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RESENHA CRÍTICA

FOUCAULT, M. “Direito de morte e poder sobre a vida”. In: ___________.


História da Sexualidade I: a vontade de saber. 8ª ed. Rio de Janeiro: Graal,
p.127-136. V direito de morte e poder sobre a vida.

Michel Focault (1926-1984) nasceu em Poitiers, na França, no dia 15 de


outubro de 1926. Descendeu de uma família de classe média alta. Formou-se
em Psicologia e Filosofia em Paris. Não quis seguir a carreira de médico do
pai. Desde cedo se interessou pelas Ciências Humanas. Suas principais obras
são: “Nascimento da Clínica”, de 1963; ‘‘Arqueologia do Saber’’, de 1969; ‘‘O
Uso dos Prazeres” e “O Cuidado de Si”, de 1984 e o livro “História da
Sexualidade’’ que deixou inacabado.
O livro História da Sexualidade foi dividido em cinco tópicos, ao qual será
discutido a História da Sexualidade I: a vontade de saber e a V parte onde
aborda o direito de morte e poder sobre a vida. Onde o autor Focault apresenta
a história dos privilégios que o poder soberano exercia sobre a vida e a morte
das pessoas a partir do século XVII.
Foram apresentadas as formas de mudanças que ocorreram ao longo dos
tempos e como continuam camuflando a verdade, mudando apenas os
instrumentos e as formas de dominação.
Durante muito tempo houveram alguns privilegiados, que por legitimidade da
pátria estabeleciam as ordens, com isso, era autorizado ao pai de família
romano o poder de decidir sobre o direito de vida e morte de seus filhos e
escravos diretamente. Por motivos de ameaça esse direito já não era mais um
atributo integral, tornou-se questão de sobrevivência, transpuseram seus
interesses, o direito de vida pela morte, em que era confiscada grande parte
das riquezas que os súditos produziam em troca de viver, o foco não era mais
o castigo da morte era possuir a vida. Com alguns reclamações os interesses
voltaram a mudar e apoiando as novas exigências do poder da época para
desenvolver e conservar a vida.
Porém, as guerras continuaram e cada vez mais intensificadas, verdadeiros
genocídios, com pretexto da necessidade de viver como questão biológica,
mas os interesses não eram humanitários, era ao contrário, intuitos políticos
cruéis. Que acabaram resultando na época em muitos suicídios, onde as
pessoas tentavam se libertar com a própria morte do poder sufocante sobre a
vida.
Com o início do século XVII, o poder sobre a vida das pessoas crescia
significativamente e se desenvolveu em dois pólos que se articula, o primeiro
concentrou-se no ser humano como aparato, com as novas exigências e
tecnologias foi preciso desenvolver aptidões para se tornar anátomo-política. O
segundo pólo iniciou-se no século XVIII, focando na biopolítica da população.
Assim, a antiga força soberana se disfarçava seus interesses no controle da
vida, através de vários lugares, como a escola, colégios, saúde pública, entre
outros. Os dois pólos continuaram separados, entretanto, estão sob ordem da
sociedade, na verdade, os que dominam a classe as massas.
O bio-poder, fez com que o capitalismo se se desenvolve mais rápido,
precisando de corpos controlados nos aparelhos de produção, a parir dos
processos econômicos, alienando cada vez mais os indivíduos através de
instituições que se denomina anátomo e de bio-política, para manter a
condição de dominação e categoria enquanto a população perecia de fome e
epidemias.
Durante a Revolução Francesa no século XVIII, houve um salto na economia,
na produtividade, no recurso, assim houve um relaxamento, buscando a
sobrevivência dos indivíduos. Assim, o saber, significa poder, que pode
transformar a realidade social. O homem, sendo um ser que vive, se difere dos
outros animais, por ser um o que usa a razão política.
As tecnologias políticas avançam e investem muito na vida das pessoas, com
aparatos controladores, reguladores, formando uma sociedade moralizadora,
alienante e técnica, onde há uma luta para se alcançar uma utópica idéia de
plenitude e o direito a própria vida, acima de todas as alienações.
De um modo geral, o intuito de Foucault esteve sempre direcionado à crítica ao
poder, que tanto outrora como atualmente, camufla a verdade, escondendo
seus verdadeiros interesses, que são de dominação, mudam os instrumentos,
as formas, com reformas libertadoras, justificando seu genuíno proveito à custa
da massa, da classe trabalhadora. Querem manter seu status quo a todo
preço, sem se importarem com a morte de muitos ou com as vidas exploradas.
Através do poder que adquirem com o saber regulam e controlam grande parte
da população que vive no senso comum, alienada que reproduz o que os
meios de comunicação e as instituições sugerem e ditam, sem questionar, sem
lutar por uma vida mais humanitária, pelo direito de morte e poder sobre sua
própria vida.
A obra tem por objetivo levar o leitor a pensar sobre a sociedade em que
vivemos, para que possamos não ser enganados facilmente, a desenvolvermos
senso crítico, para não sermos explorados, também diz respeito às formas que
o poder mascara para sempre estar no topo da pirâmide invertida, sempre
explorando e buscando alienar os indivíduos para que não se libertem, para
que não conheçam a verdade e assim não ocorrer transformação da realidade,
da sociedade, para manter a hierarquia da elite, da classe dominante que
detém o poder e o saber. É recomendável para pesquisas próprias,
professores, para estudantes e pesquisadores que buscam mais conhecimento
crítico.

Aluno : Amanda Mesquita de Lima Ra: 105028 Turma:32