


A competição intraespecífica é uma relação de disputa por recur-
como a competição por nutrientes.
sos em que ambos os indivíduos são prejudicados. A predação
é benéfica apenas para o predador, que consegue alimento, en-
E E

3. UFRJ (adaptada) – As principais relações ecológicas quanto é desvantajosa para a presa. O comensalismo é uma rela-
entre indivíduos das diferentes espécies que compõem ção em que uma espécie se alimenta de restos mortais da presa
D D

que outra espécie predou. Portanto, a espécie que se alimenta


um ecossistema são: predação, mutualismo, competição dos restos obtém vantagens sem prejudicar a que caçou a presa.
e comensalismo. Nessas interações, cada indivíduo pode
receber benefícios (1), prejuízos (2) ou nenhum dos 6. Sistema Dom Bosco C4-H14
A AL

dois (0). No quadro abaixo, as interações entre pares Os fungos do gênero Penicillium sp. são capazes de
de espécies estão identificadas pelas letras A, B, C e D. produzir substâncias que impedem o desenvolvimento
de bactérias. Atualmente essas substâncias são usa-
I

Espécie 1 Espécie 2 das na produção de antibióticos, combatendo doenças


EM ER

bacterianas. Cite qual tipo de relação ecológica essa


A 1 1 situação exemplifica e justifique.

Trata-se de amensalismo, uma vez que os fungos secretam subs-


ST T

B 1 2
SI MA

C 1 0 tâncias que inibem o desenvolvimento de outra espécie.

D 2 2 Competência: Compreender interações entre organismos e

ambiente, em particular aquelas relacionadas à saúde humana,


Identifique as interações A, B, C e D.
A: mutualismo; B: predação; C: comensalismo; D: competição. relacionando conhecimentos científicos, aspectos culturais e ca-

racterísticas individuais.

Habilidade: Identificar padrões em fenômenos e processos vitais


4. IFRS – Se duas espécies têm muito semelhan-
tes, pensou Gause, elas não conseguirão conviver em um
dos organismos, como manutenção do equilíbrio interno, defesa,
mesmo ambiente por causa da severa que
se estabelecerá entre elas. Marque a alternativa que
completa as lacunas corretamente. relações com o ambiente, sexualidade, entre outros.

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101 – Material do Professor 177

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

BIOLOGIA 1B
7. Unisinos-RS – Em Ecologia, as relações entre os seres comunidade; na segunda, exemplos dessas interações; e,
vivos são classificadas como intra ou interespecíficas e na terceira, alguns organismos que ilustram os exemplos.
como harmônicas ou não harmônicas. Com base nisso,
qual das alternativas abaixo é composta apenas por
Tipos de Exemplos de
interações interespecíficas não harmoniosas? Organismos
a) Simbiose e mutualismo. interações interações
b) Amensalismo e predação. I Inquilinismo Orquídeas
c) Competição e comensalismo.
d) Canibalismo e inquilinismo. Interespecífica
II Piolhos
e) Parasitismo e protocooperação. desarmônica

O
O
8. UFMG – Analise estes gráficos, em que está represen- Intraespecífica Sociedades

BO IV
III
tado o efeito da pastagem de uma população herbívora harmônica heteromórficas

SC
que se alimenta, preferentemente, de gramíneas sobre

M S
uma comunidade vegetal: Assinale a alternativa que substitui adequadamente a
sequência de números do quadro.

O U
a) Interespecífica harmônica – Parasitismo – Cupins
gramíneas

gramíneas

D CL
b) Intraespecífica desarmônica – Canibalismo – Corais
Biomassa acima do solo
grama/m2

c) Interespecífica desarmônica – Competição – Liquens


d) Interespecífica harmônica – Predação – Carrapatos

O X
e) Intraespecífica harmônica – Amensalismo – Physalia
(caravela-portuguesa)
ervas

N E 10. Sistema Dom Bosco – Formigas dos gêneros Polye-


gusfurescens e Formica são organismos que invadem
SI SO
ervas

ninhos de outras formigas e sequestram ovos, larvas e


pupas, que se tornam verdadeiras escravas após o de-
senvolvimento. Classifique o tipo de relação ecológica
descrita e explique suas vantagens e/ou desvantagens
EN U

para ambas as partes.


Não-pastada Pastada
E E
D D gramíneas
gramíneas

A AL
ervas
Diversidade de espécies

I
EM ER ervas
ST T

11. PUC-SP – O bicudo (Sphenophorus levis) é um inseto


cujas larvas se desenvolvem no interior do rizoma da
SI MA

cana-de-açúcar (Saccharum sp.), onde se alimentam


dos tecidos do vegetal e podem provocar sua morte.
No controle biológico do bicudo, tem sido utilizado com
êxito o nematoide Steinernema brazilense, um verme
Não-pastada Pastada milimétrico que abriga em seu intestino bactérias do
gênero Xenorhabdus. Ao adentrar a larva do inseto por
Considerando-se as informações contidas nesses gráfi- orifícios naturais, o verme libera as bactérias, as quais
cos e outros conhecimentos sobre o assunto, é correto digerem os tecidos da larva e disponibilizam, assim,
afirmar que a pastagem faz diminuir alimento para o verme. As relações ecológicas entre
a) os recursos disponíveis para outros herbívoros. bicudo e cana-de-açúcar e entre o nematoide e as bac-
térias podem ser classificadas, respectivamente, como
b) a competição entre gramíneas e ervas.
a) parasitismo e mutualismo.
c) a diversidade dessas espécies vegetais.
b) predatismo e comensalismo.
d) a produtividade das ervas.
c) inquilinismo e competição.
9. UFRGS-RS – O quadro a seguir apresenta, na primei- d) amensalismo e protocooperação.
ra coluna, tipos de interações entre populações de uma e) protocooperação e predatismo.

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178 102 – Material do Professor

12. UFPR – Uma coruja caça durante a noite e captura um


BIOLOGIA 1B

morcego. Ambos são capturados por uma rede armada


por pesquisadores. Após análise cuidadosa da coruja
e do morcego, os pesquisadores encontraram, sob as
penas da coruja, ácaros e piolhos, e sob os pelos do
morcego, moscas hematófagas. As interações interes-
pecíficas entre a coruja e o morcego, entre os ácaros e
os piolhos e entre as moscas hematófagas e o morcego 15. Urca-CE (adaptada) – Na Biologia, as relações eco-
são denominadas, respectivamente, lógicas são divididas em relações ecológicas interes-
a) predação, parasitismo e inquilinismo. pecíficas e relações ecológicas intraespecíficas. As
b) predação, mutualismo e parasitismo. relações ecológicas interespecíficas se estabelecem
entre indivíduos de espécies diferentes, enquanto as
c) parasitismo, competição e predação.

O
relações ecológicas intraespecíficas se estabelecem
d) predação, competição e parasitismo. entre indivíduos da mesma espécie. Inquilinismo, her-

O
e) competição, inquilinismo e parasitismo. bivoria, parasitismo e mutualismo são exemplos de

BO IV
relações ecológicas interespecíficas, ou seja, ocorrem

SC
13. Acafe-SC (adaptada) – Os pulgões são pequenos inse- entre indivíduos de espécies diferentes. Sociedade,

M S
tos que passam a maior parte do tempo parados sobre colônia e competição são exemplos de relações ecoló-
plantas, sugando a seiva elaborada que circula pelos gicas intraespecíficas. Analise as descrições a seguir:

O U
vasos liberianos destas. Esta seiva possui uma grande I. A caravela é um cnidário que vive flutuando no mar e
quantidade de glicose, e o excesso deste carboidrato é formada por um conjunto de indivíduos da mesma

D CL
ingerido precisa ser excretado. As formigas se alimen- espécie que vivem fisicamente juntos, dividindo o
tam desse açúcar eliminado pelos pulgões e, em troca, trabalho.
os protegem de eventuais predadores.
II. A associação entre certos fungos e algas clorofíceas
As relações ecológicas existentes, respectivamente,

O X
ou cianobactérias forma um novo tipo de organismo,
entre pulgões-plantas e pulgões-formigas são o líquen.
N E
a) parasitismo e mutualismo.
b) parasitismo e comensalismo.
III. Entre alguns insetos da mesma espécie, os animais
mais fracos ou doentes são devorados pelos sadios.
SI SO
c) comensalismo e mutualismo. IV. Várias espécies de abelhas formam agrupamentos
d) inquilinismo e comensalismo. altamente organizados, nos quais, de modo instinti-
vo, cada indivíduo coloca a sobrevivência da colmeia
e) inquilinismo e parasitismo.
acima de sua própria sobrevivência.
EN U

14. Unicamp-SP (adaptada) – A espécie A é um ácaro As relações ecológicas descritas são, respectivamente,
comum em plantações de morango, promovendo danos a) sociedade, colônia, canibalismo e mutualismo.
quando atinge a densidade de 20 indivíduos por lote de
E E

b) mutualismo, sociedade, canibalismo e colônia.


morango. Pesquisadores identificaram que geralmente
onde existia a espécie A, também havia a espécie B c) comensalismo, sociedade, predatismo e colônia.
D D

de ácaros. Para compreender a relação entre essas d) colônia, mutualismo, canibalismo e sociedade.
duas espécies, foi realizado um experimento em que e) protocooperação, colônia, predatismo e sociedade.
a espécie B foi introduzida em uma criação da espécie
A AL

A em laboratório. Passado algum tempo, foi adicionado 16. PUC-SP – Considere as afirmações abaixo relativas a
um defensivo agrícola (D) na criação e os resultados fatores de crescimento populacional.
obtidos foram descritos no gráfico a seguir.
I

I. A competição intraespecífica interfere na densidade


EM ER

Densidade da população.
populacional D D
II. A competição interespecífica não influi no cresci-
80 mento das populações.
D
ST T

III. Um dos fatores limitantes do crescimento popula-


60
cional é a disponibilidade de alimentos, que diminui
SI MA

quando a densidade da população aumenta.


40
IV. Fatores climáticos influem no crescimento da popu-
20 lação independentemente de sua densidade.
São verdadeiras apenas
0
Tempo a) I e II.
Espécie A b) I e IV.
Espécie B c) II e III.
d) I, III e IV.
Com base nesses resultados e em seus conhecimen- e) II, III e IV.
tos, explique qual é o tipo de interação entre as espé-
cies A e B. 17. UFSCar-SP (adaptada) – Os gráficos a seguir repre-
sentam as curvas de crescimento de duas espécies de
protozoários: A e B. Em 1, as espécies foram cultivadas
em tubos de ensaio separados e, em 2, foram cultivadas
no mesmo tubo de ensaio.

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103 – Material do Professor 179

Figura 1 Figura 2 Considerando que as condições do meio foram as mes-

BIOLOGIA 1B
mas em todos os casos, elabore uma hipótese para o
Número de indivíduos Número de indivíduos resultado encontrado na Figura 2.

B
A
B

Tempo Tempo

O
O
BO IV
SC
ESTUDO PARA O ENEM

M S
O U
18. Enem (adaptada) C4-H14 Que tipo de interação ecológica o jacaré norte-ameri-
Vaga-lumes machos e fêmeas emitem sinais luminosos cano apresenta ao ter esse tipo de comportamento?

D CL
com o objetivo de se atraírem na época da reprodução. a) Canibalismo.
Entretanto, na espécie de vaga-lume do gênero Photuris,
b) Esclavagismo.
a fêmea atrai machos de outra espécie, que, ao se aproxi-
marem, se tornam presas fáceis, sendo devorados por elas. c) Parasitismo.

O X
Esse tipo de relação ecológica é um exemplo de d) Competição interespecífica.
N E
a) comensalismo, sendo uma relação harmônica.
b) inquilinismo, sendo uma relação desarmônica.
c) protocooperação, sendo uma relação desarmônica.
e) Protocooperação.
SI SO
20. Sistema Dom Bosco C4-H14
d) predatismo, sendo uma relação desarmônica.
e) mutualismo, sendo uma relação harmônica. As hienas caçam em grupos e são geralmente lidera-
das pelas fêmeas, maiores e mais agressivas que os
19. Sistema Dom Bosco C4-H14 machos, principalmente quando se trata de competir
EN U

Brad Streets, fotógrafo, estava em um parque estadual no por recursos limitados.


Texas (EUA) e conseguiu capturar uma cena não muito Sabendo do comportamento desses animais, é correto
E E

agradável de se ver: um jacaré norte-americano (Alligator dizer que as hienas apresentam, em relação a outras es-
mississippiensis), medindo entre 2,5 e 3 metros de compri- pécies que se valem desses mesmos tipos de recursos,
D D

mento, se alimentando de um indivíduo mais jovem. A es-


a) competição intraespecífica.
pécie se alimenta principalmente de rãs, cobras e animais
mortos, mas, devido a seus hábitos agressivos e territorialis- b) competição interespecífica.
A AL

tas, pode ocasionalmente ter esse tipo de comportamento. c) canibalismo.


MEGACURIOSO. Canibalismo feroz: jacaré é flagrado devorando d) esclavagismo.
outro em pântano no Texas. <https://www.megacurioso.com.
I

br/ciencia/108829-canibalismo-feroz-jacare-e-flagrado-devoran- e) amensalismo.
EM ER

do-outro-em-pantano-no-texas.htm>. Acesso em: maio 2019.


ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 179 04/06/2019 18:37


180 104 – Material do Professor

54
ECOLOGIA DE POPULAÇÕES:
BIOLOGIA 1B

CARACTERÍSTICAS
E CRESCIMENTO

O
Em 2012, pesquisadores da Universidade do Vale do Sapucaí e da Universidade

O
Federal da Paraíba analisaram uma área de Mata Atlântica no Parque Natural Mu-

BO IV
nicipal de Pouso Alegre (MG). O objetivo era estimar a densidade populacional de

SC
• Principais características
de uma população primatas na região.

M S
• Crescimento populacional Durante 41 dias, os pesquisadores registraram o número de indivíduos de cada

O U
espécie nas áreas transeccionadas. Como resultado, encontraram por km2 uma mé-
HABILIDADES dia de: 23,83 sauás (Callicebus nigrifrons), 14,76 saguis-da-serra (Callinthrix aurita),

D CL
• Citar e explicar os 7,7 macacos-prego pretos (Cebus nigritus) e 3,3 bugios-ruivos (Alouatta clamitans).
principais fatores que Com base nesses dados, os cientistas concluíram que a densidade de sauás
influenciam na dinâmica foi alta, enquanto a de bugios foi muito baixa, com a ocorrência de apenas um

O X
populacional. bando com seis indivíduos na área analisada. Os motivos de a quantidade de bu-
• Interpretar gráficos de gios ser pequena são desconhecidos, mas os pesquisadores especulam que os

populacional.
N E
dinâmica e crescimento resultados têm relação com a alta fragmentação do hábitat na região, em virtude
do crescimento urbano.
SI SO
Pesquisas como essas são fundamentais para a conservação das espécies.
Por meio de dados como densidade, é possível simular por quanto tempo deter-
minada população pode sobreviver e quais fatores estão a impactando. Desse
EN U

modo, os cientistas são capazes de promover estratégias para conservação e


manejo das espécies.
E E
FABIO COLOMBINI

IMAGEBROKER/ALAMY STOCK PHOTO


A B
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

IMAGEBROKER/ALAMY STOCK PHOTO

LEONARDO MERCON/VWPICS/
ALAMY STOCK PHOTO

C D

(A) sauá, (B) sagui, (C) macaco-prego e (D) bugio.

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105 – Material do Professor 181

PRINCIPAIS Taxas de natalidade e mortalidade

BIOLOGIA 1B
A taxa de natalidade corresponde ao número de
CARACTERÍSTICAS DE indivíduos que nasceram em uma população durante
determinado período de tempo.
UMA POPULAÇÃO
Uma população é o conjunto de indivíduos da
Número de nascimentos
mesma espécie que habitam um local em determi- Taxa de natalidade ( TN) =
Unidade de tempo
nado intervalo de tempo. Cada população apresenta
adaptações ao ambiente em que vive, associadas a
seu sucesso reprodutivo. O tamanho das popula- A natalidade máxima ou fisiológica absoluta
ções pode variar em número, dependendo de fatores

O
corresponde ao número de nascimentos em condições
como taxas de nascimento e morte e taxa de migra-

O
ideais. Nesse caso não existirá nenhum fator capaz de
ção entre elas. Essas flutuações populacionais po-

BO IV
limitar nascimentos. Já a natalidade ecológica ou

SC
dem ser influenciadas por fatores ecológicos, como realizada refere-se aos nascimentos de uma popula-
disponibilidade de alimentos, quantidade de predado-

M S
ção em condições reais.
res no ambiente, locais disponíveis para reprodução, Em geral, a natalidade ecológica é sempre menor

O U
predação e competição. que a natalidade máxima, uma vez que devemos con-
As principais características estudadas para siderar diversos fatores limitantes que influenciam as

D CL
compreender as dinâmicas populacionais são den- condições de desenvolvimento, tais como: caracterís-
sidade populacional, distribuição etária e po- ticas intrínsecas de progenitores, fatores relacionados
tencial biótico.

O X
ao acaso e aspectos ambientais.
A taxa de mortalidade, por sua vez, corresponde
DENSIDADE POPULACIONAL
N E ao número de indivíduos mortos em uma população
Trata-se da relação entre o número de indivíduos
no mesmo período de tempo.
de uma população e o espaço que ela ocupa. Esse
SI SO
espaço é considerado em área (m2, km2) ou volume
(m3 ou km3). Número de óbitos (mortes)
Taxa de mortalidade ( TM) =
Unidade de tempo
EN U

Número de indivíduos da população (N)


E E

Densidade (D) =
Unidade de área ou volume (A) Taxas de imigração e emigração
D D

Migrações ou dispersões são fluxos de indivíduos


entre as populações e podem ser de dois tipos: quando
há entrada de indivíduos em uma população, ocorre
A AL

Embora seja possível estimar o tamanho de uma po-


a imigração; quando há saída de indivíduos de uma
pulação por meio da densidade, o resultado não revela
população acontece a emigração.
exatamente o número de indivíduos naquele espaço.
I

Portanto, a taxa de imigração (I) se refere à velo-


EM ER

A quantidade calculada, nesse caso, é apenas um va-


cidade com que os indivíduos vindos de outras áreas
lor estatístico, porque a densidade populacional pode
se incorporam a uma população. A taxa de emigração
variar dentro da mesma área habitada. Essa variação
(E), por outro lado, corresponde à velocidade com que
ocorre, por exemplo, em virtude da disponibilidade de
ST T

os indivíduos saem de uma população.


recursos ou das condições ambientais.
Os movimentos migratórios geralmente ocorrem em
SI MA

É comum que a densidade populacional humana nas


resposta a alterações climáticas e à disponibilidade de
metrópoles seja maior que em zonas rurais, por exem-
alimentos. Esse comportamento garante que a popu-
plo. O contrário ocorre com a densidade populacional
lação se reproduza e que os filhotes sobrevivam.
de plantas, que é maior nas zonas rurais.
Por exemplo, no inverno, algumas espécies de aves
A taxa de natalidade e a taxa de imigração são
migratórias viajam da América do Norte para a América
fatores que contribuem para o aumento da densidade
do Sul fugindo das baixas temperaturas e da escassez
populacional. Por outro lado, a taxa de mortalidade
de recurso nessa época do ano.
e a taxa de emigração influenciam na redução da
densidade populacional. Índice de crescimento
Quando analisamos esses fatores, é possível identi- Trata-se da relação entre as taxas de natalidade e
ficar o que pode estar afetando uma população direta- mortalidade e as taxas de emigração e imigração. Es-
mente. Devemos lembrar, no entanto, que esses fatores ses fatores isolados não caracterizam adequadamente
não determinam drasticamente as características popu- uma população, mas juntos podem informar muitos
lacionais, apenas influenciam as condições observadas. dados a respeito desta.

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182 106 – Material do Professor

Quando o índice de crescimento (IC) é negativo POTENCIAL BIÓTICO


BIOLOGIA 1B

(menor que 1), o número de perdas é maior que o nú- Refere-se à capacidade que uma população tem
mero de reposição. Assim, a população encontra-se em de aumentar em número de indivíduos quando está
declínio. Quando esse índice é igual a 1, o número de em condições ideais. Em outras palavras, o potencial
perdas (ou saídas) de indivíduos e a entrada são iguais. biótico relaciona-se à natalidade máxima e à capacidade
Nesse caso, a população está em equilíbrio. Por outro máxima de sobrevivência.
lado, se o valor do índice de crescimento for positivo O aumento de uma população depende da capa-
(maior que 1), há mais entrada que saída, o que indica cidade de reprodução e adaptação no ambiente em
o crescimento da população. que vive. Assim, quanto maior for a capacidade de se
“Entrada” e “reposição” são compreendidas como reproduzir e se dispersar, maior será o potencial biótico
a inclusão de novos indivíduos na população, sejam dessa população.

O
eles provenientes de nascimentos ou de imigração. Esse crescimento pode ser exponencial em curto

O
“Saída” e “perda”, por sua vez, representam a retira- período de tempo se as condições ambientais forem

BO IV
da de indivíduos da população, sejam eles provenientes favoráveis ou ilimitadas. Esse fenômeno promove o de-

SC
de mortes ou de emigração. sequilíbrio ambiental, pois a quantidade de recursos

M S
consumidos aumenta.
Entretanto, o crescimento de uma população pode

O U
Taxa de natalidade + imigração
IC = ser limitado por fatores ambientais, que são capazes
Taxa de mortalidade + emigração

D CL
de interferir, por exemplo, no clima, na disponibilidade
IC < 1 → população em declínio
de água e alimentos, na oxigenação e na presença de
IC = 1 → população em equilíbrio competidores. Esse conjunto de fatores recebe o nome

O X
IC > 1 → população em crescimento de resistência ambiental.
À medida que a população aumenta, a resistência
N E
DISTRIBUIÇÃO ETÁRIA
ambiental também cresce, o que reduz o crescimento
populacional. Isso acontece até que haja um equilí-
SI SO
brio entre a resistência ambiental e o potencial biótico.
A história de vida de um organismo é constituída pelo
Quando a população se encontra nesse equilíbrio, ela
padrão de crescimento, diferenciação, capacidade de
atingiu a capacidade máxima suportada pelo am-
armazenamento de energia e reprodução. Populações
biente (capacidade suporte). Entretanto, esse tamanho
EN U

de ciclo longo devem ser divididas em três períodos


máximo pode sofrer pequenas oscilações.
ecológicos: pré-reprodutivo, reprodutivo e pós-repro-
dutivo. Cada um desses períodos é determinado pela
E E

história de vida da população e influencia diretamente


D D

nas taxas de natalidade e mortalidade. Tamanho populacional máximo


A distribuição etária pode ser expressa em forma suportado pelo ambiente

de gráfico. Assim, as barras apresentam maior com-


A AL

Resistência
primento na faixa etária mais abundante na população. do meio
Nº de indivíduos

Curva de
Pirâmide etária brasileira (2012 e 2017) potencial
I

biótico
EM ER

80 anos ou mais Curva de


75 a 79 anos crescimento real
70 a 74 anos
65 a 69 anos
ST T

60 a 64 anos
55 a 59 anos
SI MA

50 a 54 anos
Tempo
45 a 49 anos
40 a 44 anos
35 a 39 anos Gráfico relacionando o potencial biótico e a resistência ambiental de
30 a 34 anos uma população.
25 a 29 anos
20 a 24 anos
15 a 19 anos
10 a 14 anos
5 a 9 anos
0 a 4 anos
CRESCIMENTO
5% 4% 3% 2% 1% 1% 2% 3% 4% 5%
POPULACIONAL
Homens 2017 Mulheres 2017 Depende de fatores como taxas de natalidade, mor-
Homens 2012 Mulheres 2012 talidade, imigração e emigração e resistência ambien-
tal. O gráfico do percurso de crescimento populacional
IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2017 pode ser representado por meio de uma curva do tipo
(PNAD Contínua). sigmoide ou em forma de S.

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107 – Material do Professor 183

• após um período de crescimento lento;


• com o surgimento de novos organismos com alta

BIOLOGIA 1B
Nº de
indivíduos adaptabilidade;
D
• quando o espaço é ilimitado;
• se houver falta de predadores.
C Assim, a população ultrapassa o limite ambiental,
e o potencial biótico da espécie é usado até atingir o
A
B próprio limite de crescimento e não entra em equilíbrio
com o meio.
Geralmente as populações que crescem nesse rit-
Tempo
mo são populações de insetos, algas e seres humanos.

O
O
Gráfico com formato sigmoide do crescimento populacional em função

BO IV
do tempo. (A) representa um período de crescimento lento, em que há Nº de
adaptações às condições ambientais. (B) refere-se a um período rápido indivíduos

SC
de crescimento, com elevado número de indivíduos capazes de se

M S
reproduzirem. (C) diz respeito a um período de estabilidade populacional,
com variação média em torno da resistência ambiental. (D) trata-se da

O U
ação efetiva da resistência ambiental sob a população.

D CL
O crescimento populacional é representado por
uma curva em J quando é exponencial e ultrapassa a
capacidade máxima do ambiente. Esse crescimento é

O X
interrompido se a resistência ambiental ou outro fator Tempo
limitante atuar repentinamente sobre a população. Isso
N E
pode acontecer, por exemplo: Curva de crescimento populacional em J.
SI SO
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

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184 108 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
BIOLOGIA 1B

ECOLOGIA DE POPULAÇÕES

CARACTERÍSTICAS DE
UMA POPULAÇÃO

Relação entre o número de indivíduos e o

O
O
BO IV
espaço ocupado

SC
M S
Aumento da população relacionado
Densidade natalidade e imigração

O U
às taxas de

D CL
Redução da população relacionada mortalidade e emigração
às taxas de

O X
N E Representa a quantidade de indi- período ecológico
SI SO
víduos de acordo com seu

Distribuição Potencial capacidade em condi-


aumentar
EN U

etária biótico: da população ções ideais


E E

Resistência fatores que crescimento da população


ambiental: limitam o
D D
A AL

Crescimento
populacional
I
EM ER

Inicia-se com um número pequeno de indivíduos,


seguido de crescimento populacional exponencial
ST T

Curva em S
e atuação da resistência ambiental:
SI MA

Crescimento populacional exponencial, sem entrar


em equilíbrio com o meio; atinge rapidamente o Curva em J
potencial biótico:

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109 – Material do Professor 185

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

BIOLOGIA 1B
1. Ufam (adaptada) – A ecologia de populações estuda 4. UFRGS-RS – Observe o gráfico abaixo, que representa
a forma como elementos bióticos e abióticos podem o crescimento populacional de uma espécie animal,
interferir em flutuações populacionais, segundo crité- em que x corresponde ao tamanho populacional, e t,
rios variados, tais como a densidade, a distribuição, o ao tempo.
tamanho e a estrutura etária das populações. Sobre x
esses critérios, assinale a alternativa correta:
a) Densidade é a quantidade de indivíduos por unidade
de área ou volume.
b) Taxa de natalidade é a quantidade de mortos na po-
pulação em um dado período.

O
c) Emigração é a taxa de entrada de indivíduos em uma

O
dada população, em função do tempo.

BO IV
d) Índice de crescimento é a relação entre a taxa de

SC
0
natalidade e a taxa de reprodução na população. t

M S
e) Potencial biótico se refere à capacidade de a popu-
Em relação a essa população, é correto afirmar que
lação crescer em condições mínimas.

O U
A alternativa B está incorreta. A taxa de natalidade se refere à quan- a) ela vive em um ambiente com recursos ilimitados.
tidade de nascidos na população em dado período. A alternativa
C está incorreta. Emigração é a taxa de indivíduos que saem da b) a sua estabilidade ocorre, quando não há mais pre-

D CL
população. A alternativa D está incorreta. O índice de crescimento dadores.
corresponde à relação entre as taxas de natalidade e mortalidade da
população. A alternativa E está incorreta. O potencial biótico se refe- c) a sua estabilidade ocorre, quando atinge o limite
re à capacidade de crescimento da população em condições ideais. máximo de indivíduos.

O X
2. UPF-RS (adaptada) – A ecologia de populações é uma d) a resistência do meio não influencia sua densidade.
ciência que estuda os parâmetros populacionais. Com e) o seu índice de mortalidade é zero.

(
N E
relação à ecologia da população, analise as afirmativas
e assinale com V (verdadeiro) ou F (falso).
) A regulação do tamanho das populações é realizada
A afirmativa A está incorreta. Se o ambiente tivesse recursos ilimi-
tados, a curva tenderia a apresentar crescimento exponencial, sem
estabilização. A alternativa B está incorreta. A estabilidade ocorre
SI SO
quando a resistência ambiental atua sobre a população e atinge o
apenas por fatores abióticos, como os climáticos. número máximo de indivíduos que o ambiente suporta, conside-
rando a quantidade de recursos. A alternativa D está incorreta. A
( ) A densidade de uma população corresponde à resistência afeta a densidade populacional, de modo a reduzi-la ao
relação entre o número de indivíduos e a dispo- tamanho suportado pelo ambiente. A alternativa E está incorreta. A
EN U

nibilidade de recursos alimentares do ambiente. resistência ambiental atua em forma de seleção natural, levando à
morte indivíduos menos adaptados ao ambiente. Portanto, o índice
( ) As relações como competição intraespecífica, pre- de mortalidade é maior que zero.
E E

dação e parasitismo são consideradas importantes 5. UEA-AM – A tabela indica os índices de natalidade,
fatores reguladores do tamanho da população. mortalidade, imigração e emigração em uma população
D D

( ) A densidade das populações animais e vegetais hipotética, durante cinco anos consecutivos.
permanece constante nos ecossistemas em equi-
líbrio ecológico. 2009 2010 2011 2012 2013
A AL

( ) A resistência ambiental corresponde ao conjunto natalidade 30 25 40 20 15


de fatores que se opõem ao potencial biótico da
mortalidade 20 10 35 5 10
I

população.
EM ER

A sequência correta de preenchimento, de cima para imigração 15 10 10 10 15


baixo, é
A primeira afirmativa é falsa. A regulação
emigração 10 5 10 10 10
a) V – V – F – V – F. do tamanho da população é realizada por
ST T

fatores abióticos e bióticos. A segunda


b) F – F – F – V – V. afirmativa é falsa. A densidade de uma Considerando que a população inicial, ao final de 2008,
era de 100 indivíduos, é correto afirmar que
SI MA

c) F – F – V – F – V. população corresponde à relação entre o


número de seus indivíduos e o espaço por
d) V – F – V – F – V. eles ocupado. A quarta afirmativa é falsa. a) 2010 foi o ano com maior crescimento populacional.
e) F – F – V – V – F. A densidade das populações oscila nos b) 2011 foi o ano com menor declínio populacional.
ecossistemas em equilíbrio, em razão da
resistência ambiental que atua sobre elas. c) 2013 foi o ano com menor crescimento populacional.
d) 2012 foi o ano com maior declínio populacional.
3. Sistema Dom Bosco – Quais as três características
e) 2009 foi o ano com a maior estabilidade populacional.
principais que devem ser consideradas no estudo da
ecologia de populações? Nasceram 20 indivíduos, morreram 10, imigraram 10 e emigraram
10. O saldo final foi 20 indivíduos a mais na população. A alternativa
As três características fundamentais para se compreenderem as dinâ- B está incorreta. Em 2012 ocorreu o menor declínio populacional.
A alternativa C está incorreta. Em 2010 aconteceu o maior cres-
cimento populacional. A alternativa D está incorreta. O correto
micas populacionais são: densidade populacional, distribuição etária e é 2011. A alternativa E está incorreta. Em 2013 ocorreu a maior
estabilidade populacional.

potencial biótico.

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186 110 – Material do Professor

6. Unicamp-SP (adaptada) C5-H17


BIOLOGIA 1B

O gráfico abaixo ilustra as curvas de crescimento po- A curva A representa a espécie com a maior capacidade suporte,
pulacional de duas espécies de mamíferos (A, B) que
vivem na savana africana, um pastador e um predador. conceito que se refere ao potencial biótico máximo que o ambiente
A
consegue suportar.
Número de indivíduos

Competência: Entender métodos e procedimentos próprios das ciên-

cias naturais e aplicá-los em diferentes contextos.

O
B Habilidade: Relacionar informações apresentadas em diferentes formas

O
BO IV
de linguagem e representação usadas nas ciências físicas, químicas ou

SC
Qual espécie apresenta maior capacidade de suporte?

M S
biológicas, como texto discursivo, gráficos, tabelas, relações matemá-
O que significa esse conceito?

O U
ticas ou linguagem simbólica.

D CL
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
7. UPE-PE – Uma população de determinada espécie, em A população que apresenta maior risco de extinção, a

O X
condições naturais, flutua ao longo do tempo, quanto população que está em equilíbrio quanto à perda de
a sua densidade (número de indivíduos por uma de- indivíduos e a população que está começando a se
N E
terminada área ou volume). Vários são os fatores que
controlam a dinâmica de populações, dentre eles, a dis-
ponibilidade de recurso, as condições físicas do meio, o
expandir são, respectivamente,
a) A, B e C.
SI SO
b) A, C e B.
deslocamento, a predação, dentre outros. A densidade
pode variar para mais (positivamente) ou para menos c) B, A e C.
(negativamente). Analise as alternativas abaixo quanto d) B, C e A.
às componentes controladoras da densidade de uma e) C, A e B.
EN U

determinada população e assinale a correta.


a) Emigração e imigração a controlam negativamente, 9. Cesmac-AL – Considerando as características do cres-
enquanto natalidade e mortalidade a controlam po- cimento populacional humano no planeta Terra e, anali-
E E

sitivamente. sando o gráfico abaixo, é possível concluir:


b) Emigração e natalidade exercem um controle po-
D D

sitivo; imigração, um controle negativo, enquanto 2


mortalidade é uma componente natural e não afeta
a densidade.
A AL

c) Emigração e imigração não afetam a densidade, mas


Nº de indivíduos

1
somente natalidade e mortalidade a afetam.
d) Natalidade e imigração controlam positivamente a
I

densidade, enquanto mortalidade e emigração, ne-


EM ER

gativamente. 3
e) Emigração, imigração e natalidade a controlam po-
sitivamente, e somente mortalidade a controla ne-
gativamente.
ST T

8. Fuvest-SP – A figura representa a estrutura de três po-


pulações de plantas arbóreas, A, B e C, por meio de pi-
SI MA

râmides etárias. O comprimento das barras horizontais Tempo


corresponde ao número de indivíduos da população em
cada estágio, desde planta recém-germinada (plântula) a) O potencial de crescimento da população, mostrado
em 1, é, de fato, limitado pela disponibilidade de
até planta senescente.
água, espaço e alimento.
Estágios Populações b) O crescimento real da população, mostrado em 3,
A B C independe de fatores de resistência do meio, como
a disponibilidade de água.
Senescente c) A capacidade máxima de suporte do ambiente,
Adulto 2 mostrado em 2, aumenta proporcionalmente com
Adulto 1 o aumento das populações.
Juvenil 2 d) O potencial biótico da população, mostrado em 3,
não aumenta com a disponibilidade de água, espaço
Juvenil 1
e alimento.
Plântula
e) O crescimento real da população, mostrado em 2,
Bresinsky et al. Tratado de Botânica de Strasburger, 36a ed. diminui devido somente a fatores de resistência
Ed. Artmed, Porto Alegre, 2012. Adaptado. do meio.

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111 – Material do Professor 187

10. UEFS-BA (adaptada) – O gráfico mostra como as ta- 750

Número de células de levedura na amostra

BIOLOGIA 1B
xas de natalidade e mortalidade de uma população de
camundongos mantida experimentalmente em labo-
600
ratório variaram ao longo do tempo. As taxas foram
avaliadas em cinco intervalos de tempo, indicados por
1, 2, 3, 4 e 5. 450

300
Número de indivíduos

150

O
0

O
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

BO IV
Tempo (horas)

SC
É correto afirmar que

M S
a) a curva no gráfico representa o potencial biótico das
1 2 3 4 5 leveduras.

O U
Intervalo de tempo b) a taxa de mortandade se iguala à de reprodução entre
4 e 12 horas.

D CL
Taxa de natalidade Taxa de mortalidade
c) a área entre a linha tracejada e a curva no gráfico
Cite em qual intervalo de tempo foi verificado o maior indica a resistência do meio.
aumento da taxa de crescimento dessa população e d) a linha tracejada no gráfico determina a carga biótica

O X
explique como você chegou a essa conclusão. máxima do meio.
e) as células cessaram a reprodução a partir de 16 horas.
N E 13. UPF-RS (adaptada)
SI SO
Número de tigres no mundo aumenta pela primeira
vez em cem anos
O número de tigres em estado selvagem no mundo aumen-
EN U

tou pela primeira vez em cem anos graças aos esforços de


preservação, informaram vários grupos de defesa da natureza.
Segundo dados do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e
E E

11. Uece – Em relação à dinâmica de populações, escreva V


ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirmar do Fórum Global do Tigre, o número avaliado de tigres selva-
D D

nos itens abaixo. gens subiu para 3 890, em comparação com os 3 200 exempla-
res até 2010. "Pela primeira vez após várias décadas de recuo,
( ) A densidade populacional é definida como o nú-
mero de indivíduos presentes na comunidade que o número de tigres aumenta", comemorou Marco Lambertini,
A AL

vive em determinada área ou volume. diretor da WWF Internacional, em um comunicado.


Este foi o primeiro aumento expressivo do número desses
( ) A curva de crescimento populacional real resulta
felinos desde 1900, quando havia 100 mil tigres no mundo.
I

da interação entre seu potencial biológico e a re-


Mais da metade da população de tigres no mundo se en-
EM ER

sistência ambiental.
contra na Índia, onde 2 226 exemplares vivem em reservas
( ) Qualquer população pode apresentar crescimento ex- de 18 Estados, segundo o último balanço de 2014.
ponencial, independentemente do meio em que vive.
Os especialistas alertam, no entanto, que esse aumento po-
ST T

( ) A capacidade de carga ou resistência ambiental, deria ser explicado pelo aperfeiçoamento no método de con-
a competição e a densidade populacional são tagem. Mas constatam os esforços na proteção dos felinos.
SI MA

exemplos de fatores que regulam o crescimento Em Bangladesh, o número de tigres caiu de 440 em 2010 a
populacional. 106 em 2015, apesar de os ecologistas acharem que a diferen-
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência: ça se deve a uma sobreavaliação da população há seis anos.
a) V – V – V – F. A drástica redução da população desses felinos na Indo-
b) V – F – V – F. nésia é causada pelo desmatamento com fins industriais
destinados ao cultivo de óleo de palma e pasta de papel. O
c) F – V – F – V.
Camboja, por sua parte, está pensando em reintroduzir o
d) F – F – F – V. tigre depois de anunciar sua extinção na semana passada
por não ter provas de sua existência no país desde 2007.
12. Univag-MT – Para se estabelecer a curva de cresci-
mento populacional de leveduras, as células desses fun- As principais causas da diminuição drástica da população
gos foram cultivadas por 20 horas em frasco contendo de tigres na Ásia são o desmatamento, a destruição de seu
meio de cultura líquido. A cada 30 minutos foi retirada hábitat e a caça ilegal. [...]
uma amostra de mesmo volume para a contagem do Disponível em: <http://g1.globo.com/natureza/noticia/2016/04/
número de células. Os dados obtidos estão represen- numero-de-tigres-no-mundo-aumenta-pela-primeira-vez-em-cem-
tados no gráfico. anos-20160411155508836106.html>. Acesso em: abr. 2019.

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188 112 – Material do Professor

As populações evoluem e se adaptam ao ambiente. Po- Esse gráfico mostra que,


BIOLOGIA 1B

dem crescer e se estabilizar ou podem declinar e se ex- a) entre 1910 e 1940, a taxa de natalidade superou a
tinguir. Há dois aspectos importantes na caracterização de mortalidade em todos os anos.
de uma população: a densidade populacional e a taxa de
b) a partir de 1938, houve redução da população em
crescimento. Considerando esses aspectos e as infor-
virtude da emigração.
mações contidas no texto acima, é correto afirmar que
c) entre 1920 e 1930, as taxas de natalidade e imigração
a) a taxa de crescimento anual da população mundial foram iguais às taxas de mortalidade e emigração.
de tigres foi de 0,2 entre 2010 e 2016.
d) entre 1935 e 1940, as taxas de natalidade e imigra-
b) para estimar a taxa de crescimento de uma popula- ção superaram as taxas de mortalidade e emigração.
ção, deve-se realizar um levantamento do número
de indivíduos por unidade de área. e) entre 1910 a 1950, as taxas de natalidade e imigração
superaram as taxas de mortalidade e emigração.
c) pode-se definir densidade populacional como a varia-

O
ção do tamanho de uma população em determinado 16. UFGD-MS (adaptada) – As populações tendem a

O
intervalo de tempo.
crescer e a atingir uma dimensão estável. O aumento

BO IV
d) o principal fator que está contribuindo para o cresci- exagerado de uma população pode criar condição para

SC
mento populacional dos tigres é a sua baixa densi- um desequilíbrio ecológico, com sérios riscos para a
dade populacional, que leva ao aumento da taxa de

M S
sua preservação. Nessa circunstância, os indivíduos da
natalidade e à diminuição da taxa de mortalidade. população passam a enfrentar uma competição mais

O U
e) teoricamente, qualquer população tem capacidade intensa entre si por alimentos e por local de abrigo,
de crescimento exponencial. No entanto, o cresci- expondo-se mais convidativamente ao ataque de seus
mento da população mundial de tigres tem sido li-

D CL
inimigos naturais. Quando ocorre espontaneamente
mitado pelos recursos do ambiente e pela predação. uma redução considerável da população é de se supor
que algo não vai bem com ela. E isso, sem dúvida, a
14. Sistema Dom Bosco – O potencial biótico pode ser expõe de igual forma à ameaça de extinção.

O X
mensurado calculando-se a taxa de natalidade máxi-
ma e a capacidade de sobrevivência de determinada Analise as afirmativas a seguir:

N E
população. Existem situações em que uma população
pode crescer exponencialmente em um período de
tempo muito curto. Explique quando isso ocorre e
I. O estado conveniente é aquele em que a população
se mantém, depois de ter atingido sua dimensão
ideal, com uma densidade estável ou constante.
SI SO
suas consequências. II. Os mecanismos intrínsecos dependem dos próprios
integrantes da população.
III. Se todos os indivíduos de uma população conso-
mem a mesma variedade de alimentos, logicamente
EN U

o crescimento populacional exagerado pode levar à


exaustão do sistema.
E E

IV. Muitas espécies, quando sofrem aumento demográ-


fico exagerado, com risco de desiquilíbrio ecológico,
D D

aumentam sensivelmente a sua taxa de reprodução,


visando à manutenção da espécie.
V. O intemperismo abrange todas as formas de atuação
A AL

antrópica no ambiente contra determinada espécie.


Está(ão) correta(s)
I

a) apenas I.
EM ER

15. Fuvest-SP (adaptada) – No início do século XX, cerca b) apenas I e II.


de 50 indivíduos de uma espécie de mamíferos foram c) II, IV e V.
introduzidos em uma região. O gráfico abaixo mostra
quantos indivíduos dessa população foram registrados d) I, II e III.
ST T

a cada ano, entre 1910 até 1950. e) apenas IV.


SI MA

17. Sistema Dom Bosco – O gráfico a seguir representa as


2.000 taxas brutas de natalidade e mortalidade da população
brasileira entre 2010 e 2060.

Brasil
Número de indivíduos

1.500
Taxas Brutas de Natalidade (TBN) e Mortalidade (TBM) 2010-2060
20
1.000
15
TBN e TBM

10
500 5

0
10 014 018 022 026 030 034 038 042 046 050 054 058
0 20 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
1910 1920 1930 1940 1950
Taxa Bruta de Natalidade Taxa Bruta de Mortalidade
Ano
IBGE, 2018.

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113 – Material do Professor 189

Com base nessas informações, calcule o índice de cres-

BIOLOGIA 1B
cimento populacional brasileiro para 2054 e explique o
que o resultado sugere.

ESTUDO PARA O ENEM


18. Enem C5-H17 d)
Dados compilados por Jeremy Jackson, do Instituto Scripps
de Oceanografia (EUA), mostram que o declínio de 90%
dos indivíduos de 11 espécies de tubarões do Atlântico Nor- Moluscos

Tamanho populacional
te, causado pelo excesso de pesca, fez com que a população

O
de uma arraia, normalmente devorada por eles, explodisse

O
para 40 milhões de indivíduos. Doce vingança: essa horda

BO IV
Arraias
de arraias é capaz de devorar 840 mil toneladas de moluscos

SC
por ano, o que provavelmente explica o colapso da antes

M S
lucrativa pesca de mariscos na Baía de Chesapeake (EUA).
LOPES, R. J. Nós, o asteroide. Revista Unesp Ciência, abr. 2010.

O U
Disponível em: https://issuu.com. Acesso em: 9 maio 2017 (adaptado). Tubarões
Qual das figuras representa a variação do tamanho po-

D CL
0 Tempo
pulacional de tubarões, arraias e moluscos no Atlântico
Norte, a partir do momento em que a pesca de tubarões
e)
foi iniciada (tempo zero)?

O X
a)
Moluscos
N E Moluscos
Tamanho populacional
Tamanho populacional

SI SO
Arraias

Arraias
EN U

Tubarões

0
E E

Tubarões Tempo

0 Tempo
D D

19. Sistema Dom Bosco C5-H17


b)
Embora as queimadas no Cerrado promovam alterações
drásticas na paisagem, há relatos de que boa parcela da
A AL

Moluscos
flora da região germine rapidamente após esse evento.
Tamanho populacional

Sabendo dessas informações, o gráfico que melhor


I

representa o crescimento populacional dessas espé-


EM ER

Arraias cies é:
a)
ST T

Nº indivíduos

Tubarões
SI MA

0 Tempo

c)

Moluscos
Tempo
Tamanho populacional

b)
Arraias
Nº indivíduos

Tubarões

0 Tempo Tempo

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 189 04/06/2019 18:37


190 114 – Material do Professor

c) 20. Sistema Dom Bosco C4-H14


BIOLOGIA 1B

Em 1798, um economista britânico chamado Thomas


Nº indivíduos
Malthus formulou uma teoria populacional que previa
um apocalipse de fome e guerra se a população huma-
na não parasse de crescer. Sua ideia era que a popula-
ção cresceria em progressão geométrica, enquanto nossa
capacidade de produzir alimentos só cresceria em pro-
gressão aritmética. Logo, em um futuro próximo, faltaria
Tempo comida para alimentar tanta gente. Hoje, mais de dois
séculos depois, a previsão não se confirmou. A popula-
d)
ção não parou de crescer e estamos todos, bem ou mal,

O
vivos. Mas a teoria malthusiana ainda ressoa entre os

O
Nº indivíduos

mais alarmistas – principalmente agora que atingimos

BO IV
mais de 7 bilhões de seres humanos.

SC
Disponível em: <http://www.ufjf.br/ladem/2018/04/13/

M S
crescimento-da-populacao-nao-ameaca-planeta-consumo-sim-
entrevista-com-roberto-luiz-do-carmo/>. Acesso em: abr. 2019.

O U
Tempo Por que, até o momento, a teoria malthusiana não se
tornou realidade?

D CL
e)
a) Porque existe alta predação na população humana.
b) A competição intraespecífica na população é alta.
Nº indivíduos

O X
c) Porque o potencial biótico da população é muito
baixo.
N E d) Porque a resistência ambiental atua sobre a popu-
lação.
SI SO
e) Porque a população produz um número muito grande
Tempo de proles.
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 190 04/06/2019 18:37


115 – Material do Professor 191

CONTROLE POPULACIONAL E
55

BIOLOGIA 1B
SUCESSÃO ECOLÓGICA

O
Após muitos anos extintos, na década de 1990, lobos-cinzentos (Canis lupus)

O
foram reintroduzidos no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. O

BO IV
resultado, acompanhado durante décadas pelos pesquisadores, foi o mais surpreen-

SC
• Controle populacional
dente. Com a matilha reintroduzida, outros animais que também estavam desapa-

M S
• Sucessão ecológica
recidos voltaram a ser vistos no parque, além da renovação da flora e até mesmo a

O U
mudança do curso natural de um rio. HABILIDADES
A alteração ecológica inicial foi observada na cobertura vegetal que, ao ser mo- • Compreender a importância

D CL
dificada, aumentou em abundância de espécies, além de atrair outras, como os das relações ecológicas no
castores, responsáveis pela reformulação do bioma. Os castores são construtores controle das populações.
de barragens e represam grande quantidade de água, o que atraiu lontras, sapos, • Interpretar gráficos

O X
patos e peixes, expandindo as cadeias alimentares e aumentando a complexidade relacionados aos conceitos
do ambiente, de modo que outras espécies encontraram um hábitat mais propício de controle populacional e
N E
para viver e se reproduzir.
É possível observar, em estudos como esse, a importância do que o desequilíbrio
sucessão ecológica.
• Explicar o conceito de
SI SO
de uma espécie pode desencadear em toda a biodiversidade de um ecossistema. sucessão, bem como seus
A introdução do lobo-cinzento como predador causou a morte de outros animais, estágios e sua importância
como os alces e os veados. A intensa pressão que os lobos geraram fez essas duas para comunidades e
EN U

espécies mudarem os hábitos de vida, alterando a dinâmica do ecossistema. A di- ecossistemas.


versidade de espécies no parque sofreu aumento, mas isso não necessariamente
acontece em outros casos de reintrodução de espécies. Há controvérsias quanto
E E

aos riscos de extinção, de modo que sempre é necessário um estudo cuidadoso


D D

do processo de reintrodução de uma espécie já extinta, visto que muitos fatores


devem ser levados em conta. Portanto, o estudo de Ecologia é essencial para se
entender a dinâmica do ambiente e como se dão os controles populacionais e de
A AL

sucessão ecológica.
AGNIESZKA BACAL/SHUTTERSTOCK
I
EM ER
ST T
SI MA

Matilha de lobos-cinzentos (Canis lupus) no Parque Nacional de Yellowstone, Estados Unidos.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 191 04/06/2019 18:37


192 116 – Material do Professor

CONTROLE POPULACIONAL
BIOLOGIA 1B

Corresponde à forma com que as populações naturais podem ter seu tamanho
controlado por meio das relações ecológicas. Ou seja, por predatismo, parasitismo
ou pelas competições intraespecífica e interespecífica.

PREDATISMO
O predatismo é um fator determinante para o controle populacional porque promove
um controle mútuo, uma vez que os predadores dependem da quantidade de alimento
disponível para sua sobrevivência. A presa, por outro lado, depende do número de
predadores para ter sua população diminuída, de modo que os predadores podem
controlar o número de presas ou então dizimar a população por completo.

O
O aumento de predadores corresponde à redução do número de presas. Uma vez

O
BO IV
que o número de presas diminui, a disponibilidade de alimentos para os predadores

SC
também diminui e, consequentemente, há encolhimento na população de predadores
por fome ou redução na taxa de natalidade. Quando a população de predadores é

M S
reduzida, a taxa de predação contra as presas também diminui, e a população entra

O U
em equilíbrio. O aumento do número de presas torna a disponibilidade de alimento
maior para os predadores e, por conta disso, ocorre expansão da população de

D CL
predadores, reiniciando o processo.
No Canadá, por exemplo, foi observado um fenômeno típico entre populações de
linces, que são predadores, e lebres, que são presas. O aumento da população

O X
de linces fez com que a população de lebres fosse reduzida.
N E 160
N° de indivíduos de lebre (em milhares)

N° de indivíduos de lince (em milhares)


SI SO
Lebre Lince

120 9
EN U

80 6
E E

40 3
D D

0 0
A AL

1850 1875 1900 1925


Tempo (ano)

Gráfico da oscilação das populações de lebre e lince no Canadá entre 1850 e 1925.
I
EM ER

Um estudo demonstrou que essas populações oscilam em tamanho, aumentando


e diminuindo em períodos entre seis e nove anos. Os predadores sofreram diminuição
em sua população por privação de alimento, e, então, a população de lebres começou
ST T

a aumentar novamente. Em seguida, a população de linces acompanhou o crescimento


SI MA

da população de lebres, e assim sucessivamente.


MICHELE ALDEGHI/SHUTTERSTOCK

IMPR2003/ISTOCKPHOTO.COM

Lince (Lynx sp.), à esquerda, e lebre (Lepus timidus), à direita.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 192 04/06/2019 18:38


117 – Material do Professor 193

PARASITISMO típica de uma população equilibrada. Muitos indivíduos


nascem e, ao longo do tempo, são gradativamente mor-

BIOLOGIA 1B
A relação entre parasita e hospedeiro leva ao equilíbrio
das populações, e esta pode ser uma relação endêmica, tos, sem quedas bruscas ou interrupções, o que mostra
epidêmica ou pandêmica. resistência e adaptação às condições ecológicas.
A relação endêmica ocorre quando o número de A curva C aponta uma baixa taxa de mortalidade
hospedeiros parasitados em uma população é estável, entre jovens, que aumenta somente a partir de uma
possibilitando uma estimativa do número de futuros para- idade avançada, ao término da vida. Esse tipo de curva
sitados. Na relação epidêmica, o número de hospedei- explica animais que vivem em grupos, e assim protegem
ros parasitados ultrapassa exageradamente o estimado, e cuidam de suas crias. Os mamíferos são o grupo com
não havendo equilíbrio, o que pode ser grave para aquela mais espécies adaptadas a diversos ambientes, princi-
população. O que difere a relação pandêmica das outras palmente em razão do sucesso reprodutivo estabelecido

O
duas é a presença de diversos focos epidêmicos em com o cuidado parental.

O
áreas diferentes simultaneamente. Quando a população

BO IV
humana é afetada por parasitoses ou doenças virais, LEITURA COMPLEMENTAR

SC
como a dengue, trata-se de uma relação pandêmica. O controle biológico usado como ferramenta

M S
COMPETIÇÃO INTRAESPECÍFICA Em 2004, uma doença chamada greening alastrou-se e

O U
A competição intraespecífica é mais um exemplo devastou as principais produções de frutas cítricas do
nas relações ecológicas de controle da densidade de país, promovendo grandes prejuízos para os produtores.

D CL
certa população, seja por disputa de recursos como Essa doença é causada pelas bactérias Candidatus libe-
alimentos, seja pela territorialidade, isto é, a disputa ribacter asiaticus, que são transmitidas por insetos psilí-
por espaço. O território é delimitado normalmente pelo deos (Diaphorina citri), de coloração branca-acinzentada,

O X
macho da espécie, de maneira que outros machos ne- com manchas escuras nas asas e tamanho entre 2 mm

N E
cessitam sair do grupo e dominar outros espaços. A
competição interespecífica também afeta diretamente
e 3 mm. Esses insetos são bastante comuns na época
de germinação das plantas. Plantas afetadas por essa
doença não conseguem se reproduzir, e as adultas em
as populações, deixando-as menos densas, e isso ocorre
SI SO
principalmente por conta da disputa pelos mesmos re- produção sofrem queda prematura dos frutos e defi-
cursos entre espécies que ocupam os mesmos nichos. nham com o tempo, até morrerem.
Em 2015, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundeci-
CURVA DE SOBREVIVÊNCIA
EN U

trus) inaugurou o Laboratório de Controle Biológico e,


É possível analisar uma população através de suas como produto inicial, desenvolveu uma vespa da espé-
curvas de sobrevivência, que relacionam o número de
E E

cie Tamarixia radiata, soltando-a nas citriculturas. Esse


sobreviventes em função da idade, conforme o gráfico inseto é predador específico dos psilídeos, utilizando as
D D

mostrado a seguir. ninfas para se reproduzir e, assim, matando-as antes de


se tornarem adultas. Segundo a Fundecitrus, cada vespa
A AL

Sobreviventes consegue eliminar até 500 ninfas e, além disso, não há


preocupações em desequilibrar o ecossistema, pelo fato
de a vespa atingir apenas espécies de psilídeos. Em 2017,
C
I

foram produzidas mais de 1 milhão de vespas liberadas


EM ER

em 734 propriedades, tanto em São Paulo quanto em


B Minas Gerais, abrangendo em torno de 4789 hectares.
FUNDO de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). Soltura de vespas
ST T

A diminui população de psilídeo onde não há controle químico.


Elas são inimigas naturais do inseto transmissor do greening. G1. 25 set.
SI MA

2017. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/


Idade – % tempo de vida especial-publicitario/fundo-de-defesa-da-citricultura/unidos-contra-o-
-greening/noticia/soltura-de-vespas-diminui-populacao-de-psilideo-on-
Gráfico de curvas de sobrevivência. de-nao-ha-controle-quimico.ghtml>. Acesso em: abr. 2019. (Adaptado)
NATURAL HISTORY COLLECTION / ALAMY
STOCK PHOTO

A curva A representa uma alta taxa de mortalidade


entre jovens, sendo característica de animais com fase
larval em seu desenvolvimento. Há um número alto de
indivíduos, mas, com o passar do tempo, esse número
diminui consideravelmente, uma vez que as larvas são
mais vulneráveis à predação. Indivíduos que sobrevivem
a essa fase tendem a ter boa expectativa de vida, com
melhores condições de sobrevivência e, assim, estabili-
zam a população com um número mais baixo que o inicial.
A curva B indica uma taxa de mortalidade estável
Psilídeo responsável por transmitir a bactéria causadora do greening.
e igual nas diferentes idades, sendo, portanto, a curva

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 193 04/06/2019 18:38


194 118 – Material do Professor

SUCESSÃO ECOLÓGICA
BIOLOGIA 1B

É uma sequência de alterações nas comunidades ao longo de sua existência


decorrente das mudanças no ambiente. As transformações na sucessão ecológi-
ca ocorrem em etapas e podem ser classificadas de acordo com seu substrato:
sucessões primária e secundária. Na sucessão primária, inicialmente algumas
espécies desencadeiam a ocupação de um ambiente anteriormente desabitado,
povoando os substratos locais adversos como superfícies de rochas nuas, dunas
e lavas vulcânicas. As espécies da sucessão primária são específicas por estarem
sujeitas a condições pouco favoráveis e serem de fácil e rápido desenvolvimento.

O
O
BO IV
Ventos predominantes

SC
M S
O U
D CL
Dunas

O X
Praia estabilizadas
Dunas em formação
N E Sucessão primária em dunas. Um local inicialmente não habitado passa a apresentar espécies pioneiras, que,
SI SO
ao longo dos anos, poderão transformar o ambiente em uma floresta estável. Elementos representados fora da
escala de tamanho. Cores fantasia.

Na sucessão secundária, as espécies pioneiras (sucessão primária) já estão insta-


EN U

ladas no ambiente, mas, por causa de algumas condições específicas, elas não con-
seguem se desenvolver. As comunidades previamente estabelecidas deixam o solo
E E

rico em nutrientes, por exemplo, proporcionando condições favoráveis para uma nova
ocupação por uma diversidade maior de espécies. Esses locais podem ser um terre-
D D

no dentro da cidade destituído de fauna e flora posteriormente abandonado, ou uma


comunidade preservada que tenha sofrido queimadas, ou florestas recém-derrubadas.
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

Pradarias;
Campo Matagais Floresta de pinheiros e Floresta rica em árvores de
plantas
com plantas com árvores angiospermas de
herbáceas médio e grande porte
anuais arbustos pequeno porte
pequenas

1 ano 2 anos 3 anos 25 a 100 anos mais de 150 anos

Sucessão secundária em um campo abandonado. Um local antes habitado que passou por algum processo
estocástico (queimadas, desmatamento etc.) começa a se restabelecer a partir de espécies pioneiras. Ao longo
do tempo, o local se reequilibra, formando uma floresta estável. Elementos representados fora da escala de
tamanho. Cores fantasia.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 194 04/06/2019 18:38


119 – Material do Professor 195

ESTÁGIOS DA SUCESSÃO ECOLÓGICA Durante as fases de sucessão ecológica, a dinâmica


populacional é intensa, com vários processos de mi-

BIOLOGIA 1B
A sucessão ecológica é dividida em três etapas:
gração e taxas variáveis de natalidade e mortalidade.
comunidade pioneira, comunidade intermediária e co-
No início, as espécies se alteram rapidamente, mas,
munidade clímax.
ao longo do tempo, a diversidade e a biomassa da co-
A comunidade pioneira é a primeira comunidade
munidade aumentam, as teias alimentares tornam-se
que se instala no ambiente, formada por indivíduos
cada vez mais complexas e a produtividade primária
que necessitam de poucos nutrientes para sobrevi-
líquida (PPL) se reduz. O gráfico a seguir mostra esse
ver, como liquens, musgos, samambaias, gramíneas e
processo por meio das variações de biomassa, diver-
capins. Essas espécies têm grande importância, pois
sidade de espécies e produtividade.
enriquecem o solo com nutrientes e umidade, pro-

O
movendo condições ideais para o estabelecimento de

O
outras populações. Em geral, esse estágio apresenta Diversidade de espécies

BO IV
diversidade de espécies baixa, com predomínio de se-

SC
res autótrofos que produzem mais do que consomem,

Quantidade

M S
Biomassa
com grande produção primária líquida.
A comunidade intermediária é constituída de

O U
Produtividade
herbáceas e arbustos; sementes dessas plantas são
trazidas por aves, pela água ou pelo vento e germinam

D CL
Comunidade Comunidade Clímax
no ambiente. A produtividade líquida da comunidade pioneira intermediária
intermediária é inferior à da comunidade pioneira. En-
Gráfico comparativo de produtividade, biomassa e diversidade de

O X
tretanto, com o tempo, ela atinge desenvolvimento espécies durante os períodos da sucessão ecológica.
compatível com as condições ambientais do ecossis-
N E
tema a que pertence, tornando-se relativamente está-
vel na etapa seguinte, além de ser mais resistente e
Os ecossistemas aquáticos, como os lagos, tam-
bém estão sujeitos à sucessão ecológica. Ao longo do
SI SO
proporcionar diversidade na paisagem. tempo, a vegetação submersa começa a se desenvol-
Por fim, a comunidade clímax conta com produtivi- ver e, consequentemente, há deposição de matéria
dade líquida próxima a zero, de maneira que tudo que é orgânica no fundo e nas margens do lago. A vegetação
EN U

produzido é consumido por ela. Além disso, apresenta emergente ascende à superfície e encontra condições
maior diversidade de espécies, com organismos mais para se proliferar, o que dificulta a passagem de luz
complexos e bem-adaptados, como animais e plantas para o fitoplâncton que vive submerso. Esse processo
E E

de grande porte. A biomassa é maior e constante, uma transforma o lago em uma região pantanosa, e a vege-
D D

vez que o consumo realizado pelas próprias plantas e tação herbácea é progressivamente sucedida por uma
os seres heterótrofos é intenso e há maior quantidade floresta, atingindo, portanto, a comunidade clímax.
A AL

de nichos ecológicos.

LEITURA COMPLEMENTAR
I
EM ER

Fogo × sucessão ecológica O parque abrange uma área de 2,2 mil hectares entre
Em 2017, o Parque Estadual do Pau Furado, localizado Araguari e Uberlândia e tem fitofisionomia nativa do
em Uberlândia (MG), sofreu o maior incêndio da his- Cerrado. Embora o fogo tenha influenciado negativa-
ST T

tória, e os reflexos após um ano ainda são visíveis. O mente no processo de sucessão e prejudicado a dinâmi-
ca populacional do parque [Conforme discutido neste
SI MA

Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos


(Sisema) constatou que o maior impacto sofrido foi em módulo], ele também é benéfico para que diversas espé-
relação à dinâmica florestal. cies reiniciem o processo de germinação, uma vez que
Desde a inauguração em 2007, o parque iniciou o proces- elas necessitam do fogo para que a germinação comece
so de sucessão ecológica e inclusive, após dez anos de e, assim, possibilite o reequilíbrio da população.
sua abertura, já apresentava uma vegetação mais densa, MOURA, Marielle; CORREA, Arcênio. Equipes do Corpo de
indicando um estágio um pouco mais avançado do pro- Bombeiros combatem… G1. 8 set. 2018. Fonte: <https://g1.globo.
cesso. Com o fogo, o processo de sucessão retrocedeu, com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2018/09/08/equipes-do-
de maneira que o ambiente demorará mais tempo para corpo-de-bombeiros-combatem-incendio-as-margens-do-parque-
estadual-do-pau-furado-em-uberlandia.ghtml>.
se reestabelecer novamente.
Acesso em: abr. 2019. (Adaptado)

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 195 04/06/2019 18:38


196 120 – Material do Professor

ROTEIRO DE AULA
BIOLOGIA 1B

CONTROLE POPULACIONAL E SUCESSÃO ECOLÓGICA

CONTROLE POPULACIONAL predatismo

Principais formas de controle populacional: parasitismo

O
O
competição

BO IV
SC
M S
Quanto maior a população de predadores, menor a população de presas

O U
No parasitismo as relações podem ser epidêmicas ou

D CL
endêmicas, pandêmicas

A competição o número de indivíduos das populações

O X
reduz

N E
Relaciona o número de sobreviventes em função da idade: curva de sobrevivência
SI SO
SUCESSÃO ECOLÓGICA
EN U

A sucessão primária ocorre em locais ainda não habitados.


E E

A sucessão secundária ocorre em locais que já foram habitados.


D D
A AL

Comunidade pioneira

Estágios da sucessão Comunidade intermediária


I
EM ER

Comunidade clímax
ST T
SI MA

A produtividade líquida tende a zero até o estágio final

A diversidade de espécies aumenta até o estágio final

A biomassa aumenta até o estágio final

Sucessão em lagos

A deposição de matéria orgânica forma região pantanosa

A vegetação herbácea é substituída por


comunidade clímax
vegetação de floresta, formando a

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 196 04/06/2019 18:38


121 – Material do Professor 197

EXERCÍCIOS DE APLICAÇÃO

BIOLOGIA 1B
1. Fuvest-SP – Nas margens de um rio, verificava‐se a
seguinte cadeia trófica: o capim ali presente servia de 5
alimento para gafanhotos, que, por sua vez, eram pre-
4
dados por passarinhos, cuja espécie só ocorria naquele

Densidade populacional
ambiente e tinha exclusivamente os gafanhotos como
alimento; tais passarinhos eram predados por gaviões
da região.
3
A lama tóxica que vazou de uma empresa mineradora
matou quase totalmente o capim ali existente. É corre-
to afirmar que, em seguida, o consumidor secundário 2

O
a) teve sua população reduzida como consequência

O
direta do aumento da biomassa no primeiro nível

BO IV
trófico da cadeia.
1

SC
b) teve sua população reduzida como consequência in- 0 Gerações
direta da diminuição da biomassa no primeiro nível

M S
trófico da cadeia. Com base nessas informações, cite qual é o tipo de
c) não teve sua população afetada, pois o efeito da lama relação ecológica entre a traíra e o lambari e diga qual

O U
tóxica se deu sobre o primeiro nível trófico da cadeia, das curvas representa a variação da densidade popu-
e não sobre o segundo. lacional de lambaris. Explique como você chegou a

D CL
d) não teve sua população afetada, pois a lama tóxica essa conclusão.
não teve efeito direto sobre ele, mas sim sobre um
nível trófico inferior. A relação ecológica entre a traíra e o lambari é de predação, e a curva

O X
e) teve sua população aumentada como consequência
direta do aumento da biomassa no segundo nível que representa a variação da densidade populacional de lambaris é a
N E
trófico da cadeia.
A alternativa A está incorreta porque houve redução da biomassa no 5, pois, uma vez que a população de traíras é reduzida, a população de
SI SO
primeiro nível trófico. As alternativas C, D e E estão incorretas porque
sua população foi reduzida.
lambaris cresce rapidamente.
EN U

2. FGV – A comunidade clímax constitui a etapa final de


E E

uma sucessão ecológica. Considera-se que a comuni-


dade chegou ao clímax quando
D D

a) as teias alimentares, menos complexas, são substi-


tuídas por cadeias alimentares.
A AL

b) a produção primária bruta é igual ao consumo.


c) cessam a competição interespecífica e a competição 4. Cesmac-AL – Leia a notícia a seguir:
intraespecífica. Número de focos de incêndio em setembro é o maior de
I

d) a produção primária líquida é alta. toda a série histórica do Inpe, iniciada em 1999. Conside-
EM ER

rando o período de janeiro a setembro, o ano de 2017 já é


e) a biomassa vegetal iguala-se à biomassa dos con-
sumidores. o 2º com mais pontos de calor.
O processo de sucessão ecológica atinge um clímax quando a produ- Fonte: <https://g1.globo.com/natureza/noticia/brasil-tem-mes-
ção primária bruta é inteiramente consumida dentro da comunidade. com-maior-numero-de-queimadas-da-historia.ghtml>.
ST T

A alternativa A está incorreta porque no clímax as teias alimentares


são mais complexas. A alternativa C está incorreta porque, depois É correto afirmar que, após a ocorrência de queimadas
SI MA

de atingir o clímax, as comunidades ainda estão sujeitas a controles em uma dada floresta, haverá
populacionais, que podem ser regulados por competição. A alternativa
D está incorreta porque a produtividade tende a zero no clímax, até a) sucessão ecológica primária.
que a produção seja igual ao consumo. A alternativa E está incorreta b) sucessão ecológica secundária.
porque a biomassa aumenta.
c) ausência de novos nichos ecológicos.
d) o não surgimento de comunidade clímax.
e) aumento da biodiversidade e diminuição da biomassa.
A alternativa A está incorreta, porque se trata de sucessão ecológica
secundária, por esse ter sido um local habitado anteriormente. A alter-
3. Uerj (adaptada) – Traíras são predadoras naturais dos nativa C está incorreta, porque, ao longo da sucessão, serão formados
lambaris. Acompanhou-se, em uma pequena lagoa, a novos nichos. A alternativa D está incorreta, porque o fogo promoverá
evolução da densidade populacional dessas duas es- o início de uma sucessão secundária, e o último estágio da sucessão
pécies de peixes. Tais populações, inicialmente em é a comunidade clímax. A alternativa E está incorreta, porque, em um
primeiro momento, a queimada reduzirá a biodiversidade e aumentará
equilíbrio, sofreram alterações pela pesca predatória a biomassa.
de traíra. Esse fenômeno pode ser observado no gráfi-
co a seguir, em que a curva 1 representa a densidade
populacional de traíras.

DB_PV_2019_BIO1B_M51a56_P5.indd 197 04/06/2019 18:38


198 122 – Material do Professor

5. Acafe-SC (adaptada) a) V – F – V – V
BIOLOGIA 1B

Bioinseticida feito de microrganismos b) V – V – F – V


c) F – F – V – F
Depois de 15 anos de pesquisa, uma nova tecnologia para o
d) F – V – V – F
controle biológico de pragas está pronta para uso comercial.
Trata-se de um bioinseticida feito a partir de nematoides, A segunda afirmação está incorreta, porque os nematódeos parasitarão
os insetos, causando sua morte. São, portanto, considerados parasitas.
vermes milimétricos que vivem no solo, para uso no comba-
te a insetos e outros organismos que atacam cultivos como
os de cana-de-açúcar, plantas ornamentais e eucalipto. O
novo inseticida biológico foi desenvolvido pelo engenheiro 6. Fuvest-SP (adaptada) C8-H28
agrônomo e entomologista Luís Garrigós Leite, da unidade Considere dois estágios, X e Y, de um processo de
de Campinas do Instituto Biológico, vinculado à Secretaria sucessão ecológica. No estágio X, há maior biomassa

O
de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. e maior variedade de nichos ecológicos. No estágio Y,

O
há maior concentração de espécies pioneiras e a co-
A comercialização dos nematoides será feita com os vermes

BO IV
munidade está sujeita a variações mais intensas. Qual
envoltos em diatomita, um pó de origem mineral que dei-

SC
dos dois estágios representa uma comunidade clímax?
xa os vermes úmidos e em estado de latência. Só voltam à Explique como você chegou a essa conclusão.

M S
atividade quando o produto é diluído em água.
O estágio X, pois a comunidade clímax apresenta maior biomassa

O U
Fonte: g1. globo, 11 out. 2016. Disponível em:
<http://g1.globo.com/>.
Acesso em: mar. 2019. e grande diversidade de nichos ecológicos, com grande diversidade

D CL
Nesse sentido, marque V para as afirmações verdadei- faunística.
ras e F para as falsas.

O X
( ) Controle biológico é um fenômeno que pode acon- Competência: Apropriar-se de conhecimentos da Biologia para, em
tecer espontaneamente na natureza e consiste na
N E
regulação do número de indivíduos de uma deter-
minada espécie por inimigos naturais ou condições
ambientais.
situações-problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções cien-
SI SO
tífico-tecnológicas. 
( ) Os nematódeos são as presas nesse processo.
( ) O controle biológico é um componente fundamental Habilidade: Associar características adaptativas dos organismos com
do equilíbrio da natureza, cuja essência está ba-
EN U

seada no mecanismo da densidade recíproca, isto


é, com o aumento da densidade populacional da seu modo de vida ou com seus limites de distribuição em diferentes
presa ou do hospedeiro poderá aumentar, também,
E E

o número dos predadores ou dos parasitas. Dessa ambientes, em especial em ambientes brasileiros.
maneira, os inimigos naturais causam um declínio
D D

na população predada ou parasitada.


( ) O controle biológico artificial é quando o homem
A AL

interfere de modo a proporcionar um aumento de


seres predadores, parasitas ou patógenos, poden-
do esses serem insetos, fungos, vírus, bactérias,
nematoides e ácaros.
I
EM ER

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
7. Uncisal-AL d) O desaparecimento das baratas urbanas impediria
ST T

As baratas urbanas são totalmente dependentes da pre- o processo de adaptação dos outros seres vivos ao
sença dos seres humanos e importantes dentro da cadeia ambiente urbano.
SI MA

alimentar das cidades. Apesar de representarem cerca de e) O desaparecimento das baratas urbanas quebraria
1% das espécies existentes de baratas do mundo, são nu- muitas cadeias alimentares nas cidades, pois baratas
merosas e seu desaparecimento causaria um forte dese- são onívoras.
quilíbrio nos ecossistemas urbanos.
8. UCS-RS – A sucessão ecológica é o processo de colo-
FOX, E. Nojentas, mas úteis. Ciência Hoje, 284, ago. 2011. (Adaptado)
nização de um ambiente por seres vivos. Com o passar
Que fator explicaria o desequilíbrio que ocorreria no ambien- dos anos, os organismos que habitam um determinado
te em função do desaparecimento das baratas urbanas? local vão sendo substituídos por outros. São exemplos
a) O desaparecimento das baratas não causaria pro- de espécies pioneiras em um processo de sucessão
blemas, uma vez que baratas urbanas são sujas e ecológica na superfície de uma rocha
transmitem doenças. a) liquens e briófitas.
b) O desaparecimento das baratas urbanas possibilitaria a b) anelídeos e platelmintos.
substituição por uma população de baratas silvestres.
c) angiospermas e gimnospermas.
c) O desaparecimento das baratas urbanas seria em
função de seleção natural e não traria problemas d) pteridófitas e artrópodes.
para o ambiente. e) nematoides e insetos.

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123 – Material do Professor 199

9. Famerp-SP – Indivíduos de duas espécies de roedores 11. UFRGS-RS – A figura a seguir apresenta três padrões

BIOLOGIA 1B
(X e Y) competem entre si por sementes de girassol, hipotéticos de curvas de sobrevivência, frequentemen-
podendo, além disso, apresentar os mesmos parasi- te encontrados na natureza.
tas intestinais. Em um experimento, um pesquisador
manteve a mesma quantidade de indivíduos dessas 1 000
Curva I
duas espécies no mesmo ambiente, com sementes
de girassol como alimento. A análise foi feita com as
espécies de roedores parasitadas e, depois de um tra-

No de sobreviventes
tamento, com as mesmas espécies sem os parasitas. 100
O gráfico ilustra o resultado obtido. Curva II

O
Quantidade de sementes

10

O
X
ingeridas por dia

BO IV
Curva III

SC
X
Y
0

M S
0 10 100
Idade (% do tempo de vida)

O U
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações

D CL
a seguir, referentes a essas curvas.
Sem parasitas Com parasitas
( ) A curva I ilustra uma situação na qual a probabilidade
Os resultados mostrados no gráfico permitem concluir que de sobrevivência é aproximadamente igual durante
a) quando os parasitas estão ausentes, as espécies X a maior parte da vida.

O X
e Y não competem entre si. ( ) A curva II caracteriza organismos com poucos des-
N E b) quando os parasitas estão ausentes, a espécie X é
melhor competidora do que a espécie Y.
c) quando os parasitas estão presentes, a espécie X é
cendentes e muito investimento parental.
( ) A curva III é típica de organismos cuja sobrevivência
é baixa entre os jovens.
SI SO
melhor competidora do que a espécie Y. ( ) A curva III caracteriza organismos com muitos des-
d) os parasitas não influenciam a competição entre as cendentes e nenhum cuidado parental.
duas espécies de roedores. A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
e) quando os parasitas estão presentes, a espécie Y é
EN U

de cima para baixo, é


melhor competidora do que a espécie X.
a) V – V – F – F.
b) F – V – V – V.
E E

10. Sistema Dom Bosco – O gráfico a seguir representa


a relação ecológica entre duas espécies. c) V – F – V – V.
D D

d) F – V – F – F.
e) F – F – V – V.
A AL

12. UFRGS-RS – Os ecossistemas naturais terrestres pas-


sam por mudanças através da sucessão ecológica. Em
N°- de indivíduos

relação a esse processo, é correto afirmar que ocorre


I

Espécie A
a) estabilidade da biomassa total.
EM ER

b) aumento da biodiversidade.
c) diminuição no tamanho dos indivíduos.
Espécie B
d) aumento da vegetação pioneira.
ST T

e) estabilidade na reciclagem dos nutrientes.


SI MA

Tempo (anos)
13. Udesc – Analise o organograma, que representa algu-
Cite qual o tipo de relação ecológica entre essas espé- mas fases de uma sucessão ecológica em um deter-
cies e explique a importância dela para o ecossistema. minado bioma.
novos estabilização
substrato estabelecimento
→ → organismos → do meio e da
inicial de organismos
se estabelecem comunidade
A B C
Em relação à sucessão ecológica, assinale a alternativa
correta.
a) Os organismos pioneiros, geralmente, não alteram
as condições originais do local onde se instalam.
b) Os organismos presentes nas fases A e C fazem
parte das chamadas comunidades clímax.
c) Em B tem-se as chamadas espécies pioneiras, como
as plantas arbustivas.

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200 124 – Material do Professor

d) Com o passar do tempo, as complexidades estrutural a) nesses casos, conforme descrito no texto, a suces-
BIOLOGIA 1B

e funcional do ecossistema tendem a aumentar. são ecológica é inicialmente mais lenta, tanto pelo
e) Se o substrato inicial for uma região que já foi ante- fato de estar longe de fontes de propágulo quanto
riormente ocupada por uma comunidade, tem-se a por se tratar de uma sucessão primária.
chamada sucessão ecológica primária. b) a diversidade de espécies tende a diminuir à medi-
da que o processo de sucessão vai ocorrendo, pois
14. Sistema Dom Bosco – O parasitismo é uma forma de nesses casos certas populações tendem a dominar
controlar as populações de determinadas espécies, redu- o ambiente degradado.
zindo suas densidades. Existem, dentro do parasitismo, c) na sucessão secundária as espécies ditas pioneiras
relações endêmicas, epidêmicas e pandêmicas. Os grá- são normalmente de grande porte, e a energia pro-
ficos a seguir representam duas dessas relações. Diga duzida é totalmente gasta para manter os processos
qual gráfico se refere a cada uma delas e explique-os. respiratórios.

O
d) o estágio clímax de uma sucessão ecológica so-
mente poderá ser atingido em áreas em que ocorre

O
sucessão secundária, mas em áreas de sucessão
N°- de indivíduos afetados

BO IV
primária isso não é possível.

SC
M S
16. UPE – Observe o gráfico a seguir:

O U
N°- de indivíduos afetados

D CL
Tempo 400 A

300

O X
200

N E 100
B
Incidência

Tempo (dias)
SI SO
2 4 6 8 10 12 14 16 18

Com base nele e nos fatores que interferem no cres-


cimento e nas densidades populacionais, analise as
seguintes afirmativas:
EN U

Tempo
I. As curvas “A” e “B” podem corresponder a popu-
lações de duas espécies diferentes que habitam o
E E

mesmo ecossistema. O crescimento da população


da espécie A não influencia o crescimento da popu-
D D

lação da espécie B.
II. As espécies “A” e “B” apresentaram resistência am-
A AL

biental até o 14º dia, e, após esse período, as taxas


de natalidade e de mortalidade foram praticamente
equivalentes na espécie “A” e diferentes na espécie
“B”, ao longo do tempo.
I
EM ER

III. Os potenciais bióticos das espécies das populações


“A” e “B” são iguais e crescem com base na nata-
lidade fisiológica e na capacidade de sobrevivência,
fatores proporcionais ao aumento da densidade po-
ST T

pulacional.
15. IFSul-MG – Krakatau, antes chamada equivocadamente
Krakatoa, uma ilha do tamanho de Manhattan, localizada
SI MA

IV. Fatores como velocidade de reprodução, mecanis-


entre Java e Sumatra, desapareceu no fim da manhã de mos de defesa, falta de hábitat adequado, condições
27 de agosto de 1883. Foi despedaçada por uma série climáticas adversas estão relacionados à resistência
de poderosas erupções vulcânicas. O centro de Krakatau ambiental e controlam o crescimento populacional.
fora substituído por uma cratera submarina de 7 km de
comprimento e 270 m de profundidade. Somente um V. A carga biótica máxima do ambiente é dada pelo
resquício da extremidade sul ainda estava acima do nível limite máximo de indivíduos que o ambiente suporta,
estando relacionada à densidade. Assim, a partir de
d’água, coberto por uma camada de pedra-pomes de 40 m
certo ponto, quanto maior a densidade, menor a
ou mais de espessura e com uma temperatura de 300 ºC
velocidade de crescimento de uma população.
a 850 ºC, suficiente para derreter chumbo. Todo e qualquer
sinal de vida havia, é claro, sido extinto. Estão corretas apenas
O texto anterior serve como exemplo para discutir um a) I, II e III.
assunto muito importante nos estudos de ecologia: o b) II, III e IV.
processo de sucessão ecológica, ou seja, como a vida
c) III e IV.
se reorganiza em ecossistemas perturbados pela ação
antrópica ou por causas naturais. A partir do texto e de d) II e IV.
outros conhecimentos sobre o assunto, pode-se dizer que e) III, IV e V.

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125 – Material do Professor 201

17. Unesp (adaptada) – Considere um lago em processo de sucessão ecológica. Explique

BIOLOGIA 1B
como se dá o processo de sucessão no lago e o que acontece com a biomassa desse
ecossistema durante o processo.

O
O
BO IV
SC
M S
O U
D CL
ESTUDO PARA O ENEM
18. Enem (adaptada) C5-H19

O X
A microvespa Trichogramma sp. coloca seus ovos junto aos ovos de outros insetos, para
que sirvam de alimento à sua prole quando nascerem. Existem algumas espécies de
N E
borboletas que se alimentam das folhas do algodoeiro. Se adicionarmos a microvespa
aos ovos das borboletas, será possível reduzir a densidade desta, de maneira que a
cultura de algodão não sofra prejuízos.
SI SO
A técnica de controle biológico realizado pela espécie de microvespa consiste em
a) introduzir um parasita no ambiente da espécie predadora de algodoeiros.
b) introduzir um gene letal nos ovos das borboletas, para reduzir a população.
EN U

c) promover competição entre a microvespa e a borboleta na obtenção de recursos.


d) alterar o hábitat das espécies e, assim, selecionar os melhor adaptados.
E E

e) aplicar inseticidas no algodoeiro, reduzindo a população da espécie predadora.


D D

19. Enem C8-H28


Um pesquisador investigou o papel da predação por peixes na densidade e no ta-
A AL

manho das presas, como possível controle de populações de espécies exóticas em


costões rochosos. No experimento, colocou uma tela sobre uma área da comunidade,
impedindo o acesso dos peixes ao alimento, e comparou o resultado com uma área
adjacente na qual os peixes tinham acesso livre. O quadro apresenta os resultados
I
EM ER

encontrados após 15 dias de experimento.

Área com tela Área sem tela


Espécie Tamanho médio Tamanho médio
ST T

exótica Densidade Densidade


dos indivíduos dos indivíduos
(indivíduos/m2) (indivíduos/m2)
SI MA

(cm) (cm)
Alga 100 15 110 18
Craca 300 2 150 1,5
Mexilhão 380 3 200 6
Ascídia 55 4 58 3,8

O pesquisador concluiu corretamente que os peixes controlam a densidade dos(as)


a) algas, estimulando seu crescimento.
b) cracas, predando especialmente animais pequenos.
c) mexilhões, predado especialmente animais pequenos.
d) quatro espécies testadas, predando indivíduos pequenos.
e) ascídias, apesar de não representarem os menores organismos.

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202 126 – Material do Professor

20. Sistema Dom Bosco C3-H12 A sucessão ecológica é um processo ordenado de


BIOLOGIA 1B

Os ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tec- mudanças que reestabelece o ecossistema após o
nologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) divulgaram a desmatamento até alcançar uma fase de clímax, geran-
taxa preliminar do Projeto de Monitoramento do Desma- do equilíbrio entre os seres vivos e os fatores abióticos
tamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES). Entre constituintes daquele ambiente.
agosto de 2017 e julho de 2018, o sistema registrou aumen- Sobre o processo de sucessão ecológica na Amazônia:
to no desmatamento da Amazônia de 13,7% em relação
aos 12 meses anteriores. Foram suprimidos 7 900 km2 de a) Corresponde à sucessão primária.
Floresta Amazônica, o que equivale a mais de cinco vezes a b) Corresponde à sucessão secundária.
área da cidade de São Paulo. Essa é a maior taxa divulgada
c) A área desmatada corresponde à comunidade pioneira.
desde 2009, ano em que se registrou 7 464 km². Os estados
que mais desmataram foram Pará (35,9%), Mato Grosso d) Os primeiros seres a reocupar o ambiente desmata-

O
(22,1%), Rondônia (16,7%) e Amazonas (13,2%). do serão plantas herbáceas.

O
Disponível em: <https://www.wwf.org.br/?68662/maior-aumento- e) A biomassa, ao atingir a comunidade clímax, será

BO IV
desmatamento-amazonia-dez-anos>. Acesso em: abr. 2019. mais elevada do que no estágio inicial.

SC
M S
O U
D CL
O X
N E
SI SO
EN U
E E
D D
A ALI
EM ER
ST T
SI MA

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127 – Material do Professor 203