Você está na página 1de 19

RESUMO – UC17 – TRANSTORNOS MENTAIS E DO COMPORTAMENTO – TURMA V

SP1: TRANSTORNOS DE ANSIEDADE


ALEXANDRE– VERDE o Drogas: cocaína, ecstasy, álcool  disparam o quadro
ANDRESSA– ROXO ▪ Pode estar associado a um evento orgânico prévio
CLAUDIA –ROSA ▪ Alterações cromossômicas → existe um forte componente
FLÁVIO-LARANJA genético – é o transtorno com + HEREDITARIEDADE
LÍVIA- VERMELHO ▪ Muitas vezes associado a AGORAFOBIA. É comum a
MARIA CRISTINA- AZUL evolução do transtorno do pânico para agorafobia→
paciente que tem ataque de pânico e tem medo de ter isso em
NEUROTRANSMISSORES: público. A experiência de ataques de pânico leva o paciente a
▪ Ansiedade não patológica tem caráter funcional, quando há ter agorafobia
interpretação disfuncional → transtorno (desadaptativa). ▪ QUADRO CLÍNICO: Sensação de morte iminente, palpitações,
o NÃO confundir sintomas ansiosos com transtorno de taquicardia, sudorese, falta de ar, tontura,  de tônus muscular
ansiedade – várias situações na vida causam sintomas de TP: pessoa normal e abruptamente desenvolve uma crise; não tem
ansiedade, mas não são caracterizados como transtorno fator desencadeante; crise espontânea e não induzida;
▪ 3 neurotransmissores associados com a ansiedade: ↑ IMPREVISÍVEL; atinge o pico rápido, com sintomas físicos
norepinefrina, ↑ serotonina e ↓GABA (taquicardia, sudorese, tremor, sensação de tontura, que vai
▪ SEROTONINA: maioria EXCITATÓRIOS, mas o 1 e 5 são morrer), duração máxima de 1 hora, mas geralmente com duração
INIBITÓRIOS – em relação aos transtorno de ansiedade de minutos; entre as crises passa a desenvolver uma nova crise =
▪ Álcool atua em receptores GABA (NT inibidor do cérebro) = começa se auto monitorar/autovigília física, para ver se a crise está
por isso paciente ansioso faz muito uso vindo ou não.Vários ataques do pânico = síndrome do pânico. Em
geral, TP desenvolve AGORAFOBIA
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO (GERAL)
▪ DIAGNÓSTICO: Ataques de pânico de forma espontânea.
▪ Antidepressivos serotoninérgicos são considerados o
Raramente chega a 1 h (duração de 20 a 30 minutos).
tratamento de escolha para crises de ansiedade
o Ataque seguido de pelo menos 1 mês de preocupação com
▪ IRSR demoram para fazer efeito – podem até exacerbar os
novo episodio 3 ataques em 3 semanas ou 4 ataques em 4
sintomas. Preparar o paciente para ele ter a confiança no
semanas. Não se utiliza a quantidade de crises, mas sim
tratamento – as 2 primeiras semanas vão ser mais difíceis.
os sintomas apresentados.
Redobrar a atenção nessas 2 primeiras semanas. Também não
o É muito intenso, faz diagnóstico diferencial com IAM
deixar o BDZ por muito tempo
o Exames laboratoriais para descartar outras causas
o Média de tempo de iniciar efeito: 2 semanas – nessas 2
▪ TRATAMENTO: tentar trazer para a realidade e trazer para
semanas ele pode ter efeitos colaterais. Enquanto isso, usa
um raciocínio lógico
benzodiazepínico de curta duração.
o ISRS  Paroxetina e Sertralina (doses + baixas por causa
▪ DE BASE: antidepressivos → atuação em serotonina.
o Efeito terapêutico dos antidepressivos é decorrente da da hiperexcitabilidade)
estimulação do 5HT1.
o Chance de fazer dependência química: 0% AGORAFOBIA
o Tem dependência terapêutica ▪ Medo de locais com dificuldade de acesso ou socorro, medo de
o Efeitos colaterais são decorrentes da estimação de 5HT2- realizar tarefas sozinho (precisa estar acompanhado – de
ac e 5HT3! –Precisa saber disso!! confiança!)  pode levar ao isolamento social
▪ EMERGENCIAL/PALIATIVO/SITUAÇÃO ESPECÍFICA → o Paciente reconhece a situação desencadeante
benzodiazepínicos (não usa cronicamente pois faz ▪ Envolvimento do giro frontal
dependência, tem mais efeitos colaterais) → faz ▪ Forte associação com transtorno de pânico
dessensibilização muito grande – precisa de doses maiores para ▪ QUADRO CLÍNICO: ansiedade em situações de difícil
ter efeito – gera tolerância; por isso usa em quadros agudos socorro/acesso, preferência por estar sempre acompanhado,
▪ BZD: efeitos sedativos, ansiolíticos e anticonvulsivantes situações que podem desencadear o quadro são evitadas ou
▪ FAZER RETIRADA GRADUAL quando ocorrem causam sofrimento acentuado
▪ 2 usos dos BZD: na crise aguda e também durante as primeiras o Paciente expressa pavor de que algo muito ruim aconteca
duas semanas de tratamento em que os antidepressivos ainda com ele (temor de catástrofe somática → quadro muito
não fizeram efeito (BZD de curta duração). ansioso
▪ Via IV é melhor que a IM (absorção errática). Uma vez que a o Pode ser atenuado se junto a pessoas confiáveis, diferente
resposta é melhor. Tomar cuidado com depressão da fobia social que piora diante de exposição à pessoas
respiratória! AGORAFOBIA: medo de estar em locais de difícil escape; medo de
▪ Efeitos adversos: amnésia, sonolência e confusão passar mal nesse local; por isso fica mais confiante em sair com
▪ Antídoto: Flumazenil alguém, gostam de ficar perto da porta de saída, e comportamento
o BZD de longa duração – TAG (mais crônico) de evitar locais
o BZD de curta duração – PÂNICO (mais agudo)
▪ Associada a um trauma
TRANSTORNO DE PÂNICO (TP)  Diferenciar do TEPT (tem uma catástrofe real que aconteceu,
▪ Envolvimento dos 3 neurotransmissores e atuação da amígdala tem que ter vivido o evento estressor), já a agorafobia tem
e centros do medo -> tálamo, hipotálamo e hipocampo medo de uma catástrofe iminente (mas não é um trauma que
▪ Ansiedade paroxística: não constante; enfrentamento do um dia aconteceu)
perigo; mesencéfalo ▪ DIAGNÓSTICO: Medo ou ansiedade de duas ou mais, com
▪ Crise de ansiedade exacerbada duração superior a 6 meses:
▪ Medo de entrar numa crise a qualquer momento o Uso de transporte público sozinho
▪ Não tem um fator desencadeante específico (a agorafobia o Espaços abertos ou fechados
tem) o Filas ou multidão
▪ Pode ocorrer tempos depois de um incidente traumático o Sair de casa desacompanhado
▪ PODE SER SEM GATILHO (mais comum) ou com gatilho ▪ TRATAMENTO: Psicoterapia. inibidores da recaptação de
o Com gatilho: CO2 (atividade física, DPOC, situações de serotonina
altitude), gatilhos pessoais (divórcio, luto).
TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL (FOBIA SOCIAL) o Sentimento de culpa: acham que seus atos são muito
▪ Ansiedade ou preocupação exagerada com relação a situações errados
de convívio social  Exposição o São INTRUSIVOS
▪ Pessoa está preparada para a apresentação, mas tem ▪ QUADRO CLÍNICO: existência de pensamentos obsessivos
preocupação com as perguntas e comportamentos compulsivos, repetição
o Auto estima geralmente baixa. Sofre antes, durante e ▪ Os pensamentos obsessivos são ideias, sentimentos ou
depois (fica internalizando). imagens intrusivos - invadem o pensamento → ansiedade
▪ QUADRO CLÍNICO: Medo acentuado e persistente, revelado → realização de atos compulsivos
pela presença ou antecipação de situação relacionada ao ▪ As compulsões são comportamentos repetitivos ou atos
desempenho social mentais
o Sintomas cognitivos: o Compulsão (gerar alivio e compensação frente à
o Ansiedade antecipatória: sofrimento antes de acontecer obsessão que precede o ato) tenta reprimir a obsessão
o TEMOR DE ESCRUTÍNIO: medo de ser avaliado ▪ Paciente: homem ou mulher, reconhece um comportamento
negativamente repetitivo (lavar as mãos o tempo todo) e fica ansioso
o Sentimentos de inferioridade quando não pode realizar esse comportamento
o Sintomas físicos TOC: Fenômenos obsessivos (obsessão é pensamento) são
o Comum estar associado a ataque de pânico INTRUSIVOS – a pessoa não quer pensar nisso, mas o negocio
▪ Medo patológico de realizar atividades em público como assinar entra e não sai, geralmente o conteúdo é bizarro) e é
cheques, ler, escrever, comer, falar, ou qualquer outra EGODISTONICOS (não é de acordo com o que ela acha; ela sabe o
situação em que o indivíduo se sinta exposto ou ridicularizado que ela está pensando é bizarro, mas o pensamento é maior que
na frente de outras pessoas. ela, não se aguenta). Compulsão: ato exagerado e repetitivo que a
FOBIA SOCIAL: TEMOR DE ESCRUTINIO E ANSIEDADE DE pessoa faz para ficar menos ansiosa; mecanismo que alivia o
DESEMPENHO; medo muito grande de ser humilhada, avaliada paciente; compulsão cognitiva (pessoa fica rezando para aliviar
negativamente e o que a pessoa vai pensar dela; pode ser aquilo); fazer algo repetitivo. Pode ser obsessivo e compulsivo (em
específica ou generalizada. Sintomas físicos: rubor fácil, gagueja; geral), ou só um, ou só outro.
isso leva a pessoa evitar a sair, se expor, e também depois se ▪ DIAGNÓSTICO: Escala de sintomas YaleBrown -> avalia a
culpar, tem a sensação de que foi horrível gravidade
▪ DIAGNÓSTICO: Pedir hemograma, TSH e T4, ECG, cortisol, o Presentes na maioria dos dias por tempo igual ou maior do
doenças inflamatórias (LES) – excluir outras causas que 2 semanas
o Descartar timidez normal e bullying o Pelo menos 1h por dia com tais sintomas
▪ TRATAMENTO: psicoterapia, ISRS o Diferenciar do perfecionismo. O perfeccionismo é
prejudicial se causar ansiedade exacerbada
TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG) o Tique relacionado a um fator estressor é tique e não
▪ Preocupação com coisas cotidianas (PERSISTENTE E necessariamente TOC
EXCESSIVA) -> temores de infortúnio ▪ TRATAMENTO: terapia cognitivo comportamental, ISRS
o Temor que mais chama atenção: temor de infortúnio – fica
esperando qual vai ser a próxima desgraça. É temor do TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO (TEPT)
esposo ou filho ser assaltado – coisas do dia a dia. Pessoa ▪ Ansiedade associada a exposição a um evento traumático.
não relaxa, necessidade de hipervigilância, atitudes de Paciente revive a situação quando exposto a gatilhos ou
reasseguramento situações que se assemelhem
o Preocupação com a doença e do parente ▪ Latência de semanas a meses entre o evento e o aparecimento
▪ Aumento da atividade da amigdala e córtex préfrontal do quadro
▪ QUADRO CLÍNICO: Ansiedade, preocupação e apreensão o Tem que ter instalação + tardia e evento tem que ser
excessivas que são desproporcionais aos eventos reais ou até extremamente impactante (trauma significativo para a
mesmo imaginários maioria das pessoas)
▪ Inquietação, facilmente fadigado,  concentração, o Quadro não se desenvolve imediatamente, podendo ocorrer
irritabilidade, tensão muscular, perturbação de sono até 2 anos após o evento traumático.
TAG →pessoa preocupada demais com os eventos do dia a dia; o Paciente tende a evitar ambientes e situações que o
nível de preocupação exagerado e excessivamente; temor de lembrem desses eventos.
infortúnio (sempre o temor que alguma coisa vai dar errado) → ▪ Hipoativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (CRH
questões de trabalho, ou que alguém vai ficar doente; QUEIXAS: →ACTH → adrenais → cortisol, aldosterona e adrenalina)
preocupação excessiva traz sd. tensional (dificuldade de relaxar) e ▪ QUADRO CLÍNICO: os sintomas ansiosos têm como marco
dificuldade para dormir (parece que coloca a cabeça no travesseiro principal a revivência/ rememoração do evento traumático.
e pensa em tudo) – insônia inicial; não dormir direito = nível de Memórias intrusivas na mente do paciente (acordado e
atenção menor, cansaço; ansiedade = ativação eixo hipotálamo- lembra) e pesadelos → tanto dormindo quando acordado
hipófise-adrenal = taquicardia, etc. Fui assaltado: tenho medo de ser apresenta revivencias/flashbacks
assaltado novamente – PREOCUPAÇÃO COM QUE AQUILO o Intrusões – flashbacks, imagens intrusivas, impressões
ACONTEÇA DE NOVO sensoriais, sonhos/pesadelos
o Evitação
▪ DIAGNÓSTICO: Pelo menos 3 dos sintomas principais .Quando
o Alterações negativas no humor e cognição
criança 1 sintoma principal:
o Alterações no despertar ou reatividade
o Ansiedade por pelo menos 6 meses sem foco em
o Medo + sintomas adrenérgicos. Tende a ter humor
circunstância particular
deprimido + surtos de raiva + embotamento
o Reconhece como problema
• EMBOTAMENTO: aspecto objetivo, o que você constata
o Interfere na funcionalidade do individuo
– verificado no exame físico. Ex. Afeto embotado.
▪ TRATAMENTO: psicoterapia, ISRS
• APATIA: subjetiva, alguém traz pra você. Mais verificado
durante anamnese
TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO (TOC)
▪ Pensamentos EGODISTONICOS -> pensa contra a sua TEPT: Trauma tem que ser muito significativo, e sintoma com
vontade, pessoa percebe que tem o problema, mas NÃO evolução RETARDADA (não se instala logo depois, demora alguns
consegue controlar meses); revivência sobre forma de pensamento, sonho, imagem;
revive tudo o que aconteceu com ela; quando passa por isso, ela
tem ativação autonômica – ansiedade extrema; no momento que ela ▪ TRANSTORNO CONVERSIVO: Surge de forma súbita e
não passa por isso, não revive, o paciente fica mais retraído, se desaparecem da mesma forma, Vivencia os sintomas como
isola reais, Não é consciente
▪ DIAGNÓSTICO: avaliação da história do paciente ▪ Explicação é uma dificuldade de comunicação entre
▪ TRATAMENTO: psicoterapia, antidepressivos memória, reconhecimento da própria identidade, atividades
motoras e sensações imediatas. De uma hora pra outra, de
TRANSTORNO DE SIMULAÇÃO forma inconsciente isso não se comunica. Paciente que
▪ Simulação: premeditado e consciente. Tem incentivo externo desmaia, simula inconscientemente crise convulsiva, dupla
(algum “ganho”) personalidade.
o Pode ser pura (transtorno não existente); Parcial (sintomas ▪ Produção inconsciente e motivação inconsciente.
que já teve ou está tendo); Falsa imputação (atribuição errada ▪ CRISE CONVERSIVA: Não tem sialorreia, Mantém diálogo, Faz
de sintomas a uma determinada causa tonico-cronico, Medo desproporcional
o Pode, inclusive, exagerar sintomas que eles mesmos ▪ Não segue estímulos
apresentem OU criam sintomas. Motivada por incentivos ▪ Boca que amortece, não sente as mãos
externos ▪ Tem um estado inflamatório associado
▪ Diferenciar de ilness/somatoforme - pessoa acha que o que ▪ PITI é uma conversão
tem (que não é grave) é muito grave, mas tem um sofrimento ▪ TRANSTORNO DISSOCIATIVO: mecanismo de defesa
por trás; pensar na agenda oculta inconsciente envolvendo a segregação de qualquer grupo de
▪ Difícil dx - não quero ir para o trabalho, por quê? Bebi processos mentais ou comportamentais do resto da atividade
(simulação) ou pq não sei, só não quero ir (somatoforme) psíquica da pessoa
o Convulsão, estado de transe
TRANSTORNO FACTÍCIO (Síndrome de Munchausen) • CONVULSÃO: Tem sialorreia, trismo, tonico-clônico,
▪ Factício: desejo de se manter doente. Produção consciente, Liberação de esfíncter
porém, com motivação inconsciente (sem um motivo o Perda de consciência
externo aparente)
o Ganho secundário não é consciente, mas ele existe  Transtorno somatoforme: além de não haver uma produção
intencional de sintomas, NÃO pode-se perceber quaisquer
TRANSTORNO DISSOCIATIVO/CONVERSIVO incentivos externos que possam estar movendo o sujeito a
▪ Produção inconsciente e motivação é inconsciente. É mais produzir a doença
complexo, uma vez que você tem desintegração entre
memória, consciência e manifestações corpóreas. QUADRO CONVERSIVO
▪ Paciente tem diminuição do nível de consciência → excluir ANDRESSA ou FACTÍCIO SIMULAÇÃO
DISSOCIATIVO
epilepsia. Sempre excluir causas orgânicas. Inconsciente Inconsciente Benefício
▪ PESSOA IMATURA – mecanismo de defesa/esquiva de uma MOTIVAÇÃO (não tem ganho) (não tem próprio-
situação, no momento de pressão por não saber lidar, de forma ganho) Consciente
inconsciente ela, por exemplo, desmaia; e não tinha um PRODUÇÃO
motivo para isso DE Inconsciente Consciente Consciente
SINTOMAS

SP2: TRANSTORNO DE HUMOR


ANDRESSA FALTOU!

▪ Disfunção de DOPA e NORA   afeto positivo  humor


deprimido, perda do interesse, prazer e energia,  atenção,
 auto-confiança

▪ Hipótese de inflamação e estresse oxidativo -> estado de


inflamação constante leva a circulação de citocinas que
DEPRESSÃO MAIOR prejudicariam o metabolismo de neurotransmissores
▪ Transtornos concomitantes com a depressão: 1° Ansiedade, 2° relacionados ao humor  citocinas que fazem a apoptose dos
uso de substâncias circuitos cerebrais
▪ Disfunção de SEROTONINA e Nora   afeto negativo  ▪ Em termos de incapacidade só perde para DCV, é
humor deprimido, culpa, medo, ansiedade, hostilidade, subdiagnosticada e subtratada (tto inadequado ou subdose)
irritabilidade, isolamento ▪ Fatores relacionados: doença cerebrovascular (CADASIL -
o NÃO tem  de serotonina no sangue arteriopatia cerebral autossômica dominante com infartos
subcorticais e leucoencefalopatia)
o Córtex pré-frontal, giro cingulado anterior, sistema límbico pedir eletrocardiograma para descartar distúrbios. **
(amigdala e hipocampo com funções aumentadas). → tricíclicos: prolongamento da onda QT.
Regiões cerebrais envolvidas na depressão. ▪ TRATAMENTO: Avalie o perfil da depressão → avaliar
o Existem escalas, mas não são usadas. particularidades (depressão atípica, apato-anérgica, com
▪ QUADRO CLÍNICO: HUMOR DEPRIMIDO, DIMINUIÇÃO DO ansiedade, com psicose) → avaliar tratamento
INTERESSE OU PRAZER (ANEDONIA), FADIGA, perda ou ▪ Entre os ISRS: não há diferença de onde você quer chegar –
ganho significativo de peso, insônia, sentimentos de inutilidade resultado terapêutico (pode mudar o quão difícil vai ser para
ou culpa excessiva, diminuição da concentração, pensamentos alcançar), mas sim em relação aos aspectos farmacológicos, e
recorrentes de morte (ideação suicida) ao perfil do paciente.
Humor deprimido ▪ Paciente apresentou melhora: melhorou pelo menos 50% -
Sintomas fundamentais pela intensidade do quadro no geral.
Perda de interesse ▪ Remissão: ausência de sintomas, mas não quer dizer que ele
Fadigabilidade está curado. Qualquer “queda” → recaída.
Concentração e atenção ▪ Recuperação completa: paciente curado. Se o paciente após
reduzidas voltar ao normal apresentar novamente os sintomas →
Autoestima e autoconfiança recorrência.
Sintomas acessórios reduzidas ▪ Nem todos que atingem recuperação completa, conseguirão
Ideias de culpa e inutilidade manter pro resto da vida.
o Para pacientes polimedicados e idosos →citalopram e
Visões desoladas e pensamentos ecitalopram (menos reações adversas).
pessimistas no futuro o Paciente com boa adesão, meia vida longa e menos
Sono perturbado sintomas de retirada → fluoxetina (é mais fácil de retirar, não
Perda de apetite que seja mais curto o tempo de desmame)
o Medicação boa para ajustar dose →sertralina;
2 sintomas fundamentais + 2 o Paciente grávida →sertralina, citalopram, ecitalopram;
Classificação Leve acessórios o Paciente amamentando →sertralina;
dos Moderado 2 sintomas fundamentais + 3 ou 4 o Fluvoxamina→ influencia menos na libido;
episódios: acessórios o Drogas com efeito colateral menor (baixa muito a cognição)
Grave 3 sintomas fundamentais + >4 →Vortioxetina
acessórios ▪ PSICOTERAPIA ( depressão LEVE* e moderado)
▪ HOSPITALIZAÇÃO (risco de suicídio ou de agressão, exames
▪  capacidade hedônica, lentificação psicomotora, falta de complementares, capacidade ↓ de autocuidados e de seguir
concentração, culpabilização, mudanças padrão do sono orientações médicas - autonegligência)
▪ Sintomas físicos: insônia/hipersonia,  de apetite/peso, ▪ Se depressão for além do grave, já é psicose  tentar
redução de apetite/peso, dores difusas, retardo psicomotor eletroconvulsoterapia
o SINTOMAS ATÍPICOS (depressão atípica): ganho de peso
(apetite) e hiperssonia. DEMÊNCIA X PSEUDODEMÊNCIA
o Depressão apato-anérgica → tto noradrenérgica/ ▪ PSEUDODEMÊNCIA: paciente percebe o quadro
dopaminérgica (serotonina  nora e dopa por isso não é dado o Na demência ele não sabe o que está acontecendo, mas
nessa depressão) – usa BUPROPIONA na pseudodemência ele sabe.
o Depressão ansiosa: ISRS (serotonina)→  noradrenalina e ▪ DEFICIÊNCIA OU TRASNTORNO NEUROCOGNITIVO
dopamina no córtex pré frontal (redução da libido). Pode MAIOR (DEMÊNCIA): paciente não percebe a doença!
causar síndrome apato-anérgica. ▪ Em reação a respostas → depressão = não sei; demência =
o Depressão melancólica → base biológica (NT, defeitos de paciente tenta falar e criar respostas.
receptores). DEMÊNCIA PSEUDODEMÊNCIA
o Depressão não melancólica → traço de personalidade e ➔ Imprecisão do início ➔ Início pode ser identificado
estressores ambientais. O ambiente que faz com que se ➔ Sem queixa de memória ➔ Queixa de declínio
tenha a depressão. porque o paciente cognitivo
▪ DIAGNÓSTICO: CID 10 -> sintomas há 2 semanas, humor realmente não lembra ➔ Pouco esforço
deprimido + anedonia + fadiga ➔ Esforço para lembrar ➔ Perda de memória para
das coisas: calendário, eventos recentes e
o Depressão leve: 2 sintomas fundamentais + 2 sintomas
notas recorrentes
acessórios; nenhum sintoma em grau intenso; sintomas não ➔ Perda de memória para ➔ Sintomas não flutuam
impedem atividades do dia a dia eventos recentes ➔ Atenção e concentração
o Depressão moderada: 2 sintomas fundamentais + 3 ou 4 ➔ Sintomas aumentam a preservada.
sintomas acessórios; alguns sintomas em grau marcante; noite ➔ História psiquiátrica
dificuldade em continuar atividades habituais; sintomas ➔ Atenção e concentração
somáticos presentes modificadas
➔ Antecedentes
o Depressão grave: 3 sintomas fundamentais + > 4 sintomas
psiquiátricos são raros
acessórios; angústia e agitação consideráveis; perigo de
suicido; pode ter delírios e alucinações; episódio não tratado DISTIMIA
pode durar até 12 meses ▪ Acomete + pessoas jovens e é bem + insidioso.
o Depressão leve X Distimia -> avaliar a duração do quadro ▪ Pode coexistir com outros transtornos psiquiátricos
o Depressão leve X Tristeza -> atentar para ponto de gatilho; ▪ Paciente NÃO tem empenho em mudar → é uma situação
olhar sintomas fundamentais “um sintoma fundamental não
que acredita ser basal
fecha diagnóstico”
▪ QUADRO CLÍNICO: “pessoa chata”, sintomas menos intensos
▪ Descartar doenças de base, lembrar de perguntar uso de
do que na depressão maior:  autoestima, fadiga, alterações de
medicações.
apetite, alterações de sono, mau humor, irritabilidade,
o Pedir: Hemograma, PCR, função tireoidiana (TSH e T4 livre),
implicância, falta de concentração, NÃO incapacitante
para rins (creatinina e uréia), função hepática, eletrólitos, ▪ DIAGNÓSTICO: Sintomas depressivos que persistem
sorologia (HIV), algo toxicológico.
(duradoura > 2 anos) -> pode ter períodos sem sintomas (em
▪ TC e RM: trauma, neurossífilis, paciente adulto que teve
torno de 2 meses por ano)
mudança no perfil de personalidade depois de adulto, em
pacientes acima de 40 anos ou história de cardiopatia →
▪ TRATAMENTO: psicoterapia comportamental, pode ser feito objeto lá → ex: tem jaleco e você acha que tem uma pessoa. A
antidepressivos interpretação do seu cérebro está errada, mas o objeto existe
o Muitas vezes psicoterapia é suficiente e NÃO há ➔ Alucinação -> ver algo que não existe na realidade; externa;
necessidade de usar farmacoterapia murta que geme
➔ Delírio -> alucinação do pensamento; “pessoas me perseguindo”
CONSIDERAÇÕES CLAUDIA; ➔ Depressão grave -> lembrar do dementador; ausência de
➔ Ilusão -> modo diferente de ver algo que existe; lembrar de vontade de viver, suga a alegria da vida
ilusão de ótica. Também é externa, a pessoa vê, mas tem o ➔ Eufórico -> reage como o esperado; para cima
➔ Disfórco -> reage fora do esperado; desregular

SP3: TRANSTORNO BIPOLAR


ANDRESSA FALTOU!
TRANSTORNO BIPOLAR TIPO I 1. BIPOLAR: perguntar sobre a família (tem histórico de transtorno
▪ O TAB está associado a alterações de substâncias bipolar), obter um relato de uma familiar (saber se tem
intracelulares envolvidas na regulação de alternância de mania e depressão).
neurotransmissores, plasticidade sináptica, expressão a. É + episódica, possui alguns sintomas DEPRESSIVOS
gênica, sobrevivência e morte neuronal ATÍPICOS (lembrar do humor reativo),  probabilidade de
o ↓ dos neurônios em regiões cerebrais envolvidas na sintomas psicóticos, início precoce <25 anos.
regulação do humor  SINTOMAS ATÍPICOS (excesso de sono ou apetite), retardo
o ↓ do metabolismo energético cerebral psicomotor, intensidade da depressão mais grave, início
▪ Fisiopatologia: glutamato e dopamina,  fator neurotrófico precoce, com sintomas psicóticos, história familiar positiva
derivado cérebro (BDNF) ou puerpério, refratariedade com tratamento com
MONOAMINAS antidepressivo
▪ 5-HT: regula impulso, agressividade e tendência suicida; está  Outros fatores que podem indicar TB: início no pós-parto,
deficiente no TAB → risco de suicídio presença de sintomas psicóticos durante o episódio depressivo
▪ DOPA: associada a sintomas maníacos; ↑ = mania; ↓ = e a ocorrência de depressão transgeracional ou em muitas
depressão; ef. inibitório; compulsões (inibidas ou não); pessoas da mesma família.
hiperexitabilidade e hiperreatividade
▪ NORA: ↓ = depressão; ↑ = mania
▪ GABA: ↓ no TAB
▪ Glut: tem ação estabilizadora de humor
▪ Excitotoxicidade: toxicidade sistêmica significativa (alterações
em marcadores séricos)
o Alterações inflamatórias → ↑ permeabilidade neuronal
(disfunção no eixo hipotálamo-hipófise)
o Hipótese imunoinflamatória:  estado inflamatório e
hiperestimulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal
▪ Envolvimento de SNC: giro cingulado anterior, hipocampo,
amígdala e córtex
▪ Doença com carga genética forte  considerar história
familiar do paciente
▪ QUADRO CLÍNICO: HUMOR ELEVADO OU IRRITÁVEL (pode
ser MANIA ou HIPOMANIA), depressivo maior, características
mistas
o MANIA – “comportamento do demais” - HIPERATIVAÇÃO
DAS FUNÇÕES MENTAIS: duração de no mínimo 1 semana
(mas pode ficar presente por 3-6 meses), com humor
elevado ou irritabilidade presente na maior parte do dia , quase
todos os dias 2. UNIPOLAR: sintomas DEPRESSIVOS TÍPICOS, NÃO tem
• Mnemônico: “DIGFALI” (distraimento, insônia, alternância entre polos,  frequência de sintomas psicóticos,
grandiosidade, fuga de ideias, atividade elevada, início tardio >25 anos.
linguagem acelerada, irresponsabilidade) ▪ DIAGNÓSTICO:
•  Autoestima, grandiosidade,  da atividade dirigida a o TIPO I: ter 1 episódio MANÍACO com ou sem episódio
objetos ou agitação, correr riscos,  necessidade de depressivo maior
sono, distratibilidade/concentração, + loquaz, pressão ▪ 18% podem ter alucinações auditivas e visuais
para falar, fuga de ideias, pensamentos acelerados o TIPO II (+ mulheres): um episódio depressivo maior
• Sintomas vegetativos:  libido, perda de peso, anorexia combinadas com as de um episódio hipomaníaco – NÃO
e insônia,  necessidade de sono chega a fazer mania!
o Hipomania (normalmente NÃO interna): duração + breve (4 ▪ Idade de início + precoce, normalmente por problemas
dias consecutivos), NÃO tem alucinação (ausência de conjugais
psicose), não produz disfunção social grave, elevações de o Com características mistas: ciclagem muito rápida  alto
humor e distúrbios comportamentais/funcionais são menos risco de suicídio (está muita energia)
graves ➔ Paciente com depressão: INVESTIGAR mania e/ou
o Depressivo – HIPOATIVAÇÃO DAS FUNÇÕES MENTAIS: hipomania
HUMOR DEPRIMIDO OU PERDA DE INTERESSE/PRAZER ▪ TRATAMENTO: longo prazo com estabilizadores do humor,
por pelo menos 2 semanas, alterações no apetite ou sono, anticonvulsivantes e antipsicóticos atípicos, combinado a
sentimento de culpa e/ou desvalia, dificuldades para pensar intervenções psicossociais – psicoterapia
ou concentrar-se ou tomar decisões, pensamentos ▪ Cuidado com os antidepressivos (NÃO USAR ISRS SOZINHO -
recorrentes sobre a morte. virada maníaca – risco na neuroplasticidade, causa uma
• Diferenças entre a depressão UNIPOLAR X BIPOLAR avalanche tóxica, sobrevida  descompensa o paciente)
o LÍTIO: + usado; eficiente nos episódios maníacos VIRADA MANÍACA – considerada uma MANIA INDUZIDA: ADTs,
disfóricos; pouco usado na ciclagem rápida e na depressão IMAOS, DUAIS - pacientes com mania induzida quadros mais leves
bipolar; é tóxico e causa hipotireoidismo e IRA e coração; do ponto de vista de delírios, alucinações, agitação psicomotora
tomar 3cp à noite; fazer litemia para monitorar após o 6º dia e comportamento bizarro.
de tto; manter por 6 meses e depois passar para dose ▪ Analisar proximidade com início de tratamento com
profilática; usado na mania aguda e na manutenção antidepressivos
o ANTIPSICÓTICOS: fase psicótica da mania; risperidona e ▪ Analisar proximidade com aumento de dose de antidepressivos
olanzapina; 1ª LINHA NA CONTENÇÃO ▪ Mudança no padrão e gravidade do episódio Episódio NÃO era
• CARBAMAZEPINA: muito usado; mesmas indicações do esperado
valproato; 2x/d; faz agranulocitose, anemia aplásica e ▪ Antidepressivos tricíclicos são os que apresentam maior risco de
hepatite induzir virada maníaca
• HALOPERIDOL na contenção o Pacientes com mania induzida tendem a apresentar episódios
o ANTIDEPRESSIVOS: lamotrigina (baixo risco de virada) mais leves e breves (menor presença de sintomas psicóticos
• Desvenlafaxina e brupropiona pode der usado em alguns e necessidade de internação) do que os com mania
casos de depressão bipolar grave; é última linha espontânea, sendo de fácil manejo terapêutico e rápida
resolução
TRATAMENTO TUTS FLÁVIO E LIVIA: o Possíveis fatores de risco para virada maníaca:
1. MANIA AGUDA: • Idade de início da doença mais precoce
▪ Monoterapia: lítio, divalproato e antipsicóticos atípicos • Maior frequência de internações prévias
o Lítio pode causar insuficiência renal aguda e hipotireoidismo • Maior frequência de episódios prévios de mania
▪ Combinações: lítio ou valproato + antipsicótico atípico • Padrão evolutivo de depressão-mania-eutimia
▪ Drogas de contenção (heteroagressão): BZDs - não se usa • Múltiplas exposições a antidepressivos
normalmente = clonazepam; depois passa para antipsicótico • Dependência ou abuso de substância psicoativa

2. EPISÓDIO DEPRESSIVO AGUDO: CICLOTIMIA


▪ Monoterapia: lítio, lamotrigina (antiepiléptico) ou quetiapina ▪ QUADRO CLÍNICO: alternância de períodos hipomaníacos e
▪ Combinações: ISRS + olanzepina; lítio +valproato; lítio ou depressivos ao longo de pelo menos 2 anos em adultos (ou 1
valproato + brupropiona; lítio + ISRS ano em crianças)
o Os ciclos tendem a ser + curtos, as mudanças de humor são
3. MANUTENÇÃO: irregulares e repentinas, são menos graves.
▪ Previne recaídas ▪ DIAGNÓSTICO: difícil diagnosticar
▪ Manter medicamentos eficientes na fase aguda, levando em o Excluir episódios e doenças orgânicas, anamnese, exame
consideração adequação do paciente ao tratamento e os físico e testes laboratoriais (hemograma, TSH, T4 livre,
efeitos colaterais. sorologias, creatinina, uréia, proteína C reativa. → sempre
▪ Monoterapia: lítio, Lamotrigina (não previne tanto episódios de pensar primeiro em doenças que sejam capazes de causar
mania), Divaproato, Olanzanpina, Quetiapina, Aripiprazol, esse tipo de alteração.
Risperidona o Tomografia e RNM → adultos com mudança de
▪ Combinações: lítio (ou valproato) + antipsicóticos atípicos personalidade, que fica catatônico do nada.
seletivos (não usar aldol; usar risperidona e olanzapina ou o Diagnóstico diferencial: Borderline (mudanças súbitas de
quetiapina) humor)
➔ OBSERVAÇÃO: mesmo tratando o paciente pode ter crise; ▪ TRATAMENTO: psicoterapia, estabilizadores de humor
por algum fator ele tem um fator desencadeante, como o Em alguns casos, tratamento farmacológico similar ao do TAB
privação de sono, levando a hiperativação do humor (alteração de dose)

SP4: TRANSTORNO PSICÓTICO


ALEXANDRE FALTOU!
TRANSTORNOS PSICÓTICOS nitidez, imprecisa, não tem vida = ex. mancha na parede;
▪ Transtorno secundário ao uso de substância → retira a vozes que vem de dentro da cabeça; fadiga, rebaixamento
substância e o transtorno continua de consciência; pensamentos persistentes e ideias
▪ Transtorno relacionado ao uso de substância → só tem os reticentes; ORIGEM NÃO DOPAMINÉRGICA; não
sintomas quando usa a droga/durante responde a antipsicóticos
▪ São transtornos do neurodesenvolvimento ▪ DELÍRIO: alteração do PENSAMENTO
▪ Paciente é egosintônico (não tem noção da doença) o Alteração do juízo da realidade
▪ Alterações da percepção do mundo  INTERNO X EXTERNO o Distúrbio do conteúdo do pensamento
▪ ALUCINAÇÃO: alteração da SENSOPERCEPÇÃO o Corresponde a uma falsa crença baseada em uma
o Alterações na sensopercepção (5 sentidos); estímulos dedução incorreta sobre a realidade externa firmemente
internos; coisas que não existem; tem nitidez (no que ouve, sustentada (convicção grande) - acredita que é verdade
vê ou sente); tem corporeidade (é real para eles, tem mesmo que todos digam o contrário
forma); é estável e não mutável (sempre as mesmas o Extrapola os limites do juízo aceitável
vozes), É PERCEBIDA NO ESPAÇO EXTERNO (não é o Oscilações no nível de consciência
dentro da cabeça, é fora), inenfluenciabilidade voluntária o Conteúdo impossível
(a voz não para); completitude (pcte vê tudo) o Associal (só faz sentido para a pessoa)
▪ Alucinação visual: ver um cachorro ou elefante cor de rosa que o Pessoa sem senso crítico
de verdade não está lá. o Delírio é uma voz dentro da cabeça (alucinação é fora)
▪ Alucinação auditiva: ouvir alguém chamando ou ameaçando, ▪ DELIRIUM: situação clínica, desorientação, alteração da
como o canto das sereias. atenção e da sensopercepção
▪ Alucinação tátil: sentir as pernas sendo puxadas durante a ▪ Tipos de Transtornos:
noite. o Delirante persistente: ideia fixa e inabalável, tem delírio,
▪ Alucinação olfativa: sentir o cheiro de fezes ou algo podre. hipervigilante, desconfiados, não altera a personalidade,
▪ Alucinação gustativa: sentir gosto de sangue ou terra. NÃO tem alucinação. Tende a ser crônico pelo menos 3
o É diferente da pseudoalucinação: parece alucinação, mas meses e sem remissão – normalmente em paciente +
não tem as características de imagem e sons reais, pouca velhos.
o Esquizofreniforme: mínimo 1 mês, porém menor que 6
meses, presença de sintomas positivos Antes do paciente ter os sintomas positivos – QUADRO
o Psicótico breve: de 1 dia até 1 mês, após episódio PRODRÔMICO
traumático/estresse, sintomas + estáveis Paciente se apresenta disfuncional, socialmente! Isso antes do
o Esquizoafetivo: depressão ou mania + esquizofrenia. Não primeiro surto psicótico!!!
está claro se é transtorno psicótico ou de humor. • O paciente se manifesta na fase pré-morbida/prodrômica:
o Esquizotípico: é classificado no transtorno de paciente mais introvertido, você acha que paciente é assim mais
PERSONALIDADE. Tem ideia fixa, não tem sintomas antissocial. Paciente retraído, ansioso, dificuldade de manter
positivos atenção em atividades escolares, envolvimento em briga, com
o ESQUIZOFRENIA: duram mais de 6 meses inicio dos sintomas comportamentais. Apresenta dificuldade no
▪ Causas secundárias: drogas (+ prevalente) - maconha, cocaína, controle dos impulsos. Apresenta prejuízo social bastante
LSD – traumas, neoplasias, autoimune, deficiência de Vitamina característico.
B12, insuficiência renal e hepática, infecto (sífilis, HIV, TB), Isso vai se agravando, quando o paciente entra na fase psicótica, nos
doença de Wilson, metabólicas, intoxicação por metal pesado, sintomas agudos/positivos, que é quando o paciente começa a
medicamentos (corticóides). TCE grave (pré-frontal e manifestar alucinação/delírio.
mesolími=bica), sepse, hipo (investigar e tratar, pois pode o Alucinação: alteração sensopercepção na ausência de qualquer
desencadear ou agravar o quadro psicótico) e estímulo externo (se houvesse estimulo externo, seria ilusão).
hipertireoidismo, tireotoxicose, prolactinoma. As mais comuns são as auditivas → até 3 vozes diferentes.
o Anamnese (HMA e HMP); Paciente diz que vem de fora – extrojeção (necessário para ter
o Anamnese neuropsiquiátrica dirigida; alucinação).
o Exame físico focado no neurológico (inspeção de 6 quesitos básicos para ser alucinação:
mucosas, pares cranianos, força, sensibilidade); 1. Apresenta nitidez;
o Exames complementares 2. Completitude [vê todos os contornos];
3. Estabilidade [fica por um tempo até paciente ser capaz de
ESQUIZOFRENIA definir];
▪ Epidemiologia: 10-25(homens), 25-35 (mulheres),  4. Extrojeção;
expectativa de vida, associada a genética, hereditariedade 5. Ininfluenciabilidade voluntária;
Base da doença: DOPAMINA → relacionada ao receptor D2 6. Coroporeidade [apresenta cor, brilho]
▪ Fisiopatologia: tratos DOPAMINÉRGICOS (exacerbação da Se não houver esses 6 quesitos, há uma pseudoalucinação, que nem
liberação de dopamina  por isso responde aos sempre é patológica.
antipsicóticos):
o Via mesolímbica (via + característica): exacerbação, o Delírio: alteração do pensamento→ conteúdo e forma.
SINTOMAS POSITIVOS, alucinação, delírio Envolve principalmente o conteúdo do pensamento (tema - sobre o
•  DOPA – relacionada a sintomas + PSICÓTICOS que o paciente está pensando).
• Quando bloqueia D2, melhora,  sintomas positivos. Bizarra (impossível de acontecer) X Não bizarra (compreensível de
o Via mesocortical: SINTOMAS NEGATIVOS, e déficits acontecer) Quesitos para ser delírio:
cognitivos 1. Tem convicção (certeza absoluta do que está havendo);
o Via nigroestriatal: sintomas do movimento 2. Não compartilha com as outras pessoas – ou seja, é FIXO! (é
o Via tuberoinfundibular: prolactina e autonômicos uma coisa que se desenvolve apenas em um indivíduo);
• Bloqueio dopaminérgico, indesejável na via 3. NÃO possui auto-crítica.
tuberoinfundibular  efeitos colaterais  galactorreia e
síndrome neuroléptica maligna Depois dos sintomas agudos/positivos, o paciente passa a manifestar
* PARKINSON: afeta principalmente a via nigro-estriatal (depois os sintomas negativos:
a mesocortical e a mesolímbica) Paciente sai do quadro agudo/psicótico e caminha para o período de
▪ Pode ter também hipofunção dos receptores – NMDA, glutamato remissão, que pode cursar com sintomas negativos!
– promove  liberação (retroalimentação) • Embotamento afetivo;
▪ 4As→ afeto, autismo, ambivalência, associação de • Pobreza de discurso – pessoa mais contida;
pensamento • Perda de funcionalidade – hipoativo, lentificado;
▪ QUADRO CLÍNICO: prodrômicos (sintomas inespecíficos, • Não executa as ações;
agressividade – diferenciar com bipolaridade)  pode • Pouca comunicação;
aparecer sintomas negativos ou os surtos psicóticos • Falta de pragmatismo;
(sintomas positivos)  remissão (mas os sintomas negativos Mesmo com os sintomas negativos (caminhando para
persistem) remissão), pode acontecer a qualquer momento uma reagudização
o SINTOMAS PRODRÔMICOS (personalidade pré-morbida): com sintomas positivos.
afastamento e isolamento social, falta de interesse em PACIENTE SEMPRE COM GRANDE PREJUÍZO SOCIAL! Têm
romances e amizades, TOC, sintomas somáticos (cefaleia, dificuldade em arrumar trabalho, ter trabalho – normalmente pobres
lombalgia, transtornos somáticos), perda de iniciativa e
interesse, autonegligência, interesse por ideias abstratas e ▪ DIAGNÓSTICO: diagnóstico é CLÍNICO! História médica
filosóficas, comportamento estranho, inibição, baixo neuropsiquiátrica – exame físico e neurológico
rendimento escolar o Tipos – paranoide (crenças delirante, biligerância hostil,
• ***Paciente mais tímido, interage pouco, se isola megalomania), desorganizada (desorganização conceitual,
• Paciente explosivo, déficit de atenção, desrespeito a desorientação e excitação), depressiva (culpa, apatia,
autoridade, problemas na escola lentificação, auto-punição, medos específicos)
• Começa cedo ▪ ESQUIZOFRENIA: critério A - pelo menos 2 dos sintomas -
DELÍRIOS, ALUCINAÇÕES, discurso desorganizado,
o Sintomas negativos (déficits tipo I):  função,  atividade comportamento amplamente desorganizado ou catatônico,
motora e cognitiva, presença de “5 A” (anedonia, alogia, sintomas negativos (embotamento afetivo, alogia ou abulia)
achatamento/embotamento afetivo, associabilidade, avolição) ▪ Esses sintomas tem que estar presentes por ao menos 1 mês
o Sintomas positivos (excessos das funções normais – tipo dentro dos 6 meses
II): sintomas psicóticos, persecutório, delírio, alucinação ▪ Apenas 1 sintoma é exigido se os delírios forem bizarros ou
(auditiva, visual), funções cognitivas (desorganização da as alucinações forem vozes que comentam o
linguagem), comportamentais (agitação)
comportamento ou pensamento ou em 2 ou mais vozes que • Síndrome Neuroléptica maligna: pior de todas! Rigidez
conversam entre si muscular, febre, sudorese excessiva, alterações
▪ Disfunção social ou ocupacional cardiovasculares. Geralmente acontece quando aumenta a
o Pedir exames para excluir as causas secundárias (LISTA dose do remédio, associa outro antipsicótico – 2 antipsicóticos,
DA MARIA CRISTINA): além de retirada súbita e administração de antipsicótico IM, - no
1. Investigação inicial: hemograma, VHS, glicemia, Função exame laboratorial pode ter leucocitose e CPK (pedir
tireoidiana, hepática, eletrólitos, toxicológico, hemograma e dosagem de CPK) → manejo: suspensão do
eletroencefalograma antipsicótico, suporte hidroeletrolítico, agonista de D2
2. Quando tem + suspeita: dosagem de B12 e ácido fólicos, (bromocriptina), relaxante muscular e apos um tempo você
auto-anticorpos, HIV, sífilis, urocultura, metais pesados reintroduz o antipsicótico com baixa dosagem. Podem até
(sangue e urina), arilsulfatase-A ( leucodistrofia mesmo irem parar na UTI.
metacromática), cerulosplasmina ( Doença de Wilson), → Paciente crítico que normalmente vai parar no PA!
cariótipo, líquido cefalorraquidiano, polissonografia e exames
de imagem (TAC crânio e RNM encéfalo). Outros distúrbios endocrinológicos:
▪ TRATAMENTO: antipsicóticos (1° ou 2° geração) e psicoterapia Envolve os hormônios hipofisários→ginecomastia, galactorréia,
o 30% apresentam recaídas mesmo com o tto adequado amenorreia, aumento de peso, maior risco cardiovascular, maior risco
o Efeitos colaterais 1° geração: acatisia, distonia (acomete de ter DM.
pescoço, mandíbula), discinesia tardia, síndrome Todos os antipsicóticos podem causar esses sintomas,
parkinsoniana (tremor, rigidez, bradicinesia), síndrome conforme o perfil da medicação.
neuroléptica maligna (quadro grave com risco de vida)
o Efeitos colaterais 2° geração: hiperprolactinemia
(supressão dos hormônios gonadais), diabetes mellitus,
ganho de peso, hipercolesterolemia
▪ TÍPICOS são os de ESCOLHA; MANUTENÇÃO COM
ATÍPICOS
▪ TÍPICOS: agem em D2, não age (ou ↑) nos sintomas
negativos; EFEITOS EXTRAPIRAMIDAIS
o Bloqueia D2 em alta afinidade! Melhora os sintomas
psicóticos positivos e piora os negativos, aumenta Ach
(sintomas motores) e  prolactina (hiperprolactinemia).
o Haloperidol 1mg ou clorpromazina
▪ ATÍPICOS: agem em dopa e 5-HT, menos potente nos
receptores, age nos sintomas negativos
▪ ANTIPSICÓTICO DE DEPÓSITO: usado em casos de não
aderência ao tto – haloperidol decanoato 70,52ng/Ml
COMEÇO COM clorpromazina ou risperidona por pelo menos 2
semanas
➔ Manutenção: mínima 18 meses
➔ Fase aguda: BZD ou antipsicótico
o Quando internar: risco de suicídio, agressão
EFEITOS COLATERAIS DOS ANTIPSICÓTICOS:
• Acatisia aguda: inquietação aguda nos primeiros 3 meses; →
manejo: uso de propranolol (B-bloqueador) ou
benzodiazepínicos, além de reduzir a dose do medicamento
utilizado ou trocar o antipsicótico.
• Distonia aguda: Movimentos involuntários, geralmente
pescoço, língua, mandíbula.→ manejo: agente anticolinérgico
IM (biperideno);
• Parkisonismo: reduz dose, muda o antipsicótico, bipirideno
(anticolinérgico) ou agonista dopa;
• Discinesia tardia: movimentos involuntários, repetitivos, pode
simular a coréia; melhoram durante o sono. Ocorrem
normalmente com 6 meses de uso – bem mais tardio. → Manejo:
suspender ou reduzir a dose do antipsicótico. Não apresenta
nenhum tratamento direto. Além disso quando reduz a dose
pode causar mais sintomas.

SP5: ABUSO DE SUBSTÂNCIAS

SISTEMA RECOMPENSA o O neurotransmissor associado é a DOPAMINA (vias de


▪ Os principais neurotransmissores possivelmente envolvidos no recompensa)   dopamina  liberação de endorfinas
desenvolvimento de abuso e dependência de substância são: os endógenas  prazer
sistemas opioides, de catecolamina (particularmente o As drogas psicoativas, apesar de seus diferentes mecanismos
dopamina) e de ácido γ-aminobutírico (GABA). de ação, produzem um aumento da descarga de dopamina no
▪ As vias + importantes: mesolímbica e mesocortical sistema de recompensa.
o Mesolímbica:compreende a área tegumentar ventral que o Tal descarga pode ocorrer de maneira direta (aumento da
projeta neurônios ao nucleus acumbens (NA) no sistema liberação ou inibição da recaptura de dopamina, como no caso
límbico (está conectado a amígdala), córtex pré-frontal e da cocaína) ou indireta (modulação de outros sistemas de
hipocampo neurotransmissores, como no uso de opioides, álcool e
maconha).
o As drogas podem ser depressoras, estimulantes e ▪ 60% se liga aos transportadores de DOPA (faz inibição da
pertubadoras recaptação de dopamina-DAT, também NA e 5HT)
o ↑ em 300-400x a ação da DA, ↑sensação prazerosa
TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS E ABUSOS DE o CRACK → mais predisponente do que a cocaína, é mais
SUBSTÂNCIAS potente. Ação mais rápida (meia vida curta, em comparação
▪ Uso de substâncias para aliviar os sintomas de Ansiedade, com cocaína) e é mais barata → aumenta risco de
Humor e estresse pós-traumático OU abuso de substâncias dependência
faz esfoliação dos receptores dos neurotransmissores  ▪ Locais de ação:
faz disfunção do sistema monaminérgico  propicia o ➔ Neurônios do locus cereleus→ hipotálamo, tálamo, córtex e
surgimento de transtornos psiquiátricos cerebelo, bulbo e medula: estado de alerta e reação a
o TAB e ansiedade social: álcool estímulos inesperados
o Esquizofrenia: tabaco ➔ Neurônios do mesencéfalo → núcleo accumbens, núcleo
o Transtorno de humor → depressivo → aumenta DA estriado e córtex: via de recompensa
o TAG→ gabaérgico (acalma) ➔ Outros neurônios monoaminérgicos→ córtex, tálamo e
o TDAH→ aumenta DA amídala: paranoia e delírio
o Quadros secundários ao uso: ➔ Neurônios dos gânglios da base: movimentos involuntários,
• Transtorno de humor por usar droga → durante o uso discinesias
pode ter sintomas que mimetizam a euforia, ➔ Ação periférica noradrenérgica→ sintomas simpáticos
depressão pós uso de cocaína, abstinência, psicose adrenérgicos: psicoestimulação, paranoias e delírios.
• Transtorno cognitivo → maconha e síndrome de ▪ Transtorno depressivo leva ao uso
Wernicke ▪ QUADRO CLÍNICO:  agitação e atenção, paranoia e delírio,
• Psicose → cocaína (aumenta nora e dopa) midríase, taquicardia, FR, sudorese, tremores, trabalho de
▪ Lesões vasculares no SNC por drogas gerais → propicia os parto prematuro, descolamento de placenta
transtornos psicóticos o Efeitos crônicos: dissecção de aorta, peso,  arritmias e
▪ Lesões neurotóxicas ( homocisteína pelo uso abusivo de ansiedade, sangramento, vasoconstrição
o Complicação: IAM, faz microinfartos cerebrais (danos
álcool) → propicia os transtornos psicóticos
cognitivos)
▪ Dificuldade de o cérebro dizer “não” = IMPULSIVIDADE
o Abstinência: fissura, hiperfagia, insônia, anergia, depressão,
(incapacidade de interromper a iniciação de ações) X
disforia
COMPULSIVIDADE (incapacidade de interromper ações em
▪ TRATAMENTO: retirar do ambiente, vacina (em
andamento
desenvolvimento), não tem tratamento específico
▪ Uso abusivo: Autoadministração de qualquer substância não
o DEPENDENCIA: bromocripitina, ADT (desipramina), ISRS
aprovada culturalmente, que cause consequências
o Nenhum medicamento seguro consegue reverter os efeitos
adversas.
da cocaína
▪ TRANSTORNO POR USO DE SUBSTÂNCIAS→ uso contínuo
e recorrente de uma substancia mantido apesar de problemas
ÁLCOOL (DEPRESSOR DO SNC)
significativos que dele decorre. Ex. fracasso em relação a
▪ Quantidade de uso seguro: 10 a 12g
tentativas de reduzir ou regular o consumo. Indivíduo pode
▪ Alterações de humor e ansiedade pode  uso de álcool
gastar muito tempo para obter a droga, e grande parte das
▪ É metabolizado por duas enzimas: álcool desidrogenase (ADH)
atividades diárias gira em torno da substância.; problemas
e aldeído desidrogenase.
interpessoais, prejuízo psicossocial, risco à integridade física da
o A ADH catalisa a conversão de álcool em acetaldeído, que é
pessoa.
um composto tóxico
▪ TRANSTORNO INDUZIDO POR SUBSTÂNCIAS→ efeitos
o A aldeído desidrogenase catalisa a conversão de acetaldeído
fisiológicos da substância no cérebro; quadros reversíveis que
em ácido acético.
podem durar horas ou dias, mas que não ultrapassam, 1 mês
o A aldeído desidrogenase é inibida por dissulfiram*
sem o uso da substância. Ex: intoxicação, síndrome da
▪ Quando faz associação cocaína + álcool (COCAETILENO) 
abstinência, quadros psicopatológicos (psicoses, mania ou
depressão, quadros ansiosos, delirium, transtorno + tóxico, sendo cardiotóxico
neurocognitivo). ▪ Mecanismo de ação: receptores (GABA – agonista) e NMDA
(Glu – antagonista)
MACONHA (PERTURBADOR DO SNC) o Inibição do córtex pré-frontal → perde o lobo que controla
▪ Componente ativo - Δ9-tetraidrocanabino, desenvolvimento de as emoções, a forma de agir
tolerância com poucas doses ▪ QUADRO CLÍNICO: sedação, fala arrastada, tontura, 
▪ Há dois receptores de canabinoides o CB1 (no cérebro) e o coordenação motora,  julgamento, agressividade, desinibição,
CB2 (sistema imune) náusea e vômito, amnésia
o CB1 (Cannabinoid receptor 1):presente em regiões cerebrais o Crise de abstinência: desejo intenso do etanol, convulsão,
como o hipocampo, o cerebelo, os gânglios da base e o alucinações, tremores, sudorese,  PA e FC, náusea,
neocórtex. agitação, febre, pupilas dilatadas, DELIRIUM TREMENS,
o CB2 (Cannabinoid receptor 2), presente predominantemente Síndrome de Wernicke-Korsakoff
em células do sistema imunológico • DELIRIUM TREMENS: 1 a 3 dias de abstinência absoluta,
▪ QUADRO CLÍNICO: relaxamento, letargia, euforia, perda da manifestando obnubilação de consciência, confusão,
noção do tempo, hiperfagia, altera a memória de curto prazo desorientação temporoespacial, alucinações, tremores e
– prejuízo cognitivo sudorese. Trata com benzodiazepínicos
o Síndrome amotivacional: apatia, dificuldades de • Síndrome de Wernicke: confusão mental, alterações
concentração, perda de interesse em realizações e isolamento da motilidade ocular extrínseca, como nistagmo
social ▪ Screening de dependência do álcool – CAGE (positivo se tiver 2
o Transtornos ansiosos predispõe o uso sim): cut-down, anoyed, guilty, eye-opener
o Abstinência: inquietude, irritabilidade, agitação branda, ▪ AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test)
insônia, náusea ▪ TRATAMENTO: dissulfiram (causa aversão ao álcool),
▪ TRATAMENTO: não há uma medicação específica naltrexona, benzodiazepínico (delirium tremens),
acompanhamento
COCAÍNA/CRACK (ESTIMULANTE DO SNC) o Glicose somente se o paciente estiver em hipoglicemia.
o O álcool consome as reservas de glicogênio  há sequestro o Nicotina é vasoconstritor periférico – causa impotência e
da glicose para dentro do fígado  rebaixa a consciência perda de dentes
o Sintomas de abstinência: humor disfórico e deprimido,
TABACO (ESTIMULANTE DO SNC) insônia, irritabilidade, frustração ou raiva, ansiedade,
▪ Mecanismo de ação indireta: 1° no glutamato  depois inquietação, dificuldade para concentra-se, aumento do
dopamina e noradrenalina apetite e ganho de peso
o Nicotínicos (ACh) ⇒ agonista ➔ receptores α4β2 pós- ▪ Teste de Fagerstrom: avalia o grau de dependência
sinápticos dos neurônios dopa (libera dopamina no nucleus ▪ TRATAMENTO: adesivo, goma de mascar, BUPROPIONA,
accumbens) e α7 pré-sinápticos dos neuronios vareniclina (agonista parcial dos nicotínicos→ mimetiza o NT,
glutamatérgicos (libera glutamato que libera dopa no nucleus modulando – em um nível mais baixo; atua como se fosse a
accumbens) nicotina mas em [ ] menor),
o É uma das substâncias que + causa dependência, pois
possui receptores específicos no mesolímbico! REFORMA PSIQUIÁTRICA
▪ QUADRO CLÍNICO: alteração no humor,  ritmo cardíaco, ▪ Lei Federal 10.216 redireciona a assistência em saúde mental,
broncoconstrição, inflamação das vias aéreas, CA de pulmão, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base
comprometimento de paladar, olfato, impotência sexual, comunitária, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas
infertilidade, abortos espontâneos. com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros
para a progressiva extinção dos manicômios.

SP6: TRANSTORNO DE PERSONALIDADE

PERSONALIDADE X TEMPERAMENTO X CARÁTER


▪ Personalidade: conjunto de todas as características subjetivas do indivíduo, somatório do temperamento com o caráter,
▪ Temperamento: são hereditários (inato, pré-determinado, herdado dos pais), se manifestam no início da vida, são estáveis durante o
desenvolvimento, reunião dos aspectos afetivo-conativos
o É uma parte mais inata da personalidade e o primeiro fator a se manifestar.
o É a forma com que o individuo reage e se envolve pelos relacionamentos.
o Quatro dimensões do temperamento: evitação de danos, busca por novidade, dependência de recompensa, persistência.
▪ Caráter: molda o temperamento, aspectos morais, compilado das vivências da pessoa durante a vida
▪ Diagnóstico após 16 anos - porque a personalidade se forma até os 16 anos; crianças e adolescentes não tem experiência, pois a
personalidade é temperamento + caráter; hormônios da puberdade influenciam; a criança é muito influenciada pelo meio e estão
experimentando e aprendendo a lidar com as emoções.
o A personalidade se forma do nascimento até a adolescência
o Criança pode ser diagnosticada como transtorno do desenvolvimento = correspondente a uma fase que a criança vive

TRANSTORNO DE PERSONALIDADE
▪ Ocorre em 10-20% da população geral, aproximadamente 50% de todos os pacientes psiquiátricos
▪ Manifesta nas seguintes áreas: cognição, afetividade, funcionamento interpessoal ou controle de impulsos
▪ Indivíduos são egossintônicos (não percebem que tem)
▪ Transtorno esquizóide, paranoide, antissocial são mais comuns em homens
▪ Transtorno borderline, narcisista, grupo C → mais em mulheres
▪ Etiologia: traumas, genética, tumores, outros transtornos, ambientais (envolve família) e biológicos (neurotransmissores, hormônios
e outros)
o Trauma ou agente gerador na infância ou adolescência (que o paciente não consegue lidar)→ sintomas secundários (geralmente
classificados no eixo I - transtornos de humor, transtornos de ansiedade) → transtorno de personalidade
o Raramente há o transtorno de personalidade puro
o Alterações nos neurotransmissores = sintomas de outros transtornos (trata com medicamentos)
▪ É um fator predisponente para outros transtornos psiquiátricos: depressão, esquizofrenia, por uso de substâncias, disturbio de
atenção.
▪ Diagnóstico só depois dos 16 anos. É dividido em:
o Cluster A (estranho/excêntrico): paranoide, esquizóide, esquizotípica
o Cluster B (dramáticos, emotivos ou erráticos): antissocial, histriônica, Borderline (limítrofe), Narcisista
o Cluster C (ansioso/atemorizados): esquiva, dependente, obsessiva- compulsiva (Anancástica)
▪ P/ ajudar indivíduos com TDP, o psiquiatra deve compreender as defesas subjacentes do pcte, os processos mentais inconscientes que o ego
usa para resolver conflitos entre os 4 princípios-guia da vida interior: (1) Instinto (desejo ou necessidade); (2) realidade; (3) pessoas
importantes; (4) consciência.
▪ Psicoterapia é 1ª linha de tratamento para esses transtornos
▪ Farmacoterapia pode dar suporte em alguns casos

CLUSTER A ▪ É uma caricatura do seu próprio pensamento


PARANOICA ▪ Síndrome do X frágil
• Suspeitas e DESCONFIANÇA dos outros, dificuldade em
perdoar, rancorosos (de forma persistente), IDEIAS CLUSTER B
CONSPIRATIVAS e PERSECUTÓRIAS, não têm alucinações HISTRIÔNICA
nem um transtorno manifesto do pensamento. ▪ Busca de atenção (usa a aparência física, + mulheres), choro
▪ Dúvidas sobre lealdade, reluta em confiar, tem suspeitas emotivo, comportamento sexualmente sedutor inadequado ou
recorrentes, sem justificativas, com respeito à fidelidade do provocativo, mostra autodramatização, teatralliadde e
cônjuge (ciúmes patológicos) ou parceiro sexual EXPRESSÃO EXAGERADA DAS EMOÇÕES, considera
▪ + Homens, relacionado a esquizofrenia relacionamentos + íntimos do que realmente são (tornam-se
super amigas e contam toda a vida de um dia pro outro),
ESQUIZOIDE infantilidade.
▪ ISOLAMENTO, INDIFERENÇA, DISTANCIAMENTO SOCIAL, ▪ Muito emotivas + busca pela atenção
+ HOMENS ▪ Diagnóstico diferencial com narcisismo e TAB (fase de mania)
▪ Pouca ou nenhuma atividade produz prazer, frieza,
introspecção, apatia, preferência por atividades solitárias INSTÁVEL
(tende a criar um mundo “próprio e fantasioso) ▪ IMPULSIVO: não conseguem lidar com críticas – são violentas
▪ O indivíduo apresenta capacidade limitada para expressar e explosivas.
sentimentos calorosos, ternos ou raiva para com os outros o Impulsivo e imprevisível; não reflete sobre os atos
▪ O indivíduo não deseja nem desfruta de relações íntimas, ▪ BORDERLINE:
inclusive ser parte de uma família ▪ Alterações autoimagem, intensidade, impulsividade,
▪ Diagnóstico diferencial de autista e com a fase pré-morbida da problemas nos relacionamentos; reflete; preocupa-se com
esquizofrenia o que as outras pessoas vão pensar
o Cometem para-suicídio: automutilação para alívio dos
ESQUIZOTÍPICA sintomas
▪ CID 10 – classifica como transtorno psicótico (ideias o Associação com familiares com transtorno depressivo
bizarras), mas o DSM-V classifica como de Personalidade maior, transtornos por uso de álcool e de abuso de
▪ Ideias de referência, CRENÇAS ESTRANHAS ou substância, negligência parental
pensamentos mágicos, experiências perceptivas incomuns, o É comum pacientes que tiveram traumas na infância
pensamentos e discursos estranho (místico, mágico, o Abuso sexual: 40-70%
superstições, telepatia, sexto sentido), desconfiança ou o Maus tratos na infância: 87%
ideação paranoide, afeto inadequado ou constrito, aparência o Situam-se entre neurose e psicose, não se preocupa com a
ou comportamento peculiar, estranha e excêntrica. consequência de seus atos, pois é impulsivo-compulsivos
▪ Ideia de ser divino
(mas tem julgamento do perigo), sentimento de ▪ BORDELINE: INSTABILIDADE EMOCIONAL E
incompreensão AUTOMUTILAÇÃO
▪ Descreve quadro como algo que incomoda, um sentimento
de vazio→ acompanha o transtorno
o É uma pessoa com prejuízo na sua vida familiar e
profissional;
o Pessoa mostra grande sofrimento → pessoa usa pena dos
outros como forma de endossar o que ela fez;
▪ Desregulação emocional rápida duram de horas a dias
(ligadas a eventos interpessoais)
▪ Fatores desencadeantes (sempre é influenciado pelo meio);
padrão não se mantém
o Comportamento imprevisível, facilidade em começar
relacionamentos, mas NÃO conseguem manter,
perturbação de identidade
o Labilidade emocional = “hipomania e depressão”; reação
exagerada ao meio para ganho secundário;
o Automutilação alivia a sensaçao de incompreensão e falta
de controle
• Comorbidades: álcool (85%), depressão, transtorno
de estresse pós-traumático, TAB, TDAH
o É comum avaliar pessoa como bipolar e quando a pessoa não
responde a medicação, vale-se pensar/reformular
diagnóstico em borderline;
o Tratamento: psicoterapia – terapia comportamental dialética
- parte da experimentação e de metáforas, cria uma
experiência, cria empatia; a TCC parte da reflexão sobre a sua
vivência
➔ Farmacoterapia: não é muito usada nestes casos
TAB X BORDELINE ▪ Alterações cognitivas e de percepção sensorial; agressividade:
▪ TAB: Desregulação emocional estendida e estável, de dias antipsicóticos
ou meses (exceção estado afetivo misto) - sem fatores ▪ Alterações de humor: antidepressivos (ISRSs ou IMAOs)
desencadeantes (nem sempre é influenciado pelo meio); ▪ Alterações da impulsividade: ISRS ou estabilizador do humor
Padrão que se mantém ao longo do tempo; comportamento ▪ Heteroagressividade: naltrexona
previsível e ciclíco ▪ Instabilidade emocional: estabilizador de humor.
o hipomania e depressão

ANTISSOCIAL
NARCISISTA ▪ AUSÊNCIA DE REMORSO (PSICOPATA – antissocial grave),
▪ Não tem mais no CID-10, mas está presente na DSM-V tendência à falsidade (manipuladores), impulsividade e
▪ São orgulhosos e pretensiosos, grandiosidade, acredita ser agressividade, descaso pela segurança de si ou de outros,
“especial” e superior, demanda admiração excessiva, irresponsabilidade (ilegalidade), insensibilidade a
explorador em relações interpessoais, comportamentos ou sentimentos alheios, baixa tolerância a frustração
atitudes arrogantes e insolentes, invejosos, sem empatia pelos o + Homens, população carcerária (agressividade, afinidade
outros. por crimes), associações com abuso de álcool e
▪ Usam os outros para gerarem um benefício a si próprio substâncias psicoativas
▪ Preocupação com fantasias de ilimitado sucesso, poder, ▪ Não têm consideração ou compaixão pelas outras pessoas;
inteligência ou beleza mentem, enganam, trapaceiam, prejudicam os outros, mesmo
a quem nunca lhes fez nada
▪ Dificuldade em ter uma interação afetiva recíproca, respeitosa e
duradoura. Falta sensibilidade ao sofrimento dos outros ANACÁSTICA (OBSESSIVO-COMUPULSIVO)
o Incapacidade de manter um relacionamento, mas não de ▪ Grande chance de desenvolver TAG, rotina pode precipitar
conseguir um relacionamento muita ANSIEDADE
▪ Crueldade e sadismo ▪ Preocupado com detalhes, regras, listas, PERFECCIONISTA,
▪ Tendência a constranger o médico, é desrespeitoso excessivamente dedicado ao trabalho e a produtividade, exibe
▪ Não aprendem com a experiência = não experimentam a culpa RIGIDEZ e TEIMOSIA, reluta em delegar tarefas, incapaz de
(apenas a responsabilidade); são agressivos e violentos com o descartar objetos - acumuladores, SISTEMÁTICOS
baixo limiar ▪ DIFERENCIAL COM O TOC → Anancástica: egossintônica
o Não aprende com erro ou com as punições (comportamentos aceitáveis para as necessidades e objetivo do
▪ Associado ao abuso de álcool e outras substâncias e ego), enquanto no TOC a personalidade é egodistônica
padrão familiar (pensamento em conflito psicológico – necessidades do ego em
▪ Não ficam depressivos, mas sim frustrados  tendem a culpar conflito com a autoimagem).
o outro por conta da frustração
▪ Ocorre desde os 15 anos de idade ANSIOSA, ESQUIVA OU EVITAÇÃO
▪ Evita atividades profissionais que envolvam contato
CLUSTER C interpessoal, reservado em relacionamentos íntimos,
DEPENDENTE introspectivos, preocupa-se com críticas ou REJEIÇÕES em
▪ Necessidade difusa e excessiva de ser cuidado que leva a um situações sociais, vê socialmente incapaz, sem atrativos
comportamento de submissão e apego (se percebem como pessoais ou inferior aos outros, reluta em assumir risco
incapazes) pessoais, TIMIDEZ
o Tem dificuldade em tomar decisões cotidianas, precisa que ▪ O entorno tem que se adaptar ao indivíduo
outros assumam responsabilidade, dificuldade em iniciar ▪ Sente a necessidade de interagir, mas tem medo de interagir por
projetos ou fazer coisa por conta própria, sente-se medo de críticas  só interagem se estiver em um ambiente
desamparado e desconfortável quando sozinho, busca com seguro  dependência do reforço positivo
urgência outro relacionamento, dificuldades em manifestar ▪ Mais vulneráveis à depressão e ansiedade
desacordo. ▪ Tto farmacológico é importante
▪ Propensos a ter depressão → projetam tudo que são na o Na fobia social, é + pontual (casos específicos) – tende a
pessoa, se a pessoa morre ficam perdidos na vida; buscar e superar!
▪ Autonomia do paciente → é mais difícil do paciente tomar a o Personalidade esquiva X Fobia social -> na fobia social o
decisão; vai olhar para o acompanhante → não vai manifestar indivíduo não analisa o quão aceito ele pode ser em
seus consentimentos, permissões. Exige do médico uma determinada tarefa ou grupo, antes da interação social, já
abordagem diferenciada na personalidade esquiva isso é uma prática comum
▪ Muito dependentes de outras pessoas (com frequência de uma ▪ Ddx com transtorno esquizoide: paciente com transtorno de
pessoa principal); como consequência, acabam por se personalidade evitativa desejam interação social, enquanto
submeter de forma intensa a elas (SUBMISSÃO) os com personalidade esquizoide desejam ficar sozinhos.
o Cuidar com mulheres – VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

SP7; TRANSTORNO ALIMENTAR

TRANSTORNO ALIMENTAR ▪ Preocupação com o peso corporal, medo intenso de ganhar


▪ Tem 6 transtornos: anorexia, bulimia, compulsivo, pica, peso, percepção perturbada da imagem,
ruminação, transtorno de aversão alimentar o Perda de peso abaixo do ideal. No começo da patologia,
o Classificação nova -> inclui os transtornos alimentares elas têm o peso ideal
relacionados a infância (recusa alimentar, regurgitação ▪ Menina tem padrão perfeccionista e introspectivo e família
e pica) tem padrão rígido e intrusivo
▪ No transtorno há INSATISFAÇÃO CORPORAL IRREAL o Personalidade dos anoréxicos; pessoas com perfil
▪ Fisiopatologia: acredita-se que haja disfunção do lobo parietal anancástico (+ obsessivo) / + rígido. OBSESSIVO E
esquerda → disfunção da propriocepção → justificaria má PERFECCIONISTA, autoavaliação negativa dele, padrão
relação com a autoimagem mais introvertido
▪ Regulação: ▪ Transtorno psiquiátrico com maior índice de suicídio
o Sinais aferentes -> necessidade ou não de comer ▪ Dos transtornos alimentares, é a que + mata
o Circuito de recompensa + questão comportamental ▪ EGOSSINTONIA (reforço positivo – vê como benefício)
o Núcleos hipotalâmicos -> avaliação da necessidade de ▪ Associado com outros transtornos: fobia social, TOC
comer e de ingesta alimentar ▪ Hormônios com estado funcional reduzidos: Noradrenalina,
o Aminas biogênicas: os receptores α2-adrenérgicos no Dopamina (efeito de recompensa que a alimentação exerce)
núcleo paraventricular (NPV) e os β2-adrenérgicos no ▪ Hormônios com estado funcional aumentados: Serotonina
hipotálamo tem relação com a alimentação (facilita saciedade), CRH (inibe apetite), Neuropeptídio Y,
Colecistocinina (atenuação do apetite)
ANEMIA NERVOSA ▪ QUADRO CLÍNICO: inanição autoinduzida, comportamento
estranho em relação ao peso, recusa em comer em público,
negação dos sintomas, comem lentamente, rotina rígida de o Complicações: hipocalemia, alcalose hipoclorêmica,
exercício físico, interesse sexual diminuído, hipotermia, desidratação, erosão dentária, mau hálito, fissuras
LANUGEM, fraqueza, cansaço, tontura, bradicardia, gástricas e esofágicas, dilatação aguda do estômago.
AMENORREIA, comprometimento da diurese, obsessão por ▪ DIAGNÓSTICO: compulsões recorrentes por pelo menos 3
limpeza (TOC). Medo de engordar, mudança no padrão meses. Episódio de compulsão seguido de comportamento
alimentar (muda a rotina) purgativo ou culpa
o Complicações: osteoporose, fraturas,  libido, anemia, o Critério: compulsões alimentares; peso normal ou
nefropatias sobrepeso; medo de engordar; 2 tipos – purgativo e não
▪ DIAGNÓSTICO: tem 2 tipos restritiva ou purgativa. Pode ser purgativo
leve (IMC>17), moderada (IMC- 16-16,99) e grave (15-15,99) ▪ Tipo purgativo, para aquelas que regularmente se engajam em
o Restritiva: tentativa geralmente de consumir menos de 300 a vômito autoinduzido ou no uso de laxantes ou diuréticos.
5000 caloria por dia, é incansável e compulsivamente ▪ Tipo não-purgativo: para aquelas que usam dieta restritiva,
hiperativo, com lesões esportivas por esforço excessivo jejum ou exercícios vigorosos, mas não se engajam com
o Purgativa: o indivíduo se envolve regularmente em um regularidade em purga.
comportamento de comer compulsivamente ou de purgação ▪ TRATAMENTO: terapia cognitiva comportamental, uma
medicação aprovada → fluoxetina em alta dose (60 a 80 mg)
(indução de vômito ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou
o Cura em torno de 70% enquanto na anorexia é em torno
enemas). Pode ser relacionado ao abuso de substância. Hx
de 50%
de maior peso corporal do que o restritivo
o O grupo que não cura (tanto na bulimia quanta na
▪ TRATAMENTO: internamento (peso muito abaixo e risco de
anorexia)→ maioria fica em períodos de recorrência. Na
suicídio), reforço positivo do ganho de peso, terapia cognitiva-
comportamental (mudar a percepção da imagem corporal) e anorexia, grupo que tem evolução grave é maior, 20% das
anoréxicas tem curso de gravidade
terapia familiar
o Multidisciplinar → nutricionista + psicoterapia (corrigir ANEMIA BULIMIA
distorções sobre forma de pensar). NÃO TEM ➔ Não percebe seu ➔ Percebe o
comportamento como comportamento como um
MEDICAMENTO PARA ANOREXIA APROVADO;
problema problema
o Trata quadro secundários. As vezes usa remédios p/ ➔ Ao realizar ➔ Ao realizar o
ganho de peso (antidepressivos algumas vezes – para comportamento purgativo comportamento purgativo
obsessão) – off label se sente bem sente culpa e mal
➔ Geralmente apresenta ➔ Pode apresentar peso
BULIMIA NERVOSA baixo peso normal
▪ Padrão: menina impulsiva (se autointerpreta como ➔ Idade média na ➔ Idade média no início da
adolescência vida adulta e fim da
anoréxico fracassado), família desorganizada (pais ➔ Amenorreia adolescência
negligentes). ➔ Ciclo menstrual irregular
o PERFIL DE PERSONALIDADE: pessoas + impulsivas,
instabilidade afetiva, BORDERLINE. TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR PERIODICA
▪ Apresenta EGODISTONIA ▪ Episódios recorrentes de comilança na ausência de
▪ Desregulação de transmissão serotoninérgica comportamentos compensatórios
▪ Quadro mais comum de transição: anorexia → bulimia ▪ + Comum em pacientes obesos.
▪ QUADRO CLÍNICO: hiperfagia, jejum, exercícios excessivos, ▪ QUADRO CLÍNICO: ingestão no período de 2h de ingesta
não tem peso tão baixo, abrasões no dorso das mãos (sinal de excessiva, sentimento de falta de controle, SEM EPISÓDIO DE
Russel), dor, desconforto abdominal, erosões dentárias, PURGAÇÃO, sentimento de culpa, comer até sentir cheio,
aumento de parótidas, sentimento de culpa, dependência grande quantidade mesmo sem fome, comer sozinhos
química, COMPULSÃO SEGUIDA POR VÔMITOS, (vergonha)
LAXANTES, DIURÉTICOS, preferem comer em casa, furtos ▪ DIAGNÓSTICO: compulsão no mínimo 2 dias na semana por 2
impulsivos, tem relações sexuais. meses
o Com o tempo o vômito nem precisa ser induzido (começa o Faz diagnóstico diferencial com bulimia nervosa, Prader
sendo forçado, depois um pequeno estímulo já causa) Willi, Obesidade, Síndrome de Kleiner-Levin.
o Paciente diabética deixa de usar insulina ▪ TRATAMENTO: medicamentos para  de peso, Venvanse
(aprovado para compulsão), utilização de diários.

SP8: TRANSTORNOS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

TRANSTORNOS NA INFÂNCIA (Lista da Maria Cristina) 10. Transtornos da excreção/eliminação: atentar se aparecer em
1. Retardo mental: -> incapacidade com limitações no crianças + velhas/10 anos, pois pode sugerir maus tratos
desempenho intelectual e comportamento adaptativo antes 11. Transtorno de conduta
dos 18 anos; leve, moderado, grave, profundo ou com 12. Transtorno desafiador de oposição
gravidade inespecífica 13. Transtornos relacionados a substâncias e aditivos
2. Transtorno autista (Asperger está dentro)
3. Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade ESPECTRO AUTISTA
4. Transtorno de aprendizagem: dificuldade persistente nas ▪ + Meninos (quando em meninas é + severo), multifatorial
habilidades de aprendizagem, que começa no início da (genético, hereditário, ambiental, epigenética, intercorrências
infância e é incompatível com a capacidade intelectual total na gestação e no parto, idade materna e paterna avançadas,
de uma criança síndrome de X frágil), prevalência de 1%
5. Espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos ▪ Geralmente antes dos 3 anos
6. Bipolar e transtornos relacionados ▪ Deficiência na capacidade de perceber os sentimentos ou o
7. Depressão estado emocional das pessoas a seu redor→não conseguem
8. Transtorno de ansiedade de ansiedade generalizada, ansiedade atribuir motivações ou intenções a outras pessoas→(“TEORIA
de separação, TOC, fobia simples, fobia social, síndrome do DA MENTE”)→dificuldades para desenvolver empatia.
pânico ▪ Transtornos associados: TDAH, distúrbios do sono
9. Transtornos alimentares
▪ QUADRO CLÍNICO: criança muito calma ou muito irritável. o Moldagem - recompensas (negocia a premiação; se você se
Deficiência na comunicação social e comportamentos comportar → ganha algo)
restritos e repetitivos o Desvanecimento - assumir o controle e deixar solto um pouco
0 a 6 meses: menor foco em pessoas e objetos, bebê muito calmo ou o Extinção - remoção do reforço
irritável, não tem sorriso social, não presta atenção na linguagem,
irritabilidade para mamar, não reconhece familiares, comportamento TDAH
estereotipados ▪ + Meninos, + prevalente em idade escolar, 2/3 associados a
• BEBÊ: calmo ou sonolento ou chora sem consolo; comorbidades (depressão, ansiedade, abuso de substâncias). É
sem sorriso social; não olha o distúrbio + diagnosticado na infância.
6 a 12 meses: menor interação social, repetição de gestos, o Adultos (2,5%): não cumprem prazos, são esquecidos. 15%
preferência por algum brinquedo, irritabilidade, choro não conseguem mudar as características, 40% mantém
12 a 18 meses: não tem a expressão facial, atraso ou recusa na sintomas residuais mesmo com tratamento
linguagem, recusa a coisas novas (alimento), não brinca de faz de • O diagnóstico permanece na vida adulta em apenas 15%
conta (importante para a criança por as fantasia – “faz de conta”- é • Devido à maturação cerebral – pode ser que não
usada como resolutividade de suas próprias questões – precise tomar remédios
“escape”). ▪ Etiologia: GENÉTICA, ambiental. Tem disfunção de nora e
• Perde capacidade lúdica de brincar – de usar o objeto dopamina e córtex pré-frontal com menor volume
como uma brincadeira fantasiosa – se interessam pela o Genética: receptor de dopamina DRD4 e DRD5 e
forma do objeto transportador de dopamina DAT1
• Apreciam girar, martelar e ver o fluir de um fluxo de o  DOPAMINA (disfunção das vias inibitórias do
água. planejamento) Pré-frontal estriada → concentração;
• Comportamentos compulsivos espontâneos subcortical → hiperatividade
18 a 24 meses: dificuldade de interação social, não olha nos olhos, ▪ Comum junto com TDAH: dislexia, ANSIEDADE,
repete sons, não responde a chamado ou atrasa a resposta DEPRESSÃO, Transtorno de conduta
• 2-3 anos  crianças sem autismo  são + irritáveis, ▪ Uso de substância (cocaína, tabaco, anfetamina) melhoram
fazem “birra” para testar os limites dos pais (sim ou a concentração por  dopamina
não) ▪ QUADRO CLÍNICO: baseado na tríade (DESATENÇÃO,
• Autistas; agressão, comportamentos autolesivos, e IMPULSIVIDADE, HIPERATIVIDADE)
ataques graves de birra o Sintomas desde pré-escolar, menor desempenho na escola,
• DISTÚRBIOS MOTORES: tem início antes dos 36 agitação, não mantém atenção em tarefas longas,
meses (1 ano e ½) de vida irritabilidade, agressividade
Pré escolar: não brinca de fantasia, + irritabilidade, ecolalia, não o Hiperatividade, déficit de atenção (memória curta),
conversa com adultos, não brinca em grupo, dificuldade na distração, perseverança, incapacidade para concluir tarefas,
alimentação, linguagem desatenção, má concentração, impulsividade (agir antes de
Escolar: dificuldade em aprender, não se relaciona, não tem atenção pensar, mudanças súbitas de atividade, falta de
na escola, linguagem, não consegue se colocar no lugar do outro. organização, dar pulos na sala de aula), déficits de
o DÉFICIT SOCIAL: inabilidade em se relacionar com o outro, memória e de raciocínio, incapacidade de aprendizagens
perda de habilidades sociais específicas e deficiências na fala e na audição
o ATRASO NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM o Deficiência motora perceptiva, instabilidade emocional e
• Atraso na fala, mutismo ou ecolalia (balbucio) transtorno da coordenação do desenvolvimento.
o No adulto afeta comportamento sexual: doenças sexualmente
• Vocalizam ruídos, com frases estereotipadas
transmissíveis, filhos mais precoce
o INTELIGÊNCIA: varia de superdotação a déficits profundos;
apenas 1/3 a ¼ dos têm inteligência média ou acima da o Sintomas ocorrem em TODOS os ambientes. Não pode estar
restrito a um ambiente (escola), tem que estar presente
média
em pelo menos 2 (ex. casa e escola)
• Facilidade em um campo específico; a maioria tem
ADULTOXCRIANÇA:
déficit cognitivo grave- 60% tem retardo mental
➔ Criança: desatenção, hiperatividade – motora (conversa,
associado – metade leve e metade de moderado a
bagunça), comportamento agressivo e impulsivo às vezes. Pode
grave
apresentar deficiências ou de imaturidade discriminatória visual,
o Habilidade precoces: hiperlexia, memorização e
motora, perceptiva ou auditiva, sem sinais manifestos de
declamação, habilidade musicais
distúrbios visuais ou auditivos.
• Não percebem ironia, sagacidade  dificuldade de
➔ Adulto: hiperatividade (estática – mais parado, inquietação –
entender as pegadinhas, metáfora, trocadilho, piada,
mexe dedo, pés), hiperatividade cognitiva (“queixa-se de não
hipérbole  leitura/interpretação LITERAL
conseguir parar de pensar”)
• Explosões de riso ou choro (sem nenhuma razão
o Subtipos:
aparente)
• Hiperativo-impulsivo -> agitação, difícil controle, dificuldade em
• Falta percepção da intencionalidade, seguir rotina e instruções
INFLEXIBILIDADE (gostam de rotina) • Desatento -> erro por descuido, esquecimento, dificuldade em
• Comportamento repetitivo -> estereotipias, manter atenção, distração por objetos e estímulos externos
maneirismos e caretas • Misto -> mais comum
▪ DIAGNÓSTICO: aos 18 meses já pode fazer o diagnóstico - ▪ DIAGNÓSTICO: critérios do DSM – clínico - sintomas
que é CLÍNICO. Exames para excluir problemas na audição e persistentes e prejudiciais de impulsividade e
fala hiperatividade ou desatenção em pelo menos 2 ambientes
o Questionário M-CHAT – instrumento de RASTREIO – diferentes.
aplicado em crianças com 18 a 24 meses de idade o Questionário SNAP-IV – RASTREIO
o Quanto + grave - + estereotipias, se + leve, é + sutil • Crianças: quem preenchem são os pais e professores
▪ TRATAMENTO: intervenção psicossocial, educação em família,
• Adulto: ele mesmo preenche ou responde
inclusão na escola.
• Diagnóstico diferencial: dislexia, bipolar, transtorno opositor
o Farmacologia baseada nos sintomas (agressividade,
- desafiador, discalculia, ansiedade, problema de visão e
insônia)
audição
▪ TEACCH (acadêmicos) PECs (escolares)
o Descartar causas orgânicas. Ex: problemas de visão ou
▪ TREINAMENTO DOS PAIS
audição
o Reforço positivo (fez algo legal → recompensa)
▪ TRATAMENTO: psicoterapia, farmacológico (metildenidato – ▪ Ex: adulto (trabalha o dia todo) – ação longa (ex 12 horas);
Ritalina, Ritalina LA, Concerta e Lisdexanfetamina), criança vai para escola não precisa muito tempo (ex: 4
Bupropiona horas)
▪ O estimulante não faz o indivíduo ficar + hiperativo  se  o BUPROPIONA → 2ª linha – inibição da recaptação dopamina
DOPA  controla sintomatologia  melhora a capacidade e noradrenalina - (menos potente) – 10 a 15% - mais ameno
de concetração/foco / menos efeitos colaterais
o Metilfenidato → Ritalina (4 horas), Ritalina LA (8 horas), ▪ Não dar para quem quer apenas se concentrar mais – pois
Concerta (12 horas) o nível de dopamina já é normal; diferente do TDAH que a
o Venvanse → duração de 12 horas dopamina é baixa; se o nível é normal, ao tomar tudo
o COMO ESCOLHER? TEMPO E POTÊNCIA aumenta – ansiedade, hiperatividade, déficit de atenção

SP9: DISTÚRBIOS DO SONO

▪ Regulação: Processos homeostático e circadiano→ hormônios e NT estarão regulando


▪ Ciclo circadiano - todas as projeções vão para o núcleo supra- Estágio 1 NREM (sono superficial, movimento ocular lento
quiasmático seguido de redução de tônus) -> estágio 2 NREM (ondas de
▪ Relógio biológico pode ser ajustado maior amplitude e menor frequência; estágio mais duradouro) -
▪ VIGÍLIA: pessoa responde a estímulos sensoriais do ambiente > estágios 3 e 4 NREM (sono profundo/onda lenta; ondas delta
e apresenta comportamento ativo com base em intensa com grande amplitude)
atividade motora e locomotora; o EEG apresenta um ritmo ▪ ESTADO 2 (REM): sono paradoxal ou sono REM; ocorrem os
rápido de baixa voltagem e alta frequência (dessincronizado) sonhos surrealistas (doidos) ilógicos e emocionais; maior
o Vigília (5-10%): Regulação: Processos homeostático e estágio em RN;
circadiano→ hormônios e NT estarão regulando o Sono dessincronizado, 25% do período de sono,
(Histamina, noradrenalina, cortisol e serotonina) movimento rápido de olhos e atonia muscular,
o VIGILIA / ATIVIDADE → LIBERA HISTAMINA, INIBE consolidação de aprendizado, sonhos + vívidos
GABA ▪ Sono delirante: EEG volta a ficar dessincronizado, os olhos
o SONO → LIBERA GABA, INIBE HISTAMINA (nível de passam a se mover mais ativamente no EOG, embora o corpo
histamina) permanece bem imóvel (EMG liso e estável); o indivíduo tem
▪ SONO: ↓ da reatividade aos estímulos externos, apresenta ↓ da dificuldade de acordar; o indivíduo dorme mais profundamente,
atividade motora e assume uma postura estereotipada mas seu EEG parece com o da vigília; ↑ atv simpática; o 1º ciclo
(geralmente deitado com os olhos fechados); o eletromiograma dura 10min e os posteriores de 15-40min; ocorre no último terço
e o eletro-oculograma tomam-se menos ativos da noite
▪ Fenômenos autonômicos (↓ geral das funções vegetativas): ↓ ▪ É normal contrações não intensas à noite; quando fortes
FC, ↓ FR, ↓ PA, ↓ motilidade GI, ↓ temperatura em 1 ou 2ºC, ↓ causam INSÔNIA
da atividade metabólica nos órgãos e tecidos ▪ SONHOS (manifestação visual)→ quando sono começa a
▪ DEPENDE DA MELATONINA PRODUZIDO PELA PINEAL aprofundar → SONHOS MAIS REAIS
▪ EEG com ritmo lento de alta voltagem e baixa frequência
(sincronizado) SONO
▪ ESTADOS DO SONO: (1) possui 3 estágios e é conhecido ▪ Redução do N3 e REM → idosos; e nas crianças ocorre o
como sono de ondas lentas, pela natureza contrário.
progressivamente mais sincronizada do EEG; (2) sono ▪ RECÉM NASCIDO faz REM anterior ao NREM, às vezes não
paradoxal ou sono REM fazem estágio I
▪ ESTADO 1 (NÃO-REM): os sonhos que ocorrem no sono de o Aos 4 meses de idade o RN muda o padrão do ÍNICIO do
ondas lentas são mais curtos, menos vívidos, menos emocionais sono  começa no NÃO-REM (antes era REM)
e mais lógicos; ▪ Função básica do sono não REM: restauração da parte imune,
o Sono sincronizado, 75% do período de sono da parte somática e na fase 2 → restauração da memória.
▪ Estágio 1: ritmo/ondas α - no adormecimento o EEG passa de ▪ Sono REM: consolidação da memória, restauração das funções
um traçado dessincronizado típico (ritmo β), para um traçado cerebrais. Paciente que não dorme ou dorme pouco vai ter
ligeiramente diferente, de voltagem um pouco maior e menor problemas na consolidação da memória e dificuldade nas
frequência; o eletro-oculograma (EOG) e o eletromiograma funções superiores.
(EMG), muito ativos e variáveis porque o indivíduo acordado ▪ Quando dorme:  leptina e  a grelina. Se você dorme pouco
realiza vários movimentos, tomavam-se mais estáveis isso é invertido!
▪ Estágio 2: mais adormecido; EEG apresenta algumas ondas de ▪ Principais NT do sono -> GABA e melatonina
alta voltagem (chamadas fusos do sono e complexos K); o EOG ▪ Percepção de fotoperíodo, aumento e síntese de secreção
e o EMG mantinham-se estáveis; fusos do sono; sono mais de melatonina -> glândula pineal
profundo; é o que mais dura (55% do REM)  Luz -> células ganglionares da retina ->  melanopsina ->
▪ Estágios 3 (junção do 3 e 4):o sono torna-se mais profundo e núcleo supraquiasmático -> sincroniza ritmo circadiano com
é mais difícil acordar o indivíduo, que a esta altura estava imóvel, ciclo dia-noite + projeção para núcleo paraventricular ->
dormindo tranquilamente com ocasionais mudanças de posição; ativação do sistema nervoso autônomo simpático -> gânglios
o EEG apresentava-se mais e mais sincronizado, apresentando cervicais -> glândula pineal -> melatonina -> controle de órgãos
um ritmo de alta voltagem e baixa frequência (ritmo δ - teta) - e funções (redução do metabolismo)
ondas lenta de maior amplitude e baixa frequência; consolidação  Melatonina: usada para ajustar o ciclo do sono (organizar
da memória; sonhos mais realistas; ↑ função parassimpática; cérebro a dormir mais cedo) →NÃO INDUZ SONO / TRATAR
SONO / NÃO TRATA INSÕNIA
DISTÚRBIOS DO SONO
▪ Exames: polissonografias (bom para distúrbio do movimento e apneias)
▪ ÍNDICE DE PICKWICK - usado para apneia do sono; sd. pickwikiana; é comum termos apneia central de curta duração, o problema é quando
ela fica de longa duração
▪ É um dx de exclusão (afastar substâncias, afastar outros transtornos, afastar outros transtornos do sono e outras condições médicas)
FOTO DA ANDRESSA
▪ DIAGNÓSTICO: insônia crônica (duração de pelo menos 3
INSÔNIA meses, ocorre pelo menos 3 vezes na semana)
▪ Insatisfação com a qualidade ou quantidade de sono associada o Diagnóstico é CLINICO.
a um sistema noturno (dificuldade em iniciar o sono, dificuldade o Pode solicitar um diário do sono, polissonografia (não é
em manter o sono ou o despertar matinal precoce), situação esta rotina).
que traz prejuízo no funcionamento diurno deste indivíduo na o Escala de Epworth
esfera física (sonolência, fadiga), mental (atenção, ▪ TRATAMENTO: não farmacológico  terapia cognitivo
concentração, alterações comportamentais e de memória) ou comportamental (relaxamento, HIGIENE DO SONO – lembrar
social (familiar ou laboral) do idoso – talvez ambiente totalmente escuro, não seja o
▪ Subdivide-se em dificuldade para adormecer (insônia INICIAL), mais adequado – risco de queda)
despertares frequentes ou persistentes (insônia da manutenção * Não prescrever medicacao de inicio, tentar a terapia e a higiene
do sono- INTERMEDIÁRIA), ou despertares matinais precoces do sono, que muitas vezes já é suficiente
(insônia de interrupção do sono- TERMINAL) o Farmacológico: agonista de receptor GABA não
▪ O tempo que caracteriza a insônia é de 30 min para pegar benzodiaepínico (Zolpidem -  tempo para dormir, 
no sono, ou despertar 30 min antes do horário tolerância e dependência, são úteis para pessoas com tem
normal/programado – 3x/semana dificuldades para pegar no sono), benzodiazepínico (tto
▪ Distúrbio de hipervigilância→quebrar o ciclo que passa a CURTO, NÃO usar de modo CRÔNICO), antagonista da
ter alternância entre as fases hipocretina, melatonina (dificuldade para iniciar o sono) ,
▪ Muito comum em criança – latência prolongada antidepressivo sedativo (pode ser usada para desmame de
▪ Causa: primária, psiquiátrica (depressão e ansiedade), doenças benzodiazepínicos), inibidores noradrenérgicos:
e medicações, distúrbios do sonos associados clonidina e beta-bloqueador (antag alfa 2 e beta) → ↓ Nora
o Pode estar recorrendo na depressão → ↓ estímulo da vigília
o Excitação (estresse e ↑ de cortisol → hipervigilância),
hipermetabolismo o Primeira escolha farmacológica → indutores do sono ou
o ↓ da atividade GABA na insônia primária e ↑ atividade do hipnóticos não benzodiazepínicos (não causam efeito de
eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (estados de dependência e tolerância). Reduz latência do sono, duração
hiperdespertar) de forma adequada e aumenta a fase 3 do sono não REM.
o INSÔNIA →  níveis de leptina (saciedade) e  níveis de Deve ser administrado 30 minutos antes de dormir. Pode ser
grelina →  ingesta usada a longo prazo!
▪ Insones que desenvolvem estado de hiperalerta (sono com • Pedir para paciente tomar metade da dose no
menos de 6 horas)   risco de desenvolver hipertensão primeiro dia para ver efeitos colaterais → sonolência
arterial sistêmica, obesidade, doenças cardiovasculares e
distúrbios endócrinos (diabetes mellitus tipo 2). o BENZODIAZEPÍNICO → deve ser usado a curto prazo;
▪ QUADRO CLÍNICO: cansaço, fadiga, déficit cognitivo, • Flurazepam, quazepam são melhores para insônia no
irritabilidade meio da noite
• Insônia aguda: usar por 2 semanas e retirar
• Insônia crônica: usar por 4 a 6 semanas e depois ▪ Relaxante muscular: induz sonolência e no dia seguinte tem
retirar, pois se não da tolerância e dependência e pode muitos efeitos adversos/indisposição – alguns pacientes
causar insônia rebote. demoram muito para passar.
• Distúrbios renais e hepáticos: NÃO usar BZD o Não prescrever ciclobenzaprina, mas sim o zolpidem
• Uso crônico dos BZD: depressão respiratória, amnésia (pode ter  sonambulismo)!
anterógrada, reduz coordenação, reduz coordenação
motora, piora apneia, efeito ansiolítico (Zolpidem não • Antipsicóticos
tem)→ USAR TRANSITÓRIAMENTE o Não usar antipsicótico se paciente não tiver distúrbio.
o Medicamentos com meia vida longa são + fáceis de serem Só se paciente for psicótico.
retirados
CONDUTA
▪ Antidepressivo sedativos (trazodona, metazapina) → 5HT2 1. Identifiquei insônia → tem alguma causa/clinica para a
A → via excitatória → quando bloqueia essa via, ajuda no sono, insônia?
pois inibe insônia, ansiedade 2. Prescrevi higiene do sono e terapia cognitivo
comportamental → não resolveu!!!
• Anti-histamínicos: sonolência do paciente no dia seguinte. 3. Assim, parto para uma medida farmacológico → BZD de
curta duração ou indutor do sono.

SP10: CASO CLÍNICO

Advogada, feminina, 27 anos, solteira, sem filho.


Paciente refere que quando estava com pouco + de 1 ano de vida o seu pai abandonou a família e nunca + teve contato com ele.
Acrescenta que até os 4 anos de idade a sua mãe teve diversos relacionamentos, o que a fez estar pouco presente em sua criação, bem como
levou à mudanças frequente de cidade e escola.
Paciente apresenta desde a sua infância, os seguintes sintomas/sentimentos: distúrbio de imagem corporal, medo de ser abandonada
e rejeitada, facilidade em fazer amizades mas dificuldade em mantê-las devido a ciúme excessivos que gerava conflito, dificuldade em
lidar com contrariedade, pensamentos recorrentes em morrer, sentimento de raiva, impulsividade, instabilidade afetiva. Associado a isso,
a paciente apresentava um sobrepeso. Em virtude da distorção da imagem corporal, a paciente apresenta histórico de se submeter a tratamentos e
fazer atividades físicas por muitas vezes. Porém, a partir dos seus 21 anos de idade cita que passou a ter quadro de compulsão alimentar- comia
em grande quantidade escondido de pessoas, chegando a vomitar por passar mal.
Quando estava com 125 Kg, submeteu-se a cirurgia bariátrica (bypass), estando com atualmente com 61 Kg e 1,63m. Em consulta com
o Dr. foi detectado que a paciente vinha perdendo peso mesmo sem realizar atividade física. Em consulta detecta-se que a paciente vem evoluindo
com quadro de anorexia medo excessivo de engordar (se pesa 2 vezes ao dia), distorção de imagem corporal (não se olha no espelho), restrição
acentuada da alimentação (ingestão mínima de carboidratos) com contagem excessiva de calorias (usa aplicativos para monitorar).Há uns 3 meses
a paciente começou com episódios de autoagressividade (se arranhar) para obter alívio dos seus sentimentos.

Necessidade de tratamento multidisciplinar – nutricionista e psicoterapia (faz acompanhamento com a psicologista a 3 meses)
O quadro apresentado pela paciente NÃO contraindica a realização da cirurgia plástica mas, em virtude da distorção da imagem corporal, há a
possibilidade da paciente se sentir frustrada com resultados (paciente ciente desta possibilidade). Retorno em 1 mês.

24/01/2019:está em seguimento psicoterápico e nutricional e, com abordagem multidisciplinar.


Quadro Atual: faz uso de Sertralina, antipsicóticos, e Rivotril.
Apresenta algumas EVOLUÇÕES, mas a paciente continua se expondo a situações de risco!

▪ Suspeita diagnóstica ATUAL: TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE + ANOREXIA. Apresenta histórico de compulsão
alimentar periódico (antes da bariátrica)
o Diagnóstico diferencial: TAB, depressão e compulsão alimentar (antes da bariátrica)
• Perfil que predispõe a transtorno alimentares: bulimia (impulsiva) e anorexia (rigidez). É comum a transição dos transtornos: + comum
ANORÉXICO evoluir para BULIMIA.
• DIABULIMIA: pacientes com diabetes que não faz uso de insulina devido ao transtorno alimentar associado.
o Borderline NÃO exclui outro diagnóstico: 75% tem concomitante, pode ter TAB ou depressão junto.

▪ Diferenciação de TAB X BORDELINE


o Paciente primeiro foi diagnosticada com transtorno de personalidade Borderline, depois foi diagnosticada com transtorno afetivo bipolar
o BORDERLINE: mudança de humor rápida (no mesmo dia), período de fase de risco rotineiramente, instabilidade afetiva (abrupta), está
associado a evento traumático, + automutilações, tem dificuldade de gerenciar as emoções.
• Borderline: no caso fez uso de Sertralina e não fez virada maníaca
• Tratamento da psicoterapia (padrão-ouro): terapia cognitivo comportamental e genética-comportamental.
• Farmacológico: NÃO altera o curso do quadro (padrões e funcionamento persistem). Pode ajudar a controlar os sintomas (muda a
intensidade dos sintomas). NÃO existe um remédio que mude a personalidade
o TAB: funcionamento está normal (basal) se tratar com medicamentos. O TTO farmacológico ALTERA o curso, mantém a pessoa estável.
▪ Sintomas atípicos da depressão: GANHO DE PESO E HIPERSSONIA.
▪ Quadro que predispõe ao uso de substâncias: álcool (depressor do sistema nervoso central - GABA– ajudaria a dormir – quadro de insônia –
deixa a pessoa menos irritada, angustiada e ansiedade) e drogas
o Drogas agem no sistema de recompensa: aumenta dopamina → melhora a DEPRESSÃO. Ex: cocaína – melhora os sintomas
▪ Uso do RIVOTRIL para dormir (BENZODIAZEPÍNICO): com uso crônico tem tolerância e dependência, faz apneia do sono (faz relaxamento
muscular – tem obstrução e piora o sono), altera a arquitetura do sono.

➢ Revisão do bipolar, personalidade, insônia, uso de substâncias, transtornos alimentares.

Você também pode gostar