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Textos para os Pais

Fonte: Portal da Famiília – www.portaldafamilia.org

QUE TIPO DE PAI VOCÊ É?


Exator = Faz cobranças minuciosas de tudo Educador= ajuda a desabrochar o adulto que está
Xerox = o filho tem que ser sua cópia perfeita na criança

Expositor = exibe o filho como um produto Formador= leva a sério a formação integral do filho
numa feira
Autocrata = em casa, quem decide, sou eu Democrata= dialoga para chegara um consenso
Frustrador = corta, pela raiz, qualquer Disponível =reserva um tempo precioso para o filho
iniciativa Observador = acompanha atento as etapas do
Caxias = se a lei existe, é para ser cumprida desenvolvimento do filho
Chantagista = se não fizer isto, é porque não
me ama Previdente =prepara o filho para aprender com os
Irresponsável = resolva isto com sua mãe fracassos porvir
Comerciante = só te dou isto, em troca
daquilo Agradecido =reconhece no filho um presente de
Desligado= ignora tudo o que diz respeito ao Deus, aos seus cuidados
filho
Inseguro = quem sabe, pode dar tudo errado Libertador= alerta que a verdadeira liberdade é um
Provedor = tranqüiliza-se dando coisas ao bem que se conquista Responsável= paga o preço de
 
filho nunca ser omisso
Permissivo = o filho pode fazer tudo o que
quiser Religioso= revela que a vida não se limita aos
Proprietário = o filho é meu e faço dele e com horizontes terrenos.
ele o que quero.
Promotor= sempre encontra algo para acusar Paciente= ensina que a maturidade não acontece
o filho sem tropeços

Esperançoso= acena para a luz, que está sempre no


fim do túnel

Corajoso = enfrenta os combates pelo sentido da


vida
Prudente= orienta afazer os passos, de acordo
comas pernas

Realista =prepara o filho para viver muito além dos


limites da família

Fonte: Pe. Bolivar Hauck, MS

Infomativo Salette, Ano XVI - Nº 135 - Agosto de 2003


A origem do Dia dos Pais

Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em
ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços
familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd,
filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães,
teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua
esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e
seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de
Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem
a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial
de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para
uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi
comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi
escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e
as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de


Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos
Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma
proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais
(alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi
festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da
família. Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando
diferente da americana e européia.

Em outros países

Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.

Na Itália e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19
de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente
interessante.

Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho,
sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É
comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.

Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em


família e presentes.

Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá
se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.

Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu
porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa
comemoração.

Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas
reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.

Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães
comemoram seu dia na mesma data que Jesus Cristo ressuscitou. Eles costumam sair às
ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.

Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no


Brasil, reuniões em família e presentes.

Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito
especial para eles.

Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.

África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada
tradicional.

Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu
dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika
Otetchestva).

Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para
dizer um simples "Obrigado Papai" !

Texto compilado das seguintes fontes

- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.


Sites:
http://www.pratofeito.com.br/pages.php?recid=2315
http://www.virtual.epm.br/uati/corpo/dia_pais.htm
http://educaterra.terra.com.br/almanaque/datas/pai.htm
Pai e Filho

Por Inês Rodrigues

O jornalista e escritor Tony Parsons é celebridade na Inglaterra. Não só pelas colunas que
assina ou pelos livros que escreve, mas também porque consolidou com o livro "Pai e Fiho"
(em inglês, Man and Boy) a nova voz do antimachão.

Quando li o livro, no ano em que foi lançado aqui, 1999 (no Brasil, saiu pela editora Sextante
em 2002), fiquei impressionada não com a história do pai que passa a cuidar sozinho do filho
de quatro anos, mas pelo relato ter sido escrito do ponto de vista de um homem, admitindo
abertamente suas imensas dificuldades nesse terreno escorregadio que é educar uma criança.

Vou contar rapidamente o enredo: o protagonista é bem-casado e pai de um menino. Um belo


dia, faz uma grande besteira, a mulher descobre tudo e eles se separam. Ela arranja um
trabalho temporário no Japão e eles decidem que ele terá a guarda provisória de Pat, o filho de
quatro anos. E aí ele começa a deparar com uma realidade que nunca sonhara: além de
trabalhar e trazer dinheiro para casa, tem que sair do escritório todos os dias na hora, precisa
recusar encontros, pois não tem com quem deixar o menino, aprende a participar mais das
brincadeiras, entender suas manhas, alimentá-lo direito.

Sua experiência de pai-mãe é contada de coração aberto, com as palavras de um homem que
não tem vergonha da sua imaturidade. Sem ser sentimentalóide, sem correr atrás da primeira
esposa que aparecer só para que ela se encarregue da tarefa de educar os filhos. Uma das
cenas mais desconcertantes para o pai-mãe é quando ele vai dar banho em Pat, faz tudo
errado e o menino retruca: "Quando é que a mamãe volta? Você não sabe fazer nada direito".

Não, o livro não é nenhum prêmio Nobel, nenhum primor de linguagem ou sofisticação. Aqui
foi um enorme best-seller. No Brasil, fiquei estarrecida ao encontrá-lo no website de uma
livraria famosa em São Paulo sob a classificação de "auto-ajuda"! Será que é só para vender
alguns exemplares a mais??

Talvez o grande sucesso de "Pai e Filho" esteja na tendência não-sou-durão que ele tão bem
aponta e que já é bem visível nas ruas da Europa.

Um dos maiores ídolos ingleses do momento, o jogador de futebol David Beckham, é um


marido dedicado e pai de dois meninos. Ele não esconde sua satisfação com a vida familiar,
mesmo tendo menos de 30 anos, idade em que os machões de plantão se gabam de ainda não
ter sido "fisgados" para a "prisão" do casamento. O próprio Tony Parsons ganhou a guarda
definitiva de seu único filho num difícil processo de divórcio há muitos anos. Homens
empurrando carrinhos de bebê são visões mais e mais comuns nos parques de Londres. Pais
que decidiram parar de trabalhar e cuidar dos filhos, deixando o sustento da casa aos cuidados
das esposas mais bem-sucedidas, também não são mais bicho-de-sete-cabeças.

Os homens se vestem com roupas mais coloridas, perdem a vergonha de trocar fraldas em
público e parecem cada vez mais tranqüilos jogando na lata do lixo - junto às Pampers sujas -
a máscara de Rambo. O livro, portanto, só documentou uma tendência. Talvez seja essa a
chave do seu sucesso.

Agosto/2003
Ser Pai

Ser pai é ser companheiro,


construindo no ninho familiar a grandeza dos filhos,
para alicerçar valores que edificam a sociedade.

Ser pai é ser jardineiro,


plantando raízes de virtudes com mãos delicadas,
para que o lar seja sementeira de luz e de verdade.

Ser pai é ser herói,


protegendo o espaço sagrado de seu templo-família,
cultivando no coração dos filhos o germe da harmonia.

Ser pai é ser fonte de vida,


inaugurando nossa história com gestos de amor,
renovando perenemente a herança da criação.

Ser pai é ser poeta,


declamando com carinho os versos de sua vivência,
para cultivar e enobrecer os projetos de nossa existência.

Tô chegando, Pai !

Pai, desde que fui semeado aqui, minha Vida não tem sido ruim.
No começo eu fui tomando forma, fui crescendo, crescendo e,
agora, eu já pareço uma cópia (meio achatadinha) de você.

Pai, como tem água aqui!

Antes de sair, quero lhe dizer que não estou com medo.
Alguns anjinhos me contaram que vou morar num lugar
apelidado de " Planeta Água ".
Então, creio que não vou estranhar muito.

Quero avisar-lhe que na hora em que eu sair, vou abrir


um berreiro daqueles, tá?
Afinal, vou dar de cara com um baita espaço e muita
gente estranha em volta de mim !

No começo vou dar um pouquinho de trabalho, viu?


Até eu me habituar, muitas vezes vou acordá-lo
por causa de dorzinhas de barriga, de ouvido, resfriadinhos
e aquelas coisas próprias de gente muito pequena.

Ah! ... não fique com ciúme da mãe, viu?


Por algum tempo ela deixará você meio em segundo plano,
pois estará por demais ocupada com a grande
novidade chamada EU.
Isso não quer dizer que o Amor dela por você terá diminuído.

Na continuação, tudo irá se ajeitando, o Amor que teremos


um pelo outro aumentará cada vez mais e, um belo dia,
você se verá encomendando uma correntinha com um
pingente de ouro incrustado com meu primeiro dente de leite.
Isso sem falar nas minhas botinhas, que você levará
penduradas no espelho retrovisor do carro!

Mais adiante irei para a escola, nos finais de semana brincaremos


juntos e, finalmente, um dia estarei crescido, talvez do seu
tamanho ou até maior.

Lembrarei com saudade dos maravilhosos momentos que


teremos passado juntos e, em todos os meus aniversários,
eu lhe darei mais um daqueles emocionados abraços, dizendo:

" Segura mais esse, Pai!


Filho criado é trabalho dobrado! "

Silvia Schmidt
*Humancat*
No livro " Nossas Raízes "
©1999©

veja Edição Musical desta mensagem em http://www.humancats.com/To/chegando.htm


Pai, paizão !

Este homem que eu admiro tanto,


com todas as suas virtudes e também com seus limites.
Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento,
mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.

Este mestre contador de histórias


traz em seu coração tantas memórias,
espalha no meu caminhar muitas esperanças,
certezas e confiança.

Este homem alegre e brincalhão,


mas também, às vezes, silencioso e pensativo,
homem de fé e grande luta,
sensível e generoso.

O abraço aconchegante a me acolher, este homem,


meu pai, com quem aprendo a viver.
Pai, paizinho, paizão...
meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo:
infinito é teu coração.

Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,


feito de lutas e incertezas
mas também de muitas esperanças e sonhos!

Que seu dia seja muito feliz!

(autor desconhecido)

O que comemorar no Dia dos Pais?


Luiz Kignel *
kignel@pompeulongo.adv.br

Do latim pater, a palavra pai designava originalmente toda pessoa que dava origem a outro
ser. O Direito Romano, base de nosso ordenamento civil, conferia ao pai o título de paterfamiliae, o
cidadão romano chefe de família. Já definiam os romanos que “is est pater quem justae nuptiae
demonstrant” (o pai legítimo é aquele que o matrimônio como tal indica). E nesta condição, todos
os seus descendentes a ele se vinculavam sem poder de oposição, onde se incluía a própria esposa.
Durante todo o século XX convivemos no Brasil com o pátrio poder onde todas as decisões
da família eram tomadas apenas pelo homem da casa, tendo a esposa apenas participação
colaborativa, mas não decisiva. Apenas com o novo Código Civil, em vigor desde 11 de janeiro de
2003, substituiu-se esta expressão (diga-se ultrapassada) para poder familiar, onde marido e mulher,
juntos, deliberam consensualmente sobre os destinos de uma família.
Em sentido jurídico, pai é o ascendente masculino de primeiro grau. Eis, portanto, a
definição legal. Mas a palavra pai não se limita a letra da Lei e surge de formas variadas em nosso
dia a dia. O Dicionário Houaiss aponta com precisão um sem número de variáveis. É o “pai da
pátria” (defensor de um país), “pai da criança” (autor de uma idéia), “pai das queixas” (delegado de
polícia), “pai Gonçalo” (marido sem iniciativa, dominado pela mulher), “pai mané” (indivíduo
ingênuo), “pai dos burros” (dicionário) e assim por diante. Eis aqui a definição popular.
Da mesma raiz latina encontramos a palavra paternitas, mostrando a qualidade ou o fato de
ser pai, designando o liame jurídico que une pai e filho. E assim fiz minha enquete caseira e pedi
aos meus filhos que definissem a palavra paternidade. Surpreendidos com uma pergunta tão
inusitada, meu filho de 13 anos disse “o direito do pai ter a guarda do filho”. Minha filha de 11 anos
disse “é o que o pai passa para o filho”. E meu caçula de 3 anos, bem, confesso que não insisti com
ele ante o olhar entediado daquele questionamento.
Com as definições jurídica, popular e familiar, concluo que pai tem, sobretudo, forte
conotação de hierarquia, de poder, de gestão. Neste Dia dos Pais, em que o ego masculino fica
ainda mais comprometido, uma autocrítica é sempre bem vinda, a começar pela readequação da
expressão poder familiar. O Código Civil, que em seu artigo 1.630 substituiu a expressão pátrio
poder por poder familiar, deveria ter disposto, em substituição, a expressão pátrio dever ou, sendo
fiel ao novo texto legal, dever familiar. A paternidade não institui direitos sobre os filhos, mas sim
deveres para com os mesmos.
O artigo 1.634 do Código Civil é preciso ao determinar aos pais a garantia da criação e
educação de seus filhos. E isto não se dá apenas no sustento material ou alimentar, mas também e
especialmente no exemplo moral, de forma que a geração vindoura tenha corretamente moldado seu
caráter. E ao contrário das obrigações conceituais, onde a contraprestação deste dever familiar se dá
de forma pecuniária (custeio da educação, alimentação, vestuário, etc.), o exemplo moral requer
comprometimento, renúncia e vocação. Não se pode exigir de outras pessoas atitudes que nós
mesmos não adotamos, regra esta que seguramente se aplica de pai para filho.
Neste dia 10 de agosto festejamos o Dia dos Pais. Não se pode defini-lo como uma data do
calendário civil. Estas têm dia certo e um caráter público institucional, como 21 de abril ou 07 de
setembro. O Dia dos Pais também não é uma data religiosa, o que dispensa maiores justificativas.
Portanto, deveríamos concluir ser um dia meramente comercial cujo ápice ocorre na entrega dos
tradicionais presentes. E assim será apenas se o paterfamiliae deixar ser.
Mas esta data poderá ser vista de outra forma. Porque da palavra paternidade vem a raiz do
adjetivo “paterno” que, outra vez recorrendo ao Mestre Houaiss, significa “que lembra o amor de
pai; carinhoso, afetuoso, paternal”. Ou seja, a maior gratificação do Dia dos Pais não é receber um
presente do filho, mas em oferecer um carinho para ele.
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* Luiz Kignel é membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família e advogado, sócio do
escritório Pompeu, Longo e Kignel Advogados (www.pompeulongo.adv.br).
SOU EU, PAPAI !
Ir. Zuleides Andrade, ascj

Está tão presente o tempo em que eu, pequenina, procurava tuas mãos,
pedia colo e que me repetisses as estórias que sabias.
O contato de tuas mãos fortes com minhas mãos fofinhas deixava passar toda a segurança de que
eu precisava e buscava.

Teu colo paterno era a certeza de tempo com gosto de gratuidade,


aconchego e segredos. Cada palavra tua, nas repetidas estórias,
alimentava minha imaginação, fazia-me sonhar, voar no tempo e no espaço,mexiam com minhas
emoções.
E, quantas vezes, papai, me colocavas como personagem de tuas narrações,para dar-me pequenas
lições.

Hoje, depois de tantos anos, conservo-o bem presente nos meus dias e
bendigo a Deus pela infância que tive, pelo pai que Ele me deu. Por
muitos motivos, costumo dizer: Para mim é fácil chamar a Deus de Pai.
Sinto ainda tua presença em tantas bênçãos que vêm para minha vida. É
como se, o tantas vezes repetido: "Deus te abençoe, filha"! tenha se
transformado em: "Com Deus, abençôo-te, minha filha!

Tenho certeza, papai, de que agora estás com Deus, naquele colo que,
através de ti, a Ele eu pude sentir.
Era como se o tempo parasse - gosto de eternidade.
Era sentir-me única - sensação de cumplicidade.

Desde que o devolvemos para Deus, quando converso com Ele procuro também por ti, papai, na
felicidade eterna.
Tenho certeza de que dás a cada um de nós a noção de que estamos aqui de passagem e nem é
bom que todos os problemas sejam resolvidos e os sonhos e esperanças concretizados.
Tua volta para o Deus da Vida dá-nos a oportunidade de olharmos para o Céu, em nossa saudade
alimentada pela esperança de um reencontro feliz.

Nas minhas lembranças, sinto como se tivesses escrito para mim um livro de vivências para mim.
Nosso tempo era preenchido com brincadeiras,canções, orações e poesia... Lembras de como te
imitava lendo jornal? Ainda sem saber ler, pegava aquelas folhas grandes demais para minhas
mãos e passava bons momentos olhando as figuras e balbuciando a minha imaginativa versão dos
fatos.

Quantas vezes o observava escrevendo e relendo seus discursos, com


planos para algum cargo público. Foi o tempo em que aprendi também a
correr os olhos pelos mapas, acompanhando-o com os olhos e com o coração em suas viagens de
campanhas. Na verdade, papai, valeu a tentativa, mas achei muito bom o fato de não ter sido
eleito para cuidar de tanta gente; continuastes assim todo nosso.

Era tão serena minha certeza do teu amor que, só depois de tua partida
para o Céu, percebi claramente que eras o eleito de minha vida. Um
sorriso aflora quando alguém sugere que sou um pouco parecida contigo.
Aquelas minhas mãos pequenas, que tantas vezes segurastes, contemplastes e aquecestes, estão
crescidas e trabalhando muito.
Meu rosto ainda se ilumina e acolhe algumas lágrimas, quando penso em
ti, nas minhas andanças reais e virtuais, na dança da vida.

Crescida e agradecida a Deus, peço:


Abraça-me e dá-me tua bênção, papai!

Ir. Zuleides de Andrade


Curitiba - PR
(11 de junho de 2004)

Meu pai faleceu no dia 1º de agosto de 1990.


Parece que foi ontem... Sinto-o tão presente e ajudando-me.

Numa manhã, acordei com a SAUDADE batendo na janela do meu coração...


Então... bati no porta do Céu - "Sou eu, Papai"- e fui escrevendo..... .

Ir Zuleides Andrade. Formada em Letras pela PUC / RS - Quando eu terminar a peregrinação


neste tempo de sombra e de luz, um pouco de mim, em lembranças e palavras, ainda colocará
brilho nos olhos das pessoas que eu toquei, das pessoas que amei.

Muito Obrigado, Pai


Por ter me entendido enquanto eu crescia
e por ter aceitado minhas tão rápidas mudanças.
Deve ter sido difícil manter-se em calma comigo,
mas você sempre tentou e quase sempre conseguiu.

Por ter me ouvido e ter me dado claras e breves respostas


às dúvidas e perguntas que eu levava a você.
Por ter reforçado minha confiança para continuar
revelando meus pensamentos e sentimentos.

Por ter me aplaudido quando fui verdadeiro,


por ter me compreendido quando eu disse mentiras,
por ter me provado que elas maculam nosso caráter.

Por ter me falado sobre os seus erros e sobre


as coisas que você aprendeu com eles.
Isso fez com que eu aceitasse meus próprios
erros, que também aprendesse e que me perdoasse.

Por prestar-me atenção e gastar tão grande


parte do seu tempo comigo.
Isso levou-me a acreditar que sou importante
e que tenho muito valor.

Por agir sempre do modo que desejou que eu agisse.


Foi assim que você me deu um modelo positivo para seguir.

Por confiar em mim e me respeitar mesmo


quando eu era menor do que você.
Por ter considerado meus sentimentos e necessidades,
e ter me mostrado muitas vezes
que elas eram semelhantes às suas.

Pelos elogios e pelos incentivos.


Foi sempre por isso que eu me senti bom
e quis continuar sendo digno da sua fé em mim.

Por ajudar-me a explorar meus talentos e potenciais.


Por ter me ensinado que para ser feliz
eu tinha que ser eu mesmo e não como você
ou igual a outros que você admirava.

Por ser você mesmo e por não desistir da felicidade.


Com isso eu aprendi a buscar uma vida feliz,
bem sucedida e satisfatória.

Obrigado, Pai
Por sempre ter me ouvido.

Ouça-me mais uma vez agora :


EU AMO VOCÊ!

Silvia Schmidt
*Humancat*
No livro " Nossas Raízes "
©1999©

veja Edição Musical desta mensagem em http://www.humancats.com/Valeu/valeupai.htm

Pai de Verdade

Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente


recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber
o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.

Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai,
mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.

Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber


quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores


escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.

Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra
que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.

Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta


aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja
grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.

Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha
tudo aquilo que merecer e realmente desejar.

Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso
para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe
até que ponto está alimentando um espírito de dependência.

Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para
um caminho de honestidade e de Bem.

Pai de verdade mesmo não diz " Faça isto " ou " faça aquilo " , mas sim
" tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe " .

Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta
se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.

Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente,


atento e amoroso - com a alma de joelhos -
pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos ...  

Texto de Silvia Schmidt


*Humancat*

http://www.humancats.com/Recanto/mensagens.htm

Pai Herói
Você era tão alto, tão forte,tão sábio...

Era você quem consertava as coisas quebradas, quem supria todas as necessidades,
quem dava as recompensas.

Você era a fonte de todas as melhores histórias, o que cantava as canções, o que
inventava os jogos.

Você tinha na cabeça todos os fatos e todos os números, conhecia todas as regras,
todas as leis.

Era você que distribuía justiça,que ensinava técnicas.Você explicava o ciclo de vida
do mosquito, como funcionava a máquina de costura e as órbitas dos planetas com a
mesma clareza e competência.

Você cultivava repolhos que pareciam borboletas.Você nos mostrou como trabalhar
com madeira, como fazer um suflê, ou costurar um botão,ou enxertar uma rosa.

Nos ensinou a olhar e a prestar atenção, a pensar, a questionar ,a explorar.

E então, como mágica, você se transformou, bem na nossa frente, num homem de
estatura comum - um homem que levava o cachorro para passear antes do café da
manhã e tirava uma soneca depois do almoço de domingo.

Você se transformou num homem até mais baixo que os nossos amigos.

Gentil, educado, paciente - mas, do nosso ponto de vista um pouco antiquado.

Pois nós havíamos crescido e descoberto para nós novos heróis ,ou melhor, meio-
crescido.

O tempo passou, e ficamos mais sensatos.

E vimos, por fim, que você era realmente o

SUPER-HOMEM,

e que, uma vez feito seu trabalho em nosso benefício,preferiu retomar seu suave
disfarce.

(autor desconhecido)

Pai de todo jeito...

Tem pai que ama,


Tem pai que esquece do amor.
Tem pai que adota,
Tem pai que abandona,
Tem pai que não sabe que é pai,
Tem filho que não sabe do pai.

Tem pai ...


Tem pai que dá amor.
Tem pai que dá presente,
Tem pai por amor,
Tem pai por acaso,
Tem pai que se preocupa com os problemas do filho,
Tem pai que não sabe dos problemas do filho...

Tem pai ...


Tem pai que ensina,
Tem pai que não tem tempo,
Tem pai que sofre com o sofrimento do filho,
Tem pai que deixa o filho esquecido.

Tem pai de todo jeito


Tem pai que encaminha o filho,
Tem pai que o deixa no caminho,
Tem pai que assume,
Tem pai que rejeita,
Tem pai que acaricia,
Tem pai que não sabe onde está o filho que precisa de carinho.
Tem pai que afaga,
Tem pai que só pensa em negócios.

Tem...
Tem pai de todo jeito.
E você???
Que tipo de pai você é?
Eu quero um pai, apenas um pai que esteja consciente do amor
que tem para dividir...
Eu quero um pai, apenas um pai que seja AMIGO!

A todos os Pais, um carinhoso abraço! Deus Pai os abençoe!

(autor desconhecido)

Paternidade responsável... e maternidade idem


Sueli Caramello Uliano

Uma jovem professora de pré-escola me dizia que lhe causa muita tristeza ouvir repetidas vezes, de
uma aluninha sua, este comentário: "Meu pai se separou da minha mãe, mas ele continua dando
dinheiro para a comida."

Por que insiste nisso a pequena? Que estranha necessidade tem de valorizar tal atitude do pai, de
modo a defendê-lo, justificá-lo diante dos coleguinhas e, especialmente, diante de si mesma? A
menina sofre, porém não acusa o pai. Defende-o por amor. Tenta encobrir, com os argumentos que
lhe ocorrem, a ausência paterna. E insiste no assunto, para que não persistam dúvidas.

Sabemos que esse exemplo não é um fato isolado. Antes, constitui hoje ocorrência muito freqüente
os pais que se separam. Por isso é preciso armar-se de coragem e examinar a questão por outro
ângulo: constitui hoje ocorrência muito freqüente filhos que sofrem desorientados, massacrados pelo
conflito de constatarem a desunião daqueles para quem se inclinam amorosamente. Não raro, vêem-se
divididos nos seus afetos, sofrendo remorsos.

Cada filho é um bem em si mesmo, por mais dificuldades que sua vinda acarrete. Está situado no
ponto de encontro do amor entre o pai e a mãe, vem confirmá-lo, fortalecê-lo, aprofundá-lo. Cada
filho exige dos pais um aprimoramento no exercício de se doar pelo bem de outrem, apela ao seu
interior, à razão e à sensibilidade; clama por identificar neles a grandeza natural a que todo homem
procura se ordenar, a imagem onde espelhar-se... E quando essa expectativa se frustra, frustra-se
também boa parte de suas mais nobres aspirações.

Ninguém ignora que a convivência no lar pode ser abalada por fatores internos e circunstâncias
externas, que ameaçam reduzir o amor a um jogo de egoísmo e orgulho. Mas uma arraigada convicção
do valor da paternidade e da maternidade pode ser um antídoto eficaz para não sucumbir a certas
solicitações, ainda que a opinião pública, nestes tempos de muita paixão e pouco amor, incentive a
prevalência das fraquezas humanas sobre um ideal maior, de dignidade e honradez.

E como adquirir essa convicção? No caso da mulher, a constituição física, bem como a sua estrutura
psicofísica, comportam em si a disposição natural para a maternidade. Além disso, a disponibilidade
da mulher ao dom de si e ao acolhimento da nova vida completa o cenário que a predispõe para a
maternidade como fato e fenômeno humanos. Uma vez concebido o filho, recai sobre a mãe o peso de
lhe entregar as energias de seu corpo e de sua alma. Já se vê que a convicção do valor da
maternidade tem muito mais possibilidades de se arraigar na mulher do que o da paternidade no
homem. Afinal, o homem encontra-se sempre fora do processo de gestação e nascimento da criança.
Deve, portanto, aprender da mãe de seus filhos a sua própria paternidade, esforçando-se por
desenvolver em seu íntimo a capacidade de dar atenção à pessoa concreta do filho. Ao mesmo tempo,
deve reconhecer que tem um débito especial para com a mulher, no conjunto dos fatos que os fazem
genitores.

Nas últimas décadas, sob a pressão dos conflitos desencadeados pelo movimento feminista, muito se
tratou do tema da maternidade. Já a paternidade não tem despertado tanta reflexão, como se fosse
possível tratar os dois temas isoladamente. Não sei até que ponto essa dissociação no campo teórico
pode ter contribuído para a dissociação na prática, mas o fato é que os casais chegam a acreditar
que a sua separação nada tem a ver com a educação dos filhos. Como se a educação dos filhos não
exigisse a dúplice contribuição dos pais, e o seu bom e amoroso relacionamento não contribuísse para
a felicidade deles. E como se a separação não concorresse para a insegurança, favorecendo o
desestímulo e as frustrações dessas crianças e jovens.
Cabe também destacar que - por conta de uma mal entendida realização feminina, que situou a
importância profissional e social da mulher apenas fora do lar - a maternidade viu-se pressionada a
reduzir-se à mera reprodução, a uma função fisiológica que não envolveria a essência feminina. Ora,
essa redução da maternidade equivaleu também a reduzir a paternidade. O homem virou sêmen
congelado, como já o vem apontando há algum tempo Antonieta Macciocchi, uma das intelectuais
feministas de maior destaque na Europa.

Dar dinheiro para a comida, sair a passeio nos fins de semana, resolver problemas - na maioria das
vezes financeiros - pelo telefone... Tudo sem tocar no nome da mãe. Cria-se com freqüência uma
situação perversa: a mãe, a quem cabe geralmente a guarda dos filhos, é a figura que exige deles uma
certa conduta no dia-a-dia, enquanto o pai se situa no lado do prazer, dos passeios inesquecíveis nos
fins de semana. Que distância do convívio familiar global, quando pai e mãe providenciam o sustento
da família, administrando os momentos de trabalho e lazer, resolvendo os problemas juntos,
esquecendo-se de si para atender aos outros, relevando, superando os conflitos!

Evidentemente, as crises matrimoniais não são desencadeadas exclusivamente pelos maridos, mas, já
que comemoramos o Dia dos Pais, seria muito pedir-lhes que reflitam sobre a essência da
paternidade? O que deve haver para além da disposição (aliás, louvável) de levar os filhos pequenos
ao colo entre a multidão que se movimenta nos shoppings? O que há para além do dinheiro que custeia
as modas? Será que os filhos não observam mais nada? E, se observam, o que têm para ver? O que se
lhes oferece como exemplo de firmeza de caráter, responsabilidade, persistência, honestidade,
paciência, sinceridade? Sabemos que as virtudes só falam quando são vividas. Quem sabe um pouco
de reflexão, boa vontade e disposição humilde de retificar ofereçam uma chance a tantos
adolescentes desiludidos em conseqüência das tristezas que vivenciam no lar. Será que não vale a
pena, papai? (Será que não vale a pena, mamãe?)

Sueli Caramello Uliano , mãe de familia, pedagoga, Mestra em Letras pela Universidade de São
Paulo, Profª do Curso de pós-graduação lato-sensu do Centro de Extensão Universitária, Presidente
do Conselho da ONG Família Viva, Colunista do Portal da Família e consultora para assuntos de
adolescência e educação.

É autora do livro Por um Novo Feminismo pela QUADRANTE, Sociedade de Publicações Culturais.

e-mail: scaramellu@terra.com.br
Ser pai é ser ...
Marcos Leandro

Ser pai é ser criança,


aprendendo e vivendo sempre coisas novas e boas
Pois só assim é que se cresce

Ser pai é ser filho,


seguindo e trilhando os rumos traçados pelos pais
Pois eles só querem o nosso bem

Ser pai é ser irmão,


sendo um pai dos filhos mais novos e mais velhos
Pois desta maneira se treina para paternidade

Ser pai é ser amigo,


compreendendo e ajudando os amigos que precisam de um pai
Pois eles retribuirão com gratidão

Ser pai é ser avô,


observando e encaminhado os filhos a serem bons pais
Pois eles conseguirão a maturidade

Ser pai é ser mestre,


espalhando a sabedoria e seus conhecimentos
Pois é assim que se constrói um mundo melhor

Ser pai é ser pai,


orientando e encaminhado os filhos a seguirem o bom caminho
Pois só assim se obtém a felicidade

Ser pai é ser como Cristo,


educando e praticando seus ensinamentos
Pois é assim que se conquista a benção de Deus

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