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Prefeitura Municipal de Santos do Estado de São Paulo

SANTOS-SP
Secretário de Unidade Escolar

NB045-N9
Todos os direitos autorais desta obra são protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/12/1998.
Proibida a reprodução, total ou parcialmente, sem autorização prévia expressa por escrito da editora e do autor. Se você
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OBRA

Prefeitura Municipal de Santos de Estado de São Paulo

Secretário de Unidade Escolar

EDITAL Nº 62/2019 – SEGES

AUTORES
Língua Portuguesa - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Matemática/Raciocínio Lógico - Profº Bruno Chieregatti e João de Sá Brasil
Conhecimentos Gerais - Profº Heitor Ferreira
Conhecimentos Específicos - Profª Bruna Pinotti, Silvana Guimarães; Profº Ovidio Lopes da Cruz Netto

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Elaine Cristina
Christine Liber

DIAGRAMAÇÃO
Thais Regis
Renato Vilela

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

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SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA
Questões que possibilitem avaliar a capacidade de Interpretação de texto, conhecimento da norma culta na
modalidade escrita do idioma e aplicação da Ortografia oficial;................................................................................................. 01
Acentuação gráfica.......................................................................................................................................................................................... 15
Pontuação........................................................................................................................................................................................................... 18
Classes gramaticais.......................................................................................................................................................................................... 22
Concordância verbal e nominal;................................................................................................................................................................. 59
Pronomes: emprego e colocação.............................................................................................................................................................. 66
Regência nominal e verbal........................................................................................................................................................................... 66

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO
Visa avaliar a habilidade do candidato em entender a estrutura lógica das relações arbitrárias entre pessoas,
lugares, coisas, eventos fictícios; deduzir novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições
usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações...................................................................................................................... 01
As questões desta prova poderão tratar das seguintes áreas: estruturas lógicas lógica de argumentação:
analogias, inferências, deduções e conclusões; lógica sentencial (ou proposicional): proposições simples
e compostas, tabelas verdade, equivalências, Leis de Morgan, diagramas lógicos; lógica de primeira ordem;
princípios de contagem e probabilidade; operações com conjuntos; raciocínio lógico envolvendo problemas
aritméticos, geométricos e matriciais....................................................................................................................................................... 01

CONHECIMENTOS GERAIS
Assuntos ligados à atualidade nas áreas: Econômica, Científica, Tecnológica, Cultural, Política e Social do Brasil
e do Mundo......................................................................................................................................................................................................... 01
Conhecimentos histórico, geográfico e econômico da cidade de Santos.................................................................................. 25

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Lei Federal n.° 8.069, de 13/07/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente.................................................................................. 01
Lei Federal n.° 9.394, de 20/12/96 - Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional..................................................... 57
Correspondência: recepção, arquivo; protocolo; Agenda; Comunicação oral e escrita; Redação oficial;....................... 76
Relacionamento humano no trabalho;..................................................................................................................................................... 109
Noções de Administração............................................................................................................................................................................. 114
Sistema Operacional Microsoft Windows;.............................................................................................................................................. 121
Microsoft Office: Editor de textos Word e Planilha Excel; Internet e ferramentas Microsoft Office (versões 2010,
2013 e/ou 2016)................................................................................................................................................................................................ 129
ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA

Questões que possibilitem avaliar a capacidade de Interpretação de texto, conhecimento da norma culta na
modalidade escrita do idioma e aplicação da Ortografia oficial;............................................................................................. 01
Acentuação gráfica...................................................................................................................................................................................... 15
Pontuação....................................................................................................................................................................................................... 18
Classes gramaticais...................................................................................................................................................................................... 22
Concordância verbal e nominal;............................................................................................................................................................. 59
Pronomes: emprego e colocação.......................................................................................................................................................... 66
Regência nominal e verbal....................................................................................................................................................................... 66
É possível deduzir que...
QUESTÕES QUE POSSIBILITEM AVALIAR O autor permite concluir que...
A CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
TEXTO, CONHECIMENTO DA NORMA
CULTA NA MODALIDADE ESCRITA DO Compreender significa
IDIOMA E APLICAÇÃO DA ORTOGRAFIA Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
OFICIAL; O texto diz que...
É sugerido pelo autor que...
De acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL O narrador afirma...

Texto – é um conjunto de ideias organizadas e Erros de interpretação


relacionadas entre si, formando um todo significativo
capaz de produzir interação comunicativa (capacidade • Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai do
de codificar e decodificar). contexto, acrescentando ideias que não estão no
texto, quer por conhecimento prévio do tema quer
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. pela imaginação.
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com • Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para atenção apenas a um aspecto (esquecendo que
a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa um texto é um conjunto de ideias), o que pode
interligação dá-se o nome de contexto. O relacionamento ser insuficiente para o entendimento do tema
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada desenvolvido.
de seu contexto original e analisada separadamente, • Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
poderá ter um significado diferente daquele inicial. contrárias às do candidato, fazendo-o tirar
conclusões equivocadas e, consequentemente,
Intertexto - comumente, os textos apresentam errar a questão.
referências diretas ou indiretas a outros autores através
de citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. Observação: Muitos pensam que existem a ótica do
escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação em uma prova de concurso, o que deve ser levado em
de um texto é a identificação de sua ideia principal. consideração é o que o autor diz e nada mais.
A partir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou
fundamentações), as argumentações (ou explicações), Coesão e Coerência
que levam ao esclarecimento das questões apresentadas
na prova. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
Normalmente, em uma prova, o candidato deve: si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de
• Identificar os elementos fundamentais de uma um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
argumentação, de um processo, de uma época pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, que se vai dizer e o que já foi dito.
os quais definem o tempo). São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre
• Comparar as relações de semelhança ou de eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome
diferenças entre as situações do texto. oblíquo átono. Este depende da regência do verbo;
• Comentar/relacionar o conteúdo apresentado com aquele, do seu antecedente. Não se pode esquecer
uma realidade. também de que os pronomes relativos têm, cada um,
• Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. valor semântico, por isso a necessidade de adequação
• Parafrasear = reescrever o texto com outras ao antecedente.
palavras. Os pronomes relativos são muito importantes na
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros
Condições básicas para interpretar de coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração
que existe um pronome relativo adequado a cada
Fazem-se necessários: conhecimento histórico- circunstância, a saber:
literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente,
leitura e prática; conhecimento gramatical, estilístico mas depende das condições da frase.
LÍNGUA PORTUGUESA

(qualidades do texto) e semântico; capacidade de qual (neutro) idem ao anterior.


observação e de síntese; capacidade de raciocínio. quem (pessoa)
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
Interpretar/Compreender o objeto possuído.
como (modo)
Interpretar significa: onde (lugar)
Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. quando (tempo)
Através do texto, infere-se que... quanto (montante)

1
Exemplo:
Falou tudo QUANTO queria (correto)
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria EXERCÍCIOS COMENTADOS
aparecer o demonstrativo O).
1. (EBSERH – Analista Administrativo – Estatística –
Dicas para melhorar a interpretação de textos AOCP-2015)

• Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral O verão em que aprendi a boiar
do assunto. Se ele for longo, não desista! Há Quando achamos que tudo já aconteceu, novas
muitos candidatos na disputa, portanto, quanto capacidades fazem de nós pessoas diferentes do que
mais informação você absorver com a leitura, mais éramos
chances terá de resolver as questões. IVAN MARTINS
• Se encontrar palavras desconhecidas, não
interrompa a leitura. Sei que a palavra da moda é precocidade, mas eu acredito
• Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas em conquistas tardias. Elas têm na minha vida um gosto
forem necessárias. especial.
• Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma Quando aprendi a guiar, aos 34 anos, tudo se transformou.
conclusão). De repente, ganhei mobilidade e autonomia. A cidade,
• Volte ao texto quantas vezes precisar. minha cidade, mudou de tamanho e de fisionomia.
• Não permita que prevaleçam suas ideias sobre Descer a Avenida Rebouças num táxi, de madrugada, era
as do autor. diferente – e pior – do que descer a mesma avenida com
• Fragmente o texto (parágrafos, partes) para melhor as mãos ao volante, ouvindo rock and roll no rádio. Pegar
compreensão. a estrada com os filhos pequenos revelou-se uma delícia
• Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado de insuspeitada.
cada questão. Talvez porque eu tenha começado tarde, guiar me
• O autor defende ideias e você deve percebê-las. parece, ainda hoje, uma experiência incomum. É um ato
• Observe as relações interparágrafos. Um parágrafo que, mesmo repetido de forma diária, nunca se banalizou
geralmente mantém com outro uma relação inteiramente.
de continuação, conclusão ou falsa oposição. Na véspera do Ano Novo, em Ubatuba, eu fiz outra
Identifique muito bem essas relações. descoberta temporã.
• Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou seja,
Depois de décadas de tentativas inúteis e frustrantes,
a ideia mais importante.
num final de tarde ensolarado eu conquistei o dom
• Nos enunciados, grife palavras como “correto” ou
da flutuação. Nas águas cálidas e translúcidas da praia
“incorreto”, evitando, assim, uma confusão na
Brava, sob o olhar risonho da minha mulher, finalmente
hora da resposta – o que vale não somente para
consegui boiar.
Interpretação de Texto, mas para todas as demais
Não riam, por favor. Vocês que fazem isso desde os
questões!
oito anos, vocês que já enjoaram da ausência de peso
• Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia
e esforço, vocês que não mais se surpreendem com a
principal, leia com atenção a introdução e/ou a
conclusão. sensação de balançar ao ritmo da água – sinto dizer, mas
• Olhe com especial atenção os pronomes relativos, vocês se esqueceram de como tudo isso é bom.
pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, Nadar é uma forma de sobrepujar a água e impor-se a
etc., chamados vocábulos relatores, porque ela. Boiar é fazer parte dela – assim como do sol e das
remetem a outros vocábulos do texto. montanhas ao redor, dos sons que chegam filtrados ao
ouvido submerso, do vento que ergue a onda e lança
SITES água em nosso rosto. Boiar é ser feliz sem fazer força, e
Disponível em: <http://www.tudosobreconcursos. isso, curiosamente, não é fácil.
com/materiais/portugues/como-interpretar-textos> Essa experiência me sugeriu algumas considerações
Disponível em: <http://portuguesemfoco.com/pf/09- sobre a vida em geral.
dicas-para-melhorar-a-interpretacao-de-textos-em- Uma delas, óbvia, é que a gente nunca para de aprender
provas> ou de avançar. Intelectualmente e emocionalmente,
Disponível em: <http://www.portuguesnarede. de um jeito prático ou subjetivo, estamos sempre
com/2014/03/dicas-para-voce-interpretar-melhor-um. incorporando novidades que nos transformam. Somos
html> geneticamente elaborados para lidar com o novo, mas
Disponível em: <http://vestibular.uol.com.br/ não só. Também somos profundamente modificados por
LÍNGUA PORTUGUESA

cursinho/questoes/questao-117-portugues.htm> ele. A cada momento da vida, quando achamos que tudo


já aconteceu, novas capacidades irrompem e fazem de
nós uma pessoa diferente do que éramos. Uma pessoa
capaz de boiar é diferente daquelas que afundam como
pedras.
Suspeito que isso tenha importância também para os
relacionamentos.

2
Se a gente não congela ou enferruja – e tem gente que já e) ser necessário aprender nos relacionamentos, porém
está assim aos 30 anos – nosso repertório íntimo tende a sempre estando alerta para aquilo de ruim que pode
se ampliar, a cada ano que passa e a cada nova relação. acontecer.
Penso em aprender a escutar e a falar, em olhar o outro,
em tocar o corpo do outro com propriedade e deixar- Resposta: Letra A
se tocar sem susto. Penso em conter a nossa própria Ao texto: (...) tudo se aprende, mesmo as coisas simples
frustração e a nossa fúria, em permitir que o parceiro que pareciam impossíveis. / Enquanto se está vivo e
floresça, em dar atenção aos detalhes dele. Penso, relação existe, há chance de melhorar = sempre há
sobretudo, em conquistar, aos poucos, a ansiedade e tempo para boiar (aprender).
insegurança que nos bloqueiam o caminho do prazer, não Em “a”: haver sempre tempo para aprender, para tentar
apenas no sentido sexual. Penso em estar mais tranquilo relaxar e ser feliz nas águas do amor, agindo com
na companhia do outro e de si mesmo, no mundo. mais calma, com mais prazer, com mais intensidade e
Assim como boiar, essas coisas são simples, mas precisam menos medo = correta.
ser aprendidas. Em “b”: ser necessário agir com mais cautela nos
Estar no interior de uma relação verdadeira é como estar relacionamentos amorosos para que eles não
na água do mar. Às vezes você nada, outras vezes você se desfaçam = incorreta – o autor propõe viver
boia, de vez em quando, morto de medo, sente que pode intensamente.
afundar. É uma experiência que exige, ao mesmo tempo, Em “c”: haver sempre tempo para aprender a ser mais
relaxamento e atenção, e nem sempre essas coisas se criterioso com seus relacionamentos, a fim de que eles
combinam. Se a gente se põe muito tenso e cerebral, a sejam vividos intensamente = incorreta – ser menos
relação perde a espontaneidade. Afunda. Mas, largada objetivo nos relacionamentos.
apenas ao sabor das ondas, sem atenção ao equilíbrio, a Em “d”: haver sempre tempo para aprender coisas
relação também naufraga. Há uma ciência sem cálculos novas, inclusive agir com o raciocínio nas relações
que tem de ser assimilada a cada novo amor, por cada amorosas = incorreta – ser mais emoção.
um de nós. Ela fornece a combinação exata de atenção Em “e”: ser necessário aprender nos relacionamentos,
e relaxamento que permite boiar. Quer dizer, viver de porém sempre estando alerta para aquilo de ruim que
forma relaxada e consciente um grande amor. pode acontecer = incorreta – estar sempre cuidando,
Na minha experiência, esse aprendizado não se fez não pensando em algo ruim.
rapidamente. Demorou anos e ainda se faz. Talvez porque
eu seja homem, talvez porque seja obtuso para as coisas 2. (TJ-SC – ANALISTA ADMINISTRATIVO – FGV-2018)
do afeto. Provavelmente, porque sofro das limitações Observe a charge a seguir:
emocionais que muitos sofrem e que tornam as relações
afetivas mais tensas e trabalhosas do que deveriam ser.
Sabemos nadar, mas nos custa relaxar e ser felizes nas
águas do amor e do sexo. Nos custa boiar.
A boa notícia, que eu redescobri na praia, é que tudo
se aprende, mesmo as coisas simples que pareciam
impossíveis.
Enquanto se está vivo e relação existe, há chance de
melhorar. Mesmo se ela acabou, é certo que haverá outra
no futuro, no qual faremos melhor: com mais calma, com
mais prazer, com mais intensidade e menos medo.
O verão, afinal, está apenas começando. Todos os dias se
pode tentar boiar.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/
noticia/2014/01/overao-em-que-aprendi-boiar.html
A charge acima é uma homenagem a Stephen Hawking,
De acordo com o texto, quando o autor afirma que “Todos destacando o fato de o cientista:
os dias se pode tentar boiar.”, ele refere-se ao fato de
a) ter alcançado o céu após sua morte;
a) haver sempre tempo para aprender, para tentar relaxar b) mostrar determinação no combate à doença;
e ser feliz nas águas do amor, agindo com mais calma, c) ser comparado a cientistas famosos;
com mais prazer, com mais intensidade e menos d) ser reconhecido como uma mente brilhante;
medo. e) localizar seus interesses nos estudos de Física.
LÍNGUA PORTUGUESA

b) ser necessário agir com mais cautela nos


relacionamentos amorosos para que eles não se
desfaçam. Resposta: Letra D
c) haver sempre tempo para aprender a ser mais criterioso Em “a”: ter alcançado o céu após sua morte; = incorreto
com seus relacionamentos, a fim de que eles sejam Em “b”: mostrar determinação no combate à doença;
vividos intensamente. = incorreto
d) haver sempre tempo para aprender coisas novas, Em “c”: ser comparado a cientistas famosos; = incorreto
inclusive agir com o raciocínio nas relações amorosas. Em “d”: ser reconhecido como uma mente brilhante;

3
Em “e”: localizar seus interesses nos estudos de Física. De acordo com o autor do texto Lastro e o sistema
= incorreto bancário, a reserva fracional foi criada com o objetivo de
Usemos a fala de Einstein: “a mente brilhante que
estávamos esperando”. a) tornar ilimitada a produção de dinheiro.
b) proteger os bens dos clientes de bancos.
3. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018) c) impedir que os bancos fossem à falência.
d) permitir o empréstimo de mais dinheiro
Lastro e o Sistema Bancário e) preservar as economias das pessoas.
[...]
Até os anos 60, o papel-moeda e o dinheiro depositado Resposta: Letra D
nos bancos deviam estar ligados a uma quantidade de Ao texto: (...) Com o tempo, os banqueiros se deram
ouro num sistema chamado lastro-ouro. Como esse conta de que ninguém estava interessado em trocar
metal é limitado, isso garantia que a produção de dinheiro dinheiro por ouro e criaram manobras, como a reserva
fosse também limitada. Com o tempo, os banqueiros se fracional, para emprestar muito mais dinheiro do que
deram conta de que ninguém estava interessado em realmente tinham em ouro nos cofres.
trocar dinheiro por ouro e criaram manobras, como a Em “a”, tornar ilimitada a produção de dinheiro =
reserva fracional, para emprestar muito mais dinheiro do incorreta
que realmente tinham em ouro nos cofres. Nas crises, Em “b”, proteger os bens dos clientes de bancos =
como em 1929, todos queriam sacar dinheiro para pagar incorreta
suas contas e os bancos quebravam por falta de fundos, Em “c”, impedir que os bancos fossem à falência =
deixando sem nada as pessoas que acreditavam ter suas incorreta
economias seguramente guardadas. Em “d”, permitir o empréstimo de mais dinheiro =
Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão- correta
ouro. Desde então, o dinheiro, na forma de cédulas e Em “e”, preservar as economias das pessoas = incorreta
principalmente de valores em contas bancárias, já não
4. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018)
tendo nenhuma riqueza material para representar, é
A leitura do texto permite a compreensão de que
criado a partir de empréstimos. Quando alguém vai até
o banco e recebe um empréstimo, o valor colocado em
a) as dívidas dos clientes são o que sustenta os bancos.
sua conta é gerado naquele instante, criado a partir de
b) todo o dinheiro que os bancos emprestam é imaginário.
uma decisão administrativa, e assim entra na economia.
c) quem pede um empréstimo deve a outros clientes.
Essa explicação permaneceu controversa e escondida
d) o pagamento de dívidas depende do “livre-mercado”.
por muito tempo, mas hoje está clara em um relatório do e) os bancos confiscam os bens dos clientes endividados.
Bank of England de 2014.
Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo Resposta: Letra A
é criado assim, inventado em canetaços a partir da Em “a”, as dívidas dos clientes são o que sustenta os
concessão de empréstimos. O que torna tudo mais bancos = correta
estranho e perverso é que, sobre esse empréstimo, Em “b”, todo o dinheiro que os bancos emprestam é
é cobrada uma dívida. Então, se eu peço dinheiro ao imaginário = nem todo
banco, ele inventa números em uma tabela com meu Em “c”, quem pede um empréstimo deve a outros
nome e pede que eu devolva uma quantidade maior clientes = deve ao banco, este paga/empresta a outros
do que essa. Para pagar a dívida, preciso ir até o dito clientes
“livre-mercado” e trabalhar, lutar, talvez trapacear, para Em “d”, o pagamento de dívidas depende do “livre-
conseguir o dinheiro que o banco inventou na conta mercado” = não só: (...) preciso ir até o dito “livre-
de outras pessoas. Esse é o dinheiro que vai ser usado mercado” e trabalhar, lutar, talvez trapacear.
para pagar a dívida, já que a única fonte de moeda é Em “e”, os bancos confiscam os bens dos clientes
o empréstimo bancário. No fim, os bancos acabam com endividados = desde que não paguem a dívida
todo o dinheiro que foi inventado e ainda confiscam os
bens da pessoa endividada cujo dinheiro tomei. 5. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO
Assim, o sistema monetário atual funciona com uma GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018) Observe a charge abaixo,
moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante. publicada no momento da intervenção nas atividades de
Escassa porque só banqueiros podem criá-la, e abundante segurança do Rio de Janeiro, em março de 2018.
porque é gerada pela simples manipulação de bancos
de dados. O resultado é uma acumulação de riqueza e
poder sem precedentes: um mundo onde o patrimônio
de 80 pessoas é maior do que o de 3,6 bilhões, e onde
LÍNGUA PORTUGUESA

o 1% mais rico tem mais do que os outros 99% juntos.


[...]
Disponível em https://fagulha.org/artigos/inventando-dinheiro/
Acessado em 20/03/2018

4
Há uma série de informações implícitas na charge; NÃO Em “b”: a falta de exercícios físicos nas crianças; =
pode, no entanto, ser inferida da imagem e das frases a incorreto
seguinte informação: Em “c”: o risco de contatos perigosos; = incorreto
Em “d”: o abandono dos estudos regulares; = incorreto
a) a classe social mais alta está envolvida nos crimes Em “e”: a falta de contato entre membros da família. =
cometidos no Rio; incorreto
b) a tarefa da investigação criminal não está sendo bem- Através da fala do garoto chegamos à resposta:
feita; dependência tecnológica - expressa em sua fala.
c) a linguagem do personagem mostra intimidade com
o interlocutor; 7. (Câmara de Salvador-BA – Assistente Legislativo
d) a presença do orelhão indica o atraso do local da Municipal – FGV-2018-adaptada) “Hoje, esse
charge; termo denota, além da agressão física, diversos tipos
e) as imagens dos tanques de guerra denunciam a de imposição sobre a vida civil, como a repressão
presença do Exército. política, familiar ou de gênero, ou a censura da fala e
do pensamento de determinados indivíduos e, ainda,
Resposta: Letra D o desgaste causado pelas condições de trabalho e
condições econômicas”. A manchete jornalística abaixo
que NÃO se enquadra em nenhum tipo de violência
citado nesse segmento é:

a) Presa por mensagem racista na internet;


b) Vinte pessoas são vítimas da ditadura venezuelana;
c) Apanhou de policiais por destruir caixa eletrônico;
d) Homossexuais são perseguidos e presos na Rússia;
NÃO pode ser inferida da imagem e das frases a e) Quatro funcionários ficaram livres do trabalho escravo.
seguinte informação:
Em “a”, a classe social mais alta está envolvida nos Resposta: Letra C
crimes cometidos no Rio = inferência correta Em “a”: Presa por mensagem racista na internet =
Em “b”, a tarefa da investigação criminal não está como a repressão política, familiar ou de gênero
sendo bem-feita = inferência correta Em “b”: Vinte pessoas são vítimas da ditadura
Em “c”, a linguagem do personagem mostra intimidade venezuelana = como a repressão política, familiar ou
com o interlocutor = inferência correta de gênero
Em “d”, a presença do orelhão indica o atraso do local
Em “c”: Apanhou de policiais por destruir caixa
da charge = incorreta
eletrônico = não consta na Manchete acima
Em “e”, as imagens dos tanques de guerra denunciam
Em “d”: Homossexuais são perseguidos e presos na
a presença do Exército = inferência correta
Rússia = como a repressão política, familiar ou de
gênero
6. (TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FGV-2018) Observe
Em “e”: Quatro funcionários ficaram livres do trabalho
a charge abaixo.
escravo = o desgaste causado pelas condições de
trabalho

8. (MPE-AL – ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO –


ÁREA JURÍDICA – FGV-2018)

Oportunismo à Direita e à Esquerda


Numa democracia, é livre a expressão, estão garantidos
o direito de reunião e de greve, entre outros, obedecidas
leis e regras, lastreadas na Constituição. Em um regime
de liberdades, há sempre o risco de excessos, a serem
devidamente contidos e seus responsáveis, punidos,
conforme estabelecido na legislação.
No caso da charge, a crítica feita à internet é: É o que precisa acontecer no rescaldo da greve dos
caminhoneiros, concluídas as investigações, por exemplo,
a) a criação de uma dependência tecnológica excessiva; da ajuda ilegal de patrões ao movimento, interessados
em se beneficiar do barateamento do combustível.
LÍNGUA PORTUGUESA

b) a falta de exercícios físicos nas crianças;


c) o risco de contatos perigosos; Sempre há, também, o oportunismo político-ideológico
d) o abandono dos estudos regulares; para se aproveitar da crise. Inclusive, neste ano de
e) a falta de contato entre membros da família. eleição, com o objetivo de obter apoio a candidatos. Não
faltam, também, os arautos do quanto pior, melhor, para
Resposta: Letra A desgastar governantes e reforçar seus projetos de poder,
Em “a”: a criação de uma dependência tecnológica por mais delirantes que sejam. Também aqui vale o que
excessiva; está delimitado pelo estado democrático de direito,

5
defendido pelos diversos instrumentos institucionais de condenada a um vazio, a uma não existência palpável,
que conta o Estado – Polícia, Justiça, Ministério Público, difícil de se concretizar e de se precisar. Em sua concepção
Forças Armadas etc. positiva, a paz não é o contrário da guerra, mas a prática
A greve atravessou vários sinais ao estrangular as da não violência para resolver conflitos, a prática do
vias de suprimento que mantêm o sistema produtivo diálogo na relação entre pessoas, a postura democrática
funcionando, do qual depende a sobrevivência física frente à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação
da população. Isso não pode ser esquecido e serve de planejada e o movimento constante da instalação de
alerta para que as autoridades desenvolvam planos de justiça.
contingência. Uma cultura de paz exige esforço para modificar o
O Globo, 31/05/2018. pensamento e a ação das pessoas para que se promova
a paz. Falar de violência e de como ela nos assola deixa
“É o que precisa acontecer no rescaldo da greve dos de ser, então, a temática principal. Não que ela vá ser
caminhoneiros, concluídas as investigações, por exemplo, esquecida ou abafada; ela pertence ao nosso dia a dia e
da ajuda ilegal de patrões ao movimento, interessados em temos consciência disso. Porém, o sentido do discurso,
se beneficiar do barateamento do combustível.” Segundo a ideologia que o alimenta, precisa impregná-lo de
esse parágrafo do texto, o que “precisa acontecer” é palavras e conceitos que anunciem os valores humanos
que decantam a paz, que lhe proclamam e promovem. A
a) manter-se o direito de livre expressão do pensamento. violência já é bastante denunciada, e quanto mais falamos
b) garantir-se o direito de reunião e de greve. dela, mais lembramos de sua existência em nosso meio
c) lastrear leis e regras na Constituição. social. É hora de começarmos a convocar a presença da
d) punirem-se os responsáveis por excessos. paz em nós, entre nós, entre nações, entre povos.
e) concluírem-se as investigações sobre a greve. Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à gestão
de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos potencialmente
Resposta: Letra D violentos e reconstruir a paz e a confiança entre pessoas
Em “a”: manter-se o direito de livre expressão do originárias de situação de guerra é um dos exemplos mais
pensamento. = incorreto comuns a serem considerados. Tal missão estende-se às
Em “b”: garantir-se o direito de reunião e de greve. = escolas, instituições públicas e outros locais de trabalho
incorreto por todo o mundo, bem como aos parlamentos e centros
Em “c”: lastrear leis e regras na Constituição. = incorreto de comunicação e associações.
Em “d”: punirem-se os responsáveis por excessos. Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as
Em “e”: concluírem-se as investigações sobre a greve. desigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento
= incorreto sustentado e o respeito pelos direitos humanos,
Ao texto: (...) há sempre o risco de excessos, a serem reforçando as instituições democráticas, promovendo
devidamente contidos e seus responsáveis, punidos, a liberdade de expressão, preservando a diversidade
conforme estabelecido na legislação. / É o que precisa cultural e o ambiente.
acontecer... = precisa acontecer a punição dos É, então, no entrelaçamento “paz — desenvolvimento
excessos. — direitos humanos — democracia” que podemos
vislumbrar a educação para a paz.
9. (PC-MA – DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educativas: desafios
CESPE-2018) para a escola contemporânea. In: Psicol. Esc. Educ. (Impr.) v. 6, n.º
1. Campinas, jun./2002 (com adaptações).
Texto CG1A1AAA
A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos De acordo com o texto CG1A1AAA, os elementos
políticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, “gestão de conflitos” e “erradicar a pobreza” devem ser
independentemente de idade, sexo, estrato social, concebidos como
crença religiosa etc. é chamado à criação de um mundo
pacificado, um mundo sob a égide de uma cultura da a) obstáculos para a construção da cultura da paz.
paz. b) dispensáveis para a construção da cultura da paz.
Mas, o que significa “cultura da paz”? c) irrelevantes na construção da cultura da paz.
Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças d) etapas para a construção da cultura da paz.
e os adultos da compreensão de princípios como e) consequências da construção da cultura da paz.
liberdade, justiça, democracia, direitos humanos,
tolerância, igualdade e solidariedade. Implica uma Resposta: Letra D
rejeição, individual e coletiva, da violência que tem Em “a”: obstáculos para a construção da cultura da paz.
sido percebida na sociedade, em seus mais variados = incorreto
LÍNGUA PORTUGUESA

contextos. A cultura da paz tem de procurar soluções que Em “b”: dispensáveis para a construção da cultura da
advenham de dentro da(s) sociedade(s), que não sejam paz. = incorreto
impostas do exterior. Em “c”: irrelevantes na construção da cultura da paz.
Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser abordado = incorreto
em sentido negativo, quando se traduz em um estado Em “d”: etapas para a construção da cultura da paz.
de não guerra, em ausência de conflito, em passividade Em “e”: consequências da construção da cultura da paz.
e permissividade, sem dinamismo próprio; em síntese, = incorreto

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Ao texto: Um dos primeiros passos nesse sentido Com sua fala, a personagem revela que
refere-se à gestão de conflitos. (...) Outro passo é tentar
erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades = etapas a) a violência era comum no passado.
para construção da paz. b) as pessoas lutam contra a violência.
c) a violência está banalizada.
10. (TJ-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE d) o preço que pagou pela violência foi alto.
JUSTIÇA AVALIADOR – FGV-2018)
Resposta: Letra C
Em “a”: a violência era comum no passado. = incorreto
Em “b”: as pessoas lutam contra a violência. = incorreto
Em “c”: a violência está banalizada.
Em “d”: o preço que pagou pela violência foi alto. =
incorreto
Infelizmente, a personagem revela que a violência está
banalizada, nem há mais “punições” para os agressivos.

12. (PM-SP - ASPIRANTE DA POLÍCIA MILITAR


[INTERIOR] – VUNESP-2017) Leia a charge.

O humor da tira é conseguido através de uma quebra de (Pancho. www.gazetadopovo.com.br)


expectativa, que é:
É correto associar o humor da charge ao fato de que
a) o fato de um adulto colecionar figurinhas;
b) as figurinhas serem de temas sociais e não esportivos; a) os personagens têm uma autoestima elevada e são
c) a falta de muitas figurinhas no álbum; otimistas, mesmo vivendo em uma situação de
d) a reclamação ser apresentada pelo pai e não pelo filho; completo confinamento.
e) uma criança ajudar a um adulto e não o contrário. b) os dois personagens estão muito bem informados
sobre a economia, o que não condiz com a imagem
Resposta: Letra B de criminosos.
Em “a”: o fato de um adulto colecionar figurinhas; = incorreto c) o valor dos cosméticos afetará diretamente a vida dos
Em “b”: as figurinhas serem de temas sociais e não personagens, pois eles demonstram preocupação
esportivos; com a aparência.
Em “c”: a falta de muitas figurinhas no álbum; = d) o aumento dos preços de cosméticos não surpreende
incorreto os personagens, que estão acostumados a pagar caro
Em “d”: a reclamação ser apresentada pelo pai e não por eles nos presídios.
pelo filho; = incorreto e) os preços de cosméticos não deveriam ser relevantes
Em “e”: uma criança ajudar a um adulto e não o para os personagens, dada a condição em que se
contrário. = incorreto encontram.
O humor está no fato de o álbum ser sobre um tema
incomum: assuntos sociais. Resposta: Letra E
Em “a”: os personagens têm uma autoestima elevada
11. (PM-SP - SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR – e são otimistas, mesmo vivendo em uma situação de
VUNESP-2015) Leia a tira. completo confinamento. = incorreto
Em “b”: os dois personagens estão muito bem
LÍNGUA PORTUGUESA

informados sobre a economia, o que não condiz com a


imagem de criminosos. = incorreto
Em “c”: o valor dos cosméticos afetará diretamente a vida
dos personagens, pois eles demonstram preocupação
com a aparência. = incorreto
Em “d”: o aumento dos preços de cosméticos não
surpreende os personagens, que estão acostumados
(Folha de S.Paulo, 02.10.2015. Adaptado) a pagar caro por eles nos presídios. = incorreto

7
Em “e”: os preços de cosméticos não deveriam ser É de fundamental importância sabermos classificar
relevantes para os personagens, dada a condição em os textos com os quais travamos convivência no nosso
que se encontram. dia a dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos
Pela condição em que as personagens se encontram, o textuais e gêneros textuais.
aumento no preço dos cosméticos não os afeta. Comumente relatamos sobre um acontecimento, um
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa
13. (TJ-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE opinião sobre determinado assunto, descrevemos algum
JUSTIÇA AVALIADOR – FGV-2018) lugar que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre
alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente
Texto 1 – Além do celular e da carteira, cuidado com nessas situações corriqueiras que classificamos os
as figurinhas da Copa nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração,
Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018 Descrição e Dissertação.

A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo As tipologias textuais se caracterizam pelos
uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais aspectos de ordem linguística
afoitos pelos cromos possam até roubá-los, muitos Os tipos textuais designam uma sequência definida
jornaleiros estão levando seus estoques para casa pela natureza linguística de sua composição. São
quando termina o expediente. Pode parecer piada, mas observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais,
há até boatos sobre quadrilhas de roubo de figurinha relações logicas. Os tipos textuais são o narrativo,
espalhados por mensagens de celular. descritivo, argumentativo/dissertativo, injuntivo e
expositivo.
Sobre a estrutura do título dado ao texto 1, a afirmativa A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de
adequada é: ação demarcados no tempo do universo narrado,
como também de advérbios, como é o caso de an-
a) as figurinhas da Copa passaram a ocupar o lugar do tes, agora, depois, entre outros: Ela entrava em seu
celular e da carteira nos roubos urbanos; carro quando ele apareceu. Depois de muita conver-
b) as figurinhas da Copa se somaram ao celular e à sa, resolveram...
carteira como alvo de desejo dos assaltantes; B) Textos descritivos – como o próprio nome indica,
c) o alerta dado no título se dirige aos jornaleiros que descrevem características tanto físicas quanto psi-
vendem as figurinhas da Copa; cológicas acerca de um determinado indivíduo ou
d) os ladrões passaram a roubar as figurinhas da Copa objeto. Os tempos verbais aparecem demarcados
nas bancas de jornais; no presente ou no pretérito imperfeito: “Tinha os
e) as figurinhas da Copa se transformaram no alvo cabelos mais negros como a asa da graúna...”
principal dos ladrões. C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar
um assunto ou uma determinada situação que se
Resposta: Letra B almeje desenvolvê-la, enfatizando acerca das ra-
Em “a”: as figurinhas da Copa passaram a ocupar o zões de ela acontecer, como em: O cadastramento
lugar do celular e da carteira nos roubos urbanos; = irá se prorrogar até o dia 02 de dezembro, portan-
incorreto to, não se esqueça de fazê-lo, sob pena de perder o
Em “b”: as figurinhas da Copa se somaram ao celular e benefício.
à carteira como alvo de desejo dos assaltantes; D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de
Em “c”: o alerta dado no título se dirige aos jornaleiros uma modalidade na qual as ações são prescritas de
que vendem as figurinhas da Copa; = incorreto forma sequencial, utilizando-se de verbos expres-
Em “d”: os ladrões passaram a roubar as figurinhas da sos no imperativo, infinitivo ou futuro do presente:
Copa nas bancas de jornais; = incorreto Misture todos os ingrediente e bata no liquidificador
Em “e”: as figurinhas da Copa se transformaram no até criar uma massa homogênea.
alvo principal dos ladrões. = incorreto E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demar-
O título do texto já nos dá a resposta: além do celular cam-se pelo predomínio de operadores argumen-
e da carteira, ou seja, as figurinhas da Copa também tativos, revelados por uma carga ideológica cons-
passaram a ser alvo dos assaltantes. tituída de argumentos e contra-argumentos que
justificam a posição assumida acerca de um deter-
minado assunto: A mulher do mundo contemporâ-
TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL neo luta cada vez mais para conquistar seu espaço
no mercado de trabalho, o que significa que os gê-
LÍNGUA PORTUGUESA

neros estão em complementação, não em disputa.


A todo o momento nos deparamos com vários textos,
sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença
Gêneros Textuais
do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo
que está sendo transmitido entre os interlocutores. Estes
São os textos materializados que encontramos em
interlocutores são as peças principais em um diálogo ou
nosso cotidiano; tais textos apresentam características
em um texto escrito.
sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função,

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composição, conteúdo e canal. Como exemplos, temos: NÍVEIS DE LINGUAGEM
receita culinária, e-mail, reportagem, monografia, poema,
editorial, piada, debate, agenda, inquérito policial, fórum, A língua é um código de que se serve o homem
blog, etc. para elaborar mensagens, para se comunicar. Existem
A escolha de um determinado gênero discursivo basicamente duas modalidades de língua, ou seja, duas
depende, em grande parte, da situação de produção, línguas funcionais:
ou seja, a finalidade do texto a ser produzido, quem são A) a língua funcional de modalidade culta, língua
os locutores e os interlocutores, o meio disponível para culta ou língua-padrão, que compreende a
veicular o texto, etc. língua literária, tem por base a norma culta, forma
Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a linguística utilizada pelo segmento mais culto e
esferas de circulação. Assim, na esfera jornalística, por influente de uma sociedade. Constitui, em suma,
exemplo, são comuns gêneros como notícias, reportagens, a língua utilizada pelos veículos de comunicação
editoriais, entrevistas e outros; na esfera de divulgação de massa (emissoras de rádio e televisão, jornais,
científica são comuns gêneros como verbete de dicionário revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é a
ou de enciclopédia, artigo ou ensaio científico, seminário, de serem aliados da escola, prestando serviço à
conferência. sociedade, colaborando na educação;
B) a língua funcional de modalidade popular;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS língua popular ou língua cotidiana, que
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- apresenta gradações as mais diversas, tem o seu
char. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform. limite na gíria e no calão.
– São Paulo: Saraiva, 2010.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa.
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática – NORMA CULTA
volume único – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
A norma culta, forma linguística que todo povo
SITE civilizado possui, é a que assegura a unidade da língua
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/ nacional. E justamente em nome dessa unidade, tão
redacao/tipologia-textual.htm> importante do ponto de vista político--cultural, que é
ensinada nas escolas e difundida nas gramáticas. Sendo
mais espontânea e criativa, a língua popular afigura-se
EXERCÍCIO COMENTADO mais expressiva e dinâmica. Temos, assim, à guisa de
exemplificação:
Estou preocupado. (norma culta)
1. (TJ-DFT – CONHECIMENTOS BÁSICOS – TÉCNICO
Tô preocupado. (língua popular)
JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – CESPE –
Tô grilado. (gíria, limite da língua popular)
2015)
Não basta conhecer apenas uma modalidade de
Ouro em Fios
língua; urge conhecer a língua popular, captando-lhe a
A natureza é capaz de produzir materiais preciosos, espontaneidade, expressividade e enorme criatividade,
como o ouro e o cobre - condutor de ENERGIA ELÉTRICA. para viver; urge conhecer a língua culta para conviver.
O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso. Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das
Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de normas da língua culta.
energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT:
- Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a O conceito de erro em língua
iluminação natural. Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto
- Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado. nos casos de ortografia. O que normalmente se comete
- Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do am- são transgressões da norma culta. De fato, aquele que,
biente. num momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou
- Utilize o computador no modo espera. ele falar”, não comete propriamente erro; na verdade,
Fique ligado! Evite desperdícios. transgride a norma culta.
Energia elétrica. Um repórter, ao cometer uma transgressão em
A natureza cobra o preço do desperdício. sua fala, transgride tanto quanto um indivíduo que
Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações) comparece a um banquete trajando xortes ou quanto um
banhista, numa praia, vestido de fraque e cartola.
Releva considerar, assim, o momento do discurso,
LÍNGUA PORTUGUESA

Há no texto elementos característicos das tipologias ex-


positiva e injuntiva. que pode ser íntimo, neutro ou solene. O momento
íntimo é o das liberdades da fala. No recesso do lar, na
( ) CERTO ( ) ERRADO fala entre amigos, parentes, namorados, etc., portanto,
são consideradas perfeitamente normais construções do
Resposta: Certo. Texto injuntivo – ou instrucional – é tipo:
aquele que passa instruções ao leitor. O texto acima Eu não vi ela hoje.
apresenta tal característica. Ninguém deixou ele falar.

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Deixe eu ver isso! LÍNGUA ESCRITA E LÍNGUA FALADA - NÍVEL DE
Eu te amo, sim, mas não abuse! LINGUAGEM
Não assisti o filme nem vou assisti-lo.
Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo. A língua escrita, estática, mais elaborada e menos
econômica, não dispõe dos recursos próprios da língua
Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a falada.
norma culta, deixando mais livres os interlocutores. A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação
O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que (melodia da frase), as pausas (intervalos significativos
é a língua da Nação. Como forma de respeito, tomam-se no decorrer do discurso), além da possibilidade de
por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou gestos, olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada
seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções a modalidade mais expressiva, mais criativa, mais
se alteram: espontânea e natural, estando, por isso mesmo, mais
Eu não a vi hoje. sujeita a transformações e a evoluções.
Ninguém o deixou falar. Nenhuma, porém, sobrepõe-se a outra em
Deixe-me ver isso! importância. Nas escolas, principalmente, costuma
Eu te amo, sim, mas não abuses! se ensinar a língua falada com base na língua escrita,
Não assisti ao filme nem vou assistir a ele. considerada superior. Decorrem daí as correções, as
Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe. retificações, as emendas, a que os professores sempre
estão atentos.
Considera-se momento neutro o utilizado nos Ao professor cabe ensinar as duas modalidades,
veículos de comunicação de massa (rádio, televisão, mostrando as características e as vantagens de uma
jornal, revista, etc.). Daí o fato de não se admitirem e outra, sem deixar transparecer nenhum caráter de
deslizes ou transgressões da norma culta na pena ou na superioridade ou inferioridade, que em verdade inexiste.
boca de jornalistas, quando no exercício do trabalho, que Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na
deve refletir serviço à causa do ensino. língua falada. A nenhum povo interessa a multiplicação
O momento solene, acessível a poucos, é o da arte de línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de
poética, caracterizado por construções de rara beleza. dialetos, consequência natural do enorme distanciamento
Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume. entre uma modalidade e outra.
A língua escrita é, foi e sempre será mais bem-
Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa
elaborada que a língua falada, porque é a modalidade
de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta
que mantém a unidade linguística de um povo, além
o comete, passando, assim, a constituir fato linguístico
de ser a que faz o pensamento atravessar o espaço e o
registro de linguagem definitivamente consagrado pelo
tempo. Nenhuma reflexão, nenhuma análise mais detida
uso, ainda que não tenha amparo gramatical. Exemplos:
será possível sem a língua escrita, cujas transformações,
Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!)
por isso mesmo, processam-se lentamente e em número
Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir)
consideravelmente menor, quando cotejada com a
Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos modalidade falada.
dispersar e Não vamos dispersar-nos) Importante é fazer o educando perceber que o nível
Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho da linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo
de sair daqui bem depressa) com a situação em que se desenvolve o discurso.
O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no O ambiente sociocultural determina o nível da
seu posto) linguagem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a
pronúncia e até a entoação variam segundo esse nível.
As formas impeço, despeço e desimpeço, dos verbos Um padre não fala com uma criança como se estivesse
impedir, despedir e desimpedir, respectivamente, são em uma missa, assim como uma criança não fala como
exemplos também de transgressões ou “erros” que se um adulto. Um engenheiro não usará um mesmo
tornaram fatos linguísticos, já que só correm hoje porque discurso, ou um mesmo nível de fala, para colegas e
a maioria viu tais verbos como derivados de pedir, que para pedreiros, assim como nenhum professor utiliza o
tem início, na sua conjugação, com peço. Tanto bastou mesmo nível de fala no recesso do lar e na sala de aula.
para se arcaizarem as formas então legítimas impido, Existem, portanto, vários níveis de linguagem e, entre
despido e desimpido, que hoje nenhuma pessoa bem- esses níveis, destacam-se em importância o culto e o
escolarizada tem coragem de usar. cotidiano, a que já fizemos referência.
Em vista do exposto, será útil eliminar do vocabulário
escolar palavras como corrigir e correto, quando nos
referimos a frases. “Corrija estas frases” é uma expressão ORTOGRAFIA
que deve dar lugar a esta, por exemplo: “Converta estas
LÍNGUA PORTUGUESA

frases da língua popular para a língua culta”. A ortografia é a parte da Fonologia que trata da
Uma frase correta não é aquela que se contrapõe a correta grafia das palavras. É ela quem ordena qual som
uma frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada devem ter as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma
conforme as normas gramaticais; em suma, conforme a língua são grafados segundo acordos ortográficos.
norma culta. A maneira mais simples, prática e objetiva de aprender
ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras,
familiarizando-se com elas. O conhecimento das regras

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é necessário, mas não basta, pois há inúmeras exceções • Após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa.
e, em alguns casos, há necessidade de conhecimento de • Verbos derivados de nomes cujo radical termina
etimologia (origem da palavra). com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar
– pesquisar.
Regras ortográficas
São escritos com Z e não S
A) O fonema S • Sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de
adjetivo: macio - maciez / rico – riqueza / belo –
São escritas com S e não C/Ç beleza.
• Palavras substantivadas derivadas de verbos com • Sufixos “izar” (desde que o radical da palavra
radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender de origem não termine com s): final - finalizar /
- pretensão / expandir - expansão / ascender - concreto – concretizar.
ascensão / inverter - inversão / aspergir - aspersão / • Consoante de ligação se o radical não terminar com
submergir - submersão / divertir - diversão / impelir “s”: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal
- impulsivo / compelir - compulsório / repelir - Exceção: lápis + inho – lapisinho.
repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso /
sentir - sensível / consentir – consensual. C) O fonema j

São escritos com SS e não C e Ç São escritas com G e não J


• Nomes derivados dos verbos cujos radicais terminem • Palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
em gred, ced, prim ou com verbos terminados gesso.
por tir ou -meter: agredir - agressivo / imprimir - • Estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento,
impressão / admitir - admissão / ceder - cessão / gim.
exceder - excesso / percutir - percussão / regredir • Terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
- regressão / oprimir - opressão / comprometer - poucas exceções): imagem, vertigem, penugem,
compromisso / submeter – submissão. bege, foge.
• Quando o prefixo termina com vogal que se junta Exceção: pajem.
com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a +
simétrico - assimétrico / re + surgir – ressurgir. • Terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
• No pretérito imperfeito simples do subjuntivo. litígio, relógio, refúgio.
Exemplos: ficasse, falasse. • Verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger, fugir,
mugir.
São escritos com C ou Ç e não S e SS • Depois da letra “r” com poucas exceções: emergir,
• Vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar. surgir.
• Vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, • Depois da letra “a”, desde que não seja radical
Juçara, caçula, cachaça, cacique. terminado com j: ágil, agente.
• Sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, São escritas com J e não G
caniço, esperança, carapuça, dentuço. • Palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
• Nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / • Palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia,
deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção. manjerona.
• Após ditongos: foice, coice, traição. • Palavras terminadas com aje: ultraje.
• Palavras derivadas de outras terminadas em -te,
to(r): marte - marciano / infrator - infração / D) O fonema ch
absorto – absorção.
São escritas com X e não CH
B) O fonema z • Palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi,
xucro.
São escritos com S e não Z • Palavras de origem inglesa e espanhola: xampu,
• Sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical lagartixa.
é substantivo, ou em gentílicos e títulos • Depois de ditongo: frouxo, feixe.
nobiliárquicos: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, • Depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval.
baronesa, princesa. Exceção: quando a palavra de origem não derive de
• Sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
metamorfose.
LÍNGUA PORTUGUESA

• Formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis, São escritas com CH e não X
quiseste.
• Nomes derivados de verbos com radicais terminados  Palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
empreender - empresa / difundir – difusão.
• Diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.

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E) As letras “e” e “i” POR QUÊ (separado e com acento)

• Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. Usos:


Com “i”, só o ditongo interno cãibra. 1. como pronome interrogativo, quando colocado no
• Verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar fim da frase (perto do ponto de interrogação) =
são escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Você faltou. Por quê?
Escrevemos com “i”, os verbos com infinitivo em 2. quando isolado, em uma frase interrogativa = Por
-air, -oer e -uir: trai, dói, possui, contribui. quê?

Há palavras que mudam de sentido quando PORQUE (uma só palavra, sem acento gráfico)
substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (superfície),
ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) Usos:
/ emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de 1. como conjunção coordenativa explicativa (equivale
estância, que anda a pé), pião (brinquedo). a “pois”, “porquanto”), precedida de pausa na
Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto à escrita (pode ser vírgula, ponto-e-vírgula e até
ortografia de uma palavra, há a possibilidade de consultar ponto final) = Compre agora, porque há poucas
o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), peças.
elaborado pela Academia Brasileira de Letras. É uma obra 2. como conjunção subordinativa causal, substituível
de referência até mesmo para a criação de dicionários, por “pela causa”, “razão de que” = Você perdeu
pois traz a grafia atualizada das palavras (sem o porque se antecipou.
significado). Na Internet, o endereço é www.academia.
org.br. PORQUÊ (uma só palavra, com acento gráfico)
Informações importantes Usos:
1. como substantivo, com o sentido de “causa”,
Formas variantes são as que admitem grafias ou
“razão” ou “motivo”, admitindo pluralização
pronúncias diferentes para palavras com a mesma
(porquês). Geralmente é precedido por artigo =
significação: aluguel/aluguer, assobiar/assoviar, catorze/
Não sei o porquê da discussão. É uma pessoa cheia
quatorze, dependurar/pendurar, flecha/frecha, germe/
de porquês.
gérmen, infarto/enfarte, louro/loiro, percentagem/
porcentagem, relampejar/relampear/relampar/
ONDE / AONDE
relampadar.
Os símbolos das unidades de medida são escritos
Onde = empregado com verbos que não expressam
sem ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar
plural, sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg, a ideia de movimento = Onde você está?
20km, 120km/h.
Exceção para litro (L): 2 L, 150 L. Aonde = equivale a “para onde”. É usado com verbos
que expressam movimento = Aonde você vai?
Na indicação de horas, minutos e segundos, não
deve haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h, MAU / MAL
22h30min, 14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três
minutos e trinta e quatro segundos). Mau = é um adjetivo, antônimo de “bom”. Usa-se
O símbolo do real antecede o número sem espaço: como qualificação = O mau tempo passou. / Ele é um
R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma mau elemento.
barra vertical ($).
Mal = pode ser usado como
Alguns Usos Ortográficos Especiais 1. conjunção temporal, equivalente a “assim que”,
“logo que”, “quando” = Mal se levantou, já saiu.
POR QUE / POR QUÊ / PORQUÊ / PORQUE 2. advérbio de modo (antônimo de “bem”) = Você foi
mal na prova?
POR QUE (separado e sem acento) 3. substantivo, podendo estar precedido de artigo ou
pronome = Há males que vêm pra bem! / O mal
É usado em: não compensa.
1. interrogações diretas (longe do ponto de
interrogação) = Por que você não veio ontem? REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LÍNGUA PORTUGUESA

2. interrogações indiretas, nas quais o “que” equivale SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
a “qual razão” ou “qual motivo” = Perguntei-lhe por Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
que faltara à aula ontem. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
3. equivalências a “pelo(a) qual” / “pelos(as) quais” = Cochar - Português linguagens: volume 1. – 7.ª ed. Reform.
Ignoro o motivo por que ele se demitiu. – São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.] Português: novas palavras:
literatura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000.

12
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, O hífen é suprimido quando para formar outros
Produção de Textos & Gramática. Volume único / Samira termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
Yousseff, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São Paulo:
Saraiva, 2002.
#FicaDica
SITE
Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/ Ao separar palavras na translineação
aulas/portugues/ortografia> (mudança de linha), caso a última palavra a
ser escrita seja formada por hífen, repita-o
Hífen na próxima linha. Exemplo: escreverei anti-
inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado Na próxima linha escreverei: “-inflamatório”
para ligar os elementos de palavras compostas (como ex- (hífen em ambas as linhas). Devido à
presidente, por exemplo) e para unir pronomes átonos diagramação, pode ser que a repetição do
a verbos (ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente hífen na translineação não ocorra em meus
conteúdos, mas saiba que a regra é esta!
para fazer a translineação de palavras, isto é, no fim de
uma linha, separar uma palavra em duas partes (ca-/sa;
compa-/nheiro).
B) Não se emprega o hífen:
A) Uso do hífen que continua depois da Reforma 1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
Ortográfica: termina em vogal e o segundo termo inicia-se em
1. Em palavras compostas por justaposição que “r” ou “s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas
formam uma unidade semântica, ou seja, nos termos consoantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom,
que se unem para formam um novo significado: microssistema, minissaia, microrradiografia, etc.
tio-avô, porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente- 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo
coronel, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
arco-íris, primeiro-ministro, azul-escuro. vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação,
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico,
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, plurianual, autoescola, infraestrutura, etc.
abóbora-menina, erva-doce, feijão-verde. 3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
3. Nos compostos com elementos além, aquém, “dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h”
recém e sem: além-mar, recém-nascido, sem- inicial: desumano, inábil, desabilitar, etc.
número, recém-casado. 4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas o segundo elemento começar com “o”: cooperação,
algumas exceções continuam por já estarem coobrigação, coordenar, coocupante, coautor,
consagradas pelo uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, coedição, coexistir, etc.
mais-que-perfeito, pé-de-meia, água-de-colônia, 5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram
queima-roupa, deus-dará. noção de composição: pontapé, girassol,
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte paraquedas, paraquedista, etc.
Rio-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas 6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”:
combinações históricas ou ocasionais: Áustria- benfeito, benquerer, benquerido, etc.
Hungria, Angola-Brasil, etc.
6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas
super- quando associados com outro termo que é correspondentes átonas, aglutinam-se com o elemento
iniciado por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super- seguinte, não havendo hífen: pospor, predeterminar,
racional, etc. predeterminado, pressuposto, propor.
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex- Escreveremos com hífen: anti-horário, anti-infeccioso,
diretor, ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito. auto-observação, contra-ataque, semi-interno, sobre-
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: humano, super-realista, alto-mar.
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, Escreveremos sem hífen: pôr do sol, antirreforma,
etc. antisséptico, antissocial, contrarreforma, minirrestaurante,
9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, ultrassom, antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus,
abraça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. autoajuda, autoelogio, autoestima, radiotáxi.
10. Nas formações em que o prefixo tem como
LÍNGUA PORTUGUESA

segundo termo uma palavra iniciada por “h”: sub- REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
hepático, geo-história, neo-helênico, extra-humano, SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
semi-hospitalar, super-homem. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo
termina com a mesma vogal do segundo elemento: SITE
micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto- Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/
observação, etc. aulas/portugues/ortografia>

13
3. (TRANSPETRO – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR –
CESGRANRIO-2018) Obedecem às regras ortográficas
EXERCÍCIOS COMENTADOS da língua portuguesa as palavras

1. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015) a) admissão, paralisação, impasse


Assinale a alternativa em que as palavras estão grafadas b) bambusal, autorização, inspiração
corretamente. c) consessão, extresse, enxaqueca
d) banalisação, reexame, desenlace
a) Extrovertido – extroverção. e) desorganisação, abstração, cassação
b) Disponível – disponibilisar.
c) Determinado – determinassão. Resposta: Letra A
d) Existir – existência. Em “a”: admissão / paralisação / impasse = corretas
e) Característica – caracterizasão. Em “b”: bambusal = bambuzal / autorização /
inspiração
Resposta: Letra D Em “c”: consessão = concessão / extresse = estresse /
Em “a”: Extrovertido / extroverção = extroversão enxaqueca
Em “b”: Disponível / disponibilisar = disponibilizar Em “d”: banalisação = banalização / reexame /
Em “c”: Determinado / determinassão = determinação desenlace
Em “d”: Existir / existência = corretas Em “e”: desorganisação = desorganização / abstração
Em “e”: Característica / caracterizasão = caracterização / cassação

2. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL 4. (MPU – ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA –


I – CESGRANRIO-2018) O termo destacado está grafado ESAF-2004-ADAPTADA) Na questão abaixo, baseada
de acordo com as exigências da norma-padrão da língua em Manuel Bandeira, escolha o segmento do texto que
portuguesa em: não está isento de erros gramaticais e de ortografia,
considerando-se a ortodoxia gramatical.
a) O estagiário foi mal treinado, por isso não
desempenhava satisfatoriamente as tarefas solicitadas a) Descoberta a conspiração, enquanto os outros não
pelos seus superiores. procuravam outra coisa se não salvar-se, ele revelou
b) O time não jogou mau no último campeonato, a mais heróica força de ânimo, chamando a si toda a
apesar de enfrentar alguns problemas com jogadores culpa.
descontrolados. b) Antes de alistar-se na tropa paga, vivera da profissão
c) O menino não era mal aluno, somente tinha dificuldade que lhe valera o apelido.
em assimilar conceitos mais complexos sobre os temas c) Não obstante, foi ele talvez o único a demonstrar fé,
expostos. entusiasmo e coragem na aventura de 89.
d) Os funcionários perceberam que o chefe estava de d) A verdade é que Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa,
mal humor porque tinha sofrido um acidente de carro Alvarenga eram homens requintados, letrados, a
na véspera. quem a vida corria fácil, ao passo que o alferes sempre
e) Os participantes compreendiam mau o que estava lutara pela subsistência.
sendo discutido, por isso não conseguiam formular e) Com coragem, serenidade e lucidez, até o fim,
perguntas. enfrentou a pena última.

Resposta: Letra A Resposta: Letra A


Mal = advérbio (antônimo de “bem”) / mau = adjetivo Em “a”: Descoberta a conspiração, enquanto os outros
(antônimo de “bom”). Para saber quando utilizar um não procuravam outra coisa se não salvar-se (senão se
ou outro, a dica é substituir por seu antônimo. Se a salvar) , ele revelou a mais heróica (heroica) força de
frase ficar coerente, saberemos qual dos dois deve ser ânimo, chamando a si toda a culpa.
utilizado. Por exemplo: Cigarro faz mal/mau à saúde Em “b”: Antes de alistar-se na tropa paga, vivera da
= Cigarro faz bem à saúde. A frase ficou coerente – profissão que lhe valera o apelido = correta
embora errada em termos de saúde! Então, a maneira Em “c”: Não obstante, foi ele talvez o único a
correta é “Cigarro faz mal à saúde”. demonstrar fé, entusiasmo e coragem na aventura de
Vamos aos itens: 89 = correta
Em “a”: O estagiário foi mal (bem) treinado = correta Em “d”: A verdade é que Gonzaga, Cláudio Manuel da
Em “b”: O time não jogou mau (bem)no último Costa, Alvarenga eram homens requintados, letrados,
campeonato = mal a quem a vida corria fácil, ao passo que o alferes
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “c”: O menino não era mal (bom) aluno = mau sempre lutara pela subsistência = correta
Em “d”: Os funcionários perceberam que o chefe Em “e”: Com coragem, serenidade e lucidez, até o fim,
estava de mal (bom) humor = mau enfrentou a pena última = correta
Em “e”: Os participantes compreendiam mau (bem) o
que estava sendo discutido = mal

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5. (TJ-MG – OFICIAL JUDICIÁRIO – COMISSÁRIO DA
INFÂNCIA E DA JUVENTUDE – CONSULPLAN-2017) ACENTUAÇÃO GRÁFICA
Estabeleça a associação correta entre a 1.ª coluna e a 2.ª
considerando o emprego do por que / porque.
ACENTUAÇÃO
(1) “Muitas pessoas se perguntam por que há tão poucas
mulheres [...].” Quanto à acentuação, observamos que algumas
(2) “Misoginia é o ódio contra as mulheres apenas porque palavras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia,
são mulheres.” ora se dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a
outra. Por isso, vamos às regras!
( ) Faltei _____________ você estava doente.
( ) Todos sabem _____________ não poderei estar presente. Regras básicas
( ) Não se sabe ____________realizou tal procedimento.
( ) Este ponto de vista é _________não há manifestação de A acentuação tônica está relacionada à intensidade
outro pensamento. com que são pronunciadas as sílabas das palavras.
Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se
A sequência está correta em: como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas
a) 1, 1, 1, 2 com menos intensidade, são denominadas de átonas.
b) 1, 2, 1, 2 De acordo com a tonicidade, as palavras são
c) 2, 1, 1, 2 classificadas como:
d) 2, 2, 2, 1 Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre
a última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju –
Resposta: Letra C papel
Faltei porque você estava doente. = conjunção causal Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima
Todos sabem por que não poderei estar presente. = dá sílaba: útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível
para substituir por “a causa pela qual” Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúltima
Não se sabe por que realizou tal procedimento. = sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
substituir por “a causa”
Este ponto de vista é porque não há manifestação de Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são
outro pensamento. = conjunção causal os chamados monossílabos. Estes são acentuados quando
Teremos: 2, 1, 1, 2 tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó - ré.

6. (TJ-SC – TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR – FGV- Os acentos


2018) “Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele
só usava meias vermelhas”. Nesse segmento do texto 1 A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”
há um erro gramatical, que é: e “i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas
letras representam as vogais tônicas de palavras
a) empregar-se “o cercaram” em lugar de “lhe cercaram”; como pá, caí, público. Sobre as letras “e” e “o”
b) haver vírgula após a expressão “Um dia”; indica, além da tonicidade, timbre aberto: herói –
c) usar-se “lhe perguntaram” em lugar de “o perguntaram”; céu (ditongos abertos).
d) grafar-se “porque” em vez de “por que”; B) acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras
e) escrever-se “só usava” em lugar de “usava só”. “a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre
fechado: tâmara – Atlântico – pêsames – supôs .
Resposta: Letra D C) acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a”
“Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles
usava meias vermelhas” D) trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi
Em “a”: empregar-se “o cercaram” em lugar de “lhe totalmente abolido das palavras. Há uma exceção:
cercaram”; = está correto, pois o “o” funciona como é utilizado em palavras derivadas de nomes
objeto direto (sem preposição) próprios estrangeiros: mülleriano (de Müller)
Em “b”: haver vírgula após a expressão “Um dia”; = está E) til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam
correto, pois separa o advérbio no início do período vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã
Em “c”: usar-se “lhe perguntaram” em lugar de “o
perguntaram”; = está correto (o “lhe” é objeto indireto Regras fundamentais
– perguntaram o que a quem)
A) Palavras oxítonas:acentuam-se todas as oxítonas
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “d”: grafar-se “porque” em vez de “por que”;


Em “e”: escrever-se “só usava” em lugar de “usava só”. terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não
= correto, pois se invertermos haverá mudança de do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém.
sentido (ele usava só meias, nenhuma outra peça de Esta regra também é aplicada aos seguintes casos:
roupa). Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”,
A incorreção está no uso de “porque” no lugar de “por seguidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há
que”, já que se trata de uma pergunta indireta. Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,
seguidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo

15
B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas:
terminadas em: terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentuada,
i, is: táxi – lápis – júri mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acentua-se,
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum para que saibamos se se trata de um verbo ou preposição.
l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax – Os demais casos de acento diferencial não são
fórceps mais utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo
ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos (substantivo), pelo (preposição). Seus significados e
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou classes gramaticais são definidos pelo contexto.
não de “s”: água – pônei – mágoa – memória Polícia para o trânsito para que se realize a operação
planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo,
conjunção (com relação de finalidade).
#FicaDica
Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que #FicaDica
esta palavra apresenta as terminações das
paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U Quando, na frase, der para substituir o “por”
(aqui inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. por “colocar”, estaremos trabalhando com
Assim ficará mais fácil a memorização! um verbo, portanto: “pôr”; nos demais casos,
“por” é preposição: Faço isso por você. /
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona
quando a sua antepenúltima sílaba é tônica
(mais forte). Quanto à regra de acentuação: Regra do Hiato
todas as proparoxítonas são acentuadas,
independentemente de sua terminação: árvore, Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos,
paralelepípedo, cárcere. segunda vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”,
haverá acento: saída – faísca – baú – país – Luís
Regras especiais Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato
quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em estiverem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
palavras paroxítonas. Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se
vierem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-
ba
FIQUE ATENTO! Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos,
Se os ditongos abertos estiverem em uma formando hiato quando vierem depois de ditongo (nas
palavra oxítona (herói) ou monossílaba paroxítonas):
(céu) ainda são acentuados: dói, escarcéu.
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
Antes Agora
feiúra feiura
assembléia assembleia
Sauípe Sauipe
idéia ideia
geléia geleia O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
jibóia jiboia abolido:
apóia (verbo apoiar) apoia
Antes Agora
paranóico paranoico
crêem creem
Acento Diferencial lêem leem
vôo voo
Representam os acentos gráficos que, pelas regras
LÍNGUA PORTUGUESA

de acentuação, não se justificariam, mas são utilizados enjôo enjoo


para diferenciar classes gramaticais entre determinadas
palavras e/ou tempos verbais. Por exemplo: Pôr (verbo) X
por (preposição) / pôde (pretérito perfeito do Indicativo do
verbo “poder”) X pode (presente do Indicativo do mesmo
verbo).

16
Resposta: Letra B
#FicaDica “Bíblia” = esta é acentuada por ser uma paroxítona
terminada em ditongo.
Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os Em “a”, íris = paroxítona terminada em i(s)
verbos que, no plural, dobram o “e”, mas
Em “b”, estórias = paroxítona terminada em ditongo
que não recebem mais acento como antes:
Em “c”, queríamos = proparoxítona
CRER, DAR, LER e VER.
Em “d”, aí = regra do hiato
Repare:
Em “e”, páginas = proparoxítona
O menino crê em você. / Os meninos creem
em você.
2. (BANPARÁ – TÉCNICO BANCÁRIO – FADESP-2018)
Elza lê bem! / Todas leem bem!
A sequência de palavras cujos acentos são empregados
Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos
pelo mesmo motivo é
que os garotos deem o recado!
Rubens vê tudo! / Eles veem tudo!
Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / a) público, função, dói.
Eles vêm à tarde! b) burocráticos, próximo, século.
c) será, aí, é, está.
d) glória, exercício, publicação.
e) hábito, bancário, poética.
As formas verbais que possuíam o acento tônico na
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de Resposta: Letra B
“e” ou “i” não serão mais acentuadas: Em “a”, público = proparoxítona / função = o til tem
função de nasalizar (indicar som fechado) / dói =
Antes Agora monossílabo formado por ditongo aberto
apazigúe (apaziguar) apazigue Em “b”, burocráticos = proparoxítona / próximo =
proparoxítona / século = proparoxítona
averigúe (averiguar) averigue Em “c”, será = oxítona terminada em ‘a” / aí = regra do
argúi (arguir) argui hiato / é = (verbo) monossílabo tônico terminado em
“e” / está = (verbo) oxítona terminada em “a”
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira Em “d”, glória = paroxítona terminada em ditongo
pessoa do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles / exercício = paroxítona terminada em ditongo /
vêm (verbo vir). A regra prevalece também para os verbos publicação = o til indica nasalização (som fechado)
conter, obter, reter, deter, abster: ele contém – eles contêm, Em “e”, hábito = (substantivo) proparoxítona /
ele obtém – eles obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém bancário = paroxítona terminada em ditongo / poética
– eles convêm. = proparoxítona

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 3. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – NÍVEL SUPERIOR –


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa CONHECIMENTOS BÁSICOS – CESPE-2014) O emprego
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acúmulo”
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza e “imóveis” justifica-se com base na mesma regra de
Cochar - Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform. acentuação.
– São Paulo: Saraiva, 2010.
( ) CERTO ( ) ERRADO
SITE
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/ Resposta: Errado
gramatica/acentuacao.htm> O emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”,
“acúmulo” e “imóveis” justifica-se com base na mesma
regra de acentuação.
EXERCÍCIOS COMENTADOS metálica = proparoxítona / acúmulo = proparoxítona /
imóveis = paroxítona terminada em ditongo
1. (BANPARÁ – TÉCNICO BANCÁRIO – EXATUS-2015)
4. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
Assinale a alternativa em que a palavra é acentuada pela
CESGRANRIO-2018) A palavra que precisa ser acentuada
mesma razão que “Bíblia”:
graficamente para estar correta quanto às normas em
vigor está destacada na seguinte frase:
LÍNGUA PORTUGUESA

a) íris.
b) estórias.
a) Todo escritor de novela tem o desejo de criar um
c) queríamos.
personagem inesquecível.
d) aí.
b) Os telespectadores veem as novelas como um espelho
e) páginas.
da realidade.
c) Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais
com temas políticos.

17
d) Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
sua fala várias vezes. d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos
e) Alguns atores de novela constroem seus personagens funcionários.
fazendo pesquisa. e) Não sei por que ele mereceria minha consideração.

Resposta: Letra D Resposta: Letra E


Em “a”: Todo escritor de novela tem = singular (não Em “a”: Ele se esqueceu de que? = quê?
acentuado) Em “b”: Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu
Em “b”: Os telespectadores veem = correta - plural para distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
dobra o “e” (perdeu o acento com o Acordo) Em “c”: Embora devêssemos (devêssemos), não fomos
Em “c”: Alguns novelistas gostam de superpor = excessivos nas críticas.
correta Em “d”: O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às
Em “d”: Para decorar o texto antes de gravar, cada ator reivindicações dos funcionários.
rele = relê (oxítona) Em “e”: Não sei por que ele mereceria minha
Em “e”: Alguns atores de novela constroem = correta consideração.

5. (TJ-SP - ANALISTA EM COMUNICAÇÃO E


PROCESSAMENTO DE DADOS JUDICIÁRIO – PONTUAÇÃO
VUNESP/2012) Seguem a mesma regra de acentuação
gráfica relativa às palavras paroxítonas:
PONTUAÇÃO
a) probatório; condenatório; crédito.
b) máquina; denúncia; ilícita. Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
c) denúncia; funcionário; improcedência. servem para compor a coesão e a coerência textual, além
d) máquina; improcedência; probatório. de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
e) condenatório; funcionário; frágil. Um texto escrito adquire diferentes significados quando
pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
Resposta: Letra C depende, em certos momentos, da intenção do autor do
Vamos a elas: discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamente
Em “a”: probatório = paroxítona terminada em ditongo relacionados ao contexto e ao interlocutor.
/ condenatório = paroxítona terminada em ditongo /
crédito = proparoxítona. Principais funções dos sinais de pontuação
Em “b”: máquina = proparoxítona / denúncia
= paroxítona terminada em ditongo / ilícita = A) Ponto (.)
proparoxítona.
Em “c”: Denúncia = paroxítona terminada em ditongo • Indica o término do discurso ou de parte dele,
/ funcionário = paroxítona terminada em ditongo / encerrando o período.
improcedência = paroxítona terminada em ditongo
Em “d”: máquina = proparoxítona / improcedência • Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia.
= paroxítona terminada em ditongo / probatório = (Companhia). Se a palavra abreviada aparecer em
paroxítona terminada em ditongo final de período, este não receberá outro ponto;
Em “e”: condenatório = paroxítona terminada em neste caso, o ponto de abreviatura marca, também,
ditongo / funcionário = = paroxítona terminada em o fim de período. Exemplo: Estudei português,
ditongo / Frágil = paroxítona terminada em “l” matemárica, constitucional, etc. (e não “etc..”)

6. (TJ-AC – TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA • Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do


- CESPE/2012) As palavras “conteúdo”, “calúnia” e ponto, assim como após o nome do autor de uma
“injúria” são acentuadas de acordo com a mesma regra citação:
de acentuação gráfica. Haverá eleições em outubro
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napoleão
( ) CERTO ( ) ERRADO Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)

Resposta: Errado • Os números que identificam o ano não utilizam pon-


“Conteúdo” = regra do hiato / calúnia = paroxítona to nem devem ter espaço a separá-los, bem como
terminada em ditongo / injúria = paroxítona terminada os números de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250.
em ditongo.
LÍNGUA PORTUGUESA

B) Ponto e Vírgula (;)


7. (TRE-AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre
as frases que seguem, a única correta é: • Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho;
a) Ele se esqueceu de que? os ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui- generosos dão pelo pão a vida; os de nenhum
lo entre os presentes. espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)

18
• Separa partes de frases que já estão separadas 2. Entre o verbo e seus objetos:
por vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
outros, montanhas, frio e cobertor. V.T.D.I. O.D. O.I.

• Separa itens de uma enumeração, exposição de Usa-se a vírgula:


motivos, decreto de lei, etc.
Ir ao supermercado; 1. Para marcar intercalação:
Pegar as crianças na escola; A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua
Caminhada na praia; abundância, vem caindo de preço.
Reunião com amigos. B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos.
Estão produzindo, todavia, altas quantidades de
C) Dois pontos (:) alimentos.
C) das expressões explicativas ou corretivas: As
• Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio indústrias não querem abrir mão de suas vantagens,
Coutinho trata este assunto: isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.
• Antes de um aposto = Três coisas não me agradam:
chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite. 2. Para marcar inversão:
• Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá A) do adjunto adverbial (colocado no início da
estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, oração): Depois das sete horas, todo o comércio está
vivendo a rotina de sempre. de portas fechadas.
B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
• Em frases de estilo direto pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
Maria perguntou: C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
- Por que você não toma uma decisão? maio de 1982.

D) Ponto de Exclamação (!) 3. Para separar entre si elementos coordenados


(dispostos em enumeração):
• Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e
casar com você! animais.

• Depois de interjeições ou vocativos 4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós


Ai! Que susto! queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
João! Há quanto tempo!
5. Para isolar:
E) Ponto de Interrogação (?) A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole
brasileira, possui um trânsito caótico.
• Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur
Azevedo) Observações:
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da
F) Reticências (...) expressão latina et coetera, que significa “e outras coisas”,
seria dispensável o emprego da vírgula antes dele.
• Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lápis, Porém, o acordo ortográfico em vigor no Brasil exige
canetas, cadernos... que empreguemos etc. predecido de vírgula: Falamos de
• Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero política, futebol, lazer, etc.
dizer... é verdad... Ah!” As perguntas que denotam surpresa podem ter
• Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este combinados o ponto de interrogação e o de exclamação:
mal... pega doutor? Você falou isso para ela?!
• Indica que o sentido vai além do que foi dito: Deixa,
depois, o coração falar... Temos, ainda, sinais distintivos:
• a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014),
G) Vírgula (,) separação de siglas (IOF/UPC);
• os colchetes ([ ]) = usados em transcrições
Não se usa vírgula
LÍNGUA PORTUGUESA

feitas pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como


Separando termos que, do ponto de vista sintático, primeira opção aos parênteses, principalmente na
ligam-se diretamente entre si: matemática;
• o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a uma
1. Entre sujeito e predicado: nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir
Todos os alunos da sala foram advertidos. um nome que não se quer mencionar.
Sujeito predicado

19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS previdenciário brasileiros são politicamente anacrônicos,
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza economicamente desastrosos e socialmente perversos.
Cochar - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. Arquitetados de início em sistemas políticos fechados
– São Paulo: Saraiva, 2010. (na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa de Mussolini), e desde então cultivados por obsoletos
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. programas socialdemocratas, são hoje armas de
destruição em massa de empregos locais em meio à
SITE competição global. Reduzem a competitividade das
Disponível em: <http://www.infoescola.com/ empresas, fabricam desigualdades sociais, dissipam em
portugues/pontuacao/> consumo corrente a poupança compulsória dos encargos
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/ recolhidos, derrubam o crescimento da economia e
gramatica/uso-da-virgula.htm> solapam o valor futuro das aposentadorias”. (adaptado)

No texto 1, os termos inseridos nos parênteses – na


EXERCÍCIOS COMENTADOS Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista de
Mussolini – têm a finalidade textual de:
1. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018)
a) enumerar os sistemas políticos fechados do passado;
O enunciado em que a vírgula foi empregada em
b) destacar os sistemas onde se originaram os regimes
desacordo com as regras de pontuação é
trabalhista e previdenciário;
a) Como esse metal é limitado, isso garantia que a c) criticar o atraso político de alguns sistemas da História;
produção de dinheiro fosse também limitada. d) condenar nossos regimes trabalhista e previdenciário
b) Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão- por serem muito antigos;
ouro. e) exemplificar alguns dos nossos erros do passado.
c) Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo
é criado assim, inventado em canetaços a partir da Resposta: Letra B
concessão de empréstimos. Arquitetados de início em sistemas políticos fechados
d) Assim, o sistema monetário atual funciona com uma (na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália
moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante. fascista de Mussolini) = os termos entre parênteses
e) Escassa porque só banqueiros podem criá-la, e servem para se referir aos sistemas políticos fechados,
abundante porque é gerada pela simples manipulação exemplificando-os.
de bancos de dados. Em “a”, enumerar os sistemas políticos fechados do
passado = incorreta
Resposta: Letra E Em “b”, destacar os sistemas onde se originaram os
O enunciado pede a alternativa em desacordo: regimes trabalhista e previdenciário = correta
Em “a”, Como esse metal é limitado, isso garantia Em “c”, criticar o atraso político de alguns sistemas da
que a produção de dinheiro fosse também limitada História = incorreta
= correta Em “d”, condenar nossos regimes trabalhista e
Em “b”, Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o previdenciário por serem muito antigos = incorreta
padrão-ouro = correta Em “e”, exemplificar alguns dos nossos erros do
Em “c”, Praticamente todo o dinheiro que existe no passado = incorreta
mundo é criado assim, inventado em canetaços a
partir da concessão de empréstimos = correta 3. (BADESC – ANALISTA DE SISTEMA – BANCO DE
Em “d”, Assim, o sistema monetário atual funciona
DADOS – FGV-2010) Assinale a alternativa em que a
com uma moeda que é ao mesmo tempo escassa e
vírgula está corretamente empregada.
abundante = correta
Em “e”, Escassa porque só banqueiros podem criá-
a) O jeitinho, essa instituição tipicamente brasileira pode
la, (X) e abundante porque é gerada pela simples
manipulação de bancos de dados = incorreta - a ser considerado, sem dúvida, um desvio de caráter.
vírgula pode ser utilizada antes da conjunção “e”, b) Apareciam novos problemas, e o funcionário embora
desde que haja mudança de sujeito, por exemplo (o competente, nem sempre conseguia resolvê-los.
que não acontece na questão) c) Ainda que os níveis de educação estivessem avançando,
GABARITO OFICIAL: E o sentimento geral, às vezes, era de frustração.
d) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra,
2. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO muitos sofreriam sanções diariamente.
LÍNGUA PORTUGUESA

GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018) e) O tempo não para as transformações sociais são


urgentes mas há quem não perceba esse fato, que é
Texto 1 evidente.

Em artigo publicado no jornal carioca O Globo, 19/3/2018, Resposta: Letra C


com o nome Erros do passado, o articulista Paulo Indiquei com (X) os lugares inadequados e acrescentei
Guedes escreve o seguinte: “Os regimes trabalhista e a pontuação que faltou:

20
Em “a”, O jeitinho, essa instituição tipicamente 5. (PC-SP - Investigador de Polícia – Vunesp-2014)
brasileira , pode ser considerado, sem dúvida, um
desvio de caráter.
Em “b”, Apareciam novos problemas , (X) e o funcionário
, embora competente, nem sempre conseguia resolvê-
los.
Em “c”, Ainda que os níveis de educação estivessem
avançando, o sentimento geral, às vezes, era de
frustração.= correta
Em “d”, É claro , (X) que se fôssemos levar a lei ao pé da (Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)
letra, muitos sofreriam sanções diariamente.
Em “e”, O tempo não para , as transformações sociais De acordo com a norma-padrão, no primeiro quadrinho,
são urgentes , mas há quem não perceba esse fato, na fala de Hagar, deve ser utilizada uma vírgula,
que é evidente. obrigatoriamente,

4. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – a) antes da palavra “olho”.


CESGRANRIO-2018) De acordo com a norma-padrão b) antes da palavra “e”.
da língua portuguesa, a pontuação está corretamente c) depois da palavra “evitar”.
empregada em: d) antes da palavra “evitar”.
e) depois da palavra “e”.
a) O conjunto de preocupações e ações efetivas, quando
atendem, de forma voluntária, aos funcionários e Resposta: Letra C
à comunidade em geral, pode ser definido como “Não posso evitar doutor” = no diálogo, Hagar fala com
responsabilidade social. o doutor (vocativo); portanto, presença obrigatória de
b) As empresas que optam por encampar a prática da vírgula após o verbo “evitar”.
responsabilidade social, beneficiam-se de conseguir
uma melhor imagem no mercado. 6. (TJ-RS – JUIZ DE DIREITO – SUBSTITUTO –
c) A noção de responsabilidade social foi muito utilizada VUNESP-2018) No trecho do primeiro parágrafo
em campanhas publicitárias: por isso, as empresas do texto – Nas escolas da Catalunha, a separação da
precisam relacionar-se melhor, com a sociedade. Espanha tem apoio maciço. É uma situação que contrasta
d) A responsabilidade social explora um leque abrangente com outros lugares de Barcelona, uma cidade que vive
de beneficiários, envolvendo assim: a qualidade de hoje em duas dimensões. De um lado, há a Barcelona
vida o bem-estar dos trabalhadores, a redução de dos turistas, que se cotovelam nos pontos turísticos da
impactos negativos, no meio ambiente. cidade, … –, empregam-se as vírgulas para separar as
e) Alguns críticos da responsabilidade social defendem expressões destacadas porque elas
a ideia de que: o objetivo das empresas é o lucro e
a geração de empregos não a preocupação com a a) acrescem às informações precedentes comentários
sociedade como um todo. que lhes ampliam o sentido.
b) sintetizam as ideias centrais das informações
Resposta: Letra A precedentes.
Assinalei com (X) as inadequações e destaquei as c) apresentam informações que se opõem às informações
inclusões: precedentes.
Em “a”: O conjunto de preocupações e ações efetivas, d) retificam as informações precedentes, dando-lhes o
quando atendem, de forma voluntária, aos funcionários correto matiz semântico.
e à comunidade em geral, pode ser definido como e) estabelecem certas restrições de sentido às informações
responsabilidade social = correta precedentes.
Em “b”: As empresas que optam por encampar a
prática da responsabilidade social, (X) beneficiam-se Resposta: Letra A
de conseguir uma melhor imagem no mercado. É uma situação que contrasta com outros lugares
Em “c”: A noção de responsabilidade social foi muito de Barcelona, uma cidade que vive hoje em duas
utilizada em campanhas publicitárias: (X) ; por isso, as dimensões. De um lado, há a Barcelona dos turistas,
empresas precisam relacionar-se melhor, (X) com a que se cotovelam nos pontos turísticos da cidade
sociedade. Os períodos destacados acrescentam informações aos
Em “d”: A responsabilidade social explora um leque termos citados anteriormente.
LÍNGUA PORTUGUESA

abrangente de beneficiários, envolvendo , assim: (X) ,


a qualidade de vida , o bem-estar dos trabalhadores,
(X) e a redução de impactos negativos, (X) no meio
ambiente.
Em “e”: Alguns críticos da responsabilidade social
defendem a ideia de que: (X) o objetivo das empresas é
o lucro e a geração de empregos , não a preocupação
com a sociedade como um todo.

21
de leão leonino
CLASSES GRAMATICAIS
de lebre leporino
de lua lunar ou selênico
CLASSES DE PALAVRAS
de madeira lígneo
1. ADJETIVO de mestre magistral
de ouro áureo
É a palavra que expressa uma qualidade ou
característica do ser e se relaciona com o substantivo, de paixão passional
concordando com este em gênero e número. de pâncreas pancreático
As praias brasileiras estão poluídas. de porco suíno ou porcino
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos
(plural e feminino, pois concordam com “praias”). dos quadris ciático
de rio fluvial
Locução adjetiva
de sonho onírico
Locução = reunião de palavras. Sempre que são de velho senil
necessárias duas ou mais palavras para falar sobre a de vento eólico
mesma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição
de vidro vítreo ou hialino
+ substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a
Locução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo). de virilha inguinal
Por exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem de visão óptico ou ótico
freio (paixão desenfreada).
Observação:
Observe outros exemplos: Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo
correspondente, com o mesmo significado: Vi as alunas
de águia aquilino da 5ª série. / O muro de tijolos caiu.
de aluno discente
Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):
de anjo angelical
de ano anual O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
dentro de uma oração) relativas aos substantivos,
de aranha aracnídeo
atuando como adjunto adnominal ou como predicativo
de boi bovino (do sujeito ou do objeto).
de cabelo capilar
Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
de cabra caprino
de campo campestre ou rural Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
de chuva pluvial Observe alguns deles:
de criança pueril Estados e cidades brasileiras:
de dedo digital
de estômago estomacal ou gástrico Alagoas alagoano
de falcão falconídeo Amapá amapaense
de farinha farináceo Aracaju aracajuano ou aracajuense
de fera ferino Amazonas amazonense ou baré
de ferro férreo Belo Horizonte belo-horizontino
de fogo ígneo Brasília brasiliense
de garganta gutural Cabo Frio cabo-friense
de gelo glacial Campinas campineiro ou campinense
LÍNGUA PORTUGUESA

de guerra bélico
Adjetivo Pátrio Composto
de homem viril ou humano
de ilha insular Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
de inverno hibernal ou invernal elemento aparece na forma reduzida e, normalmente,
erudita. Observe alguns exemplos:
de lago lacustre

22
África afro- / Cultura afro-americana Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
germano- ou teuto-/Competições Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
Alemanha
teuto-inglesas
américo- / Companhia américo-
América B) Adjetivo Composto
africana
É aquele formado por dois ou mais elementos.
belgo- / Acampamentos belgo- Normalmente, esses elementos são ligados por hífen.
Bélgica
franceses Apenas o último elemento concorda com o substantivo
China sino- / Acordos sino-japoneses a que se refere; os demais ficam na forma masculina,
Espanha hispano- / Mercado hispano-português singular. Caso um dos elementos que formam o adjetivo
composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo
Europa euro- / Negociações euro-americanas composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra “rosa”
franco- ou galo- / Reuniões franco- é, originalmente, um substantivo, porém, se estiver
França qualificando um elemento, funcionará como adjetivo.
italianas
Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas adjetivo composto inteiro ficará invariável. Veja:
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras Olhos verde-claros.
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Flexão dos adjetivos
Observação:
O adjetivo varia em gênero, número e grau. Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer
adjetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre
Gênero dos Adjetivos invariáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste,
vestidos cor-de-rosa.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois
referem (masculino e feminino). De forma semelhante elementos flexionados: crianças surdas-mudas.
aos substantivos, classificam-se em:
Grau do Adjetivo
A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o
masculino e outra para o feminino: ativo e ativa, mau Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a
e má. intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no adjetivo: o comparativo e o superlativo.
feminino somente o último elemento: o moço norte-
americano, a moça norte-americana. A) Comparativo
Exceção: surdo-mudo e surda-muda. Nesse grau, comparam-se a mesma característica
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais
B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o características atribuídas ao mesmo ser. O comparativo
masculino como para o feminino: homem feliz e pode ser de igualdade, de superioridade ou de
mulher feliz. inferioridade.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável
no feminino: conflito político-social e desavença político- Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
social. No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto
Número dos Adjetivos ou quão.
A) Plural dos adjetivos simples Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de
Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo
Superioridade
com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
substantivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e
Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de
ruins, boa e boas.
Inferioridade
LÍNGUA PORTUGUESA

Caso o adjetivo seja uma palavra que também


exerça função de substantivo, ficará invariável, ou seja,
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
se a palavra que estiver qualificando um elemento for,
originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
primitiva. Exemplo: a palavra cinza é, originalmente, um São eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/
substantivo; porém, se estiver qualificando um elemento, superior, grande/maior, baixo/inferior.
funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. Logo:
camisas cinza, ternos cinza.

23
Observe que: ou érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo; a popular é
• As formas menor e pior são comparativos de constituída do radical do adjetivo português + o sufixo
superioridade, pois equivalem a mais pequeno e -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
mais mau, respectivamente. Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo
• Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas com dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os
(melhor, pior, maior e menor), porém, em terminados em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo,
comparações feitas entre duas qualidades de um cheio – cheíssimo.
mesmo elemento, deve-se usar as formas analíticas
mais bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Por exemplo: CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
elementos. – São Paulo: Saraiva, 2010.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
duas qualidades de um mesmo elemento. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Português: novas palavras: literatura, gramática,
Inferioridade redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Sou menos passivo (do) que tolerante.
SITE
B) Superlativo Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
O superlativo expressa qualidades num grau muito secoes/morf/morf32.php>
elevado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou
relativo e apresenta as seguintes modalidades: 2. ADVÉRBIO

B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a Compare estes exemplos:


qualidade de um ser é intensificada, sem relação com O ônibus chegou.
outros seres. Apresenta-se nas formas: O ônibus chegou ontem.
• Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de
palavras que dão ideia de intensidade (advérbios). Advérbio é uma palavra invariável que modifica o
Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado. sentido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de
• Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e
exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo. do próprio advérbio.
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei
Observe alguns superlativos sintéticos: Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio
(bem)
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um
benéfico beneficentíssimo adjetivo (claros)
bom boníssimo ou ótimo
comum comuníssimo
Quando modifica um verbo, o advérbio pode
acrescentar ideia de:
cruel crudelíssimo Tempo: Ela chegou tarde.
difícil dificílimo Lugar: Ele mora aqui.
doce dulcíssimo Modo: Eles agiram mal.
Negação: Ela não saiu de casa.
fácil facílimo Dúvida: Talvez ele volte.
fiel fidelíssimo
Flexão do Advérbio
B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade
de um ser é intensificada em relação a um conjunto de Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não
seres. Essa relação pode ser: apresentam variação em gênero e número. Alguns
• De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de advérbios, porém, admitem a variação em grau. Observe:
todas.
• De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de A) Grau Comparativo
todas. Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo
modo que o comparativo do adjetivo:
LÍNGUA PORTUGUESA

O superlativo absoluto analítico é expresso por meio • de igualdade: tão + advérbio + quanto (como):
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, Renato fala tão alto quanto João.
antepostos ao adjetivo. • de inferioridade: menos + advérbio + que (do
O superlativo absoluto sintético se apresenta sob duas que): Renato fala menos alto do que João.
formas: uma erudita - de origem latina – e outra popular • de superioridade:
- de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato
fala mais alto do que João.

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A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão,
fala melhor que João. somente, simplesmente, só, unicamente. Por
exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das
B) Grau Superlativo árvores.
O superlativo pode ser analítico ou sintético: I) Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente,
B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: também. Por exemplo: O indivíduo também
Renato fala muito alto. amadurece durante a adolescência.
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por
de modo exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer
B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala aos meus amigos por comparecerem à festa.
altíssimo.
Saiba que:
Observação: Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se
As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei
comuns na língua popular. o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos
Maria mora pertinho daqui. (muito perto) tarde possível.
A criança levantou cedinho. (muito cedo) Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente,
em geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu
Classificação dos Advérbios calma e respeitosamente.

De acordo com a circunstância que exprime, o Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido
advérbio pode ser de:
A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, Há palavras como muito, bastante, que podem
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aparecer como advérbio e como pronome indefinido.
aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro
nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito.
embaixo, externamente, a distância, à distância de, Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo
de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, e sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.
ao lado, em volta.
B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, #FicaDica
antes, doravante, nunca, então, ora, jamais,
agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, Como saber se a palavra bastante é
constantemente, entrementes, imediatamente, advérbio (não varia, não se flexiona) ou
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, pronome indefinido (varia, sofre flexão)? Se
às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de der, na frase, para substituir o “bastante” por
vez em quando, de quando em quando, a qualquer “muito”, estamos diante de um advérbio; se
momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em der para substituir por “muitos” (ou muitas),
dia. é um pronome. Veja:
C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, 1. Estudei bastante para o concurso. (estudei
depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos 2. Estudei bastantes capítulos para o concurso.
poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em (estudei muitos capítulos) = pronome
geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em indefinido
vão e a maior parte dos que terminam em “-mente”:
calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, Advérbios Interrogativos
escandalosamente, bondosamente, generosamente.
D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como?
efetivamente, certo, decididamente, deveras, por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes
indubitavelmente. às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja:
E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum. Interrogação Direta Interrogação Indireta
F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente,
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu
LÍNGUA PORTUGUESA

provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por


certo, quem sabe. Onde mora? Indaguei onde morava
G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em
Por que choras? Não sei por que choras
excesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto,
quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, Aonde vai? Perguntei aonde ia
nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, Donde vens? Pergunto donde vens
extremamente, intensamente, grandemente, bem
Quando voltas? Pergunto quando voltas
(quando aplicado a propriedades graduáveis).

25
Locução Adverbial B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres
de modo vago, impreciso: Uma candidata foi
Quando há duas ou mais palavras que exercem aprovada! Umas candidatas foram aprovadas!
função de advérbio, temos a locução adverbial, que
pode expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam Circunstâncias em que os artigos se manifestam:
ordinariamente por uma preposição. Veja:
A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, Considera-se obrigatório o uso do artigo depois
para dentro, por aqui, etc. do numeral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal
B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc. conteúdo.
C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos)
em geral, frente a frente, etc. admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de
D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, Janeiro, Veneza, A Bahia...
hoje em dia, nunca mais, etc. Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
A locução adverbial e o advérbio modificam o verbo,
No caso de nomes próprios personativos, denotando
o adjetivo e outro advérbio:
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
Chegou muito cedo. (advérbio)
do artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O
Joana é muito bela. (adjetivo)
Pedro é o xodó da família.
De repente correram para a rua. (verbo)
No caso de os nomes próprios personativos estarem
Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio: os Incas, Os Astecas...
Essa matéria é mais bem interessante que aquela.
Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso! Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (do
advérbio: Cheguei primeiro. artigo), o pronome assume a noção de “qualquer”.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
adverbial desempenham na oração a função de adjunto (qualquer classe)
adverbial, classificando-se de acordo com as circunstâncias que
acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao advérbio. Exemplo: Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é
Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto facultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso.
adverbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”) A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve
intensidade e de tempo, respectivamente. ter é uns vinte anos.
O artigo também é usado para substantivar palavras
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza porquê de tudo isso. / O bem vence o mal.
Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
– São Paulo: Saraiva, 2010. Há casos em que o artigo definido não pode ser
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: usado:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
conhecidas: O professor visitará Roma.
Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a
SITE
presença do artigo será obrigatória: O professor visitará
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
secoes/morf/morf75.php> a bela Roma.

3. ARTIGO Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria


sairá agora?
O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo- Exceção: O senhor vai à festa?
se como o termo variável que serve para individualizar ou
generalizar o substantivo, indicando, também, o gênero Após o pronome relativo “cujo” e suas variações:
(masculino/feminino) e o número (singular/plural). Esse é o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as candidato cuja nota foi a mais alta.
LÍNGUA PORTUGUESA

variações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações


“uma”[s] e “uns]). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
A) Artigos definidos – São usados para indicar seres Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
determinados, expressos de forma individual: O – São Paulo: Saraiva, 2010.
concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
muito. literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.

26
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa A sua pesquisa é clara e objetiva.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Não só dança, mas também canta.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Cochar - Português linguagens: volume 1– 7.ª ed. Reform. B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras,
– São Paulo: Saraiva, 2010. expressando ideia de contraste ou compensação.
São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto,
SITE no entanto, não obstante.
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/ Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.
gramatica/artigo.htm>
C) Alternativas: ligam orações ou palavras,
4. CONJUNÇÃO expressando ideia de alternância ou escolha,
indicando fatos que se realizam separadamente.
Além da preposição, há outra palavra também São elas: ou, ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer,
invariável que, na frase, é usada como elemento de seja... seja, talvez... talvez.
ligação: a conjunção. Ela serve para ligar duas orações ou Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.
duas palavras de mesma função em uma oração:
O concurso será realizado nas cidades de Campinas e D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração
São Paulo. que expressa ideia de conclusão ou consequência.
A prova não será fácil, por isso estou estudando muito. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por
conseguinte, por isso, assim.
Morfossintaxe da Conjunção Marta estava bem preparada para o teste, portanto
não ficou nervosa.
As conjunções, a exemplo das preposições, não Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão.
exercem propriamente uma função sintática: são
conectivos. E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São
Classificação da Conjunção elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
Não demore, que o filme já vai começar.
De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as Falei muito, pois não gosto do silêncio!
conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados Conjunções Subordinativas
pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse
isolamento, no entanto, não acarreta perda da unidade São aquelas que ligam duas orações, sendo uma
de sentido que cada um dos elementos possui. Já no delas dependente da outra. A oração dependente,
segundo caso, cada um dos elementos ligados pela introduzida pelas conjunções subordinativas, recebe o
conjunção depende da existência do outro. Veja: nome de oração subordinada. Veja o exemplo: O baile já
Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo. tinha começado quando ela chegou.
Podemos separá-las por ponto: O baile já tinha começado: oração principal
Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo. quando: conjunção subordinativa (adverbial temporal)
ela chegou: oração subordinada
Temos acima um exemplo de conjunção (e,
consequentemente, orações coordenadas) coordenativa As conjunções subordinativas subdividem-se em
– “mas”. Já em: integrantes e adverbiais:
Espero que eu seja aprovada no concurso!
Integrantes - Indicam que a oração subordinada
Não conseguimos separar uma oração da outra, pois por elas introduzida completa ou integra o sentido
a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração da principal. Introduzem orações que equivalem
principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período a substantivos, ou seja, as orações subordinadas
temos uma oração subordinada substantiva objetiva substantivas. São elas: que, se.
direta (ela exerce a função de objeto direto do verbo da Quero que você volte. (Quero sua volta)
oração principal).
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada
Conjunções Coordenativas exerce a função de adjunto adverbial da principal. De
acordo com a circunstância que expressam, classificam-
LÍNGUA PORTUGUESA

São aquelas que ligam orações de sentido completo se em:


e independente ou termos da oração que têm a mesma
função gramatical. Subdividem-se em: A) Causais: introduzem uma oração que é causa da
ocorrência da oração principal. São elas: porque,
A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando que, como (= porque, no início da frase), pois que,
ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde
não), não só... mas também, não só... como também, que, etc.
bem como, não só... mas ainda. Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.

27
B) Concessivas: introduzem uma oração que expressa enquanto, antes que, depois que, logo que, todas as
ideia contrária à da principal, sem, no entanto, vezes que, desde que, sempre que, assim que, agora
impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, mal (= assim que), etc.
que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por A briga começou assim que saímos da festa.
mais que, posto que, conquanto, etc.
Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. H) Comparativas: introduzem uma oração que
expressa ideia de comparação com referência à
C) Condicionais: introduzem uma oração que indica oração principal. São elas: como, assim como, tal
a hipótese ou a condição para ocorrência da como, como se, (tão)... como, tanto como, tanto
principal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem,
a não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc. que (combinado com menos ou mais), etc.
Se precisar de minha ajuda, telefone-me. O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.

I) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa


a consequência da principal. São elas: de sorte que,
#FicaDica
de modo que, sem que (= que não), de forma que, de
Você deve ter percebido que a conjunção jeito que, que (tendo como antecedente na oração
condicional “se” também é conjunção principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto,
integrante. A diferença é clara ao ler as tamanho), etc.
orações que são introduzidas por ela. Acima, Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do
ela nos dá a ideia da condição para que exame.
recebamos um telefonema (se for preciso
ajuda). Já na oração: Não sei se farei o
FIQUE ATENTO!
concurso. = Não há ideia de condição
alguma, há? Outra coisa: o verbo da oração Muitas conjunções não têm classificação
principal (sei) pede complemento (objeto única, imutável, devendo, portanto, ser
direto, já que “quem não sabe, não sabe classificadas de acordo com o sentido que
algo”). Portanto, a oração em destaque apresentam no contexto (destaque da Zê!).
exerce a função de objeto direto da oração
principal, sendo classificada como oração
subordinada substantiva objetiva direta. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
D) Conformativas: introduzem uma oração que CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
exprime a conformidade de um fato com outro. Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
São elas: conforme, como (= conforme), segundo, – São Paulo: Saraiva, 2010.
consoante, etc. AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
O passeio ocorreu como havíamos planejado. literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.

E) Finais: introduzem uma oração que expressa SITE


a finalidade ou o objetivo com que se realiza a Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
oração principal. São elas: para que, a fim de que, secoes/morf/morf84.php>
que, porque (= para que), que, etc.
Toque o sinal para que todos entrem no salão. 5. INTERJEIÇÃO

F) Proporcionais: introduzem uma oração que Interjeição é a palavra invariável que exprime
expressa um fato relacionado proporcionalmente emoções, sensações, estados de espírito. É um recurso da
à ocorrência do expresso na principal. São elas: à linguagem afetiva, em que não há uma ideia organizada
medida que, à proporção que, ao passo que e as de maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas
combinações quanto mais... (mais), quanto menos... sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma
(menos), quanto menos... (mais), quanto menos... decorrente de uma situação particular, um momento ou
(menos), etc. um contexto específico. Exemplos:
O preço fica mais caro à medida que os produtos Ah, como eu queria voltar a ser criança!
escasseiam. ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: hum: expressão de um pensamento súbito =


São incorretas as locuções proporcionais à medida interjeição
em que, na medida que e na medida em que.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
G) Temporais: introduzem uma oração que como elas são proferidas. O tom da fala é que dita o
acrescenta uma circunstância de tempo ao fato sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto
expresso na oração principal. São elas: quando, em que for utilizada. Exemplos:

28
Psiu! e voz como os verbos. No entanto, em uso específico,
contexto: alguém pronunciando esta expressão algumas interjeições sofrem variação em grau. Não se
na rua ; significado da interjeição (sugestão): “Estou te trata de um processo natural desta classe de palavra, mas
chamando! Ei, espere!” tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
Psiu!
contexto: alguém pronunciando em um hospital; Locução Interjetiva
significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça
silêncio!” Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Toda frase mais ou menos breve dita em tom
exclamativo torna-se uma locução interjetiva,
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! dispensando análise dos termos que a compõem:
puxa: interjeição; tom da fala: decepção Macacos me mordam!, Valha-me Deus!, Quem me dera!
1. As interjeições são como frases resumidas,
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: sintéticas. Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava
A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo por essa!) / Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe)
alegria, tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito 2. Além do contexto, o que caracteriza a interjeição
interessante! é o seu tom exclamativo; por isso, palavras de
B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da outras classes gramaticais podem aparecer como
minha frente. interjeições. Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos) /
Fora! Francamente! (Advérbios)
As interjeições podem ser formadas por: 3. A interjeição pode ser considerada uma “palavra-
• simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô frase” porque sozinha pode constituir uma
• palavras: Oba! Olá! Claro! mensagem. Por exemplo: Socorro! Ajudem-me!
• grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Silêncio! Fique quieto!
Deus! Ora bolas! 4. Há, também, as interjeições onomatopaicas ou
imitativas, que exprimem ruídos e vozes. Por
Classificação das Interjeições exemplo: Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba!
Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
5. Não se deve confundir a interjeição de apelo
A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
«ó» com a sua homônima «oh!», que exprime
Atenção! Olha! Alerta!
admiração, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa
B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
depois do «oh!» exclamativo e não a fazemos
C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
depois do «ó» vocativo. Por exemplo: “Ó natureza!
D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
Ânimo! Adiante!
F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva! REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá! SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Francamente! Essa não! Chega! Basta! CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa
I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! - Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática
Queira Deus! – volume único – 3.ª Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
J) Desculpa: Perdão!
K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena! SITE
L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê! Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
M) Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus! secoes/morf/morf89.php>
Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz!
N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! 6. NUMERAL
Puxa! Pô! Ora!
O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade! Numeral é a palavra variável que indica quantidade
P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve! numérica ou ordem; expressa a quantidade exata de
Viva! Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me, pessoas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa
determinada sequência.
LÍNGUA PORTUGUESA

Deus!
Q) Silêncio: Psiu! Silêncio! Os numerais traduzem, em palavras, o que os números
R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa! indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão
é colocada em números (1, 1.º, 1/3, etc.) não se trata de
Saiba que: numerais, mas sim de algarismos.
As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não
sofrem variação em gênero, número e grau como os
nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto

29
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem Emprego e Leitura dos Numerais
a ideia expressa pelos números, existem mais algumas
palavras consideradas numerais porque denotam Os numerais são escritos em conjunto de três
quantidade, proporção ou ordenação. São alguns algarismos, contados da direita para a esquerda, em
exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena. forma de centenas, dezenas e unidades, tendo cada
conjunto uma separação através de ponto ou espaço
Classificação dos Numerais correspondente a um ponto: 8.234.456 ou 8 234 456.
Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar
A) Cardinais: indicam quantidade exata ou exagero intencional, constituindo a figura de linguagem
determinada de seres: um, dois, cem mil, etc. conhecida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
Alguns cardinais têm sentido coletivo, como por No português contemporâneo, não se usa a
exemplo: século, par, dúzia, década, bimestre. conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em
B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém mil novecentos e noventa e dois.
ou alguma coisa ocupa numa determinada Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.
sequência: primeiro, segundo, centésimo, etc.
Mas, se a centena começa por “zero” ou termina
As palavras anterior, posterior, último, antepenúltimo, por dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e
final e penúltimo também indicam posição dos seres, quinhentos reais. (R$1.500,00)
mas são classificadas como adjetivos, não ordinais. Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade, Para designar papas, reis, imperadores, séculos e
ou seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais
quintos, etc. até décimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o
D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação numeral venha depois do substantivo;
dos seres, indicando quantas vezes a quantidade
foi aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc. Ordinais Cardinais
Flexão dos numerais João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/
duzentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/ Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
variam em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais
cardinais são invariáveis. Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido
como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)
Os numerais ordinais variam em gênero e número:

primeiro segundo milésimo #FicaDica


primeira segunda milésima Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por
primeiros segundos milésimos associação. Ficará mais fácil!
primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o
atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
esforço e conseguiram o triplo de produção. Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses
triplas do medicamento. Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou
número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/ “uma e outra”, “as duas”) e são largamente empregados
duas terças partes. para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma Sua utilização exige a presença do artigo posposto:
LÍNGUA PORTUGUESA

dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros. Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau dia. O artigo só é dispensado caso haja um pronome
nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.
de sentido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (=
segunda divisão de futebol)

30
Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


Um Primeiro -
Dois Segundo Dobro, Duplo Meio
Três Terceiro Triplo, Tríplice Terço
Quatro Quarto Quádruplo Quarto
Cinco Quinto Quíntuplo Quinto
Seis Sexto Sêxtuplo Sexto
Sete Sétimo Sétuplo Sétimo
Oito Oitavo Óctuplo Oitavo
Nove Nono Nônuplo Nono
Dez Décimo Décuplo Décimo
Onze Décimo Primeiro - Onze Avos
Doze Décimo Segundo - Doze Avos
Treze Décimo Terceiro - Treze Avos
Catorze Décimo Quarto - Catorze Avos
Quinze Décimo Quinto - Quinze Avos
Dezesseis Décimo Sexto - Dezesseis Avos
Dezessete Décimo Sétimo - Dezessete Avos
Dezoito Décimo Oitavo - Dezoito Avos
Dezenove Décimo Nono - Dezenove Avos
Vinte Vigésimo - Vinte Avos
Trinta Trigésimo - Trinta Avos
Quarenta Quadragésimo - Quarenta Avos
Cinqüenta Quinquagésimo - Cinquenta Avos
Sessenta Sexagésimo - Sessenta Avos
Setenta Septuagésimo - Setenta Avos
Oitenta Octogésimo - Oitenta Avos
Noventa Nonagésimo - Noventa Avos
Cem Centésimo Cêntuplo Centésimo
Duzentos Ducentésimo - Ducentésimo
Trezentos Trecentésimo - Trecentésimo
Quatrocentos Quadringentésimo - Quadringentésimo
Quinhentos Quingentésimo - Quingentésimo
Seiscentos Sexcentésimo - Sexcentésimo
Setecentos Septingentésimo Septingentésimo
Oitocentos Octingentésimo Octingentésimo
Nongentésimo ou
Novecentos Nongentésimo
Noningentésimo
Mil Milésimo Milésimo
LÍNGUA PORTUGUESA

Milhão Milionésimo Milionésimo


Milhão Bilionésimo Bilionésimo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.

31
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000. termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Irei à festa sozinha.
SITE Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a” é
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/ artigo; o segundo, preposição.
secoes/morf/morf40.php>
Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
7. PREPOSIÇÃO lugar e/ou a função de um substantivo: Nós trouxemos a
apostila. = Nós a trouxemos.
Preposição é uma palavra invariável que serve para
ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, Relações semânticas (= de sentido) estabelecidas
normalmente há uma subordinação do segundo termo por meio das preposições:
em relação ao primeiro. As preposições são muito
importantes na estrutura da língua, pois estabelecem Destino = Irei a Salvador.
a coesão textual e possuem valores semânticos Modo = Saiu aos prantos.
indispensáveis para a compreensão do texto. Lugar = Sempre a seu lado.
Assunto = Falemos sobre futebol.
Tipos de Preposição Tempo = Chegarei em instantes.
Causa = Chorei de saudade.
A) Preposições essenciais: palavras que atuam Fim ou finalidade = Vim para ficar.
exclusivamente como preposições: a, ante, perante, Instrumento = Escreveu a lápis.
após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, Posse = Vi as roupas da mamãe.
por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para Autoria = livro de Machado de Assis
com. Companhia = Estarei com ele amanhã.
Matéria = copo de cristal.
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes
Meio = passeio de barco.
gramaticais que podem atuar como preposições,
Origem = Nós somos do Nordeste.
ou seja, formadas por uma derivação imprópria:
Conteúdo = frascos de perfume.
como, durante, exceto, fora, mediante, salvo,
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
segundo, senão, visto.
Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais.
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras
valendo como uma preposição, sendo que a última
Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas
palavra é uma (preposição): abaixo de, acerca de, locuções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, prepositiva por trás de.
em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
cima de, por trás de. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
A preposição é invariável, no entanto pode unir-se CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
a outras palavras e, assim, estabelecer concordância em Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
gênero ou em número. Exemplo: por + o = pelo / por + – São Paulo: Saraiva, 2010.
a = pela. AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
Essa concordância não é característica da preposição, literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com SITE
outra palavra pode se dar a partir dos processos de: Disponível em: <http://www.infoescola.com/
• Combinação: união da preposição “a” com o artigo portugues/preposicao/>
“o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, aos.
Os vocábulos não sofrem alteração. 8. PRONOME
• Contração: união de uma preposição com outra pa-
lavra, ocorrendo perda ou transformação de fone- Pronome é a palavra variável que substitui ou
ma: de + o = do, em + a = na, per + os = pelos, de acompanha um substantivo (nome), qualificando-o de
+ aquele = daquele, em + isso = nisso. alguma forma.
• Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposi- O homem julga que é superior à natureza, por isso o
ção + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal homem destrói a natureza...
do pronome “aquilo”). Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é
LÍNGUA PORTUGUESA

superior à natureza, por isso ele a destrói...


O “a” pode funcionar como preposição, pronome Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de
pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a” termos (homem e natureza).
seja um artigo, virá precedendo um substantivo, servindo
para determiná-lo como um substantivo singular e Grande parte dos pronomes não possuem significados
feminino: A matéria que estudei é fácil! fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação
dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar

32
a referência exata daquilo que está sendo colocado Esses pronomes não costumam ser usados como
por meio dos pronomes no ato da comunicação. Com complementos verbais na língua-padrão. Frases como
exceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu
demais pronomes têm por função principal apontar para até aqui”- comuns na língua oral cotidiana - devem
as pessoas do discurso ou a elas se relacionar, indicando- ser evitadas na língua formal escrita ou falada. Na
lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude língua formal, devem ser usados os pronomes oblíquos
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”,
específica para cada pessoa do discurso. “Trouxeram-me até aqui”.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala] Frequentemente observamos a omissão do pronome reto
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do
fala] verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos boa viagem. (Nós)
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem B) Pronome Oblíquo
se fala] Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
sentença, exerce a função de complemento verbal
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras (objeto direto ou indireto): Ofertaram-nos flores.
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em (objeto indireto)
número (singular ou plural). Assim, espera-se que a
referência através do pronome seja coerente em termos Observação:
de gênero e número (fenômeno da concordância) com O pronome oblíquo é uma forma variante do
o seu objeto, mesmo quando este se apresenta ausente pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica
no enunciado. a função diversa que eles desempenham na oração:
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da pronome reto marca o sujeito da oração; pronome
nossa escola neste ano. oblíquo marca o complemento da oração. Os pronomes
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância oblíquos sofrem variação de acordo com a acentuação
adequada] tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
[neste: pronome que determina “ano” = concordância
adequada] B.1 Pronome Oblíquo Átono
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = São chamados átonos os pronomes oblíquos que
concordância inadequada] não são precedidos de preposição. Possuem acentuação
tônica fraca: Ele me deu um presente.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, Lista dos pronomes oblíquos átonos
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. 1.ª pessoa do singular (eu): me
2.ª pessoa do singular (tu): te
Pronomes Pessoais 3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
1.ª pessoa do plural (nós): nos
São aqueles que substituem os substantivos, 2.ª pessoa do plural (vós): vos
indicando diretamente as pessoas do discurso. Quem fala 3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
ou escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os
pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a
quem se dirige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer FIQUE ATENTO!
referência à pessoa ou às pessoas de quem se fala. Os pronomes o, os, a, as assumem formas
Os pronomes pessoais variam de acordo com as especiais depois de certas terminações
funções que exercem nas orações, podendo ser do caso
verbais:
reto ou do caso oblíquo.
1. Quando o verbo termina em -z, -s ou
A) Pronome Reto
-r, o pronome assume a forma lo, los, la
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na
ou las, ao mesmo tempo que a terminação
sentença, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos
verbal é suprimida. Por exemplo:
flores.
Os pronomes retos apresentam flexão de número, fiz + o = fi-lo
gênero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa fazeis + o = fazei-lo
última a principal flexão, uma vez que marca a pessoa do dizer + a = dizê-la
discurso. Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é
LÍNGUA PORTUGUESA

assim configurado: 2. Quando o verbo termina em som nasal,


1.ª pessoa do singular: eu o pronome assume as formas no, nos, na,
2.ª pessoa do singular: tu nas. Por exemplo:
3.ª pessoa do singular: ele, ela viram + o: viram-no
1.ª pessoa do plural: nós repõe + os = repõe-nos
2.ª pessoa do plural: vós retém + a: retém-na
3.ª pessoa do plural: eles, elas tem + as = tem-nas

33
B.2 Pronome Oblíquo Tônico B.3 Pronome Reflexivo
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre São pronomes pessoais oblíquos que, embora
precedidos por preposições, em geral as preposições a, funcionem como objetos direto ou indireto, referem-
para, de e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos se ao sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e
exercem a função de objeto indireto da oração. Possuem recebe a ação expressa pelo verbo.
acentuação tônica forte.
Lista dos pronomes oblíquos tônicos: Lista dos pronomes reflexivos:
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo 1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo lembro disso.
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo.
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco 3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo =
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco Guilherme já se preparou.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.
Observe que as únicas formas próprias do pronome
tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa 1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio.
(ti). As demais repetem a forma do pronome pessoal do 2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes
caso reto. com esta conquista.
As preposições essenciais introduzem sempre 3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se
pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome conheceram. / Elas deram a si um dia de folga.
do caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o
uso da língua formal, os pronomes costumam ser usados
desta forma: #FicaDica
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. O pronome é reflexivo quando se refere
Não há nenhuma acusação contra mim. à mesma pessoa do pronome subjetivo
Não vá sem mim. (sujeito): Eu me arrumei e saí.
É pronome recíproco quando indica
Há construções em que a preposição, apesar de reciprocidade de ação: Nós nos amamos. /
surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir Olhamo-nos calados.
uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, O “se” pode ser usado como palavra
o verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um expletiva ou partícula de realce, sem ser
pronome, deverá ser do caso reto. rigorosamente necessária e sem função
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. sintática: Os exploradores riam-se de suas
Não vá sem eu mandar. tentativas. / Será que eles se foram?

A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!”


está correta, já que “para mim” é complemento de “fácil”. C) Pronomes de Tratamento
A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil São pronomes utilizados no tratamento formal,
para mim! cerimonioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor
(portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
A combinação da preposição “com” e alguns terceira pessoa. Alguns exemplos:
pronomes originou as formas especiais comigo, contigo, Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques
consigo, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
tônicos frequentemente exercem a função de adjunto Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e
adverbial de companhia: Ele carregava o documento religiosos em geral
consigo. Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior
à de coronel, senadores, deputados, embaixadores,
A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas: professores de curso superior, ministros de Estado
Ela veio até mim, mas nada falou. e de Tribunais, governadores, secretários de Estado,
Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de presidente da República (sempre por extenso)
inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de
prova, até eu! (= inclusive eu) universidades
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores
As formas “conosco” e “convosco” são substituídas Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais
LÍNGUA PORTUGUESA

por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais até a patente de coronel, chefes de seção e funcionários
são reforçados por palavras como outros, mesmos, de igual categoria
próprios, todos, ambos ou algum numeral. Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes
Você terá de viajar com nós todos. de direito
Estávamos com vós outros quando chegaram as más Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento
notícias. cerimonioso
Ele disse que iria com nós três. Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus

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Também são pronomes de tratamento o senhor, Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do
a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” singular)
são empregados no tratamento cerimonioso; “você”
e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são
Número Pessoa Pronome
largamente empregados no português do Brasil; em
algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em Singular Primeira Meu(s), minha(s)
outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito Singular Segunda Teu(s), tua(s)
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
Singular Terceira Seu(s), sua(s)
Observações: Plural Primeira Nosso(s), nossa(s)
Plural Segunda Vosso(s), vossa(s)
1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes
de tratamento que possuem “Vossa(s)” são Plural Terceira Seu(s), sua(s)
empregados em relação à pessoa com quem
falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, Note que:
compareça a este encontro. A forma do possessivo depende da pessoa gramatical
a que se refere; o gênero e o número concordam com o
2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição
da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram naquele momento difícil.
que Sua Excelência, o Senhor Presidente da
República, agiu com propriedade. Observações:

3. Os pronomes de tratamento representam uma 1. A forma “seu” não é um possessivo quando resultar
forma indireta de nos dirigirmos aos nossos da alteração fonética da palavra senhor: Muito
interlocutores. Ao tratarmos um deputado por obrigado, seu José.
Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos
endereçando à excelência que esse deputado 2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam
supostamente tem para poder ocupar o cargo que posse. Podem ter outros empregos, como:
ocupa. A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à anos.
2.ª pessoa, toda a concordância deve ser feita C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
com a 3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
possessivos e os pronomes oblíquos empregados
em relação a eles devem ficar na 3.ª pessoa. 3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa
suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem Excelência trouxe sua mensagem?
reconhecidos.
4. Referindo-se a mais de um substantivo, o
5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos possessivo concorda com o mais próximo: Trouxe-
ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, me seus livros e anotações.
ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida
inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos 5. Em algumas construções, os pronomes pessoais
a chamar alguém de “você”, não poderemos usar oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou
“te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos)
terceira pessoa.
6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu,
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos próprio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-
teus cabelos. (errado)
lo, para que não ocorra redundância: Coloque tudo
nos respectivos lugares.
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
Pronomes Demonstrativos
ou
São utilizados para explicitar a posição de certa
palavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos


teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao discurso.

Pronomes Possessivos A) Em relação ao espaço:


Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical pessoa que fala:
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo Este material é meu.
(coisa possuída).

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Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
pessoa com quem se fala: Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
Esse material em sua carteira é seu? indiquei.)

Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está • mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s):
distante tanto da pessoa que fala como da pessoa com variam em gênero quando têm caráter reforçativo:
quem se fala: Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
Aquele material não é nosso. Eu mesma refiz os exercícios.
Vejam aquele prédio! Elas mesmas fizeram isso.
Eles próprios cozinharam.
B) Em relação ao tempo: Os próprios alunos resolveram o problema.
Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em
relação à pessoa que fala: • semelhante(s): Não tenha semelhante atitude.
Esta manhã farei a prova do concurso!
• tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria.
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado,
porém relativamente próximo à época em que se situa 1. Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides
a pessoa que fala: eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este.
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso! (ou então: este solteiro, aquele casado) - este se
refere à pessoa mencionada em último lugar;
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um aquele, à mencionada em primeiro lugar.
afastamento no tempo, referido de modo vago ou como 2. O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
tempo remoto: irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Naquele tempo, os professores eram valorizados. 3. Pode ocorrer a contração das preposições a, de,
em com pronome demonstrativo: àquele, àquela,
C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se falará deste, desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no
ou escreverá): que estava vendo. (no = naquilo)
Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer
fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se Pronomes Indefinidos
falará:
Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discurso,
ortografia, concordância. dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando
quantidade indeterminada.
Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou:
plantadas.
Sua aprovação no concurso, isso é o que mais
desejamos!
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
Este e aquele são empregados quando se quer fazer
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser
referência a termos já mencionados; aquele se refere ao
humano que seguramente existe, mas cuja identidade é
termo referido em primeiro lugar e este para o referido
por último: desconhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em:

Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o


Paulo; este está mais bem colocado que aquele. (= este lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres
[São Paulo], aquele [Palmeiras]) na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano,
ou beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda?
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Quem avisa amigo é.
Paulo; aquele está mais bem colocado que este. (= este
[São Paulo], aquele [Palmeiras]) B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um
ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s),
invariáveis, observe: certa(s).
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), Cada povo tem seus costumes.
aquela(s). Certas pessoas exercem várias profissões.
LÍNGUA PORTUGUESA

Invariáveis: isto, isso, aquilo.


Note que:
Também aparecem como pronomes demonstrativos: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
pronomes indefinidos adjetivos:
• o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito,
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), muitos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum,
aquilo. nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s),

36
qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, Note que:
tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego,
vários, várias. sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser
Menos palavras e mais ações. substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando
Alguns se contentam pouco. seu antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (=
variáveis e invariáveis. Observe: a qual)
• Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, quais)
muita, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (=
quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, as quais)
vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas,
todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas. O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
• Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamente
algo, cada. para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde”
(que podem ter várias classificações) são pronomes
*Qualquer é composto de qual + quer (do verbo relativos. Todos eles são usados com referência à
querer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de
determinadas preposições: Regressando de São Paulo,
cujo plural é feito em seu interior).
visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado.
O uso de “que”, neste caso, geraria ambiguidade. Veja:
Todo e toda no singular e junto de artigo significa
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que
inteiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as: me deixou encantado (quem me deixou encantado: o
Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira) sítio ou minha tia?).
Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades) Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro) dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas
Trabalho todo dia. (= todos os dias) utiliza-se o qual / a qual)
O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que,
São locuções pronominais indefinidas: cada qual, e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas
cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
(que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda
qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma com o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o
ou outra, etc. consequente (o ser possuído, com o qual concorda
Cada um escolheu o vinho desejado. em gênero e número); não se usa artigo depois deste
pronome; “cujo” equivale a do qual, da qual, dos quais,
Pronomes Relativos das quais.
São aqueles que representam nomes já mencionados
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem Existem pessoas cujas ações são nobres.
as orações subordinadas adjetivas. (antecedente) (consequente)
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
um grupo racial sobre outros. Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre pronome: O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui!
outros = oração subordinada adjetiva). (referiu-se a)

O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” “Quanto” é pronome relativo quando tem por
e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra antecedente um pronome indefinido: tanto (ou variações)
e tudo:
“sistema” é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o
Emprestei tantos quantos foram necessários.
pronome demonstrativo o, a, os, as.
(antecedente)
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Ele fez tudo quanto havia falado.
expresso. (antecedente)
Quem casa, quer casa.
LÍNGUA PORTUGUESA

O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre


Observe: precedido de preposição.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os É um professor a quem muito devemos.
quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, (preposição)
quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de
lugar: A casa onde morava foi assaltada.

37
Na indicação de tempo, deve-se empregar quando REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ou em que: Sinto saudades da época em que (quando) SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
morávamos no exterior. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Podem ser utilizadas como pronomes relativos as Cochar - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
palavras: – São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
• como (= pelo qual) – desde que precedida das literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
palavras modo, maneira ou forma: CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Não me parece correto o modo como você agiu semana Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
passada. Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
São Paulo: Saraiva, 2002.
• quando (= em que) – desde que tenha como
antecedente um nome que dê ideia de tempo: SITE
Bons eram os tempos quando podíamos jogar Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
videogame. secoes/morf/morf42.php>

Os pronomes relativos permitem reunir duas orações Colocação Pronominal


numa só frase.
O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste Colocação Pronominal trata da correta colocação dos
esporte. pronomes oblíquos átonos na frase.
= O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode #FicaDica


ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de Pronome Oblíquo é aquele que exerce a
gente que conversava, (que) ria, observava. função de complemento verbal (objeto). Por
isso, memorize:
Pronomes Interrogativos OBlíquo = OBjeto!
São usados na formulação de perguntas, sejam
elas diretas ou indiretas. Assim como os pronomes
indefinidos, referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo
Embora na linguagem falada a colocação dos
impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual pronomes não seja rigorosamente seguida, algumas
(e variações), quanto (e variações). normas devem ser observadas na linguagem escrita.
Com quem andas?
Qual seu nome? Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo.
Diz-me com quem andas, que te direi quem és. A próclise é usada:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem • Quando o verbo estiver precedido de palavras que
função de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
oblíquo quando desempenha função de complemento. A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. jamais, etc.: Não se desespere!
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia B) Advérbios: Agora se negam a depor.
lhe ajudar. C) Conjunções subordinativas: Espero que me
expliquem tudo!
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao esforçou.
caso reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a
função de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo. oportunidade.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito.
O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta
para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não • Orações iniciadas por palavras interrogativas: Quem
sabia se devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe). lhe disse isso?
• Orações iniciadas por palavras exclamativas: Quanto
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou se ofendem!
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição, • Orações que exprimem desejo (orações optativas):
LÍNGUA PORTUGUESA

diferentemente dos segundos, que são sempre Que Deus o ajude.


precedidos de preposição. • A próclise é obrigatória quando se utiliza o pronome
A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o
que eu estava fazendo. material amanhã. / Tu sabes cantar?
B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para
mim o que eu estava fazendo. Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do
verbo. A mesóclise é usada:

38
Quando o verbo estiver no futuro do presente ou • Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em,
futuro do pretérito, contanto que esses verbos não ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se para
estejam precedidos de palavras que exijam a próclise. no, na, nos, nas.
Exemplos: Realizar-se-á, na próxima semana, um grande Chamem-no agora.
evento em prol da paz no mundo. Põe-na sobre a mesa.
Repare que o pronome está “no meio” do verbo
“realizará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração
alguma palavra que justificasse o uso da próclise, esta #FicaDica
prevaleceria. Veja: Não se realizará...
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que
nessa viagem. significa “antes”! Pronome antes do verbo!
(com presença de palavra que justifique o uso de Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/
próclise: Não fossem os meus compromissos, EU te (end, em Inglês – que significa “fim, final!).
acompanharia nessa viagem). Pronome depois do verbo!
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo. verbo
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
forem possíveis:
• Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Quando eu avisar, silenciem-se todos. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
• Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Não Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
era minha intenção machucá-la. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
• Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não se Cochar - Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform.
inicia período com pronome oblíquo). – São Paulo: Saraiva, 2010.
Vou-me embora agora mesmo.
Levanto-me às 6h. SITE
Disponível em: <http://www.portugues.com.br/
gramatica/colocacao-pronominal-.html>
• Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo
no concurso, mudo-me hoje mesmo!
9. SUBSTANTIVO
• Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a
proposta fazendo-se de desentendida.
Substantivo é a classe gramatical de palavras
variáveis, as quais denominam todos os seres que existem,
Colocação pronominal nas locuções verbais
sejam reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e
fenômenos, os substantivos também nomeiam:
• Após verbo no particípio = pronome depois do • lugares: Alemanha, Portugal
verbo auxiliar (e não depois do particípio): • sentimentos: amor, saudade
Tenho me deliciado com a leitura! • estados: alegria, tristeza
Eu tenho me deliciado com a leitura! • qualidades: honestidade, sinceridade
Eu me tenho deliciado com a leitura! • ações: corrida, pescaria
• Não convém usar hífen nos tempos compostos e Morfossintaxe do substantivo
nas locuções verbais:
Vamos nos unir! Nas orações, geralmente o substantivo exerce funções
Iremos nos manifestar. diretamente relacionadas com o verbo: atua como núcleo do
sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou indireto)
• Quando há um fator para próclise nos tempos e do agente da passiva, podendo, ainda, funcionar como
compostos ou locuções verbais: opção pelo uso núcleo do complemento nominal ou do aposto, como núcleo
do pronome oblíquo “solto” entre os verbos = do predicativo do sujeito, do objeto ou como núcleo do
Não vamos nos preocupar (e não: “não nos vamos vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
preocupar”). de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando
essas funções são desempenhadas por grupos de palavras.
Emprego de o, a, os, as
Classificação dos Substantivos
• Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, os
LÍNGUA PORTUGUESA

pronomes: o, a, os, as não se alteram. A) Substantivos Comuns e Próprios


Chame-o agora.
Deixei-a mais tranquila. Observe a definição:

• Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoantes Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas
finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos: casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil,
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa. cidade (em oposição aos bairros).

39
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas Substantivo coletivo Conjunto de:
casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será
chamada cidade. Isso significa que a palavra cidade é um assembleia pessoas reunidas
substantivo comum. alcateia lobos
acervo livros
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, trechos literários
antologia
homem, mulher, país, cachorro. selecionados
Estamos voando para Barcelona. arquipélago ilhas
banda músicos
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da
espécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio – desordeiros ou
bando
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de malfeitores
forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. banca examinadores

B) Substantivos Concretos e Abstratos batalhão soldados


B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa cardume peixes
o ser que existe, independentemente de outros caravana viajantes peregrinos
seres.
cacho frutas
Observação: cancioneiro canções, poesias líricas
Os substantivos concretos designam seres do mundo colmeia abelhas
real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, concílio bispos
Brasília. congresso parlamentares, cientistas
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água,
atores de uma peça ou
fantasma. elenco
filme
B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres esquadra navios de guerra
que dependem de outros para se manifestarem ou enxoval roupas
existirem. Por exemplo: a beleza não existe por si
falange soldados, anjos
só, não pode ser observada. Só podemos observar
a beleza numa pessoa ou coisa que seja bela. A fauna animais de uma região
beleza depende de outro ser para se manifestar. feixe lenha, capim
Portanto, a palavra beleza é um substantivo
abstrato. flora vegetais de uma região
Os substantivos abstratos designam estados, frota navios mercantes, ônibus
qualidades, ações e sentimentos dos seres, dos quais girândola fogos de artifício
podem ser abstraídos, e sem os quais não podem existir:
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade horda bandidos, invasores
(sentimento). médicos, bois, credores,
junta
examinadores
• Substantivos Coletivos júri jurados
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha,
outra abelha, mais outra abelha. legião soldados, anjos, demônios
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. leva presos, recrutas
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. malfeitores ou
malta
desordeiros
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi
necessário repetir o substantivo: uma abelha, outra manada búfalos, bois, elefantes,
abelha, mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram- matilha cães de raça
se duas palavras no plural. No terceiro, empregou-se
molho chaves, verduras
um substantivo no singular (enxame) para designar um
conjunto de seres da mesma espécie (abelhas). multidão pessoas em geral
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
LÍNGUA PORTUGUESA

insetos (gafanhotos,
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, nuvem
mosquitos, etc.)
mesmo estando no singular, designa um conjunto de
penca bananas, chaves
seres da mesma espécie.
pinacoteca pinturas, quadros
quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores

40
rebanho ovelhas Um Natal inesquecível
Os reis da praia
peças teatrais, obras
repertório
musicais Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
réstia alhos ou cebolas podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
A história sem fim
romanceiro poesias narrativas
Uma cidade sem passado
revoada pássaros As tartarugas ninjas
sínodo párocos
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
talha lenha
tropa muares, soldados 1. Substantivos Biformes (= duas formas):
turma estudantes, trabalhadores apresentam uma forma para cada gênero: gato –
gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito -
vara porcos prefeita
2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única
Formação dos Substantivos forma, que serve tanto para o masculino quanto
para o feminino. Classificam-se em:
A) Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo
terra. se faz mediante a utilização das palavras “macho”
O substantivo chuva é formado por um único e “fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré
elemento ou radical. É um substantivo simples. macho e o jacaré fêmea.
B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes
A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um a pessoas de ambos os sexos: a criança, a
único elemento. testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. o indivíduo.
Veja agora: O substantivo guarda-chuva é formado por C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros:
dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o
composto. colega e a colega, o doente e a doente, o artista e
a artista.
A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por
dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija- Substantivos de origem grega terminados em ema
flor, passatempo. ou oma são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o
sintoma, o teorema.
B) Substantivos Primitivos e Derivados
B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva • Existem certos substantivos que, variando de gênero,
de nenhuma outra palavra da própria língua variam em seu significado:
portuguesa. O substantivo limoeiro, por exemplo, é o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); o cabeça
derivado, pois se originou a partir da palavra limão. (líder) e a cabeça (parte do corpo); o capital (dinheiro)
B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origina e a capital (cidade); o coma (sono mórbido) e a coma
de outra palavra. (cabeleira, juba); o lente (professor) e a lente (vidro de
aumento); o moral (estado de espírito) e a moral (ética;
Flexão dos substantivos conclusão); o praça (soldado raso) e a praça (área pública);
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora).
O substantivo é uma classe variável. A palavra é
variável quando sofre flexão (variação). A palavra menino, Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
por exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo: Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
meninão / Diminutivo: menininho - aluna.
• Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a
A) Flexão de Gênero ao masculino: freguês - freguesa
Gênero é um princípio puramente linguístico, não • Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
devendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz de três formas:
respeito a todos os substantivos de nossa língua, quer se
LÍNGUA PORTUGUESA

1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa


refiram a seres animais providos de sexo, quer designem 2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
apenas “coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa. 3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão -
feminino. Pertencem ao gênero masculino os substantivos sultana
que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja
estes títulos de filmes:
O velho e o mar

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• Substantivos terminados em -or: A palavra personagem é usada indistintamente
acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora nos dois gêneros. Entre os escritores modernos nota-
troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz se acentuada preferência pelo masculino: O menino
descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
• Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: carochinha.
cônsul - consulesa / abade - abadessa / poeta Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino:
- poetisa / duque - duquesa / conde - condessa / O problema está nas mulheres de mais idade, que não
profeta - profetisa aceitam a personagem.
• Substantivos que formam o feminino trocando o -e
final por -a: elefante - elefanta Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
• Substantivos que têm radicais diferentes no fotográfico Ana Belmonte.
masculino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
• Substantivos que formam o feminino de maneira Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
especial, isto é, não seguem nenhuma das regras (pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o
anteriores: czar – czarina, réu - ré maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o
proclama, o pernoite, o púbis.
Formação do Feminino dos Substantivos
Uniformes Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata,
a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a
Epicenos: libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
São geralmente masculinos os substantivos de origem
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilograma,
Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
forma para indicar o masculino e o feminino. telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema,
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o
para designar os dois sexos. Esses substantivos são tracoma, o hematoma.
chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se
palavras macho e fêmea. Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exceções,
A cobra macho picou o marinheiro. nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro Preto. /
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Alegre. / Uma
Londres imensa e triste.
Sobrecomuns: Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
Entregue as crianças à natureza.
Gênero e Significação
A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo
masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse Muitos substantivos têm uma significação no
caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem masculino e outra no feminino. Observe:
identificar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
A criança chorona chamava-se João. movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à
A criança chorona chamava-se Maria. frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão),
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou
Outros substantivos sobrecomuns: proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a cisma
boa criatura. (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta),
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro),
Marcela faleceu a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
(cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
Comuns de Dois Gêneros: a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. na administração da crisma e de outros sacramentos),
a crisma (sacramento da confirmação), o cura (pároco),
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? a cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma estepe (vasta planície de vegetação), o guia (pessoa que
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. guia outras), a guia (documento, pena grande das asas
LÍNGUA PORTUGUESA

A distinção de gênero pode ser feita através da das aves), o grama (unidade de peso), a grama (relva),
análise do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o o caixa (funcionário da caixa), a caixa (recipiente, setor
substantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; de pagamentos), o lente (professor), a lente (vidro de
um jovem - uma jovem; artista famoso - artista famosa; aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade, bons
repórter francês - repórter francesa costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a
nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva
a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o

42
pala (poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis:
anteparo), o rádio (aparelho receptor), a rádio (emissora), o látex - os látex.
o voga (remador), a voga (moda).
Plural dos Substantivos Compostos
B) Flexão de Número do Substantivo
Em português, há dois números gramaticais: o A formação do plural dos substantivos compostos
singular, que indica um ser ou um grupo de seres, e o depende da forma como são grafados, do tipo de
plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A palavras que formam o composto e da relação que
característica do plural é o “s” final. estabelecem entre si. Aqueles que são grafados sem
hífen comportam-se como os substantivos simples:
Plural dos Substantivos Simples aguardente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/
pontapés, malmequer/malmequeres.
Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e O plural dos substantivos compostos cujos elementos
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
Exceção: cânon - cânones.
A) Flexionam-se os dois elementos, quando
Os substantivos terminados em “m” fazem o plural formados de:
em “ns”: homem - homens. substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-
pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes. perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-
Atenção: homens
O plural de caráter é caracteres. numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam- B) Flexiona-se somente o segundo elemento,
se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; quando formados de:
caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
cônsul e cônsules. palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-
duas maneiras:
recos
1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
C) Flexiona-se somente o primeiro elemento,
quando formados de:
Observação:
substantivo + preposição clara + substantivo = água-
A palavra réptil pode formar seu plural de duas
de-colônia e águas-de-colônia
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
substantivo + preposição oculta + substantivo =
cavalo-vapor e cavalos-vapor
Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de substantivo + substantivo que funciona como
duas maneiras: determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou
1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o o tipo do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave,
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses bomba-relógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-rã,
2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam peixe-espada - peixes-espada.
invariáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
D) Permanecem invariáveis, quando formados de:
Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
de três maneiras. verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os
1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações saca-rolhas
2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães
3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos Casos Especiais

Observação:
o louva-a-deus e os louva-a-deus
Muitos substantivos terminados em “ão” apresentam
dois – e até três – plurais: o bem-te-vi e os bem-te-vis
LÍNGUA PORTUGUESA

aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos ancião – o bem-me-quer e os bem-me-queres


anciões/anciães/anciãos
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
charlatão – charlatões/charlatães corrimão –
corrimãos/corrimões
guardião – guardiões/guardiães vilão – vilãos/
vilões/vilães

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Plural das Palavras Substantivadas Plural com Mudança de Timbre

As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras Certos substantivos formam o plural com mudança
classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam, de timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um
no plural, as flexões próprias dos substantivos. fato fonético chamado metafonia (plural metafônico).
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves. Singular Plural
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Corpo (ô) Corpos (ó)
Observação: Esforço Esforços
Numerais substantivados terminados em “s” ou “z”
Fogo Fogos
não variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos
seis e alguns dez. Forno Fornos
Fosso Fossos
Plural dos Diminutivos
Imposto Impostos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” Olho Olhos
final e acrescenta-se o sufixo diminutivo. Osso (ô) Ossos (ó)
Ovo Ovos
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
Poço Poços
animai(s) + zinhos = animaizinhos
Porto Portos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
Posto Postos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
Tijolo Tijolos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços,
bolsos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros,
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
etc.
flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas Observação:
Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
pai(s) + zinhos = paizinhos as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
pé(s) + zinhos = pezinhos Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade,
pé(s) + zitos = pezitos bom nome) e honras (homenagem, títulos).
Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas
Plural dos Nomes Próprios Personativos com sentido de plural: Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas improvisadas.
sempre que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados. C) Flexão de Grau do Substantivo
As Raquéis e Esteres. Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
as variações de tamanho dos seres.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Classifica-se em:
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser 1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho
escritos como na língua original, acrescentando-se “s” considerado normal. Por exemplo: casa
(exceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os 2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
shorts, os jazz.
LÍNGUA PORTUGUESA

do ser. Classifica-se em:


Substantivos já aportuguesados flexionam-se de Analítico = o substantivo é acompanhado de um
acordo com as regras de nossa língua: os clubes, os adjetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
chopes, os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo
garçons, os réquiens. indicador de aumento. Por exemplo: casarão.
Observe o exemplo: Este jogador faz gols toda vez que
joga. 3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. do ser. Pode ser:

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Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. FIQUE ATENTO!
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo O verbo pôr, assim como seus derivados
indicador de diminuição. Por exemplo: casinha. (compor, repor, depor), pertencem à 2.ª
conjugação, pois a forma arcaica do verbo
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa desaparecido do infinitivo, revela-se em
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. algumas formas do verbo: põe, pões,
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza põem, etc.
Cochar. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform.
– São Paulo: Saraiva, 2010.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura
São Paulo: Saraiva, 2002. dos verbos com o conceito de acentuação tônica,
percebemos com facilidade que nas formas rizotônicas o
SITE acento tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam,
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/ amo, por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento
secoes/morf/morf12.php> tônico não cai no radical, mas sim na terminação verbal
(fora do radical): opinei, aprenderão, amaríamos.
10. VERBO
Classificação dos Verbos
Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, número,
tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o Classificam-se em:
nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre A) Regulares: são aqueles que apresentam o radical
outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenômeno inalterado durante a conjugação e desinências
(choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer). idênticas às de todos os verbos regulares da
mesma conjugação. Por exemplo: comparemos os
Estrutura das Formas Verbais verbos “cantar” e “falar”, conjugados no presente
do Modo Indicativo:
Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar
os seguintes elementos: Canto Falo
A) Radical: é a parte invariável, que expressa o Cantas Falas
significado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; Canta Falas
fal-ava; fal-am. (radical fal-)
Cantamos Falamos
B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que Cantais Falais
indica a conjugação a que pertence o verbo. Por
exemplo: fala-r. São três as conjugações:
1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática #FicaDica
- E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir).
Observe que, retirando os radicais, as
desinências modo-temporal e número-
C) Desinência modo-temporal: é o elemento que
pessoal mantiveram-se idênticas. Tente fazer
designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
com outro verbo e perceberá que se repetirá
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo)
o fato (desde que o verbo seja da primeira
/ falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo)
conjugação e regular!). Faça com o verbo
“andar”, por exemplo. Substitua o radical
D) Desinência número-pessoal: é o elemento que
“cant” e coloque o “and” (radical do verbo
designa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o
andar). Viu? Fácil!
número (singular ou plural):
falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam
(indica a 3.ª pessoa do plural.)
B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca
LÍNGUA PORTUGUESA

alterações no radical ou nas desinências: faço, fiz,


farei, fizesse.

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Observação: Os verbos unipessoais podem ser usados como
Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas verbos pessoais na linguagem figurada:
para que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/ Teu irmão amadureceu bastante.
corrijo, fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais O que é que aquela garota está cacarejando?
alterações não caracterizam irregularidade, porque o
fonema permanece inalterado. Principais verbos unipessoais:

C) Defectivos: são aqueles que não apresentam • Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
conjugação completa. Os principais são adequar, ser (preciso, necessário):
precaver, computar, reaver, abolir, falir. Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos
D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito bastante)
e, normalmente, são usados na terceira pessoa do Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
singular. Os principais verbos impessoais são: É preciso que chova. (Sujeito: que chova)

1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, • Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo,
realizar-se ou fazer (em orações temporais). seguidos da conjunção que.
Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia = Existiam) Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) à Europa)
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão) Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz) vejo. (Sujeito: que não a vejo)
2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo) F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou
Faz invernos rigorosos na Europa. mais formas equivalentes, geralmente no particípio,
Era primavera quando o conheci. em que, além das formas regulares terminadas em
Estava frio naquele dia.
-ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
(particípio irregular).
3. Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular
amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói,
é empregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser,
“Amanheci cansado”, usa-se o verbo “amanhecer”
ficar e estar. Observe:
em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal,
empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal
para ser pessoal, ou seja, terá conjugação completa. Particípio Particípio
Infinitivo
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu) Regular Irregular
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Aceitar Aceitado Aceito
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Acender Acendido Aceso
4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando Anexar Anexado Anexo
tempo: Já passa das seis.
Benzer Benzido Bento
5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição Corrigir Corrigido Correto
“de”, indicando suficiência: Dispersar Dispersado Disperso
Basta de tolices.
Chega de promessas. Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem, Imprimir Imprimido Impresso
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem
referência a sujeito expresso anteriormente (por Inserir Inserido Inserto
exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, Limpar Limpado Limpo
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se,
Matar Matado Morto
tais verbos, pessoais.
Misturar Misturado Misto
7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente Morrer Morrido Morto
de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo. Murchar Murchado Murcho
Dá para me arrumar uma apostila?
LÍNGUA PORTUGUESA

Pegar Pegado Pego


Romper Rompido Roto
E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito,
conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do Soltar Soltado Solto
singular e do plural. São unipessoais os verbos Suspender Suspendido Suspenso
constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os
que indicam vozes de animais (cacarejar, cricrilar, Tingir Tingido Tinto
miar, latir, piar). Vagar Vagado Vago

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Estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/dito,
escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.

G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois,
fui) e ir (fui, ia, vades).

H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo
principal (aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é
expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar todos!


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação:
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Pret. mais-que- Fut. do


Presente Pret. Perfeito Pret. Imp. Fut.do Pres.
perf. Pretérito
Sou Fui Era Fora Serei Seria
És Foste Eras Foras Serás Serias
É Foi Era Fora Será Seria
Somos Fomos Éramos Fôramos Seremos Seríamos
Sois Fostes Éreis Fôreis Sereis Seríeis
São Foram Eram Foram Serão Seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
LÍNGUA PORTUGUESA

sede vós não sejais vós


sejam vocês não sejam vocês

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SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres Fut.do Preté
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR Modo Subjuntivo – Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
LÍNGUA PORTUGUESA

hás houveste havias houveras haverás haverias


há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

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HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já
implícita no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:
LÍNGUA PORTUGUESA

• Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a
reflexibilidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de
reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes):

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Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às
Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do
arrependem singular, não apresenta desinências, assumindo a
mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-
• Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos se da seguinte maneira:
em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre 2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
o objeto representado por pronome oblíquo da 1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma 2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os 3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
indiretos podem ser conjugados com os pronomes
mencionados, formando o que se chama voz B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como
reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava. adjetivo ou advérbio. Por exemplo:
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de
pode ser exercida também sobre outra pessoa: A garota advérbio)
penteou-me. Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)

Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
função sintática. Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
Há verbos que também são acompanhados Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.
de pronomes oblíquos átonos, mas que não são
essencialmente pronominais - são os verbos reflexivos. Quando o gerúndio é vício de linguagem
Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do
encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, exercem gerúndio:
funções sintáticas. Por exemplo: 1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me futebol.
(objeto direto) – 1.ª pessoa do singular 2. – Sim, senhora! Vou estar verificando!

Modos Verbais Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada,


pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas momento da outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que
pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro. a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um
Existem três modos: futuro em andamento, exigindo, no caso, a construção
A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu “verificarei” ou “vou verificar”.
estudo para o concurso.
B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: C) Particípio: quando não é empregado na formação
Talvez eu estude amanhã. dos tempos compostos, o particípio indica,
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: geralmente, o resultado de uma ação terminada,
Estude, colega! flexionando-se em gênero, número e grau. Por
exemplo: Terminados os exames, os candidatos
Formas Nominais saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a
formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, função de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas pela turma.
nominais. Observe:

A) Infinitivo
A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de
modo vago e indefinido, podendo ter valor e
função de substantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
(Ziraldo)
LÍNGUA PORTUGUESA

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente


(forma simples) ou no passado (forma composta). Por Tempos Verbais
exemplo:
É preciso ler este livro. Tomando-se como referência o momento em que
Era preciso ter lido este livro. se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em
diversos tempos.

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A) Tempos do Modo Indicativo
Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
Ele estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as lições
quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele
pudesse, estudaria um pouco mais.

B) Tempos do Modo Subjuntivo


Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse
o jogo.
Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.

FIQUE ATENTO!
Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas para indicar outro.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil.
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu)
No próximo final de semana, faço a prova!
faço = forma do presente indicando futuro ( = farei)

Tabelas das Conjugações Verbais

Modo Indicativo

Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
LÍNGUA PORTUGUESA

cantaSTE vendeSTE partISTE STE


cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

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Pretérito mais-que-perfeito

3.ª conjugação
1.ª conjugação 2.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
LÍNGUA PORTUGUESA

cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS


cantarIAM venderIAM partirIAM

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Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

Desinên. Pessoal Des. tem


1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.poral
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

Des.temporal
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

Des.temporal
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
LÍNGUA PORTUGUESA

cantaREM vendeREM partiREM R EM

53
C) Modo Imperativo Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito
oracional, correspondendo à construção: parece gostarem
Imperativo Afirmativo de você).

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do • O verbo pegar possui dois particípios (regular e
presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a irregular):
segunda pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. Elvis tinha pegado minhas apostilas.
As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do Minhas apostilas foram pegas.
subjuntivo. Veja:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Presente do Imperativo Presente do SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Indicativo Afirmativo Subjuntivo Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza
Eu canto - Que eu cante Cochar - Português linguagens: volume 2. – 7.ª ed. Reform.
Tu cantas CantA tu Que tu cantes – São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.] - Português: novas palavras:
Ele canta Cante você Que ele cante
literatura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000.
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis SITE
Disponível em: http://www.soportugues.com.br/
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
secoes/morf/morf54.php
Imperativo Negativo
Vozes do Verbo
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar
Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a
a negação às formas do presente do subjuntivo.
ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando
se este é paciente ou agente da ação. Importante lembrar
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três
Que eu cante - as vozes verbais:
Que tu cantes Não cantes tu A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a
Que ele cante Não cante você ação expressa pelo verbo:
Ele fez o trabalho.
Que nós cantemos Não cantemos nós sujeito agente ação objeto (paciente)
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo
a ação expressa pelo verbo:
• No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª O trabalho foi feito por ele.
pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois sujeito paciente ação agente da passiva
uma ordem, pedido ou conselho só se aplicam
diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo,
razão, utiliza-se você/vocês. agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
• O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: O menino feriu-se.
sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal #FicaDica


Não confundir o emprego reflexivo do verbo
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação com a noção de reciprocidade:
CANTAR VENDER PARTIR Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Nós nos amamos. (um ama o outro)
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir Formação da Voz Passiva
LÍNGUA PORTUGUESA

cantarMOS venderMOS partirMOS


A voz passiva pode ser formada por dois processos:
cantarDES venderDES partirDES analítico e sintético.
cantarEM venderEM partirEM
A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte
• O verbo parecer admite duas construções: maneira:
Elas parecem gostar de você. (forma uma locução Verbo SER + particípio do verbo principal. Por
verbal) exemplo:

54
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva;
os alunos pintarão a escola) o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho) ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo
tempo.
Observações: Os mestres têm constantemente aconselhado os
alunos.
• O agente da passiva geralmente é acompanhado Os alunos têm sido constantemente aconselhados
da preposição por, mas pode ocorrer a construção pelos mestres.
com a preposição de. Por exemplo: A casa ficou cer- Eu o acompanharei.
cada de soldados. Ele será acompanhado por mim.

• Pode acontecer de o agente da passiva não estar Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não
explícito na frase: A exposição será aberta amanhã. haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
• A variação temporal é indicada pelo verbo auxi- Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir,
liar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou reflexiva,
transformação das frases seguintes: porque o sujeito não pode ser visto como agente,
paciente ou agente paciente.
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
perfeito do Indicativo, assim como o verbo principal da SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
voz ativa) Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) char - Português linguagens: volume 2. – 7.ª ed. Reform.
O trabalho é feito por ele. (ser no presente do – São Paulo: Saraiva, 2010.
indicativo) AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) SITE
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/
• Nas frases com locuções verbais, o verbo SER as- secoes/morf/morf54.php>
sume o mesmo tempo e modo do verbo principal
da voz ativa. Observe a transformação da frase se-
guinte: EXERCÍCIOS COMENTADOS
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética - CESGRANRIO-2018)
ou pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª
pessoa, seguido do pronome apassivador “se”. Por O ano da esperança
exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso. O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos
Destruiu-se o velho prédio da escola. desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás
do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações
de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o
Observação:
dinheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava,
O agente não costuma vir expresso na voz passiva
com a consciência de que era uma doação. A situação
sintética.
foi piorando. Os argumentos também. No início era para
pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso.
Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente.
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar
Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a
substancialmente o sentido da frase.
fisioterapia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas
internações, remédios. A situação piorando, eu já estava
O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa)
LÍNGUA PORTUGUESA

encomendando missa de sétimo dia. Falei com um amigo


Sujeito da Ativa objeto Direto médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso
gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para
A apostila foi comprada pelo concurseiro. a consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se
(Voz Passiva) consultava ou eu não ajudava mais.
Sujeito da Passiva Agente da Passiva Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca
conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter

55
caído na história. Só que esse rapaz havia perdido o e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais
emprego após o suposto acidente. Foi por isso que me eficaz para que adote-se a conduta correta em relação
deixei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde à reputação das celebridades.
também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As
pessoas buscam vagas nos mercados em expansão. Se a Resposta: Letra C
indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar. Em “a”: Os jornais noticiaram que alguns países
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos mobilizam-se = se mobilizam
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão surgir. Em “b”: Para criar leis eficientes no combate aos
Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça boatos, sempre deve-se = sempre se deve
de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova Em “c”: Entre os numerosos usuários da internet,
consciência para votar. Como? Num mundo em que as constata-se um sentimento = correta
notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites Em “d”: Uma nova lei contra as fake news promulgada
servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram na Alemanha não aplica-se = não se aplica
cada história a meu respeito que nem sei o que dizer. Em “e”: Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo
Já inventaram casos de amor, tramas nas novelas que mais eficaz para que adote-se = que se adote
escrevo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por
que isso ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei 3. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO –
a trama. Respondo: — Nunca foi para acontecer. Era ARQUITETURA – FGV-2017-ADAPTADA) Se
mentira da internet. substituíssemos os complementos dos verbos abaixo por
Duvidam. Acham que estou mentindo. pronomes pessoais oblíquos enclíticos, a única forma
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. 2017, p.97. INADEQUADA seria:
Adaptado.
a) impregna a vida cotidiana / impregna-a;
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação b) entender os debates / entendê-los;
do pronome átono em destaque está de acordo com a c) ganha destaque / ganha-o;
norma-padrão da língua portuguesa. O mesmo ocorre d) supõe um conhecimento / supõe-lo;
em: e) marcaram sua história / marcaram-na.

a) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo. Resposta: Letra D


b) Perderia-se o dinheiro e o amigo. Em “a”: impregna a vida cotidiana / impregna-a =
c) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se. correta
d) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo. Em “b”: entender os debates / entendê-los = correta
e) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz. Em “c”: ganha destaque / ganha-o = correta
Em “d”: supõe um conhecimento / supõe-lo = supõe-
Resposta: Letra A no
Em “a”: Não se perde = correta (advérbio atrai o Em “e”: marcaram sua história / marcaram-na = correta
pronome = próclise)
Em “b”: Perderia-se = verbo no futuro do pretérito: 4. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL –
perder-se-ia (mesóclise) VUNESP-2014) Considerando-se o uso do pronome e
Em “c”: O dinheiro e o amigo tinham perdido-se = a colocação pronominal, a expressão em destaque no
tinham se perdido trecho – ... que cercam o sentido da existência humana...
Em “d”: Se perdeu = não se inicia período com – está corretamente substituída pelo pronome, de
pronome oblíquo/partícula apassivadora (Perdeu-se) acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, na
Em “e”: Se o amigo que perdeu-se = o “que” atrai o alternativa:
pronome (próclise): que se perdeu
a) ... que cercam-lo...
2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – b) ... que cercam-no...
CESGRANRIO-2018) Segundo as exigências da norma- c)... que o cercam...
padrão da língua portuguesa, o pronome destacado foi d) ... que lhe cercam...
utilizado na posição correta em: e) ... que cercam-lhe...

a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se Resposta: Letra C


para combater a disseminação de notícias falsas nas Correções à frente:
redes sociais. Em “a”: que cercam-lo = o “que” atrai o pronome (que
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, o cercam)
sempre deve-se ter em mente que o problema de Em “b”: que cercam-no = que o cercam (“no” está
LÍNGUA PORTUGUESA

divulgação de notícias falsas é grave e muito atual. correta – caso não tivéssemos o “que”, pois, devido a
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se sua presença, teremos próclise, não ênclise)
um sentimento generalizado de reprovação à prática Em “c”: que o cercam = correta
de divulgação de inverdades. Em “d”: que lhe cercam = a posição está correta, mas
d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na o pronome está errado (“lhe” é para objeto indireto =
Alemanha não aplica-se aos sites e redes sociais com a ele/ela)
menos de 2 milhões de membros. Em “e”: que cercam-lhe = que o cercam

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5. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2014) 8. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - ANALISTA JUDICIÁRIO -
Considerando apenas as regras de regência e de colocação ÁREA ADMINISTRATIVA- FCC-2016)
pronominal da norma-padrão da língua portuguesa, a ... para quem Manoel de Barros era comparável a São
expressão destacada em – Ainda assim, 60% afirmam que Francisco de Assis...
raramente ou nunca têm informações sobre o impacto
ambiental do produto ou do comportamento da empresa. O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da
– pode ser corretamente substituída por frase acima está em:

a) ... nunca informam-se sob o impacto... a) Dizia-se um “vedor de cinema”...


b)... nunca se informam o impacto... b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no
c) ... nunca informam-se ao impacto... espaço...
d) ... nunca se informam do impacto... c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e
e)... nunca informam-se no impacto... Charles Baudelaire.
d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de
Resposta: Letra D Barros na literatura...
Por eliminação: o advérbio “nunca” atrai o pronome, e) ... para depois casá-las...
teremos próclise (nunca se). Ficamos com B e D. Agora
vamos ao verbo: quem se informa, informa-se sobre Resposta: Letra A
algo = precisa de preposição. A alternativa que tem “Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do
preposição presente é a D (do = de+o). Teremos: Indicativo. Procuremos nos itens:
nunca se informam do impacto. Em “a”, Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo
Em “b”, Porque não seria = futuro do pretérito do
6. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL Indicativo
– VUNESP-2013) Considerando a substituição da Em “c”, Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfeito
expressão em destaque por um pronome e as normas da do Indicativo
colocação pronominal, a oração – … que abrem a cabeça Em “d”, Quase meio século separa = presente do
… – equivale, na norma-padrão da língua, a: Indicativo
a) que abrem-a. Em “e”, para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar
b) que abrem-na. elas)
c) que a abrem.
d) que lhe abrem. 9. (TRT 20.ª REGIÃO-SE - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC-
e) que abrem-lhe. 2016)
Precisamos de um treinador que nos ajude a comer...
Resposta: Letra C O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o
Primeiramente: o “que” atrai o pronome oblíquo, sublinhado acima está também sublinhado em:
então teremos que + pronome. Resta-nos identificar
se o pronome é objeto direto (a) ou indireto (lhe). a) ... assim que conseguissem se virar sem as mães ou as
Voltemos ao verbo: abrir. Quem abre, abre algo... abre amas...
o quê? Sem preposição! Portanto: objeto direto = que b) Não é por acaso que proliferaram os coaches.
a abrem. c) ... país que transformou a infância numa bilionária
indústria de consumo...
7. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO d) E, mesmo que se esforcem muito...
ESPECIALIZADO - ESPECIALIDADE MEDICINA DO e) Hoje há algo novo nesse cenário.
TRABALHO – FCC/2012) Aos poucos, contudo, fui
chegando à constatação de que todo perfil de rede Resposta: Letra D
social é um retrato ideal de nós mesmos. que nos ajude = presente do Subjuntivo
Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra Em “a”, que conseguissem = pretérito do Subjuntivo
alteração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser Em “b”, que proliferaram = pretérito perfeito (e
substituído por: também mais-que-perfeito) do Indicativo
Em “c”, que transformou = pretérito perfeito do
a) ademais. Indicativo
b) conquanto. Em “d”, que se esforcem = presente do Subjuntivo
c) porquanto. Em “e”, há algo novo nesse cenário = presente do
d) entretanto. Indicativo
e) apesar.
LÍNGUA PORTUGUESA

10. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - Técnico Judiciário – FCC-


Resposta: Letra D 2016) Empregam-se todas as formas verbais de acordo
Contudo é uma conjunção adversativa (expressa com a norma culta na seguinte frase:
oposição). A substituição deve utilizar outra de mesma
classificação, para que se mantenha a ideia do período. a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento
A correta é entretanto. não poderia receber qualquer tipo de retificação.

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b) Os documentos com assinatura digital disporam de 12. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL –
algoritmos de criptografia que os protegeram. VUNESP-2014) Assinale a alternativa em que a palavra
c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam em destaque na frase pertence à classe dos adjetivos
contar com a proteção de uma assinatura digital. (palavra que qualifica um substantivo).
d) Quem se propor a alterar um documento criptogra-
fado deve saber que comprometerá sua integridade. a) Existe grande confusão entre os diversos tipos de
e) Não é possível fazer as alterações que convierem sem eutanásia...
comprometer a integridade dos documentos. b)... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
c) prolonga o processo de morrer procurando distanciar
Resposta: Letra E a morte.
Em “a”, Para que se mantesse (mantivesse) sua d) Ela é proibida por lei no Brasil,...
autenticidade, o documento não poderia receber e) E como seria a verdadeira boa morte?
qualquer tipo de retificação.
Em “b”, Os documentos com assinatura digital Resposta: Letra E
disporam (dispuseram) de algoritmos de criptografia Em “a”, Existe grande confusão = substantivo
que os protegeram. Em “b”, o médico ou alguém causa ativamente a
Em “c”, Arquivados eletronicamente, os documentos morte = pronome
poderam (puderam) contar com a proteção de uma Em “c”, prolonga o processo de morrer procurando
assinatura digital. distanciar a morte = substantivo
Em “d”, Quem se propor (propuser) a alterar Em “d”, Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo
um documento criptografado deve saber que Em “e”, E como seria a verdadeira boa morte? =
comprometerá sua integridade. adjetivo
Em “e”, Não é possível fazer as alterações que
convierem sem comprometer a integridade dos 13. (PROCESSO SELETIVO INTERNO DA SECRETARIA
documentos = correta DE DEFESA SOCIAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO-PE
– SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR - FM-2010)
11. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO -
SOLDADO PM 2.ª CLASSE – VUNESP/2017) Considere
as seguintes frases:
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos.
Segundo, não memorize apenas por repetição.
Terceiro, rabisque!

Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos


empregados nessas frases está em destaque em:

a) ... o acesso rápido e a quantidade de textos fazem


com que o cérebro humano não considere útil gravar
esses dados...
b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-
número de informações.
c) ... após discar e fazer a ligação, não precisamos mais
dele...
d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em Disponível em: http://www.acharge.com.br/index.htm (acesso:
que morou quando era criança? 03/03/2010)
e) É o que mostra também uma pesquisa recente
conduzida pela empresa de segurança digital A palavra “oposição”, da charge, é classificada
Kaspersky... morfologicamente como:

Resposta: Letra D a) Substantivo concreto.


Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperativo b) Substantivo abstrato.
(expressam ordem). Vamos aos itens: c) Substantivo coletivo.
Em “a”, ... o acesso rápido e a quantidade de textos d) Substantivo próprio.
fazem = presente do Indicativo e) Adjetivo.
Em “b”, Na internet, basta um clique = presente do
LÍNGUA PORTUGUESA

Indicativo Resposta: Letra B


Em “c”, ... após discar e fazer a ligação, não precisamos O termo “oposição” é classificado – morfologicamente
= presente do Indicativo – como substantivo abstrato, pois não existe por si só
Em “d”, Pense rápido: = Imperativo – depende de outro ser para “se concretizar”.
Em “e”, É o que mostra também uma pesquisa =
presente do Indicativo

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Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL; últimas Olimpíadas.

Observação:
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL Quando a expressão “mais de um” se associar a verbos
que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório: Mais
Os concurseiros estão apreensivos. de um colega se ofenderam na discussão. (ofenderam um
Concurseiros apreensivos. ao outro)

No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra C) Quando se trata de nomes que só existem no
na terceira pessoa do plural, concordando com o seu plural, a concordância deve ser feita levando-se
sujeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo em conta a ausência ou presença de artigo. Sem
“apreensivos” está concordando em gênero (masculino) artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo
e número (plural) com o substantivo a que se refere: no plural, o verbo deve ficar o plural.
concurseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
número e gênero se correspondem. A correspondência Estados Unidos possui grandes universidades.
de flexão entre dois termos é a concordância, que pode Alagoas impressiona pela beleza das praias.
ser verbal ou nominal. As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Concordância Verbal
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou
É a flexão que se faz para que o verbo concorde com indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,
seu sujeito. muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou
“de vós”, o verbo pode concordar com o primeiro
Sujeito Simples - Regra Geral pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o
pronome pessoal.
O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo Quais de nós são / somos capazes?
em número e pessoa. Veja os exemplos: Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões
A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h. inovadoras.
3.ª p. Singular 3.ª p. Singular
Observação:
Os candidatos à vaga chegarão às 12h. Veja que a opção por uma ou outra forma indica a
3.ª p. Plural 3.ª p. Plural inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém
diz ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada
Casos Particulares fizemos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso
não ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de
A) Quando o sujeito é formado por uma expressão tudo e nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia.
partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, Nos casos em que o interrogativo ou indefinido
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande estiver no singular, o verbo ficará no singular.
parte de...) seguida de um substantivo ou pronome Qual de nós é capaz?
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no Algum de vós fez isso.
plural.
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. E) Quando o sujeito é formado por uma expressão
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram que indica porcentagem seguida de substantivo, o
proposta. verbo deve concordar com o substantivo.
25% do orçamento do país será destinado à Educação.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos 85% dos entrevistados não aprovam a administração
dos coletivos, quando especificados: Um bando de
do prefeito.
vândalos destruiu / destruíram o monumento.
1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
Observação:
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a
• Quando a expressão que indica porcentagem não
unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque
é seguida de substantivo, o verbo deve concordar
aos elementos que formam esse conjunto.
com o número.
LÍNGUA PORTUGUESA

B) Quando o sujeito é formado por expressão que 25% querem a mudança.


indica quantidade aproximada (cerca de, mais 1% conhece o assunto.
de, menos de, perto de...) seguida de numeral e
substantivo, o verbo concorda com o substantivo. • Se o número percentual estiver determinado por
Cerca de mil pessoas participaram do concurso. artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-
Perto de quinhentos alunos compareceram à se-á com eles:
solenidade. Os 30% da produção de soja serão exportados.

59
Esses 2% da prova serão questionados. Pai e filho conversavam longamente.
Sujeito
F) O pronome “que” não interfere na concordância;
já o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa Pais e filhos devem conversar com frequência.
do singular. Sujeito
Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós que pintamos o muro. B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas
És tu que me fazes ver o sentido da vida. gramaticais diferentes, a concordância ocorre da
Sou eu quem faz a prova. seguinte maneira: a primeira pessoa do plural (nós)
Não serão eles quem será aprovado. prevalece sobre a segunda pessoa (vós) que, por
sua vez, prevalece sobre a terceira (eles). Veja:
G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
assumir a forma plural. Primeira Pessoa do Plural (Nós)
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais
encantaram os poetas. Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Este candidato é um dos que mais estudaram! Segunda Pessoa do Plural (Vós)

• Se a expressão for de sentido contrário – nenhum Pais e filhos precisam respeitar-se.


dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no Terceira Pessoa do Plural (Eles)
singular:
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga. Observação:
Nem uma das que me escreveram mora aqui. Quando o sujeito é composto, formado por um
elemento da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele),
• Quando “um dos que” vem entremeada de é possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural
substantivo, o verbo pode: (eles): “Tu e teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar
1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atravessa de “tomaríeis”.
o Estado de São Paulo. (já que não há outro rio que
faça o mesmo). C) No caso do sujeito composto posposto ao
2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão verbo, passa a existir uma nova possibilidade de
poluídos (noção de que existem outros rios na concordância: em vez de concordar no plural com
mesma condição).
a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer
concordância com o núcleo do sujeito mais
H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o
próximo.
verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
Faltaram coragem e competência.
Vossa Excelência está cansado?
Faltou coragem e competência.
Vossas Excelências renunciarão?
Compareceram todos os candidatos e o banca.
Compareceu o banca e todos os candidatos.
I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se
de acordo com o numeral.
Deu uma hora no relógio da sala. D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a
Deram cinco horas no relógio da sala. concordância é feita no plural. Observe:
Soam dezenove horas no relógio da praça. Abraçaram-se vencedor e vencido.
Baterão doze horas daqui a pouco. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.

Observação: Casos Particulares


Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino,
torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito. • Quando o sujeito composto é formado por núcleos
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no
Soa quinze horas o relógio da matriz. singular.
Descaso e desprezo marca seu comportamento.
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum A coragem e o destemor fez dele um herói.
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do
singular. São verbos impessoais: Haver no sentido • Quando o sujeito composto é formado por núcleos
de existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que dispostos em gradação, verbo no singular:
indicam fenômenos da natureza. Exemplos: Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um
Havia muitas garotas na festa. segundo me satisfaz.
LÍNGUA PORTUGUESA

Faz dois meses que não vejo meu pai.


Chovia ontem à tarde. • Quando os núcleos do sujeito composto são unidos
por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural,
Sujeito Composto de acordo com o valor semântico das conjunções:
Drummond ou Bandeira representam a essência da
A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao poesia brasileira.
verbo, a concordância se faz no plural: Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.

60
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da
“adição”. Já em: apatia.
Juca ou Pedro será contratado. Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima na vida das pessoas.
Olimpíada.
Outros Casos
Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam
no singular. O Verbo e a Palavra “SE”

• Com as expressões “um ou outro” e “nem um Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há
nem outro”, a concordância costuma ser feita no duas de particular interesse para a concordância verbal:
singular. A) quando é índice de indeterminação do sujeito;
Um ou outro compareceu à festa. B) quando é partícula apassivadora.
Nem um nem outro saiu do colégio.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
• Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos
no singular: Um e outro farão/fará a prova. e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na
terceira pessoa do singular:
• Quando os núcleos do sujeito são unidos por “com”, Precisa-se de funcionários.
o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos Confia-se em teses absurdas.
recebem um mesmo grau de importância e a
palavra “com” tem sentido muito próximo ao de Quando pronome apassivador, o “se” acompanha
“e”. verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e
O pai com o filho montaram o brinquedo. indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética.
O governador com o secretariado traçaram os planos Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da
para o próximo semestre. oração. Exemplos:
O professor com o aluno questionaram as regras. Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde.
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se Aqui não se cometem equívocos
a ideia é enfatizar o primeiro elemento. Alugam-se casas.
O pai com o filho montou o brinquedo.
O governador com o secretariado traçou os planos
para o próximo semestre. #FicaDica
O professor com o aluno questionou as regras.
Para saber se o “se” é partícula apassivadora
Com o verbo no singular, não se pode falar em ou índice de indeterminação do sujeito, ten-
sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez que as te transformar a frase para a voz passiva. Se
expressões “com o filho” e “com o secretariado” são a frase construída for “compreensível”, esta-
adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é como remos diante de uma partícula apassivadora;
se houvesse uma inversão da ordem. Veja: se não, o “se” será índice de indeterminação.
“O pai montou o brinquedo com o filho.” Veja:
“O governador traçou os planos para o próximo Precisa-se de funcionários qualificados.
semestre com o secretariado.” Tentemos a voz passiva:
“O professor questionou as regras com o aluno.” Funcionários qualificados são precisados (ou
precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se”
Casos em que se usa o verbo no singular: destacado é índice de indeterminação do
sujeito.
Café com leite é uma delícia! Agora:
O frango com quiabo foi receita da vovó. Vendem-se casas.
Voz passiva: Casas são vendidas. Constru-
Quando os núcleos do sujeito são unidos por ção correta! Então, aqui, o “se” é partícula
expressões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não apassivadora. (Dá para eu passar para a voz
somente”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”, passiva. Repare em meu destaque. Percebeu
o verbo ficará no plural. semelhança? Agora é só memorizar!).
LÍNGUA PORTUGUESA

Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o


Nordeste.
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a O Verbo “Ser”
notícia.
A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo
Quando os elementos de um sujeito composto são e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa
resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância concordância pode ocorrer também entre o verbo e o
é feita com esse termo resumidor. predicativo do sujeito.

61
Quando o sujeito ou o predicativo for: • A variação do verbo parecer não ocorre e o infinitivo
sofre flexão:
A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo As crianças parece gostarem do desenho.
SER concorda com a pessoa gramatical: (essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho
Ele é forte, mas não é dois. aas crianças)
Fernando Pessoa era vários poetas.
A esperança dos pais são eles, os filhos. Com orações desenvolvidas, o verbo PARECER fica no
singular. Por exemplo: As paredes parece que têm ouvidos.
B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro no (Parece que as paredes têm ouvidos = oração subordinada
plural, o verbo SER concordará, preferencialmente, substantiva subjetiva).
com o que estiver no plural:
Os livros são minha paixão! Concordância Nominal
Minha paixão são os livros!
A concordância nominal se baseia na relação entre
Quando o verbo SER indicar nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes
• horas e distâncias, concordará com a expressão adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se:
numérica: normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um
É uma hora. termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal.
São quatro horas. A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
Daqui até a escola é um quilômetro / são dois seguintes regras gerais:
quilômetros. A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas
• datas, concordará com a palavra dia(s), que pode denunciavam o que sentia.
estar expressa ou subentendida: B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos,
Hoje é dia 26 de agosto. a concordância pode variar. Podemos sistematizar
Hoje são 26 de agosto. essa flexão nos seguintes casos:

• Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade • Adjetivo anteposto aos substantivos:
e for seguido de palavras ou expressões como O adjetivo concorda em gênero e número com o
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER substantivo mais próximo.
fica no singular: Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso. Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. Encontramos caído o prendedor e a roupa.
Duas semanas de férias é muito para mim.
Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de
• Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
for pronome pessoal do caso reto, com este As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
concordará o verbo. Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
No meu setor, eu sou a única mulher.
Aqui os adultos somos nós. • Adjetivo posposto aos substantivos:
O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
Observação: ou com todos eles (assumindo a forma masculina plural
Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) se houver substantivo feminino e masculino).
representados por pronomes pessoais, o verbo concorda
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
com o pronome sujeito.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
Eu não sou ela.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
Ela não é eu.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
• Quando o sujeito for uma expressão de sentido
Observação:
partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no
Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
plural, o verbo SER concordará com o predicativo.
A grande maioria no protesto eram jovens. pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos
O resto foram atitudes imaturas. dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado
no plural masculino, que é o gênero predominante
quando há substantivos de gêneros diferentes.
LÍNGUA PORTUGUESA

O Verbo “Parecer”
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o
locução verbal (é seguido de infinitivo), admite duas adjetivo fica no singular ou plural.
concordâncias: A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).
• Ocorre variação do verbo PARECER e não se flexiona
o infinitivo: As crianças parecem gostar do desenho.

62
C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: • Estas expressões, formadas por um verbo mais
O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a
não for acompanhado de nenhum modificador: Água é que se referem possuir sentido genérico (não vier
bom para saúde. precedido de artigo).
O adjetivo concorda com o substantivo, se este É proibido entrada de crianças.
for modificado por um artigo ou qualquer outro Em certos momentos, é necessário atenção.
determinativo: Esta água é boa para saúde. No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania.
D) O adjetivo concorda em gênero e número com Não é permitido saída pelas portas laterais.
os pronomes pessoais a que se refere: Juliana
encontrou-as muito felizes. • Quando o sujeito destas expressões estiver
determinado por artigos, pronomes ou adjetivos,
E) Nas expressões formadas por pronome indefinido tanto o verbo como o adjetivo concordam com ele.
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição É proibida a entrada de crianças.
DE + adjetivo, este último geralmente é usado Esta salada é ótima.
no masculino singular: Os jovens tinham algo de A educação é necessária.
misterioso. São precisas várias medidas na educação.

F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso -
função adjetiva e concorda normalmente com o Quite
nome a que se refere: Estas palavras adjetivas concordam em gênero e
Cristina saiu só. número com o substantivo ou pronome a que se referem.
Cristina e Débora saíram sós. Seguem anexas as documentações requeridas.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Observação: Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou Seguem inclusos os papéis solicitados.
“apenas”, tem função adverbial, ficando, portanto, Estamos quites com nossos credores.
invariável: Eles só desejam ganhar presentes.
Bastante - Caro - Barato - Longe
Estas palavras são invariáveis quando funcionam
#FicaDica como advérbios. Concordam com o nome a que se
referem quando funcionam como adjetivos, pronomes
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. adjetivos, ou numerais.
Se a frase ficar coerente com o primeiro, As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
trata-se de advérbio, portanto, invariável; se Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho.
houver coerência com o segundo, função de (pronome adjetivo)
adjetivo, então varia: Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo As casas estão caras. (adjetivo)
Ele está só descansando. (apenas Achei barato este casaco. (advérbio)
descansando) - advérbio Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)

Meio - Meia
A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula depois de concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi
“só”, haverá, novamente, um adjetivo: meia porção de polentas.
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e Quando empregada como advérbio permanece
descansando) invariável: A candidata está meio nervosa.

G) Quando um único substantivo é modificado por


dois ou mais adjetivos no singular, podem ser #FicaDica
usadas as construções:
• O substantivo permanece no singular e coloca-se o Dá para eu substituir por “um pouco”, assim
artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura saberei que se trata de um advérbio, não
espanhola e a portuguesa. de adjetivo: “A candidata está um pouco
nervosa”.
LÍNGUA PORTUGUESA

• O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo


antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e
portuguesa.
Alerta - Menos
Casos Particulares Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
sempre invariáveis.
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É Os concurseiros estão sempre alerta.
permitido Não queira menos matéria!

63
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS b) Inexistência de esgoto em muitas regiões e falta de
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza tratamento adequado da água são causadores de
Cochar. Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform. doenças.
– São Paulo: Saraiva, 2010. c) Notícias falsas e boatos perigosos não deveriam
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa ser reproduzidas nas redes sociais da forma como
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. acontece hoje.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: d) Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000. da Região Nordeste foram elogiados por suas
propriedades alimentares.
SITE e) Profissionais dedicados e pesquisas constantes
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/ precisam ser estimuladas para que se avance na cura
secoes/sint/sint49.php> de algumas doenças.

Resposta: Letra D
Em “a”: Alimentos saudáveis e prática constante de
EXERCÍCIOS COMENTADOS exercícios são necessárias (necessários) para uma vida
longa e mais equilibrada.
1. (BANCO DA AMAZÔNIA – TÉCNICO BANCÁRIO – Em “b”: Inexistência de esgoto em muitas regiões e
CESGRANRIO-2018) A forma verbal em destaque está falta de tratamento adequado da água são causadores
empregada de acordo com a norma-padrão em: (causadoras) de doenças.
Em “c”: Notícias falsas e boatos perigosos não
a) Atualmente, comercializa-se diferentes criptomoedas deveriam ser reproduzidas (reproduzidos) nas redes
mas a bitcoin é a mais conhecida de todas as moedas sociais da forma como acontece hoje.
virtuais. Em “d”: Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos
b) A especulação e o comércio ilegal, de acordo com da Região Nordeste foram elogiados por suas
alguns analistas, pode tornar as bitcoins inviáveis. propriedades alimentares = correta
c) As notícias informam que até hoje, em nenhuma parte Em “e”: Profissionais dedicados e pesquisas constantes
do mundo, se substituíram totalmente as moedas precisam ser estimuladas (estimulados) para que se
reais pelas virtuais. avance na cura de algumas doenças.
d) De acordo com as regras do mercado financeiro,
criou-se apenas 21 milhões de bitcoins nos últimos 3. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR
anos. – CESGRANRIO-2018) A concordância do verbo
e) O valor dos produtos comercializados seriam destacado foi realizada de acordo com as exigências da
determinados por uma moeda virtual se a real fosse norma-padrão da língua portuguesa em:
abolida.
a) Com a corrida desenfreada pelas versões mais atuais
Resposta: Letra C dos smartphones, evidenciou-se atitudes agressivas e
Em “a”: Atualmente, comercializam-se diferentes violentas por parte dos usuários.
criptomoedas mas a bitcoin é a mais conhecida de b) Devido à utilização de estratégias de marketing,
todas as moedas virtuais. desenvolveu-se, entre os jovens, a ideia de que a
Em “b”: A especulação e o comércio ilegal, de posse de novos aparelhos eletrônicos é garantia de
acordo com alguns analistas, podem tornar as bitcoins sucesso.
inviáveis. c) É necessário que se envie a todas as escolas do país
Em “c”: As notícias informam que até hoje, em nenhuma vídeos educacionais que permitam esclarecer os
parte do mundo, se substituíram totalmente as jovens sobre o vício da tecnologia.
moedas reais pelas virtuais. = correta d) É preciso educar as novas gerações para que se reduza
Em “d”: De acordo com as regras do mercado os comportamentos compulsivos relacionados ao uso
financeiro, criaram-se apenas 21 milhões de bitcoins das novas tecnologias.
nos últimos anos. e) Nos países mais industrializados, comprovou-se
Em “e”: O valor dos produtos comercializados seria os danos psicológicos e o consumismo exagerado
determinado por uma moeda virtual se a real fosse causados pelo vício da tecnologia.
abolida.
Resposta: Letra B
2. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “a”: Com a corrida desenfreada pelas versões mais


I – CESGRANRIO-2018) A concordância da palavra atuais dos smartphones, evidenciou-se (evidenciaram-
destacada atende às exigências da norma-padrão da se) atitudes agressivas e violentas por parte dos
língua portuguesa em: usuários.
Em “b”: Devido à utilização de estratégias de
a) Alimentos saudáveis e prática constante de exercícios marketing, desenvolveu-se, entre os jovens, a ideia de
são necessárias para uma vida longa e mais que a posse de novos aparelhos eletrônicos é garantia
equilibrada. de sucesso = correta

64
Em “c”: É necessário que se envie (enviem) a todas as 5. (MPU – ANALISTA DO MPU – CESPE-2015)
escolas do país vídeos educacionais que permitam
esclarecer os jovens sobre o vício da tecnologia. Texto I
Em “d”: É preciso educar as novas gerações para que
se reduza (reduzam) os comportamentos compulsivos Na organização do poder político no Estado moderno,
relacionados ao uso das novas tecnologias. à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a
Em “e”: Nos países mais industrializados, comprovou- preservação da liberdade humana, de maneira a coibir a
se (comprovaram-se) os danos psicológicos e o desordem do estado de natureza, que, em virtude do risco
consumismo exagerado causados pelo vício da da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, exige
tecnologia. a existência de um poder institucional. Mas a conquista
da liberdade humana também reclama a distribuição do
4. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATIVO – poder em ramos diversos, com a disposição de meios
FGV-2017) Observe os seguintes casos de concordância que assegurem o controle recíproco entre eles para o
nominal retirados do texto 1: advento de um cenário de equilíbrio e harmonia nas
1. A democracia reclama um jornalismo vigoroso e sociedades estatais. A concentração do poder em um só
independente. órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exercício
2. A agenda pública é determinada pela imprensa da liberdade. É que, como observou Montesquieu, “todo
tradicional. homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai até
3. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de onde encontra limites. Para que não se possa abusar do
conteúdo independentes. poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o poder
limite o poder”.
A afirmação correta sobre essas concordâncias é: Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza
as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se
a) os dois adjetivos da frase (1) referem-se, concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua
respectivamente a ‘democracia’ e ‘jornalismo’; separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma
b) os adjetivos da frase (1) deveriam estar no plural por de sistema coerente, as consequências de conceitos
referirem-se a dois substantivos; diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu
c) na frase (2), a forma de particípio ‘determinada’ se situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo
refere a ‘imprensa’; de origem baconiana, não abandonando o rigor das
d) na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ está certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém,
corretamente no plural por referir-se a ‘empresas’; refugindo às especulações metafísicas que, no plano da
e) na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ deveria estar idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a
no singular por referir-se ao substantivo ‘conteúdo’. explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade
civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos.
Resposta: Letra D Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do
1. A democracia reclama um jornalismo vigoroso e Ministério Público em função da proteção dos direitos
independente. humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p.
2. A agenda pública é determinada pela imprensa 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).
tradicional.
3. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de A flexão plural em “eram identificadas” decorre da
conteúdo independentes. concordância com o sujeito dessa forma verbal: “as
Em “a”: os dois adjetivos da frase (1) referem-se, esferas de abrangência dos poderes políticos”.
respectivamente a ‘democracia’ e ‘jornalismo’;
A democracia reclama um jornalismo vigoroso e ( ) CERTO ( ) ERRADO
independente = apenas a “jornalismo”
Em “b”: os adjetivos da frase (1) deveriam estar no Resposta: Certo
plural por referirem-se a dois substantivos; (...) Até Montesquieu, não eram identificadas com
A democracia reclama um jornalismo vigoroso e clareza as esferas de abrangência dos poderes
independente = a um substantivo (jornalismo) políticos = passando o período para a ordem direta
Em “c”: na frase (2), a forma de particípio ‘determinada’ (sujeito + verbo), temos: Até Montesquieu, as esferas
se refere a ‘imprensa’; de abrangência dos poderes políticos não eram
A agenda pública é determinada pela imprensa identificadas com clareza.
tradicional = refere-se ao termo “agenda pública”
Em “d”: na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ está 6. (PC-RS – ESCRIVÃO e Inspetor de Polícia –
LÍNGUA PORTUGUESA

corretamente no plural por referir-se a ‘empresas’; Fundatec-2018 - adaptada) Sobre a frase “Esses alunos
Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de que são usuários constantes de redes sociais têm um risco
conteúdo independentes = correta 27% maior de desenvolver depressão”, avalie as assertivas
Em “e”: na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
deveria estar no singular por referir-se ao substantivo
‘conteúdo’ = incorreta (refere-se a “empresas”) ( ) Caso os termos ‘Esses alunos’ fosse passado para o
singular, outras quatro palavras deveriam sofrer ajustes
para fins de concordância.

65
( ) Mais da metade dos alunos que usam redes sociais A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar,
podem ficar deprimidos. contentar.
( ) O risco de alunos usuários de redes sociais A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar
desenvolverem depressão constante extrapola o índice agrado ou prazer”, satisfazer.
dos 27%.
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de “agradar a alguém”.
cima para baixo, é:
O conhecimento do uso adequado das preposições
a) V – V – V. é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência
b) F – V – F. verbal (e também nominal). As preposições são capazes
c) V – F – F. de modificar completamente o sentido daquilo que está
d) F – F – V. sendo dito.
e) F – F – F.
Cheguei ao metrô.
Resposta: Letra C Cheguei no metrô.
Esses alunos que são usuários constantes de redes sociais
têm um risco 27% maior de desenvolver depressão No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no
Em: ( ) Caso os termos ‘Esses alunos’ fosse passado segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.
para o singular, outras quatro palavras deveriam sofrer
ajustes para fins de concordância. A voluntária distribuía leite às crianças.
Esse aluno que é usuário constante de redes sociais A voluntária distribuía leite com as crianças.
tem um risco 27% maior de desenvolver depressão
= (verdadeira = haveria quatro alterações) Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado
Em: ( ) Mais da metade dos alunos que usam redes como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto
sociais podem ficar deprimidos. (objeto indireto: às crianças); na segunda, como transitivo
= falsa (o período em análise não nos transmite tal direto (objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto
informação, apenas afirma que usuários constantes adverbial).
têm um risco 27% maior que os demais) Para estudar a regência verbal, agruparemos os
Em: ( ) O risco de alunos usuários de redes sociais verbos de acordo com sua transitividade. Esta, porém,
desenvolverem depressão constante extrapola o não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de
índice dos 27%. diferentes formas em frases distintas.
= Falsa (“depressão constante” altera o sentido do
período) A) Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
PRONOMES: EMPREGO E COLOCAÇÃO aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.

Chegar, Ir
“Prezado Candidato, o tópico acima foi abordado Normalmente vêm acompanhados de adjuntos
na íntegra em: Classes gramaticais” adverbiais de lugar. Na língua culta, as preposições
usadas para indicar destino ou direção são: a, para.

REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL. Fui ao teatro.


Adjunto Adverbial de Lugar

REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL Ricardo foi para a Espanha.


Adjunto Adverbial de Lugar
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome Comparecer
(regência nominal) e seus complementos. O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
por em ou a.
Regência Verbal = Termo Regente: VERBO Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
último jogo.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece
LÍNGUA PORTUGUESA

entre os verbos e os termos que os complementam B) Verbos Transitivos Diretos


(objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam Os verbos transitivos diretos são complementados por
(adjuntos adverbiais). Há verbos que admitem mais objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
de uma regência, o que corresponde à diversidade para o estabelecimento da relação de regência. Ao
de significados que estes verbos podem adquirir empregar esses verbos, lembre-se de que os pronomes
dependendo do contexto em que forem empregados. oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses
pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após

66
formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, O questionário foi respondido corretamente.
nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), Todas as perguntas foram respondidas
enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais, satisfatoriamente.
objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus
abandonar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, complementos introduzidos pela preposição “com”.
acusar, admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, Antipatizo com aquela apresentadora.
auxiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, Simpatizo com os que condenam os políticos que
defender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, governam para uma minoria privilegiada.
prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar,
ver, visitar. D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
como o verbo amar: Os verbos transitivos diretos e indiretos são
Amo aquele rapaz. / Amo-o. acompanhados de um objeto direto e um indireto.
Amo aquela moça. / Amo-a. Merecem destaque, nesse grupo: agradecer, perdoar
Amam aquele rapaz. / Amam-no. e pagar. São verbos que apresentam objeto direto
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a
pessoas.
Observação:
Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos Agradeço aos ouvintes a audiência.
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos Objeto Indireto Objeto Direto
adnominais):
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Paguei o débito ao cobrador.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua Objeto Direto Objeto Indireto
carreira)
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
humor) com particular cuidado:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
C) Verbos Transitivos Indiretos Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Os verbos transitivos indiretos são complementados Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
exigem uma preposição para o estabelecimento da Paguei minhas contas. / Paguei-as.
relação de regência. Os pronomes pessoais do caso Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como
objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para substituir Informar
pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se Informe os novos preços aos clientes.
pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os
em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. novos preços)

Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Na utilização de pronomes como complementos, veja
Consistir - Tem complemento introduzido pela as construções:
preposição “em”: A modernidade verdadeira consiste em Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos
direitos iguais para todos. preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus sobre eles)
complementos introduzidos pela preposição “a”:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Observação:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. A mesma regência do verbo informar é usada para os
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Responder - Tem complemento introduzido pela
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para Comparar
indicar “a quem” ou “ao que” se responde. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
LÍNGUA PORTUGUESA

Respondi ao meu patrão. preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento


Respondemos às perguntas. indireto: Comparei seu comportamento ao (ou com o) de
Respondeu-lhe à altura. uma criança.

Observação: Pedir
O verbo responder, apesar de transitivo indireto Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz na forma de oração subordinada substantiva) e indireto
passiva analítica: de pessoa.

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Pedi-lhe favores. Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa,
Objeto Indireto Objeto Direto as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são
utilizadas, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”.
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (=
Objeto Indireto Oração Subordinada Aspiravam a ela)
Substantiva Objetiva Direta
Assistir
A construção “pedir para”, muito comum na Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar
linguagem cotidiana, deve ter emprego muito limitado assistência a, auxiliar.
na língua culta. No entanto, é considerada correta As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
quando a palavra licença estiver subentendida. As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em
casa. Assistir é transitivo indireto no sentido de ver,
presenciar, estar presente, caber, pertencer.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz Assistimos ao documentário.
uma oração subordinada adverbial final reduzida de Não assisti às últimas sessões.
infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). Essa lei assiste ao inquilino.

Preferir No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é


Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial
indireto introduzido pela preposição “a”: de lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. numa conturbada cidade.
Prefiro trem a ônibus.
Chamar
Observação: Chamar é transitivo direto no sentido de convocar,
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado solicitar a atenção ou a presença de.
sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá
vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo chamá-la.
prefixo existente no próprio verbo (pre). Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

Mudança de Transitividade - Mudança de Chamar no sentido de denominar, apelidar pode


Significado apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere
Há verbos que, de acordo com a mudança de predicativo preposicionado ou não.
transitividade, apresentam mudança de significado. O A torcida chamou o jogador mercenário.
conhecimento das diferentes regências desses verbos é A torcida chamou ao jogador mercenário.
um recurso linguístico muito importante, pois além de A torcida chamou o jogador de mercenário.
permitir a correta interpretação de passagens escritas, A torcida chamou ao jogador de mercenário.
oferece possibilidades expressivas a quem fala ou
escreve. Dentre os principais, estão: Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.
Agradar
Agradar é transitivo direto no sentido de fazer Custar
carinhos, acariciar, fazer as vontades de. Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
Sempre agrada o filho quando. valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial:
Aquele comerciante agrada os clientes. Frutas e verduras não deveriam custar muito.

Agradar é transitivo indireto no sentido de causar No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração
introduzido pela preposição “a”. reduzida de infinitivo.
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou. Muito custa viver tão longe da família.
Verbo Intransitivo Oração Subordinada
O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indireto: Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
O cantor desagradou à plateia.
Custou-me (a mim) crer nisso.
LÍNGUA PORTUGUESA

Aspirar Objeto Indireto Oração Subordinada


Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
(o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
A Gramática Normativa condena as construções que
Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por
ter como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. pessoa: Custei para entender o problema.
(Aspirávamos a ele) = Forma correta: Custou-me entender o problema.

68
Implicar Esquecer – Lembrar
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: Lembrar algo – esquecer algo
A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo
implicavam um firme propósito. (pronominal)
B) ter como consequência, trazer como consequência,
acarretar, provocar: Uma ação implica reação. No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,
exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o
Como transitivo direto e indireto, significa livro.
comprometer, envolver: Implicaram aquele jornalista em No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me,
questões econômicas. etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São,
portanto, transitivos indiretos:
No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo Ele se esqueceu do caderno.
indireto e rege com preposição “com”: Implicava com Eu me esqueci da chave.
quem não trabalhasse arduamente. Eles se esqueceram da prova.
Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Namorar
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois Há uma construção em que a coisa esquecida ou
anos. lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre
leve alteração de sentido. É uma construção muito rara
Obedecer - Desobedecer na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la
Sempre transitivo indireto: em textos clássicos tanto brasileiros como portugueses.
Todos obedeceram às regras. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção
Ninguém desobedece às leis. várias vezes.
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas. Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
momentos é sujeito)
Proceder
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
Simpatizar - Antipatizar
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa
São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto
Não simpatizei com os jurados.
adverbial de modo.
Simpatizei com os alunos.
As afirmações da testemunha procediam, não havia
como refutá-las.
Importante:
Você procede muito mal.
A norma culta exige que os verbos e expressões que
Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a dão ideia de movimento sejam usados com a preposição
preposição “de”) e fazer, executar (rege complemento “a”:
introduzido pela preposição “a”) é transitivo indireto. Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
O avião procede de Maceió. Cláudia desceu ao segundo andar.
Procedeu-se aos exames. Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
O delegado procederá ao inquérito.
Regência Nominal
Querer
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter É o nome da relação existente entre um nome
vontade de, cobiçar. (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos
Querem melhor atendimento. por esse nome. Essa relação é sempre intermediada por
Queremos um país melhor. uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso
levar em conta que vários nomes apresentam exatamente
Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer
estimar, amar: Quero muito aos meus amigos. o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o
regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo
Visar obedecer e os nomes correspondentes: todos regem
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
LÍNGUA PORTUGUESA

O homem visou o alvo.


O gerente não quis visar o cheque.
Se uma oração completar o sentido de um nome, ou
No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como seja, exercer a função de complemento nominal, ela será
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”. completiva nominal (subordinada substantiva).
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-
estar público.

69
Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php>
LÍNGUA PORTUGUESA

70
Resposta: Letra C
Em “a”: Podemos esperar para um futuro melhor = po-
EXERCÍCIOS COMENTADOS demos esperar o quê?
Em “b”: Podemos esperar com um futuro melhor = po-
1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES- demos esperar o quê?
GRANRIO-2018) Em “c”: Podemos esperar um futuro melhor = correta
Em “d”: Podemos esperar porquanto um futuro me-
O ano da esperança lhor = sentido de “porque”
Em “e”: Podemos esperar todavia um futuro melhor =
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos conjunção adversativa (ideia contrária à apresentada
desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás anteriormente)
do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de A única frase correta – e coerente - é podemos esperar
amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinhei- um futuro melhor.
ro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a
consciência de que era uma doação. A situação foi pio- 2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
rando. Os argumentos também. No início era para pagar GRANRIO-2018) Considere a seguinte frase: “Os lança-
a escola do filho. Depois vieram as mães e avós doentes. mentos tecnológicos a que o autor se refere podem re-
Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava sultar em comportamentos impulsivos nos consumidores
um rapaz, que não conheço pessoalmente. Mas que so- desses produtos”. A utilização da preposição destacada
freu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia. a é obrigatória para atender às exigências da regência
Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas internações, do verbo “referir-se”, de acordo com a norma-padrão da
remédios. A situação piorando, eu já estava encomen- língua portuguesa. É também obrigatório o uso de uma
dando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico, preposição antecedendo o pronome que destacado em:
no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamen-
te. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até
a) Os consumidores, ao adquirirem um produto que qua-
que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu
se ninguém possui, recém-lançado no mercado, pas-
não ajudava mais.
sam a ter uma sensação de superioridade.
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita
b) Muitos aparelhos difundidos no mercado nem sempre
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca
trazem novidades que justifiquem seu preço elevado
conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter
em relação ao modelo anterior.
caído na história. Só que esse rapaz havia perdido o em-
c) O estudo de mapeamento cerebral que o pesquisador
prego após o suposto acidente. Foi por isso que me dei-
xei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde realizou foi importante para mostrar que o vício em
também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As novidades tecnológicas cresce cada vez mais.
pessoas buscam vagas nos mercados em expansão. Se a d) O hormônio chamado dopamina é responsável por
indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar. causar sensações de prazer que levam as pessoas a se
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos sentirem recompensadas.
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão sur- e) As pessoas, na maioria das vezes, gastam muito mais
gir. Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça do que o seu orçamento permite em aparelhos que
de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova elas não necessitam.
consciência para votar. Como? Num mundo em que as
notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites Resposta: Letra E
servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram Em “a”: Os consumidores, ao adquirirem um produto
cada história a meu respeito que nem sei o que dizer. Já que (= o qual) quase ninguém possui, recém-lançado
inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escre- no mercado, passam a ter uma sensação de superio-
vo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que isso ridade.
ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama. Em “b”: Muitos aparelhos difundidos no mercado nem
Respondo: — Nunca foi para acontecer. Era mentira da sempre trazem novidades que (= as quais) justifiquem
internet. seu preço elevado em relação ao modelo anterior.
Duvidam. Acham que estou mentindo. Em “c”: O estudo de mapeamento cerebral que (= o
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez. 2017, p.97. qual) o pesquisador realizou foi importante para mos-
Adaptado. trar que o vício em novidades tecnológicas cresce
cada vez mais.
Considere o trecho “Podemos esperar por um futuro me- Em “d”: O hormônio chamado dopamina é responsá-
lhor”. Respeitando-se as regras da norma-padrão e con- vel por causar sensações de prazer que (= as quais)
servando-se o conteúdo informacional, o trecho acima levam as pessoas a se sentirem recompensadas.
LÍNGUA PORTUGUESA

está corretamente reescrito em: Em “e”: As pessoas, na maioria das vezes, gastam mui-
to mais do que o seu orçamento permite em apare-
a) Podemos esperar para um futuro melhor lhos de que (= das quais) elas não necessitam.
b) Podemos esperar com um futuro melhor
c) Podemos esperar um futuro melhor
d) Podemos esperar porquanto um futuro melhor
e) Podemos esperar todavia um futuro melhor

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3. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010) 5. (TJ-SP – ADVOGADO - VUNESP/2013 - ADAPTADA)
A pobreza é um dos fatores mais comumente respon- Na passagem – ... e ausência de candidatos para preen-
sáveis pelo baixo nível de desenvolvimento humano chê-las. –, substituindo-se o verbo preencher por concor-
e pela origem de uma série de mazelas, algumas das rer e atendendo-se à norma-padrão, obtém-se:
quais proibidas por lei ou consideradas crimes. É o caso
do trabalho infantil. A chaga encontra terreno fértil nas a) … e ausência de candidatos para concorrer a elas.
sociedades subdesenvolvidas, mas também viceja onde b) … e ausência de candidatos para concorrer à elas.
o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga c) … e ausência de candidatos para concorrer-lhes.
crianças e adolescentes a participarem do processo de d) … e ausência de candidatos para concorrê-las.
produção. Foi assim na Revolução Industrial de ontem e) … e ausência de candidatos para lhes concorrer.
e nas economias ditas avançadas. E ainda é, nos dias de
hoje, nas manufaturas da Ásia ou em diversas regiões do Resposta: Letra A
Brasil. Enquanto, entre as nações ricas, o trabalho infantil Vamos por exclusão: “à elas” está errada, já que não
foi minimizado, já que nunca se pode dizer erradicado, temos acento indicativo de crase antes de pronome
ele continua sendo grave problema nos países mais po- pessoal; quando temos um verbo no infinitivo, pode-
bres. mos usar a construção: verbo + preposição + prono-
Jornal do Brasil, Editorial, 1.º/7/2010 (com adaptações). me pessoal. Por exemplo: Dar a eles (ao invés de “dar-
-lhes”).
O emprego de preposição em “a participarem” é exigido
pela regência da forma verbal “obriga”.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo
(...) o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem,
obriga crianças e adolescentes a participarem =
quem obriga, obriga alguém (crianças e adolescentes –
objeto direto) a algo (a participarem – objeto indireto:
com preposição – no caso, uma oração com a função
de objeto indireto).

4. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2013)


Considerando as regras de regência verbal, assinale a al-
ternativa correta.

a) Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o amigo


comentou de que o livro estava acabando.
b) Enquanto seu amigo continua encomendando livros
de papel, o autor aderiu o livro digital.
c) Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer seria sair
para jantar.
d) As estantes que o autor aludiu foram projetadas para
armazenar livros e CDs.
e) O único detalhe do apartamento que o amigo se ateve
foi o número de estantes.

Resposta: Letra C
Em “a”: Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o
amigo comentou de (X) que = comentou que
Em “b”: Enquanto seu amigo continua encomendando
livros de papel, o autor aderiu o = aderiu ao
Em “c”: Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer
seria sair para jantar = correta
Em “d”: As estantes que o autor aludiu = às quais/a
que
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “e”: O único detalhe do apartamento que o amigo


se ateve = ao qual/ a que

72
4. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO – ARQUI-
TETURA – FGV-2017-ADAPTADA) Entre as palavras
HORA DE PRATICAR! abaixo, retiradas dos textos 1 e 2, aquela que só existe
com acento gráfico é:
1. (CAMAR - CURSO DE ADAPTAÇÃO DE MÉDICOS DA
AERONÁUTICA PARA O ANO DE 2016) “Os astrônomos a) história;
eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os b) evidência;
segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com his- c) até;
tórias tristes [...]”. Nas alternativas a seguir, os vocábulos d) país;
acentuados do trecho anterior foram colocados em pares e) humanitárias.
com palavras também acentuadas graficamente. Dentre
os pares formados, indique o que apresenta igual justifi- 5. (CAMAR - CURSO DE ADAPTAÇÃO DE MÉDICOS
cativa para tal evento. DA AERONÁUTICA PARA O ANO DE 2016) De acordo
com seu significado, o conjunto de características for-
a) céu / avô mais e sua posição estrutural no interior da oração, as
b) astrônomos / álibi palavras podem pertencer à mesma classe de palavras
c) histórias / balaústre ou não. Estabeleça a relação correta entre as colunas a
d) formidáveis / ínterim seguir considerando tais aspectos (considere as palavras
em destaque).
2. (MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERO-
NÁUTICA ESCOLA DE ESPECIALISTAS DE AERONÁU- (1) advérbio
TICA EXAME DE ADMISSÃO AO CFS-B 1-2/2014) Rela- (2) pronome
cione as colunas quanto às regras de acentuação gráfica, (3) conjunção
sabendo que haverá repetição de números. Em seguida, (4) substantivo
assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) “Não há prisão pior [...]”
(1) Põe-se acento agudo no i e no u tônicos que formam ( ) “O lugar de estudo era isso.”
hiato com a vogal anterior. ( ) “E o olho sem se mexer [...]”
(2) Acentua-se paroxítona terminada em i ou u seguidos ( ) “Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, [...]”
ou não de s. ( ) “Emília respondeu com uma pergunta que me espan-
(3) Todas as proparoxítonas devem ser acentuadas. tou.”
(4) Oxítona terminada em e ou o, seguidos ou não de s,
é acentuada. A sequência está correta em

( ) íris a) 1 – 4 – 2 – 3 – 2
( ) saída b) 2 – 1 – 3 – 3 – 4
( ) compraríamos c) 3 – 4 – 1 – 3 – 2
( ) vendê-lo d) 4 – 2 – 4 – 1 – 3
( ) bônus
( ) viúvo 6. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015)
( ) bisavôs Assinale a alternativa em que o termo destacado é um
pronome indefinido.
a) 2 – 1 – 3 – 4 – 2 – 1 – 4
b) 1 – 2 – 3 – 4 – 1 – 1 – 4 a) “Ele não exige fatos...”.
c) 4 – 1 – 1 – 2 – 2 – 3 – 2 b) “Era um ídolo para mim.”.
d) 2 – 2 – 3 – 4 – 2 – 1 – 3 c) “Discordo dele.”.
d) “... espécie de carinho consigo mesmo.”.
3. (TRANSPETRO – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR – e) “O bom humor está disponível a todos...”.
CESGRANRIO-2018) Em conformidade com o Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, atendem às 7. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015)
regras de acentuação todas as palavras em: Em “Mas o bom humor de ambos os tornava parecidos.”,
os termos destacados são, respectivamente,
a) andróide, odisseia, residência
b) arguição, refém, mausoléu a) artigo e pronome.
LÍNGUA PORTUGUESA

c) desbloqueio, pêlo, escarcéu b) artigo e preposição.


d) feiúra, enjoo, maniqueísmo c) preposição e artigo.
e) sutil, assembléia, arremesso d) pronome e artigo.
e) preposição e pronome.

73
8. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATIVO d) Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria
– FGV-2017) trajetória.
e) Não sabia o que me atrapalhava o sono.
Texto 1 - “A democracia reclama um jornalismo vigo-
roso e independente. A agenda pública é determinada 12. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – NÍVEL SUPERIOR
pela imprensa tradicional. Não há um único assunto rele- – CONHECIMENTOS BÁSICOS – CESPE-2014-ADAP-
vante que não tenha nascido numa pauta do jornalismo TADA)
de qualidade. Alguns formadores de opinião utilizam as
redes sociais para reverberar, multiplicar e cumprem as- A busca de uma convenção para medir riquezas e trocar
sim relevante papel mobilizador. Mas o pontapé inicial é mercadorias é quase tão antiga quanto a vida em so-
sempre das empresas de conteúdo independentes”. ciedade. Ao longo da história, os mais diversos artigos
(O Estado de São Paulo, 10/04/2017) foram usados com essa finalidade, como o chocolate,
entre os astecas, e o bacalhau seco, entre os noruegue-
O texto 1, do Estado de São Paulo, mostra um conjunto ses, tendo cabido aos gregos do século VII a.C. a criação
de adjetivos sublinhados que poderiam ser substituídos de uma moeda metálica com um valor padronizado pelo
por locuções; a substituição abaixo que está adequada é: Estado. “Foi uma invenção revolucionária. Ela facilitou o
acesso das camadas mais pobres às riquezas, o acúmulo
a) independente = com dependência; de dinheiro e a coleta de impostos – coisas muito difíceis
b) pública = de publicidade; de fazer quando os valores eram contados em bois ou
c) relevante = de relevância; imóveis”, afirma a arqueóloga Maria Beatriz Florenzano,
d) sociais = de associados; da Universidade de São Paulo. A segunda grande revo-
e) mobilizador = de motivação. lução na história do dinheiro, o papel-moeda, teve uma
origem mais confusa. Existiam cédulas na China do ano
9. (PC-SP - AUXILIAR DE NECROPSIA – VUNESP-2014) 960, mas elas não se espalharam para outros lugares e
Considerando que o adjetivo é uma palavra que modifica caíram em desuso no fim do século XIV.
o substantivo, com ele concordando em gênero e núme- As notas só apareceram na Europa – e daí para o mundo
ro, assinale a alternativa em que a palavra destacada é – em 1661, na Suécia. Há quem acredite que cartões de
um adjetivo. crédito e caixas eletrônicos em rede já representam uma
terceira revolução monetária. “Com a informática, o di-
a) ... um câncer de boca horroroso, ... nheiro se transformou em impulsos eletrônicos invisíveis,
b) Ele tem dezesseis anos... livres do espaço, do tempo e do controle de governos e
c) Eu queria que ele morresse logo, ... corporações”, afirma o antropólogo Jack Weatherford, da
d) ... com a crueldade adicional de dar esperança às fa- Faculdade Macalester, nos Estados Unidos da América.
mílias. Internet: <http://super.abril.com.br> (com adaptações).
e) E o inferno não atinge só os terminais.
A expressão “essa finalidade” refere-se ao trecho “para
10. (TRE-AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMI-
medir riquezas e trocar mercadorias”.
NISTRATIVA – AOCP-2015) Assinale a alternativa cujo
“que” em destaque funciona como pronome relativo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) «É uma maneira de expressar a vontade que a gente
13. (CÂMARA DE SALVADOR-BA – ASSISTENTE LE-
tem. Acho que um voto pode fazer a diferença”.
GISLATIVO MUNICIPAL – FGV-2018) “Por outro lado,
b) “Ele diz que vota desde os 18...”.
c) “Acho que um voto pode fazer a diferença”. nas sociedades complexas, a violência deixou de ser uma
d) “... e acreditam que um voto consciente agora pode ferramenta de sobrevivência e passou a ser um instrumen-
influenciar futuramente na vida de seus filhos e netos”. to da organização da vida comunitária. Ou seja, foi usada
e) “O idoso afirma que sempre incentivou sua família a para criar uma desigualdade social sem a qual, acreditam
votar”. alguns teóricos, a sociedade não se desenvolveria nem se
complexificaria”. A utilização do termo “ou seja” introduz:
11. (TRF-1.ª Região – ANALISTA JUDICIÁRIO – INFOR-
MÁTICA – FCC- 2014-ADAPTADA) No período O livro a) uma informação sobre o significado de um termo an-
explica os espíritos chamados ‘xapiris’, que os ianomâmis teriormente empregado;
creem serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e b) a explicação de uma expressão de difícil entendimen-
das coisas, a palavra grifada tem a função de pronome to;
relativo, retomando um termo anterior. Do mesmo modo c) uma outra maneira de dizer-se rigorosamente a mes-
como ocorre em: ma coisa;
LÍNGUA PORTUGUESA

d) acréscimo de um esclarecimento sobre o que foi dito


a) Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos antes;
espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura. e) a ênfase de algo que parece importante para o texto.
b) Eu queria escrever para os não indígenas não acharem
que índio não sabe nada.
c) O branco está preocupado que não chove mais em
alguns lugares.

74
14. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRAN- afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados para
RIO-2018) De acordo com as exigências da norma-pa- construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de
drão da língua portuguesa, o verbo destacado está cor- bebidas.
retamente empregado em: A sua distribuição pela cidade, apesar da não formação
de guetos, denota uma tendência para a sua concentra-
a) No mundo moderno, conferem-se às grandes metró- ção em determinados bairros, escolhidos, muitas das ve-
poles importante papel no desenvolvimento da eco- zes, pela proximidade da zona de trabalho. No Centro da
nomia e da geopolítica mundiais, por estarem no topo cidade, próximo ao grande comércio, temos um grupo
da hierarquia urbana. significativo de patrícios e algumas associações de por-
b) Conforme o grau de influência e importância interna- te, como o Real Gabinete Português de Leitura e o Liceu
cional, classificou-se as 50 maiores cidades em três Literário Português. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio
diferentes classes, a maior parte delas na Europa. de Sá, Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração
c) Há quase duzentos anos, atribuem-se às cidades a da colônia, se localizam outras associações portuguesas,
responsabilidade de motor propulsor do desenvolvi- como a Casa de Portugal e um grande número de casas
mento e a condição de lugar privilegiado para os ne- regionais. Há, ainda, pequenas concentrações nos bairros
gócios e a cultura. periféricos da cidade, como Jacarepaguá, originalmente
d) Em centros com grandes aglomerações populacionais, formado por quintas de pequenos lavradores; nos subúr-
realiza-se negócios nacionais e internacionais, além bios, como Méier e Engenho Novo; e nas zonas mais pri-
de um atendimento bastante diversificado, como jor- vilegiadas, como Botafogo e restante da zona sul carioca,
nais, teatros, cinemas, entre outros. área nobre da cidade a partir da década de cinquenta,
e) Em todos os estudos geopolíticos, considera-se as ci- preferida pelos mais abastados.
dades globais como verdadeiros polos de influência PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salaza-
internacional, devido à presença de sedes de grandes ristas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES,
empresas transnacionais e importantes centros de Ida et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio
pesquisas. de Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.

15. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL O texto emprega duas vezes o verbo “haver”. Ambos es-
I – CESGRANRIO-2018) A palavra destacada atende às tão na 3.ª pessoa do singular, pois são impessoais. Esse
exigências de concordância da norma-padrão da língua papel gramatical está repetido corretamente em:
portuguesa em:
a) Ninguém disse que os portugueses havia de saírem
a) Atualmente, causa impacto nas eleições de vários pa- da cidade.
íses as notícias falsas. b) Se houvessem mais oportunidades, os imigrantes fi-
b) A recomendação de testar a veracidade das notícias cariam ricos.
precisam ser seguidas, para não prejudicar as pesso- c) Haveriam de haver imigrantes de outras procedências
as. na cidade.
c) O propósito de conferir grandes volumes de dados re- d) Os imigrantes vieram de Lisboa porque lá não haviam
sultaram na criação de serviços especializados. empregos.
d) Os boatos causam efeito mais forte do que as notícias e) Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofer-
reais porque vem acompanhados de títulos chamati- tas de trabalho.
vos.
e) Os resultados de pesquisas recentes mostram que 17. (TRANSPETRO – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR
67% das pessoas consultam os jornais diariamente. – CESGRANRIO-2018) A concordância da forma verbal
destacada foi realizada de acordo com as exigências da
16. (PETROBRAS – ENGENHEIRO(A) DE MEIO AM- norma-padrão da língua portuguesa em:
BIENTE JÚNIOR – CESGRANRIO-2018)
a) Com o crescimento da espionagem virtual, é necessá-
Texto I rio que se promova novos estudos sobre mecanismos
de proteção mais eficazes.
Portugueses no Rio de Janeiro b) O rastreamento permanente das invasões cibernéticas
de grande porte permite que se suspeitem dos ha-
O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração portu- ckers responsáveis.
guesa até meados dos anos cinquenta do século passa- c) Para atender às demandas dos usuários de celulares, é
do, quando chega a ser a “terceira cidade portuguesa do preciso que se destinem à pesquisa tecnológica mui-
LÍNGUA PORTUGUESA

mundo”, possuindo 196 mil portugueses — um décimo tos milhões de dólares.


de sua população urbana. Ali, os portugueses dedicam- d) Para detectar as consequências mais prejudiciais da
-se ao comércio, sobretudo na área dos comestíveis, guerra virtual pela informação, necessitam-se de es-
como os cafés, as panificações, as leitarias, os talhos, tudos mais aprofundados.
além de outros ramos, como os das papelarias e lojas e) Se o crescimento das redes sociais assumir uma pro-
de vestuários. Fora do comércio, podem exercer as mais porção incontrolável, é aconselhável que se estabele-
variadas profissões, como atividades domésticas ou as de ça novas restrições de utilização pelos jovens.
barbeiros e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais

75
18. (PC-AP – DELEGADO DE POLÍCIA – FCC-2017) As 21. (BADESC – ANALISTA DE SISTEMA – BANCO
normas de concordância e a adequada articulação entre DE DADOS – FGV-2010) Na frase “é ingênuo creditar
tempos e modos verbais estão plenamente observadas a postura brasileira apenas à ausência de educação
na frase: adequada” foi corretamente empregado o acento indi-
cativo de crase.
a) É comum que se assinale numa crônica os aspectos do
cotidiano que o escritor resolvesse analisar e interpre- Assinale a alternativa em que o acento indicativo de cra-
tar, apesar das dificuldades que encerram tal desafio. se está corretamente empregado.
b) Se às crônicas de Rubem Braga viessem a faltar sua
marca autoral inconfundível, elas terão deixado de a) O memorando refere-se à documentos enviados na
constituir textos clássicos desse gênero. semana passada.
c) Caso um dia venham a surgir, simultaneamente, ta- b) Dirijo-me à Vossa Senhoria para solicitar uma audiên-
lentos à altura de um Rubem Braga, esse gênero terá cia urgente.
alcançado uma relevância jamais vista. c) Prefiro montar uma equipe de novatos à trabalhar com
d) Não seria fácil, de fato, que venha a se equilibrar, na pessoas já desestimuladas.
cabeça de um jovem cronista de hoje, os valores de d) O antropólogo falará apenas àquele aluno cujo nome
sua experiência pessoal com os de sua comunidade. consta na lista.
e) Tanto uma padaria como um banheiro poderiam ofe- e) Quanto à meus funcionários, afirmo que têm horário
recer matéria para uma boa crônica, desde que não flexível e são responsáveis.
falte ao cronista recursos de grande imaginação.
22. (BADESC – TÉCNICO DE FOMENTO A – FGV-2010)
19. (PC-BA – DELEGADO DE POLÍCIA – VUNESP-2018) De acordo com as regras gramaticais, no trecho “a exor-
A concordância está em conformidade com a norma-pa- bitante carga tributária a que estão submetidas as empre-
drão na seguinte frase: sas”, não se deve empregar acento indicativo de crase,
devendo ocorrer o mesmo na frase:
a) São comuns que a adaptação de livros para o cinema
suscitem reações negativas nos fãs do texto escrito. a) Entregue o currículo as assistentes do diretor.
b) Cabem aos leitores completar, com a imaginação, as b) Recorra a esta empresa sempre que precisar.
lacunas que fazem parte da estrutura significativa do c) Avise aquela colega que chegou sua correspondência.
texto literário. d) Refira-se positivamente a proposta filosófica da com-
c) Aos esforços envolvidos na leitura soma-se a imagina- panhia.
ção, a que a linguagem literária apela constantemente. e) Transmita confiança aqueles que observam seu de-
d) Algumas pessoas mantém o hábito de só assistirem à sempenho.
adaptação de uma obra depois de as terem lido, para
não ser influenciadas. 23. (BANCO DA AMAZÔNIA – TÉCNICO BANCÁRIO –
e) Há livros que dispõe de uma infinidade de adaptações CESGRANRIO-2018) De acordo com a norma-padrão da
para o cinema, as quais tende a compor seu repertório língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve
de leituras. ser empregado na palavra destacada em:

20. (FUNDASUS-MG – ANALISTA EM SERVIÇO PÚBLI- a) A intenção da entrevista com o diretor estava relacio-
CO DE SAÚDE - ANALISTA DE SISTEMA – AOCP-2015) nada a programação que a empresa pretende desen-
Observe o excerto: “Entre os fatores ligados à relação do volver.
aluno com a instituição e com os colegas, gostar de ir à b) As ações destinadas a atrair um número maior de
escola (...)” e assinale a alternativa correta com relação clientes são importantes para garantir a saúde finan-
ao emprego do acento utilizado nos termos destacados. ceira das instituições.
c) As instituições financeiras deveriam oferecer condi-
a) Trata-se do acento grave, empregado para indicar a ções mais favoráveis de empréstimo a quem está fora
supressão do advérbio “a” com o pronome feminino do mercado formal de trabalho.
“a” que acompanha os substantivos “relação” e “es- d) As pessoas interessadas em ampliar suas reservas fi-
cola”. nanceiras consideram que vale a pena investir na nova
b) Trata-se do acento agudo, empregado para indicar a moeda virtual.
nasalidade da vogal “a” que acompanha os substanti- e) Os participantes do seminário sobre mercado financei-
vos “relação” e “escola”. ro foram convidados a comparar as importações e as
c) Trata-se do acento circunflexo, empregado para assi- exportações em 2017.
nalar a vogal aberta “a” que acompanha os substanti-
LÍNGUA PORTUGUESA

vos “relação” e “escola”. 24. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –


d) Trata-se do acento agudo, empregado para indicar a CESGRANRIO-2018) O emprego do acento indicativo
supressão da preposição “a” com o artigo feminino “a” de crase está de acordo com a norma-padrão em:
que acompanha os substantivos “relação” e “escola”.
e) Trata-se do acento grave, empregado para indicar a a) O escritor de novelas não escolhe seus personagens
junção da preposição “a” com o artigo feminino “a” à esmo.
que acompanha os substantivos “relação” e “escola”. b) A audiência de uma novela se constrói no dia à dia.

76
c) Uma boa história pode ser escrita imediatamente ou 28. (CÂMARA DE SALVADOR-BA – ASSISTENTE LE-
à prazo. GISLATIVO MUNICIPAL – FGV-2018)
d) Devido à interferências do público, pode haver mu-
danças na trama. Texto 1 – Guerra civil
e) O novelista ficou aliviado quando entregou a sinopse Renato Casagrande, O Globo, 23/11/2017
à emissora.
O 11.º Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pú-
25. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES- blica, mostrando o crescimento das mortes violentas no
GRANRIO-2018) De acordo com a norma- -padrão Brasil em 2016, mais uma vez assustou a todos. Foram
da língua portuguesa, o acento grave indicativo da crase 61.619 pessoas que perderam a vida devido à violência.
deve ser empregado na palavra destacada em: Outro dado relevante é o crescimento da violência em
alguns estados do Sul e do Sudeste.
a) Os novos lançamentos de smartphones apresentam, Na verdade, todos os anos a imprensa nacional destaca
em geral, pequena variação de funções quando com- os inaceitáveis números da violência no país. Todos se
parados a versões anteriores. assustam, o tempo passa, e pouca ação ocorre de fato.
b) Estudantes do ensino médio fizeram uma pesquisa Tem sido assim com o governo federal e boa parte das
junto a crianças do ensino fundamental para ver como demais unidades da Federação. Agora, com a crise, o ar-
elas se comportam no ambiente virtual. gumento é a incapacidade de investimento, mas, mesmo
c) O acesso dos jovens a redes sociais tem causado enor- em períodos de economia mais forte, pouco se viu da im-
mes prejuízos ao seu desempenho escolar, conforme plementação de programas estruturantes com o objetivo
o depoimento de professores. de enfrentar o crime. Contratação de policiais, aquisição
d) Os consumidores compulsivos sujeitam-se a ficar ho- de equipamentos, viaturas e novas tecnologias são medi-
ras na fila para serem os primeiros que comprarão os das essenciais, mas é preciso ir muito além. Definir metas
novos lançamentos. e alcançá-las, utilizando um bom método de trabalho,
e) As pessoas precisam ficar atentas a fatura do cartão deve ser parte de um programa bem articulado, que per-
de crédito para não serem surpreendidas com valores mita o acompanhamento das ações e que incentive o
muito altos. trabalho integrado entre as forças policiais do estado, da
União e das guardas municipais.
26. (PC-SP - INVESTIGADOR DE POLÍCIA – VU-
NESP-2014) O segmento do texto 1 em que a conjunção E tem valor
A cada ano, ocorrem cerca de 40 mil mortes; segundo adversativo (oposição) e NÃO aditivo (adição) é:
especialistas, quase metade delas está associada _____
bebidas alcoólicas. Isso revela a necessidade de um com- a) “...crescimento da violência em alguns estados do Sul
bate efetivo _____ embriaguez ao volante. e do Sudeste”;
As lacunas do trecho devem ser preenchidas, correta e b) “Todos se assustam, o tempo passa, e pouca ação de-
respectivamente, com: corre de fato”;
c) “Tem sido assim com o governo federal e boa parte
a) às … a das demais unidades da Federação”;
b) as … à d) “...viaturas e novas tecnologias”;
c) à … à e) “Definir metas e alcançá-las...”.
d) às … à
e) à … a 29. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO – AR-
QUITETURA – FGV-2017) “... implica poder decifrar as
27. (PC-SP - AGENTE DE POLÍCIA – VUNESP-2013) De referências cristãs...”; a forma reduzida sublinhada fica
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o convenientemente substituída por uma oração em forma
acento indicativo de crase está corretamente empregado desenvolvida na seguinte opção:
em:
a) a possibilidade de decifrar as referências cristãs;
a) A população, de um modo geral, está à espera de que, b) a possibilidade de decifração das referências cristãs;
com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes. c) que se pudessem decifrar as referências cristãs;
b) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repensa- d) que possamos decifrar as referências cristãs;
rem a sua postura. e) a possibilidade de que decifrássemos as referências
c) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à puni- cristãs.
ções muito mais severas.
LÍNGUA PORTUGUESA

d) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a vida 30. (COMPESA-PE – ANALISTA DE GESTÃO – ADMI-
dos demais motoristas e de pedestres. NISTRADOR – FGV-2018) “... mas já conhecem a brutal
e) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento da realidade dos desaventurados cuja sina é cruzar fronteiras
nova lei para que ela possa funcionar. para sobreviver.” A forma reduzida de “para sobreviver”
pode ser nominalizada de forma conveniente na seguin-
te alternativa:

a) para que sobrevivam.

77
b) a fim de que sobrevivessem. Desde que se mudou para o formato tradicional, Na-
c) para sua sobrevida. gele já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem
d) no intuito de sobreviverem. sentir falta do estilo de trabalho do escritório fechado.
e) para sua sobrevivência. “Muita gente concorda – simplesmente não aguentam o
escritório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e
31. (MPU – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR- é preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele.
GO 33 – TÉCNICO ÁREA ADMINISTRATIVA - NÍVEL É improvável que o conceito de escritório aberto
MÉDIO – CESPE-2013) caia em desuso, mas algumas firmas estão seguindo o
O Ministério Público é fruto do desenvolvimento do es- exemplo de Nagele e voltando aos espaços privados.
tado brasileiro e da democracia. A sua história é marcada Há uma boa razão que explica por que todos ado-
por processos que culminaram na sua formalização insti- ram um espaço com quatro paredes e uma porta: foco.
tucional e na ampliação de sua área de atuação. A verdade é que não conseguimos cumprir várias tarefas
No período colonial, o Brasil foi orientado pelo direito ao mesmo tempo, e pequenas distrações podem desviar
lusitano. Não havia o Ministério Público como instituição. nosso foco por até 20 minutos.
Mas as Ordenações Manuelinas de 1521 e as Ordena- Retemos mais informações quando nos sentamos em
ções Filipinas de 1603 já faziam menção aos promotores um local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental
de justiça, atribuindo a eles o papel de fiscalizar a lei e e design de interiores.
de promover a acusação criminal. Existiam os cargos de (Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos
procurador dos feitos da Coroa (defensor da Coroa) e de podem ser ruins para funcionários.” Disponível em:<-
procurador da Fazenda (defensor do fisco). www1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adap-
A Constituição de 1988 faz referência expressa ao Mi- tado)
nistério Público no capítulo Das Funções Essenciais à
Justiça. Define as funções institucionais, as garantias e as 32. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
vedações de seus membros. Isso deu evidência à institui- DIO - VUNESP – 2017) Segundo o texto, são aspectos
ção, tornando-a uma espécie de ouvidoria da sociedade desfavoráveis ao trabalho em espaços abertos compar-
brasileira. tilhados
Internet: <www.mpu.mp.br> (com adaptações).
a) a impossibilidade de cumprir várias tarefas e a restri-
No período “A sua história é marcada por processos que ção à criatividade.
culminaram”, o termo “que” introduz oração de natureza b) a dificuldade de propor soluções tecnológicas e a
restritiva. transferência de atividades para o lar.
c) a dispersão e a menor capacidade de conservar con-
( ) CERTO ( ) ERRADO
teúdos.
d) a distração e a possibilidade de haver colaboração de
(TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉDIO
colegas e chefes.
- VUNESP – 2017 - ADAPTADA) Leia o texto, para res-
e) o isolamento na realização das tarefas e a vigilância
ponder às questões a seguir:
constante dos chefes.
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos execu-
33. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
tivos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transfe-
DIO - VUNESP – 2017) Assinale a alternativa em que a
riu sua equipe para um chamado escritório aberto, sem
paredes e divisórias. nova redação dada ao seguinte trecho do primeiro pará-
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas grafo apresenta concordância de acordo com a norma-
ele queria que todos estivessem juntos, para se conec- -padrão: Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos
tarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco executivos no setor de tecnologia já tinham feito.
tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande
erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e a) Muitos executivos já havia transferido suas equipes
os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do para o chamado escritório aberto, como feito por
próprio chefe. Chris Nagele.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança b) Mais de um executivo já tinham transferido suas equi-
para o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa pes para escritórios abertos, o que só aconteceu com
para um espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu pró- Chris Nagele fazem mais de quatro anos.
prio espaço, com portas e tudo. c) O que muitos executivos fizeram, transferindo suas
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório equipes para escritórios abertos, também foi feito por
aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Unidos Chris Nagele, faz cerca de quatro anos.
são assim – e até onde se sabe poucos retornaram ao d) Devem fazer uns quatro anos que Chris Nagele trans-
LÍNGUA PORTUGUESA

modelo de espaços tradicionais com salas e portas. feriu sua equipe para escritórios abertos, tais como foi
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder transferido por muitos executivos.
até 15% da produtividade, desenvolver problemas graves e) Faz exatamente quatro anos que Chris Nagele fez o
de concentração e até ter o dobro de chances de ficar que já tinham sido feitos por outros executivos do se-
doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que tor.
estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de
organização.

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34. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- 38. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL
DIO - VUNESP – 2017) É correto afirmar que a expressão I – CESGRANRIO-2018) O grupo em que todas as pala-
– até então –, em destaque no início do segundo pará- vras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da
grafo, expressa um limite, com referência língua portuguesa é:

a) temporal ao momento em que se deu a transferência a) admissão, infração, renovação


da equipe de Nagele para o escritório aberto. b) diversão, excessão, sucessão
b) espacial aos escritórios fechados onde trabalhava a c) extenção, eleição, informação
equipe de Nagele antes da mudança para locais aber- d) introdução, repreção, intenção
tos. e) transmissão, conceção, omissão
c) temporal ao dia em que Nagele decidiu seguir o exem-
plo de outros executivos, e espacial ao tipo de escri- 39. (MPE-AL - TÉCNICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO –
tório que adotou. FGV-2018) “A crise não trouxe apenas danos sociais e
d) espacial ao caso de sucesso de outros executivos do econômicos”; se juntarmos os adjetivos sublinhados em
setor de tecnologia que aboliram paredes e divisórias. um só vocábulo, a forma adequada será
e) espacial ao novo tipo de ambiente de trabalho, e tem-
poral às mudanças favoráveis à integração. a) sociais-econômicos.
b) social-econômicos.
35. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- c) sociais-econômico.
DIO - VUNESP – 2017) É correto afirmar que a expressão d) socioeconômicos.
– contudo –, destacada no quinto parágrafo, estabelece e) socioseconômicos.
uma relação de sentido com o parágrafo
40. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL
a) anterior, confirmando com estatísticas o sucesso das I – CESGRANRIO-2018) O sinal de dois-pontos (:) está
empresas que adotaram o modelo de escritórios aber- empregado de acordo com a norma-padrão da língua
tos. portuguesa em:
b) posterior, expondo argumentos favoráveis à adoção
do modelo de escritórios abertos. a) A diferença entre notícias falsas e verdadeiras é maior
c) anterior, atestando a eficiência do modelo aberto com no campo da política: é menor nas publicações rela-
base em resultados de pesquisas. cionadas às catástrofes naturais.
d) anterior, introduzindo informações que se contra- b) A explicação para a difusão de notícias falsas é que
põem à visão positiva acerca dos escritórios abertos. os usuários compartilham informações com as quais
e) posterior, contestando com dados estatísticos o for- concordam: pois não verificam as fontes antes.
mato tradicional de escritório fechado. c) As informações enganosas são mais difundidas do que
as verdadeiras: de acordo com estudo recente feito
36. (EBSERH – ANALISTA ADMINISTRATIVO – ESTA- por um instituto de pesquisa.
TÍSTICA – AOCP-2015) Assinale a alternativa correta em d) As notícias falsas podem ser desmascaradas com o
relação à ortografia dos pares. uso do bom senso: mas esperar isso de todo mundo é
quase impossível.
a) Atenção – atenciozo. e) As revistas especializadas dão alguns conselhos: não
b) Aprender – aprendizajem. entre em sites desconhecidos e não compartilhe notí-
c) Simples – simplissidade. cias sem fonte confiável.
d) Fúria – furiozo.
e) Sensação – sensacional. 41. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL
I – CESGRANRIO-2018) A vírgula está empregada cor-
37. (BADESC – TÉCNICO DE FOMENTO A – FGV-2010) retamente em:
As palavras jeitinho, pesquisa e intrínseco apresentam
diferentes graus de dificuldade ortográfica e estão corre- a) A divulgação de histórias falsas pode ter consequên-
tamente grafadas. Assinale a alternativa em que a grafia cias reais desastrosas: prejuízos, financeiros e cons-
da palavra sublinhada está igualmente correta. trangimentos às empresas.
b) As novas tecnologias, criaram um abismo ao separar
a) Talvez ele seje um caso de sucesso empresarial. quem está conectado de quem não faz parte do mun-
b) A paralização da equipe técnica demorou bastante. do digital.
c) O funcionário reinvindicou suas horas extras. c) As pessoas tendem a aceitar apenas as declarações que
LÍNGUA PORTUGUESA

d) Deve-se expor com clareza a pretenção salarial. confirmam aquilo que corresponde, às suas crenças.
e) O assessor de imprensa recebeu o jornalista. d) Os jornalistas devem verificar as fontes citadas, cruzar
dados e checar se as informações refletem a realidade.
e) Os consumidores de notícias não agem como cientis-
tas porque não estão preocupados em conferir, pon-
tos de vista alternativos.

79
42. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES- 44. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
GRANRIO-2018) A vírgula foi plenamente empregada DIO - VUNESP – 2017) Assinale a alternativa em que
de acordo com as exigências da norma-padrão da língua a substituição dos trechos destacados na passagem – O
portuguesa em: paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere
estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois
a) A conexão é feita por meio de uma plataforma especí- metros quadrados de chão. – está de acordo com a nor-
fica, e os conteúdos, podem ser acessados pelos dis- ma-padrão de crase, regência e conjugação verbal.
positivos móveis dos passageiros.
b) O mercado brasileiro de automóveis, ainda é muito a) prefere mais estendê-la do que desistir – põe à dis-
grande, porém não é capaz de absorver uma presença posição.
maior de produtos vindos do exterior. b) prefere estendê-la à desistir – ponham a disposição.
c) Depois de chegarem às telas dos computadores e ce- c) prefere estendê-la a desistir – põe a disposição.
lulares, as notícias estarão disponíveis em voos inter- d) prefere estendê-la do que desistir – põem a disposi-
nacionais. ção.
d) Os últimos dados mostram que, muitas economias e) prefere estendê-la a desistir – ponham à disposição.
apresentam crescimento e inflação baixa, fazendo
com que os juros cresçam pouco. 45. (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO - SP – FARMA-
e) Pode ser que haja uma grande procura de carros im- CÊUTICO - SUPERIOR - VUNESP – 2017 - adaptada)
portados, mas as montadoras vão fazer os cálculos e Leia as frases.
ver, se a importação vale a pena. As previsões alusivas ............. aumento da depressão são
alarmantes.
43. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010) Os sentimentos de tédio ou de tristeza são inadequada-
Para a maioria das pessoas, os assaltantes, assassinos e mente convertidos .......... estados depressivos.
traficantes que possam ser encontrados em uma rua es- Qualquer situação que possa ser um obstáculo ............ feli-
cura da cidade são o cerne do problema criminal. Mas os cidade é considerada doença.
danos que tais criminosos causam são minúsculos quan-
do comparados com os de criminosos respeitáveis, que Para que haja coerência com a regência nominal estabe-
vestem colarinho branco e trabalham para as organiza- lecida pela norma-padrão, as lacunas das frases devem
ções mais poderosas. Estima-se que as perdas provoca- ser preenchidas, respectivamente, por:
das por violações das leis antitrust — apenas um item de
uma longa lista dos principais crimes do colarinho bran- a) ao … com … na
co — sejam maiores que todas as perdas causadas pelos b) ao … em … à
crimes notificados à polícia em mais de uma década, e c) do … com … na
as relativas a danos e mortes provocadas por esse crime d) com o … em … para
apresentam índices ainda maiores. A ocultação, pela in- e) com o … para … à
dústria do asbesto (amianto), dos perigos representados
por seus produtos provavelmente custou tantas vidas 46. (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS –
quanto as destruídas por todos os assassinatos ocorridos 2014) Assinale a assertiva cuja regência verbal está cor-
nos Estados Unidos da América durante uma década in- reta:
teira; e outros produtos perigosos, como o cigarro, tam-
bém provocam, a cada ano, mais mortes do que essas. a) Ela queria namorar com ele.
James William Coleman. A elite do crime. 5.ª ed., São b) Já assisti a esse filme.
Paulo: Manole, 2005, p. 1 (com adaptações). c) O caminhoneiro dormiu no volante.
d) Quando eles chegam em Campo Grande?
Não haveria prejuízo para o sentido original do texto e) A moça que ele gosta é aquela ali.
nem para a correção gramatical caso a expressão “a cada
ano” fosse deslocada, com as vírgulas que a isolam, para 47. (TRE/MS - ESTÁGIO – JORNALISMO - TRE/MS –
imediatamente depois de “e”. 2014) A regência nominal está correta em:

( ) CERTO ( ) ERRADO a) É preferível um inimigo declarado do que um amigo


falso.
b) As meninas têm aversão de verduras.
c) Aquele cachorro é hostil para com desconhecidos.
d) O sentimento de liberdade é inerente do ser humano.
e) Construiremos portos acessíveis de qualquer navio.
LÍNGUA PORTUGUESA

80
48. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL 50. (MPU – TÉCNICO – SEGURANÇA INSTITUCIONAL
I – CESGRANRIO-2018) E TRANSPORTE – CESPE-2015)

Na internet, mentiras têm pernas longas TEXTO II

Diz o velho ditado que “a mentira tem pernas curtas”, A partir de uma ação do Ministério Público Federal
mas nestes tempos de internet parece que a situação se (MPF), o Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF2)
inverteu, pelo menos no mundo digital. Pesquisadores determinou que a Google Brasil retirasse, em até 72 ho-
mostram que rumores falsos “viajam” mais rápido e mais ras, 15 vídeos do YouTube que disseminam o preconcei-
“longe”, com mais compartilhamentos e alcançando um to, a intolerância e a discriminação a religiões de matriz
maior número de pessoas, nas redes sociais, do que in- africana, e fixou multa diária de R$ 50.000,00 em caso de
formações verdadeiras. descumprimento da ordem judicial. Na ação civil pública,
Foram reunidos todos os rumores nas redes sociais a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC/
- falsos, verdadeiros ou “mistos”. Esses rumores foram RJ) alegou que a Constituição garante aos cidadãos não
acompanhados, chegando a um total de mais de 4,5 mi- apenas a obrigação do Estado em respeitar as liberdades,
lhões de postagens feitas por cerca de 3 milhões de pes- mas também a obrigação de zelar para que elas sejam
soas, formando “cascatas” de compartilhamento. respeitadas pelas pessoas em suas relações recíprocas.
Ao compararem os padrões de compartilhamento Para a PRDC/RJ, somente a imediata exclusão dos vídeos
dessas milhares de “cascatas”, os pesquisadores obser- da Internet restauraria a dignidade de tratamento, que, nesse
varam que os rumores “falsos” se espalharam com mais caso, foi negada às religiões de matrizes africanas. Corrobo-
rapidez, aumentando o número de “degraus” da casca- rando a visão do MPF, o TRF2 entendeu que a veiculação de
ta - e com maior abrangência do que os considerados vídeos potencialmente ofensivos e fomentadores do ódio, da
verdadeiros. discriminação e da intolerância contra religiões de matrizes
A tendência também se manteve, independentemen- africanas não corresponde ao legítimo exercício do direito à
liberdade de expressão. O tribunal considerou que a liberdade
te do tema geral que os rumores abordassem, mas foi
de expressão não se pode traduzir em desrespeito às diferen-
mais forte quando versavam sobre política do que os de-
tes manifestações dessa mesma liberdade, pois ela encontra
mais, na ordem de frequência: lendas urbanas; negócios;
limites no próprio exercício de outros direitos fundamentais.
terrorismo e guerras; ciência e tecnologia; entretenimen-
Internet: <http://ibde.org.br> (com adaptações).
to; e desastres naturais.
Uma surpresa provocada pelo estudo revelou o perfil
No trecho “adulterar ou destruir dados”, a palavra “adulterar”
de quem mais compartilha rumores falsos: usuários com
está sendo empregada com o sentido de alterar prejudicando.
poucos seguidores e novatos nas redes.
— Vivemos inundados por notícias e muitas vezes ( ) CERTO ( ) ERRADO
as pessoas não têm tempo nem condições para verificar
se elas são verdadeiras — afirma um dos pesquisado- 51. (ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO
res. Isso não quer dizer que as pessoas são estúpidas. As BRANCO-SP – TECNÓLOGO DE ADMINISTRAÇÃO PO-
redes sociais colocam todas as informações no mesmo LICIAL MILITAR – VUNESP-2010) Analise a charge.
nível, o que torna difícil diferenciar o verdadeiro do falso,
uma fonte confiável de uma não confiável.
BAIMA, Cesar. Na internet, mentiras têm pernas lon-
gas. O Globo. Sociedade. 09 mar. 2018. Adaptado.

No trecho “independentemente do tema geral que os ru-


mores abordassem”, a palavra que pode substituir rumo-
res, por ter sentido equivalente, é:

a) assuntos
b) boatos
c) debates
d) diálogos
e) temas

49. (BANESTES – TÉCNICO BANCÁRIO – FGV-2018) O (www.arionaurocartuns.com.br)


período abaixo em que os dois termos sublinhados NÃO
LÍNGUA PORTUGUESA

podem trocar de posição é: A palavra só, presente na fala do personagem, tem o


mesmo sentido em:
a) A arte é a mais bela das mentiras;
b) O importante na obra de arte é o espanto; a) Só vence quem concorre.
c) A forma segue a emoção; b) Mariana veio só, infelizmente.
d) A obra de arte: uma interrupção do tempo; c) Pedro estava só, quando cheguei.
e) Na arte não existe passado nem futuro. d) A mulher, por estar só, sentiu-se amedrontada.
e) O marujo, só, resolveu passear pela praia.

81
43 CERTO
GABARITO 44 E
45 B
1 B 46 B
2 A 47 C
3 B 48 B
4 E 49 C
5 A 50 CERTO
6 E 51 A
7 A
8 C
9 A
10 A
11 D
12 CERTO
13 D
14 C
15 E
16 E
17 C
18 C
19 C
20 E
21 D
22 B
23 A
24 E
25 E
26 D
27 A
28 B
29 D
30 E
31 CERTO
32 C
33 C
34 A
35 D
36 E
37 E
LÍNGUA PORTUGUESA

38 A
39 D
40 E
41 D
42 C

82
ÍNDICE

MATEMÁTICA/ RACIOCÍNIO LÓGICO

Visa avaliar a habilidade do candidato em entender a estrutura lógica das relações arbitrárias entre pessoas,
lugares, coisas, eventos fictícios; deduzir novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições
usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações...................................................................................................................... 01
As questões desta prova poderão tratar das seguintes áreas: estruturas lógicas lógica de argumentação:
analogias, inferências, deduções e conclusões; lógica sentencial (ou proposicional): proposições simples
e compostas, tabelas verdade, equivalências, Leis de Morgan, diagramas lógicos; lógica de primeira ordem;
princípios de contagem e probabilidade; operações com conjuntos; raciocínio lógico envolvendo problemas
aritméticos, geométricos e matriciais....................................................................................................................................................... 01
VISA AVALIAR A HABILIDADE DO CANDIDATO EM ENTENDER A ESTRUTURA LÓGICA
DAS RELAÇÕES ARBITRÁRIAS ENTRE PESSOAS, LUGARES, COISAS, EVENTOS FICTÍCIOS;
DEDUZIR NOVAS INFORMAÇÕES DAS RELAÇÕES FORNECIDAS E AVALIAR AS CONDIÇÕES
USADAS PARA ESTABELECER A ESTRUTURA DAQUELAS RELAÇÕES. AS QUESTÕES
DESTA PROVA PODERÃO TRATAR DAS SEGUINTES ÁREAS: ESTRUTURAS LÓGICAS
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, INFERÊNCIAS, DEDUÇÕES E CONCLUSÕES;
LÓGICA SENTENCIAL (OU PROPOSICIONAL): PROPOSIÇÕES SIMPLES E COMPOSTAS,
TABELAS VERDADE, EQUIVALÊNCIAS, LEIS DE MORGAN, DIAGRAMAS LÓGICOS; LÓGICA
DE PRIMEIRA ORDEM; PRINCÍPIOS DE CONTAGEM E PROBABILIDADE; OPERAÇÕES
COM CONJUNTOS; RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS ARITMÉTICOS,
GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS.

CONCEITO FUNDAMENTAL

A Preposição
No ensino fundamental, nos ensinam que os seres humanos são diferentes dos outros animais e a justificativa é que
os humanos pensam e os animais não pensam. Porém, temos animais com inteligência suficiente para serem treinados
a executar tarefas, como os chimpanzés e os golfinhos. Assim, qual é o real motivo que nos diferenciam de todos os
outros seres vivos?
A resposta envolve não somente o ato se pensar como também o de se comunicar. Primeiro, aprendemos a falar,
depois, a escrita dividiu nossa existência em Pré-História e História. Os registros por escrito guardaram os pensamentos
de nossos antepassados, proporcionando as gerações futuras, dados importantíssimos para se ir além daquilo que já
foi feito.
Porém, acabou surgindo o grande desafio que norteou a disciplina de lógica: Como interpretar esses registros?
A grande diferença do ser humano em relação aos outros seres vivos está nesse ponto, pois tão importante é o ato
se interpretar uma informação quanto é elaborar a mesma. Assim, nossa mente é capaz de receber dados e deles extrair
uma conclusão. Essa habilidade está diretamente ligada ao raciocínio lógico.
Muitos pensam que essa disciplina está voltada apenas para as pessoas de “exatas”, mas ela é voltada para o público
em geral e aqui seguem alguns exemplos que provam nosso conceito:
- Um advogado reúne todas as informações dos autos do processo e através do Raciocínio Lógico, elabora sua tese
de acusação ou defesa;
- Um médico ao estudar todos os exames consegue a partir de raciocínio lógico, elaborar um diagnostico e propor
um tratamento;
- Um CEO de uma empresa, através dos relatórios mensais consegue definir o plano de ação para estimular o cres-
cimento da companhia.

Todos os exemplos acima mostram como será o estudo da disciplina, onde receberemos informações e delas extrai-
remos respostas ou em outras palavras, conclusões.
No Raciocínio Lógico, essas informações terão uma particularidade: Elas sempre serão declarações onde pode-
remos classificá-las de duas maneiras, VERDADEIRA ou FALSA. Essas declarações serão chamadas de PROPOSIÇÕES.
As proposições são a base do pensamento lógico. Este pensamento pode ser composto por uma ou mais senten-
ças lógicas, formando uma idéia mais complexa. É importante ressaltar que objetivo fundamental de uma proposição
é transmitir uma tese, que afirmam fatos ou juízos que formamos a respeito das coisas.
Sabendo disso, uma questão importante tem que ser respondida: como realmente podemos identificar uma
proposição? A única técnica direta que temos é verificar se podemos atribuir o valor de verdadeiro ou falso a elas.
Entretanto, existe uma técnica indireta que facilita muito o trabalho de identificação de uma proposição e é frequen-
temente cobrada em concursos públicos.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

A técnica consiste em sabermos o que não é proposição e por eliminação, achar a proposição. A seguir, seguem
exemplos do que não é proposição e a recomendação é que se memorizem esses tipos para facilitar na hora da prova:
i.) Sentenças Imperativas: Todas as declarações que remeterem a uma ordem não são proposições.
Ex: “Apague a luz.”, “Observe aquele painel”, “Não faça isso”.

ii.) Sentenças Interrogativas: Perguntas não são definidas como proposições:


Ex: “Olá, tudo bem?”, “Qual a raiz quadrada de 5?”, “Onde está minha carteira?”

iii.) Sentenças Exclamativas:


Ex: “Como o dia está lindo!”, “Isto é um absurdo!”, “Não concordo com isto!”

1
iv.) Sentenças que não tem verbo:  As proposições simples são aquelas que não con-
Ex: “A bicicleta de Bruno”, “O cartão de João”. têm nenhuma outra proposição como parte de si mes-
ma. São, geralmente, designadas por letras minúsculas
v.) Sentenças abertas:  Este tipo de sentença possui do alfabeto (p,q,r,s,...). Uma definição equivalente é de
uma grande quantidade de exemplos e os exem- uma proposição que não se consegue dividi-la em partes
plos são importantes para sabermos identifica-las: menores, de tal maneira que as partes divididas gerem
Ex: “x é menor que 7 ou x < 7” – Essa expressão por novas proposições. Exemplos:
si só é genérica pois não temos informações de x p – O rato comeu o queijo;
para saber se ele é ou não menor que 7.Entretan- q – Astolfo é advogado;
to, caso seja atribuído um valor a x, essa sentença r – Hermenegildo gosta de pizza;
se tornará uma proposição, pois será possível atri- s – Raimunda adora samba.
buir VERDADEIRO ou FALSO a sentença original.
Assim, a expressão “Para x=5, tem-se que: 5 é me- Já as proposições compostas são formadas por uma
nor que 7” é uma proposição e é VERDADEIRA. Por ou mais proposições que podem ser divididas, formando
outro lado, “Para x=9, tem-se que: 9 é menor que proposições simples. São, geralmente, designadas por
7” é uma proposição mas é FALSA. letras maiúsculas do alfabeto (P,Q,R,S,...).Exemplos:
Ex: “z é a capital da França” – As sentenças abertas P – O rato é branco e comeu o queijo;
não necessariamente são números, como mostra Q – Astolfo é advogado e gosta de jogar futebol;
o exemplo. Se substituirmos “z” por “Toulouse”, a R – Hermenegildo gosta de pizza e de suco de uva;
sentença virará proposição e será FALSA. Se z = S – Raimunda adora samba e seu tênis é vermelho.
Paris, a proposição será VERDADEIRA.
Veja que as proposições acima podem ser divididas
Valores Lógicos das proposições – Leis de Pensa- em duas partes. Observe:
mento
Definido o que é preposição, podemos aprofundar
o conceito apresentando as leis fundamentais (axiomas)
que norteiam a lógica:

1) Princípio do Terceiro Excluído: “Toda proposição


ou é verdadeira ou é falsa, isto é, verifica-se sem-
pre um destes casos e nunca um terceiro”.
Pode parecer óbvio, mas às vezes as pessoas se con-
fundem em questões de concursos públicos quan-
do aparecem as alternativas “VERDADEIRO”, “FAL- As sentenças compostas dos exemplos acima não são
SO” ou “NENHUMA DAS ANTERIORES”. Qualquer ligadas apenas pela conjunção “e”, podem ser ligadas
proposição lógica será verdadeira ou falsa, não por outros CONECTORES LÓGICOS (Capítulo 2). Seguem
existe uma terceira opção. alguns exemplos para iniciar sua curiosidade pelo próxi-
mo capítulo:
2) Principio da identidade: “Se uma proposição é T – Osmar tem uma moto OU Tainá tem um carro.
verdadeira, então todo objeto idêntico a ela tam- U – SE Kléber é asiático ENTÃO eu sou brasileiro.
bém será verdadeiro”.
Esse principio coloca que se duas proposições que
apresentam a mesma informação mas são escritas FIQUE ATENTO!
de maneiras distintas, devem possuir o mesmo va- As proposições compostas irão nortear seus
lor lógico. Por exemplo, “Bruno é 5 anos mais velho estudos nos próximos capítulos, então aten-
que João” e “João é 5 anos mais novo que Bruno”. te-se a saber como dividir as proposições
As duas proposições dizem a mesma coisa mas de compostas em duas ou mais proposições
maneira diferente. Portanto se uma delas é verda- simples!
deira, a outra deve ser.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

3) Princípio da não contradição: “Uma proposição


não pode ser verdadeira ou falsa ao mesmo tem-
po”
Esse axioma é importante, pois a partir do momen-
to em uma proposição recebe um valor lógico, ele
deve ser carregado em toda a análise para evitar
contradições.

Tipos de proposições
Existem dois tipos de proposições: Simples e Com-
postas

2
CONECTIVOS LÓGICOS
EXERCÍCIO COMENTADO Como visto rapidamente no capítulo anterior, os co-
nectivos lógicos são estruturas usadas para formar pro-
1. (SEFAZ-SP – AGENTE FISCAL DE TRIBUTOS ESTA- posições compostas a partir da junção de proposições
DUAIS – FCC – 2006) Das cinco frases abaixo, quatro simples. As proposições compostas são linhas de raciocí-
delas têm uma mesma característica lógica em comum, nio mais complexas e permitem se formular teses lógicas
enquanto uma delas não tem essa característica.  com vários níveis de pensamento. Observe o exemplo a
seguir:
I. Que belo dia!  “Otávio gosta de jogar futebol e seu irmão não gosta
II. Um excelente livro de raciocínio lógico.  de jogar futebol”
III. O jogo terminou empatado?  Facilmente conseguimos separar essa sentença em
IV. Existe vida em outros planetas do universo.  duas: “Otávio gosta de jogar futebol” e “O irmão de Otá-
V. Escreva uma poesia.  vio não gosta de jogar futebol”. Entretanto, ao invés de
tratarmos as duas proposições simples separadamente,
A frase que não possui essa característica comum é a ligamos as mesmas com a palavrinha “e”, que é um dos
conectores lógicos que iremos estudar a seguir.
a) I Logo, com esse vínculo, poderemos estudar se a pro-
b) II posição composta é inteiramente verdadeira ou inteira-
c) III mente falsa, dependendo do valor lógico de cada propo-
d) IV sição simples, ou seja, cada proposição simples interfere
e) V no valor a ser atribuído na proposição composta.
As seções a seguir irão estudar os cinco conectivos
Resposta: Letra D. Podemos interpretar do exercício lógicos, apresentando suas características principais e as
que o mesmo quer a identificação da proposição. As combinações possíveis entre duas proposições simples.
alternativas A,B,C e E são respectivamente sentenças
exclamativas, sem verbo, interrogativa e imperativa, o A Negação – Conectivo “Não”
que não as caracterizam como proposições. Já a al- O primeiro conectivo a ser estudado é o mais sim-
ternativa D é uma sentença que pode ser classificada ples de todos e remete a negação de uma proposição.
como verdadeira ou falsa, caracterizando uma propo- A importância deste conectivo se dá na ligação entre o
sição. valor lógico VERDADEIRO e o valor lógico FALSO pois a
negação de um valor lógico será exatamente o outro va-
2. (NOVA CONCURSOS – 2018) Assinale a alternativa lor lógico, ou seja:
que representa um não cumprimento das 3 leis de pen- i) Se uma proposição for VERDADEIRA, sua negação
samento da lógica  será FALSA.
ii) Se uma proposição for FALSA, sua negação será
a) Se Abelardo é mais alto que Hormindo, pelo princípio VERDADEIRA.
da identidade posso dizer que Hormindo é mais baixo
que Abelardo. Aqui conseguimos observar a importância do “Prin-
b) A proposição “Choveu está manhã na cidade” pode cípio do terceiro excluído”, explicado no capítulo 1. Se
ser considerada “meia verdade” se apenas uma leve tivéssemos mais do que dois valores lógicos, a negação
garoa atingir a cidade. se tornaria impossível pois não conseguiríamos criar um
c) O réu no processo afirmou que não estava dirigindo vínculo de “ida e volta” entre os valores lógicos.
embriagado, porém o mesmo foi encontrado sentado O conectivo NÃO possui dois símbolos e recomenda-
no banco do motorista durante a abordagem policial, -se que o leitor conheça ambos pois as bancas de con-
caracterizando uma contradição. cursos não possuem um padrão em qual símbolo usar.
d) Eu sou milionário pois tenho patrimônio acima de 1 Observe o exemplo a seguir:
milhão de reais. Josevaldo possui menos que 1 milhão p : A secretária foi ao banco esta tarde.
e não pode ser considerado um milionário.
e) Não estava presente para afirmar que foi o gato que O exemplo acima já usa os conceitos vistos no capí-
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

derrubou o vaso. tulo 1, onde temos uma proposição simples e chamare-


mos essa proposição com uma letra minúscula “p” (Lê-
Resposta: Letra B. Não existe “meia verdade” dentro -se “proposição p”). Vamos agora negar essa proposição
da lógica. As proposições receberão apenas dois valo- usando os dois símbolos possíveis:
res lógicos: Verdadeiro ou Falso. ~ p : A secretária não foi ao banco esta tarde.
¬ p : A secretária não foi ao banco esta tarde.

Os símbolos “~” e “¬” são os símbolos que indicam


negação. É Importante frisar que os símbolos de negação
não indicam a presença da palavra “não” na frase. Obser-
ve este outro exemplo:
q : Bráulio não comprou detergente

3
Observe que a proposição q possui a palavra “não” e Recuperando o exemplo anterior:
quando negarmos a mesma, ficaremos com a frase afir- 𝑹 = 𝒑 ∧ 𝒒 : Carlos gosta de jogar badminton e Pablo
mativa: tomou suco de maçã.
~ q : Bráulio comprou detergente.
¬ q : Bráulio comprou detergente. Termos que R será VERDADEIRO somente se p e q
forem VERDADEIROS. Se uma (ou as duas) proposições
simples for (forem) falsa(s), R será FALSO.
FIQUE ATENTO!
No Raciocínio Lógico, pode-se existir a “ne- A DISJUNÇÃO – Conectivo “OU”
gação da negação” que chamaremos de O conectivo “ou”, também conhecido como disjun-
Dupla Negação e veremos isso mais adiante ção, segue a mesma linha de pensamento que o conec-
no capítulo 4. O que você precisa saber nes- tivo “e”, relacionando duas proposições simples, forman-
te momento é que negando uma negação, do uma proposição composta. Vamos manter o exemplo
voltaremos a uma frase afirmativa, ou na lin- da seção anterior:
guagem coloquial: “O não do não é o sim”. p : Carlos gosta de jogar badminton.
q : Pablo tomou suco de maçã

A CONJUNÇÃO – Conectivo “e” Temos acima duas proposições simples e vamos for-
O próximo conectivo lógico certamente é um dos mar agora uma proposição composta usando o conecti-
mais usados dentro do raciocínio lógico e é também um vo “ou”:
dos mais conhecidos. O “e” também é chamado de con- 𝑹 = 𝒑 ∨ 𝒒 : Carlos gosta de jogar badminton ou Pablo
junção e segue a mesma classificação da própria língua tomou suco de maçã.
portuguesa.
Diferentemente do conectivo “não”, a conjunção irá O símbolo
𝑹 = 𝒑 ∨ 𝒒indica a disjunção, ou seja, quando ele
relacionar duas proposições simples, formando uma pro- aparecer, estaremos usando o conectivo “ou”. Observe
posição composta. Vamos ao exemplo: que ele é o símbolo do conectivo “e” invertido, então,
p : Carlos gosta de jogar badminton. muita atenção na hora de identificar um ou o outro.
q : Pablo tomou suco de maçã Se invertermos a ordem das proposições simples, for-
maremos outra proposição composta:
Temos acima duas proposições simples e podemos 𝑺 = 𝒒 ∨ 𝒑 : Pablo tomou suco de maçã ou Carlos gos-
formar uma proposição composta usando o conectivo ta de jogar badminton.
“e”:
𝑹 = 𝒑 ∧ 𝒒 : Carlos gosta de jogar badminton e Pablo
tomou suco de maçã. No caso da disjunção, o valor lógico da proposição
composta também não se altera com a inversão das pro-
Seguindo as definições do capítulo 1, a proposição posições simples (igual a conjunção).
composta será indicada com uma letra maiúscula, neste Vamos agora analisar quais os valores lógicos possí-
caso, R. O símbolo
𝑹 = 𝒑 ∧ 𝒒indica a conjunção, ou seja, quando veis para uma proposição composta formada pelo co-
ele aparecer, estaremos usando o conectivo “e”. nectivo “ou”. Novamente vale lembrar que no capítulo 3
Se invertermos a ordem das proposições simples, for- aprenderemos sobre as tabelas-verdade e elas ajudarão
maremos outra proposição composta: (e muito!) na memorização das combinações possíveis
𝑺 = 𝒒 ∧ 𝒑 : Pablo tomou suco de maçã e Carlos gosta dos conectivos lógicos. Por enquanto, vamos enumerar
de jogar badminton. todos os casos para familiarização:
i) Uma proposição composta formada por uma dis-
No caso da conjunção, o valor lógico da proposição junção será VERDADEIRA se uma ou mais proposi-
composta não se altera com a inversão das proposições ções forem VERDADEIRAS.
simples, mas outros conectivos que veremos a seguir po- ii) Uma proposição composta formada por uma dis-
dem ter alterações dependendo da ordem das proposi- junção será FALSA se todas as proposições simples
ções simples. forem FALSAS.
Vamos agora analisar quais os valores lógicos possí-
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

veis para uma proposição composta formada pelo co- Comparando com a conjunção, observa-se que hou-
nectivo “e”. No capítulo 3 aprenderemos sobre as tabe- ve uma certa “inversão” em relação as combinações das
las-verdade e elas ajudarão (e muito!) na memorização proposições simples. Enquanto na conjunção precisáva-
das combinações possíveis dos conectivos lógicos. Por mos de todas as proposições simples VERDADEIRAS para
enquanto, vamos enumerar todos os casos para familia- que a proposição composta ser VERDADEIRA, no ope-
rização: rador “ou” precisamos de apenas 1 delas para tornar a
proposição composta VERDADEIRA.
i) Uma proposição composta formada por uma con-
No caso do valor lógico FALSO também há inversão,
junção será VERDADEIRA se todas as proposições
onde no conectivo “e” basta 1 proposição simples ser
simples forem VERDADEIRAS.
FALSA e na disjunção, precisamos de todas FALSAS.
ii) Uma proposição composta formada por uma con-
Assim:
junção será FALSA se uma ou mais proposições 𝑹 = 𝒑 ∨ 𝒒 : Carlos gosta de jogar badminton ou Pablo
simples forem FALSAS.
tomou suco de maçã.

4
Termos que R será VERDADEIRO se uma (ou as duas) lógico da proposição composta muda, o que não acon-
proposição (ões) sejam VERDADEIRAS e R será FALSO se tecia na conjunção e na disjunção. Vamos recuperar o
p e q forem FALSOS. mesmo exemplo das seções 2.2.3 e 2.2.4:
p : Carlos gosta de jogar badminton.
A DISJUNÇÃO exclusiva – Conectivo “OU exclusi- q : Pablo tomou suco de maçã
vo” Temos acima duas proposições simples e vamos for-
O conectivo “ou” possui um caso particular que nor- mar agora uma proposição composta usando o conecti-
malmente é cobrado em concursos públicos de maior vo “Se...então”:
complexidade, porém é importante que o leitor tenha 𝑹 = 𝒑 → 𝒒 : Se Carlos gosta de jogar badminton en-
conhecimento do mesmo pois pode se tornar um dife- tão Pablo tomou suco de maçã.
rencial importante em concursos públicos de maior dis-
puta. Observe que agora temos uma condição para que
Este caso particular é chamado de “ou exclusivo” pois Pablo tome o suco de maçã. A frase em si pode parecer
implica que as proposições simples são eliminatórias, ou sem nexo, mas no Raciocínio Lógico nem sempre fará
seja, quando uma delas for VERDADEIRA, a outra será sentido a conexão de duas proposições e até por isso
necessariamente FALSA. Veja o exemplo: nós montamos esses exemplos para o leitor ficar mais
p: Diego nasceu no Brasil familiarizado com essa situação!
q: Diego nasceu na Argentina O símbolo
𝑹 = 𝒑“ → ”𝒒 indica a condicional, mostrando que
a proposição da esquerda condiciona o acontecimento
Temos duas proposições referentes a nacionalidade da proposição da direita. As combinações possíveis para
de Diego. Fica claro que ele não pode ter nascido em esse conector são:
dois locais diferentes, ou seja, se p for VERDADEIRO, q i) Uma proposição composta formada por uma condi-
é necessariamente FALSO e vice-versa. Assim, quando cional será VERDADEIRA se ambas as proposições
montarmos a disjunção, temos que indicar essa questão forem VERDADEIRAS ou a proposição a esquerda
e será feito da seguinte forma: do conector for FALSA.
𝑹 = 𝒑 ∨ 𝒒 : Ou Diego nasceu no Brasil ou na Argen- ii) Uma proposição composta formada por uma con-
tina dicional será FALSA se a proposição a esquerda
(antecedente) do conector for VERDADEIRA e a
A leitura da proposição lógica acrescente mais um proposição a direita (consequente) do conector for
“ou” no início e o restante é como se fosse um operador FALSA.
“ou” convencional (que para diferenciar, é chamado de
inclusivo), porém, o símbolo é sublinhado para indicar Observe agora que a posição da proposição em rela-
exclusividade:
𝑹=𝒑∨𝒒 . Os casos possíveis para o “ou exclusi- ção ao conector lógico importa no resultado da proposi-
vo” são: ção composta. Considerando os casos observados, certa-
i) Uma proposição composta formada por uma dis- mente deve haver dúvidas do leitor em relação a situação
junção exclusiva será VERDADEIRA se apenas uma onde a proposição a esquerda do conector ser falsa e
das proposições for VERDADEIRA. isso implicar que a proposição composta seja verdadeira.
ii) Uma proposição composta formada por uma dis- A explicação é a seguinte: Na condicional, limitamos
junção exclusiva será FALSA se todas as proposi- apenas ao caso da proposição da esquerda do conector
ções simples forem FALSAS ou se as duas proposi- em si e não em relação a sua negação, ou seja, quan-
ções forem VERDADEIRAS. do montamos 𝑹 = 𝒑 → 𝒒 , estamos condicionando apenas ao
caso de p ocorrer, ou em outras palavras, p ser VERDA-
Perceba que a diferença é sutil entre os casos inclusi- DEIRO. Se p for FALSO, não há nenhuma condição para
vo e exclusivo e ela se dá no caso das duas proposições q, ou seja, não importa o que acontecer com q, já que
simples serem VERDADEIRAS. No caso exclusivo, isso é p não é VERDADEIRO. Assim, define-se 𝑹 = 𝒑 → 𝒒 sempre
uma contradição e assim a proposição composta deve VERDADEIRO quando p for FALSO. Logo:
ser FALSA. Usando o exemplo: 𝑹 = 𝒑 → 𝒒 : Se Carlos gosta de jogar badminton en-
𝑹 = 𝒑 ∨ 𝒒 : Ou Diego nasceu no Brasil ou na Argen- tão Pablo tomou suco de maçã.
tina Temos R VERDADEIRO se p for FALSO ou se p for
VERDADEIRO e q VERDADEIRO e R é FALSO apenas se p
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Temos que R é VERDADEIRO se p for VERDADEIRO e for VERDADEIRO e q FALSO.


q FALSO ou p FALSO e q VERDADEIRO. R é FALSO se p e
q forem ambas VERDADEIRAS ou ambas FALSAS. Pegadinhas da condicional
Este tópico é uma análise complementar da condi-
A CONDICIONAL – Conectivo “SE...ENTÃO” cional. Em concursos mais apurados, sobretudo de en-
O conectivo “Se...então”, conhecido como condicio- sino superior, existem certas “pegadinhas” que testam a
nal não é tão conhecido quanto o “e” e o “ou”, porém é atenção do candidato em relação ao seu conhecimento.
o que normalmente gera mais dúvidas e o que contém Existem quatro formas de raciocínio que envolvem a con-
as famosas “pegadinhas” que confundem o candidato dicional que merecem destaque.
durante a prova. A principal característica dele é que se
você inverter a ordem das proposições simples, o valor

5
i) Modus Ponens: Essa linha de raciocínio é o básico Exemplo:
da condicional onde considera a mesma VERDA-
DEIRA e no caso da ocorrência de p, podemos afir-
mar com certeza que q ocorreu:

FIQUE ATENTO!
As pegadinhas da condicional nem sempre
Exemplo: são cobradas em concursos mas se você ob-
servar os exercícios resolvidos deste capítu-
lo, verá o quanto é importante este conector
lógico e o conhecimento de todos os casos
possíveis.

ii) Falácia de afirmar o consequente: Pode-se dizer


que é a pegadinha mais clássica da condicional A BI-CONDICIONAL – Conectivo “SE E SOMENTE
pois induz a pessoa a considerar que se o conse- SE”
quente ocorreu (q), pode-se afirmar que o antece-
dente (p) também ocorreu: O conectivo “Se e somente se”, conhecido como bi
condicional elimina justamente o limitante da condicio-
Esse raciocínio está INCORRETO. Para justificar, lem- nal de não ser possível inverter a ordem das proposições
bre-se dos casos em que a condicional é VERDADEIRA. sem perder o valor lógico da proposição composta. Ago-
Em um desses casos, se o antecedente (p) for FALSO, não ra, os dois valores lógicos serão limitantes, tanto se a
importa o valor lógico de q, a proposição com condicio- proposição a esquerda do conector for VERDADEIRA ou
nal será VERDADEIRA. Assim, se q ocorrer não é garantia FALSA. Novamente vamos ao mesmo exemplo:
que p também ocorreu: p : Carlos gosta de jogar badminton.
q : Pablo tomou suco de maçã

Temos acima duas proposições simples e vamos for-


mar agora uma proposição composta usando o conecti-
vo “Se e somente se”:
𝑹 = 𝒑 ↔ 𝒒 : Carlos gosta de jogar badminton se e
iii) Modus Tollens: Nessa linha de raciocínio, esta- somente se Pablo tomou suco de maçã.
mos negando que o consequente (q) ocorreu e se
olharmos os casos possíveis da condicional, isso O símbolo
𝑹=𝒑↔𝒒 indica a bi condicional, ou seja, os dois
só será possível se o antecedente (p) também não sentidos devem ser satisfeitos. Em outras palavras, a bi
ocorrer: condicional será VERDADEIRA apenas se os valores lógi-
cos das duas proposições forem iguais:
i) Uma proposição composta formada por uma bi
condicional será VERDADEIRA se ambas as propo-
sições forem VERDADEIRAS ou se ambas as propo-
sições forem FALSAS.
Exemplo: ii) Uma proposição composta formada por uma bi
condicional será FALSA se uma proposição for
VERDADEIRA e outra for FALSA e vice-versa.

Assim:
𝑹 = 𝒑 ↔ 𝒒 : Carlos gosta de jogar badminton se e
iv) Falácia de negar o antecedente: Novamente um somente se Pablo tomou suco de maçã.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

erro de pensamento referente aos casos possí- A proposição R será VERDADEIRA se p e q forem VER-
veis da condicional. Se você nega o antecedente DADEIROS ou p e q forem FALSOS e R será FALSO se p for
(p) não é garantia que o consequente (q) não irá VERDADEIRO e q FALSO ou p FALSO e q VERDADEIRO.
ocorrer pois a partir do momento que temos ~p, o
valor lógico de q pode ser qualquer um e a condi-
cional se manterá VERDADEIRA:

6
3. (COLÉGIO PEDRO II – ANALISTA DA TECNOLOGIA
DA INFORMAÇÃO - 2018) Considere as seguintes pro-
EXERCÍCIOS COMENTADOS posições P e Q, sendo que P é falsa e Q é verdadeira; 

1. (PREFEITURA DE SARZEDO, MG – TÉCNICO ADMI- P: Se o monitor está funcionando, então a placa de vídeo
NISTRATIVO – IBGP, 2018) “Cecília comprará ou o vesti- não está com defeito.    
do azul ou o vestido preto.”  Q: A placa de vídeo está com defeito se, e somente se, a
Com base na estrutura lógica, assinale a alternativa COR- memória não apresenta defeito. 
RETA.
Logo, é verdadeira a proposição:
a) 𝑝∨𝑞
b) 𝑝∧𝑞 a) Se o monitor não está funcionando, então a memória
c) 𝑝∨𝑞 não apresenta defeito.
d) 𝑝→𝑞 b) Ou o monitor está funcionando ou a memória não
apresenta defeito.
Resposta: Letra C. Provavelmente muitos devem ter c) O monitor não está funcionando ou a memória apre-
pensado que este era um caso de “ou exclusivo”, mas senta defeito.
observe que o verbo em questão é “comprar” e não d) O monitor está funcionando e a memória apresenta
“vestir”. Cecília pode muito bem comprar os dois ves- defeito.
tidos, não há nada lógico que impeça isso, porém se a
proposição fosse “Cecília vestirá ou o vestido azul ou Resposta: Letra A e B (Anulada). Como P é uma
o vestido preto”, aí teríamos o caso de “ou exclusivo” condicional FALSA, temos que “O monitor está fun-
pois ela não poderia vestir os dois vestidos ao mesmo cionando” é VERDADEIRO e “A placa de vídeo não
tempo. está com defeito” é FALSO. No caso de Q temos duas
possibilidades: “A placa de vídeo está com defeito” e
2. (EMATER-MG – ASSESSOR JURÍDICO – GESTÃO “A memória não apresenta defeito” são ambas VER-
CONCURSO – 2018) Considere as proposições compos- DADEIRAS ou ambas FALSAS. Entretanto, como vimos
tas abaixo, identificadas como P e Q. em P que “A placa de vídeo está com defeito” é VER-
DADEIRO, só teremos um caso, onde “A memória não
P: Se faz frio, então bebo muita água. apresenta defeito” também é VERDADEIRO. A alter-
Q: Se estudo e trabalho no mesmo dia, fico muito can- nativa A é VERDADEIRA pois temos uma condicional
sado. e a proposição “O monitor não está funcionando” é
FALSA, o que faz a condicional ser VERDADEIRA. A al-
Sabendo-se que as duas proposições citadas no enuncia- ternativa B é VERDADEIRA também pois “O monitor
do são falsas, é verdade afirmar que está funcionando” é VERDADEIRO e isso já basta para
uma disjunção ser VERDADEIRA, além disso, “A me-
a) Fico muito cansado ou bebo muita água mória não apresenta defeito” também é VERDADEIRA.
b) Não estudo e trabalho no mesmo dia e faz frio A alternativa C é FALSA pois “O monitor não está fun-
c) Não fico muito cansado e não bebo muita água cionando” é FALSO e “A memória apresenta defeito”
d) Se faz frio, então não estudo e trabalho no mesmo dia também é FALSA, sendo o único caso da disjunção ser
FALSA. Por fim, a alternativa D também é falsa pois “A
Resposta: Letra C. O enunciado nos diz que as duas memória apresenta defeito” é FALSA e isso na conjun-
condicionais são falsas, ou seja, podemos afirmar que ção já caracteriza uma proposição composta FALSA.
“Faz frio” e “Estudo e trabalho no mesmo dia” são
VERDADEIRAS e “Bebo muita água” e “Fico muito can-
sado” são FALSAS, pois é a única combinação possível TABELAS VERDADE
para as condicionais serem FALSAS. Logo, a letra A é
FALSA pois ambas são FALSAS e a disjunção será FAL- A tabela-verdade é um dispositivo prático muito
SA, a letra B é FALSA pois ‘Não estudo e trabalho” é usado para a organizar os valores lógicos de proposições
FALSO o que faz a conjunção ser FALSA. A letra C é compostas pois ela ilustra todos os possíveis valores
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

VERDADEIRA pois as duas negações geram proposi- lógicos da estrutura composta, correspondentes a todas
ções VERDADEIRAS que combinada em uma conjun- as possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
ção, formam uma proposição VERDADEIRA. E por fim simples.
a letra D é FALSA pois “Faz frio” é VERDADEIRO e “Não Para se construir uma tabela verdade, são necessárias
estudo e trabalho no mesmo dia” é FALSO e combina- três informações iniciais: O número de proposições que
dos em uma condicional, gera uma proposição FALSA. compõem a proposição composta, o número de linhas
que a tabela-verdade irá ter e a variação dos valores
lógicos.
A primeira informação é puramente visual, basta olhar
a proposição composta e verificar quantas proposições
simples a compõem, contando a quantidade de letras
distintas que existem nela, vejam os exemplos:

7
𝒑 ∧ 𝒒 : Temos as proposições simples p e q, ou seja, a TABELA-VERDADE PARA 2 PROPOSIÇÕES
proposição composta possui duas proposições; SIMPLES
(𝒑 ∧ 𝒒) → (~𝒒 ↔ 𝒑) : Esta estrutura possui duas
proposições simples também, p e q. Não se deve Chegamos as seções onde a tabela-verdade fará mais
considerar a repetição das proposições que no caso de p sentido, pois ela é aplicada em proposições compostas.
e q, repetiram duas vezes; Iniciando com uma estrutura de duas proposições
𝒓 ↔ (𝒑 ∨ 𝒒) : Neste caso, com a presença da simples, vamos primeiramente explicar a organização
proposição r, temos três proposições simples distintas, destas proposições.
p,q e r. Como já sabemos que são duas proposições simples,
A segunda informação, que é o número de linhas que chamaremos de p e q, temos que a tabela-verdade
da tabela verdade, deriva do número de proposições terá quatro linhas:
simples que a estrutura composta possui. Usando essa
conta simples: p q
𝐿= 2𝑛

Onde L é o número de linhas da tabela-verdade e n


é o número de proposições simples que ela possui. Ou
seja, para duas proposições simples, temos 4 linhas na
tabela-verdade, para 3 proposições simples, 8 linhas
na tabela e para 4 proposições simples, a tabela possui
16 linhas. Além disso, para o caso de uma proposição FIQUE ATENTO!
simples, pode-se aplicar a fórmula também, e teremos Observe que além das linhas corresponden-
duas linhas na tabela-verdade. tes da tabela-verdade, nós inserimos uma li-
Esses valores são derivados da organização da tabela, nha inicial indicando qual a proposição que
para que tenhamos todos os casos possíveis avaliados. estamos atribuindo o valor lógico. Isso é de
Com essa informação, podemos organizar a tabela e isso suma importância para se dominar esse con-
será apresentado caso a caso nas seções seguintes. teúdo.

TABELA-VERDADE DE PROPOSIÇÃO SIMPLES:


NEGAÇÃO Agora temos que combinar os dois valores lógicos
possíveis entre as proposições, formando as quatro linhas.
Para isso, recomenda-se que sigam os seguintes passos:
Nós iremos seguir a ordem do capítulo anterior e
apresentar a montagem das tabelas-verdade para os
i) Na coluna da primeira proposição, atribua o valor
operadores lógicos descritos. Inicia-se pele negação, que
de V para a primeira metade das linhas e F para a
é uma proposição simples e terá apenas duas linhas na
segunda metade. Ou seja, as duas primeiras linhas
tabela-verdade:
são V e as duas últimas são F:

p ~p
p q
V F
V
F V
V
Observe que a tabela possui duas colunas. A primeira F
contém os valores possíveis para a proposição simples, F
que pela fundamentação da lógica, é o VERDADEIRO (V)
e o FALSO (F). ii) Para a segunda coluna, repita o mesmo
Já a segunda coluna possui o operador lógico procedimento dentro de cada valor lógico atribuído
negação. O operador foi aplicado em casa linha da para a coluna anterior. Ou seja, como temos V nas
tabela, gerando o resultado correspondente. Ou seja, se duas primeiras linhas de p, vamos colocar V na
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

a proposição p é V, sua negação será F e vice-versa. primeira linha e F na segunda. Da mesma forma,
É importante frisar que as operações da tabela- vamos fazer o mesmo procedimento para as duas
verdade ocorrem de linha em linha, ou seja, se na linhas de p que contém F:
primeira linha temos que a proposição p é V, esse valor
permanecerá assim até que todas as operações daquela
p q
linha correspondente tenham terminado.
V V
V F
F V
F F

8
Pronto, a tabela-verdade para duas proposições foi p q 𝒑∧𝒒
organizada e agora podemos passar para as proposições
compostas. V V V

Tabela Verdade da Conjunção (“e”) V F F


Seguindo a ordem do capítulo anterior, temos o F V F
operador lógico “e”, ou a conjunção. Para atribuir valores F F F
lógicos a essa expressão, cria-se uma terceira coluna na
tabela-verdade e insere no título qual proposição lógica Esta é a tabela-verdade para conjunção é deve ser
iremos tratar, desta maneira: memorizada ou resolvida de forma rápida no caso de
tabelas maiores.
p q 𝒑∧𝒒
Tabela Verdade da Disjunção (“ou”)
V V Passando agora para o próximo conectivo, que é
V F a disjunção (“ou”). Esse operador possui a definição
contrária a conjunção, onde ele só será FALSO no caso
F V de as duas proposições simples serem FALSAS, caso
F F contrário, será sempre VERDADEIRO.
Montando a tabela:
No caso da conjunção, temos que ela é VERDADEIRA
apenas se as duas proposições compostas, p e q, forem p q 𝒑∨𝒒
VERDADEIRAS, caso contrário, ela será FALSA. Usando
essa informação, vamos preencher a tabela: V V
Na primeira linha, temos que p é VERDADEIRO e V F
q é VERDADEIRO, logo, a conjunção nesse caso será
VERDADEIRA por definição: F V
F F
p q 𝒑∧𝒒
A primeira, segunda e terceira linhas possuem ao
V V V menos 1 valor lógico VERDADEIRO, ou seja, condição
suficiente para o operador lógico ser VERDADEIRO:
V F
F V
p q 𝒑∨𝒒
F F
V V V
A segunda linha possui p = V e q = F. Para a conjunção
V F V
é necessário que as duas proposições sejam V para ela
ser V, logo, ela será FALSA: F V V
F F
p q 𝒑∧𝒒
Já a última linha, possui ambas proposições simples
V V V com o valor lógico FALSO, o que faz a disjunção ser
V F F FALSA também:
F V
p q 𝒑∨𝒒
F F
V V V
Seguindo o mesmo raciocínio, a terceira linha possui
p = F e q = V, o que faz a conjunção ser FALSA: V F V
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

F V V
p q 𝒑∧𝒒
F F F
V V V
Esta é a tabela da disjunção é também deve ser
V F F memorizada.
F V F
Tabela Verdade da Condicional (“Se...então”)
F F O próximo conector lógico é a condicional (“Se...
então”) e montaremos a tabela-verdade do mesmo jeito
Finalmente, a quarta linha possui as duas proposições
que os anteriores:
simples com valor lógico FALSO, o que faz a conjunção
ser FALSA também:

9
p q 𝒑→𝒒 (𝒑 ∧ 𝒒) ↔ ~𝒑 ∨ 𝒒

V V Observe que a proposição possui duas proposições


simples mas possui três operações lógicas. Para montar
V F a tabela-verdade desta proposição, deveremos fazer
F V combinações dos resultados fundamentais vistos
anteriormente.
F F Iniciando, vamos montar a estrutura inicial, com as
colunas de p e q:
O princípio deste operador lógico está na relação
entre o antecedente (p) e o consequente (q). Ele será
FALSO apenas se 𝑝 = 𝑉 e 𝑞 = 𝐹 , o que ocorre na p q
segunda linha. Nos outros casos, ele será VERDADEIRO. V V
Em caso de dúvidas deste operador, recomenda-se a
V F
releitura do capítulo 2.
F V
p q 𝒑→𝒒 F F

V V V Agora, vamos analisar a expressão: temos dois


V F F parênteses separados por uma bicondicional, portanto,
teremos que saber os valores lógicos de cada parêntese
F V V antes de resolver o “se e somente se”. Para isso, vamos
F F V criar colunas específicas na tabela para cada informação
e depois agrupá-las.
Tabela Verdade da Condicional (“Se...então”) Começando com a conjunção no primeiro parêntese
O último operador é o Bicondicional (“Se e somente e atribuindo os valores lógico de cada linha, cria-se uma
se”) e a tabela será montada da mesma forma: terceira coluna a partir da primeira e da segunda:

p q p q 𝒑∧𝒒
𝒑↔𝒒

V V V V V

V F V F F

F V F V F

F F F F F

Montaremos a tabela usando sua lógica simples: Agora, vamos resolver o segundo parêntese. Para
Ele será VERDADEIRO se as duas proposições simples isso, precisaremos da negação de p para fazer uma
tiverem o mesmo valor lógico e FALSO se tiverem valores disjunção com q. Logo, vamos criar primeiro uma coluna
diferentes: da negação e depois faremos a disjunção:

p q p q 𝒑∧𝒒 ~p
𝒑↔𝒒

V V V V V V F

V F F V F F F

F V F F V F V

F F V F F F V
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Com essas informações memorizadas é possível Observe que esta quarta coluna é a negação da
montar QUALQUER tabela-verdade. primeira, como deve ser, já que estamos negando a
proposição p. Criaremos agora uma quinta coluna, onde
Montagem de tabelas usando mais de um faremos a disjunção de ~p (quarta coluna) e q (segunda
operador lógico coluna):

Obviamente que as seções acima introduziram as


tabelas-verdade fundamentais, que vão auxiliar na
montagem de tabelas mais complexas. Vamos apresentar
um exemplo onde isso será aplicado. Considere a
seguinte proposição composta:

10
p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F
V F F F
F V F V
F F F V

Nós temos que utilizar os valores lógicos da quarta e segunda colunas em cada linha correspondente da tabela. É
aqui que muitos candidatos se confundem e acabam usando colunas diferentes. Na primeira linha, temos que a quarta
coluna tem valor F e a segunda coluna tem valor V, assim a disjunção entre elas será V:

p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F V
V F F F
F V F V
F F F V

Na segunda linha, temos a quarta e a segunda coluna com valores lógicos FALSO, o que faz a disjunção FALSA:

p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F V
V F F F F
F V F V
F F F V

Na terceira linha, temos ambos VERDADEIROS, o que faz a disjunção VERDADEIRA:

p q 𝒑∧𝒒 ~p

V V V F V
V F F F F
F V F V V
F F F V

E na quarta linha, temos a quarta coluna VERDADEIRA e a segunda coluna FALSA, o que faz a disjunção ser
VERDADEIRA:

p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F V
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

V F F F F
F V F V V
F F F V V

FIQUE ATENTO!
Fizemos uma disjunção entre a quarta e a segunda coluna, NESTA ORDEM. No caso da disjunção, se fi-
zéssemos invertido, não haveria problemas, mas nem sempre isso acontece. A recomendação é que se
mantenha a ordem da operação lógica.

11
Finalmente, vamos criar a sexta coluna que será a bicondicional da terceira e quinta colunas:

p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒 𝒑 ∧ 𝒒) ↔ (~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F V
V F F F F
F V F V V
F F F V V

Na primeira linha, temos a terceira coluna VERDADEIRA e a quinta também, que pela bicondicional, gera um valor
VERDADEIRO:

p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒 𝒑 ∧ 𝒒) ↔ (~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F V V
V F F F F
F V F V V
F F F V V

Na segunda linha, temos ambas as colunas FALSAS, que pela bicondicional, gera um valor VERDADEIRO:

p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒 𝒑 ∧ 𝒒) ↔ (~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F V V
V F F F F V
F V F V V
F F F V V

Na terceira e quarta linhas temos o mesmo caso, com a terceira coluna FALSA e a quinta VERDADEIRA, o que gera
um valor FALSO na bicondicional:

p q 𝒑∧𝒒 ~p ~𝒑 ∨ 𝒒 𝒑 ∧ 𝒒) ↔ (~𝒑 ∨ 𝒒

V V V F V V
V F F F F V
F V F V V F
F F F V V F

Pronto, esses são os resultados possíveis da proposição composta 𝒑 ∧ 𝒒) ↔ (~𝒑 ∨ 𝒒 , variando os valores lógicos
das proposições simples p e q que a compõem.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

12
TABELA VERDADE PARA 3 PROPOSIÇÕES SIMPLES p q r
Vamos agora aumentar a complexidade do problema V V
inserindo uma terceira proposição, que chamaremos de V V
r. Pela relação de número de linhas da tabela, teremos
então L=23=8 linhas. A tabela fica na seguinte forma: V F
V F
p q r F V
F V
F F
F F

A terceira coluna é mais simples, basta subdividir


cada bloco de duas linhas em uma linha cada, colocando
V e F intercalado, montando assim todas as combinações
possíveis:

p q r
Para organizar todas as combinações possíveis dos V V V
valores lógicos, vamos usar o mesmo artifício visto na
tabela com duas proposições simples. Primeiro, vamos V V F
dividir a primeira coluna em dois blocos de 4 linhas, onde V F V
o primeiro bloco será VERDADEIRO e o segundo, FALSO:
V F F

p q r F V V

V F V F

V F F V

V F F F

V Como exemplo, vamos montar a tabela-verdade da


F seguinte proposição composta: ~𝑝 → 𝑞 ∧ 𝑟 ↔ 𝑝 ∨ 𝑟 .
Com a tabela acima, vamos organizar quais informações
F precisamos para montar a expressão final. Observando o
F primeiro parênteses, precisaremos da negação de p, ou
F seja, ~p. Criando uma quarta coluna e preenchendo em
função da primeira:
Na segunda coluna, vamos subdividir cada bloco da
primeira coluna em dois novamente, colocando VERDADEIRO p q r ~p
na primeira parte e FALSO na segunda, desta maneira: V V V F
V V F F
p q r
V F V F
V V
V F F F
V V
F V V V
V F
F V F V
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

V F
F F V V
F
F F F V
F
F Agora precisaremos fazer a conjunção entre q e r
F no primeiro parênteses para poder combinar com a
negação de p. Montando a quinta coluna com 𝒒 ∧ 𝒓 ,
Veja que o primeiro bloco da primeira coluna, que é que é a combinação entre a segunda e a terceira coluna,
VERDADEIRO foi dividido em dois blocos de duas linhas temos que:
cada, em um, colocamos duas linhas VERDADEIRO e nas
outras duas linhas, FALSO. Fazendo o mesmo para o
bloco seguinte:

13
p q r ~p 𝒒∧𝒓

V V V F V
V V F F F
V F V F F
V F F F F
F V V V V
F V F V F
F F V V F
F F F V F

Interessante observar que ficamos apenas com duas linhas com o valor lógico VERDADEIRO e isso não é nenhum
problema, pois quando se realiza operações lógicas não teremos sempre a divisão de 50% VERDADEIRO e 50% FALSO.
Combinando a quarta e quinta colunas, podemos formar o primeiro parênteses, que é ~𝑝 → 𝑞 ∧ 𝑟 :

p q r ~p 𝒒∧𝒓 ~𝒑 → 𝒒 ∧ 𝒓

V V V F V V
V V F F F V
V F V F F V
V F F F F V
F V V V V V
F V F V F F
F F V V F F
F F F V F F

Antes de montarmos a bicondicional entre os dois parênteses, precisamos montar a coluna relativa ao segundo
parênteses da expressão. Colocando a conjunção a partir da primeira e terceira colunas:

p q r ~p 𝒒∧𝒓 ~𝒑 → 𝒒 ∧ 𝒓 𝒑∨𝒓

V V V F V V V
V V F F F V V
V F V F F V V
V F F F F V V
F V V V V V V
F V F V F F F
F F V V F F V
F F F V F F F

Finalmente, a oitava coluna é montada a partir da combinação entre a sexta e a sétima colunas:
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

14
p q r ~p 𝒒∧𝒓 ~𝒑 → 𝒒 ∧ 𝒓 𝒑∨𝒓 ~𝒑 → 𝒒 ∧ 𝒓 ↔ 𝒑∨𝒓

V V V F V V V V
V V F F F V V V
V F V F F V V V
V F F F F V V V
F V V V V V V V
F V F V F F F V
F F V V F F V F
F F F V F F F V

O resultado é interessante pois apenas a sétima linha da proposição completa possui valor lógico FALSO. Isso pode
ser facilmente uma questão de concurso, onde pergunta-se quais são os valores lógicos para que a proposição acima
seja FALSA. A resposta correta é p e q FALSOS e r VERDADEIRO.

TABELA VERDADE PARA 4 PROPOSIÇÕES SIMPLES

Os problemas envolvendo 4 proposições simples são mais trabalhosos pois envolvem 16 linhas de análise. Entretanto,
a resolução é a mesma dos problemas de duas ou três proposições simples. Considerando as proposições p, q, r e s, a
tabela fica da seguinte maneira:

p q r s

A primeira coluna é dividida em dois blocos de oito linhas, atribuindo V ao primeiro bloco e F ao segundo.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

15
p q r s p q r s
V V V V
V V V V
V V V F
V V V F
V V F V
V V F V
V V F F
V V F F
F F V V
F F V V
F F V F
F F V F
F F F V
F F F V
F F F F
F F F F

A segunda coluna subdivide a primeira novamente A quarta coluna basta intercalar V e F:


em dois, formando blocos de quatro linhas, intercalando
os valores V e F: p q r s
V V V V
p q r s
V V V F
V V
V V F V
V V
V V F F
V V
V F V V
V V
V F V F
V F
V F F V
V F
V F F F
V F
F V V V
V F
F V V F
F V
F V F V
F V
F V F F
F V
F F V V
F V
F F V F
F F
F F F V
F F
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

F F F F
F F
F F
CLASSIFICAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES SEGUNDO A
A terceira coluna subdivide a segunda em blocos de TABELA-VERDADE
duas linhas, intercalando V e F:
Após a montagem de qualquer proposição composta
na tabela-verdade, podemos classificar seu resultado de
três maneiras:

16
Tautologia Tabela verdade para 𝑝 ↔ ~𝑞 ∧ (𝑝 ∧ 𝑞)..
A tautologia ocorre quando todas as linhas da
coluna correspondente a proposição composta seja Antes de montarmos a proposição composta,
VERDADEIRA. Ou seja, não importa os valores lógicos precisaremos montar a negação de q, a bicondicional do
das proposições simples, a proposição composta terá primeiro parênteses e a disjunção do segundo, assim:
sempre o valor lógico V. Observe o exemplo:
Tabela-verdade para a proposição 𝑝 ∧ 𝑞 → 𝑝 ∨ 𝑞 . p q ~q 𝑝𝑝↔
↔~𝑞
~𝑞 ∧∧(𝑝
(𝑝∧∧𝑞).
𝑞).
São duas proposições simples, o que formará quatro
linhas na tabela: V V F F V
V F V V F
p q
F V F V F
V V
F F V F F
V F
F V Combinando a quarta e quinta colunas para montar a
disjunção entre os dois parênteses:
F F

Inserindo os dois parênteses na terceira e quarta p q ~q 𝑝𝑝 ↔


↔ ~𝑞
~𝑞 ∧∧ (𝑝
(𝑝 ∧∧ 𝑞).
𝑞). 𝑝 ↔ ~𝑞 ∧ (𝑝 ∧ 𝑞).
colunas:
V V F F V F

p q V F V V F F
𝑝∧𝑞 → 𝑝∨𝑞
F V F V F F
V V V V
F F V F F F
V F F V
F V F V Como todas as linhas do resultado final são FALSAS,
temos uma contradição.
F F F F
Contingência
Aplicando a condicional entre a terceira e quarta
colunas: A contingência é o caso mais simples de todos
pois são as tabelas-verdade que não são tautologia ou
p q 𝑝𝑝∧∧𝑞𝑞 →→ 𝑝𝑝∨∨𝑞𝑞 𝑝∧𝑞 → 𝑝∨𝑞 contradição, ou seja, possui os dois valores lógicos (V e
F) no resultado final.
V V V V V
V F F V V
F V F V V EXERCÍCIOS COMENTADOS
F F F F V
1. (EMATER, MG – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
GESTÃO CONCURSO, 2018) Para Alencar (2002, p.14),
O resultado da proposição composta mostra que
“na tabela verdade figuram todos os possíveis valores
todas as linhas geraram um valor lógico VERDADEIRO.
lógicos da proposição composta, correspondentes a
Assim, podemos classificar essa proposição composta
todas as possíveis atribuições de valores lógicos às
como Tautologia.
proposições simples correspondentes.” Considerando
duas proposições identificadas como  p  e  q, deseja-se
FIQUE ATENTO! construir a tabela verdade da proposição composta ~ (p
ᴧ ~ q), conforme descrito na tabela a seguir.
O exemplo de tautologia foi com duas pro-
posições simples mas considere que a clas-
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

sificação é válida também para três ou mais


proposições simples.

Contradição

A contradição é exatamente o contrário da tautologia,


Os valores lógicos da proposição composta ~ (p ᴧ ~ q),
onde todos os resultados lógicos da operação da
descritos de cima para baixo na última coluna da tabela,
proposição composta devem ser FALSOS. Observe o
serão, respectivamente,
exemplo:
a) (F);(F);(F);(F)

17
b) (F);(V);(F);(F)
c) (V);(V);(V);(V)
d) (V);(F);(V);(V)

Resposta: Letra D. O exercício já auxiliou deixando a tabela com todas as colunas organizado. A “pegadinha” é se
você esquecer de fazer a negação final, que faria você marcar a alternativa B e não a D.
p q ~q 𝒑 ∧ ~𝒒 ~(𝒑 ∧ ~𝒒)

V V F F V
V F V V F
F V F F V
F F V F V

2. (EMATER, MG – ASSESSOR JURÍDICO – GESTÃO CONCURSO, 2018) Considere que temos três proposições,
identificadas como p, q e r. Objetiva-se construir uma tabela-verdade para avaliar os valores lógicos que a proposição
composta 𝑝 𝑣 ~ 𝑟 → 𝑞 ᴧ ~ 𝑟 .A esse respeito, avalie as afirmações a seguir.

I. A tabela-verdade, nesse caso, terá seis linhas.


II. A tabela-verdade, nesse caso, terá oito linhas.
III. Haverá apenas três linhas da tabela-verdade na coluna correspondente à proposição composta p v ~ r → q ᴧ ~ r, que
assumirá o valor verdadeiro.

Está correto apenas o que se afirma em 

a) II
b) III
c) I e III
d) II e III

Resposta: Letra A. Antes de montarmos a tabela-verdade, já podemos verificar que a afirmação I está errada e a
II está certa pois está relacionado com o número de linhas da tabela, que é uma função apenas da quantidade de
proposições simples, neste caso 3. Montando a tabela verdade e respeitando a ordem de resolução dos operadores
lógicos, pois não temos parênteses (negação primeiro, depois as conjunções e disjunções e por fim a condicional),
você verificará que a linhas 2,5,6 e 7 são VERDADEIRAS, tornando a afirmação III incorreta pois ela afirma que são 3
linhas que são VERDADEIRAS.

3. (CÂMARA MUNICIPAL DE ARARAQUARA – AGENTE ADMINISTRATIVO – IBFC, 2017) De acordo com o raciocínio
lógico proposicional a proposição composta [𝑝 ∨ (~𝑞 ↔ 𝑟)] → ~𝑝 é uma: 

a) Contingência
b) Tautologia
c) Contradição
d) Equivalência

Resposta: Letra A. Construindo a tabela verdade:

p q r ~p ~q[𝑝 ∨ (~𝑞 ↔ 𝑟)] →𝒑 ∨~𝑝


(~𝒒 ↔ 𝒓) 𝒑 ∨ ~𝒒 ↔ 𝒓 → ~𝒑
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

V V V F F F V F
V V F F F V V F
V F V F V V V F
V F F F V F V F
F V V V F F F V
F V F V F V V V
F F V V V V V V
F F F V V F F V

18
PROPOSIÇÕES LÓGICAS Algum A é B
As próximas duas proposições também são
As proposições categóricas são formadas basicamente categóricas, mas não casos extremos como as anteriores
por três palavras: Todo, Nenhum e o Algum. Desta em que ou temos todos os elementos de A pertencente
última, deriva-se também o “Algum Não” para completar a B ou não temos nenhum. A expressão “Algum A é
as quatro proposições fundamentais. Assim, vamos B” estabelece que ao menos um elemento pertence
interpretar e representar as seguintes expressões: também ao conjunto B. Ela não fala quantos elementos
de A pertencem a B (podem ser todos inclusive), o que ela
Todo A é B descarta é o fato de nenhum elemento de A pertencer a B,
A primeira proposição categórica é bem conhecida e essa consideração será importante quando estudarmos
e facilmente interpretada. Ela afirma que todos os a negação das proposições categóricas.
elementos que pertencem ao grupo (ou na nossa Além disso, são quatro diagramas possíveis para
linguagem, conjunto) A também pertencem ao conjunto interpretar essa proposição:
B. Para este caso, temos duas representações possíveis:

O primeiro caso talvez seja o que a maioria das


pessoas pensam quando se diz que “Todo A é B”, ou seja, o
conjunto A sendo subconjunto do conjunto B. Entretanto,
quando ambos os conjuntos são coincidentes, ou sejam,
são exatamente iguais, a proposição ainda é válida, com Os dois primeiros casos remetem ao conjunto A ser
todos os elementos do conjunto A pertencentes também subconjunto de B ou vice-versa. Em ambos conseguimos
ao conjunto B. afirmar que existe ao menos um elemento de A que
pertence a B. O terceiro caso é o mesmo de “Todo A é B”
pois, como dissemos, essa proposição afirma que temos
FIQUE ATENTO!
no mínimo um elemento de A que está em B, então
Observe que quando falamos que “Todo A é logicamente todos os elementos de A pertencerem a
B” não é necessariamente verdade que “Todo B atendem a “Algum A é B”. E o último caso é aquele
B é A” pois o primeiro caso da figura acima onde temos termos exclusivos de A e B, mas uma região
justifica que nem todos os elementos de B de interseção onde há elementos pertencentes aos dois
podem pertencer ao conjunto A.”. conjuntos, satisfazendo a proposição.
Além disso, é possível inverter os conjuntos de
Nenhum A é B posição e manter a lógica correta, ou seja, se falarmos
A segunda proposição categórica é a mais simples que “Algum A é B”, pode-se afirmar que “Algum B é A”
de se observar através do diagrama de conjuntos pois
quando falamos que “Nenhum A é B”, conclui-se que Algum A não é B
nenhum elemento do conjunto A pertence ao conjunto Análogo a proposição anterior, a proposição “Algum
B, ou seja, são dois conjuntos distintos sem nenhuma A não é B” estabelece que há ao menos um elemento de
intersecção: A que não pertence ao conjunto B. Novamente não se
estipula quantos elementos de A não são de B (e podem
ser todos eles inclusive), mas sim que não temos todos os
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

elementos de A pertencendo a B, algum necessariamente


não será. São três diagramas para representar essa
proposição categórica:

Diferentemente da proposição “Todo A é B”, dizer


que “Nenhum A é B” é logicamente equivalente a dizer
que “Nenhum B é A”, ou seja, permite-se a inversão dos
conjuntos sem prejudicar o raciocínio.

19
As proposições que são contraditórias entre si, ou
seja, aquelas ligadas pela diagonal do problema serão
justamente as negações lógicas da proposição categórica
considerada, ou seja:
No primeiro caso, como temos elementos exclusivos - A negação de “Todo A é B” é “Algum A não é B”
de A e B, esses elementos exclusivos satisfazem a - A negação de “Nenhum A é B” é “Algum A é B”
proposição. No segundo caso, temos B como subconjunto - A negação de “Algum A é B” é “Nenhum A é B”
de A sem serem coincidentes, o que também deixam - A negação de “Algum A não é B” é “Todo A é B”
alguns elementos de A não pertencendo a B. Finalmente
o terceiro caso, onde A e B não possuem intersecção Ou seja, nas proposições categóricas, negar uma
(coincidente com “Nenhum A é B”), temos que os proposição universal é transformá-la em uma proposição
elementos de A não pertencem a B, bastava apenas 1 particular de afirmação contrária e vice-versa. Isso reforça
mas nesse caso foram todos. o que foi dito no início do capítulo que a negação de
“Todo A é B” não é “Nenhum A é B” e agora fica fácil
CLASSIFICAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS de entender pois para que “Todo A é B” seja falso, basta
apenas um único elemento de A não pertencer a B, o
As quatro proposições categóricas também caracteriza a proposição “Algum A não é B”.
possuem nomes formalizados que são de importante
conhecimento para se interpretar enunciados de No caso das relações “subalternas”, quando temos o
concursos que utilizarem essas definições. Vamos a elas valor lógico definido da proposição universal, podemos
expandi-lo para a sua correspondente proposição
Proposição Universal Afirmativa particular, ou seja:
A proposição universal afirmativa é equivalente - O valor lógico da proposição particular afirmativa
a expressão “Todo A é B”, ou seja, todo o universo do será o mesmo que o da proposição universal
conjunto A pertence a B. afirmativa.
- O valor lógico da proposição particular negativa será
Proposição Universal Negativa o mesmo que o da proposição universal negativa.
A proposição universal negativa é equivalente a
expressão “Nenhum A é B”, ou seja, todo o universo do
conjunto A não pertence a B. ANÁLISE COM MAIS DE UMA PROPOSIÇÃO
CATEGÓRICA ENVOLVIDA
Proposição Particular Afirmativa
A proposição particular afirmativa é equivalente a Os problemas envolvendo proposições categóricas
expressão “Algum A é B”, ou seja, algum caso de todo o podem ser simples de se revolver como visto no
universo do conjunto A pertence a B. exercício comentado acima, porém, existem casos mais
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

elaborados, onde pode haver 3 ou mais conjuntos para


Proposição Particular Negativa serem analisados. Observe esse exemplo extraído de
A proposição particular negativa é equivalente a uma banca que aborda muito o raciocínio lógico, a ESAF:
expressão “Algum A não é B”, ou seja, algum caso de Se é verdade que “Alguns A são R” e que “Nenhum G
todo o universo do conjunto A não pertence a B. é R”. então é necessariamente verdadeiro que:
a) Algum A não é G
RELAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS b) Algum A é G
c) Nenhum A é G
As proposições categóricas possuem relações entre si d) Algum G é A
para aplicarmos valores lógicos quando necessário. Para e) Nenhum G é A.
ajudar na memorização, construiu-se um diagrama com
as definições apresentadas abaixo:

20
Observem neste caso que temos 3 conjuntos: A,R
e G e eles estão relacionados através de proposições
categóricas. Para resolver esse tipo de problema, temos
que utilizar dos diagramas de conjuntos para entende-
lo. A ordem de aplicação das proposições determina seu
êxito no exercício, onde recomenda-se começar pelas
proposições universais e depois partir para as particulares.
Iniciando então por “Nenhum G é R”, o diagrama fica da
seguinte forma:

- A e R possuem intersecção com elementos


exclusivos: Neste caso, pode-se haver intersecção ou não
de A em G:

Nesse caso, G e R não possuem intersecções. Feito


isso, deve-se analisar a proposição “Algum A é R”, que
possui 4 casos distintos. Além disso, não sabemos se A
intersecta ou não o conjunto G, portanto teremos que
considerar ambos os casos:

- A é subconjunto de R: Nesta primeira situação, A


não poderá intersectar G pois está dentro de R e nenhum
R é G:

Portanto são 6 casos para se analisar e verificar qual


alternativa atende todos simultaneamente:
a) Algum A não é G: Se observarmos os 6 casos,
sempre há ao menos um todos os elementos de
A que não pertencem a G, ou seja, não há nenhum
caso onde todos os elementos de A estão dentro
- R é subconjunto de A: Nesta primeira situação, de G. Logo esta alternativa aparenta ser a correta.
podemos ter A intersectando G ou não: b) Algum A é G: No primeiro, terceiro, quarto e sexto
casos, nenhum elemento de A pertence a G, logo
esta alternativa não é a correta.
c) Nenhum A é G: No segundo e quinto casos,
há elementos de A que estão em G, logo esta
alternativa não é a correta.
d) Algum G é A: Os casos onde A e G não se cruzam
eliminam esta alternativa da mesma forma que na
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

alternativa b
e) Nenhum G é A: Da mesma forma que as alternativa
- A e R são coincidentes: Neste caso, A não cruza G b e d, os casos onde A e G possuem intersecção
pois nenhum R é G; são suficientes para eliminar esta alternativa.

Logo, encontramos a alternativa correta. O que é


importante observar é que problemas envolvendo mais
de uma proposição categórica podem ser complicados e
requererem uma análise aprofundada de todos os casos.

21
valência lógica, usando frases simples como: “A negação
da expressão ... é:” ou também “A expressão logicamente
EXERCÍCIOS COMENTADOS equivalente a ... é:”.
Para resolver esses exercícios, o candidato deverá re-
1. (PC-ES – PERITO CRIMINAL – FUNCAB, 2013). conhecer na expressão original que tipo de equivalência
A negação de “Todos os padeiros dessa cidade são pode ser usada e é isso que iremos apresentar nas seções
talentosos” é: a seguir.

a) Todos os padeiros dessa cidade não são talentosos. EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS NOTÁVEIS
b) Somente um padeiro dessa cidade é talentoso. Iniciando pelas equivalências mais simples, apresen-
c) Não já padeiro talentoso nessa cidade. taremos os cinco primeiros casos de relações lógicas:

d) Existe algum padeiro dessa cidade que não é talentoso. Dupla Negação
e) Não há padeiros nessa cidade. A dupla negação já foi introduzida quando se definiu
o operador lógico negação, ou o “não” e se apresentou
Resposta: Letra D. A negação de uma proposição que “a negação da negação é a própria afirmação”. Em
universal afirmativa será uma proposição particular outras palavras, a dupla negação anula dois operadores
negativa, ou seja “Algum A não é B” que nesse caso é “não” que estão juntos, como no exemplo a seguir:
“Algum padeiro dessa cidade não é talentoso”.
~ ~𝑝 = 𝑝
2. (SERPRO – ANALISTA – ESAF, 2001). Todos os alunos
de Matemática são, também, alunos de Inglês, mas Ou seja, os dois operadores lógicos “~” são retirados,
nenhum aluno de inglês é aluno de História. Todos os restando apenas a proposição simples.
alunos de Português são também alunos de informática,
e alguns alunos de informática são também alunos de Idempotência
história. Como nenhum aluno de informática é aluno de A idempotência trata de duas relações, uma com o
inglês, e como nenhum aluno de Português e aluno de operador “e” (conjunção) e outra com o operador “ou”
História, então: (disjunção). A idéia básica é mostrar que quando se apli-
ca esses operadores na mesma proposição simples, o re-
a) pelo menos um aluno de Português é aluno de Inglês sultado é a própria proposição. Vejam os casos:
b) pelo menos um aluno de Matemática é aluno de
História 𝑝∧𝑝=𝑝
c) nenhum aluno de Português é aluno de Matemática
d) todos os alunos de Informática são alunos de
𝑝∨𝑝=𝑝
Matemática
e) todos os alunos de Informática são alunos de Português Essa equivalência é fácil verificar na tabela-verdade:

Resposta: Letra C. São muitos diagramas para p


se montar, porém quase todos são proposições 𝑝∧𝑝=𝑝 𝑝∨𝑝=𝑝
universais de fácil entendimento. Unificando todas as
V V V
informações, monta-se o diagrama e se observa que
nenhum aluno de Português é aluno de Matemática. F F F

Tanto na tabela-verdade da disjunção e da conjunção,


quando ambas as proposições são VERDADEIRAS, o re-
sultado é VERDADEIRO e quando ambas são FALSAS, o
resultado da proposição composta é FALSO.
Usando frases nas proposições, essa propriedade nos
permite dizer que se p = “João é professor”, temos que:
João é professor e João é professor = João é professor
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

João é professor ou João é professor = João é pro-


fessor
EQUIVALÊNCIA LÓGICA
Comutação
A equivalência lógica é a relação entre duas proposi- A propriedade comutativa da equivalência lógica é
ções lógicas que serão ditas equivalentes, ou seja, ao se análoga a propriedade de mesmo nome da matemática.
montar a tabela-verdade de ambas, a distribuição dos Ela descreve que podemos mudar a ordem das propo-
valores lógicos será a mesma. sições simples sem afetar o resultado final. Existem três
O domínio desta teoria passará ao candidato a se- casos:
gurança de se manipular expressões lógicas, buscando
𝑝∧𝑞 =𝑞∧𝑝
a equivalência correta nas alternativas da questão. Na
maioria das vezes, os enunciados das questões de equi- 𝑝∨𝑞=𝑞∨𝑝
𝑝↔𝑞=𝑞↔𝑝

22
𝑝𝑝 ∧∧ 𝑞𝑞 =
= 𝑞𝑞 ∧∧ 𝑝𝑝 𝑝 ∧ 𝑞 ∨ 𝑟 = 𝑝 ∧ 𝑞 ∨ (𝑝 ∧ 𝑟)
𝑝𝑝 ∨∨ 𝑞𝑞 =
= 𝑞𝑞 ∨∨ 𝑝𝑝
Já a propriedade 𝑝 ∨ 𝑞 ∧ 𝑟 = 𝑝 ∨ 𝑞 ∧ (𝑝 ∨ 𝑟) nos
𝑝𝑝 ↔
↔ 𝑞𝑞 =
= 𝑞𝑞 ↔
↔ 𝑝𝑝 permite dizer que a proposição: “Almir é biólogo, ou Jo-
seval é médico e Arlequina é bandida” é equivalente à
proposição: “Almir é biólogo ou Joseval é escritor, e Al-
Ou seja, para a disjunção, conjunção e bicondicional é mir é biólogo ou Arlequina é bandida”
possível inverter a ordem das proposições simples, man-
tendo o resultado final da proposição composta. Usando NEGAÇÃO DOS OPERADORES LÓGICOS
novamente frases como exemplo, temos que se p = “An- Este tópico provavelmente é o mais importante deste
dei 5km” e q = “Tomei um suco”: capítulo pois apresentará as negações das proposições
Andei 5km e tomei um suco = Tomei um suco e andei 5 km lógicas mais utilizadas: “Disjunção”, “Conjunção”, “Condi-
Andei 5km ou tomei um suco = Tomei um suco ou cional” e “Bicondicional”
andei 5 km
Andei 5km se e somente se tomei um suco = Tomei Negação da conjunção – Regra de De Morgan
um suco se e somente se andei 5 km As negações da conjunção e da disjunção são conhe-
cidas como Regras de De Morgan e são fáceis de memo-
rizar pela sua estrutura simples:
FIQUE ATENTO!
O leitor mais atento percebeu uma poten- ∼ 𝑝 ∧ 𝑞 = ~𝑝 ∨∼ 𝑞
cial “pegadinha” nesta propriedade pois ela
não vale para o operador “Se...então” que é a A regra nos diz que ao negar uma conjunção, po-
condicional. Muita atenção quando for utili- demos negar individualmente cada proposição simples
zar essa propriedade! trocando o operador “e” por um operador “ou”. A prova
desta relação se dá na tabela-verdade a seguir:
Associação
A propriedade associativa também tem a mesma ca-
racterística encontrada na matemática, onde você pode p q ∼ 𝑝 ∧ 𝑞 =~~𝑝𝒑∨∼
∧ 𝒒𝑞 ~p
∼ 𝑝 ∧~q
𝑞 = ~𝑝 ∨∼ 𝑞
inverter a ordem das operações lógicas. Isso só pode ser
feito caso tenhamos APENAS disjunção e conjunção nas V V V F F F F
operações, observe: V F F V F V V
𝑝 ∧𝑝 ∧𝑞 ∧𝑞𝑟∧ 𝑟= =𝑝 ∧𝑝 𝑞∧ 𝑞∧ 𝑟∧ 𝑟 F V F V V F V
𝑝 ∨𝑝 ∨𝑞 ∨𝑞 𝑟∨ 𝑟= =𝑝 ∨𝑝𝑞∨ 𝑞∨ 𝑟∨ 𝑟 F F F V V V V

Observando a quarta e a sétima coluna, verifica-se o


O que a propriedade nos mostrou é que podemos mesmo valor lógico em todas as linhas, o que prova a
fazer a operação entre p e q antes de realizar a operação equivalência.
entre q e r. Usando frases como exemplo, se considerarmos p =
“Eu sei nadar” e q = “Eu sei correr”, a negação correta
Distribuição de “Eu sei nadar e sei correr” será “Eu não sei nadar ou
A propriedade distributiva também segue a analogia não sei correr”
da propriedade vista na matemática, sendo conhecida
também como a propriedade “chuveirinho” onde a partir Negação da disjunção – Regra de De Morgan
de um operador lógico externo aos parênteses, faz-se a A negação da disjunção também é conhecida como
distribuição nos elementos internos, desta forma: Regra de De Morgan:
∼ 𝑝 ∨ 𝑞 = ~𝑝 ∧∼ 𝑞
𝑝 ∧𝑝 ∧𝑞 ∨𝑞𝑟∨ 𝑟= =𝑝 ∧𝑝𝑞∧ 𝑞∨ (𝑝
∨ (𝑝 ∧ 𝑟)
∧ 𝑟)
𝑝 ∨𝑝 ∨𝑞 ∧𝑞𝑟∧ 𝑟= =𝑝 ∨𝑝𝑞∨ 𝑞∧ (𝑝
∧ (𝑝 ∨ 𝑟)
∨ 𝑟) A regra nos diz que ao negar uma disjunção, pode-
mos negar individualmente cada proposição simples
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

trocando o operador “ou” por um operador “e”. A prova


Observe novamente que essa propriedade também é desta relação se dá na tabela-verdade a seguir:
válida APENAS para os operadores disjunção (“e”) e con-
junção (“ou”), sendo incorreto aplicar na condicional e na
bicondicional. Usando frases como exemplo, considere p q ∼ 𝑝 ∧ 𝑞 = ~𝑝
~ 𝒑∨∼
∧𝒒𝑞 ~p
∼ 𝑝 ∧~q
𝑞 = ~𝑝 ∨∼ 𝑞
que: p = “Almir é biólogo”, q = “Joseval é escritor” e r
= “Arlequina é bandida”, assim: V V V F F F F
A propriedade 𝑝 ∧ 𝑞 ∨ 𝑟 = 𝑝 ∧ 𝑞 ∨ (𝑝 ∧ 𝑟) nos V F V F F V F
permite dizer que a proposição: “Almir é biólogo, e Jo-
𝑝 ∨ 𝑞 ∧é 𝑟bandida”
seval é médico ou Arlequina = 𝑝 ∨ 𝑞é ∧equivalente
(𝑝 ∨ 𝑟) F V V F V F F
à proposição: “Almir é biólogo e Joseval é escritor, ou F F F V V V V
Almir é biólogo e Arlequina é bandida”

23
Observando a quarta e a sétima coluna, verifica-se o mesmo valor lógico em todas as linhas, o que prova a equi-
valência.
Usando frases como exemplo, se considerarmos p = “Andei de bicicleta” e q = “joguei futebol”, a negação cor-
reta de “Eu andei de bicicleta ou joguei futebol” será “Eu não andei de bicicleta e não joguei futebol”.

Negação da Condicional
A negação da condicional é uma expressão que vem derivada de outras duas equivalências lógicas: Regra de De
Morgan e Implicação material (apresentada nos tópicos seguintes). Como a ideia não é apresentar deduções, vamos
mostrar a equivalência e prová-la através da tabela-verdade:
∼ 𝑝 → 𝑞 = 𝑝 ∧∼ 𝑞

Montando a tabela-verdade:

p q 𝒑→𝒒 ~ 𝒑→𝒒 ~q 𝒑 ∧∼ 𝒒

V V V F F F
V F F V V V
F V V F F F
F F V F V F

Comparando a quarta e sexta colunas, podemos observar que todas as linhas possuem os mesmos valores lógicos,
comprovando a equivalência desta negação.
Usando frases como exemplo, se considerarmos p = “Fiz muitos gols” e q = “Sou o artilheiro”, a negação correta
de “Se fiz muitos gols então sou o artilheiro” será “Fiz muitos gols e não sou o artilheiro”.

Negação da Bicondicional
Certamente a negação da bicondicional é a expressão mais difícil dentre as apresentadas na equivalência lógica. Ela
não é simples de deduzir e usaremos a mesma abordagem da negação da condicional, que é apresentar a expressão
e provar com a tabela-verdade:
∼ 𝑝 ↔ 𝑞 = (𝑝 ∧∼ 𝑞) ∨ (𝑞 ∧ ~𝑝)

Montando a tabela-verdade:

p q∼ 𝑝 ↔ 𝑞 =∼(𝑝𝑝∧∼
↔ 𝑞) ~p
𝑞 ∼∨=(𝑞
𝑝
(𝑝↔ 𝑞~q𝑞)
∧∧∼
~𝑝) =∨(𝑝(𝑞∧∼
∧ ~𝑝)
𝑞) ∨∼(𝑞𝑝∧↔
~𝑝)
𝑞 = (𝑝 ∧∼ 𝑞) ∨ (𝑞 ∧ ~𝑝)
V V V F F F F F F
V F F V F V V F V
F V F V V F F V V
F F V F V V F F F

Observando a quarta e nona colunas, verifica-se o mesmo valor lógico em todas as linhas, o que prova a equiva-
lência lógica.
Usando frases como exemplo, se considerarmos p = “Passei de ano” e q = “Tirei 10 na prova”, a negação correta
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

de “Passei de ano se e somente se tirei 10 na prova” será “Passei de ano e não tirei 10 na prova ou tirei 10 na prova e
não passei de ano”.

EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS DA CONDICIONAL E BICONDICIONAL

Além das negações dos operadores lógicos condicional e bicondicional, existem outras equivalências lógicas impor-
tantes que estatisticamente são cobradas com certa frequência nos concursos públicos e serão apresentadas a seguir:

Implicação Material
A implicação material é uma equivalência lógica aplicada ao operador condicional que transforma esse operador
em uma disjunção (“ou”):

24
𝑝 → 𝑞 = ~𝑝 ∨ 𝑞

Montando a tabela-verdade:

p q ~p
𝑝 → 𝑞 𝑝 =→~𝑝
𝑞 ∨=𝑞~𝑝 ∨ 𝑞

V V V F V
V F F F F
F V V V V
F F V V V

A terceira e quinta colunas possuem os mesmos valores lógicos em todas as linhas, podendo afirmar que são, por-
tanto, proposições equivalentes.
Usando frases como exemplo, se considerarmos p = “Andei distraído” e q = “Tropecei na calçada”, uma expres-
são equivalente a “Se andei distraído então tropecei na calçada” será “Não andei distraído ou tropecei na calçada”

Transposição
A transposição, como o próprio nome diz, é aplicada ao operador condicional, trocando de posição as proposições
simples, algo que não é permitido diretamente pela propriedade comutativa apresentada anteriormente. A equivalên-
cia é a seguinte:
𝑝 → 𝑞 = ~𝑞 → ~𝑝

Ou seja, nega-se e inverte-se as proposições simples para formar a equivalência. Comprovando pela tabela-verdade:

p q ~p →𝑝 ~𝑝
𝑝 → 𝑞 = ~𝑞 →~q𝑞 = ~𝑞 → ~𝑝

V V V F F V
V F F F V F
F V V V F V
F F V V V V

Assim, como a terceira e sexta colunas são idênticas, temos a equivalência lógica comprovada.
Usando as frases da implicação material como exemplo novamente, se considerarmos p = “Andei distraído” e q
= “Tropecei na calçada”, uma expressão equivalente a “Se andei distraído então tropecei na calçada” será “Se não
tropecei na calçada, então não andei distraído”

FIQUE ATENTO!
Sempre que no enunciado de um exercício de equivalência tivermos o operador condicional, desconfie se
não será aplicada as regras de implicação material ou transposição, normalmente elas que serão utilizadas
para resolver a questão!

Equivalência Material
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

A equivalência material é a última relação que veremos neste capítulo e envolve o operador bicondicional que sem-
pre irá proporcionar expressões maiores para memorização. Além disso, são dois casos para se analisar: O primeiro,
transforma-se a bicondicional em duas operações condicionais:
𝒑↔𝒒 = 𝒑→𝒒 ∧ 𝒒→𝒑

Intuitivamente essa expressão não é difícil pois o próprio nome “bicondicional” já se refere a “duas condicionais”.
O importante é lembrar que as duas condicionais são ligadas por um operador “e” e não por um operador “ou”. A
tabela-verdade fica:

25
p q 𝒑𝒑 ↔
↔ 𝒒𝒒 =
= 𝒑𝒑 →
→ 𝒒𝒒 ∧∧ 𝒒𝒒
𝒑→→
↔𝒑𝒑𝒒 = 𝒑 → 𝒒 ∧ 𝒒 → 𝒑
V V V V V V
V F F F V F
F V F V F F
F F V V V V

Usando frases como exemplo, se considerarmos p = “A bolsa é azul” e q = “O estojo é vermelho”, uma expressão
equivalente para “A bolsa é azul se e somente se o estojo é vermelho” será “Se a bolsa é azul então o estojo é vermelho
e se o estojo é vermelho então a bolsa é azul”.
O outro caso de equivalência material é a conversão da bicondicional em operadores “ou” e “e”:
𝒑 ↔ 𝒒 = 𝒑 ∧ 𝒒 ∨ ~𝒑 ∧ ~𝒒

Essa expressão não é tão intuitiva como o primeiro caso mas dá para se criar um raciocínio imaginando que a bi-
condicional foi separada em duas conjunções das afirmações e negações ligadas por uma disjunção. A tabela-verdade
fica desta maneira:

p q 𝒑 ↔ 𝒒 = ~p
𝒑𝒑→↔𝒒~q
𝒒∧ =𝒒 𝒑
→∧𝒑𝒒 ∨ ~𝒑
𝒑↔∧ ~𝒒
𝒒 = 𝒑 ∧ 𝒒 ∨ ~𝒑 ∧ ~𝒒

V V V F F V F V
V F F F V F F F
F V F V F F F F
F F V V V F V V

Com a terceira e oitava coluna idênticas, temos a equivalência comprovada. Usando as mesmas frases como exem-
plo, se considerarmos p = “A bolsa é azul” e q = “O estojo é vermelho”, uma outra expressão equivalente para “A
bolsa é azul se e somente se o estojo é vermelho” será “A bolsa é azul e o estojo é vermelho ou a bolsa não é azul e
o estojo não é vermelho”.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (EMSERH – PSICÓLOGO – FUNCAB, 2016). Dizer que não é verdade que Francisco é dentista e Tânia é enfermeira,
é logicamente equivalente a dizer que é verdade que:

a) Se Francisco não é dentista, então Tânia não é enfermeira.


b) Francisco não é dentista e Tânia não é enfermeira.
c) Se Francisco não é dentista, então Tânia é enfermeira.
d) Francisco não é dentista ou Tânia não é enfermeira.
e) Francisco é dentista ou Tânia não é enfermeira.

Resposta: Letra D. Aplicando a regra de De Morgan, a negação da conjunção será a disjunção das negações, então
nega-se ambas as proposições e aplica-se o operador “ou”.

2. (TJ-SP – ESCREVENTE – VUNESP, 2017). Uma negação lógica para a afirmação “João é rico, ou Maria é pobre” é:
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

a) Se João é rico, então Maria é pobre


b) João não é rico, e Maria não é pobre
c) João é rico, e Maria não e pobre
d) Se João não é rico, então Maria não é pobre
e) João não é rico, ou Maria não é pobre

Resposta: Letra B. Aplicando a regra de De Morgan, a negação da disjunção será a conjunção das negações.

26
3. (PREFEITURA DE MARILÂNDIA – AGENTE ADMI- 6. (PMRJ – ADMINISTRADOR – PMRJ, 2016). Uma
NISTRATIVO – IDECAN, 2016). A negação da propo- proposição logicamente equivalente a “se eu não posso
sição composta “Se goleia o rival, então é campeão” é pagar um táxi, então vou de ônibus” é a seguinte: 
equivalente a:
a) se eu não vou de ônibus, então posso pagar um táxi 
a) Não goleia o rival e é campeão. b) se eu posso pagar um táxi, então não vou de ônibus
b) Goleia o rival e não é campeão. c) se eu vou de ônibus, então não posso pagar um táxi
c) Não goleia o rival ou é campeão. d) se eu não vou de ônibus, então não posso pagar um
d) Nem goleia o rival, nem é campeão. táxi

Resposta: Letra B. A negação da condicional é uma Resposta: Letra A. Como todas as alternativas são
conjunção da primeira proposição com a negação da condicionais, provavelmente o exercício se resolve
segunda, o que aparece na alternativa B. aplicando a transposição. Negando as duas proposi-
ções e invertendo a ordem, temos que “Se eu não vou
4. (TJ-PR – ANALISTA JUDICIÁRIO – PUC-PR, 2017). de ônibus, então posso pagar um taxi”. Observe que
Arno, especialista em lógica, perguntou: qual a negação já temos uma negação na frase original e na hora de
de “hoje é carnaval se, e somente se, for 8 ou 9 de feve- negarmos, faremos uma dupla negação, eliminando
os dois “não”.
reiro”?
7. (PMRJ – ADMINISTRADOR – PMRJ, 2016). A propo-
A resposta CORRETA é: 
sição equivalente para “A lua é um satélite natural se e
somente se Saturno ter anéis” é:
a) Hoje não é Carnaval se, e somente se, não for 8 ou 9
de fevereiro
a) Se a Lua é um satélite natural, então Saturno tem anéis
b) Hoje não é Carnaval e não é 8 nem 9 de fevereiro ou Se Saturno tem anéis, então a Lua é um satélite
c) Hoje não é Carnaval e é 8 ou 9 de fevereiro ou hoje é natural
Carnaval e não é nem 8 e nem 9 de fevereiro b) Se a Lua é um satélite natural, então Saturno não tem
d) Hoje é Carnaval e é 8 de fevereiro anéis e Se Saturno não tem anéis, então a Lua é um
e) Hoje é Carnaval e é 8 ou 9 de fevereiro ou hoje não é satélite natural
Carnaval e não é nem 8 e nem 9 de fevereiro c) Se a Lua é um satélite natural, então Saturno tem anéis
e Se Saturno tem anéis, então a Lua é um satélite na-
Resposta: Letra C. Questão trabalhosa mas possível. tural
Considere p = “Hoje é Carnaval” e q = “É 8 ou 9 de d) Se a Lua não é um satélite natural, então Saturno não
fevereiro”. Aplicando a negação da bicondicional, te- tem anéis e Se Saturno tem anéis, então a Lua é um
mos que: = Hoje é carnaval e não é nem 8 e nem 9 satélite natural
de fevereiro ou é 8 ou 9 de fevereiro e não é carnaval.
Usando a propriedade comutativa onde podemos in- Resposta: Letra C. Aplicando a equivalência material
verter a ordem das proposições, conseguimos montar que transforma a bicondicional em duas condicionais,
a alternativa C. temos que “Se a Lua é um satélite natural, então sa-
turno tem anéis e se Saturno tem anéis, então a Lua é
5. (ANAC – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF, 2016). um satélite natural”.
A proposição “se o voo está atrasado, então o aeroporto
está fechado para decolagens” é logicamente equivalen-
te à proposição: LÓGICA DA ARGUMENTAÇÃO

a) o voo está atrasado e o aeroporto está fechado para Tanto o argumento, quanto a proposição, formam as
decolagens. bases para o estudo da lógica. Todavia, a proposição ain-
b) o voo não está atrasado e o aeroporto não está fecha- da continua sendo o elemento fundamental, pois a partir
do para decolagens. dela que são construídos os argumentos. Mas afinal de
c) o voo está atrasado, se e somente se, o aeroporto está contas, o que é um Argumento? Essa definição é impor-
fechado para decolagens. tante para o seguimento do capítulo e será apresentada
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

d) se o voo não está atrasado, então o aeroporto não a seguir.


está fechado para decolagens. Um argumento é feito de uma composição de duas
e) o voo não está atrasado ou o aeroporto está fechado ou mais proposições. Diferentemente de uma proposi-
para decolagens. ção composta, o argumento apresenta as proposições
de maneira separada, classificando-as em dois tipos:
Resposta: Letra E. Como a questão envolve condicio- Premissas e Conclusão. As premissas são as bases e as
nal, devemos pensar em aplicar a implicação material informações que irão nortear a Conclusão (que é única,
ou a transposição. Olhando as alternativas, temos ape- apenas 1 proposição pode ser a conclusão). Assim, a es-
nas uma delas que é condicional, então provavelmen- trutura básica de um argumento é: Premissas Conclusão.
te será melhor aplicar a implicação material primeiro, Normalmente, os argumentos são apresentados na
que gera o seguinte resultado: “O voo não está atra- forma vertical, separando as premissas e a conclusão por
sado ou o aeroporto está fechado para decolagens”. um traço, desta maneira:

27
ANÁLISE DA VALIDADE DOS ARGUMENTOS

Normalmente quando os argumentos são analisados,


a primeira estratégia pensada é o uso dos diagramas de
conjuntos, ou conhecidos também como diagramas de
Euler. Essa estratégia será a primeira a ser apresentada
As três premissas informam que há uma caracterís- nesta seção, porém, é importante que fique claro que
tica genética de olhos azuis na família, onde seu pai e ela funciona em alguns casos específicos e que em casos
você possuem olhos azuis. Dadas essas informações, onde o argumento foi construído sob conectivos lógicos
concluiu-se que seu filho terá a mesma característica, ou (exemplo anterior), sua praticidade não é encontrada.
seja, olho azul. Logo, serão apresentadas 4 estratégias definitivas para
Como este argumento é mais genérico, vamos a um se resolver qualquer problema de argumentação.
mais direto que vocês irão lidar em seus concursos:
FIQUE ATENTO!
Vocês encontrarão exercícios onde mais de
uma técnica pode ser usada para sua reso-
lução. Esta apostila será uma referência para
sugestão de qual técnica utilizar. Caso con-
A argumentação apresenta que o grupo denominado siga resolver por outra técnica, é um ponto
“brasileiros” pertence em sua integralidade ao conjunto a mais no seu aprendizado.
“devedores”. Assim, se eu pertenço ao grupo dos “brasi-
leiros”, naturalmente estarei no grupo “devedores”.
Um ponto importante a se ressaltar neste exemplo Diagramas de Conjuntos (Euler)
é a estrutura particular dele. Quanto tivermos um argu-
mento composto por 2 (duas) premissas e a conclusão, A análise de argumentos usando os diagramas de
ele será considerado um caso particular e terá o nome conjuntos só é efetivamente vantajosa se os argumentos
de silogismo. forem montados com proposições categóricas (capítulo
Ambos os argumentos foram conclusões verdadei- 5). Ou seja, as premissas devem conter as expressões que
ras das premissas que consideramos. Neste caso, iremos designam este tipo, como todo, nenhum, algum e al-
classifica-los como argumentos válidos, ou seja, as pre- gum não. Algumas variações podem existir, como pelo
missas levam a esta conclusão. menos um e cada um, mas sempre serão remetidas as
A oposição disso é justamente uma ou mais premis- proposições que aprendemos no capítulo anterior.
sas falharem na conclusão, e isso tornará o argumento Este método prevê que desenharemos as premissas
inválido, pois não atende integralmente todas as premis- dentro de cada conjunto correspondente, procurando as
sas. interseções entre eles. Após a construção do diagrama,
Outro caso de argumentos que podem ser cobrados verifica-se a validade do argumento.
são aqueles que envolvem conectivos lógicos, como por Exemplo:
exemplo, neste exercício que caiu em um concurso:

O ponto chave da lógica da argumentação é verificar


Se considerarmos as proposições: se a conclusão é uma consequência lógica das premissas.
Isso será feito neste caso usando os conjuntos. A primei-
ra proposição diz que todas as mulheres são morenas,
assim o conjunto “mulheres” está dentro ou é coinciden-
te ao conjunto “morenas”:
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Ou seja, toda a argumentação é montada sob propo-


sições compostas ligadas pelos conectivos lógicos. Nos
concursos públicos, isso pode aparecer diretamente, ou
em forma de frases onde o leitor deverá convertê-la para
expressões lógicas. Para verificar se o argumento é válido
ou não, usaremos as técnicas apresentadas a seguir.

28
ou

A segunda proposição diz que nenhuma morena can-


ta, ou seja, não há intersecção entre esses conjuntos:

A segunda premissa nos mostra que Roberto não é


um convidado. Neste caso, veja que temos três possi-
bilidades, duas no primeiro caso da premissa e um no
Assim, a conclusão torna-se válida pois o conjunto segundo caso. A posição de Roberto está indicada com
mulheres também não possui intersecção com o conjun- um “X”:
tos “cantoras”, tornando assim o argumento válido. É im-
portante frisar que sabemos que parte das mulheres não
são morenas mas isso não pode interferir na validade do
argumento. A única coisa que devemos ver sob o ponto
de vista lógico é que se as premissas forem verdadeiras,
temos que ter a conclusão verdadeira.
Vamos agora com um exemplo de argumento inváli-
do. Observem:

ou

Repetindo a estratégia do exemplo anterior, temos


que a primeira premissa nos mostra que o conjunto
“convidados” está dentro ou é coincidente ao conjunto
“parentes”:
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

ou

29
Com os três valores lógicos, podemos avaliar a con-
clusão, onde se P=F, temos ~P=V, tornando a conclusão
verdadeira e o argumento válido.
Se após essas associações tivéssemos encontrado
~P=F, teríamos uma contradição, o que tornaria o argu-
mento inválido.

Tabela verdade
O método de resolução do argumento por tabela ver-
dade é utilizado quando não se consegue resolver pe-
los dois métodos anteriores, ou seja, quando não temos
proposições categóricas ou quando não temos premis-
A conclusão nos fala que Roberto não é parente, o sas sob a forma de proposições simples ou uma delas
que é verdade na segunda e na terceira possibilidade. sendo uma conjunção. Entretanto, mesmo para o caso
Na primeira, ambas as premissas são atendidas mas a onde o método de premissas verdadeiras é aplicável, a
conclusão é falsa, já que Roberto está dentro do conjunto tabela verdade pode ser utilizada, tornando um método
parentes. mais genérico.
Quando uma ou mais das possibilidades falha, não A resolução se baseia na construção da tabela verda-
temos garantia integral do argumento, tornando-o invá- de e temos que olhar as linhas correspondentes a todas
lido. as premissas possuírem o valor VERDADEIRO. Se nessa
linha, a conclusão também for VERDADEIRA, temos um
Premissas verdadeiras argumento válido, caso contrário, ele será inválido.
A segunda estratégia já envolve premissas que não
tenham as proposições categóricas. Ela é eficiente quan- FIQUE ATENTO!
do ao menos uma das proposições é simples, ou seja,
Lembre-se que a quantidade de linhas da
não há nenhum conectivo lógico com ela ou se temos
tabela-verdade é calculada em função da
uma das premissas com uma conjunção, pois assim con-
quantidade de proposições simples que for-
seguimos valorar logicamente as proposições simples mam as premissas. Quanto maior o proble-
que a compõe. ma, mais trabalhoso será a sua resolução!
Para avaliar a validade do argumento, basta adotar
que todas as premissas são verdadeiras e a partir da pro-
posição simples, verificar se a conclusão mantém-se ver-
Vamos analisar um exemplo passo a passo:
dadeira.
Analise o argumento a seguir e verifique se ele é válido
Se o resultado da conclusão for verdadeiro, o argu-
Se Pablo é ator e Irene é médica, então João é carpin-
mento é válido, caso contrário, se a conclusão for falsa
teiro.
ou se você não conseguir definir seu valor lógico, ele será
João não é carpinteiro ou Irene é médica.
inválido.
Logo, Pablo não é ator ou Irene não é médica.
Vamos a um exemplo:
Passando para a linguagem lógica, temos que:

Observe que este argumento possui duas premissas


e uma conclusão, porém é formado por três proposições
Esse argumento está montado apenas com os valores
simples. Assim, a tabela-verdade terá 8 linhas e não 4.
lógicos e temos uma proposição simples no terceiro ar-
Construindo a base da tabela:
gumento. Assim, vamos adotar a estratégia de premissas
verdadeiras, ou seja:
p q r
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

V V V
V V F
V F V
V F F
Na terceira proposição, temos que R é verdadeiro e
a partir disso, para a segunda premissa ser verdadeira, F V V
temos que ter ~Q=V, ou seja Q=F. F V F
Esse resultado implica na primeira premissa, pois se
Q=F, para a condicional ser verdadeira, precisaremos ter F F V
que P seja falso, ou seja, P=F . F F F

30
As próximas duas colunas serão correspondentes à primeira premissa:

p q r

V V V V V
V V F V F
V F V F V
V F F F V
F V V F V
F V F F V
F F V F V
F F F F V

As duas colunas seguintes são correspondentes à segunda premissa:

p q r ~𝒓 ∨ 𝒒~𝒓 ∨ 𝒒

V V V V V F V
V V F V F V V
V F V F V F F
V F F F V V V
F V V F V F V
F V F F V V V
F F V F V F F
F F F F V V V

Agora, as próximas três colunas se referem a conclusão:

p q r ~𝒓 ∨ 𝒒
~𝒓 ∨ 𝒒 ~𝒑
~𝒑∨∨~𝒒
~𝒒 ~𝒑 ∨ ~𝒒

V V V V V F V F F F
V V F V F V V F F F
V F V F V F F F V V
V F F F V V V F V V
F V V F V F V V F V
F V F F V V V V F V
F F V F V F F V V V
F F F F V V V V V V

Com a tabela construída, temos que identificar as linhas que possuem ambas as premissas verdadeiras, ou seja, te-
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

mos que analisar a quinta e sétima colunas, procurando as linhas em que ambas são V. Se observarmos, encontraremos
a primeira, quarta, quinta, sexta e oitava linhas nesta configuração:

31
p q r ~𝒓 ∨ 𝒒~𝒓 ∨ 𝒒 ~𝒑
~𝒑∨∨~𝒒
~𝒒 ~𝒑 ∨ ~𝒒

V V V V V F V F F F
V V F V F V V F F F
V F V F V F F F V V
V F F F V V V F V V
F V V F V F V V F V
F V F F V V V V F V
F F V F V F F V V V
F F F F V V V V V V

Observando essas cinco linhas, temos que a conclusão (última coluna) é VERDADEIRA em quatro delas, excetuan-
do-se apenas a primeira linha, onde a conclusão, assim, como nem todos os casos foram atendidos, o argumento é
inválido. Vale lembrar que basta 1 caso FALSO para o argumento não ser válido.

Conclusão Falsa
Para os casos onde temos um número de proposições simples maior (acima de 3), uma alternativa ao invés de se
aplicar uma tabela verdade que terá muitas linhas será o método da conclusão Falsa, ou seja, considera-se o valor ló-
gico FALSO na conclusão além de considerar as premissas VERDADEIRAS. Se este caso existir, teremos um argumento
inválido, caso contrário, ele será válido. Este método funciona bem quando a conclusão é uma condicional ou uma
conjunção, pois conseguiremos atribuir valores lógicos a todas as proposições simples que a compõe.
Observe o exemplo a seguir, extraído do livro Raciocínio Lógico Simplificado, de Sérgio Carvalho e Weber Campos,
um dos livros que usamos como referência para montar esta apostila:

Temos 4 proposições simples formando o argumento, o que faria a tabela-verdade ter 16 linhas. Se tentarmos pelo
método de premissas verdadeiras, teríamos muitos casos a analisar, uma vez que as mesmas são condicionais. Para
facilitar, vamos então adotar também a conclusão FALSA, o que para a condicional, tem-se apenas um caso, que é a
proposição da esquerda VERDADEIRA e da direita FALSA, assim temos que 𝑨 = 𝑽 e ~𝑫 = 𝑭 ⟹ 𝑫 = 𝑽.
Com esses valores lógicos definidos, podemos ir para a segunda premissa, onde sabemos o valor de ~𝑨 = 𝑭 . Para
essa premissa ser verdadeira, teremos que ter 𝑩 = 𝑭. Na primeira premissa, a condicional será verdadeira, dado que
𝑨 = 𝑽 se 𝑩 ∨ 𝑪 = 𝐕. Como 𝑩 = 𝑭., temos que ter 𝑪 = 𝑽 para atender a primeira premissa. Finalmente, como
𝑫 = 𝑽 , temos que ter ~𝑪 = 𝑽 ⟹ 𝑪 = 𝑭 , mas isso contradiz a primeira premissa que determinou que 𝑪 = 𝑽 .
Como houve falha em provar que a conclusão é FALSA com as premissas VERDADEIRAS, temos que a conclusão é
VERDADEIRA o que faz o argumento VÁLIDO!

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (TCE-RS – ENGENHEIRO – CESPE, 2004). A seguinte afirmação é válida:

Premissa 1: Toda pessoa honesta paga os impostos devidos


MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Premissa 2: Carlos paga os impostos devidos


Conclusão: Carlos é uma pessoa honesta

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Errado. Montando as premissas dentro do diagrama de Euler, se o conjunto “pagam impostos” e “hones-
tos” não forem coincidentes, não há como garantir que Carlos está necessariamente dentro do conjunto “honestos”.
Portanto, o argumento torna-se inválido.

32
2. (TCE/AC – ANALISTA – CESPE, 2008). Considere que - Se a conta fica no vermelho muito rapidamente, então
as seguintes proposições são premissas de um argumento: a alegria dura pouco
- As contas chegam.
1. César é o presidente do tribunal de contas e Tito é um
conselheiro Pressupondo que as premissas apresentadas acima se-
2. César não é o presidente do tribunal de contas ou jam verdadeiras e considerando as propriedades gerais
Adriano impõe penas disciplinares na forma da lei dos argumentos, julgue os itens subsequentes:
3. Se Adriano é vice-presidente do tribunal de contas, en- A afirmação: “Começo do mês é tempo de receber salá-
tão Tito não é o corregedor. rio, porém a alegria dura pouco”, é uma conclusão válida
a partir das premissas apresentadas acima.
Com base nas definições apresentadas no texto acima,
assinale a opção em que a proposição apresentada, junto ( ) CERTO ( ) ERRADO
com essas premissas, forma um argumento válido:
A afirmação: “Se as contas chegam, então a alegria dura
a) Adriano não é o vice-presidente do tribunal de contas pouco” é uma conclusão válida a partir das premissas
b) Se César é o presidente do tribunal de contas, então apresentadas acima.
Adriano não é o corregedor.
c) Se Tito é o corregedor, então Adriano é o vice-presi- ( ) CERTO ( ) ERRADO
dente do tribunal de contas.
d) Tito não é o corregedor Resposta: Certo e Certo. Chamando de p: Começo
e) Adriano impõe penas disciplinares na forma da lei do mês é tempo de receber salário, q: As contas che-
gam; r: O dinheiro (salário) sai, s: A conta fica no ver-
Resposta: Letra E. Utilizando o método de premissas melho muito rapidamente e t: A alegria dura pouco,
verdadeiras, a primeira premissa já nos garante que vamos resolver a primeira afirmação (𝑝 ∧ 𝑡) utilizan-
César é o presidente do tribunal de contas e Tito é um do apenas premissas verdadeiras: Como q=V na quin-
conselheiro. Na segunda, como temos uma disjunção ta premissa, a segunda premissa só será VERDADEI-
e a primeira proposição é falsa, já que César é o pre- RA se r=V. Isso vale para a terceira premissa, fazendo
sidente do tribunal, temos que ter que Adriano impõe s=V e na quarta premissa, fazendo t=V. Assim, como
penas disciplinares na forma da lei, o que é exatamen- a primeira premissa é o valor lógico de p=V, temos
te a alternativa E. Para completar, a terceira premissa que 𝑝 ∧ 𝑡 = 𝑉 . Na segunda afirmação, vamos usar a
fica indefinida sob o ponto de vista lógico, uma vez conclusão FALSA, ou seja, 𝑞 → 𝑡 = 𝐹 . Como a quinta
que não temos informações suficientes para determi- premissa é q=V, temos que ter t=F, mas isso contradiz
nar se Adriano é ou não vice-presidente do TCE, mas justamente a quarta premissa, onde t=V, mostrando
isto não afeta a escolha da alternativa correta. que há contradição na conclusão FALSA, tornando-a
VERDADEIRA ou um argumento válido.
3. (PF – ESCRIVÃO – CESPE, 2009). A sequência de pro-
posições a seguir constitui uma dedução correta:
A NÁLISE COMBINATÓRIA
Se Carlos não estudou, então ele fracassou na prova de
Física. A análise combinatória surgiu na matemática para re-
Se Carlos jogou futebol, então ele não estudou. solver um problema que pode parecer banal no começo,
Carlos não fracassou na prova de Física mas é de suma relevância no dia a dia: “Aprender a con-
Carlos não jogou futebol tar”. O leitor pode achar que é uma brincadeira, já que
aprendemos a contar quando ainda somos pequenos.
( ) CERTO ( ) ERRADO Porém, vamos provar para vocês que “contar” pode se
tornar complicado.
Resposta: Certo. Considerando as três primeiras li- Imagine o seguinte problema: Você possui 3 camise-
nhas como premissas e a última como conclusão, cha- tas (vermelha, preta e verde) e 2 bermudas (azul e verde).
maremos de a: Carlos estudou, b: Carlos fracassou na Quantas maneiras distintas você pode se vestir?
prova de Física e c: Carlos jogou futebol. Construindo A resolução é simples, primeiro você veste a bermuda
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

a tabela-verdade com a ordem estudada nesta apos- azul e varia as três camisetas:
tila, teremos que apenas a linha 4 terá as 3 premissas
VERDADEIRAS simultaneamente e nesta linha temos
também a conclusão VERDADEIRA. Logo, este argu-
mento é válido.

4. (SEGER-ES – TODOS OS CARGOS – CESPE, 2011).

- Começo do mês é tempo de receber salário.


- Se as contas chegam, o dinheiro (salário) sai.
- Se o dinheiro (salário) sai, a conta fica no vermelho mui-
to rapidamente.

33
Como são 3 casos para cada bermuda, temos um to-
tal de 6 possibilidades.
Até este ponto, o leitor acha que contagem é fácil,
mas agora, vamos “complicar” um pouco.
Imagine que agora você tenha 5 camisetas diferentes,
3 bermudas diferentes, além de 3 tênis diferentes, quan-
tas maneiras distintas você poderá se vestir?
É possível resolver este problema com o procedimen-
to anterior mas levará um bom tempo para contar todas
as soluções. Mas, se nós queremos apenas a quantidade
total, sem a necessidade de listá-las, será que não tem
Depois, você veste a bermuda verde e varia as três um meio mais fácil?
camisetas: A resposta é sim e você verá a seguir.

PRINCÍPIO MULTIPLICATIVO

O princípio fundamental da contagem permite quan-


tificar situações ou casos de uma determinada situação
ou evento. Em outras palavras, é uma maneira sistemáti-
ca de “contar” a quantidade de “coisas”.
A base deste princípio se dá pela separação de ca-
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

sos e quantificação dos mesmos. Após isso, uma mul-


tiplicação de todos estes números é feita para achar a
quantidade total de possibilidades. O exemplo a seguir
irá ilustrar isso.
“ João foi almoçar em um restaurante no centro da
cidade, ao chegar no local, percebeu que oferecem 3 ti-
pos de saladas, 2 tipos de carne, 6 bebidas diferentes e 5
sobremesas diferentes. De quantas maneiras distintas ele
pode fazer um pedido, pegando apenas 1 tipo de cada
alimento? ”
Resolução: O princípio da contagem depende forte-
mente de uma organização do problema. A sugestão é
sempre organizar cada caso em traços e preenchendo a

34
quantidade de possibilidades. Como temos 4 casos dis- Já para a segunda sobremesa, devemos ficar atentos
tintos (salada, carne, bebida e sobremesa), iremos fazer ao enunciado pois ele trata as mesmas como diferentes,
4 traços: ou seja, a que foi retirada anteriormente não pode entrar
na contagem, assim, ao invés de 5 possibilidades, a se-
gunda sobremesa terá 4, logo:

Agora, preencheremos a quantidade de possibilida-


des de cada caso:
Com tudo organizado, basta aplicar o princípio mul-
tiplicativo:

Finalmente, multiplicamos os números:


Ou seja, 720 maneiras de se montar um prato.
Outra variação dos problemas de princípio multipli-
cativo são os que possuem alguma restrição, ou seja, al-
guns casos devem ser descartados por não atenderem
algum critério dado no enunciado. Veja o exemplo:
Assim, João tem 180 possibilidades diferentes de se
montar um prato. “Uma empresa de propaganda pretende criar panfle-
tos coloridos para divulgar certo produto. O papel pode
Agora que aprendeu o princípio multiplicativo, você ser laranja, azul, preto, amarelo, vermelho ou roxo, en-
consegue resolver o exemplo das camisetas, bermudas e
quanto o texto é escrito no panfleto em preto, vermelho
tênis da seção anterior?
ou branco. De quantos modos distintos é possível esco-
Se temos 5 camisetas, 3 bermudas e 3 tênis distintos,
lher uma cor para o fundo e uma cor para o texto se, por
a quantidade de jeitos de se vestir será 5𝑥3𝑥3 = 45 .
uma questão de contraste, as cores do fundo e do texto
Os problemas de princípio multiplicativo são simples
não podem ser iguais? ”
quando os grupos são fáceis de se identificar e se retira
apenas 1 elemento de cada grupo. Agora, vamos apro-
Resolução: O problema parece seguir o mesmo pa-
fundar um pouco mais, considerando que podemos tirar
drão do princípio multiplicativo, onde se separa os gru-
mais de um elemento por grupo. Veja o exemplo do res-
pos e faz a multiplicação. Porém temos uma restrição
taurante novamente, mas com uma pergunta diferente:
onde não podemos ter papel e letra do texto iguais. Para
“João foi almoçar em um restaurante no centro da
resolver este problema a estratégia é simples: Calcula-
cidade, ao chegar no local, percebeu que oferecem 3 ti-
-se o total de casos, sem restrições, depois quantifica a
pos de saladas, 2 tipos de carne, 6 bebidas diferentes e
quantidade de casos que não podem ser contabilizados
5 sobremesas diferentes. De quantas maneiras distintas
e realiza-se a subtração. Veja como fica:
ele pode fazer um pedido, pegando 1 salada, 1 carne, 1
bebida e 2 sobremesas diferentes? ”
Resolução: Agora, a montagem do problema ganha
uma atenção especial pois não iremos retirar apenas 1
elemento do grupo sobremesa, e sim 2. Neste caso, a
montagem fica desta maneira: Sem restrições, temos 18 possibilidades. Olhando as
cores dos papéis e dos textos, percebe-se que não se
pode escolher o papel preto com o texto preto e o papel
vermelho e o texto vermelho, o que totaliza 2 restrições.
Temos que adicionar uma linha, referente a segunda Logo, o número de casos possíveis será o total subtraído
sobremesa e diferenciar da primeira, já que o enunciado das restrições: 18-2=16.
fala que são sobremesas diferentes. Em relação aos valo-
res a serem colocados, os grupos salada, carne e bebida FATORIAL
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

seguem a mesma linha do exercício anterior, tirando 1 Antes de definirmos casos particulares de contagem,
elemento de cada, logo: iremos definir uma operação matemática que será uti-
lizada nas próximas seções: o fatorial. Define-se o sinal
de fatorial pelo ponto de exclamação, ou seja, “!“. Assim,
quando encontrarmos 2! Significa que estaremos calcu-
lando o “fatorial de 2” ou “2 fatorial”. A definição de fato-
Para a primeira sobremesa, temos a 5 disponíveis, rial está apresentada a seguir:
logo:
n! = n ⋅ n − 1 ⋅ n − 2 ⋅ n − 3 … 3 ⋅ 2 ⋅ 1

35
Ou seja, o fatorial de um número é caracterizado pelo PERMUTAÇÃO
produto deste número e seus antecessores, até se chegar
ao número 1. Vejam os exemplos abaixo: Permutação sem repetições de elementos
As permutações são definidas como situações onde o
3! = 3 ⋅ 2 ⋅ 1 = 6 número de elementos é igual ao número de posições em
5! = 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 = 120 que podemos posicioná-los. Considere o exemplo onde
temos 5 pessoas e 5 cadeiras alinhadas. Queremos saber
de quantas maneiras diferentes podemos posicionar es-
Assim, basta ir multiplicando os números até se che- sas pessoas. Esquematizando o problema, chamando de
gar ao número 1. Observe que os fatoriais aumentam P as pessoas e C as cadeiras:
muito rápido, veja quanto é 10!:
10! = 10 ⋅ 9 ⋅ 8 ⋅ 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 = 3628800

Já estamos na casa dos milhões! Para não trabalhar-


mos com valores tão altos, as operações com fatoriais
são normalmente feitas por último, procurando fazer o
maior número de simplificações possíveis. Observe este
exemplo:
10! 10 ⋅ 9 ⋅ 8 ⋅ 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1
Em problemas onde o número de elementos é igual
Calcule = ao número de posições, sempre teremos uma permuta-
7! 7 ⋅6 ⋅5 ⋅4 ⋅3 ⋅2 ⋅1
ção. A fórmula da permutação, considerando que não há
Resolução: Ao invés de calcular os valores de 7! e 10! repetição de elementos é a seguinte:
separadamente e depois fazer a divisão, o que levaria Pn = n!
muito tempo, nós simplificamos os fatoriais primeiro.
Pela definição de fatorial, temos o seguinte: Ou seja, para permutar 5 elementos em 5 posições,
10! 10 ⋅ 9 ⋅ 8 ⋅ 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 basta eu calcular o fatorial de 5:
=
7! 7 ⋅6 ⋅5 ⋅4 ⋅3 ⋅2 ⋅1 P5 = 5! = 120

Observe que o denominador pode ser inteiramente Logo, eu posso posicionar as pessoas de 120 manei-
cancelado, pois 10! Possui todos os termos de 7!. Essa ras diferentes na fileira de cadeiras.
é uma particularidade interessante e facilitará demais a Observe que a fórmula geral da permutação é utiliza-
simplificação. Se cancelarmos, restará apenas um produ- da quando não há repetição de elementos, mas e quan-
to de 3 termos: do temos elementos repetidos? A seção seguinte tratará
disso.
10! 10 ⋅ 9 ⋅ 8 ⋅ 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1
= = 10 ⋅ 9 ⋅ 8 = 720
7! 7 ⋅6⋅5 ⋅4⋅3⋅ 2 ⋅1 Permutações com repetição de elementos
A fórmula da permutação com repetição terá uma
Essa operação é muito mais fácil que calcular os fato- complementação, para desconsiderar casos repetidos
riais desde o começo! que serão contados 2 ou mais vezes se utilizarmos a fór-
Para casos onde temos mais de um fatorial no deno- mula sem repetição.
minador, a estratégia é mesma e a dica é simplificar o O exemplo mais comum destes casos é o que chama-
fatorial do numerador com o maior fatorial que temos no mos de Anagramas. Os anagramas são permutações das
denominador. Veja o exemplo: letras de uma palavra, formando novas palavras, sem a
necessidade de terem sentido ou não. Usando primeira-
Calcule 8!
=
8⋅7⋅6⋅ 5⋅4⋅3⋅2⋅1
mente um exemplo sem repetição, veja quantos anagra-
5! 3! 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ⋅ 3!
mas podemos formar com o nome BRUNO:
Vamos abrir os fatoriais de 8 e 5: Montando a esquematização:
8! 8⋅7⋅6⋅ 5⋅4⋅3⋅2⋅1
=
5! 3! 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ⋅ 3!
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Simplificamos os termos comuns e ficamos com:


8! 8⋅7⋅6 8⋅ 7⋅6
= = = 8 ⋅ 7 = 56
5! 3! 3! 3⋅ 2⋅1

Essa estratégia será muito utilizada quando abordar- Ou seja, temos que posicionar as letras nas 5 casas
mos as seções seguintes, que envolvem fatorial em suas correspondentes e neste caso, é um problema de permu-
operações. tação sem repetição como já foi visto:
P5 = 5! = 120

36
Logo, podemos formar 120 anagramas com a pala- PERMUTAÇÃO CIRCULAR
vra BRUNO. Agora, vamos olhar o mesmo problema, mas A permutação circular é um caso bem especifico e
com a palavra MARIANA. Ela possui 7 letras, logo tere- normalmente suas questões são diferenciais entre os
mos 7 posições: candidatos em concursos públicos. Para entender melhor
o conceito, observe o exemplo a seguir: Suponha que 5
amigos, A,B,C,D,E vão se sentar em uma mesa circular de
5 lugares conforme esquema a seguir. De quantas ma-
neiras eles poderão se dispor na mesa?

Entretanto, temos a repetição da letra A. Veja o que


acontece quando montarmos um anagrama qualquer da
palavra:

Não conseguimos saber qual letra “A” foi utilizada nas


posições C1,C3 e C5. Se trocarmos as mesmas de posição
entre si, ficaremos com os mesmos anagramas, caracte-
rizando uma repetição. Assim, para saber a quantidade
de anagramas com repetição, corrigiremos a fórmula da
permutação da seguinte forma:
A primeira vista, o leitor interpreta que este é um pro-
n! blema de permutação sem repetição, já que o número
Pna =
a! de elementos é igual ao número de posições e simples-
mente calcula o número de possibilidades utilizando a
Ou seja, calcula-se a permutação de “n” elementos fórmula P5=120.
com “a” repetições. Considerando que MARIANA tem 7 Mas este resultado está INCORRETO. Vamos utilizar
letras (n=7) e a letra “A” se repete 3 vezes, temos que: como exemplo a configuração mais simples, colocando
os elementos em ordem alfabética na direção horária:
7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1
P73 = = = 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4 = 840
3! 3⋅2⋅1

Assim, a palavra MARIANA tem 840 anagramas pos-


síveis.
Outro exemplo para deixar este conceito bem claro,
é quando temos dois elementos se repetindo. Por exem-
plo, vamos calcular os anagramas da palavra TALITA:

Observe que a letra “T” repete 2 vezes e a letra “A” Agora, vamos colocar cada elemento na sua cadeira a
também repete duas vezes. Na fórmula da permutação esquerda, desta maneira:
com repetição, faremos duas divisões:
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

n!
Pna,b =
a! b!
Ou seja, se houver 2 ou mais elementos se repetindo,
a correção é feita dividindo pelas repetições de cada um.
Como ambos repetem duas vezes:
6! 6.5.4.3.2.1 6.5.4.3 360
P62,2 = = = = = 180
2! 2! 2.1 .2.1 2.1 2

Assim, a palavra TALITA tem 180 anagramas.


Esse mesmo tipo de problema pode ser feito com nú-
meros e segue o mesmo princípio.

37
Agora, se posicionarmos p elementos nas p posi-
ções, sobrará n-p elementos para fora. Na combinação
simples, a disposição dos elementos não importa e por
isso as configurações repetidas devem ser descartadas.
Finalmente, vamos repetir esse processo mais 3 vezes: Lembrando o problema de permutação com repetição,
teremos portanto dois casos para descartar: Os n-p ele-
mentos que não foram posicionados e os p elementos
que estão posicionados, assim:
𝒑,𝒏−𝒑 𝒏!
𝑷𝒏 = 𝑪𝒏,𝒑 =
𝒑! 𝒏 − 𝒑 !
Logo, a combinação simples nada mais é do que uma
Cada um destes casos está contabilizado dentre os permutação com elementos repetidos. Para facilitar, bas-
120 casos que calculou-se anteriormente. Mas agora ta ter em mente que em casos onde o número de ele-
observe bem cada uma destas 5 configurações: O ele- mentos é maior que o número de posições e a ordem da
mento A tem sempre a sua esquerda o elemento B e a disposição dos elementos não importa, o problema deve
sua direita o elemento E, não importa a configuração que ser atacado como uma combinação.
esteja. Da mesma forma podemos ver os mesmos pa-
drões para os elementos B,C,D e E, ou seja, em casos de
meras rotações nas posições, a disposição dos elementos
é a mesma, tornando-as disposições repetidas. Isso vale EXERCÍCIO COMENTADO
para qualquer uma disposição destes 5 elementos, assim,
como temos 5 repetições, temos que dividir o valor total 6. (BANRISUL – ESCRITURÁRIO - FCC, 2019). Ana e
de 120 por 5, chegando a resposta correta de 24 possi- Beatriz são as únicas mulheres que fazem parte de um
bilidades. grupo de 7 pessoas. O número de comissões de 3 pes-
Em outras palavras, na permutação circular, o número soas que poderão ser formadas com essas 7 pessoas, de
de configurações distintas é dado por: maneira que Ana e Beatriz não estejam juntas em qual-
quer comissão formada, é igual a
PnC = n − 1 !
a) 20
Onde “C” indica que a permutação é circular. b) 15
c) 30
d) 18
COMBINAÇÃO SIMPLES e) 25
A combinação simples, juntamente com o arranjo
simples, se difere da permutação por serem casos onde Resposta: Letra C. Problema envolvendo restrição
o número de elementos é maior que o número de posi- onde a estratégia é a mesma, calculando o total de
ções para serem ocupadas, ou seja, restarão elementos possibilidades e subtraindo a quantidade de ca-
que não serão posicionados. sos restritos. O total de comissões de 3 pessoas que
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Assim, não se pode aplicar simplesmente a formula podem ser formadas a partir de um número de 7 é
𝑃𝑛 = 𝑛! . Porém, é possível a partir dela, deduzir a fór- 7!
C7,3 = = 35 . Os casos que não podem são
mula da combinação. Vamos considerar um problema 3! 7 − 3 !
as comissões formadas por Ana, Beatriz e mais uma
onde temos n elementos distintos para se posicionar em
n posições: pessoa dentre as 5 possíveis, ou seja, 5 grupos. Logo:
35-5=30.

38
ARRANJO SIMPLES lidades e a segunda 24. Nos algarismos, como temos 1
O arranjo simples segue a mesma linha de pensa- e 0 preenchendo as últimas casas, restam outras duas,
mento que a combinação simples, onde a quantidade que terão 8 e 7 possibilidades respectivamente. Assim:
de elementos a serem dispostos é maior que o número 𝑁 = 25𝑥24𝑥8𝑥7 = 33600
de posições possíveis. Entretanto, a diferença entre com-
binação e arranjo se dá na questão da disposição dos
elementos nas posições. Enquanto na combinação a or- 2. (ESFCEX – PROFESSOR – ESFCEX, 2006). Para 𝑛 ≥ 2, a
dem da disposição dos elementos não importa, para o expressão 𝑛 − 2 !. 1 − 𝑛 vale:
1

arranjo ela é considerada e isso muda completamente o


resultado. a) 𝑛!
Partindo da mesma dedução que a combinação, em b) 𝑛 − 1 !
um grupo de n elementos, vamos posicioná-lo em p po- c) 𝑛 + 1 !
sições: d) 𝑛 ⋅ 𝑛 + 1 !
e) 𝑛 − 2 !

Resposta: Letra A. manipulando o parênteses, che-


ga-se a 𝑛 , onde o “n” do denominador é cancelado
𝑛−1

usando n2. Resta, portanto 𝑛. 𝑛 − 2 ! ⋅ 𝑛 − 1 que rear-


ranjando fica 𝑛 ⋅ 𝑛 − 2 ! ⋅ 𝑛 − 1 = 𝑛 ⋅ 𝑛 − 1 ⋅ 𝑛 − 2 ! = 𝑛!

3. (PF – ESCRIVÃO – CESPE, 2009). Na sequência cres-


cente de todos os números obtidos, permutando-se os
algarismos 1, 2, 3, 7, 8, a posição do número 78.312 é a :

a) 94ª
A diferença agora é que a única parte onde a ordem b) 95ª
não importa é nos n-p elementos que sobraram. Assim, a c) 96ª
permutação com repetição fica: d) 97ª
𝑛! e) 98ª
𝑃𝑛 𝑛−𝑝 = 𝐴𝑛,𝑝 =
𝑛−𝑝 ! Resposta: Letra B. Deve-se contar todos os números
anteriores a 78312. Iniciando com 1_ _ _ _, temos 4 es-
Outra abordagem é considerar que o problema de paços, ou seja 4! = 24 números; iniciando com 2 _ _ _ _
Arranjo é simplesmente um problema de combinação, temos outros 24 números, assim como iniciando com
permutando os elementos que foram posicionados, logo: 3_ _ _ _. Depois temos os números iniciados com “71_ _
_” que são 6 (3!), assim como os iniciados em “72_ _ _”
𝑛! 𝑛!
𝐴𝑛,𝑝 = 𝐶𝑛,𝑝 � 𝑃𝑝 = � 𝑝! = e “73_ _ _”. Depois aparece o iniciado com “781_ _” que
𝑝! 𝑛 − 𝑝 ! 𝑛−𝑝 ! são 2 números, assim como o “782 _ _”. O próximo já
será o 78312. Somando: 24+24+24+6+6+6+2+2=94.
Logo, ele será o 95° número
EXERCÍCIOS COMENTADOS 4. (PUC-RS – TODOS OS CARGOS – PUC-RS, 2008) O
número de Anagramas da palavra CONJUNTO que co-
1. (UNESP-SP – VESTIBULAR – VUNESP, 2009). Uma meçam com C e terminam por T é:
rede de supermercados fornece a seus clientes um car-
tão de crédito cuja identificação é formada por 3 letras a) 15
distintas (dentre 26), seguidas de 4 algarismos distintos. b) 30
Uma determinada cidade receberá os cartões que têm L c) 180
como terceira letra, o último algarismo é zero e o penúl- d) 360
timo é 1. A quantidade total de cartões distintos ofere- e) 720
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

cidos por tal rede de supermercados para essa cidade é:


Resposta: Letra C. Trata-se de um problema de per-
a) 33600 mutação com repetição, além de termos restrições em
b) 37800 algumas posições. Como as letras C e T estão travadas
c) 43200 na primeira e última posições, sobram as 6 posições
d) 58500 entre as duas. Dessas 6 posições, temos que colocar
e) 67600 as letras O,N,J,U,N,O, onde temos a letra O repetindo
duas vezes e a letra N repetindo duas vezes também.
Resposta: Letra A. Como são algarismos e letras dis- Calculando a permutação:
6!
= 180 .
tintas, temos que ter atenção na hora de avaliar quan- 2! 2!
tas possibilidades terão em cada grupo. Na parte das,
como L já é a terceira, a primeira letra terá 25 possibi-

39
5. (OBM – OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA – OBM, Espaço amostral
2014). O espaço amostral é definido como o conjunto uni-
Um grupo de 6 crianças decide brincar de ciranda e para verso de um experimento aleatório qualquer. Em resu-
isso elas devem das às mãos umas às outras e formar mo, é um conjunto que contém todas as possibilidades
uma roda. Dentre elas estão Aline, Bianca e Carla. De de um experimento. Por exemplo, em um lançamento de
quantas maneiras esta roda pode ser formada sabendo uma moeda há duas possibilidades, apenas: cara ou co-
que estas três são muito amigas e decidiram ficar sempre roa. Portanto, o espaço amostral do lançamento de uma
juntas? moeda contém dois elementos (cara e coroa). O espaço
amostral é denotado pela letra S, e o número de elemen-
a) 6 tos por n(S). Assim, nesse caso do lançamento de uma
b) 12 moeda tem-se que: S={Cara, Coroa} e n(S)=2.
c) 18 Considerando um outro exemplo, o lançamento de
d) 24 um dado não viciado (ou seja, no lançamento todo nú-
e) 36 mero tem a mesma chance de ser o resultado), o espaço
amostral é: S={1, 2, 3, 4, 5, 6} e, portanto, n(S)=6.
Resposta: Letra E. Atenção a este problema pois ele
não envolve apenas permutação circular. Quando Evento
se tem a restrição que as amigas devem ficar juntas, Evento é um subconjunto do espaço amostral, ou
podemos considera-la um grupo só, restando assim seja, é uma das possibilidades do experimento aleatório.
4 elementos (outras 3 pessoas mais o grupo) para 4 Considere o primeiro exemplo da seção anterior, o lança-
posições. Sendo uma permutação circular, calcula-se mento de uma moeda. Após o lançamento há duas pos-
P4C = 4 − 1 ! = 3! = 6 . Porém, o grupo das três amigas sibilidades: cara e coroa (espaço amostral). Diz-se, então,
pode permutar internamente, já que a restrição diz que “sair cara” é um evento do experimento aleatório
apenas que elas devem estar juntas e não especifica “lançar uma moeda”. Já no lançamento de um dado, “sair
uma ordem. Assim, as 3 amigas permutam 3 posições 3” é um evento desse experimento. Assim como “sair 4”,
no grupo, chegando a 𝑃3 = 3! = 6 . Multiplicando os e todos os outros números.
resultados pelo principio multiplicativo, chega-se a 36. Geralmente, em um exercício de concurso público o
objetivo é encontrar a probabilidade da ocorrência de
6. (AGU – TÉCNICO - IDECAN, 2019).
um evento. Se o exercício pede para calcular a proba-
Considerando os algarismos 1, 2, 3, 5, 7 e 9, quantos nú-
bilidade de “sair 5 em um lançamento de um dado”, o
meros pares podem-se formar com 5 algarismos diferen-
evento desejado será “sair 5”.
tes?
O evento é denotado por E e o número de eventos
possíveis é denotado por n(E). Seguindo no exemplo do
a) 720
lançamento de um dado, deseja-se saber a probabilida-
b) 120
c) 240 de de “sair um número par”. Os eventos possíveis são
d) 1 E={2, 4, 6} e, portanto, há três possibilidades para esse
e) 0 evento. Logo, n(E)=3.

Resposta: Letra B. Como o número de 5 algarismos Probabilidade de um Evento Qualquer


deve ser par, então a posição das unidades só poderá A probabilidade da ocorrência de um evento qual-
ser ocupada pelo número 2. Nas outras 4 posições, quer representa a chance de ocorrência desse evento.
temos 5 algarismos distintos para posicionar e a or- Seja um evento E, contido em um espaço amostral S. A
dem é relevante uma vez que trocando um algaris- probabilidade de ocorrência de E é definida por:
mo de posição, o número final é diferente. Assim: 𝑛 𝐸
5! 𝑃 𝐸 =
𝐴5,4 = = 120. 𝑛 𝑆
5−4 !

É possível ver a aplicação dessa fórmula em situações


PROBABILIDADE simples. Considere o lançamento de um dado não vicia-
do. Calculam-se as seguintes probabilidades:
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

No estudo de probabilidades em todos os casos es- a) probabilidade do resultado do lançamento ser


tudados serão considerados experimentos aleatórios, ou igual a 5
seja, experimentos no qual o resultado não seja conhe- b) probabilidade do resultado do lançamento ser um
cido previamente. Diz-se que o resultado é imprevisível. número ímpar
Há alguns exemplos clássicos como o lançamento de um
dado (qualquer número pode ser o resultado), retirada Solução:
da carta de um baralho completo, lançamento de uma Para ambos os casos, o espaço amostral é S={1, 2, 3,
moeda (cara e coroa), entre tantos outros exemplos. 4, 5, 6} e, consequentemente, n(S)=6. No item a), para
Para iniciar o estudo de probabilidades é necessário o evento (resultado do lançamento ser igual a 5) há so-
definir alguns conceitos fundamentais que serão utiliza- mente uma possibilidade. Portanto, E={5} e, n(E)=1. As-
dos em todos os tópicos desse capítulo. São eles: espaço sim, nesse caso, a probabilidade do resultado do lança-
amostral e evento. mento ser igual a 5 é:

40
Aqui tem origem o cálculo de probabilidades de
𝑛 𝐸 1 eventos independentes e a regra para esse cálculo é
𝑃 𝐸 = = = 0,166 … = 16,67%
𝑛 𝑆 6 conhecida por “regra do produto”. Sejam dois eventos
independentes A e B. A probabilidade da ocorrência de
Já no item b), para o evento (resultado do lançamento ambos é denotada por 𝑃 𝐴 ∩ 𝐵 = e o𝑃 seu
𝐴 �cálculo
𝑃 𝐵 é dado
ser um número ímpar) há três possibilidades, E={1, 3, 5} por:
e, n(E)=3. Assim, nesse caso, a probabilidade do resulta-
do do lançamento ser igual a 5 é: 𝑃 𝐴∩𝐵 = 𝑃 𝐴 �𝑃 𝐵

𝑛 𝐸 3
𝑃 𝐸 = = = 0,5 = 50% FIQUE ATENTO!
𝑛 𝑆 6 Geralmente utiliza-se essa regra quando no
enunciado há o conectivo “e”, quando se
deseja calcular a probabilidade de que am-
FIQUE ATENTO! bos os eventos ocorram.
A resposta de uma probabilidade pode ser
dada tanto na forma de uma fração ou de
uma porcentagem. A seguir um exemplo.
Considere um dado não viciado. Qual a probabilidade
de que, em dois lançamentos consecutivos, os dois nú-
Veja um outro exemplo. meros sejam pares?
Considere um baralho completo (52 cartas, 13 de
cada naipe – paus, espadas, ouros e copas). Desse bara- Solução
lho será sorteada uma carta qualquer. Calcule as seguin- O enunciado deseja calcular a probabilidade de que o
tes probabilidades: primeiro número seja par e o segundo, também (note o
a) probabilidade da carta sorteada ser o número 6 destaque no conectivo “e”). Assim, são considerados os
Solução: dois eventos:
O espaço amostral corresponde a todas as cartas do A: resultado do lançamento ser um número par
baralho (não serão todas escritas aqui para não B: resultado do lançamento ser um número par
poluir o texto). Ou seja, n(S)=52, que é o total de Nesse caso, ambos os eventos são iguais então basta
cartas do baralho. Já o evento (carta ser igual ao calcular a probabilidade de um deles para utilizar a re-
número 6), pode ter quatro possibilidades pois em gra do produto. Vale destacar que não necessariamente
um baralho completo há 4 cartas de cada número as probabilidades dos eventos independentes serão as
ou letra, sendo uma de cada naipe,, n(E)=4. Logo, a mesmas, afinal não é sempre que os eventos serão iguais.
probabilidade pedida é igual a: Como já visto em exemplos anteriores, o espaço
amostral no lançamento de um dado é S={1, 2, 3, 4 ,5,
𝑛 𝐸 4 1 6} e n(S)=6. Já para o evento “resultado ser par”, tem-se
𝑃 𝐸 = = = A={2, 4, 6} e, portanto, n(A)=3. Logo, a probabilidade da
𝑛 𝑆 52 13
ocorrência do evento A (e consequentemente do even-
𝑛 𝐴 3 1
to B) é igual a: 𝑃 𝐴 = = = . Agora, aplica-se a
b) a probabilidade da carta sorteada ser uma letra 𝑛 𝑆 6 2
Solução: regra do produto, para calcular a probabilidade de que
No baralho há cartas com números e letras, sendo ambos os eventos ocorram:
elas J, Q e K (valete, rainha e rei, respectivamen-
te). Para cada naipe há três cartas que são letras 𝑃 𝐴∩𝐵 = 𝑃 𝐴 �𝑃 𝐵 =
1 1 1
� = = 0,25 = 25%
e como há quatro naipes no baralho, o total de 2 2 4
cartas que são letras é igual a 4 � 3 = 12 . Assim,
n(E)=12 e a probabilidade pedida é igual a: A seguir, um outro exemplo.
𝑛 𝐸 12 3 Considere uma urna com 4 bolas verdes e 5 bolas
𝑃 𝐸 = = = amarelas. Uma pessoa irá retirar duas bolas dessa urna,
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

𝑛 𝑆 52 13 sem reposição, ou seja, após retirada a bola não retorna


para a urna. Calcule a probabilidade de, em um mesmo
sorteio, ambas as bolas sorteadas serem amarelas.
Probabilidade de eventos independentes
Eventos são independentes quando a ocorrência de Solução
um não interfere na chance do outro ocorrer. Por exem- Problemas com sorteio de objetos são comuns. Aqui
plo, ao lançar um dado não viciado duas vezes consecu- é sempre importante saber se há ou não reposição entre
tivas, o resultado do primeiro lançamento não interfere um sorteio e outro pois isso afeta diretamente o cálcu-
em nada o resultado do segundo lançamento. Assim, lo. Nesse caso não há reposição e, portanto, o espaço
dois lançamentos de um mesmo dado são eventos in- amostral muda para cada evento. O exercício deseja sa-
dependentes. ber a probabilidade de que a primeira bola seja amarela
e a segunda, também. Para o primeiro sorteio, há 9 bolas

41
na urna e, portanto, n(S)=9. O total de bolas amarelas é Portanto, a probabilidade pedida será igual a:
igual a 5. Logo, a probabilidade de, no primeiro sorteio, a 1 1 2
𝑛 𝐴 5 𝑃 𝐴∪𝐵 = + =
bola sorteada ser amarela é igual a 𝑃 𝐴 = = . Para 13 13 13
𝑛 𝑆 9
o segundo sorteio, como não há reposição, há 8 bolas
na urna sendo 4 delas amarelas. Assim, o espaço amos- Agora, um outro exemplo.
tral desse evento é igual a n(S)=8 e o total de possibili- Considere um baralho completo. Qual é a probabili-
dades para o evento é igual a n(B)=4. A probabilidade dade de, ao sortear uma carta, essa carta ser um rei ou
de uma bola sorteada no segundo sorteio ser amarela é: uma carta de espada?
𝑃 𝐵 = ..
4 Os eventos considerados são os seguintes:
8 A: carta ser um rei
Assim, a probabilidade de que ambas as bolas sortea- B: carta ser de espadas
das sejam amarelas é igual a:
Analogamente ao exemplo anterior, em um baralho
5 4 20 5 de 52 cartas (n(S)=52), há 4 reis (n(A)=4) e 13 cartas de
𝑃 𝐴∩𝐵 =𝑃 𝐴 �𝑃 𝐵 = � = = espadas (n(B)=13). Assim, a probabilidade de cada um
9 8 72 18
dos eventos será igual a:
𝑛 𝐴 4 1 𝑛 𝐵 13 1
PROBABILIDADE COM UNIÃO E INTERSECÇÃO 𝑃 𝐴 =𝑛 𝑆
= 52 = 13 e 𝑃 𝐵 = 𝑛 𝑆
= 52 = 4
DE EVENTOS
Nesse caso, serão considerados dois eventos e de
um mesmo espaço amostral . É possível que entre es- Mas nesse caso, os eventos têm um elemento em co-
ses eventos haja algum elemento em comum ou não. A mum pois, ao sortear uma carta é possível que ela seja ao
probabilidade de ocorrer a união desses dois eventos é mesmo tempo um rei de espadas e, portanto, pertence
calculada por: aos dois eventos simultaneamente. Nesse caso, o tercei-
ro termo da expressão para o cálculo da probabilidade
𝑃 𝐴∪𝐵 = 𝑃 𝐴 + 𝑃 𝐵 −𝑃 𝐴∩𝐵 com união de eventos, não é nulo e deve ser calculado.
Nesse caso, como há somente um rei de espadas em 52
cartas, a probabilidade da ocorrência simultânea entre os
FIQUE ATENTO! 1
eventos A e B é igual a 𝑃 𝐴 ∩ 𝐵 = . Assim, a proba-
52
Geralmente utiliza-se essa regra quando no bilidade de carta sorteada ser um rei ou uma carta de
enunciado há o conectivo “ou”, quando de- espadas é igual a:
seja-se calcular a probabilidade de ocorra
um evento ou o outro. 1 1 1 16 4
𝑃 𝐴∪𝐵 = 𝑃 𝐴 +𝑃 𝐵 −𝑃 𝐴∩𝐵 = + − = =
13 4 52 52 13

A seguir um exemplo.
PROBABILIDADE CONDICIONAL
Considere um baralho completo. Qual é a probabili-
Entende-se por probabilidade condicional a probabi-
dade de, ao sortear uma carta, essa carta ser um valete
lidade da ocorrência de um evento, sabendo-se que um
ou um ás?
outro evento dependente já ocorreu. Sejam os eventos
Solução: A e B, a probabilidade do evento A ocorrer sabendo-se
Os eventos considerados são os seguintes: da ocorrência de B é denotada por P(A|B) e lê-se “proba-
A: carta ser um valete bilidade de A dado B”. O cálculo dessa probabilidade é
B: carta ser um ás dado por:
𝑃 𝐴∩𝐵
Nesse caso, os eventos não possuem elementos em 𝑃 𝐴⁄𝐵 =
𝑃 𝐵
comum pois é impossível que a carta sorteada seja, ao
mesmo tempo, um valete e um ás. Assim, na fórmula
apresentada acima, o último termo é nulo, 𝑃 𝐴 ∩ 𝐵 = 0 . Um problema que envolve o cálculo de uma proba-
bilidade condicional pode ser resolvido com o auxílio do
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Portanto a probabilidade pedida será, simplesmente:


Diagrama de Venn. A seguir, um exemplo:
𝑃 𝐴 ∪ 𝐵 = 𝑃 𝐴 + 𝑃(𝐵) Em uma equipe, todos são formados em administra-
ção, porém cada um tem uma especialização diferente.
Em um baralho de 52 cartas (n(S)=52), há 4 valetes Dos 20 membros da equipe, 12 possuem especialização
(n(A)=4) e 4 ases (n(B)=4). Assim, a probabilidade de em marketing, 8 possuem especialização em finanças e 2
cada um dos eventos será igual a: possuem ambas as especializações. Calcule a probabili-
dade de um membro da equipe que possui a especializa-
ção em finanças também possuir em marketing.
𝑛 𝐴 4 1 𝑛 𝐵 4 1
𝑃 𝐴 =𝑛 𝑆
= 52 = 13 e 𝑃 𝐵 = 𝑛 𝑆
= 52 = 13

42
Solução: 2. (UPE – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – IAUPE,
É um problema de probabilidade condicional pois de- 2017). Uma loja pretende dar um brinde aos dois primei-
seja-se saber a probabilidade de um membro da equipe ros clientes do dia. Qual a probabilidade de esses clientes
possuir a especialização em marketing sabendo que ele serem do mesmo sexo?
possui especialização em finanças. Para auxiliar, monta-
-se o diagrama de Venn do problema: a) 25%
b) 5%
c) 100%
d) 20%
e) 50%

Resposta: Letra E. Há duas possibilidades nesse caso:


ou ambas as clientes são mulheres ou ambos são
homens. A probabilidade de um cliente ser homem
ou mulher é de 50%, ou .Assim, a probabilidade de
1 1 1
ambas serem mulheres é 𝑃 = 2 � 2 = 4 , que é a mes-
Sejam os eventos ma probabilidade de ambos serem homens. Como
A: ter especialização em marketing não é possível que um cliente seja homem e mulher
B: ter especialização em finanças ao mesmo tempo, a probabilidade pedida é igual a
𝑃 = 𝑃 ℎ𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠 + 𝑃 𝑚𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑒𝑠 .→ 𝑃 = + = = → 𝑃 = 0,5
1 1 2 1
4 4 4 2
A probabilidade de que um membro possua ambas a 1 1 2 1
𝑃 = 𝑃 ℎ𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠 + 𝑃 𝑚𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑒𝑠 → 𝑃 = + = = → 𝑃 = 0,5 = 50%.
especializações é dada por: 4 4 4 2

2 1
𝑃 𝐴∩𝐵 = =
20 10 3. (CÂMARA DE CURRAIS NOVOS – AGENTE – COM-
PERVE, 2017). Em uma pesquisa realizada com 1.100
A probabilidade de que ele tenha especialização em moradores da cidade de Currais Novos, identificou-se
finanças é igual a que 650 consomem queijo manteiga e 600 consomem
queijo coalho. Sabendo que nesse grupo de moradores
8 2
𝑃 𝐵 = = existem aqueles que consomem os dois tipos de quei-
20 5 jos e que todos os pesquisados consomem pelo menos
Assim, a probabilidade de um membro ter especiali- um dos tipos, ao se escolher aleatoriamente um morador
zação em marketing sabendo que ele possui especializa- que gosta de queijo manteiga, a probabilidade de que
ção em finanças é dada por: ele também consuma queijo coalho é de

𝑃 𝐴∩𝐵 1⁄10 1 5 5 1 a) 3/22


𝑃 𝐴⁄𝐵 = = = � = = b) 3/13
𝑃 𝐵 2⁄5 10 2 20 4
c) 3/10
d) 3/25

Resposta: Letra B. Trata-se de um problema de pro-


EXERCÍCIOS COMENTADOS babilidade condicional pois deseja-se saber a proba-
bilidade de um morador consumir queijo de coalho
1. (AL-RO – ASSISTENTE LEGISLATIVO – FGV, 2018). sabendo-se que ele gosta de queijo manteiga. O
Em uma caixa há 4 cartões amarelos e 6 cartões verme- diagrama de Venn do problema é o seguinte (não é
lhos. Foram retirados, aleatoriamente, 2 cartões da caixa. conhecida a quantidade de moradores que consome
A probabilidade de os dois cartões retirados serem ver- ambos os queijos):
melhos é de
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

a) 1/2
b) 1/3
c) 1/4
d) 1/5
e) 1/6

Resposta: Letra B. Os sorteios, de cada um dos car-


tões, são eventos independentes. Como não haverá Como há 1100 moradores:
reposição, após o sorteio do primeiro cartão vermelho 650 − 𝑥 + 𝑥 + 600 − 𝑥 = 1100 → 1250 − 𝑥 = 1100 → 𝑥 = 150
restarão 5 cartões na caixa. A probabilidade pedida é
6 5 30 1 650 − 𝑥 + 𝑥 + 600 − 𝑥 = 1100 → 1250 − 𝑥 = 1100 → 𝑥 = 150
igual a 𝑃 = 10 � 9 = 90 = 3.
. Atualizando o diagrama de Venn:

43
REPRESENTAÇÃO
Há três formas principais para representar conjuntos:
compreensão, extensão e diagrama de Venn. Cada uma
delas possui características específicas.

Compreensão
Nesse tipo de representação, o conjunto é expresso
de modo a apresentar uma característica dos seus ele-
mentos. Por exemplo, o conjunto dos números pares,
Assim, considerando os 650 moradores que conso- nessa representação é expresso por: E={y|y é um número
mem queijo manteiga, desses 650, nota-se que 150 par} onde y representa qualquer elemento do conjunto.
também consomem queijo de coalho. A probabilidade
150 3 Extensão
pedida é, então igual a: 𝑃 = 650 = 13. .
Nesse tipo de representação, o conjunto é apresen-
tado com todos os seus elementos. Os elementos são
TEORIA DOS CONJUNTOS apresentados entre chaves e separados por vírgulas. Por
exemplo, o conjunto dos números naturais, ímpares e
O conceito de conjunto é um conceito primitivo e, menores do que 10: F={1, 3, 5, 7, 9}
portanto, não existe uma definição clara para tal. Porém,
conjuntos fazem parte do dia a dia de todas as pessoas Diagrama de Venn
nas mais diversas situações: conjunto de pessoas, con- Esse tipo de representação, nada mais é do que uma
junto de objetos, conjunto de arquivos em um computa- representação gráfica onde os elementos do conjunto
dor, conjunto de fotografias. são apresentados dentro de uma forma geométrica. Por
Considere, em uma empresa, uma equipe de trabalho exemplo, o mesmo conjunto apresentado acima (núme-
com 4 membros. Essa equipe nada mais é do que um ros naturais, ímpares e menores do que 10), pode ser ex-
conjunto de pessoas, onde cada um dos membros é um presso em um diagrama de Venn:
elemento desse conjunto.

CLASSIFICAÇÃO DE CONJUNTOS

Conjunto Finito
Um conjunto finito é um conjunto que possui um
número limitado (finito) de elementos. Por exemplo, o
conjunto dos números naturais, ímpares e inferiores a 10.
Esse conjunto contém apenas os elementos 1, 3, 5, 7 e 9.
O conjunto é expresso por: A={1, 3, 5, 7,9}

Note que o conjunto é expresso por uma letra maiús-


cula e os elementos são apresentados entre colchetes
RELAÇÕES ENTRE ELEMENTOS E CONJUNTOS
Conjunto Infinito Aqui são apresentadas as relações: entre elemento e
Um conjunto infinito é um conjunto que possui um
conjunto e entre conjuntos.
número ilimitado (infinito) de elementos. Por exemplo, o
conjunto dos números naturais e pares maiores do que
RELAÇÃO ENTRE ELEMENTO E CONJUNTO
1. Não há um número limitado de números naturais e
Quando se analisa a relação entre um elemento e um
pares, começa com 2, 4, 6... e assim sucessivamente. O
conjunto há duas possibilidades: ou o elemento pertence
conjunto é expresso por: B={2, 4, 6,8...}
ao conjunto ou não pertence ao conjunto. A essa relação,
Conjunto Vazio dá-se o nome de pertinência. Abaixo, um exemplo:
Um conjunto vazio é um conjunto que não possui ele- Conjunto X={1, 5, 10, 15, 20}
mentos. Por exemplo, o conjunto dos números múltiplos O elemento 1 pertence ao conjunto X. O símbolo que
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

de 10, maiores do que 1 e menores do que 2. Como é indica essa relação é: ∈ . Assim, a relação é expressa por
possível notar, não há nenhum múltiplo de 10 entre 1 e 1 ∈ X:
9, portanto esse conjunto não possui elementos. O con- O elemento 4 não pertence ao conjunto X. O símbolo
junto é expresso por: 𝐶 = 𝜙 ou 𝐶 = { } que indica essa relação é: ∉ . Assim, a relação é expressa
por: 4 ∉ X.
Conjunto Unitário
Um conjunto unitário é um conjunto que possui um RELAÇÃO ENTRE CONJUNTOS
único elemento. Por exemplo, o conjunto dos números Quando se analisa a relação entre dois conjuntos, há
pares maiores do que 3 e menores do que 5. Nota-se que duas possibilidades: ou um conjunto está contido em
o único número par maior do que 3 e menor do que 5 é outro ou não está contido. A essa relação dá-se o nome
o número 4 e, portanto, é o único elemento do conjunto. de continência. Para explicar essa relação, é necessário
Assim, o conjunto é unitário e expresso por: D={4}. definir o conceito de subconjunto. A seguir um exemplo:

44
Sejam dois conjuntos Y={1, 2, 3} e Z={1, 2, 3, 7, 8, 9}. INTERSECÇÃO DE CONJUNTOS
Nota-se que todos os elementos do conjunto Y per- Para explicar a intersecção de conjuntos, será o exem-
tencem ao conjunto Z. Assim, diz-se que Y é um subcon- plo anterior. Sejam dois conjuntos X={10, 20, 30, 40} e
junto de Z e, portanto, Y está contido em Z. O símbolo Y={30, 40, 50, 60} . A intersecção desses dois conjun-
que indica essa relação é: ⊂ . Assim a relação é expressa tos resulta em um terceiro conjunto, Z, que é expresso
por: Y ⊂ Z. por: Z={30, 40}. Note que o conjunto Z contém todos
Sejam, agora, dois outros conjuntos W={1, 3, 5} e os elementos que pertencem tanto ao conjunto X quan-
T={1, 2, 3, 8, 10}. to ao conjunto Y. Essa operação é representada por:
Nota-se que nem todos os elementos do conjunto 𝑍 =𝑋∩𝑌 .
W pertencem ao conjunto T. Assim, W não está contido É possível visualizar a operação utilizando o diagrama
em T (pelo menos um elemento de W não pertence a T). de Venn:
O símbolo que indica essa relação é: ⊄ . Assim, a relação
é expressa por: W ⊄ T.

FIQUE ATENTO!
A relação de um conjunto unitário e outro
conjunto é de continência e não de perti-
nência. Seja: A={2, 4, 6,}, diz-se que {4} ⊂ A Quantidade de elementos no conjunto união
e não que {4} ∈ A.. A quantidade de elementos, ou número de elemen-
tos, de qualquer conjunto é denotado da seguinte forma:
Subconjuntos n (X) representa o número de elementos do conjunto . O
Da definição de subconjunto, decorrem três premis- número de elementos do conjunto união é calculado por:
sas
a) Todo conjunto é subconjunto de si mesmo, ou seja, 𝑛 𝑋 ∪ 𝑌 = 𝑛 𝑋 + 𝑛 𝑌 − 𝑛(𝑋 ∩ 𝑌)
X ⊂ X.
b) Se X ⊂ Y e ,Y ⊂ X então 𝑋 ≡ 𝑌
c) O conjunto vazio é subconjunto de todo e qualquer Ou seja, o número de elementos do conjunto união
conjunto, ou seja: 𝜙 ⊂ 𝑋 consista na soma do número de elementos de cada um
dos conjuntos subtraído do número de elementos da
Igualdade de conjuntos intersecção entre os dois conjuntos. Como os elemen-
Diz-se que dois conjuntos são iguais se e somente se tos em comum a ambos pertencem aos dois conjuntos,
ambos possuem os mesmos elementos. Se houver ao me- é necessário subtrair 𝑛 𝑋 ∩ 𝑌 para não contar esses
nos um elemento diferente em um dos conjuntos, não se elementos duas vezes.
pode dizer que ambos são iguais. A seguir, um exemplo:
Sejam os conjuntos: X={1, 2, 3, 4}, Y={1, 2, 3, 4, 5,} e DIFERENÇA ENTRE CONJUNTOS
Z={1, 2, 3, 4} Para explicar a diferença entre conjuntos, será dado
Os conjuntos X e Z possuem os mesmos elementos um exemplo. Sejam dois conjuntos X={10, 20, 30, 40} e
e, portanto, são iguais: 𝑋 ≡ 𝑍 . Já o conjunto Y não é Y={30, 40, 50, 60}. A diferença entre esses dois conjuntos,
igual a nenhum dos outros dois, pois tem um elemento nessa ordem (ou seja, X-Y), resulta em um terceiro con-
diferente de ambos (elemento 5). junto, Z, que é expresso por: Z={10, 20}. Note que o con-
junto Z contém todos os elementos que pertencem tanto
OPERAÇÕES ENTRE CONJUNTOS ao conjunto X excluídos os elementos em comum com
o conjunto Y. Essa operação é representada por: Z=X-Y.
UNIÃO DE CONJUNTOS Se a diferença fosse Z=Y-X, o resultado seria .Z={50,
Para explicar a união de conjuntos, será utilizado 60}. Em resumo, o conjunto diferença contém todos os
um exemplo. Sejam dois conjuntos X={10, 20, 30, 40} e elementos do primeiro conjunto excluindo-se os ele-
Y={30, 40, 50, 60}. A união desses dois conjuntos resulta mentos em comum com o segundo conjunto.
em um terceiro conjunto, Z, que é expresso por: Z={10, Se o segundo conjunto (Y) for um subconjunto do
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

20, 30, 40, 50, 60} . Note que o conjunto Z contém todos primeiro (X), a diferença é expressa por CXY, onde lê-se
os elementos de X e Y, sem repetir os elementos em co- complementar de Y em relação a X.
mum. Essa operação é representada por: 𝑋 ∪ 𝑌 .
É possível visualizar a operação utilizando o diagrama PROBLEMAS
de Venn: É comum encontrar em diversas provas problemas
que precisam de noções de conjuntos para serem resol-
vidos. São problemas que requerem o uso do diagrama
de Venn e têm uma mecânica característica de solução. A
seguir será apresentado um exemplo:
Uma pesquisa foi feita com os funcionários de uma
empresa, para ver quais eram as preferências alimentícias
de cada um deles. Para isso, foi perguntado se o funcio-

45
nário come carne vermelha, frango, peixe ou não come 41 funcionários comem carne vermelha e peixe. Des-
nenhum tipo de carne. Após entrevistar os 200 funcioná- sas 41 pessoas, 15 comem carne vermelha, frango e pei-
rios, chegou-se aos seguintes resultados: xe. Então, 41-15=26 pessoas comem somente carne ver-
110 funcionários comem carne vermelha melha e peixe.
100 funcionários comem frango
80 funcionários comem peixe Agora, coloca-se todos os valores encontrados no
44 funcionários comem carne vermelha e frango diagrama:
43 funcionários comem frango e peixe
41 funcionários comem carne vermelha e peixe
15 funcionários comem carne vermelha, frango e pei-
xe

De acordo com a pesquisa, quantos funcionários não


comem nenhum tipo de carne? Quantos funcionários co-
mem somente carne vermelha?
O primeiro passo é montar o diagrama de Venn do
problema, onde cada circunferência representará um
conjunto. Há três conjuntos: carne vermelha, frango e
peixe.

Os próximos passos consistem em preencher os ou-


tros espaços que há em comum entre os conjuntos.
110 funcionários comem carne vermelha. O número
de funcionários que comem somente carne vermelha
corresponde a: 110-29-15-26=40 funcionários.
100 funcionários comem carne frango. O número de
funcionários que comem somente frango corresponde a:
100-29-15-28=28 funcionários.
80 funcionários comem peixe. O número de funcio-
nários que comem somente peixe corresponde a: 80-28-
15-26=11 funcionários
O próximo passo é preencher os campos do diagra-
ma. Quando houver o dado, o primeiro espaço a ser Agora, coloca-se todos os valores encontrados no
preenchido é a intersecção dos três conjuntos. Nesse diagrama:
caso, corresponde à quantidade de funcionários que co-
mem os três tipos de carne.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

44 funcionários comem carne vermelha e frango. A quantidade de funcionários que não comem carne,
Dessas 44 pessoas, 15 comem carne vermelha, frango e pode ser encontrada somando-se todos os valores que
peixe. Então, 44-15=29 pessoas comem somente carne constam no diagrama e, em seguida, calcula-se a dife-
vermelha e frango. rença entre o total de funcionários e a soma encontrada.
43 funcionários comem frango e peixe. Dessas 41 Assim: 200-(40+29+15+26+28+28+11)=23 funcionários.
pessoas, 15 comem carne vermelha, frango e peixe. En- Assim:
tão, 43-15=28 pessoas comem somente frango e peixe.

46
PROGRESSÃO ARITMÉTICA

Definição

As progressões aritméticas, conhecidas com “PA”, são


sequências de números, que seguem um determinado
padrão. Este padrão caracteriza-se pelo termo seguinte
da sequência ser o termo anterior adicionado de um va-
lor fixo, que chamaremos de constante da PA, represen-
tado pela letra “r”.
Os exemplos a seguir ilustrarão a definição acima:
a) S={1,2,3,4,5…} : Esta sequência é caracterizada por
sempre somar o valor 1 no termo seguinte, ou seja,
Assim, analisando o diagrama final é possível respon- trata-se de uma PA com razão . Se r>0, classificare-
der às duas perguntas do problema: mos com PA crescente.
23 funcionários não comem carne b) S={13,11,9,7,5…} : Também podemos ter sequên-
40 funcionários comem somente carne vermelha cias onde ao invés de somar, estaremos subtraindo
um valor fixo. Neste exemplo, o termo seguinte é o
termo anterior subtraído 2, assim, trata-se de uma
FIQUE ATENTO! PA com razão . Se r<0, classificaremos com PA de-
Sempre confira se a soma de todos os nú- crescente.
meros que constam nos espaços dos dia- c) S={4,4,4,4,4…} : Além disso, podemos ter uma se-
gramas corresponde à quantidade total do quência de valores constantes, nesse caso, é como
problema. Se não corresponder, há um con- se estivéssemos somando 0 ao termos. Assim, se
junto dos que não se encaixa em nenhum r=0, classificaremos com PA constante.
dos conjuntos do problema (no caso acima,
é o conjunto dos que não comem carne). Termo Geral

Dado esta lógica de formação das progressões arit-


méticas, pode-se definir o que chamamos de “expressão
do termo geral”. Trata-se de uma fórmula matemática
EXERCÍCIOS COMENTADOS que relaciona dois termos de uma PA com a razão r:
an = ap + n − p � r , com n ∈ ℕ∗
1. (AFAP – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – FCC,
2019). Foi feita uma pesquisa entre todos os funcio-
nários da empresa X e constatou-se que 50 deles fala- Onde an e ap são termos quaisquer da PA. Essa ex-
vam inglês, 45 espanhol e 15 falavam as duas línguas. pressão geral pode ser utilizada de 2 formas:
Verificou-se também que 5 dos funcionários não falavam a) Sabemos um termo e a razão e queremos encon-
nenhuma língua estrangeira. Então, o número de funcio- trar outro termo.
nários da empresa X é
Ex: O primeiro termo da PA igual a 7 e a razão é 3,
a) 95 qual é o quinto termo?
b) 75 Temos então a1 = 7 e r = 3 e queremos achar a5.
c) 85 Substituindo na fórmula do termo geral, temos que p =
d) 80 1 e n = 5. Assim: an = ap + n − p � r
e) 90 a5 = a1 + 5 − 1 � r
a5 = 7 + 4 � 3
Resposta: Letra C. O diagrama de Venn do problema
a5 = 19
é o seguinte
Ou seja, o quinto termo desta PA é 19.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

b) Sabemos dois termos quaisquer e queremos obter


a razão da PA.
Ex: O terceiro termo da PA é 2 e o sexto é -1, qual será
a razão da PA?
Temos então a3 = 2 e a6 = −1 e queremos achar r.
Substituindo na fórmula do termo geral, temos que p =
3 e n = 6. Assim:

Assim, o total de funcionários da empresa é igual a:


35+15+30+5=85 funcionários.

47
P2: Termos equidistantes dos Extremos. Numa sequên-
an = ap + n − p � r cia finita, dizemos que dois termos são equidistantes dos
extremos se a quantidade de termos que precederem o
a6 = a3 + 6 − 3 � r
primeiro deles for igual à quantidade de termos que su-
−1 = 2 + 3 � r cederem ao outro termo. Assim, na sucessão:
3r = −3
r = −1 (a1 , a2 , a3, a4 , . . . , ap , . . . , ak , . . . , an 3 , an 2 , an 1 , an ),
− − −

Ou seja, a razão desta PA é -1. Temos:

Soma dos termos a2 e an 1 são termos equidistantes dos extremos;



Outro ponto importante de uma progressão arit- a3 e an 2 são termos equidistantes dos extremos;
mética é a soma dos termos. Considerando uma PA

a4 e an 3 são termos equidistantes dos extremos.
que queremos saber a soma dos 5 primeiros termos: −

S={2,4,6,8,10…}. Como são poucos termos e sabemos to-


dos eles, podemos simplesmente somá-los: 2+4+6+8+10 Nota-se que sempre que dois termos são equidis-
= 30. Agora, considere que você saiba apenas o primei- tantes dos extremos, a soma dos seus índices é igual ao
ro e o quinto termo, ou seja: a1 = 2 e a5 = 10 e . valor de n + 1. Assim sendo, podemos generalizar que,
Como você calcularia a soma dos 5 termos? se os termos e são equidistantes dos extremos, então:
O jeito que você aprendeu até agora seria obter os
outros termos e a razão a partir da expressão do termo p + k = n+1
geral, porém você teria que fazer muitas contas para che-
gar ao resultado, gastando tempo. Como a PA segue um
padrão, foi possível deduzir uma expressão que dependa FIQUE ATENTO!
apenas do primeiro termo e do último:
Com as considerações anteriores, temos que
numa PA com termos, a soma de dois ter-
a1 + an � n mos equidistantes dos extremos é constante
Sn = e igual a soma do primeiro termo com o úl-
2
timo termo.
Assim, com , a1 = 2, a5 = 10 e n = 5 , podemos
calcular a soma: Ex: Sejam, numa PA de termos, ap e ak termos equi-
distantes dos extremos, teremos, então:
2 + 10 � 5 12 � 5 60
Sn = = = = 30 ap = a1 + (p – 1) � r ⇒ ap = a1 + p � r – r
2 2 2
Ou seja, não precisamos saber nem a razão da PA ak = a1 + (k – 1) � r ⇒ ak = a1 + k � r – r
para acharmos a soma.
Propriedades Somando as expressões:
As progressões aritméticas possuem algumas pro-
priedades interessantes que podem ser exploradas em ap + ak = a1 + p � r – r + a1 + k � r – r
provas de concursos:
P1: Para três termos consecutivos de uma PA, o termo ap + ak = a1 + a1 + (p + k – 1 – 1) � r
médio é a média aritmética dos outros dois termos. Essa
propriedade é fácil de verificar com o exemplo: Vamos Considerando que p + k = n + 1 , ficamos com:
considerar três termos consecutivos de uma PA sendo
an−1, an e an+1 .Podemos afirmar a partir da fórmula
do termo geral que:
ap + ak = a1 + a1 + (n + 1 – 1) � r
an = an−1 + r ap + ak = a1 + a1 + (n – 1) � r
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

an = an+1 – r ap + ak = a1 + an
Somando as duas expressões:

2an = an−1 + r + an +1 − r
2an = an−1 + an + 1
O que leva a:
an−1 + an + 1
an =
2

48
Representação, (notação)
→ Pontos serão representados por letras latinas
EXERCÍCIOS COMENTADOS maiúsculas; ex: A, B, C,…
→ Retas serão representados por letras latinas minús-
1. Em relação à progressão aritmética (10, 17, 24, …), de- culas; ex: a, b, c,…
termine: → Planos serão representados por letras gregas mi-
núsculas; ex: β,∞,α,...
a) o termo geral dessa PA;
b) o seu 15° termo; Representação gráfica

Resposta:
a) Para encontrar o termo geral da progressão aritmé-
tica, devemos, primeiramente, determinar a razão r:
r = a2 – a1
r = 17 – 10
r=7
A razão é 7, e o primeiro termo da progressão (a1) é 10.
Através da fórmula do termo geral da PA, temos:

an = a1 + (n – 1). r


an = 10 + (n – 1). 7

Portanto, o termo geral da progressão é dado por an =


10 + (n – 1). 7.

b)  Como já encontramos a fórmula do termo geral,


vamos utilizá-la para encontrar o 15° termo. Tendo em Postulados primitivos da geometria, qualquer postu-
vista que n = 15, temos então: lado ou axioma é aceito sem que seja necessária a prova,
an = 10 + (n – 1). 7 contanto que não exista a contraprova.
a15 = 10 + (15 – 1). 7 - Numa reta bem como fora dela há infinitos pontos
a15 = 10 + 14 . 7 distintos.
a15 = 10 + 98 - Dois pontos determinam uma única reta (uma e so-
a15 = 108 mente uma reta).

O 15° termo da progressão é 108.

2. (CONED-2016) Em uma PA com 12 termos, a soma


dos três primeiros é 12 e a soma dos dois últimos é 65. A
razão dessa PA é um número:

a) Múltiplo de 5
b) Primo - Pontos colineares pertencem à mesma reta.
c) Com 3 divisores positivos
d) Igual a média geométrica entre 9 e 4
e) Igual a 4!

Resposta: Letra B. Aplicando a fórmula do termo ge-


ral nas duas considerações do enunciado, chega-se a
razão igual a 3, que é um número primo
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

INTRODUÇÃO A GEOMETRIA PLANA


- Três pontos determinam um único plano.
Ponto, Reta e Plano
A definição dos entes primitivos ponto, reta e plano
é quase impossível, o que se sabe muito bem e aqui será
o mais importante é sua representação geométrica e es-
pacial.

49
- Se uma reta contém dois pontos de um plano, esta
reta está contida neste plano.

Uma reta r é paralela a um plano no espaço R3, se


existe uma reta s inteiramente contida no plano que é
paralela à reta dada.
Seja P um ponto localizado fora de um plano. A dis-
tância do ponto ao plano é a medida do segmento de
- Duas retas são concorrentes se tiverem apenas um reta perpendicular ao plano em que uma extremidade é
ponto em comum. o ponto P e a outra extremidade é o ponto que é a inter-
seção entre o plano e o segmento.
Se o ponto P estiver no plano, a distância é nula.

Observe que r ∩ s = {H} . Sendo que H está contido


na reta r e na reta s. Planos concorrentes no espaço são planos cuja inter-
seção é uma reta.
Um plano é um subconjunto do espaço R3 de tal Planos paralelos no espaço R3 são planos que não
modo que quaisquer dois pontos desse conjunto podem tem interseção.
ser ligados por um segmento de reta inteiramente con- Quando dois planos são concorrentes, dizemos que
tida no conjunto. tais planos formam um diedro e o ângulo formado en-
Um plano no espaço pode ser determinado por qual- tre estes dois planos é denominado ângulo diedral. Para
quer uma das situações: obter este ângulo diedral, basta tomar o ângulo forma-
- Três pontos não colineares (não pertencentes à do por quaisquer duas retas perpendiculares aos planos
mesma reta); concorrentes.
- Um ponto e uma reta que não contem o ponto;
- Um ponto e um segmento de reta que não contem
o ponto;
- Duas retas paralelas que não se sobrepõe;
- Dois segmentos de reta paralelos que não se so-
brepõe;
- Duas retas concorrentes;
- Dois segmentos de reta concorrentes. Planos normais são aqueles cujo ângulo diedral é um
ângulo reto (90°).
Duas retas (segmentos de reta) no espaço R3 podem
ser: paralelas, concorrentes ou reversas. Razão entre Segmentos de Reta
Duas retas são ditas reversas quando uma não tem Segmento de reta é o conjunto de todos os pontos
interseção com a outra e elas não são paralelas. Pode-se de uma reta que estão limitados por dois pontos que são
pensar de uma reta r desenhada no chão de uma casa e as extremidades do segmento, sendo um deles o ponto
uma reta s desenhada no teto dessa mesma casa. inicial e o outro o ponto final. Denotamos um segmento
por duas letras como, por exemplo, AB, sendo A o início
e B o final do segmento.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Ex: AB é um segmento de reta que denotamos por AB.

Uma reta é perpendicular a um plano no espaço R3, se Segmentos Proporcionais


ela intersecta o plano em um ponto P e todo segmento
de reta contido no plano que tem P como uma de suas Proporção é a igualdade entre duas razões equiva-
extremidades é perpendicular à reta. lentes. De forma semelhante aos que já estudamos com
números racionais, é possível estabelecer a proporcio-
nalidade entre segmentos de reta, através das medidas
desse segmentos.

50
Vamos considerar primeiramente um caso particular
com quatro segmentos de reta com suas medidas apre- A B⁄B C = DE⁄E F
sentadas na tabela a seguir: B C⁄ A B = EF ⁄D E
A B⁄D E = B C⁄ E F
m(AB) = 2cm m(PQ) =4 cm D E⁄ A B = E F ⁄B C
m(CD) = 3cm m(RS) = 6cm
Ex: Consideremos a figura ao lado com um feixe de
A razão entre os segmentos AB e CD e a razão entre retas paralelas, sendo as medidas dos segmentos indica-
os segmentos PQ e RS e , são dadas por frações equivalen- das em centímetros.
tes, isto é A B⁄C D = 2⁄3; PQ/RS = 4/6 e como 2/3 = 4/6,
segue a existência de uma proporção entre esses quatro
segmentos de reta. Isto nos conduz à definição de seg-
mentos proporcionais.
Diremos que quatro segmentos de reta, AB, BC, CD e DE
, nesta ordem, são proporcionais se: A B⁄B C = C D⁄D E .
Os segmentos AB e DE são os segmentos extremos e
os segmentos BC e CD e são os segmentos meios.
A proporcionalidade acima é garantida pelo fato que
existe uma proporção entre os números reais que repre-
sentam as medidas dos segmentos:
m (AB) m (CD)
=
m (BC ) m (DE)
Assim:
Feixe de Retas Paralelas
B C⁄A B = E F⁄D E
Um conjunto de três ou mais retas paralelas num pla- A B⁄D E = B C⁄E F
no é chamado feixe de retas paralelas. A reta que inter- D E⁄A B = E F⁄B C
cepta as retas do feixe é chamada de reta transversal. As
retas a, b, c e d que aparecem no desenho anexado, for-
mam um feixe de retas paralelas enquanto que as retas s #FicaDica
e t são retas transversais.
Uma proporção entre segmentos pode
ser formulada de várias maneiras. Se um
dos segmentos do feixe de paralelas for
desconhecido, a sua dimensão pode
ser determinada com o uso de razões
proporcionais.

Ângulos

Ângulo: Do latim - angulu (canto, esquina), do grego


- gonas; reunião de duas semi-retas de mesma origem
não colineares.
Teorema de Tales: Um feixe de retas paralelas de-
termina sobre duas transversais quaisquer, segmentos
proporcionais. A figura abaixo representa uma situação
onde aparece um feixe de três retas paralelas cortadas
por duas retas transversais.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Ângulo Agudo: É o ângulo, cuja medida é menor do


que 90º.

Identificamos na sequência algumas proporções:

51
Ângulo Raso:

Ângulo Central - É o ângulo cuja medida é 180º;

a) Da circunferência: é o ângulo cujo vértice é o cen-


tro da circunferência; - É aquele, cujos lados são semi-retas opostas.
b) Do polígono: é o ângulo, cujo vértice é o centro do
polígono regular e cujos lados passam por vértices
consecutivos do polígono.
Ângulo Reto:

- É o ângulo cuja medida é 90º;


- É aquele cujos lados se apoiam em retas perpendi-
culares.

Ângulo Circunscrito: É o ângulo, cujo vértice não per-


tence à circunferência e os lados são tangentes à ela.
Ângulos Complementares: Dois ângulos são comple-
mentares se a soma das suas medidas é 900.

Ângulo Inscrito: É o ângulo cujo vértice pertence a


uma circunferência e seus lados são secantes a ela.

Ângulos Congruentes: São ângulos que possuem a


mesma medida.
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Ângulo Obtuso: É o ângulo cuja medida é maior do


que 90º.

Ângulos Opostos pelo Vértice: Dois ângulos são


opostos pelo vértice se os lados de um são as respectivas
semi-retas opostas aos lados do outro.

52
Ângulos Suplementares: Dois ângulos são ditos su-
plementares se a soma das suas medidas de dois ângulos
é 180º.

Assim a soma dos ângulos 4 e 5 é 180° e a soma dos


ângulos 3 e 6 também será 180°
Grau: (º): Do latim - gradu; dividindo a circunferência
em 360 partes iguais, cada arco unitário que corresponde Ângulos colaterais externos: O termo colateral signifi-
a 1/360 da circunferência denominamos de grau. ca “mesmo lado” e sua propriedade é que a soma destes
ângulos será sempre 180°
Ângulos formados por duas retas paralelas com
uma transversal

Lembre-se: Retas paralelas são retas que estão no


mesmo plano e não possuem ponto em comum.

Vamos observar a figura abaixo:

Todos esses ângulos possuem relações entre si, e elas


estão descritas a seguir:

Assim a soma dos ângulos 2 e 7 é 180° e a soma dos


Ângulos colaterais internos: O termo colateral signifi- ângulos 1 e 8 também será 180°
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

ca “mesmo lado” e sua propriedade é que a soma destes


ângulos será sempre 180° Ângulos alternos internos: O termo alterno significa
lados diferentes e sua propriedade é que eles sempre se-
rão congruentes

53
Assim, o ângulo 1 é igual ao ângulo 5, o ângulo 2 é
igual ao ângulo 6, o ângulo 3 é igual ao ângulo 7 e o
ângulo 4 é igual ao ângulo 8.
Assim, o ângulo 4 é igual ao ângulo 6 e o ângulo 3 é
igual ao ângulo 5
FIQUE ATENTO!
Ângulos alternos externos: O termo alterno significa
lados diferentes e sua propriedade é que eles sempre se- Há cinco classificações distintas para os ân-
rão congruentes gulos formados por duas retas paralelas que
intersectam uma transversal. Então, procure
visualizar bem as imagens para associá-las a
cada classificação existente.

EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (CS-UFG-2016) Considere que a figura abaixo re-


presenta um relógio analógico cujos ponteiros das ho-
ras (menor) e dos minutos (maior) indicam 3 h e 40 min.
Nestas condições, a medida do menor ângulo, em graus,
formado pelos ponteiros deste relógio, é:
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Assim, o ângulo 1 é igual ao ângulo 7 e o ângulo 2 é a) 120°


igual ao ângulo 8 b) 126°
c) 130°
Ângulos correspondentes: São ângulos que ocupam d) 132°
uma mesma posição na reta transversal, um na região
interna e o outro na região externa. Resposta: Letra C. Se o ponteiro das horas estivesse
no 4 daria 120 graus. Como ele está antes e se passou
40 minutos (2/3 de uma hora), então ele está 1/3 de
30° (10°) atrás. Se somarmos 120+ 10 = 130°

54
2. Na imagem a seguir, as retas u, r e s são paralelas e
cortadas por uma reta transversal. Determine o valor dos
b) Na razão
3
ângulos x e y. 5

O número 5 é consequente

Ex. A razão entre 20 e 50 é = já a razão entre 50


20 2
50 5 50 5
e 20 é = . Ou seja, deve-se sempre indicar o antece-
20 2
dente e o consequente para sabermos qual a ordem de
montarmos a razão.

Ex. Numa classe de 36 alunos há 15 rapazes e 21 mo-


ças. A razão entre o número de rapazes e o número de
moças é 15 , se simplificarmos, temos que a fração equi-
21
5
valente 7 , o que significa que para “cada 5 rapazes há 7
moças”. Por outro lado, a razão entre o número de rapa-
zes e o total de alunos é dada por 15 = 5 , o que equivale
Resposta: x = 50° e y = 130° 36 12
Facilmente observamos que os ângu- a dizer que “de cada 12 alunos na classe, 5 são rapazes”.
los x e 50° são opostos pelo vértice, logo, x = 50°. Po-
demos constatar também que y e 50° são suplemen- Razão entre grandezas de mesma espécie: A razão
tares, ou seja: entre duas grandezas de mesma espécie é o quociente
dos números que expressam as medidas dessas grande-
zas numa mesma unidade.
50° + y = 180°
Ex. Um automóvel necessita percorrer uma estrada de
y = 180° – 50° 360 km. Se ele já percorreu 240 km, qual a razão entre a
y = 130° distância percorrida em relação ao total?
Portanto,os ângulos procurados são y = 130° e x = 50° Como os dois números são da mesma espécie (dis-
tância) e estão na mesma unidade (km), basta fazer a ra-
zão:
RAZÃO 240 𝑘𝑚 2
𝑟= =
360 𝑘𝑚 3
Quando se utiliza a matemática na resolução de pro-
blemas, os números precisam ser relacionados para se No caso de mesma espécie, porém em unidades diferen-
obter uma resposta. Uma das maneiras de se relacionar tes, deve-se escolher uma das unidades e converter a outra.
os números é através da razão. Sejam dois números reais
a e b, com b ≠ 0,define-se razão entre a e b (nessa or- Ex. Uma maratona possui aproximadamente 42 km de
dem) o quociente a ÷ b, ou
𝑎
. extensão. Um corredor percorreu 36000 metros. Qual a
𝑏 razão entre o que falta para percorrer em relação à ex-
A razão basicamente é uma fração, e como sabem, tensão da prova?
frações são números racionais. Entretanto, a leitura des- Veja que agora estamos tentando relacionar metros
te número é diferente, justamente para diferenciarmos com quilômetros. Para isso, deve-se converter uma das
quando estamos falando de fração ou de razão. unidades, vamos utilizar “km”:

a) Quando temos o número


3
e estamos tratando de 36000 m=36 km
5
fração, lê-se: “três quintos”. Como é pedida a razão entre o que falta em relação
3 ao total, temos que:
b) Quando temos o número 5
e estamos tratando 42 𝑘𝑚 − 36 𝑘𝑚 6 𝑘𝑚 1
de razão, lê-se: “3 para 5”. 𝑟= = =
42 𝑘𝑚 42 𝑘𝑚 7
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

Além disso, a nomenclatura dos termos também é Ex. Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse compri-
diferente: mento é representado num desenho por 20 cm. Qual é a
razão entre o comprimento representado no desenho e
O número 3 é numerador o comprimento real?
3
Convertendo o comprimento real para cm, temos
a) Na fração 5
que:
20 𝑐𝑚 1
O número 5 é denominador 𝑒= =
800 𝑐𝑚 40

O número 3 é antecedente

55
83,76 𝑘𝑚 𝑘𝑚
#FicaDica 𝑐= = 10,47
8𝑙 𝑙
A razão entre um comprimento no desenho
e o correspondente comprimento real, cha- #FicaDica
ma-se escala
A razão entre a distância percorrida em rela-
ção a uma quantidade de combustível é de-
Razão entre grandezas de espécies diferentes: É
finida como “consumo médio”
possível também relacionar espécies diferentes e isto
está normalmente relacionado a unidades utilizadas na
Proporção
física:
A definição de proporção é muito simples, pois se tra-
Ex. Considere um carro que às 9 horas passa pelo qui- ta apenas da igualdade de razões.
lômetro 30 de uma estrada e, às 11 horas, pelo quilô-
metro 170. Qual a razão entre a distância percorrida e o Na proporção
3
=
6
(lê-se: “3 está para 5 assim
tempo gasto no translado? 5 10
Para montarmos a razão, precisamos obter as infor- como 6 está para 10”).
mações: Observemos que o produto 3 ∙ 10=30 é igual ao pro-
duto 5 x 6=30, o que caracteriza a propriedade funda-
Distância percorrida: 170 km – 30 km = 140 km mental das proporções
Tempo gasto: 11h – 9h = 2h
Calculamos a razão entre a distância percorrida e o #FicaDica
tempo gasto para isso:
Se multiplicarmos em cruz (ou em x), tere-
140 𝑘𝑚 70 mos que os produtos entre o numeradores
𝑣= = = 70 𝑘 𝑚 ⁄ℎ
2ℎ 1 e os denominadores da outra razão serão
Como são duas espécies diferentes, a razão entre elas iguais.
será uma espécie totalmente diferente das outras duas.
2 6
Ex. Na igualdade = , temos 2 x 9=3 x 6=18, logo,
3 9
#FicaDica temos uma proporção.

A razão entre uma distância e uma medida Ex. Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se
de tempo é chamada de velocidade. a seguinte dosagem: 7 gotas para cada 3 kg do “peso” da
criança. Se uma criança tem 15 kg, qual será a dosagem
correta?
Como temos que seguir a receita, temos que atender
Ex. A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, a proporção, assim, chamaremos de x a quantidade de
Rio de Janeiro e São Paulo) tem uma área aproximada de gotas a serem ministradas:
927 286 km2 e uma população de 66 288 000 habitantes,
aproximadamente, segundo estimativas projetadas pelo 7 𝑔𝑜𝑡𝑎𝑠 𝑥 𝑔𝑜𝑡𝑎𝑠
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o =
ano de 1995. Qual a razão entre o número de habitantes 3 𝑘𝑔 15 𝑘𝑔
e a área total? Logo, para atendermos a proporção, precisaremos
encontrar qual o número que atenderá a proporção.
Dividindo-se o número de habitantes pela área, obte- Multiplicando em cruz, temos que:
remos o número de habitantes por km2 (hab./km2):
66288000 ℎ𝑎𝑏 ℎ𝑎𝑏 3x=105
𝑑= = 71,5
927286 𝑘𝑚² 𝑘𝑚2
105
𝑥=
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

3
#FicaDica
x=35 gotas
A razão entre o número de habitantes e a
área deste local é denominada densidade Ou seja, para uma criança de 30 kg, deve-se ministrar
demográfica. 35 gotas do remédio, atendendo a proporção.

Outro jeito de ver a proporção: Já vimos que uma


Ex. Um carro percorreu, na cidade, 83,76 km com 8 L proporção é verdadeira quando realizamos a multiplica-
de gasolina. Dividindo-se o número de quilômetros per- ção em cruz e encontramos o mesmo valor nos dois pro-
corridos pelo número de litros de combustível consumi- dutos. Outra maneira de verificar a proporção é verificar
dos, teremos o número de quilômetros que esse carro se a duas razões que estão sendo igualadas são frações
percorre com um litro de gasolina: equivalentes. Lembra deste conceito?

56
FIQUE ATENTO! FIQUE ATENTO!
Uma fração é equivalente a outra quando Usamos razão para fazer comparação entre
podemos multiplicar (ou dividir) o nume- duas grandezas. Assim, quando dividimos
rador e o denominador da fração por um uma grandeza pela outra estamos compa-
mesmo número, chegando ao numerador e rando a primeira com a segunda. Enquanto
denominador da outra fração. proporção é a igualdade entre duas razões.

4 12
Ex. e são frações equivalentes, pois:
3 9
4x=12 →x=3 EXERCÍCIOS COMENTADOS
3x=9 →x=3
1. O estado de Tocantins ocupa uma área aproximada de
4
Ou seja, o numerador e o denominador de quan- 278.500 km². De acordo com o Censo/2000 o Tocantins
3
do multiplicados pelo mesmo número (3), chega ao nu- tinha uma população de aproximadamente 1.156.000 ha-
merador e denominador da outra fração, logo, elas são bitantes. Qual é a densidade demográfica do estado de
equivalentes e consequentemente, proporcionais. Tocantins?
Agora vamos apresentar algumas propriedades da
proporção: Resposta : A densidade demográfica é definida como
a razão entre o número de habitantes e a área ocu-
a) Soma dos termos: Quando duas razões são pro- pada:
porcionais, podemos criar outra proporção soman-
do os numeradores com os denominadores e divi- 1 156 000 hab.
d= = 4,15 ha b⁄k m²
dindo pelos numeradores (ou denominadores) das 278 500 km²
razões originais:
2. Se a área de um retângulo (A1 ) mede 300  cm²  e a
5 10 5 + 2 10 + 4 7 14 área de um outro retângulo (A2 ) mede 100 cm², qual é o
= → = → =
2 4 5 10 5 10 valor da razão entre as áreas (A1 ) e (A2 ) ?
ou
Resposta : Ao fazermos a razão das áreas, temos:
5 10 5 + 2 10 + 4 7 14
= → = → = A1 300
2 4 2 4 2 4 = =3
A2 100

b) Diferença dos termos: Analogamente a soma, te-


mos também que se realizarmos a diferença entre Então, isso significa que a área do retângulo 1 é 3 ve-
os termos, também chegaremos em outras pro- zes maior que a área do retângulo 2.
porções:
3.(CELESC – Assistente Administrativo – FEPESE/2016)
4 8 4−3 8−6 1 2 Dois amigos decidem fazer um investimento conjunto
= → = → =
3 6 4 8 4 8 por um prazo determinado. Um investe R$ 9.000 e o ou-
ou tro R$  16.000. Ao final do prazo estipulado obtêm um
lucro de R$ 2.222 e decidem dividir o lucro de maneira
4 8 4−3 8−6 1 2 proporcional ao investimento inicial de cada um. Portan-
= → = → =
3 6 3 6 3 6 to o amigo que investiu a menor quantia obtém com o
investimento um lucro:
c) Soma dos antecedentes e consequentes: A soma
dos antecedentes está para a soma dos conse- a) Maior que R$ 810,00
quentes assim como cada antecedente está para o b) Maior que R$ 805,00 e menor que R$ 810,00
MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO

seu consequente: c) Maior que R$ 800,00 e menor que R$ 805,00


d) Maior que R$ 795,00 e menor que R$ 800,00
12 3 12 + 3 15 12 3 e) Menor que R$ 795,00
= → = = =
8 2 8+2 10 8 2
Resposta : Letra D. Ambos aplicaram R$ 9000,00+R$
d) Diferença dos antecedentes e consequentes: A 16000,00=R$ 25000,00 e o lucro de R$ 2222,00 foi so-
soma dos antecedentes está para a soma dos con- bre este valor. Assim, constrói-se uma proporção en-
sequentes assim como cada antecedente está para tre o valor aplicado (neste caso, R$ 9000,00 , pois o
o seu consequente: exercício quer o lucro de quem aplicou menos) e seu
respectivo lucro:
12 3 12 − 3 9 12 3
= → = = =
8 2 8−2 6 8 2

57
9000 25000  Essa informação encontra-se na 2ª linha e 3ª co-
x
=
2222
→ 25x = 19998 → x = R$ 799,92 luna.

Ou seja, esta tabela nos oferece valores numéricos


4. Há, em virtude da demanda crescente de economia de nos quais podemos tirar determinadas conclusões.
água, equipamentos e utensílios como, por exemplo, as
bacias sanitárias ecológicas, que utilizam 6 litros de água Definições
por descarga em vez dos 15 litros utilizados por bacias
sanitárias não ecológicas, conforme dados da Associação Chamamos de matriz m x n (m Є N e n Є N ) qual-
∗ ∗
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). quer tabela formada por m x n (m
elementos
Є N e n (informações)

ЄN )

Qual será a economia diária de água obtida por meio da dispostos em m linhas e n colunas.
substituição de uma bacia sanitária não ecológica, que
gasta cerca de 60 litros por dia com a descarga, por uma Exemplos: