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DROGARIA PONTILHAO

Técnicas para aplicação de injetáveis


POP Nº 01
Elaboração: Farm. Daniela Moraes da Silva

OBJETIVO
Padronizar os procedimentos para a aplicação de medicação injetável de forma a
preservar a segurança do profissional, do paciente e o uso correto de medicamentos, assim
como e o descarte apropriado e seguro, sem riscos à população e ao meio ambiente.
ALCANCE
Auxiliar técnico com curso teórico/prático de aplicação de injetáveis.
Farmacêutico responsável técnico.
RESPONSABILIDADES
É de responsabilidade do farmacêutico supervisionar o funcionário devidamente
habilitado no procedimento de aplicação dos medicamentos injetáveis.
DEFINIÇÃO
A dispensação de medicamentos implica em fatores que envolvem técnicas de
abordagem ao paciente, análise da prescrição médica, conhecimentos científicos e legais
acrescidos de aconselhamento ao paciente visando aderência ao tratamento e ao uso racional
de medicamentos.
PRECAUÇÕES
A sala de aplicação deve ter boa ventilação, ter boa iluminação e possibilitar o
manuseio adequado dos medicamentos.
É indispensável garantir que as embalagens das seringas e agulhas mantenham-se
integras até o momento de sua utilização, a fim de evitar contaminações.
Fidelidade à prescrição médica, atenção ao nome do paciente, medicamento,
concentração, dosagem e data da prescrição. A receita deve estar devidamente carimbada e
assinada pelo médico. Nunca administrar um medicamento que não tenha certeza que é o
indicado na receita.
Ao administrar um medicamento, cabe ao farmacêutico conhecer a dinâmica do
fármaco no organismo a fim de alertar o paciente sobre os sintomas que poderão surgir
durante a aplicação.
Deve ser observado o aspecto da substância procurando notar se apresenta
precipitados, turvações ou ainda mudança de coloração.
Atentar-se ao prazo de validade, nome do medicamento e a sua dosagem.
Certificar-se da ausência de bolhas os aspirar o medicamento.
Quando diante de uma movimentação brusca do paciente, soltar rapidamente a mão
da seringa para evitar que a agulha lesione o tecido ou cause cortes internos com o bisel da
agulha.
PROCEDIMENTOS
Administração por via intramuscular
A via intramuscular é uma via de administração que fornece uma ação sistêmica rápida
de fármacos. Podendo ser utilizada para a introdução de um volume de fármaco relativamente
alto, chegando a 5mL.

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POP Nº 01
Elaboração: Farm. Daniela Moraes da Silva

O local de administração deve ser escolhido cuidadosamente levando em consideração


o estado físico do paciente e a proposta da injeção.
É recomendada a pacientes não cooperativos ou aqueles que não conseguem tomar o
medicamento por via oral. Também é utilizada esta via para medicamentos que são alterados
pelo suco gástrico.
É contra indicada a pacientes que apresentam mecanismo de coagulação prejudicado
e pacientes com doença vascular periférica oclusiva.
Não deve ser administrada em locais que apresentem alguma inflamação, edema,
cicatrizes, manchas de nascença ou qualquer tipo lesões.
Os locais mais indicados para administração de medicamentos pela via intramuscular
são:
Região deltoideana, região anterolateral da coxa, região dorsoglútea e região
ventroglútea.
Deve-se observar as características da agulha para a administração, que irá variar
conforme a espessura da tela subcutânea, a solubilidade do fármaco
Fonte: Próprio autor
e faixa etária do paciente como segue a tabela.

ESPESSURA DA TELA SOLUÇÃO OLEOSA OU


FAIXA ETÁRIA SOLUÇÃO AQUOSA
SUBCUTÂNEA SUSPENSÃO
MAGRO 25 X 6/7 25 X 8/9
ADULTO NORMAL 30 X 6/7 30 X 8/9
OBESO 40 X 6/7 40 X 8/9
MAGRA 20 X 6/7 20 X 8
CRIANÇA NORMAL 25 X 6/7 25 X 8
OBESA 30 X 6/7 30 X 8
Técnicas de aplicação na região deltoideana
 O paciente poderá estar em pé ou sentado, o braço deverá estar semi flexionado sobre o
abdômen ou mantido em posição vertical, paralelo ao corpo, com a exposição até o
ombro.
 Traçar um retângulo na região externa do braço iniciando com a extremidade mais inferior
do acrômio respeitando uma distância de 3 a 5 cm terminando no ponto oposto à axila, a
3-5 cm acima da margem inferior do deltoide. Realizar a punção neste ângulo.
 Lavar as mãos adequadamente, preparar o material que será utilizado e orientar o
paciente quanto a técnica que será efetuada, colocando-o no decúbito aconselhado.
 Fazer a sepsia de cima para baixo, em uma área ampla, virando a bola de algodão a cada
movimento.
 Segurar a bola de algodão entre os dedos da mão esquerda, retirar o protetor da agulha
 Com o polegar e o indicador da mão esquerda, fazer a prega muscular, aprisionando a
maior parte possível do músculo a quatro dedos da articulação escápulo umeral ou do
início do ombro.
 Com um ângulo de 90° puncionar toda a agulha na parte central do músculo.
 Soltar a prega e, com a mão esquerda, segurar o corpo da seringa puxando o êmbolo em
seguida.
 Caso haja sangue, retirar a seringa, fazer a compressão no local, trocar todo o material e

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puncionar o outro lado.


 Caso não haja sangue, injetar o fármaco lentamente.
 Retirar a seringa, fixando a região com a bola de algodão, em caso de sangramento
comprimir o local por 3 a 4 minutos.
 Observar o paciente durante alguns minutos, a fim de constatar a presença ou não de
manifestações decorrentes do fármaco.
 Esta via deverá ser a última alternativa para a administração e é somente aconselhável em
adultos.

Técnica de aplicação dorsoglútea

 O paciente deverá estar em pé para a realização da técnica.


 O local indicado para aplicação é o quadrante superior lateral.
 Lavar as mãos adequadamente.
 Fazer a sepsia do local de cima para baixo, virando a bola de algodão embebida em
solução antisséptica a cada movimento.
 Segurando a bola de algodão entre os dedos da mão esquerda, retirar o protetor da
agulha.
 Com o polegar e o indicador da mão esquerda, fazer a prega muscular aprisionando a
maior parte possível do músculo.
 Com um ângulo de 90° puncionar toda a agulha na parte central do músculo.
 Soltar a prega e, com a mão esquerda, segurar o corpo da seringa, puxando o êmbolo em
seguida.
 Caso haja sangue, retirar a seringa, fazer a compressão no local, trocar todo o material e
puncionar a outra nádega.
 Caso não haja sangue, injetar o fármaco lentamente.
 Retirar a seringa, fixando a região com a bola de algodão, em caso de sangramento
comprimir fortemente por 3 a 4 minutos.
 Observar o paciente durante alguns minutos, a fim de constatar a presença ou não de
manifestações decorrentes do fármaco no paciente.

Técnica intramuscular dorsoglúteo em trilha em Z:

 Separar o material a ser utilizado.


 Lavar as mãos.
 Preparar o material
 Com uma bola de algodão embebida em solução anti-séptica, fazer a sepsia do local de
cima para baixo, virando a bola de algodão a cada movimento.
 Com os dedos mínimo, anelar e médio da mão esquerda, puxar para baixo o tecido do
local onde será injetada a solução.
 Com a mão direita, introduzir a agulha perpendicularmente, num ângulo de 90°, mantendo
o tecido tracionado até o término da aplicação.
 Abrir os dedos indicador e médio da mão esquerda, segurar a seringa, mantendo o tecido
tracionado e aspirar o êmbolo com os dedos da mão direita.

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 Caso surja sangue na seringa, retira-la, comprimir o local, trocar todo o material e fazer
nova punção no outro lado.
 Retirar a agulha e retirar a mão esquerda.

Técnicas de aplicação na região ântero-lateral da coxa:

 Separar o material.
 Lavar as mãos.
 Preparar o material.
 Colocar o paciente no decúbito mais confortável.
 Delimitar o local da aplicação (5 dedos abaixo da zona de flexão da coxa e 5 dedos acima
do joelho, aplicar no centro da região delimitada).
 Fazer a sepsia da área escolhida, com uma bola de algodão de cima pra baixo, não se
esquecendo de virá-la a cada movimento.
 Com os dedos polegar e indicador esquerdo fazer a prega muscular, fixando a maior parte
possível do músculo, puncionando em ângulo de 45° a 60°, dependendo da constituição do
tecido.
 Soltar a prega, e com os dedos polegar e anelar esquerdo, segurar o corpo da seringa,
puxando o êmbolo com os dedos da mão direita, para certificar-se de não ter atingido
algum vaso.
 Caso tenha atingido um vaso, retirar a agulha e fazer uma compressão no local, trocar todo
o material e proceder à punção em outro local.
 Não constatando a presença de sangue administrar o líquido lentamente.
 Retirar a seringa, com a mesma mão da punção, e pressionar com a bola de algodão.
 Observar o paciente por alguns minutos após a aplicação, para verificar o aparecimento ou
não de reações devido ao medicamento.

Técnica de aplicação na região ventroglútea

Técnica de Hochstetter

 Separar o material
 Lavar as mãos
 Preparar o material
 Posicionar o paciente no decúbito
 Delimitar a região de aplicação colocando a mão sobre o quadril direito (ou esquerdo),
espalmando toda a mão sobre o grande trocânter
 Localizar com o indicador, a espinha ilíaca ântero-superior
 Com os dedos médio e indicador formar um triângulo, que será o local de aplicação,
mantendo o dedo médio sobre a crista ilíaca, caso a mão do profissional seja muito
pequena colocar o punho sobre o grande trocânter e seguir demais passos. Em criança,
colocar o espaço interdigital formado pelos dedos médio e indicador sobre o grande
trocânter.
 Com uma bola de algodão devidamente embebida em álcool 70%, fazer uma ampla sepsia

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Elaboração: Farm. Daniela Moraes da Silva

no local de aplicação, de cima para baixo, não se esquecendo de virá-la a cada movimento.
 Segurar a bola de algodão entre os dedos mínimo e anelar da mão esquerda e retirar o
protetor com os dedos indicador e polegar da mão esquerda.
 Fazer a punção em um ângulo de 90°, posicionando a agulha na direção da crista ilíaca.
 Com a mão esquerda segurar a seringa, e com a mão direita puxar o êmbolo.
 Caso haja sangue, retirar a seringa, fazer uma compressão com a bola de algodão
embebida em álcool 70°, e desprezar todo o material e preparar outro e proceder à
punção em outro local.
 Não constatando a presença de sangue administrar o líquido lentamente.
 Retirar a seringa, com a mesma mão da punção, e pressionar com a bola de algodão.
 Observar o paciente por alguns minutos após a aplicação, para verificar o aparecimento ou
não de reações devido ao medicamento.

Aprovado por: Miguel José Fernandes


Ass.: _______________________________________________
Data: _____________________

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Assinatura Farmacêutica Responsável

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