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ENSAIO DE GRANULOMETRIA DOS AGREGADOS

O ensaio de granulometria tem como como foco a determinação da composição


granulométrica dos agregados de forma normatizada seguindo ABNT NBR NM 248:2003
– Agregados - Determinação da composição granulométrica, inclusas também normas
pertinentes como: NBR – 5734: Peneiras para ensaio - Especificação.
NBR – 7211: Agregados para concreto - Especificação.
NBR – 7216: Amostragem de agregados – Procedimento.
NBR – 7219: Agregados – Determinação do teor de materiais pulverulentos.
NBR – 9941: Redução da amostra de campo de agregados para ensaio de laboratório –
Procedimento.
Para realização do ensaio são necessários equipamentos como
Estufa; Balança; Jogo de peneiras, com tampa e fundo; Agitador de peneiras (facultativo)
Escova com cerdas de nylon; Cápsulas de alumínio pequenas, para pesagem do material;
Peneiras Série Normal e Intermediária.
Após a determinar a quantidade da amostra e os equipamentos necessários a amostra é
colocada na estufa a 100º C até secar com peso constante, em seguida encaixe as peneiras
limpas de forma crescente as aberturas de malhas da base até o topo incluindo fundo, pega a
amostra e adicione na peneira superior ,tampando e mantendo agitação até obter a
classificação do material, consequentemente destaque e agite de forma manual a peneira
superior por aproximadamente 01 minuto de forma que o material passante seja inferior a
1% da massa do material retido.
Por fim, deve- se analisar o resultado para cada amostra (se for mais de um material
ensaiado), fazer cálculo da porcentagem de material retido, em massa; medias retidas e
acumuladas; calcular o módulo de finura e o diâmetro máximo correspondente à abertura
nominal da malha da peneira de série normal ou intermediaria tendo uma porcentagem
retida igual ou inferior a 5% e traçar o gráfico da curva granulométrica.

ENSAIO FRASCO DE CHAPMAN


O ensaio de Chapman tem como objetivo a determinação da massa específica dos
agregados miúdos para concretos sendo realizados de forma normatizados. Os
equipamentos utilizados são uma balança com capacidade de 1 kg e sensibilidade 1 g e o
frasco de vidro que deve ter dois bulbos e um gargalo graduado.

Inicialmente a amostra é seca em estufa a mais ou menos 110° C até constância da massa,
coloca-se água no frasco até a marca de 200 cm^3 em repouso deixando-o,
consequentemente introduza 500g do agregado miúdo seco no frasco, faz-se a eliminação
de bolhas através da agitação, e tirado a leitura através do nível atingido pela água no
gargalo no qual indica o volume em cm^3, a determinação é feita através da fórmula:
TEOR DE UMIDADE ,MASSA ESPECÍFICA E UNITÁRIA DOS AGREGADOS
A água tem grande importância quando relacionada ao solo influenciando diretamente seu
comportamento quando isso ocorre ,especialmente em granulações finas. A quantidade de
água deve-se ser observado , pois podem provocar algumas modificações como a diminuição
da resistência ao cisalhamento, facilidade de compactação, contração por secagem,
plasticidade das argilas.

Denominou-se por porcentagem o teor de umidade como a relação entre o peso da água
existente em uma certa massa de solo e o peso das partículas sólidas

A massa específica é a massa da unidade de volume excluindo os vazios entre grãos, sou seja, a
massa de unidade de volume dos grãos do agregado.

Para ensaio são necessários equipamentos normatizados como :


Balança com sensibilidade de 0,1 g; Espátula; Pá; Estufa; Recipiente paralepipédico com
volume de 15 litros.
Coleta-se a amostra ,lavar e secar na estufa em 105±5ºC por um dia(24 horas),depois imergir a
amostra em água por 24 horas, depois seca superficialmente com pano úmido podendo
determinar massa saturada de superfície seca, após coloca a amostra em um recipiente para
determinar a massa saturada submersa seca e novamente secando em estufa por 24 horas e pesar
determinando a massa seca, a massa específica pode ser determinada através da fórmula :

.
A massa unitária é o peso da unidade de volume, incluindo os vazios dos grãos.
Inicialmente seca-se o agregado em estufa há 105±5ºC até a constância de peso e deixa resfriar
à temperatura ambiente, deve-se determinar o volume do recipiente, separar a amostra utilizável
com volume mínimo duas vezes o correspondente, em seguida encha-o recipiente de forma a
evitar compactação , deve-se soltar a amostra de 10 a 15 cm e pesar conjunto recipiente +
amostra, repita procedimento para outra amostra se necessário, a fórmula para determinação da
massa unitária é
:

DETERMINAÇÃO DA MASSA UNITÁRIA DE AGREGADOS EM


ESTADO SOLTO E COMPACTADO

Massa unitária de agregado em estado solto : o ensaio deve ser normatizado e utilizado
equipamentos como : Balança com sensibilidade de 0,1 g; Espátula; Pá; Estufa; Recipiente
paralepipédico com volume de 15 litros.
Deve-se secar a amostra em 110° C até peso constante, determina-se o volume utilizável do
recipiente, separa-se a amostra no mínimo duas vezes o volume do recipiente, em seguida encha
o recipiente de forma evitar a compactação do material e deve-se soltar a uma atura de 10 a 15
cm de altura, passar o conjunto recipiente + amostra e repita o procedimento se necessário para
outra amostra, a massa unitária para agregado miúdo é calculado através da fórmula :

A determinação da massa unitária compactada do agregado em estado solto utiliza-se os


mesmos equipamentos e segue os mesmos procedimentos anteriores.
A fórmula para determinação é :

DENSIDADE REAL AGREGADO GRAÚDO

A densidade real pode ser definida com a relação entre o peso, da umidade de volume de um
material com determinada temperatura e o peso da massa de mesmo volume de água
destilada com mesma temperaturas e ambos à vácuo.

Os equipamentos necessários são : balança com capacidade de 20 kg, um recipiente para


amostra, um tanque d’água impermeável, estufa para manter temperatura mais ou menos
110° C , repartidor de amostras de 3 cm, peneiras e 2 e 4,75 mm normatizadas, tabuleiro (45 x
25 x 5) cm e baqueta metálica de mais ou menos 30 cm de comprimento e 06 cm de diâmetro.
Incialmente leva-se a amostra a mais ou menos 110° C e deixe esfriar em temperatura
ambiente de 1 a 3 horas, sequencialmente emergir a amostra em água em temperatura
ambiente anotada por um período (24 +- 4) horas, agitando as vezes para evitar bolhas.

Logo após remove-se a amostra da água e espelha-se sobre um pano absorvente, em seguida é
colocado o material em água potável em temperatura de aproximadamente 24 ° C e é retirada
sua leitura através da balança e por meio de uma haste acoplada, por fim seca-se a amostra
em estufa a mais ou menos 110° C, e deixa resfria-la em temperatura ambiente de 1 a 3 horas
até o agregado atingir uma manipulação desejável.