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Índice
Introdução....................................................................................................................................2

Ecologia, seu percurso como Ciência...........................................................................................3

Conceitos relacionados com a Ecologia.......................................................................................3

Ecologia e a relação com outras Ciências.....................................................................................4

Condições e recursos....................................................................................................................6

Interacções ecológicas..................................................................................................................8

Sucessão ecologia (Interacções, Modificações, Comunidades)..................................................10

Biodiversidade...........................................................................................................................11

Ciclo dos nutrientes....................................................................................................................12

Ecologia humana na actualidade................................................................................................13

Conclusão...................................................................................................................................15

Referencias Bibliográficas.........................................................................................................16
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Introdução
A presente pesquisa da Cadeira de Didáctica de Biologia II, retrata o capítulo da Ecologia,
desde a sua definição, enquanto disciplina científica, suas relações e desafios de afirmação da
sua cientificidade, condições e recursos no ecossistema, relações ecológicas, a biodiversidade
e os ciclos de nutrientes.

Quanto a natureza, estamos diante de uma pesquisa de aporte teórico, dependendo unicamente
das fontes bibliográficas para a sua fundamentação; fazendo uma descrição e explicação
minuciosa dos conteúdos ora referidos no parágrafo anterior. Metodologicamente, fazemos
fusão dos métodos indutivo e dedutivo, na apresentação dos conteúdos.

Toda fonte que suporta a presente pesquisa, está certamente referenciada bibliograficamente e
através de citações ao logo do corpo. Desta forma, com esta gama de conteúdos arrolados,
pretende-se reflectir sobre um campo deveras pertinente na actualidade, numa altura em que
se vive os efeitos das mudanças climáticas.
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Ecologia, seu percurso como Ciência


A palavra Ecologia deriva de duas palavras de origem grega, Oikos (que significa casa), e
Logo (que significa doença), logo Ecologia é a ciência que estudo o ambiente e todas as suas
relações a nível do ecossistema (Universidade Castelo Branco [UCB], 2002). Um
posicionamento não distante deste, é o que define Ecologia como sendo “o estudo das
relações entre os organismos a a totalidade de factores físicos e biológicos que os afectam ou
são por eles influenciados” (Pianka, 1986 citado em UCB, 2008, p. 18).

Este ramo da Biologia, nasce por volta do século XIX, numa altura em que desencadearam as
primeiras discussões influenciadas pelo Darwinismo1 em 1859, em torno da relação entre os
organismos e o meio onde se encontravam (“Ecologia” [s.d]). Há que realçar na obra-prima de
Charles Darwin, The origin of Species, inspirou os estudos a nível da Biologia e Evolução
naquela época.

O termo Ecologia como disciplina independente, foi pela primeira vez utilizado por Ernst
Haeckel em 1869. Aliada a esta conquista de Haeckel, muitos outros investigadores destacam-
se Forbes (1887); Forel (1892 e 1904) e Thienemann (1926) considerados os pioneiros dos
estudos de Ecologia Aquática; e Tansley (1935) que propôs o ecossistema como unidade
básica de estudo da Ecologia (Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP], [s. d]).

Conceitos relacionados com a Ecologia


De acordo com Cassini (2005), a compreensão da Ecologia enquanto disciplina científica
pressupõe a definição de terminologias indispensáveis, como são os casos:

 Espécie: conjunto de indivíduos semelhantes (estrutura, funcionamento e bioquímica),


que se reproduzem naturalmente num ciclo ininterrupto. Exemplo, os Homo Sapiens.
 População: conjunto de indivíduos da mesma espécie, que vivem no mesmo lugar e
num determinado período. Exemplo: população de ratos em um bueiro por um certo
dia.
 Comunidade ou biocenose: conjunto formado pelo biótico (formado por sua vez,
pelo abiótico; solo, água, ar) e a comunidade (componente biótica ou seres vivos) que
com o meio se relaciona.
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Teoria evolucionista criada pelo biólogo inglês Charles Darwin que defendia a Selecção Natural como base da
Evolução, através da sobrevivência pela Lei do mais forte, ou seja, quem melhor se adapta sobrevive, caso
contrário desaparece (Fonte. Wikipedia.org).
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 Ecossistema ou sistema ecológico: conjunto formado pelo biótico (elementos com


vida) e abiótico (elementos sem vida), relacionados mutuamente.
 Habitat: lugar específico onde uma espécie pode ser encontrada, em função das
condições abióticas ou bióticas oferecidas pelo ecossistema. Exemplo: os leões podem
ser encontrados nas Savanas Africanas.
 Nicho ecológico: papel desempenhado por cada organismo no ecossistema, ou seja, de
que o organismo se alimenta, a quem se serve de alimento, ou até como se reproduz,
entre outras informações biográficas. Exemplos: os leões actuam como predadores dos
principais herbívoros, gazelas, antílopes, entre outros.
 Ecótono: região de transição entre duas comunidades ou ecossistemas, isto é, os
grandes fluxos dos ecossistemas, são encontrados por aqui, havendo por conseguinte
nicho ecológico dinâmico.
 Biótopo: espaço físico onde predominam condições uniformes, permitindo o
equilíbrio do ecossistema.
 Biosfera: camada da atmosfera envolvente, onde confluem as condições biótica e
abióticas, ou seja, é a única camada da atmosfera onde os ecossistemas podem ser
constituídos, pelas condições privilegiadas de que ela dispõe.
 Auto-ecologia: estuda uma espécie em seu meio, explicando as preferências em face
as condições ecológicas oferecidas pelo meio, justificando os respectivos
comportamentos, em detrimento das demais espécies.
 Dinâmica das populações: justificação da superpovoação de espécies num
determinado tempo e lugar.
 Sinecologia: analise das relações entre indivíduos de varias espécies de um grupo e
seu meio

Ecologia e a relação com outras Ciências


A semelhança de qualquer campo de conhecimento, a Ecologia depende de outras áreas de
saber para sustentar ou subsidiar o seu objecto de estudo ou unidade unificadora desta jovem
ciência, o Ecossistema.

A Ecologia enquanto uma ciência multidisciplinar, que envolve biologia vegetal e animal,
taxonomia, fisiologia, genética, comportamento, meteorologia, pedologia, geologia,
sociologia, antropologia, física, química, matemática e electrónica, a complexidade de
delimitação do seu campo de intervenção é tão complexa quanto a possibilidade do
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distanciamento dos estudos das relações dos organismos entre si e destes como o meio
ambiente em relação a dinâmica do comportamento populacional (Cassini, 2005).

Esta particularidade da Ecologia, oferece-lhe uma visão mais ampla do seu objecto de estudo,
permitindo uma interpretação exaustiva da Biosfera (a camada vital da atmosfera, onde se
desenvolvem os ecossistemas).

Além das áreas referidas como sendo inequivocamente parceiras da Ecologia, existem outras
de vital interesse, entre elas: Engenharia Ambiental (impacto da enginharia ao ambiente);
Bioenergética (mecanismos biologicos geradores ou transformadores de energia e seu fluxo);
Biogeoquimica (estuda os ciclos dos nutrientes na Natureza); Demografia (populações em
suas variaçoes); e Biogeografia (distribuição e dispersão dos organismos) (EEEP, [s. d]).

Esta característica multidireccional, levou a Ecologia a dois caminhos: abordagem vegetal


(estudando a vida das plantas e a sua relação com o meio envolvente) e a abordagem animal
(preocupada com a dinâmica, distribuição, comportamento das populações e a inter-relação
entre elas, e com o meio ambiente).

Fonte: Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP], [s. d]. Ecologia Geral.

Condições e recursos
a) Condições

As condições e recursos são relativas as particularidades de cada animal, sendo que uns se
adaptam favoravelmente a certas condições e outros nem para tanto. Assim, vários são os
recursos e condições que determinam a vida num ecossistema:

 Temperatura
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Em concordância com (Ecologia Básica), è uma das condições fundamentais no


funcionamento metabólico dos organismos, sendo que por regra o aumento da temperatura
pode deformar este processo metabólico e a diminuição contrariamente contrairia tal
funcionamento.

Neste alinhamento, o aumento da temperatura prejudicaria as plantas com o aumento da


evapotranspiração, forçando a perda de água, sendo que, em climas quentes, as plantas
perdem folhas, desenvolvem espinhos, e captação de CO2 a noite.

 Humidade

Inevitavelmente relacionada com a temperatura, na medida em que quanto mais a temperatura


sobe, maior fica a evaporação e por conseguinte a humidade do ar, sendo propícia a
ocorrência das chuvas em função da altitude de cada lugar, ou seja, estas condições propiciam
frequentemente chuvas ao longo do litoral, e por vezes trazendo no interior planáltico as
chuvas orográficas.

Nesta equação o vento è um elemento a se ter em conta, a julgar pelo facto de as zonas
sujeitas ao barlavento (zonas expostas), tem consequentemente alta pluviosidade (“Ecologia”
[s.d]).

 Correntes e pressões

A presença de árvores grandes e peixe, justifica muitas vezes, a correnteza e as pressões


causadas pelo vento, ou seja, raramente pode-se encontrar árvores frondosas junto a zonas de
grande pressão, tal como podemos não se pode encontrar abundancia de peixe em zonas de
grande agitação.

A velocidade com a qual o rio se faz transportar ao longo do leito é variável, sendo que a
presença de nutriente também, e consequentemente a concentração dos peixes, será
proporcional a correnteza e concentração de nutrientes (“Ecologia” [s.d]).

Apesar do mar alto não constituir uma potencial fonte de nutriente, devido a corrente das
águas, por vezes esta situação é revertida com o movimento de baixo para cima sujeitas as
águas do mar, o que propicia uma mistura de nutrientes. A pressão por seu turno, tende a
diminuir em função do aumento da altitude, e a diminuir em função do grau da depressão ou
profundidade.
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b) Recursos
 Luz

A incidência da radiação solar ´não é igual em todo o planeta, sendo que nos polos os raios
tem menor incidência e nos trópicos a incidência aumenta, e ao longo das estações, é notaria a
baixa de intensidade da luz no outono e inverno e o seu aumento na primavera e verão.

A luz durante o dia é um regulador de muitos processos fisiológicos nos animais durante o
inverno, a floração das plantas na primavera e a fotossíntese (condição fundamental para a
sobrevivência das plantas).

 Água

Recurso sem o qual não há vida, tanto para animais assim como para plantas, e em função das
condições climatológicas, o solo depende das chuvas para assegurar a humidade, sendo as
plantas podem se adaptar a ambientes extremos, alongando suas raízes e diminuindo suas
folhas (“Ecologia” [s.d]).

A água da chuva é igualmente importante para certos ambientes, onde alguns animais
dependem dela para adquirir humidade necessária para a sua reprodução, são os casos de
alguns sapos que se reproduzem em épocas chuvosas

 Gases atmosféricos

Apesar da Natureza deter de gases como nitogenio (78%), oxigénio (21%), gas carbónico
(0,03%) e outros gases (0,07%), é com base no oxigénio que os animais respiram e o gás
carbónico que permite a fotossíntese das plantas, sendo que esta concentração não se assiste
na água dos mares, onde o gás predominante é o carbonato (com alta facilidade de
dissolução), que pode alterar as condições ecológica a nível do mar pela portagem do pH
(“Ecologia” [s.d]).

 Nutrientes

É nos alimentos que se podem encontrar os nutrientes que oferecem condições necessária para
não só a sobrevivência dos animais, mas também para o seu desenvolvimento.
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Interacções ecológicas
Ciente de que na Natureza, nada se perde ou se ganha, tudo não passa de uma questão de
transformação, este equilíbrio de eventos e fenómenos dentro do Ecossistema é conduzido por
princípios fundamentais. Alguns desses princípios são descritos através da fonte (“Ecologia”
[s.d]):

 Ninguém vive sozinho

Desde as espécies como os felinos ou répteis como uma postura mais solitária, aos
paquidermes ou as matilhas, que normalmente assumem um perfil de vida colectivo, todos
eles no final das contas, dependem das interacções com outros grupos para a sua
sobrevivência.

Partindo do princípio de que normalmente, os animais só se alimentam por elementos que não
sejam da sua espécie, logo todos estão sujeitos a estabelecer cadeias para manter o equilíbrio
para que conquistem a existência (“Ecologia” [s.d]).

 Quando um perde e outro ganha

A Cadeia Alimentar é prova disso, a medida em que podemos encontrar 3 tipos de


consumidores (predadores, herbívoros e parasitas), todos no exercício da sua sobrevivência
(ganham alimentos), reduzindo as chances de abundancia das presas ou fintes (perda de
oportunidade de abundancia).

Assim na visão de UCB (2008), as relações bióticas dentro do ecossistema, podem ser intra-
específica ou homotípicas (entre indivíduos da mesma especei) e entre-específica ou
heterotipicas (entre indivíduos de espécies diferentes), podendo por seu turno estas serem
positivas (sem prejuízo das partes inteiradas) e negativas (com prejuízo de uma parte em
interacção):

 Sociedade

Associações de indivíduos da mesma espécie, não ligados automaticamente, mas organizados


de forma cooperativa. Exemplo: sociedades de abelhas, cupins e formigas.

 Colónias

Associação de indivíduos da mesma espécie ligados analogicamente, e podem ser isomorfas


(sem divisão do trabalho pela semelhança morfológica) e heteromorfas (com diviso do
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trabalho pelas divergências morfológicas dos indivíduos). Assim, a saída da colónia por um
individuo implica sua morte.

 Canibalismo

Relação onde um individuo de uma espécie se alimenta do outro da mesma espécie, podendo
ser um aspecto comportamental, ou mesmo causado pela falta de alimentos. Exemplo: a
abelha viúva-negra, após do acasalamento, devora o seu próprio macho.

 Mutualismo

Uma associação entre indivíduos de duas espécies diferentes, da qual resulta o benefício de
ambos. Exemplo: algas e fungos aliam-se e formam líquen.

 Protocooperaçao

Duas espécies cooperam, sem que para isso haja dependência entre ambos, ou seja, a
dependência é ocasional. Exemplo: as anémonas-do-mar e o crustáceo paguro, alojam-se nas
conchas abandonadas de gastrópodes, sendo qua a primeira protege a outra, e a segunda
facilita alimentação da primeira.

 Inquilinismo/Epibiose

Uma associação onde um se beneficia sem prejuízo do outro. Exemplo: situação de


trepadeiras se desenvolvendo no caule de árvores frondosas, sem prejuízo se ambas partes.

 Comensalismo

Relação entre duas espécies diferentes, onde um dos indivíduos se alimenta dos restos
alimentares sem prejuízo do detentor inicial. As hienas se alimentam dos restos alimentares
dos leões.

 Amensalismo

Quando indivíduos de uma espécie se beneficiam de partes de m individuo pertencente a


outros indivíduos de outra espécie, prejudicando-o. Exemplo: os antibióticos na medicina, são
produzidos a base de fungos, impedindo a multiplicação de bactérias.

 Esclavagismo
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Proveito que um individuo de uma espécie pode tirar do trabalho exercido por um outro
individuo de outra espécie. Exemplo: as formigas alimentam-se da redução de açúcar que os
pulgões executam através da sua excreção.

 Predatismo/Herbivoríssimo

Quando um individuo ataca, captura e mata para se alimentar de um outro individuo da outra
espécie. Exemplo: animais e plantas que se alimentam de plantas ou plantas respectivamente.

 Parasitismo

Quando um individuo de uma espécie se aproveita de um outro de outra espécie. Exemplo:


plasmódio, tripanossomo, causam a malária e chagas respectivamente,

Sucessão ecologia (Interacções, Modificações, Comunidades)


De acordo com “Ecologia” [s.d], sucessão ecológica é a variação que se assiste a nível das
espécies, das interacções, do comportamento dos nutrientes e da energia.

Sesta forma a compreensão desse processo não só é imprevisível do ponto de vista dos seus
limites (começo e termino), porem a sua compreensão permite apurar a rotação dos nutrientes
e do fluxo de energia no ecossistema. Assim a sucessão pode ser primária (quando ocorre em
ambientes nunca antes ocupados) e secundaria (quando ocorre numa zona onde fora ocupada
anteriormente) (“Ecologia” [s.d]).

O funcionamento da sucessão num ecossistema depende da comunidade primária,


comunidade secundaria, estabilidade das comunidades, produtividade e respiração e
substituição de espécies.

Biodiversidade
Este termo encontra alternância com a visão geral dada pelo termo Diversidade Biológica,
mas ganham em certa medida similaridade semântica quando ambos se referem a variedade
da vida na Terra (variações dentro da espécie ou população, da flora, fauna, dos
microorganismos, ou até mesmo das funções desempenhadas pelas partes estruturantes de um
ecossistema) (EEEP, [s. d]; Cassini, 2005).

Assim a graduação da biodiversidade varia em direcção ao polo, sendo que quanto mais nos
aproximamos dos polos a biodiversidade diminui em relação ao movimento inverso, neste
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caso dos polos para o equador (onde podemos encontrar florestas densas tropicais, savanas,
recifes de coral entre outros). Esta diversidade deve ser vista não apenas na perspectiva
quantitativa, como também na qualitativa (sendo que esta ultima, aquela que propicia
equilíbrio no ecossistema).

Nas palavras de Cassini (2005), “a biodiversidade além de manter o seu valor intrínseco,
detém também de valor ecológico, genético, social, económico, científico, cultural, recreativo,
educacional e estético” (p. 31).

Esta imensidão de valores que se atribui a biodiversidade reflecte a ideia de que quanto mais
diversificada complexa é a sua composição, esta tornam-se mais resilientes as mudanças
bruscas dentro do meio ambiente. Se Cassini (2005), aponta para uma estatística de 100
bilhões de espécies no planeta, onde anualmente correm extermínios de espécies que tendem a
aproximar os 30% daquele universo, sendo que o centro do problema contiunua sendo a acção
do homem sobre o meio ambiente.

Diante desta situação, a Ecologia chama ao seu socorro os conhecimento da Biotecnologia


(com a produção de remédios para a protecção de plantas através de algas marinha) e da
Ecologia humana (investindo na reabilitação comportamental do papel do Homem no Mega
Ecossistema, que é a natureza).

A destruição iniciada com a 1ª Revolução Industrial na Inglaterra de 1760 e os subsequentes


assaltos a natureza, estão a ponto de se tornarem irreversíveis em todos os domínios (terrestre
e marinho), com o aumento abrupto da temperatura, a subida do nível das águas, as secas as
inundações, que abalam profundamente o equilíbrio dos ecossistemas.

Ciclo dos nutrientes


Ciclo dos nutrientes ou ciclo biogeoquímico são as fases atravessadas pelos nutrientes dentro
de um ecossistema, a julgar que os recursos são escassos e limitados, forçando a troca
permanente dos elementos químicos e o meio ambiente, desde os decompositores reforçando
a produção das plantas (produtores), os herbívoros se alimentando, e os carnívoros aos
herbívoros, permitindo alguma decomposição e assim por diante.

Assim de acordo com EEEP [s. d], podemos encontrar os seguintes ciclos dentro do
ecossistema:

 Ciclo da Água
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Começa com a evaporação, formação de nuvens e consequente queda de precipitação na


forma liquida (chuva, orvalho e nevoeiro) ou sólida (neve e granizo), sendo por isso que a
vegetação é o elemento regulador da humidade e protectora do solo contra a erosão. Neste
sentido, qualquer obstrução compromete o seu normal funcionamento.

 Ciclo do Carbono

Concentrado nas rochas sedimentares, é responsável por 1/3 do peso corporal com a formação
de proteínas, carboidratos e lípidos, contudo as emissões de gases vindos de motores deposita
o CO2 perigoso na estabilidade da camada do ozono e na estabilidade da temperatura
planetária. É com a vegetação que o gás carboxílico pode ser reduzido porque este participada
fotossíntese das plantas.

 Ciclo do Oxigénio

O oxigénio resulta da fotossíntese realizada pelas plantas, através da absorção do CO 2, sendo


que a sua presença é fruto da inexistência de minerais oxidados, visto que a ocorrência do O 2
no solo oxida os minerais.

 Ciclo do Nitrogénio

Nitrogénio, importante pela participação na formação de aminoácidos e bases nitrogenadas do


DNA ou RNA, condições indispensáveis para a vida. Este gás nitrogenado (NO2), tem
característica asfixiante e contribui na lista dos gases de efeito estufa com o CO2.

 Ciclo do Enxofre

O enxofre se aloja na crosta terrestre e na atmosfera em menor quantidade, sendo que diante
da erosão dissolve na água, e é absorvido pelas plantas. O seu processo de regresso a
atmosfera ocorre através da acção dos decompositores.

Ecologia humana na actualidade


Esta área da Ecologia, aborda a relação existente entre os indivíduos, e entre as comunidades
da espécie humana, assim como as relações destas com o meio circundante a nível
fisiocrático, ecológico e social, ou seja como o homem se alimenta, se abriga ou se adapta as
diferentes condições (Cassini, 2005).
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A semelhança de qualquer ciência nova, a Ecologia Humana busca afirmação do seu objecto
de estudo, métodos de análise/investigação. Se bem que, o seu objecto de estudo é a relação
homem-meio

Este ângulo da Ecologia, encara o homem na dimensão biologia, seu domínio em relação ao
meio e aos recursos a sua volta, em consequência da necessidade pela sobrevivência (este
facto abre espaço da Ecologia urbana). E mais, mais do que encarar o Homem a nível
biológico, mas também na dimensão intelectual, a medida em que esta condição pode perigar
o equilíbrio ecológico (Carvalho, 2007).

Por esta abordagem cingir-se em torno das dimensões da vida do Homem, este ramo da
Ecologia, não se pode reduzir ao prolongamento ou capítulo da Ecologia Geral ou de outra
ciência; a síntese de estudos de áreas marginais, mas sim uma área científica humana, que
busca conciliar a estudos naturais e estudos sociais, onde o comportamento humano é
questionado o seu lado cívico e ecológico em relação ao meio ambiente.

Nesta sendo, nos anos 70 os pontos de vista dos cientistas maturais e sociais convergiram em
torno do consenso em relação ao papel da Ecologia Humana no diálogo Homem-Homem e
Homem-Natureza, onde uma não se desfaz da outra para se complementarem (Carvalho,
2007).
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Conclusão
A Ecologia enquanto ciência que estuda a Natureza como um mega ecossistema onde recursos
abióticos (temperatura, humidade, energia, água, gases) e bióticos (plantas e animais),
interagem mutuamente, nasce com Haeckel em 1869. E como qualquer ciência, revela o seu
lado interdisciplinar relacionando-se com a Genética, Microbiologia, Botânica, Etologia,
Zoologia e Geociências para abordar com maior precisão o seu objecto de estudo.

Essa transversalidade disciplinar da Ecologia a faz chegar longe a partir da década de 70 com
a versão da Ecologia Humana (Urbana ou Moderna), onde se procura a influência das acções
do Homem sobre a Natureza, buscando situar o lugar do homem nesse ecossistema.

Para manter o equilíbrio ecológico dentro de um ecossistema, è necessário que existam


condições (temperatura, humidade, correntes e pressões) e recursos (luz, água, nutrientes,
gases) que permitam as diferentes populações interagir, numa situação de sucessão ecológica,
estabelecendo as mais variadas relações (colónia, parasitismo, mutualismo, esclavagismo,
canibalismo, entre outras).

Se bem que o ecossistema é uma unidade de interacções ecológicas, a sua soma resulta na
diversidade biológica ou biodiversidade, uma importante fonte não apenas turística, científica
ou educacional, como também social e económica.

As sucessões ecológicas registadas dentro de um ecossistema, traduzem-se em ciclos, sendo


os mais destacados: o da água, do carbono, do oxigénio, do nitrogénio, onde com excepção do
O2. os restantes ciclos tem efeitos reversivos.
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Referencias Bibliográficas
1. Carvalho, F. (2007). Da ecologia geral a ecologia humana. Fórum Sociológico,
série II. Recuperado http://journals.openedition.org/sociologico/1680.
2. Escola Estadual de Educação Profissional, [EEEP], [s. d]. Apostila de ecologia
geral. Secretaria Estadual de Ciara, Brasil. Recuperado
3. Ecologia Básica 4 [s. d]. Recuperado em http:// portal.virtual.ufpb.br ›
Biblioteca›Livro_3›
4. Universidade Castelo Branco, [UCB], (2008). Introdução à Ecologia. Rio de
Janeiro, Brasil. Recuperado em http:// ucbweb.castelobranco.br › 5_periodo.

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