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ÍNDICE
INTRODUÇÃO..........................................................................................................................3

O significado da Literatura ao longo do tempo..........................................................................4

Diferenças sobre a literatura em Voltaire e Diderot...................................................................4

Problemática da definição da literatura.......................................................................................4

Ficcionalidade e intertextualidade da obra poética.....................................................................4

Da Literatura à literariedade.......................................................................................................5

Relação entre arte e estética........................................................................................................5

Diferença entre texto literário e não-literário..............................................................................6

Paradoxo da função da literatura em Platão e Aristóteles...........................................................6

Aspectos diferenciadores da função da literatura no Romantismo e na.....................................6

Semiose Literária........................................................................................................................7

Divisão dos Géneros Literários...................................................................................................7

Princípios de unidade de tom em Victor Manuel de Aguiar e Silva...........................................7

Teoria Romântica dos Géneros Literários................................................................................10

O momento histórico do Romance e a conquista de estatuto próprio.......................................10

CONCLUSÃO..........................................................................................................................11

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................12
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INTRODUÇÃO
A começar este trabalho da cadeira de Introdução aos Estudos Literários, trata entre outros, os
seguintes temas: a problemática do significada e da definição da literatura ao longo dos
tempos; a ficcionalidade e intertextualidade; da literatura a literariedade; arte e estética; texto
literário e o não – literário; a função da literatura; e os géneros literários.

Com estes tópicos, pretende-se contextualizar a problemática, as manifestações e variações


das obras literárias, enquanto fenómeno artístico e científico na construção do objecto da
Literatura. A começar por descrever a problemática da significação do termo literatura; a
construção da ficcionalidade e intertextualidade como propriedades fundamentais na obra
literária.

Em relação a Arte e Estética, explicamos a relação fecunda e indissociável no actual contexto


em a arte uni o génio criador – o belo artístico – o público apreciador. No que tange aos textos
literário e não-literário, demonstramos os aspectos diferenciadores.

Sobre a função da literatura, inferimos sobre as acepções da sua atulidade, desde a


Antiguidade, passando pelo Medievalismo, pelo Modernismo com o Romantismo e
culminamos na fase Contemporânea. Em relação aos géneros literários,reflectimos son«bre a
divisão tripartida de Horacio e os seus críticos na actualidade como Staiger, Lukacs e Croce.

A terminar, esta pesquisa é de aporte teórico, com uma abordagem qualitativa, socorrendo-se
fundamentalmente das fontes bibliográficas, e dos métodos indutivo e dedutivo na sua
materialização.
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O significado da Literatura ao longo do tempo


O termo Literatura vem do latim littera (que significa letra), logo o conceito da literatura está
directamente ligado a palavra escrita, a arte de escrever ou até a erudição. Até o século XVIII,
na europa a literatura era vista como saber, conhecimento, artes e a ciência em geral, mas no
final do mesmo século, este termo passou a ser denotado poesia, verso e prosa (visão que
perdura até a actualidade na classificação de géneros textuais).

Apesar da amplitude da significância do termo literatura, nos finais do século XVIII, a


literatura assume significação de belas artes, uma conotação que induzia a apreciação da arte
de expressão pela palavra, de um dado pais.

Entre os séculos XIX e XX, o lexema literatura passou por designações como literatura
vitoriana, do sul, literatura feminina, literatura de terror, literatura revolucionaria, literatura de
evasão, retórica, expressão artificial ou conhecimento acumulado do fenómeno literário.
Assim, dada a complexidade semântica desse lexema, importa encarar a literatura como
exercício artístico de produção de obras literárias.

Diferenças sobre a literatura em Voltaire e Diderot


Para Voltaire a literatura era uma forma particular de conhecimento que implicava valores
estéticos e uma particular relação com as letras e para Diderot a literatura é um fenómeno
estético ou especifica forma de produção, de expressão e de comunicação artística e corpus de
objectos (textos literários).

Problemática da definição da literatura


A dificuldade de definição referencial da literatura prende-se com o facto deste exercício
artístico das letras, pela imprecisão da indicação dos traços que indicam textos ditos literários
dos não – literários; para além da linguagem, não se nota um denominador comum nas obras
literárias; o critério que qualifica um texto literário, não é teórico ou literário, mas ético, social
ou ideológico; e o literário esta na forma como se lê.

Ficcionalidade e intertextualidade da obra poética


 “A obra literária, devido a potência especial da linguagem poética, cria uma
objectividade própria, um heterocosmo, contextualmente fechado. Essa realidade
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nova, criada pela ficção poética, não deixa de ter, porem, uma relação significativa
com o real objectivo”.

Mesmo as criações fictícias que a literatura concebe (mundo imaginário, ideologia e


verdade próprias, seres metamorfoseados, animais falantes, lugares paradisíacos, entre
outros aspectos), são inspiradas na realidade, ou seja, uma impressão, recriação ou
modificação da realidade do mundo. Assim, é preciso encarar o autor textual e o narrador
textual como co-referênciais juntamente com o autor produzem textos que não dependem
da situação vigente.

Da Literatura à literariedade
 “Literariedade seria aquela propriedade, caracteristicamente universal do
literário, que se manifestaria no particular, em cada obra literária”.
a) Universal como característica objectiva existente numa obra, permitindo a sua
denotação como uma literária circunscrita num estilo e época, ou até particular na
medida em que um constructo social especifico procura se universalizar como
literariedade. E como é óbvio, esta literariedade não pode ser encarada como
estática e dogmática, abrindo-se espaço da sua readaptação em função do contexto
social vigente, o que não deve significar no entender dos cépticos um caos
eminente na definição do objecto da Literatura enquanto ciência.

Relação entre arte e estética


 O conceito da Arte conheceu uma variação semântica ao logo do tempo, apesar da
sua origem etimológica reduzi-la a técnica (do grego). Ela já foi denotada como
conjunto de regras para dirigir qualquer actividade humana (as diversas profissões,
desde as de auxilio e as de fabricação propriamente dita); como meio de
relacionamento do homem com a natureza (música, dança, retórica, e outras). Mas
apenas entre os séculos XVII e XVIII, surge a versão do belo (apadrinhada por
kant) na arte (pintura, escultura, arquitectura, poesia, música, teatro, dança), e com
os três elementos: o público avaliador, a beleza na arte e o génio criador, assim, a
Estética enquanto ciência filosófica, passaria a nortear a expressão criadora do
artista, emitindo em suas obras, não a cópia do mundo, mais a sua reconstrução
ideal.
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Diferença entre texto literário e não-literário.


 No texto literário podemos notar a subjectividade da maneira como se emite uma
mensagem, onde os vocábulos assumem uma conotação semântica ou
plurissignificação, a sua interpretação depende do nosso repertorio cultural e a
maturidade imaginaria que deve encarar esse texto como um mistério a ser
desvendado. Diferentemente do texto não-literário que retrata os factos de forma
subliminar, transparente e objectiva, onde a mensagem assume uma dimensão
quotidiana, sem conotações. Em meio a essas características, o texto literário a
principio não é acessível, exigindo alto exercício reflexivo de quem busque a sua
compreensão, o mesmo não se pode dizer do texto não – literário, que transparece
logo à partida da mensagem que veicula.

Paradoxo da função da literatura em Platão e Aristóteles


Platão não reconhece plenamente a literatura como um veículo que transportasse o
conhecimento, pelo facto da imitação aparente que a poesia expressava na sua criação,
uma característica diferente da Filosofia (que procura as causas ultimas, trazendo
respostas), assim em última analise, a poesia não passava de uma mera imitação de
imitação e criadora de aparência. Ao passo que Aristóteles, apresenta uma visão contrária
do seu mestre, concebendo a Poesia como veículo de conhecimento geral do que a
História que se lida com questões particulares, ou seja o poeta diferentemente do
historiador não apresenta factos particulares, mas sim cria um mundo coerente em que os
acontecimentos são representados na sua universalidade, iluminando os aspectos da
realidade que a permite.

Aspectos diferenciadores da função da literatura no Romantismo e na


Contemporaneidade

 No Romantismo a literatura é concebida como a única via de conhecimento da


realidade do ser, onde o mundo assume a forma de um gigante poema, cabendo ao
poeta com recurso a palavra desvendar esse mistério. O poema é a forma de
conhecimento que revela a realidade íntima, onde o poeta se torna o vidente
(rompe os sentidos com fé e força superior, tornando-se um grande doente,
maldito, criminoso e sábio) que alcança e interpreta o desconhecido. Na
Contemporaneidade, a literatura passa a se preocupar com a componente simbólica
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e semântica, onde a poesia é vista como revelação interior da vida pessoal, que não
se pode ter acesso de outra forma (pela ciência), e mesmo que até se sirva dela
para divertimento, nesta época, a literatura assume-se como meio de exploração do
eu obscuro, mascarado nas convivências sociais.

Semiose Literária
 “O sistema semiótico literário representa assim peculiar sistema modelizante
secundário, representa uma langue, na acepção semiótica do termo, que não
coincide com a língua natural nem com extracto-funcional dessa”.

Sistema semiótico literário é o conjunto de sinais comunicativos, próprios da criatividade


poética (signos, regras sintácticas, figuras, semântica, ordenamento de ideias) fruto da
conjugação deste com o sistema modelizante primário (a língua natural). O sistema
modelizante primário ou língua natural é a fonte básica de meios que permitem o decurso
de uma comunicação (regras gramaticais, símbolos de escrita, elementos comunicativos),
indispensáveis para o desenvolvimento do sistema semiótico literário.

Divisão dos Géneros Literários


 “Horácio concebe o género literário como conformado por uma determinada
tradição formal, na qual avulta o metro, por uma determinada temática e por uma
determinada relação que, em função de factores formais e temáticos, se estabelece
com os receptores”.
a) Esta visão horaciana é de todo conservadora, na medida em que o poeta é obrigado a
encarar os géneros literários como movimentos psicológicos distintos e independentes,
mantendo-os rigorosamente separados de modo a evitar o que chamou de hibridismo
(mistura de géneros, por exemplo o género cómico com o género trágico), pela regra
da unidade de tom.

Princípios de unidade de tom em Victor Manuel de Aguiar e Silva


Segundo Filho (2011), “teoria é qualquer actividade da linguagem que busca conceituar
ou explicar um dado da realidade empírica ou da realidade intelectiva” (p. 9). Por outra,
podemos dizer que, a teoria é um princípio geral e sistémico, de um objecto do
conhecimento.
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Neste contexto, a teoria da literatura será o conjunto de princípios gerais e sistemáticos


que permitem uma compreensão ampla do fenómeno literário, reflectindo sobre os
aspectos que fazem de um texto literário, organização em géneros (a lírica, a épica, a
dramaturgia), a organização formal (métrica, figuras de linguagem, rítmica, ríma,
estrofação) (Filho, 2011).

A ideia da unidade de tom, constitui objecto da teoria da literatura, e remete-nos a ideia da


organização dos géneros textuais, e a sua predominância ao longo de varias épocas. Desde
a antiguidade, filósofos como Platão (referiu-se das divisões da poesia: poesia dramática,
poesia lírica e poesia épica) e Aristóteles (poética segundo os meios, objectos e modos)
(Martins, 2013).

Antes de partirmos para a crítica sobre a unidade de tom, é prescindível que tenhamos que
defini-lo. Assim, tom é o estilo, a característica ou sentimento que permeia o conteúdo
(“Conhecer”, s. d).

Na visão horaciana o género literário correspondem a uma tradição formal, e é


caracterizado por um tom. E o metro por seu turno, seria a estilística mediante um
conteúdo específico.

Nesta visão horaciana, o poeta deve manifestar a sua fidelidade a si e aos seus leitores, em
função dos assunto a tratar, seleccionar a métrica ou estilística própria, ou seja, não se
pode cometer o erro de abordar um tema cómico num estilo trágico ou inversamente.
Horácio concebia os géneros literários como movimentos psicológicos, cabendo aos
poetas evitar o hibridismo (misturas). Esta concepção fechada dos géneros literários
(unidade de tom), ganhou muita simpatia no classicismo francês, na visão evolucionista
do poeta francês Brunetier (Martins, 2013).

Segundo Martins (2013), a visão romântica assistida na virada do século XVIII e início do
século XIX, com a afirmação do estatuto próprio, foi multiforme e até contraditória,
embora se possa apontar como princípio comum a todos românticos a condenação da
teoria clássica dos géneros literários, em nome da liberdade e da espontaneidade
criadoras, da unicidade da obra literária.

A atitude de concepção absolutista da arte Sturm und drang, dividiu a opinião dos
românticos em parte, porem uma nova abordagem sobre a teoria dos géneros literários foi
concebida, dando primazia aos elementos intrínsecos e filosóficos, defendendo ferozmente
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o hibridismo desses géneros. Um outro aspecto que marca a guerra da unidade de tom,
pode ser descrito com a visibilidade de Benedetto Croce no seu pensamento do grande
esteta italiano o intuito polémico de combater e invalidar as congeminações dogmatistas
de Bruntière (Martins, 2013).

Croce encara a poesia como arte em geral, como forma de actividade teorética (intuição),
do conhecimento individual, das coisas singulares, produtoras de imagens, um
conhecimento oposto ao lógico, esta intuição que deve ser encarada como expressão. Este
conhecimento fruto da imaginação, é uma elaboração alógica, irrepetível de certas
temáticas, por isso que, a obra poesia é una e indivisível.

Segundo Martins (2013), a moderna poética condena a tentativa dogmática e absolutista


de realização dos géneros literários, entre vários críticos, destaca-se Emil Staiger, ao
publicar em 1952 a sua obra Grundbegriffe der Poetik [Conceitos fundamentais de
poética], condena a poética apriorística e anti-historica, apelandopara que a poética se
apoie da história da literatura (a essência do homem é o tempo).

Staiger reformula a divisão tradicional tripartida da lírica, épica e drama, pelos conceitos
estilísticos lírico, épico e dramático, ajustada a existência humana em geral, reflectidas na
infância, juventude e na maturidade.

Lukacs na sua juvenil Teoria do Romance (1914-1915), é uma das figuras incontornáveis
nas reflexões em torno da teoria da unidade de tom, em suas análises procura estabelecer a
diferença entre a narrativa e a lírica, a narrativa e o drama, o romance e a epopeia. Este
crítico, traz ao de cima, a diferença entre o romance e o drama (o conteúdo emitido por
cada um deles, a ordem sociologia e sociocultural, a natureza do publico destinatário, a
estrutura das sociedades que produzem tais géneros) (Martins, 2013).

Na estética de Lukacs é evidente a problemática da continuidade e descontinuidade


estética, onde a determinação histórico-social que pode levar a extinção de um
determinado género (a épica clássica) ou o nascimento do outro (o romance, por
exemplo). Podemos de forma tímida, dizer que a continuidade e descontinuidade dos
géneros seriam equiparadas a um organismo em crescimento transversal e não
longitudinal como concebia Brunetier.

Uma outra figura não menos importante a ser citar em torno das visões progressistas dos
princípios da unidade de tom, é sem dúvidas segundo Martins (2013), Roman Jakobson,
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ao relacionar a concepção dos géneros literários em relação a função poética da


linguagem, distribuindo-os da seguinte, a épica, centrada sobre a terceira pessoa, envolve
a função referencial da linguagem; a lírica, orientada para a primeira pessoa, prende-se
estreitamente com a função emotiva; a dramática implica a segunda pessoa com função
apelativa.

Teoria Romântica dos Géneros Literários


a) “Brunetier apresenta o género literário como um organismo que nasce, se
desenvolve, envelhece e morre, ou se transforma”.
a) Este pensamento, influenciado pelo dogmatismo da doutrina clássica e pela
sedução das teorias evolucionistas de Darwin, busca reaproximar os géneros
literários a organismos biológicos, dando-lhes o sentido de serem entidades ou
substâncias providas de significado e dinamismo próprios, não havendo lugar para
fusão entre eles.

O momento histórico do Romance e a conquista de estatuto próprio


 Apesar das metamorfoses semânticas que o termo romance ganhou ao longo do tempo,
subjugando-se todo o exercício narrativo a leitores de baixa tradição literária, pelo facto
do romance ser falado pelas classes sociais baixas por um lado, e por este género não ter
predecessores latino-gregos por outro. Entre os séculos XVIII e XIX, o romantismo
encontra espaço na Literatura, conquistando para si estatuto próprio e um público cada vez
mais numero, o que incentivou a produção em massa de romances.
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CONCLUSÃO
A questão do significado da literatura dividiu épocas e separou crítico, pela complexidade da
semântica emanada pelo termo, que por vezes, remete-nos a ideia de arte de construir algum
conhecimento que uma determinada época o conceba com tal, ou mesmo ao conjunto de
conhecimento sobre as letras, contudo a ideia central que deve nos ater, quando falamos de
literatura é de conhecimento transitório, mutável e contextual das obras literárias.

Por mais que o exercício literário esteja ligado a variação de épocas ou estilos, não deve
contudo, deixar de emanar a sua ficcionalidade e intertextualidade característica, que pode
tender a sair do particular para o universal e vice-versa. Apesar da aparente dificuldade em
demarcar com clareza, as fronteiras entre o texto literário e o não-literário, desde meado do
século XVIII, a obra literária traz consigo o traço hedónico (criador-estética-publico).

A maneira de conceber a função da literatura, foi sempre divergente desde Platão (que via
nela uma mera mimese do mundo) e Aristóteles (que prezava como forma de conhecimento
universal, que nenhuma outra ciência podia trazer), ou até o Romantismo (como única via do
conhecimento) e a Contemporaneidade (que assumia a poesia como expressão pura e genuína
do mundo interior).

A classificação tripartida de Horácio (poesia, epopeia e drama), apesar da simpatia que teve,
principalmente no classicismo francês de Brunetier, onde os géneros literários deviam
respeitar os estilos temáticos (metro), expressando em si autonomia em cada um deles
(unidade de tom), e evitando por exemplo, que a poesia abordasse temática do drama e vice-
versa (hibridismo), conheceu uma oposição frívola no século XIX e XX, pelas vozes de
Staiger, Lukacs e Croce que defendiam o hibridismo, justificando a possibilidade de alguns
géneros desaparecerem ao longo do tempo em benefício de outros géneros.
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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. _____________.Conhecer os primeiros três princípios: Tom, Linguagem e
Representação. Recuperado em htttp//:www. trailhead.salesforce.com.modules.

2. Filho, A. C. (2011). Teoria da literatura I. São Cristóvão, Brasil: UFS:CESAD.

3. Martins, C. (2013). Teoria e Literatura: Resumo de Victor Manuel de Sousa Aguiar e


Silva (1976). Teoria da Literatura. São Paulo: Martins Fontes. Recuperado em
http//:www. portaldateoriadaliteratura.blogspot.com.

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