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VAMOS FALAR ...

1
Sabe o que significa a palavra trailer?
Leia a definição.

Trailer: curto vídeo com montagens de cenas de um fil me, jogo, etc., com o objetivo de divulgar
a obra para despertar o interesse do público.

2. Já alguma vez decidiu ver um filme porque viu o trailer antes e achou que o filme poder ia ser
interessante? Que filme foi esse?

VAMOS OUVIR ...


1
Veja, agora, um trailer e indique:

®
~

2. O trailer de um filme tem como finalidade


a divulgação da obra para despertar o
interesse do público. Este trailer despertou
o seu interesse? Gostava de ver este filme?

Explique, oralmente, a sua respo sta .

3. Este documentário foi feito por uma


produtora brasileira. Leia o texto da página
seguinte e comente - o, tendo em co nta
o trailer que viu e o que sabe sobre a
Língua Portuguesa .

87
Todo dia duzentos milhões de pessoas
levam suas vidas em português. Fazem Festivais e Prêmios
negócios e escrevem poemas. Brigam no Seleção Mostra Competitiva - 279 Mostra
trânsito, contam piadas e declaram amor. Internacional de São Paulo, Brasil, 2003
Todo dia, a língua portuguesa renasce em Seleção Mostra Competitiva - Festival do Rio,
bocas brasileiras, moçambicanas, goesas, Brasil, 2003
angolanas, japonesas, cabo-verdianas,
Seleção Oficial - Festival "É Tudo Verdade"
portuguesas, guineenses. Novas línguas Brasil, 2002 '
mestiças, temperadas por melodias de
Grande Prêmio da Lusofonia - FamaFest,
todos os continentes, habitadas por deuses Portugal, 2002
muito mais antigos, e que ela acolhe como
Exibição hors-concours - Festival Internacional
filhos. Língua da qual povos colonizados
de Documentários de Lisboa, Portugal, 2002
se apropriaram e que devolvem agora,
reinventada. Língua que novos e velhos
imigrantes levam consigo para dizer certas ln http://www.tvzero.com

coisas que nas outras não cabe. Toda noite,


duzentos milhões de pessoas sonham em
português. Algumas delas estão neste
filme.

88
VAMOS "VIAJAR" PELA LÍNGUA PORTUGUESA ...

1. o documentário "Língua: Vidas em Português" fala-nos da Língua Portuguesa no mundo.


Para compreender melhor o papel da Língua Portuguesa no mundo, leia algu mas afir mações e
excertos deste documentário e faça os exercícios propostos.

1.1. Leia as afirmações das caixas e comente- as.

89
. !idades do mundo lusófono: Mia Couto
h das seguintes persona . "L' Vd ,
2. Leia os excertos dos testemd uVn ·1ºase Teresa Salgueiro, dados no documentário ingua: , as em
José Saramago , Martinho a 1 , .
ês " De seguida, faça os exerc1c 1os.
Portugu · , . ·ndique com um O se as fra ses são
- to do documentar10 e 1 .
2.1. Leia, com atençao, um excer t rriJ·a todas as informações incorretas.
verdadeiras ou fa lsas. Oralmen e, co

MIA COUTO (escritor moçambicano)


gente aqui da ilha que nunca at;avessou ~
Nós estamos na ilha da lnhaca. Esta é a mar para ir ver a capital do pais qu~ esta
ilha da lnhaca , deste lado . Atrá s, quase a1.1.. . a 30km. E cada vez que há uma viagem
.
simbolicamente, é a ilha dos Portugueses, destes, dos mais velhos, aqui, nesta praia,
como se fosse uma espécie de ilha a que há uma espécie de cerimónia , como se
eu posso regressar, que é a minha própria fosse despedir de alguém que vai para o
ori gem. outro lado do mundo.
Atravessando esta ... separando estas duas Eu acho que a língua portuguesa é, hoje,
ilh as há um canal. Nesta ilha, eu vivi e talvez uma das línguas europeias com
trabalhei durante alguns anos. Eu volto ... maior vivacidade, com maior dinamismo,
volto muitas vezes e agora volto mais como não por causa de uma essência especial
escritor do que como biólogo. do português, mas por causa de uma razão
Estamos a 30km da cidade de Maputo, vê-se histórica do ...
Maputo daqui, portanto, aquilo que é o lugar Aconteceu o Brasil, em que, digamos,
simbólico da modernidade, da construção de Portugal deu origem a um filho maior do que
uma nação moderna, que tem parlamento, o próprio pai, não é ... a língua passou a ser
partidos políticos, bandeira, hino, etc., está 1 gerida por outros mecanismos de cultura ...
aqui mesmo. E aqui deste lado começa um Depois aconteceram os países africanos que
outro país, uma outra nação ... que é uma , introduziram na língua portuguesa alguns
nação que tem referências profundamente fatores de mudança, coloração que tornam
outras e que de alguma maneira tem de o português, realmente, uma língua que
casar com aquela que está ali. E há muita
aceita muito ... que é capaz de introduzir
tonalidades e variações que enriquecem
muito a língua portuguesa, não só do ponto
de vista linguístico, mas quanto ela pode
traduzir de culturas.
O que foi notável foi que depois de um
processo histórico que está para além
da língua, como é que estas culturas se
mestiçaram e que a certa altura o português
perdeu o dono, quer dizer dono, felizmente,
e namorou no chão, e namorou na poeira do

-- Brasil e namorou também aqui , na poeira


de Moçambique ...

ln documentário "Língua: Vidas em Português"


(texto transcrito)

190
a) Mia Couto já morou na ilha d I h V F
a n aca.
b) Atualmente, Mia Couto vai m .t
o seu trabalho de biólogo. u1 as vezes a esta ilha para desenvolver □□
c) Comparando com Maputo, a ilha da 1 , □□
e moderno. nhaca e um lugar desenvolvido

d) A ilha da lnhaca e a cidade de Maputo I I" □□


oca izam - se em países diferentes.

e) Para este moçambicano, a língua portuguesa é estática, não muda.


□□
f) Segundo Mia Couto, a diversidade cultural d , □□
torna a língua mais pobre. os falantes de lingua portuguesa
□□
g) A língua portuguesa apresenta variantes de acordo com
□□
os povos que a falam.

3. Leia um excerto do testemunho de José S


aramago e complete com as seguintes palavras:

JOSÉ SARAMAGO (escritor português, Prémio Nobel da Literatura)

Lisboa é ao mesmo tempo muitos _ __ _ _ __ reunidos num espaço, mas ao mesmo tempo ,
muitos tempos _ _ _ _ _ _ num tempo ... E é, sobretudo, uma - - - - - ~ Eu continuo a encontrar
em Lisboa aquilo que eu _ _ _ __ _ na memória: certos lugares, certas ruas, certas praças, certas
_ _ _ _ ___, certa luz ...
Quase me apetece dizer que não há uma - - -- - - - -- - - ~ há línguas em português. Não
se fala da mesma maneira no _ _ _ _ _ _ de Portugal do que se fala no Sul. Não há um pad rã o. É uma
língua que _ _ _ _ _ _ de como ... inevitavelmente, teria de passar, claro, por _ _ _ _ _ _ segundo
os lugares onde a falam , as culturas, as influências, _ _ _ _ _ _ isso não tira nada à evidência de que
se trata do corpo da língua portuguesa, é um corpo _ _ _ _ _ _ pelo mundo.
Nós temos sempre necessidade de pertencer a alguma coisa e parece que a liberdade plena seria de não
pertencer a _ _ _ _ _ _ nenhuma! Mas como é que se pode não pertencer à língua que se _ _ _ _ ___,
à língua com que se comunica e, neste caso, à língua com que se _ _ _ _ _ _? Pensemos que são, no
_ _ _ _ _ _ séculos de pessoas a falar português, muita coisa se perdeu evidentemente
nosso ca So , - , ,
mas aquilo que os _ _ _ _ _ _ e as bibliotecas guardam dava para passar _ _ _ _ _ _ a vida intei ra
mergulhado na língua portuguesa ...

ln documentário "Ungua: Vidas em Português" (texto transcri to)

91 1
4. Leia o te to e, de seguida, escolha a resposta adequa da.

Janeiro chamada "Serra dos Pretos F


orros
MARTINHO DA VILA (cantor brasileiro) na Boc_ a do Mato.,, Então, se fo r m ou urna
Eu nasci numa fazenda. Na mocidade, meu comu~ 1dade que ficou con versa ndo. E
pai era colono. Na língua, no port~guês _ ouvindo histórias de Duas Ba rrasu
cresc,
mesmo de Portugal, colono é o colonizador Enta o~e~ sa í daqui com 4 e voltei com 30:
e aqu i, no interior do estado do Rio, co lono Mas nao e ~orno se eu ... cheguei num lugar
é quem t rabalha na terra . desconhecido. Eu cheguei aqu i como se
Nasc i aqui, mas eu fu i pequenino para o chega num lugar ín timo já. Porque o qu
Rio de Janeiro morar lá. Então, quando eu faz .ª. memó r ia é a pa lavr a, a con vers:
fiquei famoso eu falei : "eu nasci em Duas fa mili ar ... aq uela... a cul t ura que passa
Barra s, estado do Rio de Jane iro ." E eles boca a bo ca...
fizeram uma festa na cid ade para me Duas Barras, para m im, ass im, é o meu ,
receber e depois me disseram na casa onde o_ lu~ar onde eu me sint o me lhor hoj e ~-~
eu nasci. Aí, vim aq ui. Por sorte, minha
casa estava à venda e, por sorte maior,
t~'ª ~·
E o lugar que eu venho para conversa
m~dar de assunto, esses assuntos
era um preço possíve l de comprar. Então, corr,que,ros ...
eu compre i a casa ... então, hoje, eu moro Mas essa coisa de onde a gent
também aq ui. Eu moro assim em vários da origem tem u . e nasceu,
'? E - , m peso muito grande não
lugares; eu moro lá no Rio de Janeiro, eu e .. .. ntao, aqui eu m . . ,
. e sinto assi m co
moro aqui, eu moro por aí. .. no mundo ... se estivesse voltando para a b . mo
Aqui era uma região que era muito cafeeira, minha mã e ... arr, ga da
e os fazendeiros acabaram com as roças Eu hoje já andei ·á d · .
de café e se transformou tudo em pasto. tod ... J an e, os conti nentes
os e tal. .. mas onde e
Então, fo i quando surgiu aquele êxodo de
os_ país~s onde eu gosto ~eg~:~: :~s~ o,
pessoas saindo do campo para as grandes se, se e a força da lín - g , nao
cidades, e a minha família também foi nessa da lusofonia Eu . gu~, sao os países
leva. E meu pai foi, eu tinha 4 anos, ele saiu todos ele . VeJo uma identidade entre
s ... no gosto ... pelo mod
daqu i e fomo s morar numa favela no Rio de gosto musical o ... no
, no gosto gastr , .
gosto literário... onom,co, no
Eu moraria tranquilament
Maputo, em Luand e ~m Moçambique,
em Lisboa... a ou na Ilha do Sa l. .. ou
Então e' .
) ' uma co,sa ·
1'i portuguesa fez ass im que a língua
' , d.is t antes que f . - man t eve o s pa,ses,
,- 1caram m ·t
r.,. .~ se comunicar pratic u, o tempo sem
'~ ela é muito recente .amente, essa ligação,
~~ Agora o mistério é c
,, orno tudo permaneceu ...
ln documentário "L'
ingua• Vid
. as em Português"
(texto transcrito)

92
o a) nu ma ci dade brasilei ra.

o b) no c ampo.

o c) num aldeamento t urístico.


o d) nu m hospital.

4.2. O pai de Martinho da Vila

□ a) era um colonizador português.

□ b) dedicava-se à agricu ltura.

□ c) não falava a língua portuguesa.

□ d) era português.

4.3. Quando voltou pa ra Duas Barras, a sua terra natal, Martinho da Vila

O a) fez um a f esta aos amigos.


D b) teve oportunidade de conhecer a casa onde tinha nasci do e acabou por comprá-la.
D c) teve sorte e conseguiu vender a casa onde t inha nasc ido a um bom preço.
D d) alugou a casa onde tinha nascido.

4.4. Qu ando a família foi para o Rio de Janeiro, Martinho da Vila

D a) era fazendeiro de uma roça de café.


D b) ti nha 30 anos.
D c) foi v iver para uma favela.
D d) já lá v ivia .

4.5. Ao voltar ao seu local de nascimento, o cantor

D a) ficou surpreendi do com o desenvolvimento da região.


D b) sentiu-se num lugar desconhec ido, pois ti nha saído de lá com 4 anos e voltou com 30.
D c) achou que as pessoas falavam muito e contavam muitas histórias.
D d) sentiu-se familiarizado, pois tin ha ouvido muitas histórias daquele lugar.

4.6. Este brasileiro famoso

D a) viaja muito, por isso gosta de todos os continentes.


D b) gosta de música, de gastronomia e de literatura.
O e) prefere viajar para os países de expressão portuguesa.
O d) nunca visitou outro país lusófono além do Brasil.

93
4.7. Martinho da Vila

O a) aceita facilmente a idei a de vi ver num pa ís lu sófono.


O b) já viveu em Maputo, Luand a, na ilha do Sal e em Lisboa.
D c) acha tranquila a vida em Maputo, Lua nda, na ilha do Sal e em Lisboa .
D d) não gostava de viver num país de língua por tugu esa, porque não encontra semelhanças
entre eles.

~ No texto seguinte, são referi das algumas semelhanças e diferenças entre Port uga l e o Brasil.
Leia a opini ão de Teres a Sa lgue iro e, ora lm ente, id entifique alguns aspetos que ap rox imam
e que afa stam estes doi s povos/ países.

TERESA SALGUEIRO (cantora portuguesa,


ex-vocalista do grupo Madredeus)
Nó s, os portu gueses, gostamos de nos
reconhecer nos brasileiros e vice-versa.
Quando simpatizamos uns com os outros
Mas ent r e Portugal e o Brasi l, embora
e acho que isso é comum ...
~alando o mesmo i dioma, eu ac ho que
Também não posso dizer que haja uma
isso também é aquilo que nos liga, não
identificação total porque são culturas
totalmente diversas ... e o Brasil é um país é, fa larmos a mesma língua, mas ela não
multicultural, não é... É enorme, como eu é falada da mesma mane ira . E pe n s o
dizia, penso que tem tradições de culturas que, quando esta mos nos comu ni ca ndo
muito diferentes de norte a sul. Portugal sentimos isso, não é, essa von t ade d~
t ambém é assim, mas é um país muito a~r~xi_mação e , ao mesmo te m po , a
mais pequeno ... d1stanc1a que existe entre as duas maneiras
de ser.
ln documentár io "Língua: Vidas em Português"
(texto transcr ito)

94
VAMOS OUVIR ...

Algum as palavras usadas no Português do Bras il são dife re ntes das palavras usadas em Português
Europeu. Neste texto, fala-se sobre essas diferença s. Ouça, com atenção, e faça corresponder os
vocábu los de cada coluna. Associe - os, também, à imagem correta.

PORTUGUÊS EUROPEU PORTUGUÊS DO BRASIL

1. autoclismo a) xícara

2. hospedeira b) banheiro

3. chávena c) açougue

4. atacador d) descarga

5. talho e) goleiro

6. canto (futebol) f) aeromoça

g) torcida
7_ guarda-redes

h) cadarço
a. claque

i) escanteio
9. casa de banho
1. Com a ajuda de um dicionário ou através de uma pesquisa na internet, descubra outras diferenças
lexicais entre o Português Europeu e o Po rtuguês do Brasil e faça a correspondênc ia.

PORTUGUÊS DO BRASIL
PORTUGUÊS EUROPEU

1. fotocopiar a) garota, moça

2. elétrico b) rapariga/garota de programa

3. dormitar c) xerocar

4. conservador d) geladeira

5. telefone público e) suco

6. prostituta f) bonde

7. passeio/calçada g) orelhão

8. rapariga h) ponto de ôn ibus

9. cunha i) pistolão

1O. interessado/apaixonado j) grama

11. disposição k) café da manhã

12. frigorífico 1) chope/chopinho

13. imperial m) calçadão

14. pequeno-almoço n) bala

15. sumo o) legal

16. telemóvel p) cafona

17. autocarro q) celular

18. paragem de autocarro r) trem

19. comboio s) vidrado

20. porreiro, fixe t) astral


21. relva u) ôn ibus

22. petisco v) t ira- gosto


23. rebuçado
w ) cochilar

96
VAM OS LER E FALAR ...

1. Leia os seguintes textos sobre as variações do português e converse com os seus co legas. Faça
uma pesquisa e:
Em Angola, a bicicleta do Brasil é a ginga, em
Portugal também pode ser biela, numa linguagem
informal, e em Moçambique é a burra.

No Brasil, amarram-se os cadarços. Já e m


Portugal e em Moçambique ata-se o atacador.

Em Portugal, vai - se ficando na fila e perdendo


a bicha. No Brasil, é melhor ficar na fila e em
Moçambique é bicha e fila , co m dire it o ao
ver bo bichar.
Em Portu ga l, apanha - se o autocarro , e m
Moçam biq ue o machimbombo e, no Brasil, o
ônibus.
Em Moçambique, toma-se o mata-bicho, no Brasil
toma-se o café da manhã e em Portugal temos
direito a um pequeno-almoço.

Em Portugal, fala-se ao telemóvel, no Brasil e


em Moçambi que pede- se o número do celular.

No B r as il e em Portugal, as meninas
usam tranças no cabelo; já em Angola
usam gingidu.

No Brasil e em Portugal, sofre-se de uma ressaca


e em Moçambique é a babalaza que é chata.

Em Moçam bi que , xidzakuas são cachaceiros


no Brasil e, em Portugal, uns simples bêbedos.

Em Portugal, o dinheiro pode ser chamado de


pilim ou massa, em Moçambique de taco e em
Angola de kumbu, mas se pa ss armos para o
Brasil, o dinheiro muda de gén ero e passa a ser
a grana.

..
No ~rasil, se o chama;em para beber com alguns
amigos _em casa, ha uma reu ni ãozinha . Em
Moçambique, há uma banga ou um social e
, em
Portuga 1e apenas uma festa em casa.

Uti~ize a privada, mas só no Brasil, porque se


estiver em Portugal ou em Moçambique use a Em Portugal, põe- se o doce no pão, no Brasil, a
sanita. geleia na bolacha e em Moçambique nada melhor
do qu e djam com pão de sura.
Se não consegue algo, diga "não co nsigo",
mas só se for brasileiro e português, porque 0 O português e o brasileiro ficam "sem nada para
moçambicano desconsegue. No Brasil, pergunte fazer", já o moçambicano f ica desprogramado.
por um banheiro. Em Moçambique e em Portugal é No Brasil é chiclete , em Portugal é pastilha
mesmo necessário perguntar pela casa de banho. elástica e em Moçambique é chuinga.
As cuecas femininas são atraentes, mas só em Estes são alguns exemplos das diferenças, mas
Portuga l, porque no Brasil e em Moçambique existem mais expressões características de cada
a mulher só usa calcinha. Cuecas são para os país. Tente desco br ir e conhecer o "toque de
homens. mágica" qu e cada país deu ao seu português.

ln htt p://eportuguese.blogspot.pt/ 2011/08/isto-e-


portugues.html (texto adaptado)
em maka não significa isso que alguém já
TEXTO 2
tenha ido de charola para o hospital. Apenas
[Lusofonias] que, na barafunda, toda a gente desconsegue
7 vozes do português: aproximações para de se fazer entender. C..J Não vamos dar
futuros encontros mais exemplos. Parece-nos bastante c laro
Falado atualmente por cerca de 200 milhões que, mesmo tratando-se de uma única
de pessoas, em todo o mundo, o português língua, existem diferenças de país para país.
tem importância por razões culturai s e C..J Imaginamos que alguns, mais pur istas,
económicas. É a se ta língua mais falada do irão dizer que mu itas das palavras incluídas
mundo. O seu peso linguístico, dividido por neste léxico são estrangeiras. A esses não
uma pluralidade de geografias e culturas, podemos de ixar de lembrar que embora o
cria, naturalmente, grande riqueza vocabular. português seja uma língua lat ina, cresceu
C...) na mestiçagem. A quem este argumento não
Assim, um português não se deve admirar
parecer_tolerável, agradecíamos, então, que
se , em terr as de Vera Cruz, pedir um nos enviasse um exemplo de uma qualquer
pequeno - alm oço e o seu interlocutor
fras~ portuguesa totalmente sem infiltrações
brasileiro desesperar ao tentar perceber
(ou inovações e enriquec imentos, conforme
(ou entender) que raio de refeição deseja.
o ponto de vista), que séc ulos de convívi o
É melhor dizer, desde logo, que gostaria
com outros povos lhe trouxeram. Entretanto
de tomar o seu café da manhã, e verá que
para todos , boas v iagens (de autocarro,
tudo corre sobre rodas. ônibus, machimbombo ou outros) e u~
Do mesmo modo, um brasileiro que chegue
kandando maningue apertado.
a Portugal não deve ficar surpreendido se
ao pedir a informação sobre onde encontrar
ln http://ciberduvidas.sapo.com/lusofonias.php?rid=349/
um banheiro, lhe indicarem qualquer praia
Emília Ferreira (texto adaptado)
vigiada. Claro que será mais facilmente
entendido se disser que procura uma casa
de banho.
As diferenças não acabam aí. No meio
da confusão geral que pode nascer numa
conversa inocente, quando um angolano fala
VAM OS FALAR ...

1 Por que razão(ões) decidiu aprender português?

2 Quais as vantagens que tem (poderá ter) em falar português?

3. Gostava de ir viver para um país de língua portuguesa?. Qu a[?. J ust·f· lh


1 ,que a sua esco a.

4. Acha que em Portugal vivem muitos imigrantes?

5. Por que razão(ões) imigraram?

6. Acha que mantêm os hábitos e algumas tradições da cultura de origem?

7. E os seus filhos? Que tipo de educação recebem e quais as suas expectativas?

VAMOS OUVIR ...

Nota: (informação cultural para a compreensão do texto): Muitos chineses que imigraram para Portugal dedicam-
-se ao comércio: muitos são proprietários de restaurantes chineses e outros são donos das chamadas "Loj as dos
Trezentos" - loj as de produtos muito baratos (a maioria fabricados na China). Estas lojas são designadas por "Lojas
dos Trezentos", porque antigamente muitos dos seus artigos custavam apenas trezentos escudos, a moeda antiga
portuguesa. Atualmente, estas lojas mantêm a designação, apesar de a moeda usada ser o Euro (trezentos escudos=
1,5 Euros). Estas lojas são equivalentes às lojas das 15 patacas. em Macau.

1. Veja o vídeo e escolha a resposta adequada.

1.1. Estes jovens descendentes de chineses têm

D a) hábitos diferentes dos adolescentes portugueses.


D b) uma rotina semelhante à dos jovens portugueses.
D e) um dia a dia mais ocupado do que os jovens que vivem na China.
D d) uma rotina diária pouco preenchida e com muitos tempos livres.

1.Z. Os adolescentes entrevistados têm

□ a) idades diferentes.
D b) a mesma idade.
D c) uma diferença de idade de vinte anos.
D d) idades compreendidas entre os 13 e os 20 anos.
1.3. A jovem entrevistada, a Patrícia, . .
. ois tem muitos amigos chineses.
□ a) identifica- se mais com a c~ltur~ chinesa, p tros adolescentes chineses.


. . ld d de comun,caçao com os ou
b) tem d1f1cu a es t ses embora não se sinta portuguesa.
□ c) estabeleceu muitas relações de amizade com os por ugue '


d) sente- se portuguesa, porque mora e estuda em Portugal.

1.4. Os dois rapazes


D a) identificam-se, claramente, com a cultura chinesa.
□ .
b) têm uma posrça~o d'1ferente em relação à sua identidade.
D c) identificam-se mais com a cultura portuguesa.
D d) sentem-se divididos entre as duas culturas.

1.5. Os portu gueses são considerados

D a) mais con servadores do que os chineses.


D b) mais abertos do que os chineses.
D c) mais faladores, mas muito impulsivos.
D d) mais trabalhadores do que os chineses.

1.6. Para os chineses, a língua portuguesa é

D a) fácil, porque é a sua língua materna.


D b) complicada, apesar de ter regras gramaticais idênticas às do chinês.
D c) útil, porque podem comunicar com a família e com os amigos.
D d) difícil, porque o sistema verbal das duas línguas é muito distante.

1.7. Segundo estes jovens,

D a) tanto os portugueses como os chineses revelam ainda, de certa forma, uma opinião
desfavorável em relação à cultura do Outro.
D b) nem os portugueses nem os chineses têm preconceitos culturais.
D c) o aumento do número de chineses em Portugal levou a um sentimento de desconfiança
dos portugueses em relação à cultura chinesa.
D d) a comunidade chinesa e a comunidade portuguesa tiveram sempre relações estreitas
e próximas.

1.8. Estes adolescentes

□ a) tencionam dar continuidade aos negócios dos seus pais.


□ b) têm objetivos variados.

□ c) estão indecisos, uma vez que ainda não têm quaisquer projetos para o futuro.
□ d) planeiam voltar para a China.
VAMOS FALAR ...- - -- ------

Leia agora o seguinte texto sob re os chin •


eses que vivem em Portugal.

■ Relacione o vídeo com o texto.

De norte a sul, de este a


oeste, são mais de 20 sempre o ano novo chinês e vivenciamos
mil ~s chineses que muitas _tradições em comunidade», explicou.
vivem, trabalham «Os chineses costumam juntar-se todos os
e se divertem anos durante o mês de janeiro para celebrar
em Portugal. o Ano Novo; aqui no norte costumamos ir
A comunidade é para o Casino da Póvoa».
cada vez maior e são Y Ping Chow explicou que, em Portu gal,
_poucos os que, um os chineses educam os filhos na cult ura
dia, ainda esperam portuguesa, aprendem em escolas
voltar. y Ping Chow é um portuguesas e, por isso, existem muitos
dos exemplos vindos do , «chineses de segunda geração» que, apesar
Oriente, de uma pequena de não esquecerem as origens , est ão
cidade perto de Xangai, cada vez mais «aportuguesados». Y Ping
que trouxe na bagagem para Chow tem três filhos e or gulha-se de
Port~gal os negócios e uma grande vontade lhes proporcionar formação superior em
de t~1unfar. Há 45 anos em terras lusitanas, diversas áreas, mas teme pelo futuro dos
Y_ Ping Chow, de 53 anos, Presidente da negócios de famíl ia.
Liga dos Chineses, é o rosto da comunidade. A comunidade chinesa, antigamente vinha
Começou por estudar economia, mas não para Portugal só com o objetivo de ganhar
dinheiro, mas atualmente já se integram
chegou a terminar o curso. Atualmente
na sociedade, apesar de o fazerem de uma
é dono de um restaurante na zona do
forma muito «única». «Os chineses não
:orto e reúne esforços com o objetivo de
querem roubar o pão dos po rtu gueses;
influenciar as autoridades portuguesas
a comunidade sob r evive de uma forma
em relação aos problemas da comunidade
autónoma, porque cria os seus próprios
chinesa.
negócios, mas dentro da sociedade
O avô de Y Ping Chow morreu com 105
portuguesa, sem tirar nada a ninguém».
anos e este mostra a mesma persistência.
Chegou a Portugal em criança, mas as raízes
ln http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/historias-de-
orientais ainda persistem, «celebramos
- imigracao/imigracao-como-vivem-os-chineses-
- em-portugal (texto adaptado)

103
VAMOS FALAR ...
Embora de uma forma diferente dos joven s do v íd eo, voc ê tem também contacto com a língua e a
cultura portuguesa.
Partindo da sua experiência, escolha um dos segui ntes temas e faça uma reflexão pessoal sobre:

AMOS OUVIR ...

Vej a a notícia.

1.1. Complete o quadro.


40

1
Nome do Empresário:

Motivo para imigrar:

Sector de atividade:

Destino das vendas:

Razão para o sucesso:

Origem dos produtos


comercializados:

Características/Aspetos
de Portugal apreciados
pela comunidade chinesa:

104
1.2. Nesta notícia são referidas 1 ~~-~~~~....
a gumas express~ .d.
s:;.-~-- -----------------
oes I iomáticas. Identifique-as.

□ a) Apetece-me tanto isso como ir à China.

□ b) Ter pontualidade britânica.

□ c) Em Roma, sê romano.

□ d) Ser amigo de Peniche.

□ e) Ver-se grego para ...

□ f) Deixar/ficar com os olhos em bico.

□ g) De Espanha, nem bom vento nem bom casamento.

□ h) Isso, para mim, é chinês.

□ i) Despedir-se à francesa.

□ j) Perder o seu latim.

□ k) <Fazer) Um negócio da China.

□ 1) (Ser) Para inglês ver.

2. Oralmente:

■ justifique a utilização das expressões usadas no vídeo·•

■ explique O significado de cada uma das expressões.

• VAMOS FALAR ...


1. o jornal Expresso, um semanário português, publicou uma reportagem sobre o empresário chinês
(Chen Jian) que viu no vídeo. Para o conhecer melhor, leia uma parte desse texto e faça o seguinte
trabalho de grupo.

1.1. É di stribuída uma parte de um texto a cada grupo, que a deve ler para, de seguida, resumir
oralmente a informação à turma . Os alunos devem conversar, fazer perguntas aos colegas e
responder sobre a parte do texto que leram. No fim, todos devem preencher um quadro com
as informações mais importantes.

105
MADE IN CHINA

Uma viagem às fábricas onde são feitos


os artigos com que a Ch ina inunda o
mundo guiada por um empresário chinês
em Portugal
Quem percorre as autoestradas do Sul da
China, às vezes, pensa que se enganou no
que mantêm os cerca de 30 milhões de
caminho e foi parar a outro lugar qualquer.
chineses no estrangeiro. «Como eu, muitos
Nos outdoors, modelos ocidentais, de olhos '
vivem entre os dois países».
redondos, anunciam marcas com nomes em 1,
Chen deixou a China em 1989. Estudou
inglês - Eastern Carne!, K'great, Fairy Fox,
contabilidade enquanto trabalhava em part-
J&J Footwear, Ever Profit lnternational.
Parecem nada ter a ver com o sítio onde
-time num banco. Foi cozinheiro na Austrália.
se encontram. Mas têm, precisamente E os seus conhecimentos económicos
porque estão ali, no Sul da China, onde as 1 só voltaram a ser-lhe úteis anos mai s
fábricas não param de crescer, laborando 1 tarde, quando se decidiu pela Europa e, em
dia e noite, invadindo o mundo com o selo f Portugal, se tornou empresário de import-
Made in China. Aqueles reclames estão lá i -export de produtos do seu país natal.
para os homens de negócios que vêm de I' Chen explica que está obrigado a esta vida
todo o mundo à procura do lugar onde se i de caixeiro-viajante porque não se fazem
fabrica barato. t bons negócios ao telefone . «É preciso
Chen J ian e a mulher, Zhou, fazem estas conversar com as pessoas, discutir preços».
estradas várias vezes por ano, para se E acrescenta: «Sobretudo procuro qualidade
abastecerem dos produtos que vendem para vender na Europa». Na sua carrinha de
em Portugal. Dono do Centro Comercial nove lugares, transporta mais de 200 quilos
da Mouraria, em Lisboa, e do armazém de de catálogos de fornecedores chineses.
revenda Chinatown, este empresário vive De cada vez que vem ao seu país, Chen
em Porto Alto desde 1992, com a família. sente as coisas cada vez mais mudadas.
«Sou um huaqiao», diz. Em mandarim não As estradas que percorre são sempre
se usa a palavra emigrante, diz- se chinês acompanhadas de fábricas, a prova viva
ultramarino, acentuando a ligação à pátria do tão falado crescimento económico do
p~ís - o maior do mundo, a par da Índia.
«As vezes, chega a ser difícil encontrar a
KAZAKHSTAN
morada que procuramos, porque tudo mudou
em semanas». Chen diz isto porque está à
procura da Unitex, em Quanzhou, onde ele e
a mulher compram roupa de bebé para uma
loja que vão abrir no Freeport, em Alcochete.
«Este fabricante fornece a Sonae», explica
Zhou à entrada da cidade. C..J

106
PARTE 2
Dave Chan, sócio-gestor de uma fábrica na
China, fala a linguage~ dos negócios. Tem
35 anos, faz parte de uma nova geração. A encomenda estará pronta em três meses
Li cenc i ou-se numa un iversidade local - as máquinas da fábrica estão habituadas a
em Relações Comerciais Internacionais. coser de acordo com o gosto internacional.
Trabalhou três anos para um patrão, até Dave Chan conta que os ingleses «gostam
que decidiu ser a cabeça da galinha em vez de cores pastéis», os franceses são «mais
da c auda do dragão. Estabeleceu- se por fashion, mais exigentes». E os portugueses?
conta própria com uma fábrica pequena, «A Sonae gosta de algodões».
apenas para ex portação. Não precisou de O negóc io é fe chado com o tradicional
sair do país para f icar ri co. chá verde e latas de coca-cola. Chen
A gora, as rou pas que fabri ca iluminam- se consegue «um pr eço de jeito». C..J Cada
com as etiquetas de marcas internacionais. peça sa i da fábr ica chinesa a cerca de
A s que a Son ae vend e em Portugal, a um euro e será vendida na Europa por
Basics e a Ha ppy Bear . Mas t ambém as dez vez es mais. Dave consegue preços
dos armazéns franceses Le Halle e Tati , muito baixos pagando salários baixos: no
ou da cadeia britânica Mamas and Papa s. máximo, 70 euros. Esta é a outra face da
Fábricas como a de Chan, a Unitex, são g lobalização. Na Europa e nos Estados
0 alicerce da cadeia produtiva. Fazem
Unidos, os t rabalhadores são despedidos
produtos anónimos para que outros lhes porque o seu trabalho se tornou caro. Na
acrescentem os valores de mercado. Ch_ina, um traba lho numa destas empresas
Chen e a mulher querem adaptar o que se privadas, mesmo mal pago , é a ún ic a
faz na Unitex ao gosto dos portugueses. esperança para milhões de trabalhad ores.
«Isto fora da caixa, que eles não gostam, «Nove em cada dez dos nossos empregados
este fato sem pés, lá não faz muito frio». vêm de regiões agrícolas, onde os salários
são mais bai xos», diz o pa trão.

10.'Z
PARTE 3
UMA CIDADE ARMAZÉM
A empresa de Chen tem a sua sucursa l
chinesa em Yiwu, uma cidade duas horas a
sul de Xangai, na província de Zhejiang. Em
1982, o Governo transformou esta cidade
num grande armazém. Todo o comér ci o
e algumas casa s foram substituídos por
27 mil lojas de r evenda , onde 60 mil
fabricantes e grossistas de todo o país
expõem o que têm para vender. Yiwu é
a montra do Made in China. Chen está
no paraíso dos comerciantes. «Aqui há
de tudo à venda, tudo o que se possa
imaginar». Quarteirões inteiros dedicam-se
a várias especialidades - roupas, bijuterias,
brinquedos, artigos de decoração. E há
ainda três enormes feiras permanentes.
Grande parte do que os portugueses
compram nas lojas chinesas, em Portugal,
vem de Yiwu. Assim como o Natal português
deve ser quase todo decorado nesta cidade. pragmáticos C..J. Nos armazéns de Yiw u
«Nest as coisas, as pessoas estão sempre encontram-se lado a lado emb l emas
à procura das últimas novidades e querem islâmicos, budas, ícones ortodo x os e
cada vez mais barato», explica Chen, que imagens hindus ... Num dos stands, Chen
este ano já encomendou seis contentores descobre à venda as Nossas Senhoras de
que chegarão a Portugal em setembro. C...) Fátima que encomendou no ano passado a
Os homens de negócios chineses são um fabricante de cerâmica, mas que no final
recusou porque «estavam muito feias».
Apesar de nunca termos ouvido falar dela,
Yiwu deve ser a cidade mais cosmopolita
da China. Ao pequeno- almoço, os hotéis
parecem um festival interétnico. Europeus,
americanos, asiáticos e africanos partilham
as mesas e os tradicionais pasté is de
massa e f eijão doce.

108
PARTE 4
VIWU
A firma de Chen está localizada no rés do
chão de um dos enormes hotéis. Além de
ser um importador e exportador de bens,
Chen também é uma espécie de transitário,
que ajuda homens de negócios ocidentais Estes chineses ultramarinos foram
a lidar com a burocracia chinesa e a levar os primeiros a aproveitar o enorme
a mercadoria comprada na China para os desenvolvimento da economia do seu país.
seus países. Acumulavam a experiência de quem vivia
Dez empregados tratam-lhe dos negócios entre os dois mundos e tiveram a sorte de
nos longos períodos em que está em ter visto a explosão industrial a começar
Portugal. Mas quando vem a Yiwu, Chen no Sul, de onde vem a maior parte deles.
faz questão de receber os clientes. Através As zonas costeiras, com as chamadas
deles, percebe como vai o mundo. Há áreas económicas especiais, são a cabeça
um greco-canadiano de Toronto, Alex do dragão chinês - 90% do investimento
Andrianos, que diz que vai começar a estatal está concentrado no litoral.
levar produtos de primeira necessidade Zhejiang, a província onde Chen nasceu,
para o Iraque. «As pessoas não têm ideia na cidade de Wenzhou, tornou-se uma das
do que é aquele país. Lá falta tudo. Não mais bem sucedidas, com várias zonas de
há uma única fábrica a funcionar». E não desenvolvimento. Dos 11 mil Mercedes e
é perigoso?, quer saber Chen. «Vou levar BMW vendidos em toda a China no ano
a cabeça debaixo do braço», diz o outro, passado, três mil foram comprados por
usando a expressão americana para a empresários daquela região. Além de 20
máxima prudência. Em Yiwu descobre-se Ralis Royce e um Lamborghini, que sozinho
um mundo de negócios e necessidades custou 588 mil euros. As grandes marcas,
reais que continua a funcionar apesar como a Gucci, a Ferragamo, a Hugo Boss e
das guerras, das divisões religiosas e dos a Versace, já se mudaram para Zhejiang e
conflitos diplomáticos. nos centros comerc iais da reg ião vendem
tanto como nas melhores ruas de Pequim
C...)
Yiwu é ponto de encontro de chineses ou Xangai.
de todo O mundo. No hall do hotel, Chen A fama de "Eldorado" chinês correu e
'
encontra Liu Jingyung, que tem uma loja todos os anos, chegam à região vários
na Amadora, e Jiang Guohua, que vem milhares de trabalhadores migrantes em
bastecer-se de bijuterias para o seu busca de emprego.
:rmazém na Rua da Palma, em Lisboa. Chao (._.)

Xiangang, 0 fornecedor de brinquedos, Chen Jian: «Na minha cidade produzem- se


oferece a todos uma sessão de karaoke. 70% dos óculos de sol vendidos na Europa
A cidade está pre parada para receber e 80% dos isqueiros de meta l. Há mais
homens sozinhos, negociantes ch ineses ou menos cinco mi l fábr icas de sapatos».
que gostam de beber e cantar_ para um O que se vê, aliás, ch ega como prova.
ecrã . Entre vários campei - os brindes que Wenzhou transformou - se numa metrópole
obrigam o conviva a engolir tudo de uma de avenidas largas, arranha- céus e prédios
vez - Chen e os amigos ca ntam canções altos, num molde que parece ser usado
tradicionai s. <..J por toda s as cidades no Sul da Chi na. <..J
PARTE 5
O REGRESSO DAS TARTARUGAS DO MAR
Chen trabalha sem parar, em Wenzhou,
Porto Alto, Lisboa, Xa ngai , em todos os
lugares por onde espalhou a sua rede de
negócios. <..J
«Ele nem sequer consegue tirar férias»,
di z L1 Xuang, um ex- colega de escola Praticamente só os vejo à volta de uma
que esteve 25 anos a estudar e traba lhar mesa», diz, num desses jantares de matar
no estrangeiro. Li é aquilo que agora se saudades que Chen organiza quando vai
chama um haiguipa1, ou tartaruga do mar, o a Wenzhou.
neolog:smo que se inventou para descrever À volta da mesa rodam mais de dez
o fenomeno dos chine ses com educação pratos diferentes. Não há sinais de crise.
super or que tinham deixado a China e, A refeição é servida por um grande
agora, decidiram abandonar as economias grupo de empregados num dos muitos
estagnadas dos países desenvolvidos para restaurantes de luxo que abr iram nos
aproveitar as excitantes oportunidades que últimos anos em Wenzhou. Enormes salas
a patr,a-mãe lhes oferece. decoração dourada, aquários imensos - ta~
A e 2003 voltou um terço, 140 mil dos parte da tradição que só se coma o peixe e
450 mil que tinham saído do país desde o marisco que se vê vivo. Os restaurantes
1978 . Grande parte deles veio com as têm nomes à volta da palavra haotu, que
multinacionais que salivam pelo gigantesco
quer dizer homem rico e feliz.
mercado chinês. A lnterbrew, cervejeira
~e lga onde Li é vice-presidente para a
area do marketing, acaba de instalar-se
e~ ~enzhou e já produz, nas suas quatro
fabricas chinesas, 500 mil milhões de
l1tr~s. Isto é mais cerveja do que a casa-
-mae - que é dona, nomeadamente, da
belga Stella Artois - vende em toda a
Europa.
«~o meu discurso de tomada de posse
disse aos trabalhadores da fábrica que
n_unca na vida esperava voltar à minha
c1da~e», conta Li. «E aqui estou». Só que
depois de estudar em Manchester, tirar o
mestrado na Universidade de Vanderbilt
no~ EUA. e trabalhar na Holanda - n~
He1neken - e em Singapura - na Kodak
~-ª S_hell e na Asia Pacific Brewers - Li
J~ nao estava ha,bituado ao desenfre~do
ritmo
a · chinês.. «E só trabalho · O s meus
m1~os não Jogam golfe como eu nã
praticam ténis . Nem tê m f ins
' , o
de semana.

110
PARTE 6

PRÓXIMA ESTAÇÃO, XANGAI


A última aventura de Chen é Xangai, a
cidade mais desenvolvida da China. E a
verdadeira imagem da felicidade é o seu
amigo Ju Linfa, a esbracejar perante os
novos edifícios que crescem na terceira
maior metrópole do mundo. «Isto é bonito,
não é? Ainda vai ser melhor! Xangai vai
ser a cidade mais linda do mundo!» Ju é
administrador da área de Fengpu-Jianghai
e repete a frase, puxando a manga de Chen,
o novo investidor, que sorri da figura do
cinquentão de cabelo azeviche, todo vestido
de preto, com idade para ter juízo.
Ju Linfa está numa excitação, exagerando
o tamanho da Torre Jinmao, chamando-lhe
o «edifício mais alto do mundo» - é «só»
..."
Entretanto, Chen não quer ficar alheio ~
o terceiro - ou abanando as mãos em nova revolução chinesa . Por isso, esta
frente do estádio que leva 88 mil pessoas, também em Xangai. O empresário acabou
ou nos condomínios fechados com nomes de comprar lojas na zona de Fengpu-
como Buckingham Villas. E Ju vira-se -Jianghai, uma espécie de Parque das
para Chen e diz: «Se tu tivesses ficado Nações, perto de um condomínio fechado
na China estarias dez vezes mais rico do e de um hotel de luxo que se chama Palm
que estás hoje!» Beach.
Chen não pretende sair de Portugal. Pelo Chen Jian gosta de ver os ch i nese_s a
contrário, quer ser um pivô entre os dois saírem da casca. Fica parado, na marginal
países. «Gostava de fazer um entreposto junto ao seu empreendimento, à ~eir~ do
comercial entre empresas portuguesas e rio Huangpu, a observar fam ílias intei ras
chinesas . Portugal podia tornar-se uma que soltam papagaios de papel no novo
porta de entrada da China na Europa». terreiro especialmente desenhado para este
divertimento tradicional chinês. Os vento_s,
aqui, lançam alto a esperança. E Chen nao
tem dúvidas: «De cada vez que venho ao
meu país acho as pessoas mais felizes».

ln Expresso, Catarina Carvalho


(texto adaptado)
Partindo do exemplo do empresár io Chen , este texto dá-nos a conhecer outros empresár ios
chineses e descreve as mudanças económicas da China, especialmente de algumas cidades do
Sul do país.

2.1. Cada grupo lê apenas uma parte do texto e, de seguida, resume-o sem recorrer ao documento
Os colegas registam as infor mações mais importantes. ·

- , - .EMPRESÁRIOS CHINESES REFERIDOS /


INFORMAÇÕES SOBRE A SUA VIDA OU ATIVIDADE
I .
MUDANÇAS ECONOMICAS DA CHINA (
PROFISSIONAL CIDADES MENCIONADAS E SUAS CARACTERISTICAS

' No texto são ref ·d ,


er1 as a1gumas expressões traduzidas da língua eh . E . .
inesa. xplique o seu significado.

■ "... decidiu ser a cabeça da galinha em vez da cauda do dragao


- ... "

■ "As zonas costeiras são a cabeça do dragão chinês ... "

■ " ... tartarugas do mar ... "


3.1. Atente na s ·
. . egu1nte expre ssão d0 "
significado . texto: Chen consegue um . . ,,
preço de Jeito . Explique o seu

112
3.2. Leia agora outras expressões fixas com a palavra preço e r elac ione-as com o seu sign ifi cado .

EXPRESSÕES
COM A PALAVRA PREÇO SIGNIFICADO

1. preço de fábrica a) barato


2. preço fixo b) deixar-se comprar ou subornar
3. ao preço da chuva c) custe o que custar
4. ao preço da uva mijona d) valor pré-determinado, não sujeito a variação

e) valor de um produto quando vend ido diretamente


5. não ter preço
ao público, sem intermediários

6. a preço de ouro f) excessivamente barato

7. preço proibitivo g) ter um preço muito elevado, ser muit o caro

8. ter em preço / em alto preço h) ser muito valioso

9. (alguém) ter um preço i) estimar, apreciar

10. a qualquer preço j) ter um preço elevado, excess ivo

VAMOS OUVIR ...

Vai ver uma notícia com duas histórias de imigração. Ouça-as e identifique, as informações dadas
em cada caso.

1.' IMIGRANTE

País de origem:

Tempo de permanência
em Portugal:

Razão para imigrar:

Atividade profissional:

Família:

Percurso de vida:
2.' IMIGRANTE:

Nome:

País de origem:

Tempo de permanência
em Portugal:

Atividade profissional:

Família:

Ocupação dos
tempos livres:

- 1 VAMOS FALAR ...

7 Atente na frase da notícia que ouviu:

"Voltaram e abriram um salão de chá, onde se encontram


saberes e sabores de duas culturas."

E no seu país? Conhece alguns exemplos


de cont act os/mi sturas/influências de
diferentes culturas? Fale sobre eles.

- 2 VAMOS FALAR ...


1 Nos vídeos anteriores, ou viu v ári os
imigrantes que v iv em em Po r t u ga l.
Todavia, ao longo da sua História, Portugal
foi marcado pela e mi g r ação . A l iás ,
Portugal é, muitas veze s, caracterizado
co mo um país de em igrantes.

Sabe qual é a diferença entre imigrante


e emig r ante ? Oralmente, exp l ique o
s ignifi cado destas palavra s.
VAMOS OUVIR ...

Veja o vídeo e identifique .

Quando começou a
dançar ballet:

Quando saiu de Portugal:

Local onde se formou:

Local onde vive


e o motivo:

Horário de trabalho:

Países que já visitou ao


serviço desta companhia:

VAMOS FALAR ...

1 Esta bailarina realizou o seu sonho, mas vive longe do seu país de or igem e, por isso, tem saudades
de algumas coisas. Indique-as.

1.1 . E você? Gostava de viver noutro país? Onde? Porquê? Acha que também sentiria saudades?
De quê?

1.2. Em grupo faça uma pequena pesquisa sobre a emigração portuguesa. Procure informações
sobre os diferentes destinos dos emigran tes portugueses ao longo dos tempos e sobre os
motivos que os levaram a emigrar.
VAMOS FALAR ...
Partindo dos temas anteriores, o que pode dizer sobre a sociedade portuguesa na atua li dade?
Acha que é mu lticultural? Justifique a sua respo sta .

VAMOS OUVIR ...

1 Vai ouvir partes de um documentário que faz algumas referências a determinados momentos/
®~ /acontecime ntos da Históri a recente de Portugal. Para o compreender me lhor, antes de ouvir o
(!) texto, ligue essas datas/acontecimentos à informação correspondente. Se t iver dúvidas, faça urna
pequena pesquisa na internet.

ACONTECIMENTO/
DEFINIÇÃO
/MOMENTO HISTÓRICO

a) Processo de reconhecimento da independênc ia da s


1. Ditadura (Estado Novo) colónias e que levou ao regresso , a Portugal, de ma is
de meio milhão de cidadãos portugueses.

b) Dia em que, no, ano de 1974, se instaurou a democ rac ia


2. 25 de Abril em Portugal. E conhecido como o Dia da Liberdade
ou a "Revolução dos Cravos". '
3. Guerra Colonial (1961-1974) c) Regime político de Portugal entre 1933 e 1974.

d) Conflito armado entre Portuga l e as colónias em África


4. Descolonização (1975) ~Angola, ~oç~mbique e Guiné-Bissau), que lutavam pela
ind~pendenc1a. Este conflito só terminou com o 25 de
Abril (chamada Guerra do Ultramar , antes de 1974).

PARTE 1

1.1. Ouça o texto e assinale com um


se as frases são verdadeira f
a sua escolha. sou alsas. Oralmente, explique

V F
a) Com a chega da de alguns imigrantes começaram a f . .

□□
b) azer- se v1nd1mas no D
Ouvem - se portugueses h ouro.
a c orar enquanto pisam as uvas.
c) A produção vinícola é urna atividad
d) At I
l .
e exc us1vamente masculina
□□
ua mente, em Portugal, ai nda h , . -
a prof,ssoes reservad
. □□
e) Em termo s religio sos p t
, or uga l é um país livre .
as aos homens.
□□
□□
PARTE li

1.2. Atente agora na caracterização feita da sociedade ortu .


um 9 as afirmações adequadas. p guesa nos anos 60 e assinale com

1.2.1. A sociedade portuguesa dos anos 60 é uma sociedade em mudança devido:

□ a) ao desenvolvimento da economia ·
'
□ b) a um novo regime político;

□ c) à imigração da população de outros países europeus;

□ d) ao crescimento do emprego na agricultura;

□ e) ao aumento do consumo;

□ f) a novos hábitos e costumes trazidos pelos turistas estrangeiros;

□ g) à imigração clandestina em massa para Portugal;

□ h) à dim inuição do número de visitantes oriundos de outros pa íses;

□ j) à em igração de portugueses para o estrangeiro;

□ j) à guerra colonial.

PARTE Ili

1.3. Ouça o texto e assinale com um 9 se as frases são verdadeiras ou falsas . Corrija as falsas
oralmente.

V F
a) A imigração de estrangeiros para Portugal foi uma das ma iores mudanças
dos anos 20.
□□
b) A guerra colonial deu a muitos jovens portugueses novas possibilidades,
como estudar, con duzir ou aprender uma profissão.
□□
c) Em termos de mentalidade e costu mes, a sociedade portuguesa dos anos
60 era mais aberta e moderna do que a soci edade angolana.
□ □
d) o comportamento das mulheres em Portugal e em Angola era semelhante. □□
e) Em Portugal era frequente ver uma mulher a conduzi r.
□□
PARTE IV

· l e com u m
1.4. Ouça o texto e assina as afirmações adequadas.

D a) Nesta altura, as mulheres deixaram de almoçar.

D b) As mulheres assumiram um papel mais ativo na sociedade.

D c) A educação melhorou e massificou-se.

D d) As condições de vida das pessoas pioraram .

D e) O acesso à cultura generalizou- se e diversificou-se.

D f) A sociedade portuguesa manteve-se conservadora e fechada .

D g) A perm anência de muitos estrangeiros em Portugal é um


facto novo na história do país.

D h) Atualmente, encontram-se diferentes línguas, hábitos e culturas na sociedade portuguesa.

D i) Há lugares frequentados exclusivamente pelos imigrantes que se encontram a residir em


Portugal.

D j) Os espetáculos e programas televisivos são, na sua ma1or1a, oriundos dos Estados


Unidos da América.

L k) Estudar numa universidade da Europa é, hoje, uma possibilidade para muitos jovens
portugueses.

D l) A economia portuguesa é fechada e dependente do Estado.

PARTE V

1.5. Ouça o texto e escolha a resposta adequada.


1.5.1. Antes do 25 de Abril
'

□ a) Portugal era um país com colónias em África, porque a sociedade portuguesa era multirracial.
□ b) poucos africanos residiam em Portugal.

□ c) a população portuguesa era, maioritariamente, oriunda de países africanos.


LJ d) Portugal não tinha colónias em África, porque era um país fechado .
1.5.2. A descolonização

O a) foi feita por 60 mil portugueses.

O b) foi um período feliz para as pessoas que regressaram para Portugal.


O c) foi feita em 1975.

O d) provocou uma guerra civil em Portugal.

1.5.3. Ourante a descolonização

O a) muitas pessoas de nacionalidade portuguesa regressaram a Portugal.


O b) muitas pessoas de naturalidade portuguesa emigraram para África .
O c) 600 mil portugueses voltaram para Portugal porque tinha m lá fam iliares a vive r.
O d) as pessoas não tiveram qualquer apoio das autoridades por tuguesas .

1.5.4. As pessoas que foram para Portugal

O a) integraram-se facilmente na sua nova vida.


D b) tiveram muitas dificuldades na viagem devido
ao clima .
D c) enfrentaram muitos problemas, mas
adaptaram-se.
D d) não conseguiram recomeçar uma nova
vida.

1.5.5. Muitas pessoas, quando deixaram África,

□ a) abandonaram todos os seus bens.

□ b) compraram terra e casa antes da partida.

□ c) arranjaram emprego no Governo.


d) tiveram tempo para preparar a sua partida e tinh am planos bem
definidos para o futuro .

1.5.6. Nos anos 80,


a) jovens americanos foram trabalhar para Portugal.
b) pessoas oriundas das ex- co lónias portuguesas e do Brasil imigraram para Portugal.
□ e) jovens brasileiros nascidos em Portugal emigraram para os países africanos de língua
□ portuguesa.

o d) muitos portugueses foram trabalhar para o Brasil e para Áfri ca.


1.5.7. Nos anos 90,

D a) os europeu s de leste decidiram aprender portuguê s rap idamente .


D b) o fim do mundo soviético provocou a partida de vários emigrantes para a Europa de Leste.
D c) Portugal acolheu vários imigrantes do Leste da Europa.
D d) a União Soviética deixou de receber emigrantes europeus.

1.5.8. Os novos imigrantes

D a) têm, em média, mais habilitações do que a população portuguesa.


D b) especializaram-se em trabalhos duros.
D c) não aprenderam português apesar de viverem em Portugal.
D d) tiveram muitas dificuldades na aquisição da língua portuguesa.

1.5.9. Atualmente, a sociedade portuguesa

D a) é composta unicamente por pessoas oriundas dos países da União Europeia.


D b) é constituída exclusivamente por portugueses.
D c) tem apenas residentes estrangeiros.
D d) é constituída por pessoas de várias nacionalidades.

1.5.10. Os imigrantes que chegaram

D a) vivem e trabalham nas casas dos portugueses.


0 b) constroem paredes para as casas dos portugueses.
D c) integraram-se na sociedade portuguesa.
0 d) não se adaptaram e foram-se embora .

"
PARTE VI

1.6. Ouça e complete os quadros com dados de cada um dos imigrantes.

1.ª IMIGRANTE: Susana Esteban

Nacionalidade:

Local de trabalho:

Local de residência:

Profissão:

Idade:

2 .ª IMIGRANTE: Catherine Hen:k=e_ _ __ _ _ _ _ __ _ _ _ __ _ __ _ __

Nacionalidade:

Local de trabalho:

Local de residência:

Profissão:

- -- - -- - ~-----==- ~
3.ª IMIGRANTE: Lídia Panea

Profissão anterior:

Profissão atual:

Local de residência:

País de origem:

Motivo para imigrar:

PARTE VII

1.7. Complete com as palavras que vai ouvir.

Os _ __ _ _ _ que vieram para Portugal são, na maior parte, imigrantes _ _ _ __ ___, tal
como os portugueses o foram. _ __ _ _ _ à procura de trabalho e a fugir de - - -- - -
condições de vida.
A maioria dos imigrantes _ _ _ _ _ _ dinheiro para casa. Uns querem, um dia, - -- - - -
ao seu país de origem , outros querem _______ em Portugal.

A família Chen, tal como a maioria das famílias chinesas, vive do _ _ _ _ _ _ _ Fala com
os familiares pela internet, _______ o jornal chinês e os filhos continuam a apr ender
_______ . Em poucos anos conseguem editar os seus jornais, abrir restaurantes ,
_ _ _ _ _ _ , mercearias e organizar os seus cultos - - -- - - - · Os seus filhos estão
na escola _ _ _ _ _ _ , mas não deixam de falar a sua
- - - -- - -

Muitos imigra ntes que estão em Portugal vão de férias aos seus _ _ _ _ _ _ _ ; quando
podem, votam cá nas suas eleições. Africanos e brasileiros _ _ _ _ _ _ _ as grandes cidades
e o Algarve, enquanto os europeus de leste se encontram _______ por Portugal. A sua
chegada à portuguesa teve resultados positivos. Aumentaram a _ _ _ _ __
e substituíram os portugue ses nos trabalhos mais
Ao contrário do que mu itas vezes - - - - - - - nos jornais e na te levisão, a ma ioria dos
st
imigrantes não con itui . Ap esar das dificuldades, conseguem legalizar- se e são
~ - - - - - de meio milhão.

Porém, todas as - - -- - - - em massa pod em trazer problemas; qu ando descontroladas


podem provocar - -- - - - , como, ali ás, tem aco nteci do em mu itos países _ _ _ _ __
A responsabilidade pelos conflito s pertence a todos: quem _ _ _ __ _ estrangeiros pode ter
dificu ldades em perceber _ _ _ _ _ _ _ diferen tes dos seus; quem se insta la _ _ _ _ __ _
país pode ter dif iculdades em . É difíc il, ao mesmo
tempo, ad otar os costumes _ _ _ _ _ _ _ e preservar a sua
ident idade, ser ao mesmo tempo e euro peu; / /

ser ao mesmo tempo ucraniano e português.


A abertu ra _ _ _____ da sociedade portuguesa é, talvez,
o co rte mai s _ _ __ ___ com a nossa história dos últi mos
séculos. Há liberdade e na sociedade portuguesa.

r
.

VAMOS FALAR ...

"A responsabilidade pelos conflitos pertence a todos: quem


recebe estrangeiros pode ter dificuldades em perceber modos
diferentes dos seus; quem se instala noutro país pode ter
dificu ldades em adaptar-se."

1. Pen se neste tema e fale sobre as vantagens e os pro blemas


que os imigrantes e os países que os recebem podem sentir.

2. Trabalho de grupo : Escolha apenas um dos seguintes te mas.

2.1. No seu país há est ra ngei ros falantes de portu guês?


Prep are um pequeno gu ião de entrevi sta pa ra fa lar co m
algun s. Proc ure obt er informações sobre o seu país
de origem, os mot ivo s que os levaram a imigrar, a sua
adaptação, o seu modo de vida atu al, os seus proj etos
futuros, etc. Ap resen te os resultados da entrevista à tu r ma.

2 _2 _ o seu país tem histór ias de imi gração e/ ou emigr ação? Fa le sobre alguma(s).
VAMOS FALAR ...

1. Tendo em conta os testemunhos dos estrangeiros que ouviu nos vídeos da unidade ante rior, qual
é, no geral, a opinião deles sobre:

■ Portugal;

■ os portugueses.

1.1 . E a sua? Como caracteriza os portugueses?


1.2. Já viveu alguma(s) experiência(s)/acontecimento(s) que o podem
ajudar a descrever este povo? Conte o que aconteceu e quais as
suas conclusões.

2. Leia, agora, o seguinte texto.

125 1
i
t

126
~

3. Procure e, oralmente, identifique no texto uma frase/um período com a seguinte informação.

a) A amabilidade é uma característica do povo português.


b) Quando esteve em Portugal, o autor teve um acidente.
c) Uma mulher portuguesa defendeu-o, independentemente de ele não ser português.
d) Um colega dele ficou admirado porque conseguiu recuperar um bilhete de avião que lhe tinha
sido roubado.
e) Um chinês apaixonou-se por uma portuguesa.
f) O autor lembra-se ainda de muitos portugueses e acontecimentos agradáveis passados.
g) Os portugueses são um povo triste e melancólico.
h) Os portugueses têm, simultaneamente, qualidades muito diferentes.

4. Procure:

4.1. nos quatro primeiros parágrafos palavras ou expressões sinónimas de:

a) talvez
b) personalidade, qualidade distintiva
c) lembrança
d) observado, visto
e) interferiu, intercedeu
f) pessoa da mesma pátria
g) aborreci menta
h) incluía
i) meigo, carinhoso
j) relativo a Portugal

4.2. nos três últimos parágrafos palavras ou expressões antónimas de:

a) pessimista
b) alegria
e) efémera
d) centralidade
e) desenvolvimento
f) realistas
g) insensíveis
h) fáceis
j) cansaço, tédio
j) complexos
1,


1
.. '.'l:C'
Leia n vam n~ i . to , com um círculo, identifique as característi cas atribuídas aos portugueses.
0

OS PORTUGUESES SÃO CARACTERIZADOS PELO(A) SEUCSUA) ...

pontualidade solida riedade egoísmo


an ipa ia violência

inveja hones tidade intolerância


or ulho af tuos1dade arrogância

otimismo ma ldade sensibilidade agressividade


com r ensào

alegri a deslealdade fraqueza hipocr isi a agilidade


idea smo

organização frontalidade humildade

lrid que. oral ente, outras caracte rísticas que não constam do quadro e que são refer idas no texto.
Jus ' que.

PARA CONH ECER A LÍNGUA ...

Co a aj uda de um dicionário, preencha o seguinte quadro seguindo o exemplo.

NOME ADJETIVO ANTÓNIMO CNOME> ANTÓNIMO <ADJETIVO>


1 1 1

antipatia antipático simpatia simpático

pontu alidade

ot imismo

maldade

intolerânc ia

alegria

deslealdade

hi po crisia

organização

humildade
-

128
z. Este tex~o_ te~ ~lgu_mas expressõ:_s fixas ou idiomáticas. Tendo em conta o seu uso e com a ajuda
de um dic,onario, ligue a expressao ao significado correspondente.

EXPRESSÃO
SIGNIFICADO

1. puxar a brasa à sua sardinha a) dizer o que se pensa; dizer a verdade

2. desaparecer na sombra da noite b) não refletir, não pensar mu ito sobre algo

3. não pensar duas vezes c) dizer mal de algo/a lguém; crit icar

4. ganhar alguns pontos d) sair rapidamente sem que se note

5. saudades das águas passadas e) obter vantagens; tirar proveito

6. não ter papas na língua f) tentar que uma decisão/ação beneficie o próprio

7. má-língua g) sentir nostalgia em relação ao passado

VAMOS FALAR ...

1. Leia os 6 textos seguintes e oralmente:


1.1. Indique quem (nalguns casos pode indicar mais de uma pessoa) acha que, no geral, os
portugueses:

■ não têm uma mentalidade e uma maneira de ser muito diferente do seu povo;

1.Z. Compare estas opiniões com o texto da página 125. Acha que são coincidentes ou diferentes?
Explique.

1.3. Concorda com estas descrições? Justifique.

129
MASAIUKY KONDO, JAPÃO
O «mais ou menos» português
Masaiuky Kondo, um japonês de 51 anos,
conheceu Portugal, percorrendo-o de
1
«mais ou menos»: as horas são "mais ou
Lisboa a Bragança durante um mês. De
menos", o trabalho é " mais ou menos"
regresso ao Japão, não tinha qualquer ideia '
o pagamento é "mais ou menos". Se me
consistente para a sua vida. Tinha saído
de um emprego onde tinha trabalhado 17 atraso a pagar nas finanças, tenho de pagar
anos e era tempo de seguir a sua vida - ter uma multa, mas se se atrasam no meu
um negócio seu. «Vivi 20 anos em Tóquio. pagamento, ninguém me paga uma multa.»
É muito, muito stress ... » Neste momento, não pensa voltar. Seria
Masaiuky faz fotografia comercial e difícil reintegrar-se no competitivo mercado
publicitária e distingue dois tipos de da fotografia japonesa, depois de tantos
contacto com os portugueses: o pessoal e an~s de ausência. E a vida em Lisboa é
o profissional. «As ideias dos portugueses, mais barata, relaxada, mais fácil. Sente- se
o modo de ser, o sentimento de família não b~m c_á e ~ão se lembra de alguma vez ter
são muito diferentes dos japoneses. São sido d1scr1minado. Pelo contrário, é sempre
muito simpáticos e para beber é fácil. .. trat~do com grande simpatia. Mas já está
Mas para trabalhar é complicado.» Porquê? habituado a que na rua digam «Ó chinês,
«Organização. Os japoneses chegam 15 olha o chinês ... »!
minutos antes, os portugueses chegam
35 minutos, uma hora depois. Aqui é tudo ln Selecções Reader's Digest - Rev ista
(texto adaptado)
SIMON, INGLATERRA primeira semana a cidade foi-me muito
confortável. Senti-me bem a andar nas
«Acham-se menos do que são» ruas, comer, fazer as coisas simples. Antes,
Olho para o relógio e deixo passar as 4 da tinha vivido em França. Sentia-me sozinho,
tarde. São 4.06 quando dou sinal de vida. parecia-me que as pessoas não queriam
Que:º pAerceber a resistência de Simon, falar comigo. Não gostei da experiência.
um ,ngles que vive há 11 anos no nosso Aqui, ao contrário, nas lojas, numa situação
país, à impontualidade portuguesa. «Agora banal, estão interessados em conversar,

estou habituado aos pequenos atrasos ... fazem perguntas sobre Inglaterra, querem
conheço o ,quarto de hora português· ...» saber se gosto da comida, ficam contentes
Quinze minutos é o atraso normal a uma quando digo que gosto do país.»
reunião de trabalho. Mas se o encontro As pessoas são simpáticas: essa é a
for com amigos num bar, pode ser de uma primeira impressão. Simon veio para
hora!, diz-lhe a experiência. Portugal porque queria ensinar a sua língua
«Quando me mudei para Portugal, logo na a estrangeiros. Originalmente, pensou num

131
LUYDMILLA, UCRÂNIA

Saudades da neve
«O que penso dos portugueses? São
bons. Quando cheguei, não sabia dizer
uma palavra. Além de me darem trabalho,
ensinaram-me a falar português. São bem-
-educados e têm paciênc ia: dizem o que
fazer e explicam como fazer. Ou como se
va i para um sítio. Se uma pessoa quiser
que aqui lo que ela con hecia como sendo
trabalhar, ajudam - nos.»
inverno, temperaturas baixíssimas e neve
Os supermercados foram a primeira
consistente, não chegasse nunca. No ano
sur presa nos «d i as portugueses»
passado, al iás, foi à Serra da Estrela e
desta ucraniana. Nun ca tinha visto um
matou as saudades de ver neve. «Vou
es paço onde coin c idi ssem o talho e a
sempre em agosto à Ucrânia, há quatro
peixaria e os legumes - ma s nos dias
anos e meio que não via neve.»
que correm, as grandes supe rfícies já
estão na sua terra. E a seguir estranhou
ln Selecções Reader's Digest - Revista
(texto adaptado)

132
VAMOS OUVIR ...
. ·- de alguns portug ueses sobre O que significa ser português.
Va, ouvir uma videonotícia com a op1n1ao
Registe as características referidas.

- - - - - - - - -- - - ,
lhor compreensão do texto):
Nota: < nformação lexical para uma me I d ' ficuldades rapidamente e sem grandes
Oesenrascanço: [Informal] capacidade de solucionar problemas ou reso ver '

meros
«Nacional porrerrrsmo»: expressão informal usada mui tas vezes para de sc rever a s ·rm pat ia. a amab ili dade dos
portugueses. do adJetivo porreiro («fixe»)

SER PORTUGUÊS É...

VAMOS FALAR ...

1 A cha que há semelhanças/diferenças entre a sua opinião, a dos estrangeiros dos textos anter iores
e a posição dos portugueses entrevistados nesta notícia? Compare as respostas e converse com
os seus colegas.

2 E no seu país? Como é que as pessoas definem o seu povo? Pergunte a algumas pessoas o que
pensam sobre este tema e apresente as respostas à turma.

3. E os estrangeiros? Que opinião é que acha que eles têm sobre o seu país e o seu povo ? Tente
falar com alguns e com pare as respostas deles com a dos seus compatriotas.

134
VAMOS FALAR ...

Comente as seguintes imagens.

2 Para si, o que é mais importante para ser feliz?

nso sallde amor lazer sucesso amizade

consumo fama trabalho dinheiro família

135
Acha que seria mais feliz se ...

tivesse mais amigos/ viajasse ... para ... com ... tivesse mais tempo para ...
/um(a) namorado(a) ...

ganhasse o Euromilhões/ tivesse mais dinheiro para ...


conhecesse ...
---~-
/a lotaria ...

tivesse oportunidade para ... trabalhasse mais/menos...


fosse mais bonito(a} ...

VAMOS OUVIR ...

1. Veja a vi deonotícia e escolha a resposta mais adequada.

~
(D
1.1. Segundo o provérbio,

D a) o dinheiro é importante para a felicidade.


D b) o dinheiro não é importante para a felicidade.
D c) uma pessoa que dá dinheiro aos outros torna-se feliz.
D d) a felicidade depende dos especialistas.

1.2. De acordo com estudos feitos, as pessoas mais felizes

□ a) vivem em sociedades mais desenvolvidas.

□ b) vivem em países menos desenvolvidos.

□ c) desej am viver noutro país.

□ d) tencionam mudar o seu estilo de vida.

1.3. Para mu itas pessoas, a felicidade depende

D a) do consumo e da aquisição de bens materiais.


D b) do seu rela cionamento com as outras pessoas.
D c) do seu sucesso profissional.
D d) da sua int eligência.

136
1.4. Na opinião da primeira entrevistada, o consumo ajuda algumas
pessoas a

□ a) identificar os problemas.

□ b) resolver os problemas.

□ c) arranjar problemas.

□ d) esquecer os problemas.

1.5. A segunda entrevistada sente - se


mais feliz quando compra alguma coisa para

□ a) vender mais tarde.

□ b) oferecer a alguém.

□ c) emprestar aos amigos.

□ d) consumir consigo própria.

1.6. O investigador considera que a sociedade de consumo


moderna é

D a) fundamental para a felicidade dos seres


humanos.
D b) importante para o planeta .
D c) perigosa para o equilíbrio da natureza.
D d) desejável, porque as pessoas querem comprar
muitas coisas úteis.

2. Ouça os dois últimos entrevistados e indique o que faria feliz cada um deles.

~
~ 1.9 ENTREVISTADO 1 2.9 ENTREVISTADO

137 1
Escolha apenas as afirmações adequadas, tend o em con ta o vídeo .

□ a) Atualmente, as pessoas pensam cui dadosamente no que as faz fe li zes.

□ b) A sociedade atual leva as pess oas a terem um ritmo de vida mais int enso .

□ c) Vivemos preocupado s com o trabalho e o consumo .

□ d) A felicidade depende da atividade profissional e do salá r io de cada um .

□ e) Os jovens e os reformados são mais felizes do que as pessoas de 30 a 40 anos .

□ f) As pessoas mais felizes têm entre 30 a 40 anos .

□ g) As pessoas mais velhas não são fel izes por causa dos f il hos .

□ h) Aqueles que ganh aram o Euromilhões foram felizes para sempre .

□ i) A felici dade sentida por quem ganhou o Eu romilhões é temporária.

□ j) As pessoas que ganham o Euromilhões gastam o dinheiro todo em do is anos .

1 VAMOS FALAR ...

1. E no seu país? Acha que a opinião das pessoas seria semelhante ou diferente à do v ídeo?

Fa ça um pequeno inquérito a pessoas que conhece, de diferentes idades, e compare as suas


respo stas. Apresente os resultados à turma.

. . 21 VAMOS FALAR ...


1. Sabe o que é uma manifestação?

2. Quand o é qu e as pessoas fazem manifestações? Dê exemplos .

3. Nor malmente, como é que elas se sentem? Felizes e satisfeitas ?

VAMO S OUVIR ...

1. Ouça e, oralmente , identifique :


r:')
'--'ti,

138
? . No texto são usadas palavras ou expressões com o sign ificad o de pessoa amada. Identif ique-as
nas caixas.

alma-gémea amante noivo amado(a)

namorado

VAMOS FALAR ...

1. E no seu pa ís? Já assistiu a alguma manifestação deste género? Qual foi a ma nifest ação mais
insó lita e invulgar a que a assistiu?

2 . Concorda com a ideia do texto? O amor é importante? Porquê?

139
VAMOS FALAR ...
Observe esta imagem e diga o que há de comum
entre todas estas pessoas.

1&
i _a • ~
2. E você, sorri todos os dias? Quando é que
costuma sorrir mais? O que a/o faz sorrir?

3. Acha que no seu país as pessoas sorriem mu ito


ou pouco?

:Jifk " - 4. Para si , sorrir é ...

5. Costuma sorrir para os desconhec idos? Em que


~

situação (situações) o faz?

~-- ~- .. . ,~,
~ ,
6. Se alguém lhe pedisse para sorrir para um
desconhecido, você (responda a cada uma
1 -~ destas questões):
l 1' .~-
...,...,,.·~·~·'"'~'.
11
■ achava esse pedido normal ou insólito?

li. ...........---
sorria imedia~amen~e / recusa_va-se a sorrir /
antes de sorrir pedia uma razao para o fazer?
.~ ~,.::.:.:~;.;;.;.
■ esperava também receber um sorriso /
não reparava na reação da pessoa desconhecida?

7. E se esse pedido - sorrir para um desconhecido - fosse feito por um meio de comunicação soc ial,
o que pensava/fazia?

VAMOS OUVIR ...

Veja o vídeo e comp lete o quadro.

Tipo de iniciativa:

Iniciativa promovida por:

Quando:

Destinatários desta
iniciativa/mensagem:

Reação das pessoas:

140
VAMOS FALAR ...

1. Leia o seguinte texto e comen te- o. Leia também a canção dos Pólo Norte, Aprender a Ser Feliz, e
relacione-a com o texto.

O sorr iso é a forma de comun icaçã o mais que as pessoas não sorriem, mesmo se não
poderosa do mundo. Fala, sem nada dizer. estiverem alegres ou contentes? Um sorriso
Sent e e faz sentir. Dá coragem, força , nem sempre quer dizer alegria ... Um sorriso
alegria, bem-estar, felicidade e esperança. é uma forma de encarar a vida. <<Eu sorrio
Talvez a importância não esteja no sorriso, mesmo se quise r chorar. Sempre é melhor
mas na emoção por trás dele. Um sorriso do que andar com cara tri ste durante todo
verdade iro pode ajudar a enfrentar um o dia», dizia o meu avô e sempre fiz o que
medo, pode ajudar a tomar uma decisão ou ele me ensinou . Não serve de nada andar
pode simplesmente dar felicidade. Muitas com uma expressão sem vida, que apenas
vezes, quando estou em baixo e parece que causa más impressões. Um sorriso? Um
nada me pode animar, alguém (um amigo sorriso não dói , não magoa e pode ajudar
ou um familiar) sorri e esse sorriso dá- a tornar o dia de uma pessoa mu ito mais
-me força. Não é um sorriso de felicidade feliz . Com efeito, está provado que um
ou de alegri a, é simplesmente um sorriso sorriso verdadeiro por dia torna as pessoas
de força, um sorriso que demonstra que mais felizes . É como água ou comida ...
aquela pessoa estará sempre ali, enquanto Precisamos do sorriso para sobreviver.
as coisas más continuarem. Para mim, é o
sorriso mais verdadeiro do mundo. Porque é /n http://c lu bedosc r í at ivos.b logspot.pt/ 2010/ 01/
ímportancia-do- sorris o- html, Inês Rocha

2. Lei a agora a letra da canção dos Pólo Norte, Aprender a Ser Feliz,
e relacion e-a com o texto anterior e com a sua forma de estar na vida.

APRENDER A SER FELIZ Bem vês, companheira,


Andar, nesta estrada Eu parto sozinho,
' Percorro o destino
Por caminhos incertos
Tão longe e tão perto ' Às vezes sem querer.
Do que eu quero ser.
Talvez, também queira,
Cantar, uma balada Cantar- te baixinho
' Dar-te o meu carinho
De sonhos despertas,
E tudo esquecer.
E braços aber tos
Para te conhecer
Mas na verdade estou aqui pra t e sentir ,
Para te ver a sorrir.
Mas na verdade estou aqui pra te sentir,
Para te ver a sorr ir.
Estou aprender a ser feli z,
Aqu ilo que eu vou ser ningu ém me diz
Estou aprender a ser feliz,
A guitarra que só toca por amor
A qui lo que eu vou ser ninguém me diz
Não acalma o desejo, nem a dor.
A guitarra que só toc a por amor
Não acalma o desejo, nem a dor.
Pólo Norte
141 1
VAMOS FALAR ...

1 Para muito s o am or é sinón imo de fel icidade . Ma s


quem nunca so freu um desgosto de amor? E quem
não ouviu histórias trágic as de amor? Você con hece
alguma? Conte- a.

? Segundo uma das mais famosas lendas da Hi stór ia


de Portugal, Inês de Castro fo i protagon ista de uma
trágica história de am or.

Conhece esta lenda? Sabe o que aconteceu? Se sabe,


reconte-a . Se não sabe, co mente a let ra, procu rando
descobrir quem foi Inês de Cast ro .

INÊS

Todo o poeta, ou escritor


Todo o ator, ou escultor
Sonha um dia
Am ar assim
Sonha ter
A lguém para si

Todo o cantor, compositor


Largava tudo
Por esse amor
Por um dia amar assi m Quando o poeta sentir a dor
Por um beijo Da mais antiga histór ia de amor
Num banco de j ard im Só, então, vai entender
Por que Inês amou até morrer
Mas o amor
Não é para qualquer um Mas o amor
Ser ar tista Não é para qualquer um
Não é uma vantagem Ser artista
Os artistas amam um dia Não é uma vantagem
Vendo o amor apenas de passage m Os artistas amam um di a
Vendo o amor apen as de passagem

l u[sa Sobral e António Zambujo


VAMOS IMAGINAR E CONTAR ...

Se não sabe, imagine ...

Os intervenientes foram: Inês, Pedro, Constança, O. Afonso IV 1


(rei), conselheiros do rei .
Partindo desta informação, imagine : quem eram est as
personagens, as relações entre elas e o que poderá ter aconteci do.
Use a sua criatividade e conte uma história com esta s personagens.

VAMOS DESCOBRIR ...

1. Descubra, agora, a lenda de Inês de Castro e O. Pedro. Leia os parágrafos e organize o texto de
urna forma coerente. Depois, compare a história que imaginou/recontou com est a.

a) O. Pedro I foi o 8.º rei de Portugal. Uns chamaram-no de Justiceiro outros de Cr ue l.


Estas «alcunhas», ou cognomes, têm a ver com uma triste história de amor que viveu
1
quando ainda era príncipe. Tens curiosidade? Então lê a história de D. Pedro e D. In ês
de Castro, uma das mais famosas histórias de amor do mundo!
b) A história dos amores do príncipe começou com o casamento de D. Pedro com uma
princesa espanhola, D. Constança. Não existia amor entre os dois, uma vez que o
casamento foi arranjado pelos pais. Foi nessa altura que D. Pedro conheceu D. Inês de
Castro, uma das aias (dama de com anhia) de D. Constança, or uem se a aixono u.
e) Concluindo, a trágica história de D. Pedro e D. Inês inspirou poetas, escr it or es e
compositores em Portugal e no estrangeiro. Camões foi um dos primeiros escr itores a
celebrar a lenda, em «Os Lusíadas».
d) Apesar de ter perdido o seu grande amor, o monarca voltou a casar-se e teve vári os filhos,
legítimos e ilegítimos. Dois deles chegaram a reis: D. Fernando e D. João 1, Mestre de Avis.
e) O rei estava muito preocupado porque via que o povo tinha medo da influênc ia de
D. Inês, além do mais não estava nada contente com as guerras e a fome que se v ivi am
no reino. Assim se explica a decisão de D. Afonso IV de condenar D. Inês de Castro à
morte, influenciado or dois conselheiros.
f) No entanto, este novo casamento não acalmou o seu sofrimento, pois D. Pedro nunca
esqueceu a sua amada, Inês. Por isso, mandou construir o Mosteiro de Alcobaça, onde
fez um belo túmulo para D. Inês de Castro. Mesmo em frente mandou construi r o seu,
onde foi enterrado em 1367.
g) D. Pedro nasceu em 1320 e era filho de D. Afonso IV, que teve muitas dificuldades du rante
o reinado, por _causa de pestes e maus anos agrícolas. Viveu também muitas guerras na
con uista de Africa, or isso ueria muito agradar ao ovo.
h) Quando D. Pedro subiu ao trono, era muito cuidadoso com o povo, que go stava bastante
dele. Mas uma das primeiras coisas que fez foi vingar a morte de D. Inês de Cast ro
executando de modo cruel os ex- conselheiros do pai: mandou arranca r- lh es o coração!
Dizia ue era as sim ue se sentia desde ue D. Inês tinha morrid o.
i) De facto, D. Afon so tentou afa stá - los, proibindo D. Inês de vi ver em Port ugal. Mas ist o
não resultou e os dois co ntinuar am a encontrar- se. Diz- se que se casaram nesta altu ra,
mas ninguém sabe de certeza.
j) O mais sinistro de toda a história é que O. Pedro, como já era rei, elevou O. Inês de Castro
a rainha depois de morta e obrigo u toda a corte a beijar- lhe a mão, ou o que restava dela
( or ue O. Inês ºá tinha morri do há dois anos).
k) Porém, esta ligação amorosa não foi nada bem vinda. Todos tinham medo que D. Inês,
filha de um poderoso nobre espanho l, pudesse ter má influência sobre o príncipe .
Assim, quando O. Constança morreu, O. Afonso continuou a condenar o namoro dos
dois a aixonados.
D D. Inês foi , então, morta em Coimbra, num local hoje conhecido como a Quinta das
Lágrimas e onde os namorados ainda se encontram. -
m) Depois da execução de O. Inês de Castro, O. Pedro revoltou - se e declarou guer ra ao rei
e seu próprio pai. Felizmente, a paz voltou graças à rainha - mãe, que evitou o encontro
militar entre ai e filho.
ln www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Portugal&ID=130 (texto adaptado)

CURIOSIDADES ...

1. A hi~tória de O. Pedro e Inês de Castro é uma referência na cultura portuguesa, nomeadamente


na cidade de Coimbra. Leia o seguinte texto para compreender melhor esta lenda e O sign ificado
dos lugares onde os factos ocorreram.

OS AMORES DE INÊS,' ·~ O. Inês, fidalga galega que servia de dama


, t·• de companhia à mulher de O. Pedro,
r . O. Constança.
A Quinta das Lágrirt\a
margem esquerda do rr
·i A outra fonte da Quinta foi batizada por Luís
: de C~mões como «Fonte das Lágrimas»,
Coimbra. ;
t nascida das lágrimas que Inês chorou ao
Ocupa uma área de 18,3 hectares e tem um
palácio do século XIX, hoje um notei de luxo.
:i ser ª:sa~sinada. Segundo a lenda, o sangue
·: de lnes f1c?u preso às rochas do leito, ainda
Nos seus jardins encontram-se memórias
. rubras apos seis séculos e meio ...
desde o século XIV. Aqui podemos visitar
"" Os espaços da Quinta e do Palácio foram
as chamadas «Fonte dos Amores» e «Fonte
. recuperado~- nas décadas de 1980 e 1990.
das Lágrimas». A quinta e essas fontes
são célebres por terem sido cenário dos
~ E~ 1:95, foi inaugurado o Hotel Quinta das
. Lagrimas, da cadeia Relais & ChaAt eaux,
amores do príncipe O. Pedro (futuro Pedro 1 · .
co~s1derado como um dos melhores do
de Portugal) e da fidalga O. Inês de Castro,
pais. O seu restaurante o Arcadas .
tema de inúmeras obras de arte ao longo • , possui
uma estrela no Guia Michelin.
dos séculos.

A «Fonte dos Amores» tem este nome porque
o local presenciou os amores de O. Pedro e de ln Wikipédia (texto adaptado)

VAMOS CONTAR ...


1. Todos os países têm diversas lendas
O seu , t

· iz-se ate que muit
,I d ~
. pais em, certamente, muitas lend L b as en as sao a «memória de um povo».
explique a sua escolha . as. em ra - se de alguma?· Conte - a aos seus co 1egas e
,
Transcricões

dos Textos Audio e Vídeo
UNIDADE 1

VIDEONOTÍCIA: SUCESSO PROFISSIONAL: LUÍS DE MATOS (Faixa 4, Página 10)

O melhor mágico do mundo da última década é português e chama-se Luís de Matos. O ilusionista recebeu, em Coimbra, o
prémio Merlin, o mais alto galardão atribuído pela Sociedade Internacional de Mágicos, uma espécie de Óscar da Magia.
Todos os anos, a Sociedade Internacional de Mágicos escolhe o mágico do ano, mas de 10 em 10, a entidade responsáve l pelos
prémios que são considerados os Óscares da Magia vai mais longe e escolhe o mágico da década.
Desta vez, o prémio veio para Portugal, mais concretamente para Coimbra.
Presidente da Academia Internacional de Mágicos: "Este prémio é o Óscar da Magia. É o prémio mais prestigiante atribuído
no mundo da magia e alguns dos maiores mágicos já receberam este prémio. Incluindo David Copperfield, Siegfried e Roy, e
a lista continua ..."
Uma longa lista que começa com 100 nomes, depois com 10 e no final com um, português: Luís de Matos.
Luís de Matos: "Para mim, para a minha equipa com quem eu, deliberadamente, partilho este prémio integra lmente... eu sou
a face visível dessa equipa e... tudo aquilo que vimos, no vídeo, foram momentos muito intensos vividos por todos nós, para
tentar sair bem destes desafios, para tentar que nos proponham outro desafio a seguir. E, de facto, quando olhamos para aquele
vídeo, percebemos que nestes 10 anos nós fizemos muitas coisas diferentes e, algumas delas, eu acho que fizemos bem!"
Depois deste prémio, confessa, apenas, um sonho: daqui a alguns anos, os que forem precisos, entregar o mesmo galardão a
outro português, uma revelação feita no arranque de mais um Festival Internacional de Magia de Coimbra.
Notícia do Jornal da Tarde da RTP

ÁUDIO: PORTUGUESES PREMIADOS (Faixa 5, Página 10)

Cristiano Ronaldo

Obviamente, Ronaldo
Em 2008, ganhou e mandou largar os fogos na Madeira. Em 2014, chorou com o filho ao colo. Em 2015, sorr iu. Muito. E deixou
um aviso para 2016 ...
Agora a sério. Havia mesmo alguém que esperava outro vencedor? Impossível. Cristiano Ronaldo foi, em 2014, o melhor de
todos. Basta olhar para os números da votação dos jogadores, treinadores e jornalistas: 37,66% para Rona ldo, 15,76% para
Messi e 15,72% para Neuer.
O crescimento do miúdo que trocou a Madeira por Lisboa e Lisboa por Manchester ficou evidente no discurso de agradeci mento
da conquista da terceira Bola de Ouro aa carreira, depois das vitórias em 2013 e 2008. Ao contrário do ano passado, Ro naldo
não chorou. Sorriu, muito, e falou de forma tranquila, madura, demonstrando a ambição que o caract er iza.

Aos 29 anos Ronaldo quer mais. Quer chegar à quarta Bola de Ouro. Porque quer sempre mais. "Qual o melhor golo que já
" lh durante a cerimónia de entrega de prémios da FIFA E a res posta foi cla ra, disse que "o melhor
marcaste?. , perguntaram- e
é sempre o próximo golo que marcar".
ln http://expresso.sapo.pt (texto adapta do)

Eduardo Souto de Moura


· Pritzker conhecido como o Nobel da A rqui tetura. O prémio fo i ent regue pelo
Eduardo Souto de Moura rece beu o pr ém 10 •
Presidente Barack Obama que não poupou elogios ao estilo e também à obra do arquiteto português.
. d
Barack Obama, o Presidente dos Esta os
uni·dos da América , deu os parabéns a Eduardo Souto de Moura e revelou que também
gostaria de ter sido arquiteto.

145
Ao receber o prémio, Eduardo Souto de Moura lembrou o seu percurso.
O pré mio Pritzker consagra três décadas de trabalho de Eduardo Souto de Moura. Um trabalho que ele começou no atelier do
· · 'd · l'd de dos arquitetos e já fo i entregue a nomes corno
arquiteto Alvaro Siza. O prémio Prttzker quer consagrar em vt a a genta t a
Óscar Niemeyer, Jean Nouvel ou Norman Foster.
Hoje, Eduardo Souto de Moura ascendeu a este clube restrito: o dos melhores arquitetos do mundo.
Notícia do 24 Horas da RTP (texto adaptado)

Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos é a eleita de jornalistas estrangeiros


A artista plástica Joana Vasconcelos é a Personalidade do Ano. Foi escolhida pela Associação da Imprensa Estrangeira em
Portugal, que teve de decidir a atribuição do prémio Martha de la Cal. Este prémio tem como objetivo reconhecer a pessoa
ou instituição portuguesa que mais contribuiu para a promoção internacional da imagem de Portugal num determinado ano.

O galardão deste ano será entregue a Joana Vasconcelos.


De acordo com a Presidente da AIEP, Marie-Line Darcy, houve muitos nomes candidatos ligados ao universo das artes e da
cultura - nomes das áreas do cinema, da literatura, da moda e da música, mas Joana Vasconce los, pela projeção que teve
com a exposição em Versailles, em Paris, que contou com cerca de 1 milhão de visitantes, deu um brilho particular à criação
portuguesa. Segundo a AIEP, que reúne 57 jornalistas representantes de meios de comunicação de mais de 20 países, a
obra desta jovem artista plástica portuguesa é provocadora, irreverente, imaginativa, ousada, com muito sentido de humor e
transmite uma outra ideia de Portugal.
ln Público (texto adaptado)

ÁUDIO: ANÚNCIO PARA O MELHOR EMPREGO DO MUNDO (Faixa 6, Página 14)

Os anúncios que prometem o melhor emprego do mundo fazem sonhar.


O turismo da Austrália promete muitos euros por mês e alojamento numa vivenda de luxo, em frente ao mar. A ilha chama-se
Hamilton, tem longas praias de areia branca e temperaturas que nunca descem abaixo dos 25 graus. É uma das ilhas desabitadas
da Grande Barreira de Coral, a nordeste da Austrália.
O trabalho não parece ser dos mais cansativos. O candidato que for selecionado irá experimentar o que a Grande Barreira de
Coral e as ilhas da Barreira têm para oferecer. Por isso, é exigido alguém com espírito de aventura suficiente para ir nadar e
mergulhar nas águas da Grande Barreira de Coral e depois relatar as suas experiências.
Poucas horas depois da abertura desta vaga para o melhor emprego do mundo, centenas de curiosos inundaram o site do
turismo da Austrália na internet. Muitos já terão começado a planear as próximas férias e outros estarão a pensa r concorrer ...

Os candidatos têm até 22 de fevereiro para apresentar uma proposta em vídeo onde expliquem por que se consideram a pessoa
ideal para o melhor emprego do mundo.

Lembramos que o primeiro contrato é só por seis meses ...

Notícia do J ornal da Tarde da RTP (texto adaptado)

ÁUDIO: CANDIDATO VENCEDOR AO MELHOR EMPREGO DO MUNDO (Faixa 7, Página 14)

J á está na ilha Hamilton, na Austrália, o britânico que conseguiu, dizem, o melhor emprego do mundo: inc lu i casa de luxo na
ilha paradisía ca, vista para o mar e as únicas obrigações são alim entar peixes e limpar uma pisc ina. Para isso, vai receber 83
mi l euro s.

Ben Southall é provavelmente uma das pessoas com mais sorte no mundo, ou pelo me nos com O melhor empr ego. Já v iajou de
Bri sbane para a ilha Hamilton, na Austrália, onde vai passar os próximos seis meses. Pa ra zelar pela i lha, vai receber qualquer
coisa como 83 mil euros. Vai viver numa casa de luxo com vi sta para o mar. Ben apenas t erá que ali mentar os peixes, limpar
a piscina e rea li zar um vídeo por semana para um blogue sobre a ilha - uma vida de son ho, du rante seis meses.

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Ben Southall foi o escolhido para trabalhar na paradisíaca ilha de Queensland. O britânico ganhou o emprego criado pelo
governo australiano, depois de ser o melhor entre 34 mil candidatos. As únicas exigências eram: sabe r nadar, mergulhar e ter
um espírito aventureiro. Ben vai, agora, ser principescamente pago para viver meio ano nas imaculadas praias de areia branca
da ilha de Hamilton e dar uns mergulhos nas águas cristalinas à volta da Grande Barreira de Coral. É, com toda a certeza, o
melhor emprego do mundo.

Notícia do Jornal da Tarde da RTP (texto adaptado)

VIDEONOTÍCIA: NUMA FÁBRICA PORTUGUESA (Faixa 8, Página 17)

A ginástica laboral está a ganhar adeptos nas empresas portuguesas, apesar da resistên cia inici al de alguns gestores. Nos
últimos anos, dezenas de firmas foram conquistadas por esta moda, e a ginástica no local de tra balho ajuda, agora, a preven ir
acidentes e a dar motivação aos empregados.
Professor de ginástica: "Enche o peito ... Empurra bem as mãos lá para a frente ... Tenta tocar com o cotovelo no chão, quem
é que consegue? Vamos lá abaixo, sempre mantendo as costas direitas ... ir abaixo ... aquele que voc ês gostam muito ... ir lá
abaixo ... calcanhares no chão ... e vir para cima ... "
"Isto é uma alegria."
"Porquê?"
"Porque é bom; a gente diverte- se. É bom ... "
"Faz bem mais a quê?"
"Faz bem a tudo, aos ossos ..."
"Devia ser era todos os dias."
"Porquê?"
"Porque acho que é essencial para a nossa saúde e para o trabalho que a gente tem aqui dentro."
São dez minutos de exercícios, duas vezes por semana e sem transpirar. O suficiente, diz esta empresa de ginástica labora l,
para diminuir os acidentes de trabalho, o absentismo nas empresas e aumentar a motivação.
E passados 6 meses, os resultados já se fazem sentir numa profissão onde se passa o dia a coser à máqu ina.
'Uma diminuição no nível de dor na ... em toda a coluna em 50% ... em 50% dos colaboradores, o que fo i um dado muito relevante
e que foi, sem dúvida, um dado-chave para agora termos mais um ano de programa pela frente."
•eu sentia muitas dores nos pulsos e já me sinto melhor."
•Levanta o astral e faz muito bem à coluna."
"-No vosso caso especialmente?"
"Sim, no nosso caso, porque estamos numa posição ... um bocado ingrata."
Em dois anos e meio, jovens empresários ganharam 20 clientes nos sectores têxtil, automóvel e alimentar, mas também em
áreas como energia e mercados financeiros. Criaram mais de uma dezena de postos de trab alho e, se a crise podia ter sido
um entrave ao negócio, tornou-se numa alavanca, apesar da resistência de alguns empresários portugueses.
"Grande parte das nossas empresas são multinacionais. Sem dúvida, pela sensibilidade que nós temos, são lideradas por pessoas
um bocadinho mais abertas e é um serviço que é direcionado ao bem-estar dos colaboradores. E quem é que está a sofrer mais
com a crise? São os colaboradores, sem dúvida. Por outro lado, é um serviço que apresenta custos relativamente reduzidos."
"Se a empresa tiver um bom ambiente, o tempo que se perde a fazer a ginástica pode ser recuperado se a trabalhadora tiver
uma disposição melhor."
"Depois desta ginástica, a tarde vai correr melhor?"
"Vai."
"Porquê?"
"Não sei, estamos desanuviadas. É muito bom; é pena é não ser mai s ... mai s tempo."
Mais tempo por uma atividade que começa a ganhar terreno num dos países mais sedentários da Europa .
Noticia do Telejornal da RTP

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ÁUDIO: NÃO ME APETECE TRABALHAR <Faixa 9, Página 19)
· · de maneira que eu aman hã não posso vir traba lh ar.
Doutor dá - me licença? Olhe, passa-se isto assim assim,
Pronto... adeus, bom dia.
Eh! Que é isso? Passa-se isto assim assim, mas isto o quê?
Ah!. .. Quer que seja ... se calhar, mais específico, é? Eu amanhã não posso vir ao emprego por motivos

profissionais.
Motivos profissionais ... mas quais?
Ah, é que não me apetece trabalhar.
Não lhe apetece... Mas isso não são moti vos profissionais ...
Não são ... Então, não me apetece TRABALHAR ... Está mesmo a dizer ... se é trabalhar, é profissional.

Mas não lhe apetece trabalhar porquê?


Ó c hefe , eu vou ser muito sincero ... Eu ... o trabalho ... cansa-m e muito ... cansa - m e muito. Eu ... Chega
a passar-se meia hora se m eu recebe r um daque les e-mails engraçados com um ind ivíduo a c a ir, ou ...
ou uma galinha a ser atropelada, e a pessoa assim não consegue espairecer, não é? Eu j á trab al he i em
empresas em que r ecebia um e-mail desses de dez em dez m i nu tos. E eu se i, dentro de mim, que t enho
capacidade para receber ma is ainda ... Não me sinto motivado ...
Então, e se trabalhar em casa?
Ó chefe, a pessoa quando está em casa gosta de estar em família e ... não é a tr abal har, não é? A l ém
de que, em casa, eu não possuo interne!, portanto, não cons igo rececionar os e-mails de anedotas, de fotografias
de gaj as nuas ... portanto, não tenho ambiente, nem cond ições.

Ó chefe, Eu ... eu queria pedir-lhe a tarde para poder ir ao funeral da minha mulher que faleceu.
Ó Lopes da Silva, os meus pêsames, pá! Vá lá, vá lá e se precisar de a lguma co i sa tire a tarde e o dia
de amanhã, se for preciso, Lopes da Silva.
Muito obrigado, chefe.
Os meus pêsames.

Psss ... Arranjam cada uma para não trabalhar!. .. Ah, ah, ah!!!

Gato Fedorento (série Lopes da Silva) (texto transcrito)

VIDEONOTÍCIA: MULHERES NO MUNDO DOS HOMENS (Faixa 10, Página 25)

~:u::~u:a:::::e~:::~:s~:v:~~~:~osri::::~ti: ::~~cdaodsa:na escola, são, hoje e~ dia, ~ m~ioria nas ~niversidades e passaram a
por homens e não deixa d . pesar das mudanças, ainda ha of1c1os ma1or1tariamente desempenhados
e causar surpresa , quando no meio deles, se encontra uma mu lher.

(Anúncio 1):

"Nunca a roupa estava impecável naquela casa e, no entanto, ela estafava-se a lavar ..."

(Anúncio 2):

"A mulher de bom gosto pode dar, agora, mais encanto ao seu lar ... "

(Anúncio 3):

"11!0 bela, elega nte e distinta, mas ... os amigos afastam


-se ao notarem um desagradável odor corporal."

1148
<Anúncio 4):
"Bauknecht sabe aquilo que as donas de c asa ambicionam ... "

Pelo menos na televisão ambicionavam fri goríficos e máquinas de lavar, camisolas, penteados ... As filhas, que vir iam a dar
cor po às mudanças, olhavam com adm iração:
"Tão bonito. mãezinha!"
"Gostas?"
Mães que davam o melhor de si para corresponder às expectativas.
"Uma máquina de costura é um utensllio precioso ... "
Em 1973. a RTP transmitia a eleição da "Mulher Ideal Portuguesa".
"Concurso A Mulher Ideal Portuguesa 1973"
Muita coisa mudou desde então, mas para Rosete não mudou o su ficiente.
Rosete Santos (camionista): "Ao início foi pior, mas ainda ... ainda há aquela... aquela admiração que... é uma mulher e é um
bocado estranho."
Contam-se pelos dedos as mulheres que conduzem, sozinhas, camiões de transporte de mercadorias.
·como faço o que gosto, para mim, é tudo muito fácil."
Rosete gosta de camiões, mas foi a vida que a conduziu até aqui. Começou a trabalhar ainda adolescente porque a escola
era um luxo que a família não podia pagar. Com baixas qualificações, tinha o caminho traçado, mas seguiu por outra estrada.
"E acabei por ... por escolher esta profissão também por uma questão financeira."
Rosete faz o circu ito ibér ico há 10 anos. Quase nunca está em casa, quase sempre está sozinha.
"Tenho coisas para me distrair: tenho o rádio, tenho internei no telemóvel, tenho um portát il, mas não gosto de o trazer porque ...
em questões de segurança pode haver algum problema."
A segurança preocupa-a, sobretudo por ser mulher. Um único acessório enfeita o camião; Rosete não gosta nem pode dar
nas vistas.
"Simplesmente tentar que não me vejam, à noite, por exemplo, tentar sair o menos possível do camião para que não ... não se
apercebam que é uma mulher."

Dulce Montez (técnica de manutenção de aviões): "Até se for um homem que lhe diga que é mecânico de aviões você diz: Eh, pá !"
Dulce impressiona os amigos há 10 anos.
Hoje faz uma manutenção intermédia num A-320, mas os aviões já têm poucos segredos.
"Tudo isto que está aqui a ver, eu desmanchei isto tudo: cabine inteira, porões, oxigénio, vidros, substituir estes vidros ... "
Aprendeu a fazer isto na For ça Aérea, para onde entrou aos 17 anos. Habituou- se cedo ao mundo dos homens e a vê- lo
adaptar-se aos novos tempos.
"Eles têm sempre essa atenção de não dizer asneiras, de... esse tipo de cois as... especialmente no mundo dos mecânicos."
Du lce é uma das 23 técnicas de manutenç ão da TAP onde ainda hoj e há quem tenha dificuldade em ver a mulher como mais
um dos mi l rapazes.
·se for mos para as camadas mais j ovens, eles já não estranham; o pessoal mais antigo, há pessoas que aceitam bem, há outra s
que têm mais di fi culdades; olham para nós e continuam a ver a mu lher como aque le ser ma is frág il."
Ma uro Martins (té c nico de manutenção de av iões) : "Ac ho que a di versi da de é sem pre bom num loca l de trabalho.
E numa área de traba lho qu e é tã o diversa como é o avião , a di v ers i dade tam bém a nível de sexo - homem/

/mulher - também acho que é muito positiva."

"Ok, Caldas. A qui o avião está pro nto."

149
, d s a vida trocou-lhe as voltas e hoj e já tem
Liana nunca percebeu mais de carros do que dar à chave e por rnu anças, ma
clientela fixa. , . , . ,.
. , . r de ser substituído. Isto esta u ma m1ser1 a.
Liana Caldeira (mecânica de automóveis): "Sr. José, este filtro esta a precisa
A garagem fica numa aldeia, perto de Torres Novas e a mu lh er que aparecia suJ·a de óleo' cau sou sur presa. ,
. de lado ... Cheguei· a entrar no ca f e, e a dizerem- me assim:
" E, então, as pessoas olhavam-me assim _ Então, mas .a senh ora
. . esta
d ·
toda suja, o que é que lhe aconteceu? Não, não me aconteceu na a, simp e l srnente est ive a aJudar o meu marido e SUJe1-rne,

é um carro, é normal."
· o e aos pou cos f01
Começou por dar as ferramentas ao marid · apre ndendo a conhecer os interiore s da máqu ina.

José Caldeira (marido de Liana): "Não quero outro ajudante comigo, a não ser a minha mulher."
Liana prefere ser segunda linha, não tem perfil para comandar as operações.

Joana Olive ira (comandante da TAP): "Temos que trabalhar a equipa toda para consegu irmos ter tudo pronto a esta hora para
sair, porque são restrições de tráfego aéreo e ternos mesmo que sair a esta hora. "
Às oito em ponto, Joana Oliveira vai descolar um avião com nome de mulher; concentração absoluta nos pr imeiros minutos.
Joana comanda uma máqu ina de 60 toneladas, com mais de 100 passageiros a bordo.
"O meu pai é piloto da Força Aérea, foi influência dele, com certeza. Desde pequenina, os quadros, lá em casa, são aviões e...
não é... Sempre se falou de aviões e desde pequenina era o meu sonho: quero ser piloto, quero ser piloto!"
Joana Oliveira é uma das comandantes da TAP; são 8 mulheres para 400 homens.
"H á dias levei umas raparigas que tinham 14-15 anos e elas nem sabiam que podiam ser pilotos."

Aos pilotos pede-se sangue frio , resposta rápida, o máximo da resistência física e mental, não interessa ser homem ou mulher.
"Senhoras e senhore s passageiros, muito bom dia. Bem -vindos a bordo. Fala - lhes a coma ndante. Atingimos a nossa altitude
de cruze iro de hoje, aproximadamente de 11600 metros."

Marta Monteiro (assistente de bordo): "Quando ouvem o nome da comandante, o primeiro discurso, quando a própria coma ndante
fala, ficam: ah! Uma senhora que está a comandar o avião, uma senhora, ah! "

João Delfim (chefe de cabine): "Depois as coisas decorrem de uma for ma normal e depois valo r izam o facto de t er sido uma
mulher ao comando da operação toda, em que não houve problemas, não houve nada."

"Na semana passada tive um passageiro que foi muito engraçado. Depois de eu fazer o meu discu r so na cabine, ele perguntou
ao comissário: Ah, eu já percebi, é uma mulher, a comandante, e ele (o comissári o disse) sim, sim, mas não se preocupe.
Ela é espetacular, eu j á voei com ela muitas vezes ... e ele (o pa ssageiro disse) não, não é isso que me preoc upa, não é o voo.
O problema é a estaci onar o avião ... "

"Pensei que ela me ia dar cabo do carro."

Já todas ouviram piada s, mas só Rosete senti u um dia que, no trabalho, rnrrirnlum não chega.

"Houve pessoal a passar à fre nte, talvez por eu ser mu lher ... J á com experi ênc ia, mas não me admitiram , preferiram admitir
outras pessoas com menos exper iência, talvez ..."

A s mulheres carregam no camião as mesmas 40 toneladas que os homens, mas se u m dia qu iser em pegar num fi lho ao co lo,
a balança desequilibra- se.

"Quando eu tiver essa ideia... pronto ... vou prescindir de algum tempo talvez do meu trabalh d f · "
, o, para po er azer isso.
"Nó~ ainda não _temos, mas vamos querer ter. E as minhas co legas que já têm conseguem conciliar como outro tra balho qualquer."
A ssim que o avião aterra em Veneza são 45 minutos p , ·
_ ara sairemos pa ssageiros e se prepara r nova viagem com destino a Lisboa.
As vi agens constantes de um lado pa ra o outro não atrapalham a vid a famili ar.
"O meu marido também é co mandante aqui na TA P."

150
Já est amos ª poucos metros de Lisboa, a cidade que Liana abandonou para cuidar da famllia.
•No primeiro impacto... ter um grande desgosto q d éd" d" ·
uan o o m 1co nos 12 que o nosso filho sofre de paralisia cerebral..."
Deixou o trabalho num escritório, mudou de vida hé dez anos, porque o André se dava melhor com a vida no campo.
"Aprendi a ver o mundo de uma forma diferente , com m enos egorsmo... eostumo dizer · que se eu quisesse· ·
ter uma vida
independente, não tinha casado. E se eu decidi casar aos 16 anos, porque vai fazer 25 anos pr ec1samen
· t e que eu case,,· quan do
eu tomei e... quando tomo uma decisão é para seguir à regra essa decisão que eu tomei."
Liana assume que é a que mais se parece com as mulheres a preto e branco, mas todas elas, a Liana, a Dulce, a Rosete e a
Joana, sentem-se confortáveis num mundo que já foi dos homens, sem deixarem de vestir a camisola de mulher.

Notícia do Jornal da Tarde da RTP

UNIDADE 2

VIDEONOTÍCIA: GOLFE (Faixa 12, Página 30>

Ainda em Lisboa, o Parque das Nações é, este fim de semana, palco de uma iniciativa inédita em Portugal: falo de golfe aquático.
Esta ação é promovida pelo Turismo de Lisboa que quer atrair praticantes para a prática do golfe. Os jogos de golfe aquático
vão ser disputados no espelho de água, frente ao Oceanário.
·Luis Filipe Fonseca, boa tarde. Estes jogos são abertos a todos, incluindo os inexperientes?"
"É verdade. Há muita gente que nunca deu uma tacada na vida e que hoje pode experimentar essa ... essa sensação de pegar
num taco e tentar projetar a bola o mais perto possivel do buraco. Naturalmente que aqui não é muito simples, até porque há
uma plataforma colocada dentro de água, aqui no Tejo. Aliás essa é a inovação.
Vamos falar aqui com a organização para tentar perceber.
Porquê esta forma de jogar golfe?"
Manuel Dipietro (Portugal Golfeshow): "Esta forma de jogar golfe é, sobretudo, para tentar explicar e tentar mostrar às pessoas
que:0 _solte não está assim tão distante do que aquilo que nós pensamos. A ideia de trazer o golfe para a cidade, e para este
-.pago.em especial, que é um espaço único, é, sobretudo, tentar que as pessoas perce bam que ... que podem praticar golfe e...
~ é anossa ideia, é convidar as pessoas a vir cá... e experimentar a dar um shot, que é... para o terror dos golfistas, que é
a Ql:la, e neste sitio único que é o Parque das Nações."
..Camoéque está a funcionar aqui a iniciativa? As pessoas vêm aqui, inscrevem-se ..."
"&atamente, as pessoas vêm ... Nós convidámos as pessoas a vir cá, no âmbito da campanha do Portugal Golfeshow, porque,
no fundo, este evento é o último dos grandes eventos da promoção do Portugal Golfeshow, a feira que tem ... que decorre no
dia 22, 23 e 24 no Pavilhão do Rio e, portanto, a campanha é trazer pessoas para aqui; convidar, experimentar algo que nunca
experimentaram na vida e, com certeza, digamos, viciarem-se no golfe ..:
"Mas têm de acertar naquele buraco que está ali, ao fundo, a mais de 100 metros, não é?"
"Pode não ter que acertar. A ideia não é ... temos uma competição, obviamente, mas a ideia ... se não acertar também não é nada
de grave. Têm o gozo de ter jogado golfe no Tejo, que é essa a grande..."
"Mas não têm que ir buscar a bola?"
"Não, temos pessoas para isso. Há um barco que anda no Tejo. As bolas são flutuantes e recuperamos as bolas."

"Muito obrigado."
"Isto de experimentar a primeira tacada não é tão simples quanto parece. Mas temos aqui um jogador, que nos va i explicar
como é que funciona, como é que se deve dar uma tacada numa bola, como é que se segura num taco?"
"Bem, é verdade. Isto... os primeiros movimentos não são nada fá ceis e há que insistir um bocadinho no tre ino. Eu vou começar
por explicar, fundamentalmente, aquilo que é o básico no golfe, que é a postura e o grip.
Vou começar a explicar ...

151
_ . d. . Depois com a mão dire ita entrelaçar,
. d aneira a que a mao esteJa irei 1a. ,
Começar com a mão esquerda... Agarrar aqui no t.aco em E , grande obj etivo. E, depois, outra
uma só como uma s6• sse e 0
aqui. e o obJetivo disto é que as duas mãos funcionem como ··· . . ar _ os pés afastados à largura
. te dita Eu vou tentar aqui exp 1ic
parte importante no swing é a postura, a po st ura propriamen · . d ok? Esta é a postura ... "
d . h . I' dos para a frente braços es 1ica os, .
dos ombros, joelhos um bocadinho fletidos, um boca in o inc ina '

"Obrigado." h- t, · ·
• · h 0 ·e ainda até às seis da tarde, e ama n a a e as seis
"Esta é a postura correta. Quem quiser vir experimentar, pode fazê- lo J ·
da tarde lambem.
Vamos, agora, ver uma tacada feliz, esperemos ... "
"A partir de agora é fácil..."
Notícia do Jornal da Tarde da RTP

VIDEONOTICIA: MUSEUS PORTUGUESES (Faixa 13, Página 32)

· · · que fecham esta ma druga da, à uma da manhã · É assim desde há 3 anos ·
Os museus estão abertos 24 horas, o que s1gnif1ca
com música e teatro, uma iniciativa que pretende atrair novos públicos. Em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga:
Boa noite, Teresa Nicolau. Ouvi dizer que há uma nova obra de arte por aí, pelo Museu Naciona l de Arte Ant iga ...
"Pode-se dizer mesmo que é um tesouro nacional. É O quadro que foi comprado pelo Estado, no final do ano passado, a Deposição
no Túmulo, de Giovanni Tiepolo, do século XVIII.
Eu pergunto, aqui j á, ao diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, Paulo Henriques, boa noite, qual é a importância deste
quadro para estar numa coleção, como a nacional. .. do Museu Nacional de Arte Antiga?"
Paulo Henriques (diretor do Museu Nacional de Arte Antiga): "Exatamente ... A importância é obviamente grande, dado que o
Museu Nacional de Arte Antiga é a primeira pinacoteca ... Tem nas suas coleções uma das pinacotecas mais importantes de
arte de pintura estrangeira e Tiepolo é uma figura de referência na pintura europeia . É um homem que nasce em Veneza, que
tem carreira, que passa pela Alemanha e..."

"E a importância deste homem é tal que chega a ser considerado o Leonardo da Vinc i do século XVIII. Giovanni T iep olo acaba
por estar neste Museu Nacional de Arte Antiga com duas obras, esta Deposição no Túmulo e também Uma Fuga para o Egito,
que também foi um quadro que foi recentemente restaurado. Vamos ter, então, esta noite, até à uma da manhã , os museus
todos abertos e, amanhã, que é o Dia do Museu, Dia Internacional dos Museus, todas as entradas vão ser gr atu itas em Li sboa
e no resto do país."

Notícia do Telejornal da RTP

ÁUDIO: MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA (Faixa 14, Página 34)

Um museu diferente atrai um público cada vez maior em São Paulo; em vez de objetos em vitrines, expõe palavras. É O Museu
da Língua Portuguesa, instalado num prédio que fa z parte do Patrimônio Hi stórico Nac ional.

É dentro do prédio da centenária Estação da Luz, um dos marcos de São Paulo, que funciona O Museu da Língua Portugues a.
Uma árvore de palavras recebe o visitante, das raízes até à copa; termos em latim, grego que deram origem as palavras do
nosso idioma. Uma da s palavra s que nós usamos cotid ianamente é "paixão" "Paixão" vem de pa · , l · l ·
• ss1o, que e a 11m e, em a11m,
passio quer dizer sofrimento.

Ma~ pode~os ain~a c~.nhecer a origem de outras palavras. Uma palavra como "cu tu car" , por exemplo, vem do tup inambá e, em
tup1namba, quer di zer tentar furar alguém co m alguma coisa pontuda". Para nós, brasileiros, cutuca r v irou "chamar a atenção".
Nós pegamos uma palavra indígena, misturamos e transformamos numa nova palav ra para nosso português.
O

O _Museu que se propõe contarª hi st ória da nossa língu a não tem um livro sequer, não tem objetos em vi trines o acer vo é
feito de palavra s e algumas só ganham 1d 0 dr d '
, . . . sen epen endo do ponto de vis ta de quem olha. O Museu da Língua Portuguesa
e diferente; é 1nterat1vo e os conteúdos são t d d · ·
1unetas, lupas e até espelhos.
apresen ª os e uma forma cr1a t1va. Por exemplo , para ler um texto são usadas

152
A história de Riobaldo e Diadorim, de Guimarães Rosa, está pendurada no teto, nas mais de 400 páginas ampliadas de Grande
SerttJo: Veredas e o visitante pode puxar e ler. E até no banheiro, várias palavras percorrem as paredes!
A tecnologia ajuda a compor um espaço vivo para entender como se dá a dinâmica da nossa lfngua, de onde ela veio, para onde ela vai.
~um painel de 100 metros de extensão, dez filmes simultâneos mostram a língua em movimento no cotidiano, no futebol, no
Carnaval, na religião, nos sotaques e regionalismos ...
'Na computador, o visitante é quem escolhe o que quer saber.
O-objetivo é que o público possa interagir com a arte.

ln Jornal da Gazeta (vídeo do youtube - texto transcrito e adaptado)

vtOEONOltCIA: CAft MAJISTIC <Faixa 15, Pégina 36)

o cafêMajestic, no Porto, ê um lugar de passagem obrigatória e, ainda mais agora, que foi classificado, numa página da internet,
como o sexto cefê mais bonito do mundo.
UM 11>m-1o d e ~ num11 das mais movimentadas ruas do centro da oidad~ do Porto e, ali ao lado, ouve-se o som. como
que um convite pare entrar. um sopro de história, de cultura e tradição qlfe nosvempurra com vontade lá para dentro.
~Banws(proprietêrio do Café Majestic): use estivermos aqui um poaeo, vai reparar que estão sempre a fotografar,
a fiaar~ qoercher. ê sempre uma cur:iosidade enorme."
Uma a1enç1o diffetl de evitar, quando falamos dum café como o Majestic, no Porto . Olhares que se renderam igualmente num
gaàtutlslliuulaintemet, ao considerarem o Majestic no top ten dos cafés mais bonitos do mundo.
"'E u nem sabia. Eu vinha para aqui, no metro, e disseram-me: olhe e você sabe que o Maj estic ... diga-me se o Maj estic é,

-~-
~ o café_ o sexto mais bonito do mundo?

. . . lugarem dez,.qu
~ - .colombo,:inO
E ea digo,

>A •
,


. endo o sexto lugar, a cid ade também está

lJ,aJil..dO entre o café New York, em Budapeste, ou o

iblt:.essanlfssimo que o Majestic fosse €Olilsider-ade um dos cafés mais exuberantes do mundo e vim testemunhar isso."
oer. quefac-tlmente.se r:emd,erà fé, gl.!.lªOd!:l ~~la,§ esge!hQS i~ellij,~a~ a história, a arquitetura e os detalhes à imagem
~,onde se;.ç!eaba pe eJletiJ m~ éãíG 'r:lãl~ g ~ r quem aqu i já se sentou e terá ped ido um café.
"'Ê_.flll'élisdc,queum café: é um local de culto, é uma coisa única e;é--aC()J ex-líbris do Porto."
_,-., que me cativa e é a manutenção deste espaço, tal como ele ~tá... até os sofás, onde estamos sentados... penso
-~N!ll~eftawa.acomentarcom o meuroarJdo: quj\ntas 9AA~ª~ ~~ ~ ijntado aqui, ao longo destes ... destes anos todos?"
1,lamt,ieme._,c,amt,.iente.O encanto do café... "

-éf,Ue , ~ hJs~rJaJ q&:119 é .muilQ e.sradével e q1,1e caru,s it1.f dos lugares especiais do Porto."
,._f.ffna rieputação tnternacíonal, 1êm uma história... São lugares mégic;os."
r aqui, .mo Majestic, é entrar no melhor da his.tótia a da cul!ura date.idade do Porto e, agora, num dos ma is bonitos cafés
, P..ade JOM suspeita .a aprech1Çi0, JN§ filo, sorno.e nos afinal. quem o diz, vem no gu ia turíst ico.
Notíc ia do Programa Regiões da RTP

DEONOTÍCIA: PRAJA DE MANGUALDE <Faixa 16, Página 38)

A'bríu em Mangualde a primeira praia de interior da Europa. Tem areal, água salgada e estruturas de apoio semelhantes às
,raias da costa.
útas podiam ser imagens de qualquer praia do litoral, mas a verdade é que está a mais de 100 km da costa, numa zona do
intedor, A aposta é da Líve it Well e, pela afluência, parece estar ganha.
Rui Braga (administrador da Líve ít Well Events): uAcho que hoje concretizámos uma grande ideia e está magnífico, o espaço.
Eu olho para o espaço e vejo praia, vejo objetivo cumprido."

153
tes esplanadas e palcos para espetáculos
Com 6500 toneladas de areia e um espelho de água com 1300 m2, bares, re st auran ' , .
• · · ·a ara usufruir mas lambem para apreci ar.
musicais, a praia de Mangualde encheu-se de banhistas logo no primeiro dia, na maiori P '
"Eu não vou tomar banho, porque eu não trouxe ... não vim preparado ..."
"Sim, mas nos próximos dias vem aí com o fato de banho e vai tomar banho?"
"Quero v ir, quero vir tomar banho ... "
"Gosta desta ideia, desta praia?"
"Gosto, gosto mu ito."
· · ·, lh ·
"Está muito boa, está muito apetitosa. Eu Já lá andei. .. Jª quase mo e1 °vest'd
1 0 até ao meio Está mesmo a apetecer-me correr
·

e molhar-me toda."
"E acha esta ideia interessa nte - trazer a praia para o interior do país?"

"Maravilhosa, maravilhosa! "


E para que tudo corra em segurança, não falta mesmo uma nadadora-salvadora.
"Dizem que é O melhor trabalho do mundo: sol, água, bronze, mas é um bocado complicado. Tenho que ter mu ita responsabilidade,
ser muito assertiva e saber olhar pelos veraneantes."
Nesta praia, onde não faltam belas e refrescantes paisagens, vão ser investidos 2 milhões de euros nos próximos 3 anos e
criados de imediato 120 postos de trabalho diretos. Depois de testada a ideia, vai ser exportada para outras cidades europeias,
a começar por Madrid.
Notícia do Telejornal da RTP

ÁUDIO: PASSAGEM DE ANO: OPÇÕES DIFERENTES (Faixa 17, Página 40)

A pouco mais de 24 horas da passagem de ano, já muitos terão feito planos para a festa e as opções são cada vez mais
diversificadas. Há de tudo, desde um réveillon tradicional a uma passagem de ano zen, por isso, a escolha é que poderá ser difícil.
Todos os anos é sempre a mesma coisa: é preciso muita animação e alegria para entrar no novo ano. No Chapitô, rir é mesmo
o melhor remédio.

Mas pode ser que haja outras alternativas, como, por exemplo, entrar no novo ano em perfeito silêncio. Então, poderemos, por
exemplo, fazer terapia quântica, com umas respirações profundas e, enchendo a caixa torácica bem, inspirando ... pelo nariz ...
inspirando pelo nariz e expirando pela boca ...
Mas e se, de repente, abrir os olhos e estiver a voar ...

Uma boa alternativa é começar as primeiras horas do ano a 1000 metros de altitude e, ao sabor do vento, num balão, perspetivando
novos horizontes (que o novo ano pode trazer).

E se só o céu é o seu limite, que tal começar a passagem de ano à grande e à Hollywood? Um cenário cheio de luxo, mas nem
por isso assim tão caro!

Junte ma is sete amigos e dê um passeio de luxo numa verdadeira limusina.

Mas se não quiser ser uma estrela de cinema, pode ser que um palácio nacional seja o sítio ideal para ser tratado como um
príncipe ou uma princesa ; um palácio fantásti co, em Seteais, bem no meio da serra de Sintra, perfeito para uma passagem de
ano tranqui la, romântica, ideal para um brinde a do is.

Notícia do Telejornal da RTP (texto adaptado)

VIDEONOTÍCIA: FADO (Faixa 18, Página 41>

Pa lavras... pa lavras que descrevem sentimentos, como o Fado, um género musical que é uma expressão única dos sentimentos
na única língua do mundo que sabe o que · 'f' 1 " " ·
signi 1ca a pa avra saudade . Sendo assim, poderá o Fado ser cantado e sentido por
quem não sabe ou não entende português? É t d b
. · es a a esco erta que se segue. O Fado pode ser, afinal, uma celebração dos
sentidos, mesmo para quem nasceu e cresceu noutra cultura.

154
De turista a fadista passaram 5 anos. Foi quando ouviu, em 2003, este fado:
"Seu nome próprio Maria, seu apelido Lisboa ... "
Seu nome próprio é Kumiko, seu apelido Tsumori.
Kumiko: "Vou apresentar os guitarristas ..."
De sotaque oriental ...
"Guitarra portuguesa, Carlos Alvino, António Barreiro ..."
E com o apoio daquele que é o seu professor de guitarra, Kumiko enfrenta os turista s no "Velho Páteo de Sant' Ana" e canta
"Túnica Negra", em nome da portuguesa, a quem deve este destino.
"Maria Benta. Ela já morreu, mas ensinou-me muitas coisas."
Troca a cidade natal pela cidade do fado.
"Posso perguntar: onde está a sala 3.1?"
"É no pavilhão ... é no átrio?"
"Eu acho que é... no átrio"
Aos 28 anos, abandona os espetáculos musicais que fazia para crianças; dá meia volta ao mundo e aterra, sozinha, em Portugal.

"Precisa de alguma ajuda?"


"Sim. Onde está a sala 3.1?"
"3.1?... Entra aqui, nesta portinha, e é aqui, ao lado esquerdo, aqui. .. "
"Obrigada."
·os portugueses são simpáticos. Viver cá é muito fantástico."
Quatro dias por semana, frequenta o curso elementar para estrangeiros na Faculdade de Letras de Li sboa, pago com a bolsa
de estudos que ganhou em Osaka.
"Quando eu era criança, gostava de cantar algumas canções. Eu cantava no coro.
Chamo-me Kumiko, sou japonesa. Sou de Osaka. Canto fado em Portugal e no Japão."
"Ai é!... Onde é que canta o fado, diga-me lá ... Já está há muitos anos em Portugal?"
Chegou a hora de fazer escola, tornar-se fadista e exportar o que aprender para o J apão.
"Agora está frio. Já comi comida portuguesa. Chama-se bacalhau com migas e é muito bom."
"Às vezes, tenho saudades da minha família. Eu quero viver com a cultura portuguesa. Os j aponeses não costumam dar beijinhos,
mas aqui, em Portugal, costumo dar beijinhos."
Na residência universitária cozinha alimentos nacionais, mas a mãe de Kumiko faz chegar pelo correio os ingredientes que faltam.
Ao almoço oferece salada Udon.
A estadia está perto do fim, a quatro meses da despedida, não há temp o para muitas distrações.
"Gostavas de sair esta noite? Queres sair connosco?"
"Desculpa, não posso. Eu tenho de ir à casa de fado."
Yukata Ashi (arquiteto em Lisboa): "O problema é a língua. O português, sim . É muito dife rente e mu ito difícil para um j aponês ."
José Hadad (secretário de turismo de Niterói/BrasiD: "Ela deve ter na sua alma o fado, muito mais do que muitos fadistas portugueses."
Alexandre Reimikastm (estudante): "Foi invulgar ouvir uma senhora j aponesa cantar o fa do."
"É a primeira vez?"
"É a primeira vez que vejo."
Rosalina Caeiro (proprietária do "Velho Páteo de Sant'Ana"): " Ela quase não sabia falar por tuguês e decorou para aí uns 10
fados sem saber ... só de ouvido."
"Quando voltar ao J apão, eu quero ser fadi sta... como profissão."
Entretanto, vai treinando, quatro vezes por semana, na pr imeira casa de fados que conheceu.
Noticia do programa informa tivo 30 minutos da RTP

155
VIDEONOTICIA: TEMPOS LIVRES: FAZER UM CURSO (fai xa 19, Página 46)

Apaixonados pela cozinha, desempregados ou à procura de uma reconversão profissional estão a aderir cada vez mais aos
cursos de culinária. Na Escola de Hotelaria do Porto o curso abriu com sala cheia .
As aulas de formação começaram há poucos dias e os primeiros cortes, na cozinha, são dados na preparação dos legumes e vegetais.

Formador: "Vamos aparar ... Com a ajuda da faca do chefe vamos cor tar a ju liana ."
Este curso de culinária para não profissionais, na Escola de Hotelar ia do Porto, esgotou as inscrições rapidamente.
Dora Araújo (Escola de Hotelaria do Porto): "Abri mos esta primeira série esta semana .... Sentimos j á a necessidade de abrir
outro curso a iniciar em j aneiro, que também j á está cheio, e vamos ter uma terceira edição para abril, que também j á tem uma
lista de espera. Houve mesmo uma grande afluência ... para estes cursos."
E os motivos para tanta procura são diversos, incluindo o fascínio provocado pelos programas e concursos de culinária da televisão.
Fernando: "Mot iva muito, bastante mesmo ... bastante mesmo. E fo i também uma das motivações de ver esses programas, j á
antigamente, que me motivou também a vir fazer os curso s."
"Isto é uma cozinha ... "
Não vai dar para par ticipar em concursos, mas os três dias por semana, durante 120 horas, vão ser sufic ientes para descobrir
alguns segredos da cozinha.
Delfim Soares (Chef de cozinha): Esperemos que no fim atinjam uma perfeição já razoáve l e que ao fim dest e tempo consigam
j á fazer alguns menus engraçados."
Médicos, arqu itetos, donas de casa, pessoas à procura de novas competências. A todos, une a paixão pela cozinha.
Sofia: "Sou médica."
"Porque é que optou por fazer um curso de culinária?"
"Porque gosto imenso de cozinha ... Adoro ... "

Paula: ''É uma coisa que me relaxa, que me descontrai ao final de um dia de trabalho."
Nuno: "É um momento de lazer. Há outras formas de lazer na vida, a minha é cozinhar."

Notícia do Jornal da Tarde da RTP

VIDEONOTÍCIA: CAFÉS DO PORTO (faixa 20, Página 47)

Por estes dias, ~ã~ estranhe se entrar num café da baixa do Porto e encontrar um recital. Os concertos estão a ser promovidos
pela Casa da Musica e envolvem destacados violoncelistas da atualidade.
A mãe também espre itou e não resistiu.

O violoncelo é assim, desafia a rotina num choro dedilhado.

O violoncelista é fin landês, mú sico de escala maior; o palco, um café da baixa do Porto.

; lexandre Santos_(Casa da ~úsica): "As pessoas estão a ouvir com atenção, estão a prestar atenção e estão a reconhecer,
1gamos, uma maIs- va l1a muito grande neste tipo de ... de expressão."
Outro café, uma violoncelista alemã, muito premiada.

"Acho que isto, de facto, aproxima- nos bastante da música, ac ho uma excelente iniciativa "
"Mu ito, muito agradável, mesmo bom." .

''É uma excelente forma de ouvi r mú sica; é, sem dúvida."


Na reanimada baixa portuense, o violoncelo leva- nos a outras épocas t t
Suggia ressoava como a maior vio loncel ista do mundo. , a ou ro s empos em que, nos cafés, o nome de Guilherm ina

Alberto Serra, António José Fer nandes, RTP.

Notíci a do Telej ornal da RTP

1156
UNIDADE 3

VIDEONOTÍCIA: GASTRONOMIA NO AEROPORTO (Faixa 22, Página 58)

A pensar nos tur istas que procuram o Algarve, chefes de cozinha de hotéis de 5 estrelas surpreenderam quem passou pelo
aeroporto, em Faro. Os balcões de check-in foram trans formados em cozinhas; os passageiros convidados a provar o melhor
da gastronomia do Algarve.
Nos balcões do check-in do Aeroporto de Faro os chefes de cozinha tomaram conta das operações.
"Isto é batata-doce de Aljezur.·

"É de Aljezur?"
"É ... Que tal, está bom?"
"Ótimo!"
"Estou a preparar um risoto de ervas e uns cogumelos à algarvia salteados."

Quem passava, não resistia a provar.


"Delicioso. Está mesmo bom.·
"Esta comida é muito boa ... Muito boa."
"É magnífico, muito, muito bom. Muito refinado e a apresentação é muito original."
·o que está a comer é uma tarte de laranja com amêndoas."
"A comida estava boa. Passámos umas boas férias, jogámos um pouco de golfe. Estamos muito satisfeitos.·
A iniciativa inédita serviu para promover a Algarve Chefs Week.
"Durante a semana, em cada um dos nove hotéis, o chefe executivo desse hotel vai estar, todas as noites, a preparar .
pessoalmente, para os clientes, uma ementa alusiva à componente gastronómica do Algarve, no fundo é uma person ali zação
da relação entre o chefe de cozinha e o cliente."
A Algarve Chefs Week decorre até ao próximo fim de semana.
Notícia do Telejornal da RTP

ÁUDIO: COZINHAR É•.. <Faixa 23, Página 59)

Para mim, cozinhar é arte.

A cozinha é necessidade.
A cozinha é criação.

A cozinha é tradição.
A cozinha é modernidade.
A cozinha... é ... são... várias coisas...
A cozinha é emoção ...
Há muitas coisas relacionadas com a coz inha ...
Para mim, a cozinha é tudo isso ...
ln vídeo Promo, portal Turismo de Portugal (texto transcrito)

VIDEONOTÍCIA: GASTRONOMIA MEDITERRÂNICA (Faixa 24, Página 61)

Começou, hoje, em Évora a Conferência Internacional sobre Gastronomia Med iterrânica. Durante uma semana, a cidade vai
acolher várias iniciativas dedicadas à dieta considerada mais saudável e equilibrada. A dieta, afinal, que sempre esteve presente
na mesa dos portugueses.

Os pratos são todos alentejanos, da Cabeça de Xara Panada às Favas com Carne de Porco ...

157
Na cozinha, o chefe, José Júlio Vintém, encontra um elemento comum entre todos eles. , .
• . 1 t nto desde os ovos verdes, onde e essencial
José Júlio Vintém (chefe de cozinha): ·o azeite entra quase em todos e es, por ª ·
no tempero das gemas, ao tártaro de decoração, que é a base do sabor ... " . . .
· · · · É specialistas nac1ona1s e estrangeiros. Do
A Conferênci a Int ernacional sobre Gastronomia Mediterrânica Junta, em vora, e
Brasil, chega um dos mais conceituados críticos gastronómicos. .
· â · 1- aparecendo eles estão Justamente se
José Dias Lopes (crítico gastronómico): "Os restaurantes med1terr ni cas que es ao ... . .
'd · t 1 · saudáve l que respeita os 1ngred1entes, as
apresentando como restaurantes que oferecem uma com i a mais na ura, mais ,
texturas dos ingredientes, os aromas, os sabores, e estão ganhando clientela, claro ... "
Durante uma semana, o Alentejo das gastrono mias mediterrâni cas vai estar em destaque; à diet a junta- se o turismo ...
Miguel Júdice (Presidente Grupo Hoteleiro): "A gastronomia é, sem dúvida, um dos fatores que traz pessoas a Portugal e é
um ... Enfim, pensando no turismo externo... e também é um dos elementos que faz as pessoas viajarem."
Volta-se à cozinha e os pratos começam a ganhar forma, pratos de hoje e de sempre.
"A cozinha mediterrânic a não é mais do que a nossa cozinha, portanto ... só que antigamente era a cozinha tradicional, a cozinha
regional. A cozinha mediterrânica é, simplesmente, fazermos a nossa cozinha. Não temos que inventar nada."
Durante uma semana, mais de 40 restaurantes aceitaram o desafio: vão criar pratos à base de azeite.
Notícia do Programa Regiões da RTP

VIDEONOTÍCIA: DOCE LISBOA (Faixa 25, Página 63)

Chama-se "Doce Li sboa" e nele os autores descrevem locais famosos e doces da capital portuguesa. No livro, surgem também
algumas pastelarias menos conhecidas com bolos de aguçar o apetite aos mais gulosos.
Li sboa, menina e moça e, agora, também doce. "Doce Lisboa" é um roteiro das melhores pastelarias da cidade, selecionadas
por dois gulosos assumidos, a fotógrafa Clara Azevedo e o designer Luís Garrido.
Clara A zevedo (autora): "Gostamos de fazer guias também e não havia ... pensámos que não havia nenhum guia sobre as
pastelarias de Lisboa, um roteiro sobre as pastelarias de Lisboa. Optámos por ser ... a nossa seleção, aquelas que também nos
diziam mais, que nós também temos mais recordações, que nós gostamos mais, umas porque são mais bonitas, outras porque
têm uns bolos, realmente, também fantásticos ... "
Luís Garrido (autor): "Têm espaços também muito bonitos ... também ..."

A Con feitaria Nacional é a mais antiga da Baixa lisboeta. Aberta desde 1829, é na época natalícia que assume todo o seu
esplendor, graças à receita secreta do bolo- rei.

Luís Silva (gerente): "Foi aqui que nasceu o bolo-rei, por volta de 1850, que um filho do fundador da casa trouxe a receita de
França, juntamente ... juntamente com o pasteleiro."

Basta andar uns escassos metros para se chegar a outra pastelaria emblemática, a Suíça, em pleno Rossio, com uma convidativa
esplanada e uma montra variada de bolos, chocolates e guloseimas. Curiosamente, a casa é gerida por um diabético.
Fausto Roxo (proprietário): "Como bolos todos os dias. Provo os bolos ... Não ... não ... Está controlado."

Os autores saíram do centro da cidade para encontrarem , na Avenida João XXI , a Rosa Doce , que v en d e b o l o-rei· o ano ·in t e1ro,
·
mas onde a grande especialidade são os croissants.

Rafae l Salgado (gerente): "Vendemos uma média de 800 a 1000 croissants


por dia Temos um pa t l ·

h d h
s e e1ro que c ega... a ora
que chega à hora que sai não faz mais nada além dos croissants. Chega às quatro da manhã, sai à uma da tarde e não faz ma is
nada a não ser os nossos croissants."

"O que é que a faz vir aqui?"


(Cliente): "É a qualidade o não ter produtos conser t t
_ . · van es, por anta ... dentro do geral das pastelarias é uma coisa mu ito boa."
Sao igualm ente os croissants mas também os / · d ·
. ' pa m,ers, que O outro lado da cidade , no Bairro do Restelo fazem as delícias
dos clientes da pastelaria conhec ida como o Careca. ,

158
Ricardo Mena (proprietário): "Juntam-se aqui várias famílias e convivem aqui muito ... Pronto, é um bairro com essas características.
E também acho que criámos um ambiente agradável aqui, também da nossa parte, um ambiente familiar e transmit imos aos
clientes esse ambiente e isso tudo contribui para o sucesso."
"Doce Lisboa" é um guia de pastelarias e um conjunto de receitas, uma seleção de espaços famosos e de outros menos
conhecidos. mas que se impõem pelos bons doces.
Notícia do Jornal da Tarde da RTP

VIDEONOTÍCIA: UMA JORNADA PRESIDENCIAL (Fai xa 26, Página 67)

Cavaco Silva insiste que o mar deve ser visto como um ativo fundamental em tempos de dificuldades. O President e vi sitou
vários projetos na zona Norte e lamentou que a aposta no mar não estej a mais presente na agenda política.
Foi um dia inteiro dedicado ao mar. Um tema que o Presidente insiste deve ser uma prioridade para o país de um ativo económico
que não deve ser desperdiçado.
(Cavaco Silva) Presidente da República: "Quando nós pensamos onde é que estão as vantagens comparativas de Portugal, neste
tempo de forte concorrência da economia global, é muito difícil não ver imediatamente esse imenso recu rso que é o mar , que
se estende diante dos nossos olhos, com uma zona económica exclusiva que é das maiores de toda a Europa."
No distrito de Aveiro. Cavaco Silva elogiou o diverso trabalho realizado nesta área. Visita o Museu Marítimo, em Ílhavo, e recorda
momentos de outros tempos ligado às indústrias marítimas.
o Presidente acompanhou projetos científicos e de investigação da universidade e também do porto de Aveiro.
•Eu sinto algum desgosto, confesso, pelo facto de constatar que tiramos, em Portugal, tão pouco valor e geramos tão pouco
emprego a partir do mar, em comparação com outros países costeiros da Europa."
Uma realidade que o Presidente quer ver alterada e promete não desistir de lutar para que, principalmente na agenda políti ca,
o mar possa ser visto de uma outra perspetiva.
Uma jornada presidencial na zona Norte, marcada por um prato principal.
•ontem à noite ocorreu um jantar. O prato principal foi bacalhau. Hoje almocei no Museu Marítimo de Ílhavo. O prato principal foi
bacalhau. Felizmente, eu sou um grande apreciador de bacalhau, por isso não lamento nada a oferta que me acaba de ser feita. Obrigado."

Notícia do Telej ornal da RTP

ÁUDIO: BACALHAU (Faixa 27, Página 68)

Por dia, passam na linha de produção de uma fábrica da Moita cerca de 18 mil bacalhaus noruegueses, não por vontade própri a,
claro, mas pelo amor ancestral que os portugueses lhes dedicam.
Na cultura portuguesa, o bacalhau é secular e entrou nos hábitos alimentares dos portugueses na época dos Descobrimentos.
Nessa época, havia a necessidade de os mar inheiros levarem um produto que não fosse perecível e, por isso, quando estavam
na Costa Nova, descobriram um peixe que, nessa altura, nos mares do Norte, j á era salgado pelos Vikings.
Com o progresso e a facilidade de transportes e comunicações da soci edade moderna, o bacalhau chega agora fresco a Portugal,
vindo da Noruega, e, depois de processado, isto é, depois de salgad o e seco, é expor tado para diferentes países do mundo.
Há novos mercados que têm cada vez mais expressão, como Ang ola e o Brasil. Aliás, atua lmente, o bacalhau está totalmente
incorporado na cultura culinária brasileira. Em Angola tem também uma procura crescente.
No final deste ano, na fábrica da Moita referida, a exportação vai representar próximo dos 50% da produção.
Em Portugal, o bacalhau e a sua longa tradição de pesca e de comércio até deram o nome a uma famosa r ua de Li sboa, a Rua
dos Bacalhoeiros.
Pela importânc ia e signific ado que este alimento tem, quando v isita r Por tuga l não deixe de provar o "fiel amigo". Mas se um
português lhe di sser: "Aperta aqui o bacalhau! ", "Toma lá um bacalhau! " ou "Dá cá um bacalhau !", não se esqueça que só tem
de o cumprimentar com um aperto de mão ...
Notícia do Telejornal da RTP (texto adaptado)

159
UNIDADE 4

VIOEONOTÍCIA: VAMOS ÀS VINDIMAS (Faixa 29, Página 72)

O Douro está a aproveitar as vindimas para lançar uma grande campanha de promoção turística. Os spots começaram a passar
- · · fcipando da vida de dezenas de
na RTP e sao um convite a degustar a região, cortando uvas, pisando vinho em lagares, par 1
quintas de portas abertas.
'Vamos ao Douro às vindimas?"
"Boa! Pisar uvas!"
"Eu quero fazer provas!"
"Ficamos numa casa de turismo?"
"Venha à festa das vindimas. Saiba tudo em vamosaodouroasvindimas.com"
António Teixeira (Rota do Vinho do Porto): "Muito mais que uma provocação, é um ... venham experimentar, vão ver que não
se arrependem."
"E há muito para fazer?"
"Muito para fazer, muito para ver, muito para sonhar, muito para construir."
No Douro, há quintas de portas abertas aos turistas. A campanha é um convite. A Rota do Vinho do Porto promete festa até
finais de outubro.
Paulo Osório (Instituto Vinhos do Douro e Porto): "Há atividades para todos os gostos, para todos os bolsos, muito interessantes,
desde vindimar até pisar uvas, até provar vinhos, até visitar quintas, até descansar calmamente num alpendre de uma quinta
a contemplar a natureza, o silêncio, a ouvir o silêncio."
Através do site www.vamosaodouroasvindimas.com ou a partir da sede da Rota do Vinho do Porto, no Peso da Régua, é possível
conhecer detalhes e marcar experiências.
Ricardo Magalhães (Estrutura de Missão do Douro): "Para quem quer provar, comer, degustar, numa palavra, quem quer sentir o
Douro por dentro, nest~ período único, tem agora mais oportunidades para o poder fazer. Há um conjunto já muito interessante
de quintas que trabalharam nesse sentido."
O Douro em festa prolonga-se até finais de outubro.
Notícia do Programa Regiões da RTP

VIDEONOTÍCIA: UM ALGARVE DIFERENTE <Faixa 30, Página 74)

Cada vez há mais gente no mar do Algarve, e não falo só dos que tomam banho aproveitando a elevada temperatura da água,
mas também dos que vão de barco, ao encontro da natureza.
Sente- se confortavelmente e embarque numa viagem por um cenário natural de rara beleza.
Já sabe onde nos encontramos? Se ainda não tem uma ideia clara, talvez seja tempo de pensar em fazer uma visita ao Parque
Natural da Ria Formosa: um Algarve diferente, disponível numa viagem de barco.

O cliente não está ao leme, mas pode sempre pedir para parar e, se quiser, observar uma espécie com mais calma ou até meter
conversa com quem faz deste espaço local de trabalho.

Ricardo Barradas (Naturalgarve): "Isso é que são as experiências que marcam, é ... é que as pessoas se sintam integradas nas
visitas e... e de uma forma natural."

Mais do que uma mera viagem até uma das praias das ilhas-barreira, como fazem as carreiras comerciais, esta é uma
oportunidade de estar em contacto com a natureza.

Miguel Correia (Biólogo da Universidade do Algarve): "Os cavalos- marinhos é uma espécie muito carismática, portanto, toda
a sua morfologia leva a que essa espécie seja muito interessante. E a Ria Formosa foi considerada, até há muito pouco tempo,
o ... como o sítio onde existia a maior comunidade estável desta espécie."

160
Uma mais-valia que tem tornado o turis mo de natureza um mercado em cre sci mento. Há cada vez mais empresa s a navegar
pelos canais da Ria Formosa. co m viagens de apena s uma hora ou de um dia inteiro.
João Ministro (Associação Ambientalista Al margem): "Há que valorizar componente s co mo o ecoturismo, que é uma área que
nós estamos empenhados ... muito ... nestes últimos anos, porque, clara mente, pode trazer benefícios económicos, mas também
pode trazer claros benefíci os ambientais."
A observação de aves é uma das vertentes de maior procura e em que o tu r ismo algar vio começa a apostar e, por isso mesmo,
a bordo da embarcação pode haver conversa científica.
"Tentamos encaminhar para o passeio co m o biólogo, que é o guia ... e há uma parte, obviam ente, de explicação do que é isto,
do que é O parque natural, da importân cia que o parque natural tem para tantas espéci es, uma das quais o homem, obviamente,
e depois temos pessoas que procuram passeios de barco, inclusivamen te fe stas de despedida de solte iro."
E mesmo esses, diz a experiência de quem vai ao leme, se dei xam conquistar até por pequenas surpresas na r ia.
Notícia do Jornal da Tarde da RTP

VIDEONOTÍCIA: MARVÃO (Faixa 31, Página 78)

Dois guias de viagem, na internei, consideram Marvão um dos 10 melhores segredos do mundo e uma das 25 vilas secretas
da Europa. o número de turistas tem vindo a aumentar, mas a vila do Norte alentejano queixa-se da falta de promoç ão por
parte das autoridades centrais.
Estas muralhas, plantadas quase junto ao céu, são sinónimo da riqueza turística do território Norte alentej ano. Marvão é, por
travei and leisure como uma das 25 vilas europeias secretas à espera da revelação. A vila
isso, reconhecida no sítio da internei
é mesmo considerada como a rainha das fortalezas de montanha e um outro guia on-line, o tripadvisor, cons idera o castelo
como um dos 10 melhores segredos de viagens.
Pedro Osquiça (turista espanhol de Madrid): "Penso que o segredo vem do facto de estar um pouco afastada das rotas
principais. Não há dúvida que é um dos lugares com mais encanto que temos, pelo menos, na Península Ibérica. Penso que a
sua característica é, sobretudo, a localização. E sobretudo, por exemplo, a adaptação do castelo às formas da roc ha. Parec e
que é um castelo construído em socalcos."
"Já conhecia Marvão antes?"
Francisca Charrua (turista de Almada): "Não, não."
"Por que é que decidiu cá vir?"

"Porque ... disseram-me que era bonito e nós viemos ver."

"Os sites internacionais também dizem que é uma das 25 vilas mais secretas e mais bonitas da Europa. Concorda?"
"Sim, sim. É muito gira."

"O que é que acha que é de relevo aqui?"


"O castelo. "

Mesmo nos dias de semana. os turista s não faltam e a procura da vila muralhada até tem vindo a aumentar.
A gastronomia, os enca ntos da s gentes e da pai sagem, a Serra de São Mamede e até a estânci a arqueológic a ro mana de
Ammaia justificam a fama de Marvão.

Victor Frutuoso (Presidente da Câmara Munic ipal Marvão): "A vila de Marvão está inserida dentro do parque e, muito perto da v ila
de Marvão, temos a Ammaia, portanto, é um destin o de excelência, que acaba por ser um destino secreto, porq ue também estamos
um bo cado esquecidos, infelizmente, pelas autoridades que nos supervi sionam, que podiam dar uma ajuda para promove r uma
zona que foi das primeiras zona s turísticas de Portugal, que foi o tri ângulo turísti co de Portalegre. Castelo de Vi de e Marvão."

Mesmo com falt a de promoção, Mar vão sub siste co mo um dos melhores segredos tu r ísticos da Europa . A atenção que tem
conquistado nos guias de vi agem da internei va i levar muitas pessoas a part ir , agora, à descoberta da v ila.

Notícia do Jornal da Tarde da RTP

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VIDEONOTÍCIA: TURISMO LOW-COST EM BRAGA (Faixa 32, Pági na 79)

o turismo /ow-cost está a crescer em Portugal. todos já o perceberam, e alguns grupos hote leiros opta ram por abr ir un idades
a preços convidativos. Recentemente, em Braga, surgiu um investimento do género que é o primeiro no Minho e numa cidade
que está prestes a tornar-se Capital Europeia da Juventude.
Opta-se cada vez mais pela relação qualidade- preço e, numa cidade onde os jovens estudantes ainda com pouco poder económico
atraem a visita de outros jovens, optar por investimentos low-cost, parece ser, à partida, uma aposta ganha.
Filipe Silva (responsável Basic Braga by Axis): "Está a exceder um pouco as nossas expectativas, porque, realmente, a c idade
de Braga está a demonstrar muita dinâmica e não é preciso fazer muito para captar a atração da cidade."
Filomena Alves (Chefe Divisão Turismo): "Já continuavam a procurar também a Pousada da Juventude ... Temos, por exemplo,
as residênci as académicas que no verão também alugam quartos e que também têm preços bastante mais ba ixos e que
eram bastante utilizados e procurados por estudantes, até universitários, de outros pa íses ... As pr óprias universidades em si
promovem e são uma mais-valia, em termos de Programas Erasmus e, portanto, eu penso que essa at rat iv idade é o mais do
mais, quanto mais temos, mais vêm, mais se fazem ... "
É a primeira unidade do Minho com alojamento económico, com preços que variam entre os 25 e os 55 euros. Quem vem pa ra
Braga de comboio tem passagem direta para aqui .
"Têm oportunidade de vir do Porto ou de Lisboa, ou de outro ponto do país, do Alfa, que sai mesmo encostado ao hotel com
acesso direto da estação."
"Braga é, e continuará a ser, a capital ou o coração do Minho, e o coração do Minho significa v ias para muitos lados, transportes
fáceis, alojamento barato ... "

Marcos Sarini (estudante): "Porque a Europa é um lugar mais caro, então tem que ser num budget mais reduz ido. Então,
normalmente, eu fico em hoste/ ou em hotel económico."
Marcos Sarini é estudante no Brasil. Está habituado a viajar sozinho. Veio para Portugal numa companh ia de baixo custo e
sem data marcada para o regresso.

"Saí sem retorno para o Brasil, então, a princípio, 4 meses. Se eu resolver ficar mais tempo, só Deus sabe ... "
Jovens portugueses e estrangeiros são atraídos pelos preços convidativos - isso não é esquecido naquela que está prestes a
tornar-se na Capital Europeia da Juventude.

Notíc ia do Jornal da Tarde da RTP

VIDEONOTÍCIA: TURISMO EM LISBOA (Faixa 33, Página 81)

Da mesma maneira que O fim de semana prolongado foi de férias e viagens para muitos portugueses, também muitos turistas
procuraram Portugal. Quem são e o que procuram ...

A ideia foi a mesma dos portugueses: gozar um fim de semana prolongado com um
extra, visitar locais de paragem
obrigatória.

19 Turista: "Ouvi dizer muito bem desta cidade que era mu ito bonita, limpa, segura e be la. Vamos ao Museu dos Coches. "
Referências que até passam de geração em geração.
2 9 Turista : "O meu pai esteve aqui há uns 40 anos."
"E falou- lhe de Lisboa?"

29 Turista: "Em trabalho. Falou-me no Museu dos Coches."

Vendedor: "As faianças antigas, relógios antigos, condecorações, brinquedos antigos postais ant"
O t . t , , igos ...
s uris as ... e pastéis de Belém e visitar os museus e os naciona is a parte d · • .
h ,. d ··· 0 1
co ec ionismo sa i bem ... e depois os turistas
espan 01 s, e vez em quando, quando há fins de semana prolongados ... "
39 T . t "V
uri s a: imos os Jerónimos, estivemos no Bairro A lto e na Ba ixa. Que ma is?"
4Q Turista: "Na Baixa, no Chiado ... Passeámos por aí um pouco. Su bimos ao Caste lo de São Jor "
ge.

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3Q Turista: "É uma cidade com muito encanto. Sem dúvida."
"Para namorar também?"
3Q Turista: "Também."
4Q Turista: "Depende de cada um".
3Q Turista: "Depende da companhia ..."
Uma capital europeia aprovada também a oriente.
5Q Turista: "Estamos a gostar muito!"
6Q Turista: "Acabámos de visitar o Mosteiro. Visitámos Alfama."

7Q Turista: "Pastéis de Belém."


"Gosta?"
7Q Turista: "São bons. Muito bons."
Uma cidade aprovada e com muitas provas pelo meio.
"É o mesmo em japonês e em português ... "
89 Turista: "Sim."
Notícia do Telejornal da RTP

ÁUDIO: DESTINOS TURÍSTICOS (Faixa 34, Página 83)

Brasil

Todos os brasileiros têm o direito de descobrir o seu país, de viajar por ele.
E ao viajar, conhecer melhor o lugar onde vivem, olhar o seu país mais de perto .. Ver por dentro, porque ao ver o Brasil mais
de perto, percebemos as particularidades de cada região, de cada estado, de cada município. Ao olhar nosso país mais de
perto, a diversidade brasileira salta aos olhos, e assim podemos conhecer melhor nossas riquezas. E conhecendo as nossas
riquezas, conhecemos melhor quem somos.
E sabe quem somos? Somos os grandes rios, somos as pessoas que vivem nas suas margens convivendo em paz com a natureza.
Somos as praias de beleza deslumbrante e somos também os pescadores, e os banhistas ... Somos as comidas típicas e os seus
diferentes sabores. Somos os mestres cozinheiros que detêm segredos. Somos quem se delicia com essas iguarias. Somos
os nossos sotaques. Somos as diferentes cores do nosso artesanato. Somos todas as personagens das tradicionais histórias
que cada cultura tem para contar. E somos também a modernidade. A modernidade que não agride a natureza. Somos o país
que possui a maior frota de carros movidos a etanol do mundo. Somos o sétimo país em realização de eventos internacionais.
Somos o maior e o mais diversificado sistema de ciência e inovação da América Latina. Somos exportadores de tecnologia
sustentável. E somos também grandes exportadores de sorrisos!

A hospitalidade brasileira é mundialmente conhecida; nosso jeito de receber, de tratar bem os turistas é uma unanimidade.
Isso é reflexo de um povo feito de misturas que convive em harmonia e que tem orgulho do seu país. E quando a gente tem
orgulho, a gente quer mostrar, quer que todos vejam de perto nossas riquezas, nossas paisagens, nossa arte, nossa cultura.
Venha ver o Brasil de perto!

Vídeo do Youtube (4. 0 salão de turismo do Brasil) (texto transcrito e adaptado)

Cabo Verde: Ilha do Sal

Vista dos céus, quando o avião se aproxima da pista do aeroporto, exibe uma paisagem lunar; depois apresenta-se como a ilha
mais balnear do arquipélago. A produção de sal deu- lhe o nome, mas é hoje a ilha mais turística de Cabo Verde. Estamos no
Sal. Começou por se chamar "Lhana", por ser quase plana, apesar da peculiar idade dos relevos existentes, mas depois ganhou
o nome de Sal por via da indústria que, entre o século XVIII e a primeira metade do século XX, lhe deu fama e que hoj e está
quase abandonada, para dar lugar, quase exclusivo, ao turi smo.

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· - ·
Nas décadas mais recentes surgiu a explosao turística de
eabo verde, procura do Por gente de todo o mundo • mas sobretudo
da Europa, à distância de poucas horas.
Testemunhos dos tempos da indústria do sal estão ainda presentes no território. Por exemplo antigamente, em Pedra de Lume,
o interior da cratera de um vulcão extinto era um importante local de exploração de sal. Hoje apresenta uma paisagem única:
O
a cor do solo varia entre o azul-turquesa das águas, o verde da vegetação, o castanho das paredes e o branco e cor-de-rosa
do sal, imagens deslumbrantes que ficam registadas na memória do visitante.
Aqui pode-se descansar ou aproveitar para fazer uma massagem de sal!
Nos tempos áureos da exploração, o sal era enviado para toda a costa africana e para o Brasil. Hoje o turismo substituiu o sal

como atividade económica dominante na ilha.


A vila de Santa Maria, no extremo sul da ilha, é a zona turística por excelência, com um extenso areal dourado de 8km e

maravilhosas águas turquesa, tépidas e transparentes.


A par das belezas naturais e das boas condições de alojamento, esta zona é ainda um aliciante convite aos entusiastas dos
mais variados desportos náuticos. As águas e os ventos mobilizam os praticantes de windsurf e kitesurf. de tal modo que
aqui se realizam provas de nível internacional. Os praticantes da pesca desportiva e do mergulho podem viver momentos de

intenso prazer e entusiasmo ...


Por outro lado, as noites na ilha do Sal são cativantes e animadas, em especial aos fins de semana. Elas podem passar-se
em agradáveis e descontraídos jantares degustados em restaurantes instalados em Santa Maria, Murdeira, Espargos ou em
Palmeira. Os conjuntos musicais, interpretando as canções tradicionais do país, e os sabores deliciosos da gastronomia típica
são, em alguns casos, acompanhados muito de perto pelo marulhar das ondas do mar.

É Cabo Verde no seu melhor. Inesquecível.


ln vídeo do Youtube (documentário Cabo Verde) (texto transcrito)

Portugal

Nas margens ocidentais da Europa, onde a terra acaba e o vento traz os odores quentes de África, existe um país de marinheiros
e gentes calorosas.
Um país de contrastes, que faz da diversidade uma das suas maiores riquezas, de terras onde a natureza permanece intocada,
e o tempo para; um reino de planícies sem fim e praias banhadas pelo Atlântico e pelo sol.
Portugal, um país que é preciso viver profundamente para compreender; um país de artistas que deixaram a sua marca em
obras que o tornaram conhecido em todo o mundo.
A sua longa história pode ser vivida em castelos imponentes, onde é possível passar a noite entre paredes que resistiram a
reis, califas e ao próprio tempo, em palácios saídos de contos de fadas, rodeados por florestas encantadas, repletas de recantos
românticos, onde até os mais enamorados partem sempre com uma nova paixão.
Mas Portugal também tem outra face, em que a grandeza de outrora mora ao lado do futuro. Uma nação jovem e acolhedora, que
vive intensamente 24 horas por dia; um país vibrante e cheio de cor, onde o sol brilha o ano inteiro; um território onde é fácil
encontrar a natureza no seu estado primordial, em montanhas que tiram a respiração mesmo ao viajante mais experimentado;
em locais onde a grandiosidade da pai sagem compete com a majestade da fauna.

E, mesmo quando tudo parece vi sto, Portugal tem algo mais para oferecer: a possibilidade de não fazer nada. Relaxe e desfrute
das praias intermi návei s de um país com 850 km de costa.

E, depois de um dia em cheio, comece bem a noite com um grande jantar. Porque num país com séculos de história e alguns
dos melhores vinho s do mundo, a cozinha tornou - se uma forma de arte, que vale a pena apreciar.

Portugal é tudo isto e muito mais; uma terra maravilhosa e c ativante do primeiro ao último segu ndo; um país único que lhe
oferece 1001 cenários de diversão.
Emba rque numa viagem apaixona n t e. Resptre ~ · ·inesquecível.
· f un do e mergulhe numa exper1·enc1a

ln vldeo Portugal, portal Turismo de Por tugal (texto transcrito)

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UNIDADE 5

VÍDEO: LÍNGUA PORTUGUESA <Faixa 36, Página 87)

José Saramago (escritor): "Quase me apetece dizer que não há uma língua portuguesa, há línguas em português."

Teresa Salgueiro (cantora): "Eu acho que isso também é aquilo que nos liga, não é, falarmos a mesma língua, mas ela 'não é
falada da mesma maneira."

João Ubaldo Ribeiro (escritor). "Eu não sou filólogo, não sou linguista, não sou um estudioso do assunto, sou apenas um
usuário da língua."

Rosário Macário (padeiro): "A gente de Goa gosta de pão feito na lenha ... Esta palavra veio dos portugueses, não é?... Pão ... "

Mia Couto (escritor): "Uma língua que aceita muito, não só do ponto de vista linguístico, mas quanto ela pode traduzir culturas."

Martinho da Vila (cantor e compositor): "Minha bisavó era purinha, bem limpinha, de Angola; o meu bisavô também purinho,
bem limpinho, de Moçambique ... Eu não sou branquinho nem pretinho. A minha dona é moreninha e tenho muitos mulatinhos,
são e salvos, são é mulatada brasileira ... "

"Viva Carnaval! Viva Carnaval!"

"Acho que o mais importante é isso, não é?... Não esquecer a nossa própria língua, não é? ... "

"Eu penso em português."


"Eu conto em português."

José Saramago (escritor): "Nós temos sempre necessidade de pertencer a alguma coisa e parece que a liberdade plena seria
de não pertencer a coisa nenhuma! Mas como é que se pode não pertencer à língua que se aprendeu, à língua com que se
comunica, à língua com que ... e, neste caso, com que se escreve?"

Mia Couto <escritor): "No fundo, não se está a viajar do ponto de vista geográfico, mas está-se a viajar por pessoas ... "

ln www.tvzero.com/ projeto/ lingua-vida s-em-portugues

ÁUDIO: A LÍNGUA SERÁ A MESMA? (Faixa 37, Página 95)

No Rio de Janeiro, dois amigos, um português e outro brasileiro, conversam sobre a língua portuguesa ...
Português: Nós somos de países irmãos. Falamos português, a mesma Língua ...
Brasileiro: Mas são variantes diferentes ...
Português: Sim, mas a língua é a mesma ou não é?
Brasileiro: Pois ... Mas vocês são os donos da língua e nós viemos aí. ..
Português: Mas a língua é a mesma ...
Brasileiro: Olhe, eu às vezes dou uma estranhada ...
Português: De facto algumas palavras são diferentes ... Por exemplo, sabe o que é um autoclismo?
Brasileiro: Como? Viu ... impossível!
Português: Autoclismo ....
Brasileiro: Autoc lismo?
Português: Autoc lismo ...

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Brasileiro: Não. Um ... ?
Português: Autoclismo.
Brasileiro: Autoclismo ... não tenho a menor ideia. Nunca ouvi.
Português: Falamos a mesma língua, por isso ... um autoclismo é...
Brasileiro: Ãh? ... Autoclismo ... clismo ... Nossa, não faço a menor ideia.
Português: É algo que nós utili za mos quando vamos ao banheiro.
Brasileiro: Autoclismo? ... Jésus, Saint Marie, que est que c'est?
Português: Comunicação fácil e rápida ...
Brasileiro: Autoclismo é ... é um ... é um furacão ...
Português: É, isso é verdade ...
Brasileiro: Um acidente climático ... Podia ser um automóvel, podia ser ... não sei! É... é o que nós dizemos em francês. o bidé?

Português: Não, não ... errado. Autoclismo é descarga.


Brasileiro: Ah! Descarga! Nossa Senhora!. .. Bem pensado, bem pensado ... Sabe o que é que eu julguei que fosse? Um

engarrafamento ...
Português: E agora. sabe o que é uma hospedeira?
Brasileiro: Hospedeira?... Hospedeira de hospedaria? Deve ser alguma bactéria ... subcutânea ...

Português: Não ... Uma hospedeira é ...


Brasileiro: Hospedeira é uma mosca? ...
Português: Uma quê?
Brasileiro: Um tipo de pensão?
Português: Não tem uma ideia?
Brasileiro: Nada ...
Português: Aeromoça.
Brasileiro: Ãh?!
Português: É uma aeromoça.
Brasileiro: Uma hospedeira ... Imagina!. .. Elas voam ... Uma hospedeira uma aeromoça? ...

Português: E uma chávena?


Brasileiro: Chávena eu sei, é xíca ra . É uma chávena de chá, eu sei ... Eu estudei isso em português ... no Brasil. Se eu não
soubesse o que era uma chávena ia ser uma vergonha!
Português: E atacador?

Brasileiro: Atacador ... aqui seria um agressor. Atacador é um cara que ...

Português: Não tem nada a ver com futebol. ..

Brasileiro: Um cara que pega quem pa ssa, quem passa por ele, ele pega ... Não sei. alguém que ataca ...
Português: Eu dou uma pi sta: é algo que serve para apertar ...
Brasileiro: Ah! Um cadarço.

Português: E um talho? Sabe o que é um talho?

Brasileiro: Ta lho? Ta lho é o corte ...

Português: Não. não ... O que é que lhe lembra um talho?


Brasileiro: Ta lho ... de carne ... Um corte.

Português: Um lugar onde se corta a ...

Brasileiro: Onde se corta a ca rne ...

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Português: É o vosso ...
Brasileiro: O açougue? Talho? Açougue?!
Português: Sim ... Então, você agora já sabe!
Brasileiro: Agora é a minha vez! Você falou de futebol. Gosta de futebol?
Português: Eu adoro! Claro ...
Brasileiro: O que é um escanteio em futebol?
Português: Um escanteio? ...
Brasileiro: Em português brasileiro é escanteio, mas em Portugal é...
Português: É... Ah! Não sei ...
Brasileiro: Tenta ... Pensa um pouco ...
Português: Não sei ... Copa eu sei que é campeonato, mas escanteio ...
Brasileiro: Um canto ...
Português: Um ... escanteio é um canto! Boa! E, já agora, você sabe o que é um guarda-redes?
Brasileiro: Guarda-redes... um goleiro ... É o goleiro, não é?
Português: Sim, está certo. E uma claque?
Brasileiro: Claque ... Uma claque ... uma claque é simples. Uma claque ... uma claque ... é a torcida do público.
Português: Então, afinal...
Brasileiro: Foi melhor no futebol do que no resto. Você deveria perguntar o que é que é casa de banho ...
Português: Casa de banho... É mais fácil!. .. Essa você já sabe!
Brasileiro: Uma vez, eu fui a Portugal e... falaram casa de banho, mas eu falei: "Eu não quero tomar banho, eu só quero ir ao
banheiro!"
Reportagem "Paraíso Tropical Especial" do Canal Sic (texto adaptado)

UNIDADE 6

VIDEONOTÍCIA: JOVENS DESCENDENTES DE CHINESES EM PORTUGAL (Faixa 39, Página 101)

Nasceram em Portugal e dizem que têm vidas como os outros jovens da mesma idade. Vão à escola, gostam de jogar nas
consolas, de sair com os amigos. Têm sonhos.
Paulo: "Esta segunda geração, por exemplo, de pessoas como eu, filho dos meus pais, já não querem assumir esta posição,
não querem, de facto, seguir esta carreira de ter um restaurante chinês ou de ter uma loja dos trezentos. "
Paulo tem 20 anos. Os gémeos, Paulo e João, têm 17 anos. Patrícia tem 15 anos.
Patrícia: "Eu sinto-me mais chinesa, mas também eu comunico com os portugueses; eu tenho mais relações de amigos com
os portugueses."
Gémeos: "Sinto-me chinês."

"Não sei bem qual das duas identidades assumir, ou seja, se sou, de facto, uma pessoa ... se, de facto, me posso chamar chinês
ou se sou português, não é? Encontro- me um pouco perdido no meio destas duas culturas."
"Acho que não há diferenças, é como os portugueses. Às vezes jogam computador ou jogam basquete ... "
"Considero que talvez os meus pais sejam um pouco mais conservadores do que ... do que uma família portuguesa, no entanto,
por estarem aqui há mais de 20 anos, eu considero que também eles, se calhar, são menos conservadores do que uma família
típica chinesa, na China."
"Os portugueses estão mai s à vontade com as outras pessoas e dizem tudo o que eles sentem e os chineses não são tão
abertos a dizerem os seus sentimentos."

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"A língua portuguesa obriga, a uma pessoa que venha de fora, a conjugar os verbos em todas as pess_
oas e em todos os tempos.
Isso é algo muito complicado para um chinês que não, não se sente obrigado a conjugar ... não conJuga os verbos, os tempos
. - - '?"
verbais na sua língua materna e, portanto, isto é uma noçao nova, nao e.
"Não é muito ... como j á há muitos chineses em Portugal, agora eles já não têm tantos preconceitos contra os chineses."
"Eu assumo que existe um certo preconceito ainda no que toca à visão que a comunidade em geral, a soc iedade em geral, tem

sobre a comunidade chinesa em Portuga l."


"Há preconceitos dos chineses em relação aos portugueses?"
"Acho que sim, porque a cultura é diferente e os chineses pensam de uma forma diferente."
"Eu, por exemplo, eu gostava de seguir o mundo do cinema e tenho a cert eza que outras pessoas da minha geração gostariam

de seguir áreas muito distintas."


"Eu quero ir estudar para outro país, não é Portugal nem a China."
A fortuna ditará o equilíbrio entre as duas culturas na formação destes jovens portugueses, novas peças no mosaico va ri ado
em que se compõe dia a dia a paisagem humana do país.
Notícia do Telejornal da RTP

VIOEONOTÍCIA: UM CHINÊS EM PORTUGAL - UM EMPRESÁRIO DE SUCESSO (Faixa 40, Página 104)

Em Portugal vivem vinte mil chineses. Vieram à procura de um futuro diferente. É o caso de Chen J ian que lidera a venda a
retalho em Portugal de produtos feitos na China.
A viagem para a terra das oportunidades foi há catorze anos. Na bagagem trazia negócios, da China. É em Po rtu gal que tem
a sede de uma empresa que lidera nos produtos made in China, por isso, do outro lado do mundo, saem, diariament e, dois
contentores para a firma de Chen.
Chen Jian (Empresário): "Vendo para Espanha, França, também vendo muito para Itália, vendo muito para ... para África."
Para Chen, o mercado português já não aguenta mais chineses e diz que o truque para o sucesso asiático em Portugal não é
"de deixar os olhos em bico", é só uma questão de contas.
"Ganham pouco e vendem mais."
Mas não se pense que o negócio é só feito de bandeiras portuguesas feitas no outro extremo do mundo.
Já há mu ito material feito por portugueses e vendido por chineses e que os portugueses nem sonham ser material nacional.
"Letras chinesas ... estas ... estas letras, nós ... não conhecemos ... para você ... para si é chinês, para mim também é chinês ..."
Dono do primeiro,grande armazém chinês de venda a retalho, Chen está rendido ao bacalhau e nem pensa voltar à China.
"Sou metade português, metade ch inês."
E é a metade chinesa que não entende quando lhe perguntamos porque é que, numa comunidade de vinte mil chineses, não
se veem funera is.

"Já percebi... É assim: em 1994 morreu um amigo meu em Braga. Naquela altura ... eu também estava lá. Mas, sabe, os chineses
que imigram são quase todos jovens. Eu tenho 45 anos ... "
Já não querem sair de Portugal e já não pensam só em ganhar dinheiro.
"Isto é feito na China."

Os chineses que cá vivem querem também tirar partido do sol, da simpatia e, claro, do bacalhau de Portugal.

Notícia do Telej ornal da RTP

VIDEONOTÍCIA: ESTRANGEIROS EM PORTUGAL (Faixa 41, Página 113)

A maior parte dos estrangeiros que vive em Portugal veio devido ao tr abalho ou ao amor. A Manuela de Sousa foi conhecer
dois estrangeiros que escolheram este país para viver.
A conversa faz- se em japonês · num salão de c há da B aixa
· d e LºIs boa. Tomoko H1rata
· apresenta as doçarias portuguesas que

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há mais de 20 anos a fizeram trocar o Japão por Portugal. Começou por ouvir falar delas na escola primária.
Tomoko Hirata: "O primeiro europeu, um português que chegou lá, no Japão, em 1543 ... o português que trazia ... lá no Japão ...
a pronúncia "castela" é espingarda, religião católica ... "
Para além da fé e da guerra, os portugueses levaram o pão de 16 a Castella, o doce é hoje a especialidade do salão. Tomoko
conheceu o prazer do seu sabor em Nagasaki.
"É mesmo o típico doce de Nagasaki e quando viajei e comi Castella de Nagasaki. .. pronto ... excelente!"
O gosto entrou-lhe de tal maneira no coração que se atreveu numa longa aventura: sozinha, sem saber falar português, chegou
a Lisboa.
"Eu bati à porta e, num papelinho de uma folha A4, escrevi em inglês: Eu queria aprender a estudar a doçaria portuguesa e a
cozinha portuguesa e não precisam de me pagar nada. Não se importam que eu trabalhe com vocêsr
"Arruma lá depressa, não tarda nada está aí o pessoal para almoçar."
Em Portugal, Tomoko conheceu o marido. Com ele, regressou ao Japão, a Nagasaki. Lá, aprenderam os segredos japoneses do
pão de 16 português. Voltaram e abriram um salão de chá, onde se encontram sabores e saberes de duas culturas.

"É uma maravilha, este teatro! Um milagre, um tesouro!"


É um tesouro que Christoph Dammann guarda há cerca de dois anos e que quer dar a conhecer a todos. Hoje pensou nos mais
novos. A Flauta Mágica de Mozart foi adaptada para eles. O atual diretor do São Carlos já foi barítono.
Christoph Dammann: "Eu não canto há muitos anos. Não tenho tempo. Eu gosto de ouvir outros cantores, melhores."
Na Flauta Mágica interpretou Papageno. Esta tarde, será Jorge Martins a cantar o papel.
"Está tudo a correr bem?"
"Sim, claro.•
"Ok. Até já.•
"Ok. Até já. Obrigado."
Antes de chegar ao São Carlos, Dammann dirigiu a Ópera de Colónia.
"Os alemães sempre querem ... se houver problemas ... muito cedo talvez ... um pouco demasiado cedo ... e os meus colegas aqui
em Portugal... eu aprendi, aqui, a resolver problemas no tempo justo."
A família que veio consigo, da Alemanha, também tem o seu tempo.
"As minhas filhas gostam muito do Jardim Zoológico. Nós gostamos de ir à praia, à Costa da Caparica, à Fonte da Te lha,
especialmente.·
No intervalo do trabalho, agora um pouco menos intenso. Com a próxima temporada já programada, a deste ano está a acabar.
A Flauta Mágica é um dos últimos espetáculos.
Notícia do Telejornal da RTP

VÍDEO: UMA BAILARINA PORTUGUESA NA CHINA (Faixa 42, Página 115)

Brígida é uma bailarina portuguesa que está na companhia de bailado de Liaoning, em Shenyuang, mesmo no nordeste da
China. Vem a Macau, muito de vez em quando, porque sente-se mais perto de casa. E foi precisamente aqui que falá mos com
ela e ouvimos histórias incríveis.
Brfgida: "Olá. O meu nome chinês é Xue Er. Sou bailarina e danço na companhia de bailado de Liaoning."

Ato 1
"Eu era pequenina, tinha uns três anos de idade, e a minha mãe ... Os meus pais decidiram pôr a minha irmã mais velha no ballet
e eu insísti que eu também queria ir, mas a professora, ao princípio, não queria deixar-me, porque eu era pequenina demais.
tinha só 3 anos ... Mas eu insisti tanto e chorava, chorava, queria ir para o ballet e a professora lá me deixou ... •
Até aos 16 anos dividia- se entre a escola e as aulas de ballet, depois teve de sair do pais.

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· · · · t- f lgumas audições para escolas em Inglaterra
"Já estava a sentir que tinha de sair, tinha de ir treinar mais seriamente e, en ao, iz a
e entrei na Ramber t School o/ Ballet and Contemporary Dance".

Ato 2
· d. d b li t t mporâneo portanto foi assim uma
"Fui para Inglaterra, sozinha, aos 16 anos. Fazíamos treino todos os ias e a e e con e · ' .
coisa mu ito variada. Quando acabei os· estudos em Londres, claro que comecei logo a fazer as audições no terceiro ano, que
· -
foi o meu último ano de graduação ... Mas há tantas aud1çoes para fazer, mas mui·t o poucos contratos • especialmente contratos
a tempo inteiro, tipo de um ano; há é bastantes contratos mais curtos, tipo dois meses, três meses, para projetos ...
Andei a fazer inter-rail de comboio, sozinha, de mochila às costas e a organizar as audições todas por mim própria; contactava
as companhias e dizia: "Posso ir fazer a aula, tem contratos livres ..."
O
Foi um período difícil. As portas na Europa foram-se fechando. Ao tentar a sorte nos Estados Unidos fraturou pé e, seis
meses mais tarde, novamente em Londres, fez de tudo - trabalhou em part- time num cinema e fo i fazendo trabalhos de dança.
Em 2004, assinou pelo English Nacional Ballet, até que um dia:
"Encontrei numa das revistas de dança, onde eles põem vários anúncios de audições, uma notícia para uma companhia na China."

Ato 3
Partiu para Xangai e foi lá que se reencontrou com Chon, o namorado que também deixou Londres para viver na China. Passaram
por Hong Kong, onde se dividiram entre empregos, mas Brígida continuou sempre a fazer audições.
"Na maioria das companhias de dança, na China, o salário é muito baixo. É normalmente 2000 a 3000 yuans e, então, fiz a
audição para o ballet de Liaoning e decidi aceitar ... Eles tinham-me oferecido um contrato de solista e eu senti que lá, nessa
companhia, eu era capaz de me conseguir sentir feliz."

Ato 4
"E foi assim que começou a minha procura de saber o que é que é a dança na China, o ballet, mais bem dizendo, porque eles
têm muita dança chinesa, mas ballet há muito pouco. O ballet na China tem uma história muito curta, desde só da ... da mudança
para o sistema comunista é que eles criaram a companhia de ballet, trouxeram os mestres russos para ensinar ballet na China,
portanto, é uma ... uma tradição muito nova na China.
Fazemos, maioritariamente, bailados chineses que são com o vocabulário de ballet, mas a história é chinesa, os fatos são chineses,
a música é chinesa e, claro, que os movimentos tiram da dança tradicional chinesa, das danças das várias etnias chinesas.
O horário é muito ... é puxado. Trabalhamos, normalmente, seis dias por semana, mas chegamos muitas vezes, muitas semanas
a trabalhar sete dias por semana sem descanso. Já cheguei a ter três semanas a um mês sem ter um dia de descanso. Claro,
uma pessoa fica cansada mentalmente e fisicamente."
Brígida já passou por vários países com a companhia de bailado de Liaoning: Portugal, Espanha, Japão e Estados Unidos, mas
viajam sobretudo na China.

Nestas imagens transmitidas em direto pela CCTV, a companhia de Liaoning participa num concurso. Brígida foi a escolhida
para um exercício de improvisação.

"Mostravam-te uma frase em chinês, claro ... tudo escrito em caracteres chineses, e depois davam-te 3 segundos ... 3 segundos ...
para aí uns 10 segundos de música e agora diziam: Ok, então agora, dança a frase. Eu fui para o lado do palco, dar O meu leque
à minha colega e a minha colega, que não sabia falar inglês nenhum, disse-me: Do//. E eu, ok, ao menos é alguma coisa. E lá
fui para o centro do palco improvisar."

Último Ato

"Portanto, vir a Macau é... tipo .... sei lá ... Delicia- me imenso, ver as calçadas com as caravelas, ver os edifícios de arquitetura
portu~uesa ... Ad~r~ ir aos restaurantes portugueses ... No outro dia, quando vi o menu e tinha açorda de camarão, eu fique i: Ah!. ..
Eu_sei que é est upido para as pessoas que vivem em Portugal, mas quando se vive na China, e se tem assim saudades destas
coisas que querem dizer a nossa casa é uma ex ·• · ·t· d ·
, perienc1a o 1ma po er vir a Macau e falar português, estar com portugueses,
nossos conterrâneos ... ''

Notícia do programa Montra do Lilau da TOM

170
ÁUDIO: PORTUGAL SOCIAL (Faixa 43, Página 116)

Parte 1
15 de setembro. Começaram as vindimas no Douro. Neste lagar, tal como se faz há séculos, pisam-se uvas. Ouvem-se as vozes
dos homens a marcar o passo. Cantam e falam numa língua longínqua. São ucranianos.
Neste laboratório prova-se Vinho do Porto. Uma mulher espanhola é a enóloga desta casa. Trabalha num meio tradicionalmente
reservado aos homens. O que se vê hoje no Douro pode ver-se em todo o país. Falam-se várias línguas, as mulheres acederam
a todas as profissões. Praticam-se diferentes religiões. A imprensa e a cultura são variadas. Há vários partidos políticos.
Vivemos numa sociedade aberta.

Parte li
Em 1960 não era assim.
No princípio dos anos 60 vivia-se com medo.
Esta sociedade começou a mudar nos anos 60. Vivia-se, nessa altura, um período de grande crescimento económico. Com a
mudança para as cidades, os empregos nas indústrias e nos serviços e o consumo de massas, os portugueses -p-àssaram a
querer e a desejar mais, para além da rotina da sua existência que conheciam até então.

A abertura também veio de fora.


Nos anos 60, 05 turistas estrangeiros começaram a vir para Portugal. Traziam novas ideias, costumes e modas diferentes e
comportamentos mais livres. Aqui começava a ver-se o mundo lá fora.
Também os portugueses começaram a sair para o estrangeiro. Muitos emigraram, mais de um milhão e meio. Fizeram sacrifícios
enormes, mas ganhavam mais do que os portugueses que ficavam cá. A atração era tão forte, que muitos saíram ilegalmente.
Em quinze anos, mais de trezentos mil trabalhadores partiram clandestinamente para a Europa. Mandaram poupa nças e
construíram casas. O seu dinheiro ajudou o Estado e trouxe bem-estar às famílias pobres. Quando vinham de férias, já não
eram as mesmas pessoas, tinham visto outros mundos.

Parte Ili
A emigração de portugueses para o estrangeiro fo i uma das maiores mudanças do século XX.
Mas também a guerra trouxe mudança. Cerca de um milhão de homens tiveram de passar pelo Ultramar. Durante o serviço
militar, muitos aprenderam um ofício, a ler ou a conduzir.
A maioria passava por Luanda ou Lourenço Marques, onde a vida era diferente.
Até o lugar das mulheres na sociedade era mais livre. Por exemplo, lá as mulheres conduziam, também entravam soz inhas nas
pastelarias, nos bares; algumas fumavam. Em Portugal não era assim. Nos anos 60, em Portugal, era difícil ver uma mu lher
a conduzir, mas em Angola era vulgaríssimo. A sua forma de vestir, o seu comportamento era diferente. Nas co lónias, as
mulheres, principalmente as mais jovens, eram mais abertas e arrojadas.

Parte IV

Com a democracia em Portugal, em 1974, a mudança tornou-se mais rápida. Muitas mulheres passaram a trabalhar fora e
longe e deixou de ser possível ir a casa almoçar. Mudaram os hábitos familiares. As classes médias passaram a querer dar
mais educação aos filhos. A variedade de jornais, de filmes, de livros, de televisões e de espetácu los ajudou a lib erda de
de escolha.
As pessoas passaram a ganhar melhor a sua vida, compraram carro e começaram a sair à noite.
A socíedade portuguesa tornou-se plural, aberta às ideias que chegam do mundo inteiro.
Hoje veem- se e ouvem-se ucranianos, asiáticos, brasileiros, africanos, espanhóis e outros, como nunca antes na históri a do
país. Vérías igrejas e religiões têm livre existência. Pode ser-se o que se quiser. São editados jornais em várias língu as. Pode
ver-se cínema indiano ou chinês, dançar em discotecas africanas e comer em restaurantes de todos os cantos do mundo, o
que era impossível há 30 anos.

171
·
Na televisão · o que vem da America
e nos espetáculos domina , · do Nor t e. A s t eIenovelas vêm ou são copiadas do Brasil. Passou
· ·
a ser fácil ver adolescentes v1aJarem · Milhares
sem os pais. · de estu dan t es t"em a opor tunidade de passar um ou dois semestres
·
noutras universidades europeias. ·
Os diversos poderes da soc1e· dade sao - hOJe· mais
· independentes do Estado. Na economia,

há concorrência.
O país fechado passou à história. Mas não foram só as ideias e os hábitos que mudaram, foi também a população.

Parte V
De facto, antes da descolonização, raros eram os africanos que viviam em Portugal. Apesar das colónias, Portugal, antigamente,
não era um país multirracial.
Com a descolonização, em 1975, cerca de 600 mil portugueses, muitos dos quais já tinham nascido em África, vieram para Portugal.
Apesar das dificuldades, estas pessoas integraram-se. Depois de perderem terra, casa e emprego tiveram de recomeçar a vida.
Para isso, foram ajudadas por programas especiais do Governo. Não se conhecem outros casos no mundo de um tão grande
número de pessoas se ter misturado tão rapidamente e sem conflitos.
Nos anos 80, brasileiros e africanos dos novos países de língua portuguesa vieram trabalhar para Portugal, o que foi um facto
novo na história do país.
Nos anos 90, coincidindo com o fim do mundo soviético, começam a chegar europeus de leste, russos, ucranianos e romenos.
Aprenderam português rapidamente. São mais qualificados do que a média dos portugueses. Fazem tudo, dos trabalhos
mais duros aos mais especializados. Também alguns milhares de asiáticos procuraram Portugal. Em todas as cidades do
país são numerosos os comércios chineses. Vieram também europeus, especialmente espanhóis, ligados às empresas
estrangeiras. Pela primeira vez na história, estão em Portugal muitas pessoas que aqui não nasceram. São mais de cem
mil brasileiros, oitenta mil ucranianos, sessenta mil cabo-verdianos, trinta mil angolanos, vinte mil guineenses e o mesmo
número de espanhóis, ingleses e chineses. Hoje, centenas de milhares de estrangeiros vivem e trabalham paredes-meias
com os portugueses. Trouxeram outras maneiras de ser.

Parte VI

Susana é espanhola e trabalha no Douro há vários anos como enóloga. Vive em Vila Real e passa os fins de semana em Vigo.
Tirou um curso de Química na Universidade de Santiago de Compostela e o mestrado em Viticultura e Enologia na Universidade
de La Rioja. Tem 36 anos, há seis anos que está a trabalhar em Portugal e três na Quinta do Crasto, juntamente com outro
enólogo, Dominique Morris, que é australiano e que também tem a sua idade.

Catherine Henke é suíça e estudou Belas-Artes. Hoje é agricultora e professora no Alentejo. Quando chegou a Montemor, há
30 anos atrás, era uma vila pequenina, onde não se passava muita coisa, havia o cinema três vezes por semana, mas à parte
disso havia pouca coisa. Hoje em dia, está completamente diferente. Esta cidade alentejana agora recomeça a viver com quintas
biológicas e com jovens que se dedicam à agricultura. E tornou-se um pouco uma cidade de cultura. Há, neste momento, muitos
artistas a viver em Montemor, por exemplo.

Lídia era contabilista . Hoje é cozinheira e vive com os filhos e netos no Algarve. É da Moldávia e veio para Portugal em
2000 por causa do marido, que tinha vindo dois anos antes, em 1998. Agora vivem também em Portugal os seus três filhos.

Parte VII

Os estrangeiros que vieram para Portugal são, na maior parte, imigrantes económicos, tal como os portugueses O
foram. Vieram
à procura de trabalho e a fugir de piores condições de vida.

~ maioria dos imigrantes manda dinheiro para casa. Uns querem, um dia, regressar ao seu país de origem, outros querem
ficar em Portugal.

A ~a~ília Che~, tal como a maioria das famílias chinesas, vive do comércio. Fala com os familiares pela interne!, assina o jornal
ch1nes e os filhos continuam a aprender mand · E ·
arim. m poucos anos conseguem editar os seus jornais, abrir restaurantes,
supermercados, mercearias e organizar os se lt 1· · ·
us cu os re 1g1osos. Os seus filhos estão na escola portuguesa mas não deixam
de falar a sua língua. '

172
Muitos imigrantes que estão em Portugal vão de fér ias aos seus países; quando pode m, votam cá nas suas eleições. Afr icanos
e brasileiro s preferem as grandes ci dades e o Algarve, enquanto os europeus de leste se encontram espalhados por Portugal.
A sua chegada à econom ia portuguesa teve resultados positivos. Au mentaram a produção e substitu íram os portugueses nos
trabalhos ma is duros.
Ao contrári o do que muitas vezes transparece nos jornais e na televisão, a maior ia dos imigrantes não constitui problema.
Apesar das dificuldades, conseguem legalizar-s e e são per to de meio milhão.
Porém, todas as imigrações em massa podem trazer problema s; quando descontroladas podem provoc ar conflitos, como, aliás,
tem acontecido em muitos países europeus.
A responsabilidade pelos conflitos pertence a todos: quem recebe estrangeiros pode ter dificuldades em perceber modos diferentes
dos seus; quem se instala noutro pa fs pode ter dificuldades em adaptar-s e. É diffcil, ao mesmo tempo, adotar os cost umes
locais e preservar a sua identidade, ser ao mesmo tempo africano e europeu; ser ao mesmo tempo ucraniano e português.
A abertura recente da soci edade portuguesa é, talvez, o corte mais rad ical com a nossa história dos últ imos séculos. Há
liberdade e diversidade na sociedade portuguesa.
Portugal Social, Nós e os Outros, programa exi bido pela RTP (texto transcrito e adaptado)

UNIDADE 7

VlDEONOTÍClA: SER PORTUGUÊS (Faixa 45, Página 134)

O dia é de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, é o Dia Nacional. O ma is emotivo de todos os dias
oficia is, porque se destina a celebrar aquilo que somos, aquilo que nos distingue, aqu ilo que nos une, para além de todas
as diferenças. O que somos, no fim de cada dia, e o que somos até quando sonhamos - o exercíc io é arri scado, incompleto,
complexo, mas no conjunto de tantas respostas, como aquelas que vamos ver a segu ir, va i-se percebendo um sentido do
que é, afinal, ser português.
Eduardo Lourenço (ensaísta): "Não passo a vida a pensar que sou português ... Sou naturalmente português, com o toda a gente
que nasceu em Portugal, não é?"
"Ser português é um orgulho, só ... por si só ... para quem conhece a Histór ia ... "
Eduardo Lourenço (ensaísta): "Portugal moderno sucede a um país de cultura orgânica, profundamente religioso ... Vivemos um
grande sentimento de que vivemos numa casa ... uma pequena casa, não é? Nós não podemos ter a perceção de que pertencemos
a grandes espaços, porque não existem à nossa volta ... "
"É ter a alma lusa."
"É ser fadista ... E viver esta vida sempre na penúria."
"É um país pobre, mas é muito honesto, recebe toda a gente, é amigo de toda a gente."
"Isto é tudo bom."

"É um povo simpático, acolhedor, mas isso não chega, não é?"
"Olhe de comer, de beber e de passear."

Eduardo Lourenço (ensaísta): "Contrariamente áquilo que se deixa ver na oc asião, passamo s a falar mal do país, e mais isto, e
mais aquilo, etc, mas não, os portugueses estão contentes ... É um dos povos mais contentes, que eu conheço, consigo próprio."
"Olhe, olhe ... Portugal é a coisa mais rica da vida! "

"Somos todos melhores, em tudo, os homens e as mulheres ... as mulheres são belíssimas, li ndas e os homens também."

"Temos é os ordenados ma is baixos."


"Somos o pa ís do "desenra scanço", aí já é uma diferença, não é? Não sei se para o bem, se para o mal, se calha r para o mal. .."

"E temos o "nacional- porreir ismo", não é? O nosso "nacional- porreir ismo" ... "

"Somos um povo si mples, um povo que é humilde."

173 1
· é extraordinario.
Eduardo Lourenço (ensaísta): "O Mourinho · , · o Mourin · ho, ac h0 - 0 genial · Ele é português ao contrário
.
não é?
' _
· ho, porque eIe, de f acto , tem uma capacidade de autoaf1rmaçao,
E os portugueses estão fascinados pelo exemplo do Mourin _ .. de
· rara . Os portugueses tem
confiança em si próprio, uma coisa , pouca con f1ança em si próprios , de uma maneira geral.

"E' mais do que uma nacionalidade, e, ... sei· la, ... quase que ... uma marca... Ser por t ugu ês não é só comer baca lhau, não é só ser
religioso. É ter orgulho naquilo que nós somos."
"Gosto imenso de viver em Portugal."
"É bom ser português."
Notíc ia do Te lejornal da RTP

VIDEONOTÍCIA: O QUE NOS FAZ FELIZ? (Faixa 46, Página 136)

"O dinheiro não traz felicidade", j á dizia o ditado, que agora foi comprovado num estudo de especialistas. Num encontro para
estudar "o que nos faz feliz ", vários estudiosos concluíram que quanto mais desenvolvida é a sociedade, menos felizes são
os cidadãos.
Comprar, consumir, valorizar e exibir ...
Nos nossos dias, o consumo define o cidadão. Para muitos, ter ou não ter é o mesmo que ser ou não ser feliz.
"Consumir, gastar, traz felicidade no sentido de ... que a pessoa sente-se realizada e, por vezes, consegue esquecer outros
problemas quando está a fazer uma compra."
"Se for para dar, há sempre uma felicidade maior do que querermos adquirir para nós próprios."
O que dizem os estudos? Dizem que as sociedades mais desenvolvidas são aquelas em que o sentimento de felicidade entra
em estagnação.
Eduardo Giannetti da Fonseca (investigador): "Não há nenhuma evidência de que o crescimento económico, a partir de um
certo ponto, redunde em aumento de bem-estar subjetivo e, pior, esse modelo ameaça, seriamente, o equilíbri o ecológico
do planeta, porque sete milhões de seres humanos, com aspirações crescentes de consumo, querendo carros, micro-ondas,
geladeiras, viagens aéreas, toda a parafernália do mundo moderno, a natureza não comporta isso."
"Aquilo que o faria feliz? Se tivesse dinheiro para comprar ... o que é que o faria feliz?"
"Ora, comprava muita roupa, ténis, comprava um carro ... "
"Um carro? Imagino... que tipo de carro?"
"Não sei, um carro bom, para andar."

"Eu, como sou do sexo masculino, é o normal: automóveis, motos ... Claro, e uma boa casa, essenc ialmente e primeiro que
tudo e, depois, uma coisa que muita gente se calhar não pensa ... mas na educação, aproveitava também para melhorar a minha
educação académica."

"Vivemos numa sociedade em que temos de trabalhar cada vez mais para ganhar mais dinheiro para consumir mais, e assim
temos cada vez menos tempo para pensar no que realmente nos faz felizes."

"São todas estratégias agressivas de transformação da realidade para satisfazer o homem. Esse modelo, que é o do consumo,
também se mostra extremamente limitado."

Sofia Guedes Vaz (Investigadora FCT da Universidade Nova de Li sboa): "Temos que fazer bem a nós próprios, portanto, sermos
nós mais felizes, mas para sermos mais feli zes precisamos também de fazer o outro mais feliz, precisamos de fazer a nat ureza
estar em mais harmonia."

Os inquéritos revelam ainda que a felicidade se apresenta de formas diferentes em três momentos da vida:

"Há uma proporção maior de felizes entre os jovens, depois vem caindo, no período entre 30 e 40 anos nós estamos na curva,
no vale do "u", e depois ela volta a subir. As pessoas de maior idade, aposentados, têm também uma proporção maior de felizes."
E quase que a comprovar:

"Sou uma pessoa ... feliz. E gosto que todos os filhos ... à minha beira ... que esteja tudo muito feli z ... "

174
Mais uma informação com base científica: se alguma vez pensou que viveria feliz se ganhasse o Euromilhões, desengane-se; os
casos estudados em todo o mundo mostram que o sentimento de felicidade dos sortudos dura, apenas, dois anos no máximo,
mesmo com a carteira recheada, os lamentos acabam por regressar.

Notíc ia do Telejornal da RTP

ÁUDIO: MANIFESTAÇÃO <Faixa 47, Página 138)

E agora algo que, certamente, nunca imaginou: uma manifestação que juntou centenas de homens e mulheres no Rio de Janeiro
e que protestam contra o facto de estarem solteiros. De acordo com o Movimento dos Sem Namorados existem, no Brasil, mais
de 50 milhões de pessoas que ainda não encontraram uma cara-metade.
Estão disponíveis para namorar e cansados de não terem uma oportunidade para o fazer. Centenas de solteiros protestaram
nas ruas do Rio de Janeiro unidos pela mesma esperança.
Raquel Almeida, uma jovem brasileira solteira, explicou-nos que participou na manifestação porque está à procura de um
namorado. Com o lema: "o negócio não é ficar, eu quero é namorar", muitos decidiram sair à rua e dar voz ao seu protesto.
A manifestação foi organizada pelo Movimento dos Sem Namorados, de acordo com o qual existem, no Brasil, mais de 50 milhões
de adultos à procura da sua alma gémea. Falta saber se a concentração de corações solitários numa atmosfera carnava lesca
pode ajudar a reduzir esse número.
Notícia do Jornal da Tarde da RTP (texto adaptado)

VIOEONOTÍCIA: DIA DO SORRISO (Faixa 48, Página 140)

Todas as rádios portuguesas se juntaram, hoje, para nos fazer sorrir. A iniciativa é importada, como vamos ver depois, e
constava de uma proposta simples: às oito ou às nove da manhã, todos os que estivessem a ouvir rádio, sorr iam para os
ocupantes dos carros vizinhos. Se desperdiçou essas oportunidades de manhã, ainda tem mais uma, que a cena repete-se lá
para as seis da tarde.
"Neste momento, todas as rádios do país estão a transmitir em simultâneo. Milhões de pessoas, de norte a su l, no inter ior e
no litoral, estão atentas à próxima novidade."
"A rádio, toda a rádio, propõe-lhe um sorriso!"
"É agora! Vá lá! Sorria para quem está ao seu lado; agora para o outro lado. No carro, nos transportes públicos, na rua ..."
Mais de 300 rádios pediram. Alguns portugueses deram um largo sorriso.
Mas nem em todo o lado foi assim. Neste cruzamento do Porto, foram mais as caras sisudas do que as sorridentes, ainda que
fosse possível vislumbrar, aqui e ali, um tímido sorriso.
"Fez questão de sorrir para o lado?"
"Sim, e até estivemos a comentar isso."
"E a pessoa que estava ao seu lado também sorriu?
"Também.H
"Nos carros vizinhos?"
"Também."
"Qual foi a sua reação às oito da manhã?"
"Acho que me ri. .. acho que me ri. .. "

"Acha ou tem a certeza?"


"Se calhar tenho a certeza."
"O seu vízínho do lado, no trânsito?"
"Não reparei."
A maioria nem se apercebeu da iniciativa, embora estivessem disponíveis para rir para o vizinho do lado.

175
"Por acaso não ou i."
" ão sabia de nada?"
" ão, não sabia d nada."
"Mas não está ningu ma olhar ..."
"Caso estiv sse, daria um sorriso assim descomprometido?"
"Sim ... mas ninguém sorri."
"Cá está o meu sorriso para vocês!"
"É uma mulher de sorrisos, logo pela manhã?"
·sou, por acaso sou."
De norte a sul, a mensagem foi escutada. Impossíve l pa ra uma televisão registar o que aconteceu num país com mais de quinze
mil quilómetros de estrada. Em Faro, a RTP, reg istou aquilo que talvez venha a acontecer às seis da tarde, hora marcada para
a rádio voltar a pedir sorrisos.

Notícia do Jornal da Tarde da RTP

176
SOLUÇÕES
UNIDADE 1: TRABALHO E PROFISSÃO

VAMOS FALAR...

1. (página 9)
José Saramago - escritor
Paula Rego - pintora
Fátima Lopes - estilista
Rui Veloso - músico
Álvaro Siza Vieira - arquiteto
Mariza - cantora
José Mourinho - treinador de futebol
Ricardo Araújo Pereira - humorista
António Horta Osório - economista
Maria João Pires - pianista
Sara Sampaio - modelo

VAMOS OUVIR...

1. (página 10)
1.1. Luís de Matos/ mágico/ Prémio Merlin (Mágico da Década)/ Sociedade Internacional de Mágicos / Coimbra
1.2. Cristiano Ronaldo/ jogador de futebol/ Bola de Ouro/ FIFA
Eduardo Souto de Moura/ arquiteto/ Prémio Pritzker / Barack Obama
J oana Vasconcelos/ artista plástica/ Prémio Martha de la Cal - Personalidade do Ano de 2012 / AIEP - Associação
da imprensa Estrangeira em Portugal

1. ~ ína14)
.1. a>; 1.2. e); 1.3. a); 1.4. b)
~
ZJ, ã).; 2.2. a,; 2.3. b)
'3. OleNcemo.s: vivenda de luxo com vista para o mar; 83 mil euros; contrato de trabalho por seis meses.
O cudidato terá de: limpar a piscina; dar de comer aos peixes; fazer um vídeo semanal sobre a ilha para um blogue.
O candidato deve: saber nadar e mergulhar; ter um espirita de aventura.

VAMOS OUVIR...
1. (página 17)
1.1. Atividade: ginástica laboral/ Objetivos: diminuir os acidentes de trabalho, o absentismo e aumentar a motivação /
/ Reação/opinião dos trabalhadores: positiva/ Duração da atividade: 10 minutos/ Frequência: duas vezes por
semana
1.2. (página 18)
a) a) V; b) F; e) V; d) V; e) F; f) F
b) As trabalhadoras desta fábrica sentem menos dores devido à prática do exercício físico.
e) As empresas que contratam este tipo de serviços têm lideranças abertas.
f) A ginástica laboral é um serviço com custos relativamente reduzidos para as empresas.

177
VAMOS OUVIR ...

1.
1.1. (página 19)
a) F; b) F; c) V; d) V; e) V; f) F; g) F; h) F
a) Ele não quer ir trabalhar no dia seguinte.
b) Ele vai faltar porque não se se nte motivado, di z que são motivos "profissionais".
f) Ele sempre recebeu mensagens eletrónicas pessoais.
g) Ele recusa, porque não tem internet e, por isso, não pode receber mensagens eletrónicas pessoais.
h) O colega não vai trabalhar porque a mulher fale ceu.
1.2. O empregado diz que não tem vontade de trabalhar porque se sente cansado e, como recebe poucos e-mails divertidos,
não se sente motivado.
1.3. (página 20)
O chefe é compreensivo porque tenta conversar com o trabalhador para saber exatamente o motivo para que ele
não possa trabalhar no dia seguinte. Para além disso, sugere que ele trabalhe em casa, o que mostra flexibilidade e
compreensão.
1.4. O segundo trabalhador afirma que não pode ir trabalhar porque a mulher morreu.
2. trabalhar; amanhã; apetece; profissional; porquê; trabalho; receber; galinha; trabalhei; tenho; casa ; família; internet;
anedotas; condições; queria; faleceu; precisar; se; obrigado; trabalhar
2. Cpágina22)
2.1. b); 2.2. a); 2.3. a); 2.4. d); 2.5. d); 2.6. a); 2.7. d)

VAMOS OUVIR...

1. (página 25)
Rosete Santos: Camionista/ Começou a trabalhar na adolescência, porque a família era pobre. Tem baixas qualificações.
Transporta mercadorias na Península Ibérica há 10 anos./ Por motivos financeiros.
Dulce Montez: Técnica de manutenção de aviões / Com 17 anos entrou para a Força Aérea, onde aprendeu a sua
profissão. Já tem esta profissão há 10 anos./ Gosta de "desmanchar" e montar aviões.
Liana Caldeira: Mecânica/ Antigamente não sabia arranjar carros. Só sabia conduzir. Trabalhava num escritório, mas
por motivos familiares foi viver para o campo. Mora numa aldeia, perto de Torres Novas. Agora trabalha com o marido
numa garagem. Já têm clientes fixos. / Começou a ajudar o marido: dava-lhe as ferramentas e depois aprendeu a
conhecer o interior dos carros.
Joana Oliveira: Comandante / O pai também é piloto. Cresceu num ambiente familiar sempre ligado à aeronáutica
(aviões). / Sonhava ser piloto desde criança.
2. (página 26)
2.1. Rosete Santos: a) 2; b) 5; c) 7; d) 3; e) 1; f) 6; g) 4
2.2. Dulce Montez: a) 3; b) 1; c) 5; d) 4; e) 2
2.3. Liana Caldeira: a) 2; b) 3; c) 1; d) 4
2.4. Joana Oliveira: a) 4; b) 2; c) 7; d) 5; e) 3; f) 6; g) 1

UNIDADE 2: TEMPOS LIVRE E DIVERSÕES

VAMOS OUVIR ...

1. (página 30)
Anúncio: Golfe no Parque das Nações.

VAMOS OUVIR ...

1. (página 32)
1.1 . d); 1.2. b); 1.3. b); 1.4. a); 1.5. b); 1.6. c )

178
PARA CONHECER A LÍNGUA ...

1.
1.1. (página 33)
-teca: Exprime a noção de coleção ou local de armazenamento.
a) Pinacoteca: substantivo feminino. 1. Museu de obras de pintura; 2. Coleção de obras de pintura.
b) Biblioteca: substantivo feminino.
1. Conjunto de livros, manuscritos, etc., possuídos por um particular ou destinados à leitura pública;
2. Sala ou ediflcio onde está essa coleção.
c) substantivo feminino. Lugar onde se conservam e guardam as películas cinematográficas.
Cinemateca:
d) Discoteca: substantivo feminino. 1. Coleção de discos fonográficos ou CD. = FONOTECA;
2. Lugar onde se guardam discos. = FONOTECA; 3. Estabelecimento comercial onde se vendem discos;
4. Estabelecimento comercial onde se pode ouvir música gravada, dançar e consumir bebidas.
e) Videoteca: substantivo feminino. 1. Coleção de vídeos. 2. Móvel ou lugar onde se guarda essa coleção.
f) Ludoteca: substantivo feminino. Local onde existe uma coleção de jogos, livros e discos para utilização dos seus visitantes.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013.
http://www.priberam.pt/dlpo/discoteca [consultado em 22-10-2014]

VAMOS OUVIR...

2. (página 35)
2.1. a); 2.2. d); 2.3. b); 2.4. c); 2.5. b); 2.6. a)

VAMOS OUVIR-

1. (página 36)

RESPONSÁVEL NOME DO CARACTERÍSTICAS


DISTINÇÃO LOCALIZAÇÃO
PELA DISTINÇÃO PROPRIETÁRIO DO CAFÉ
6V café mais bonito Guia turístico da Porto (centro da Agostinho Barrias. Exuberante; tem muitos
mmundo. internet. cidade). espelhos; local de cu lto;
ambiente histórico/ mágico ...

VAMOS OUVIR...
1. (página 38)
b)~ cl; e>; g); D; D; p); r); t)

VAMOS OUVIR...
1. (página 40)
b); t>; D; D; q)

VAMOS OUVIR...
1. (página 41)
1.1. e); 1.2. a); 1.3. a); 1.4. d); 1.5. b); 1.6. c); 1.7. d)

VAMOS CONHECER•••

1. (página 43)
1. D; 2 . e); 3. a); 4. d); 5. k); 6. b); 7. f>; 8. g); 9. j); 10. c); 11. D; 12. h); 13. m)
2. (página 44)
Ter dor de cotovelo - sentir inveja. ._ _ )
18
1. k); 2. d); 3. p); 4. a); 5. m); 6. i ); 7. b); 8. r); 9. D; 10. e); 11. o); 12. c); 13. O; 14. n); 15. g); 16. J), 17- h), · q

VAMOS OUVIR ...

(página 46)

Curso: Culinár ia

Público: Não pro f issiona is

Local: Escola de Hotelar ia do Porto

Início: Esta semana

Duração: 120 horas

Frequência: Três dias por semana


Paixão pela cozinha; desemprego; reconversão profissional; fascínio provocado
Motivos para pelos programas e concursos de cu linária da televisão; for ma de relax ar e
frequentar o curso:
descontra ir.

VAMOS MAIS LONGE ...

1. (página 47)
1.1. b); 1.2. d); 1.3. d); 1.4. c); 1.5. a); 1.6. a)

UNIDADE 3: COMIDA

VAMOS OUVIR...

1. (página 58)

Tipo de evento: Prova gastronómica e confeção de pratos algarvios no aeroporto.

Público a que se destina: Tu r istas/passageiros do aeroporto.

Local: Balcões de check-in do Aeroporto de Faro.

Responsáveis pela
Chefes de cozinha de hotéis de 5 estrelas.
organização:
Opinião das pessoas: Muito positiva.

Divulgar a gastronomia algarvia e promover a Algarve Chefs Week, a decorrer


Objetivos:
até ao fim de semana seguinte.

VAMOS OUVIR ...

1. (página 59)
Cozinhar é arte; necessidade; criação; tradi çã o; modernidade; emoção.

VAMOS OUVIR...

1. (página 61)
e); e); h ); k)

180
L.

Ingrediente referido usado na


Azeite.
confeção dos pratos:
Características/Vantagens Dieta saudável, natural, equilibrada; respeita as características e os sabores
desta comida: dos ingredientes.

VAMOS OUVIR ...

1. (página 63)
1.1. b); 1.2. c); 1.3. b)
2.
PRODUTOCS)
NOME DA CARACTERÍSTICAS/INFORMAÇÕES
LOCALIZAÇÃO CONFECIONADOCS)/
PASTELARIA SOBRE A PASTELARIA
PRODUTOCS) FAMOSOCS)
Aberta desde 1829.
Receita secreta do bolo-rei.
Confeitaria
Baixa Bolo-rei ~Nascimento"do bolo-rei em 1850 (receita e
Nacional
pasteleiro levados de França para Portugal por um
filho do fundador desta pastelaria).
Pastelaria emblemática, com uma esplanada
Bolos, chocolates e convidativa e uma montra variada.
Suíça Rossio
guloseimas O proprietário é diabético, mas prova os bolos todos
os dias.
Tem um pasteleiro que só fazcroissants. Vendem
Bolo-rei o ano inteiro; uma média de 800 a 1000 croissants por dia.
Rosa Doce Av. João XXI
especialidade: croissants Tem qualidade; não são usados produtos
conservantes.
Bairro do
Careca Croissants e palmiers Ambiente agradável e familiar.
Restelo

VAMOS OUVIR... E FALAR...


1. (página 67)
1.1. O recurso natural referido que pode ser vantajoso para Portugal é o mar.
1.2. Ao jantar do dia anterior, e ao almoço desse dia o presidente comeu bacalhau. Ele também recebeu um bacalhau
como oferta.
1.3. O presidente não lamentou a oferta, pois é um apreciador de bacalhau.

VAMOS OUVIR...

1.1. b); 1.2. e); 1.3. a); 1.4. a); 1.5. a); 1.6. c); 1.7. c); 1.8. d)

PARA CONHECER A LÍNGUA...


1. (página 69)
1. e); 2. f); 3. e); 4. b); 5. a); 6. d)

181 1
UNIDADE 4: VIAGENS E FÉRIAS

VAMOS OUVIR...
1. (página 72)
1.1. Região: Douro/Festa e época do ano: Vindimas, até fi nais de outubro (outono)/lnformaçõ es ou reservas: através
do site www.vamosaodouroasvindimas.com ou na sede da Rota do Vinho do Porto, no Peso da Régua.
1.2. Atividades: apreciar a região; cortar uvas; pisar vinho em lagares; com er; participar do dia a dia de deze nas de
quintas; fazer provas; vindimar; provar vinhos; visitar quintas; descansa r calmamente num alpendre de uma
quinta; contemplar a natureza; comer; degustar ...

PARA CONHECER A LÍNGUA...

1. (página 73)
a) Até ao lavar dos cestos, é vindima.
b) Muita parra, pouca uva.
c) O vinho, como o am igo, quer-se antigo.
d) Feitas as vindimas, guardam- se os cestos.
e) A mulher e o vinho tiram o homem do caminho.
f) O pão pela cor, o vinho pelo sabor.
g) Nem comer sem vinho beber, nem assinar antes de ler.
h) Antes de casar, arranja casa para morar, terras para lavrar e vinhas para podar.

VAMOS OUVIR...

1. (página 74)
Região: Algarve/Atividade proposta: passeio de barco/Nome da ria: Formosa.
2. b); c); O; g); i); k); m)

PARA COMPREENDER MELHOR O VÍDEO...

1. (pági na 76)
Ecoturismo: substantivo masculino. Turismo que respeita o meio ambiente e que estimula a educação ambiental.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, 2008-2013,
http://www.priberam.pt/dlpo/ biblioteca [consultado em 22-10-2014]

Vantagens do ecoturismo: contacto com a natureza; possibilidade de estudar/adquirir conhecimentos re lativos ao meio
ambiente; observação de plantas e/ou animais; preservação da natureza.

VAMOS OUVIR...

1. (página 78)

Classificação da vila pelos


guias de viagem: Um dos 10 melhores segredos do mundo e uma das 25 vilas secretas da Europa.

Local turístico/histórico
Castelo
destacado:
Outros motivos para visitar A gastronomia, a simpatia da população, a beleza da paisagem e a estância
Marvão: arq ueológica romana de Amma ia .
Crítica feita em relação
à promoção da vila: Falta de promoção por parte das autoridades centrais.

1182
VAMOS OUVIR...

1. (página 79)

Tipo de Investimento: Unidade hoteleira.


Económico (baixo preço), boa relação qualidade-preço, boa localização,
Caracterfsticas:
bons acessos.
Público a que se destina: Jovens !

Preço: Entre 25 e 55 euros.


Localização: Ao lado da estação de comboios de Braga.

Outros alojamentos Pousada da Juventude e residências académicas.


em Braga: 1

VAMOS OUVIR-

1. (página 81>
1.1. Estes turistas visitaram Portugal num fim de semana prolongado.
1.2. As entrevistas foram feitas em Lisboa.
1.3. No geral, os turistas têm uma opinião bastante positiva da cidade.
2. Características da cidade: bonita; bela; cidade com muito encanto; limpa; segura
Locais visitados: Museu dos Coches; Bairro Alto; Baixa; Chiado; Castelo São Jorge; Mosteiro dos Jerónimos; Alfama;
Pastéis de Belém (Pastelaria)

• (página 83)
- Brasi~ B - Portugal; C - Cabo Verde

5: LÍNGUA PORTUGUESA

: Ungua-Vidas em Português/Nome de alguns participantes: José Saramago, Teresa Salgueiro. João Ubaldo
ÁlfoMacário, Mia Couto e Martinho da Vila/Lugares: Portugal, Brasil, Índia e Japão/Assunto: este filme aborda
&.bisua Portuguesa · trata a diversidade linguística e cultural dos diferentes povos que falam português.
M" PELA LiNGUA PORTUGUESA...
Zl. Mia uto (página 91>
a) V;t,) F: e F; d) Fi e) F; O F; g> V
t,) Atualmente, Mia Couto vai muitas vezes a esta ilha para desenvolver o seu trabalho de escritor.
e) Comparando com Maputo, a ilha de lnhaca é um lugar pouco desenvolvido.
d} A ijhlJ de lnhaca e a cidade de Maputo localizam-se no mesmo pafs, em Moçambique.
e) Para este moçambicano, a llngua portuguesa é dinâmica.
f) Sesundo Mia Couto, a diversidade cultural dos falantes de llngua portuguesa torna a língua mais rica .
3. José Saramago <página 91)
espaços; reunidos; memória; guardava; atmosferas; llngua portuguesa; Norte; tinha; transformações; mas; espalhado; coisa;
aprendeu; escreve; oito; arquivos; lá
4. Martinho da Vila (página 93)

183
4.1. b); 4.2. b); 4.3. b); 4.4. c) ; 4.5. d); 4.6. c) ; 4.7. a)
5. Teresa Salgueiro (pági na 94)
Se melhanças: Empatia entre os povos; os doi s países são multiculturais, fala-se a língua portuguesa em ambos os países.
Diferenças: Portugal e o Brasil têm culturas diversas; a dimensão dos dois países é diferente - Portugal é muito mais pequeno
do que o Brasil; há variação linguística entre os países; portugueses e brasileiros têm maneiras de ser diferentes.

VAMOS OUVIR...

1. (página 95)
1. d); 2. D; 3. a); 4. h); 5. c); 6. i); 7. e) ; 8. g); 9. b)

PARA ALÉM DO TEXTO ...

1. (página 96)
1. c); 2. D; 3. w); 4. p); 5. g); 6. b); 7. m); 8. a) ; 9. i); 10. s); 11. O; 12. d); 13. D; 14. k); 15. e); 16. q); 17. u); 18. h); 19. r) ; 20. o);
21. j); 22. v) ; 23. n)

UNIDADE 6: PORTUGAL, PAÍS MULTICULTURAL

VAMOS OUVIR ...

1. (página 101)
1.1. b); 1.2. a); 1.3. c); 1.4. b); 1.5. b); 1.6. d); 1.7. a); 1.8. b)
1. (página 104)
1.1 .

Nome do Empresário: Chen Jian

Motivo para imigrar: Procura de um futuro melhor.

Sector de atividade: Comércio Ca retalho).

Destino das vendas: Espanha, França, Itália, África e Portugal.

Razão para o sucesso: Vende mais porque tem uma margem de lucro mais baixa.

Origem dos produtos


China e Portugal.
comercializados:
Características/Aspetos
de Portugal apreciados pela Sol, simpatia dos portugueses e bacalhau.
comunidade chinesa:

1.2. f) ; h); k)
2. (página 105)
a) não me apetece fazer isso/algo.
b) ser pontual.
c) deve adaptar- se ao lugar onde se está/vive.
d) não ser um verdadeiro amigo, ser desleal.
e) executar uma tarefa difícil.
f) ficar surpreendido.
g) tudo o que é de Espanha não é bom (questão histórica).
h) não percebo nada, não entendo o que está escrito/é dito.
i)
.) retirar- se sem justificação ou explicação; sair às escondidas.
J falar ou atuar em vão, sem sucesso ou proveito.
k) fazer uma transação comercial de lu cro fácil e certo; fazer um bom negócio.

1184
D fazer algo apenas para dar nas vistas, para mostrar o que não é; por aparência.

VAMOS FALAR...

3. (página 112)
ser a cabeça da galinha em vez da cauda do dragão: é melhor ser o primeiro de um grupo fraco do que o último de um grupo
poderoso.
ser a cabeça do dragão chines: estar numa posição de liderança, de destaque.
tartarugas do mar: expressão usada para designar os chineses que estudaram no estrangeiro mas que regressaram à China.
3.1. Preço de jeito: um bom preço
3.2. 1. e); 2. d); 3. a); 4. f>; 5. h); 6. g); 7. j); 8. D; 9. b); 10. c)

VAMOS OUVIR...

1. (página 113)
1.e IMIGRANTE:

Nome: Tomoko Hirata.


Pais de origem: Japão. 1

Tempo de permanência Há mais de 20 anos.


em Portugal:
Razão para imigrar: Queria aprender a doçaria e a cozinha portuguesas.
Atividade profissional: Empresária - proprietária de um salão de chá em Lisboa.
Família: Marido português.
Começou por ouvir falar de Portugal na escola primária; provou o pão de ló japonês,
Castella, em Nagasaki, no Japão e decidiu ir para Portugal; chegou a Lisboa, sozinha
e sem saber falar português e ofereceu-se para trabalh ar sem remuneração,
Percurso de vida:
· para aprender a cozinhar a comida e a doçaria portuguesas; conhec eu o marido
em Portugal; foram ambos para o Japão para aprenderem a cozinhar o pão de ló
japonês; voltaram para Portugal e abriram um salão de chá .
~

2.0 IMIGRANTE:

Nome: Christoph Dammann.


País de origem: Alemanha.
Tempo de permanência
Há cerca de 2 anos.
em Portugal:
Atividade profissional: Diretor do Teatro São Carlos.
Família: Imigrou com ele; tem filhas.
Ir ao Jardim Zoológico e à praia, especialmente à Font e da Telha, na Costa da
Ocupaçlo dos tempos livres:
Caparica.

- - - -- ~ - - - - - - - - - - .,,....
VAMOS OUVIR ...

1. (página 11 5)

Nome: Brígida.
Profissão: Bailarina.
Quando começou a
Aos 3 anos.
dançar ballet:

Quando saiu de Portugal: Aos 16 anos.


Local onde se formou: Londres - Inglaterra.
Local onde vive e o motivo: China, é bailarina na Companhia de Liaoning.
Horário de trabalho: Seis dias por semana; às vezes, sete dias por semana.
Países que já visitou ao serviço
Portugal, Espanha, Japão, Estados Unidos e China.
desta companhia:

VAMOS OUVIR...

1. (página 116)
1. c); 2. b); 3. d); 4. a)
1.1 . a) F; b) F; c) F; d) F; e) V
a) Atualmente, os imigrantes trabalham nas vindimas, uma atividade secular no Douro.
b) Ouvem-se ucranianos a cantar e a falar na sua língua enquanto pisam as uvas.
c) A produção vinícola é uma atividade tradicionalmente reservada aos homens.
d) Atualmente, em Portugal, as mulheres acederam a todas as profissões.
1.2. a); e); f); i); j)
1.3. a) F; b) V; c) F; d) F; e) F
a) A emigração de portugueses para o estrangeiro foi uma das maiores mudanças dos anos 20.
b) Em termos de mentalidade e costumes, a sociedade portuguesa dos anos 60 era mais conservadora e fechada do que
a sociedade angolana.
e) Em Angola, as mulheres vestiam-se de uma forma mais moderna, fumavam, já conduziam e iam sozinhas a pastelarias
e bares, o que não acontecia em Portugal.
d) Em Portugal era raro ver uma mulher a conduzir.
1.4. b); c); e); g); h); j); k)
1.5. 1.5.1. b); 1.5.2. e); 1.5.3. a); 1.5.4. e); 1.5.5. a); 1.5.6. b); 1.5.7. c); 1.5.8. a); 1.5.9. d); 1.5.10. c)
1.6.
1.ª IMIGRANTE: Susana Esteban

Nacionalidade: espanhola

Local de trabalho: Douro: Quinta do Crasto

Local de residência: Vila Real

Profissão: enóloga

Idade: 36 anos
2.0 IMIGRANTE: Catherine Henke
/
Nacionalidade: suiça i
Local de trabalho: Montemor, Alentejo
Local de residência: Montemor, Alentejo /"
Profissão: agricultora e professora 1

3.o IMIGRANTE: Lídia Panea


/
Profissão anterior: contabilista J
Profisslo atual: cozinheira i
local de residlncia: Algarve J
Pafs de origem: Moldávia i
Motivo para imigrar: para ganhar dinheiro e ficar com a família
l;
1.7. estrangeiros; económicos; Vieram; piores; manda; regressar; ficar; comércio; assina; mandarim; supermercados;
religiosos; portuguesa; língua; países; preferem; espalhados; economia; produção; duros; transparece; problema; perto;
imigrações; conffüas; europeus; recebe; modos; noutro; adaptar-se; locais; africano; recente; rad ical; diversidade

1NDADE 7: RELAÇÕES COM OS OUTROS

VAMOS FALAIL
(página 127)
A simpatia é, porventura, o principal traço do carácter português.
Uma vez. colidi com um táxi.
61fflo. uma senhora de certa idade C..J apesar de eu ser estrangeiro.
tadrão honesto. disse o meu colega com humor, mas muito surpreendido com este facto.
com uma rapariga lusitana C..J uperdeu-se" um homem chinês.
aras conhecJdas, tantos sorrisos amáveis, tantos episódios inesquecíveis que guardo na memória.
da sua atma vive uma melancolia pesada, misturada com uma enorme saudade.
dl'B portugueses revela•se uma unidade multifacetada.

f) compatriota
g) chatice
h) eontinha
j) afetuoso
j) lusitana

f) idealistas
g) sensfveis
h) árduos
,eo,ráfico j) prazeres
j) simples
5. (pjsína 128)
olidariedade / orgulho / afetuosidade / honestidade / compreensao / sensibilidade/ idealismo / frontalidade.
PARA CONHECER A LÍNGUA ...

1. (página 128)

NOME ADJETIVO ANTÓNIMO <NOME) ANTÓNIMO <ADJETIVO)

antipatia antipático simpatia simpático

pontualidade pontual impontualidade impontual

otimismo otimista pessimismo pessimista

maldade maldoso bondade bondoso

intolerância intolerante tolerância tolerante

alegria alegre tristeza tr iste


deslealdade desleal lealdade lea l
hipocrisia hipócrita sinceridade sincero
organização organizado desorganização desorganizado
humildade humilde arrogância arrogante

2. (página 129)
1. D; 2. d); 3. b); 4. e); 5. g); 6. a); 7. c)

VAMOS OUVIR...

1. (página 134)

SER PORTUGUÊS É...


ter orgulho na História; falar mal do país;
ser religioso; sentir-se contente com o seu próprio povo;
ter a alma lusa; ser muito bonito;
ser fadista; ser desenrascado;
viver na penúria/ ser pobre; ser porreiro (ter o unaciona l-porreirismo");
ser honesto e hospitaleiro; ser simples e humi lde;
ser simpático e acolhedor; ter pouca confiança em si próprio.
gostar de comer, de beber e de passear;

VAMOS OUVIR...

1. (página 136)
1.1 . b); 1.2. b); 1.3. a); 1.4. d); 1.5. b); 1.6. c)
2. (página 137)

1.0 ENTREVISTADO
2.0 ENTREVISTADO
Comprava muita roupa, ténis e um carro.
Comprava carros, motos, uma casa e tentava melhorar
a sua formação académic a.

3. (página 138)
b); c); e); D

188
VAMOS OUVIR ...

1. (página 138)
O que aconteceu: uma manifestação. / Onde: no Rio de Janeiro, Brasil. / Quem: solteiros, pessoas sem namorado(a). /
Porquê: estão cansadas de estar sozinhas e querem arranjar um(a) namorado(a).
2. cara-metade / namorado / alma gémea.

VAMOS OUVIR...

1. (página 140>

Tipo de iniciativa: Dia do Sorriso; sorrir para o ocupante do carro ao lado.


Iniciativa promovida por: Mais de 300 rádios portuguesas.
Quando: 8:00h; 9:00h e 18:00.

Destinatários desta iniciativa/ Ouvintes de rádio.


mensagem:
Reação das pessoas: Positiva; algumas não tiveram conhecimento; algumas sisudas.

VAMOS DESCOBRIR.-

a) 1; b) 3; c) 12; d) 10; e) 6; f) 11; g) 2; h) 9; D 5; j) 13; k) 4; D 7; m) 8.

189
Lista de Faixas do DVD

Faixas Ti o Título
1 Vídeo RTP Informação direitos
2 Áudio Falar pelos Cotovelos - Lidei - Edições Técnica s
3 Áudio UNIDADE 1 - Trabalho e Profissão 9
4 Vídeo RTP Sucesso Profissional: Luís de Matos 10
5 Áudio Portugueses Premiados 10
6 Áudio Anúncio ara o melhor em rego do mundo 14
7 Áudio Candidato vencedor ao melhor em rego do mundo 14
8 Vldeo RTP 17
9 Áud io Não me apetece trabalhar 19
10 Vídeo RTP Mulheres no mundo dos homens 25
11 Áudio UNIDADE 2 - Tem os Livres e Diversões 29
12 Vídeo RTP Golfe 30
13 Vídeo RTP Museus Portugueses 32
14 Áudio Museu da Língua Portuguesa 34
15 Vídeo RTP Café Ma·estic 36
16 Vídeo RTP Praia de Mangualde 38
17 Áudio Passagem de ano: opções diferentes 40
18 Vídeo RTP Fado 41
19 Vídeo RTP Tempos livres: fazer um curso 46
20 Vídeo RTP Cafés do Porto 47
21 Áudio UNIDADE 3 - Comida 57
22 Vídeo RTP Gastronomia no aeroporto 58
23 Áudio Cozinhar é... 59
24 Vídeo RTP Gastronomia Mediterrânica 61
25 Vídeo RTP Doce Lisboa 63
26 Vídeo RTP Uma jornada presidencial 67
27 Áudio Bacalhau 68
28 Áudio UNIDADE 4 - Viagens e Férias 71
29 Vídeo RTP Vamos às vindimas 72
30 Vídeo RTP Um algarve diferente 74
31 Vídeo RTP Marvão: um segredo por descobrir 78
32 Vídeo RTP Turismo low-cost em Bra a 79
33 Vídeo RTP Turismo em Lisboa 81
34 Áudio Destinos Turísticos 83
35 Áudio UNIDADE 5 - Língua Portu uesa 87
36 Vídeo Tvzero 87
37 Áudio 95
38 Áudio UNIDADE 6 - Portu ai - Pais Multicultura l 101
39 Vídeo RTP Jovens descendentes de chineses em Portugal 101
40 Vídeo RTP Um chinês em Portugal 104
41 Vídeo RTP 11 3
42 Vídeo TOM 115
43 Áudio 116
44 Áudio 125
45 Vídeo RTP 134
46 Vldeo RTP 136
47 Áudio 138
48 Vldeo RTP Dia do sorriso 140

191 1